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Recursos Terapêuticos Manuais em Fisioterapia Responsável pelo Conteúdo: Prof.ª M.ª Simone Aparecida Penimpedo Calamita Revisão Textual: Prof.ª Esp. Kelciane da Rocha Campos Massagem Clássica – Drenagem Linfática Manual e Mobilização Articular • Introdução; • Avaliação; • Técnicas de Massagem; • Drenagem Linfática Manual; • Mobilização Articular. • Apresentar as manobras que fazem parte da prática da massagem clássica, bem como sua utilização; • Apresentar as técnicas de Drenagem Linfática Manual e de Mobilização Articular, suas indicações, contraindicações e manobras. OBJETIVOS DE APRENDIZADO Massagem Clássica – Drenagem Linfática Manual e Mobilização Articular Orientações de estudo Para que o conteúdo desta Disciplina seja bem aproveitado e haja maior aplicabilidade na sua formação acadêmica e atuação profissional, siga algumas recomendações básicas: Assim: Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte da sua rotina. Por exemplo, você poderá determinar um dia e horário fixos como seu “momento do estudo”; Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar; lembre-se de que uma alimentação saudável pode proporcionar melhor aproveitamento do estudo; No material de cada Unidade, há leituras indicadas e, entre elas, artigos científicos, livros, vídeos e sites para aprofundar os conhecimentos adquiridos ao longo da Unidade. Além disso, você tam- bém encontrará sugestões de conteúdo extra no item Material Complementar, que ampliarão sua interpretação e auxiliarão no pleno entendimento dos temas abordados; Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns de discus- são, pois irão auxiliar a verificar o quanto você absorveu de conhecimento, além de propiciar o contato com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico espaço de troca de ideias e de aprendizagem. Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte Mantenha o foco! Evite se distrair com as redes sociais. Mantenha o foco! Evite se distrair com as redes sociais. Determine um horário fixo para estudar. Aproveite as indicações de Material Complementar. Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar; lembre-se de que uma Não se esqueça de se alimentar e de se manter hidratado. Aproveite as Conserve seu material e local de estudos sempre organizados. Procure manter contato com seus colegas e tutores para trocar ideias! Isso amplia a aprendizagem. Seja original! Nunca plagie trabalhos. UNIDADE Massagem Clássica – Drenagem Linfática Manual e Mobilização Articular Introdução A massagem clássica é utilizada há muito tempo como tratamento manual, como já foi abordado no capítulo inicial do nosso estudo. Agora vamos conhecer as manobras utilizadas que compõem essa prática e também a sua utilização nas mais diversas partes do corpo. Avaliação Antes de se iniciar qualquer abordagem no paciente, deve-se primeiramente avaliá-lo, a fim de conhecer a queixa e as condições físicas dele, para depois optar pela forma de tratamento mais relevante. Além de fornecer ao terapeuta todas as informações relevantes sobre o paciente, a avaliação ajuda a revelar qualquer con- dição crucial que possa ser uma contraindicação. Nesta avaliação, devem constar: • Dados pessoais: nome, endereço, telefone, profissão; • Sintomas e histórico: queixa que o trouxe ao consultório e a história de como essa queixa se instalou; tratamentos anteriores e condições gerais de saúde e medicações de uso do paciente devem ser abordados aqui; • Exame físico: deve ser realizado de acordo com a queixa do paciente, sendo composto por: » Observação: este item da avaliação física é muito importante. Inicia-se no primeiro contato visual com o paciente e termina apenas na alta, sendo, inclusive, o parâmetro decisivo para tal. Em toda e qualquer intervenção, deve ser observado o resultado, pois ele nos indica se devemos prosseguir ou mudar o rumo. Além disso, é possível observar a pele do paciente; identificar a integridade da pele é importante para saber se será possível a utilização desta técnica; » Palpação: palpar a área da queixa a fim de identificar dor, aumento de tônus, sinais de inflamação, irregularidades. Na palpação, conseguimos diagnosti- car nódulos de tensão que podem indicar dor localizada ou referida; » Movimentação: realizar a movimentação passiva do segmento, a fim de ob- servar a flexibilidade, bloqueios articulares ou encurtamentos musculares, e também a movimentação ativa, a fim de observar força muscular e dor. Após avaliação minuciosa, o terapeuta deve ser capaz de identificar o problema do paciente e saber se a técnica de massagem pode ou não ser utilizada para tratar a disfunção. 8 9 Técnicas de Massagem Vários nomes são utilizados ao longo do tempo nos diversos lugares do mundo. Termos como deslizamento superficial e profundo, amassamento e tapotagem são usados em meio a palavras como fricção, agitação e vibração. Embora a teoria per- maneça estável, variações e extensões das técnicas básicas são encontradas para facilitar a aplicação, havendo também a inclusão de certas designações, como a de “trabalho corporal” - sendo técnicas neuromusculares e de tratamento de pontos de gatilho -, à realização da massagem. Para facilitar o entendimento, trataremos aqui de técnicas básicas que devem ser aplicadas em qualquer sessão de massagem clássica. São elas: 1. técnicas de effl eurage ou deslizamento; 2. técnicas de compressão; 3. técnicas de percussão; 4. técnicas de fricção; 5. técnicas de vibração e agitação . Técnicas de effleurage ou deslizamento O termo effleurage vem da palavra francesa effleurer, que significa “tocar de leve”. Também chamada de “deslizamento”, essa é indiscutivelmente a mais natural e instintiva de todas as técnicas de massagem. Como uma manobra básica, o deslizamento é usado no começo de qualquer massagem e tem muitas aplicações, mas talvez a mais importante seja o contato inicial que propicia com o paciente. Este, em si mesmo, é um aspecto crucial do relacionamento entre terapeuta e paciente, pois ao se tocar o paciente estabelece-se uma relação de confiança, e o toque inicial, ou seja, a forma como o paciente percebe esse toque, deve ser posi- tivo e pode determinar o resultado final do seu tratamento. Assim como em outros movimentos, o deslizamento pode ser adaptado a deter- minada região do corpo ou a determinado efeito. As variações incluem mudanças de postura, de ritmo, de método de aplicação e de direção da manobra. Os efei- tos do deslizamento são tanto reflexos quanto mecânicos, embora os dois, com frequên cia, se sobreponham. Os efeitos gerais do deslizamento são os seguintes. 1. Efeitos mecânicos: O efeito mecânico do deslizamento é direto. Ele movi- menta o sangue ao longo dos vasos sanguíneos e também de modo direto, empurra os conteúdos dos órgãos ocos, como os do sistema digestivo; 9 UNIDADE Massagem Clássica – Drenagem Linfática Manual e Mobilização Articular 2. Redução da dor: Este é um efeito muito importante da técnica de deslizamento, que envolve mecanismos tanto mecânicos quanto refle- xos. O aumento no fluxo de sangue venoso ajuda a remover agentes inflamatórios, que são uma fonte comum de dor. O edema também é reduzido pela manobra de deslizamento da massagem. Um acúmulo de fluidos aumenta a pressão dentro dos tecidos e causa estimulação nos nociceptores (receptores da dor), e a drenagem do edema com técnica de deslizamento da massagem linfática ajuda a aliviar a pressão e a dor. Além disso, a massagem tem o efeito de bloquear os impulsos dolorosos que percorrem a coluna e de estimular a liberação de endorfinas (anal- gésicos naturais); 3. Efeitos reflexos: Um efeito reflexo do deslizamento relaciona-se aos re- ceptores sensoriais dos tecidos superficiais. Esses terminais nervosos são estimulados pelas manobras de massagem, exercendo um efeito benéfico indireto sobre outras regiões do corpo.A conexão se dá por um trajeto reflexo que envolve o sistema nervoso autônomo. O deslizamento tem um efeito reflexo adicional: melhora a contração dos músculos involuntários da parede intestinal (peristaltismo); 4. Redução da disfunção somática ou da dor referida: Como ocorre com todas as manobras de massagem, o deslizamento também pode ser aplica- do em áreas de disfunção somática ou de dor referida. O efeito é a redução da sensibilidade e de outras perturbações nos tecidos e, assim, ocorre a melhora da função das estruturas ou dos órgãos relacionados. Não existem contraindicações importantes para o deslizamento, exceto aquelas relativas à pele. Deslizamento superficial O deslizamento superficial é o primeiro contato com o paciente, seria como to- cá-lo suavemente. Como uma técnica de avaliação, ele ajuda no exame dos tecidos superficiais em termos de calor, sensibilidade, elasticidade, edema e tônus muscular. Ele ainda serve como uma abordagem confortável para “fazer contato” com pacientes e amenizar seu nível de estresse. A palpação da pele para detectar mudanças sutis e diminutas exige que as mãos estejam relaxadas, já que a tensão reduz sua sensibilidade. A pressão aplicada não é nem muito leve nem suficiente- mente pesada para fazer com que as mãos afundem nos tecidos. O deslizamento superficial é extremamente eficaz na indução de relaxamento; o processo envolve receptores nos tecidos superficiais, que, quando estimulados pelo toque, produ- zem uma resposta de relaxamento por meio do sistema nervoso parassimpático. A circulação local e sistêmica também é melhorada com o deslizamento superfi- cial leve, que tem um efeito direto e mecânico sobre o retorno venoso, aumentando seu fluxo. Em termos de reflexos, ele tem um efeito tonificante sobre os músculos voluntários das paredes arteriais. 10 11 Figura 1 – Deslizamento superfi cial Fonte: Acervo do conteudista Deslizamento profundo As técnicas de deslizamento profundo, com frequência, são preferíveis às técni- cas de deslizamento superficial, pois geralmente o paciente considera a pressão da manobra mais relaxante que a do deslizamento superficial. Em termos reflexos, a pressão profunda tem efeito inibidor sobre os músculos e seus nervos sensoriais (fusos musculares e receptores do complexo de Golgi). Os impulsos nervosos que chegam da coluna aos terminais neuromusculares (junções nervosas) também são inibidos pela pressão profunda, obtendo-se como resultado o relaxamento muscular. A pressão forte é transmitida aos tecidos mais profundos, melhorando a circula- ção venosa e a drenagem linfática. À medida que o conteúdo das veias é drenado, mais espaço é criado para o fluxo sanguíneo arterial, oxigenando melhor os tecidos. O tecido muscular também se beneficia do maior fluxo sanguíneo, que o supre de oxigênio e fluido plasmático. Quando melhoramos o retorno venoso, facilitamos a remoção do ácido láctico e de outros produtos do metabolismo decorrentes da atividade muscular, isso ajuda a relaxar e reparar os músculos. As manobras profundas de massagem têm um efeito de alongamento sobre a fás- cia superficial e reduzem as formulações nodulares (áreas endurecidas) e a congestão. Como em todos os outros movimentos, a massagem profunda deve ser realizada apenas até serem atingidos os níveis de tolerância de quem a recebe. Uma leve sensa- ção de pressão ou dor inicial é sentida, com frequência, nos tecidos superficiais, isso 11 UNIDADE Massagem Clássica – Drenagem Linfática Manual e Mobilização Articular geralmente se reduz de forma gradual durante o tratamento. Se a dor for exacerbada com as manobras profundas, estas devem ser interrompidas nessa região, lembrando que a mão do terapeuta deve ser adaptável à região do corpo que está recebendo a massagem, podendo ser necessárias adaptações da prática do deslizamento com os polegares ou punhos cerrados para melhor resultado ou menor risco de lesão. Figura 2 – Deslizamento profundo – punho cerrado Fonte: Acervo do conteudista Técnicas de compressão As manobras de compressão também são chamadas de manipulações do tecido mole. Existe agora uma manipulação mais vigorosa dos tecidos. Tanto o amassa- mento quanto a compressão - as manobras primárias - deslocam e contorcem os tecidos, erguendo-os ou pressionando-os contra as estruturas subjacentes. Compressão Compressão gera pressão, que é transmitida às estruturas subjacentes. Portanto, pode afetar tanto os tecidos profundos quanto os superficiais. Existem vários mé- todos de compressão. Os efeitos e as aplicações da compressão incluem os descritos a seguir. 1. Alongamento e liberação de aderências: O efeito essencial da compres- são é alongar o tecido muscular e a fáscia adjacente. Isso representa o re- sultado adicional de reverter qualquer encurtamento dentro desses tecidos e liberar aderências; 12 13 2. Redução de edema: A ação de bombeamento da compressão tende a auxiliar o fl uxo linfático e a reduzir edemas. Drenar o fl uido intersticial também remove os resíduos metabólicos dos tecidos; 3. Aumento na circulação: A circulação local é ativada por um efeito refl e- xo, que causa a vasodilatação das arteríolas superfi ciais. O transporte de nutrientes para os tecidos, portanto, é aumentado devido à maior perfusão sanguínea, e o fl uxo venoso do sangue também é melhorado pela ação mecânica da manobra; 4. Redução de dor e fadiga: A melhora na circulação ajuda a reduzir a dor e a fadiga nos músculos. Um acúmulo de metabólitos, incluindo dióxido de carbono e fl uido (ácido láctico catabolizado), é criado pelas contrações musculares repetidas ou prolongadas. Como resultado, os músculos tor- nam-se suscetíveis a congestão ácida, isquemia, dor e fadiga. A eliminação desses produtos do metabolismo combate a fadiga e prepara os músculos para a atividade física desgastante, como exercícios. A compressão com a palma das mãos e dedos é a mais aplicada e envolve mo- vimento sincronizado e em círculos. A compressão pode ser realizada também com a ponta dos dedos e do polegar, realizada em uma das mãos quando se deseja obter uma pressão maior em um ponto específico do músculo, muito utilizada para tratar nódulos de tensão. A compressão com a eminência tênar e hipotênar também é bastante utilizada. Neste caso, deseja-se uma pressão menos pontual e mais distribuída pelo tecido, utilizada quando o tecido tratado apresenta muita sensibilidade ao toque. Amassamento Considerado também um movimento de compressão, o amassamento difere da compressão no sentido de os tecidos serem levantados e afastados das estruturas subjacentes, em vez de rolados sobre elas. O amassamento é aplicado entre os dedos de uma mão e o polegar da ou- tra, e os tecidos são simultaneamente erguidos e retorcidos de leve, no sentido horário ou anti-horário. Depois, a pressão é liberada e a posição das mãos é invertida. Desse modo, a manobra é executada com alternância (a posição de preensão das mãos: uma vez que os dedos esquerdos e o polegar direito tenham comprimido os tecidos, são substituídos pelos dedos direitos e pelo polegar esquerdo para a próxima compressão). A técnica é mais apropriada para mús- culos maiores, como os dos membros inferiores, da região lombar inferior, da região dos glúteos e dos braços. Os efeitos do amassamento incluem os descri- tos a seguir. 1. Aumento da circulação: O amassamento aumenta a circulação na derme e na fáscia subcutânea. Este é um efeito importante, que resulta em melho- ra do fl uxo sanguíneo nos vasos, tanto venosos quanto arteriais; 13 UNIDADE Massagem Clássica – Drenagem Linfática Manual e Mobilização Articular 2. Redução da dor: Como a compressão, a técnica de amassamento relaxa músculos contraídos, aumentando a circulação na região e alongando as fibras. A melhor circulação tem o efeito adicional de reduzir a dor e a fadiga nos músculos; 3. Melhora na drenagem linfática: O amassamento melhora a drenagem linfática dos tecidos. A contração dos músculosfaz os vasos linfáticos se comprimirem contra os planos profundos da fáscia, o que tem o efeito de bombear a linfa para a frente; 4. Alongamento e liberação de aderências: Sinônimo da ação da compres- são, o componente de torção do amassamento ajuda a romper qualquer aderência entre os feixes musculares e as camadas de músculos. Figura 3 – Amassamento Fonte: Acervo do conteudista Técnicas de percussão O termo mais comum utilizado para técnicas do tipo percussivo é tapotagem, pa- lavra oriunda do francês tapotement, que significa “pancadinhas leves”. Outros ter- mos encontrados para as técnicas são percussão, punho-percussão e dedilhamento. Esses movimentos rítmicos têm um efeito hiperêmico, ou seja, produzem au- mento na circulação local da pele. Eles também estimulam os terminais nervosos, o que resulta em pequenas contrações musculares e em aumento generalizado do tônus. Como regra geral, a maioria dos pacientes considera os movimentos de percussão muito revigorantes, embora alguns os considerem relaxantes. Outra interpretação é que a pressão é registrada pelos mecanoceptores na fáscia e pelos receptores do complexo de Golgi nos músculos. Assim, ocorreria uma ação reflexa, 14 15 que resultaria em minúsculas contrações dos músculos voluntários e involuntários. Acredita-se que os músculos esqueléticos se beneficiam dessa reação, que ajuda a aumentar seu tônus. O efeito mais provável dos movimentos do tipo percussivo diz respeito aos músculos involuntários dos vasos sanguíneos. A resposta inicial nos vasos sanguí- neos superficiais e profundos é a contração da parede muscular involuntária. Isto é seguido pela fadiga motora e, portanto, pela vasodilatação, como demonstrado pela hiperemia que ocorre na sequência. É possível que as manobras percussivas continuadas por um longo tempo causem fadiga aos receptores nervosos e se tornem contraprodutivas. Além disso, os músculos já fracos podem apenas contrair-se por curtos períodos de cada vez e, portanto, não devem ser sujeitos a um tratamento longo, assim como um corredor novato não pode participar de uma maratona. Por essa razão, a dura- ção de cada sessão deve ser compatível ao estado dos músculos. No tecido sadio, no entanto, os movimentos percussivos são usados com segurança para manter ou melhorar a tonicidade existente. Existem quatro tipos de movimento percussivo: 1. percussão: golpes dados com o dedo mínimo, com os dedos abertos e esticados ou com os dedos crispados; 2. punho-percussão: punho reto, região palmar; 3. tapotagem: mão em concha; 4. dígito-percussão ou dedilhamento: uma ação de peteleco, ou percussão, com os dedos (chamada incorretamente de “tapa”). Figura 4 – Percussão com punhos cerrados Fonte: Acervo do conteudista 15 UNIDADE Massagem Clássica – Drenagem Linfática Manual e Mobilização Articular Técnicas de fricção As técnicas de fricção são executadas nos tecidos tanto superficiais quanto pro- fundos. Usando-se a ponta dos dedos ou o polegar, e na maioria dos casos apenas uma mão, os tecidos mais superficiais são mobilizados sobre as estruturas subja- centes. Pode-se utilizar essa manobra quando se deseja tratar uma área com maior pressão, que o dedo não consegue cobrir, uma banda muscular tensa. A técnica é aplicada com muito pouco movimento dos dedos e, para isso, a lubrificação deve ser mínima. A manobra de fricção pode ser efetuada em diversas direções: circular, transversal (entre as fibras) ou em uma linha reta ao longo das fibras, embora as duas últimas sejam geralmente os métodos preferidos. Figura 5 – Fricção Fonte: Acervo do conteudista Os efeitos fisiológicos da fricção são os descritos a seguir. 1. Dispersão dos metabólitos: As manobras de fricção dispersam depósitos patológicos (calcificações), em particular em torno das articulações (por exemplo, nas áreas atingidas por gota ou reumatismo). Esses tipos de alte- ração patológica podem ser sensíveis à palpação e, nesse caso, a manobra de fricção é aplicada com muito pouca pressão. Se a sensibilidade for mui- to intensa, o movimento é completamente omitido; 2. Alongamento e liberação de aderências: As manobras liberam aderên- cias entre camadas de tecidos, como entre a fáscia e os músculos, entre a fáscia e o osso e entre fibras musculares, e ajudam o tecido fibroso a ceder e a se alongar; 3. Redução do edema: As manobras ajudam a reduzir o edema crônico. A consistência do edema progressivo tende a mudar para um estado mais sólido e, portanto, mais difícil de se dispersar; os movimentos de fricção podem ser aplicados nesses casos; 16 17 4. Efeitos gastrintestinais: Os movimentos de fricção também podem ser aplicados para tratar o cólon, desde que as técnicas sejam confortáveis para o paciente. Os músculos involuntários do trato digestivo são estimula- dos por essa manobra, mas se o tratamento for interrompido, os mesmos músculos tornam-se suscetíveis à fadiga. Vibração Na manobra de vibração, os dedos geralmente são mantidos abertos e estendi- dos, mas também podem ficar unidos uns aos outros. A ponta dos dedos é usada para agarrar a pele e os tecidos superficiais com delicadeza. Nessa posição, uma pressão intermitente é aplicada com toda a mão, sem suspender o contato da ponta dos dedos com a pele. A pressão deve ser baixa e aplicada muito rapidamente, para criar movimentos de vibração fina. Essa técnica diferencia-se dos movimentos de percussão por não causar uma con- tração reflexa dos músculos esqueléticos, embora afete os músculos involuntários. Os efeitos fisiológicos da vibração são os descritos a seguir. 1. Aumento do fl uxo linfático: Uma aplicação muito benéfi ca da técnica de vibração é o deslocamento e a liberação da linfa. A linfa também pode mover-se mais facilmente pelos planos da fáscia, de um compartimento (que contém um órgão, por exemplo) para outro; 2. Redução do edema. As lesões nos tecidos moles, como as lesões esporti- vas, produzem edema, o qual também se torna viscoso quando não tratado por longo tempo. A vibração é aplicada para inverter tal situação; 3. Contração dos músculos involuntários: A técnica de vibração é aplicada ao abdome para garantir uma contração refl exa dos músculos involuntários das vísceras. É fundamental que os músculos abdominais estejam relaxa- dos quando a massagem de vibração for executada e que não ocorra uma reação refl exa de proteção. A técnica pode ser de difícil aplicação quando o abdome está repleto de gases ou quando o paciente é obeso; 4. Estimulação dos órgãos torácicos: Os órgãos sob a proteção das coste- las são estimulados pelo efeito de vibração transmitido pela parede torá- cica. Muito utilizada na prática da fi sioterapia respiratória, essa manobra, associada a compressão e drenagem postural, ajuda a remover secreções dos pulmões; 5. Efeitos neurológicos: A vibração também pode ser aplicada aos nervos, de modo similar à fricção. O efeito é o de redução das aderências adjacen- tes e de melhora na drenagem de linfa dentro da bainha nervosa; 6. Alongamento e liberação de aderências: Embora outros movimentos de massagem, como a fricção e o deslizamento com o polegar, tendam a ser mais efi cazes, as aderências podem ser reduzidas e o tecido cicatrizado alon- gado pelos movimentos de vibração. 17 UNIDADE Massagem Clássica – Drenagem Linfática Manual e Mobilização Articular Drenagem Linfática Manual Emil Vodder (1896-1986), fisioterapeuta e biólogo dinamarquês, e sua esposa, Estrid Vodder, no ano de 1932, iniciaram seus estudos sobre o sistema linfático, dando origem à Drenagem Linfática Manual. Dr. Vodder, tratando de uma paciente com problema de sinusite e acne difusa no rosto e no pescoço, observou que os linfonodos da cadeia linfonodal do pesco- ço eram os mais edemaciados e passou a massageá-los com manobras delicadas e suaves. Através deste procedimento, o Dr. Vodder pôde observar uma melhora imediata da paciente, levando-o a prosseguir com o tratamento por oito sessões, pois que esse tipoespecífico de massagem operava um desbloqueio das vias linfáti- cas, causado pela estagnação do material de refugo. Resultou que a paciente ficou curada, não havendo reincidência da patologia. Em 1936, após profundos estudos e experiências, Dr. Vodder apresentou em Paris (França) este novo e revolucionário método de massagem. Segundo Vinyes (2005), nos últimos anos de sua vida, Vodder cedeu a re- presentação de seu método à escola de Walchsee, na Áustria, e ao professor Foldi, na Alemanha. A grande demanda de aprendizagem da Drenagem Linfática Manual tem dado lugar a outras novas escolas que colocam em prática o método, compartilhando conceitos, simplificando e destacando o essencial da Drenagem Linfática Manual, tornando-o mais compreensível e facilitando sua aprendizagem. Em meados de 1967, foi criada a Sociedade de Drenagem Linfática Manual, a qual, a partir de 1976, foi incorporada à Sociedade Alemã de Linfologia. Dentre os principais grupos que utilizam a técnica estão: Földi, Leduc, Asley-Smith, Nieto, Ciucci, Beltramino, Mayall e outros. 18 19 Figura 6 – Sentido do sistema linfático Fonte: Adaptado de Getty Images A Drenagem Linfática Manual Vodder relacionada aos efeitos relaxantes A Drenagem Linfática Manual Vodder possui várias indicações na estética, sen- do indicada como complemento para diversos tratamentos. A Drenagem Linfática Manual Vodder exerce um efeito sedativo e relaxante, devido à ativação do sistema nervoso vegetativo parassimpático, não por seu efeito drenante, mas devido às manobras lentas, suaves, monótonas e repetidas sobre a pele, constituindo um ideal método de relaxamento. Geralmente, logo após o início da massagem, os pacientes relatam que suas pálpebras pesam e que eles têm uma imensa sensação de tranquilidade. As manipulações suaves, lentas, monótonas e repetidas de DLM sobre a pele exercem um notável efeito sedante e relaxante que podemos aproveitar para bene- ficiar as pessoas estressadas. Efeitos sobre o edema intersticial O efeito mais relevante da drenagem linfática, entretanto, é a diminuição do edema intersticial provocado pela pressão manual exercida sobre a pele, que comprime os tecidos e por osmose empurra o líquido intersticial para dentro dos capilares linfáticos. 19 UNIDADE Massagem Clássica – Drenagem Linfática Manual e Mobilização Articular Além da pressão, a tração na pele exercida pelas manobras ajuda a abrir cutículas dos capilares que absorvem o líquido, chamado de linfa, para dentro dos capilares. É importante realizar as manobras no sentido do sistema linfático, ou seja, das extremidades para o centro, para que essa tração ajude na captura da linfa. O estímulo sobre os gânglios linfáticos acelera o processo de eliminação desta linfa, que ocorrerá pelo sistema urinário. • Pressão adequada: deve ser suficiente para propulsionar o líquido intersticial para dentro dos capilares linfáticos e aumentar reabsorção através dos capila- res, porém abaixo do valor da pressão interna dos capilares linfáticos e sanguí- neos, evitando-se a obstrução dos mesmos; • Pressão leve: 30 a 40 mmHg para que ocorra um aumento da pressão tissu- lar, induzindo o processo de reabsorção pelos linfáticos superficiais. Figura 7 – Circulação linfática e órgãos linfonoides Fonte: Adaptado de HELIHY; MAEBIUS, 2002 Indicações da drenagem linfática • Cutâneas: acne, rosácea, dermatite perioral, eritema facial persistente; • Tecido adiposo: celulite; • Cirúrgicas: pré e pós-cirurgia reparadora e estética, assim como na prevenção e tratamento de cicatrizes; • Outros efeitos: nos tratamentos contra o envelhecimento; efeito sedante/rela- xante; edemas faciais, corporais, etc. 20 21 Contraindicações • Infecções agudas; • Insuficiência cardíaca descompensada; • Flebite, trombose e tromboflebite; • Suspeita de arteriosclerose; • Hipertensão descompassada; • Certas afecções da pele; • Câncer; • Asma bronquial e bronquite asmática; • Hipertiroidismo. Manobras da Drenagem Linfática Manual Existem basicamente três formas de manobra: • Manobra de captação: realizada diretamente sobre o local edemaciado, vi- sando aumentar a captação da linfa pelos capilares linfáticos; • Manobra de reabsorção: esta manobra acontece nos pré-coletores e coletores linfáticos, responsáveis pelo transporte da linfa captada pelos capilares linfáticos; • Manobra de evacuação: atua nos linfonodos que recebem a confluência dos coletores linfáticos. Duas escolas se destacam: Vodder e Leduc. Vodder Vodder é considerado o Pai da drenagem linfática. A Drenagem Linfática Manual Vodder apresenta 4 tipos de movimentos: • Círculos fixos: coloca-se a mão espalmada sobre a pele e, com os dedos, reali- zam-se movimentos circulares, efetuando-se uma pressão/descompressão; • Movimento de bombeamento: as mãos são colocadas no tecido a ser dre- nado, iniciando-se movimentos ondulatórios, com pressões decrescentes na palma para os dedos; • Movimento do coletor: é iniciado com as palmas das mãos posicionadas per- pendicularmente às vias de drenagem, sendo baseado em manobras de arraste envolvendo uma combinação de movimentos; 21 UNIDADE Massagem Clássica – Drenagem Linfática Manual e Mobilização Articular • Movimento giratório ou de rotação: é empregado em superfície planas. O po- sicionamento das mãos depende da sequência realizada. Podem ser posicionadas proximal ou distalmente, seguindo sempre o fluxo de drenagem. Figura 8 – A: Movimentos Círculos Fixos; B: Bombeamento; C: Doador; e D: Giratório ou Rotação Fonte: GUIRRO; GUIRRO, 2002, pg. 584 Leduc A técnica de Leduc determina que a massagem seja tecnicamente individualiza- da, que a estimulação deva ser realizada somente nas regiões onde houver linfo- nodos para serem estimulados e com pressão de 30 mmHg a 40mmhg. O curso usual de tratamento descrito por ele começa com cinco sessões semanais e vai diminuindo progressivamente até uma sessão semanal, podendo se prolongar por meses. O melhor resultado se dá nas primeiras duas semanas. 5 movimentos: • Drenagem dos linfonodos: inicia-se mediante contato direto dos dedos indi- cador e médio do terapeuta com a pele do paciente, ou com as mãos sobre- postas. A manobra é realizada com uma pressão moderada e rítmica, estando baseada no processo de evacuação; • Círculo com os dedos: utiliza-se desde o dedo indicador até o mínimo (os mo- vimentos são leves, rítmicos e obedecem a uma pressão na área edemaciada, seguindo o sentido dos vasos linfáticos; • Círculo com o polegar: é realizado somente com o polegar; • Movimentos combinados: combinação dos dois movimentos descritos ante- riormente, com o polegar e com os outros dedos; • Pressão em bracelete: o sentido da drenagem deve ser distal para proximal, sendo que a pressão deve ser intermitente e obedecer ao sentido da drenagem. 22 23 Mobilização Articular Agora vamos discutir outra técnica manual importante, a mobilização articu- lar, que é uma técnica manual que visa restaurar o movimento artrocinemático de deslizamento e “alongar” o tecido conjuntivo envolto, que possua contraturas ou aderências, combatendo, assim, a hipomobilidade. Essa técnica consiste na realiza- ção de movimentos articulares oscilatórios que respeitem os graus de movimento das articulações. A mobilização estimula a produção do líquido sinovial e relaxa a musculatura através da inibição autógena realizada pelos Órgãos Tendinosos de Golgi, além de ativar os mecanorreceptores que podem inibir a transmissão de estímulos nocicep- tivos ao nível da medula espinhal ou tronco encefálico. As principais indicações para o tratamento com a mobilização articular são: • dores; • espasmos musculares; • hipomobilidade, artrose, entre outras patologias. As contraindicações são: • hipermobilidade; • derrame articular; • inflamação (artrite); • câncer; • fraturas não consolidadas; • pós-operatório. Trata-se de uma técnica muito eficaz no tratamento de disfunções articulares, controlando a dor e devolvendoos movimentos artrocinemáticos normais. Os movimentos artrocinemáticos são pequenos movimentos que acontecem dentro da articulação, tão necessários para os movimentos osteocinemático nor- mais (movimentos de abdução, adução, flexão, extensão, rotações medial e lateral); esses movimentos artrocinemáticos recebem as seguintes denominações: giro, ro- lamento, tração, compressão e deslizamento. A perda de algum desses movimentos poderá implicar dor e consequente per- da de amplitude de movimento (ADM), levando à hipomobilidade da articulação, sobrecarregando a articulação e culminando em compensações que se perpetuarão por todo o corpo. Vamos recordar a definição desses movimentos. 23 UNIDADE Massagem Clássica – Drenagem Linfática Manual e Mobilização Articular Giro Características de um osso que gira sobre o outro: ocorre rotação de um seg- mento sobre um eixo mecânico estacionário; o mesmo ponto sobre a superfície que se move cria o arco de um círculo à medida que o osso gira; o giro raramente ocorre sozinho nas articulações, mas em combinação com o rolamento e desliza- mento. Três exemplos de onde ocorre giro nas articulações do corpo são: o ombro na flexão/extensão; o quadril na flexão/extensão; e a articulação radioumeral na pronação/supinação. Rolamento Características de um osso que rola sobre o outro: as superfícies são incongruen- tes; novos pontos de uma superfície encontram novos pontos na superfície oposta; o rolamento resulta em movimento angular do osso (oscilação); é sempre na mesma direção que o movimento ósseo angular; quando não ocorre sozinho, causa com- pressão nas superfícies do lado para o qual o osso está angulando e separação do outro lado. O alongamento passivo usando somente angulação óssea pode resultar em forças compressivas que sobrecarregam partes da superfície articular com a possibilidade de provocar lesão articular; em articulações com funcionamento nor- mal, o rolamento puro não ocorre sozinho, mas em combinação com deslizamento e giro. Tração Durante o movimento de tração, as superfícies articulares afastam-se uma da outra, ocorrendo a separação das superfícies articulares, quando estas são puxadas distalmente uma da outra. Pode ocorrer, ainda, tração no eixo longo do osso, resultando em deslizamento caudal, e ainda pode ocorrer tração em um ângulo reto, que resulta na separação articular propriamente dita. Compressão Durante a compressão, a superfície articular se aproxima uma da outra com as seguintes características: • a compressão causa diminuição no espaço articular entre as partes ósseas; • ocorre normalmente nos membros inferiores e na coluna durante a sustenta- ção do corpo; • ocorre compressão com a contração muscular, gerando estabilidade articular, impedindo lesões articulares; 24 25 • com a compressão, o líquido sinovial move-se para as estruturas articulares avasculares, nutrindo-as e lubrificando-as; • cargas excessivas de compressão causam lesões articulares, principalmente na cartilagem articular. Deslizamento Características de um osso que desliza sobre o outro: para um deslizamento puro, a superfícies precisam ser congruentes, sejam elas planas ou curvas; o mes- mo ponto em uma superfície fica em contato com novos pontos na superfície opos- ta; o deslizamento puro não ocorre nas articulações, já que as superfícies não são completamente congruentes. A direção na qual o deslizamento ocorre depende de a superfície que está movendo ser côncava ou convexa. O deslizamento é na dire- ção oposta à do movimento angular do osso se a superfície articular que se move é convexa. O deslizamento é na mesma direção do movimento angular do osso se a superfície que se move é côncava (obs.: regra convexo-côncava - é a base para a determinação da direção da força mobilizadora quando são usadas técnicas de manipulação articular com deslizamento). Através da mobilização articular, a cinemática articular pode ser recuperada, devolvendo, então, o movimento osteocinemático normal em sua ADM. A diminuição da dor pode ser explicada pelo realinhamento articular, diminuin- do o estresse em torno da articulação, além de efeitos neurofisiológicos, como dimi- nuição do reflexo protetor, pela normalidade articular, influenciando a atividade dos receptores articulares, obtendo-se efeitos proprioceptivos, que irão repercutir na postura. Também pode ser apontada a ação sobre o tecido conjuntivo, diminuindo uma possível contratura no tecido capsular e tendíneo. Aplicação da técnica Para a aplicação dessa técnica, é preciso o conhecimento biomecânico e da cinemática articular das articulações a serem tratadas. Também é preciso o co- nhecimento das posições em que há menor congruência articular. Os graus de tratamento propostos por Maitland devem ser respeitados, respeitando-se sempre o parâmetro de dor. O conceito Maitland foi criado na década de 60 pelo fisioterapeuta australiano Geoff Maitland e se baseia numa anamnese minuciosa, exame físico, sinais e sinto- mas; todos esses dados são a base da avaliação para que o fisioterapeuta escolha a melhor técnica de tratamento. Sua principal característica é a possibilidade de alívio imediato da dor e ganho de amplitude de movimento. O exame físico consiste na avaliação dos movimentos ativos seguidos dos mo- vimentos passivos e acessórios das articulações, que estão direta ou indiretamente rela cionadas com a queixa do paciente. A avaliação deve ser realizada dessa maneira, pois as lesões podem levar tanto a uma perda dos movimentos fisiológicos, quanto dos movimentos acessórios. 25 UNIDADE Massagem Clássica – Drenagem Linfática Manual e Mobilização Articular O tratamento tem como objetivo a normalidade dos movimentos e para isso, são utilizadas técnicas (mobilizações) que visam restaurar os movimentos articulares e que são classificadas por sua amplitude. Estas mobilizações são descritas em 4 graus: • Grau I: movimento de pequena amplitude, realizado abaixo da faixa de resis- tência, adequado para o tratamento de condições altamente irritáveis. Mais utilizado para analgesia; • Grau II: mobilização de maior amplitude do que o Grau I, porém ainda abaixo da resistência do tecido. Adequado quando a mobilização gera dor antes da restrição do movimento articular e também é mais utilizado como analgesia; • Grau III: mobilização de grande amplitude executada dentro da resistência do tecido, é utilizado quando a resistência ao movimento é detectada antes da dor; • Grau IV: utilizado quando a resistência ao movimento é detectada antes da dor; é um movimento de pequena amplitude, executado no final, porém ainda dentro da resistência tecidual. Realizado em caso de dores crônicas de baixa irritabilidade. Indicações e contraindicações Os dois primeiros graus de Maitland podem ser usados para o alívio da dor do paciente no tratamento inicial dos sinais e sintomas. Visando à recuperação de ADM, tendo-se já resolvido os sinais e sintomas, aplica-se a mobilização de graus III e IV. O grau V é de aplicação altamente específica, de domínio de especialidades como a Quiropraxia e Osteopatia; graduados em fisioterapia sem uma dessas formações não estão aptos a realizar esses tipos de manipulações. A dor é o maior parâmetro que irá guiar o terapeuta em seu tratamento. Em casos de artrites inflamatórias, neoplasia, doença óssea, fratura neurológica, deformidades ósseas congênitas e distúrbios das artérias vertebrais, não se deve aplicar mobilização e manipulação articular. 26 27 Material Complementar Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade: Livros Massagem: anatomia ilustrada – Guia completo de técnicas básicas de massagem ELLSWORTH, A.; ALTMAN, P. Massagem: anatomia ilustrada – Guia completo de técnicas básicas de massagem. Barueri: Manole, 2012. Técnicas de massagem I: aprimorando a arte do toque MEYER, S. Técnicas de massagem I: aprimorando a arte do toque. Barueri: Manole, 2010. Massagem para o desempenho esportivoMC GILLICUDDY, M. Massagem para o desempenho esportivo. São Paulo: Artmed, 2012. Fisioterapia: drenagem linfática manual BARROS, M. H. Fisioterapia: drenagem linfática manual. São Paulo: Robe, 2001. Modalidades terapêuticas nas disfunções estéticas BORGES, F. S. Modalidades terapêuticas nas disfunções estéticas. São Paulo: Photo Editora, 2006. Drenagem linfática manual: um novo conceito GODOY, J. M. P.; GODOY, M. F. G. Drenagem linfática manual: um novo conceito. São Paulo, 2004. Leitura Efeito da Massagem Clássica na Percepção Subjetiva de Dor, Edema, Amplitude Articular e Força Máxima Após Dor Muscular Tardia Induzida Pelo Exercício http://bit.ly/2tGL1E8 Drenagem linfática MAGAZONI, V. S. Drenagem linfática. 2013. http://bit.ly/393XSPJ Aplicação da drenagem linfática manual, “método original Dr. E. Vodder”, no tratamento dermato-funcional da rosácea MARTINS, C. B.; LOPES, M. L. M. Aplicação da drenagem linfática manual, “método original Dr. E. Vodder”, no tratamento dermato-funcional da rosácea. Academia do curso de fisioterapia da Universidade do Sul de Santa Catarina – UNISUL, 2003. http://bit.ly/2vJLuWE 27 UNIDADE Massagem Clássica – Drenagem Linfática Manual e Mobilização Articular Referências BENTLEY, E.O livro essencial da massagem. 1.ª ed. Barueri: Manole, 2006. BOINGEY, M. Manual da massagem. São Paulo: Masson,1986. CASSAR, M. P. Manual de massagem terapêutica: um guia completo de masso- terapia para o estudante e para o terapeuta. Barueri: Manole, 2001. DOMENE, F. A. Drenagem linfática manual (método original Dr. Vodder). Bar- celona: Nueva Estética, 2002. GUYTON, A. C.; HALL, J. E.; GUYTON, A. C. Tratado de fisiologia médica. Rio de Janeiro: Elsevier Brasil, 2006. LEDUC, A.; LEDUC, O. Drenagem linfática: teoria e prática. Barueri: Manole, 2007. MAITLAND, G.; HENGERED, E.; BANKS, K.; ENGLISH, K. Manipulação ver- tebral de Maitland. Rio de Janeiro: Médica e Científica, 2003. RIGGS, A. Técnicas de massagem profunda: um guia visual. Barueri: Manole, 2009. (e-book) 28