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Português para TRE -TO
Teoria e exercícios comentados
Prof. Décio Terror ʹ Aula 6
 
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Aula 6: Domínio dos mecanismos de coesão textual. Emprego de
elementos de referenciação, substituição e repetição, de
conectores e outros elementos de sequenciação textual.
SUMÁRIO PÁGINA
1. Coesão textual 2
2. Coesão referencial 4
3. Elemento de coesão por omissão (elipse) 22
4. Elementos sequenciadores ou operadores argumentativos 26
5. O que devo tomar nota como mais importante? 29
6. Lista de questões para revisão 29
7. Gabarito 41
 
Olá, pessoal!
Como vão os estudos? Espero que todos estejam se dedicando bastante
e continuem bastante motivados!
Incluí no rol desta aula algumas questões um pouco mais antigas, mas
que, de certa forma, têm um cunho didático específico sobre o assunto
tratado. Assim, não deixamos de treinar nenhum conteúdo previsto.
Coesão textual
Antes de falarmos da coesão textual, devemos entender o que é
coerência. A coerência é o resultado de articuladores no texto que transmitem
a harmonia de pensamento. Ela é pautada na lógica, com produção de sentido
possível. A ruptura desta lógica ocorrerá por desvio do uso desses
articuladores. Por exemplo:
Se estou em dificuldades financeiras e necessito de um veículo para me
locomover ao trabalho, há lógica em comprar um carro de luxo?
Certamente, não!
Então, se uma agência de carros me oferece um veículo novo, pela lógica
financeira em que me encontro, devo recusar, pois não terei como pagar.
No texto, a coerência é a utilização de articuladores que mantenham a
lógica. A incoerência ocorre quando o produtor do texto, por desconhecimento
ou até mesmo intencionalmente, utiliza marcadores linguísticos inconvenientes
ao resultado esperado.
Por exemplo:
Faço faculdade, mas aprendo muito.
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O enunciado ―Faço faculdade‖ nos transmite a ideia de estudo, o que nos
levaria à conclusão de que naturalmente aprenderíamos muito neste ambiente
do saber. Não caberia, então, na relação entre esses dois enunciados, a
conjunção ―mas‖, por transmitir valor de oposição, contraste. Tendo em vista
manter a coerência nos argumentos, o ideal neste contexto seria a conjunção
―portanto‖, ―logo‖, pois transmitiria um resultado esperado.
A incoerência pode ter ocorrido porque o autor não prestou atenção no
valor do conectivo ―mas‖. Assim, teríamos um vício na linguagem.
Mas essa incoerência poderia ter sido proposital, pois a intenção do autor
seria justamente a de criticar o ensino nas faculdades. Diante desse novo
contexto, percebemos que a frase passa, agora, a ter coerência.
Resumindo, percebemos que a coerência se baseia na lógica, na harmonia
dos elementos linguísticos em seu contexto. A incoerência, portanto, será o
rompimento dessa lógica.
Para que haja coerência no texto, necessitamos da utilização dos
elementos de coesão. A coesão é o elemento que faz as ligações entre as
palavras do texto para gerar a harmonia entre os argumentos.
Assim, no exemplo anterior, vimos que a conjunção ―mas‖, numa primeira 
leitura, traria incoerência. Essa conjunção é o elemento coesivo, e sua
utilização gera a coerência ou não nos argumentos, dependendo sempre do
contexto. Portanto, a coerência é o resultado da boa utilização dos elementos
de coesão.
Normalmente, dizemos que a coesão está no plano gramatical (o uso
das palavras) e a coerência está no plano dos sentidos (a interpretação dos
elementos coesivos no plano do texto, dos argumentos).
Vários são os mecanismos de coesão. Eles podem ligar palavras ou
orações (coesão sequencial, também chamados de operadores
argumentativos), ser elemento de referência a algo expresso anteriormente ou
posteriormente (coesão referencial) ou pode repetir o vocábulo por motivo de
ênfase ou estilo (coesão recorrencial).
Começando com a explicação do último deles, muitas vezes, nós nos
deparamos na escrita com a repetição de vocábulos. Essa repetição pode ser
intencional ou não.
Um dos princípios fundamentais da coerência/coesão de um texto é a
necessidade de se repetir, em seu desenvolvimento linear, elementos
anteriores. Mas, se por um lado as repetições são inevitáveis, por outro devem
ser feitas sob determinadas condições, a fim de não tornar o texto deselegante
ou monótono.
Em termos gerais, a repetição de palavras só é considerada um problema
na composição de um texto sob algumas condições, expostas a seguir.
a) Quando há proximidade entre os vocábulos repetidos:
Oscar tinha um sítio. Um dia Oscar resolveu viajar.
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b) Quando os vocábulos são rigorosamente os mesmos, sem qualquer
expansão ou redução e mesmo sem variação de gênero ou número:
O tráfico de animais silvestres constitui prática ilegal. Para coibir a prática
ilegal, as autoridades responsáveis montam barreiras nas estradas, para
impedir as tentativas de exportar os animais silvestres.
c) Quando ocorre em número excessivo:
Sempre gostei das viagens de ônibus, mas atualmente considero as viagens de
ônibus uma verdadeira provação, pois o que vem caracterizando as viagens de
ônibus é uma profusão de ruídos de toda espécie, o que torna as viagens de
ônibus um desafio aos nervos de um pacato passageiro.
Ainda assim, em alguns casos especiais (textos publicitários, literários,
ditados populares), a repetição não é vista como deficiência, quando há a
intenção, por motivo de ênfase ou estilo:
Quem bebe cerveja alemã, não bebe outra cerveja; quem bebe
cerveja dinamarquesa, bebe qualquer cerveja; quem bebe cerveja
inglesa não gosta é de cerveja.
Também no caso de o termo repetido estar sendo usado em outro
sentido, a repetição não é vista como um problema textual:
Quem casa quer casa.
De acordo com as palavras de Othon M. Garcia, ―se a repetição
resultante da pobreza de vocabulário ou de falta de imaginação para variar a
estrutura da frase pode ser censurável, a repetição intencional representa um
dos recursos mais férteis de que dispõe a linguagem para realçar as ideias:
Tudo se encadeia, tudo se prolonga, tudo se continua no mundo (O. Bilac)”
As repetições intencionais tornam-se mais enfáticas, quando observam o
paralelismo. Os sermões de Padre Antônio Vieira abundam em construções
deste tipo:
Se os olhos veem com amor, o corvo é branco; se com ódio, o cisne é
negro; se com amor, o demônio é formoso; se com ódio, o anjo é feio; se com
amor, o pigmeu é gigante.
(“Sermão da quinta-feira” Padre Antônio Vieira)
A repetição da estrutura ―Se...com...‖s ―o...é...‖ mostra uma cadência,
um ritmo que embala as frases. Assim, há exemplo clássico de repetição
intencional.
Portanto, sem um tom estilístico, sem intencionalidade, a repetição não é
bem vista na língua culta. Assim, o autor do texto tem a possibilidade de
escolher vários recursos que evitam esta repetição, os quais serão vistos
adiante:
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1. Coesão referencial: a referência ao termo anterior ou posterior pode se
dar de várias formas.
1.1. sinônimos:
O presidente dos Estados Unidos reuniu-se com os assessores
imediatos a fim de verificar a melhor estratégia de enxugamento da dívida
pública. O presidente dos Estados Unidos sabe que o período é muito
crítico.
Este parágrafo possui um inconveniente na linguagem. Repetiu vocábulos
muito próximos. Isso empobrece o texto. A fim de transmitir uma linguagem
culta e adequada à formalidade, deve-se evitar a repetição viciosa. Neste caso,
é necessário inserir palavras de mesmo valor semântico, chamadas sinônimas
contextuais. Veja:
O presidente dos Estados Unidos reuniu-se com os assessores
imediatos a fim de verificar a melhor estratégia de enxugamento da dívidapública. O chefe da nação mais poderosa do planeta sabe que o período é
muito crítico.
Perceba que a palavra ―chefe‖ é sinônima contextual de ―presidente‖ e a 
expressão ―nação mais poderosa do planeta” é sinônima contextual de
―Estados Unidos”. Assim, o texto fica mais elegante, seguindo os padrões da
norma culta.
Este tópico atinge diretamente o que está previsto no programa sobre
substituição de palavras ou trechos do texto, os quais serão vistos em outra
aula:
Questão 1: MPU 2015 Técnico (banca CESPE)
Fragmento do texto: Na ação civil pública, a Procuradoria Regional dos
Direitos do Cidadão (PRDC/RJ) alegou que a Constituição garante aos cidadãos
não apenas a obrigação do Estado em respeitar as liberdades, mas também a
obrigação de zelar para que elas sejam respeitadas pelas pessoas em suas
relações recíprocas.
A substituição da palavra ―alegou‖ por argumentou prejudicaria o sentido
original do texto.
Comentário: O verbo ―alegar‖ tem o mesmo sentido de ―argumentar‖. Por 
isso, pode haver a troca preservando-se o sentido original do texto. Como a
questão afirmou que a substituição prejudicaria o sentido original do texto,
está errada.
Gabarito: E
Questão 2: MPU 2015 Técnico (banca CESPE)
Fragmento do texto: Corroborando a visão do MPF, o TRF2 entendeu que a
veiculação de vídeos potencialmente ofensivos e fomentadores do ódio, da
discriminação e da intolerância contra religiões de matrizes africanas não
corresponde ao legítimo exercício do direito à liberdade de expressão.
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Altera-se totalmente a informação original do período ao se substituir a
palavra ―Corroborando‖ (linha 1) por Confirmando.
Comentário: O verbo ―Corroborando‖ tem o mesmo sentido de 
―Confirmando‖. Por isso, pode haver a troca preservando-se o sentido original
do texto. Como a questão afirmou que a substituição alteraria totalmente a
informação original do período, está errada.
Gabarito: E
Questão 3: MPU 2015 Técnico (banca CESPE)
Fragmento do texto: É importante destacar que o art. 154-A do Código
Penal (Lei n.º 12.737/2012) trouxe para o ordenamento jurídico o crime novo
de ―invasão de dispositivo informático‖, que consiste na conduta de invadir
dispositivo informático alheio, conectado ou não à rede de computadores,
mediante violação indevida de mecanismo de segurança e com o fim de obter,
adulterar ou destruir dados ou informações sem autorização expressa ou
tácita do titular do dispositivo, ou instalar vulnerabilidades para obter
vantagem ilícita.
Prejudicam-se a correção gramatical e as informações originais do período ao
se substituir ―ilícita‖ (linha 8) por ilegal.
Comentário: Sabemos que uma vantagem ilícita é o mesmo que uma
vantagem ilegal. Assim, a substituição pode ocorrer sem qualquer prejuízo do
sentido ou gramatical. Como a questão afirmou o contrário, está errada.
Gabarito: E
Questão 4: MPU 2015 Técnico (banca CESPE)
Fragmento do texto: É importante destacar que o art. 154-A do Código
Penal (Lei n.º 12.737/2012) trouxe para o ordenamento jurídico o crime novo
de ―invasão de dispositivo informático‖, que consiste na conduta de invadir 
dispositivo informático alheio, conectado ou não à rede de computadores,
mediante violação indevida de mecanismo de segurança e com o fim de obter,
adulterar ou destruir dados ou informações sem autorização expressa ou
tácita do titular do dispositivo, ou instalar vulnerabilidades para obter
vantagem ilícita.
A palavra ―adulterar‖ (linha 6) está sendo empregada com o sentido de alterar
prejudicando.
Comentário: A palavra ―adulterar‖ tem um tom pejorativo, pois se altera algo 
com fins danosos. Isso é reforçado no contexto, tendo em vista que se afirma
que há finalidade de obter, adulterar ou destruir dados ou informações sem
autorização expressa ... ou instalar vulnerabilidades. Tudo isso reforça a ideia
de que a ação de adulterar causa prejuízo. Portanto, a afirmativa está correta.
Gabarito: C
Questão 5: Assembleia Legislativa ES – 2011 – nível superior (banca CESPE)
Fragmento de texto: Em milênios de filosofia, só dois filósofos quebraram as
fronteiras da academia para que seus nomes gerassem adjetivos conhecidos
de todos, até de quem não sabe quem eles foram: Platão e Maquiavel. Todos
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ouvimos falar em amor platônico ou em pessoas maquiavélicas. Não interessa
que os especialistas se irritem porque Maquiavel não foi maquiavélico; o fato é
que ele, como Platão, deixou uma marca no imaginário social.
Empregados no texto, os adjetivos ―platônico‖ (linha 4) e ―maquiavélicas‖ 
(linha 4) são dois exemplos de ―adjetivos conhecidos de todos‖ (linhas 2 e 3).
Comentário: Há uma cadeia coesiva no fragmento deste texto, em que a
expressão ―dois filósofos‖ é colocada no início do texto, sem uma 
especificação ou denominação de quem se está falando, para criar no leitor
uma expectativa de buscar essa identificação ao longo do texto.
Em seguida, essa expressão é retomada por ―seus nomes‖, pelo 
pronome ―quem‖, até a denominação dos substantivos ―Platão e Maquiavel‖.
A expressão ―adjetivos conhecidos de todos‖ também cria esta 
expectativa, pois logo na sequência ainda não foram especificados esses
adjetivos. Os adjetivos se encontram no outro período: ―platônico‖ e 
―maquiavélicas‖.
Assim, a questão está correta.
Gabarito: C
Questão 6: MPE PI - 2012 – Superior (banca CESPE)
Fragmento do texto: As grandes atividades arquetípicas da sociedade
humana são, desde o início, inteiramente marcadas pelo jogo. Como, por
exemplo, no caso da linguagem, esse primeiro e supremo instrumento que o
homem forjou a fim de poder comunicar, ensinar e comandar. É a linguagem
que lhe permite distinguir as coisas, defini-las e constatá-las, em resumo,
designá-las e com essa designação elevá-las ao domínio do espírito. Na
criação da fala e da linguagem, brincando com essa maravilhosa faculdade de
designar, é como se o espírito estivesse constantemente saltando entre a
matéria e as coisas pensadas. Por detrás de toda expressão abstrata se oculta
uma metáfora, e toda metáfora é jogo de palavras.
As expressões ―primeiro e supremo instrumento‖ (linha 3), ―maravilhosa 
faculdade de designar‖ (linhas 7 e 8) e ―toda expressão abstrata‖ (linha 9)
referem-se à linguagem.
Comentário: A expressão ―esse primeiro e supremo instrumento‖ é o aposto 
explicativo, o qual retoma o substantivo ―linguagem‖ (linha 3).
O pronome demonstrativo ―essa‖ é o conectivo que nos permite inferir a 
retomada do substantivo ―linguagem‖ (linha 7).
O termo ―toda expressão abstrata‖ não tem referência direta com a 
palavra ―linguagem‖, por meio de algum conectivo, como ocorreu com as
expressões anteriores.
Porém, percebemos que o texto se refere à linguagem. O trecho ―Por
detrás de toda expressão abstrata se oculta uma metáfora, e toda metáfora é
jogo de palavras.‖ Afirma que toda metáfora é um jogo de palavras. Ora, o
jogo de palavras é expresso pela linguagem. Como foi afirmado que ―Por
detrás de toda expressão abstrata se oculta uma metáfora‖, obrigatoriamente 
há referência à linguagem por meio do termo ―toda expressão abstrata”.
Gabarito: C
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Questão 7: Assembleia Legislativa ES – 2011 – nível médio (banca CESPE)
Fragmento de texto: Além de apresentarem certa precocidade na aquisição
do hábito de ingerir álcool, os adolescentes paulistas bebem frequentemente,
exageram nas doses e, em muitos casos, agem assim com anuência familiar.
O sentido e a correção gramatical do texto seriam mantidos caso se
substituísse o vocábulo ―frequentemente‖ (linha 2) por diuturnamente.
Comentário: O advérbio de modo ―frequentemente‖ tem o sentido de ação 
repetida, continuada, habitual. Já o advérbio ―diuturnamente‖significa longa 
duração, muito tempo. Assim, a substituição não preserva o mesmo sentido.
Gabarito: E
Questão 8: Assembleia Legislativa ES – 2011 – nível médio (banca CESPE)
Fragmento de texto: Além disso, como o processo de amadurecimento do
cérebro só se completa duas décadas depois do nascimento, o consumo
precoce de álcool pode comprometer seriamente o desenvolvimento desse
órgão vital, ao aumentar a probabilidade de aparecimento de problemas
cognitivos, como falta de concentração, e de alterações de humor, como
depressão e ansiedade.
O sentido e a correção gramatical do texto seriam mantidos caso se
substituísse o termo ―como‖ (linha 1) pela expressão já que.
Comentário: Veja que a conjunção ―como‖ é adverbial causal e inicia a
oração subordinada adverbial causal ―como o processo de amadurecimento do
cérebro só se completa duas décadas depois do nascimento‖. Por isso, pode 
ser substituída pela locução conjuntiva adverbial causal ―já que‖.
Gabarito: C
Questão 9: Assembleia Legislativa ES – 2011 – nível médio (banca CESPE)
Fragmento de texto: O governo do estado de São Paulo lançou um
programa que fechará o cerco ao consumo de álcool por crianças e
adolescentes.
O sentido e a correção gramatical do texto seriam mantidos caso se
substituísse a expressão ―fechará o cerco‖ (linha 2) pela forma verbal coibirá.
Comentário: O verbo ―coibir‖ significa a tentativa de impedimento de 
realização de algo, repressão a algo, refreamento de algo.
Este sentido é o mesmo da expressão ―fechar o cerco‖. 
Assim, semanticamente, a substituição estaria correta, mas
sintaticamente há um problema: o verbo ―coibirá‖ é transitivo direto e não 
admite a preposição ―a‖, a qual deve ser retirada: “...coibirá o consumo de 
álcool...‖
Gabarito: E
Questão 10: Assembleia Legislativa ES – 2011 – nível médio (banca CESPE)
Fragmento de texto: Na verdade, idealiza-se o que fazer (e que dificilmente
acontece), esquecendo-se do presente. Geralmente, as expectativas centradas
nesse futuro refletem uma insatisfação com a situação presente, tanto no
nível pessoal como no profissional.
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Seriam mantidos a correção gramatical do texto e o seu sentido original se o
trecho ―tanto no nível pessoal como no profissional‖ (linhas 3 e 4) fosse 
reescrito como tanto a nível de pessoa como a nível de trabalho.
Comentário: A expressão ―a nível de‖ é viciosa. O substantivo ―nível‖ não 
possui o valor de ―relativo a‖, ―a respeito de‖, como vulgarmente é utilizado 
(Falei a nível de problema social).
Os valores corretamente empregados da palavra ―nível‖ são:
 Elevação relativa de uma linha ou de um plano horizontal: O nível das
águas subiu.
 Padrão, qualidade, gabarito: bairro residencial de alto nível.
 Altura relativa numa escala de valores (plano): nível econômico; nível
de disciplina.
No contexto, o substantivo ―nível‖ está sendo usado com o sentido 
número 3, visto anteriormente. Assim, um substantivo sinônimo que pode ser
utilizado é ―plano‖:
“tanto no plano pessoal como no profissional”
Gabarito: E
1.2 hipônimos e hiperônimos:
A palavra que apresenta um significado mais abrangente é chamada de
hiperônimo. O prefixo ―hiper‖ dá a noção de generalização. Já a palavra que 
especifica o sentido é chamada de hipônimo. O prefixo ―hipo‖ transmite o 
valor de especificação. Assim:
cores (sentido mais geral) é hiperônimo de azul (sentido mais específico).
frutas (sentido mais geral) é hiperônimo de abacaxi (sentido mais específico).
trânsito (sentido mais geral) é hiperônimo de rodovia (sentido mais específico).
Por associação, hipônimos são palavras que se relacionam pelo sentido
dentro de um conjunto, ligando-se por afinidade.
laranja (sentido mais específico) é hipônimo de fruta (sentido mais geral).
preto (sentido mais específico) é hipônimo de cor (sentido mais geral).
couve (sentido mais específico) é hipônimo de verdura (sentido mais geral).
A relação existente entre hiperônimo e hipônimo é fundamental para a
coesão referencial (retomada de palavra). Assim, muitas vezes um pode
substituir o outro para se evitar a repetição viciosa. Veja:
Dois soldados da Polícia Militar foram baleados na noite de ontem. O
comandante da operação informou que os militares já estão fora de perigo.
Neste exemplo, a palavra ―militares‖ é um hiperônimo da palavra 
―soldados‖ e foi utilizado para evitar a repetição do substantivo anteriormente 
expresso.
Questão 11: Tribunal de Justiça – RJ / 2008 / nível superior (banca CESPE)
Fragmento do texto: A divulgação científica, as informações e os
conhecimentos que podemos oferecer à educação são elementos que
contribuem para formar a opinião, a capacidade de crítica e de decisão dos
diferentes setores da sociedade.
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O termo ―elementos‖ funciona como hiperônimo de ―divulgação científica‖, 
―informações‖ e ―conhecimentos‖.
Comentário: Note que ―elementos‖ é o predicativo do sujeito, isto é, 
caracteriza esse sujeito composto. Naturalmente o vocábulo ―elementos‖ deve 
ser abrangente para abarcar as ideias específicas de cada núcleo desse termo
enumerado, por isso ―elementos‖ é hiperônimo (sentido geral) de seus
hipônimos (sentido específico) ―divulgação científica‖, ―informações‖ e 
―conhecimentos‖. 
Gabarito: C
Questão 12: Tribunal de Justiça - RJ / 2008 / nível superior (banca CESPE)
Julgue a afirmativa em que as palavras grifadas mantêm, entre si, a relação
semântica indicada entre parênteses:
A lei caracteriza algumas ações e as define como crimes. Esses delitos são
classificados de acordo com o tipo de bem que atingem, material ou imaterial.
(hiperonímia/hiponímia)
Comentário: Na realidade, ―crime‖ (mais específico) é um termo incluso em 
―delitos‖ (mais abrangente), por isso a relação deveria ser contrária: 
(hiponímia/hiperonímia)
Gabarito: E
1.3. Pronomes
Os pronomes são elementos de coesão por princípio, pois retomam ou
projetam elementos no texto. Veja:
Ana Clara realizou uma prova ontem. Ela não havia levado seu material
de estudo, então pediu a um amigo que morava perto de sua casa que o
trouxesse à faculdade, pois todo o resumo se encontrava nele.
Perceba que o pronome pessoal ―Ela‖ retomou ―Ana Clara‖. O pronome 
possessivo ―seu‖, além de fazer subentender a preposição ―de‖, retoma ―Ela‖ 
(=material dela). O pronome relativo ―que‖ se refere ao vocábulo ―amigo‖ 
(amigo morava...). O pronome ―sua‖ novamente retoma ―Ela‖ (casa dela). Os
pronomes ―o‖ e ―nele‖ fazem referência à expressão ―material de estudo‖. 
Com isso, podemos perceber o papel crucial dos pronomes na retomada
de palavras. Essa referência ao que foi dito anteriormente é chamada de
recurso anafórico ⦆ recurso muito utilizado.
Mas ele também pode projetar o sentido, isto é, fazer uma abertura para
depois inserir o elemento. Veja:
Ana já soube de sua nota: cinco.
A nota de Ana foi esta: cinco.
Preciso de algo: descanso.
Chamamos isso de recurso catafórico. Não temos que decorar os
nomes, mas saber identificar a quem o nome se refere, quem ele retoma e
quem ele projeta. Para tal, basta lermos com calma o texto e confirmarmos os
dados nele.
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Comentário: Esta questão trabalha o valor anafórico dos pronomes. O
pronome possessivo ―sua‖ retoma a expressão ―Estado Brasileiro‖. Isso é 
reforçado pelo emprego do pronome pessoal oblíquo átono ―o‖, o qual se
refere à mesma expressão masculina e singular. Assim, entendemos que a
história do Ministério Público é marcada por processos que culminaram
consolidando-o como instituição e ampliando sua área de atuação.
Você poderia ter ficado na dúvida sobre a possibilidade da retomada da
expressão ―Estado Brasileiro‖, haja vista também ser masculinae singular, 
porém o texto afirma ser uma instituição. Assim, fica patente a referência ao
Ministério Público.
Gabarito: E
Questão 15: MTE 2014 Auditor-Fiscal do Trabalho (banca CESPE)
1
5
10
15
―Passe lá no RH!‖. Não são poucas as vezes em que os colaboradores de
uma empresa recebem essa orientação. Não são poucos os chefes que
não sabem como tratar um tema que envolve seus subordinados, ou não
têm coragem de fazê-lo, e empurram a responsabilidade para seus
colegas da área de recursos humanos. Promover ou comunicar um
aumento de salário é com o chefe mesmo; resolver conflitos, comunicar
uma demissão, selecionar pessoas, identificar necessidades de
treinamento é ―lá com o RH‖. Em pleno século XXI, ainda existem 
empresas cujos executivos não sabem quem são os reais responsáveis
pela gestão de seu capital humano. Os responsáveis pela gestão de
pessoas em uma organização são os gestores, e não a área de RH. Gente
é o ativo mais importante nas organizações: é o propulsor que as move
e lhes dá vida. Portanto, os aspectos que envolvem a gestão de pessoas
têm de ser tratados como parte de uma política de valorização desse
ativo, na qual gestores e RH são vasos comunicantes, trabalhando em
conjunto, cada um desempenhando seu papel de forma adequada.
A forma pronominal ―lo‖, em ―fazê-lo‖ (linha 4), refere-se a ―tema‖ (linha 3), e
as formas ―as‖ e ―lhes‖ (linhas 12 e 13) referem-se a ―organizações‖ (linha
12).
Comentário: No período ―Não são poucos os chefes que não sabem como
tratar um tema que envolve seus subordinados, ou não têm coragem de fazê-
lo, e empurram a responsabilidade para seus colegas da área de recursos
humanos.‖, o pronome ―-lo‖ não se refere a ―tema‖, mas à ação de ―tratar um
tema que envolve seus subordinados‖. Assim, entendemos do trecho acima
que os chefes não têm coragem de tratar um tema que envolve seus
subordinados.
Já os pronomes ―as‖ e ―lhes‖ realmente fazem referência a
―organizações‖, pois se entende que gente move as organizações e dá vida a 
elas.
Gabarito: E
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Questão 16: MTE 2014 Agente Administrativo (banca CESPE)
Fragmento do texto: Não lhe perguntava com o ar de quem não sabe, mas
antes com uma expressão irônica e de censura. Podia lançar mão do dinheiro,
e ir pagar com ele a dívida? Eis o ponto. A consciência acabou por lhe dizer
que não podia, que devia levar a carteira à polícia, ou anunciá-la; mas tão
depressa acabava de lhe dizer isto, vinham os apuros da ocasião, e puxavam
por ele, e convidavam-no a ir pagar a cocheira.
Na linha 4, a forma pronominal ―la‖, em ―anunciá-la‖, refere-se a ―polícia‖.
Comentário: A forma pronominal ―la‖ não se refere ao substantivo ―polícia‖, 
mas ao substantivo ―carteira‖. Assim, entendemos que ele devia anunciar a
carteira ou levá-la à polícia.
Gabarito: E
Questão 17: Assembleia Legislativa ES 2011 nível superior (banca CESPE)
Fragmento de texto: Em milênios de filosofia, só dois filósofos quebraram as
fronteiras da academia para que seus nomes gerassem adjetivos conhecidos
de todos, até de quem não sabe quem eles foram: Platão e Maquiavel. Todos
ouvimos falar em amor platônico ou em pessoas maquiavélicas. Não interessa
que os especialistas se irritem porque Maquiavel não foi maquiavélico; o fato é
que ele, como Platão, deixou uma marca no imaginário social.
Na linha 7, o pronome ―ele‖ refere-se a ―Platão‖, o referente mais próximo.
Comentário: O pronome pessoal ―ele‖ também trabalha a coesão referencial 
anafórica. Assim retoma palavra expressa anteriormente, e não
posteriormente, como a questão faz subentender.
Assim, o substantivo retomado foi ―Maquiavel‖, e não ―Platão‖.
Gabarito: E
Questão 18: EBC – 2011 – nível superior (banca CESPE)
São Paulo, 18 novembro 1925.
Carlos,
Dá-se isto: ontem me apareceu um dos redatores da Noite do Rio
aqui em casa e além de me pedir uma entrevista pra tal propôs o seguinte: a
Noite organiza um Mês Modernista. Durante um mês todos os dias o jornal
publicará um artiguete de meia coluna assinado por um modernista qualquer.
O artiguete poderá ser crítica, fantasia, versos, o que a gente quiser. Pagam
50$ por artigo. Os escolhidos são: Manuel Bandeira e Prudente de Morais no
Rio, eu e Sérgio Milliet em São Paulo, você e o Martins de Almeida em Minas.
Me mande com absoluta urgência uma linha sobre isto falando que aceitam,
pra eu dispor as coisas logo. Estou esperando. Ciao.
Mário
No texto, a sequência ―a Noite organiza um Mês Modernista‖ não atende à 
expectativa de leitura criada com ―propôs o seguinte:‖, pois não informa, com 
clareza, a proposta de que trata a carta.
Comentário: A expressão ―propôs o seguinte‖ transmite ao leitor a 
expectativa de que em seguida haverá a proposta.
A oração ―a Noite organiza um Mês Modernista‖ ambienta o leitor sobre 
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ele enviou mais de 4.800 mensagens em uma garrafa e recebeu 3.100
respostas de pessoas de várias partes do mundo. De acordo com a BBC, o
canadense envia as mensagens desde 1996.
O seu método é simples. Harold utiliza garrafas de suco de laranja e se
certifica de que as mensagens estão com data. Antes de enviá-las, checa o
sentido dos ventos — que devem rumar de preferência para oeste ou
sudoeste. Algumas cartas demoraram 13 anos para voltar para ele.
A forma pronominal ―las‖, em ―enviá-las‖ (linha 8), pode fazer referência tanto
ao termo ―garrafas‖ (linha 7) quanto ao termo ―mensagens‖ (linha 8).
Comentário: A forma pronominal ―las" retoma explicitamente o substantivo
―mensagens‖. Como essas mensagens são enviadas por meio de ―garrafas‖, 
contextualmente, ―mensagens‖ e ―garrafas‖ possuem o mesmo sentido na 
retomada por este pronome. Veja:
“Harold utiliza garrafas de suco de laranja e se certifica de que as mensagens
estão com data. Antes de enviá-las(as mensagens, as garrafas)...”
Gabarito: C
Questão 21: Assembleia Legislativa ES 2011 nível superior (banca CESPE)
Fragmento de texto: Em milênios de filosofia, só dois filósofos quebraram as
fronteiras da academia para que seus nomes gerassem adjetivos conhecidos
de todos, até de quem não sabe quem eles foram: Platão e Maquiavel. Todos
ouvimos falar em amor platônico ou em pessoas maquiavélicas. Não interessa
que os especialistas se irritem porque Maquiavel não foi maquiavélico; o fato é
que ele, como Platão, deixou uma marca no imaginário social.
Tanto na linha 3 quanto na linha 4, o pronome ―todos‖ remete ao significado
de todas as pessoas.
Comentário: Na linha 3, realmente o pronome ―todos‖ tem o sentido de 
―todas as pessoas‖, inclusive pode até haver a substituição de tais vocábulos:
―só dois filósofos quebraram as fronteiras da academia para que seus nomes
gerassem adjetivos conhecidos de todos...‖
―só dois filósofos quebraram as fronteiras da academia para que seus nomes
gerassem adjetivos conhecidos de todas as pessoas...‖
Já a ocorrência deste pronome na linha 4 recebeu o verbo ―ouvimos‖, o 
qual faz subentender o pronome ―nós‖. Assim, o autor quis especificar esse 
universo, inserindo ele mesmo e o leitor na situação de ter ouvido falar em
amor platônico ou em pessoas maquiavélicas.
Assim, houve mudança de sentido. Prova disso é não podermos mais
substituir o pronome ―todos‖ pela expressão ―todas as pessoas‖, como fizemos 
no pronome anterior.
Gabarito: E
1.3.1. Os pronomes demonstrativos devem ser estudados com especial
atenção, pois são divididos em anafórico e catafórico, os quais trabalham a
coesão referencial, por retomar palavra ou expressão dita anteriormente e
referenciar-se a termo posterior, respectivamente.
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televisão, Internet etc.) que operam de modo integrado e sistêmico, tendo
como horizonte o interesse dos cidadãos‖.Assim, a questão está correta.
Gabarito: C
Questão 26: EBC – 2011 – nível médio (banca CESPE)
Fragmento de texto: Segundo pesquisa realizada no ano de 2006 em sete
países (França, Coreia do Sul, Alemanha, Reino Unido, Itália, Estados Unidos
da América e Japão) pelo Broadcasting Culture Research Institute — NHK, 4
em cada 5 cidadãos consideram necessário existir um sistema público de
comunicação. Em países como Alemanha, Japão e Reino Unido — onde há
cobrança de imposto específico que financia mídias públicas —, 60% dos
entrevistados consideraram importante pagar esse tipo de tributo para
sustentar tais corporações.
A expressão ―tais corporações‖ (linha 8) retoma o antecedente ―Broadcasting 
Culture Research Institute — NHK‖ (linha 3).
Comentário: A ―Broadcasting Culture Research Institute — NHK‖ é a empresa 
que realizou a pesquisa no ano de 2006. Note que o termo ―tais corporações‖
possui o pronome demonstrativo ―tais‖, o qual ajuda na referência a ―mídias
públicas‖.
Assim, a questão está errada.
Gabarito: E
Questão 27: MPE PI - 2012 – Superior (banca CESPE)
Fragmento do texto: Na era das redes sociais, algumas formas de
comunicação arcaicas ainda dão resultado. O canadense Harold Hackett que o
diga. Morador da Ilha Príncipe Eduardo, uma das dez províncias do Canadá,
ele enviou mais de 4.800 mensagens em uma garrafa e recebeu 3.100
respostas de pessoas de várias partes do mundo. De acordo com a BBC, o
canadense envia as mensagens desde 1996.
Na expressão ―que o diga‖ (linhas 2 e 3), o termo ―o‖ refere-se à ideia
expressa no período anterior.
Comentário: A experiência do canadense Harold Hackett fez com que ele
confirmasse que ―algumas formas de comunicação arcaicas ainda dão
resultado‖. Assim, realmente o pronome demonstrativo ―o‖, em ―que o diga‖, 
retoma a informação do período anterior.
Gabarito: C
Questão 28: Polícia Civil CE - 2012 – Inspetor (banca CESPE)
Fragmento de texto: Muitos acreditam que chegamos à velhice do Estado
nacional. Desde 1945, dizem, sua soberania foi ultrapassada pelas redes
transnacionais de poder, especialmente as do capitalismo global e da cultura
pós-moderna. Alguns pós-modernistas levam mais longe a argumentação,
afirmando que isso põe em risco a certeza e a racionalidade da civilização
moderna, entre cujos esteios principais se insere a noção segura e
unidimensional de soberania política absoluta, inserida no conceito de Estado
nacional.
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Na linha 5, ―isso‖ refere-se ao fato de alguns dizerem que a soberania dos
Estados nacionais, desde 1945, foi suplantada por redes transnacionais de
poder.
Comentário: Primeiramente, devemos observar que os trechos ―velhice do
Estado nacional” e ―soberania foi ultrapassada”, contextualmente, são
sinônimos, pois ―velhice do Estado Nacional‖ tem o sentido de fim dos tempos, 
aquilo que está ultrapassado.
O pronome demonstrativo ―isso‖ é o sujeito na oração ―põe em risco a
certeza e a racionalidade da civilização moderna‖. O que põe em risco não é o
fato de alguns afirmarem que a soberania do Estado Nacional tenha sido
ultrapassada, mas simplesmente que ela está velha, ultrapassada.
Assim, o pronome demonstrativo ―isso‖, na realidade, retoma a 
expressão ―chegamos à velhice do Estado nacional‖ ou ―sua soberania foi
ultrapassada pelas redes transnacionais de poder, especialmente as do
capitalismo global e da cultura pós-moderna”. Veja o esquema:
―Muitos acreditam que chegamos à velhice do Estado nacional. Desde
1945, dizem, sua soberania foi ultrapassada pelas redes transnacionais
de poder, especialmente as do capitalismo global e da cultura pós-
moderna. Alguns pós-modernistas levam mais longe a argumentação,
afirmando que isso põe em risco a certeza e a racionalidade da civilização
moderna, entre cujos esteios principais se insere a noção segura e
unidimensional de soberania política absoluta, inserida no conceito de Estado
nacional.‖
Gabarito: E
Questão 29: EBC – 2011 – nível médio (banca CESPE)
Fragmento de texto: Segundo pesquisa realizada no ano de 2006 em sete
países (França, Coreia do Sul, Alemanha, Reino Unido, Itália, Estados Unidos
da América e Japão) pelo Broadcasting Culture Research Institute — NHK, 4
em cada 5 cidadãos consideram necessário existir um sistema público de
comunicação. Em países como Alemanha, Japão e Reino Unido — onde há
cobrança de imposto específico que financia mídias públicas —, 60% dos
entrevistados consideraram importante pagar esse tipo de tributo para
sustentar tais corporações.
A expressão ―esse tipo de tributo‖ (linha 7) refere-se ao antecedente ―imposto 
específico que financia mídias públicas‖ (linha 6).
Comentário: Como ―imposto‖ (palavra de sentido específico) é um tipo de
―tributo‖ (palavra de sentido mais abrangente), fica fácil entender pelo
contexto que ―esse tipo de tributo‖ se refere a ―imposto específico que financia
mídias públicas‖
Gabarito: C
1.3.2. Coesão referencial com o pronome relativo “que”:
Este pronome inicia uma oração subordinada adjetiva e serve para
retomar um substantivo anterior.
Conversei com o fundador da instituição que cuida de crianças carentes.
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Gabarito: C
Questão 33: Polícia Civil CE - 2012 – Inspetor (banca CESPE)
Fragmento de texto: No coração histórico da sociedade moderna, a
Comunidade Europeia (CE) supranacional parece dar especial crédito à tese de
que a soberania político-nacional vem fragmentando-se. Ali, tem-se às vezes
anunciado a morte efetiva do Estado nacional, embora, para essa visão, uma
aposentadoria oportuna talvez fosse a metáfora mais adequada.
Na linha 3, ―Ali‖ tem como referente ―sociedade moderna‖ (linha 1).
Comentário: Mais uma questão de coesão referencial com advérbio. Note que
o advérbio ―Ali‖ retoma, na realidade, a ―Comunidade Europeia (CE)
supranacional‖.
Gabarito: E
Questão 34: Polícia Civil CE - 2012 – Inspetor (banca CESPE)
Fragmento de texto: É verdade que a CE vem desenvolvendo novas formas
políticas, que trazem à memória algumas formas mais antigas, como lembra o
latim usado por Schmitter. Estas nos obrigam a rever nossas ideias do que
devem ser os Estados contemporâneos e suas inter-relações. De fato, nos
últimos 25 anos, assistimos a reversões neoliberais e transnacionais de alguns
poderes de Estados nacionais. No entanto, alguns de seus poderes continuam
a crescer. Ao longo desse mesmo período recente, os Estados regularam cada
vez mais as esferas privadas íntimas do ciclo de vida e da família.
(...)
Michael Mann. Estados nacionais na Europa e noutros continentes: diversificar,
desenvolver, não morrer. In: Gopal Balakrishnan. Um mapa da questão nacional. Vera
Ribeiro (Trad.). Rio de Janeiro: Contraponto, 2000, p. 311-4 (com adaptações).
O trecho ―Ao longo desse mesmo período recente‖ (linha 7) retoma, por
coesão, a expressão ―nos últimos 25 anos‖ (linhas 4 e 5), cuja referência
temporal exata depende de informações extratextuais, tais como a data de
publicação do texto.
Comentário: A locução adverbial ―nos últimos 25 anos‖ precisa de um 
referente temporal da publicação do texto, pois o adjetivo ―últimos‖ necessita 
de um referente temporal. Os últimos 25 anos para nós que lemos o texto em
2012 é bem diferente daquele ano em que o texto foi publicado (Ano de 2000.
Confirme isso nos dados bibliográficos do texto).
Veja que realmente a expressão ―Ao longo desse mesmo período
recente‖ retoma o tempo referenciado em ―nos últimos 25 anos‖, o qual faz
referência ao período de 1975 a 2000.
Assim, a questão está correta.
Gabarito: C
2. Elemento de coesão por omissão (elipse):
Muitas vezes, para evitar a repetição viciosa, basta omitir o vocábulo que
está se repetindo, desde que ele fique facilmente subentendido. Isso é
chamado de elipse. Veja:
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Gustavo foi à casa de sua mãe. Ficou por lá uns oito dias.
Antes do verbo ―ficou‖ subentende-se ―Gustavo‖, então por omissão 
realizamos a coesão.
Questão 35: EBC – 2011 – nível médio (banca CESPE)
Fragmento de texto: Meios de comunicação de massa financiados por
dinheiro público e livres do controle privado comercial têm sido um modelo de
comunicação bastante explorado e consolidado na maioria das democracias
modernas. Trata-se de algo tão antigo quanto o próprio surgimento da TV e
do rádio. Diversos países sustentam hoje robustas corporações de mídia
pública que concentram substancial fatia da audiência e são reconhecidas pela
qualidade no conteúdo que produzem e transmitem.
Uma das mais antigas em operação é a BBC do Reino Unido, criada nos
anos 20 do século passado. A BBC tem servido como modelo para muitas
outras experiências que surgiram durante todo o século passado.
No trecho ―Uma das mais antigas‖ (linha 8), a elipse da expressão 
―corporações de mídia pública‖ funciona como recurso coesivo.
Comentário: A expressão ―Uma das mais antigas‖ está flexionada no 
feminino e com o substantivo no plural, por fazer referência ao termo plural e
feminino ―corporações de mídia pública‖. Esta expressão foi omitida naquela 
expressão para evitar repetição de vocábulo desnecessariamente. Veja:
“Uma das mais antigas (corporações de mídia pública) em operação é a
BBC do Reino Unido, criada nos anos 20 do século passado.‖
Gabarito: C
Questão 36: Assembleia Legislativa ES 2011 nível médio (banca CESPE)
Fragmento de texto: Na verdade, idealiza-se o que fazer (e que dificilmente
acontece), esquecendo-se do presente. Geralmente, as expectativas centradas
nesse futuro refletem uma insatisfação com a situação presente, tanto no
nível pessoal como no profissional.
No final do parágrafo, está implícita a palavra nível antes do termo
―profissional‖.
Comentário: Na expressão ―tanto no nível pessoal como no‖, o artigo ―o‖, 
em contração com a preposição ―em‖ (no), determina o substantivo ―nível‖ na 
primeira ocorrência (no nível) e faz subentender este substantivo na segunda
ocorrência. Veja:
―...tanto no nível pessoal como no (nível) profissional‖.
Assim, a questão está correta.
Gabarito: C
Questão 37: Instituto Rio Branco - 2011 – Diplomacia (banca CESPE)
1
5
No estudo da história, tem-se a impressão de que, quanto mais se
recua no tempo, mais dura parece ter sido a vida das crianças do
passado — e mais privilegiada parece a da garotada de hoje. Quando se
pensa em como era a infância séculos atrás, uma das primeiras imagens
que vêm à cabeça é a de meninos dando duro em minas ou limpando
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10
15
chaminés. A ideia de que essa fase da vida era simplesmente ignorada e
de que as pessoas passavam de bebês a trabalhadores, do dia para a
noite, é reforçada por inúmeras pinturas antigas retratando crianças
sérias, tristemente vestidas como miniadultos. As fontes de informações
medievais, entretanto, quando analisadas de perto, não oferecem
evidência alguma de que as pessoas daquela época tivessem, com
relação às crianças, atitudes muito diferentes das de hoje — com
exceção, talvez, apenas do uso em excesso de castigos físicos, que, de
qualquer modo, também eram aplicados em adultos. Apesar de o estilo
de vida da época ser muito diferente do nosso, as crianças medievais
cresciam, em muitos aspectos, de maneira semelhante à de seus
―primos‖ modernos. 
Nicholas Orme e Fernanda M. Bem. Pequenos na Idade Média.
In: BBC História, ano 1, ed. n.o 4 (com adaptações).
Nas sequências ―a da‖ (linha 3), ―a de‖ (linha 5) e ―das de‖ (linha12), sem
núcleo nominal expresso, pode-se depreender que os artigos definidos ―a‖, ―a‖ 
e ―as‖, na ordem das sequências, são portadores de propriedades anafóricas e 
retomam os seguintes referentes, respectivamente: ―vida‖, ―imagem‖ e 
―crianças‖.
Comentário: Esta é mais uma questão de coesão referencial por meio da
elipse, isto é, da omissão de palavra facilmente subentendida; evitando,
assim, a repetição desnecessária de palavras.
Na linha 3, o artigo ―a‖ faz subentender o substantivo ―vida‖. Veja:
“No estudo da história, tem-se a impressão de que, quanto mais se recua no
tempo, mais dura parece ter sido a vida das crianças do passado — e mais
privilegiada parece a (vida) da garotada de hoje.‖
Na linha 5, o artigo ―a‖ faz subentender o substantivo ―imagem‖. Veja:
―Quando se pensa em como era a infância séculos atrás, uma das primeiras
imagens que vêm à cabeça é a (imagem)de meninos dando duro em minas
ou limpando chaminés.‖
Na linha 12, o artigo ―a‖ faz subentender o substantivo ―atitude‖, e não 
o substantivo ―crianças‖, como havia sido afirmado na questão. Veja:
―As fontes de informações medievais, entretanto, quando analisadas de perto,
não oferecem evidência alguma de que as pessoas daquela época tivessem,
com relação às crianças, atitudes muito diferentes das (atitudes) de hoje...‖
Por isso, a questão está errada.
Gabarito: E
Questão 38: EBC 2011 nível superior (banca CESPE)
Texto 1
São Paulo, 18 novembro 1925.
Carlos,
Dá-se isto: ontem me apareceu um dos redatores da Noite do Rio
aqui em casa e além de me pedir uma entrevista pra tal propôs o seguinte: a
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Noite organiza um Mês Modernista. Durante um mês todos os dias o jornal
publicará um artiguete de meia coluna assinado por um modernista qualquer.
O artiguete poderá ser crítica, fantasia, versos, o que a gente quiser. Pagam
50$ por artigo. Os escolhidos são: Manuel Bandeira e Prudente de Morais no
Rio, eu e Sérgio Milliet em São Paulo, você e o Martins de Almeida em Minas.
Me mande com absoluta urgência uma linha sobre isto falando que aceitam,
pra eu dispor as coisas logo. Estou esperando. Ciao.
Mário
Texto 2
Belo Horizonte, 20 novembro 1925.
Mário,
Salve. Recebi hoje tua expressa fazendo o amável — e gostoso —
convite para escrever umas besteiras na Noite. Aceito. O Martins de Almeida,
avisado, também aceitou. Diga para quando é a joça, que estamos prontos. E
desde já te agradeço o reclame e os cobres, pois estou certo que foi você que
se lembrou do meu nome.
Depois escreverei mais longamente.
Um abraço forte do
Carlos
Lélia Coelho Frota (Org.). Carlos & Mário. Correspondência completa entre
Carlos Drummond de Andrade (inédita) e Mário de Andrade. Rio de Janeiro:
Bem-Te-Vi Produções Literárias, 2002, p. 159-61 (com adaptações).
Para se recuperar o conteúdo do complemento verbal exigido pela forma
verbal ―Aceito‖, no texto 2, é imprescindível a leitura do texto 1.
Comentário: A questão cobra novamente a coesão referencial por elipse, pois
o verbo ―Aceito‖ é transitivo direto e o objeto direto está subentendido em
dado anterior.
Veja que a leitura do texto 1 nos ajuda a entender melhor o contexto,
mas ele não é imprescindível para entender o complemento do verbo ―Aceito‖, 
pois a expressão ―tua expressa fazendo o amável — e gostoso — convite para
escrever umas besteiras na Noite‖ já retoma o conteúdo do texto 1. Assim, o 
complemento do verbo ―Aceito‖ está subentendido no primeiro período do 
texto 2. Veja:
―Recebi hoje tua expressa fazendo o amável — e gostoso — convite para
escrever umas besteiras na Noite. Aceito (o convite para escrever umas
besteiras na Noite).‖
Gabarito: E
Questão 39: Instituto Rio Branco - 2011 – Diplomacia (banca CESPE)
Fragmento de texto: Oscar não acredita em Papai do Céu, nem que estará
um dia construindo brasílias angélicas nas verdes pastagens do Paraíso. Põe
ele, como um verdadeiro homem, a felicidade do seu semelhante no
aproveitamento das pastagens verdes da Terra; no exemplo do trabalho para
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Dúvida, hipótese: provavelmente, é provável que, possivelmente, não é
certo que, se é que.
Certeza/ênfase: decerto, com certeza, sem dúvida, inegavelmente,
certamente.
Ilustração/esclarecimento: por exemplo, em outras palavras, a saber, quer
dizer, isto é, ou seja.
Propósito, intenção, finalidade: com o fim de, com a finalidade de, a fim
de, para que, intencionalmente.
Resumo, recapitulação: em suma, em síntese, em conclusão, em resumo,
enfim, portanto.
Lugar: perto de, longe de, mais adiante, junto a, além de, próximo a.
Causa e consequência: por isso, por consequência, assim, em virtude de, em
razão de, como resultado, de fato, com efeito, por conseguinte.
Contraste, oposição: pelo contrário, em contraste com, exceto por, por outro
lado.
Questão 40: DEPEN 2015 – nível superior (banca CESPE)
Fragmento de texto: Ao todo, os detentos podem remir até quarenta e oito
dias apenas com as leituras. Essa possibilidade, no entanto, ainda é restrita a
penitenciárias federais de segurança máxima.
A substituição da locução ―no entanto‖ por conquanto manteria a relação
estabelecida entre a última oração do parágrafo e a que a antecede.
Comentário: Tal questão trabalha a substituição de conectivos de
sequenciação. Vimos na aula de sintaxe do período que o conectivo ―no 
entanto‖ é coordenativo adversativo e não pode, estruturalmente, ser 
substituído por uma conjunção subordinativa adverbial concessiva, como é o
caso da conjunção ―conquanto‖.
Assim, a afirmativa está errada.
Gabarito: E
Questão 41: MTE 2014 Agente Administrativo (banca CESPE)
1
5
10
Nos últimos cinquenta anos, um dos fatos mais marcantes ocorrido na
sociedade brasileira foi a inserção crescente das mulheres na força de
trabalho. Esse contínuo crescimento da participação feminina é explicado
por uma combinação de fatores econômicos e culturais. Primeiro, o
avanço da industrialização transformou a estrutura produtiva, e a queda
das taxas de fecundidade proporcionou o aumento das possibilidades de
as mulheres encontrarem postos de trabalho na sociedade. Segundo, a
rebelião feminina do final dos anos 60 do século passado, nos Estados
Unidos da América e na Europa, chegou às nossas terras e fez ressurgir o
movimento feminista nacional, aumentando a visibilidade política das
mulheres na sociedade brasileira. Esse sucesso influenciou o
comportamento e os valores sociais das mulheres, visto que proporcionou
alterações na formação da identidade feminina.
Os termos ―Nos últimos cinquenta anos‖ (linha 1), ―Primeiro‖ (linha 4) e
―Segundo‖ (linha 7) contribuem para a progressão das ideias no texto.
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Comentário: A afirmação está correta, pois a expressão temporal ―Nos
últimos cinquenta anos‖ ambienta um momento do passado, a partir do qual 
se ressalta o contínuo crescimento da participação feminina. Em seguida, as
expressões ―Primeiro‖ e ―Segundo‖ iniciam a especificação da combinação de
fatores econômicos e culturais que explicam esse crescimento. Assim, tais
expressões marcam uma continuidade no texto e contribuem para a
progressão das ideias.
Gabarito: C
Questão 42: Assembleia Legislativa ES 2011 nível superior (banca CESPE)
Fragmento de texto: Nenhuma nação será forte enquanto as mulheres não
tiverem respeitados e garantidos todos os seus direitos; nenhuma nação será
forte enquanto o povo sofrer qualquer discriminação racial ou de gênero;
nenhuma nação será forte se houver intolerância religiosa; nenhuma nação
será forte se houver homofobia, em suma, nenhuma forma de preconceito
pode existir. Os direitos humanos têm a tarefa de ser a tribo civilizadora.
A expressão ―em suma‖ (linha 5), de caráter explicativo, tem a função de 
retomar, exclusivamente, o trecho imediatamente anterior: ―nenhuma nação 
será forte se houver homofobia‖ (linhas 4 e 5).
Comentário: A expressão ―em suma‖ não tem valor explicativo. Ela é um 
elemento de coesão sequencial, que inicia um resumo de toda a informação
transmitida anteriormente (e não somente o trecho imediatamente anterior,
como afirmou a questão).
Gabarito: E
Questão 43: Assembleia Legislativa ES – 2011 – nível médio (banca CESPE)
Fragmento de texto: As pessoas aprenderam que devem ter sempre alguma
atividade — primeiro é estudar e depois, trabalhar —; o importante é fazer
alguma coisa, nem que para isso se deixe de ver o filho nascer ou crescer.
Primeiro vem o trabalho, a produção. Outro aspecto aterrador aparece quando
o indivíduo para para ouvir o próprio discurso: boa parte do que se fala está
centrado em um futuro almejado, nunca concreto, como: ―quando eu entrar 
em férias...‖, ―quando eu ganhar na loto...‖.
Na oração ―Outro aspecto aterrador aparece‖ (linha 4), a palavra ―Outro‖ 
indica que um aspecto considerado aterrador — o fato de as pessoas acharem
que é importante fazer alguma coisa — já foi mencionado anteriormente.
Comentário: O primeiro aspecto considerado aterrador pelo autor é a ideia
de que ―Primeiro vem o trabalho, a produção‖. Assim, o pronome indefinido
―Outro‖ liga o período imediatamente anterior ao posterior.
Gabarito: E
Questão 44: Serpro – 2010 – nível superior (banca CESPE)
Fragmento de texto: Mais: os dados reforçam tendências que vêm causando
crescente apreensão às autoridades atentas à evolução do perfil da violência
no país. Um deles: aumenta o número de homicídios entre jovens. Em 1980,
eram 30 casos para cada 100 mil habitantes. Em 2007, nada menos que 50,1.
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Outro: homens são vítimas preferenciais - 90% das ocorrências. Mais uma: os
negros lideram o ranking dos mortos - incremento de 21% em relação às
estatísticas dos períodos anteriores.
Os termos ―Um deles‖ (linha 3) e ―Outro‖ (linha 5) referem-se a ―os dados‖ 
(linha 1).
Comentário: Esta questão abordou outro exemplo da coesão sequencial, por
meio dos pronomes indefinidos ―um‖ e ―outro‖. 
Ambos retomam o substantivo ―dados‖, da linha 1, transmitindo uma 
sequência e ampliando o seu sentido.
Gabarito: C
Questão 45: Assembleia Legislativa ES 2011 nível superior (banca CESPE)
Fragmento de texto: O Príncipe, que, em breve, completará 500 anos, tem
características notáveis. Primeira: é livro facílimo de ler. Segunda: apesar
disso, não há acordo sobre o que quer dizer. Nós o lemos com facilidade e não
temos certeza do que ele pretende. Talvez porque, terceira característica,
pareça contradizer o resto da vida e obra do autor.
Ao enumerar as características da grande obra de Maquiavel, o autor
empregou o recurso coesivo da sequenciação numérica.
Comentário: Esta questão abordou o exemplo clássico da coesão sequencial,
por meio da enumeração ordinal ―Primeira‖, ―Segunda‖ e ―terceira‖, a qual 
enumera e dá sequência às características notáveis do livro ―O Príncipe‖. 
Gabarito: C
 
O que devo tomar nota como mais importante?
 Na coesão referencial, basta prestar atenção no referente. Esta é
questão certa de cair na prova. Sem decoreba, basta simplesmente fazer
uma boa leitura do texto.
Grande abraço.
Terror 
 
Questão 1: MPU 2015 Técnico (banca CESPE)
Fragmento do texto: Na ação civil pública, a Procuradoria Regional dos
Direitos do Cidadão (PRDC/RJ) alegou que a Constituição garante aos cidadãos
não apenas a obrigação do Estado em respeitar as liberdades, mas também a
obrigação de zelar para que elas sejam respeitadas pelas pessoas em suas
relações recíprocas.
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A substituição da palavra ―alegou‖ por argumentou prejudicaria o sentido
original do texto.
Questão 2: MPU 2015 Técnico (banca CESPE)
Fragmento do texto: Corroborando a visão do MPF, o TRF2 entendeu que a
veiculação de vídeos potencialmente ofensivos e fomentadores do ódio,da
discriminação e da intolerância contra religiões de matrizes africanas não
corresponde ao legítimo exercício do direito à liberdade de expressão.
Altera-se totalmente a informação original do período ao se substituir a
palavra ―Corroborando‖ (linha 1) por Confirmando.
Questão 3: MPU 2015 Técnico (banca CESPE)
Fragmento do texto: É importante destacar que o art. 154-A do Código
Penal (Lei n.º 12.737/2012) trouxe para o ordenamento jurídico o crime novo
de ―invasão de dispositivo informático‖, que consiste na conduta de invadir 
dispositivo informático alheio, conectado ou não à rede de computadores,
mediante violação indevida de mecanismo de segurança e com o fim de obter,
adulterar ou destruir dados ou informações sem autorização expressa ou
tácita do titular do dispositivo, ou instalar vulnerabilidades para obter
vantagem ilícita.
Prejudicam-se a correção gramatical e as informações originais do período ao
se substituir ―ilícita‖ (linha 8) por ilegal.
Questão 4: MPU 2015 Técnico (banca CESPE)
Fragmento do texto: É importante destacar que o art. 154-A do Código
Penal (Lei n.º 12.737/2012) trouxe para o ordenamento jurídico o crime novo
de ―invasão de dispositivo informático‖, que consiste na conduta de invadir 
dispositivo informático alheio, conectado ou não à rede de computadores,
mediante violação indevida de mecanismo de segurança e com o fim de obter,
adulterar ou destruir dados ou informações sem autorização expressa ou
tácita do titular do dispositivo, ou instalar vulnerabilidades para obter
vantagem ilícita.
A palavra ―adulterar‖ (linha 6) está sendo empregada com o sentido de alterar
prejudicando.
Questão 5: Assembleia Legislativa ES – 2011 – nível superior (banca CESPE)
Fragmento de texto: Em milênios de filosofia, só dois filósofos quebraram as
fronteiras da academia para que seus nomes gerassem adjetivos conhecidos
de todos, até de quem não sabe quem eles foram: Platão e Maquiavel. Todos
ouvimos falar em amor platônico ou em pessoas maquiavélicas. Não interessa
que os especialistas se irritem porque Maquiavel não foi maquiavélico; o fato é
que ele, como Platão, deixou uma marca no imaginário social.
Empregados no texto, os adjetivos ―platônico‖ (linha 4) e ―maquiavélicas‖ 
(linha 4) são dois exemplos de ―adjetivos conhecidos de todos‖ (linhas 2 e 3).
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Questão 6: MPE PI - 2012 – Superior (banca CESPE)
Fragmento do texto: As grandes atividades arquetípicas da sociedade
humana são, desde o início, inteiramente marcadas pelo jogo. Como, por
exemplo, no caso da linguagem, esse primeiro e supremo instrumento que o
homem forjou a fim de poder comunicar, ensinar e comandar. É a linguagem
que lhe permite distinguir as coisas, defini-las e constatá-las, em resumo,
designá-las e com essa designação elevá-las ao domínio do espírito. Na
criação da fala e da linguagem, brincando com essa maravilhosa faculdade de
designar, é como se o espírito estivesse constantemente saltando entre a
matéria e as coisas pensadas. Por detrás de toda expressão abstrata se oculta
uma metáfora, e toda metáfora é jogo de palavras.
As expressões ―primeiro e supremo instrumento‖ (linha 3), ―maravilhosa 
faculdade de designar‖ (linhas 7 e 8) e ―toda expressão abstrata‖ (linha 9)
referem-se à linguagem.
Questão 7: Assembleia Legislativa ES – 2011 – nível médio (banca CESPE)
Fragmento de texto: Além de apresentarem certa precocidade na aquisição
do hábito de ingerir álcool, os adolescentes paulistas bebem frequentemente,
exageram nas doses e, em muitos casos, agem assim com anuência familiar.
O sentido e a correção gramatical do texto seriam mantidos caso se
substituísse o vocábulo ―frequentemente‖ (linha 2) por diuturnamente.
Questão 8: Assembleia Legislativa ES – 2011 – nível médio (banca CESPE)
Fragmento de texto: Além disso, como o processo de amadurecimento do
cérebro só se completa duas décadas depois do nascimento, o consumo
precoce de álcool pode comprometer seriamente o desenvolvimento desse
órgão vital, ao aumentar a probabilidade de aparecimento de problemas
cognitivos, como falta de concentração, e de alterações de humor, como
depressão e ansiedade.
O sentido e a correção gramatical do texto seriam mantidos caso se
substituísse o termo ―como‖ (linha 1) pela expressão já que.
Questão 9: Assembleia Legislativa ES 2011 – nível médio (banca CESPE)
Fragmento de texto: O governo do estado de São Paulo lançou um
programa que fechará o cerco ao consumo de álcool por crianças e
adolescentes.
O sentido e a correção gramatical do texto seriam mantidos caso se
substituísse a expressão ―fechará o cerco‖ (linha 2) pela forma verbal coibirá.
Questão 10: Assembleia Legislativa ES – 2011 – nível médio (banca CESPE)
Fragmento de texto: Na verdade, idealiza-se o que fazer (e que dificilmente
acontece), esquecendo-se do presente. Geralmente, as expectativas centradas
nesse futuro refletem uma insatisfação com a situação presente, tanto no
nível pessoal como no profissional.
Seriam mantidos a correção gramatical do texto e o seu sentido original se o
trecho ―tanto no nível pessoal como no profissional‖ (linhas 3 e 4) fosse 
reescrito como tanto a nível de pessoa como a nível de trabalho.
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Questão 11: Tribunal de Justiça – RJ / 2008 / nível superior (banca CESPE)
Fragmento do texto: A divulgação científica, as informações e os
conhecimentos que podemos oferecer à educação são elementos que
contribuem para formar a opinião, a capacidade de crítica e de decisão dos
diferentes setores da sociedade.
O termo ―elementos‖ funciona como hiperônimo de ―divulgação científica‖, 
―informações‖ e ―conhecimentos‖.
Questão 12: Tribunal de Justiça - RJ / 2008 / nível superior (banca CESPE)
Julgue a afirmativa em que as palavras grifadas mantêm, entre si, a relação
semântica indicada entre parênteses:
A lei caracteriza algumas ações e as define como crimes. Esses delitos são
classificados de acordo com o tipo de bem que atingem, material ou imaterial.
(hiperonímia/hiponímia)
Questão 13: MPU 2015 Analista (banca CESPE)
Fragmento do texto: Na organização do poder político no Estado moderno, à
luz da tradição iluminista, o direito tem por função a preservação da liberdade
humana, de maneira a coibir a desordem do estado de natureza, que, em
virtude do risco da dominação dos mais fracos pelos mais fortes, exige a
existência de um poder institucional. Mas a conquista da liberdade humana
também reclama a distribuição do poder em ramos diversos, com a disposição
de meios que assegurem o controle recíproco entre eles para o advento de um
cenário de equilíbrio e harmonia nas sociedades estatais.
O pronome ―eles‖ (linha 7) faz referência a ―ramos diversos‖ (linha 8).
Questão 14: MPU 2015 Técnico (banca CESPE)
Fragmento do texto: O Ministério Público é fruto do desenvolvimento do
Estado brasileiro e da democracia. A sua história é marcada por processos que
culminaram consolidando-o como instituição e ampliando sua área de atuação.
Na linha 2, a expressão ―A sua história‖ refere-se ao antecedente
―democracia‖.
Questão 15: MTE 2014 Auditor-Fiscal do Trabalho (banca CESPE)
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5
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―Passe lá no RH!‖. Não são poucas as vezes em que os colaboradores de 
uma empresa recebem essa orientação. Não são poucos os chefes que
não sabem como tratar um tema que envolve seus subordinados, ou não
têm coragem de fazê-lo, e empurram a responsabilidade para seus
colegas da área de recursos humanos. Promover ou comunicar um
aumento de salário é com o chefe mesmo; resolver conflitos, comunicar
uma demissão, selecionar pessoas, identificar necessidades de
treinamento é ―lá com o RH‖. Em pleno século XXI, ainda existem 
empresas cujos executivos não sabem quem são os reais responsáveis
pela gestão de seu capital humano. Os responsáveis pela gestão de
pessoas em uma organizaçãosão os gestores, e não a área de RH. Gente
é o ativo mais importante nas organizações: é o propulsor que as move
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e lhes dá vida. Portanto, os aspectos que envolvem a gestão de pessoas
têm de ser tratados como parte de uma política de valorização desse
ativo, na qual gestores e RH são vasos comunicantes, trabalhando em
conjunto, cada um desempenhando seu papel de forma adequada.
A forma pronominal ―lo‖, em ―fazê-lo‖ (linha 4), refere-se a ―tema‖ (linha 3), e
as formas ―as‖ e ―lhes‖ (linhas 12 e 13) referem-se a ―organizações‖ (linha
12).
Questão 16: MTE 2014 Agente Administrativo (banca CESPE)
Fragmento do texto: Não lhe perguntava com o ar de quem não sabe, mas
antes com uma expressão irônica e de censura. Podia lançar mão do dinheiro,
e ir pagar com ele a dívida? Eis o ponto. A consciência acabou por lhe dizer
que não podia, que devia levar a carteira à polícia, ou anunciá-la; mas tão
depressa acabava de lhe dizer isto, vinham os apuros da ocasião, e puxavam
por ele, e convidavam-no a ir pagar a cocheira.
Na linha 4, a forma pronominal ―la‖, em ―anunciá-la‖, refere-se a ―polícia‖.
Questão 17: Assembleia Legislativa ES 2011 nível superior (banca CESPE)
Fragmento de texto: Em milênios de filosofia, só dois filósofos quebraram as
fronteiras da academia para que seus nomes gerassem adjetivos conhecidos
de todos, até de quem não sabe quem eles foram: Platão e Maquiavel. Todos
ouvimos falar em amor platônico ou em pessoas maquiavélicas. Não interessa
que os especialistas se irritem porque Maquiavel não foi maquiavélico; o fato é
que ele, como Platão, deixou uma marca no imaginário social.
Na linha 7, o pronome ―ele‖ refere-se a ―Platão‖, o referente mais próximo.
Questão 18: EBC – 2011 – nível superior (banca CESPE)
São Paulo, 18 novembro 1925.
Carlos,
Dá-se isto: ontem me apareceu um dos redatores da Noite do Rio
aqui em casa e além de me pedir uma entrevista pra tal propôs o seguinte: a
Noite organiza um Mês Modernista. Durante um mês todos os dias o jornal
publicará um artiguete de meia coluna assinado por um modernista qualquer.
O artiguete poderá ser crítica, fantasia, versos, o que a gente quiser. Pagam
50$ por artigo. Os escolhidos são: Manuel Bandeira e Prudente de Morais no
Rio, eu e Sérgio Milliet em São Paulo, você e o Martins de Almeida em Minas.
Me mande com absoluta urgência uma linha sobre isto falando que aceitam,
pra eu dispor as coisas logo. Estou esperando. Ciao.
Mário
No texto, a sequência ―a Noite organiza um Mês Modernista‖ não atende à 
expectativa de leitura criada com ―propôs o seguinte:‖, pois não informa, com 
clareza, a proposta de que trata a carta.
Questão 19: Assembleia Legislativa ES 2011 nível superior (banca CESPE)
Fragmento de texto: Em milênios de filosofia, só dois filósofos quebraram as
fronteiras da academia para que seus nomes gerassem adjetivos conhecidos
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de todos, até de quem não sabe quem eles foram: Platão e Maquiavel. Todos
ouvimos falar em amor platônico ou em pessoas maquiavélicas. Não interessa
que os especialistas se irritem porque Maquiavel não foi maquiavélico; o fato é
que ele, como Platão, deixou uma marca no imaginário social.
Na linha 3, o pronome ―quem‖, em ambas as ocorrências, equivale a pessoas
que.
Questão 20: MPE PI - 2012 – Superior (banca CESPE)
Fragmento do texto: Na era das redes sociais, algumas formas de
comunicação arcaicas ainda dão resultado. O canadense Harold Hackett que o
diga. Morador da Ilha Príncipe Eduardo, uma das dez províncias do Canadá,
ele enviou mais de 4.800 mensagens em uma garrafa e recebeu 3.100
respostas de pessoas de várias partes do mundo. De acordo com a BBC, o
canadense envia as mensagens desde 1996.
O seu método é simples. Harold utiliza garrafas de suco de laranja e se
certifica de que as mensagens estão com data. Antes de enviá-las, checa o
sentido dos ventos — que devem rumar de preferência para oeste ou
sudoeste. Algumas cartas demoraram 13 anos para voltar para ele.
A forma pronominal ―las‖, em ―enviá-las‖ (linha 8), pode fazer referência tanto
ao termo ―garrafas‖ (linha 7) quanto ao termo ―mensagens‖ (linha 8).
Questão 21: Assembleia Legislativa ES 2011 nível superior (banca CESPE)
Fragmento de texto: Em milênios de filosofia, só dois filósofos quebraram as
fronteiras da academia para que seus nomes gerassem adjetivos conhecidos
de todos, até de quem não sabe quem eles foram: Platão e Maquiavel. Todos
ouvimos falar em amor platônico ou em pessoas maquiavélicas. Não interessa
que os especialistas se irritem porque Maquiavel não foi maquiavélico; o fato é
que ele, como Platão, deixou uma marca no imaginário social.
Tanto na linha 3 quanto na linha 4, o pronome ―todos‖ remete ao significado
de todas as pessoas.
Questão 22: MTE 2014 Auditor-Fiscal do Trabalho (banca CESPE)
Fragmento do texto: Saiu finalmente a conta da contribuição da nova classe
média brasileira — aquela que, na última década, ascendeu ao mercado de
consumo, como uma avalanche de quase 110 milhões de cidadãos.
O vocábulo ―aquela‖ (linha 2) refere-se à expressão ―nova classe média
brasileira‖ (linhas 1 e 2).
Questão 23: Instituto Rio Branco - 2011 – Diplomacia (banca CESPE)
Fragmento de texto: Oscar não acredita em Papai do Céu, nem que estará
um dia construindo brasílias angélicas nas verdes pastagens do Paraíso. Põe
ele, como um verdadeiro homem, a felicidade do seu semelhante no
aproveitamento das pastagens verdes da Terra; no exemplo do trabalho para
o bem comum e na criação de condições urbanas e rurais, em estreita
intercorrência, que estimulem e desenvolvam este nobre fim: fazer o homem
feliz dentro do curto prazo que lhe foi dado para viver.
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Dada a propriedade que assume o pronome ―este‖ nos mecanismos coesivos 
empregados no trecho ―que estimulem e desenvolvam este nobre fim‖ (linha 
6), não é facultada a seguinte reescrita: que estimulem este nobre fim e o
desenvolvam.
Questão 24: MPE PI - 2012 – Superior (banca CESPE)
Fragmento do texto: Os estudos ainda devem prosseguir para confirmá-la,
mas esse trabalho, somado aos que vinham sendo realizados nos últimos
anos, não deixa margem para muitas dúvidas.
No trecho ―somado aos que vinham sendo realizados nos últimos anos‖ (linha
2), o elemento ―aos‖ poderia ser corretamente substituído por àqueles.
Questão 25: EBC – 2011 – nível médio (banca CESPE)
Fragmento de texto: Quando se fala em sistema público de comunicação,
pensa-se justamente em um conjunto de mídias públicas (nos diversos
suportes, como rádio, televisão, Internet etc.) que operam de modo integrado
e sistêmico, tendo como horizonte o interesse dos cidadãos. Para o professor
Laurindo Leal Filho, da Universidade de São Paulo, um dos pioneiros na
pesquisa sobre mídia pública no Brasil, esse não é um conceito fechado.
O pronome ―esse‖ (linha 6) refere-se ao conceito de sistema público de
comunicação explicitado anteriormente.
Questão 26: EBC – 2011 – nível médio (banca CESPE)
Fragmento de texto: Segundo pesquisa realizada no ano de 2006 em sete
países (França, Coreia do Sul, Alemanha, Reino Unido, Itália, Estados Unidos
da América e Japão) pelo Broadcasting Culture Research Institute — NHK, 4
em cada 5 cidadãos consideram necessário existir um sistema público de
comunicação. Em países como Alemanha, Japão e Reino Unido — onde há
cobrança de imposto específico que financia mídias públicas —, 60% dos
entrevistados consideraram importante pagar esse tipo de tributo para
sustentar tais corporações.
A expressão ―tais corporações‖ (linha 8) retoma o antecedente ―Broadcasting 
Culture Research Institute — NHK‖ (linha 3).
Questão 27: MPE PI - 2012 – Superior (banca CESPE)Fragmento do texto: Na era das redes sociais, algumas formas de
comunicação arcaicas ainda dão resultado. O canadense Harold Hackett que o
diga. Morador da Ilha Príncipe Eduardo, uma das dez províncias do Canadá,
ele enviou mais de 4.800 mensagens em uma garrafa e recebeu 3.100
respostas de pessoas de várias partes do mundo. De acordo com a BBC, o
canadense envia as mensagens desde 1996.
Na expressão ―que o diga‖ (linhas 2 e 3), o termo ―o‖ refere-se à ideia
expressa no período anterior.
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Questão 28: Polícia Civil CE - 2012 – Inspetor (banca CESPE)
Fragmento de texto: Muitos acreditam que chegamos à velhice do Estado
nacional. Desde 1945, dizem, sua soberania foi ultrapassada pelas redes
transnacionais de poder, especialmente as do capitalismo global e da cultura
pós-moderna. Alguns pós-modernistas levam mais longe a argumentação,
afirmando que isso põe em risco a certeza e a racionalidade da civilização
moderna, entre cujos esteios principais se insere a noção segura e
unidimensional de soberania política absoluta, inserida no conceito de Estado
nacional.
Na linha 5, ―isso‖ refere-se ao fato de alguns dizerem que a soberania dos
Estados nacionais, desde 1945, foi suplantada por redes transnacionais de
poder.
Questão 29: EBC – 2011 – nível médio (banca CESPE)
Fragmento de texto: Segundo pesquisa realizada no ano de 2006 em sete
países (França, Coreia do Sul, Alemanha, Reino Unido, Itália, Estados Unidos
da América e Japão) pelo Broadcasting Culture Research Institute — NHK, 4
em cada 5 cidadãos consideram necessário existir um sistema público de
comunicação. Em países como Alemanha, Japão e Reino Unido — onde há
cobrança de imposto específico que financia mídias públicas —, 60% dos
entrevistados consideraram importante pagar esse tipo de tributo para
sustentar tais corporações.
A expressão ―esse tipo de tributo‖ (linha 7) refere-se ao antecedente ―imposto 
específico que financia mídias públicas‖ (linha 6).
Questão 30: MPE PI - 2012 – Superior (banca CESPE)
Fragmento do texto: O mundo em que nos encontramos hoje, no entanto,
não se parece muito com o que eles previram.
Em ―não se parece muito com o que eles previram‖, o pronome ―que‖ tem 
como antecedente o pronome ―o‖, que se refere a ―mundo‖.
Questão 31: EBC – 2011 – nível superior (banca CESPE)
Fragmento de texto: Kant inicia a exposição da ética, que ele chama
metafísica dos costumes, pela afirmação de que ―toda legislação‖ compreende 
duas partes: em primeiro lugar, ―uma lei que representa como objetivamente 
necessária a ação que deve ser cumprida, isto é, que faz da ação um dever; e,
secundariamente, um motivo que liga subjetivamente à representação da lei o
princípio de determinação do livre-arbítrio a essa ação‖ e acrescenta: ―A 
segunda parte equivale a dizer que a lei faz do dever um motivo‖.
O vocábulo ―que‖, em ‗que deve ser cumprida‘ (linha 4) e ‗que faz da ação um 
dever‘ (linha 4) tem o mesmo referente no período.
Questão 32: Assembleia Legislativa ES 2011 nível superior (banca CESPE)
Fragmento de texto: Sr. Y (sem revisão do orador) — Boa tarde a todos.
Primeiramente, dizemos aos presentes que, em todo o mundo, está sendo
celebrado o Dia Internacional dos Direitos Humanos. Em 1948, foi aprovada e
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proclamada a Declaração Universal dos Direitos Humanos como o mais forte
grito da humanidade contra a intolerância, a discriminação e o preconceito. De
lá para cá, muita coisa avançou. O Brasil tornou-se país signatário de todos os
tratados e convenções dos direitos humanos. E, nesse avanço, há quinze anos
surgiu o Conselho Estadual de Direitos Humanos do Estado do Espírito Santo,
um ―adolescente‖ que teve papel extremamente importante, no Espírito 
Santo, em todas as lutas, estando sempre ao lado dos humilhados e dos
ofendidos.
Na expressão ―De lá para cá‖ (linhas 5 e 6), os advérbios ―lá‖ e ―cá‖ fazem 
referência, respectivamente, ao ano de 1948 e ao momento atual, à época em
que o orador está proferindo seu discurso.
Questão 33: Polícia Civil CE - 2012 – Inspetor (banca CESPE)
Fragmento de texto: No coração histórico da sociedade moderna, a
Comunidade Europeia (CE) supranacional parece dar especial crédito à tese de
que a soberania político-nacional vem fragmentando-se. Ali, tem-se às vezes
anunciado a morte efetiva do Estado nacional, embora, para essa visão, uma
aposentadoria oportuna talvez fosse a metáfora mais adequada.
Na linha 3, ―Ali‖ tem como referente ―sociedade moderna‖ (linha 1).
Questão 34: Polícia Civil CE - 2012 – Inspetor (banca CESPE)
Fragmento de texto: É verdade que a CE vem desenvolvendo novas formas
políticas, que trazem à memória algumas formas mais antigas, como lembra o
latim usado por Schmitter. Estas nos obrigam a rever nossas ideias do que
devem ser os Estados contemporâneos e suas inter-relações. De fato, nos
últimos 25 anos, assistimos a reversões neoliberais e transnacionais de alguns
poderes de Estados nacionais. No entanto, alguns de seus poderes continuam
a crescer. Ao longo desse mesmo período recente, os Estados regularam cada
vez mais as esferas privadas íntimas do ciclo de vida e da família.
(...)
Michael Mann. Estados nacionais na Europa e noutros continentes: diversificar,
desenvolver, não morrer. In: Gopal Balakrishnan. Um mapa da questão nacional. Vera
Ribeiro (Trad.). Rio de Janeiro: Contraponto, 2000, p. 311-4 (com adaptações).
O trecho ―Ao longo desse mesmo período recente‖ (linha 7) retoma, por
coesão, a expressão ―nos últimos 25 anos‖ (linhas 4 e 5), cuja referência
temporal exata depende de informações extratextuais, tais como a data de
publicação do texto.
Questão 35: EBC – 2011 – nível médio (banca CESPE)
Fragmento de texto: Meios de comunicação de massa financiados por
dinheiro público e livres do controle privado comercial têm sido um modelo de
comunicação bastante explorado e consolidado na maioria das democracias
modernas. Trata-se de algo tão antigo quanto o próprio surgimento da TV e
do rádio. Diversos países sustentam hoje robustas corporações de mídia
pública que concentram substancial fatia da audiência e são reconhecidas pela
qualidade no conteúdo que produzem e transmitem.
Uma das mais antigas em operação é a BBC do Reino Unido, criada nos
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anos 20 do século passado. A BBC tem servido como modelo para muitas
outras experiências que surgiram durante todo o século passado.
No trecho ―Uma das mais antigas‖ (linha 8), a elipse da expressão 
―corporações de mídia pública‖ funciona como recurso coesivo.
Questão 36: Assembleia Legislativa ES 2011 nível médio (banca CESPE)
Fragmento de texto: Na verdade, idealiza-se o que fazer (e que dificilmente
acontece), esquecendo-se do presente. Geralmente, as expectativas centradas
nesse futuro refletem uma insatisfação com a situação presente, tanto no
nível pessoal como no profissional.
No final do parágrafo, está implícita a palavra nível antes do termo
―profissional‖.
Questão 37: Instituto Rio Branco - 2011 – Diplomacia (banca CESPE)
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No estudo da história, tem-se a impressão de que, quanto mais se
recua no tempo, mais dura parece ter sido a vida das crianças do
passado — e mais privilegiada parece a da garotada de hoje. Quando se
pensa em como era a infância séculos atrás, uma das primeiras imagens
que vêm à cabeça é a de meninos dando duro em minas ou limpando
chaminés. A ideia de que essa fase da vida era simplesmente ignorada e
de que as pessoas passavam de bebês a trabalhadores, do dia para a
noite, é reforçada por inúmeras pinturas antigas retratando crianças
sérias, tristemente vestidas como miniadultos. As fontes de informações
medievais, entretanto, quando analisadasde perto, não oferecem
evidência alguma de que as pessoas daquela época tivessem, com
relação às crianças, atitudes muito diferentes das de hoje — com
exceção, talvez, apenas do uso em excesso de castigos físicos, que, de
qualquer modo, também eram aplicados em adultos. Apesar de o estilo
de vida da época ser muito diferente do nosso, as crianças medievais
cresciam, em muitos aspectos, de maneira semelhante à de seus
―primos‖ modernos. 
Nicholas Orme e Fernanda M. Bem. Pequenos na Idade Média.
In: BBC História, ano 1, ed. n.o 4 (com adaptações).
Nas sequências ―a da‖ (linha 3), ―a de‖ (linha 5) e ―das de‖ (linha12), sem
núcleo nominal expresso, pode-se depreender que os artigos definidos ―a‖, ―a‖ 
e ―as‖, na ordem das sequências, são portadores de propriedades anafóricas e 
retomam os seguintes referentes, respectivamente: ―vida‖, ―imagem‖ e 
―crianças‖.
Questão 38: EBC 2011 nível superior (banca CESPE)
Texto 1
São Paulo, 18 novembro 1925.
Carlos,
Dá-se isto: ontem me apareceu um dos redatores da Noite do Rio
aqui em casa e além de me pedir uma entrevista pra tal propôs o seguinte: a
Noite organiza um Mês Modernista. Durante um mês todos os dias o jornal
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publicará um artiguete de meia coluna assinado por um modernista qualquer.
O artiguete poderá ser crítica, fantasia, versos, o que a gente quiser. Pagam
50$ por artigo. Os escolhidos são: Manuel Bandeira e Prudente de Morais no
Rio, eu e Sérgio Milliet em São Paulo, você e o Martins de Almeida em Minas.
Me mande com absoluta urgência uma linha sobre isto falando que aceitam,
pra eu dispor as coisas logo. Estou esperando. Ciao.
Mário
Texto 2
Belo Horizonte, 20 novembro 1925.
Mário,
Salve. Recebi hoje tua expressa fazendo o amável — e gostoso —
convite para escrever umas besteiras na Noite. Aceito. O Martins de Almeida,
avisado, também aceitou. Diga para quando é a joça, que estamos prontos. E
desde já te agradeço o reclame e os cobres, pois estou certo que foi você que
se lembrou do meu nome.
Depois escreverei mais longamente.
Um abraço forte do
Carlos
Lélia Coelho Frota (Org.). Carlos & Mário. Correspondência completa entre
Carlos Drummond de Andrade (inédita) e Mário de Andrade. Rio de Janeiro:
Bem-Te-Vi Produções Literárias, 2002, p. 159-61 (com adaptações).
Para se recuperar o conteúdo do complemento verbal exigido pela forma
verbal ―Aceito‖, no texto 2, é imprescindível a leitura do texto 1.
Questão 39: Instituto Rio Branco - 2011 – Diplomacia (banca CESPE)
Fragmento de texto: Oscar não acredita em Papai do Céu, nem que estará
um dia construindo brasílias angélicas nas verdes pastagens do Paraíso. Põe
ele, como um verdadeiro homem, a felicidade do seu semelhante no
aproveitamento das pastagens verdes da Terra; no exemplo do trabalho para
o bem comum e na criação de condições urbanas e rurais, em estreita
intercorrência, que estimulem e desenvolvam este nobre fim: fazer o homem
feliz dentro do curto prazo que lhe foi dado para viver.
A elipse em ―nem que estará‖ (linha 1) e o emprego do pronome anafórico
―ele‖ (linha 3) são mecanismos de coesão utilizados para referenciar o
substantivo ―Oscar‖ (linha 1).
Questão 40: DEPEN 2015 – nível superior (banca CESPE)
Fragmento de texto: Ao todo, os detentos podem remir até quarenta e oito
dias apenas com as leituras. Essa possibilidade, no entanto, ainda é restrita a
penitenciárias federais de segurança máxima.
A substituição da locução ―no entanto‖ por conquanto manteria a relação
estabelecida entre a última oração do parágrafo e a que a antecede.
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Questão 41: MTE 2014 Agente Administrativo (banca CESPE)
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Nos últimos cinquenta anos, um dos fatos mais marcantes ocorrido na
sociedade brasileira foi a inserção crescente das mulheres na força de
trabalho. Esse contínuo crescimento da participação feminina é explicado
por uma combinação de fatores econômicos e culturais. Primeiro, o
avanço da industrialização transformou a estrutura produtiva, e a queda
das taxas de fecundidade proporcionou o aumento das possibilidades de
as mulheres encontrarem postos de trabalho na sociedade. Segundo, a
rebelião feminina do final dos anos 60 do século passado, nos Estados
Unidos da América e na Europa, chegou às nossas terras e fez ressurgir o
movimento feminista nacional, aumentando a visibilidade política das
mulheres na sociedade brasileira. Esse sucesso influenciou o
comportamento e os valores sociais das mulheres, visto que proporcionou
alterações na formação da identidade feminina.
Os termos ―Nos últimos cinquenta anos‖ (linha 1), ―Primeiro‖ (linha 4) e
―Segundo‖ (linha 7) contribuem para a progressão das ideias no texto.
Questão 42: Assembleia Legislativa ES 2011 nível superior (banca CESPE)
Fragmento de texto: Nenhuma nação será forte enquanto as mulheres não
tiverem respeitados e garantidos todos os seus direitos; nenhuma nação será
forte enquanto o povo sofrer qualquer discriminação racial ou de gênero;
nenhuma nação será forte se houver intolerância religiosa; nenhuma nação
será forte se houver homofobia, em suma, nenhuma forma de preconceito
pode existir. Os direitos humanos têm a tarefa de ser a tribo civilizadora.
A expressão ―em suma‖ (linha 5), de caráter explicativo, tem a função de 
retomar, exclusivamente, o trecho imediatamente anterior: ―nenhuma nação 
será forte se houver homofobia‖ (linhas 4 e 5).
Questão 43: Assembleia Legislativa ES – 2011 – nível médio (banca CESPE)
Fragmento de texto: As pessoas aprenderam que devem ter sempre alguma
atividade — primeiro é estudar e depois, trabalhar —; o importante é fazer
alguma coisa, nem que para isso se deixe de ver o filho nascer ou crescer.
Primeiro vem o trabalho, a produção. Outro aspecto aterrador aparece quando
o indivíduo para para ouvir o próprio discurso: boa parte do que se fala está
centrado em um futuro almejado, nunca concreto, como: ―quando eu entrar 
em férias...‖, ―quando eu ganhar na loto...‖.
Na oração ―Outro aspecto aterrador aparece‖ (linha 4), a palavra ―Outro‖ 
indica que um aspecto considerado aterrador — o fato de as pessoas acharem
que é importante fazer alguma coisa — já foi mencionado anteriormente.
Questão 44: Serpro – 2010 – nível superior (banca CESPE)
Fragmento de texto: Mais: os dados reforçam tendências que vêm causando
crescente apreensão às autoridades atentas à evolução do perfil da violência
no país. Um deles: aumenta o número de homicídios entre jovens. Em 1980,
eram 30 casos para cada 100 mil habitantes. Em 2007, nada menos que 50,1.
Outro: homens são vítimas preferenciais - 90% das ocorrências. Mais uma: os
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negros lideram o ranking dos mortos - incremento de 21% em relação às
estatísticas dos períodos anteriores.
Os termos ―Um deles‖ (linha 3) e ―Outro‖ (linha 5) referem-se a ―os dados‖ 
(linha 1).
Questão 45: Assembleia Legislativa ES 2011 nível superior (banca CESPE)
Fragmento de texto: O Príncipe, que, em breve, completará 500 anos, tem
características notáveis. Primeira: é livro facílimo de ler. Segunda: apesar
disso, não há acordo sobre o que quer dizer. Nós o lemos com facilidade e não
temos certeza do que ele pretende. Talvez porque, terceira característica,
pareça contradizer o resto da vida e obra do autor.
Ao enumerar as características da grande obra de Maquiavel, o autor
empregou o recurso coesivo da sequenciação numérica.
 
1. E 2. E 3. E 4. C 5. C 6. C 7. E 8. C 9. E 10. E
11. C 12. E 13. C 14. E 15. E 16. E 17. E 18. C 19. E 20. C
21. E 22. C 23. C 24. C 25. C 26. E 27. C 28. E 29. C 30. C
31. E 32. C 33. E 34. C 35. C 36. C 37. E 38. E 39. C 40. E
41. C 42. E 43. E 44. C 45. C
Controle de desempenho:
Quantidade de acertos(QA): + _____
Quantidade erros (QE): – _____
Total (To=QA-QE): _______
Porcentagem ( x 100): ______
45 (quantidade de questões da aula)
Só passe para a aula seguinte, se você tiver índice maior que 80%.

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