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1- João, cidadão politicamente atuante e plenamente consciente dos deveres a serem cumpridos pelos poderes constituídos em suas relações com a população, decidiu fiscalizar a forma de distribuição dos recursos aplicados na área de educação no Município Alfa, sede da Comarca X e vizinho àquele em que residia, considerando as dificuldades enfrentadas pelos moradores do local. Para tanto, compareceu à respectiva Secretaria Municipal de Educação e requereu o fornecimento de informações detalhadas a respeito das despesas com educação no exercício anterior, a discriminação dos valores gastos com pessoal e custeio em geral e os montantes direcionados a cada unidade escolar, já que as contratações eram descentralizadas. O requerimento formulado foi indeferido por escrito, pelo Secretário Municipal de Educação, sob o argumento de que João não residia no Município Alfa; os gastos com pessoal eram sigilosos, por dizerem respeito à intimidade dos servidores; as demais informações seriam disponibilizadas para o requerente e para o público em geral, via Internet, quando estivesse concluída a estruturação do “portal da transparência”, o que estava previsto para ocorrer em 2 (dois) anos. João não informou de que modo usaria as informações. 
Inconformado com o indeferimento do requerimento que formulara, João contratou os seus serviços como advogado(a) poucos dias após a prolação da decisão e solicitou o ajuizamento da medida cabível, de modo que pudesse obter, com celeridade, as informações almejadas, o que permitiria sua divulgação à população interessada, permitindo-lhe avaliar a conduta do Prefeito Municipal, candidato à reeleição no processo eleitoral em curso.
Diante do caso narrado, indique qual a medida judicial cabível, e o polo ativo e polo passivo.
Diante do caso narrado, a medida judicial cabível é o mandado de segurança. Essa ação é utilizada para proteger direito líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data, quando alguém sofrer violação ou houver justo receio de sofrer violação por ato de autoridade, conforme disposto no artigo 5º, inciso LXIX, da Constituição Federal, e regulamentado pela Lei nº 12.016/2009.
Polo ativo: João, cidadão politicamente atuante e requerente das informações, será o impetrante (autor) do mandado de segurança.
Polo passivo: O Secretário Municipal de Educação do Município Alfa, autoridade que indeferiu o pedido de informações, será o impetrado (réu) na ação.
Dessa forma, João pode impetrar um mandado de segurança contra o ato do Secretário Municipal de Educação do Município Alfa, visando obter as informações solicitadas com a devida celeridade, para garantir a transparência e permitir a fiscalização da gestão pública pela população.
 2. A Associação Alfa, constituída há 3 (três) anos, cujo objetivo é a defesa do patrimônio social e, particularmente, do direito à saúde de todos, mostrou-se inconformada com a negativa do Posto de Saúde Gama, gerido pelo Município Beta, de oferecer atendimento laboratorial adequado aos idosos que procuram esse serviço. O argumento das autoridades era o de que não havia profissionais capacitados e medicamentos disponíveis em quantitativo suficiente. Em razão desse estado de coisas e do elevado número de idosos correndo risco de morte, a Associação resolveu peticionar ao Secretário municipal de Saúde, requerendo providências imediatas para a regularização do serviço público de Saúde. O Secretário respondeu que a situação da Saúde é realmente precária e que a comunidade precisa ter paciência e esperar a disponibilização de repasse dos recursos públicos federais, já que a receita prevista no orçamento municipal não fora integralmente realizada. Reiterou, ao final e pelas razões já aventadas, a negativa de atendimento laboratorial aos idosos. Apesar disso, as obras públicas da área de lazer do bairro em que estava situado o Posto de Saúde Gama, nos quais eram utilizados exclusivamente recursos públicos municipais, continuaram a ser realizadas. 
Considerando os dados acima, na condição de advogado(a) contratado(a) pela Associação Alfa, informe a medida judicial cabível para o enfrentamento do problema, elencando as principais características dessa ação.
Diante dos fatos apresentados, a medida judicial cabível é a Ação Civil Pública (ACP). A Associação Alfa, que tem como objetivo a defesa do direito à saúde de todos, está legitimada para propor essa ação, conforme previsto na Lei nº 7.347/1985, que disciplina a Ação Civil Pública.
Principais Características da Ação Civil Pública:
Legitimidade Ativa: A Associação Alfa possui legitimidade para propor a Ação Civil Pública, conforme o artigo 5º, inciso V, da Lei nº 7.347/1985, por ser uma associação constituída há pelo menos um ano e que tem entre seus objetivos institucionais a defesa de interesses coletivos, como o direito à saúde.
Legitimidade Passiva: O Município Beta e, especificamente, o Secretário Municipal de Saúde, são os legitimados passivos. Eles são responsáveis pela prestação adequada dos serviços de saúde e, portanto, devem ser citados para responder pela precariedade do atendimento laboratorial aos idosos.
Objeto da Ação: A ACP visa a proteção de interesses difusos e coletivos, como o direito à saúde dos idosos, que está sendo violado pela falta de atendimento laboratorial adequado no Posto de Saúde Gama.
Pedido: A ACP deverá requerer:
A regularização imediata do serviço de atendimento laboratorial para idosos no Posto de Saúde Gama.
A disponibilização de profissionais capacitados e medicamentos em quantitativo suficiente para atender à demanda.
A priorização de recursos para a saúde, argumentando que a continuidade das obras de lazer, enquanto há carência de serviços essenciais de saúde, configura uma má gestão dos recursos públicos e fere o princípio da dignidade humana.
Portanto, a Ação Civil Pública é a via adequada para enfrentar a violação do direito à saúde dos idosos, buscando garantir a prestação adequada dos serviços de saúde e a correta alocação dos recursos públicos, respeitando os princípios constitucionais e legais pertinentes.
3. O Município Sigma se notabilizou no território nacional em razão da exuberância das paisagens existentes em sua esfera territorial, entre as quais se destacava uma área de preservação ambiental localizada na área central do Município. Essa área foi criada há mais de uma década por força do Decreto nº XX, da lavra do então prefeito municipal, tendo tornado a região tão aprazível que, em poucos anos, foram erguidas construções em todas as demais áreas livres, valorizando-a sobremaneira. Em razão desse quadro e da crescente especulação imobiliária, João Santos, recém-empossado prefeito do Município Sigma, foi visitado por Pedro Silva, conhecido construtor e principal doador de sua campanha eleitoral, e foi instado a cumprir uma promessa que fizera: João tinha afirmado que, caso fosse eleito, desafetaria a referida área de preservação ambiental e permitiria que Pedro ali construísse um conjunto habitacional e comercializasse as respectivas unidades. Apesar da desaprovação de sua equipe e da importância atribuída à área de preservação ambiental pela população de Sigma, João achou que o desgaste seria ainda maior se descumprisse a promessa que fizera. Por essa razão, alegando a incidência do princípio da paridade das formas, editou o Decreto nº YY, no qual o Art. 1º promoveu a desafetação da área de preservação ambiental, tornando-a bem dominical; o Art. 2º transferiu sua propriedade a Pedro em caráter permanente, autorizando a construção do conjunto habitacional no local. A medida adotada por João deu ensejo a um escândalo sem precedentes no Município Sigma, pois era de conhecimento público que a edição do Decreto nº YY tinha o objetivo de “retribuir” as doações realizadas por Pedro para a campanha de João. Além disso, era muito difundida a opinião de que a desafetação da área não poderia ser realizada por um ato infralegal. Poucos dias após a publicação do decreto, começou a ser percebida a chegada de caminhões e retroescavadeirasao centro do Município Sigma, todos de propriedade de Pedro, além do fluxo de trabalhadores vindos de outros municípios, já que os moradores de Sigma se negavam a atender às ofertas de emprego para a derrubada das árvores da área de preservação ambiental. 
Estarrecida com o que está prestes a ocorrer, Joana Castro, vereadora no Município Delta que é limítrofe ao Município Sigma, decidiu procurar você, como advogado (a), para o ajuizamento da ação constitucional mais apropriada ao caso, visando a impedir a desafetação, a transferência de propriedade da área e a destruição da vegetação, considerando, ao seu ver, a manifesta nulidade do ato que antecedeu este trágico desfecho, que está a prestes a ocorrer. 
A partir da narrativa acima, observados a capacidade política de Joana Castro e os remédios constitucionais do Art. 5º da CRFB/88. 
a) Indique qual a medida judicial cabível, no caso concreto. 
b) Descrevas as principais características da referida medida judicial. 
c) indique quem figuraria no polo passivo e ativo da referida medida judicial.
A ação popular é o remédio constitucional apropriado para impugnar o ato administrativo lesivo e proteger os interesses coletivos e difusos no caso narrado.
Principais Características da Ação Popular
Natureza Jurídica: A ação popular é um remédio constitucional que visa anular atos lesivos ao patrimônio público, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural. Está prevista no artigo 5º, inciso LXXIII, da Constituição Federal, e regulamentada pela Lei nº 4.717/1965.
Legitimidade Ativa: Qualquer cidadão brasileiro, no gozo de seus direitos políticos, pode impetrar a ação popular. No caso, Joana Castro, como vereadora e cidadã, possui legitimidade para propor a ação, mesmo que não resida no Município Sigma, pois a ação popular visa proteger interesses difusos e coletivos que transcendem a esfera municipal.
Objeto: A ação popular busca a anulação de atos administrativos que sejam lesivos ao meio ambiente, ao patrimônio público e à moralidade administrativa. No caso, a desafetação da área de preservação ambiental e a transferência de propriedade a Pedro Silva, por meio do Decreto nº YY, são atos que violam esses interesses.
Legitimidade Passiva: Devem figurar no polo passivo os responsáveis pelo ato lesivo, que, neste caso, são:
O Prefeito João Santos, que editou o Decreto nº YY.
Pedro Silva, beneficiário direto do ato administrativo.
O Município Sigma, como entidade pública envolvida.
Procedimento: A ação popular deve ser ajuizada perante a Justiça Estadual do local onde ocorreu o ato lesivo, ou seja, no foro competente do Município Sigma.
Pedidos: A ação popular deverá requerer:
· A anulação do Decreto nº YY, que desafeta a área de preservação ambiental e transfere a propriedade a Pedro Silva.
· A imediata suspensão das obras e qualquer ato que implique na destruição da vegetação da área de preservação ambiental.
· A condenação dos réus à reparação dos danos eventualmente já causados ao meio ambiente e ao patrimônio público.
Polo Ativo e Polo Passivo
Polo Ativo: Joana Castro, vereadora do Município Delta e cidadã no pleno gozo de seus direitos políticos, figurará como autora da ação popular.
Polo Passivo: No polo passivo devem figurar:
· João Santos, Prefeito do Município Sigma.
· Pedro Silva, construtor e beneficiário do Decreto nº YY.
· O Município Sigma, como entidade pública envolvida.
4. Descreva as características e as diferença dos dois modelos de controle de constitucionalidade.
Os dois principais modelos de controle de constitucionalidade são o modelo DIFUSO e o modelo CONCENTRADO. Ambos têm como objetivo garantir que as leis e atos normativos sejam compatíveis com a Constituição, mas diferem significativamente em sua estrutura e funcionamento. A seguir, descrevo as características e diferenças de cada modelo.
Controle Difuso Características:
1. Origem: O controle difuso teve origem no sistema jurídico dos Estados Unidos, a partir do caso "Marbury vs. Madison" (1803), no qual foi estabelecido o princípio do judicial review.
2.Competência: Pode ser exercido por qualquer juiz ou tribunal no curso de uma demanda judicial. Qualquer cidadão, em qualquer processo judicial, pode alegar a inconstitucionalidade de uma lei ou ato normativo.
3. Efeito Inter Partes: A decisão proferida no controle difuso tem efeito apenas entre as partes envolvidas no processo. A inconstitucionalidade reconhecida não gera efeito vinculante para outros casos.
4. Incidentalidade: O controle é incidental, ou seja, a questão da constitucionalidade surge como uma questão acessória dentro de uma controvérsia principal.
5.Caso Concreto: A inconstitucionalidade é verificada no contexto de um caso concreto, onde há a necessidade de solucionar uma disputa entre partes específicas.
6.Recurso:A decisão sobre a inconstitucionalidade pode ser objeto de recurso, podendo chegar aos tribunais superiores, como o Supremo Tribunal Federal (STF), no Brasil.
Exemplo: No Brasil, qualquer juiz pode, durante um processo judicial, declarar a inconstitucionalidade de uma lei ao aplicá-la ao caso concreto.
Controle Concentrado Características:
Origem: O controle concentrado teve origem no sistema jurídico austríaco, com a criação do Tribunal Constitucional da Áustria em 1920, por iniciativa de Hans Kelsen.
Competência: É exercido por um tribunal constitucional ou uma corte suprema, especificamente designada para julgar a constitucionalidade das leis e atos normativos. No Brasil, essa competência é do Supremo Tribunal Federal (STF).
Efeito Erga Omnes: As decisões proferidas no controle concentrado têm efeito vinculante para todos (erga omnes). A declaração de inconstitucionalidade retira a norma do ordenamento jurídico ou impede sua aplicação a todos.
Principalidade: O controle é principal, ou seja, a ação é proposta diretamente para questionar a constitucionalidade de uma lei ou ato normativo, sem necessidade de um caso concreto.
Ações Diretas: Envolve ações específicas como Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC), Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), entre outras.
Legitimidade Ativa: Apenas determinados legitimados, como o Presidente da República, Procurador-Geral da República, Governadores de Estado, Mesas das Assembleias Legislativas, e outros indicados pela Constituição, podem propor ações no controle concentrado.
Exemplo: No Brasil, o STF pode julgar uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) proposta pelo Procurador-Geral da República contra uma lei federal.
 Principais Diferenças
Órgão Competente: No controle difuso, qualquer juiz pode declarar a inconstitucionalidade de uma norma. No controle concentrado, apenas um tribunal constitucional ou corte suprema tem essa competência.
Efeito da Decisão: No controle difuso, a decisão tem efeito apenas entre as partes (interpartes). No controle concentrado, a decisão tem efeito vinculante para todos (erga omnes).
Forma de Iniciação: O controle difuso ocorre de maneira incidental, dentro de um processo judicial comum. O controle concentrado ocorre de maneira principal, por meio de ações diretas de constitucionalidade ou inconstitucionalidade.
Amplitude: O controle difuso verifica a inconstitucionalidade no contexto de um caso concreto específico. O controle concentrado trata da constitucionalidade de uma norma em abstrato, sem necessidade de um caso concreto.
Legitimidade para Propor: No controle difuso, qualquer parte em um processo judicial pode levantar a questão da inconstitucionalidade. No controle concentrado, apenas determinados legitimados (previstos constitucionalmente) podem propor a ação.
Essas características definem como cada modelo opera e se aplicam em diferentes contextos jurídicos para garantir a supremacia da Constituição.

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