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FLUIDOS CORPORAIS Fluidos corporais Estudaremos os seguintes fluidos corporais: sangue, líquido pleural, peritoneal e sinovial, líquido cefalorraquidiano (LCR), urina e esperma. Conhecer os principais constituintes e as funções de cada um desses fluidos é essencial para a realização de exames e para a análise dos resultados. Sangue O sangue é um tecido conjuntivo em forma líquida, com células contornadas por matriz extracelular (MEC) líquida, denominada plasma sanguíneo. Comparado com a água, o sangue é mais denso e viscoso, com temperatura aproximada de 38 °C, pH entre 7,35 e 6,45. O sangue apresenta três funções básicas: Transporte O sangue transporta oxigênio proveniente dos pulmões para todas as células do nosso corpo e realiza o transporte de dióxido de carbono das células para os pulmões, para que possa ser eliminado. Além disso, transporta nutrientes, hormônios, calor e produtos residuais. Regulação O sangue é de grande importância na manutenção da homeostasia de todos os fluidos corporais. Ele auxilia na regulação do pH por meio de tampões, ajuda a regular a temperatura corporal, absorvendo calor – também devido às propriedades térmicas da água presente no plasma. Proteção Uma das formas de proteger o organismo contra perdas em excesso do sistema circulatório posterior a uma lesão é por meio da coagulação do sangue. Além disso, o corpo há células do sistema imunológico, como leucócitos, anticorpos, citocinas e componentes do sistema complemento. Componentes do sangue e procedimentos de coleta O sangue total é constituído pelo plasma sanguíneo e os elementos figurados. O plasma sanguíneo é a parte líquida do sangue, com cor de palha. Esse é composto por aproximadamente 91,5% de água e os outros 8,5% de solutos, principalmente proteínas. No plasma também são encontradas as imunoglobulinas, também conhecidas como anticorpos. A coleta de sangue mais comum para a realização de exames laboratoriais é a punção venosa, no entanto pode ser realizado o procedimento de punção digital ou plantar, além da punção arterial. A punção venosa consiste na retirada de sangue de uma veia utilizando tubo coletor. Para que o sangue seja acumulado na veia, é colocado um torniquete acima do local da coleta. Um dos locais mais comuns para a realização da punção venosa é a veia intermédia do cotovelo. Cada exame deve ser coletado em um tubo específico, por exemplo, a coleta para um hemograma deve ser realizada em um tubo com EDTA. Líquido pleural, peritoneal e sinovial A pleura atua como uma túnica para proteger os pulmões. É formada por duas membranas: a pleura parietal (camada mais superficial) e a pleura visceral (camada mais profunda). Entre as membranas há um espaço denominado cavidade pleural. No espaço pleural contém o líquido pleural, com a função de lubrificar a superfície pleural, o que facilita o deslizamento das membranas durante os movimentos realizados para a respiração. O peritônio tem a função de revestir a cavidade abdominal (folheto parietal) e visceral (folheto visceral), sendo uma membrana serosa, delicada e lisa, que é constituída por matriz extracelular, células mesoteliais, fibroblastos e vasos sanguíneos. Na cavidade peritoneal existe um fluido corporal denominado líquido peritoneal ou ascético. Ele tem a função de proteger a cavidade peritoneal, lubrificando e diminuindo o atrito entre os órgãos, além de auxiliar na movimentação durante a digestão. O líquido sinovial é um líquido viscoso, claro ou amarelo-claro de secreção das membranas sinoviais, que tem como finalidade lubrificar e nutrir as cartilagens nas articulações móveis. Líquido cefalorraquidiano (LCR) Também conhecido como líquido cerebrospinal, o LCR é claro e incolor, formado principalmente por água, que protege a medula espinal e o encéfalo contra lesões físicas e químicas. O LCR apresenta algumas funções básicas: Proteção mecânica Esse líquido atua basicamente como um “amortecedor” para proteger os tecidos do encéfalo e da medula espinal contra cargas, uma vez que são muito sensíveis e delicados. Controle homeostático A ventilação pulmonar e o fluxo sanguíneo encefálico são influenciados pelo pH do LCR, sendo de grande importância manter o controle homeostático para o encéfalo. Esse líquido pode atuar como um sistema de transporte para hormônios que são secretados por neurônios hipotalâmicos, que atuam em regiões remotas do encéfalo. Circulação O LCR é um meio para a realização de trocas secundárias de excretas e nutrientes entre o sangue e o tecido encefálico adjacente. Esperma O esperma ou sêmen é a mistura de líquido seminal e espermatozoides. Normalmente, o volume de esperma em uma ejaculação varia de 2,5 a 5 mL, apresentando 50 a 150 milhões de espermatozoides/mL. O líquido seminal propicia aos espermatozoides transporte, nutrientes e também proteção contra o ambiente ácido da uretra masculina e da vagina da mulher. Após a ejaculação ocorre a coagulação do esperma em menos de cinco minutos, devido à presença de algumas proteínas das glândulas seminais. No entanto, após 10 a 20 minutos, o sêmen volta ao estado líquido, e isso ocorre devido à ação do antígeno prostático específico (PSA) e outros enzimas proteolíticas. Coleta do esperma O método preferencial é o da masturbação. Ele confere a coleta do ejaculado total, que deve ser coletado após abstinência sexual de 48 a 72 horas, com o objetivo de garantir uma amostra ideal para contagem e viabilidade espermáticas. Os recipientes para a coleta do esperma devem ser de plástico ou vidro, limpos e com uma ampla abertura. Urina A formação da urina se dá pela filtração do sangue através dos rins, onde ocorre o transporte para a bexiga por meio dos ureteres. Na bexiga ocorre o armazenamento da urina que, posteriormente, é excretada pela uretra. A finalidade da formação urinária é a filtração do plasma, ocorrendo a absorção de algumas substâncias em concentrações ideais. Coleta da urina Um método para obter amostras não contaminadas é por meio de coleta com cuidados com higiene ou jato médio com cuidados de higiene. Antes da coleta, é realizada a higienização da região genital. Para realizar a coleta, o primeiro jato da urina é rejeitado, e coletado o jato médio em um recipiente estéril, sendo importante descartar também a porção final da urina. A amostra obtida pelo método de jato médio sem realizar uma higienização antes pode ser utilizada, no entanto, apenas para testes de urina I. Outras formas de coleta de urina são com uso de cateter, aspiração suprapúbica e bolsas de coleta de urina pediátricas. Tubos de coleta Para finalizar nossos estudos, vamos conhecer os tubos de coleta, compreendendo os aditivos de cada um e para quais exames eles são indicados.Para evitar a contaminação e possíveis interferências nos exames laboratoriais, é importante atentar para a sequência dos tubos de coleta: 1. Tubos com citrato (tampa azul-claro). Possui citrato de sódio tamponado, sendo utilizado em ensaios de coagulação. 2. Tubos para soro com ativador de coágulo, com ou sem gel separador (tampa vermelha ou amarela). Possui ativador de coágulo para ocorrer a coagulação do sangue de forma mais rápida. Esse tubo é utilizado para obtenção de soro para exames de bioquímica e sorologia. / Possui ativador de coágulo e gel separador. Utilizado para obtenção de soro, para exames bioquímicos, sorológicos 3. Tubos com heparina (tampa verde). Possui o anticoagulante heparina de lítio, sendo utilizado em alguns exames de bioquímica que utilizam o plasma. 4. Tubos com EDTA (tampa roxa/lilás). Possui o anticoagulante EDTA, utilizado para exames hematológicos. 5. Tubos com fluoreto (tampa cinza). Possui fluoreto de potássio e EDTA, sendo utilizado para alguns exames como glicose, lactato e hemoglobina glicada 6. Tubo com tampa branca: É um tubo sem aditivo algum, sendo utilizado para transporte de amostras, principalmente líquido cefalorraquidiano. Homeostasia A homeostasia pode ser definida como uma condição de equilíbrio do organismo em resposta aos processos que regulam o nosso corpo. Ela é dinâmica,uma vez que existem diversas condições no organismo que podem variar. A homeostasia está relacionada com todas as células, tecidos e órgãos do nosso corpo, que trabalham juntos de forma regulada para fornecer nutrientes, oxigênios, íons para todos os lugares e também para remover resíduos. Vários são os estímulos que podem perturbar ou desafiar a homeostasia de maneira constante. Essas perturbações podem ser de vários gêneros, como estresse, falta de oxigênio após uma atividade física intensa e redução dos níveis glicêmicos após algumas horas sem se alimentar. Normalmente, o desequilíbrio da homeostasia é de leve a moderado e temporário, e as células respondem e voltam ao equilíbrio de forma rápida. Porém, casos como grave infecção ou procedimentos cirúrgicos podem levar a um desequilíbrio com maior intensidade e tempo. Se ocorrer um desequilíbrio moderado, pode ocorrer o desenvolvimento de doenças ou algum tipo de distúrbio. Mas, se for de forma grave, pode levar à morte do indivíduo. Atenção! Todos os sistemas devem estar em um estado homeostático, uma vez que grande parte dos sistemas interfere no equilíbrio dos outros. Dois sistemas que trabalham constantemente juntos para manter a homeostasia são: o sistema nervoso e o sistema endócrino, por meio de impulsos nervosos e pela produção de hormônios, respectivamente. O sistema endócrino pode contribuir para a homeostasia de vários outros sistemas: Sistema tegumentar Os hormônios androgênicos estimulam o crescimento de pelos e ativa as glândulas sebáceas. A pele e o pelo atuam como barreira entre o ambiente externo e o interno. Os vasos sanguíneos e as glândulas sudoríparas presentes na pele contribuem para a manutenção da temperatura corporal. Sistema esquelético Os hormônios estrogênicos auxiliam no fechamento das lâminas epifisais na puberdade e ajudam a manter a massa óssea em adultos. Produção de cálcio pelos ossos, mineral utilizado por grande parte dos tecidos corporais para um desempenho adequado de suas funções. O cálcio é importante para a realização dos batimentos do coração; além disso, atua na contração dos músculos esqueléticos e na liberação e ação de alguns hormônios. Sistema urinário O hormônio antidiurético, aldosterona e PNA regulam a taxa de perda de água e íons na urina, regulando, assim, o volume e conteúdo iônico do sangue. Os rins atuam na regulação do volume, composição e pH dos líquidos corporais, eliminando resíduos metabólicos e substâncias em excesso no sangue pela urina. Sistema circulatório A formação das hemácias é promovida pela eritropoietina. O hormônio antidiurético (HAD) e a aldosterona regulam o volume sanguíneo, retendo água e aumentando a pressão arterial. Alguns hormônios, como a epinefrina e norepinefrina, elevam a pressão arterial durante a realização de atividade física. De que maneira a epinefrina e norepinefrina atuam nos sistemas? · Sistema digestório: deprimem a atividade desse sistema. Atua na clivagem dos nutrientes para que as células possam absorvê-los e utilizá-los para gerar energia na forma de ATP e na formação tecidual. É responsável pela absorção de água, vitaminas e minerais. · Sistema muscular: auxiliam no aumento do fluxo sanguíneo para o músculo em exercício. As contrações de músculo liso são capazes de movimentar alimentos e também bile e as enzimas, através do sistema digestório; as contrações dos músculos esqueléticos atuam no fluxo linfático e no retorno do sangue venoso até o coração. As contrações musculares também auxiliam na geração de calor corporal. · Sistema circulatório: intensificam a força de contração e frequência cardíaca. O coração bombeia sangue para todos os tecidos do corpo, fornecendo nutrientes e oxigênio, além de remover resíduos metabólicos através de trocas capilares. O sangue também atua na regulação térmica de todos os tecidos. · Sistema respiratório: dilatação das vias respiratórias durante a realização de exercício físico e outros estresses. Pode contribuir para a homeostasia de todo o corpo por meio do fornecimento de oxigênio e remoção de CO2, auxiliando no controle e ajuste do pH dos líquidos corporais. · Sistema reprodutivo: produz gametas que, quando unidos, são capazes de gerar um embrião, o feto, além de conter células que se dividem e formam todos os tecidos do corpo. Os hormônios sexuais também podem agir em outros sistemas. · Sistema linfático e imunológico: proteção contra agentes infecciosos e patogênicos, substâncias estranhas e células tumorais, por meio da produção, desenvolvimento e maturação de células como os linfócitos T e B, além da síntese de anticorpos. · Sistema endócrino: em conjunto com o sistema nervoso, esse sistema, por meio dos hormônios locais e circulantes, atua na regulação de atividades e crescimento de células. O hormônio do crescimento (GH), IGF e insulina, entre outros, atuam na regulação do metabolismo, na captação de glicose e também de moléculas utilizadas para a produção de energia em forma de ATP. · Sistema nervoso: juntamente ao sistema endócrino que emite sinais pela produção hormonal, os impulsos nervosos são responsáveis pela comunicação e regulação entre grande parte dos tecidos do nosso organismo. Esperamos que você tenha compreendido o conceito de homeostasia e como cada sistema pode contribuir para o equilíbrio do organismo. Membrana plasmática A membrana plasmática apresenta diversas propriedades e funções, desde proteção da célula até troca de substâncias entre os meios extra e intracelular, entre outras funções importantes para a manutenção da homeostasia celular e corporal. Fluidez e permeabilidade A membrana plasmática é fluida, na qual grande parte dos lipídios e também as proteínas se movem e giram de forma lateral. Essa fluidez é de grande importância para a célula, pois uma membrana com uma estrutura rígida não apresentaria mobilidade nem a organização estrutural e o suporte de que a célula precisa. Sua permeabilidade varia de acordo com a substância ou molécula, ou seja, algumas moléculas atravessam a membrana de maneira mais fácil, e outras com maior dificuldade. Essa propriedade é denominada permeabilidade seletiva. Composição da membrana plasmática A membrana plasmática é composta basicamente por proteínas, fosfolipídios, colesterol, lipídios e carboidratos. A estrutura da membrana plasmática é a bicamada lipídica, constituída basicamente de três lipídios, como fosfolipídios, colesterol e glicolipídios. Porém, além dos lipídios, a membrana possui proteínas: Proteínas integrais Anfipáticas, essas proteínas estão firmemente ligadas à membrana. Grande parte dessas proteínas são transmembrana, mas algumas estão ligadas apenas em um lado da bicamada por meio de ligações do tipo covalente com os ácidos graxos. Proteínas periféricas Não estão firmemente inseridas na membrana, ainda se ligam na região polar da bicamada lipídica ou nas proteínas integrais superficiais. As proteínas periféricas auxiliam na sustentação da membrana plasmática, ancorando proteínas integrais e também participam de atividades mecânicas, como o movimento de materiais e organelas nas células, modificam a morfologia celular em células que estão se dividindo e nas células musculares, além de atuar na ligação das células umas às outras. Canais iônicos Algumas proteínas integrais são capazes de formar canais iônicos ou poros para que íons específicos consigam atravessar a membrana por meio deles. Grande parte desses canais iônicos são seletivos, permitindo, assim, a passagem de apenas um tipo de íon. Proteína carreadora Algumas proteínas integrais podem atuar como carreadoras, movendo seletivamente uma substância polar ou um íon de um lado da membrana para o outro. Os carreadores também podem ser denominados transportadores. Receptor Algumas proteínas integrais são denominadas receptores e atuam como locais de reconhecimento celular. Cada tipo de receptor reconhece se é capaz de se ligar em uma molécula específica, conhecida como ligante. Marcadores de identidade celular São glicoproteínas e glicolipídiosde membrana que muitas vezes atuam como marcadores de identidade celular. Essas moléculas permitem que uma célula reconheça outras células do mesmo organismo ou ainda também têm a capacidade de reconhecer e responder a células estranhas que podem ser potencialmente perigosas. Um exemplo são as moléculas de MHC (major histocompatibility complex – complexo principal de histocompatibilidade). Resumo das funções da membrana plasmática · Atua como uma barreira entre o ambiente intra e extracelular. · Controla o fluxo de moléculas e substâncias para dentro e para fora das células. · Auxilia na identificação celular. · Participa também na comunicação entre as células, devido à presença de diferentes moléculas de superfície, como moléculas de adesão, microvilosidades, junções intercelulares e moléculas para a identificação intercelular. Diagnóstico hematológico, bioquímico e sorológico Imunoglobulina A imunoglobulina é uma proteína do soro sanguíneo produzida pelos linfócitos diante de uma substância estranha ao organismo (anticorpo). Os autoanticorpos são imunoglobilinas (Ig) que reagem com células, proteínas ou tecidos do próprio organismo. Esses anticorpos podem causar inflamação e danos às células e aos tecidos, com desenvolvimento de doença autoimune. Estudaremos, a seguir, as imunoglobulinas denominadas IgA, IgD, IgE, IgM e IgG. As diferentes classes se diferenciam entre si também por suas propriedades, localizações e mecanismos de retirada de antígenos do organismo. IgA Essa imunoglobulina está relacionada à imunidade de mucosas, pois é encontrada principalmente em mucosas, como em vias respiratórias, trato gastrointestinal, saliva. IgD Receptor de antígeno no linfócito B imaturo. Baixa quantidade no sangue. IgE Subtipo de anticorpo relacionado com a defesa contra helmintos, reação de hipersensibilidade imediata (alergia). IgM Primeira imunoglobulina sintetizada pelo organismo contra uma infecção. A forma monomérica atua como receptor de antígeno do linfócito B imaturo. Normalmente é pentamérica. Está relacionada à infecção aguda. IgG Atua como opsonina, ativa o sistema complemento, imunidade neonatal, entre outras funções. É a imunoglobulina mais abundante, protege contra infecções relacionadas com imunidade vacinal ou doença crônica. Diagnóstico microbiológico, parasitológico e Urinálise Microbiologia e bactérias Microbiologia é uma ciência que estuda os microrganismos, os quais podem ser: procariontes, como as bactérias; eucariontes, como os fungos; e acelulares, como os vírus. As bactérias são organismos unicelulares, sem envoltório nuclear. As bactérias podem apresentar diferentes formas e até mesmo formar pares, grupos, cadeias, características de gêneros ou espécies específicas. Estes microrganismos apresentam parede celular e normalmente se dividem por divisão binária. Grande parte utiliza compostos orgânicos para sua nutrição, mas algumas podem se nutrir por meio da fotossíntese ou substâncias inorgânicas. Além disso, algumas bactérias possuem flagelos, importantes para sua locomoção. Um diagnóstico microbiológico com a detecção e identificação correta e rápida do microrganismo é de suma importância para o curso da doença, além de direcionar o melhor tratamento para o paciente. Coloração de Ziehl-Neelsen A coloração de Ziehl-Neelsen é utilizada em bactérias que não coram com Gram, como microrganismos do gênero Mycobacterium e Nocardia. Algumas bactérias resistentes ao processo de descoloração com ácido ou álcool são conhecidas como bacilos álcool-ácido-resistentes (BAAR). Mycobacterium tuberculosis corado com a técnica de Ziehl-Neelsen Para ajudá-lo na identificação de microrganismos, apresentaremos a seguir a morfologia das bactérias. Bastonetes ou bacilos Bastonetes longos ou curtos com extremidade reta ou de ponta arredondada, podem ser curvos, em formato de vírgula. Espirilos Formato de hélice, saca-rolha ou espiralar. Cocos Podem ser esféricos, elípticos, em formato de ponta de lança ou até reniformes Diplococos Cocos agrupados 2 a 2. Estreptococos Vários cocos dispostos em cadeia, similar a um cordão de pérolas. Tétrades Grupos de 4 cocos unidos. Sarcinas Grupos de 8 cocos unidos, de forma semelhante a um cubo. . Estafilococos Cocos agrupados de forma aleatória, semelhante a um cacho de uvas. Urinálise A Urinálise, como o nome sugere, é a análise da urina com a finalidade de verificar o estado fisiológico, ou diagnosticar ou avaliar o prognóstico de uma doença relacionada aos rins ou urina. Nesta área, realizam-se exames físicos, químicos ou bioquímicos e a análise microscópica do sedimento. pH: conceitos e empregabilidade Grande parte das reações que ocorrem no nosso organismo depende de um pH ideal para que possa ser realizada com sucesso, mas qualquer alteração pode afetar essas reações. As alterações no pH podem alterar tanto a função quanto a estrutura das moléculas, como as enzimas. Além disso, os fluidos corporais apresentam pH específicos, e isso pode ser mensurado na prática laboratorial. O que é ácido, básico e neutro? O significado de pH é potencial hidrogeniônico ou potência de hidrogênio. Este é responsável por indicar se uma solução é ácida, básica ou neutra. A escala de pH determina se uma substância apresenta caráter ácido, alcalino ou neutro. Essa escala varia entre 0 e 14, na qual substâncias ácidas apresentam pH menor do que 7, substâncias básicas têm pH maior do que 7 e, por fim, substâncias neutras apresentam exatamente pH 7. Para determinar o pH de uma solução, podem ser utilizados alguns sistemas de mensuração, como o pHmetro. Este equipamento utiliza um eletrodo, realizando a leitura pela tensão produz em contato com a amostra. Assim, a intensidade desta tensão é convertida em pH, normalmente em uma escala de 0 a 14. Este é um método preciso, todavia deve ser utilizado corretamente e mantido sempre calibrado. Existem também outras metodologias menos precisas, mas que auxiliam para mensurar o pH de algumas soluções, como, por exemplo, o uso de indicadores ácido-base. Estes apresentam características físico-químicas que mudam de cor na presença de um ambiente ácido ou básico. Vamos conhecer, a seguir, o pH ideal de alguns locais do organismo humano: · Ph sangue: 7,35 – 7,45 · Ph saliva: 6,2 – 7,4 · Ph estômago – suco gástrico: 1,5 – 3,5 · Ph intestinal: 7 – 8,5 Os rins são capazes de eliminar ácidos fixos (ácidos não voláteis, como o CO2) e, juntamente com os pulmões, participam na regulação do equilíbrio ácido-base. A eliminação renal de ácidos fixos é capaz de reduzir o pH urinário para um valor de até 4,5. Além disso, a reabsorção de bicarbonato auxilia na redução do pH urinário. Indicadores de pH image1.png image2.png image3.png image4.png image5.png image6.png image7.png image8.png image9.jpeg image10.jpeg image11.jpeg image12.jpeg image13.jpeg image14.jpeg image15.jpeg image16.jpeg image17.png image18.png image19.png image20.png image21.png image22.png image23.jpeg