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/matrizch @ matrizch HABILIDADES H23 - Analisar a importância dos valores éticos na estruturação política das sociedades. H24 - Relacionar cidadania e democracia na organização das sociedades. ÉTICA E CIDADANIA “Um homem é verdadeiramente ético apenas quando obedece sua compulsão para ajudar toda a vida que ele é capaz de assistir, e evita ferir toda a coisa que vive”. (Albert Schweitzer). Quando procuramos definir o que é Ética, parte-se do princípio de que é algo muito difícil de encontrarmos um conceito definitivo para esta palavra tão em voga nos dias atuais. Parte disso se dar devido a inúmeros motivos que partem do caráter histórico deste conceito que foi sofrendo incontáveis contribuições no decurso do tempo e por desaguar, o mesmo, em questões sociais, educacionais, políticas que perpassam nossa existência enquanto seres que vivem em sociedade. Uma vez que Ética (ethos) está associada ao conjunto dos hábitos e traços comportamentais característicos de um povo... Nós sabemos o quanto os fatores citados anteriormente modificam nossa realidade e compreensão da palavra Ética. A resposta mais comum dada a seguinte pergunta é a de que: É uma parte ou ramo da filosofia que estuda os problemas, princípios e preceitos relacionados com os valores morais e a conduta dos homens. Hilton Japiassú e Danilo Marcondes em seu dicionário básico de filosofia nos conceituam o termo Ética da seguinte maneira: Ética (gr. Ethike, de ethikós: que diz respeito aos costumes) Parte da Filosofia prática que tem por objetivo elaborar uma reflexão sobre os problemas fundamentais da moral (finalidade e sentido da vida humana, os fundamentos da obrigação e do dever, natureza do bem e do mal, o valor da consciência moral etc.), mas fundada num estudo metafísico do conjunto de regras de conduta consideradas como universalmente válidas. Diferentemente da moral, a ética está mais preocupada em detectar os princípios de uma conforme à sabedoria filosófica, em elaborar uma reflexão sobre as razões de se desejar a justiça e a harmonia e sobre os meios de alcança-las. A moral está mais preocupada na construção de um conjunto de prescrições destinadas a assegurar uma vida em comum justa e harmoniosa. JAPIASSÚ, H. MARCONDES, D. Dicionário Básico de Filosofia. Jorge Zahar – RJ. Ed. 2006. pg. 97. A conceituação dos autores citados ilumina um pouco nosso caminho na compreensão do que seja a Ética enquanto conjunto de princípios, normas e regras que devem ser seguidos para que se estabeleça um comportamento moral exemplar. No entanto, nos impõe outro desafio. Entender o que seja a Moral. Moral (lat. Moralis, de mor-, mos: costumes) 1. Em um sentido amplo, sinônimo de ética como teoria dos valores que regem a ação ou a conduta humana, tendo um caráter normativo ou prescritivo. Em um sentido mais estrito, a moral diz respeito aos costumes, valores e normas de conduta específicos de uma sociedade ou cultura, enquanto que a ética considera a ação humana do seu ponto de vista valorativo e normativo, em um sentido mais genérico e abstrato. 2. Pode-se distinguir entre uma moral do bem, que visa estabelecer o que é o bem para o homem – a sua felicidade, realização, prazer etc., e como se pode atingi-lo – e uma moral do dever, que representa a lei moral como um imperativo categórico, necessária, objetiva e universalmente válida: “O dever é uma necessidade de se realizar uma ação por respeito à lei” (Kant). Segundo Kant, a moral é a esfera da razão prática que responde à pergunta: “O que devemos fazer?”. JAPIASSÚ, H. MARCONDES, D. Dicionário Básico de Filosofia. Jorge Zahar – RJ. Ed. 2006. pg.193. A Declaração abria a perspectiva de um novo mundo, em que haveria paz, liberdade e prosperidade: uma esperança que acabou não se realizando. Percebe-se, deste modo, que os conceitos de ética e moral são um desafio hercúleo enquanto compreensão e prática cotidiana na vida de cada um de nós. Eles trazem consigo o exercício de nossa cidadania. Segundo o sociólogo Herbert de Souza (Betinho), “cidadão é um indivíduo que tem consciência de seus direitos e deveres e participa ativamente de todas as questões da sociedade. Tudo que acontece no mundo, acontece comigo. Então eu preciso participar das decisões que interferem na minha vida. Um cidadão com um sentimento ético forte e consciente da cidadania não deixa passar nada, não abre mão desse poder de participação (...)”. A cidadania está vinculada aos direitos humanos, uma longa e penosa conquista da humanidade que teve seu reconhecimento formal com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, aprovada pela Organização das Nações Unidas (ONU) no ano de 1948. Num período marcado pela vitória das nações democráticas contra o nazismo e o fascismo durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Para pensar: Leia a seguir os princípios da Declaração Universal dos Direitos Humanos e procure compará-los com a realidade da cidadania, tal como ela vem sendo praticada no mundo em geral e no Brasil, em particular: • Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. • Ninguém será arbitrariamente preso, detido ou exilado. • Todo ser humano que trabalha tem direito a uma remuneração justa. • Todo ser humano em direito à alimentação, vestuário, habitação e cuidados médicos. • Toda pessoa tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal. • Todo ser humano tem direito ao trabalho e à livre escolha de emprego. • Toda pessoa tem direito à segurança social. • Toda pessoa tem direito a tomar parte no governo de seu país. • Toda pessoa tem direito a uma ordem social em que seus direitos e liberdades possam ser plenamente realizados. • Todo indivíduo tem o direito de ser reconhecido como pessoa perante a lei. • Todo ser humano tem direito à instrução. TEXTO COMPLEMENTAR Os constituintes do campo ético Para que haja conduta ética é preciso que exista o agente consciente, isto é, aquele que conhece a diferença entre bem e mal, certo e errado, permitido e proibido, virtude e vício. A consciência moral não só conhece tais diferenças, mas também reconhece-se como capaz de julgar o valor dos atos e das condutas e de agir em conformidade com os valores morais, sendo por isso responsável por suas ações e seus sentimentos e pelas consequências do que faz e sente. Consciência e responsabilidade são condições indispensáveis da vida ética. A consciência moral manifesta- se, antes de tudo, na capacidade para deliberar diante de alternativas possíveis, decidindo e escolhendo uma delas antes de lançar-se na ação. Tem a capacidade para avaliar e pesar as motivações pessoais, as exigências feitas pela situação, as consequências para si e para os outros, a conformidade entre meios e fins (empregar meios imorais para alcançar fins morais é impossível), a obrigação de respeitar o estabelecido ou de transgredi-lo (se o estabelecido for imoral ou injusto). A vontade é esse poder deliberativo e decisório do agente moral. Para que exerça tal poder sobre o sujeito moral, a vontade deve ser livre, isto é, não pode estar submetida à vontade de um outro nem pode estar submetida aos instintos e às paixões, mas, ao contrário, deve ter poder sobre eles e elas. O campo ético é, assim, constituído pelos valores e pelas obrigações que formam o conteúdo das condutas morais, isto é, as virtudes. Estas são realizadas pelo sujeito moral, principal constituinte da existência ética. O sujeito ético ou moral, isto é, a pessoa, só pode existir se preencher as seguintes condições: • ser consciente de si e dos outros, isto é, ser capaz de reflexão e de reconhecer a existência dos outros como sujeitos éticos iguais a ele; • ser dotado de vontade, isto é, de capacidade para controlar e orientar desejos, impulsos, tendências, sentimentos (para que estejam em conformidade com a consciência) e de capacidade para deliberar edecidir entre várias alternativas possíveis; • ser responsável, isto é, reconhecer-se como autor da ação, avaliar os efeitos e consequências dela sobre si e sobre os outros, assumi-la bem como às suas consequências, respondendo por elas; • ser livre, isto é, ser capaz de oferecer-se como causa interna de seus sentimentos, atitudes e ações, por não estar submetido a poderes externos que o forcem e o constranjam a sentir, a querer e a fazer alguma coisa. A liberdade não é tanto o poder para escolher entre vários possíveis, mas o poder para autodeterminar-se, dando a si mesmo as regras de conduta. O campo ético é, portanto, constituído por dois polos internamente relacionados: o agente ou sujeito moral e os valores morais ou virtudes éticas. Do ponto de vista do agente ou sujeito moral, a ética faz uma exigência essencial, qual seja, a diferença entre passividade e atividade. Passivo é aquele que se deixa governar e arrastar por seus impulsos, inclinações e paixões, pelas circunstâncias, pela boa ou má sorte, pela opinião alheia, pelo medo dos outros, pela vontade de um outro, não exercendo sua própria consciência, vontade, liberdade e responsabilidade. Ao contrário, é ativo ou virtuoso aquele que controla interiormente seus impulsos, suas inclinações e suas paixões, discute consigo mesmo e com os outros o sentido dos valores e dos fins estabelecidos, indaga se devem e como devem ser respeitados ou transgredidos por outros valores e fins superiores aos existentes, avalia sua capacidade para dar a si mesmo as regras de conduta, consulta sua razão e sua vontade antes de agir, tem consideração pelos outros sem subordinar-se nem submeter-se cegamente a eles, responde pelo que faz, julga suas próprias intenções e recusa a violência contra si e contra os outros. Numa palavra, é autônomo. Do ponto de vista dos valores, a ética exprime a maneira como a cultura e a sociedade definem para si mesmas o que julgam ser a violência e o crime, o mal e o vício e, como contrapartida, o que consideram ser o bem e a virtude. Por realizar-se como relação intersubjetiva e social, a ética não é alheia ou indiferente às condições históricas e políticas, econômicas e culturais da ação moral. Consequentemente, embora toda ética seja universal do ponto de vista da sociedade que a institui (universal porque seus valores são obrigatórios para todos os seus membros), está em relação com o tempo e a História, transformando-se para responder a exigências novas da sociedade e da Cultura, pois somos seres históricos e culturais e nossa ação se desenrola no tempo. Além do sujeito ou pessoa moral e dos valores ou fins morais, o campo ético é ainda constituído por um outro elemento: os meios para que o sujeito realize os fins. Costuma-se dizer que os fins justificam os meios, de modo que, para alcançar um fim legítimo, todos os meios disponíveis são válidos. No caso da ética, porém, essa afirmação deixa de ser óbvia. Suponhamos uma sociedade que considere um valor e um fim moral a lealdade entre seus membros, baseada na confiança recíproca. Isso significa que a mentira, a inveja, a adulação, a má-fé, a crueldade e o medo deverão estar excluídos da vida moral e ações que os empreguem como meios para alcançar o fim serão imorais. No entanto, poderia acontecer que para forçar alguém à lealdade seria preciso fazê-lo sentir medo da punição pela deslealdade, ou seria preciso mentir-lhe para que não perdesse a confiança em certas pessoas e continuasse leal a elas. Nesses casos, o fim – a lealdade – não justificaria os meios – medo e mentira? A resposta ética é: não. Por quê? Porque esses meios desrespeitam a consciência e a liberdade da pessoa moral, que agiria por coação externa e não por reconhecimento interior e verdadeiro do fim ético. No caso da ética, portanto, nem todos os meios são justificáveis, mas apenas aqueles que estão de acordo com os fins da própria ação. Em outras palavras, fins éticos exigem meios éticos. A relação entre meios e fins pressupõe que a pessoa moral não existe como um fato dado, mas é instaurada pela vida intersubjetiva e social, precisando ser educada para os valores morais e para as virtudes. Poderíamos indagar se a educação ética não seria uma violência. Em primeiro lugar, porque se tal educação visa a transformar-nos de passivos em ativos, poderíamos perguntar se nossa natureza não seria essencialmente passional e, portanto: forçar-nos à racionalidade ativa não seria um ato de violência contra a nossa natureza espontânea? Em segundo lugar, porque se a tal educação visa a colocar-nos em harmonia e em acordo com os valores de nossa sociedade, poderíamos indagar se isso não nos faria submetidos a um poder externo à nossa consciência, o poder da moral social. Para responder a essas questões precisamos examinar o desenvolvimento das ideias éticas na Filosofia. CHAUI, Marilena. Convite a Filosofia. Ed. Ática – SP. 1999. Pg. 308. ENEM EM QUESTÃO 01. Ética é o nome dado ao ramo da filosofia dedicado aos assuntos morais. A palavra ética é derivada do grego, e significa aquilo que pertence ao caráter. Na filosofia, a ética não se resume à moral, que geralmente é entendida como costume, ou hábito, mas busca a fundamentação teórica para encontrar o melhor modo de viver; a busca do melhor estilo de vida. Em relação à problemática da Ética, é INCORRETO afirmar que a) diz respeito à determinação do que é certo ou errado, bom ou mau em relação às normas e aos valores adotados por uma sociedade. b) é meramente uma descrição dos hábitos e costumes dos povos. c) uma das suas noções fundamentais é a do dever. d) é uma das áreas de interesse da filosofia. e) se caracteriza por ser uma reflexão sobre valores e hábitos de uma determinada cultura ou sociedade. 02. Ética e moral são temas relacionados, mas são diferentes, porque moral se fundamenta na obediência a normas, costumes ou mandamentos culturais, hierárquicos ou religiosos e a ética, busca fundamentar o modo de viver pelo pensamento humano. O compromisso ético e social de um cidadão se expressa, quando ele I. Tem coragem para se opor à injustiça, mesmo que em prejuízo próprio. II. Tem beneficência, procurando prevenir e combater o sofrimento do próximo. III. Promove a felicidade do próximo, com natural e maior dedicação a sua família e a seus amigos. IV. Tem respeito à autonomia individual: não manipula ou induz o pensamento das pessoas, mesmo que para o próprio bem delas. V. Acredita que a mentira é válida, quando valoriza as suas próprias capacidades e garante o seu emprego. Estão CORRETOS apenas a) I e II. b) II e III. c) I, II, III e IV. d) III e V. e) III, IV e V. 03. Agir eticamente é construir o próprio caráter em direção à virtude e é, também, ao mesmo tempo, construir o bem comum tal como o entendemos em nosso meio, em nossa comunidade. Sobre a Ética e a Responsabilidade Social, é CORRETO afirmar que a) entre a ética e a responsabilidade social, não é necessário que haja coerência entre ação e discurso. b) uma empresa ou instituição que não respeita os direitos dos seus empregados pode ser considerada responsável socialmente, desde que desenvolva programas voltados à comunidade. c) qualquer instituição só agirá dentro da responsabilidade social, caso tenha muitos recursos financeiros para manter e ampliar seus negócios. d) ética e responsabilidade social são valores distintos que não podem ser vivenciados em toda e qualquer instituição. e) a ética é a base da responsabilidade social, expressa nos princípios e valores adotados pelas inúmeras organizações sociais que o ser humano é capaz de realizar. 04. Direitos Humanos são os direitos básicos de todos os seres humanos. Eles expressam-se nos: direitos civis e políticos (exemplos: direitos à vida, à propriedade, liberdades de pensamento, de expressão, de crença, igualdade formal, ouseja, de todos perante a lei, direitos à nacionalidade, de participar do governo do seu Estado, podendo votar e ser votado, entre outros, fundamentados no valor liberdade); direitos econômicos, sociais e culturais. Um dos principais eventos que contribuíram para a instituição dos direitos humanos foi: a) a guerra do Peloponeso; b) o tratado das Tordesilhas; c) a inauguração de Brasília; d) a Revolução Francesa; e) a queda do Império Romano. 05. Assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária é um dever: a) apenas da família; b) apenas da comunidade; c) apenas do Poder Público; d) apenas da família e do Poder Público; e) da família, da comunidade, da sociedade em geral e do Poder Público. 06. A criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e à dignidade. Todas as alternativas a seguir são aspectos do direito à liberdade EXCETO: a) ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários ressalvadas as restrições legais; b) fugir sempre que cometer um ato ilícito. c) brincar, praticar esportes e divertir-se; d) participar da vida política, na forma da lei; e) emitir opinião. 07. "Moral (mos, moris, "costume"): conjunto de normas livre e conscientemente adotadas que visam a organizar as relações das pessoas na sociedade, tendo em vista o bem e o mal; conjunto dos costumes e valores de uma sociedade, com caráter normativo (regras do comportamento das pessoas em grupo)". (ARANHA, Maria L. de Arruda. Filosofando: introdução à filosofia. 3. ed. São Paulo: Moderna, 2003). Sobre a moral, é CORRETO afirmar que: a) o estudo da moral deixa de ser uma questão de cunho filosófico passando a ser objeto de estudo da teologia. b) a moral não estabelece regras para a vivência em sociedade. c) a moral se reduz a um conjunto de normas, regras e valores que são adquiridas através da herança e recebidas pela tradição. d) através da reflexão crítica, o sujeito tende a colocar a moral e os valores vigentes em questão, questionando-os e criticando-os. e) não é possível compreender a moral através do seu caráter histórico e social, pois a ideia de moral sempre foi a mesma ao longo do tempo histórico. 08. "Ética (ethos, "costume"): parte da Filosofia que se ocupa com a reflexão a respeito das noções e princípios que fundamentam a vida moral" (ARANHA, Maria L. de Arruda. Filosofando: introdução à filosofia. 3. ed. São Paulo: Moderna, 2003). De acordo com Aranha, sobre os conceitos de ética e moral é INCORRETO afirmar que: a) a moral se refere às regras de comportamento aceitas em determinada época, sendo o sujeito moral aquele que age bem ou mal, na medida em que ataca e transgride as regras morais. b) apesar de serem usados como sinônimos, os conceitos de moral e ética são diferentes. c) a ética se preocupa com a reflexão sobre os princípios e noções que alicerçam a vida moral. d) a ética também é conhecida como filosofia moral. e) os conceitos de moral e ética dizem respeito à mesma ideia, pois não apresentam nenhuma diferença. 09. Uma pessoa ética é consciente de si, é responsável pelos seus atos, assume sua culpa e aceita as consequências dos mesmos respondendo por eles. O sujeito ético-moral é somente aquele que preencher os seguintes requisitos: a) ser consciente de si, mas não precisa reconhecer a existência dos outros como sujeitos éticos iguais a si. b) saber o que faz, conhecer as causas e os fins de sua ação, o significado de suas intenções e de suas atitudes e a essência dos valores morais. c) não precisa controlar interiormente seus impulsos, suas inclinações e suas paixões, deixando-as fluir livremente. d) dizer o que as coisas são, como são e por que são. Enunciar, pois, juízos de fato. e) ser responsável, mas não precisa reconhecer-se como autor da sua própria ação nem avaliar os efeitos e as consequências dela sobre si e sobre os outros. 10. A Ética, como área de investigação filosófica, possui categorias, problemas e métodos próprios que a caracterizam como uma área de saber autônoma. Marque a alternativa FALSA em relação a uma caracterização adequada da ética como disciplina filosófica. a) "A ética é indiretamente normativa, na medida em que sua atividade reflexiva não visa orientar os indivíduos em ações concretas em casos concretos, mas refletir sobre as diferentes morais e as diferentes maneiras de justificar racionalmente a vida moral, ou seja, orienta o agir de forma indireta". b) "A ética é um saber essencialmente normativo, ou seja, pretende orientar as ações dos seres humanos. Daí porque a ética, como área da filosofia, tem uma incidência imediata na vida cotidiana, não podendo se furtar a uma normatividade direta, apontando as regras para o agir de cada um individualmente". c) "A tarefa da ética é esclarecer reflexivamente o campo da moral, explicando o fenômeno da moralidade, dando conta racionalmente dessa dimensão humana, sem reduzi-la a seus componentes psicológicos, sociológicos e econômicos, dentre outros". d) "A ética não permanece neutra diante de diferentes códigos morais que existiram ou existem. A neutralidade não é própria dos métodos e objetivos próprios da investigação ética, mas ela não pode nos levar a recomendar um único código moral como racionalmente preferível. Em função da complexidade do fenômeno moral e da pluralidade dos modelos de racionalidade e de métodos e enfoques filosóficos, o resultado da investigação ética tem que ser necessariamente plural e aberto". e) "A Metaética, como parte da investigação ética, é uma metalinguagem que se ocupa em esclarecer os problemas linguísticos e epistemológicos da ética, ou seja, busca discernir a cientificidade, suficiência, aspectos formais, a situação epistemológica, etc., da linguagem ética". GABARITO 01. B 02. A 03. E 04. D 05. E 06. B 07. D 08. E 09. B 10. B