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LUDWIG RUBINER - O Messianismo moderno dos expressionistas tardios 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
 
DER MENSCH 
 
 Im heißen Rotsommer, über dem staubschäumenden Drehen der rollenden Erde, unter 
hockenden Bauern, stumpfen Soldaten, beim rasselnden Drängen der runden Städte 
 Sprang der Mensch in die Höh. 
 O schwebende Säule, helle Säulen der Beine und Arme, feste strahlende Säule des Leibs, 
leuchtende Kugel des Kopfes! 
 
 Er schwebte still, sein Atemzug bestrahlte die treibende Erde. 
 Aus seinem runden Auge ging die Sonne heraus und herein. Er schloß die gebogenen Lider, der 
Mond zog auf und unter. Der leise Schwung seiner Hände warf wie eine blitzende Peitschenschnur 
den Kreis der Sterne. 
 
 
 
 
 
 
10 
 Um die kleine Erde floß der Lärm so still wie die Nässe an Veilchenbünden unter der Glasglocke. 
 
Die törichte Erde zitterte in ihrem blinden Lauf. 
 
Der Mensch lächelte wie feurige gläserne Höhlen durch die Welt, 
Der Himmel schoß in Kometenstreif durch ihn, Mensch, feurig durchscheinender! 
In ihm siedete auf und nieder das Denken, glühende Kugeln. 
 
 
 
 
15 
Das Denken floß in brennendem Schaum um ihn, 
Das lohende Denken zuckt durch ihn, 
Schimmernder Puls des Himmels, Mensch! 
O Blut Gottes, flammendes getriebnes Riesenmeer im hellen Kristall. 
Mensch, blankes Rohr: Weltkugeln, brennende Riesenaugen schwimmen wie kleine hitzende 
 Spiegel durch ihn, 
 
 
 
 
 
 
 
 
20 
 Mensch, seine Öffnungen sind schlürfende Münder, er schluckt und speit die blauen, 
herüberschlagenden Wellen des heißen Himmels. 
 
Der Mensch liegt auf dem strahlenden Boden des Himmels, 
Sein Atemzug stößt die Erde sanft wie eine kleine Glaskugel auf dem schimmernden Springbrunnen 
O weiß scheinende Säulen, durch die das Denken im Blutfunken auf und nieder rinnt. 
 
 Er hebt die lichten Säulen des Leibs: er wirft um sich wildes Ausschwirren von runden 
Horizonten hell wie die Kreise von Schneeflocken 
 
 
 
 
 
 
 
 
25 
 
Blitzende Dreiecke schießen aus seinem Kopf um die Sterne des Himmels, 
 
 Er schleudert die mächtigen verschlungenen göttlichen Kurven umher in der Welt, sie kehren zu 
ihm zurück, wie dem dunklen Krieger, der den Bumerang schnellt. 
 
In fliegenden Leuchtnetzen aufglühend und löschend wie Pulsschlag schwebt der Mensch, 
Er löscht und zündet, wenn das Denken durch ihn rinnt, 
Er wiegt auf seinem strahlenden Leib den Schwung, der wiederkehrt, 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Er dreht den flammenden Kopf und malt um sich die abgesandten, die sinkend hinglühenden 
Linien auf schwarze Nacht: 
 Kugeln dunstleuchtend brechen gekrümmt auf wie Blumenblätter, zackige Ebenen im 
Feuerschein rollen zu schrägen Kegeln schimmernd ein, spitze Pyramidennadeln steigen aus gelben 
Funken wie Sonnenlichter. 
 
 
 
 
 
 
30 
 Der Mensch in Strahlenglorie hebt aus der Nacht seine Fackelglieder und gießt seine Hände weiß 
über die Erde aus, 
 
Die hellen Zahlen, o sprühende Streifen wie geschmolznes Metall. 
 
Aber wenn es die heiße Erde beströmt (sie wölbt sich gebäumt), 
 
 
 
 
 
 
 
 
35 
Schwirrt es nicht später zurück? dünn und verstreut hinauf, beschwert mit Erdraum: 
 
 Tiergeblöcke. Duft von den grünen Bäumen, bunt auftanzender Blumenstaub, Sonnenfarben im 
Regenfall. Lange Töne Musik. 
 
 
O Erde! Der Mensch schwebt zu seiner Erde hinab, 
Gottes Blutstropfen fror im eisigen Draußen dunkel und spitz. 
Sein Schnitt dringt in die Erde, und hinter ihm zischt die blaue Luft wie Wolkenschwung von 
 tausend Geschützen. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
40 
Der Mensch drang in die Erde, die blaue Eishülle seines Willens umstrahlt ihn noch. 
 
 
 
 
 
Der Mensch drang in die Erde wühlend und scharf wie Keim, der zum Schoß feindlich saust, 
Die Erde barst klaffend, die Berge stoben zu grünem Staub, die grauen Türme der Städte 
 tanzten in seiner Faust. 
Er stieg aus den dunklen Höhlen, um ihn bebte Trümmersturz und qualmender Brand. 
Er schritt durch wehende Menschenrotten. Das himmlische Licht war verborgen. Er blieb 
unerkannt. 
 
 
Ludwig Rubiner, 1916 
Der jüngste Tag. V. III, 1982, p. 1271-1273 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
O SER HUMANO 
 
 No verão quente e vermelho, acima das voltas poeirentas da Terra rolante, entre camponeses 
acocorados, soldados obtusos, no empurra-empurra ruidoso das cidades redondas 
 O Ser Humano saltou nas alturas. 
 Oh, pilar flutuante, alvos pilares das pernas e dos braços, pilar firme e radiante do corpo, esfera 
luminosa da cabeça! 
 
 Ele flutuava em silêncio, seu hálito irradiava sobre a Terra errática. 
 Do seu olho redondo nascia e se punha o sol. Ele fechou as pálpebras arqueadas, a lua subiu e 
desceu. O silencioso ímpeto de suas mãos lançou, como um chicote cintilante, a esfera das estrelas. 
 
 
 
 
 
 
 
10 
 À volta da pequena Terra, fluiu o ruído tão silenciosamente como a umidade à volta de ramos 
violetas sob redoma de vidro. 
 
A Terra insensata tremeu em seu curso cego. 
 
O Ser Humano sorriu como cavernas de vidro ardente através do mundo, 
O céu disparou em riscas de cometa através dele, Ser Humano, ardentemente translúcido! 
Dentro dele, fervilhava subindo e baixando o pensamento, esferas incandescentes. 
 
 
 
 
15 
O pensamento fluía à sua volta em espuma incandescente, 
O pensamento chamejante palpitava através dele, 
Pulso cintilante do céu, Ser Humano! 
Oh, sangue de Deus, imenso mar flamejante movimentado em claro cristal. 
Ser Humano, tubo rútilo: globos, gigantes olhos em brasa, nadam como pequenos 
 espelhos incandescentes através dele, 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
20 
 Ser Humano, os seus orifícios são sorvedouros, ele suga e expele as ondas azuis do céu quente que 
chegam quebrando. 
 
O Ser Humano jaz no solo radiante do céu, 
A sua respiração impele suavemente a terra como uma pequena esfera de vidro sobre fonte cintilante 
Oh, pilares branco-reluzentes, através dos quais o pensamento flui para cima e para baixo em faíscas 
de sangue. 
 
 Ele ergue os pilares luzentes do corpo: lança à sua volta um turbilhão selvagem de horizontes 
redondos, claros como os círculos de flocos de neve 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
25 
 
Triângulos cintilantes disparam de sua cabeça em direção às estrelas do céu, 
 
 Ele arremessa as poderosas curvas divinas entrelaçadas pelo mundo, elas retornam a ele como ao 
guerreiro negro que atira o boomerang. 
 
Em redes de luz esvoaçantes que acendem e apagam como o pulsar de um coração, o ser humano 
 flutua, 
Apaga-se e inflama-se quando o pensamento o percorre, 
Ele amortece em seu corpo radiante o impulso, que regressa, 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Ele gira a cabeça flamejante e pinta à sua volta as linhas enviadas, as linhas descendentes que 
fulguram na noite negra: 
 Esferas nebulosamente radiantes abrem-se retorcidas como pétalas de flores; em chamas, 
superfícies recortadas enrolam-se formando cones oblíquos cintilantes, pirâmides pontiagudas 
erguem-se de fagulhas amarelas como raios solares. 
 
 O Ser Humano em glória radiante levanta da noite o seu membro-tocha e derrama as suas mãos 
brancamente sobre a Terra, 
 
 
 
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Os números claros, oh, patrulhas que pulverizam como metal fundido. 
 
Mas quando isso corre a Terra quente (ela arqueia-se esquiva), 
 
 
 
 
 
 
 
 
35 
Não espirra de volta depois? ralo e disperso, carregado de espaço terrestre: 
 
 Balidos de animais. Cheiro dasárvores verdes, o pó colorido e dançante de flores, as cores do sol 
através da chuva. Longos tons de música. 
 
 
Oh, Terra! O Ser Humano desce flutuando à sua Terra, 
A gota de sangue de Deus congelou, no exterior gelado, escura e pontiaguda. 
O seu corte penetra na Terra e, o ar azul sibila atrás dele como a nuvem de 
 mil canhões. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
40 
O Ser Humano penetrou na terra, o invólucro de gelo azul da sua vontade ainda brilha à sua volta. 
 
 
 
 
 
O Ser Humano penetrou cortante na Terra, revolvendo-a como germe que se precipita no ventre 
 hostil, 
A Terra rebentou abrindo-se, as montanhas desfizeram-se em pó verde, as torres cinzentas das 
cidades dançaram no seu punho. 
Ele ergueu-se das cavernas escuras, à sua volta sacudiram desabamento de escombros e incêndio 
 fumegante. 
Ele andou por entre multidões atormentadas. A luz celeste estava oculta. Ele permaneceu incógnito. 
 
 
 
 Ludwig Rubiner, 1916 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Leises Lied 
 
 Canção silenciosa 
 
 
 
 
 
5 
In einem stillen Garten, 
an eines Brunnens Schacht, 
wie wollt ich gerne warten 
die lange graue Nacht. 
 
Viel helle Lilien blühen 
um des Brunnens Schlund; 
drin schwimmen golden die Sterne, 
drin badet sich der Mond. 
 
 
 
 
 
5 
Em um silencioso jardim, 
junto à fonte de um poço, 
como eu gostaria de esperar 
a longa noite cinzenta. 
 
Muitos lírios claros florescem 
ao redor da garganta da fonte; 
nela, nadam estrelas em ouro 
nela, banha-se a lua. 
 
 
10 
 
 
 
 
 
15 
 
Und wie in den Brunnen schimmern 
die lieben Sterne hinein, 
glänzt mir im Herzen immer 
deiner lieben Augen Schein. 
 
Die Sterne doch am Himmel, 
die stehen all’ so fern; 
in deinem stillen Garten stünd’ 
ich jetzt so gern. 
 
 
10 
 
 
 
 
 
15 
 
E como dentro da fonte 
as queridas estrelas cintilam, 
sempre brilha em meu coração 
De teus queridos olhos a luz. 
 
Mas as estrelas no céu 
estão todas tão distantes; 
em teu silencioso jardim 
eu gostaria de estar agora. 
 
 
 
Richard Dehmel 
Gesammelte Werke in drei Bänden. Vol. I, 1920, p. 40.

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