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Aula 08 BACEN (Analista - Área 2 - Economia e Finanças) Contabilidade de Instituições Financeiras Padrão COSIF - 2024 (Pós-Edital) Autor: Carlos Roberto 22 de Abril de 2024 ASADDASDAS53S 1 Considerações Iniciais ........................................................................................................ 3 1 - Patrimônio Líquido e Remuneração do capital Próprio ................................................. 4 1.1 Capital Social ............................................................................................................................... 5 1.1.2 Subscrição, Realização, Aumento e Redução do Capital Social ............................................................................... 6 1.2 Reservas de Capital ..................................................................................................................... 9 1.2.1 Reservas de Reavaliação ........................................................................................................................................ 11 1.3 Reservas de Lucros .................................................................................................................... 11 1.3.1 Reserva Legal .............................................................................................................................. 13 1.3.2 Reservas Estatutárias ..................................................................................................................... 16 1.3.3 A Reserva para Contingências ............................................................................................................ 16 1.3.4 Reservas de Incentivos Fiscais ............................................................................................................ 17 1.3.5 Reservas de Retenção de Lucros ......................................................................................................... 17 1.3.6 Reservas de Lucros a Realizar ............................................................................................................ 17 1.3.6 Reservas Especiais de Lucros ............................................................................................................. 18 1.4 Ações em Tesouraria ................................................................................................................. 19 1.5 – Critérios aplicáveis às Cooperativas de Crédito ..................................................................... 20 1.5.1 Estrutura do Patrimônio Líquido ......................................................................................................... 20 1.5.2 Transações de Capital ..................................................................................................................... 20 1.5.3 Reservas e Alocação de Fundos .......................................................................................................... 21 1.5.4 Distribuição de Renda .................................................................................................................... 21 1.6 – Critérios aplicáveis às Administradoras de Consórcio e às Instituições de Pagamento ........ 22 1.6.1 Estrutura do Patrimônio Líquido ......................................................................................................... 22 1.6.2 Transações de Capital ..................................................................................................................... 22 1.6.3 Reservas ................................................................................................................................... 22 1.6.4 Resultado .................................................................................................................................. 23 1.6.5 Ações em Tesouraria ...................................................................................................................... 23 2 – Demonstrações Financeiras de Divulgação ................................................................. 24 2.1 – Objetivo e Normatização ........................................................................................................ 24 2.2 –Demonstrações Financeiras Individuais .................................................................................. 24 2.2.1 – Demonstrações Intermediárias ........................................................................................................ 26 2.2.2 – Critérios para Apresentação ............................................................................................................ 26 2.3 –Demonstrações Financeiras Consolidadas .............................................................................. 27 2.4 –Divulgação das Demonstrações Financeiras ........................................................................... 29 3 – Conglomerado Prudencial .......................................................................................... 29 3.1 Documentos Contábeis do Conglomerado Prudencial .............................................................. 32 4 – Combinado Cooperativo ............................................................................................. 33 4.1 – Combinado Cooperativo de Crédito ....................................................................................... 33 4.1.1 – Classificação ............................................................................................................................. 33 4.1.2 - Compartilhamento de Recursos ........................................................................................................ 33 4.1.3 - Serviços Financeiros Expandidos ....................................................................................................... 34 Carlos Roberto Aula 08 BACEN (Analista - Área 2 - Economia e Finanças) Contabilidade de Instituições Financeiras Padrão COSIF - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br ASADDASDAS53S 2 4.1.4 - Representação e Advocacia ............................................................................................................. 34 4.1.5 - Sustentabilidade e Crescimento ........................................................................................................ 34 4.2 – Balancete Combinado do Sistema Cooperativo ..................................................................... 34 4.2.1 – Objetivo do Balancete Combinado ..................................................................................................... 34 4.2.2 - Instituições Inclusas ..................................................................................................................... 34 4.2.3 Procedimentos de Auditoria ............................................................................................................. 35 4.2.4 Importância das Demonstrações Combinadas .......................................................................................... 35 5 – Auditoria Cooperativa ................................................................................................ 35 5.1.1 - Objetivos da Auditoria Cooperativa .................................................................................................... 36 5.1.2 - Tipos de Auditorias em Cooperativas .................................................................................................. 37 5.1.3 - Processo de Auditoria ................................................................................................................... 37 5.1-4 - Importância da Auditoria para Cooperativas .......................................................................................... 37 3 - Exercícios comentados ................................................................................................ 38 4 - Lista de Questões Apresentadas ................................................................................. 47 5 -Gabarito...................................................................................................................... 53 Carlos Roberto Aula 08 BACEN (Analista - Área 2 - Economia e Finanças) Contabilidade de Instituições Financeiras Padrão COSIF - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br ASADDASDAS53S 3 Queridos alunos e futuros Analistas, estamos a poucos passos do final do curso. Sei que estão também cansados com a maratona das várias outras aulas das demais matérias. Quem já está na caminhada há algum tempo, provavelmente já se deparou pelo caminho com momentos de descredito em si próprio, outros que estão a enfrentá-lo pela primeira vez, provavelmente, sentem mais o baque e, por vezes, até depressão em perseguir algo que, nesses momentos, parece utopia, algo impossível de se alcançar. Nesses momentos, a primeira coisa que não devemos esquecer é o porquê de estarmos aqui, olhar para trás e enxergar o longo caminho percorrido, os momentos abnegados, e o objetivo traçado, o qual, com certeza, há de recompensar-nos por tudo. Prezados, nos ditames de um dos personagens mais importantes da história, “a vitória pertence aos mais perseverantes”, de mesmo modo que “o entusiasmo é a maior força da alma, conserva-o e nunca faltar-te-á poder para conseguires o que desejas” (Napoleão Bonaparte). Aconselho que façam, no pouco tempo em que não estiverem estudando, o exercício de se verem como servidores do cargo para qual estiverem estudando com mais afinco, imaginem o que farão com o salário, como será a vida, se tiverem que se mudar de localidade, onde fixarão moradia e etc. Esse exercício a de conferir-lhes uma motivação a mais para perseguir o objetivo. Não pensem que vão fracassar, mas isso não quer dizer que não possa acontecer e que não tenhamos que estar preparados pra isso. O certo é que os fracassos que nos levam à vitória. Que todos tenham uma boa aula! Vamos que vamos!!! Carlos Roberto Aula 08 BACEN (Analista - Área 2 - Economia e Finanças) Contabilidade de Instituições Financeiras Padrão COSIF - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br ASADDASDAS53S 4 Tratando-se de instituições financeiras, o estudo do Patrimônio Líquido – PL é algo extremamente importante, haja vista as exigências mínimas de capital e patrimônio que são impostas pela normatização vigente para que essas instituições operem regularmente no Sistema Financeiro Nacional – SFN. O PL é a parcela do patrimônio da empresa que pertence aos sócios ou acionistas, a qual contempla o capital investido, os lucros acumulados, reservas e operações que não transitam pelo resultado do período. De acordo com a doutrina, o PL representa a diferença entre o valor do ativo e o do passivo, que é o valor contábil pertencente aos sócios ou aos acionistas, representando o capital próprio da instituição. Cuidado com as definições, haja vista que a Lei 6.404/76 e o Cosif dispõem que o PL compõe o Passivo (art.178 da Lei, e capítulo 1, 13-1 do Cosif)1. Na tabela abaixo, temos os principais componentes do PL de uma instituição financeira: ▪ 6.1.0.00.00-1 - Patrimônio Líquido; ▪ 6.1.1.00.00-4 - Capital Social; ▪ 6.1.2.00.00-7 - Correção Monetária do Capital; ▪ 6.1.3.00.00-0 - Reservas de Capital; ▪ 6.1.4.00.00-3 - Reservas de Reavaliação; ▪ 6.1.5.00.00-6 - Reservas de Lucros ▪ 6.1.6.00.00-9 - Ajustes da Avaliação Patrimonial; ▪ 6.1.7.00.00-2 - Sobras ou Perdas Acumuladas; 1 Deve-se observar, ainda, que essa equação pode vir com as contas de resultado, pois, a rigor, se este não estiver apurado e alocado às contas do patrimônio líquido (destinações), deve figurar na equação: Patrimônio Líquido = Ativo – Passivos circulante – não circulante + contas de resultado devedoras – contas de resultado credoras (6.404/76).No Cosif: Patrimônio Líquido = Ativo – Passivos circulante – não circulante – resultado de exercícios futuros + contas de resultado devedoras – contas de resultado credoras. A resposta dependerá do comando da questão, fiquem atentos. Patrimônio Líquido = Ativo – Passivo (sentindo restrito, entretanto, o patrimônio líquido pode ser considerado integrante do passivo). portanto, outra possibilidade: Patrimônio Líquido = Ativo – Passivos circulante e não circulante (6.404/76). ou, ainda Patrimônio Líquido = Ativo – Passivos circulante e exigível a longo prazo – result. exercícios futuros (Cosif). Carlos Roberto Aula 08 BACEN (Analista - Área 2 - Economia e Finanças) Contabilidade de Instituições Financeiras Padrão COSIF - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br ASADDASDAS53S 5 ▪ 6.1.8.00.00-5 - Lucros ou Prejuízos Acumulados; ▪ 6.1.9.00.00-8 - (-)Ações em Tesouraria; ▪ 6.2.0.00.00-0 - APE – Patrimônio Social; ▪ 6.3.0.00.00-9 - Grupos de Consórcios; ▪ 6.4.0.00.00-8 - Participação de Não Controladores. Algumas dessas contas são restritas ao PL de certas instituições, como as Sobras ou Perdas Acumuladas (Cooperativas de Crédito) e os Grupos de Consórcios (Administradoras de Consórcios). Capital social é o investimento efetuado na instituição pelos sócios ou acionistas, cujo montante é fixado em seu contrato social. A conta de capital é a expressão que os acionistas se obrigam a trazer para a formação do patrimônio necessário à realização do objeto social, para cumprimento da obrigação assumida quando da subscrição do capital social. Segundo o art. 182 da Lei 6.404/76, a conta do capital social discriminará o montante subscrito e, por dedução, a parcela ainda não realizada. Esse esclarecimento é feito com o objetivo de explicitar que o crédito decorrente do capital a realizar contra os acionistas não constitui ativo, mas o saldo da parcela do capital social com que o acionista se obrigou a contribuir quando da subscrição. Segundo o Cosif, o valor do capital social é fixado nos estatutos sociais, ou contrato social. Nos balancetes e balanços, inclusive nos de publicação, é obrigatório o desdobramento da parcela do capital pertencente a pessoas físicas ou jurídicas residentes, domiciliados ou com sede no exterior. A conta CAPITAL discrimina o montante subscrito e, por dedução, a parcela ainda não realizada. A apresentação da conta Capital Social no Balanço Patrimonial de uma instituição financeira será da seguinte forma: ▪ 6.1.1.00.00-4 – Capital Social; ▪ 6.1.1.10.00-1 – Capital; ▪ 6.1.1.20.00-8 – Aumento de Capital; ▪ 6.1.1.40.00-2 – (-) Redução de Capital; ▪ 6.1.1.50.00-9 – (-) Capital a Realizar; ▪ 6.1.1.70.00-3 – Cotas de Investimento; ▪ 6.1.1.80.00-0 – Variações no Resgate de Cotas. Carlos Roberto Aula 08 BACEN (Analista - Área 2 - Economia e Finanças) Contabilidade de Instituições Financeiras Padrão COSIF - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br ASADDASDAS53S 6 1.1.2 Subscrição, Realização, Aumento e Redução do Capital Social A subscrição de capital social inicial, deliberada em assembleia de acionistas ou reunião de quotistas, deve ser registrada no título CAPITAL, tendo como contrapartida CAPITAL A REALIZAR. Vamos exemplificar: suponhamos que você, ao passar, terá tanto dinheiro e decida constituir um banco com outros sócios, os quais, por meio do estatuto social, decidam subscrever R$ 50 milhões de capital. Vejamos como seria o lançamento contábil: Natureza Código/Conta Título Contábil Valor D 6.1.1.50.00-9 Capital a Realizar R$ 50 milhões 50milhões C 6.1.1.10.00-1 Capital R$ 50 milhões O aumento de capital social, deliberado em assembleia de acionistas ou reunião de quotistas, deve ser registrado, enquanto não aprovado pelo Banco Central, em AUMENTO DE CAPITAL, tendo como contrapartida: a) CAPITAL A REALIZAR, quando realizado com recursos de acionistas ou quotistas; Exemplo: você e os sócios do seu banco decidem aumentar em R$ 2 milhões o capital com recursos próprios. Vejamos como seria o lançamento contábil: Natureza Código/Conta Título ContábilValor D 6.1.1.50.00-9 Capital a Realizar R$ 2 milhões 50milhões C 6.1.1.20.00-8 Aumento de Capital R$ 2 milhões b) DIVIDENDOS E BONIFICAÇÕES A PAGAR, quando realizado com utilização de créditos a acionistas, relacionados ao pagamento de juros sobre o capital próprio, de que trata o art. 9 da Lei 9.249, de 26 de dezembro de 1995, ou ao pagamento de dividendos; Exemplo: você e os sócios do seu banco têm R$ 5 milhões em créditos ou dividendos a receber, mas decidem utilizá-los para aumentar o capital da instituição. Vejamos como seria o lançamento contábil: Natureza Código/Conta Título Contábil Valor D 4.9.3.10.00-5 Dividendos e Bonificações a Pagar R$ 5 milhões 50milhões C 6.1.1.20.00-8 Aumento de Capital R$ 5 milhões c) Reservas de Capital, Reservas de Lucros ou Lucros ou Prejuízos Acumulados, quando realizado com reservas ou lucros. Exemplo: suponhamos que você e seus sócios não querem utilizar recursos próprios e decidam aumentam o capital da instituição utilizando as reservas no valor de R$ 10 milhões. Vejamos como seria o lançamento contábil: Natureza Código/Conta Título Contábil Valor D 6.1.3.00.00-0 Reservas de Capital R$ 10 milhões 50milhões C 6.1.1.20.00-8 Aumento de Capital R$ 10 milhões Carlos Roberto Aula 08 BACEN (Analista - Área 2 - Economia e Finanças) Contabilidade de Instituições Financeiras Padrão COSIF - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br ASADDASDAS53S 7 Ainda não falamos das reservas, mas serão tratadas nesta aula mais adiante. A integralização total ou parcial de capital social, mediante subscrição de ações ou quotas2, deve ser registrada a crédito de CAPITAL A REALIZAR, tendo como contrapartida CAIXA ou outra conta adequada. Exemplo: suponhamos que você e seus sócios, no ato de constituição do banco, decidam integralizar, mediante subscrição de ações ou quotas, R$ 40 milhões em dinheiro. Vejamos como seria o lançamento contábil: Natureza Código/Conta Título Contábil Valor D 1.1.1.00.00-9 Caixa R$ 40 milhões 50milhões C 6.1.1.50.00-9 Capital a Realizar R$ 40 milhões Na data da aprovação, pelo Banco Central, da ata da assembleia de acionistas ou reunião de quotistas que deliberou o aumento de capital social, os valores registrados em AUMENTO DE CAPITAL devem ser transferidos para CAPITAL. Analistas, aqui vale uma breve explicação. Percebam que até agora utilizamos a conta 6.1.1.20.00-8 Aumento de Capital para registrar a intenção de aumentar o capital da instituição. Digo “intenção”, pois, para efetivamente aumentar o capital, é necessário que o Banco Central se manifeste positivamente quanto a isso, ou seja, que haja aprovação da entidade reguladora. Sendo assim, no momento em que o Banco Central aprova a ata da assembleia de acionista ou reunião de quotistas que deliberou o aumento do capital social, é necessário transferir aquele recurso que estava na conta 6.1.1.20.00-8 Aumento de Capital para a conta 6.1.1.10.00-1 Capital. Nesse momento os recursos passam a compor definitivamente o capital social da instituição. Vejamos como seria o lançamento contábil (considerando-se os valores da conta de Aumento de Capital lançados nas letras a, b e c): Natureza Código/Conta Título Contábil Valor D 6.1.1.20.00-8 Aumento de Capital R$ 17 milhões C 6.1.1.10.00-1 Capital R$ 17 milhões Os saldos de reservas de capital, legal, estatutária e para expansão, outras reservas especiais de lucros e lucros acumulados, bem como lucros relativos às datas-base de 30 de junho e 31 de dezembro, podem ser utilizados para aumento do capital social. 2 O capital social subscrito é o capital social fixado no estatuto ou contrato social. Os sócios devem subscrever (assumir o compromisso de realizar) todas as ações ou quotas em que se divide o capital social, ainda que seja realizada apenas uma parte do capital subscrito. É o capital que o acionista ou quotista se compromete a integralizar, para a formação do capital próprio, dentro do prazo estabelecido em Assembleia Geral Extraordinária (nas sociedades por ações) ou no contrato social das demais sociedades. Carlos Roberto Aula 08 BACEN (Analista - Área 2 - Economia e Finanças) Contabilidade de Instituições Financeiras Padrão COSIF - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br ASADDASDAS53S 8 As instituições não podem receber recursos de acionistas ou quotistas, destinados a aumento do capital social, antes da realização de assembleia de acionistas ou reunião de quotistas que delibere o aumento do capital social. Agora veremos o outro lado: a redução do capital social. O raciocínio é exatamente o mesmo utilizado para o aumento do capital. Sugiro que vocês tentem fazer os lançamentos sozinhos primeiramente. Como sou camarada de vocês, disponibilizá-los- ei a seguir. Vamos lá! Exemplo: suponhamos que o banco que você abriu com os seus sócios tenha dado prejuízo de R$ 12 milhões e, para cobrir esse prejuízo, o Cosif te traz três opções. Vejamos os termos do Cosif e os respectivos lançamentos contábeis: A redução do capital social, deliberada em assembleia de acionistas ou reunião de quotistas, deve ser registrada, enquanto não autorizada pelo Banco Central, a débito da conta REDUÇÃO DE CAPITAL, tendo como contrapartida: a) LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS, no caso de amortização de prejuízos; Natureza Código/Conta Título Contábil Valor D 6.1.1.40.00-2 Redução de Capital R$ 12 milhões C 6.1.8.00.00-5 Lucros ou Prejuízos Acumulados R$ 12 milhões b) CREDORES DIVERSOS - PAÍS3, no caso de resgate de ações ou quotas; Natureza Código/Conta Título Contábil Valor D 6.1.1.40.00-2 Redução de Capital R$ 12 milhões 50milhões C 4.9.9.92.00-7 Credores Diversos - País R$ 12 milhões c) CAPITAL A REALIZAR, no caso de cancelamento de ações ou quotas ainda não integralizadas. Natureza Código/Conta Título Contábil Valor D 6.1.1.40.00-2 Redução de Capital R$ 12 milhões 50milhões C 6.1.1.50.00-9 Capital a Realizar R$ 12 milhões Os recursos referentes ao resgate de ações ou quotas somente podem ser pagos aos beneficiários após a aprovação pelo Banco Central da ata da assembleia de acionistas ou reunião de quotistas que deliberou a redução do capital social, na forma por essa definida. A redução de capital social deve ser registrada a débito de CAPITAL e a crédito de REDUÇÃO DE CAPITAL, na data da aprovação pelo Banco Central da ata da assembleia de acionistas ou reunião de quotistas que deliberou a redução do capital social. 3 Credores Diversos – País: segundo o Cosif, a função dessa conta é registrar, por titular, as responsabilidades da instituição perante pessoas físicas ou jurídicas domiciliadas no País, inclusive resultantes do exercício de mandato, para cuja escrituração não exista conta específica. Carlos Roberto Aula 08 BACEN (Analista - Área 2 - Economia e Finanças) Contabilidade de Instituições Financeiras Padrão COSIF - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br ASADDASDAS53S 9 Aqui vale a mesma explicação que fiz para o aumento de capital. Percebam que até agora utilizamos a conta 6.1.1.40.00-2 Redução de Capital para registrar a intenção de reduzir o capital da instituição. Tanto para o aumento quanto para a redução de capital, é necessário que o Banco Central se manifeste positivamente quanto a isso, ou seja, que haja aprovação da entidade reguladora. Sendo assim, no momento em que o Banco Central aprova a ata da assembleia de acionista ou reunião de quotistas que deliberou a redução do capital social, é necessário transferir aquele recurso que estava na conta 6.1.1.10.00- 1 Capital para a conta 6.1.1.40.00-2 Redução de Capital. Nesse momento os recursos deixam compor definitivamente o capital social da instituição. As reservas de capital são constituídas com valores recebidos pela instituição e que não transitam pelo resultado como receitas ou ganhos, ou seja, não foram recebidas por meio de sua atividade- fim. Essas reservas são formadas pela contribuiçãopor meio da subscrição de valores mobiliários da própria instituição, enquanto tais valores não forem destinados a integrar o capital social. As instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, exceto cooperativas de crédito, devem classificar como reserva de capital: a) a contribuição do subscritor de ações que ultrapassar o valor nominal e a parte do preço de emissão das ações sem valor nominal que ultrapassar a importância destinada à formação do capital social, inclusive nos casos de conversão em ações de debêntures ou partes beneficiárias; Exemplo: suponha a emissão de 10.000 ações, com valor nominal de R$ 1,00, por R$ 1,02 em dinheiro, isto é, com ágio, e que não existam gastos com emissão de ações. Dessa forma, o ágio de R$ 200,00 recebidos deverá compor a conta de reserva de capital, e não integrará o resultado. Seriam dois lançamentos, os quais são apresentados a seguir: 1. Pelo registro na data do contrato ou do estatuto social: Natureza Código/Conta Título Contábil Valor D 6.1.1.50.00-9 Capital a Realizar R$ 10 mil 50milhões C 6.1.1.10.00-1 Capital R$ 10 mil 2. Pela integralização de capital com ágio: Natureza Código/Conta Título Contábil Valor D 1.1.1.00.00-9 Caixa R$ 10.200,00 C 6.1.1.50.00-9 Capital a Realizar R$ 10.000,00 C 6.1.3.00.00-0 Reserva de Capital R$ 200,00 Carlos Roberto Aula 08 BACEN (Analista - Área 2 - Economia e Finanças) Contabilidade de Instituições Financeiras Padrão COSIF - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br ASADDASDAS53S 10 b) o produto da alienação de partes beneficiárias e bônus de subscrição; Partes Beneficiárias representam um direito de natureza patrimonial, estranho ao capital social, concedido aos seus detentores, que garante a eles um crédito de participação eventual nos lucros da instituição. Bônus de Subscrição são títulos negociáveis que conferem a seus titulares o direito de subscrever ações da companhia emitente. c) o produto de transações com pagamento baseado em ações4 ou outros instrumentos de capital a serem liquidadas com a entrega de instrumentos patrimoniais. Para as transações de pagamento baseado em ações liquidadas pela entrega de títulos patrimoniais, a IF deve mensurar os bens ou serviços recebidos, e o aumento correspondente no patrimônio líquido, pelo valor justo dos bens ou serviços recebidos, a não ser que o valor justo não possa ser estimado de maneira confiável. A concessão de títulos patrimoniais pode ser condicionada ao cumprimento de condições de aquisição específicas pelos empregados, relacionados ao serviço ou ao desempenho. Por exemplo: a concessão de ações ou opções de ações a um empregado é normalmente condicionada à permanência do empregado na entidade por determinado período de tempo. Podem existir condições de desempenho que precisam ser atendidas, tais como o alcance de determinado crescimento nos lucros ou das metas de vendas do período. Suponha que, em 1 de janeiro de 2017, o Banco Beta conceda 5.000 opções de compra de ações aos seus 20 diretores. A condição de concessão (vesting condition) é baseada na permanência na empresa por 5 anos. O valor justo de cada opção na data da concessão (grant date) é de R$ 50. A entidade estima que 4 diretores se desligarão da entidade ao longo dos 5 anos. Considere que tudo ocorreu conforme o esperado. Assim teríamos a seguinte situação: Ano Cálculo Despesa do período Patrimônio Líquido (Reserva de Capital) 2017 5.000 opções 16 x R$ 50 x 1/5 anos 800 800 2018 (5.000 opções x 16 x R$ 50 x 2/5) – 800 800 1.600 2019 (5.000 opções x 16 x R$ 50 x 3/5) – 1.600 800 2.400 2020 (5.000 opções x 16 x R$ 50 x 4/5) – 2.400 800 3.200 2021 (5.000 opções x 16 x R$ 50 x 5/5) – 3.200 800 4.000 Utilizam-se as Reservas de Capital para: 4 A entidade deve reconhecer os produtos ou os serviços recebidos ou adquiridos em transação com pagamento baseado em ações quando ela obtiver os produtos ou à medida que receber os serviços. Em contrapartida, a entidade deve reconhecer o correspondente aumento do patrimônio líquido se os produtos ou serviços forem recebidos em transação com pagamento baseado em ações liquidada em instrumentos patrimoniais, ou deve reconhecer um passivo, se os produtos ou serviços forem adquiridos em transação com pagamento baseado em ações liquidada em caixa (ou com outros ativos). (CPC 10 R1) Carlos Roberto Aula 08 BACEN (Analista - Área 2 - Economia e Finanças) Contabilidade de Instituições Financeiras Padrão COSIF - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br ASADDASDAS53S 11 a) absorção de prejuízos, quando estes ultrapassarem os lucros acumulados e as reservas de lucros; b) incorporação ao capital social; c) pagamento de dividendos a ações preferenciais, quando esta vantagem lhes for assegurada; d) resgate, reembolso ou compra de ações. 1.2.1 Reservas de Reavaliação Meus amigos, inicio este tópico chamando a atenção de vocês, pois trata-se de um assunto vedado às instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Vamos ser práticos e focar naquilo que o Cosif diz, fechado? Segundo o Cosif, fica vedada às instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil a realização de reavaliação de ativos de uso próprio e a constituição das respectivas reservas de reavaliação. A vedação para a constituição das reservas de reavaliação aplica-se, inclusive, para aquelas decorrentes de reavaliação de bens de coligadas e controladas. O saldo das reservas de reavaliação existentes na data da entrada em vigor da Resolução 3.565, de 29 de maio de 2008, deve ser mantido até a data de sua efetiva realização por depreciação e baixa, inclusive por alienação do ativo reavaliado. Enquanto remanescerem saldos de reservas de reavaliação, as instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil devem evidenciar, em notas explicativas às demonstrações contábeis, os critérios e procedimentos de realização da reserva e os respectivos efeitos na base de cálculo de distribuição de participações, dividendos e bonificações. Até o ano de 2007, uma das maiores dificuldades encontradas pela contabilidade era analisar as demonstrações contábeis de empresas de outros países com a intenção de investimento. Isso acontecia porque cada empresa elaborava suas demonstrações financeiras conforme as normas contábeis de seu país de origem. Surgiu então, a necessidade de converter as normas contábeis a um padrão internacional. Uma das alterações trazidas pela nova lei societária que exigiu muito dos profissionais contábeis versou sobre a composição do patrimônio líquido, principalmente na conta Lucros ou Prejuízos Acumulados, que não mais permitiu saldo credor nos encerramentos dos balanços em cada exercício social. Uma das alterações mais significativas promovidas pela Lei 11.638/07 na contabilidade societária das companhias abertas recaiu sobre o Patrimônio Líquido. A nova redação do inciso III, do art. 178º, da Lei 6.404/76 passou a ter a seguinte redação: “O patrimônio líquido, dividido em capital social, reserva de capital, ajustes de avaliação patrimonial, reservas de lucros, ações em tesouraria e prejuízos acumulados.” Percebam que a nomenclatura da conta mudou de “Lucros ou Prejuízos Acumulados” para, tão somente, “Prejuízos Acumulados”. Isso significa que, os balanços do exercício Carlos Roberto Aula 08 BACEN (Analista - Área 2 - Economia e Finanças) Contabilidade de Instituições Financeiras Padrão COSIF - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br ASADDASDAS53S 12 social terminados a partir de 31 de dezembro de 2008 não mais poderão apresentar saldo credor na conta Lucros ou Prejuízos Acumulados. Os lucros ou prejuízos representam resultados acumulados obtidos, que foram retidos sem finalidadeespecífica (quando lucros) ou estão à espera de absorção futura (quando prejuízos). Com o advento da Lei 11.638/2007, que alterou a Lei 6.404/76, para as sociedades por ações, e para os balanços do exercício social terminado a partir de 31 de dezembro de 2008, o saldo final desta conta não poderá mais ser credor. Respectivos saldos de lucros acumulados precisam ser totalmente destinados por proposta da administração da companhia no pressuposto de sua aprovação pela assembleia geral ordinária. Observe que a obrigação de essa conta não conter saldo positivo aplica-se também às instituições financeiras. Sendo assim, o Cosif não admite a utilização de saldo credor na conta de Lucros ou Prejuízos Acumulados, conforme orientações trazidas pela Resolução 3.605/2008: “Art. 5º No encerramento do exercício social, os lucros não destinados nos termos da regulamentação em vigor deverão ser distribuídos, sendo que a conta de lucros ou prejuízos acumulados não deverá apresentar saldo positivo.” Deve-se estar atento, pois, nos balancetes mensais e trimestrais (Documentos 4010), essa conta poderá apresentar saldo positivo. Entretanto, as instituições financeiras devem apurar resultados em 30 de junho e em 31 de dezembro de cada ano, obrigatoriamente, com observância das regras contábeis estabelecidas pelo CMN, dentre as quais, as contas de resultado, credoras e devedoras, são encerradas (zeradas) por ocasião dos balanços (documento 4016) de junho e de dezembro. Com o intuito de ilustrar o que acabamos de mencionar, vejam na tabela abaixo os saldos da conta de Lucros e Prejuízos Acumulados do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e do BNDES em 12.2015. Todos os saldos estavam Credores nos Balancetes e zerados nos Balanços! Saliento que essas informações são públicas e podem ser obtidas por qualquer cidadão no site do Banco Central. Link da informação: http://www4.bcb.gov.br/fis/cosif/balancetes.asp. Balancete (4010) Data de geração dos dados: 2016-07-01 Fonte: Instituições financeiras DATA_BASE NOME_INSTITUICAO CONTA NOME_CONTA SALDO 201512 BCO DO BRASIL S.A. 61800005 Lucros Ou Prejuízos Acumulados 3.943.723,59 201512 CAIXA ECONOMICA FEDERAL 61800005 Lucros Ou Prejuízos Acumulados 1.600.359.488,24 201512 BNDES 61800005 Lucros Ou Prejuízos Acumulados 172.219.605,47 Carlos Roberto Aula 08 BACEN (Analista - Área 2 - Economia e Finanças) Contabilidade de Instituições Financeiras Padrão COSIF - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br ASADDASDAS53S 13 Balanço (4016) Data de geração dos dados: 2016-07-01 Fonte: Instituições financeiras DATA_BASE NOME_INSTITUICAO CONTA NOME_CONTA SALDO 201512 BCO DO BRASIL S.A. 61800005 Lucros Ou Prejuízos Acumulados 0,00 201512 CAIXA ECONOMICA FEDERAL 61800005 Lucros Ou Prejuízos Acumulados 0,00 201512 BNDES 61800005 Lucros Ou Prejuízos Acumulados 0,00 As reservas de lucros previstas pelo Cosif são as mesmas estabelecidas pela Lei 6.404/76, com alterações introduzidas pelas Leis 11.638/07 e 11.941/09. Segundo o § 4º, do art. 182, da Lei 6.404/76, serão classificadas como reservas de lucros as contas constituídas pela apropriação de lucros da companhia. Representam lucros obtidos pela instituição, retidos com finalidade específica, os quais visam, basicamente, os direitos de seus acionistas e credores. As Reservas de Lucros, segundo o Cosif, subdividem-se em: ▪ Reserva Legal; ▪ Reservas Estatutárias; ▪ Reserva para Contingências; ▪ Reservas para Incentivos Fiscais; ▪ Reservas de retenção de Lucros; ▪ Reservas de Lucros a realizar; ▪ Reservas especiais de Lucros. A seguir, vamos estudar cada uma delas. Vamos lá? 1.3.1 Reserva Legal A Reserva Legal é instituída para dar proteção ao credor e deverá ser utilizada para a compensação de prejuízos e aumento do capital social. A Reserva Legal está sujeita aos seguintes procedimentos: a) do lucro líquido do semestre, 5% (cinco por cento) se aplicam, antes de qualquer outra destinação, na constituição da Reserva Legal, que não pode exceder a 20% (vinte por cento) do capital; Meus amigos, já podemos verificar duas características da reserva Legal: i. Deverá ser constituída com a destinação de 5% do lucro líquido do exercício; ii. Será constituída pela instituição, obrigatoriamente, até que seu valor atinja 20% do capital social realizado, não podendo exceder esse limite. Essa primeira condição é chamada de Limite Obrigatório da Reserva Legal. Limite Obrigatório: Reserva Legal ≤ 20% do Capital Social Carlos Roberto Aula 08 BACEN (Analista - Área 2 - Economia e Finanças) Contabilidade de Instituições Financeiras Padrão COSIF - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br ASADDASDAS53S 14 b) cessa tal obrigatoriedade no período em que o saldo desta reserva, acrescido do montante das Reservas de Capital, exceder de 30% (trinta por cento) do capital; Mais uma característica da reserva legal: iii. A instituição poderá deixar de constituí-la quando o saldo dessa reserva, somados ao montante das reservas de Capital, atingir 30% do capital social. Essa segunda condição é chamada de Limite Facultativo da Reserva Legal. c) utiliza-se a Reserva Legal para: I - compensar prejuízos, quando esgotados os lucros acumulados e as demais reservas de lucro; II - aumentar o capital social. A seguir, trago alguns exemplos para auxiliá-los na melhor compreensão do conteúdo. Vamos lá! Exemplo 1: Suponhamos que, ao final de um exercício, a instituição apresente os seguintes dados: ▪ Lucro líquido: R$ 1.000,00; ▪ Reserva Legal: R$ 360,00 (saldo anterior); ▪ Capital Social R$ 2.000,00; ▪ 20% do Capital Social: R$ 400,00; ▪ Reserva Legal a constituir (5% de R$ 1.000,00): R$ 50,00. Com esses dados, faço uma pergunta a vocês: seria possível constituir Reserva Legal de R$ 50,00 para esse exercício? A resposta é NÃO! Não podemos constituir a Reserva Legal pelo valor de R$ 50,00, pois o limite obrigatório seria ultrapassado. Vejamos: Saldo anterior da Reserva Legal = R$ 360,00; Reserva Legal a constituir = R$ 50,00; R$ 360,00 + R$ 50,00 = R$ 410,00; R$ 410,00 > R$ 400,00 (20% do Capital Social) Portanto, o valor máximo de Reserva Legal que poderia ser constituído é de R$ 40,00. Exemplo 2: Suponhamos que, ao final de um exercício, a instituição apresente os seguintes dados: ▪ Lucro líquido: R$ 1.000,00; Limite Facultativo: Reserva Legal + Reservas de Capital ≤ 30% do Capital Social Carlos Roberto Aula 08 BACEN (Analista - Área 2 - Economia e Finanças) Contabilidade de Instituições Financeiras Padrão COSIF - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br ASADDASDAS53S 15 ▪ Reserva Legal: R$ 360,00 (saldo anterior); ▪ Capital Social R$ 2.000,00; ▪ 20% do Capital Social: R$ 400,00; ▪ 30% do Capital Social: R$ 600,00; ▪ Reservas de Capital: R$ 300,00. Com esses dados, faço uma pergunta a vocês: seria possível constituir Reserva Legal para esse exercício? Percebam que o limite facultativo já foi atingido: R$ 360,00 + R$ 300,00 > R$ 600,00 Nesse caso, a instituição pode, se assim desejar, deixar de constituir a Reserva Legal. Se desejar, no entanto, poderá constituí-la, pelo valor de R$ 40,00, haja vista que o limite de R$ 600,00 não é obrigatório. - Por que R$ 40,00, professor? Esse seria o valor para atingir o limite obrigatório de 20% do Capital Social (R$ 360,00 + R$ 40 = R$ 400). Faço mais uma pergunta a vocês: caso a instituição decida por abrir mão do limite facultativo e opte por utilizar o limite obrigatório, ela poderia constituir uma Reserva Legal de, por exemplo, R$ 30,00? A resposta é NÃO! Se a instituição abrir mão do limite facultativo, deverá constituir a Reserva Legal até atingir o valor do limite obrigatório. Sendo assim: R$ 360,00 + R$ 30,00 < R$ 400,00 (não satisfaz a condição do limite obrigatório). Exemplo 3: Suponhamos que, ao final de um exercício, a instituição apresente osseguintes dados: ▪ Lucro líquido: R$ 1.000,00; ▪ Reserva Legal: R$ 360,00 (saldo anterior); ▪ Capital Social R$ 2.000,00; ▪ 20% do Capital Social: R$ 400,00; ▪ 30% do Capital Social: R$ 600,00; ▪ Reservas de Capital: R$ 220,00. Com esses dados, faço uma pergunta a vocês: seria possível constituir Reserva Legal para esse exercício? Percebam que faltam R$ 20,00 para o limite facultativo (R$ 600,00) ser atingido (R$ 360,00 + R$ 220,00 = R$ 580,00). Sendo assim, há duas interpretações possíveis: ▪ Primeira interpretação: a instituição é obrigada a constituir apenas R$ 20,00 para atingir o limite facultativo; Carlos Roberto Aula 08 BACEN (Analista - Área 2 - Economia e Finanças) Contabilidade de Instituições Financeiras Padrão COSIF - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br ASADDASDAS53S 16 ▪ Segunda interpretação: a instituição é obrigada a constituir R$ 40,00 para atingir o limite obrigatório, haja vista que não atingiu o limite facultativo. A banca, provavelmente, informará a você qual limite deverá ser aplicado. Caso isso não ocorra, haverá margem para recursos, pois temos essas duas interpretações possíveis. Chamo a atenção de vocês para o seguinte ponto: caso haja saldo anterior na conta Prejuízos Acumulados, deve-se, primeiramente, abater esse valor do lucro líquido para, depois, constituir a Reserva Legal. Sendo assim, se o Lucro Líquido do exercício for de R$ 1.000,00 e o saldo anterior da conta Prejuízos Acumulados for de (R$ 200,00), a base de cálculo da Reserva Legal será de R$ 800,00. 1.3.2 Reservas Estatutárias Devem estar previstas no Estatuto e ser constituídas pela destinação de uma parcela dos lucros do período, observando-se que: a) para cada reserva da espécie, devem ser definidos no Estatuto: I - de modo preciso e completo, a sua finalidade; II - os critérios para determinar a parcela do lucro líquido do período destinada à sua constituição; III - o limite máximo da reserva; b) as reservas estatutárias são utilizadas: I - nas finalidades previstas; II - para compensar prejuízos, quando esgotados os lucros acumulados; III - para aumentar o capital social. Faço uma pergunta a vocês: Se a reserva tiver previsão legal e, ao mesmo tempo, constar o estatuto da instituição, ela será uma Reserva Estatutária? A resposta é NÃO! Segundo a doutrina, diversas instituições possuem reservas previstas em seus estatutos, mas que já estão cobertas nas demais reservas de lucros previstas pela Lei das Sociedades por Ações. Sendo assim, são consideradas estatutárias somente as definidas pelo estatuto, as quais não estejam previstas na lei. 1.3.3 A Reserva para Contingências A constituição de Reserva para Contingências tem o objetivo de segregar uma parcela de lucros, inclusive com a finalidade de não distribuí-la como dividendo, correspondente a prováveis perdas extraordinárias futuras, as quais acarretarão diminuição dos lucros (ou até o surgimento de prejuízos) em exercícios futuros. Dessa forma, com a sua constituição, está se fortalecendo a posição da instituição para fazer frente à situação prevista. Percebam que a descrição acima muito se assemelha à provisão: “prováveis perdas futuras”. As diferenças são sutis, mas essenciais. Suponhamos que a empresa tenha recebido uma comunicação da justiça do trabalho sobre indenização por não ter recolhido o FGTS. O evento de ausência (falta) Carlos Roberto Aula 08 BACEN (Analista - Área 2 - Economia e Finanças) Contabilidade de Instituições Financeiras Padrão COSIF - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br ASADDASDAS53S 17 de recolhimento de FGTS já deve ter ocorrido, por isso, a depender da avaliação dos gestores, será uma provisão. Por outro lado, a empresa estima que vá cometer alguma falta de recolhimento, com base em experiências passadas, ela poderá constituir uma reserva para contingências. Portanto, o fato gerador de uma provisão já ocorreu (falta do recolhimento de FGTS no nosso exemplo), por isso já é uma obrigação cuja o desembolso futuro é provável. No caso de uma reserva, o fato gerador ainda não ocorreu, daí, inclusive, não deve transitar pelo resultado, ao passo que a constituição de uma provisão transita. A Reserva para Contingências está sujeita aos seguintes procedimentos: a) a assembleia geral pode, por proposta dos órgãos da administração, destinar parte do lucro líquido à formação de reserva com finalidade de compensar, em períodos seguintes, a diminuição do lucro decorrente de perda futura julgada provável, cujo valor possa ser estimado; b) na proposta, indica-se a causa da perda prevista, justificando-se a formação da reserva, que se reverte para LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS no período em que deixarem de existir as razões de sua constituição ou em que ocorrer a perda; c) as reservas para contingências podem ser utilizadas para compensar prejuízos, quando estes ultrapassarem os lucros acumulados. 1.3.4 Reservas de Incentivos Fiscais Dentre as reservas de lucros, as instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, exceto cooperativas de crédito, podem constituir reserva para incentivos fiscais, mediante a utilização de parcela do lucro líquido decorrente de doações e subvenções governamentais para investimentos. A reserva de Incentivos Fiscais pode ser excluída da base de cálculo do dividendo obrigatório previsto em lei. 1.3.5 Reservas de Retenção de Lucros A reserva de retenção de lucros é uma parte dos lucros de uma empresa que não é distribuída aos acionistas como dividendos, mas é retida pela empresa para ser reinvestida em suas operações, como em projetos de expansão, redução de dívida, ou outras necessidades operacionais. Essa reserva é fundamental para o crescimento e fortalecimento financeiro da empresa, permitindo maior flexibilidade e independência nas decisões financeiras. 1.3.6 Reservas de Lucros a Realizar Consideram-se lucros a realizar: a) o aumento do valor de investimentos em coligadas e controladas, no país ou no exterior; Pessoal, o objetivo de constituir essa reserva é não distribuir dividendos obrigatórios sobre a parcela de lucros ainda não realizada financeiramente (apesar de contábil e economicamente realizada) pela instituição, quando esses dividendos excederem a parcela financeiramente realizada do lucro líquido do exercício. Carlos Roberto Aula 08 BACEN (Analista - Área 2 - Economia e Finanças) Contabilidade de Instituições Financeiras Padrão COSIF - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br ASADDASDAS53S 18 Vou exemplificar para ficar mais claro! Imaginem que uma instituição tenha um aumento no valor dos seus Ativos via Método de Equivalência Patrimonial – MEP5. Esse aumento é registrado como uma receita diretamente no resultado do exercício (crédito). Contudo, houve apenas realização contábil e econômica, mas não financeira, ou seja, não houve ingresso no caixa. Já imaginaram a instituição ter de distribuir dividendos sem ter recursos em seu caixa para isso? Seria um caos contábil! Sendo assim, nossa querida contabilidade (e também o Cosif) prevê que uma parcela desses lucros não realizados financeiramente (sem ingresso no caixa) poderá ser utilizada para constituição de Reserva de Lucros a Realizar. b) o lucro em venda de bens a prazo, realizável após o término do exercício seguinte; Aqui o raciocínio é exatamente igual ao item anterior. No caso de a instituição vender um bem a prazo, contabilmente ela registrará a venda no momento da formalização do contrato de venda, em atendimento ao princípio da competência. Contudo, a realização financeira dar-se-á após o término do exercício seguinte, ou seja, só receberá o dinheiro numa data futura. Nessa situação, também se admite a transferência de uma parcela desse valor para a constituição de Reserva de Lucros a Realizar. Quando os lucros a realizar ultrapassarem, no período,o total deduzido do lucro líquido destinado à constituição de Reserva Legal, Reservas Estatutárias, Reservas de Contingências, Reservas de Retenção e Reservas Especiais de Lucros, quando for o caso, a Assembleia Geral pode, por proposta dos órgãos da administração, destinar parcela correspondente ao excesso para constituição de Reservas de Lucros a Realizar. As Reservas de Lucros a Realizar podem ser utilizadas para compensar prejuízos, quando estes ultrapassarem os lucros acumulados. 1.3.6 Reservas Especiais de Lucros Os lucros que deixarem de ser distribuídos como dividendos obrigatórios, por ser tal distribuição incompatível com a situação financeira da instituição, registram-se em RESERVAS ESPECIAIS DE LUCROS e, se não absorvidos por prejuízos em períodos subsequentes, devem ser pagos como dividendos assim que a situação financeira o permitir. 5 A equivalência patrimonial é o método que consiste em atualizar o valor contábil do investimento ao valor equivalente à participação societária da sociedade investidora no patrimônio líquido da sociedade investida, e no reconhecimento dos seus efeitos na demonstração do resultado do exercício. O valor do investimento, portanto, será determinado mediante a aplicação da porcentagem de participação no capital social, sobre o patrimônio líquido de cada sociedade coligada ou controlada. Lucros a Realizar≥ Legal + Estatutárias + Contingência + Retenção + Especiais Carlos Roberto Aula 08 BACEN (Analista - Área 2 - Economia e Finanças) Contabilidade de Instituições Financeiras Padrão COSIF - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br ASADDASDAS53S 19 A conta de ações em tesouraria representa as ações da instituição que foram adquiridas por ela própria. As ações em tesouraria devem ser apresentadas no balanço de publicação dedutivamente da conta do patrimônio líquido que registrar a origem dos recursos aplicados na sua aquisição. O valor das compras das próprias ações é contabilizado pelo seu custo de aquisição. A baixa das ações alienadas faz-se pelo seu custo de aquisição, com vistas à apuração do lucro ou prejuízo. O lucro apurado na venda das ações em tesouraria contabiliza-se em OUTRAS RESERVAS DE CAPITAL. Ocorrendo prejuízo, este se registra nessa mesma conta, até o limite do saldo originário de lucros em eventuais vendas de lotes anteriores, e o excesso, a débito da própria conta de reserva que deu origem aos recursos para aquisição das ações. À medida que as ações em tesouraria forem alienadas, tal operação gerará resultados positivos ou negativos e não devem integrar o resultado da empresa. Vamos exemplificar: Imagine que, num primeiro momento, uma instituição decida alienar parte de suas ações em tesouraria por R$ 16.000,00. Anteriormente, ela tinha adquirido essas ações pelo valor contábil de R$ 10.000,00, com recursos oriundos da conta Reserva de Capital. No momento da alienação dessas cotas, teremos a seguinte situação: Natureza Código/Conta Título Contábil Valor D 1.1.1.00.00-9 Caixa R$ 16.000,00 C 6.1.9.00.00-8 Ações em Tesouraria R$ 10.000,00 C 6.1.3.99.00-4 Outras Reservas de Capital R$ 6.000,00 Num segundo momento, essa mesma instituição alienou por R$ 3.000,00 as ações em tesouraria cujo valor contábil era de R$ R$ 5.000,00. Nesse caso, teremos o seguinte: Natureza Código/Conta Título Contábil Valor D 1.1.1.00.00-9 Caixa R$ 3.000,00 D 6.1.3.99.00-4 Outras Reservas de Capital R$ 2.000,00 C 6.1.9.00.00-8 Ações em Tesouraria R$ 5.000,00 Carlos Roberto Aula 08 BACEN (Analista - Área 2 - Economia e Finanças) Contabilidade de Instituições Financeiras Padrão COSIF - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br ASADDASDAS53S 20 Percebam que o prejuízo deverá ser debitado na mesma conta (Outras Reservas de Capital). Como o saldo dessa conta era de R$ 6.000,00 (decorrente da primeira alienação), havia recursos suficientes para suportar o prejuízo de R$ 2.000,00, restando R$ 4.000,00. Num terceiro momento, a instituição alienou por R$ 3.000,00 as ações em tesouraria cujo valor contábil era de R$ R$ 8.000,00. Nesse caso, teremos o seguinte: Natureza Código/Conta Título Contábil Valor D 1.1.1.00.00-9 Caixa R$ 3.000,00 D 6.1.3.99.00-4 Outras Reservas de Capital R$ 4.000,00 D 6.1.3.00.00-0 Reservas de Capital R$ 1.000,00 C 6.1.9.00.00-8 Ações em Tesouraria R$ 8.000,00 Percebam que o prejuízo dessa operação foi de R$ 5.000,00 e a conta OUTRAS RESERVAS DE CAPITAL tinha apenas R$ 4.000,00 de saldo. Portanto, R$ 1.000,00 devem vir de alguma conta para fechar nosso lançamento contábil. Qual seria essa conta? Nessa situação, o Cosif determina que seja debitada a própria conta de reserva que deu origem aos recursos para aquisição das ações. No nosso exemplo, foi a conta RESERVAS DE CAPITAL. Neste tópico, abordaremos como as cooperativas de crédito no Brasil gerenciam diferentes aspectos de suas demonstrações financeiras de acordo com as diretrizes do Cosif. Discutiremos a composição do patrimônio líquido, transações de capital e distribuição de rendimentos de forma sistemática. 1.5.1 Estrutura do Patrimônio Líquido O patrimônio líquido nas cooperativas de crédito é dividido em: • Capital Social; • Reservas; • Outros Resultados Abrangentes; • Sobras ou Perdas Acumuladas. 1.5.2 Transações de Capital As cooperativas de crédito devem registrar a integralização, total ou parcial, de capital social, mediante subscrição de quotas- parte, na adequada conta de capital social em contrapartida à adequada conta de ativo. No caso de a participação do cooperado no capital social da cooperativa não ser totalmente integralizada no momento da subscrição das quotas-parte, a instituição deve registrar o valor restante a ser integralizado na adequada conta de patrimônio líquido. O valor da participação no capital social não integralizada deve ser reclassificado para a adequada conta de capital no momento da integralização. Carlos Roberto Aula 08 BACEN (Analista - Área 2 - Economia e Finanças) Contabilidade de Instituições Financeiras Padrão COSIF - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br ASADDASDAS53S 21 As cooperativas de crédito devem registrar o aumento do capital social na adequada conta do patrimônio líquido. As cooperativas de crédito devem registrar a redução de capital social na adequada conta do patrimônio líquido, tendo como contrapartida a adequada conta de passivo, quando a quota-parte se tornar exigível, conforme definido na legislação vigente e no estatuto social da cooperativa. 1.5.3 Reservas e Alocação de Fundos As cooperativas de crédito devem registrar nas adequadas contas de reservas, observadas as deliberações da assembleia geral e suas respectivas finalidades, as reservas constituídas pela apropriação das sobras do período. O fundo de reserva, constituído conforme legislação vigente, deve ser registrado como reserva legal. As reservas constituídas com base em decisão da assembleia geral, quando legalmente permitidas, devem ter a finalidade e os modos de formação, aplicação e liquidação devidamente definidos e controlados pela instituição. Reservas Legais: Reservas obrigatórias estabelecidas por lei para proteção contra perdas. Reservas da Assembleia: Reservas criadas com base em decisões da assembleia geral, especificadas para fins particulares. Utilização dos Lucros: Os lucros podem ser alocados em várias reservas, usados para cobrir perdas anteriores ou distribuídos entre os membros. 1.5.4 Distribuição de Renda As cooperativas de crédito devem registrar as sobras ou perdas líquidas do período na adequada rubrica do patrimônio líquido, devendo o saldo ao final do exercício social, conforme deliberação da assembleia geral e observada a legislação vigente: a) se credor, ser destinado para: I - a constituição do fundo de reserva; II - a constituição do Fundo de Assistência Técnica, Educacional e Social(Fates); III - a compensação de perdas de exercícios anteriores; IV - a constituição de reservas; V - a constituição de outros fundos; e VI - o rateio entre os cooperados; ou b) se devedor, deve ser: I - mantido na conta de sobras ou perdas acumuladas; II - absorvido com a utilização de recursos provenientes do saldo existente do fundo de reserva e das demais reservas constituídas para este fim; e III - rateado entre os cooperados, somente quando os recursos das reservas mencionadas na alínea anterior forem insuficientes. Carlos Roberto Aula 08 BACEN (Analista - Área 2 - Economia e Finanças) Contabilidade de Instituições Financeiras Padrão COSIF - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br ASADDASDAS53S 22 Neste tópico, vamos explorar como as administradoras de consórcio gerenciam seus patrimônios líquidos e realizam transações de capital, seguindo as diretrizes do COSIF. 1.6.1 Estrutura do Patrimônio Líquido O patrimônio líquido das administradoras de consórcio inclui: • Capital Social; • Reservas de Capital e Lucros; • Outros Resultados Abrangentes; • Lucros ou Prejuízos Acumulados; • Ações em Tesouraria. 1.6.2 Transações de Capital As administradoras de consórcio e as instituições de pagamento devem registrar o capital social pelo valor fixado no seu estatuto ou contrato social. As administradoras de consórcio e as instituições de pagamento devem registrar o aumento de capital social deliberado em assembleia de acionistas ou assembleia ou reunião de quotistas, enquanto não aprovado pelo Banco Central do Brasil, em conta segregada no Patrimônio Líquido. A instituição não pode registrar o aumento do capital social antes da realização de assembleia de acionistas ou assembleia ou reunião de quotistas que aprove o assunto. As administradoras de consórcio e as instituições de pagamento devem registrar, pelo valor líquido de custos de transação, a integralização total ou parcial de capital social decorrente de subscrição de ações ou quotas em conta segregada de capital social, em contrapartida à adequada conta de ativo 1.6.3 Reservas As administradoras de consórcio e as instituições de pagamento devem registrar no patrimônio líquido as seguintes reservas, conforme critérios definidos na legislação e na regulamentação vigentes: a) reservas de capital; e b) reservas de lucros, segregadas em: I - reserva legal; II - reservas estatutárias; III - reservas para contingências; IV - reservas de incentivos fiscais; V - reservas de retenção de lucros; Carlos Roberto Aula 08 BACEN (Analista - Área 2 - Economia e Finanças) Contabilidade de Instituições Financeiras Padrão COSIF - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br ASADDASDAS53S 23 VI - reservas de lucros a realizar; e VII - reservas especiais de lucros. 1.6.4 Resultado As administradoras de consórcio e as instituições de pagamento devem registrar o resultado líquido do período na adequada conta de lucros ou prejuízos acumulados, devendo o saldo: a) se credor, após aprovação da assembleia geral ou assembleia ou reunião de sócios e os ajustes prescritos em lei e na regulamentação infralegal e obedecidas as disposições estatutárias, ser destinado para: I - a constituição da reserva legal; II - a constituição das demais reservas de lucro; III - o pagamento da remuneração do capital próprio; e IV - o aumento do capital social; e b) se devedor ao final do exercício, ser absorvido pelos seguintes saldos, nesta ordem: I - lucros acumulados; II - reservas de lucros, exceto a reserva legal; III - reserva legal; e IV - reservas de capital. Os prejuízos acumulados somente podem ser absorvidos pelo lucro do período, pelas reservas, quando permitido pela legislação e pela regulamentação aplicáveis, ou por redução de capital previamente autorizada pelo Banco Central do Brasil. 1.6.5 Ações em Tesouraria As administradoras de consórcio e as instituições de pagamento devem reconhecer as ações em tesouraria pelo custo de aquisição, como dedução da adequada conta de patrimônio líquido que registrar a origem dos recursos aplicados na sua aquisição. As administradoras de consórcio e as instituições de pagamento devem registrar a baixa das ações em tesouraria alienadas pelo seu custo de aquisição, com vistas à apuração do lucro ou prejuízo. Os custos de transação incorridos na alienação devem ser tratados como redução do lucro ou acréscimo do prejuízo, devendo ser registrados diretamente no patrimônio líquido, não afetando o resultado da instituição. Carlos Roberto Aula 08 BACEN (Analista - Área 2 - Economia e Finanças) Contabilidade de Instituições Financeiras Padrão COSIF - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br ASADDASDAS53S 24 O objetivo básico do conjunto das demonstrações financeiras preconizadas no Cosif é fornecer um elenco de informações que, representando a síntese de normas e procedimentos de contabilidade, busquem dar uniformidade à obtenção e divulgação de informações econômico-financeiras atualizadas, de modo que se atenda ao maior número possível de interessados no desempenho das atividades sociais do sistema financeiro. O documento IAS 1, conhecido internacionalmente como Apresentação das Demonstrações Contábeis e no Brasil como CPC 26 (R1), explica que o termo se refere a um conjunto de relatórios projetados para satisfazer as necessidades de informação de usuários externos que não têm a capacidade de solicitar relatórios feitos sob medida para suas necessidades específicas. O principal objetivo deste pronunciamento é estabelecer uma base uniforme para a apresentação das demonstrações contábeis, garantindo que se possa comparar as demonstrações contábeis de diferentes períodos e de diferentes entidades, visando a consistência e a comparabilidade das informações contábeis. O Conselho Monetário Nacional (CMN), em parceria com o Banco Central do Brasil (BCB), publicou a Resolução CMN nº 4.818/2020 em 29 de maio de 2020, com o objetivo de alinhar os padrões contábeis brasileiros aos internacionais e simplificar a regulamentação vigente. Esta resolução define os critérios para elaboração e divulgação de demonstrações financeiras individuais e consolidadas por instituições financeiras e outras entidades autorizadas pelo BCB. Simultaneamente, a Resolução BCB nº 2/2020 complementa a norma para administradoras de consórcio e instituições de pagamento, enfatizando a consistência e comparabilidade das informações contábeis, alinhadas com padrões internacionais como IAS 1, embora estas normas específicas não sejam formalmente adotadas pelo BCB. As instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central devem elaborar e divulgar as seguintes demonstrações financeiras anuais, relativas ao exercício social, e semestrais, relativas aos semestres findos em 30 de junho e 31 de dezembro: a) Balanço Patrimonial; b) Demonstração do Resultado; c) Demonstração do Resultado Abrangente; d) Demonstração dos Fluxos de Caixa; e e) Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido. Essas demonstrações devem ser divulgadas acompanhadas das respectivas notas explicativas. Carlos Roberto Aula 08 BACEN (Analista - Área 2 - Economia e Finanças) Contabilidade de Instituições Financeiras Padrão COSIF - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br ASADDASDAS53S 25 É obrigatória a elaboração e a divulgação dessas demonstrações financeiras a partir da data da publicação da autorização para funcionamento da instituição no Diário Oficial da União. As instituições especificadas a seguir que tenham patrimônio líquido inferior a R$2.000.000,00 (dois milhões de reais), na data-base de 31 de dezembro do exercício imediatamente anterior, estão dispensadas da elaboração e divulgação da Demonstração dos Fluxos de Caixa: a) instituições constituídas sob a forma de companhia de capital fechado; b) cooperativasde crédito singulares; e c) sociedades de crédito ao microempreendedor e à empresa de pequeno porte. As demonstrações financeiras semestrais relativas aos semestres findos em 30 de junho podem ser acompanhadas de notas explicativas selecionadas, de acordo com os procedimentos definidos pelo Banco Central do Brasil. A instituição que tenha dependências no exterior deve divulgar essas demonstrações financeiras com a posição consolidada das operações realizadas no País e no exterior. Na elaboração e divulgação das demonstrações contábeis e respectivas NE, as instituições devem também observar os pronunciamentos técnicos do CPC apresentados no quadro abaixo: PRONUNCIAMENTO DETALHAMENTO CPC 03 (R2) Demonstração dos Fluxos de Caixa CPC 05 (R1) Divulgação sobre Partes Relacionadas CPC 24 Evento Subsequente CPC 41 Resultado por Ação As menções no texto do CPC 05 (R1) aos termos "controle", "controle conjunto", "entidade de investimento" e "influência significativa" devem ser interpretadas como referências aos seguintes conceitos: a) controle: situação em que a instituição investidora está exposta a, ou tem direitos sobre, retornos variáveis decorrentes de seu envolvimento com a entidade investida e tem a capacidade de afetar esses retornos por meio de seu poder sobre a investida; b) controle conjunto: situação em que há o compartilhamento, contratualmente convencionado, do controle de uma entidade, no qual as decisões sobre as atividades que afetam significativamente os retornos do negócio exigem o consentimento unânime das partes controladoras; c) entidade de investimento: entidade que atende, cumulativamente, às seguintes condições: I - tem como propósito comercial o investimento de recursos exclusivamente para fins de retornos de valorização do capital, receitas de investimentos ou ambos; II - obtém recursos de investidores com o objetivo de fornecer-lhes serviços de gestão de investimento; e Carlos Roberto Aula 08 BACEN (Analista - Área 2 - Economia e Finanças) Contabilidade de Instituições Financeiras Padrão COSIF - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br ASADDASDAS53S 26 III - realiza a mensuração e a avaliação do desempenho de parcela substancial de seus investimentos com base no valor justo; e d) influência significativa: poder de participar das decisões sobre políticas financeiras e operacionais de uma investida, sem o controle individual ou conjunto dessas políticas. São indícios da existência de influência significativa: I - representação no conselho de administração ou na diretoria da investida; II - participação nos processos de elaboração de políticas, inclusive em decisões sobre dividendos e outras distribuições; III - operações materiais entre a investidora e a investida; IV - intercâmbio de diretores ou outros membros da alta administração; e V - fornecimento de informação técnica essencial para a atividade da instituição. Presume-se a existência de influência significativa quando a instituição investidora for titular de 20% (vinte por cento) ou mais do capital votante da investida, sem controlá-la. 2.2.1 – Demonstrações Intermediárias Para o Banco Central do Brasil (BCB), as demonstrações contábeis intermediárias referem-se aos relatórios de períodos menores que seis meses. De forma similar, a IAS 34 classifica as demonstrações contábeis intermediárias como aquelas relativas a períodos menores dentro de um ano fiscal, que não abrangem o ano fiscal completo. O BCB e a IAS 34 autorizam que as instituições financeiras, seja por iniciativa própria ou devido a requisitos legais, estatutários ou contratuais, preparem e publiquem suas demonstrações contábeis intermediárias de duas maneiras principais: • Seguindo as normas aplicáveis tanto às demonstrações semestrais quanto anuais; • De forma condensada, incluindo apenas as Notas Explicativas (NE) essenciais, conforme os procedimentos estabelecidos pelo BCB. Além disso, o regulador especifica que ao elaborar essas demonstrações financeiras intermediárias, as instituições devem adotar os mesmos critérios, procedimentos e políticas contábeis que utilizam nas demonstrações contábeis semestrais e anuais. 2.2.2 – Critérios para Apresentação O Banco Central do Brasil (BCB) enfatiza que, na elaboração e divulgação de suas demonstrações contábeis (sejam elas individuais ou consolidadas), as entidades reguladas devem assegurar uma representação fiel da posição financeira e patrimonial, bem como do desempenho e dos fluxos de caixa da instituição. Isso deve ser feito conforme as definições e os critérios contábeis estabelecidos para reconhecimento de ativos, passivos, receitas e despesas, que estão especificados na regulamentação pertinente. Logo, a instituição deve: a) pressupor a continuidade das suas atividades no futuro previsível, a menos que a administração tenha intenção de liquidar a instituição ou cessar seus negócios, ou ainda não possua alternativa realista senão a sua descontinuação; Carlos Roberto Aula 08 BACEN (Analista - Área 2 - Economia e Finanças) Contabilidade de Instituições Financeiras Padrão COSIF - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br ASADDASDAS53S 27 b) apresentar separadamente cada classe relevante de itens similares, evidenciando de forma segregada os itens de natureza ou função diferente, exceto se não forem relevantes; c) observar que ativos e passivos, receitas e despesas: I - devem ser reconhecidos segundo o regime de competência; e II - não podem ser compensados, exceto se exigido ou permitido por norma específica emanada do Conselho Monetário Nacional ou do Banco Central do Brasil; d) divulgar informações comparativas em relação a período anterior para todos os valores apresentados nas demonstrações financeiras do período corrente, assim como para as informações narrativas e descritivas que vierem a ser apresentadas, se for relevante para a compreensão do conjunto das demonstrações; e) manter consistência na apresentação e classificação dos diversos itens nas demonstrações financeiras de um período para outro, exceto se houver determinação distinta em norma emanada do Conselho Monetário Nacional ou do Banco Central do Brasil, ou se uma mudança na apresentação ou classificação representar informação confiável e mais relevante para o usuário; e f) apresentar informações adicionais às requeridas na regulamentação específica se os requisitos ali estabelecidos forem insuficientes para permitir a compreensão do impacto de determinadas transações, eventos e condições sobre a posição financeira e patrimonial e o desempenho da instituição. As informações financeiras, inclusive as relativas a políticas contábeis, devem ser apresentadas de maneira que proporcionem informação relevante, confiável, comparável e compreensível. A instituição não pode ocultar informações, de modo que reduza a clareza e a compreensibilidade das suas demonstrações financeiras. O regime de competência não se aplica à Demonstração dos Fluxos de Caixa. As instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, exceto administradoras de consórcios e instituições de pagamentos, devem declarar em notas explicativas, de forma explícita e sem reserva, que as demonstrações financeiras estão em conformidade com a regulamentação emanada do Conselho Monetário Nacional e do Banco Central do Brasil. As instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil registradas como companhia aberta ou que sejam líderes de conglomerado prudencial enquadrado no Segmento 1 (S1), no Segmento 2 (S2) ou no Segmento 3 (S3), conforme regulamentação específica, devem elaborar demonstrações financeiras anuais consolidadas adotando o padrão contábil internacional de acordo com os pronunciamentos emitidos pelo International Accounting Standards Board (IASB), traduzidos para a língua portuguesa por entidade brasileiracredenciada pela International Financial Reporting Standards Foundation (IFRS Foundation). Carlos Roberto Aula 08 BACEN (Analista - Área 2 - Economia e Finanças) Contabilidade de Instituições Financeiras Padrão COSIF - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br ASADDASDAS53S 28 O CMN, por meio da Resolução CMN nº 4.553/2017, segmenta as instituições financeiras para fins de aplicação proporcional da regulação prudencial, considerando o porte e a atividade internacional das instituições que compõem cada segmento do modo apresentado na tabela abaixo: SEGMENTO COMPOSIÇÃO S1 O S1 é composto pelos bancos múltiplos, bancos comerciais, bancos de investimento, bancos de câmbio e caixas econômicas que tenham porte igual ou superior a 10% (dez por cento) do Produto Interno Bruto (PIB); ou exerçam atividade internacional relevante, independentemente do porte da instituição. S2 Pelos bancos múltiplos, bancos comerciais, bancos de investimento, bancos de câmbio e caixas econômicas, de porte inferior a 10% (dez por cento) e igual ou superior a 1% (um por cento) do PIB e pelas demais instituições de porte igual ou superior a 1% (um por cento) do PIB. S3 Pelos bancos múltiplos, bancos comerciais, bancos de investimento, bancos de câmbio e caixas econômicas, de porte inferior a 10% (dez por cento) e igual ou superior a 1% (um por cento) do PIB e pelas demais instituições de porte igual ou superior a 1% (um por cento) do PIB. S4 Pelos bancos múltiplos, bancos comerciais, bancos de investimento, bancos de câmbio e caixas econômicas, de porte inferior a 10% (dez por cento) e igual ou superior a 1% (um por cento) do PIB e pelas demais instituições de porte igual ou superior a 1% (um por cento) do PIB. S5 Pelos bancos múltiplos, bancos comerciais, bancos de investimento, bancos de câmbio e caixas econômicas, de porte inferior a 10% (dez por cento) e igual ou superior a 1% (um por cento) do PIB e pelas demais instituições de porte igual ou superior a 1% (um por cento) do PIB. Essas regras também se aplicam: a) à instituição não registrada como companhia aberta, líder de grupo econômico integrado por instituição registrada como companhia aberta; e b) à instituição líder de grupo econômico que atenda aos critérios previstos na regulamentação específica para enquadramento no Segmento 1 (S1), Segmento 2 (S2) e Segmento 3 (S3). As instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil que divulgarem ou publicarem demonstrações financeiras consolidadas, voluntariamente ou por força de disposições legais, regulamentares, estatutárias ou contratuais, devem adotar o padrão contábil internacional na elaboração dessas demonstrações. Isso também se aplica às demonstrações financeiras consolidadas relativas a períodos inferiores a um ano. Devem ser informadas em notas explicativas às demonstrações financeiras eventuais diferenças existentes entre os critérios, os procedimentos e as regras para identificação, classificação, reconhecimento e mensuração aplicados nas demonstrações consolidadas e os aplicados nas demonstrações financeiras individuais relativas ao mesmo período contábil. Essas regras de consolidação não se aplicam às cooperativas de crédito. Carlos Roberto Aula 08 BACEN (Analista - Área 2 - Economia e Finanças) Contabilidade de Instituições Financeiras Padrão COSIF - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br ASADDASDAS53S 29 Observadas as demais disposições legais e regulamentares em vigor, as demonstrações financeiras devem ser divulgadas na Central de Demonstrações Financeiras do Sistema Financeiro Nacional, no endereço eletrônico oficial do Banco Central do Brasil na internet. Caso a instituição divulgue novamente suas demonstrações financeiras com alterações, voluntariamente ou por determinação do Banco Central do Brasil no exercício de suas atribuições legais, a instituição deve informar em notas explicativas os fatos determinantes para essa nova divulgação. As demonstrações financeiras devem ser divulgadas acompanhadas do relatório da auditoria independente, observada a regulamentação específica, e do relatório da administração sobre os negócios sociais e os principais fatos administrativos do período. Nas demonstrações financeiras intermediárias, fica facultada a divulgação do relatório da administração. As demonstrações financeiras devem ser assinadas pelos administradores e pelo diretor responsável pela contabilidade da instituição e por contador legalmente habilitado pelo Conselho Regional de Contabilidade (CRC). O Banco Central do Brasil poderá, sem prejuízo das demais medidas cabíveis, determinar que a instituição divulgue novamente suas demonstrações financeiras, com as correções que se fizerem necessárias para a representação apropriada dos itens patrimoniais e de resultado e dos fluxos de caixa. A instituição deve fazer a nova divulgação nos mesmos meios de comunicação utilizados para a primeira divulgação, com o mesmo destaque e com menção explícita em notas explicativas dos fatos determinantes para a nova divulgação. As instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil devem manter à disposição do Banco Central do Brasil, por no mínimo cinco anos, as informações, os dados, os mapas de consolidação, os documentos, as interpelações, as verificações e os questionamentos necessários à adequada avaliação das operações ativas e passivas e dos riscos assumidos pelas entidades consolidadas, independentemente de sua natureza ou atividade operacional. A consolidação operacional das demonstrações financeiras resulta da utilização de técnica apropriada que visa apurar informações contábeis de duas ou mais instituições integrantes de conglomerado, como se em conjunto representassem uma única entidade. Tal técnica baseia-se preponderantemente na consolidação das demonstrações financeiras, diferenciando-se apenas quanto a alguns aspectos normativos. Carlos Roberto Aula 08 BACEN (Analista - Área 2 - Economia e Finanças) Contabilidade de Instituições Financeiras Padrão COSIF - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br ASADDASDAS53S 30 Conglomerado é o conjunto de entidades financeiras vinculadas diretamente ou não, por participação acionária ou por controle operacional efetivo, caracterizado pela administração ou gerência comum, ou pela atuação no mercado sob a mesma marca ou nome comercial. Antes de iniciarmos o estudo da consolidação das demonstrações contábeis, vamos discernir dois conceitos: Conglomerado Financeiro e Conglomerado Prudencial. Na verdade, trata-se de formas distintas de consolidar as empresas que fazem parte do mesmo conglomerado. Conglomerado Financeiro é o conjunto de entidades financeiras vinculadas diretamente ou não, por participação acionária ou por controle operacional efetivo, caracterizado pela administração ou gerência comum, ou pela atuação no mercado sob a mesma marca ou nome comercial. Conglomerado Prudencial é o conjunto de entidades financeiras e não financeiras6 vinculadas diretamente ou não, por participação acionária ou por controle operacional efetivo, caracterizado pela administração ou gerência comum, ou pela atuação no mercado sob a mesma marca ou nome comercial. A norma que define as regras referentes aos critérios contábeis aplicados às instituições financeiras e demais autorizadas a funcionar na elaboração do conglomerado prudencial é a Resolução CMN nº 4950, de 30 de setembro de 2021. Essa norma revogou a Resolução nº 4.280, de 31 de outubro de 2013. O BCB, por meio da Resolução nº 197, classifica os conglomerados da seguinte forma: • Tipo 1: conglomerado prudencial liderado por instituição financeira; • Tipo 2: conglomerado prudencial liderado por instituição de pagamento e não integrado por instituição financeira ou por outra instituição autorizada a funcionar pelo BCB;e • Tipo 3: conglomerado prudencial liderado por instituição de pagamento e integrado por instituição financeira ou outra instituição autorizada a funcionar pelo BCB. Não são aplicadas as Resoluções CMN nº 4.818/2020 e nº 4.950/2021 tanto em relação às cooperativas de créditos como também às instituições de pagamento e administradoras de consórcios, que possuem normativos específicos emanados do BCB, uma vez que estas são reguladas diretamente pela referida autarquia, em vez do CMN. As instituições que compõem o Conglomerado Prudencial são: a) As instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil que detenham o controle sobre uma ou mais entidades citadas na letra “b”; e 6 Conglomerado Prudencial: é composto por instituições financeiras, demais instituições autorizadas a funcionar pelo BACEN, administradoras de consórcio, instituições de pagamento, sociedades que realizem aquisição de operações de crédito, inclusive imobiliário, ou de direitos creditórios, a exemplo de sociedades de fomento mercantil, sociedades securitizadoras e sociedades de objeto exclusivo, outras pessoas jurídicas sediadas no País que tenham por objeto social exclusivo a participação societária nas entidades mencionadas. Conglomerado Financeiro X Conglomerado Prudencial Carlos Roberto Aula 08 BACEN (Analista - Área 2 - Economia e Finanças) Contabilidade de Instituições Financeiras Padrão COSIF - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br ASADDASDAS53S 31 b) entidades controladas, direta ou indiretamente, no País ou no exterior, pela instituição mencionada na letra “a”, que sejam: I - instituições financeiras; II - demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil; III - instituições de pagamento não autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil; IV - entidades que realizem aquisição de operações de crédito, inclusive imobiliário, ou de direitos creditórios, a exemplo de sociedades de fomento mercantil, sociedades securitizadoras e sociedades de objeto exclusivo; V - outras pessoas jurídicas que tenham por objeto social exclusivo a participação societária nas entidades mencionadas nos incisos I a IV; e VI - fundos de investimento. De forma geral, a grande diferença é que o consolidado financeiro reúne somente as empresas financeiras do conglomerado, enquanto que o conglomerado prudencial reúne “praticamente tudo”, as empresas financeiras e não financeiras (outros ramos de atividade) do conglomerado. Assim, se um conglomerado só possui empresas financeiras, o conglomerado financeiro é o mesmo do prudencial. A existência de controle fica caracterizada: a) no caso de fundos de investimento, nas situações em que a instituição investidora: I - está exposta a, ou tem direito sobre, retornos variáveis decorrentes de seu envolvimento com o fundo investido e tem a capacidade de afetar esses retornos por meio de seu poder sobre o respectivo fundo; ou II - assume ou retém substancialmente, sob qualquer forma, riscos e benefícios; e Conglomerado Prudencial Conglomerado Financeiro Reúne as empresas financeiras e não financeiras Reúne somente as empresas financeiras Carlos Roberto Aula 08 BACEN (Analista - Área 2 - Economia e Finanças) Contabilidade de Instituições Financeiras Padrão COSIF - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br ASADDASDAS53S 32 b) no caso das demais entidades, nas situações em que a instituição investidora: I - está exposta a, ou tem direito sobre, retornos variáveis decorrentes de seu envolvimento com a investida e tem a capacidade de afetar esses retornos por meio de seu poder sobre a investida; II - detém, de forma direta ou indireta, isoladamente ou em conjunto com outros sócios, inclusive em função da existência de acordos de votos, direitos de sócio que lhe assegurem preponderância nas deliberações sociais ou poder de eleger ou destituir a maioria dos administradores; ou III - controla a entidade investida pela administração ou gerência comum ou pela atuação no mercado sob a mesma marca ou nome comercial. As instituições líderes de conglomerado prudencial devem elaborar e remeter ao BCB os documentos contábeis consolidados do conglomerado prudencial, utilizando: I – as demonstrações contábeis das entidades controladas relativas à mesma data-base das demonstrações da instituição controladora, no estágio imediatamente anterior ao da distribuição dos resultados; II – os critérios, procedimentos e políticas contábeis consubstanciados no Padrão Contábil das Instituições Reguladas pelo BCB (denominado Cosif); e III – técnicas apropriadas que possibilitem apurar as informações contábeis de duas ou mais entidades, conforme procedimentos de consolidação de demonstrações financeiras definidos pelo BCB. Adicionalmente, a instituição líder do conglomerado prudencial integrado por entidades controladas no exterior, preliminarmente à consolidação, deve, observados os procedimentos contábeis estabelecidos em regulamentação específica: a) designar a moeda funcional de cada entidade controlada no exterior; b) converter as transações em moeda estrangeira para a moeda funcional designada da controlada; e c) converter as demonstrações financeiras da controlada no exterior da moeda funcional para a moeda nacional, caso a moeda funcional da controlada seja diferente da moeda nacional. Como a elaboração e o envio das demonstrações contábeis são obrigatórios apenas para o BCB, o regulador faculta à instituição líder de conglomerado prudencial divulgar as Demonstrações Contábeis do Conglomerado Prudencial, desde que seguidas as recomendações da Resolução CMN nº 4.818/2020. O Banco Central do Brasil fica autorizado a alterar a instituição líder do conglomerado prudencial, caso constatada definição inadequada. Carlos Roberto Aula 08 BACEN (Analista - Área 2 - Economia e Finanças) Contabilidade de Instituições Financeiras Padrão COSIF - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br ASADDASDAS53S 33 Um combinado cooperativo pode referir-se a uma colaboração ou um arranjo entre membros de uma cooperativa, que são entidades econômicas cujos membros, que são ao mesmo tempo proprietários e usuários, colaboram para alcançar objetivos comuns. A ideia de cooperação está no cerne de tais entidades, com o princípio de que juntos, os membros podem alcançar mais do que individualmente. Em contextos específicos, um combinado cooperativo pode envolver várias cooperativas trabalhando juntas para melhorar sua eficiência econômica, ampliar o acesso ao mercado, compartilhar recursos, reduzir custos ou aumentar seu poder de negociação. Esse tipo de arranjo é comum em setores como agricultura, produção, crédito, e serviços, nos quais as cooperativas podem compartilhar infraestrutura, conhecimento, ou até mesmo realizar compras ou vendas conjuntas. A cooperação permite que as cooperativas se beneficiem de economias de escala, compartilhamento de melhores práticas e acesso a novos mercados, mantendo o foco nos benefícios para seus membros em vez de maximizar lucros para acionistas externos. Um combinado cooperativo de crédito, também conhecido como sistema cooperativo de crédito ou confederação de cooperativas de crédito, é uma estrutura organizacional em que várias cooperativas de crédito se unem para colaborar e apoiar uns aos outros. Este tipo de agrupamento permite que as cooperativas compartilhem recursos, reduzam custos e melhorem a oferta de serviços aos seus membros. Alguns dos principais aspectos de como funciona um combinado cooperativo de crédito: 4.1.1 – Classificação Cooperativas singulares: constituídas por pessoas físicas e jurídicas com no mínimo 20 membros; Cooperativas Centrais ou Federações de cooperativas: formadas por, no mínimo, três cooperativas singulares de crédito; e Confederação de cooperativas centrais:formadas por, no mínimo, três cooperativas centrais ou federações de cooperativas. 4.1.2 - Compartilhamento de Recursos Tecnologia e Infraestrutura: cooperativas de crédito individuais podem não ter recursos para desenvolver tecnologias avançadas, como plataformas de banking online. Por meio do combinado, elas podem compartilhar esses sistemas, reduzir custos e expandir o acesso a serviços modernos para seus membros. Capacitação e Formação: o combinado pode organizar treinamentos e capacitações para as cooperativas membros, elevando a competência e a eficiência operacional em toda a rede. Carlos Roberto Aula 08 BACEN (Analista - Área 2 - Economia e Finanças) Contabilidade de Instituições Financeiras Padrão COSIF - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br ASADDASDAS53S 34 4.1.3 - Serviços Financeiros Expandidos Produtos Diversificados: por meio da colaboração, as cooperativas podem oferecer uma gama mais ampla de produtos e serviços financeiros, como seguros, investimentos e tipos especiais de empréstimos, que uma única cooperativa pequena talvez não pudesse oferecer. Liquidez e Gestão de Risco: cooperativas em um sistema combinado podem ajudar umas às outras em situações de necessidade de liquidez ou gestão de grandes riscos financeiros. 4.1.4 - Representação e Advocacia Lobby e Influência: o combinado pode atuar na defesa dos interesses das cooperativas perante reguladores e políticos, buscando um ambiente regulatório favorável e reconhecimento do modelo cooperativo. 4.1.5 - Sustentabilidade e Crescimento Expansão de Mercado: o combinado pode facilitar a entrada de cooperativas em novos mercados, tanto geográficos quanto demográficos, promovendo a inclusão financeira. Estabilidade Financeira: a união proporciona uma rede de segurança financeira, aumentando a estabilidade de suas cooperativas membros através do suporte mútuo. Esse modelo de organização e cooperação permite que as cooperativas de crédito maximizem sua eficácia, alcancem economias de escala e ofereçam melhores condições e serviços para seus membros, tudo isso mantendo os princípios de mutualidade e interesse comum que são fundamentais para o movimento cooperativo. O Balancete Combinado do sistema cooperativo é um relatório financeiro agregado que consolida as posições financeiras de todas as entidades que fazem parte de um sistema cooperativo. Este documento é crucial para a análise da saúde financeira global do sistema cooperativo, oferecendo uma visão abrangente de seus ativos, passivos, receitas e despesas. 4.2.1 – Objetivo do Balancete Combinado O balancete combinado do sistema cooperativo é uma ferramenta de reporte financeiro que reflete a situação econômico-financeira agregada das instituições que compõem um sistema cooperativo. Ele é crucial para oferecer uma visão integrada da saúde financeira dessas entidades, sendo usado para decisões estratégicas, monitoramento regulatório e transparência para stakeholders. 4.2.2 - Instituições Inclusas O balancete combinado inclui: Cooperativas Singulares de Crédito: cooperativas que atendem diretamente os membros. Cooperativas Centrais de Crédito: organizações de segundo nível que prestam serviços e suporte às cooperativas singulares. Carlos Roberto Aula 08 BACEN (Analista - Área 2 - Economia e Finanças) Contabilidade de Instituições Financeiras Padrão COSIF - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br ASADDASDAS53S 35 Confederações de Crédito e Bancos Cooperativos: entidades de nível superior que coordenam e representam os interesses do sistema cooperativo, e podem oferecer serviços adicionais. 4.2.3 Procedimentos de Auditoria O balanço combinado deve ser auditado por um auditor independente ou por uma Entidade de Auditoria Cooperativa (EAC). A auditoria deve verificar a adequação dos valores apresentados, a posição econômico-financeira do sistema, e se os procedimentos de eliminação foram seguidos corretamente. 4.2.4 Importância das Demonstrações Combinadas As demonstrações combinadas diferem das consolidadas, pois enquanto as consolidadas implicam controle direto e são preparadas pela entidade controladora, as combinadas representam um conjunto de entidades independentes que não exercem controle umas sobre as outras, mas estão conectadas por uma relação cooperativa. Assim, as demonstrações combinadas são mais representativas para sistemas cooperativos, onde a autonomia de cada entidade é mantida, mas existe uma interligação econômica e operacional. Este arranjo contábil é fundamental para assegurar que as cooperativas de crédito operem de maneira transparente e regulamentada, promovendo a estabilidade e a confiança no sistema financeiro cooperativo como um todo. A auditoria cooperativa é um processo de avaliação sistemática das práticas financeiras e operacionais de uma cooperativa. Ela é essencial para garantir que a cooperativa esteja operando de acordo com os princípios de transparência, eficiência e conformidade legal. Além disso, ajuda a fortalecer a confiança dos membros, dos investidores e de outras partes interessadas. As instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo BCB devem ser objeto de auditoria cooperativa, com periodicidade mínima anual, a ser executada por: a) Entidade de Auditoria Cooperativa (EAC) constituída como entidade cooperativa de terceiro nível, destinada exclusivamente à prestação de serviços de auditoria, integrada por cooperativas centrais de crédito, confederações de centrais ou pela combinação de ambas; ou b) empresa de auditoria independente registrada na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). As atividades de auditoria cooperativa somente poderão ser executadas por Entidade de Auditoria Cooperativa ou empresa de auditoria independente credenciadas pelo Banco Central do Brasil, cuja renovação deve efetivar-se a cada cinco anos. A auditoria cooperativa deve abranger a avaliação da instituição objeto de auditoria em relação: a) à adequação do desempenho operacional e da situação econômico-financeira; b) à adequação e aderência das políticas institucionais; Carlos Roberto Aula 08 BACEN (Analista - Área 2 - Economia e Finanças) Contabilidade de Instituições Financeiras Padrão COSIF - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br ASADDASDAS53S 36 c) à formação, à capacitação e à remuneração compatíveis com as atribuições e cargos; e d) ao atendimento das normas legais e regulamentares, inclusive no que se refere: I - à adequação dos limites operacionais e dos requerimentos de capital; II - às regras e práticas de governança e controles internos; III - à adequação da gestão de riscos e de capital; IV - à prevenção da lavagem de dinheiro e do financiamento do terrorismo; V - ao crédito rural e ao Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) aplicáveis às instituições financeiras que operam no Sistema Nacional de Crédito Rural (SNCR); e VI - ao relacionamento com clientes e usuários de produtos e serviços financeiros. A atividade de auditoria cooperativa deve ter: a) frequência mínima anual ou em período inferior, caso requisitado pelo Banco Central do Brasil; e b) escopo definido levando em consideração as seguintes características da instituição objeto de auditoria cooperativa: I - segmento no qual está enquadrada, conforme regulamentação vigente; II - categoria a que pertence, conforme regulamentação vigente; III - filiação a sistemas cooperativos organizados, de dois ou três níveis; IV - complexidade das suas operações; V - avaliação preliminar de riscos; VI - adequação da situação econômico-financeira; VII - exposição da cooperativa a riscos decorrentes de suas operações com outras entidades, inclusive fundos exclusivos e fundos em que haja retenção substancial de riscos ou de benefícios; e VIII - resultados de auditorias anteriormente realizadas. O Banco Central do Brasil poderá, sem prejuízo deoutras medidas previstas na legislação e na regulamentação, exigir das entidades auditadas: a) realização de exames complementares pela executora do serviço de auditoria cooperativa; e b) revisão do trabalho executado. 5.1.1 - Objetivos da Auditoria Cooperativa Garantir Conformidade (compliance): verificar se a cooperativa está em conformidade com as leis e regulamentos aplicáveis, bem como com suas próprias políticas e procedimentos internos. Avaliar a Gestão Financeira: examinar a precisão dos registros financeiros da cooperativa e garantir que os relatórios financeiros reflitam adequadamente sua condição financeira. Identificar Riscos e Ineficiências: detectar áreas de risco potencial e sugerir medidas para melhorar a eficiência e a eficácia operacional. Carlos Roberto Aula 08 BACEN (Analista - Área 2 - Economia e Finanças) Contabilidade de Instituições Financeiras Padrão COSIF - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br ASADDASDAS53S 37 Fortalecer a Governança: avaliar a adequação das estruturas de governança e controle interno, ajudando a cooperativa a gerenciar melhor seus recursos e responsabilidades. 5.1.2 - Tipos de Auditorias em Cooperativas Auditoria Financeira: foca nos registros financeiros e nas demonstrações financeiras da cooperativa, procurando assegurar a precisão e a conformidade com os princípios contábeis geralmente aceitos. Auditoria Operacional: avalia a eficácia e a eficiência das operações da cooperativa, incluindo a administração dos recursos. Auditoria de Conformidade: verifica a adesão da cooperativa a leis, regulamentos e políticas internas. Auditoria de Governança: examina as práticas de governança para garantir que a cooperativa esteja sendo gerida de forma ética e responsável. 5.1.3 - Processo de Auditoria Planejamento: define-se o escopo, os objetivos e o cronograma da auditoria. Execução: realizam-se entrevistas, revisões de documentos e observações para coletar evidências. Relatório: prepara-se um relatório detalhado que inclui as descobertas, as conclusões e as recomendações da auditoria. Acompanhamento: monitora-se a implementação das recomendações para garantir melhorias contínuas. 5.1-4 - Importância da Auditoria para Cooperativas Transparência e Credibilidade: fortalece a transparência e aumenta a credibilidade da cooperativa perante seus membros e outras partes interessadas. Melhoria Contínua: as recomendações de auditoria ajudam a cooperativa a aprimorar suas práticas e operações. Conformidade e Prevenção de Fraudes: ajuda a identificar e prevenir possíveis fraudes e irregularidades. Em muitos países, especialmente aqueles com um setor cooperativo bem desenvolvido, existem entidades específicas, como as Entidades de Auditoria Cooperativa (EACs), que se especializam na auditoria de cooperativas. Essas entidades possuem expertise específica para lidar com as particularidades das cooperativas, desde sua estrutura organizacional até as práticas de governança e financiamento cooperativo. Meus amigos, chagamos ao final de mais uma aula. Como se trata de uma aula com muitos conceitos, não deixem de ler a literalidade das normas do Cosif que disponibilizei ao final deste material, ok? Agora vamos resolver alguns exercícios para aprimorar os conhecimentos hoje adquiridos. Bons estudos e até a próxima aula!!! Carlos Roberto Aula 08 BACEN (Analista - Área 2 - Economia e Finanças) Contabilidade de Instituições Financeiras Padrão COSIF - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br ASADDASDAS53S 38 1 - (TJ-ES/técnico de Contabilidade/CESPE) O patrimônio líquido tanto pode apresentar saldo credor quanto devedor. ( ) Certo ( ) Errado Comentário: a situação líquida negativa (Ativo – Passivo < 0), também chamada de passivo a descoberto, indica que os componentes do ativo não são suficientes para cobrir as obrigações. Na prática, costumamos dizer que a instituição está com o patrimônio “virado”. Uma instituição financeira com o patrimônio virado provavelmente será liquidada7 pelo Banco central. Gabarito: CERTO 2 – (TRT – 6ª/Analista/FCC) A conta do capital social discriminará o montante subscrito e, por dedução, a parcela ainda não realizada. ( ) Certo ( ) Errado Comentário: o montante do capital subscrito é evidenciado pela rubrica contábil 6.1.1.10.00-1 CAPITAL, e a parcela não realizada pela 6.1.1.50.00-9 CAPITAL A REALIZAR. Gabarito: CERTO 3 – (SESA-ES/Contador/CESPE) Todas as contas de reservas de capital devem ser constituídas ou aumentadas com contrapartidas em contas de resultado. ( ) Certo ( ) Errado Comentário: estejam atentos, pessoal! As contrapartidas da conta Reservas de Capital não transitam pelo resultado. Gabarito: ERRADO 7 Na disciplina de Supervisão de Instituições Financeiras, você verá os Regimes Especiais utilizados pelo Banco Central do Brasil para saneamento do Sistema Financeiro Nacional. São eles: Administração Especial Temporária – RAET, Intervenção e Liquidação. Carlos Roberto Aula 08 BACEN (Analista - Área 2 - Economia e Finanças) Contabilidade de Instituições Financeiras Padrão COSIF - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br ASADDASDAS53S 39 4 – (Questão do Professor) Segundo o Cosif, para fins de constituição de reservas de reavaliação, apenas os ativos permanentes imobilizados próprios para uso nas atividades fins da instituição são passíveis de reavaliação. ( ) Certo ( ) Errado Comentário: a regra é clara, pessoal. Segundo o Cosif: “Fica vedada às instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil a realização de reavaliação de ativos de uso próprio e a constituição das respectivas reservas de reavaliação.” Vejam que não há exceção! Gabarito: ERRADO 5 – (Prefeitura de Vitória/Auditor Fiscal do Tesouro Municipal /CESPE) Considere que, após a apuração do resultado do exercício e antes da constituição das reservas, o patrimônio líquido de uma companhia fosse composto como a seguir. Capital social . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . R$ 5.000.000,00 Reserva legal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . R$ 1.000.000,00 Outras reservas de lucros . . . . . . . . . . . . . . R$ 500.000,00 Nessa situação, e sabendo-se que o lucro líquido do exercício foi de R$ 2.000.000,00, é correto concluir que a empresa poderá destinar R$ 100.000,00 à reserva legal. ( ) Certo ( ) Errado Comentário: se a questão falar em constituição de reserva legal, temos de considerar os limites obrigatórios e facultativos. Lembram-se deles? Pois bem! Percebam que a reserva legal já atingiu o limite obrigatório de 20% do capital social (20% de R$ 5.000.000,00 = R$ 1.000.000,00). Nessa situação, a instituição não poderá destinar parcela do lucro líquido para constituição de reserva legal. Gabarito: ERRADO Limite Obrigatório: Reserva Legal ≤ 20% do Capital Social Limite Facultativo: Reserva Legal + Reservas de Capital ≤ 30% do Capital Social Carlos Roberto Aula 08 BACEN (Analista - Área 2 - Economia e Finanças) Contabilidade de Instituições Financeiras Padrão COSIF - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br ASADDASDAS53S 40 6 - (SESA-ES/Contador/CESPE) A conta de reserva legal e a conta provisão para contingências devem ser classificadas no mesmo grupo de contas patrimoniais. ( ) Certo ( ) Errado Comentário: pegadinha maldosa da banca. A rubrica contábil 4.9.8.80.80-3 PROVISÃO PARA CONTINGÊNCIA pertence ao Passivo, enquanto a rubrica contábil 6.1.5.30.00-7 RESERVA PARA CONTINGÊNCIAS é conta do Patrimônio Líquido. Não confunda! Gabarito: ERRADO 7 – (TRE-ES/Técnico em Contabilidade/CESPE) Uma empresa, após ter apurado lucro de R$ 100.000,00, destinou um terço desse valor para contingências futuras. Nessa situação, a empresa contabilizará, no mesmo exercício, R$ 30.000,00 a crédito de uma conta de provisão paracontingências. ( ) Certo ( ) Errado Comentário: cuidado para não confundirem Reserva para Contingência (Patrimônio Líquido) com Provisão para Contingência (Passivo), pois são duas coisas distintas. Como diria um grande professor meu: “se fosse a mesma coisa não teria dois nomes”. Nesse caso, trata-se de hipótese de Reserva para Contingência, e não de Provisão como afirmou a questão. Gabarito: ERRADO 8 – (TRANSPETRO/Técnico em Contabilidade/CESGRANRIO) As contribuições denominadas reservas de capital NÃO: a) São transferidas para o capital; b) Registram ágio na emissão de ações; c) Transitam pelos resultados; d) Absorvem prejuízos; e) Resgatam partes beneficiárias. Comentário: as reservas de capital são constituídas com valores recebidos pela instituição e que não transitam pelo resultado como receitas ou ganhos, ou seja, não foram recebidas por meio de sua atividade-fim. Essas reservas são formadas pela contribuição por meio da subscrição de valores mobiliários da própria instituição, enquanto tais valores não forem destinados a integrar o capital social. Gabarito: LETRA C Carlos Roberto Aula 08 BACEN (Analista - Área 2 - Economia e Finanças) Contabilidade de Instituições Financeiras Padrão COSIF - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br ASADDASDAS53S 41 9 – (PETROBRÁS/Técnico em Contabilidade/CESGRANRIO) O objetivo da constituição da Reserva de Lucros a Realizar, previsto na Lei nº 6.404/74, com as alterações inseridas pela Lei nº 11.638/2007, é: a) dar cobertura a perdas ou despesas cujo fato gerador já ocorreu, sem que tenha havido ainda o correspondente desembolso ou perda, havendo necessidade de efetuar o registro em função do regime de competência; b) dar cobertura a perdas ou prejuízos potenciais não repetitivos, ainda não incorridos, mediante segregação de parcelas dos lucros, que seriam distribuídas como dividendos; c) permitir a proteção ao credor segregando parcelas dos lucros, que seriam distribuídos em forma de dividendos, quando há incerteza sobre a realização de créditos a receber ainda não incorridos. d) permitir o resgate de partes beneficiárias registradas na reserva de capitais, desde que as reservas de lucros constituídas no exercício sejam inferiores ao valor das partes beneficiárias vincendas no exercício. e) não distribuir dividendos obrigatórios sobre a parcela de lucros ainda não realizada financeiramente pela companhia, quando tais dividendos excederem a parcela financeiramente realizada do lucro líquido do exercício. Comentário: conforme visto nesta aula, o objetivo de constituir essa reserva é não distribuir dividendos obrigatórios sobre a parcela de lucros ainda não realizada financeiramente (apesar de contábil e economicamente realizada) pela instituição, quando esses dividendos excederem a parcela financeiramente realizada do lucro líquido do exercício. Gabarito: LETRA E 10 – (PETROBRÁS/Técnico em Contabilidade/CESGRANRIO) O art. 193 da Lei no 6.404/1976 trata da Reserva Legal e delimita que: o Limite Obrigatório ocorre quando o saldo da conta atingir 20% do valor do Capital Social. O Limite Facultativo ocorre quando o saldo da conta, antes da constituição referente ao exercício em curso, somado ao montante das reservas de capital, atingir 30% do Capital Social. No que diz respeito à reserva legal, atendem plenamente à legislação societária as afirmativas abaixo, EXCETO: a) Quando nenhum dos dois limites for atingido, a empresa será obrigada a constituir a reserva; b) Se o limite obrigatório for atingido antes de calculado o valor da reserva legal do exercício, a empresa não poderá constituir a reserva; c) Se o limite obrigatório for atingido no processo de constituição da reserva, a empresa não poderá constituí-la em valor superior a 20% do Capital Social; d) Se o limite obrigatório não for atingido, mas o facultativo sim, a empresa poderá decidir por constituir ou não a reserva; e) Se o limite obrigatório não for atingido, mas o facultativo sim, a empresa não poderá constituir a reserva. Carlos Roberto Aula 08 BACEN (Analista - Área 2 - Economia e Finanças) Contabilidade de Instituições Financeiras Padrão COSIF - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br ASADDASDAS53S 42 Comentário: a única alternativa errada é a letra “e”. Se o limite obrigatório não for atingido, mas o facultativo sim, a empresa poderá constituir a reserva até atingir o limite obrigatório. O simples atingimento do limite facultativo não proíbe a instituição de constituir nova reserva legal. Gabarito: LETRA E 11 – (Questão do Professor) Uma instituição financeira decidiu alienar 10.000 ações, adquiridas por R$ 10,00. O valor pago pelos subscritores foi de R$ 11,00 para cada ação. Considerando exclusivamente os dados apresentados, o lançamento contábil, em reais, de acordo com a legislação vigente, a ser feito é: a) D:Caixa (Ativo Circulante)_________________110.000,00 C:Ações em Tesouraria (Patrimônio Líquido)__110.000,00; b) D:Caixa (Ativo Circulante)_____________________110.000,00 C:Ações em Tesouraria (Patrimônio Líquido)______100.000,00 C:Outras Reservas de Capital (Patrimônio Líquido)_10.000,00; c) D:Caixa (Ativo Circulante)________________________110.000,00 C: Ações em Tesouraria (Patrimônio Líquido)_________100.000,00 C:Reserva de Lucros–Ágio de Ações (Patrimônio Líquido)_10.000,00; d) D:Caixa (Ativo Circulante)_________________________110.000,00 C: Ações em Tesouraria (Patrimônio Líquido)__________100.000,00 C:Ajustes de Avaliação Patrimonial (Patrimônio Líquido)__10.000,00; e) D:Caixa (Ativo Circulante)_________________110.000,00 C: Ações em Tesouraria (Patrimônio Líquido)__________100.000,00 C:Receitas Financeiras (Receita Operacional)___________10.000,00 Comentário: vamos revisar o que vimos na aula? O lucro apurado na venda das ações em tesouraria contabiliza-se em OUTRAS RESERVAS DE CAPITAL. Ocorrendo prejuízo, este se registra nessa mesma conta, até o limite do saldo originário de lucros em eventuais vendas de lotes anteriores, e o excesso, a débito da própria conta de reserva que deu origem aos recursos para aquisição das ações. Carlos Roberto Aula 08 BACEN (Analista - Área 2 - Economia e Finanças) Contabilidade de Instituições Financeiras Padrão COSIF - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br ASADDASDAS53S 43 À medida que as ações em tesouraria forem alienadas, tal operação gerará resultados positivos ou negativos e não devem integrar o resultado da empresa. Sendo assim, teríamos o seguinte lançamento contábil: Natureza Código/Conta Título Contábil Valor D 1.1.1.00.00-9 Caixa R$ 110.000,00 C 6.1.9.00.00-8 Ações em Tesouraria R$ 100.000,00 C 6.1.3.99.00-4 Outras Reservas de Capital R$ 10.000,00 Gabarito: LETRA B 12 – (PETROBRÁS/Técnico em Contabilidade/CESGRANRIO) As reservas estatutárias são constituídas, por determinação do estatuto de uma companhia, para a destinação de uma parcela dos lucros do exercício. Para cada reserva estatutária, a empresa terá de estabelecer os seguintes critérios em seu estatuto: a) definir sua finalidade de modo preciso e completo; fixar os critérios para determinar a parcela anual do lucro líquido a ser utilizada; e estabelecer seu limite máximo; b) definir a parcela dos prejuízos a serem absorvidos; evidenciar as contas que serão utilizadas para efetivar as reservas; e segregar os valores que serão aplicados em reservas dos dividendos propostos; c) definir a finalidade de cada reserva; evidenciar as parcelas de lucros a serem absorvidas; estabelecer seu limite máximo; e determinar a forma de reversão; d) definir as parcelas de lucros a serem absorvidas; fixar os limites de utilização; e estabelecer a forma de reversão; e) determinar os critérios para o estabelecimento das reservas; avaliar os resultados do exercício que devemser absorvidos; fixar os limites de utilização; e estabelecer a forma de reversão. Comentário: segundo o Cosif, as reservas estatutárias devem estar previstas no Estatuto e ser constituídas pela destinação de uma parcela dos lucros do período, observando-se que: a) para cada reserva da espécie, devem ser definidos no Estatuto: I - de modo preciso e completo, a sua finalidade; II - os critérios para determinar a parcela do lucro líquido do período destinada à sua constituição; III - o limite máximo da reserva; b) as reservas estatutárias são utilizadas: I - nas finalidades previstas; Carlos Roberto Aula 08 BACEN (Analista - Área 2 - Economia e Finanças) Contabilidade de Instituições Financeiras Padrão COSIF - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br ASADDASDAS53S 44 II - para compensar prejuízos, quando esgotados os lucros acumulados; III - para aumentar o capital social. Gabarito: LETRA A 13 – (Questão do Professor) Os saldos para as reservas de contingências, de incentivos fiscais e de lucros a realizar poderão ultrapassar o capital social. ( ) Certo ( ) Errado Comentário: o saldo das reservas de lucros, exceto as para contingências, de incentivos fiscais e de lucros a realizar, não poderá ultrapassar o capital social. Por conseguinte, os saldos para as reservas de contingências, de incentivos fiscais e de lucros a realizar poderão ultrapassar o capital social. Gabarito: CERTO 14 (BACEN/ANALISTA/ESAF) - No balancete de 31 de outubro de 2000, o Banco Bom S/A apresentava a conta Ações em Tesouraria com saldo devedor de R$115.000,00, constituído pelo custo de aquisição de suas próprias ações, adquiridas em operação realizada no dia 5 do mesmo mês. No mesmo dia 31 de outubro o Banco conseguiu vender metade dessas ações, a vista, por R$72.000,00. Segundo as regras do Cosif, o lucro obtido na transação deve ser registrado a crédito de: a) Reservas de Lucro b) Outras Reservas de Capital c) Capital Social d) Receitas Não-Operacionais e) Ações em Tesouraria. Comentário: depois da nossa aula, essa foi moleza. Conforme falamos, o lucro apurado na venda das ações em tesouraria contabiliza-se em OUTRAS RESERVAS DE CAPITAL. Ocorrendo prejuízo, este se registra nessa mesma conta, até o limite do saldo originário de lucros em eventuais vendas de lotes anteriores, e o excesso, a débito da própria conta de reserva que deu origem aos recursos para aquisição das ações. Mesmo que a questão não tenha pedido, vamos verificar o lançamento: O banco tinha R$ 115.000,00 de ações em tesouraria; A metade dessas ações corresponde a R$ 57.500,00; O valor da venda dessa metade foi de R$ 72.000,00; Logo, o lucro foi de R$ 14.500,00. Carlos Roberto Aula 08 BACEN (Analista - Área 2 - Economia e Finanças) Contabilidade de Instituições Financeiras Padrão COSIF - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br ASADDASDAS53S 45 Sendo assim, teríamos o seguinte lançamento contábil: Natureza Código/Conta Título Contábil Valor D 1.1.1.00.00-9 Caixa R$ 72.000,00 C 6.1.9.00.00-8 Ações em Tesouraria R$ 57.500,00 C 6.1.3.99.00-4 Outras Reservas de Capital R$ 14.500,00 Gabarito: LETRA B 15 – (Questão do Professor) O principal objetivo das demonstrações financeiras preconizadas no Cosif é fornecer informações que representam uma síntese de normas e procedimentos contábeis para garantir uniformidade na obtenção e divulgação de informações econômico-financeiras atualizadas. ( ) Certo ( ) Errado Comentário: a questão define bem o objetivo das demonstrações financeiras. Gabarito: CERTO 16 – (Questão do Professor) Instituições financeiras com patrimônio líquido inferior a R$2.000.000,00 estão dispensadas da elaboração e divulgação da Demonstração dos Fluxos de Caixa. ( ) Certo ( ) Errado Comentário: Instituições financeiras com patrimônio líquido inferior a R$2.000.000,00 na data-base de 31 de dezembro estão dispensadas da elaboração e divulgação da Demonstração dos Fluxos de Caixa. Gabarito: CERTO 17 – (Questão do Professor) Todas as instituições financeiras, independentemente do seu tamanho, devem preparar demonstrações financeiras anuais consolidadas adotando o padrão contábil internacional. ( ) Certo ( ) Errado Comentário: Apenas as instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil registradas como companhia aberta ou líderes de conglomerado prudencial enquadrado nos Segmentos S1, S2 ou S3 devem elaborar demonstrações financeiras anuais consolidadas adotando o padrão contábil internacional. Carlos Roberto Aula 08 BACEN (Analista - Área 2 - Economia e Finanças) Contabilidade de Instituições Financeiras Padrão COSIF - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br ASADDASDAS53S 46 Gabarito: ERRADO 18 – (Questão do Professor) A instituição que divulgar novamente suas demonstrações financeiras com alterações deve informar apenas em notas explicativas os motivos para essa nova divulgação. ( ) Certo ( ) Errado Comentário: o motivo das alterações em demonstrações financeiras devem ser divulgadas em notas explicativas. Gabarito: CERTO 19 – (Questão do Professor) A técnica de consolidação operacional em um conglomerado prudencial representa várias instituições como uma única entidade para apurar informações contábeis. ( ) Certo ( ) Errado Comentário: a consolidação operacional é usada para tratar informações contábeis de múltiplas instituições como se fosse apenas uma. Certíssimo! Gabarito: CERTO 20 – (Questão do Professor) Um conglomerado prudencial pode incluir tanto entidades financeiras quanto não financeiras. ( ) Certo ( ) Errado Comentário: Um conglomerado prudencial inclui tanto entidades financeiras quanto não financeiras, diferenciando-se do conglomerado financeiro que inclui apenas as financeiras. Gabarito: ERRADO 21 – (Questão do Professor) A CVM tem a autoridade de redefinir a instituição líder de um conglomerado prudencial se considerar que a definição anterior foi inadequada. ( ) Certo ( ) Errado Comentário: O Banco Central tem a autoridade de redefinir a instituição líder de um conglomerado prudencial se considerar que a definição anterior foi inadequada. Gabarito: ERRADO Carlos Roberto Aula 08 BACEN (Analista - Área 2 - Economia e Finanças) Contabilidade de Instituições Financeiras Padrão COSIF - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br ASADDASDAS53S 47 1 - (TJ-ES/técnico de Contabilidade/CESPE) O patrimônio líquido tanto pode apresentar saldo credor quanto devedor. ( ) Certo ( ) Errado 2 – (TRT – 6ª/Analista/FCC) A conta do capital social discriminará o montante subscrito e, por dedução, a parcela ainda não realizada. ( ) Certo ( ) Errado 3 – (SESA-ES/Contador/CESPE) Todas as contas de reservas de capital devem ser constituídas ou aumentadas com contrapartidas em contas de resultado. ( ) Certo ( ) Errado 4 – (Questão do Professor) Segundo o Cosif, para fins de constituição de reservas de reavaliação, apenas os ativos permanentes imobilizados próprios para uso nas atividades fins da instituição são passíveis de reavaliação. ( ) Certo ( ) Errado 5 – (Prefeitura de Vitória/Auditor Fiscal do Tesouro Municipal /CESPE) Considere que, após a apuração do resultado do exercício e antes da constituição das reservas, o patrimônio líquido de uma companhia fosse composto como a seguir. Capital social . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . R$ 5.000.000,00 Reserva legal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . R$ 1.000.000,00 Outras reservas de lucros . . . . . . . . . . . . . . R$ 500.000,00 Nessa situação, e sabendo-se que o lucro líquido do exercício foi de R$ 2.000.000,00, é correto concluir que a empresa poderá destinar R$ 100.000,00 à reserva legal. ( ) Certo ( ) Errado Carlos Roberto Aula 08 BACEN (Analista - Área2 - Economia e Finanças) Contabilidade de Instituições Financeiras Padrão COSIF - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br ASADDASDAS53S 48 6 - (SESA-ES/Contador/CESPE) A conta de reserva legal e a conta provisão para contingências devem ser classificadas no mesmo grupo de contas patrimoniais. ( ) Certo ( ) Errado 7 – (TRE-ES/Técnico em Contabilidade/CESPE) Uma empresa, após ter apurado lucro de R$ 100.000,00, destinou um terço desse valor para contingências futuras. Nessa situação, a empresa contabilizará, no mesmo exercício, R$ 30.000,00 a crédito de uma conta de provisão para contingências. ( ) Certo ( ) Errado 8 – (TRANSPETRO/Técnico em Contabilidade/CESGRANRIO) As contribuições denominadas reservas de capital NÃO: a) São transferidas para o capital; b) Registram ágio na emissão de ações; c) Transitam pelos resultados; d) Absorvem prejuízos; e) Resgatam partes beneficiárias. 9 – (PETROBRÁS/Técnico em Contabilidade/CESGRANRIO) O objetivo da constituição da Reserva de Lucros a Realizar, previsto na Lei nº 6.404/74, com as alterações inseridas pela Lei nº 11.638/2007, é: a) dar cobertura a perdas ou despesas cujo fato gerador já ocorreu, sem que tenha havido ainda o correspondente desembolso ou perda, havendo necessidade de efetuar o registro em função do regime de competência; b) dar cobertura a perdas ou prejuízos potenciais não repetitivos, ainda não incorridos, mediante segregação de parcelas dos lucros, que seriam distribuídas como dividendos; c) permitir a proteção ao credor segregando parcelas dos lucros, que seriam distribuídos em forma de dividendos, quando há incerteza sobre a realização de créditos a receber ainda não incorridos. d) permitir o resgate de partes beneficiárias registradas na reserva de capitais, desde que as reservas de lucros constituídas no exercício sejam inferiores ao valor das partes beneficiárias vincendas no exercício. Carlos Roberto Aula 08 BACEN (Analista - Área 2 - Economia e Finanças) Contabilidade de Instituições Financeiras Padrão COSIF - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br ASADDASDAS53S 49 e) não distribuir dividendos obrigatórios sobre a parcela de lucros ainda não realizada financeiramente pela companhia, quando tais dividendos excederem a parcela financeiramente realizada do lucro líquido do exercício. 10 – (PETROBRÁS/Técnico em Contabilidade/CESGRANRIO) O art. 193 da Lei no 6.404/1976 trata da Reserva Legal e delimita que: o Limite Obrigatório ocorre quando o saldo da conta atingir 20% do valor do Capital Social. O Limite Facultativo ocorre quando o saldo da conta, antes da constituição referente ao exercício em curso, somado ao montante das reservas de capital, atingir 30% do Capital Social. No que diz respeito à reserva legal, atendem plenamente à legislação societária as afirmativas abaixo, EXCETO: a) Quando nenhum dos dois limites for atingido, a empresa será obrigada a constituir a reserva; b) Se o limite obrigatório for atingido antes de calculado o valor da reserva legal do exercício, a empresa não poderá constituir a reserva; c) Se o limite obrigatório for atingido no processo de constituição da reserva, a empresa não poderá constituí-la em valor superior a 20% do Capital Social; d) Se o limite obrigatório não for atingido, mas o facultativo sim, a empresa poderá decidir por constituir ou não a reserva; e) Se o limite obrigatório não for atingido, mas o facultativo sim, a empresa não poderá constituir a reserva. 11 – (Questão do Professor) Uma instituição financeira decidiu alienar 10.000 ações, adquiridas por R$ 10,00. O valor pago pelos subscritores foi de R$ 11,00 para cada ação. Considerando exclusivamente os dados apresentados, o lançamento contábil, em reais, de acordo com a legislação vigente, a ser feito é: a) D:Caixa (Ativo Circulante)_________________110.000,00 C:Ações em Tesouraria (Patrimônio Líquido)__110.000,00; b) D:Caixa (Ativo Circulante)_____________________110.000,00 C:Ações em Tesouraria (Patrimônio Líquido)______100.000,00 C:Outras Reservas de Capital (Patrimônio Líquido)_10.000,00; c) D:Caixa (Ativo Circulante)________________________110.000,00 C: Ações em Tesouraria (Patrimônio Líquido)_________100.000,00 C:Reserva de Lucros–Ágio de Ações (Patrimônio Líquido)_10.000,00; Carlos Roberto Aula 08 BACEN (Analista - Área 2 - Economia e Finanças) Contabilidade de Instituições Financeiras Padrão COSIF - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br ASADDASDAS53S 50 d) D:Caixa (Ativo Circulante)_________________________110.000,00 C: Ações em Tesouraria (Patrimônio Líquido)__________100.000,00 C:Ajustes de Avaliação Patrimonial (Patrimônio Líquido)__10.000,00; e) D:Caixa (Ativo Circulante)_________________110.000,00 C: Ações em Tesouraria (Patrimônio Líquido)__________100.000,00 C:Receitas Financeiras (Receita Operacional)___________10.000,00 12 – (PETROBRÁS/Técnico em Contabilidade/CESGRANRIO) As reservas estatutárias são constituídas, por determinação do estatuto de uma companhia, para a destinação de uma parcela dos lucros do exercício. Para cada reserva estatutária, a empresa terá de estabelecer os seguintes critérios em seu estatuto: a) definir sua finalidade de modo preciso e completo; fixar os critérios para determinar a parcela anual do lucro líquido a ser utilizada; e estabelecer seu limite máximo; b) definir a parcela dos prejuízos a serem absorvidos; evidenciar as contas que serão utilizadas para efetivar as reservas; e segregar os valores que serão aplicados em reservas dos dividendos propostos; c) definir a finalidade de cada reserva; evidenciar as parcelas de lucros a serem absorvidas; estabelecer seu limite máximo; e determinar a forma de reversão; d) definir as parcelas de lucros a serem absorvidas; fixar os limites de utilização; e estabelecer a forma de reversão; e) determinar os critérios para o estabelecimento das reservas; avaliar os resultados do exercício que devem ser absorvidos; fixar os limites de utilização; e estabelecer a forma de reversão. 13 – (Questão do Professor) Os saldos para as reservas de contingências, de incentivos fiscais e de lucros a realizar poderão ultrapassar o capital social. ( ) Certo ( ) Errado 14 (BACEN/ANALISTA/ESAF) - No balancete de 31 de outubro de 2000, o Banco Bom S/A apresentava a conta Ações em Tesouraria com saldo devedor de R$115.000,00, constituído pelo custo de aquisição de suas próprias ações, adquiridas em operação realizada no dia 5 do mesmo mês. Carlos Roberto Aula 08 BACEN (Analista - Área 2 - Economia e Finanças) Contabilidade de Instituições Financeiras Padrão COSIF - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br ASADDASDAS53S 51 No mesmo dia 31 de outubro o Banco conseguiu vender metade dessas ações, a vista, por R$72.000,00. Segundo as regras do Cosif, o lucro obtido na transação deve ser registrado a crédito de: a) Reservas de Lucro b) Outras Reservas de Capital c) Capital Social d) Receitas Não-Operacionais e) Ações em Tesouraria. 15 – (Questão do Professor) O principal objetivo das demonstrações financeiras preconizadas no Cosif é fornecer informações que representam uma síntese de normas e procedimentos contábeis para garantir uniformidade na obtenção e divulgação de informações econômico-financeiras atualizadas. ( ) Certo ( ) Errado 16 – (Questão do Professor) Instituições financeiras com patrimônio líquido inferior a R$2.000.000,00 estão dispensadas da elaboração e divulgação da Demonstração dos Fluxos de Caixa. ( ) Certo ( ) Errado 17 – (Questão do Professor) Todas as instituições financeiras, independentemente do seu tamanho, devem preparar demonstrações financeiras anuais consolidadas adotando o padrão contábil internacional. ( ) Certo ( ) Errado 18 – (Questão do Professor) Ainstituição que divulgar novamente suas demonstrações financeiras com alterações deve informar apenas em notas explicativas os motivos para essa nova divulgação. ( ) Certo ( ) Errado Carlos Roberto Aula 08 BACEN (Analista - Área 2 - Economia e Finanças) Contabilidade de Instituições Financeiras Padrão COSIF - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br ASADDASDAS53S 52 19 – (Questão do Professor) A técnica de consolidação operacional em um conglomerado prudencial representa várias instituições como uma única entidade para apurar informações contábeis. ( ) Certo ( ) Errado 20 – (Questão do Professor) Um conglomerado prudencial pode incluir tanto entidades financeiras quanto não financeiras. ( ) Certo ( ) Errado 21 – (Questão do Professor) A CVM tem a autoridade de redefinir a instituição líder de um conglomerado prudencial se considerar que a definição anterior foi inadequada. ( ) Certo ( ) Errado Carlos Roberto Aula 08 BACEN (Analista - Área 2 - Economia e Finanças) Contabilidade de Instituições Financeiras Padrão COSIF - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br ASADDASDAS53S 53 1 CERTO 2 CERTO 3 ERRADO 4 ERRADO 5 ERRADO 6 ERRADO 7 ERRADO 8 C 9 E 10 E 11 B 12 A 13 CERTO 14 B 15 CERTO 16 CERTO 17 ERRADO 18 CERTO 19 CERTO 20 ERRADO 21 ERRADO Carlos Roberto Aula 08 BACEN (Analista - Área 2 - Economia e Finanças) Contabilidade de Instituições Financeiras Padrão COSIF - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br