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CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – NCPC/2015
LITISCONSÓRCIO
Sumário
1. Aspectos conceituais:	4
1.1. Cumulação objetiva:	4
1.2. Cumulação subjetiva/litisconsórcio:	5
2. Litisconsórcio por comunhão, por conexão ou por afinidade:	6
3. Classificação	7
3.1. Quanto aos sujeitos:	7
3.2. Quanto ao momento de sua formação:	7
a) Litisconsórcio inicial (originário):	7
b) Litisconsórcio posterior (incidental, ulterior ou superveniente):	7
3.3. Quanto à obrigatoriedade:	9
a) Litisconsórcio necessário:	9
b) Litisconsórcio facultativo:	11
3.4. Quanto aos efeitos:	14
a) Litisconsórcio simples:	14
b) Litisconsórcio unitário:	15
4. Regime de tratamento litisconsórcio:	18
4.1. Regime no litisconsórcio simples:	18
4.2. Regime no litisconsórcio unitário:	18
5. Efeitos da não formação do litisconsórcio:	20
5.1. Litisconsórcio Facultativo:	20
5.2. Litisconsórcio Necessário:	20
6. Modalidades especiais de litisconsórcio facultativo e cumulação de pedidos:	22
6.1 Litisconsórcio sucessivo:	22
6.2 Litisconsórcio eventual:	23
6.3 Litisconsórcio alternativo:	23
7. Litisconsórcio multitudinário:	23
8. Intervenção iussu iudicis:	26
9. Intervenção litisconsorcial voluntária:	27
10. Casuística:	28
10.1. Prazo em Dobro (CPC, art. 229) (Súmula 641 STF):	28
10.2. Alimentos Avoengos (CC, art. 1.698) (STJ – REsp. 658.139-RS)	30
10.3. Conta Conjunta e Litisconsórcio Passivo (solidariedade?):	31
10.4. Litisconsórcio entre Segurado e Seguradora (Súmulas 529 e 537, STJ):	31
10.5. Litisconsórcio e Competência nos Juizados Especiais (Enunciado 2 FONAJE):	32
10.6. Litisconsórcio, Pedidos Cumulados e Competência da Justiça Federal (art. 45, CPC):	32
10.7. Litisconsórcio em Mandado de Segurança:	33
10.8 Litisconsórcio necessário e o negócio jurídico processual:	33
ENUNCIADOS NCPC	34
DISPOSITIVOS PARA CICLOS DE LEGISLAÇÃO	36
BIBLIOGRAFIA UTILIZADA	37
ATUALIZADO EM 09/04/2020[footnoteRef:1] [1: As FUCS são constantemente atualizadas e aperfeiçoadas pela nossa equipe. Por isso, mantemos um canal aberto de diálogo (setordematerialciclos@gmail.com) com os alunos da #famíliaciclos, onde críticas, sugestões e equívocos, porventura identificados no material, são muito bem-vindos. Obs1. Solicitamos que o e-mail enviado contenha o título do material e o número da página para melhor identificação do assunto tratado. Obs2. O canal não se destina a tirar dúvidas jurídicas acerca do conteúdo abordado nos materiais, mas tão somente para que o aluno reporte à equipe quaisquer dos eventos anteriormente citados. ] 
LITISCONSÓRCIO[footnoteRef:2] [2: Por Tássia Neumann e Bruna Daronch.] 
1. Aspectos conceituais:
O Código de Processo Civil preceitua em seu texto acerca do fenômeno do cúmulo de ações ou, mais tecnicamente, o cúmulo de demandas. Trata-se da utilização do mesmo processo para o exercício de mais de uma demanda, podendo tal cumulação ser de índole objetiva e/ou subjetiva.
1.1. Cumulação objetiva:
Uma espécie de cumulação de demandas é a cumulação objetiva ou cúmulo objetivo de demandas. Considerando que o objeto do processo é o pedido qualificado pela causa de pedir, o acúmulo objetivo de demandas nada mais é do que a cumulação de pedidos, conforme previsto no art. 327, CPC. Ex: Quando em um mesmo processo se faz um pedido de rescisão de contrato, reintegração de posse e perdas e danos, há uma demanda com vários pedidos formulados, ou seja, há o fenômeno da cumulação objetiva de demandas.
Art. 327. É lícita a cumulação, em um único processo, contra o mesmo réu, de vários pedidos, ainda que entre eles não haja conexão.
§ 1o São requisitos de admissibilidade da cumulação que:
I - os pedidos sejam compatíveis entre si;
II - seja competente para conhecer deles o mesmo juízo;
III - seja adequado para todos os pedidos o tipo de procedimento.
§ 2o Quando, para cada pedido, corresponder tipo diverso de procedimento, será admitida a cumulação se o autor empregar o procedimento comum, sem prejuízo do emprego das técnicas processuais diferenciadas previstas nos procedimentos especiais a que se sujeitam um ou mais pedidos cumulados, que não forem incompatíveis com as disposições sobre o procedimento comum.
§ 3o O inciso I do § 1o não se aplica às cumulações de pedidos de que trata o art. 326.
#OLHAOGANCHO #RECORDARÉVIVER #COLANARETINA:
Cumulação própria (“SS”): regida pela partícula "E".
Própria simples: Quero B e A.
Própria sucessiva: Quero B (alimentos), se conseguir A (paternidade) #SPOILER: Resulta em um litisconsórcio sucessivo.
Cumulação imprópria: regida pela partícula "OU".
Imprópria alternativa (“tanto faz”): Quero A ou B #SPOILER: Resulta em um litisconsórcio alternativo.
Imprópria eventual/subsidiária: Quero B só se não conseguir A #SPOILER: Resulta em um litisconsórcio eventual.
Assim, na cumulação imprópria, por lógica, se o autor consegue um dos pedidos, o outro não será deferido.
1.2. Cumulação subjetiva/litisconsórcio:
A segunda espécie trata da cumulação subjetiva de demandas ou litisconsórcio, sendo pluralidade de sujeitos em um dos polos do processo, conforme previsão nos arts. 113 e seguintes do CPC.
Salienta-se que pode haver litisconsórcio na relação jurídica principal e em incidentes processuais.
Assim, temos que o litisconsórcio é a pluralidade de partes no polo ativo, no passivo, ou em ambos, do mesmo processo. Daí falar-se, respectivamente, em litisconsórcio ativo, passivo e misto (ou bilateral). Haverá um único processo, com mais de um autor ou de um réu.
São duas as razões fundamentais para que a lei autorize e, de certa forma, estimule e facilite a formação do litisconsórcio: a economia processual e a harmonização dos julgados. É inequívoco que, do ponto de vista econômico, é mais vantajoso que haja um processo só, com uma única instrução e uma só sentença, abrangendo mais de um autor ou mais de um réu, do que vários processos.
Por fim, assinale-se que, para que seja admitido o litisconsórcio é preciso que haja autorização legal. Na ausência de autorização legal, não será cabível o litisconsórcio, sendo que somente poderá haver a demanda de um indivíduo contra outro singularmente.
#DEOLHONADOUTRINA: Há entendimento doutrinário, podendo ser citado MARINONI e BAPTISTA DA SILVA, que faz distinção entre:
a) Litisconsórcio: multiplicidade de sujeitos com certa afinidade de interesses.
b) Cumulação subjetiva: multiplicidade de sujeitos com interesses contrapostos.
#SELIGA: Todavia, o fato de haver a possibilidade de decisão diferente para os litisconsortes (litisconsórcio simples) não pode conduzir ao raciocínio de que, na espécie, não haja litisconsórcio. Basta imaginar o litisconsórcio passivo formado em ação de consignação de pagamento em razão de dúvida a respeito de quem é o credor da dívida.
2. Litisconsórcio por comunhão, por conexão ou por afinidade:
Art. 113. Duas ou mais pessoas podem litigar, no mesmo processo, em conjunto, ativa ou passivamente, quando: 
I - Entre elas houver comunhão de direitos ou de obrigações relativamente à lide; 
II - Entre as causas houver conexão pelo pedido ou pela causa de pedir; 
III - Ocorrer afinidade de questões por ponto comum de fato ou de direito.
HÁ UMA ESCALA DE INTENSIDADE DE VÍNCULO!
 
Há uma escalada de intensidade do vínculo que une os litisconsortes: AFINIDADE  CONEXÃO  COMUNHÃO DE INTERESSES. 
Veja o esquema abaixo[footnoteRef:3] (#COLANARETINA): [3: Diretamente do site #FOCANORESUMO.] 
a) Comunhão: comungam do mesmo interesse. Exemplo: dois cidadãos na Ação Popular; credores solidários.
b) Conexão: interesses diversos, mas ligados entre si. Há um vínculo entre eles. Exemplo: mãe querendo indenização pelas despesas do parto e criança querendo alimentos. 
c) Afinidade: cada um tem seus interesses, que não são ligados entre si, mas são parecidos. Exemplo: pessoas entram com pedido de reajuste de FGTS ou de salário. 
3. Classificação
3.1. Quanto aos sujeitos: 
a) Litisconsórcio ativo: quando houver pluralidade de autores.
b) Litisconsórcio passivo: quando houver pluralidade de réus.
c) Litisconsórcio misto: quando houver pluralidade de autorese réus.
3.2. Quanto ao momento de sua formação: 
a) Litisconsórcio inicial (originário):
É aquele formado desde a propositura da ação, já existindo no momento em que a petição inicial é apresentada em Juízo, por ser esse considerado o primeiro ato do procedimento.
b) Litisconsórcio posterior (incidental, ulterior ou superveniente): 
É formado após o momento inicial de propositura da ação, vindo a se verificar durante o trâmite procedimental. Trata-se da exceção e depende de expressa autorização legal, pois a partir do momento em que se permite a entrada de uma pessoa após o início do processo, ela sabe qual é o juízo da causa, o que a depender do caso poderia comprometer o princípio do juiz natural[footnoteRef:4]. [4: Ei, psiu: tente não apenas decorar, mas entender o real motivo do instituto possuir exceções. Assim, o processo civil ficará mais fácil e terá mais lógica. E aí, tá gostando da FUC? ‘Simbora’, pega o café, pois estamos apenas começando. #VCDÁCONTADORECADO.] 
Segundo a doutrina, há três situações legais autorizadoras do litisconsórcio ulterior:
(i) Sucessão processual (art. 110, CPC): trata-se do feito em que há inicialmente autor contra réu, mas, após o falecimento de um deles, os herdeiros podem ingressar no processo, formando-se um litisconsórcio ulterior.
	#NÃOCONFUNDA sucessão processual (art. 110) com substituição processual (art. 109). Na substituição processual, o titular do direito material não é parte do processo, de modo que o substituto age em nome próprio na defesa de direito alheio. Na sucessão, um sai e outro entra (pode ser causa mortis ou inter vivos). 
Nesse caso, não há violação ao juiz natural, pois os herdeiros que entram no curso do feito não estão escolhendo o juiz da causa.
Art. 110.  Ocorrendo a morte de qualquer das partes, dar-se-á a sucessão pelo seu espólio ou pelos seus sucessores, observado o disposto no art. 313, §§ 1o e 2o.
(ii) Conexão de ações (arts. 55 e 58, CPC): a conexão é um fenômeno no qual duas ações possuem uma identidade parcial de elementos, pois o pedido ou a causa de pedir são iguais. Trata-se de um fenômeno bastante amplo hoje no Brasil, posto adotar a teoria materialista da conexão[footnoteRef:5], na medida em que, desde que haja elementos parcialmente semelhantes e seja conveniente o julgamento conjunto, as ações conexas serão reunidas. [5: #OLHAOGANCHO: A conexão entre duas causas ocorre quando elas, apesar de não serem idênticas, possuem um vínculo de identidade entre si quanto a algum dos seus elementos caracterizadores. São duas (ou mais) ações diferentes, mas que mantêm um vínculo entre si. Segundo o texto do CPC 1973, existe conexão quando duas ou mais ações tiverem o mesmo pedido (objeto) ou causa de pedir. Quando o juiz verificar que há conexão entre duas causas, ele poderá ordenar, de ofício ou a requerimento, a reunião delas para julgamento em conjunto. Essa é a regra geral, não sendo aplicável, contudo, quando a reunião implicar em modificação da competência absoluta. O conceito de conexão previsto na lei é conhecido como concepção tradicional (teoria tradicional) da conexão. Existem autores, contudo, que defendem que é possível que exista conexão entre duas ou mais ações mesmo que o pedido e a causa de pedir sejam diferentes. Em outras palavras, pode haver conexão em situações que não se encaixem perfeitamente no conceito legal de conexão. Tais autores defendem a chamada teoria materialista da conexão, que sustenta que, em determinadas situações, é possível identificar a conexão entre duas ações não com base no pedido ou na causa de pedir, mas sim em outros fatos que liguem uma demanda à outra. Eles sustentam, portanto, que a definição tradicional de conexão é insuficiente. Essa teoria é chamada de materialista porque defende que, para se verificar se há ou não conexão, o ideal não é analisar apenas o objeto e a causa de pedir, mas sim a relação jurídica de direito material que é discutida em cada ação. Existirá conexão se a relação jurídica veiculada nas ações for a mesma ou se, mesmo não sendo idêntica, existir entre elas uma vinculação. Essa concepção materialista é que fundamenta a chamada “conexão por prejudicialidade”. Podemos resumi-la em uma frase: quando a decisão de uma causa interferir na solução da outra, há conexão. No caso concreto, havia duas ações: em uma delas o autor (empresa 1) executava uma dívida da devedora (empresa 2). A executada, por sua vez, ajuizou ação declaratória de inexistência da relação afirmando que nada deve para a empresa 1. Nesta situação, o STJ reconheceu que havia conexão por prejudicialidade e decidiu o seguinte: “pode ser reconhecida a conexão e determinada a reunião para julgamento conjunto de um processo executivo com um processo de conhecimento no qual se pretenda a declaração da inexistência da relação jurídica que fundamenta a execução, desde que não implique modificação de competência absoluta.” STJ. 4ª Turma. REsp 1221941-RJ, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 24/2/2015 (Info 559).] 
Quando se percebe a conexão no curso dos feitos, determina-se a reunião para julgamento conjunto, formando-se o litisconsórcio ulterior. Este caso também não viola o juiz natural em razão de que nenhuma das partes escolheu o Juízo, mas apenas incidiu a regra do art. 58 do CPC, que determina ser competente o Juízo prevento.
Art. 55. Reputam-se conexas 2 (duas) ou mais ações quando lhes for comum o pedido ou a causa de pedir.
§ 1o Os processos de ações conexas serão reunidos para decisão conjunta, salvo se um deles já houver sido sentenciado.
§ 2o Aplica-se o disposto no caput:
I - à execução de título extrajudicial e à ação de conhecimento relativa ao mesmo ato jurídico;
II - às execuções fundadas no mesmo título executivo.
§ 3o Serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de prolação de decisões conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, mesmo sem conexão entre eles.
Art. 58. A reunião das ações propostas em separado far-se-á no juízo prevento, onde serão decididas simultaneamente.
*#DEOLHONAJURIS #DIZERODIREITO #STJ: O vínculo de conexão a justificar a reunião de medidas cautelares preparatórias está vinculado com a identidade de objeto e/ou de causa de pedir existente entre as ações principais a serem propostas e não do processo cautelar em si. STJ. 1ª Turma. AREsp 832.354-SP, Rel. Min. Gurgel de Faria, julgado em 21/02/2019 (Info 644).
(iii) Intervenção de terceiros[footnoteRef:6]: Ocorre quando a lei autoriza que um terceiro passe a integrar a relação, formando-se o litisconsórcio ulterior. Exemplos: denunciação à lide e chamamento ao processo. Esses casos também não violam o princípio do Juiz natural, já que o terceiro não possui o poder de escolha do Juízo. [6: Segura a ansiedade: próxima FUC!] 
3.3. Quanto à obrigatoriedade:
a) Litisconsórcio necessário: 
Há uma obrigatoriedade de formação do litisconsórcio, seja por expressa determinação legal, seja em virtude da natureza indivisível da relação de direito material da qual participam os litisconsortes.
Art. 114. O litisconsórcio será necessário por disposição de lei ou quando, pela natureza da relação jurídica controvertida, a eficácia da sentença depender da citação de todos que devam ser litisconsortes.
São hipóteses de litisconsórcio necessário:
(i) Por força da lei: São os casos em que a lei obriga a formação de litisconsórcio. Exemplos:
Art. 73. O cônjuge necessitará do consentimento do outro para propor ação que verse sobre direito real imobiliário, salvo quando casados sob o regime de separação absoluta de bens. § 1o Ambos os cônjuges serão necessariamente citados para a ação: I - que verse sobre direito real imobiliário, salvo quando casados sob o regime de separação absoluta de bens;[footnoteRef:7] II - resultante de fato que diga respeito a ambos os cônjuges ou de ato praticado por eles; III - fundada em dívida contraída por um dos cônjuges a bem da família;[footnoteRef:8] IV - que tenha por objeto o reconhecimento, a constituição ou a extinçãode ônus sobre imóvel de um ou de ambos os cônjuges. [7: Na hipótese de ser proposta ação real imobiliária, o CPC determina que haja a citação não apenas do réu, mas também de seu cônjuge. Confira: 
CPC-1973: Art. 10. (...) § 1º Ambos os cônjuges serão necessariamente citados para as ações: I - que versem sobre direitos reais imobiliários; 
CPC 2015: Art. 73 (...) § 1º Ambos os cônjuges serão necessariamente citados para a ação: I - que verse sobre direito real imobiliário, salvo quando casados sob o regime de separação absoluta de bens; 
Como a ação de nunciação de obra nova e de ação demolitória, são ações reais imobiliárias, o réu que for casado deverá ser citado, salvo se, nos termos do novo CPC, o regime de bens for da separação absoluta (art. 73, § 1º, I, do CPC 2015).
Assim, nos casos de ação de nunciação de obra nova e a ação demolitória haverá litisconsórcio passivo necessário entre o proprietário do imóvel e seu cônjuge, salvo se eles forem casados sob o regime de separação absoluta de bens, situação na qual somente será réu o proprietário do bem. STJ. 2ª Turma. REsp 1.374.593-SC, Rel. Min. Herman Benjamin, julgado em 5/3/2015 (Info 565).] [8: (TJSP-2017-VUNESP): Haverá litisconsórcio necessário passivo, entre os cônjuges, na ação fundada em obrigação contraída por um deles, em proveito da família. BL: art. 73, §1º, III, NCPC.] 
Art. 682. Quem pretender, no todo ou em parte, a coisa ou o direito sobre que controvertem autor e réu poderá, até ser proferida a sentença, oferecer oposição contra ambos.
Art. 683.  O opoente deduzirá o pedido em observação aos requisitos exigidos para propositura da ação.
Parágrafo único.  Distribuída a oposição por dependência, serão os opostos citados, na pessoa de seus respectivos advogados, para contestar o pedido no prazo comum de 15 (quinze) dias.
(ii) Por força da unitariedade da relação jurídica: Toda vez que a relação jurídica material for indivisível, teremos a formação de litisconsórcio necessário. Portanto, a incindibilidade da relação jurídica material (a mesma causa que cria o litisconsórcio unitário) também gera o litisconsórcio necessário. Exemplos:
 A ação de anulação de casamento (afinal, a decisão anula o casamento de ambos os nubentes ou não anula para nenhum) acarreta um litisconsórcio unitário e necessário.
 A ação pauliana[footnoteRef:9] (afinal, não tem como anular uma compra e venda para o comprador sem anular para o vendedor junto; ou seja: anula para os dois ou não anula para ninguém; a relação de compra e venda é uma relação incindível) acarreta um litisconsórcio unitário e necessário. [9: #OLHAOGANCHO: Também chamada de ação revocatória. Não lembra? Vou dar uma chance. Fraude contra credores. Não lembrou? Opa, volta rapidinho lá na FUC 6 de Direito Civil.] 
*(Atualizado em 09.04.2020): #DEOLHONAJURIS #DIZERODIREITO #STJ: A ação de despejo não exige a formação de litisconsórcio ativo necessário. STJ. 3ª Turma. REsp 1.737.476-SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 04/02/2020 (Info 664).
#OUSESABER: O STJ admite a figura o litisconsórcio ativo necessário?
SIM! Tema bastante polêmico na doutrina, com posicionamento majoritário pela inadmissibilidade do litisconsórcio ativo necessário em virtude da violação ao direito de ação, caso o autor fosse obrigado a litigar em conjunto com outrem. Apesar do posicionamento acima, o STJ, em situações específicas, vem entendendo pela existência do litisconsórcio ativo necessário. Vejamos abaixo precedentes que confirmam o entendimento:
RECURSO ESPECIAL. SISTEMA FINANCEIRO DE HABITAÇÃO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ART. 535 DO CPC. NÃO OCORRÊNCIA. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. SÚMULA Nº 211/STJ. REVISÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. LITISCONSÓRCIO ATIVO NECESSÁRIO COM EX-CÔNJUGE. OCORRÊNCIA. REGULARIZAÇÃO DO POLO ATIVO. INTIMAÇÃO DOS DEMAIS LITISCONSORTES. 1. Cuida-se de recurso especial que tem origem na ação revisional de contrato de mútuo habitacional ajuizada somente por um dos contratantes do financiamento imobiliário. 2. Cinge-se a controvérsia a examinar a existência de litisconsórcio necessário em demandas revisionais atinentes ao SFH e as consequências do ajuizamento de ação por somente um daqueles que figurem no contrato de mútuo na qualidade de contratante. 3. A natureza do negócio jurídico realizado pelos mutuários e a possibilidade de modificação da relação jurídica de direito material subjacente determinam, no caso dos autos, a formação do litisconsórcio ativo necessário. 4. O litisconsórcio ativo necessário entre os mutuários em questão é fenômeno que busca preservar a harmonização dos julgados e o princípio da segurança jurídica. Além disso, promove a economia processual, que é um dos fins a que se presta o próprio instituto em evidência, na linha do moderno processo civil que prima por resultados. 5. Reconhecido o litisconsórcio ativo necessário, o juiz deve determinar a intimação daqueles que, como autores, são titulares da mesma relação jurídica deduzida em juízo. 6. Recurso especial não provido. (REsp 1222822/PR, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA TURMA, julgado em 23/09/2014, DJe 30/09/2014).
b) Litisconsórcio facultativo: 
Existe uma mera opção de sua formação, em geral a cargo do autor.
Art. 113.  Duas ou mais pessoas podem litigar, no mesmo processo, em conjunto, ativa ou passivamente, quando:
I - entre elas houver comunhão de direitos ou de obrigações relativamente à lide;
II - entre as causas houver conexão pelo pedido ou pela causa de pedir;
III - ocorrer afinidade de questões por ponto comum de fato ou de direito.
§ 1o O juiz poderá limitar o litisconsórcio facultativo quanto ao número de litigantes na fase de conhecimento, na liquidação de sentença ou na execução, quando este comprometer a rápida solução do litígio ou dificultar a defesa ou o cumprimento da sentença.
§ 2o O requerimento de limitação interrompe o prazo para manifestação ou resposta, que recomeçará da intimação da decisão que o solucionar.
Existem três hipóteses de litisconsórcio facultativo previstas, visando à economia processual:
(i) Se entre os sujeitos houver comunhão de direitos ou de obrigações (art. 113, I): A existência de uma pluralidade nos polos da relação jurídica de direito material faz com que dessa relação surjam direitos e obrigações de titularidade de mais de um sujeito, sendo esses sujeitos habilitados a litigar em litisconsórcio. Ex: na hipótese de uma dívida solidária, a relação jurídica de direito material envolve todos os devedores, de forma que o credor poderá propor a ação contra todos eles em litisconsórcio.
(ii) Se houver conexão pelo pedido ou pela causa de pedir (art. 113, II): A consequência natural da conexão entre demandas é a sua reunião perante um mesmo Juízo para julgamento em conjunto (art. 55, § 1º do Novo CPC), tendo como justificativa a economia processual e a harmonização dos julgados. Como esses dois benefícios também podem ser obtidos com a existência de uma só demanda, mas com pluralidade subjetiva, o legislador permite a formação do litisconsórcio havendo identidade de pedido ou da causa de pedir entre os litisconsortes. Ex: será possível o ingresso de demanda contra dois réus causadores do mesmo acidente (identidade de causa de pedir).
	#RELEMBRARÉVIVER: A hipótese de cabimento de litisconsórcio que estava prevista no art. 46, inciso II, do CPC/1973 foi suprimida, atendendo-se dessa forma reinvindicação doutrinária que apontava a desnecessidade de expressa previsão de direitos e obrigação derivadas do mesmo fundamento de fato ou de direito. Afinal, havendo tal circunstância haverá conexão pela causa de pedir, hipótese já expressamente contemplada.
(iii) Se houver afinidade de questões por um ponto comum de fato ou de direito (art. 113, III): Nessa espécie de cabimento do litisconsórcio não se exige a identidade dos fatos, até mesmo porque nesse caso haveria conexão (inciso II), bastando a afinidade de questões por um ponto comum de fato ou de direito. Ex: diversos servidores públicos reunidos para litigar contra o PoderPúblico em virtude de atos administrativos fundados na mesma norma que se aponta de ilegal.
#DEOLHONAJURISPRUDÊNCIA: Em ação civil pública, a formação de litisconsórcio ativo facultativo entre o Ministério Público Estadual e o Federal depende da demonstração de alguma razão específica que justifique a presença de ambos na lide. STJ. 3ª Turma. REsp 1.254.428-MG, Rel. Min. João Otávio de Noronha, julgado em 2/6/2016 (Info 585).
É possível, em tese, que dois Ministérios Públicos ingressem, em conjunto, com uma ação civil pública?
SIM. Apesar de existirem importantes vozes em sentido contrário, a Lei e a jurisprudência admitem o litisconsórcio ativo facultativo entre Ministérios Públicos. Isso está expressamente previsto no art. 5º, § 5º, da Lei n. 7.347/85: § 5º Admitir-se-á o litisconsórcio facultativo entre os Ministérios Públicos da União, do Distrito Federal e dos Estados na defesa dos interesses e direitos de que cuida esta lei. 
O litisconsórcio ativo facultativo entre os ramos do Ministério Público da União e os Ministérios Públicos dos Estados, em tese, é possível, sempre que as circunstâncias do caso recomendem, para a propositura de ações civis públicas que visem à responsabilização por danos morais e patrimoniais causados ao meio-ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico e paisagístico, à ordem econômica e urbanística, bem como a qualquer outro interesse difuso ou coletivo, inclusive de natureza trabalhista. Essa atuação conjunta deve-se ao cunho social do Parquet e à posição que lhe foi erigida pelo constituinte (de instituição essencial à função jurisdicional do Estado), incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis. O Plenário do STF já reconheceu, em tese, a possibilidade de litisconsórcio entre o MPF e o MPE: ACO 1.020/SP, Rel. Min. Carmen Lúcia, julgado em 08/10/2008.
Esse litisconsórcio entre os Ministérios Públicos deve ser sempre permitido?
NÃO, nem sempre. O litisconsórcio ativo facultativo entre os ramos do MPU e os MPs dos Estados, em tese, é possível, mas desde que as circunstâncias do caso recomendem. 
#TABELASALVANDOVIDAS #OLHAOSUPERGANCHO:
	
	LEGITIMIDADE ORDINÁRIA
	LEGITIMIDADE EXTRAORDINÁRIA
	
UNITARIEDADE DE LIDE (PROCESSOS QUE VERSAM
SOBRE COISAS OU DIREITOS QUE SÃO UNOS, INCINDÍVEIS E COM VÁRIOS TITULARES)
	No campo da legitimidade ordinária, haverá a formação de um litisconsórcio necessário — porque a relação pertence a todos — e unitário, porque, sendo incindível, a sentença tem de ser igual para todos os litisconsortes. 
São exemplos: as ações declaratórias de nulidade de casamento, de dissolução de sociedade e anulação de contrato. Como a legitimidade ordinária é a regra, o mais comum é que a unitariedade de lide gere litisconsórcio necessário e unitário.
	No caso de legitimidade extraordinária, há lei autorizando que a coisa ou direito, conquanto uno, incindível e com vários titulares, possa ser defendido por só um legitimado, surgem duas opções: (i) defendê-la individualmente, caso em que não haverá litisconsórcio; ou (ii) defendê-la em grupo, caso em que haverá a formação de um litisconsórcio facultativo e unitário. Essa combinação é excepcional, e só existe no plano da legitimidade extraordinária. O exemplo mais importante é o das ações possessórias e reivindicatórias de bens em condomínio, que podem ser ajuizadas por qualquer dos condôminos.
3.4. Quanto aos efeitos:
	LITISCONSÓRCIO UNITÁRIO 
	LITISCONSÓRCIO SIMPLES
	A decisão de mérito deve ser a mesma pra todos, que serão tratados de maneira uniforme. 
	A decisão de mérito pode ser diferente para litisconsortes, que serão tratados como partes autônomas. 
a) Litisconsórcio simples: 
É o litisconsórcio cujos efeitos da decisão (o resultado do processo) podem ser diferentes para cada um dos litisconsortes. Isso significa que os litisconsortes discutem MAIS DE UMA RELAÇÃO JURÍDICA ou discutem UMA ÚNICA RELAÇÃO JURÍDICA DIVISÍVEL. Ex.: cinco pessoas que se afirmam titulares de conta de poupança vão a juízo pedir o reajuste por causa de planos econômicos. Cada conta será uma relação jurídica e a decisão de mérito não tem que ser a mesma para todos (um pode entrar em acordo com o banco, o outro pode ter o crédito prescrito etc.). Há tantas relações jurídicas quantos sejam os litisconsortes. Normalmente, os litisconsórcios formados por mera afinidade são classificados como simples. 
#ATENÇÃO: Os efeitos não serão, necessariamente, iguais ou diferentes. Para que o litisconsórcio seja simples, basta a possibilidade de a sentença ter resultados distintos para os litisconsortes. Se, eventualmente, não for possível esses resultados distintos, cairemos na segunda classificação abaixo estudada.
*#DEOLHONAJURIS #DIZERODIREITO #STF: Não é possível fracionar o crédito de honorários advocatícios em litisconsórcio ativo facultativo simples em execução contra a Fazenda Pública por frustrar o regime do precatório. A quantia devida a título de honorários advocatícios é uma só, fixada de forma global, pois se trata de um único processo, e, portanto, consiste em título a ser executado de forma una e indivisível. STF. Plenário. RE 919269 ED-EDv/RS, ARE 930251 AgR-ED-EDv/RS, ARE 797499 AgR-EDv/RS, RE 919793 AgR-ED-EDv/RS, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 7/2/2019 (Info 929). 
b) Litisconsórcio unitário: 
O litisconsórcio será unitário quando, pela natureza da relação jurídica, o Juiz tiver de decidir o mérito de modo uniforme para todos os litisconsortes (art. 116, CPC), ou seja, os efeitos da decisão serão necessariamente iguais para os litisconsortes. Isso significa que existe UMA ÚNICA RELAÇÃO JURÍDICA e esta relação é INDIVISÍVEL.
Veja o esquema abaixo[footnoteRef:10] (#COLANARETINA): [10: Diretamente do site #FOCANORESUMO.] 
#OBS: Nessa espécie de litisconsórcio, para se aferir se o litisconsórcio é unitário ou simples, basta imaginar a sentença que decida diversamente para os litisconsortes e verificar se ela seria capaz de gerar seus efeitos em suas esferas jurídicas. Havendo a viabilidade de praticamente se efetivar a decisão, em seus aspectos divergentes para os litisconsortes, o litisconsórcio será simples. Caso contrário, sendo inviável a efetivação da decisão, o litisconsórcio será unitário.
Vale frisar que a definição quanto a ser o litisconsórcio simples ou unitário não decorre do processo, mas sim do direito material debatido. Assim, para deixar mais claro, vale repetir: será litisconsórcio unitário toda vez que houver uma incindibilidade/indivisibilidade da relação jurídica material. Vejamos alguns exemplos:
Exemplo¹: Ação de anulação de casamento: a decisão anula o casamento de ambos os nubentes ou não anula para nenhum;
Exemplo²: Ação pauliana[footnoteRef:11]: não tem como anular uma compra e venda para o comprador sem anular para o vendedor junto; ou anula para os dois ou não anula para ninguém; a relação de compra e venda é uma relação incindível; [11: Ah, agora você já sabe. Qual o sinônimo (sempre cai em prova¹): RE-VO-CA-TÓ-RIA. Qual o link mental imediato (sempre cai em prova²)? Isso mesmo, fraude contra credores.] 
Exemplo³: Ação para anulação de assembleia: um indivíduo não convocado não pode anular a assembleia apenas para ele e não anular para todos os demais.
#AMAMOSTABELAS #TABELALOVERS[footnoteRef:12] [12: Tabela retirada do livro do Marcus Vinicius Rios Gonçalves.] 
	
	SIMPLES
	UNITÁRIO
	
LITISCONSÓRCIO NECESSÁRIO
	O litisconsórcio será necessário e simples quando for necessário exclusivamente por força de lei, sem que no processo se discutam relações jurídicas unas e indivisíveis. Exemplo: ação de usucapião.
	O litisconsórcio será necessário e unitário quando o processo versar sobre relação una, incindível e com vários titulares, caso em que todos terão de participar, e o resultado terá de ser o mesmo para todos.
#DEOLHONABANCA: A Banca CESPE, em 2017, considerou correto no concurso de Procurador do Município de Fortaleza, o seguinte enunciado: “Casoseja convocado de forma superveniente a participar de processo judicial, o litisconsorte unitário ativo poderá optar por manter-se inerte ou por ingressar na relação processual como litisconsorte do autor ou assistente do réu”.
#CEREJADOBOLO: ENUNCIADO 118: O litisconsorte unitário ativo, uma vez convocado, pode optar por ingressar no processo na condição de litisconsorte do autor ou de assistente do réu.
	#ATENÇÃO #COLANARETINA: Em síntese conclusiva, são possíveis algumas afirmações:
(i) Todo litisconsórcio necessário em virtude da incindibilidade do objeto do processo será também unitário;
(ii) Todo litisconsórcio facultativo em que exista legitimação extraordinária ou ordinária concorrente e disjuntiva será unitário;
(iii) Em regra, o litisconsórcio necessário em virtude de expressa previsão em lei será simples.
	SITUAÇÕES TÍPICAS DE LITISCONSÓRCIO UNITÁRIO (COLEGITIMAÇÃO) 
	LEGITIMADO ORDINÁRIO + LEGITIMADO ORDINÁRIO 
	Ex.: condôminos vão a juízo defender o condomínio. A solução tem que ser a mesma para todos. 
	LEGITIMADO ORDINÁRIO + LEGITIMADO EXTRAORDINÁRIO 
	Ex.: MP em litisconsórcio com uma criança, em ação de alimentos. 
	LEGITIMADO EXTRAORDINÁRIO + LEGITIMADO EXTRAORDINÁRIO 
	Ex.: MPE e MPF em litisconsórcio numa ação civil pública. 
Análise casuística (#SÓVEM):
	Dois condôminos vão a Juízo em proteção ao seu condomínio.
	Há uma única relação jurídica. A cotitularidade de direito indivisível leva ao litisconsórcio unitário, pois mais de uma pessoa pode discutir a mesma questão em juízo.
	O incapaz e o MP em litisconsórcio pleiteando alimentos.
	Há uma única relação e indivisível. 
Aqui há uma regra sem exceção (#COLANARETINA): SEMPRE que um legitimado ordinário estiver em litisconsórcio com o legitimado extraordinário, o litisconsórcio será unitário.
	MPE e MPF em ACP.
	Só há uma relação de direito difuso (coletividade x empresa poluidora). É da essência do direito difuso ser indivisível. Aqui há outra regra sem exceção: SEMPRE que houver litisconsórcio entre legitimados extraordinários, ele será unitário.
	Litisconsórcio em situação repetitiva: 30 pessoas em litisconsórcio; cada uma se afirmar titular de um direito de não pagar determinado tributo; 500 correntistas; 600 empregados.
	Há 30 relações jurídicas. Aqui há litisconsórcio por afinidade, que é SEMPRE simples.
 Pode ser que um dos litisconsortes tome caminho diverso dos demais (desistência, conciliação...).
	Dois credores solidários vão cobrar obrigação solidária em juízo.
#CASCADEBANANA: A solidariedade nem sempre implica a unitariedade, pois as obrigações solidárias podem ser indivisíveis ou divisíveis. No primeiro caso, o litisconsórcio será unitário; no segundo, simples. 
	Só há uma relação jurídica, uma obrigação. A obrigação solidária pode ser divisível e indivisível. Pegadinha: A solidariedade na obrigação gera litisconsórcio *unitário ou simples? Depende. A obrigação solidária pode ser tanto divisível (entregar dinheiro) como indivisível (entregar cavalo). Se for divisível é simples.
4. Regime de tratamento litisconsórcio:
O regime de tratamento diz respeito aos efeitos que os atos ou omissões de um dos litisconsortes terão sobre os demais: se um litisconsorte poderá ser beneficiado ou prejudicado por ação ou omissão não praticada diretamente por ele, mas pelo outro sujeito processual.
4.1. Regime no litisconsórcio simples:
Se o litisconsórcio é simples, os litisconsortes são tratados como partes distintas, sendo que os atos de um não beneficiam nem prejudicam o outro. Há uma autonomia entre os sujeitos processuais.
Entenda que se o litisconsórcio é simples, embora o regime seja o da autonomia, é indispensável verificar o que está sendo alegado: se for tema comum, o ato praticado por um dos litisconsortes acabará beneficiando os demais; se for específico, apenas aquele que o praticou.
4.2. Regime no litisconsórcio unitário:
Se o litisconsórcio é unitário, o tratamento dos litisconsortes deve ser uniforme, pois a decisão deverá ser a mesma para todos. 
Art. 117. Os litisconsortes serão considerados, em suas relações com a parte adversa, como litigantes distintos, exceto no litisconsórcio unitário, caso em que os atos e as omissões de um não prejudicarão os outros, mas os poderão beneficiar. 
Antes de verificar as regras, vale lembrar a diferença entre conduta processual determinante e conduta alternativa:
	CONDUTAS DETERMINANTES 
	CONDUTAS ALTERNATIVAS 
	Conduta que leva a uma situação desfavorável. Ex.: confissão, revelia, reconhecimento da procedência do pedido etc. 
(#DICA: Determinante = Desfavorável). 
	Conduta pela qual a parte busca uma melhora da sua situação processual. 
Ex.: recorrer, contestar, produzir provas etc. 
Regra 1: A CONDUTA DETERMINANTE DE UM LITISCONSORTE NÃO PREJUDICA O OUTRO, NEM NO UNITÁRIO, NEM NO SIMPLES. No unitário, a conduta determinante só será eficaz se todos consentirem. No simples, a conduta determinante só é eficaz para o litisconsorte que a praticou. 
Regra 2: NO LITISCONSÓRCIO UNITÁRIO, A CONDUTA ALTERNATIVA DE UM BENEFICIA O OUTRO. Exemplo: 
Art. 1.005. O recurso interposto por um dos litisconsortes a todos aproveita, salvo se distintos ou opostos os seus interesses. 
Parágrafo único. Havendo solidariedade passiva, o recurso interposto por um devedor aproveitará aos outros quando as defesas opostas ao credor lhes forem comuns. 
#OBS: O parágrafo único foi uma opção legislativa: o recurso interposto por um devedor solidário estende os seus efeitos aos demais, mesmo não sendo unitário. É que, como vimos, as obrigações solidárias podem ser indivisíveis ou divisíveis. Apenas no primeiro caso o litisconsórcio será unitário. 
Regra 3: NO LITISCONSÓRCIO SIMPLES, A CONDUTA ALTERNATIVA DE UM NÃO BENEFICIA O OUTRO. EXCEÇÕES: PROVA E REVELIA. 
A prova, uma vez produzida, passa a pertencer ao processo, independentemente do sujeito que a produziu. Assim, a prova produzida por um litisconsorte simples pode ser aproveitada por outro. 
Quanto à revelia, a contestação apresentada por um litisconsorte elide as consequências da revelia do outro litisconsorte (art. 345, I). Assim, é possível que a contestação de um beneficie o litisconsorte revel, se houver fato comum a ambos que tenha sido objeto da impugnação daquele que contestou. 
Veja o esquema abaixo[footnoteRef:13] (#COLANARETINA): [13: Diretamente do site #FOCANORESUMO.] 
#APROFUNDAMENTO: A coisa julgada vai atingir o possível litisconsorte unitário ativo que não participou do processo? Há três correntes: 
	1ª CORRENTE
	2ª CORRENTE
	3ª CORRENTE
	A coisa julgada estenderá os seus efeitos aos demais colegitimados, pois a relação jurídica já recebeu solução do Poder Judiciário, solução que deve ser única.
Entendimento de Didier, Barbosa Moreira, Ada Pellegrini.
	A coisa julgada só se estenderia aos demais titulares do direito se fosse para beneficiar (coisa julgada secundum eventum litis).
Posição menos aceita de Leonardo Greco.
	Em nenhuma hipótese haverá a extensão subjetiva dos efeitos da coisa julgada, que somente opera inter partes.
Posição de Eduardo Talamini.
 Problema: se não atinge, cada possível litisconsorte que não participou do processo poderá formular nova demanda e o réu será demandado x vezes em juízo.
5. Efeitos da não formação do litisconsórcio:
5.1. Litisconsórcio Facultativo:
Sendo opcional, a não formação do litisconsórcio não gera efeitos práticos. Na pior das hipóteses, o inerte pode entrar com a ação individualmente depois ou o não chamado poderá ser chamado para ingressar no curso.
5.2. Litisconsórcio Necessário:
a) Antes da sentença (intervenção iussu iudicis – CPC, art. 115, parágrafo único): Se o Juiz perceber que falta um réu antes da sentença, lançará mão da sanatória geral prevista no art. 139, IX, do CPC e que tem abono no art. 115, § único do CPC. O art. 115, § único do CPC prevê a figura da “intervenção iussu iudicis”, pela qual o Juiz, verificando que falta réu, em qualquer fase do processo, suspenderá o feito e determinará que o autor emende a inicial.Isso porque, se o réu estiver ausente, será caso de ilegitimidade ad causam por conta do fenômeno da legitimidade plúrima conjunta ou complexa.
Portanto, a intervenção iussu iudicis é a determinação do juiz, provocando o autor para acrescer, para aditar, para corrigir o pedido, a fim de que na ação figure também um litisconsórcio necessário. 
Art. 139. O juiz dirigirá o processo conforme as disposições deste Código, incumbindo-lhe: (...) IX - determinar o suprimento de pressupostos processuais e o saneamento de outros vícios processuais;
Art. 155 (...) Parágrafo único. Nos casos de litisconsórcio passivo necessário, o juiz determinará ao autor que requeira a citação de todos que devam ser litisconsortes, dentro do prazo que assinar, sob pena de extinção do processo.
b) Após a sentença (efeitos variáveis conforme for unitário ou simples o litisconsórcio - CPC, art. 115): Se a falta do litisconsorte necessário for observada apenas após a prolação da sentença, os efeitos da não formação do litisconsórcio necessário (quanto à obrigatoriedade) são variáveis (art. 115), conforme se tratar de litisconsórcio simples ou unitário (quanto aos efeitos). 
(i) Litisconsórcio unitário: O efeito da não formação do litisconsórcio é a nulidade para todos. Ex: Se entro com ação pauliana apenas contra o vendedor e depois percebe-se que faltou o comprador, a sentença é nula para autor, vendedor e comprador.
(ii) Litisconsórcio simples: A decisão é existente, válida e eficaz aos participantes, mas haverá ineficácia para o ausente. Ex: no caso de potencial dono de carro, que deveria ter intentado oposição contra os dois que já discutem a propriedade, mas entra apenas contra um, terá eventual decisão de procedência validade para as partes da oposição, mas não para o que ficou de fora. 
Art. 115. A sentença de mérito, quando proferida sem a integração do contraditório, será:
I - Nula, se a decisão deveria ser uniforme em relação a todos que deveriam ter integrado o processo; 
II - Ineficaz, nos outros casos (leia-se: decisão não uniforme – litisconsórcio simples), apenas para os que não foram citados. 
Parágrafo único. Nos casos de litisconsórcio passivo necessário, o juiz determinará ao autor que requeira a citação de todos que devam ser litisconsortes, dentro do prazo que assinar, sob pena de extinção do processo.
Somente incidirá as consequências acima, se a sentença for desfavorável ao litisconsorte. Se o litisconsórcio for necessário unitário, de acordo com a previsão contida no art. 115, I, NCPC, a sentença será inteiramente nula. Se o litisconsórcio for necessário simples, a sentença só será ineficaz para aqueles que não foram citados, conforme prevê o art. 115, em seu inciso II, NCPC. Isto porque, nesse caso, permite-se o desmembramento da sentença. Em relação, portanto, aos que foram citados, ela é válida.
#COLANARETINA:
	LITISCONSÓRCIO NECESSÁRIO UNITÁRIO PASSIVO
	LITISCONSÓRCIO NECESSÁRIO SIMPLES
	A falta de citação de qualquer dos réus torna a sentença de mérito, que é ineficaz em relação a qualquer deles, passível de invalidação/nulidade a qualquer tempo, por provocação, também, de qualquer deles (inciso I).
Do mesmo modo, a falta de integração do litisconsórcio necessário ativo torna a sentença ineficaz em relação a ele.
	A sentença é válida e eficaz em relação àqueles que participaram do feito, e ineficaz em relação àquele que não foi citado (inciso II), isso porque a sentença, no caso, tem uma conteúdo específico em relação a ele e somente em relação a ele.
#UMPOUCODEDOUTRINA: Fredie Didier completa que, embora o CPC fale apenas em “ineficácia” da sentença proferida contra litisconsórcio necessário simples não citado, há, aí, também, nulidade, e não apenas ineficácia. De todo modo, somente o litisconsorte preterido teria legitimação para pretender o reconhecimento da ineficácia ou a decretação da nulidade da sentença. 
6. Modalidades especiais de litisconsórcio facultativo e cumulação de pedidos: 
#RELEMBRANDOMAISUMAVEZ #RECORDARÉVIVER:
Cumulação própria: regida pela partícula "E".
Própria simples: Quero B e A.
Própria sucessiva: Quero B (alimentos), se conseguir A (paternidade) Resulta em um litisconsórcio sucessivo.
Cumulação imprópria: regida pela partícula "OU".
Imprópria alternativa (“tanto faz”): Quero A ou B Resulta em um litisconsórcio alternativo.
Imprópria eventual/subsidiária: Quero B só se não conseguir A Resulta em um litisconsórcio eventual.
Assim, na cumulação imprópria, por lógica, se o autor consegue um dos pedidos, o outro não será deferido.
6.1 Litisconsórcio sucessivo:
Pode ocorrer de cada litisconsorte formular um pedido, mas o pedido de um só pode ser acolhido se o pedido do outro também for. Tem-se, então, um litisconsórcio facultativo surgido em razão de uma cumulação de pedidos formulados por partes distintas. Exemplo: mãe e filho estão em litisconsórcio. O filho pede a investigação de paternidade e a mãe pede o ressarcimento pelas despesas do parto. O pedido da mãe só pode ser acolhido se o pedido do filho o for. Tema relacionado à cumulação própria sucessiva de pedidos. Ex: “Quero B (ressarcimento do parto), se conseguir A (paternidade)”.
6.2 Litisconsórcio eventual: 
Na cumulação eventual de pedidos, o segundo pedido só pode ser examinado se o primeiro não for acolhido. Da cumulação eventual pode surgir um litisconsórcio facultativo. Exemplo: a denunciação da lide formulada pelo autor, que propõe a demanda contra o réu e, para a hipótese de vir a ser derrotado, denuncia a lide a uma terceira pessoa. Há dois pedidos, mas a denunciação somente será examinada se o primeiro pedido não for acolhido. Réu e denunciado formam um litisconsórcio passivo. Decorre de uma cumulação imprópria eventual/subsidiária de pedidos. Ex: “Quero B só se não conseguir A”.
6.3 Litisconsórcio alternativo: 
Na cumulação alternativa de pedidos, vários pedidos são formulados para que apenas um deles (qualquer um) seja acolhido. Da cumulação alternativa pode surgir um litisconsórcio facultativo. Exemplo: na consignação em pagamento, se o autor tiver dúvida, poderá se dirigir a duas pessoas e o juiz decidirá qual deles era o legitimado perante o autor. Decorre de uma cumulação imprópria alternativa de pedidos. Ex: “Quero A ou B”.
7. Litisconsórcio multitudinário:
O CPC de 1973 não fazia nenhuma restrição quanto ao número de litisconsortes em um ou em outro polo da ação, nem dava ao Juiz poderes para reduzir o número de participantes, mesmo no caso em que o reputasse excessivo, o que ocasionou diversos abusos no âmbito processual.
Em razão disso, o legislador editou a Lei n. 8.952, de 13 de dezembro de 1994, que acrescentou ao art. 46 um parágrafo único, com a seguinte redação: “O juiz poderá limitar o litisconsórcio quanto ao número de litigantes, quando este comprometer a rápida solução do litígio ou dificultar a defesa. O pedido de limitação interrompe o prazo para resposta, que recomeça da intimação da decisão”.
O diploma processual atual manteve a regra no art. 113, § 1º: O juiz poderá limitar o litisconsórcio facultativo quanto ao número de litigantes na fase de conhecimento, na liquidação de sentença ou na execução, quando este comprometer a rápida solução do litígio ou dificultar a defesa ou o cumprimento de sentença.
Assim, se o Juiz verificar que o número ultrapassou o limite razoável, poderá delimitar o número de litigantes. A lei não esclarece de que forma isso será feito, mas há de ser por meio do desmembramento do processo.
#SELIGA: Todos os processos resultantes permanecerão no mesmo Juízo, não sendo aceitável que sejam redistribuídos para outras varas. Salienta-se que o desmembramento pode ser requerido pelo réu ou determinado de ofício pelo Juízo. Só não pode ser requerido pelo próprio autor, uma vez que foi ele quem propôs a ação e formou o litisconsórcio.
O litisconsórcio multitudinário ou impróprio se forma pela afinidade de interesses, pois é fundado numa conexidade imprópria. Na classificação tradicional, será sempre um litisconsórcio facultativo e simples.Quanto ao tema, dispõe o art. 113: 
Art. 113: (...)
§1º O juiz poderá limitar o litisconsórcio facultativo quanto ao número de litigantes na fase de conhecimento, na liquidação de sentença ou na execução, quando este comprometer a rápida solução do litígio ou dificultar a defesa ou o cumprimento da sentença. 
§2º O requerimento de limitação interrompe o prazo para manifestação ou resposta, que recomeçará da intimação da decisão que o solucionar. 
O desmembramento do litisconsórcio multitudinário ativo pode ocorrer no processo de conhecimento, na fase de liquidação, no cumprimento da sentença ou na execução. 
O réu pode pedir o desmembramento e esse pedido INTERROMPE o prazo para as demais modalidades de resposta do réu, que recomeçará a correr após a decisão sobre esse incidente. Contudo, a incompetência relativa deve ser alegada com o requerimento de desmembramento, sob pena de prorrogação da competência (primeiro momento que o réu se manifesta nos autos).
#OBS: Não existe um critério objetivo de limitação de litisconsórcio, pois o juiz definirá o número de litisconsortes de acordo com as particularidades do caso.
Não há prazo para pedir o desmembramento. Didier entende aplicável o prazo supletivo de 05 dias (art. 218, §3º, NCPC).
#CEREJADOBOLO: Enunciado 10 do Fórum Permanente de Processualistas Civis: Em caso de desmembramento do litisconsórcio multitudinário, a interrupção da prescrição retroagirá à data da propositura da demanda original.
O Juiz decide o incidente por decisão interlocutória, cabendo agravo de instrumento se o pedido for indeferido e; se for deferido, não cabe agravo.
#COLANARETINA: O juiz pode limitar o litisconsórcio multitudinário ex officio.
#CASCADEBANANA: A possibilidade de desmembramento não se estende ao litisconsórcio multitudinário ativo unitário, pois o objeto litigioso é único e indivisível.
 Requisitos para que haja o desmembramento: 
a) Que o litisconsórcio seja facultativo; e
b) Que o litisconsórcio não seja necessário: este, como o nome sugere, exige a presença de todos para que o processo possa ter regular seguimento, o que torna impossível dividi-lo.
Além disso, uma das três situações seguintes há de estar presente: 
a) Que o número seja tal que comprometa a rápida solução do litígio: Ao determinar o desmembramento, o Juiz deverá fundamentar a sua decisão em uma dessas três circunstâncias. Um dos princípios constitucionais do processo civil é o da duração razoável do processo. Um número excessivo de participantes, sobretudo no polo passivo, pode trazer demoras inaceitáveis.
b) Que dificulte a defesa: Também haverá desmembramento quando houver dificuldade de defesa. É o que ocorrerá, por exemplo, se muitos autores, cada qual em uma situação particular, ajuizarem demanda em face de um único réu. Citado, ele terá de se defender no prazo de quinze dias, o que pode ser insuficiente para que consiga examinar a situação de cada autor, munindo-se do necessário para apresentar defesa específica.
c) Que dificulte o cumprimento de sentença: Se o Juiz verificar que o número excessivo de participantes poderá trazer dificuldades ou embaraços ao cumprimento da sentença, também estará autorizado a proceder ao desmembramento.
#ATENÇÃO: O art. 113, §1º, NCPC, NÃO RECRIOU o chamado LITISCONSÓRCIO RECUSÁVEL, que consistia, no CPC/39, na simples possibilidade do réu recusar a condição de litisconsórcio por pura e simples vontade. Hoje, o réu poderá “recusar/limitar” o litisconsórcio, desde que preenchido os requisitos legais.
8. Intervenção iussu iudicis:
Trata-se de intervenção de terceiro por determinação do Juiz. Existem, pelo menos, três hipóteses típicas de intervenção iussu iudicis. São eles:
8.1. Art. 115, p.ú., NCPC:
Art. 115, NCPC - Parágrafo único.  Nos casos de litisconsórcio passivo necessário, o juiz determinará ao autor que requeira a citação de todos que devam ser litisconsortes, dentro do prazo que assinar, sob pena de extinção do processo.
#OBS: O parágrafo único fala apenas em litisconsórcio passivo necessário, todavia, apesar de excepcional[footnoteRef:14] o litisconsórcio ativo necessário, a regra também se aplica a ele. [14: Lembra da polêmica na doutrina, né? Alguns autores acreditam que não é possível um litisconsórcio ativo necessário, mas tão somente passivo.] 
8.2. Intervenção do amicus curiae (art. 138, NCPC): Modalidade de intervenção de terceiro que pode ser determinada ex officio pelo magistrado.
Art. 138. O juiz ou o relator, considerando a relevância da matéria, a especificidade do tema objeto da demanda ou a repercussão social da controvérsia, poderá, por decisão irrecorrível, de ofício ou a requerimento das partes ou de quem pretenda manifestar-se, solicitar ou admitir a participação de pessoa natural ou jurídica, órgão ou entidade especializada, com representatividade adequada, no prazo de 15 (quinze) dias de sua intimação.
§ 1o A intervenção de que trata o caput não implica alteração de competência nem autoriza a interposição de recursos, ressalvadas a oposição de embargos de declaração (ED) e a hipótese do § 3o (IRDR).
§ 2o Caberá ao juiz ou ao relator, na decisão que solicitar ou admitir a intervenção, definir os poderes do amicus curiae.
§ 3o O amicus curiae pode recorrer da decisão que julgar o incidente de resolução de demandas repetitivas.
8.3. Produção antecipada de prova (art. 382, §1o, NCPC): o Juiz pode mandar vir à produção antecipada de prova todos quantos possam ter interesse na sua produção.
Art. 382.  Na petição, o requerente apresentará as razões que justificam a necessidade de antecipação da prova e mencionará com precisão os fatos sobre os quais a prova há de recair.
§ 1oO juiz determinará, de ofício ou a requerimento da parte, a citação de interessados na produção da prova ou no fato a ser provado, salvo se inexistente caráter contencioso.
#APROFUNDAMENTO: É possível a intervenção iussu iudicis atípica? Em outras palavras, pode o juiz, no exercício dos poderes gerais, trazer terceiro ao processo em situações atípicas (sem previsão legal)?
Apesar de polêmico o assunto, Fredie Didier entende que sim, para fazer valer o contraditório e a duração razoável, sobretudo em duas hipóteses: (i) Para promover a cientificação do cônjuge preterido nas ações reais imobiliárias, visando a sua manifestação acerca do feito e (ii) Para promover a intervenção do litisconsorte facultativo unitário, exatamente porque sofrerá os efeitos da coisa julgada.
QUAIS SÃO OS FUNDAMENTOS? Harmonização do julgado, evitando decisões contraditórias, economia processual, evitando que outros processos com repetição de atos; segurança jurídica, evitando que aqueles que não participem do processo sejam de alguma forma atingidos por ele.
9. Intervenção litisconsorcial voluntária:
A expressão possua dupla acepção: (i) Enquanto sinônimo de assistência litisconsorcial e (ii) Intervenção de terceiro espontânea – o terceiro pede para intervir – porque pretende ser um litisconsorte facultativo ativo ulterior simples. Nessa hipótese, o terceiro pede para intervir na condição de litisconsorte simples do autor. Ex.: Imagine um litisconsórcio por afinidade, onde há uma liminar favorável, e uma pessoa requer a intervenção para se tornar litisconsorte facultativo ativo ulterior simples, com vistas a se beneficiar do feito. O terceiro encontra-se, portanto, em situação afim a do autor. A grande questão é saber se essa possibilidade é lícita.
A doutrina tradicional entende que a intervenção é ilícita e, portanto, inadmissível, por violar o princípio do juiz natural; o sujeito estaria escolhendo onde demandar. Ainda prevalece a visão tradicional.
A doutrina moderna tem sido benevolente com essa prática, partindo da ideia de que se as situações são afins, convém mesmo que sejam encaminhadas ao mesmo juízo, por uma questão de economia e de igualdade. 
A Lei n.º 12.016/2009 (Lei do Mandado de Segurança) veio após a doutrina moderna que tenta salvar essa forma de intervenção. Tanto que em seu art. 10, §2º, prevê:
#COLANARETINA: “O ingresso de litisconsorteativo NÃO será admitido APÓS O DESPACHO DA PETIÇÃO INICIAL.”
Isso significa que até o despacho da exordial o litisconsórcio facultativo ativo ulterior simples é possível a formação desse litisconsórcio. Como nesse momento ainda não houve a apreciação do pleito liminar, não há afronta ao princípio da eticidade.
10. Casuística:
10.1. Prazo em Dobro (CPC, art. 229) (Súmula 641 STF):
Os litisconsortes, desde que com diferentes procuradores de escritórios diferentes, terão o prazo em dobro para todas as manifestações processuais, salvo tratando-se de processo eletrônico. Como os autos físicos devem sair do cartório para a pessoa fazer a manifestação, medida de justiça a ampliação do prazo para que todos consigam ver os autos.
Art. 229.  Os litisconsortes que tiverem diferentes procuradores, de escritórios de advocacia distintos[footnoteRef:15], terão prazos contados em dobro para todas as suas manifestações, em qualquer juízo ou tribunal, independentemente de requerimento. [15: Novidade trazida pelo NCPC.] 
§ 1o Cessa a contagem do prazo em dobro se, havendo apenas 2 (dois) réus, é oferecida defesa por apenas um deles.
§ 2o Não se aplica o disposto no caput aos processos em autos eletrônicos.
#SELIGANASÚMULA: Súmula 641, STF: Não se conta em dobro o prazo para recorrer, quando só um dos litisconsortes haja sucumbido.
A súmula possui interpretação ampliativa, pois se fundamenta no fato de não ter mais justificativa para o prazo em dobro, já que desaparece a dificuldade de acesso aos autos. Além disso, deve-se ressaltar que o entendimento sumulado NÃO se aplica aos embargos de declaração, já que a parte vencedora também tem interesse recursal em melhorar a qualidade forma da decisão.
#DEOLHONAJURISPRUDÊNCIA: O STJ já entendeu que na recuperação judicial não se aplica o prazo em dobro para os credores da sociedade, visto que nesse caso não existe tecnicamente um litisconsórcio passivo, já que nessa espécie de processo não há réu (Info 557, REsp 1324399/SP).
PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. RECURSO MANEJADO SOB A ÉGIDE DO CPC/73. PARTES REPRESENTADAS POR PROCURADORES PERTENCENTES A ESCRITÓRIOS DISTINTOS MAS QUE ASSINAM EM CONJUNTO O RECURSO. RECOLHIMENTO DE UM SÓ PREPARO. INAPLICABILIDADE DO ART. 191 DO CPC/73. PRAZO SIMPLES. PRECEDENTES. RECURSO ESPECIAL INTEMPESTIVO.
INOBSERVÂNCIA DO PRAZO DE 15 DIAS PREVISTO PELO ART. 508 DO CPC/73.
RECURSO NÃO CONHECIDO. 1. Inaplicabilidade do NCPC neste julgamento ante os termos do Enunciado Administrativo nº 2 aprovado pelo Plenário do STJ na sessão de 9/3/2016: Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/1973 (relativos a decisões publicadas até 17 de março de 2016) devem ser exigidos os requisitos de admissibilidade na forma nele prevista, com as interpretações dadas até então pela jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça. 2. A jurisprudência da Terceira Turma desta Corte é firme no sentido de que somente há prazo em dobro para litisconsortes com diferentes procuradores quando, além de existir dificuldade em cumprir o prazo processual e consultar os autos, for recolhido mais de um preparo recursal. Havendo interposição de recurso em conjunto e o recolhimento de um só preparo, não há que se falar na duplicação legal do prazo. 3. Assim, é intempestivo o recurso especial interposto fora do prazo legal de 15 dias previsto no art. 508 do CPC/73. 4. Recurso especial não conhecido. (REsp 1694404/SP, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA, julgado em 22/05/2018, DJe 08/06/2018)
RECURSO ESPECIAL. CIVIL. PROCESSUAL CIVIL. ART. 191 DO CPC. PRAZO EM DOBRO. APLICAÇÃO AO PROCESSO JUDICIAL ELETRÔNICO. OBSERVÂNCIA DO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. NECESSIDADE DE ALTERAÇÃO LEGISLATIVA. INAPLICABILIDADE PREVISTA APENAS NO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. 1. Trata-se de embargos monitórios, opostos por devedores solidários representados por diferentes advogados, que não foram conhecidos sob o fundamento da intempestividade, haja vista os autos tramitarem eletronicamente.
2. Em respeito ao princípio da legalidade e à legítima expectativa gerada pelo texto normativo vigente, enquanto não houver alteração legal, aplica-se aos processos eletrônicos o disposto no art. 191 do CPC. 3. O novo Código de Processo Civil, atento à necessidade de alteração legislativa, no parágrafo único do art. 229, ressalva a aplicação do prazo em dobro no processo eletrônico. 4. A inaplicabilidade do prazo em dobro para litisconsortes representados por diferentes procuradores em processo digital somente ocorrerá a partir da vigência do novo Código de Processo Civil. 5. Recurso especial provido. (REsp 1488590/PR, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA TURMA, julgado em 14/04/2015, DJe 23/04/2015)
PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. ANULAÇÃO DE REGISTRO CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO, CONTRADIÇÃO OU OBSCURIDADE. NÃO OCORRÊNCIA. LITISCONSÓRCIO. CONSTITUIÇÃO DE ADVOGADOS DISTINTOS. MOMENTO DE INCIDÊNCIA DO PRAZO EM DOBRO. ART. 191 DO CPC. MULTA AFASTADA. Ausentes os vícios do art. 535, II, do CPC, rejeitam-se os embargos de declaração. - Se os litisconsortes passam a ter procuradores distintos no curso do processo, a partir desse momento é que têm o prazo em dobro à sua disposição. O momento processual da aplicação do art. 191 do CPC, é, portanto, o de quando demonstrada a existência de litisconsórcio com diferentes procuradores. - Afasta-se a multa do parágrafo único do art. 538 do CPC quando não se caracteriza o intento protelatório na interposição dos embargos de declaração. - Recurso especial parcialmente conhecido e, nesta extensão, provido. (REsp 1309510/AL, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado em 12/03/2013, DJe 03/04/2013)
10.2. Alimentos Avoengos (CC, art. 1.698) (STJ – REsp. 658.139-RS)
O art. 1.698 do CC dispõe que, não sendo possível a um dos alimentantes de grau próximo pagar os alimentos, podem os alimentos ser cobrados de alguém de grau superior. Ou seja, se o pai não dá conta de pagar alimentos, posso pedir para os avós com base no dever de solidariedade.
O referido artigo fala que serão acionados os parentes de grau imediato, compreendendo o avô e a avó maternos e o avô e a avó maternos. Portanto, conforme o STJ, o art. 1698 do Código Civil é caso de litisconsórcio necessário por força da lei.
Art. 1.698. Se o parente, que deve alimentos em primeiro lugar, não estiver em condições de suportar totalmente o encargo, serão chamados a concorrer os de grau imediato; sendo várias as pessoas obrigadas a prestar alimentos, todas devem concorrer na proporção dos respectivos recursos, e, intentada ação contra uma delas, poderão as demais ser chamadas a integrar a lide.
#SELIGANAJURISPRUDÊNCIA: CIVIL. ALIMENTOS. RESPONSABILIDADE DOS AVÓS. OBRIGAÇÃO COMPLEMENTAR E SUCESSIVA. LITISCONSÓRCIO. SOLIDARIEDADE. AUSÊNCIA. 1 - A obrigação alimentar não tem caráter de solidariedade, no sentido que “sendo várias pessoas obrigadas a prestar alimentos todos devem concorrer na proporção dos respectivos recursos.” 2 - O demandado, no entanto, terá direito de chamar ao processo os corresponsáveis da obrigação alimentar, caso não consiga suportar sozinho o encargo, para que se defina quanto caberá a cada um contribuir de acordo com as suas possibilidades financeiras. 3 - Neste contexto, à luz do novo Código Civil, frustrada a obrigação alimentar principal, de responsabilidade dos pais, a obrigação subsidiária deve ser diluída entre os avós paternos e maternos na medida de seus recursos, diante de sua divisibilidade e possibilidade de fracionamento. A necessidade alimentar não deve ser pautada por quem paga, mas sim por quem recebe, representando para o alimentado maior provisionamento tantos quantos coobrigados houver no polo passivo da demanda. 4 - Recurso especial conhecido e provido. (Recurso Especial n. 658.139-RS (2004/0063876-0) Relator: Min. rel. Fernando Gonçalves. Data da decisão: 11.10.2005). 
#SELIGA: O STJ, que, nesse julgado, disse que o litisconsórcio é necessário por força da lei, deixa claro, entretanto, que se trata de um litisconsórcio necessárioSIMPLES, porque o dever de prestar alimentos será determinado na proporção dos recursos de cada litisconsorte e à concordância da situação fática verificada.
10.3. Conta Conjunta e Litisconsórcio Passivo (solidariedade?):
Ao fazer uma conta conjunta, assina-se um documento prevendo a solidariedade entre os cotitulares em relação à instituição financeira (ou seja, os donos da conta devem solidariamente ao banco), formando-se um litisconsórcio passivo.
Mas, vale destacar que a solidariedade é só em relação ao banco e não face a terceiros (#CASCADEBANANA).
10.4. Litisconsórcio entre Segurado e Seguradora (Súmulas 529 e 537, STJ):
Ao ajuizar uma ação contra alguém que é segurado, é permitido fazer um litisconsórcio facultativo inicial contra a seguradora também, facilitando a recuperação do crédito.
#SELIGANASÚMULA: Súmula 537, STJ: Em ação de reparação de danos, a seguradora denunciada, se aceitar a denunciação ou contestar o pedido do autor, pode ser condenada, direta e solidariamente junto com o segurado, ao pagamento da indenização devida à vítima, nos limites contratados na apólice.
Assinale-se, porém, que não é possível ajuizar ação somente contra a seguradora. No caso, não somente haverá ilegitimidade ad causam (pois o credor não possui relação jurídica direta com a seguradora), bem como poderá ver-se o segurado prejudicado.
#SELIGANASÚMULA: Súmula 529, STJ: No seguro de responsabilidade civil facultativo, não cabe o ajuizamento de ação pelo terceiro prejudicado direta e exclusivamente em face da seguradora do apontado causador do dano
10.5. Litisconsórcio e Competência nos Juizados Especiais (Enunciado 2 FONAJE):
Para fins de competência dos JEC, JEF e JEFP, o valor máximo do pedido é por autor, e não globalmente. Por exemplo, se três litisconsortes ativos iniciais intentarem ação perante a JEF, poderá ter a causa valor máximo de 180 salários mínimos.
#CEREJADOBOLO: ENUNCIADO 58 (Substitui o Enunciado 2) – As causas cíveis enumeradas no art. 275 II, do CPC admitem condenação superior a 40 salários mínimos e sua respectiva execução, no próprio Juizado.
10.6. Litisconsórcio, Pedidos Cumulados e Competência da Justiça Federal (art. 45, CPC):
A DPU e o MPF, no regime do CPC anterior, costumavam processar a Caixa Econômica Federal por conta de uma questão bancária qualquer (v.g. poupança, fila, etc.) e colocavam como litisconsortes passivos iniciais facultativos simples diversos bancos privados. Por conseguinte, estendia-se a competência da Justiça Federal. 
Conforme já vinha decidindo o STJ e passou a constar expressamente no NCPC, para a formação do litisconsórcio devem ser observadas as mesmas regras de competência que são exigidas para a cumulação de pedidos (partes), nos termos do art. 327, CPC.
Art. 45. Tramitando o processo perante outro juízo, os autos serão remetidos ao juízo federal competente se nele intervier a União, suas empresas públicas, entidades autárquicas e fundações, ou conselho de fiscalização de atividade profissional, na qualidade de parte ou de terceiro interveniente, exceto as ações:
Art. 327. É lícita a cumulação, em um único processo, contra o mesmo réu, de vários pedidos, ainda que entre eles não haja conexão.
§ 1o São requisitos de admissibilidade da cumulação que:
I - os pedidos sejam compatíveis entre si;
II - seja competente para conhecer deles o mesmo juízo;
III - seja adequado para todos os pedidos o tipo de procedimento.
§ 2o Quando, para cada pedido, corresponder tipo diverso de procedimento, será admitida a cumulação se o autor empregar o procedimento comum, sem prejuízo do emprego das técnicas processuais diferenciadas previstas nos procedimentos especiais a que se sujeitam um ou mais pedidos cumulados, que não forem incompatíveis com as disposições sobre o procedimento comum.
§ 3o O inciso I do § 1o não se aplica às cumulações de pedidos de que trata o art. 326.
Portanto, agora se o MPF ou a DPU quiserem entrar com ação contra a CEF e mais diversos bancos privados, o Juiz indeferirá a inicial no tocante aos bancos privados e continuará a ação contra a CEF. Ainda no que importa aos bancos privados, remeterá peças dessa ação para as DPE ou MPE, no fito de que esses órgãos processem o feito na justiça competente. 
10.7. Litisconsórcio em Mandado de Segurança:
Havendo mandado de segurança, o beneficiário do ato atacado é litisconsorte necessário da autoridade coatora em razão da unitariedade da relação jurídica material. Ex: se quero anular uma licitação em MS, quem ganhou a licitação deve ser réu junto com a autoridade coatora, posto não ser possível anular a ação para o Poder Público sem anular para o vencedor. Há unitariedade na relação jurídica.
#SELIGANASÚMULA: Súmula 631, STF: Extingue-se o processo de mandado de segurança se o impetrante não promove, no prazo assinado, a citação do litisconsorte passivo necessário.
#SELIGANASÚMULA: Súmula 701, STF: No mandado de segurança impetrado pelo Ministério Público contra decisão proferida em processo penal, é obrigatória a citação do réu como litisconsorte passivo.
#IMPORTANTE #GRIFAOVADE: Tratando-se de Mandado de Segurança há expressa previsão legal no sentido de que não será admitido litisconsórcio ativo após o despacho inicial (art. 10 §2º da Lei 12.016/09).
Art. 10 (...). § 2º O ingresso de litisconsorte ativo não será admitido após o despacho da petição inicial.
10.8 Litisconsórcio necessário e o negócio jurídico processual:
Com o NCPC, é possível dizer que existe mais um tipo de litisconsórcio necessário: cria-se um litisconsórcio necessário por força de negócio/convenção processual.
Art. 190. Versando o processo sobre direitos que admitam autocomposição, é lícito às partes plenamente capazes estipular mudanças no procedimento para ajustá-lo às especificidades da causa e convencionar sobre os seus ônus, poderes, faculdades e deveres processuais, antes ou durante o processo. 
Exemplo: os contratantes estipulam que a propositura da demanda relativa ao contrato deva ser dirigida contra todos os demais contratantes. Haverá casos em que se pretende apenas a anulação de uma cláusula que não afeta todos os negociantes, mas mesmo assim, por força de cláusula negocial, todos os negociantes deverão ser litisconsortes. Nesse caso, haveria um litisconsórcio necessário por força do negócio jurídico processual. 
Assim, deve-se interpretar o art. 115 conjuntamente com a cláusula geral de negociação processual. 
ENUNCIADOS NCPC
Galera, para finalizar, no estilo #QUEBRANDOABANCA, vamos ler aquilo que está despencando em prova?
#FOCONOSENUNCIADOS #VAICAIR #CEREJADOBOLO
10. (arts. 113, §§ 1º e 2º, art. 240, § 1º). Em caso de desmembramento do litisconsórcio multitudinário, a interrupção da prescrição retroagirá à data de propositura da demanda original8. (Grupo: Litisconsórcio, Intervenção de Terceiros e Resposta do Réu; redação revista no III FPPC-Rio) 
11. (arts. 116 e 124). O litisconsorte unitário, integrado ao processo a partir da fase instrutória, tem direito de especificar, pedir e produzir provas, sem prejuízo daquelas já produzidas, sobre as quais o interveniente tem o ônus de se manifestar na primeira oportunidade em que falar no processo. (Grupo: Litisconsórcio, Intervenção de Terceiros e Resposta do Réu; redação revista no III FPPC-Rio)
37. (art. 333, I – dispositivo vetado) É presumida a relevância social na hipótese do inciso I do art. 333, sendo dispensável a verificação da “dificuldade de formação do litisconsórcio”. (Grupo: Conversão de Ação Individual em Coletiva)
38. (art. 333, II – dispositivo vetado) Os requisitos de relevância social e de dificuldade de formação do litisconsórcio são alternativos34. (Grupo: Conversão de Ação Individual em Coletiva; redação revista no III FPPC-Rio)35 
42. (art. 339) O dispositivo aplica-se mesmo a procedimentos especiais que não admitem intervenção de terceiros, bem como aos juizados especiais cíveis, pois se trata de mecanismo saneador, que excepciona a estabilização do processo. (Grupo: Litisconsórcio, Intervenção de Terceiros e Respostado Réu) 
44. (art. 339) A responsabilidade a que se refere o art. 339 é subjetiva. (Grupo: Litisconsórcio, Intervenção de Terceiros e Resposta do Réu) 
45. (art. 343) Para que se considere proposta a reconvenção, não há necessidade de uso desse nomen iuris, ou dedução de um capítulo próprio. Contudo, o réu deve manifestar inequivocamente o pedido de tutela jurisdicional qualitativa ou quantitativamente maior que a simples improcedência da demanda inicial. (Grupo: Litisconsórcio, Intervenção de Terceiros e Resposta do Réu) 
110. (art. 18, parágrafo único) Havendo substituição processual, e sendo possível identificar o substituto, o juiz deve determinar a intimação deste último para, querendo, integrar o processo. (Grupo: Litisconsórcio e Intervenção de Terceiros). 
116. (arts. 113, §1º, e 139, VI) Quando a formação do litisconsórcio multitudinário for prejudicial à defesa, o juiz poderá substituir a sua limitação pela ampliação de prazos, sem prejuízo da possibilidade de desmembramento na fase de cumprimento de sentença. (Grupo: Negócios Processuais) 
117. (arts. 113 e 312) Em caso de desmembramento do litisconsórcio multitudinário ativo, os efeitos mencionados no art. 240 são considerados produzidos desde o protocolo originário da petição inicial. (Grupo: Litisconsórcio e Intervenção de Terceiros) 
118. (art. 11659) O litisconsorte unitário ativo, uma vez convocado, pode optar por ingressar no processo na condição de litisconsorte do autor ou de assistente do réu. (Grupo: Litisconsórcio e Intervenção de Terceiros) 
119. (arts. 116 e 259, III; art. 7 º da lei 7.347/198560-61) Em caso de relação jurídica plurilateral que envolva diversos titulares do mesmo direito, o juiz deve convocar, por edital, os litisconsortes unitários ativos incertos e indeterminados (art. 259, III), cabendo-lhe, na hipótese de dificuldade de formação do litisconsórcio, oficiar ao Ministério Público, à Defensoria Pública ou a outro legitimado para que possa propor a ação coletiva. (Grupo: Litisconsórcio e Intervenção de Terceiros; redação revista no VII FPPC-São Paulo) 
121. (art. 125, II, art. 128, parágrafo único) O cumprimento da sentença diretamente contra o denunciado é admissível em qualquer hipótese de denunciação da lide fundada no inciso II do art. 125. (Grupo: Litisconsórcio e Intervenção de Terceiros) 
122. (art. 129) Vencido o denunciante na ação principal e não tendo havido resistência à denunciação da lide, não cabe a condenação do denunciado nas verbas de sucumbência. (Grupo: Litisconsórcio e Intervenção de Terceiros) 
125. (art. 134) Há litisconsórcio passivo facultativo quando requerida a desconsideração da personalidade jurídica, juntamente com outro pedido formulado na petição inicial ou incidentemente no processo em curso. (Grupo: Litisconsórcio e Intervenção de Terceiros) 
152. (Arts. 338, caput; 339, §§ 1º e 2º; 350 e 351) O autor terá prazo único para requerer a substituição ou inclusão de réu (arts. 338, caput; 339, §§ 1º e 2º), bem como para a manifestação sobre a contestação (arts. 350 e 351). (Grupo: Litisconsórcio e Intervenção de Terceiros; redação revista no VII FPPC-São Paulo)69 
352. (arts. 998, caput e parágrafo único, e 15) É permitida a desistência do recurso de revista repetitivo, mesmo quando eleito como representativo da controvérsia, sem necessidade de anuência da parte adversa ou dos litisconsortes; a desistência, contudo, não impede a análise da questão jurídica objeto de julgamento do recurso repetitivo. (Grupo: Impacto do CPC no processo do trabalho) 
386. (art. 113, §1º; art. 4º) A limitação do litisconsórcio facultativo multitudinário acarreta o desmembramento do processo. (Grupo: Litisconsórcio e intervenção de terceiros) 
387. (art. 113, §1º; art. 4º) A limitação do litisconsórcio multitudinário não é causa de extinção do processo. (Grupo: Litisconsórcio e intervenção de terceiros) 
487. (art. 18, parágrafo único; art. 119, parágrafo único; art. 3º da Lei 12.016/2009). No mandado de segurança, havendo substituição processual, o substituído poderá ser assistente litisconsorcial do impetrante que o substituiu. (Grupo: Impacto nos Juizados e nos procedimentos especiais da legislação extravagante) 
584. (arts. 385; 117). É possível que um litisconsorte requeira o depoimento pessoal do outro. (Grupo: Direito probatório) 
	DISPOSITIVOS PARA CICLOS DE LEGISLAÇÃO
	DIPLOMA
	DISPOSITIVO
	Código de Processo Civil
	Art. 113 a 118
	BIBLIOGRAFIA UTILIZADA
Anotações de aula.
Direito Processual Civil Esquematizado - Marcus Vinicius Rios Gonçalves (2017).
Cavalcante, Márcio André Lopes, Informativos esquematizados do Dizer o Direito.
“Foca no Resumo” (Martina Correia).
Afinidade: interesses distintos, não ligados entre si, porém, parecidos.
Conexão: interesses distintos, mas ligados entre si. 
Comunhão: mesmos interesses. 
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