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Relatório da Audiência 1 Síntese do caso No processo nº 0827234-86.2015.8.12.0001, Lais de Albuquerque Maier propôs ação declaratória de inexistência de dívida cumulada com indenização por danos morais contra Digital Net Internet Service Provider Ltda. A controvérsia envolveu o cancelamento de um serviço de internet e a inclusão posterior do nome da consumidora em cadastro de inadimplentes, em razão de cobranças surgidas após a alegada devolução dos equipamentos em 2014. A conciliação ocorreu em 08/08/2017, na 14ª Vara Cível de Campo Grande/MS, e resultou em acordo homologado judicialmente, com renúncia ao prazo recursal. Resumo da inicial Segundo a autora, o contrato foi cancelado e o saldo existente foi quitado em outubro de 2014, tendo o equipamento sido recolhido em novembro daquele ano. Apesar disso, em julho de 2015 seu nome foi registrado no SCPC por uma cobrança de R$ 227,71 que considerava indevida. Por essa razão, pediu o reconhecimento da inexistência do débito e reparação moral no valor de R$ 20.000,00. Atos anteriores à audiência A ação foi proposta em agosto de 2015. Na contestação, apresentada em setembro de 2015, a empresa sustentou que o serviço permaneceu em uso até janeiro de 2015 e invocou a Súmula 385 do STJ. A autora se manifestou contra a defesa em novembro de 2015. Em maio de 2017, o juízo saneou o processo, apontou a data da retirada dos equipamentos como questão controvertida e concedeu prazo para as partes indicarem as provas pretendidas. Atos realizados na audiência Em 08/08/2017, as partes e seus advogados participaram da audiência e chegaram a um consenso: a requerida pagaria R$ 700,00 à autora no prazo de 15 dias, com reconhecimento da inexistência da dívida discutida na inicial. Ficaram previstos multa de 20% por atraso, rateio proporcional das custas e renúncia ao prazo de recurso. O acordo foi homologado imediatamente por sentença. Comentários O conflito surgiu de cobrança vinculada a contrato de consumo que a autora afirmava já ter encerrado. A solução negociada dispensou a produção de provas sobre a retirada dos equipamentos e concluiu a controvérsia por meio de concessões recíprocas e quitação geral.