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EDUCAÇÃO ESPECIAL PESQUISA E ANÁLISE DE PRÁTICAS PEDAGÓGICAS NA ESCOLA INCLUSIVA PROFESSOR (A) : Gabriela Maffei Moreira Malagolli ALUNO (A) : Grace Kelly Gonçalves Ferreira CURSO : Pedagogia ÍNDICE 1. Introdução 2. Objetivo 3. Roteiro da Entrevista 4. Descrição da atividade observada 5. Desenvolvimento 6. Educação Especial 7. Educação Inclusiva 8. A educação Especial através dos tempos 9. A aprendizagem na escola inclusiva 10. Sugestões de recursos pedagógicos adaptados 11. Escola que ensina a todos 12. Conclusão 13. Referência "Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção." Paulo Freire INTRODUÇÃO Esta tarefa tem o objetivo de mostrar uma pesquisa e análise de práticas pedagógicas numa escola, com a supervisão da professora Diane. A escola observada,foi a Jardim Escola Gatinho Feliz, e o aluno observado é o Luiz Gustavo, que tem um grau de autismo, emite sons semelhantes às palavras e as vezes se mostra agressivo. OBJETIVOS Relacionar conteúdos trabalhados com o cotidiano escolar e a prática pedagógica, refletindo nos desafios e possibilidades do educador atuar na construção de uma escola inclusiva. Sendo necessário adaptações curriculares e os recursos adaptados, para assim, garantir acesso ao currículo aos educandos. Refletindo sobre as barreiras físicas comportamentais que pode de alguma forma dificultar o processo de inclusão na escola analisada e sobre como atuar para a superação dessas dificuldades. ROTEIRO DA ENTREVISTA Escola : Jardim Escola Gatinho Feliz Aluno: Luiz Gustavo 1. Qual a formação do docente encarregada da turma? Pedagogia 2. Qual a formação da auxiliar? Não possuo auxiliar. OBS: o fato da professora não ter uma auxiliar, mostra também que, há uma grande necessidade de se ter algum tipo de fiscalização, ou algum tipo de oportunidade da parte da instituição, para suprir a necessidade que falta na sala de aula. 3. Quais as características e às necessidades do aluno com inclusão? Luiz Gustavo tem um grau de autismo, ele não fala, apenas emite sons semelhantes às palavras, e raramente é agressivo e gosta de se machucar. OBS: Devido o grau de autismo de Luiz Gustavo, é nítido perceber o quão importante é que a professora tenha uma auxiliar para ajudar com a criança. Mas, como fazer com que a escola possa ampliar essa visão e mudar este estágio.? 4. Quanto às atividades pedagógicas, à escola atende ou possui recursos para atender o aluno com inclusão? Temos, sim. 5. A realização das atividades pedagógicas são satisfatórios? Todas são. 6. Como a avaliação da aprendizagem do aluno com necessidades especiais é realizada? Procuramos fazer atividades onde ele possa tomar as iniciativas, como: brincadeiras no pátio, futebol, aula de dança e jiu-jitsu. 7. Quais as características e necessidades específicas que o aluno incluído na turma apresenta.? É muito calado, se furava quando utilizava lápis, Hoje utilizamos giz de cera grosso. Não gosta de ficar perto de algumas crianças. ( só a família) 8. Como é feita as adaptações necessárias no planejamento de aula? Fazemos uma avaliação da criança para ver em que tem mais dificuldades para estarmos auxiliando. 9. As atividades desenvolvidas mobilizam os saberes? Sim, todas. 10. O tempo é os recursos são adequados? São, até porque, a criança em questão, fica entediado e começa a chorar se o tempo não for bem aproveitado por ele. 11. Ocorreram parceria entre o professor e aluno? Sim, todos se mobilizam a ajudar. DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE OBSERVADA Observei uma dedicação em relação à professora, mesmo não tendo ajuda de uma auxiliar, conseguindo um bom grau de aproveitamento, em contrapartida a falta de apoio da própria instituição que acaba superlotando as salas, e acaba atrapalhando o desenvolver da criança em questão, sem deixar de lado a família do aluno, que precisa ser participativa para se alcançar o melhor grau possível. Agradecendo a participação da professora Diane que foi muito simpática e atenciosa a todo momento, e sempre procurou me ajudar em minhas pesquisas. DESENVOLVIMENTO Antes de concluir, precisamos entender um pouco mais sobre Educação Especial e Educação Inclusiva. Com o decorrer dos anos, a visão que a sociedade tinha sobre a deficiência, os termos usados foram modificações. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, este é o conceito de deficiência : algumas restrições ou perda, resultante do impedimento, para desenvolver habilidades consideradas normais para o ser humano. De acordo com o decreto 3.298, de 20 de dezembro de 1999, e dispõe sobre a Política Nacional para a integração da Pessoa Portadora de Deficiência, em seu Art. 3° considera : I. DEFICIÊNCIA : é a perda ou anormalidade de uma estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatômica que gere incapacidade para o desempenho de atividade, dentro do padrão considerado normal para o ser humano. II. Deficiência permanente : é aquela que ocorreu ou se estabilizou durante um período de tempo suficiente para permitir recuperação ou ter possibilidade de que se altere, apesar de novos tratamentos. III. Incapacidade : é uma redução efetiva e acentuada da capacidade de integração social, com necessidade de equipamentos, adaptações, meios ou recursos especiais para que a pessoa portadora de deficiência possa receber ou transmitir informações necessárias ao seu bem-estar e ao desempenho de função ou atividade a ser exercida. EDUCAÇÃO ESPECIAL A Lei de Diretrizes e Bases para a Educação Nacional, Lei n°9.394,de 20/12/1996, trata em seu capítulo V da Educação Especial. A LDB define a Educação Especial como : " Modalidade de educação escolar, oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para pessoas com necessidades educacionais especiais." A Educação Especial deve perpassar todos os níveis de ensino, desde a educação infantil até o ensino superior. É considerada como um conjunto de recursos educacionais e de estratégias de apoio que estejam à disposição de todos os alunos, oferecendo diferentes alternativas de atendimento. A Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, determina, através da Resolução n°2- que institui as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial Básica (11/09/2001,alínea II do art. 4°),que assegura "o desenvolvimento para o exercício da cidadania, da capacidade de participação social, política e econômica e sua ampliação, mediante o cumprimento de seus deveres e o usufruto de seus direitos." EDUCAÇÃO INCLUSIVA O conceito de Educação Inclusiva surgiu a partir da Declaração Mundial de Educação para todos, na Conferência de Educação para todos, realizada em Jantien, na Tailândia. A Declaração Mundialde Educação para todos propõe uma educação destinada a satisfazer as necessidades básicas de aprendizagem, o desenvolvimento pleno das potencialidades humanas, a melhoria da qualidade de vida e do conhecimento e a participação do cidadão na transformação cultural de sua comunidade ( Declaração de Educação para Todos, art. 1) A Declaração de Salamanca, divulgou e aprofundou o conceito de que é incluir todas as crianças, inclusive as que têm deficiência ou dificuldades de aprendizagem, no ensino regular. Além de haver a própria dificuldade pela deficiência, ainda têm que lidar com o preconceito,discriminação. Pois sofrem com a negação social. ->a pessoa preconceituosa tem sentimentos e opiniões pré-concebidas sobre alguém. A EDUCAÇÃO ESPECIAL ATRAVÉS DOS TEMPOS A história das pessoas com deficiência foi caracterizada pela rejeição, discriminação e preconceito, acompanhada de exclusão, a depender das ideias que marcavam cada momento histórico. A visão que havia a respeito da deficiência foi modificada ao longo da história da humanidade. Antiguidade Na antiguidade os deficientes eram abandonados, sacrificados por causa de suas condições, e a sociedade considerava essas ações como normais, representando como problemas da natureza ética ou moral. A vida humana só tinha valor se tivesse uma função de utilidade prática para atendimento aos desejos e necessidades da nobreza. As pessoas deficientes, com limitações e necessidades diferenciadas, eram consideradas incapazes, por isso, eram exterminadas ou condenada à morte. "A única ocupação para os retardados mentais encontrada na literatura antiga é a de bobo ou de palhaço, para a diversão dos senhores e de seus hóspedes." (KANNER, 2000) Após o século XVI surgiram grandes mudanças. A tese da organicidade, que defendia que as deficiências eram causadas por fatores naturais e não por fatores espirituais, transcendentais. Apesar da tese, com o avanço da Medicina, é somente no século XVIII que as ações de ensino vão se desenvolver mais. Daí o surgimento das primeiras instituições : -1760:Instituto Nacional de Surdos-mudos ( França) -1784:Instituto dos Jovens Cegos(França) -1832: Primeiro Instituto para pessoas com deficiência física na Alemanha. -1848: Início oficial do Atendimento da pessoa com deficiência mental nos Estados Unidos. E estas instituições se transformaram mais tarde em asilos, destinados ao acolhimento de pessoas inválidas. Na década de 60, a Lei de Diretrizes e Bases - LDB ( Lei n°4.024/61),referente ao compromisso do poder público brasileiro com a educação especial. A Lei n°5.692/71- promulgada na década de 70, pelo Governo Militar, veio introduzir à visão do tecnicismo para o trato da deficiência no contexto escolar. A proposta da inclusão é : todos os alunos, sem exceção, devem estar escolarizados na classe de ensino regular e recebe uma educação eficaz e de qualidade. Existem várias causas de Deficiência Física, como : -Paralisia Cerebral -Lesão Medular -Mal Formação Congênita -Hemiplegias, dentre outros. Por isso, as condições das escolas devem ser adaptadas e favoráveis aos Portadores de Deficiência. A APRENDIZAGEM NA ESCOLA INCLUSIVA Para a inclusão de pessoas com necessidades especiais na escola, significa pensar em mecanismos que garantam as possibilidades de que essas pessoas tenham acesso aos conhecimentos elaborados pela humanidade. É preciso criar condições de permanência e sucesso dos alunos nas experiências que são vivenciadas em sala de aula. O acesso de todos os brasileiros à escolarização, mais que uma premissa da escola inclusiva, está prevista pela Constituição Federal de 1988. Em seu capítulo III, da Educação, da Cultura e do Desporto, art. 205,o texto constitucional de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. No art. 206 ficam definidos os princípios devem nortear a Educação no Brasil, "igualmente de condições para o acesso e permanência na escola." A aprendizagem desses alunos pode requerer diversas transformações do ambiente de sala de aula e deve ser o foco do trabalho do professor e da escola. Entre os quais : o agrupar alunos para facilitar o trabalho coletivo, adequar a disposição dos mobiliários de sala de aula para atender às necessidades dos alunos e providenciar a utilização de softwares educativos específicos de acordo com as necessidades educacionais, entre outras. É quanto às adaptações curriculares para atendimento a portadores de deficiência física, quais medidas adotar? -Adaptação do equilíbrio escolar : rampas, elevadores, banheiros, pátios e portas. -Aquisição de equipamentos e mobiliários que favoreçam a comunicação e participação dos alunos: cadeiras e mesas adaptadas, material de apoio para locomoção, material de apoio pedagógico, como pranchas e para prender o papel na carteira, suportes para lápis, tecnologia microeletrônica, computadores que funcionam por contato, dentre outros. SUGESTÕES DE RECURSOS PEDAGÓGICOS ADAPTADOS - Dominó das cores - Dominó de quantidades em relevo - Dominó de quantidades e numerais em relevo - Dominó de figuras geométricas - Quebra cabeça de cubos - Dominó temático:meios de transporte - Caixa de estímulos - Jogo de adivinhação - Jogo da memória - Vestindo a boneca Dentre outros. ESCOLA QUE ENSINA A TODOS "A flexibilidade o espaço, o tempo, os recursos e o conteúdo é o caminho para a aprendizagem." (Gustavo Heidrich) Ao longo da história da Educação, as escolas trataram as crianças com deficiência como incapazes, necessitando de tratamento médico, não de ensino. Essa perspectiva começou a mudar a partir de 1948,com a Declaração Universal de Direitos Humanos, que garantiria o direito de todos à Educação. CONCLUSÃO De acordo com o que percebi e observei, a escola não atende aos requisitos para atender uma criança com necessidades especiais. Por mais que tenha boa intenção, há essa falha. E dá pra perceber isso pela falta de uma auxiliar, de uma mediadora em sala para ajudar com a criança com autismo. Cabe à Instituição adotar recursos, cursos de capacitação para que a equipe pedagógica se capacite em se relacionar com alunos incluídos. É necessário que a integração seja feita como Moran afirma: "Nosso desafio maior é caminhar para a Educação de qualidade, que interage com todas as dimensões do ser humano. Para isso precisamos de pessoas que façam essa integração em si mesmas do sensorial, intelectual, emocional, ético e tecnológico, que transmitem de forma fácil entre o pessoal e o social. " (Moran, 2006) REFERÊNCIA - APP Passei Direto - Livro : curso de formação de professores (Imec) -