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Recursos Terapêuticos 
Manuais em Fisioterapia
Responsável pelo Conteúdo:
Prof.ª M.ª Simone Aparecida Penimpedo Calamita
Revisão Textual:
Prof.ª Esp. Kelciane da Rocha Campos
Massagem Clássica – Drenagem Linfática 
Manual e Mobilização Articular
• Introdução;
• Avaliação;
• Técnicas de Massagem;
• Drenagem Linfática Manual;
• Mobilização Articular.
• Apresentar as manobras que fazem parte da prática da massagem clássica, bem como 
sua utilização;
• Apresentar as técnicas de Drenagem Linfática Manual e de Mobilização Articular, suas 
indicações, contraindicações e manobras.
OBJETIVOS DE APRENDIZADO
Massagem Clássica – Drenagem 
Linfática Manual e Mobilização Articular
Orientações de estudo
Para que o conteúdo desta Disciplina seja bem 
aproveitado e haja maior aplicabilidade na sua 
formação acadêmica e atuação profissional, siga 
algumas recomendações básicas: 
Assim:
Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte 
da sua rotina. Por exemplo, você poderá determinar um dia e 
horário fixos como seu “momento do estudo”;
Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar; lembre-se de que uma 
alimentação saudável pode proporcionar melhor aproveitamento do estudo;
No material de cada Unidade, há leituras indicadas e, entre elas, artigos científicos, livros, vídeos 
e sites para aprofundar os conhecimentos adquiridos ao longo da Unidade. Além disso, você tam-
bém encontrará sugestões de conteúdo extra no item Material Complementar, que ampliarão sua 
interpretação e auxiliarão no pleno entendimento dos temas abordados;
Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns de discus-
são, pois irão auxiliar a verificar o quanto você absorveu de conhecimento, além de propiciar o 
contato com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico espaço de troca de ideias e 
de aprendizagem.
Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte 
Mantenha o foco! 
Evite se distrair com 
as redes sociais.
Mantenha o foco! 
Evite se distrair com 
as redes sociais.
Determine um 
horário fixo 
para estudar.
Aproveite as 
indicações 
de Material 
Complementar.
Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar; lembre-se de que uma 
Não se esqueça 
de se alimentar 
e de se manter 
hidratado.
Aproveite as 
Conserve seu 
material e local de 
estudos sempre 
organizados.
Procure manter 
contato com seus 
colegas e tutores 
para trocar ideias! 
Isso amplia a 
aprendizagem.
Seja original! 
Nunca plagie 
trabalhos.
UNIDADE Massagem Clássica – Drenagem Linfática 
Manual e Mobilização Articular
Introdução
A massagem clássica é utilizada há muito tempo como tratamento manual, como 
já foi abordado no capítulo inicial do nosso estudo.
Agora vamos conhecer as manobras utilizadas que compõem essa prática e 
também a sua utilização nas mais diversas partes do corpo.
Avaliação
Antes de se iniciar qualquer abordagem no paciente, deve-se primeiramente 
avaliá-lo, a fim de conhecer a queixa e as condições físicas dele, para depois optar 
pela forma de tratamento mais relevante. Além de fornecer ao terapeuta todas as 
informações relevantes sobre o paciente, a avaliação ajuda a revelar qualquer con-
dição crucial que possa ser uma contraindicação.
Nesta avaliação, devem constar:
• Dados pessoais: nome, endereço, telefone, profissão;
• Sintomas e histórico: queixa que o trouxe ao consultório e a história de como 
essa queixa se instalou; tratamentos anteriores e condições gerais de saúde e 
medicações de uso do paciente devem ser abordados aqui;
• Exame físico: deve ser realizado de acordo com a queixa do paciente, sendo 
composto por:
 » Observação: este item da avaliação física é muito importante. Inicia-se no 
primeiro contato visual com o paciente e termina apenas na alta, sendo, 
inclusive, o parâmetro decisivo para tal. Em toda e qualquer intervenção, 
deve ser observado o resultado, pois ele nos indica se devemos prosseguir ou 
mudar o rumo. Além disso, é possível observar a pele do paciente; identificar 
a integridade da pele é importante para saber se será possível a utilização 
desta técnica;
 » Palpação: palpar a área da queixa a fim de identificar dor, aumento de tônus, 
sinais de inflamação, irregularidades. Na palpação, conseguimos diagnosti-
car nódulos de tensão que podem indicar dor localizada ou referida;
 » Movimentação: realizar a movimentação passiva do segmento, a fim de ob-
servar a flexibilidade, bloqueios articulares ou encurtamentos musculares, e 
também a movimentação ativa, a fim de observar força muscular e dor.
Após avaliação minuciosa, o terapeuta deve ser capaz de identificar o problema 
do paciente e saber se a técnica de massagem pode ou não ser utilizada para tratar 
a disfunção.
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Técnicas de Massagem
Vários nomes são utilizados ao longo do tempo nos diversos lugares do mundo. 
Termos como deslizamento superficial e profundo, amassamento e tapotagem são 
usados em meio a palavras como fricção, agitação e vibração. Embora a teoria per-
maneça estável, variações e extensões das técnicas básicas são encontradas para 
facilitar a aplicação, havendo também a inclusão de certas designações, como a de 
“trabalho corporal” - sendo técnicas neuromusculares e de tratamento de pontos 
de gatilho -, à realização da massagem.
Para facilitar o entendimento, trataremos aqui de técnicas básicas que devem ser 
aplicadas em qualquer sessão de massagem clássica. São elas:
1. técnicas de effl eurage ou deslizamento;
2. técnicas de compressão;
3. técnicas de percussão;
4. técnicas de fricção;
5. técnicas de vibração e agitação .
Técnicas de effleurage ou deslizamento
O termo effleurage vem da palavra francesa effleurer, que significa “tocar de 
leve”. Também chamada de “deslizamento”, essa é indiscutivelmente a mais natural 
e instintiva de todas as técnicas de massagem.
Como uma manobra básica, o deslizamento é usado no começo de qualquer 
massagem e tem muitas aplicações, mas talvez a mais importante seja o contato 
inicial que propicia com o paciente.
Este, em si mesmo, é um aspecto crucial do relacionamento entre terapeuta e 
paciente, pois ao se tocar o paciente estabelece-se uma relação de confiança, e o 
toque inicial, ou seja, a forma como o paciente percebe esse toque, deve ser posi-
tivo e pode determinar o resultado final do seu tratamento.
Assim como em outros movimentos, o deslizamento pode ser adaptado a deter-
minada região do corpo ou a determinado efeito. As variações incluem mudanças 
de postura, de ritmo, de método de aplicação e de direção da manobra. Os efei-
tos do deslizamento são tanto reflexos quanto mecânicos, embora os dois, com 
frequên cia, se sobreponham.
Os efeitos gerais do deslizamento são os seguintes.
1. Efeitos mecânicos: O efeito mecânico do deslizamento é direto. Ele movi-
menta o sangue ao longo dos vasos sanguíneos e também de modo direto, 
empurra os conteúdos dos órgãos ocos, como os do sistema digestivo;
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UNIDADE Massagem Clássica – Drenagem Linfática 
Manual e Mobilização Articular
2. Redução da dor: Este é um efeito muito importante da técnica de 
deslizamento, que envolve mecanismos tanto mecânicos quanto refle-
xos. O aumento no fluxo de sangue venoso ajuda a remover agentes 
inflamatórios, que são uma fonte comum de dor. O edema também é 
reduzido pela manobra de deslizamento da massagem. Um acúmulo de 
fluidos aumenta a pressão dentro dos tecidos e causa estimulação nos 
nociceptores (receptores da dor), e a drenagem do edema com técnica 
de deslizamento da massagem linfática ajuda a aliviar a pressão e a dor. 
Além disso, a massagem tem o efeito de bloquear os impulsos dolorosos 
que percorrem a coluna e de estimular a liberação de endorfinas (anal-
gésicos naturais);
3. Efeitos reflexos: Um efeito reflexo do deslizamento relaciona-se aos re-
ceptores sensoriais dos tecidos superficiais. Esses terminais nervosos são 
estimulados pelas manobras de massagem, exercendo um efeito benéfico 
indireto sobre outras regiões do corpo.A conexão se dá por um trajeto 
reflexo que envolve o sistema nervoso autônomo. O deslizamento tem um 
efeito reflexo adicional: melhora a contração dos músculos involuntários da 
parede intestinal (peristaltismo);
4. Redução da disfunção somática ou da dor referida: Como ocorre com 
todas as manobras de massagem, o deslizamento também pode ser aplica-
do em áreas de disfunção somática ou de dor referida. O efeito é a redução 
da sensibilidade e de outras perturbações nos tecidos e, assim, ocorre a 
melhora da função das estruturas ou dos órgãos relacionados. Não existem 
contraindicações importantes para o deslizamento, exceto aquelas relativas 
à pele.
Deslizamento superficial
O deslizamento superficial é o primeiro contato com o paciente, seria como to-
cá-lo suavemente. Como uma técnica de avaliação, ele ajuda no exame dos tecidos 
superficiais em termos de calor, sensibilidade, elasticidade, edema e tônus muscular.
Ele ainda serve como uma abordagem confortável para “fazer contato” com 
pacientes e amenizar seu nível de estresse. A palpação da pele para detectar 
mudanças sutis e diminutas exige que as mãos estejam relaxadas, já que a tensão 
reduz sua sensibilidade. A pressão aplicada não é nem muito leve nem suficiente-
mente pesada para fazer com que as mãos afundem nos tecidos. O deslizamento 
superficial é extremamente eficaz na indução de relaxamento; o processo envolve 
receptores nos tecidos superficiais, que, quando estimulados pelo toque, produ-
zem uma resposta de relaxamento por meio do sistema nervoso parassimpático.
A circulação local e sistêmica também é melhorada com o deslizamento superfi-
cial leve, que tem um efeito direto e mecânico sobre o retorno venoso, aumentando 
seu fluxo. Em termos de reflexos, ele tem um efeito tonificante sobre os músculos 
voluntários das paredes arteriais.
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Figura 1 – Deslizamento superfi cial
Fonte: Acervo do conteudista
Deslizamento profundo
As técnicas de deslizamento profundo, com frequência, são preferíveis às técni-
cas de deslizamento superficial, pois geralmente o paciente considera a pressão da 
manobra mais relaxante que a do deslizamento superficial.
Em termos reflexos, a pressão profunda tem efeito inibidor sobre os músculos e 
seus nervos sensoriais (fusos musculares e receptores do complexo de Golgi).
Os impulsos nervosos que chegam da coluna aos terminais neuromusculares 
(junções nervosas) também são inibidos pela pressão profunda, obtendo-se como 
resultado o relaxamento muscular.
A pressão forte é transmitida aos tecidos mais profundos, melhorando a circula-
ção venosa e a drenagem linfática. À medida que o conteúdo das veias é drenado, 
mais espaço é criado para o fluxo sanguíneo arterial, oxigenando melhor os tecidos.
O tecido muscular também se beneficia do maior fluxo sanguíneo, que o supre 
de oxigênio e fluido plasmático. Quando melhoramos o retorno venoso, facilitamos 
a remoção do ácido láctico e de outros produtos do metabolismo decorrentes da 
atividade muscular, isso ajuda a relaxar e reparar os músculos.
As manobras profundas de massagem têm um efeito de alongamento sobre a fás-
cia superficial e reduzem as formulações nodulares (áreas endurecidas) e a congestão. 
Como em todos os outros movimentos, a massagem profunda deve ser realizada 
apenas até serem atingidos os níveis de tolerância de quem a recebe. Uma leve sensa-
ção de pressão ou dor inicial é sentida, com frequência, nos tecidos superficiais, isso 
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UNIDADE Massagem Clássica – Drenagem Linfática 
Manual e Mobilização Articular
geralmente se reduz de forma gradual durante o tratamento. Se a dor for exacerbada 
com as manobras profundas, estas devem ser interrompidas nessa região, lembrando 
que a mão do terapeuta deve ser adaptável à região do corpo que está recebendo a 
massagem, podendo ser necessárias adaptações da prática do deslizamento com os 
polegares ou punhos cerrados para melhor resultado ou menor risco de lesão.
Figura 2 – Deslizamento profundo – punho cerrado
Fonte: Acervo do conteudista
Técnicas de compressão
As manobras de compressão também são chamadas de manipulações do tecido 
mole. Existe agora uma manipulação mais vigorosa dos tecidos. Tanto o amassa-
mento quanto a compressão - as manobras primárias - deslocam e contorcem os 
tecidos, erguendo-os ou pressionando-os contra as estruturas subjacentes.
Compressão
Compressão gera pressão, que é transmitida às estruturas subjacentes. Portanto, 
pode afetar tanto os tecidos profundos quanto os superficiais. Existem vários mé-
todos de compressão.
Os efeitos e as aplicações da compressão incluem os descritos a seguir.
1. Alongamento e liberação de aderências: O efeito essencial da compres-
são é alongar o tecido muscular e a fáscia adjacente. Isso representa o re-
sultado adicional de reverter qualquer encurtamento dentro desses tecidos 
e liberar aderências;
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2. Redução de edema: A ação de bombeamento da compressão tende a 
auxiliar o fl uxo linfático e a reduzir edemas. Drenar o fl uido intersticial 
também remove os resíduos metabólicos dos tecidos;
3. Aumento na circulação: A circulação local é ativada por um efeito refl e-
xo, que causa a vasodilatação das arteríolas superfi ciais. O transporte de 
nutrientes para os tecidos, portanto, é aumentado devido à maior perfusão 
sanguínea, e o fl uxo venoso do sangue também é melhorado pela ação 
mecânica da manobra;
4. Redução de dor e fadiga: A melhora na circulação ajuda a reduzir a dor 
e a fadiga nos músculos. Um acúmulo de metabólitos, incluindo dióxido 
de carbono e fl uido (ácido láctico catabolizado), é criado pelas contrações 
musculares repetidas ou prolongadas. Como resultado, os músculos tor-
nam-se suscetíveis a congestão ácida, isquemia, dor e fadiga. A eliminação 
desses produtos do metabolismo combate a fadiga e prepara os músculos 
para a atividade física desgastante, como exercícios.
A compressão com a palma das mãos e dedos é a mais aplicada e envolve mo-
vimento sincronizado e em círculos.
A compressão pode ser realizada também com a ponta dos dedos e do polegar, 
realizada em uma das mãos quando se deseja obter uma pressão maior em um 
ponto específico do músculo, muito utilizada para tratar nódulos de tensão.
A compressão com a eminência tênar e hipotênar também é bastante utilizada. 
Neste caso, deseja-se uma pressão menos pontual e mais distribuída pelo tecido, 
utilizada quando o tecido tratado apresenta muita sensibilidade ao toque.
Amassamento
Considerado também um movimento de compressão, o amassamento difere da 
compressão no sentido de os tecidos serem levantados e afastados das estruturas 
subjacentes, em vez de rolados sobre elas.
O amassamento é aplicado entre os dedos de uma mão e o polegar da ou-
tra, e os tecidos são simultaneamente erguidos e retorcidos de leve, no sentido 
horário ou anti-horário. Depois, a pressão é liberada e a posição das mãos é 
invertida. Desse modo, a manobra é executada com alternância (a posição de 
preensão das mãos: uma vez que os dedos esquerdos e o polegar direito tenham 
comprimido os tecidos, são substituídos pelos dedos direitos e pelo polegar 
esquerdo para a próxima compressão). A técnica é mais apropriada para mús-
culos maiores, como os dos membros inferiores, da região lombar inferior, da 
região dos glúteos e dos braços. Os efeitos do amassamento incluem os descri-
tos a seguir.
1. Aumento da circulação: O amassamento aumenta a circulação na derme 
e na fáscia subcutânea. Este é um efeito importante, que resulta em melho-
ra do fl uxo sanguíneo nos vasos, tanto venosos quanto arteriais;
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UNIDADE Massagem Clássica – Drenagem Linfática 
Manual e Mobilização Articular
2. Redução da dor: Como a compressão, a técnica de amassamento relaxa 
músculos contraídos, aumentando a circulação na região e alongando as 
fibras. A melhor circulação tem o efeito adicional de reduzir a dor e a fadiga 
nos músculos;
3. Melhora na drenagem linfática: O amassamento melhora a drenagem 
linfática dos tecidos. A contração dos músculosfaz os vasos linfáticos se 
comprimirem contra os planos profundos da fáscia, o que tem o efeito de 
bombear a linfa para a frente;
4. Alongamento e liberação de aderências: Sinônimo da ação da compres-
são, o componente de torção do amassamento ajuda a romper qualquer 
aderência entre os feixes musculares e as camadas de músculos.
Figura 3 – Amassamento
Fonte: Acervo do conteudista
Técnicas de percussão
O termo mais comum utilizado para técnicas do tipo percussivo é tapotagem, pa-
lavra oriunda do francês tapotement, que significa “pancadinhas leves”. Outros ter-
mos encontrados para as técnicas são percussão, punho-percussão e dedilhamento.
Esses movimentos rítmicos têm um efeito hiperêmico, ou seja, produzem au-
mento na circulação local da pele. Eles também estimulam os terminais nervosos, 
o que resulta em pequenas contrações musculares e em aumento generalizado 
do tônus. Como regra geral, a maioria dos pacientes considera os movimentos 
de percussão muito revigorantes, embora alguns os considerem relaxantes. Outra 
interpretação é que a pressão é registrada pelos mecanoceptores na fáscia e pelos 
receptores do complexo de Golgi nos músculos. Assim, ocorreria uma ação reflexa, 
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que resultaria em minúsculas contrações dos músculos voluntários e involuntários. 
Acredita-se que os músculos esqueléticos se beneficiam dessa reação, que ajuda a 
aumentar seu tônus.
O efeito mais provável dos movimentos do tipo percussivo diz respeito aos 
músculos involuntários dos vasos sanguíneos. A resposta inicial nos vasos sanguí-
neos superficiais e profundos é a contração da parede muscular involuntária. Isto 
é seguido pela fadiga motora e, portanto, pela vasodilatação, como demonstrado 
pela hiperemia que ocorre na sequência. É possível que as manobras percussivas 
continuadas por um longo tempo causem fadiga aos receptores nervosos e se 
tornem contraprodutivas.
Além disso, os músculos já fracos podem apenas contrair-se por curtos períodos 
de cada vez e, portanto, não devem ser sujeitos a um tratamento longo, assim como 
um corredor novato não pode participar de uma maratona. Por essa razão, a dura-
ção de cada sessão deve ser compatível ao estado dos músculos. No tecido sadio, 
no entanto, os movimentos percussivos são usados com segurança para manter ou 
melhorar a tonicidade existente.
Existem quatro tipos de movimento percussivo:
1. percussão: golpes dados com o dedo mínimo, com os dedos abertos e 
esticados ou com os dedos crispados;
2. punho-percussão: punho reto, região palmar; 
3. tapotagem: mão em concha; 
4. dígito-percussão ou dedilhamento: uma ação de peteleco, ou percussão, 
com os dedos (chamada incorretamente de “tapa”).
Figura 4 – Percussão com punhos cerrados
Fonte: Acervo do conteudista
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UNIDADE Massagem Clássica – Drenagem Linfática 
Manual e Mobilização Articular
Técnicas de fricção
As técnicas de fricção são executadas nos tecidos tanto superficiais quanto pro-
fundos. Usando-se a ponta dos dedos ou o polegar, e na maioria dos casos apenas 
uma mão, os tecidos mais superficiais são mobilizados sobre as estruturas subja-
centes. Pode-se utilizar essa manobra quando se deseja tratar uma área com maior 
pressão, que o dedo não consegue cobrir, uma banda muscular tensa. A técnica é 
aplicada com muito pouco movimento dos dedos e, para isso, a lubrificação deve 
ser mínima. A manobra de fricção pode ser efetuada em diversas direções: circular, 
transversal (entre as fibras) ou em uma linha reta ao longo das fibras, embora as 
duas últimas sejam geralmente os métodos preferidos.
Figura 5 – Fricção
Fonte: Acervo do conteudista
Os efeitos fisiológicos da fricção são os descritos a seguir.
1. Dispersão dos metabólitos: As manobras de fricção dispersam depósitos 
patológicos (calcificações), em particular em torno das articulações (por 
exemplo, nas áreas atingidas por gota ou reumatismo). Esses tipos de alte-
ração patológica podem ser sensíveis à palpação e, nesse caso, a manobra 
de fricção é aplicada com muito pouca pressão. Se a sensibilidade for mui-
to intensa, o movimento é completamente omitido;
2. Alongamento e liberação de aderências: As manobras liberam aderên-
cias entre camadas de tecidos, como entre a fáscia e os músculos, entre 
a fáscia e o osso e entre fibras musculares, e ajudam o tecido fibroso a 
ceder e a se alongar;
3. Redução do edema: As manobras ajudam a reduzir o edema crônico. 
A consistência do edema progressivo tende a mudar para um estado mais 
sólido e, portanto, mais difícil de se dispersar; os movimentos de fricção 
podem ser aplicados nesses casos;
16
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4. Efeitos gastrintestinais: Os movimentos de fricção também podem ser 
aplicados para tratar o cólon, desde que as técnicas sejam confortáveis 
para o paciente. Os músculos involuntários do trato digestivo são estimula-
dos por essa manobra, mas se o tratamento for interrompido, os mesmos 
músculos tornam-se suscetíveis à fadiga.
Vibração
Na manobra de vibração, os dedos geralmente são mantidos abertos e estendi-
dos, mas também podem ficar unidos uns aos outros. A ponta dos dedos é usada 
para agarrar a pele e os tecidos superficiais com delicadeza. Nessa posição, uma 
pressão intermitente é aplicada com toda a mão, sem suspender o contato da ponta 
dos dedos com a pele. A pressão deve ser baixa e aplicada muito rapidamente, para 
criar movimentos de vibração fina.
Essa técnica diferencia-se dos movimentos de percussão por não causar uma con-
tração reflexa dos músculos esqueléticos, embora afete os músculos involuntários.
Os efeitos fisiológicos da vibração são os descritos a seguir.
1. Aumento do fl uxo linfático: Uma aplicação muito benéfi ca da técnica 
de vibração é o deslocamento e a liberação da linfa. A linfa também pode 
mover-se mais facilmente pelos planos da fáscia, de um compartimento 
(que contém um órgão, por exemplo) para outro;
2. Redução do edema. As lesões nos tecidos moles, como as lesões esporti-
vas, produzem edema, o qual também se torna viscoso quando não tratado 
por longo tempo. A vibração é aplicada para inverter tal situação;
3. Contração dos músculos involuntários: A técnica de vibração é aplicada 
ao abdome para garantir uma contração refl exa dos músculos involuntários 
das vísceras. É fundamental que os músculos abdominais estejam relaxa-
dos quando a massagem de vibração for executada e que não ocorra uma 
reação refl exa de proteção. A técnica pode ser de difícil aplicação quando 
o abdome está repleto de gases ou quando o paciente é obeso;
4. Estimulação dos órgãos torácicos: Os órgãos sob a proteção das coste-
las são estimulados pelo efeito de vibração transmitido pela parede torá-
cica. Muito utilizada na prática da fi sioterapia respiratória, essa manobra, 
associada a compressão e drenagem postural, ajuda a remover secreções 
dos pulmões;
5. Efeitos neurológicos: A vibração também pode ser aplicada aos nervos, 
de modo similar à fricção. O efeito é o de redução das aderências adjacen-
tes e de melhora na drenagem de linfa dentro da bainha nervosa;
6. Alongamento e liberação de aderências: Embora outros movimentos de 
massagem, como a fricção e o deslizamento com o polegar, tendam a ser 
mais efi cazes, as aderências podem ser reduzidas e o tecido cicatrizado alon-
gado pelos movimentos de vibração.
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UNIDADE Massagem Clássica – Drenagem Linfática 
Manual e Mobilização Articular
Drenagem Linfática Manual
Emil Vodder (1896-1986), fisioterapeuta e biólogo dinamarquês, e sua esposa, 
Estrid Vodder, no ano de 1932, iniciaram seus estudos sobre o sistema linfático, 
dando origem à Drenagem Linfática Manual.
Dr. Vodder, tratando de uma paciente com problema de sinusite e acne difusa 
no rosto e no pescoço, observou que os linfonodos da cadeia linfonodal do pesco-
ço eram os mais edemaciados e passou a massageá-los com manobras delicadas 
e suaves. Através deste procedimento, o Dr. Vodder pôde observar uma melhora 
imediata da paciente, levando-o a prosseguir com o tratamento por oito sessões, 
pois que esse tipoespecífico de massagem operava um desbloqueio das vias linfáti-
cas, causado pela estagnação do material de refugo. Resultou que a paciente ficou 
curada, não havendo reincidência da patologia.
Em 1936, após profundos estudos e experiências, Dr. Vodder apresentou em 
Paris (França) este novo e revolucionário método de massagem.
Segundo Vinyes (2005), nos últimos anos de sua vida, Vodder cedeu a re-
presentação de seu método à escola de Walchsee, na Áustria, e ao professor 
Foldi, na Alemanha.
A grande demanda de aprendizagem da Drenagem Linfática Manual tem dado 
lugar a outras novas escolas que colocam em prática o método, compartilhando 
conceitos, simplificando e destacando o essencial da Drenagem Linfática Manual, 
tornando-o mais compreensível e facilitando sua aprendizagem.
Em meados de 1967, foi criada a Sociedade de Drenagem Linfática Manual, a 
qual, a partir de 1976, foi incorporada à Sociedade Alemã de Linfologia. Dentre 
os principais grupos que utilizam a técnica estão: Földi, Leduc, Asley-Smith, Nieto, 
Ciucci, Beltramino, Mayall e outros.
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Figura 6 – Sentido do sistema linfático
Fonte: Adaptado de Getty Images
A Drenagem Linfática Manual Vodder
relacionada aos efeitos relaxantes
A Drenagem Linfática Manual Vodder possui várias indicações na estética, sen-
do indicada como complemento para diversos tratamentos.
A Drenagem Linfática Manual Vodder exerce um efeito sedativo e relaxante, 
devido à ativação do sistema nervoso vegetativo parassimpático, não por seu efeito 
drenante, mas devido às manobras lentas, suaves, monótonas e repetidas sobre a 
pele, constituindo um ideal método de relaxamento. Geralmente, logo após o início 
da massagem, os pacientes relatam que suas pálpebras pesam e que eles têm uma 
imensa sensação de tranquilidade.
As manipulações suaves, lentas, monótonas e repetidas de DLM sobre a pele 
exercem um notável efeito sedante e relaxante que podemos aproveitar para bene-
ficiar as pessoas estressadas.
Efeitos sobre o edema intersticial
O efeito mais relevante da drenagem linfática, entretanto, é a diminuição do 
edema intersticial provocado pela pressão manual exercida sobre a pele, que 
comprime os tecidos e por osmose empurra o líquido intersticial para dentro dos 
capilares linfáticos.
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UNIDADE Massagem Clássica – Drenagem Linfática 
Manual e Mobilização Articular
Além da pressão, a tração na pele exercida pelas manobras ajuda a abrir cutículas 
dos capilares que absorvem o líquido, chamado de linfa, para dentro dos capilares.
É importante realizar as manobras no sentido do sistema linfático, ou seja, das 
extremidades para o centro, para que essa tração ajude na captura da linfa.
O estímulo sobre os gânglios linfáticos acelera o processo de eliminação desta 
linfa, que ocorrerá pelo sistema urinário.
• Pressão adequada: deve ser suficiente para propulsionar o líquido intersticial 
para dentro dos capilares linfáticos e aumentar reabsorção através dos capila-
res, porém abaixo do valor da pressão interna dos capilares linfáticos e sanguí-
neos, evitando-se a obstrução dos mesmos;
• Pressão leve: 30 a 40 mmHg para que ocorra um aumento da pressão tissu-
lar, induzindo o processo de reabsorção pelos linfáticos superficiais.
Figura 7 – Circulação linfática e órgãos linfonoides
Fonte: Adaptado de HELIHY; MAEBIUS, 2002
Indicações da drenagem linfática
• Cutâneas: acne, rosácea, dermatite perioral, eritema facial persistente;
• Tecido adiposo: celulite;
• Cirúrgicas: pré e pós-cirurgia reparadora e estética, assim como na prevenção 
e tratamento de cicatrizes;
• Outros efeitos: nos tratamentos contra o envelhecimento; efeito sedante/rela-
xante; edemas faciais, corporais, etc.
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Contraindicações
• Infecções agudas;
• Insuficiência cardíaca descompensada;
• Flebite, trombose e tromboflebite;
• Suspeita de arteriosclerose;
• Hipertensão descompassada;
• Certas afecções da pele;
• Câncer;
• Asma bronquial e bronquite asmática;
• Hipertiroidismo.
Manobras da Drenagem Linfática Manual
Existem basicamente três formas de manobra:
• Manobra de captação: realizada diretamente sobre o local edemaciado, vi-
sando aumentar a captação da linfa pelos capilares linfáticos;
• Manobra de reabsorção: esta manobra acontece nos pré-coletores e coletores 
linfáticos, responsáveis pelo transporte da linfa captada pelos capilares linfáticos;
• Manobra de evacuação: atua nos linfonodos que recebem a confluência dos 
coletores linfáticos.
Duas escolas se destacam: Vodder e Leduc.
Vodder
Vodder é considerado o Pai da drenagem linfática.
A Drenagem Linfática Manual Vodder apresenta 4 tipos de movimentos:
• Círculos fixos: coloca-se a mão espalmada sobre a pele e, com os dedos, reali-
zam-se movimentos circulares, efetuando-se uma pressão/descompressão;
• Movimento de bombeamento: as mãos são colocadas no tecido a ser dre-
nado, iniciando-se movimentos ondulatórios, com pressões decrescentes na 
palma para os dedos;
• Movimento do coletor: é iniciado com as palmas das mãos posicionadas per-
pendicularmente às vias de drenagem, sendo baseado em manobras de arraste 
envolvendo uma combinação de movimentos;
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UNIDADE Massagem Clássica – Drenagem Linfática 
Manual e Mobilização Articular
• Movimento giratório ou de rotação: é empregado em superfície planas. O po-
sicionamento das mãos depende da sequência realizada. Podem ser posicionadas 
proximal ou distalmente, seguindo sempre o fluxo de drenagem.
Figura 8 – A: Movimentos Círculos Fixos; B: Bombeamento; C: Doador; e D: Giratório ou Rotação
Fonte: GUIRRO; GUIRRO, 2002, pg. 584
Leduc
A técnica de Leduc determina que a massagem seja tecnicamente individualiza-
da, que a estimulação deva ser realizada somente nas regiões onde houver linfo-
nodos para serem estimulados e com pressão de 30 mmHg a 40mmhg. O curso 
usual de tratamento descrito por ele começa com cinco sessões semanais e vai 
diminuindo progressivamente até uma sessão semanal, podendo se prolongar por 
meses. O melhor resultado se dá nas primeiras duas semanas.
5 movimentos:
• Drenagem dos linfonodos: inicia-se mediante contato direto dos dedos indi-
cador e médio do terapeuta com a pele do paciente, ou com as mãos sobre-
postas. A manobra é realizada com uma pressão moderada e rítmica, estando 
baseada no processo de evacuação;
• Círculo com os dedos: utiliza-se desde o dedo indicador até o mínimo (os mo-
vimentos são leves, rítmicos e obedecem a uma pressão na área edemaciada, 
seguindo o sentido dos vasos linfáticos;
• Círculo com o polegar: é realizado somente com o polegar;
• Movimentos combinados: combinação dos dois movimentos descritos ante-
riormente, com o polegar e com os outros dedos;
• Pressão em bracelete: o sentido da drenagem deve ser distal para proximal, 
sendo que a pressão deve ser intermitente e obedecer ao sentido da drenagem.
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Mobilização Articular
Agora vamos discutir outra técnica manual importante, a mobilização articu-
lar, que é uma técnica manual que visa restaurar o movimento artrocinemático de 
deslizamento e “alongar” o tecido conjuntivo envolto, que possua contraturas ou 
aderências, combatendo, assim, a hipomobilidade. Essa técnica consiste na realiza-
ção de movimentos articulares oscilatórios que respeitem os graus de movimento 
das articulações.
A mobilização estimula a produção do líquido sinovial e relaxa a musculatura 
através da inibição autógena realizada pelos Órgãos Tendinosos de Golgi, além de 
ativar os mecanorreceptores que podem inibir a transmissão de estímulos nocicep-
tivos ao nível da medula espinhal ou tronco encefálico.
As principais indicações para o tratamento com a mobilização articular são:
• dores;
• espasmos musculares;
• hipomobilidade, artrose, entre outras patologias.
As contraindicações são:
• hipermobilidade;
• derrame articular;
• inflamação (artrite);
• câncer; 
• fraturas não consolidadas; 
• pós-operatório.
Trata-se de uma técnica muito eficaz no tratamento de disfunções articulares, 
controlando a dor e devolvendoos movimentos artrocinemáticos normais.
Os movimentos artrocinemáticos são pequenos movimentos que acontecem 
dentro da articulação, tão necessários para os movimentos osteocinemático nor-
mais (movimentos de abdução, adução, flexão, extensão, rotações medial e lateral); 
esses movimentos artrocinemáticos recebem as seguintes denominações: giro, ro-
lamento, tração, compressão e deslizamento.
A perda de algum desses movimentos poderá implicar dor e consequente per-
da de amplitude de movimento (ADM), levando à hipomobilidade da articulação, 
 sobrecarregando a articulação e culminando em compensações que se perpetuarão 
por todo o corpo.
Vamos recordar a definição desses movimentos.
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Manual e Mobilização Articular
Giro
Características de um osso que gira sobre o outro: ocorre rotação de um seg-
mento sobre um eixo mecânico estacionário; o mesmo ponto sobre a superfície 
que se move cria o arco de um círculo à medida que o osso gira; o giro raramente 
ocorre sozinho nas articulações, mas em combinação com o rolamento e desliza-
mento. Três exemplos de onde ocorre giro nas articulações do corpo são: o ombro 
na flexão/extensão; o quadril na flexão/extensão; e a articulação radioumeral na 
pronação/supinação.
Rolamento
Características de um osso que rola sobre o outro: as superfícies são incongruen-
tes; novos pontos de uma superfície encontram novos pontos na superfície oposta; 
o rolamento resulta em movimento angular do osso (oscilação); é sempre na mesma 
direção que o movimento ósseo angular; quando não ocorre sozinho, causa com-
pressão nas superfícies do lado para o qual o osso está angulando e separação do 
outro lado. O alongamento passivo usando somente angulação óssea pode resultar 
em forças compressivas que sobrecarregam partes da superfície articular com a 
possibilidade de provocar lesão articular; em articulações com funcionamento nor-
mal, o rolamento puro não ocorre sozinho, mas em combinação com deslizamento 
e giro.
Tração
Durante o movimento de tração, as superfícies articulares afastam-se uma da 
outra, ocorrendo a separação das superfícies articulares, quando estas são puxadas 
distalmente uma da outra.
Pode ocorrer, ainda, tração no eixo longo do osso, resultando em deslizamento 
caudal, e ainda pode ocorrer tração em um ângulo reto, que resulta na separação 
articular propriamente dita.
Compressão
Durante a compressão, a superfície articular se aproxima uma da outra com as 
seguintes características:
• a compressão causa diminuição no espaço articular entre as partes ósseas;
• ocorre normalmente nos membros inferiores e na coluna durante a sustenta-
ção do corpo;
• ocorre compressão com a contração muscular, gerando estabilidade articular, 
impedindo lesões articulares;
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• com a compressão, o líquido sinovial move-se para as estruturas articulares 
avasculares, nutrindo-as e lubrificando-as;
• cargas excessivas de compressão causam lesões articulares, principalmente na 
cartilagem articular.
Deslizamento
Características de um osso que desliza sobre o outro: para um deslizamento 
puro, a superfícies precisam ser congruentes, sejam elas planas ou curvas; o mes-
mo ponto em uma superfície fica em contato com novos pontos na superfície opos-
ta; o deslizamento puro não ocorre nas articulações, já que as superfícies não são 
completamente congruentes. A direção na qual o deslizamento ocorre depende de 
a superfície que está movendo ser côncava ou convexa. O deslizamento é na dire-
ção oposta à do movimento angular do osso se a superfície articular que se move 
é convexa. O deslizamento é na mesma direção do movimento angular do osso se 
a superfície que se move é côncava (obs.: regra convexo-côncava - é a base para 
a determinação da direção da força mobilizadora quando são usadas técnicas de 
manipulação articular com deslizamento).
Através da mobilização articular, a cinemática articular pode ser recuperada, 
devolvendo, então, o movimento osteocinemático normal em sua ADM.
A diminuição da dor pode ser explicada pelo realinhamento articular, diminuin-
do o estresse em torno da articulação, além de efeitos neurofisiológicos, como dimi-
nuição do reflexo protetor, pela normalidade articular, influenciando a atividade dos 
receptores articulares, obtendo-se efeitos proprioceptivos, que irão repercutir na 
postura. Também pode ser apontada a ação sobre o tecido conjuntivo, diminuindo 
uma possível contratura no tecido capsular e tendíneo.
Aplicação da técnica
Para a aplicação dessa técnica, é preciso o conhecimento biomecânico e da 
cinemática articular das articulações a serem tratadas. Também é preciso o co-
nhecimento das posições em que há menor congruência articular. Os graus de 
tratamento propostos por Maitland devem ser respeitados, respeitando-se sempre 
o parâmetro de dor.
O conceito Maitland foi criado na década de 60 pelo fisioterapeuta australiano 
Geoff Maitland e se baseia numa anamnese minuciosa, exame físico, sinais e sinto-
mas; todos esses dados são a base da avaliação para que o fisioterapeuta escolha a 
melhor técnica de tratamento. Sua principal característica é a possibilidade de alívio 
imediato da dor e ganho de amplitude de movimento.
O exame físico consiste na avaliação dos movimentos ativos seguidos dos mo-
vimentos passivos e acessórios das articulações, que estão direta ou indiretamente 
rela cionadas com a queixa do paciente. A avaliação deve ser realizada dessa maneira, 
pois as lesões podem levar tanto a uma perda dos movimentos fisiológicos, quanto 
dos movimentos acessórios.
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UNIDADE Massagem Clássica – Drenagem Linfática 
Manual e Mobilização Articular
O tratamento tem como objetivo a normalidade dos movimentos e para isso, são 
utilizadas técnicas (mobilizações) que visam restaurar os movimentos articulares e que 
são classificadas por sua amplitude. Estas mobilizações são descritas em 4 graus:
• Grau I: movimento de pequena amplitude, realizado abaixo da faixa de resis-
tência, adequado para o tratamento de condições altamente irritáveis. Mais 
utilizado para analgesia;
• Grau II: mobilização de maior amplitude do que o Grau I, porém ainda abaixo 
da resistência do tecido. Adequado quando a mobilização gera dor antes da 
restrição do movimento articular e também é mais utilizado como analgesia;
• Grau III: mobilização de grande amplitude executada dentro da resistência do 
tecido, é utilizado quando a resistência ao movimento é detectada antes da dor;
• Grau IV: utilizado quando a resistência ao movimento é detectada antes da 
dor; é um movimento de pequena amplitude, executado no final, porém 
ainda dentro da resistência tecidual. Realizado em caso de dores crônicas de 
baixa irritabilidade.
Indicações e contraindicações
Os dois primeiros graus de Maitland podem ser usados para o alívio da dor do 
paciente no tratamento inicial dos sinais e sintomas.
Visando à recuperação de ADM, tendo-se já resolvido os sinais e sintomas, 
aplica-se a mobilização de graus III e IV. 
O grau V é de aplicação altamente específica, de domínio de especialidades 
como a Quiropraxia e Osteopatia; graduados em fisioterapia sem uma dessas 
formações não estão aptos a realizar esses tipos de manipulações.
A dor é o maior parâmetro que irá guiar o terapeuta em seu tratamento.
Em casos de artrites inflamatórias, neoplasia, doença óssea, fratura neurológica, 
deformidades ósseas congênitas e distúrbios das artérias vertebrais, não se deve 
aplicar mobilização e manipulação articular.
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Material Complementar
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:
 Livros
Massagem: anatomia ilustrada – Guia completo de técnicas básicas de massagem
ELLSWORTH, A.; ALTMAN, P. Massagem: anatomia ilustrada – Guia completo de 
técnicas básicas de massagem. Barueri: Manole, 2012.
Técnicas de massagem I: aprimorando a arte do toque
MEYER, S. Técnicas de massagem I: aprimorando a arte do toque. Barueri: 
Manole, 2010.
Massagem para o desempenho esportivoMC GILLICUDDY, M. Massagem para o desempenho esportivo. São Paulo: 
Artmed, 2012.
Fisioterapia: drenagem linfática manual
BARROS, M. H. Fisioterapia: drenagem linfática manual. São Paulo: Robe, 2001.
Modalidades terapêuticas nas disfunções estéticas
BORGES, F. S. Modalidades terapêuticas nas disfunções estéticas. São Paulo: 
Photo Editora, 2006.
Drenagem linfática manual: um novo conceito
GODOY, J. M. P.; GODOY, M. F. G. Drenagem linfática manual: um novo conceito. 
São Paulo, 2004.
 Leitura
Efeito da Massagem Clássica na Percepção Subjetiva de Dor, Edema, Amplitude Articular e Força Máxima Após 
Dor Muscular Tardia Induzida Pelo Exercício
http://bit.ly/2tGL1E8
Drenagem linfática
MAGAZONI, V. S. Drenagem linfática. 2013.
http://bit.ly/393XSPJ
Aplicação da drenagem linfática manual, “método original Dr. E. Vodder”, no tratamento dermato-funcional da rosácea
MARTINS, C. B.; LOPES, M. L. M. Aplicação da drenagem linfática manual, “método 
original Dr. E. Vodder”, no tratamento dermato-funcional da rosácea. Academia do 
curso de fisioterapia da Universidade do Sul de Santa Catarina – UNISUL, 2003.
http://bit.ly/2vJLuWE
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UNIDADE Massagem Clássica – Drenagem Linfática 
Manual e Mobilização Articular
Referências
BENTLEY, E.O livro essencial da massagem. 1.ª ed. Barueri: Manole, 2006.
BOINGEY, M. Manual da massagem. São Paulo: Masson,1986.
CASSAR, M. P. Manual de massagem terapêutica: um guia completo de masso-
terapia para o estudante e para o terapeuta. Barueri: Manole, 2001.
DOMENE, F. A. Drenagem linfática manual (método original Dr. Vodder). Bar-
celona: Nueva Estética, 2002.
GUYTON, A. C.; HALL, J. E.; GUYTON, A. C. Tratado de fisiologia médica. 
Rio de Janeiro: Elsevier Brasil, 2006.
LEDUC, A.; LEDUC, O. Drenagem linfática: teoria e prática. Barueri: Manole, 2007.
MAITLAND, G.; HENGERED, E.; BANKS, K.; ENGLISH, K. Manipulação ver-
tebral de Maitland. Rio de Janeiro: Médica e Científica, 2003.
RIGGS, A. Técnicas de massagem profunda: um guia visual. Barueri: Manole, 
2009. (e-book)
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