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Ética, Moral e Cidadania

Material sobre Ética e Cidadania que define ética e moral com base em Japiassú & Marcondes e Kant, traz citação de Schweitzer, discute cidadania (Betinho), relaciona a temática aos Direitos Humanos e à Declaração Universal de 1948 e indica leitura dos seus princípios; vinculado às habilidades H23/H24.

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/matrizch @ matrizch 
 HABILIDADES 
 
H23 - Analisar a importância dos valores éticos na 
estruturação política das sociedades. 
H24 - Relacionar cidadania e democracia na organização das 
sociedades. 
 
 ÉTICA E CIDADANIA 
 
“Um homem é verdadeiramente ético apenas 
quando obedece sua compulsão para ajudar toda a vida que 
ele é capaz de assistir, e evita ferir toda a coisa que vive”. 
(Albert Schweitzer). 
 
 
Quando procuramos definir o que é Ética, parte-se 
do princípio de que é algo muito difícil de encontrarmos um 
conceito definitivo para esta palavra tão em voga nos dias 
atuais. Parte disso se dar devido a inúmeros motivos que 
partem do caráter histórico deste conceito que foi sofrendo 
incontáveis contribuições no decurso do tempo e por 
desaguar, o mesmo, em questões sociais, educacionais, 
políticas que perpassam nossa existência enquanto seres 
que vivem em sociedade. Uma vez que Ética (ethos) está 
associada ao conjunto dos hábitos e traços comportamentais 
característicos de um povo... Nós sabemos o quanto os 
fatores citados anteriormente modificam nossa realidade e 
compreensão da palavra Ética. A resposta mais comum dada 
a seguinte pergunta é a de que: É uma parte ou ramo da 
filosofia que estuda os problemas, princípios e preceitos 
relacionados com os valores morais e a conduta dos 
homens. Hilton Japiassú e Danilo Marcondes em seu 
dicionário básico de filosofia nos conceituam o termo Ética da 
seguinte maneira: 
 
Ética (gr. Ethike, de ethikós: que diz respeito aos costumes) 
Parte da Filosofia prática que tem por objetivo elaborar uma 
reflexão sobre os problemas fundamentais da moral 
(finalidade e sentido da vida humana, os fundamentos da 
obrigação e do dever, natureza do bem e do mal, o valor da 
consciência moral etc.), mas fundada num estudo metafísico 
do conjunto de regras de conduta consideradas como 
universalmente válidas. Diferentemente da moral, a ética está 
mais preocupada em detectar os princípios de uma conforme 
à sabedoria filosófica, em elaborar uma reflexão sobre as 
razões de se desejar a justiça e a harmonia e sobre os meios 
de alcança-las. A moral está mais preocupada na construção 
de um conjunto de prescrições destinadas a assegurar uma 
vida em comum justa e harmoniosa. 
JAPIASSÚ, H. MARCONDES, D. Dicionário Básico de Filosofia. Jorge Zahar 
– RJ. Ed. 2006. pg. 97. 
 A conceituação dos autores citados ilumina um 
pouco nosso caminho na compreensão do que seja a Ética 
enquanto conjunto de princípios, normas e regras que devem 
ser seguidos para que se estabeleça um comportamento 
moral exemplar. No entanto, nos impõe outro desafio. 
Entender o que seja a Moral. 
 
Moral (lat. Moralis, de mor-, mos: costumes) 1. Em um 
sentido amplo, sinônimo de ética como teoria dos valores que 
regem a ação ou a conduta humana, tendo um caráter 
normativo ou prescritivo. Em um sentido mais estrito, a moral 
diz respeito aos costumes, valores e normas de conduta 
específicos de uma sociedade ou cultura, enquanto que a 
ética considera a ação humana do seu ponto de vista 
valorativo e normativo, em um sentido mais genérico e 
abstrato. 2. Pode-se distinguir entre uma moral do bem, que 
visa estabelecer o que é o bem para o homem – a sua 
felicidade, realização, prazer etc., e como se pode atingi-lo – 
e uma moral do dever, que representa a lei moral como um 
imperativo categórico, necessária, objetiva e universalmente 
válida: “O dever é uma necessidade de se realizar uma ação 
por respeito à lei” (Kant). Segundo Kant, a moral é a esfera 
da razão prática que responde à pergunta: “O que devemos 
fazer?”. 
JAPIASSÚ, H. MARCONDES, D. Dicionário Básico de Filosofia. Jorge Zahar 
– RJ. Ed. 2006. pg.193. 
 
 
A Declaração abria a perspectiva de um novo mundo, em que haveria paz, 
liberdade e prosperidade: uma esperança que acabou não se realizando. 
 
Percebe-se, deste modo, que os conceitos de ética 
e moral são um desafio hercúleo enquanto compreensão e 
prática cotidiana na vida de cada um de nós. Eles trazem 
consigo o exercício de nossa cidadania. Segundo o sociólogo 
Herbert de Souza (Betinho), “cidadão é um indivíduo que tem 
consciência de seus direitos e deveres e participa ativamente 
de todas as questões da sociedade. Tudo que acontece no 
mundo, acontece comigo. Então eu preciso participar das 
decisões que interferem na minha vida. Um cidadão com um 
sentimento ético forte e consciente da cidadania não deixa 
passar nada, não abre mão desse poder de participação (...)”. 
A cidadania está vinculada aos direitos humanos, uma longa 
e penosa conquista da humanidade que teve seu 
reconhecimento formal com a Declaração Universal dos 
Direitos Humanos, aprovada pela Organização das Nações 
Unidas (ONU) no ano de 1948. Num período marcado pela 
 
 
 
vitória das nações democráticas contra o nazismo e o 
fascismo durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). 
 
Para pensar: 
Leia a seguir os princípios da Declaração Universal 
dos Direitos Humanos e procure compará-los com a realidade 
da cidadania, tal como ela vem sendo praticada no mundo em 
geral e no Brasil, em particular: 
 
• Todos os seres humanos nascem livres e iguais em 
dignidade e direitos. 
• Ninguém será arbitrariamente preso, detido ou exilado. 
• Todo ser humano que trabalha tem direito a uma 
remuneração justa. 
• Todo ser humano em direito à alimentação, vestuário, 
habitação e cuidados médicos. 
• Toda pessoa tem direito à vida, à liberdade e à segurança 
pessoal. 
• Todo ser humano tem direito ao trabalho e à livre escolha 
de emprego. 
• Toda pessoa tem direito à segurança social. 
• Toda pessoa tem direito a tomar parte no governo de seu 
país. 
• Toda pessoa tem direito a uma ordem social em que seus 
direitos e liberdades possam ser plenamente realizados. 
• Todo indivíduo tem o direito de ser reconhecido como 
pessoa perante a lei. 
• Todo ser humano tem direito à instrução. 
 
 TEXTO COMPLEMENTAR 
 
Os constituintes do campo ético 
Para que haja conduta ética é preciso que exista o 
agente consciente, isto é, aquele que conhece a diferença 
entre bem e mal, certo e errado, permitido e proibido, virtude 
e vício. A consciência moral não só conhece tais diferenças, 
mas também reconhece-se como capaz de julgar o valor dos 
atos e das condutas e de agir em conformidade com os 
valores morais, sendo por isso responsável por suas ações e 
seus sentimentos e pelas consequências do que faz e sente. 
Consciência e responsabilidade são condições 
indispensáveis da vida ética. A consciência moral manifesta-
se, antes de tudo, na capacidade para deliberar diante de 
alternativas possíveis, decidindo e escolhendo uma delas 
antes de lançar-se na ação. Tem a capacidade para avaliar e 
pesar as motivações pessoais, as exigências feitas pela 
situação, as consequências para si e para os outros, a 
conformidade entre meios e fins (empregar meios imorais 
para alcançar fins morais é impossível), a obrigação de 
respeitar o estabelecido ou de transgredi-lo (se o estabelecido 
for imoral ou injusto). A vontade é esse poder deliberativo e 
decisório do agente moral. Para que exerça tal poder sobre o 
sujeito moral, a vontade deve ser livre, isto é, não pode estar 
submetida à vontade de um outro nem pode estar submetida 
aos instintos e às paixões, mas, ao contrário, deve ter poder 
sobre eles e elas. 
O campo ético é, assim, constituído pelos valores e 
pelas obrigações que formam o conteúdo das condutas 
morais, isto é, as virtudes. Estas são realizadas pelo sujeito 
moral, principal constituinte da existência ética. 
O sujeito ético ou moral, isto é, a pessoa, só pode 
existir se preencher as seguintes condições: 
 
• ser consciente de si e dos outros, isto é, ser capaz de 
reflexão e de reconhecer a existência dos outros como 
sujeitos éticos iguais a ele; 
• ser dotado de vontade, isto é, de capacidade para 
controlar e orientar desejos, impulsos, tendências, 
sentimentos (para que estejam em conformidade com a 
consciência) e de capacidade para deliberar edecidir 
entre várias alternativas possíveis; 
• ser responsável, isto é, reconhecer-se como autor da 
ação, avaliar os efeitos e consequências dela sobre si e 
sobre os outros, assumi-la bem como às suas 
consequências, respondendo por elas; 
• ser livre, isto é, ser capaz de oferecer-se como causa 
interna de seus sentimentos, atitudes e ações, por não 
estar submetido a poderes externos que o forcem e o 
constranjam a sentir, a querer e a fazer alguma coisa. A 
liberdade não é tanto o poder para escolher entre vários 
possíveis, mas o poder para autodeterminar-se, dando a 
si mesmo as regras de conduta. 
 
O campo ético é, portanto, constituído por dois polos 
internamente relacionados: o agente ou sujeito moral e os 
valores morais ou virtudes éticas. Do ponto de vista do agente 
ou sujeito moral, a ética faz uma exigência essencial, qual 
seja, a diferença entre passividade e atividade. Passivo é 
aquele que se deixa governar e arrastar por seus impulsos, 
inclinações e paixões, pelas circunstâncias, pela boa ou má 
sorte, pela opinião alheia, pelo medo dos outros, pela vontade 
de um outro, não exercendo sua própria consciência, 
vontade, liberdade e responsabilidade. 
Ao contrário, é ativo ou virtuoso aquele que controla 
interiormente seus impulsos, suas inclinações e suas paixões, 
discute consigo mesmo e com os outros o sentido dos valores 
e dos fins estabelecidos, indaga se devem e como devem ser 
respeitados ou transgredidos por outros valores e fins 
superiores aos existentes, avalia sua capacidade para dar a 
si mesmo as regras de conduta, consulta sua razão e sua 
vontade antes de agir, tem consideração pelos outros sem 
subordinar-se nem submeter-se cegamente a eles, responde 
pelo que faz, julga suas próprias intenções e recusa a 
violência contra si e contra os outros. Numa palavra, é 
autônomo. 
Do ponto de vista dos valores, a ética exprime a 
maneira como a cultura e a sociedade definem para si 
mesmas o que julgam ser a violência e o crime, o mal e o vício 
e, como contrapartida, o que consideram ser o bem e a 
virtude. Por realizar-se como relação intersubjetiva e social, a 
ética não é alheia ou indiferente às condições históricas e 
políticas, econômicas e culturais da ação moral. 
Consequentemente, embora toda ética seja universal do 
ponto de vista da sociedade que a institui (universal porque 
seus valores são obrigatórios para todos os seus membros), 
está em relação com o tempo e a História, transformando-se 
para responder a exigências novas da sociedade e da 
Cultura, pois somos seres históricos e culturais e nossa ação 
se desenrola no tempo. 
Além do sujeito ou pessoa moral e dos valores ou 
fins morais, o campo ético é ainda constituído por um outro 
elemento: os meios para que o sujeito realize os fins. 
Costuma-se dizer que os fins justificam os meios, de modo 
que, para alcançar um fim legítimo, todos os meios 
disponíveis são válidos. No caso da ética, porém, essa 
afirmação deixa de ser óbvia. Suponhamos uma sociedade 
que considere um valor e um fim moral a lealdade entre seus 
membros, baseada na confiança recíproca. Isso significa que 
a mentira, a inveja, a adulação, a má-fé, a crueldade e o medo 
 
 
 
deverão estar excluídos da vida moral e ações que os 
empreguem como meios para alcançar o fim serão imorais. 
No entanto, poderia acontecer que para forçar 
alguém à lealdade seria preciso fazê-lo sentir medo da 
punição pela deslealdade, ou seria preciso mentir-lhe para 
que não perdesse a confiança em certas pessoas e 
continuasse leal a elas. Nesses casos, o fim – a lealdade – 
não justificaria os meios – medo e mentira? A resposta ética 
é: não. Por quê? Porque esses meios desrespeitam a 
consciência e a liberdade da pessoa moral, que agiria por 
coação externa e não por reconhecimento interior e 
verdadeiro do fim ético. 
No caso da ética, portanto, nem todos os meios são 
justificáveis, mas apenas aqueles que estão de acordo com 
os fins da própria ação. Em outras palavras, fins éticos 
exigem meios éticos. 
A relação entre meios e fins pressupõe que a pessoa 
moral não existe como um fato dado, mas é instaurada pela 
vida intersubjetiva e social, precisando ser educada para os 
valores morais e para as virtudes. Poderíamos indagar se a 
educação ética não seria uma violência. Em primeiro lugar, 
porque se tal educação visa a transformar-nos de passivos 
em ativos, poderíamos perguntar se nossa natureza não seria 
essencialmente passional e, portanto: forçar-nos à 
racionalidade ativa não seria um ato de violência contra a 
nossa natureza espontânea? Em segundo lugar, porque se a 
tal educação visa a colocar-nos em harmonia e em acordo 
com os valores de nossa sociedade, poderíamos indagar se 
isso não nos faria submetidos a um poder externo à nossa 
consciência, o poder da moral social. Para responder a essas 
questões precisamos examinar o desenvolvimento das ideias 
éticas na Filosofia. 
CHAUI, Marilena. Convite a Filosofia. Ed. Ática – SP. 1999. Pg. 308. 
 
 ENEM EM QUESTÃO 
01. Ética é o nome dado ao ramo da filosofia dedicado aos 
assuntos morais. A palavra ética é derivada do grego, e 
significa aquilo que pertence ao caráter. Na filosofia, a ética 
não se resume à moral, que geralmente é entendida como 
costume, ou hábito, mas busca a fundamentação teórica para 
encontrar o melhor modo de viver; a busca do melhor estilo 
de vida. Em relação à problemática da Ética, é INCORRETO 
afirmar que 
 
a) diz respeito à determinação do que é certo ou errado, bom 
ou mau em relação às normas e aos valores adotados por 
uma sociedade. 
b) é meramente uma descrição dos hábitos e costumes dos 
povos. 
c) uma das suas noções fundamentais é a do dever. 
d) é uma das áreas de interesse da filosofia. 
e) se caracteriza por ser uma reflexão sobre valores e 
hábitos de uma determinada cultura ou sociedade. 
 
02. Ética e moral são temas relacionados, mas são diferentes, 
porque moral se fundamenta na obediência a normas, 
costumes ou mandamentos culturais, hierárquicos ou 
religiosos e a ética, busca fundamentar o modo de viver pelo 
pensamento humano. O compromisso ético e social de um 
cidadão se expressa, quando ele 
I. Tem coragem para se opor à injustiça, mesmo que em 
prejuízo próprio. 
II. Tem beneficência, procurando prevenir e combater o 
sofrimento do próximo. 
III. Promove a felicidade do próximo, com natural e maior 
dedicação a sua família e a seus amigos. 
IV. Tem respeito à autonomia individual: não manipula ou 
induz o pensamento das pessoas, mesmo que para o próprio 
bem delas. 
V. Acredita que a mentira é válida, quando valoriza as suas 
próprias capacidades e garante o seu emprego. 
 
Estão CORRETOS apenas 
 
a) I e II. 
b) II e III. 
c) I, II, III e IV. 
d) III e V. 
e) III, IV e V. 
 
03. Agir eticamente é construir o próprio caráter em direção à 
virtude e é, também, ao mesmo tempo, construir o bem 
comum tal como o entendemos em nosso meio, em nossa 
comunidade. Sobre a Ética e a Responsabilidade Social, é 
CORRETO afirmar que 
 
a) entre a ética e a responsabilidade social, não é necessário 
que haja coerência entre ação e discurso. 
b) uma empresa ou instituição que não respeita os direitos 
dos seus empregados pode ser considerada responsável 
socialmente, desde que desenvolva programas voltados à 
comunidade. 
c) qualquer instituição só agirá dentro da responsabilidade 
social, caso tenha muitos recursos financeiros para 
manter e ampliar seus negócios. 
d) ética e responsabilidade social são valores distintos que 
não podem ser vivenciados em toda e qualquer 
instituição. 
e) a ética é a base da responsabilidade social, expressa nos 
princípios e valores adotados pelas inúmeras 
organizações sociais que o ser humano é capaz de 
realizar. 
 
04. Direitos Humanos são os direitos básicos de todos os 
seres humanos. Eles expressam-se nos: direitos civis e 
políticos (exemplos: direitos à vida, à propriedade, liberdades 
de pensamento, de expressão, de crença, igualdade formal, 
ouseja, de todos perante a lei, direitos à nacionalidade, de 
participar do governo do seu Estado, podendo votar e ser 
votado, entre outros, fundamentados no valor liberdade); 
direitos econômicos, sociais e culturais. Um dos principais 
eventos que contribuíram para a instituição dos direitos 
humanos foi: 
 
a) a guerra do Peloponeso; 
b) o tratado das Tordesilhas; 
c) a inauguração de Brasília; 
d) a Revolução Francesa; 
e) a queda do Império Romano. 
 
05. Assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos 
direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à 
educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à 
cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência 
familiar e comunitária é um dever: 
 
a) apenas da família; 
b) apenas da comunidade; 
c) apenas do Poder Público; 
d) apenas da família e do Poder Público; 
 
 
 
e) da família, da comunidade, da sociedade em geral e do 
Poder Público. 
 
06. A criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao 
respeito e à dignidade. Todas as alternativas a seguir são 
aspectos do direito à liberdade EXCETO: 
 
a) ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços 
comunitários ressalvadas as restrições legais; 
b) fugir sempre que cometer um ato ilícito. 
c) brincar, praticar esportes e divertir-se; 
d) participar da vida política, na forma da lei; 
e) emitir opinião. 
 
07. "Moral (mos, moris, "costume"): conjunto de normas livre 
e conscientemente adotadas que visam a organizar as 
relações das pessoas na sociedade, tendo em vista o bem e 
o mal; conjunto dos costumes e valores de uma sociedade, 
com caráter normativo (regras do comportamento das 
pessoas em grupo)". (ARANHA, Maria L. de Arruda. 
Filosofando: introdução à filosofia. 3. ed. São Paulo: Moderna, 
2003). Sobre a moral, é CORRETO afirmar que: 
 
a) o estudo da moral deixa de ser uma questão de cunho 
filosófico passando a ser objeto de estudo da teologia. 
b) a moral não estabelece regras para a vivência em 
sociedade. 
c) a moral se reduz a um conjunto de normas, regras e 
valores que são adquiridas através da herança e 
recebidas pela tradição. 
d) através da reflexão crítica, o sujeito tende a colocar a 
moral e os valores vigentes em questão, questionando-os 
e criticando-os. 
e) não é possível compreender a moral através do seu 
caráter histórico e social, pois a ideia de moral sempre foi 
a mesma ao longo do tempo histórico. 
 
08. "Ética (ethos, "costume"): parte da Filosofia que se ocupa 
com a reflexão a respeito das noções e princípios que 
fundamentam a vida moral" (ARANHA, Maria L. de Arruda. 
Filosofando: introdução à filosofia. 3. ed. São Paulo: Moderna, 
2003). De acordo com Aranha, sobre os conceitos de ética e 
moral é INCORRETO afirmar que: 
 
a) a moral se refere às regras de comportamento aceitas em 
determinada época, sendo o sujeito moral aquele que age 
bem ou mal, na medida em que ataca e transgride as 
regras morais. 
b) apesar de serem usados como sinônimos, os conceitos de 
moral e ética são diferentes. 
c) a ética se preocupa com a reflexão sobre os princípios e 
noções que alicerçam a vida moral. 
d) a ética também é conhecida como filosofia moral. 
e) os conceitos de moral e ética dizem respeito à mesma 
ideia, pois não apresentam nenhuma diferença. 
 
09. Uma pessoa ética é consciente de si, é responsável pelos 
seus atos, assume sua culpa e aceita as consequências dos 
mesmos respondendo por eles. O sujeito ético-moral é 
somente aquele que preencher os seguintes requisitos: 
 
a) ser consciente de si, mas não precisa reconhecer a 
existência dos outros como sujeitos éticos iguais a si. 
b) saber o que faz, conhecer as causas e os fins de sua 
ação, o significado de suas intenções e de suas atitudes 
e a essência dos valores morais. 
c) não precisa controlar interiormente seus impulsos, suas 
inclinações e suas paixões, deixando-as fluir livremente. 
d) dizer o que as coisas são, como são e por que são. 
Enunciar, pois, juízos de fato. 
e) ser responsável, mas não precisa reconhecer-se como 
autor da sua própria ação nem avaliar os efeitos e as 
consequências dela sobre si e sobre os outros. 
 
10. A Ética, como área de investigação filosófica, possui 
categorias, problemas e métodos próprios que a caracterizam 
como uma área de saber autônoma. Marque a alternativa 
FALSA em relação a uma caracterização adequada da ética 
como disciplina filosófica. 
 
a) "A ética é indiretamente normativa, na medida em que sua 
atividade reflexiva não visa orientar os indivíduos em 
ações concretas em casos concretos, mas refletir sobre 
as diferentes morais e as diferentes maneiras de justificar 
racionalmente a vida moral, ou seja, orienta o agir de 
forma indireta". 
b) "A ética é um saber essencialmente normativo, ou seja, 
pretende orientar as ações dos seres humanos. Daí 
porque a ética, como área da filosofia, tem uma incidência 
imediata na vida cotidiana, não podendo se furtar a uma 
normatividade direta, apontando as regras para o agir de 
cada um individualmente". 
c) "A tarefa da ética é esclarecer reflexivamente o campo da 
moral, explicando o fenômeno da moralidade, dando 
conta racionalmente dessa dimensão humana, sem 
reduzi-la a seus componentes psicológicos, sociológicos 
e econômicos, dentre outros". 
d) "A ética não permanece neutra diante de diferentes 
códigos morais que existiram ou existem. A neutralidade 
não é própria dos métodos e objetivos próprios da 
investigação ética, mas ela não pode nos levar a 
recomendar um único código moral como racionalmente 
preferível. Em função da complexidade do fenômeno 
moral e da pluralidade dos modelos de racionalidade e de 
métodos e enfoques filosóficos, o resultado da 
investigação ética tem que ser necessariamente plural e 
aberto". 
e) "A Metaética, como parte da investigação ética, é uma 
metalinguagem que se ocupa em esclarecer os problemas 
linguísticos e epistemológicos da ética, ou seja, busca 
discernir a cientificidade, suficiência, aspectos formais, a 
situação epistemológica, etc., da linguagem ética". 
 
 
 
 
 
 
 
 
 GABARITO 
 
01. B 02. A 03. E 04. D 05. E 
06. B 07. D 08. E 09. B 10. B

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