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Orientações didáticas Ler o mundo: História Viva A seção enfoca o direito que ga- rante aos povos indígenas a manu- tenção e a defesa de sua cultura e de seu modo de vida. Ressalte que esse direito foi conquistado ao longo de muitos anos de luta e mobilização indígena e também de ativistas não indígenas. Nesse estudo, é importante garan- tir a análise do contexto histórico em que os indígenas estão envolvidos. Enfatize que a manutenção do seu modo de vida tradicional depende da utilização plena das terras e dos re- cursos naturais nelas disponíveis. Os indígenas têm sido ameaçados prin- cipalmente e pelo avanço de fazen- das, pela grilagem (prática de fraudar documentos para simular a posse de terra), pelas queimadas e pela explo- ração mineral. Antes de pedir que respondam às perguntas, chame a atenção dos es- tudantes para as fotografias desta página, questionando-os sobre os direitos indígenas que podem ser identificados nelas. Atividade complementar Para que os estudantes possam conhecer mais e aprender a valori- zar e respeitar a diversidade cultural dos povos indígenas sugerimos o trabalho com os mitos indígenas. Leia o texto a seguir. Os povos indígenas, assim como outras sociedades, também transmitem seus conhecimentos e experiências por meio de mitos. Por serem populações que, até pouco tempo, não registravam seus saberes na forma de textos escritos, o principal jeito de transmitir conhecimentos era — e ainda é — por meio da fala. É importante dizer que, além dos mitos, existem outras formas de expressão oral, como os cantos, diálogos cerimo- niais e outros tipos de discurso [...] Disponível em: https://kwx.short.gy/HdXPAk. Acesso em: 2 jul. 2021. O site apresenta uma série de mitos que podem ser selecionados pelo professor. Após a escolha, promova uma roda de leitura e crie um ambiente propício para essa atividade, usando a área externa, sentan- do no chão, escolhendo uma música indígena para a turma conhecer, entre outras possibilidades. LER O MUNDO: HISTÓRIA VIVA 60 Direito indígena: a luta pelas terras O Brasil é um país multicultural, pois nele há diferentes culturas que se rela- cionam. Essa convivência beneficia a todos e, muitas vezes, resulta em trocas de saberes, estimulando o respeito aos diferentes jeitos de ser, de pensar e de agir de cada povo. Os povos indígenas do Brasil conquistaram o direito de manter e defender o seu modo de vida, suas crenças, tradições e costumes. É o que garante a Consti- tuição de 1988, a lei maior do nosso país: Art. 231. São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocu- pam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Disponível em: https://ijp.short.gy/dNi87W. Acesso em: 5 jul. 2021. A lei garante aos povos indíge- nas liberdade para lutar por seus direitos, aprender sua língua na es- cola e manter a posse da terra na qual tradicionalmente vivem. Alunos indígenas da etnia Guarani Mbya, da Aldeia Tekoá Porã, em sala de aula na Escola Estadual de Educação Básica Padre Antônio Sepp, São Miguel das Missões (RS). Foto de 2019. Em 2016, indígenas dos povos pataxó e tupinambá se reuniram em frente ao Congresso Nacional, em Brasília, em defesa da demarcação de reservas indígenas. Os conflitos e protestos pela posse das reservas permanecem no cotidiano do Brasil atual. jcbarreto/Futura Press G e rs o n G e rl o ff /P u ls a r Im a g e n s 96 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. P4_5_Vem_Voar_Historia_g23At_078a131_U02_MP.indd 96P4_5_Vem_Voar_Historia_g23At_078a131_U02_MP.indd 96 8/17/21 4:41 PM8/17/21 4:41 PM Atividade 1 Oriente os estudantes a reler o tre- cho da Constituição reproduzido na página anterior e auxilie-os na interpre- tação desse texto. No item b, espera-se que a turma reflita sobre métodos de mobilização legítimos dos povos indí- genas do Brasil, como organização e participação em protestos e reivindica- ções, representatividade em cargos políticos e acompanhamento da elabo- ração de políticas públicas. A atividade contribui para desen- volver a localização e retirada de informação explícita, a análise e avaliação de conteúdo e elementos textuais e a produção de escrita. Atividade 2 Oriente a observação do mapa pelos estudantes. Peça a eles que ini- ciem a leitura pelo título e, em segui- da, leiam a legenda. Eles deverão reconhecer os sinais cartográficos e interpretar as informações desse tipo de representação. Em seguida, auxilie a turma a responder às questões. Po- de ser interessante estabelecer uma comparação entre as terras indígenas existentes no litoral brasileiro na atua- lidade e a ocupação dessa faixa do território no final do século XVI, repre- sentada no mapa das capitanias he- reditárias da página 51. Durante o período colonial houve o assassinato em massa de indígenas por europeus. No item b, auxilie os estudantes na consulta de um atlas geográfico que traga a divisão regional do Brasil. Atividade 3 O depoimento indígena dos Ticuna enfatiza o valor da terra para seu povo. Antes de propor a atividade, leia o tex- to em voz alta e peça que os estudan- tes identifiquem quem está falando e sobre qual assunto. Em seguida, con- verse sobre a questão do valor da ter- ra para os povos indígenas e questione: A terra tem o mesmo significado para os povos indígenas e para os não indí- genas? É importante que os estudan- tes percebam que para os indígenas a terra representa o território que permi- te a reprodução física e cultural do seu modo de vida, valores e saberes. Esta atividade propicia o trabalho com a CECH1, a CECH4, enfatizando o respeito à diferença, o acolhimento e a valorização da diversidade de in- divíduos e grupos sociais. A atividade também permite a interlocução com a CEH4. 61 1. Converse com os colegas e responda às questões no caderno. a) Qual é o principal direito garantido aos indígenas pela Constituição brasileira de 1988? O que representa a garantia desse direito? b) De que forma os indígenas podem lutar por seus direitos? 2. Observe o mapa a seguir e responda no caderno às questões. Resposta pessoal. Para casa a) Em que estados brasi- leiros está localizada a maior parte das terras indígenas reconheci- das pelo governo? b) Esses estados fazem parte de quais regiões do Brasil? Pesquise em um atlas. 2. a) Nos estados do Acre, Ama- pá, Amazonas, Pará, Roraima, Mato Grosso e Rondônia. Das regiões Norte e Centro-Oeste. Brasil: terras indígenas – 2015 OCEANO PACÍFICO OCEANO ATLÂNTICO EQUADOR 50º O 0º AM PA RO RR AC AP MA MT BA PI RS SC PR SP MG DF CE RN PB PE AL SE ES RJ TO GO MS Declarada Homologada Regularizada Áreas não representáveis nesta escala LEGENDA Descrição das fases TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO ESCALA Quilômetros 0 470 940 Elaborado com base em: IBGE. Atlas geográfico escolar. 7. ed. Rio de Janeiro, 2016. p. 112. B a n c o d e i m a g e n s /A rq u iv o d a e d it o ra 3. Leia o depoimento dos indígenas ticuna. Depois, responda no caderno à ques- tão proposta. A nossa riqueza está na terra. Na terra podemos formar nossas aldeias. Podemos cultivar nossas roças. Nos rios, igarapés e lagos podemos pescar. Na floresta que cobre a terra tem caça, remédios, frutas. Tem madeira para construir a casa e a canoa. [...] Nossa vida anda junto com a floresta. TICUNA. O livro das árvores. São Paulo: Global, 2008. p. 70. Explique, de acordo com o texto, por que a terra é tão importante para os Ticuna. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes concluam que, para os Ti- cuna, a terra é fonte de riqueza, pois é dela que retiram seu sustento e expressam seu modo de vida. Durante a correção, incentive os estudantes a ler suas respostas em voz alta.Não escreva no livro. 1. a) O direito às terras que os indígenas tradicionalmente ocupam. A garantia desse direi- to representa o reconhecimento e a importância cul- tural dos habitantes originais do território brasileiro. 97 P4_5_Vem_Voar_Historia_g23At_078a131_U02_MP.indd 97P4_5_Vem_Voar_Historia_g23At_078a131_U02_MP.indd 97 8/17/21 4:41 PM8/17/21 4:41 PM Orientações didáticas Mais atividades Atividade 1 Após copiarem as respostas corre- tas, auxilie os estudantes a identificar qual é exatamente o erro da afirmati- va incorreta. Assim, peça a eles que reescrevam a frase corretamente no caderno e promova uma correção coletiva. Uma possibilidade de corre- ção é: Piratas, franceses e outros eu- ropeus invadiam constantemente a colônia portuguesa, pois também tinham interesse pelas terras e que- riam explorar suas riquezas, como o pau-brasil. Atividade 2 Esta atividade tem como objetivo verificar a apreensão dos conceitos de colônia e metrópole, fundamen- tais para a compreensão da história do Brasil. Ao relacionar os números e as definições, retome o significado dos verbos apossar e explorar. Atividade 3 Auxilie os estudantes a localizar as informações necessárias para respon- der às questões no conteúdo das páginas 51 e 52. Atividade 4 O texto trata da região da Amazô- nia Legal, na qual se concentra o maior volume de povos indígenas. Após a leitura é importante retomar o mapa da página 61 e identificar com a turma onde se localiza essa região. Os estudantes devem associar as áreas com maior número de terras indígenas com o território compreen- dido pela Amazônia Legal. A questão b retoma a importância da terra para os povos indígenas, con- forme foi trabalhado na seção Ler o mundo (páginas 60-61). Por fim, o vídeo sugerido na letra c sobre as brincadeiras indígenas tem o intuito de despertar a empatia das crianças revelando semelhanças e diferenças nas brincadeiras e nas formas de brin- car. Essa atividade, mais lúdica, foi planejada para encerrar o estudo desse capítulo. Qual brincadeira a turma gostaria de ensinar às crianças indígenas? Convide os estudantes a escolher uma brincadeira que gos- tem e gravem um pequeno vídeo brincando e conversando com as crianças indígenas simulando uma brincadeira conjunta. Para a realização do item c, avalie a possibili- dade de requisitar uma TV ou monitor com acesso à internet. Essa tarefa também pode ser feita em casa, em dupla ou em grupo, caso não haja equipamento disponível na escola. 1. Leia os itens a seguir e, depois, copie no caderno somente as afirmativas corretas. a) Na época da chegada dos europeus ao continente americano, os portugueses tinham um enorme império marítimo. b) No início da exploração da América, os portugueses interessaram-se pelo pau- -brasil e pelas drogas do sertão, mercadorias valorizadas na Europa. c) Piratas, franceses e outros europeus invadiam constantemente a colônia portu- guesa para traficar ouro e prata encontrados na costa americana. d) O Tratado de Tordesilhas garantia aos portugueses a posse do território ameri- cano conquistado por eles em 1500. 2. Portugal era a metrópole e o Brasil, sua colônia. Sabendo disso, copie no ca- derno as duas definições a seguir e indique qual se refere à metrópole e qual se refere à colônia. • Região fora dos limites geográficos de um Estado, conquistada, administrada e explorada por ele. • Estado que se apossa de uma região fora de seus limites geográficos e a explora. 3. Embora os povos indígenas vivessem no território americano há muito tempo, os portugueses decidiram ocupar a terra e organizar um sistema de adminis- tração da colônia: as capitanias hereditárias. Com essas informações, responda no caderno às questões a seguir. a) Quais eram as obrigações dos donatários? b) Qual foi a medida tomada pelo Estado português em razão do fracasso desse sistema de administração do território? 4. Leia o texto com atenção e, depois, responda às questões no caderno. Onde vivem os povos indígenas do Brasil? Cerca de 55% da população indígena vive na chamada Amazônia Legal. Essa região abrange os Estados do Amazonas, Acre, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Mato Grosso e a parte oeste do Maranhão. As Terras Indígenas localizadas nessa região são maiores do que aquelas exis- tentes em outras regiões do país. [...] Para os povos que habitam a região isso sig- nifica uma melhor qualidade de vida, pois eles dependem diretamente do tamanho Afirmativas corretas: a, b, d. Para casa Colônia. Metrópole. Eles deveriam explorar as capitanias com os próprios recursos, defender a terra contra invasões estrangeiras, garantir o povoamento e organizar as atividades econômicas. O Estado português adotou um novo sistema de administração: o governo-geral. Não escreva no livro. MAIS ATIVIDADES 62 98 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. P4_5_Vem_Voar_Historia_g23At_078a131_U02_MP.indd 98P4_5_Vem_Voar_Historia_g23At_078a131_U02_MP.indd 98 8/17/21 4:41 PM8/17/21 4:41 PM Orientações didáticas Venha descobrir! Se os estudantes não tiverem aces- so ao livro sugerido, oriente-os a con- versar com o bibliotecário da escola ou de uma biblioteca municipal. Esses profissionais também podem sugerir indicações similares. Incentive os es- tudantes a acessarem o site sugerido na sala de informática da escola ou em casa. VENHA DESCOBRIR! ◆ Brasil: terra à vista! A aventura ilustrada do descobrimento, de Eduardo Bueno, L&PM. A grande aventura do descobrimento contada do ponto de vista dos marinheiros assombrados, que desafiavam o mar Tenebroso e seus monstros assustadores... Das privações, da fome e do medo surge, no horizonte, um exuberante Novo Mundo, um paraíso revelado. Do outro lado da margem, nativos admirados observam com espanto as grandes velas brancas que se aproximam da praia. A aventura do descobrimento em páginas ricamente ilustradas. ◆ Gente colonial – 500 anos: o Brasil colônia na TV. Disponível em: https://ijp. short.gy/mgKf6Z. Acesso em: 5 jul. 2021. Os personagens históricos do período colonial no Brasil são vividos por bonecos mamulengos que narram, de forma leve e descontraída, o modo como os primeiros colonos se adaptaram à nova terra, o processo de miscigenação e o contexto da chegada dos missionários jesuítas. R e p ro d u ç ã o /T V E s c o la da área que ocupam para manter sua vida e sua cultura. Quanto maior é a Terra Indígena, mais plantas e animais existem e, assim, mais alimentos, mais remédios, mais matéria-prima para a fabricação de objetos e casas, etc. TERRAS indígenas. Povos indígenas no Brasil Mirim. Disponível em: https://ijp.short.gy/6OikYZ. Acesso em: 5 jul. 2021. a) O que é e onde se localiza a Amazônia Legal? Reveja o mapa da página 61. b) Podemos dizer que existe uma relação entre a terra e a preservação da cultura indígena? Explique. c) Assista aos vídeos sobre tradições e brincadeiras entre crianças indígenas. Depois, com a orientação do professor, a turma pode conversar sobre as brincadeiras que já conheciam e as que acharam mais divertidas. Vídeos dis- poníveis em: https://ijp.short.gy/HgCJ7u; https://ijp.short.gy/7tEOKl. Acesso em: 5 jul. 2021. 4. a) A Amazônia Legal é a região onde vive mais da metade da população indígena. Esses povos estão espalhados por toda essa região, que abrange nove estados brasileiros. Sim. A terra para os indígenas é a fonte de recursos para a sobrevivência da população e para manter sua cultura, expressa nas moradias, nas festas, nos preparos de alimentos e nas tradições. Leia orientações para conduzir a seção de vídeos e a conversa no Manual do Professor. 63 R e p ro d u ç ã o /E d it o ra L & P M 99 P4_5_Vem_Voar_Historia_g23At_078a131_U02_MP.indd 99P4_5_Vem_Voar_Historia_g23At_078a131_U02_MP.indd 99 8/17/21 4:41 PM8/17/21 4:41 PM Orientações didáticas O objetivo central do capítuloé a compreensão do processo que levou à independência e à construção do Estado nacional no Brasil. Para isso, trata-se das principais transformações da sociedade brasileira desde a che- gada da família real portuguesa até o governo de dom Pedro I. A EF05HI02 é mobilizada ao expli- car o contexto da vinda da família real portuguesa ao Brasil e o processo que levou à independência. A EF05HI05 é abordada no contexto da primeira Constituição brasileira, com relação ao direito à cidadania política por par- te da população. Tal questão é refor- çada em outras atividades e seções. As habilidades EF05HI07 e EF05HI10 são mobilizadas na seção Ler o mun- do: história Viva, que aborda os monumentos públicos à indepen- dência como marcos de memória. São também abordadas na seção Rede de conhecimento, a partir da análise dos traços e heranças dos afri- canos escravizados em pinturas de época. O capítulo ainda permite a in- terlocução com a CECH1 e a CECH4, ao abordar os grupos sociais do Brasil no século XIX e propor um trabalho com a herança africana, enfatizando o respeito à diferença e a valorização da diversidade. Nesse sentido, mobi- liza-se ainda a CEH1 e a CEH3, a par- tir de textos e atividades que relacionam acontecimentos históri- cos a relações de poder e destacam distintas interpretações dos contex- tos em questão. O capítulo também possibilita o trabalho com o TCT Cidadania e civismo, ao propiciar o aprofundamento da Educação em direitos humanos. Explore a obra da página 64 e cha- me a atenção para o título: Embarque para o Brasil do príncipe regente de Por- tugal, D. João VI, e de toda a família real. Explique que dom João era chamado de príncipe regente, pois ele governa- va Portugal no lugar de sua mãe, a rainha Maria I, incapacitada por causa de uma doença mental. O príncipe se tornou rei em 1816, mas somente em 1818 foi coroado, quando adotou o nome de dom João VI. Em seguida, discuta com a turma a questão inicial, permitindo que imaginem livremente as razões que teriam levado a família real portuguesa ao Brasil. Prossiga com a leitura compartilhada do texto. Antes de propor as atividades da página 65, organize na lousa uma linha do tempo com a cronologia dos principais acontecimentos que levaram a esse evento. Para isso consulte: Folha de S.Paulo. A vinda da corte portuguesa – Crono- logia. Disponível em: https://kwx.short.gy/1gTiBE. Acesso em: 17 jul. 2021. Esse recurso poderá aju- dar os estudantes a formular um mapa mental do processo e a compreender melhor o contex- to histórico em questão. O BRASIL INDEPENDENTE: NASCE UMA NAÇÃO CAPÍTULO 4 A família real no Brasil Você sabia que a família real portuguesa mudou-se para o Rio de Janeiro em 1808? Quais teriam sido os motivos dessa mudança? O Estado português chegou ao início do século XIX enfraquecido e dependente economicamente da riqueza de suas colônias e dos produtos manufatu- rados importados da Inglaterra. Os ingleses compra- vam, de Portugal, matérias-primas enviadas do Brasil, como algodão, tabaco e madeiras, e vendiam produtos manufaturados para Por- tugal e para o Brasil, como roupas e ferramentas. Esse comércio era muito mais vantajoso para a Inglaterra, uma vez que a venda desses produtos proporcionava mais lucro do que a venda de matérias-primas. Em 1807, Portugal estava sob ameaça de ser invadido pelo Estado francês, governado pelo imperador Napoleão Bonaparte, que tinha uma política de con- quista de territórios na Europa e fora dela. Os interesses da França na Europa se confrontavam com os do governo inglês, e Portugal, aliado da Inglaterra, hesitava em romper com sua parceira comercial. Respostas pessoais. Leia as orientações para a atividade neste Manual do Professor. Detalhe de Embarque para o Brasil do príncipe regente de Portugal, D. João VI, e de toda a família real, óleo sobre tela de Nicolas Delerive, 1807. manufaturado: o que é produzido em série, com padrão único, por processo manual ou mecânico. R e p ro d u ç ã o /P a lá c io N a c io n a l d a A ju d a , L is b o a , P o rt u g a l. 64 100 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. P4_5_Vem_Voar_Historia_g23At_078a131_U02_MP.indd 100P4_5_Vem_Voar_Historia_g23At_078a131_U02_MP.indd 100 8/17/21 4:41 PM8/17/21 4:41 PM Orientações didáticas Atividade 1 Diferentemente do que estão acostumados, nesta atividade os es- tudantes deverão operar a relação inversa entre pergunta e resposta. Assim, possibilita-se o desenvolvi- mento de noções de causa e conse- quência. Certifique-se de que os estudantes compreenderam a ativi- dade e oriente-os a utilizar as infor- mações da página anterior para realizá-la. Contempla-se o seguinte objetivo de alfabetização e literacia: Relacio- nar ideias e informações. Também contribui para a consolidação dos conhecimentos de literacia e alfabe- tização, incentivando o desenvolvi- mento da produção de escrita e o aumento de vocabulário. Atividade 2 A atividade possibilita a leitura em voz alta, visando à fluência em lei- tura oral. Leia todas as alternativas em voz alta e responda coletivamen- te com a participação da turma. Oriente os estudantes a procurar a resposta no texto e os auxilie a per- ceber por que as alternativas a e c são incorretas. Atividade 3 Leia o texto com os estudantes e compare a descrição com a pintura da página anterior. Espera-se que a turma identifique que a imagem está em desacordo com o descrito no de- poimento, pois não foram retratadas pessoas se aventurando pelo mar para embarcar junto à família real. Ao final desta atividade é possível perguntar aos estudantes qual narra- tiva parece ser mais verdadeira: a do oficial inglês ou a da pintura de Nico- las Delerive. Aproveite o momento para explicar à turma que as duas narrativas são pontos de vista parciais que precisam ser analisadas e con- frontadas com outros documentos. A atividade contempla o seguinte objetivo de alfabetização e literacia: Interpretar e relacionar ideias e informações. Contribui também para a consolidação dos conheci- mentos de literacia e alfabetização, incentivando o desenvolvimento da produção de escrita. Ao saber que o governo francês planejava invadir Portugal, o príncipe regente, dom João, decidiu transferir a Corte portuguesa para o Brasil. A Corte incluía a família real e cerca de 15 mil pessoas, entre nobres, padres e profissionais a serviço da reale- za. A viagem durou pouco mais de três meses. Após uma breve parada em Salvador, a família real portuguesa desembarcou no Rio de Janeiro em 8 de março de 1808. 1. No caderno, elabore uma pergunta adequada para cada uma das respostas a seguir. a) Porque Napoleão Bonaparte, imperador da França, ameaçava invadir Portugal. b) Porque dom João não queria romper relações com a Inglaterra, que era sua parceira comercial e inimiga da França. c) Porque Portugal vendia matérias-primas para a Inglaterra, que vendia produtos manufaturados para Portugal. 2. Copie no caderno a única afirmação correta. A chegada da família real ao Brasil em 1808 relaciona-se: a) ao desejo do rei de Portugal de mudar a sede do poder, transferindo a Corte para a colônia na América. b) à necessidade de evitar a invasão do imperador francês Napoleão Bonaparte a Portugal. c) à vontade de dona Carlota Joaquina, que buscava favorecer os interesses de sua família se transferindo para a colônia. 3. Reveja a pintura de Nicolas Delerive, na página anterior, leia o texto e responda às questões no caderno. […] “Uma cena terrível de confusão e aflição tomou conta de todas as classes assim que se tornou conhecida a intenção do príncipe de embarcar para o Brasil: milhares de homens, mulheres e crianças estavam constantemente na praia, em- penhando-se por escapar a bordo. Muitas senhoras distintas entraram na água na esperança de alcançar os botes, mas algumas, desgraçadamente, morreram na ten- tativa”,descreve o tenente Thomas O’Neill, que estava ao mar, em seu navio, mas ouviu a história de outro oficial britânico […]. Veja 1808 – Edição Especial. São Paulo: Abril, mar. 2008. p. 13. a) O texto e a pintura referem-se a que acontecimento? b) Na sua opinião, a cena descrita no texto foi fielmente retratada na pintura? Descreva um detalhe da pintura que justifique sua resposta. Não escreva no livro. Resposta pessoal. Sugestão de pergunta: Por que a família real portuguesa se instalou no Brasil? Resposta pessoal. Sugestão de pergunta: Por que Napoleão Bonaparte decidiu invadir Portugal? Resposta pessoal. Sugestão de pergunta: Por que a Ingla- terra levava vantagens no comércio com Portugal? X À transferência da família real portuguesa para o Brasil. Resposta pessoal. Leia orientações para a atividade neste Manual do Professor. Para casa 65 101 P4_5_Vem_Voar_Historia_g23At_078a131_U02_MP.indd 101P4_5_Vem_Voar_Historia_g23At_078a131_U02_MP.indd 101 8/17/21 4:41 PM8/17/21 4:41 PM A abertura dos portos A primeira medida tomada por dom João assim que chegou ao Brasil foi a abertura dos portos brasileiros às nações amigas. Em tese, isso significava que o Brasil deixava de ser uma colônia portuguesa, ficando livre para fazer comércio com qualquer outro lugar do mundo. Mas essa medida beneficiou principalmente os ingleses, que tinham condições privilegiadas para vender seus produtos manu- faturados no mercado brasileiro. Na prática, com a transferência da Corte portuguesa, o Brasil deixava de ser um território dependente de Portugal e passava a ser sede de todo o Império portu- guês. A partir desse momento, todas as decisões do Império passaram a ser toma- das em sua sede no Rio de Janeiro, e não mais em Lisboa. Em 1815, dom João elevou o Brasil à categoria de Reino Unido a Portugal e Algarves. Apesar de ainda não ser inde- pendente, o Brasil, com essa decisão, já assumia caracterís- ticas de um Estado soberano. Em 1816, com a morte de sua mãe, dona Maria I, dom João tornou-se rei, assumindo o nome dom João VI. Mudanças no Rio de Janeiro Em 1808, o Rio de Janeiro era uma cidade rústica e pacata. Com a vinda da família real portuguesa, a capital do Brasil passou por diversas modificações: obras de infraestrutura urbana foram realizadas; novos edifícios foram construídos para abrigar os órgãos do governo; parte da população foi obrigada a ceder sua resi- dência para nobres, criados e funcionários da Corte. 2 Vista do Largo do Palácio, de Thierry Frères, 1834-1839, com base em desenho de Jean-Baptiste Debret (litografia, de 23 cm × 37,5 cm). Nesse largo, ficava o palácio real, de onde o rei, dom João VI, governava o Brasil e o Império português. R e p ro d u ç ã o /C o le ç ã o p a rt ic u la r 1 Estado soberano: Estado cujo governo tem soberania sobre determinada área geográfica, ou seja, não é subordinado a outro Estado. 66 Orientações didáticas O conteúdo das páginas 66 e 67 apresentam as implicações políticas, econômicas e urbanas da transferên- cia da família real para o Brasil, com destaque para a construção de um império luso-brasileiro. Caso os estu- dantes apresentem dificuldades de entender esse conceito, que é central na compreensão deste capítulo, re- lembre-os de que o Império colonial português era composto da metró- pole (Portugal) e de seus domínios ultramarinos (colônias) na América, na África e na Ásia, dos quais o Brasil era uma parte importante e significativa. A transferência da Corte de Portu- gal para o Brasil teve como objetivo preservar a família real e os demais membros da Corte do risco de apri- sionamento pelos franceses. Isso, na prática, evitava também a abdicação da Coroa, a abolição da Monarquia e a desintegração do Império. Por outro lado, colocava o Brasil no centro das decisões imperiais e rebaixava a po- sição que Portugal tinha até então. Destaque que a transferência da Corte implicou profundas mudanças estruturais e econômicas no Brasil. Os acordos estabelecidos com a In- glaterra significaram o fim do exclu- sivo comercial, o que indicava que as relações comerciais brasileiras com algumas nações não precisa- riam mais passar pela intermediação da metrópole. Além disso, para abrigar a família real e sua Corte e para atender ao seu estilo de vida, foi necessário ga- rantir uma infraestrutura adequada no Rio de Janeiro. A cidade passou por grandes transformações urba- nas aos moldes europeus, e recebeu diversas instituições ligadas à ciên- cia e à cultura, como mostra o qua- dro da página 67. 102 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. P4_5_Vem_Voar_Historia_g23At_078a131_U02_MP.indd 102P4_5_Vem_Voar_Historia_g23At_078a131_U02_MP.indd 102 8/17/21 4:41 PM8/17/21 4:41 PM Além dos portugueses, muitos estrangeiros migraram para o Rio de Janeiro. Com isso, entre 1808 e 1820, a população da cidade passou de 60 mil para 90 mil pessoas. Entre esses estrangeiros estavam cientistas, artistas, militares e arquitetos. Para desenvolver a economia, a arte, a ciência e a cultura no Brasil, novas ins- tituições foram criadas. Observe o quadro a seguir. Instituição Ano de fundação Principal função Banco do Brasil 1808 Primeiro banco brasileiro. Imprensa Régia 1808 Responsável pela publicação de jornais, livros e panfletos impressos no Brasil. Museu Real 1808 Destinado à pesquisa científica. Real Teatro de São João 1813 Local de exibição de peças de teatro e óperas. Real Biblioteca 1814 Primeira biblioteca pública do país. Escola Real de Ciências, Arte e Ofícios 1818 Centro de ensino de Ciências, Arte e Ofícios, como pintura, escultura e arquitetura. Real Jardim Botânico 1819 Espaço para o cultivo de espécies vegetais do Brasil e do Oriente. Fonte: Elaborado pelos autores. 1. Transcreva no caderno uma frase do texto da página anterior que tenha rela- ção com cada uma das expressões a seguir. 1. Fim das restrições comerciais. 2. Moradia para os membros da Corte portuguesa. 2. Em grupos, em uma folha avulsa, elaborem e dramatizem um diálogo entre um funcionário do governo português e um morador do Rio de Janeiro na época da chegada da família real. Ao criarem o diálogo, levem em conta os aspectos a seguir. • O funcionário deve explicar ao morador que sua moradia está sendo requisitada para abrigar membros da Corte. • O morador deve mostrar preocupação com a situação. • O funcionário deve enumerar as vantagens de ter a Corte morando no Brasil. 3. Pesquise uma das instituições, fundadas no começo do século XIX, apresenta- das no quadro acima. Escreva, no caderno, um texto contando a função e a importância dessa instituição atualmente. Veja as sugestões de resposta sublinha- das na página 66. Resposta pessoal. Atividade de pesquisa. Leia orientações para conduzir a pesquisa neste Manual do Professor. Para casa Não escreva no livro. 67 Orientações didáticas Atividade 1 Auxilie os estudantes a localizar no texto da página 66 as informações solicitadas nesta atividade. Enfatize que o fim das restrições coloniais sig- nificava que o Brasil perdia o status de colônia, ainda que não pudesse ser considerado um país formalmente soberano. Atividade 2 Comente com a turma que muitos moradores do Rio de Janeiro, na épo- ca da chegada da Corte, foram despe- jados de suas casas para ceder moradia aos novos habitantes da ci- dade. Eles chegavam, inclusive, a ter de deixar em suas moradias as mobí- lias, as louças e o que mais lhes fosse requisitado. As iniciais “PR”, de “prínci- pe regente”, marcavam a propriedade que devia ser cedida aos novos mora- dores. Popularmente, a sigla ficou conhecida como “Ponha-se na rua”. Oriente os estudantes na divisão dos papéis que representarão. Incen- tive cada dupla a dramatizar o diálogo para o restante da turma. Ao final da atividade, problematize a posição de privilégio dos recém-chegados ao Rio de Janeiro em relação aos antigosmoradores da cidade. Atividade 3 Oriente os estudantes na pesqui- sa de informações confiáveis sobre as instituições indicadas no quadro. Proponha que apresentem seu tex- to para o restante da turma, apro- veitando o momento para avaliar as informações pesquisadas e comple- mentá-las sempre que necessário. As atividades da página contem- plam os seguintes objetivos de alfa- betização e literacia: Pesquisar, localizar e retirar informação ex- plícita de texto de meio digital; e interpretar e relacionar ideias e informações por meio de leitura e troca de ideias. Contribui ainda para a consolidação dos conhecimentos de literacia e alfabetização, incenti- vando o desenvolvimento da produ- ção de escrita e da competência em tecnologia. 103 P4_5_Vem_Voar_Historia_g23At_078a131_U02_MP.indd 103P4_5_Vem_Voar_Historia_g23At_078a131_U02_MP.indd 103 8/17/21 4:41 PM8/17/21 4:41 PM Brasil, um Estado, uma nação O que significa ser independente? Na sua opinião, que mudanças a independência do Brasil trouxe para o povo? Portugal entrou em crise durante o período em que a Corte portuguesa per- maneceu no Brasil. A exclusividade do comércio com os brasileiros era a principal fonte de renda dos comerciantes portugueses, mas, com a abertura dos portos, eles perderam esse privilégio. O descontentamento dos portugueses levou à Revolução do Porto, ocorrida em Portugal em 1820. Uma das exigências dos revolucionários era o retorno ime- diato do monarca a Portugal. Sem alternativa, dom João VI partiu do Brasil com sua Corte em 1821, deixando seu filho, dom Pedro de Alcântara, como príncipe regente do Brasil. Tentando reverter a situação de crise em seu país, os revolucionários portugue- ses votaram leis que tornariam o Brasil novamente colônia de Portugal. Entre essas leis, havia decretos que extinguiam a regência de dom Pedro e exigiam sua volta imediata para Portugal. Descontentes com a situação, membros da elite política brasileira começaram a lutar pela independência e buscaram o apoio do príncipe regente dom Pedro, que decidiu permanecer no Brasil, ade- riu ao movimento pela independência e expulsou as tropas portuguesas do Rio de Janeiro. Em 7 de setembro de 1822, durante uma viagem a São Paulo, após ter sido informado de que uma expedição portuguesa desembarcaria na Bahia, dom Pedro proclamou a in- dependência do país, que passou a se chamar Império do Brasil. Respostas pessoais. Sessão das Cortes de Lisboa, de Oscar Pereira da Silva, 1922 (óleo sobre tela, de 3,15 m × 2,62 m). A obra representa as Cortes de Lisboa, logo após a Revolução do Porto. Nessa época, discutia-se nas Cortes se Portugal e Brasil deveriam continuar unidos ou não. Os representantes do Brasil temiam o retorno à situação colonial anterior à abertura dos portos. R e p ro d u ç ã o /M u s e u P a u lis ta d a U S P, S ã o P a u lo , S P. 68 Orientações didáticas Para iniciar a discussão proposta nesta página, é importante estabele- cer relações entre a abertura dos por- tos e a Independência do Brasil, uma vez que o livre-comércio significou a conquista da autonomia econômica brasileira e abriu caminho para a for- mação do Estado soberano. Com a mudança da sede do Império portu- guês, o Brasil passou a ter elites com interesses primariamente locais. As- sim, os privilégios da relação colônia- -metrópole se romperam e as elites brasileiras e portuguesas passaram a disputar o direito de sediar a Monar- quia e suas instituições. O aprofunda- mento dessa disputa, agravada pela Revolução do Porto (1820), está no cerne do processo de Independência do Brasil. Comente com os estudantes que, como aponta o historiador José Mu- rilo de Carvalho no livro Cidadania no Brasil: o longo caminho (Civilização Brasileira, 2008), “a principal caracte- rística política da Independência bra- sileira foi a negociação entre a elite nacional, a Coroa portuguesa e a In- glaterra, tendo como figura mediado- ra o príncipe D. Pedro”. Chame a atenção para o fato de, até esse mo- mento, o Brasil não existir como na- ção: as diferentes capitanias eram chamadas de “brasis”, denotando a falta de unidade política e também territorial. O processo de indepen- dência econômica e política do Brasil deu início à formação de um senti- mento de nação e de uma identidade entre esses diferentes “brasis”. Permita aos estudantes que se ex- pressem livremente ao responder às questões propostas no início desta página. Essas reflexões deverão ser retomadas ao final do estudo deste item, na página 71. A corte portuguesa no Brasil (1808- -1821), de Paula Porta. Saraiva, 2009. (Coleção Que história é esta?). O livro discute as mudanças decorrentes da instalação da sede do governo portu- guês no Brasil e os caminhos que conduziram à independência, além de chamar a atenção pela forma des- contraída como aborda esse tema tão importante da história do Brasil. Para saber mais 104 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. P4_5_Vem_Voar_Historia_g23At_078a131_U02_MP.indd 104P4_5_Vem_Voar_Historia_g23At_078a131_U02_MP.indd 104 8/17/21 4:41 PM8/17/21 4:41 PM 1. Descreva, no caderno, quais eram as intenções e quais eram as ações destes dois grupos: a) o dos portugueses revoltosos; b) o da elite política no Brasil. 2. Em setembro de 1822, dona Leopoldina, nomeada princesa regente interina do Brasil, reuniu o Conselho de Estado e, aconselhada por esse grupo, enviou uma carta ao marido, dom Pedro, que estava em viagem a São Paulo, incenti- vando-o a proclamar a Independência do Brasil. Com base nessas informações, observe a pintura e faça as atividades no caderno. a) Intenções: tornar o Brasil novamente colônia de Portugal. Ações: votaram leis que tornariam o Brasil novamente depen- dente de Portugal. b) Intenções: tornar o Brasil independente de Portugal. Ações: começaram a lutar pela independência do Brasil e a buscar o apoio de dom Pedro. Sessão do Conselho de Estado, de Georgina de Albuquerque, 1922 (óleo sobre tela, de 2,10 m × 2,65 m). Essa obra retrata um momento decisivo no processo de independência do Brasil. A personagem em pé, à direita, com o braço estendido, é José Bonifácio, expondo à dona Leopoldina os motivos de separar o Brasil de Portugal. a) Quem era dona Leopoldina? b) É correto afirmar que dona Leopoldina desempenhou importante papel na Independência do Brasil? Justifique sua resposta. c) Muitas mulheres tiveram e continuam tendo importância e influência no cenário político de vários países. Pesquise a biografia de uma mulher que tenha sido ou seja chefe de Estado em algum país do mundo e apresente-a aos colegas. Era a esposa de dom Pedro. Ela governava enquanto o monarca viajava, com o título de princesa regente interina do Brasil. 2. b) Sim, pois tomou a iniciativa de reunir o Conselho de Estado e escre- veu uma carta aconselhando dom Pedro, seu marido, a proclamar a Independência do Brasil. Resposta pessoal. Os alunos podem citar as chefes de Estado Angela Merkel (Alemanha), Theresa May (Grã-Bretanha), Michele Bachelet (Chile), Dilma Rousseff (Brasil), entre outras. R e p ro d u ç ã o /M u s e u H is tó ri c o N a c io n a l, R io d e J a n e ir o , R J . Não escreva no livro. Para casa 69 Orientações didáticas Atividade 1 Auxilie os estudantes a localizar no texto da página 68 as informações necessárias para a realização desta atividade. A atividade contempla o seguinte objetivo de alfabetização e literacia: Localizar e retirar informação ex- plícita; fazer inferências diretas. A transcrição de textos contribui para a consolidação dos conhecimentos de literacia e alfabetização, incentivando o desenvolvimento da produção es- crita e o aumento de vocabulário. Atividade 2 Esta atividade ressalta o importan- te papel de dona Leopoldina no pro- cesso de independência do Brasil. Ao realizá-la, os estudantes poderão re- fletirsobre a participação feminina na política no passado, o que permite, inclusive, sua valorização no presente. Na historiografia recente, o papel de dona Leopoldina no acontecimen- to da Independência do Brasil tem recebido destaque. Explique aos es- tudantes que, em 13 de agosto de 1822, dom Pedro, em viagem a São Paulo, entregou o poder a ela, que, nesse contexto, tornou-se chefe do Conselho de Estado – órgão respon- sável por aconselhar o soberano e auxiliá-lo em suas decisões – e prin- cesa regente interina do Brasil. Ao saber que Portugal pretendia chamar dom Pedro de volta e rebaixar o Bra- sil novamente ao estatuto de colônia, dona Leopoldina convocou uma ses- são do Conselho de Estado em 2 de setembro de 1822. Em 1o de dezem- bro de 1822, dona Leopoldina foi co- roada imperatriz, junto ao marido, na cerimônia de coroação e sagração de dom Pedro I. Para finalizar a atividade, auxilie os estudantes na pesquisa do item c e organize a apresentação coletiva dos resultados. Comente com a turma que, apesar de a participação femini- na na política ser muito mais relevan- te hoje em dia, ainda está aquém das possibilidades. Por isso, é preciso criar condições para ampliá-la. Georgina de Albuquerque (1885-1962), artista e professora nascida em Taubaté (SP), foi pioneira entre as mulheres no meio artístico da capital federal no início do século XX. Seu estilo remete ao Impressionismo e seus temas mais recorrentes são o nu, a paisagem e o retrato. Após 1920, sua obra passa a adotar paletas mais sóbrias e temas mais próximos do cotidiano popular, como em No cafezal (cerca de 1930). Para saber mais sobre a carreira e a obra da artista, consulte o site: https://kwx.short.gy/mpqqPS. Acesso em: 14 jul. 2021. Para saber mais Orientações didáticas 105 P4_5_Vem_Voar_Historia_g23At_078a131_U02_MP.indd 105P4_5_Vem_Voar_Historia_g23At_078a131_U02_MP.indd 105 8/17/21 4:41 PM8/17/21 4:41 PM