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Orientações didáticas sobre direitos indígenas: explica o Art.231 da Constituição, descreve ameaças às terras (avanço de fazendas, grilagem, queimadas, exploração mineral) e propõe atividades escolares — análise de fotos, leitura de mitos, roda de leitura e interpretação de mapa e texto.

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Orientações didáticas
Ler o mundo: História Viva
A seção enfoca o direito que ga-
rante aos povos indígenas a manu-
tenção e a defesa de sua cultura e de 
seu modo de vida. Ressalte que esse 
direito foi conquistado ao longo de 
muitos anos de luta e mobilização 
indígena e também de ativistas não 
indígenas.
Nesse estudo, é importante garan-
tir a análise do contexto histórico em 
que os indígenas estão envolvidos. 
Enfatize que a manutenção do seu 
modo de vida tradicional depende da 
utilização plena das terras e dos re-
cursos naturais nelas disponíveis. Os 
indígenas têm sido ameaçados prin-
cipalmente e pelo avanço de fazen-
das, pela grilagem (prática de fraudar 
documentos para simular a posse de 
terra), pelas queimadas e pela explo-
ração mineral.
Antes de pedir que respondam às 
perguntas, chame a atenção dos es-
tudantes para as fotografias desta 
página, questionando-os sobre os 
direitos indígenas que podem ser 
identificados nelas.
Atividade complementar
Para que os estudantes possam conhecer mais e aprender a valori-
zar e respeitar a diversidade cultural dos povos indígenas sugerimos o 
trabalho com os mitos indígenas. Leia o texto a seguir.
Os povos indígenas, assim como outras sociedades, 
também transmitem seus conhecimentos e experiências por 
meio de mitos. Por serem populações que, até pouco tempo, 
não registravam seus saberes na forma de textos escritos, 
o principal jeito de transmitir conhecimentos era — e ainda 
é — por meio da fala.
É importante dizer que, além dos mitos, existem outras 
formas de expressão oral, como os cantos, diálogos cerimo-
niais e outros tipos de discurso [...]
Disponível em: https://kwx.short.gy/HdXPAk. Acesso em: 2 jul. 2021.
O site apresenta uma série de mitos que podem ser selecionados 
pelo professor. Após a escolha, promova uma roda de leitura e crie um 
ambiente propício para essa atividade, usando a área externa, sentan-
do no chão, escolhendo uma música indígena para a turma conhecer, 
entre outras possibilidades.
LER O MUNDO: HISTÓRIA VIVA
60
Direito indígena: a luta pelas terras
O Brasil é um país multicultural, pois nele há diferentes culturas que se rela-
cionam. Essa convivência beneficia a todos e, muitas vezes, resulta em trocas de 
saberes, estimulando o respeito aos diferentes jeitos de ser, de pensar e de agir 
de cada povo.
Os povos indígenas do Brasil conquistaram o direito de manter e defender o 
seu modo de vida, suas crenças, tradições e costumes. É o que garante a Consti-
tuição de 1988, a lei maior do nosso país:
Art. 231. São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, 
crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocu-
pam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. 
Disponível em: https://ijp.short.gy/dNi87W. Acesso em: 5 jul. 2021.
A lei garante aos povos indíge-
nas liberdade para lutar por seus 
direitos, aprender sua língua na es-
cola e manter a posse da terra na 
qual tradicionalmente vivem.
Alunos indígenas da etnia Guarani Mbya, da 
Aldeia Tekoá Porã, em sala de aula na Escola 
Estadual de Educação Básica Padre Antônio 
Sepp, São Miguel das Missões (RS). Foto de 2019.
Em 2016, indígenas dos povos pataxó e tupinambá 
se reuniram em frente ao Congresso Nacional, em 
Brasília, em defesa da demarcação de reservas 
indígenas. Os conflitos e protestos pela posse das 
reservas permanecem no cotidiano do Brasil atual.
jcbarreto/Futura Press
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Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.
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Atividade 1
Oriente os estudantes a reler o tre-
cho da Constituição reproduzido na 
página anterior e auxilie-os na interpre-
tação desse texto. No item b, espera-se 
que a turma reflita sobre métodos de 
mobilização legítimos dos povos indí-
genas do Brasil, como organização e 
participação em protestos e reivindica-
ções, representatividade em cargos 
políticos e acompanhamento da elabo-
ração de políticas públicas.
A atividade contribui para desen-
volver a localização e retirada de 
informação explícita, a análise e 
avaliação de conteúdo e elementos 
textuais e a produção de escrita.
Atividade 2
Oriente a observação do mapa 
pelos estudantes. Peça a eles que ini-
ciem a leitura pelo título e, em segui-
da, leiam a legenda. Eles deverão 
reconhecer os sinais cartográficos e 
interpretar as informações desse tipo 
de representação. Em seguida, auxilie 
a turma a responder às questões. Po-
de ser interessante estabelecer uma 
comparação entre as terras indígenas 
existentes no litoral brasileiro na atua-
lidade e a ocupação dessa faixa do 
território no final do século XVI, repre-
sentada no mapa das capitanias he-
reditárias da página 51. Durante o 
período colonial houve o assassinato 
em massa de indígenas por europeus. 
No item b, auxilie os estudantes na 
consulta de um atlas geográfico que 
traga a divisão regional do Brasil.
Atividade 3
O depoimento indígena dos Ticuna 
enfatiza o valor da terra para seu povo. 
Antes de propor a atividade, leia o tex-
to em voz alta e peça que os estudan-
tes identifiquem quem está falando e 
sobre qual assunto. Em seguida, con-
verse sobre a questão do valor da ter-
ra para os povos indígenas e questione: 
A terra tem o mesmo significado para 
os povos indígenas e para os não indí-
genas? É importante que os estudan-
tes percebam que para os indígenas a 
terra representa o território que permi-
te a reprodução física e cultural do seu 
modo de vida, valores e saberes. 
Esta atividade propicia o trabalho 
com a CECH1, a CECH4, enfatizando 
o respeito à diferença, o acolhimento 
e a valorização da diversidade de in-
divíduos e grupos sociais. A atividade 
também permite a interlocução com 
a CEH4.
61
1. Converse com os colegas e responda às questões no caderno.
 a) Qual é o principal direito garantido aos indígenas pela Constituição brasileira de 
1988? O que representa a garantia desse direito?
 b) De que forma os indígenas podem lutar por seus direitos? 
2. Observe o mapa a seguir e responda no caderno às questões. 
Resposta pessoal.
Para casa
 a) Em que estados brasi-
leiros está localizada a 
maior parte das terras 
indígenas reconheci-
das pelo governo?
 b) Esses estados fazem 
parte de quais regiões 
do Brasil? Pesquise em 
um atlas.
2. a) Nos estados do Acre, Ama-
pá, Amazonas, Pará, Roraima, Mato 
Grosso e Rondônia.
Das regiões Norte e 
Centro-Oeste.
Brasil: terras indígenas – 2015
OCEANO
PACÍFICO
OCEANO
ATLÂNTICO
EQUADOR
50º O
0º
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RR
AC
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MT BA
PI
RS
SC
PR
SP
MG
DF
CE
RN
PB
PE
AL
SE
ES
RJ
TO
GO
MS
Declarada
Homologada
Regularizada
Áreas não representáveis
nesta escala
LEGENDA
Descrição das fases
TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO
ESCALA
Quilômetros
0 470 940
Elaborado com base em: IBGE. Atlas geográfico escolar. 7. ed. 
Rio de Janeiro, 2016. p. 112.
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3. Leia o depoimento dos indígenas ticuna. Depois, responda no caderno à ques-
tão proposta.
A nossa riqueza está na terra.
Na terra podemos formar nossas aldeias.
Podemos cultivar nossas roças.
Nos rios, igarapés e lagos podemos pescar.
Na floresta que cobre a terra tem caça, remédios, frutas.
Tem madeira para construir a casa e a canoa. [...]
Nossa vida anda junto com a floresta.
TICUNA. O livro das árvores. São Paulo: Global, 2008. p. 70. 
 Explique, de acordo com o texto, por que a terra é tão importante para os Ticuna.
Resposta pessoal.
Espera-se que os estudantes concluam que, para os Ti-
cuna, a terra é fonte de riqueza, pois é dela que retiram 
seu sustento e expressam seu modo de vida.
Durante a correção, incentive os estudantes 
a ler suas respostas em voz alta.Não escreva no livro.
1. a) O direito às terras que os indígenas tradicionalmente ocupam. A garantia desse direi-
to representa o reconhecimento e a importância cul-
tural dos habitantes originais do território brasileiro.
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Orientações didáticas
Mais atividades
Atividade 1
Após copiarem as respostas corre-
tas, auxilie os estudantes a identificar 
qual é exatamente o erro da afirmati-
va incorreta. Assim, peça a eles que 
reescrevam a frase corretamente no 
caderno e promova uma correção 
coletiva. Uma possibilidade de corre-
ção é: Piratas, franceses e outros eu-
ropeus invadiam constantemente a 
colônia portuguesa, pois também 
tinham interesse pelas terras e que-
riam explorar suas riquezas, como o 
pau-brasil.
Atividade 2
Esta atividade tem como objetivo 
verificar a apreensão dos conceitos 
de colônia e metrópole, fundamen-
tais para a compreensão da história 
do Brasil. Ao relacionar os números e 
as definições, retome o significado 
dos verbos apossar e explorar.
Atividade 3
Auxilie os estudantes a localizar as 
informações necessárias para respon-
der às questões no conteúdo das 
páginas 51 e 52.
Atividade 4
O texto trata da região da Amazô-
nia Legal, na qual se concentra o 
maior volume de povos indígenas. 
Após a leitura é importante retomar 
o mapa da página 61 e identificar com 
a turma onde se localiza essa região. 
Os estudantes devem associar as 
áreas com maior número de terras 
indígenas com o território compreen-
dido pela Amazônia Legal.
A questão b retoma a importância 
da terra para os povos indígenas, con-
forme foi trabalhado na seção Ler o 
mundo (páginas 60-61). Por fim, o 
vídeo sugerido na letra c sobre as 
brincadeiras indígenas tem o intuito 
de despertar a empatia das crianças 
revelando semelhanças e diferenças 
nas brincadeiras e nas formas de brin-
car. Essa atividade, mais lúdica, foi 
planejada para encerrar o estudo 
desse capítulo. Qual brincadeira a 
turma gostaria de ensinar às crianças 
indígenas? Convide os estudantes a 
escolher uma brincadeira que gos-
tem e gravem um pequeno vídeo 
brincando e conversando com as 
crianças indígenas simulando uma 
brincadeira conjunta.
Para a realização do item c, avalie a possibili-
dade de requisitar uma TV ou monitor com 
acesso à internet. Essa tarefa também pode ser 
feita em casa, em dupla ou em grupo, caso não 
haja equipamento disponível na escola.
1. Leia os itens a seguir e, depois, copie no caderno somente as afirmativas corretas.
 a) Na época da chegada dos europeus ao continente americano, os portugueses 
tinham um enorme império marítimo.
 b) No início da exploração da América, os portugueses interessaram-se pelo pau-
-brasil e pelas drogas do sertão, mercadorias valorizadas na Europa.
 c) Piratas, franceses e outros europeus invadiam constantemente a colônia portu-
guesa para traficar ouro e prata encontrados na costa americana.
 d) O Tratado de Tordesilhas garantia aos portugueses a posse do território ameri-
cano conquistado por eles em 1500.
2. Portugal era a metrópole e o Brasil, sua colônia. Sabendo disso, copie no ca-
derno as duas definições a seguir e indique qual se refere à metrópole e qual 
se refere à colônia.
• Região fora dos limites geográficos de um Estado, conquistada, administrada e 
explorada por ele. 
• Estado que se apossa de uma região fora de seus limites geográficos e a explora.
3. Embora os povos indígenas vivessem no território americano há muito tempo, 
os portugueses decidiram ocupar a terra e organizar um sistema de adminis-
tração da colônia: as capitanias hereditárias. Com essas informações, responda 
no caderno às questões a seguir. 
 a) Quais eram as obrigações dos donatários?
 b) Qual foi a medida tomada pelo Estado português em razão do fracasso desse 
sistema de administração do território? 
4. Leia o texto com atenção e, depois, responda às questões no caderno.
Onde vivem os povos indígenas do Brasil? 
Cerca de 55% da população indígena vive na chamada Amazônia Legal. Essa 
região abrange os Estados do Amazonas, Acre, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, 
Tocantins, Mato Grosso e a parte oeste do Maranhão.
As Terras Indígenas localizadas nessa região são maiores do que aquelas exis-
tentes em outras regiões do país. [...] Para os povos que habitam a região isso sig-
nifica uma melhor qualidade de vida, pois eles dependem diretamente do tamanho 
Afirmativas corretas: a, b, d.
Para casa
Colônia.
Metrópole.
Eles deveriam explorar as capitanias com 
os próprios recursos, defender a terra 
contra invasões estrangeiras, garantir o 
povoamento e organizar as atividades econômicas.
O Estado português adotou um novo sistema de administração: o governo-geral.
Não escreva no livro.
MAIS ATIVIDADES
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Orientações didáticas
Venha descobrir!
Se os estudantes não tiverem aces-
so ao livro sugerido, oriente-os a con-
versar com o bibliotecário da escola 
ou de uma biblioteca municipal. Esses 
profissionais também podem sugerir 
indicações similares. Incentive os es-
tudantes a acessarem o site sugerido 
na sala de informática da escola ou 
em casa.
VENHA DESCOBRIR!
 ◆ Brasil: terra à vista! A aventura ilustrada do 
descobrimento, de Eduardo Bueno, L&PM. 
A grande aventura do descobrimento contada 
do ponto de vista dos marinheiros assombrados, 
que desafiavam o mar Tenebroso e seus monstros 
assustadores... Das privações, da fome e do medo surge, no 
horizonte, um exuberante Novo Mundo, um paraíso revelado. Do outro 
lado da margem, nativos admirados observam com espanto as grandes 
velas brancas que se aproximam da praia. 
A aventura do descobrimento em páginas ricamente ilustradas.
 ◆ Gente colonial – 500 anos: o Brasil 
colônia na TV. Disponível em: https://ijp.
short.gy/mgKf6Z. Acesso em: 5 jul. 2021.
Os personagens históricos do período 
colonial no Brasil são vividos por bonecos 
mamulengos que narram, de forma leve e 
descontraída, o modo como os primeiros 
colonos se adaptaram à nova terra, o processo de 
miscigenação e o contexto da chegada dos missionários jesuítas.
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da área que ocupam para manter sua vida e sua cultura. Quanto maior é a Terra 
Indígena, mais plantas e animais existem e, assim, mais alimentos, mais remédios, 
mais matéria-prima para a fabricação de objetos e casas, etc.
TERRAS indígenas. Povos indígenas no Brasil Mirim. Disponível em: 
https://ijp.short.gy/6OikYZ. Acesso em: 5 jul. 2021. 
 a) O que é e onde se localiza a Amazônia Legal? Reveja o mapa da página 61.
 b) Podemos dizer que existe uma relação entre a terra e a preservação da cultura 
indígena? Explique.
 c) Assista aos vídeos sobre tradições e brincadeiras entre crianças indígenas. 
 Depois, com a orientação do professor, a turma pode conversar sobre as 
brincadeiras que já conheciam e as que acharam mais divertidas. Vídeos dis-
poníveis em: https://ijp.short.gy/HgCJ7u; https://ijp.short.gy/7tEOKl. Acesso 
em: 5 jul. 2021.
4. a) A Amazônia Legal é a região onde vive mais da metade da população indígena. Esses 
povos estão espalhados por toda essa região, que abrange nove estados brasileiros.
Sim. A terra para os indígenas é a fonte de recursos para a sobrevivência 
da população e para manter sua cultura, expressa nas moradias, nas 
festas, nos preparos de alimentos e nas tradições. 
Leia orientações para conduzir a seção de vídeos e a conversa no Manual 
do Professor. 
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Orientações didáticas
O objetivo central do capítuloé a 
compreensão do processo que levou 
à independência e à construção do 
Estado nacional no Brasil. Para isso, 
trata-se das principais transformações 
da sociedade brasileira desde a che-
gada da família real portuguesa até o 
governo de dom Pedro I.
A EF05HI02 é mobilizada ao expli-
car o contexto da vinda da família real 
portuguesa ao Brasil e o processo que 
levou à independência. A EF05HI05 
é abordada no contexto da primeira 
Constituição brasileira, com relação 
ao direito à cidadania política por par-
te da população. Tal questão é refor-
çada em outras atividades e seções. 
As habilidades EF05HI07 e EF05HI10
são mobilizadas na seção Ler o mun-
do: história Viva, que aborda os 
monumentos públicos à indepen-
dência como marcos de memória. 
São também abordadas na seção 
Rede de conhecimento, a partir da 
análise dos traços e heranças dos afri-
canos escravizados em pinturas de 
época. O capítulo ainda permite a in-
terlocução com a CECH1 e a CECH4, 
ao abordar os grupos sociais do Brasil 
no século XIX e propor um trabalho 
com a herança africana, enfatizando 
o respeito à diferença e a valorização 
da diversidade. Nesse sentido, mobi-
liza-se ainda a CEH1 e a CEH3, a par-
tir de textos e atividades que 
relacionam acontecimentos históri-
cos a relações de poder e destacam 
distintas interpretações dos contex-
tos em questão. O capítulo também 
possibilita o trabalho com o TCT 
Cidadania e civismo, ao propiciar o 
aprofundamento da Educação em 
direitos humanos.
Explore a obra da página 64 e cha-
me a atenção para o título: Embarque 
para o Brasil do príncipe regente de Por-
tugal, D. João VI, e de toda a família real. 
Explique que dom João era chamado 
de príncipe regente, pois ele governa-
va Portugal no lugar de sua mãe, a 
rainha Maria I, incapacitada por causa 
de uma doença mental. O príncipe se 
tornou rei em 1816, mas somente em 
1818 foi coroado, quando adotou o 
nome de dom João VI. Em seguida, 
discuta com a turma a questão inicial, 
permitindo que imaginem livremente 
as razões que teriam levado a família 
real portuguesa ao Brasil. Prossiga com 
a leitura compartilhada do texto.
Antes de propor as atividades da página 65, 
organize na lousa uma linha do tempo com a 
cronologia dos principais acontecimentos que 
levaram a esse evento. Para isso consulte: Folha 
de S.Paulo. A vinda da corte portuguesa – Crono-
logia. Disponível em: https://kwx.short.gy/1gTiBE. 
Acesso em: 17 jul. 2021. Esse recurso poderá aju-
dar os estudantes a formular um mapa mental 
do processo e a compreender melhor o contex-
to histórico em questão.
O BRASIL INDEPENDENTE: 
NASCE UMA NAÇÃO
CAPÍTULO
4
A família real no Brasil 
Você sabia que a família real portuguesa mudou-se para o Rio de Janeiro em 
1808? Quais teriam sido os motivos dessa mudança? 
O Estado português chegou ao início do século 
XIX enfraquecido e dependente economicamente da 
riqueza de suas colônias e dos produtos manufatu-
rados importados da Inglaterra. Os ingleses compra-
vam, de Portugal, matérias-primas enviadas do Brasil, 
como algodão, tabaco e madeiras, e vendiam produtos manufaturados para Por-
tugal e para o Brasil, como roupas e ferramentas. Esse comércio era muito mais 
vantajoso para a Inglaterra, uma vez que a venda desses produtos proporcionava 
mais lucro do que a venda de matérias-primas.
Em 1807, Portugal estava sob ameaça de ser invadido pelo Estado francês, 
governado pelo imperador Napoleão Bonaparte, que tinha uma política de con-
quista de territórios na Europa e fora dela. Os interesses da França na Europa se 
confrontavam com os do governo inglês, e Portugal, aliado da Inglaterra, hesitava 
em romper com sua parceira comercial.
Respostas pessoais. Leia as 
orientações para a atividade 
neste Manual do Professor.
Detalhe de Embarque para o Brasil do príncipe regente de Portugal, D. João VI, e de toda a família real, 
óleo sobre tela de Nicolas Delerive, 1807.
manufaturado: o que é 
produzido em série, com 
padrão único, por processo 
manual ou mecânico.
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Orientações didáticas
Atividade 1
Diferentemente do que estão 
acostumados, nesta atividade os es-
tudantes deverão operar a relação 
inversa entre pergunta e resposta. 
Assim, possibilita-se o desenvolvi-
mento de noções de causa e conse-
quência. Certifique-se de que os 
estudantes compreenderam a ativi-
dade e oriente-os a utilizar as infor-
mações da página anterior para 
realizá-la.
Contempla-se o seguinte objetivo 
de alfabetização e literacia: Relacio-
nar ideias e informações. Também 
contribui para a consolidação dos 
conhecimentos de literacia e alfabe-
tização, incentivando o desenvolvi-
mento da produção de escrita e o 
aumento de vocabulário.
Atividade 2
A atividade possibilita a leitura em 
voz alta, visando à fluência em lei-
tura oral. Leia todas as alternativas 
em voz alta e responda coletivamen-
te com a participação da turma. 
Oriente os estudantes a procurar a 
resposta no texto e os auxilie a per-
ceber por que as alternativas a e c são 
incorretas.
Atividade 3
Leia o texto com os estudantes e 
compare a descrição com a pintura 
da página anterior. Espera-se que a 
turma identifique que a imagem está 
em desacordo com o descrito no de-
poimento, pois não foram retratadas 
pessoas se aventurando pelo mar 
para embarcar junto à família real.
Ao final desta atividade é possível 
perguntar aos estudantes qual narra-
tiva parece ser mais verdadeira: a do 
oficial inglês ou a da pintura de Nico-
las Delerive. Aproveite o momento 
para explicar à turma que as duas 
narrativas são pontos de vista parciais 
que precisam ser analisadas e con-
frontadas com outros documentos.
A atividade contempla o seguinte 
objetivo de alfabetização e literacia: 
Interpretar e relacionar ideias e 
informações. Contribui também 
para a consolidação dos conheci-
mentos de literacia e alfabetização, 
incentivando o desenvolvimento da 
produção de escrita.
Ao saber que o governo francês planejava invadir Portugal, o príncipe regente, 
dom João, decidiu transferir a Corte portuguesa para o Brasil. A Corte incluía a família 
real e cerca de 15 mil pessoas, entre nobres, padres e profissionais a serviço da reale-
za. A viagem durou pouco mais de três meses. Após uma breve parada em Salvador, 
a família real portuguesa desembarcou no Rio de Janeiro em 8 de março de 1808.
1. No caderno, elabore uma pergunta adequada para 
cada uma das respostas a seguir.
 a) Porque Napoleão Bonaparte, imperador da França, ameaçava invadir Portugal.
 b) Porque dom João não queria romper relações com a Inglaterra, que era sua 
parceira comercial e inimiga da França.
 c) Porque Portugal vendia matérias-primas para a Inglaterra, que vendia produtos 
manufaturados para Portugal.
2. Copie no caderno a única afirmação correta. 
A chegada da família real ao Brasil em 1808 relaciona-se: 
 a) ao desejo do rei de Portugal de mudar a sede do poder, transferindo a Corte 
para a colônia na América.
 b) à necessidade de evitar a invasão do imperador francês Napoleão Bonaparte a 
Portugal.
 c) à vontade de dona Carlota Joaquina, que buscava favorecer os interesses de sua 
família se transferindo para a colônia.
3. Reveja a pintura de Nicolas Delerive, na página anterior, leia o texto e responda 
às questões no caderno. 
[…] “Uma cena terrível de confusão e aflição tomou conta de todas as classes 
assim que se tornou conhecida a intenção do príncipe de embarcar para o Brasil: 
milhares de homens, mulheres e crianças estavam constantemente na praia, em-
penhando-se por escapar a bordo. Muitas senhoras distintas entraram na água na 
esperança de alcançar os botes, mas algumas, desgraçadamente, morreram na ten-
tativa”,descreve o tenente Thomas O’Neill, que estava ao mar, em seu navio, mas 
ouviu a história de outro oficial britânico […].
Veja 1808 – Edição Especial. São Paulo: Abril, mar. 2008. p. 13.
 a) O texto e a pintura referem-se a que acontecimento?
 b) Na sua opinião, a cena descrita no texto foi fielmente retratada na pintura? 
Descreva um detalhe da pintura que justifique sua resposta.
Não escreva no livro.
Resposta pessoal. Sugestão de pergunta: Por que a família real portuguesa se instalou no Brasil?
Resposta pessoal. Sugestão de pergunta: Por que Napoleão Bonaparte decidiu invadir Portugal?
 Resposta pessoal. Sugestão de pergunta: Por que a Ingla-
terra levava vantagens no comércio com Portugal?
X
À transferência da família real portuguesa para o Brasil.
Resposta pessoal. Leia orientações para a atividade neste Manual do Professor. 
Para casa
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A abertura dos portos
A primeira medida tomada por dom João assim que chegou ao Brasil foi a 
abertura dos portos brasileiros às nações amigas. Em tese, isso significava que 
o Brasil deixava de ser uma colônia portuguesa, ficando livre para fazer comércio 
com qualquer outro lugar do mundo. Mas essa medida beneficiou principalmente 
os ingleses, que tinham condições privilegiadas para vender seus produtos manu-
faturados no mercado brasileiro.
Na prática, com a transferência da Corte portuguesa, o Brasil deixava de ser um 
território dependente de Portugal e passava a ser sede de todo o Império portu-
guês. A partir desse momento, todas as decisões do Império passaram a ser toma-
das em sua sede no Rio de Janeiro, e não mais em Lisboa.
Em 1815, dom João elevou o Brasil à categoria de Reino 
Unido a Portugal e Algarves. Apesar de ainda não ser inde-
pendente, o Brasil, com essa decisão, já assumia caracterís-
ticas de um Estado soberano.
Em 1816, com a morte de sua mãe, dona Maria I, dom 
João tornou-se rei, assumindo o nome dom João VI.
Mudanças no Rio de Janeiro
Em 1808, o Rio de Janeiro era uma cidade rústica e pacata. Com a vinda da 
família real portuguesa, a capital do Brasil passou por diversas modificações: obras 
de infraestrutura urbana foram realizadas; novos edifícios foram construídos para 
abrigar os órgãos do governo; parte da população foi obrigada a ceder sua resi-
dência para nobres, criados e funcionários da Corte. 2
Vista do Largo do Palácio, de Thierry Frères, 1834-1839, com base em desenho de Jean-Baptiste Debret 
(litografia, de 23 cm × 37,5 cm). Nesse largo, ficava o palácio real, de onde o rei, dom João VI, governava o Brasil 
e o Império português.
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Estado soberano: 
Estado cujo governo 
tem soberania sobre 
determinada área 
geográfica, ou seja, 
não é subordinado a 
outro Estado.
66
Orientações didáticas
O conteúdo das páginas 66 e 67 
apresentam as implicações políticas, 
econômicas e urbanas da transferên-
cia da família real para o Brasil, com 
destaque para a construção de um 
império luso-brasileiro. Caso os estu-
dantes apresentem dificuldades de 
entender esse conceito, que é central 
na compreensão deste capítulo, re-
lembre-os de que o Império colonial 
português era composto da metró-
pole (Portugal) e de seus domínios 
ultramarinos (colônias) na América, na 
África e na Ásia, dos quais o Brasil era 
uma parte importante e significativa.
A transferência da Corte de Portu-
gal para o Brasil teve como objetivo 
preservar a família real e os demais 
membros da Corte do risco de apri-
sionamento pelos franceses. Isso, na 
prática, evitava também a abdicação 
da Coroa, a abolição da Monarquia e 
a desintegração do Império. Por outro 
lado, colocava o Brasil no centro das 
decisões imperiais e rebaixava a po-
sição que Portugal tinha até então. 
Destaque que a transferência da 
Corte implicou profundas mudanças 
estruturais e econômicas no Brasil. 
Os acordos estabelecidos com a In-
glaterra significaram o fim do exclu-
sivo comercial, o que indicava que 
as relações comerciais brasileiras 
com algumas nações não precisa-
riam mais passar pela intermediação 
da metrópole. 
Além disso, para abrigar a família 
real e sua Corte e para atender ao 
seu estilo de vida, foi necessário ga-
rantir uma infraestrutura adequada 
no Rio de Janeiro. A cidade passou 
por grandes transformações urba-
nas aos moldes europeus, e recebeu 
diversas instituições ligadas à ciên-
cia e à cultura, como mostra o qua-
dro da página 67. 
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Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.
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Além dos portugueses, muitos estrangeiros migraram para o Rio de Janeiro. 
Com isso, entre 1808 e 1820, a população da cidade passou de 60 mil para 90 mil 
pessoas. Entre esses estrangeiros estavam cientistas, artistas, militares e arquitetos. 
Para desenvolver a economia, a arte, a ciência e a cultura no Brasil, novas ins-
tituições foram criadas. Observe o quadro a seguir.
Instituição Ano de fundação Principal função
Banco do Brasil 1808 Primeiro banco brasileiro.
Imprensa Régia 1808
Responsável pela publicação de jornais, livros 
e panfletos impressos no Brasil.
Museu Real 1808 Destinado à pesquisa científica.
Real Teatro de São João 1813 Local de exibição de peças de teatro e óperas.
Real Biblioteca 1814 Primeira biblioteca pública do país.
Escola Real de Ciências, 
Arte e Ofícios
1818
Centro de ensino de Ciências, Arte e Ofícios, 
como pintura, escultura e arquitetura.
Real Jardim Botânico 1819
Espaço para o cultivo de espécies 
vegetais do Brasil e do Oriente.
Fonte: Elaborado pelos autores.
1. Transcreva no caderno uma frase do texto da página anterior que tenha rela-
ção com cada uma das expressões a seguir. 
1. Fim das restrições comerciais.
2. Moradia para os membros da Corte portuguesa.
2. Em grupos, em uma folha avulsa, elaborem e dramatizem um diálogo entre 
um funcionário do governo português e um morador do Rio de Janeiro na 
época da chegada da família real. Ao criarem o diálogo, levem em conta os 
aspectos a seguir. 
• O funcionário deve explicar ao morador que sua moradia está sendo requisitada 
para abrigar membros da Corte.
• O morador deve mostrar preocupação com a situação. 
• O funcionário deve enumerar as vantagens de ter a Corte morando no Brasil.
3. Pesquise uma das instituições, fundadas no começo do século XIX, apresenta-
das no quadro acima. Escreva, no caderno, um texto contando a função e a 
importância dessa instituição atualmente. 
Veja as sugestões de resposta sublinha-
das na página 66. 
Resposta pessoal.
Atividade de pesquisa. Leia orientações para conduzir a pesquisa neste Manual do Professor. 
Para casa
Não escreva no livro.
67
Orientações didáticas
Atividade 1
Auxilie os estudantes a localizar no 
texto da página 66 as informações 
solicitadas nesta atividade. Enfatize 
que o fim das restrições coloniais sig-
nificava que o Brasil perdia o status de 
colônia, ainda que não pudesse ser 
considerado um país formalmente 
soberano.
Atividade 2
Comente com a turma que muitos 
moradores do Rio de Janeiro, na épo-
ca da chegada da Corte, foram despe-
jados de suas casas para ceder 
moradia aos novos habitantes da ci-
dade. Eles chegavam, inclusive, a ter 
de deixar em suas moradias as mobí-
lias, as louças e o que mais lhes fosse 
requisitado. As iniciais “PR”, de “prínci-
pe regente”, marcavam a propriedade 
que devia ser cedida aos novos mora-
dores. Popularmente, a sigla ficou 
conhecida como “Ponha-se na rua”.
Oriente os estudantes na divisão 
dos papéis que representarão. Incen-
tive cada dupla a dramatizar o diálogo 
para o restante da turma. Ao final da 
atividade, problematize a posição de 
privilégio dos recém-chegados ao Rio 
de Janeiro em relação aos antigosmoradores da cidade.
Atividade 3
Oriente os estudantes na pesqui-
sa de informações confiáveis sobre 
as instituições indicadas no quadro. 
Proponha que apresentem seu tex-
to para o restante da turma, apro-
veitando o momento para avaliar as 
informações pesquisadas e comple-
mentá-las sempre que necessário.
As atividades da página contem-
plam os seguintes objetivos de alfa-
betização e literacia: Pesquisar, 
localizar e retirar informação ex-
plícita de texto de meio digital; e 
interpretar e relacionar ideias e 
informações por meio de leitura e 
troca de ideias. Contribui ainda para 
a consolidação dos conhecimentos 
de literacia e alfabetização, incenti-
vando o desenvolvimento da produ-
ção de escrita e da competência em 
tecnologia.
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Brasil, um Estado, uma nação
O que significa ser independente? Na sua opinião, que mudanças a 
independência do Brasil trouxe para o povo? 
Portugal entrou em crise durante o período em que a Corte portuguesa per-
maneceu no Brasil. A exclusividade do comércio com os brasileiros era a principal 
fonte de renda dos comerciantes portugueses, mas, com a abertura dos portos, 
eles perderam esse privilégio.
O descontentamento dos portugueses levou à Revolução do Porto, ocorrida 
em Portugal em 1820. Uma das exigências dos revolucionários era o retorno ime-
diato do monarca a Portugal. Sem alternativa, dom João VI partiu do Brasil com 
sua Corte em 1821, deixando seu filho, dom Pedro de Alcântara, como príncipe 
regente do Brasil.
Tentando reverter a situação de crise em seu país, os revolucionários portugue-
ses votaram leis que tornariam o Brasil novamente colônia de Portugal. Entre essas 
leis, havia decretos que extinguiam a regência de dom Pedro e exigiam sua volta 
imediata para Portugal.
Descontentes com a situação, membros da elite política brasileira começaram 
a lutar pela independência e buscaram o apoio do príncipe regente dom Pedro, 
que decidiu permanecer no Brasil, ade-
riu ao movimento pela independência 
e expulsou as tropas portuguesas do 
Rio de Janeiro. Em 7 de setembro de 
1822, durante uma viagem a São Paulo, 
após ter sido informado de que uma 
expedição portuguesa desembarcaria 
na Bahia, dom Pedro proclamou a in-
dependência do país, que passou a se 
chamar Império do Brasil.
Respostas pessoais.
Sessão das Cortes de Lisboa, de Oscar Pereira da Silva, 
1922 (óleo sobre tela, de 3,15 m × 2,62 m). A obra 
representa as Cortes de Lisboa, logo após a Revolução 
do Porto. Nessa época, discutia-se nas Cortes se 
Portugal e Brasil deveriam continuar unidos ou não. 
Os representantes do Brasil temiam o retorno 
à situação colonial anterior à abertura dos portos.
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Orientações didáticas
Para iniciar a discussão proposta 
nesta página, é importante estabele-
cer relações entre a abertura dos por-
tos e a Independência do Brasil, uma 
vez que o livre-comércio significou a 
conquista da autonomia econômica 
brasileira e abriu caminho para a for-
mação do Estado soberano. Com a 
mudança da sede do Império portu-
guês, o Brasil passou a ter elites com 
interesses primariamente locais. As-
sim, os privilégios da relação colônia-
-metrópole se romperam e as elites 
brasileiras e portuguesas passaram a 
disputar o direito de sediar a Monar-
quia e suas instituições. O aprofunda-
mento dessa disputa, agravada pela 
Revolução do Porto (1820), está no 
cerne do processo de Independência 
do Brasil.
Comente com os estudantes que, 
como aponta o historiador José Mu-
rilo de Carvalho no livro Cidadania no 
Brasil: o longo caminho (Civilização 
Brasileira, 2008), “a principal caracte-
rística política da Independência bra-
sileira foi a negociação entre a elite 
nacional, a Coroa portuguesa e a In-
glaterra, tendo como figura mediado-
ra o príncipe D. Pedro”. Chame a 
atenção para o fato de, até esse mo-
mento, o Brasil não existir como na-
ção: as diferentes capitanias eram 
chamadas de “brasis”, denotando a 
falta de unidade política e também 
territorial. O processo de indepen-
dência econômica e política do Brasil 
deu início à formação de um senti-
mento de nação e de uma identidade 
entre esses diferentes “brasis”.
Permita aos estudantes que se ex-
pressem livremente ao responder às 
questões propostas no início desta 
página. Essas reflexões deverão ser 
retomadas ao final do estudo deste 
item, na página 71.
A corte portuguesa no Brasil (1808-
-1821), de Paula Porta. Saraiva, 2009. 
(Coleção Que história é esta?). O livro 
discute as mudanças decorrentes da 
instalação da sede do governo portu-
guês no Brasil e os caminhos que 
conduziram à independência, além 
de chamar a atenção pela forma des-
contraída como aborda esse tema tão 
importante da história do Brasil.
Para saber mais
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Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.
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1. Descreva, no caderno, quais eram as intenções e quais eram as ações destes 
dois grupos:
 a) o dos portugueses revoltosos;
 b) o da elite política no Brasil.
2. Em setembro de 1822, dona Leopoldina, nomeada princesa regente interina 
do Brasil, reuniu o Conselho de Estado e, aconselhada por esse grupo, enviou 
uma carta ao marido, dom Pedro, que estava em viagem a São Paulo, incenti-
vando-o a proclamar a Independência do Brasil. Com base nessas informações, 
observe a pintura e faça as atividades no caderno.
a) Intenções: tornar o Brasil novamente colônia de Portugal. 
Ações: votaram leis que tornariam o Brasil novamente depen-
dente de Portugal.
b) Intenções: tornar o Brasil independente de Portugal. 
Ações: começaram a lutar pela independência do Brasil 
e a buscar o apoio de dom Pedro. 
Sessão do Conselho de Estado, de Georgina de Albuquerque, 1922 (óleo sobre 
tela, de 2,10 m × 2,65 m). Essa obra retrata um momento decisivo no processo de 
independência do Brasil. A personagem em pé, à direita, com o braço estendido, é 
José Bonifácio, expondo à dona Leopoldina os motivos de separar o Brasil de Portugal.
 a) Quem era dona Leopoldina?
 b) É correto afirmar que dona Leopoldina desempenhou importante papel na 
 Independência do Brasil? Justifique sua resposta.
 c) Muitas mulheres tiveram e continuam tendo importância e influência no cenário 
político de vários países. Pesquise a biografia de uma mulher que tenha sido ou 
seja chefe de Estado em algum país do mundo e apresente-a aos colegas.
Era a esposa de dom Pedro. Ela governava enquanto o 
monarca viajava, com o título de princesa regente interina do Brasil.
2. b) Sim, pois tomou a iniciativa de 
reunir o Conselho de Estado e escre-
veu uma carta 
aconselhando 
dom Pedro, 
seu marido, a 
proclamar a 
Independência 
do Brasil.
Resposta pessoal. Os alunos podem citar as chefes de Estado Angela Merkel (Alemanha), 
Theresa May (Grã-Bretanha), Michele Bachelet (Chile), Dilma Rousseff (Brasil), entre outras.
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Não escreva no livro.
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Orientações didáticas
Atividade 1
Auxilie os estudantes a localizar no 
texto da página 68 as informações 
necessárias para a realização desta 
atividade.
A atividade contempla o seguinte 
objetivo de alfabetização e literacia: 
Localizar e retirar informação ex-
plícita; fazer inferências diretas. A 
transcrição de textos contribui para a 
consolidação dos conhecimentos de 
literacia e alfabetização, incentivando 
o desenvolvimento da produção es-
crita e o aumento de vocabulário.
Atividade 2
Esta atividade ressalta o importan-
te papel de dona Leopoldina no pro-
cesso de independência do Brasil. Ao 
realizá-la, os estudantes poderão re-
fletirsobre a participação feminina na 
política no passado, o que permite, 
inclusive, sua valorização no presente.
Na historiografia recente, o papel 
de dona Leopoldina no acontecimen-
to da Independência do Brasil tem 
recebido destaque. Explique aos es-
tudantes que, em 13 de agosto de 
1822, dom Pedro, em viagem a São 
Paulo, entregou o poder a ela, que, 
nesse contexto, tornou-se chefe do 
Conselho de Estado – órgão respon-
sável por aconselhar o soberano e 
auxiliá-lo em suas decisões – e prin-
cesa regente interina do Brasil. Ao 
saber que Portugal pretendia chamar 
dom Pedro de volta e rebaixar o Bra-
sil novamente ao estatuto de colônia, 
dona Leopoldina convocou uma ses-
são do Conselho de Estado em 2 de 
setembro de 1822. Em 1o de dezem-
bro de 1822, dona Leopoldina foi co-
roada imperatriz, junto ao marido, na 
cerimônia de coroação e sagração de 
dom Pedro I.
Para finalizar a atividade, auxilie os 
estudantes na pesquisa do item c e 
organize a apresentação coletiva dos 
resultados. Comente com a turma 
que, apesar de a participação femini-
na na política ser muito mais relevan-
te hoje em dia, ainda está aquém das 
possibilidades. Por isso, é preciso criar 
condições para ampliá-la.
Georgina de Albuquerque (1885-1962), artista e professora nascida em Taubaté (SP), foi pioneira 
entre as mulheres no meio artístico da capital federal no início do século XX. Seu estilo remete ao 
Impressionismo e seus temas mais recorrentes são o nu, a paisagem e o retrato. Após 1920, sua obra 
passa a adotar paletas mais sóbrias e temas mais próximos do cotidiano popular, como em No cafezal
(cerca de 1930).
Para saber mais sobre a carreira e a obra da artista, consulte o site: https://kwx.short.gy/mpqqPS. 
Acesso em: 14 jul. 2021.
Para saber mais
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