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Os fundamentos da FILOSOFIA GREGA Prof. Bruno Fleck bruno.fleck@hotmail.com Fundamento • Superar o abismo entre os homens e os deuses; • Compreender o homem como portador da luz: Logos; • Perceber a unidade entre o Ser e o Intelecto – entre o Cosmos e o Homem; “Não nos é dado compreender diretamente a verdade, que é idêntica ao divino. Nós só a percebemos no reflexo, no exemplo e no símbolo, em aparições singulares e relacionadas. Ela se apresenta a nós como uma espécie de vida incompreensível para nós, e, no entanto, não conseguimos nos livrar do desejo de compreendê-la” – Goethe. Cosmos O primeiro objeto de investigação dos gregos foi a: TOTALIDADE DO REAL COSMOS Mundus – Belo (Ordem, Medida e Harmonia) Cosmos Homem Totalidade Intelecto Definições e Entendimento • Logos é a “Informação Criadora”/ algo só pode existir se estiver informado; • Em hebraico é dovar: palavra criadora (Para os semitas não há separação entre palavra e acontecimento); • Logos é o sentido: o que está ligado ao verbo legein: colher. O homem é aquele que colhe o sentido pelo logos. Pela linguagem faz-se a morada do Ser (Heidegger); “Sei que sou mortal e efêmero; mas quando com meu pensamento, sigo os coros móveis das estrelas, não toco mais a terra com os pés e nutro-me da divina ambrosia junto de Zeus”. Ptolomeu A Alma • Do grego psiche; do latim anima: alma – sinônimo de vida, realidade básica do sujeito “animado”; • Está ligada ao conceito grego de ruah/pneuma; em latim spiritus; • Para os gregos a alma é entendida não somente como uma realidade subjetiva, mas também objetiva: a alma do mundo (ubiqüidade da alma); • Anima mundi – Nous – Ousia; Condições para o surgimento da Filosofia Racional na Grécia Poesia; Religião; Condições Sociopolíticas; Poesia A poesia mítica, em destaque, Odisseia e Ilíada de Homero e também Hesíodo, onde encontramos elementos como: • Problemas da causalidade do Universo, seres e deuses – cosmogonia/teogonia; • Ideia de harmonia, limite, medida; Religião Os modos de religião gregos também favoreceram o surgimento da filosofia. Havia basicamente duas vertentes: • Religião Pública: Politeísmo que relacionava homem, mundo e deuses; • Religião dos Mistérios: Chamado Orfismo. Apresenta uma cosmogonia, teologia e antropologia. (Visíveis em Platão). Herança do Orfismo • Crença na imortalidade da alma; • Crença no movimento que parte da multiplicidade para a unidade; • Dualismo Piscofísico: corpo x alma; • Metempsicose e Reencarnação; • Hades e Elísion; Condições Sócio- Políticas • Os gregos foram os primeiros a instituir políticas livres; • O surgimento do modelo democrático; • O desenvolvimento do comércio levou a uma política de diá-logo e liberdade; • O uso da razão como convivência e estrutura da ordem social: o surgimento da “Polis” e do “cidadão”; A MITOLOGIA • A palavra Mito vem de mythos, do grego, significa: narrativa; • Os componentes do mito são: fantasia e a imagem; • Os mitos podem ser considerados uma primeira forma de sistema filosófico do Ocidente, ainda que sem o elemento racional; Elementos: TEOGONIA ORIGEM DOS DEUSES COSMOGONIA ORIGEM DA NATUREZA GENEALOGIA ORIGEM DOS SERES PISCOLOGIA NATUREZA HUMANA Adão e Eva Gênesis Édipo Rei Sófocles Do Mito ao Logos a passagem MITO • Narra; • Exige um ato de “fé”; • Em si resume a mensagem, que anuncia, é uma apresentação pronta (imagem); LOGOS • Demonstra; • Pressupõe validade lógica; • Busca a Verdade; Doxa x Episteme Os gregos delimitaram uma conceituação que ajuda a compreender o modo filosófico de conhecer: DOXA EPISTEME Opinião Comum Conhecimento Universal Subjetivo Racional/Objetivo O princípio ordenador das coisas A filosofia visa a Totalidade do mundo enquanto objeto (metafísica). A ciência, por sua vez, como a concebemos hoje, busca compreender partes do todo. O que caracteriza a ciência é a especificação; Princípio; Logos, Arché, Onthós, Ser; Em busca da causalidade;