Prévia do material em texto
Curso de gramática para a FGV Prof. Elias Santana 1. Em todas as frases abaixo foram realizados deslocamentos de termos e foram acrescentadas vírgulas nas frases modificadas; a única frase em que a vírgula está correta é: A. Os críticos são gente que fracassou na literatura e na arte / Os críticos são gente que fracassou na arte, e na literatura; B. Na arte não existe passado nem futuro / Na arte não existe futuro, nem passado; C. A obra-prima é uma variedade do milagre / Uma variedade do milagre, é a obra-prima; D. O futebol é o mais popular dos esportes / Dos esportes, o futebol é o mais popular; E. Dois mais três são cinco / Três mais dois, são cinco. 2. Texto 1 Vejamos, agora, o que nos diz Machado de Assis sobre a autópsia: “Li um termo de autópsia. Nunca deixo de ler esses documentos, não para aprender anatomia, mas para verificar ainda uma vez como a língua científica é diferente da literária. Nesta, a imaginação vai levando as palavras belas e brilhantes, faz imagens sobre imagens, adjetiva tudo, usa e abusa de reticências, se o autor gosta delas. Naquela, tudo é seco, exato e preciso. O hábito externo é externo, o interno é interno; cada fenômeno, cada osso, é designado por um vocábulo único. A cavidade torácica, a cavidade abdominal, a hipóstase cadavérica, a tetania, cada um desses lugares e fenômenos não pode receber duas apelações, sob pena de não ser ciência.” (Adaptado. A Semana, 1830) No texto 1, Machado de Assis fala das reticências e do seu uso por parte dos autores que gostam delas. A frase abaixo em que o emprego das reticências expressa uma emoção intensa é: A. Isso não é... um pouco... como dizer?... estranho? B.Mas... a barata... a barata... você conseguiu pegá-la? C. Como sua vida está em perigo, ele vive agora em X..., pequena cidade europeia; D. Júlio casou ontem e, salvo um milagre (ou de... você sabe do que estou falando...), vai poder aproveitar o verão antes de nascer o primeiro bebê; E. Os vândalos estão de volta para fazer m... nas passeatas. 3. Texto 2 “ e repente, um índio jovem, neto do tuxaua Senembi, o Camaleão, que integrava a expedição de Carrasco, se aproxima de um dos cativos (que estava preso pela muçurana), bate nele brandamente, várias vezes, com a mão espalmada, e reivindica a sua posse, alegando que fora ele, neto de Senembi, quem primeiro tocara aquele inimigo, durante a luta – circunstância que lhe garantia o direito de executá-lo.” (Alberto Mussa, A primeira história do mundo, p. 129) Nesse segmento narrativo (texto 2), o termo “neto do tuxaua Senembi” está entre vírgulas pela mesma razão de um outro termo do mesmo segmento, que é: A. que integrava a expedição de Carrasco; B. que estava preso pela muçurana; C. bate nele brandamente; D. com a mão espalmada; E. neto de Senembi. 4. Em todas as frases abaixo há um termo sublinhado; se deslocarmos esse termo para o lugar na frase marcado por um asterisco, só NÃO vamos precisar obrigatoriamente empregar vírgulas em: A. Nenhum homem (*) adquire propriedade sem o aprendizado da aritmética; B. (*) Não basta saber falar para ser gente; C. (*) Tenho elementos de candomblé apesar de ser cartesiano; D. Até um imbecil (*) passa por inteligente se ficar calado; E. Tudo (*) é enigma e problema neste mundo. 5. Uma das regras básicas do emprego da vírgula é para marcar a omissão de um termo; a frase abaixo que exemplifica esse fato é: A. Aquele que não conhece Deus nesse mundo, não o conhecerá no outro; B. O segredo de um bom sermão é ter um bom começo, um bom fim e ter ambos o mais perto possível; C. Quando a infância morre, seus cadáveres são chamados de adultos; D. Comprar um carro é necessidade, uma Mercedes, um exagero; E. Uma criança, como seu estômago, não precisa de tudo que você pode dar a ela. 6. Em todas as frases abaixo há um termo sublinhado; se deslocarmos esse termo para o lugar na frase marcado por um asterisco, só NÃO vamos precisar empregar vírgulas em: A. Nunca deixei que (*) o período que passei na escola interferisse em minha educação; B. Nós só (*) aprendemos geologia na manhã seguinte a um terremoto; C. De erro em erro descobre-se a verdade inteira (*); D. Tudo no mundo é estranho e (*) maravilhoso para pupilas bem abertas; E. (*) Preciso de uma longa vida para superar as sequelas da educação ruim.