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PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO 
Secretaria Municipal de Educação (SME) 
8ª Coordenadoria Regional de Educação 
E. M. 08.17.028 Presidente Médici 
Disciplina: História | Prof.: Danilo de Lima | Ano: 6º | Turma: __________ | Data: _____/ _____/ _______ 
Estudante: __________________________________________________________________ Nº: _____ 
 
 
 
SOCIEDADES INDÍGENAS DA MESOAMÉRICA E DOS ANDES 
 
Anteriormente, vimos que a América foi povoada há milhares de 
anos. De acordo com as principais pesquisas arqueológicas, os pri-
meiros grupos humanos teriam se estabelecido no continente entre 15 
e 50 mil anos atrás. Desde então, diversos povos habitaram o território 
ao longo do tempo. Eles se organizaram de diferentes maneiras: de 
pequenos grupos até sociedades bastante complexas que chegaram 
a formar reinos e impérios. 
Agora, estudaremos algumas características das sociedades indí-
genas que se desenvolveram em duas regiões do continente ameri-
cano: a Mesoamérica e a cordilheira dos Andes. 
Os olmecas, os maias e os astecas viviam em uma área cha-
mada Mesoamérica, que corresponde atualmente a uma parte do 
México, Guatemala, Belize, El Salvador, Honduras, Costa Rica, 
Nicarágua e Panamá. Já os incas viviam nas regiões andinas da 
América do Sul, entre a cordilheira dos Andes e o litoral do oceano 
Pacífico. Observe a localização desses povos no mapa: 
 
 
 
OS OLMECAS 
 
Na região da Mesoamérica, entre 1500 e 1200 a.C., surgiu uma 
das mais antigas sociedades do continente americano: a dos olmecas. 
Eles ocupavam o Golfo do México, viviam de caça, pesca e da agri-
cultura, principalmente de milho, abóbora e feijão. Também extraíam 
o látex e produziam borracha – por isso, ficaram conhecidos como 
“povo da borracha”. 
Vestígios arqueológicos indicam que eles já construíam centros 
cerimoniais e edifícios em formato de pirâmide muito tempo antes dos 
maias e astecas, povos herdeiros da cultura olmeca. Por isso, alguns 
pesquisadores consideram a civilização olmeca como a “cultura-mãe” 
de outros povos mesoamericanos. 
Os olmecas desenvolveram técnicas de uso de argila para a pro-
dução de estatuetas e de utensílios de cerâmica. 
Alguns estudos apontam que eles também teriam desenvolvido 
símbolos como forma de escrita, porém os vestígios dessa prática de 
registro são bastante escassos. 
Os olmecas construíram grandes templos e pirâmides, além de do-
minarem técnicas de escultura em pedra. Entre seus vestígios arque-
ológicos mais conhecidos estão as enormes cabeças esculpidas em 
basalto. 
 
 
 
Na imagem da esquerda: cabeça colossal olmeca (1250-900 a.C.) encontrada em 
San Lorenzo, no México. Na direita: mapa da área nuclear olmeca e dos sítios 
arqueológicos onde havia a presença dessa civilização na Mesoamérica. 
 
OS MAIAS 
 
Os maias habitaram o sul da península de Iucatã (no atual México) 
e regiões das atuais Guatemala, Belize e Honduras. Os primeiros indí-
cios da presença maia na região datam de 1000 a.C., mas o grande 
desenvolvimento dessa civilização ocorreu entre 300 d.C. e 900 d.C. 
Embora apresentassem muitas semelhanças linguísticas e cultu-
rais, as populações maias não chegaram a formar um império unifi-
cado. Cada cidade tinha seu exército, seu governante e suas leis. 
Pode-se afirmar, portanto, que os maias estavam organizados em 
cidades-Estado, ou seja, em cidades que funcionavam como unida-
des políticas independentes. 
Nas cidades maias viam-se palácios, estradas com até dez metros 
de largura e templos em forma de pirâmide. Enquanto as pirâmides 
egípcias serviam de túmulos para os imperadores, as pirâmides maias 
serviam de esteio para os templos religiosos, erguidos no seu topo, 
como é o caso da pirâmide de Kukulcán, construída a partir do século 
VI na antiga cidade de Chichén Itzá, no território do atual estado mexi-
cano de Yucatán. 
 
 
 
Pirâmide de Kukulcán, construída na antiga cidade maia de Chichén Itzá, México. 
A agricultura era a principal atividade da economia maia. Os 
maias cultivavam vários produtos, como o abacate, o cacau, o feijão, 
a pimenta e o milho, o qual era considerado por eles e por grande parte 
dos demais povos da Mesoamérica o mais importante alimento. Em 
razão disso, muitas celebrações e mitos sobre esse grão foram cria-
dos. De acordo com uma das narrativas do poema maia Popol Vuh, 
por exemplo, os seres humanos foram criados por um grande deus 
que utilizou o milho como matéria-prima. 
Os maias eram politeístas e adoravam deuses que se relaciona-
vam com elementos da natureza, como a chuva, o milho, a Lua, entre 
outros. Desenvolveram um sistema de escrita, influenciado pelos ol-
mecas, que é considerado o mais complexo da Mesoamérica. Os 
maias foram um dos primeiros povos a terem a noção de zero, prova-
velmente herdada dos olmecas. 
Vários calendários foram criados pelos maias, um deles possuía 
260 dias; outro, 365 dias, como o nosso. Isso demonstra que tinham 
bons conhecimentos de Astronomia e Matemática. 
 
OS ASTECAS 
 
Os astecas, nome mais convencional dado aos mexicas (como 
eles próprios se chamavam), viveram em Aztlán, no norte da América, 
até por volta do século XII, quando deixaram sua região de origem em 
busca de terras férteis. No início do século seguinte, depois de muito 
caminhar, chegaram ao Vale do México, à beira do lago Texcoco e, 
em 1325, fundaram a cidade de Tenochtitlán. 
Mais tarde, a cidade de Tenochtitlán aliou-se a duas outras: 
Texcoco e Tlacopan. Tenochtitlán era considerada o centro militar 
dessa liga e Texcoco a metrópole das artes, literatura e direito. Essa 
união foi denominada Tríplice Aliança e originou o Império Asteca. 
Assim, os astecas passaram a dominar as cidades próximas, mas não 
modificavam a sua organização política, apenas cobravam tributos dos 
povos submetidos. 
Influenciados pela cultura olmeca, desenvolveram a agricultura, 
que se tornou a base da economia asteca. Cultivavam milho, cacau, 
feijão, tomate, pimenta, algodão e tabaco. Parte da produção era 
usada para o consumo dos próprios agricultores (subsistência) e o res-
tante entregue como tributos ao poder central. 
Em Tenochtitlán, situada próximo a lagos e pântanos, eles elabo-
raram um sistema chamado chinampa, que consistia na construção 
de ilhas artificiais utilizadas como campos de cultivo. Essa técnica fa-
voreceu o abastecimento da região, possibilitando o aumento da po-
pulação. As ilhas eram construídas com estacas de madeira, palha 
trançada, lodo e terra fértil para o cultivo e eram plantadas Ahuejotes, 
árvore típica da região, cujas raízes dão firmeza e sustentação à terra. 
 
 
 
Representação da estrutura das chinampas. 
 
Os astecas eram politeístas e cultuavam principalmente os deu-
ses relacionados aos elementos e fenômenos da natureza, como o 
Sol. Para homenageá-los, os astecas erguiam templos com forma de 
pirâmide e realizavam rituais de sacrifício humano. As pessoas sacrifi-
cadas eram, em sua maioria, prisioneiros de guerra. Na cultura asteca, 
esse ritual era um momento de renovação da aliança entre deuses e 
seres humanos. 
OS INCAS 
 
Os incas formaram um império na região da cordilheira dos Andes, 
onde atualmente se localizam partes do Equador, do Peru, da Bolívia, 
do Chile e da Argentina. A partir do século XIII, eles passaram a domi-
nar os povos que viviam na região por meio de acordos e da imposição 
de pagamento de tributos. 
Politicamente, o poder do governo era centralizado nas mãos de 
um imperador. O imperador inca era considerado uma divindade e re-
cebia o nome de Sapa Inca e de “filho do Sol”. A sede do Império se 
situava na cidade de Cusco (cujo nome significa “umbigo do mundo”), 
no atual Peru. 
Na agricultura inca, o principal produto de cultivo era a batata, mas 
eram cultivados também milho, quinoa, batata-doce, abacate, feijão, 
tomate, vagem, algodão, entre outros. Os incas dedicavam-se também 
à atividade pastoril, com a criação de alpaca e lhama, que, além de 
fornecer leite, lã e carne, serviam de meio de transportede cargas. 
Assim como os povos 
mesoamericanos, os in-
cas eram politeístas e 
construíram templos, pa-
lácios e outros edifícios. 
Os templos dedicados 
aos deuses eram grandi-
osos, como o Templo do 
Sol, adornado com ouro. 
As principais divindades 
incas eram a Lua, o Sol 
(Inti) e o criador do Uni-
verso (Viracocha). 
Os incas não desen-
volveram formas de es-
crita, como os maias e os 
astecas. No entanto, cria-
ram um sistema de regis-
tro de quantidades numé-
ricas denominado quipo. 
Os quipos eram artefatos 
de cores e tamanhos variados que apresentavam nós simbolizando 
valores unitários ou dezenas. Assim, eles podiam organizar a produ-
ção agrícola, registrar aspectos demográficos e controlar o pagamento 
de tributos. 
 
EXERCÍCIOS: “SOCIEDADES INDÍGENAS...” 
 
1. LEIA as características de algumas civilizações que habitaram o 
continente americano e RELACIONE-AS corretamente a seguir. 
 
[1] Olmecas [2] Maias [3] Astecas [4] Incas 
 
Habitaram a região sul do México e partes da América Central. 
Organizaram-se em cidades-Estado, ergueram pirâmides e de-
senvolveram dois tipos de calendário. 
 
Civilização que se estabeleceu na região da cordilheira dos An-
des. Formaram um grande império, com poder centralizado e de-
senvolveram o quipo. 
 
Conhecidos como “povo da borracha”, ocuparam a região do 
Golfo do México e ficaram conhecidos pelas enormes cabeças 
esculpidas em basalto. 
 
Formaram um poderoso Estado na região onde atualmente está 
localizado o México. A capital desse Estado, Tenochtitlán, foi 
fundada em uma ilha do lago Texcoco. 
 
2. IDENTIFIQUE duas semelhanças entre os maias, os astecas e os 
incas. ANOTE a sua resposta em seu caderno de História. 
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e trás. 
Na imagem um nobre inca recebe um quipo 
com uma mensagem. Gravura incluída na 
Nova Crónica de Poma de Ayala, século XVII.

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