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ASMA
Asthma
DEFINIÇÃO
É uma doença heterogênea, geralmente caracterizada por inflamação crônica das vias aéreas. É definida pela história de sintomas respiratórios como sibilância, falta de ar, aperto no peito e tosse, que variam ao longo do tempo e na intensidade, juntamente com a limitação variável do fluxo aéreo. 
HND -> evolui com remodelamento brônquico
· Desnudamento epitelial
· Edema de mucosa e acúmulo de muco
· Espessamento da membrana basal
· Hipertrofia/ hiperplasia das glândulas submucosas e da camada muscular
GINA 2024: Estratégia Global para Manejo e Prevenção da Asma- 22/05/2024
EPIDEMIOLOGIA
Doença respiratória crônica que afeta 1 – 18% da população mundial
No Brasil: 
- 20 milhões de asmáticos.
- Oitavo país em prevalência de asma, ficando em torno de 10% da população geral. 
- Diminuição da taxa de hospitalização
Custo com serviços de saúde e medicações foi o dobro em pacientes não controlados.
OMS indica que menos de 5% da renda familiar deve ser gasta com o paciente asmático.
Dados brasileiros mostram 56% dos pacientes atingem controle parcial da doença e menos de 10% dos pacientes atingem o controle da doença.
FISIOPATOLOGIA
· Desencadeante → mastócitos → Linfócitos B
· Infiltração das vias aéreas por: mononucleares, eosinófilos, macrófagos e neutrófilos.
· inflamação crônica das vias aéreas (parênquima pulmonar não é afetado) com:
· Espessamento da mucosa (Edema de mucosa)
· Hipersecreção de muco (Tampões de muco)
· Exposição de terminações nervosas (Broncoespasmo)
· Remodelamento brônquico e produção citocinas: eosinófilo e linfócito Th2
· Predomínio da resposta Th2 com:
· Proliferação de mastócitos
· Produção de IgE por linfócitos B
· Recrutamento de eosinófilos à mucosa respiratória
· Componente humoral na inflamação: produção de IgE
Quais as substâncias pró-inflamatórias mais importantes na asma?
R- Histamina, bradicinina, Prostaglandinas, PAF (fator de ativação plaquetária), Cisteinil-leucotrienos
FENÓTIPOS:
Asma Alérgica	mais comum	História de alergias e eczemas	Eosinófilos no escarro
Asma Não alérgica	Sem atopias	Pode haver neutrófilos no escarro	Menor resposta ao corticóide inalatório
Asma de Início tardio	Início da vida adulta	Mais comum em mulheres	Sem sinais de atopia	Doses altas de Corticoide inalatório
Asma com limitação fixa ao fluxo aéreo	provável remodelamento brônquico	Baixa resposta ao corticóide inalatório
Asma e obesidade	Pouco sinal de inflamação eosinofílica	Menor resposta ao Corticoide inalatório
FATORES DE RISCO:
· Genética;
· Exposição a alérgenos
· Atopia;
· Tabagismo/ poluição;
· Estrutura familiar (teoria da higiene);
· Baixo nível socioeconômico;
· Uso crônico de ATB;
· Sexo:
· Masculino na infância
· Feminino a partir da adolescência
· Asma ocupacional
· Obesidade
Asma relacionada ao Trabalho (ART)
Exposição ocupacional	Asma relacionada ao Trabalho	Variantes de asma	Sintomas que mimetizam asma
Asma relacionada ao Trabalho (ART)	Asma ocupacional	Asma agravada pelo trabalho	Dica: o paciente diz que em vez de os sintomas pioraram à noite, eles pioram de dia, horário do trabalho
Asma ocupacional	Asma induzida por sensibilidade	Asma induzida por irritantes (não sensibilizante)
DIAGNÓSTICO
Se a história clínica é compatível com asma e o paciente tem sintomas graves→ iniciar o tratamento antes de Provas de Função Pulmonar (GINA, 2024)
História de sintomas respiratórios variáveis 
	RECURSO DIAGNÓSTICO
	CRITÉRIOS PARA FAZER DIAGNÓSTICO DE ASMA
	- Sibilância
- Dispneia
- Opressão torácica
- Tosse
#Silêncio torácico
	- Geralmente mais de um sintoma respiratório
- Sintomas variam no tempo e intensidade
- Sintomas são piores à noite ou ao acordar
- Sintomas desencadeados por exercício, riso, alérgenos e ar frio
- Sintomas aparecem ou são piores com infecções virais
Espirometria
Confirmação de limitação variável do fluxo aéreo: PROVA DE FUNÇÃO PULMONAR (PFP)
	RECURSO DIAGNÓSTICO
	CRITÉRIOS PARA FAZER DIAGNÓSTICO DE ASMA
	- Documentar variação na função pulmonar E limitação do fluxo aéreo
	Quanto maior variação mais confiável o diagnóstico VEF1/CVF reduzido (< 0,7) pré BD
	- Reversibilidade com broncodilatador (BD)
	Aumento de VEF1 > 12% (porcentagem do basal) E >200ml (absoluto): Prova broncodilatadora positiva
Se espirometria não disponível, considerar aumento do PFE ≥ 20% com BD (crianças ≥ 15)
	- Variação PFE 2x/dia mais de 2 semanas
	Variabilidade média diurna >10% em adultos
 > 13% em crianças
	- Aumento da função pulmonar depois de 4 semanas de CI
	Aumento de VEF1> 12% E >200ml
Variação do PFR > 20% em adultos e > 15% em crianças
	- Mudança com exercício
	Queda VEF1> 10% E 200ml
	- Teste broncoprovocativo positivo 
	Queda VEF1> 20% com metacolina
	- Variação da função pulmonar entre as consultas 
	Variação VEF1>12% E 200ml
#Apesar de ser a principal forma de definir e comprovar obstrução variável ao fluxo expiratório, a PFP (espirometria) NÃO É OBRIGATÓRIA PARA O DIAGNÓSTICO DE ASMA
O que a espirometria mostra na asma geralmente?
Distúrbio ventilatório obstrutivo (DVO) com resposta broncodilatadora positiva
Outros exames complementares
· Demonstração da hiperreatividade das vias respiratórias (Teste de broncoprovocação)
· Metacolina ou histamina
· Tem alta sensibilidade e alto VPP
· É específico para hiperresponsividade brônquica, não necessariamente asma
· Se negativo: exclui
· Se positivo: não significa asma, é bronco reatividade
· Pico de Fluxo Expiratório (Peak Flow)
· Pode ser utilizado para monitorização ambulatorial e domiciliar;
· Pequeno aparelho portátil, contendo um sistema graduado de medidas que avalia a força e a velocidade de saída de ar de dentro dos pulmões em L/min.
· Clipe nasal
· Higienizar as mãos e calçar as luvas;
· Explicar o procedimento ao paciente;
· Posicionar o paciente sentado ou em pé, desde que seja confortável e mantenha a coluna ereta e na mesma posição durante todo teste;
· Coloque o marcador no ponto zero ou no menor número da escala;
· Durante a coleta o profissional ou o paciente segurará o aparelho verticalmente, tomando o cuidado para que seus dedos não bloqueiem a saída de ar;
· A seguir, após colocar um clipe nasal no paciente e solicite para que coloque a boca firmemente ao redor do bocal de plástico, tendo-se certeza de que não há escape de ar, o que poderá interferir nas medidas.
· Solicitar que após uma inspiração máxima, ao nível da capacidade pulmonar total, o paciente realize uma expiração forçadamente e rápida através do bocal. Cuidado para língua não obstruir a abertura do bocal. Solicitar fechamento da glote durante a manobra de tosse.
· Anotar o valor, zerar o marcador, repetir mais duas (02) vezes.
· Comparar os resultados, selecionar o maior valor dos três (03) e compará-lo ao índice normal do Peak Flow (considera altura e sexo do paciente).
Cálculo segundo a American Thoracic Society (ATS):
Sexo masculino	PFE (1/min) = 295,79 x altura + (24,96 x idade) – 478,24	
Sexo feminino	PFE (1/min) = 212,82 x altura + (5,93 x idade) – 131,81
Faixa de normalidade do fluxo de pico expiratório (PEF)
Sexo masculino	500-700 litros/minuto.
Sexo feminino	380-500 litros/minuto.
GRAU DE OBSTRUÇÃO ATRAVÉS DA CURVA DE PEF
Ausência de obstrução	iguais ou superiores a 80% do valor da tabela (preditivo)
Leve	60% ou maior que o valor da tabela (preditivo)
Moderada	40 – 60% do valor da tabela (preditivo)
Grave	40% ou menor que o valor da tabela (preditivo)
· Raio-X tórax
· Importante para exclusão de complicações
· Diagnósticos diferenciais: Pneumomediastino, pneumotórax, atelectasia, PNM
Diagnóstico diferencial
	- 12 – 39 anos:
	> 40 anos:
	Hiperventilação e sd do pânico
Disfunção de cordas vocais 
Bronquiectasias 
Fibrose Cística
Deficiência de alfa 1 antitripsina 
Inalação de corpo estranho
	DPOC
Hiperventilação e sd do pânico
Rinossinusite
Insuficiência Cardíaca
Disfunção das cordas vocais
Bronquiectasias
Efeito adverso medicamentoso
Infecções respiratórias
Fibrose pulmonar
Embolia Pulmonar
Obstrução de vias aéreas centrais
ASMAx DPOC
CLASSIFICAÇÃO
Controle dos sintomas da Asma:
	Nas últimas 4 semanas, o paciente teve:
	SIM
	NÃO
	Sintomas diários mais que duas vezes por semana?
	
	
	Teve despertar noturno por asma?
	
	
	Usou medicação de alívio mais que duas vezes por semana?
	
	
	Apresentou limitação física pela Asma?
	
	
Nenhum: Bem controlado 
1 – 2: Parcialmente controlado
3 – 4: Não controlado 
Controle dos sintomas da Asma: MNEMÔNICO “DELÍCIA” (DEspertares noturnos, LImitação das atividades CIntomas diurnos Alívio com medicação de resgate)
	Parâmetros
	Asma controlada
(todos a seguir)
	Parcialmente controlada
(1 ou 2 dos parâmetros a seguir)
	Não controlada
	Sintomas diurnos
	Nenhum ou até 2/ sem
	3 ou + por semana
	3 ou + dos parâmetros da asma parcialmente controlada
	Limitação das atividades
	Nenhuma
	Qualquer
	
	Sintomas/despertares noturnos
	Nenhum
	Qualquer
	
	Necessidade de medicação de alívio
	Nenhuma ou até 2/sem
	3 ou + por semana
	
	Função pulmonar
	Normal
	< 80% do predito ou do melhor prévio
	
#ATENÇÃO: Medicação de alívio, é de alívio mesmo!. Não conta a medicação de profilaxia (p.ex. SABA antes do exercício)
Gab- Letra A
Paciente com Asma controlada → Manter a medicação até que esteja controlado por 3 meses antes de descer etapa do tratamento
GINA 2024 fala sobre a avaliação do controle da asma:
Porém, não nenhuma mudança formal, vamos continuar usando o “DeLiSia”
Qual o motivo mais comum para o descontrole da ASMA?
R- Má adesão ao tratamento.
Qual o motivo mais comum para exacerbação da ASMA?
R- Causas infecciosas
ATENÇÃO: Descontrole da asma é um paciente muito sintomático ao longo do último mês. Descontrole não é sinônimo de exacerbação!
Fatores de risco para exacerbações:
	Altas doses de SABA (>200 doses/mês aumenta mortalidade)
	CI: não prescrito, uso inadequado, má adesão
	Baixo VEF1 (<60% do predito)
	Alta reversibilidade ao broncodilatador
	Problemas psicológicos e socioeconômicos
	Tabagismo, exposição à alérgenos
	Obesidade, rinossinusite crônica, alergia alimentar confirmada
	Eosinofilia no escarro ou periférica
	FENO elevado
	Gestação
	IOT ou tratamento em UTI
	Exacerbação grave nos últimos 12 meses
· Fator de risco para limitação fixa ao fluxo aéreo:
	Prematuridade, baixo peso ao nascer, obesidade infantil
	Falta de CI no tratamento
	Exposição: ocupacional, fumaça cigarro, produtos nocivos
	Baixo VEF1 inicial, eosinofilia, hipersecreção crônica
· Fator de risco para efeitos colaterais das medicações:
	Sistêmicos: CTC oral frequente, altas doses CTC inalatório, uso de inibidores P450
	Local: altas doses de CTC inalatório, técnica inadequada
· TRATAMENTO
Objetivos:
- Controle dos sintomas;
- Minimizar risco futuro de exacerbações
- Evitar progressão da HND=> remodelamento brônquico;
- Minimizar limitação fixa do fluxo aéreo;
- Minimizar efeitos colaterais;
- Manter atividades normais;
- Boa relação médico-paciente.
Avaliação:
- Sintomas nas últimas 4 semanas;
- Identificar fator de risco para exacerbações;
- Checar técnica do inalador e aderência;
- Identificar efeitos colaterais
- Plano de ação por escrito
Não farmacológico:
- Cessar tabagismo e evitar exposição;
- Estimular atividade física;
- Controle de dieta e peso;
- Higiene ambiental (casa e trabalho);
- Vacinação: Influenza e Pneumocócica;
- Questionar sobre alergias conhecidas.
ARSENAL TERAPÊUTICO:
Abreviação	Significado/ Classe	Principais representantes
SABA	Broncodilatadores Beta-2 agonista de curta ação	Short- Acting Beta-2-Agonist	Salbutamol	Fenoterol
LABA	Broncodilatadores Beta-2 agonista de longa ação	Long-Acting Beta-2-Agonist	Formoterol	é um LABA com início de ação rápido	Dose máxima:	> 11 anos: 72 mcg/dia (12 doses de 6 mcg)	6-11 anos: 48 mcg/dia (8 doses de 6mcg)	Salmeterol	Indacaterol	Olodaterol	Vilanterol
SAMA	Agonista muscarínico de curta ação	Short- Acting Muscarinic Antagonist	Brometo de Ipratrópio (Atrovent®)- secante
LAMA	Agonista muscarínico de longa ação	Long- Acting Muscarinic Antagonist	Inibição de receptores M3 nas vias aéreas, promovendo relaxamento da musculatura lisa.	Brometo de Tiotrópio (Spiriva®)	Glicopirrônio	Umeclidínio
ICS	Corticoide Inalatório	Inhaled Corticosteroids	- Nebulização (NBZ)	- Com ou sem espaçador	Budesonida	Baixa: 200-400 mcg/dia	Moderada > 400-800 mcg/dia	Alta: 800 mcg/dia		Fluticasona 	Beclometasona
Corticoide sistêmico	oral ou EV	Prednisona	Prednisolona
Inibidor do Leucotrieno		Montelucast
Ac monoclonal anti IgE	aprovado para o tratamento da asma grave de fenótipo eosinofílico		Omalizumabe
Anticorpos monoclonais anti-interleucina-5	aprovados para o tratamento da asma grave de fenótipo eosinofílico		Mepolizumab	Reslizumab
anticorpos monoclonais antirrecetor da IL-5	aprovado para o tratamento da asma grave de fenótipo eosinofílico		Benralizumab
Dispositivos para administração de medicamentos por via inalatória: 
A maioria dos pacientes, quando bem orientados, consegue usar eficientemente os aerossóis dosimetrados. Em pacientes com dificuldade de uso dos aerossóis dosimetrados, inclusive quando acoplados a espaçadores, a melhor alternativa são os inaladores de pó. Nebulizadores de jato são reservados para exacerbações graves, crianças com menos de três anos e idosos debilitados. 
Aerossol dosimetrado - spray 
• Retirar a tampa. 
• Agitar o dispositivo.
• Posicionar a saída do bocal verticalmente 2 a 3 cm da boca. 
• Manter a boca aberta. 
• Expirar normalmente. 
• Coordenar o acionamento do dispositivo no início da inspiração lenta e profunda. 
• Fazer pausa pós-inspiratória de no mínimo 10 segundos. 
• Nova aplicação pode ser repetida após 15 a 30 segundos. 
Inaladores de pó 
• Preparo da dose: 
Aerolizer: retirar a tampa do inalador de pó e colocar uma cápsula. Em seguida, perfurá-la, comprimindo as garras laterais. 
Turbuhaler: retirar a tampa, manter o IP na vertical, girar a base colorida no sentido anti-horário e depois no sentido horário até escutar um clique. 
+++
Diskus: abrir o IP rodando o disco no sentido anti-horário. Em seguida, puxar sua alavanca para trás até escutar um clique. 
Pulvinal: retirar a tampa, manter o IP na vertical, apertar o botão marrom com uma mão, girar o IP no sentido anti-horário com a outra mão (aparecerá marca vermelha). Em seguida, soltar o botão marrom e girar o IP no sentido horário até escutar um clique (aparecerá a marca verde). 
• Expirar normalmente e colocar o dispositivo na boca. • Inspirar o mais rápido e profundo possível (fluxo mínimo de 30 L/min). 
• Fazer pausa pós-inspiratória de 10 segundos. 
• No caso do Aerolizer, após inalação do produto, verificar se há resíduo de pó na cápsula. Em caso positivo, repetir as manobras anteriores.
Fluxograma da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT)
TODOS OS ASMÁTICOS	Controle ambiental + rever controle de asma regularmente	
ETAPA 1	Preferencial:	CI dose baixa + Formoterol por demanda		Opções:	CI + SABA por demanda, dose baixa de CI sempre que usar SABA	Budesonida + Formoterol (200 + 6 mcg)	Budesonida + Formoterol (400 + 12 mcg)	 Inalar 1 cápsula sob demanda até de 4/4 horas (dose máxima de Formoterol: 72 microgramas/dia);		Symbicort®, Alenia®
ETAPA 2	Preferencial:	CI dose baixa diária + SABA por demanda	OU	CI dose baixa + Formoterol por demanda		Opções:	Montelucaste + SABA por demanda	OU	CI dose baixa sempre que usar SABA	
ETAPA 3	Preferencial:	CI dose baixa + LABA + SABA por demanda	OU	CI dose baixa + Formoterol de manutenção e resgate (Protocolo MART)		Opções:	CI dose média + SABA por demanda	OU	CI dose baixa + Formoterol por demanda	
ETAPA 4	Preferencial:	CI dose média + LABA+ SABA por demanda	OU	(CI dose média + Formoterol) de manutenção + (CI dose baixa + Formoterol) de resgate		Opções:	CI dose alta, adicionar tiotrópio ou montelucaste		
ETAPA 5	Preferencial:	CI dose alta + LABA, adicionar tiotrópio	Fenotipar anti-IgE ou anti-IL5 ou anti-IL4R		Opções:	Adicionar corticóide ORAL em baixa dose	
Protocolo MART (maintenance and reliever therapy): Usar o mesmo dispositivo do corticoide inalatório (CI) e Formoterol comomanutenção e resgate
O Formoterol, apesar de ser um beta-2-agonista de longa duração, tem efeito rápido no alívio dos sintomas, por isso usamos ele em resgate.
Fluxograma do GINA 2024
→ Preferencial:
Steps 1-2		CI + Formoterol, se necessário	Step 3		CI baixa dose + Formoterol de manutenção	Step 4 		CI dose média + Formoterol manutenção	Step 5		Adicionar tiotrópio	Referenciar para fenotipar Anti-IgE, anti-IL5/5R, Anti IL-4R	Considerar altas doses de CI+ Formoterol
ALÍVIO: CI baixa dose + FORMOTEROL, se necessário
→Alternativa:
Steps 1-2		Usar CI sempre que usar SABA	Step 2		CI baixa dose de manutenção	Step 3		CI baixa dose + LABA manutenção		exemplo: 	Fluticasona +Formoterol 250+12 mcg (Lugano®)	Step 4 		CI dose média/ alta + LABA manutenção	Step 5		Adicionar tiotrópio	Referenciar para fenotipar Anti-IgE, anti-IL5/5R, Anti IL-4R	Considerar altas doses de CI + LABA
ALÍVIO: SABA se necessário	*Pode usar o CI no mesmo dispositivo ou separado
Onde eu começo o tratamento? Em qual etapa?
Depende do quadro e sintomatologia do paciente
Sintomatologia do paciente	Tratamento inicial
Sintomas infrequentes	< 2x/ mês	Ausência de fatores de risco para exacerbações	Etapa 1 e 2
Sintomas infrequentes	MENOS de 3-5 dias por semana	Com função pulmonar normal ou reduzida em grau leve	Etapa 1 e 2
Sintomas na maioria dos dias OU despertares noturnos 1 ou mais vezes por semana E redução importante da função pulmonar (VEF1 <60%)	Etapa 3
Sintomas DIÁRIOS E despaertares noturnos 1 ou + vezes por semana E redução importante da função pulmonar ou exacerbação no último mês	Apresentação inicial em exacerbações ou sintomas graves	Etapa 4
Exemplo: Paciente de 15 anos, feminino, sem comorbidades prévias comparece a ESF para consulta médica. Conta que no dia anterior esteve no PS com crise de asma. Diagnóstico de Asma no atendimento. Qual o tratamento a ser estabelecido?
R- Apresentação inicial da asma em exacerbação, portanto o tratamento inicial será na etapa 4
Fulaninha de Tal		USO INALATÓRIO		1- Budesonida + Formoterol (200 + 6 mcg) suspensão aerossol —------------------------------------ contínuo	Opções: Symbicort®, Alenia® 	Aplicar 2 PUFFS 12/12h
GINA 2024- Atualizações:
· Evitar usar beclometasona + Formoterol, principalmente de resgate
· Preferir outros CI associados ao Formoterol
· CI em doses altas (na etapa 5) não deve passar de 3-6 meses
· Existe evidência de que a reabilitação pulmonar melhora a capacidade funcional e qualidade de vida na asma
GINA antigo
Exemplo de Step Down:
Gab- Letra B
 ASMA GRAVE- Terapias adicionais
· Seguimento
- Sempre revisar técnica inalatória;
- PFP no início do tratamento
- Reavaliação 3-6 meses inicialmente;
- Se estável, PFP a cada 1-2 anos;
- Se exacerbação, fazer exames antes.
· Exacerbação ambulatorial:
- Episódios agudos de piora dos sintomas;
- Aumento de medicação;
- Seguir plano de ação escrito;
- Reavaliação.
Controle x Gravidade
Determinação da gravidade da asma:
· É retroativo
· Depois que o paciente está controlado, vc olha pra trás e analisa a gravidade da asma
· 
RESUMO
- Sibilância, dispneia, tosse e aperto no peito;
- Fazer avaliação funcional;
- Classificação do paciente;
- Tratamento não farmacológico;
- Terapêutica baseada em reavaliações e step up/down
Asma e Gestação
Tratamento:
1. Devemos evitar o “step down” durante a gestação
2. CI não deve ser interrompido (inalatório é pouco absorvido sistemicamente)
3. Corticoterapia sistêmica deve ser evitada. No entanto avaliar risco benefício, pois as exacerbações respiratórias podem causar hipoxemia fetal
Gab- Letra B
EXACERBAÇÃO DE ASMA
Definição:Alteração no status usual do paciente que requeira uma alteração no seu tratamento e podem ocorrer em pacientes com doença preexistente ou eventualmente como primomanifestação da doença
Causas:
· Infecções respiratórias virais
· Exposição a alérgeno (esporos de fungos, pólen, poeira doméstica)
· Alergia alimentar
· Poluição do ar externo
· Mudanças climáticas sazonais
· Baixa adesão terapêutica ao corticóide inalatório
Fatores de risco para crise de asma quase fatal ou fatal:
· Crise grave prévia com necessidade de VMI ou internação em UTI;
· 3 ou + visitas à emergência ou 2 ou + hospitalizações por asma nos últimos 12 meses; 
· Uso frequente de corticosteróide sistêmico; 
· Uso de 2 ou + frascos de aerossol dosimetrado de broncodilatador por mês; 
· Problemas psicossociais (por exemplo, depressão, baixo nível socioeconômico, dificuldade de acesso à assistência, falta de aderência a tratamentos prévios); 
· Presença de comorbidades (doença cardiovascular ou psiquiátrica); 
· Asma lábil, com marcadas variações de função pulmonar (> 30% do PFE ou do VEF1 ); 
· Má percepção do grau de obstrução.
Atendimento:
Anamnese rápida:
· Qual o tratamento de manutenção da asma (posologia prescrita e técnica de inalação)?
· Aderência ao tratamento?
· Mudanças recentes nas doses e resposta à terapia?
Tratamento:
O pilar do tratamento é a BRONCODILATAÇÃO
· Broncodilatador de meia vida curta
· SABA inalatório
· 4-10 puffs a cada 20 minutos na 1° hora
· Após a 1° hora: a dose varia de 4-10 puffs a cada 3-4h até 6-10 puffs a cada 1-2h
E o corticoide oral? Usar se:
· Falência ao tratamento inicial com SABA
· Exacerbações em pacientes em uso de corticoide oral
· Paciente com história de exacerbação prévia com necessidade de corticoide oral
· Prednisona 40 mg VO
Corticoide inalatório em dose alta
· No departamento de emergência, altas doses de CI fornecidas na 1° hora após a admissão reduzem a necessidade de internação em pacientes que não estão recebendo corticoide sistêmico (Evidência A)
Sulfato de Magnésio:
· Para pacientes mais graves:
· VEF1< 25-30% do predito na admissão
· FalÊncia ao tratamento inicial, com hipoxemia persistente
· Broncodilatador venoso: 2 gramas EV em 20 min
Fluxograma Exacerbação de asma- Manejo no departamento de emergência
Referências Bibliográficas:
· Aula Estratégia Med. Curso Extensivo- ASMA (maio/2024) Aula Curso Extensivo - Asma - Prof. Juan Demolinari (youtube.com)
· GINA 2024: Estratégia Global para Manejo e Prevenção da Asma/ Global Initiative for Asthma- publicado em 22/05/2024
· POP Hospital das Clínicas -UFG EBSERH. Pico de Fluxo expiratório (peak Flow) (jan/2021)
Questões de treinamento:
1-
Gab Letra-A
2-
Gab- Letra B
3- SEMPRE revisão adesão
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