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TEMA IV – GESTÃO DAS FINANÇAS PESSOAIS 1 CURSO PREPARATÓRIO CERTIFICAÇÃO PARA CORRESPONDENTE BANCÁRIO EM AGRONEGÓCIO ELABORAÇÃO: Febracon Faculdade Innovare Versão: 2017.01.001 GESTÃO DAS FINANÇAS PESSOAIS TEMA IV – GESTÃO DAS FINANÇAS PESSOAIS 2 TODOS OS DIREITOS SÃO RESERVADOS – É PROIBIDA A REPRODUÇÃO TOTAL OU PARCIAL, DE QUALQUER FORMA OU POR QUALQUER MEIO. A VIOLAÇÃO DOS DIREITOS DO AUTOR (LEI Nº 9.610/98) É CRIME ESTABELECIDO PELO ARTIGO 184 DO CÓDIGO PENAL. SÃO PAULO, 2017 TEMA IV – GESTÃO DAS FINANÇAS PESSOAIS 3 Sumário 1. ................................................... Administração Financeira - 5 2. ................................................... Finanças Pessoais - 6 3. ................................................... Definindo Objetivos - 8 4. ................................................... Orçamento - 9 5. ................................................... Fonte de Recursos - 10 6. ................................................... Opções de Aplicação de Recursos - 11 7. ................................................... Variáveis do Investimento - 11 8. ................................................... Exercícios - 13 9. ................................................... Referências - 16 TEMA IV – GESTÃO DAS FINANÇAS PESSOAIS 4 Objetivos do Curso Ao final deste curso, o aluno terá desenvolvido habilidades e competências para conhecer a Gestão das Finanças Pessoais. Introdução Para o progresso na vida de uma pessoa, a gestão das finanças pessoais é de suma importância. Nessa apostila, abordaremos aspectos teóricos e práticos ligados a finanças pessoais. Essas informações serão úteis, pois fornecerão ferramentas para a tomada de decisão e dicas para manter o equilíbrio do orçamento. TEMA IV – GESTÃO DAS FINANÇAS PESSOAIS 5 1. Administração Financeira utilização do estudo quanto às finanças não é exclusivo das empresas. A administração financeira abrange tanto a administração de negócios, quanto a administração dos recursos pessoais. As áreas de atuação em finanças podem ser melhor percebidas ao se analisar as oportunidades profissionais, geralmente, em duas categorias: Serviços financeiros; Administração financeira. Serviços financeiros diz respeito à prestação de assessoria relativa aos produtos financeiros. Nesta área encontram-se oportunidades de carreira em bancos, seguradoras, fundos de investimento etc. Administração financeira, por sua vez, engloba as obrigações do administrador financeiro nas empresas. Via de regra, grande parte das decisões no mundo dos negócios são adotadas a partir dos termos financeiros. Assim, o estudo da administração financeira, conceitos, técnicas e práticas de finanças estão cada vez mais presentes no cotidiano dos administradores financeiros, que são os responsáveis por analisar oportunidades de investimento, captar recursos para financiar os investimentos, criar planejamentos financeiros a curto, médio e longo prazo. Assim como em uma empresa, as pessoas e as famílias também deveriam se servir de um administrador financeiro. O administrador de finanças pessoais, também conhecido como consultor financeiro, deve possuir habilidades para oferecer soluções em planejamento financeiro e aconselhamento pessoal de investimentos. O controle das finanças é um exercício que demanda disciplina e persistência, principalmente no início, posteriormente esta prática se torna uma rotina agradável à medida que os resultados passam a ser verificados. Contudo, mesmo após alcançar resultados e equilíbrio razoável nas contas pessoais, a rotina do controle financeiro não deverá ser abandonada. A TEMA IV – GESTÃO DAS FINANÇAS PESSOAIS 6 2. Finanças Pessoais ontrolar as finanças, para a grande maioria das pessoas, é um grande desafio. A gestão das próprias finanças deveria ser exercida por todos, mas, infelizmente, nem todos a realizam de forma criteriosa. É comum ver as pessoas controlarem suas finanças, quanto aos custos e gastos, somente pelo acompanhamento do saldo dos recursos disponíveis, ou seja, pela simples execução das operações de adição e subtração. Contudo, controlar as finanças somente pelo saldo é insuficiente para fazer análises, planos, ajustes e assim melhorar o seu desempenho financeiro pessoal. As pessoas se comportam de várias formas em relação ao controle financeiro. No geral, quem faz um controle apurado das suas contas possui uma boa condição financeira, evidentemente melhor se comparado a quem não o faz. Por outro lado, quem faz um controle simplista, ou não realiza nenhum controle, assume uma condição financeira ruim ou péssima. Para operacionalizar a administração financeira, tanto pessoal como familiar, sugere-se que seja usada uma planilha em Excel para a gestão sistemática das atividades e informações financeiras. Inicialmente deve ser elaborado um plano de contas, ou seja, deve-se classificar as principais fontes de recursos que serão somados ao saldo, bem como as despesas que serão subtraídas. Nos lançamentos das entradas devem ser considerados, ao menos, os valores relativos a salário, empréstimos e outras eventuais formas de receitas. Quanto às saídas, devem ser computados todos os lançamentos classificados como despesas ou gastos com: Alimentação; Cuidados Pessoais; Despesas Financeiras; Educação; Habitação; Lazer; Informação; Pagamento de Empréstimo; Saúde; Transporte; Vestuário. C TEMA IV – GESTÃO DAS FINANÇAS PESSOAIS 7 Após a definição do plano de contas, cada conta deve ter registrado os lançamentos das movimentações, tanto de entrada quanto de saída do caixa quando estas ocorrerem, a exemplo de despesas com: Dentista; Medicamentos; Médico; Plano de Saúde; Seguros etc. Que devem ser lançadas na conta “Saúde”. A planilha deve ter colunas para diferentes informações sobre cada conta e respectivas despesas ou receitas, que evidenciem: a data que a conta foi lançada; o tipo de conta; os detalhes e informações da conta; se a conta é uma receita (entrada) ou uma despesa (saída); a data de vencimento; a data de pagamento; o valor da conta; o cálculo automático do saldo previsto (que considera as datas de vencimento); o cálculo automático do saldo realizado (que considera as datas de pagamento). Além do lançamento sistemático das contas, bem como o monitoramento contínuo dos saldos, é muito importante ter apresentações gráficas que demonstrem a evolução das contas ao longo do tempo, de forma a possibilitar melhorias no desempenho financeiro possibilitado por análises, planos, ajustes etc. Apresentações gráficas permitem uma análise visual mais simples e rápida, podendo ser identificada tendências de queda ou aumento, o que pode indicar a ocorrência real de alguma anomalia que deve ser investigada e corrigida. TEMA IV – GESTÃO DAS FINANÇAS PESSOAIS 8 3. Definindo Objetivos ais importante do que apenas poupar certa quantia de recursos durante um período, ou por toda a vida, é determinar os objetivos pretendidos no curto, médio ou longo prazo. O propósito de guardar dinheiro, por si só, não deverá trazer felicidadee segurança financeira. Os objetivos a serem alcançados, no planejamento financeiro tornam-se metas, que desta forma contribui para que as pessoas possam analisar e avaliar as posições cotidianas de seus objetivos em seu planejamento financeiro. Dentre os mais variados objetivos destacam-se, certamente: o de se manter uma reserva financeira para emergências, de se seguir um plano de independência financeira ou, de levar uma vida financeira organizada e equilibrada. A reserva de emergência caracteriza- se como sendo um plano de curto prazo. Ter uma reserva financeira para imprevistos e emergências é importante, pois possibilita minimizar ou até mesmo evitar empréstimos com altas taxas de juros. O plano de independência financeira, de longo prazo, exige duas características especificas da pessoa que está disposta a concretizar este plano: disciplina e a persistência. Disciplina aqui compreendida como a capacidade que a pessoa tem em seguir o que foi determinado no plano, por exemplo, “investir 40% (quarenta por cento) de toda sua renda”. Para completar, a persistência materializada no acreditar que é possível manter-se firme em seu objetivo, e não se deixar desviar de seu propósito. Ao assumir tais posturas, as pessoas demonstram e se empenham em concentrar seus esforços para formar e manter um patrimônio, que pode se traduzir em planos que objetivam melhor qualidade de vida pessoal e familiar, por meio de resultados como: aquisição ou troca de uma moradia melhor; troca constante por veículo novo, viagens internas ao país ou ao exterior, entre outras. M TEMA IV – GESTÃO DAS FINANÇAS PESSOAIS 9 4. Orçamento espesas regulares também são de fácil identificação, como a conta de luz, do telefone e do condomínio, pois vêm em faturas. Já as despesas variáveis, do dia-a-dia, normalmente escapam ao controle. Isto dá início a uma reação em cadeia, com as pessoas gastando mais do que se ganha, entrando por isto, e muitas vezes, no cheque especial, ou utilizando o limite disponível do cartão de crédito para saques, contraindo consequentemente empréstimos pré- aprovados. O erro mais comum cometido pelas pessoas é exatamente não controlar toda e qualquer quantia gasta diariamente, tais como: refeições; presentes, “doações a pedintes” e estacionamento. Este descontrole quanto às atitudes impensadas, ou intempestivas, acaba por contribuir no aumento das despesas não previstas e sem lastro nas receitas auferidas. A ferramenta indicada para se fazer esta conciliação entre receita e despesa é o fluxo de caixa, em conjunto com o orçamento familiar. O orçamento pessoal ou familiar é único para cada pessoa ou família. Com ele é possível identificar e provisionar para que será, ou estará sendo utilizado os seus recursos, e quais são as “categorias” de gastos. Ao fazer este orçamento mensalmente em uma planilha eletrônica, ou em seu caderno de anotações, a pessoa será capaz de fazer uma autoavaliação. Ela passa a enxergar os gastos desnecessários e, como consequência, passa a otimizar os seus recursos. D TEMA IV – GESTÃO DAS FINANÇAS PESSOAIS 10 5. Fonte de Recursos captação de recursos no ambiente empresarial pode ser feita de duas maneiras, as fontes de recursos próprio e de terceiros. Os recursos próprios decorrentes de receitas, lucros e ganhos obtidos pelo empreendimento em transações com terceiros, tais como os rendimentos auferidos com: aplicações financeiras, aluguéis de imóveis próprios, lucro na venda de mercadorias e serviços, entre outros. Considerando a perspectiva pessoal no que diz respeito às fontes de recursos, pode-se separar em duas origens, muitas vezes de forma similar ao que ocorre nas empresas. Como fonte de recursos próprios tem- se o emprego formal, ou o trabalho realizado de maneira informal, com frequências variadas, que em contrapartida proporciona uma remuneração, ou um salário mensal. Estas entradas de recursos, além de sustentar a pessoa e sua família, sendo superavitárias podem ser utilizadas como recursos a serem investidos, gerando assim riqueza e fortalecimento do patrimônio pessoal e familiar. Os recursos de terceiros são obtidos por meio de empréstimos ou financiamentos, que se caracterizam como créditos alcançados junto a bancos e às financeiras, podendo ocorrer com o propósito de cobrir despesas não dimensionadas, como no caso de utilização do cheque especial ou do limite do cartão de crédito, que certamente se desdobrará em um custo elevado comprometendo ainda mais o orçamento, como já alertado. Ou, esta opção pode ser utilizada quando a pessoa não tem recursos próprios em volume suficiente para investir em algo que se mostra como uma oportunidade rentável, que gerará um lucro superior às taxas e juros a ser paga às instituições financeiras. Neste caso, se o cálculo financeiro e dos riscos for certeiro, esta captação de recursos será promissora. A TEMA IV – GESTÃO DAS FINANÇAS PESSOAIS 11 6. Opções de Aplicação de Recursos s recursos captados, sejam eles originários de pessoas jurídicas ou de pessoas físicas, podem ser aplicados em diferentes tipos de empreendimentos, desde que dispostos no ativo da empresa ou das pessoas. São ativos financeiros empresariais: estoque de mercadorias, disponibilidades financeiras, contas a receber, aplicações financeiras, dentre outros. São ativos financeiros das pessoas físicas: saldo positivo na conta bancária, investimentos, bens móveis e imóveis etc. A disponibilidade destes ativos encontra no mercado financeiro um leque de produtos acessíveis, seja por meio de bancos, governo, corretoras ou fundos de investimentos que podem ser utilizados para as intenções quanto à aplicação destes recursos. 7. Variáveis do Investimento pós a pessoa identificar seu perfil de investidor, fica muito mais fácil analisar uma oportunidade de investimento, pois já se delineou a consciência dos riscos que esta pessoa consegue suportar. Todo investimento tem as seguintes variáveis: RETORNO: o retorno do investimento é o total de ganhos, ou perdas, ocorrido durante um dado período de tempo. O retorno esperado de um investimento nunca é negativo, porém, dadas às incertezas do mercado, nem sempre o retorno é positivo. LIQUIDEZ: é o grau de agilidade na conversão de um investimento em dinheiro sem perda significativa de valor. Um investimento tem maior liquidez quanto mais fácil for a conversão em dinheiro, e quanto menor for a perda de valor envolvida nesta transação. As notas e moedas em seu bolso são considerados ativos perfeitamente líquidos. Já imóveis são bens pouco líquidos. RISCO: o fator risco é a chance que se tem de perder seu capital, quando o risco de um O A TEMA IV – GESTÃO DAS FINANÇAS PESSOAIS 12 investimento é teoricamente alto em contrapartida tem-se uma chance de obter uma renda acima do padrão. O risco está ligado à incerteza e a volatilidade de determinado ativo financeiro. De uma forma geral quando a pessoa consegue bem discernir sua situação atual e o que necessita ser planejado e executado para melhorar sua vida financeira, ela certamente consegue ter uma melhor administração de seus bens, dos valores de entradas e saídas, dos recursos disponíveis a investimentos, e consequentemente do seu fluxo de caixa que, associado aos planos, orçamentos e objetivos, resultam em uma gestão das finanças pessoais promissora e necessária.TEMA IV – GESTÃO DAS FINANÇAS PESSOAIS 13 8. Exercícios 01) Suponha que para analisar seus gastos, uma pessoa costuma dividir seu salário anual pelo número de dias de trabalho no ano. Para ela analisar comparativamente, ela deve dividir o total de despesas: a) No ano; b) Por mês; c) Pelos dias de trabalho; d) Por cada dia não trabalhado. 02) Em casos de endividamento existem algumas alternativas para se quitar uma dívida cara. Uma delas é renegociar o débito com o credor. Outra possibilidade para liquidar uma dívida cara é: a) Contratar um contador; b) Solicitar o pagamento ao PROCON; c) Obter um empréstimo mais barato, com taxas baixas; d) Obter um empréstimo rápido, mesmo com juros altos. 03) No planejamento financeiro é importante traçar metas e objetivos. No entanto, antes é preciso diferenciar um do outro. Nesse sentido pode-se dizer que a meta é: a) Um objetivo de longo prazo; b) O momento em que o objetivo é atingido; c) O propósito final de um objetivo ou um ponto futuro; d) Um ponto intermediário a ser atingido em busca do objetivo. 04) Uma família que controla suas despesas e receitas tem mais facilidade para definir objetivos e atingi-los. Para serem úteis e ajudarem no planejamento os objetivos devem ser: a) Claros e possíveis; b) Práticos e simples; c) Complexos e utópicos; d) Complicados e impossíveis. TEMA IV – GESTÃO DAS FINANÇAS PESSOAIS 14 05) Quando não se controla os gastos corre-se o risco de não arcar com todas as despesas. Nesse caso, passa-se a ser inadimplente. No caso de inadimplência deve-se: a) Iniciar um processo no PROCON exigindo a isenção da dívida; b) Deixar os juros acumularem e aguardar os três anos necessários para que a dívida caduque; c) Solicitar o débito ao credor e pagar somente o valor original, uma vez que não é necessário pagar juros; d) Solicitar o débito corrigido ao credor renegociar a dívida e efetuar o pagamento de uma forma que caiba no orçamento. 06) Na hora de efetuar uma compra, é prudente estabelecer a diferença entre precisar e querer para controlar o ímpeto de consumo. Quando se quer um produto ou serviço, deve-se comprar apenas se: a) Estiver em promoção; b) Estiver dentro do orçamento; c) As taxas de juros estiverem baixas; d) For possível pagar em diversas parcelas. 07) Para que se possa consumir com prazer é importante manter as contas em dia. Desta forma pode-se dizer que consumir com prazer significa comprar: a) Tudo aquilo que se quer; b) Aquilo que não se pode comprar habitualmente; c) Sem preocupação de se estar fazendo uma dívida que não se pode pagar; d) Sem preocupação com as taxas de juros das parcelas. 08) Um dos aspectos mais importantes das finanças pessoais é saber como investir, mas para entender sobre os diversos aspectos dos investimentos deve-se entender suas motivações. Existem diversas razões para se realizar investimentos, mas essencialmente investe-se para: a) Organizar o orçamento familiar; b) Manter o hábito de guardar dinheiro; TEMA IV – GESTÃO DAS FINANÇAS PESSOAIS 15 c) Resolver todos os problemas da vida; d) Atingir objetivos financeiros pessoais e familiares. Gabarito 01 02 03 04 05 06 07 08 C C D A D B C D TEMA IV – GESTÃO DAS FINANÇAS PESSOAIS 16 9. Referências BRASIL. PLANALTO. Lei de Proteção ao Consumidor. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8078compilado.htm Acesso em 18/11/2017. GITMAN, Lawrence J. Princípios de Administração Financeira. São Paulo: Pearson, 2010 GROPPELLI, A.A, NIKBAKHT, Ehsan. Administração Financeira. São Paulo: Saraiva, 2002. MARTINS, José Pio. Educação Financeira ao Alcance de Todos. São Paulo: Fundamento, 2004. OLIVEIRA, Jayr Figueiredo de, PIRES, Marcos Cordeiro, SANTOS, Sérgio Antonio dos. Economia para Administradores. São Paulo: Saraiva, 2012. Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas. SEBRAE. Disponível em: http://www.sebrae.com.br/Sebrae/Portal%20Sebrae/UFs/RJ/Anexos/GESTAO_FINA NCEIRA_Administracao_financeira.pdf Acesso em 10/12/17. WESSELS, Walter J. Economia. 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