Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Literatura brasileira II
Professora Rosemeire C. N. Gonçalves 
• PRODUÇÃO LITERÁRIA DA SEGUNDA GERAÇÃO 
• Manuel Antônio Álvares de Azevedo nasceu aos 12 de
setembro de 1831, em São Paulo. Matriculou-se no curso de
Direito, em 1848, e deu início à produção literária, enquanto
sentia os primeiros sintomas de tuberculose.
• Alguns dizem que o autor teve uma vida boêmia e para outros,
uma vida casta. Contudo, suas poesias mostram uma ideia fixa
em sua própria morte, provavelmente por saber do estado de
saúde em que se encontrava. Entretanto, o poeta também
passou pela experiência da morte prematura do irmão e de
seus colegas de faculdade.
• Álvares de Azevedo parecia viver uma dualidade de
sentimentos que são transpassadas para sua literatura: ora é
meigo e sentimental, ora é mordaz e trágico.
• Por ter o pessimismo como âncora de seus poemas, foi
considerado o responsável pelo “mal do século”, caracterizado
pelo sentimento melancólico e pelo desencanto.
• Em 1851, com a ideia de que a morte era certeira em sua
vida, começou a escrever cartas à mãe, à irmã e aos amigos,
certificando-os do seu inevitável destino.
• Sua temática voltada à morte pode ser considerada também
como um refúgio, uma fuga da realidade conturbada que vivia
e da relação com o mundo que o cercava, o qual lhe dava
sensação de impotência.
• O poeta desejou tanto a morte que morreu ainda jovem, aos
20 anos, a 25 de abril de 1852.
• Álvares de Azevedo foi responsável pelos contornos
definitivos do mal do século em nossa literatura,
produzindo uma obra influenciada por Lord Byron, de
quem foi leitor assíduo e tradutor, e por Musset, de
quem herdou as características do spleen, o sarcasmo,
a ironia e a autodestruição, morte, dor e uma visão de
amor irreal e idealizado por donzelas virgens.
• Além disso, seus poemas de temáticas de frustração e
sofrimento ganham um ar melancólico por ter
lembranças da infância, da mãe e da irmã.
• Revela-nos uma duplicidade do jovem Álvares de
Azevedo: de um lado o poeta meigo, dócil, angelical;
de outro, o poeta satânico, corrosivo, que tanto
ironiza os outros como a si mesmo.
Cantando a vida, como o cisne a morte.
BOCAGE
Dieu, amour et poésie sont les trois mots que je voudrais seuls graver sur ma
pierre, si je mérite une pierre.
LAMARTINE
São os primeiros cantos de um pobre poeta. Desculpai-os. As primeiras vozes do 
sabiá não têm a doçura dos seus cânticos de amor.
É uma lira, mas sem cordas; uma primavera, mas sem flores; uma coroa de folhas, 
mas sem viço.
Cantos espontâneos do coração, vibrações doridas da lira interna que agitava 
um sonho, notas que o vento levou — como isso dou a lume essas harmonias.
São as páginas despedaçadas de um livro não lido...
E agora que despi a minha musa saudosa dos véus do mistério do meu amor e 
da minha solidão, agora que ela vai seminua e tímida, por entre vós, derramar 
em vossas almas os últimos perfumes de seu coração, ó meus amigos, recebei-a 
no peito e amai-a como o consolo, que foi, de uma alma esperançosa, que 
depunha fé na poesia e no amor —
esses dois raios luminosos do coração de Deus. 
• Fonte: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000021.pdf
Se a terra é adorada, a mãe não é mais
digna de veneração.
Como as flores de uma árvore silvestre
Se esfolham sobre a leiva que deu vida
A seus ramos sem fruto,
Ó minha doce mãe, sobre teu seio
Deixa que dessa pálida coroa
Das minhas fantasias
Eu desfolhe também, frias, sem cheiro,
Flores da minha vida, murchas flores
Que só orvalha o pranto! 
A) Lira dos vinte;
B) O poema do frade e conde Lopo
C) Macário
D) Noite na Taverna 
• OUTROS POETAS DA SEGUNDA GERAÇÃO
• Luís José Junqueira Freire cursou o Liceu Provincial de Salvador
e ingressou aos 19 anos na Ordem dos Beneditinos, fazendo-se
monge; vocação controvertida, essa escolha muito o fez sofrer,
desagregando-lhe a sensibilidade exacerbada.
• Deixa a Ordem em 1854 e morre um ano depois.
• Os temas religiosos são mesclados com o temor da morte, com
a solidão revoltada, com a sensualidade domável. Sua poesia
tende a confundir-se, tal a liberdade de construção de seus
versos com a prosa ritmada. Ao acento romântico egocêntrico
da época vem juntar-se uma lancinante nota de dor, expressa
em suas interrogações constantes sobre o valor da vida, do
pecado e da morte.
• Inspirações do Claustro;
• Contradições poéticas.
Isto pensava, isto escrevo, isto tinha n'alma, isto vai no papel: que doutro modo não sei escrever.
GARRETT
Gosto de meditar de noite, às vezes,
Como um infante,
Espasmado no olhar, fitando o corpo,
Que tem diante.
Gosto de meditar de dia, às vezes,
Como o ancião,
A quem ideias se erguem do passado
Em borbulhão.
• Casimiro José Marques de Abreu, filho de um português
comerciante e dono de terras no Rio de Janeiro, nasceu em
1839 na Barra de São João, RJ, e faleceu no mesmo local em
1860. Estudou Humanidades em Nova Friburgo, curso que não
completou, abandonando para se dedicar ao comércio junto
com o pai, fato esse que o deixou bastante deprimido.
• Viajou para Lisboa, lugar onde viveu entre os anos de 1853 e
1857 e viu sua peça Camões e o Jau obter um certo êxito. De
volta para o Brasil, no ano de 1859, assistiu seu único livro de
poesias, Primaveras, ser publicado às custas do apoio financeiro
paterno. Morre um ano depois, com 21 anos, vítima de
tuberculose, na fazenda de sua família.
• Sua poesia é das mais populares e mais lidas pelo povo
brasileiro, mesmo não sendo das melhores dentre seus
contemporâneos.
• Autor de Meus Oito Anos, sua popularidade se deve à
linguagem simples, terna, cativante e de leitura fácil que o
poeta empregou para cantar os temas mais comuns do
Romantismo.
• O amor expresso em seus poemas é sempre impossível,
delicado, platônico e idealizado, entrando em atrito com a
pureza, a paixão contida e o receio de corresponder e se
entregar à mulher amada.
• Sua obra, aliás, é quase toda tomada pelo tormentoso conflito
entre o desejo e o medo, a realidade perturbadora e a pureza
da infância, da natureza e dos sonhos, gerando a tristeza, a
melancolia e o depressivo desejo de morte. A saudade também
é largamente cantada em seus versos, acentuando desde as
dores da distância da pátria e da família, até a distância da
infância, em que o poeta lamenta a pureza e os sonhos
perdidos. A obra de Casimiro de Abreu, no entanto, carece de
uma linguagem mais rica e um estilo mais criativo,
aprofundado.
• Sua poesia, apesar disso, agradou muito a leitores menos
exigentes e donzelas ávidas por palavras e versos de amor,
mas nunca chegou a ter a riqueza de imagens que encontramos
nos poemas mais fecundos de Gonçalves Dias e Castro Alves.
Tampouco se aproxima dos versos mais irônicos e satânicos, mas
não menos ingênuos, de Álvares de Azevedo.
• Sua virtude está em exprimir e traduzir de uma forma pura e
delicada todos os sentimentos e emoções mais latentes de um
povo que ainda cantava as glórias da independência e a
grandeza da pátria, o que lhe atribuiu fama e popularidade
fácil.
(Fonte: http://www.nilc.icmc.usp.br/nilc/literatura/fagundesvarela.htm)
• Poesias
• Primaveras (1859)
• Teatro
• Camões e o Jau (1856)
• De toda a sua produção poética, reunida em um volume
intitulado As primaveras (1859), indiscutivelmente, a poesia
mais popular e a mais revisitada pelos autores do Modernismo
é “Meus oito anos”.
Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida
Da minha infância querida
Que os anos não trazem, mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!
Como são belos os dias
Do despontar da existência!
— Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
• Luís Nicolau Fagundes Varela nasceu em Rio Claro, RJ, em
1841, e morreu em Niterói, em 1875. Encarnou em vida o
perfil do verdadeiro poeta romântico: boêmio, errante e
desregrado, apesar de ter sido um homem de reconhecível fé e
uma formação altamente culta e religiosa. Foi aluno de Direito
em São Paulo, onde se casou com Alice GuilherminaLuande,
filha de um proprietário de circo, e pediu transferência para o
Recife.
• De lá voltou sem concluir o curso. Após a morte do filho, em
1863, a quem dedicou o belíssimo poema "Cântico do
Calvário“, seu vício com álcool e sua vida boêmia acentuaram-
se de modo que nem um segundo casamento e a presença de
outros filhos remediaram seus períodos de vadiagem e
andança. Faleceu de um insulto cerebral na casa dos pais em
Niterói, onde veio morar com a esposa pouco tempo antes, já
totalmente debilitado.
(FONTE :http://www.nilc.icmc.usp.br/nilc/literatura/fagundesvarela.ht)
• Sua poesia marca a transição entre a geração ultrarromântica
de Álvares de Azevedo e a geração condoreira de Castro
Alves, passando por vários temas comuns do Romantismo
vigente. Chegou a situar sua própria poesia "entre a descrença
de Álvares de Azevedo e Casimiro de Abreu e a escola de
'morrer moço' e 'os tacapes e borés' do Sr. Gonçalves Dias." Em
certos momentos, seus versos ganham a depressão, o
pessimismo, o culto à morte e a melancolia byroniana típicos da
segunda geração romântica.
• A ingenuidade e a paixão incontida que o aproxima
da poesia de Casimiro de Abreu está sempre
presente nos seus versos dedicados ao amor, à musa
idealizada e perfeita. A sua religiosidade também é
sempre forte e visível. Seus versos melosos, muitas
vezes superficiais e de linguagem simples, convivem
com obras-primas do mais puro e sincero sentimento
humano, como é o caso de "O Cântico do Calvário",
dedicado ao filho que perdeu.
• Fagundes Varela foi um dos mais fervorosos poetas a cantar a
natureza e suas belezas, que servem de alívio à sua debilitada
vida errante. A exaltação à pátria também é marcante, onde o
poeta canta as grandezas da nação e seu povo, bem como a
figura ilustre de D. Pedro II. Essa exaltação muitas vezes entra
em conflito com o inconformismo e a inadequação à sociedade,
o que o leva a escrever sobre os problemas sociais,
aproximando-o da poesia condoreira da terceira e última
geração romântica.
• Noturnos (1863); 
• O estandarte auriverde (1863); 
• Vozes da América (1864); 
• Cantos e Fantasias (1865); 
• Cantos do Ermo e da Cidade (1869); 
• Cantos meridionais (1869); 
• Anchieta, ou Evangelho na Selva (1875); 
• Cantos religiosos (1878); 
• Diário de Lázaro (1880).
• Observe no poema “A São Paulo” a antecipação do
condoreirismo de Castro Alves, pela ênfase declamatória,
pontilhada de exclamações (apóstrofes) e hipérboles.
Terra da liberdade!
Pátria de heróis e berço de guerreiros,
Tu és o louro mais brilhante e puro,
O mais belo florão dos Brasileiros!
Foi no teu solo, em borbotões de sangue
Que a fronte ergueram destemidos bravos,
Gritando altivos ao quebrar dos ferros:
Antes a morte que um viver de escravos!
Foi nos teus campos de mimosas flores,
À voz das aves, ao soprar do norte,
Que um rei potente às multidões curvadas
Bradou soberbo — Independência ou morte!
	AULA 4 
	Número do slide 2
	ÁLVARES DE AZEVEDO
	Número do slide 4
	Número do slide 5
	Mal do século 
	Livro Lira dos vinte anos 
	LIRA DOS VINTE ANOS�
	À MINHA MÃE�
	Obra
	Número do slide 11
	JUNQUEIRA FREIRE
	Obras 
	�� ������INSPIRAÇÕES DO CLAUSTRO - MEDITAÇÃO
	CASIMIRO DE ABREU 
	CARACTERÍSTICAS
	Número do slide 17
	Número do slide 18
	PRINCIPAIS OBRAS�
	Número do slide 20
	MEUS OITO ANOS�
	Número do slide 22
	FAGUNDES VARELA
	Número do slide 24
	CARACTERÍSTICAS LITERÁTIRAS
	Número do slide 26
	Número do slide 27
	PRINCIPAIS OBRAS
	Número do slide 29
	À SÃO PAULO

Mais conteúdos dessa disciplina