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1 TECNOLOGIAS EDUCACIONAIS EM PROCESSOS DE DOCÊNCIA 1 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO .................................................................................................... 3 2. A EDUCAÇÃO NA SOCIEDADE DO CONHECIMENTO ................................... 6 2.1 A Formação Continuada .............................................................................. 10 2.1.1 Novas Tecnologias ................................................................................. 13 2.1.2 A Educação À Distância ......................................................................... 16 3. ENSINAR PELA PESQUISA............................................................................ 19 3.1 Recursos Tecnológicos no Processo de Ensino-Aprendizagem .................. 21 3.1.2 Construção Da Autonomia Do Discente ................................................. 25 3.1.3 Algumas Considerações ........................................................................ 27 REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 29 2 NOSSA HISTÓRIA A nossa história inicia com a realização do sonho de um grupo de empresários, em atender à crescente demanda de alunos para cursos de Graduação e Pós-Graduação. Com isso foi criado a nossa instituição, como entidade oferecendo serviços educacionais em nível superior. A instituição tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas de conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua. Além de promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, de publicação ou outras normas de comunicação. A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de forma confiável e eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base profissional e ética. Dessa forma, conquistando o espaço de uma das instituições modelo no país na oferta de cursos, primando sempre pela inovação tecnológica, excelência no atendimento e valor do serviço oferecido. 3 1. INTRODUÇÃO É imprescindível que se compreenda a importância da inserção das novastecnologias como recursos facilitadores do processo de ensino-aprendizagem, este contexto foi elaborado com base em uma revisão bibliográfica, pretende discutir acerca da contribuição da tecnologia na construção da autonomia do discente, sob uma perspectiva crítica do atual contexto educacional, entendendo a ação reflexiva como elemento para transformação, através da conscientização ao docente. O ensino superior tem como prioridade facilitar a capacitação do aluno em investigar, processar, assimilar, interpretar, e refletir sobre as informações que recebe, para assim desenvolver a autonomia do discente, sendo importante o discernimento do docente no que diz respeito a relevância do uso de ferramentas tecnológicas, como recursos facilitadores da construção do conhecimento, e ampliador de possibilidades a formação de novos pesquisadores. A ação reflexiva pode ser compreendida como elemento para se pensar a transformação e a formação propiciadora do desenvolvimento de educadores reflexivos frente à nova realidade, direcionados a atuarem no mercado de trabalho. É grande o desafio das Instituições de Ensino Superior diante do papel social na formação profissional, mediante os novos paradigmas sociais e políticos, numa perspectiva voltada para a produção do conhecimento científico. 4 Cada dia se torna mais necessária a conscientização da necessidade de métodos inovadores para o processo de aprendizagem, que venham a atuar como facilitadores ao acesso de informação e desenvolvimento da pesquisa, para que o discente possa desenvolver suas habilidades, a atuar com maior eficiência diante de um mercado altamente competitivo. A tecnologia aqui será apresentada como recurso que traz contribuições para os saberes e às práticas pedagógicas dos professores universitários, auxiliando na construção da autonomia do aluno, através da ampliação as possibilidades de acesso ao conhecimento, sendo assim o planejamento de aula deve ser elaborado considerando a necessidade de amplificar as possibilidades de acesso à informação por parte do aluno, não limitando o ensinoaprendizagem a informações apresentadas pelo professor durante o período em sala de aula, más estimulando a busca do conhecimento por parte do discente e estimulando esta ação, através da apresentação de alternativas adequadas. A educação brasileira está repleta de significativas mudanças em todos os níveis de ensino. Dentre os fatores responsáveis, destaca-se a promulgação da nova LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira) nº 9394/96 que provocou um processo de reestruturação do sistema de ensino nacional, delineando novas diretrizes para todos os níveis da educação brasileira. A formação inicial de docentes requer um cuidado especial com a formação continuada deste profissional, provocando um olhar crítico e criativo, considerando-se a atual situação das reformas educacionais implementadas em todos os níveis da educação brasileira. A formação continuada de docentes dá-se costumeiramente com o educador voltando à universidade para ampliar seus conhecimentos e seu desenvolvimento profissional, ou ainda através de participações deste educador em cursos, simpósios, congressos, programas de atualização, aperfeiçoamento e na pós- graduação de latu sensu e strictu sensu. O novo profissional da educação universitária deve ser alguém criativo, competente ecomprometido com o advento das novas tecnologias. Igualmente, o novo profissional precisa interagir em meio à sociedade do conhecimento; para tanto, é necessário tanto repensar a educação quanto buscar os fundamentos para o uso dessas novas linguagens. Essas novas linguagens causam grande impacto na educação e determinam uma nova cultura na sociedade, novos valores e diferentes necessidades aos educadores, tanto no sistema presencial quanto à distância. O sistema de educação 5 à distância (EAD) ganha espaço cada vez mais amplo no meio educacional, devido ao impulso que recebeu com a chegada da informática e da Internet, tornando-se acessível para solução de problemas relacionados tanto com a formação inicial quanto com a formação continuada de profissionais de diversas áreas e setores da sociedade. Na formação continuada, a EAD, é de suma importância, tendo em vista que o paradigma da sociedade do conhecimento e da tecnologia requer pessoas com uma nova postura acerca do processo de aprendizagem. Com isto, a era tecnológica produz um efeito crescente de desenvolvimento mundial. Além disso, o aumento das tecnologias da comunicação e da informação incentiva a mudança de comportamento nos indivíduos na sociedade contemporânea, contexto em que o processo de globalização contribuiu efetivamente para essa mudança cultural, de modo que o conhecimento tornou-se essencial na sociedade da informação. 6 2. A EDUCAÇÃO NA SOCIEDADE DO CONHECIMENTO Figura 1 Fonte:https://www.google.com/url?sa=i&url=https%3A%2F%2Fescolasdisruptivas.com.br%2Ftecnolog ia-educacional%2Ftecnologia-educacional-robotica-na-sua escola%2F&psig=AOvVaw3d3yiJeaww3yi Jeaww5O5zqDXwRg3o&ust=1606071526674000&source=images&cd=vfe&ved=2ahUKEwi3_Xnq - 3_XnqJTtAhUPHLkGHXjJA8QQr4kDegUIARCtAQ Concedera se conhecimento como umprocesso dinâmico, que acompanha a vida humana, sendo um guia para a ação. O conhecimento surge dos intercâmbios sociais manifestados através dos canais de comunicação. Atualmente o Brasil goza da facilidade de concessão uma vez que os meios de difusão, como a Internet são usos frequentes de interação entre pessoas da população brasileira. Na fala de, Assmann (1998), em meio a uma sociedade em rede, na qual o conhecimento está voltado para a produção intelectual e os meios de informação e de comunicação facilitam a produção de novos conhecimentos, sendo, portanto, recursos fundamentais para a sobrevivência humana em todos os segmentos sociais. Esse conhecimento em rede proporciona ganhos para as novas modalidades de educação, uma vez que este conhecimento é cíclico e, constantemente, está em discussão, possibilitando a participação constante do usuário, permitindo, desta forma, que o sujeito adquira novas informações e novos conhecimentos. 7 No documento da UNESCO (Delors, 1996) são identificadas as aprendizagens fundamentais que deverão constituir os pilares do conhecimento: Aprender a conhecer - adquirir os instrumentos da compreensão, dominar os instrumentos do conhecimento, isto é, aprender a aprender, fornecer as bases para o aprender durante a vida inteira; Aprender a fazer - para poder agir sobre o meio envolvente. Uma combinaçãode competência técnica com a social - capacidade de trabalhar em equipe, iniciativa; Aprender a viver junto com as outras pessoas - conhecer sua história, cooperar, participar de projetos comuns, criando nova mentalidade de partilhar da realização da vida, de melhor qualidade para todos, incluindo aqueles ainda excluídos dessas qualidades vitais; Aprender a ser – é fundamental, integra os três anteriores, envolve discernimento, imaginação, capacidade de cuidar do seu destino. Uma boa proposta pedagógica em conjunto com as novas tecnologias é de importância relevante, uma vez que são ferramentas educacionais facilitadoras da aprendizagem, levando o aluno a construir seu próprio conhecimento, passando a ter um papel ativo, na busca de solução de suas necessidades. É necessário que o professor propicie aos seus alunos situações em que possam interagir, introduzindo novas informações e criando diversos tipos de situações problemáticas para que avancem no raciocínio e na compreensão as experiências obtidas na resolução dos problemas. Tal procedimento permite aos seus alunos que estabeleçam estratégias, ampliando horizontes e superando desafios atingindo novos conhecimentos e nova visões de realidades até então desconhecidas. Considerando as mesma afirmativas ainda com Dowbor (1993); Drucker (1993); Valente (1996); Maseto (1994), apud Mercado (1999), a chamada Sociedade da Informação ou do Conhecimento requer profissionais críticos, criativos, com capacidade de pensar, de aprender a aprender, de trabalhar em grupo e de se conhecer como indivíduo. Esse profissional deve ter uma visão geral sobre os diferentes problemas que afligem a humanidade, considerando-os numa totalidade. “O papel da educação é formar esse profissional e para isso, esta não se sustenta apenas na instrução que o professor passa ao aluno, mas na construção do conhecimento pelo aluno e no desenvolvimento de novas competências, como: capacidade de inovar, criar o novo a partir do 8 conhecido, adaptabilidade ao novo, criatividade, autonomia, comunicação.” (MERCADO, 1999, p.30). As empresas e as organizações requerem das instituições de ensino um conhecimento que encaminhe os alunos à competência no exercício profissional, preparando-os para enfrentar situações inusitadas, tendo condições de encarar os desafios diários com empreendedorismo, eficiência e criatividade, levando-os a demonstrar responsabilidade, autoestima e autoconfiança. O sistema educacional deve assegurar uma formação inicial com maior flexibilidadede acessos aos currículos, às metodologias e aos materiais didático- pedagógicos como também criar condições para uma educação ao longo da vida, mais integradas aos locais de trabalho e às expectativas e necessidade de cada indivíduo. Sendo uma das modalidades promissora para o desenvolvimento de projetos educativos de formação continuada como também inicial é a educação à distância(EaD) que, juntamente com as novas tecnologias, possibilitam a superação de obstáculos relativos a distância e oferecem a oportunidade de atualização um número significativo de cidadãos. Cabe ao profissional da educação adaptar-se às novas mudanças para não ficar fora do mercado de trabalho, reciclando seus conhecimentos através do aperfeiçoamento contínuo para atingir um crescimento pessoal e a redução das desigualdades sociais. “O desenvolvimento profissional envolve formação inicial e contínua articuladas a um processo de valorização identitária e profissional dos professores. Identidade que é epistemológica, ou seja, que reconhece a docência como um campo de conhecimentos específicos configurados em quatro grandes conjuntos a saber: conteúdos das diversas áreas do saber e do ensino, ou seja, das ciências humanas e naturais, da cultura e das artes; conteúdos didáticopedagógicos; conteúdos relacionados a saberes pedagógicos mais amplos e conteúdos ligados à explicitação do sentido da existência humana.” (LIBÂNEO & PIMENTA, 1999, p 260). Assim, a construção do conhecimento é adquirida através de novos processos metodológicos de aprendizagem, pois permitem à escola um novo diálogo com os indivíduos e com o mundo. As novas tecnologias propiciam aos professores e alunos uma reformulação de suas relações, bem como a inclusão da escola no meio social. De acordo Drucker apud Mercado (1999) os trabalhadores do conhecimento são 9 aqueles que sabem construir conhecimento para usos produtivos e, diante disso, colocam-se desafios para essa nova sociedade: a produtividade do trabalho com conhecimento e a formação do trabalhador deste momento histórico. A reconstrução do conhecimento é adquirida mediante a vivência de relações sociais, nas instituições de ensino, nas experiências de aprendizagem, que resultem para o aluno em uma participação ativa e numa reconstrução crítica do pensamento. Seja preparando professores habilitados para empregar e produzir novas tecnologias na educação, seja proporcionando uma construção de novos conhecimentos, e seja ainda desenvolvendo ideias nas mais diferentes áreas das ciências. “É preciso formar o professor numa ambiência de pesquisa, a fim de favorecer um processo de interação com a atividade investigativa, incorporando, assim, a pesquisa como princípio formativo desde a sua formação profissional.” (FERRAZ, 2000, p 61). Porem oprofessor a ser formado para a sociedade do conhecimento deve ser um indivíduo comprometido com as transformações sociais e política. Um profissional reflexivo, crítico, competente no âmbito da sua própria disciplina, capacitado para exercer a docência e realizar atividades de investigação. 10 2.1 A Formação Continuada Figura 2 https://www.google.com/url?sa=i&url=https%3A%2F%2Fagenciasertao.com%2F2020%2F03%2F06% 2Fcaetite-divulgada-lista-de-aprovados-nos-cursos-de-formacao-continuada-da- educacao%2F&psig=AOvVaw2u2FHJluM1rmTc0sZsudPh&ust=1606072189979000&source=images &cd=vfe&ved=2ahUKEwiw0pqkq5TtAhWlLrkGHQQmD30Qr4kDegUIARC6AQ Apontando os objetivos da formação continuada como: sugerir novas metodologias e a atualização dos profissionais nas discussões teóricas da atualidade, bem como contribuir para as mudanças de melhorias em toda a ação pedagógica. A atualização e o aperfeiçoamento do profissional em qualquer área têm como intuito acompanhar o avanço tecnológico de um mundo globalizado e em constante transformação. Prada (1997, p. 88 – 89), apresenta algumas das diferentes expressões utilizadas na denominação dos programas de formação continuada com o objetivo de ampliar essa compreensão: Capacitação - Proporcionar determinada capacidade a ser adquirida pelos professores, mediante um curso; concepção mecanicista que considera os docentes incapacitados; Qualificação - Não implica a ausência de capacidade, mas continua sendo mecanicista, pois visa melhorar apenas algumas qualidades já existentes. Aperfeiçoamento - Implica tornar os professores perfeitos. Está associado à maioria dos outros termos; Reciclagem - Termo próprio de processos industriais e usualmente, referentes à recuperação do lixo; 11 Atualização - Ação similar à do jornalismo; informar aos professores para manter nas atualidades dos acontecimentos, recebe críticas semelhantes à educação bancária; Formação Continuada - Alcançar níveis mais elevados na educação formal ou aprofundar como continuidade dos conhecimentos que os professores já possuem; Formação Permanente - Realizada constantemente, visa à formação geral da pessoa sem se preocupar apenas com os níveis da educação formal; Especialização - É a realização de um curso superior sobre um tema específico; Aprofundamento - Tornar mais profundo alguns dos conhecimentos que os professores já têm; Treinamento - Adquirir habilidades por repetição, utilizado para manipulaçãode máquinas em processos industriais, no caso dos professores, o termo não é interessante, na medida em que estes interagem com pessoas; Re-treinamento - Voltar a treinar o que já havia sido treinado;• Aprimoramento - Melhorar a qualidade do conhecimento dos professores; Superação - Subir a outros patamares ou níveis, por exemplo, de titulação universitária ou pós-graduação; Desenvolvimento Profissional - Cursos de curta duração que procuram a “eficiência” do professor; Profissionalização - Tornar profissional. Conseguir, para quem não tem, um título ou diploma; Compensação - Suprir algo que falta. Atividades que pretendem subsidiar conhecimentos que faltaram na formação anterior. Para Perrenoud (2000), a implantação de qualquer proposta que tenha implicações em novas posturas frente ao conhecimento conduz a uma renovação da prática pedagógica, de modo que a formação continuada assume um espaço de grande importância. No modelo clássico, o professor que já atua profissionalmente com sua formação inicial volta à universidade para renovar seus conhecimentos em programas de atualização, aperfeiçoamento, programas de pós-graduação, além de participar em cursos, congressos, simpósios e encontros destinados ao seu desenvolvimento profissional em espaços considerados como lócus da produção do conhecimento, 12 como: a universidade e os espaços vinculados a ela, na medida em que podemos considerar a universidade como espaço de circulação das informações mais recentes e de conhecimentos teóricos/práticos relevantes para os diversos campos do saber. Os cursos são realizados em regime normal: presencial ou na modalidade à distância, ou seja, lança-se mão de diferentes estratégias como: correspondências, via fax, vídeos, computador, teleconferência e/ou outras mídias. De acordo com Candau (1999, p. 53): “no momento atual, existe um grande interesse no Brasil em relação aos cursos à distância e várias universidades já estão começando a montar cursos de aperfeiçoamento de professores com esta modalidade, não só para a rede pública, como também para a rede privada de ensino”. As habilidades e competências exigidas do profissional docente requerem uma sólida preparação acadêmica tanto na área específica do conhecimento quanto no campo da cognição das teorias de aprendizagem e das novas linguagens como o uso dos novos recursos tecnológicos na educação. 13 2.1.1 Novas Tecnologias Figura 3 Home / Blog profes / Informática Geral / Marco V. / DOCÊNCIA NO ENSINO SUPERIOR E AS NOVAS TECNOLOGIAS: POSSIBILIDADES E DESAFIOS. Conforme a introdução das novas tecnologias nas salas de aula facilitando as trocas interindividuais. As informações se tornam mais acessíveis, os professores deixam de ser o mestre “sabe tudo” e os materiais pedagógicos evoluem de livros- textos para programas e projetos mais amplos. A capacitação do aluno para docência em novas tecnologias requer uma nova configuração do processo didático e metodológico para uma formação adequada e propostas inovadoras. O professor tem a responsabilidade de difundir o saber através da troca de experiências com seus alunos, com o objetivo de lançar no mercado educacional, profissionais competentes de visível conhecimento e com experiências no mais alto nível didático. As novas tecnologias precisam estar integradas em ambientes de ensino-aprendizagem, em situações que permitam ao aluno o envolvimento com os processos de aprendizagem necessários para atingir os objetivos educacionais desejados. 14 Segundo Libâneo (1998, p. 70), pedagogicamente as tecnologias de comunicação e informação podem se expressar sob três formas: como conteúdo escolar integrante das várias disciplinas do currículo, portanto, portadoras de informação, ideias, emoções, valores; como competências e atitudes profissionais; e como meios tecnológicos de comunicação humana (visuais, cênicos, verbais, sonoros, audiovisuais) dirigidos para o ensinar a pensar, ensinar a aprender a aprender, implicando, portanto, efeitos didáticos como: desenvolvimento de pensamento autônomo, estratégias cognitivas, autonomia para organizar e dirigir seu próprio processo de aprendizagem, facilidade de análise e resolução de problemas etc. Atelemática estabelece relevantes possibilidades pedagógicas, uma vez que não se limita a uma única disciplina, permitindo uma educação global. Os recursos telemáticos oferecem inúmeras possibilidades de interação e uso na educação e são ferramentas inovadoras que abrem novos caminhos para a escola, permitindo inúmeros contatos em diversas partes do mundo. Sobre atelemática ela cria situações de aprendizagem caracterizadas pela sua significativa funcionalidade, de maneira que o aluno seja capaz de realizar aprendizagens relevantes por si só em várias situações e circunstâncias, se estiver aberto à inovação, à mudança, preparado e motivado para novas formas de aprender e trabalhar o conhecimento. Verifica-se que as mudanças de mentalidade necessárias para o uso das novas tecnologias colocam a necessidade de adequar o ensino a um paradigma científico, em que um dos aspectos fundamentais é o conhecimento distribuído em rede. O professor, através das novas tecnologias, gera um processo inovador na sala de aula, “Esta evolução, pois, só é possível quando os mestres descobrirem quão é importante a fusão das novas tecnologias áudio-visuais com o amor pela docência. Desta forma, com a fusão entre o amor e a atualização tecnológica, não somente o vigários com seus fiéis, os empresários com seus trabalhadores, mas, principalmente, professores e seus alunos experimentarão uma relação mais atrativa e calorosa.” MARCO AURÉLIO VIANELLO 15 onde a navegação nas redes telemáticas geram novas possibilidades de ensino e aprendizagem. “Os novos ambientes de aprendizagem, ao utilizar o enfoque reflexivo na prática pedagógica, podem colaborar para o desenvolvimento de pensadores autônomos, de indivíduos que pensam por si mesmos, o que não significa qualquer tipo de individualismo acentuado, mas relações de cooperação, parceria e compartilhamento entre os diferentes aprendizes, ou seja, interações individuais num contexto de cooperação, de diálogo, mediante o desenvolvimento de operações de reciprocidade, complementaridade e correspondência, o que pode ser incentivado com vivências de trabalho em grupo na busca de soluções para os problemas propostos, que reconheçam a importância da experiência e do saber de cada membro do grupo na construção do saber coletivo.” (MORAES, 1997, p. 223). Os progressos proporcionados pelos recursos tecnológicos possibilitaram o surgimento de softwares e outros que levaram às mudanças culturais e no saber, permitindo novos direcionamentos nestes ambientes pelas associações tecnológicas, de modo a alterar a forma de lidar com imagens, sons, textos e hipertextos. As organizações educacionais necessitam rever seus processos de organização, flexibilizar seus currículos, adaptar-se a novas situações, formar seus docentes no gerenciamento da aprendizagem com tecnologias telemáticas. 16 2.1.2 A Educação À Distância Figura 4 Fonte:https://www.google.com/url?sa=i&url=https%3A%2F%2Fwww.infoescola.com%2Feducacao%2 Feducacao-a- distancia%2F&psig=AOvVaw1Qx_ahn2PHPE9_7BadL5cJ&ust=1606072951555000&source=images &cd=vfe&ved=2ahUKEwieyK2PrpTtAhUGD7kGHdL6BrcQr4kDegUIARCiAQ Verifica se queeducação à distância possibilita um maior acesso aos cursos de graduação e pós-graduação; na capacitação e atualização de professores. Encontra senuma fase de transição na educação à distância. Neste sentido, começam a passar dos modelos predominantemente individuais para os grupais na educação à distância. Das mídias unidirecionais, como o jornal, a televisão e o rádio, marcham para mídias de caráter interativo. Ocorre uma ascendente interação virtual fria (formulários, rotinas, provas, e- mail) e alguma interação online (pessoas conectadas ao mesmo tempo, em lugares diferentes). Da comunicação offline estamos evoluindo para um mix de comunicação off e online (em tempo real). Conforme avançam as tecnologias de comunicação virtual o conceito de presencialidade também se altera. As práticas educativas vão A Educação a Distância se diferencia da tradicional em diversos aspectos. Na EaD, os alunos e professores estão separados espacial e/ou temporalmente, ou seja, não se encontram presencialmente em uma sala de aula. O ensino acontece pelo intermédio de diversas tecnologias, como a internet e as hipermídias. Além disso, também podem ser utilizados outros recursos, como cartas, rádio, televisão, vídeos, CD-ROMs e telefones. A variedade de cursos que podem ser oferecidos na modalidade EaD é muito grande: é possível obter diplomas desde níveis técnicos até pós-graduações. 17 combinar cada vez mais os cursos presenciais com virtuais, isto é, uma parte dos cursos presenciais será feita virtualmente, uma parte dos cursos a distância será feita de forma presencial ou virtualpresencial, ou seja, vendo-nos e ouvindo-nos, intercalando períodos de pesquisa individual com outros de pesquisa e comunicação conjunta. Para os cursos de formação em quaisquer de seus níveis e modalidades, presencial ou a distância, como o PNE (2000, p.65) determina para os cursos de formação em quaisquer de seus níveis e modalidades, os seguintes princípios: 1) sólida formação teórica nos conteúdos específicos a serem ensinados na Educação Básica, bem como nos conteúdos especificamente pedagógicos; 2) ampla formação cultural; 3) atividadedocente como foco formativo; 4) contato com a realidade escolar desde o início até o final do curso, integrando a teoria à prática pedagógica; 5) pesquisa como princípio formativo; 6) domínio das novas tecnologias de comunicação e da informação e capacidade para integrá-las à prática do magistério; 7) análise dos temas atuais da sociedade, da cultura e da economia; 8) inclusão das questões relativas à educação dos alunos com necessidades especiais e das questões de gênero e de etnia nos programas de formação; 9) trabalho coletivo interdisciplinar; 10) vivência, durante o curso, de formas de gestão democrática do ensino; 11) desenvolvimento do compromisso social e político do magistério; 12) conhecimento e aplicação das diretrizes curriculares nacionais dos níveis e modalidades da educação básica. Para a UNESCO, a educação à distância, segundo Sá (1999), facilita o cumprimento do princípio de igualdade de oportunidade, pois leva a educação a grupos sociais com poucas possibilidades de acesso ao ensino: populações dispersas e alijadas geograficamente, com escassos recursos financeiros e grupos em condições desvantajosas, bem como explora as possibilidades das novas tecnologias da informação e da comunicação. Portanto aUNESCO, seguindo sua política de educação permanente, tem incentivado ações em níveis nacionais e regionais, enfatizando principalmente os esforços cooperativos para o desenvolvimento dos sistemas e programas de ensino 18 aberto e à distância para aqueles que não podem desfrutar dos benefícios de uma educação básica presencial. A realização de cursos diretos e de forma interativa com participação em tempo real de alunos em diferentes locais. Uma rede de aulas convenientemente distribuídas pode evitar altos custos e gastos de tempo e as tecnologias atuais podem permitir a interação e tempo real do professor com os alunos. Um sistema em que os alunos podem organizar suas atividades formativas em ritmo conveniente para eles, com independência do lugar onde se dá a aprendizagem. “Na era da informação, a experiência educacional diversificada será a base fundamental para o sucesso e para isso, o que os estudantes necessitam não é dominar um conteúdo, mas dominar o processo de aprendizagem. Cada vez mais haverá necessidade de uma educação permanente, explorando todas as possibilidades oferecidas pela tecnologia.” (MERCADO, 1999, p.33). Assim, o aluno realiza uma autoaprendizagem através de materiais multimídias, assimilando conceitos, consultando documentos auxiliares, realizando exercícios e outras atividades que as novas tecnologias podem facilitar. O professor e o aluno estudam, pesquisam, debatem, discute, constroem e produzem conhecimento com os novos recursos que a tecnologia oferece, na organização, flexibilização dos conteúdos, na interação aluno-aluno, alunoprofessor na redefinição de seus objetivos. Os recursos de videoconferência/teleconferência, Internet e outras tecnologias colocam ao alcance das instituições de ensino, as possibilidades de: trocas entre professores e materiais de intercâmbios simultâneos, o desenvolvimento de trabalhos em conjunto, através da participação do aluno, do uso de diferentes canais, códigos e linguagem, a difusão de todos os conhecimentos produzidos. 19 3. ENSINAR PELA PESQUISA A pesquisa é de grande importância na formação do futuro docente, pois hoje a maioria dos projetos pedagógicos das escolas brasileiras vêm apresentando como objetivo levar os alunos a uma formação crítica através da atualização dos docentes por meio de pesquisas. Verifica-se que a pesquisa incentiva os futuros professores a pesquisar sobre os problemas que enfrentarão em sala de aula tais como: indisciplina, métodos de avaliação, entre outros, contribuindo com o entendimento acerca da realidade, tanto por parte do aluno quanto do professor. Além disso, a prática da pesquisa destaca-se por promover uma emancipaçãointelectual e política de ambos. Seria altamente recomendável que esses futuros professores tivessem em sua formação oportunidades de contato com pesquisas e pesquisadores, por intermédio de seus próprios professores, que não fossem meros repetidores de um saber acumulado e cristalizado, mas testemunhas vivas e participantes de um saber que se elabora e reelabora a cada momento, em toda parte. (LÜDKE, 1995, p.115). O professor, ao ensinar pela pesquisa, aprimora, aprofunda e proporciona aos envolvidos novos conhecimentos, formando cidadãos intelectualmente e politicamente críticos. Assim, sendo, torna-se imprescindível estar em constante contato com pesquisas já elaboradas, como também criar novos métodos e novos pensamentos a respeito da realidade pesquisada. Os pressupostos fundamentais para se educar pela pesquisa de acordo com Demo (2003, p. 5): A convicção de que a educação pela pesquisa é a especificidade mais própria da educação escolar acadêmica; O reconhecimento de que o questionamento reconstrutivo com qualidade formal e política é o cerne do processo de pesquisa; A necessidade de fazer da pesquisa atitude cotidiana do professor e do aluno; A educação como processo de formação da competência histórica humana. A pesquisa na prática pedagógica docente contribui para a formação de um professor competente, que forma alunos emancipados, críticos e atuantes, capazes de fazer diferença no seu contexto social e no mercado de trabalho. Educar e 20 pesquisar são atividades coligadas, devendo fazer parte da rotina de professores e alunos. O questionamento é um elemento fundamental na dinâmica da aprendizagem. É preciso proporcionar aos alunos experiências que lhes permitam desenvolver-se ao máximo a sua capacidade de resolução de problemas, tornando- os autores de sua formação através de críticas e de argumentações que os leve a um aprendizado autônomo e criativo. A educação pela pesquisa proporciona aos alunos a incorporação do discurso pedagógico e da linguagem científica, possibilitando-lhes o desenvolvimento de competências argumentativas e questionadoras. Entretanto, é necessário respeitar os potenciais de cada aluno nos diferentes estágios de sua formação. O futuro docente necessita ampliar seus conhecimentos e habilidades para propor alternativas de trabalho a partir do estudo das realidades em que está inserido. A construção gradativa da competência profissional será sempre compreendida como um processo permanente inacabado, pois sua formação nunca estará concluída, devendo o mesmo estar em constante questionamento. A educação pela pesquisa estabelece uma relação complementar entre teoria e prática, uma vez que o professor e o aluno passam a assumir suas próprias teorias pedagógicas, seja colocando todos os envolvidos como sujeitos participantes do processo de pesquisar, seja aproximando o conhecimento acadêmico do conhecimento prático. O Plano Nacional de Graduação (PNG) aponta a lógica da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão. De acordo com o PNG (1999, p.13), a pós- graduação precisa integrar à sua missão básica de formar pesquisador a responsabilidade de formação do professor de graduação, integrando expressamente questões pedagógicas às que dizem respeito ao rigor dos métodos específicos de produção do saber, em perspectiva epistêmica. O processo pedagógico caracterizado como “aprender a aprender”, neste contexto, inclui igualmente o polo da extensão universitária, aquele que desenvolve em parcerias com grupos sociais no contexto da sociedade que integra cidadãos. De acordo com o plano o quereconhece a educação à distância como uma importante alternativa para a realização de um trabalho cooperativo e de integração das universidades, potencializando as oportunidades de ampliar e diversificar a oferta de cursos para a formação e a qualificação docente. Reconhece, também, que a implantação dessa modalidade no Brasil, tem uma série de desafios a serem superados. 21 O primeiro deles é, sem dúvida, criar uma cultura de EaD nas universidades, seguido pela formação de professores que possam trabalhar com esse tipo de processo educacional. Educar pela pesquisa exige muita dedicação e responsabilidade do aluno e muita competência do professor que deve ter pensamento reflexivo para trabalhar com informações e atuar como construtor e reconstrutor do conhecimento. Esse profissional não adota como metodologia de ensino a reprodução de algo já existente, na medida em que: “Construir conhecimento em deduzi-lo a partir de um outro já sabido ou dado, ainda que parcialmente (...) mas uma coisa é a dedução pensada em um contexto de pesquisa, de diálogo, de demonstração, de busca, de argumentação; outra é ela tida como pressuposto.” (MACEDO, 1994, p. 36) Assim, educar pela pesquisa é fazer com que o aluno adquira conhecimentos por meio do “aprender a trabalhar” pelo método de pesquisa com a finalidade de exercitar, construir melhorias e superar barreiras e dificuldades, pois o conhecimento jamais poderá ser encarado como algo completamente finalizado, e sim como algo em constante mudança e construção. 3.1 Recursos Tecnológicos no Processo de Ensino-Aprendizagem Figura 5 Fonte: javascript:void(0); Sobre os recursos atecnologia sempreestiveram presentes na vida do homem, procurando uma melhor estratégia para realizar as coisas, buscando assim maximizar a qualidade de suas ações, para o alcance de metas, através de planejamento. O uso 22 das tecnologias estão presentes nos ambientes educacionais, como recursos facilitadores do processo de ensinoaprendizagem, ampliando possibilidades, e atuando como agente da inclusão social. A tecnologia é um produto da ciência que envolve métodos, técnicas e instrumentos que buscam trazer solução aos problemas identificados, a palavra tecnologia tem origem no grego "tekhne" que significa "técnica, arte, ofício" juntamente com o sufixo "logia" que significa "estudo". Suzuki (2011) defende que o surgimento da tecnologia é um processo que se confunde com a própria história do homem, compreendendo que o mesmo criou estratégias para melhorar o seu dia a dia, inventando e aperfeiçoando técnicas que posteriormente foram chamadas de tecnologias, sendo estas utilizadas pelo educador no processo de ensinoaprendizagem, compreendendo que o uso das tecnologias trazem novas possibilidades, encantamentos e seduções, más que também traz a necessidade de reflexão sobre a prática pedagógica que precisa ser significativa. As grandes mudanças decorrentes da evolução tecnológica e alta competitividade no mercado de trabalho têm alterado características valorizadas no perfil do trabalhador, as organizações tem buscado mão de obras cada vez mais flexíveis e capacitadas a desenvolver suas atividades, considerando também eventuais futuros. Considerando esta necessidade tornase importante ao professor como facilitador do processo de aprendizagem adotar estratégias inovadoras, a serem utilizadas na metodologia de ensino, considerando a realidade institucional, e também as necessidades da disciplina e do aluno, de forma a maximizar a qualidade do processo de ensino. A educação inclusiva requer ações inovadoras, busca por novos recursos, materiais e atitudes dos profissionais que atuam na área da educação, em busca de adaptar o ambiente escolar, currículo dos professores, e todo o processo de ensino- aprendizagem de forma que todos os alunos venham a desfrutar das mesmas oportunidades (VAGULA; VEDOATO, 2014). A promulgação da LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira) nº 9.394 de 1996 trouxe mudanças em todos os níveis de ensino, apresentando novas diretrizes e a reestruturação do sistema de ensino em todo o país. De fato são grandes os desafios apresentados a prática docente no ensino superior relacionada a didática de ensinar e aprender no contexto de sala de aula, a relevância positiva no uso de 23 recursos tecnológicos no processo de ensino-aprendizagem é inegável, más é importante a reflexão de alteridade da influência desta na construção da autonomia do discente. Segundo determina a LDB 9.394/96: Art. 43 A educação superior tem por finalidade: I. estimular a criação cultural e o desenvolvimento do espirito cientifico e do pensamento reflexivo; II. formar diplomados nas diferentes áreas de conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua; III. incentivar o trabalho de pesquisa e investigação científica, visando o desenvolvimento da ciência e a tecnologia e da criação e difusão da cultura, e desse modo, desenvolver o entendimento do homem e do meio em que vive; IV. promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, de publicações ou de outras formas de comunicação; V. suscitar o desejo de permanecer de aperfeiçoamento cultural e profissional e possibilitar a correspondente concretização, integrando os conhecimentos que vão sendo adquiridos numa estrutura intelectual sistematizadora do conhecimento de cada gestão. VI. estimular o conhecimento dos problemas do mundo presente, em particular os nacionais e regionais, prestar serviços especializados á comunidade e estabelecer com esta uma relação de reciprocidade; VII. promover a extensão, aberta á participação da população, visando á difusão das conquistas e benefícios resultantes da criação cultural e dapesquisa cientifica e tecnológica geradas na instituição. Compreender que o professor deve ser um profissional que atua estrategicamente, e para isso deve estar constantemente atualizado para que assim possa apresentar informações relevantes ao sucesso de seus alunos no contexto profissional e social. Segundo Mercado (1999, p.30): “O papel da educação não se sustenta apenas na instrução que o professor para ao aluno, más na construção do conhecimento pelo aluno e no desenvolvimento de novas competências como: capacidade de inovar, criar o novo a partir do desconhecido, adaptabilidade ao novo, criatividade, autonomia e comunicação.”Mercado (1999, p.30) 24 A introdução das novas tecnologias nas salas de aula vem a facilitar o processo de ensino-aprendizagem, as informações se tornam mais acessíveis e isso amplia as possibilidades de ações do professor, gerando uma evolução estratégica e didática de uma forma ampla, direcionada a construção do conhecimento, através da autonomia do aluno (SASSAKI, 1997). As tecnologias precisam estar integradas ao ambiente de ensino- aprendizagem é necessário à capacitação aos docentes de maneira continuada, para que estes estejam sempre acompanhando a evolução tecnológica, e se atualizando as necessidades que esta impõe ao mercado de trabalho, para que assim possa capacitar o aluno para o uso destas novas tecnologias, o que requer um processo didático e metodológico, além de ações conscientização direcionadas ao aluno, para que se faça uso destes recursos de forma a proporcionar a ampliação de conhecimentos e experiências no mais alto nível didático (SASSAKI, 1997). Segundo determina a LDB 9.394/96, Art. 44. A educação superior abrangerá os seguintes cursos e programas: “1cursos sequenciais por campo de saber, de diferentes níveis de abrangência, abertos a candidatos que atendam aos requisitos estabelecidos pelas instituições de ensino; 2.de graduação, abertos a candidatos que tenham concluído o ensino médio ou equivalente e tenham sido classificados em processo seletivo; 3.de pós-graduação, compreendendo programas de mestrado e doutorado, cursos de especialização, aperfeiçoamento e outros, abertos a candidatos diplomados em cursos de graduação e que atendam às exigências das instituições de ensino; 4.de extensão, abertos a candidatos que atendam aos requisitos estabelecidos em cada caso pelas instituições de ensino.” LDB 9.394/96, Art. 44. De acordoMercado (1999) que, defende que a era da informação é uma experiência educacional diversificada totalmente necessária para que se alcance o sucesso, onde os estudantes necessitam dominar o processo de aprendizagem, e para isso cada vez existirá uma maior necessidade de uma educação que venha a explorar as possibilidades oferecidas pela tecnologia. Freire (1997) define o educador como profissional que facilita a aprendizagem do educando, utilizando-se para isso de estratégias não limitadoras, para que assim seja desenvolvido as capacidades de aprendizagem do aluno, apresentando a relação do professor e aluno como agente do processo de aprendizagem, defendendo a ideia 25 de que não pode existir docência sem discente, e que as duas são aliadas a qualidade, reduzindo-se a condição de objeto uma da outra, de forma que o professor consiga manipular o ambiente educacional, apresentando experiências profissionais e pessoais, promovendo o envolvimento pleno dos indivíduos no processo de ensino- aprendizagem. No trabalho docente, o professor dispõe estratégias para que no decorrer da sua atividade o aluno consiga apreender aquilo que está sendo trabalhado. Conteúdos, objetivos, avaliação entre outros, são alguns aspectos com os quais o professor deve estar atento ao planejar suas aulas. É na sala de aula, porém, que o professor coloca em prática as ações que planejou. Nesse contexto, os métodos utilizados pelos professores tornam-se mais visíveis podendo caracterizar a sua atuação enquanto docente. 3.1.2 Construção Da Autonomia Do Discente O docente representa um processo muito importante na construção da autonomia do discente, relevante à qualidade do ensino, através da ampliação o acesso a informações e desenvolvimento do aluno, e construir um ensino baseado na autonomia, tendo como prioridade a capacitação do aluno a investigar, selecionar, processar, assimilar, interpretar, procurando motivar a construção do saber, para que o discente possa através da autonomia buscar novos resultados, aprimorar sua capacidade, expor seus ideais, assim facilitando o processo de ensino- aprendizagem de qualidade, através da conscientização do aluno. "A conscientização ultrapassa a esfera espontânea da apreensão da realidade, para que se chegue a uma esfera crítica na qual a realidade se dá como objeto cognoscível e na qual o homem assume uma posição epistemológica" (Paulo Freire, 1997, p. 42). Para concretizar os desafios e objetivos da rede educacional, deve-se direcionar e centrar-se nos quatro pilares básicos da educação aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver juntos e aprender a ser‖ (SANCHEZ, 2005, p. 10). Não pode existir autonomia onde não existe liberdade, para que a autonomia possa existir é necessário que o docente ofereça ao discente a liberdade de expor seu ponto de vista, suas ideias, compreendendo que a educação deve ter um caráter libertador e não limitador, através da ampliação e possibilidades, e valorização das ideias do aluno (SANTOS; RUBIO, 2014). 26 Porém a compreensão que o ensino sem autonomia é limitador, é necessário ao docente à utilização de diversos recursos no processo de ensino-aprendizagem, para que assim seja facilitada a compreensão do discente as informações que lhes são direcionadas, onde a tecnologia representa recursos que facilitam o acesso do aluno as informações, a possibilitam a maximização da aprendizagem, de maneira autônoma . O professor deve atuar de maneira a construir a autonomia do discente, incentivar o trabalho colaborativo, para que possa gerar a oportunidade de acesso a informações pelo discente, fazendo uso de múltiplos recursos, selecionados considerando a confiabilidade na fonte das informações, é importante que o educador compartilhe experiências de aprendizagem com os alunos através de discussão reflexiva, auxiliando o aluno a estabelecer sua autonomia através do senso crítico, estabelecendo metas e hábitos de estudo, onde odiscente deve compreender o que deve ser feito, como deve fazer e para que fazer, além de tudo tenha a oportunidade de apresentar questionamentos e opiniões que possam ser avaliadas. De acordo (SANTOS; RUBIO, 2014). Piaget (1998) dizia que um dos principais objetivos da educação é a formação de homens criativos, inventivos e descobridores, defendendo que através da autonomia na educação, as pessoas podem se tornar mais criativas, inventivas e descobridoras, que através da autonomia é possível desenvolver as habilidades do aluno através de reflexão, de maneira não limitadora, onde o desenvolvimento é um processo de equilíbrio progressivo, originário das atividades realizadas pelo indivíduo, através da interação e assimilação do organismo sobre o meio, relacionando a teoria com a prática, o mundo interno com o externo, através da autonomia. Para Morin (1999, p. 32) “é possível auxiliar o indivíduo na sua tomada de consciência. Entretanto no seu entender este auxílio é limitado, na medida em que a conscientização é um ato reflexivo que só o sujeito pode realizar”. O professor deve buscar pela curiosidade intelectual e originalidade das informações apresentadas, organizando o contexto de aprendizagem, sem que esta organização venha a impossibilitar o acesso do aluno a outras informações sobre o assunto abordado, devendo organizar e gerirsituações de mediações de aprendizagem com estratégias didáticas utilizandose para isso dos recursos disponíveis e da tecnologia a favor da qualidade no desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem. 27 3.1.3 Algumas Considerações Assim compreende se que, os profissionais da educação devem se adaptar a novas formas de aprendizagem, da educação continuada e da formação permanente, pois a imensa quantidade de informações obriga o educador a reavaliar as estratégias pedagógicas em uso, as capacidades esperadas de seus alunos, bem como o papel que exercem frente às metodologias de ensino. No contexto de reformas do sistema educativo, a formação continuada é uma alternativa de grande valia, pois contribui decisivamente para um resultado satisfatório das novas práticas educativas, qualificando os profissionais da educação em tempo real, pois lançam mão de vários recursos tecnológicos de acordo com as necessidades e interesse de cada instituição. Portanto, a educação à distância tem potencial para expandir a formação contínua através das tecnologias interativas, superando as barreiras geográficas, no processo da formação contínua. As novas tecnologias da comunicação e informação abrem grandes possibilidades para a profissionalização e valorização dos educadores, favorecendo a interatividade, diálogo, em tempo real. E para que ocorra a introdução de novas tecnologias na universidade, é necessário que ela própria defina que tipo de indivíduos quer formar e quais devem fazer parte de umprocesso de mudança na organização universitária e na inovação do trabalho docente. As transformações que estão ocorrendo e as que provavelmente virão a ocorrer requerem um professor maduro e crítico que busque adaptar, quer sua atividade ao trabalho interativo, quer a formulação de problemas representativos a qualquer aprendiz, considerando de forma estratégica os distintos estilos presentes em cada aluno, de tal forma que a interação se realize sobre bases reais. É da função do professor realizar intervenções e interferências no processo de ensinoaprendizagem, pois é ele quem tem formação para definir o que deve ser abordado no decorrer do ano letivo, bem como as orientações e encaminhamento das atividades curriculares. Isto requer professores bem formados, com conhecimentos sólidos da didática e dos conteúdos, com desenvolvimento de práticas pedagógicas que utilizem estas novas tecnologias como ferramenta para atender às necessidades individuais e coletivas. A utilização da Internet na educação permite inúmeras possibilidades envolvendo conteúdos interdisciplinares. Existem muitas experiências no campo da Telemática Educativa em que a realização de projetos de trabalho envolve várias 28 instituições de ensino, diferentes professores e turmas de alunos, assumindo um caráter interdisciplinar. Para tanto, a Internet abriu novos horizontes para a educação à distância, possibilitando cada vez mais ampliar a conexão e a interação entre universidade e outras instituições educacionais, criando espaços para a realização de trabalhos compartilhados e estabelecendo uma relação mais próxima entre pesquisadores e professores no mundo inteiro. O método é fruto de uma escolha realizada pelo professor para assegurar a consecução do planejamento de ensino, sendo assim há uma metodologia adequada para alcançar determinados objetivos, o método deve analisar a realidade em que a instituição de ensino está inserida, conteúdos e objetivos traçados, relacionando todos estes elementos a fim de promover adequadamente a relação ensino-aprendizagem, se consistem desde o planejamento á avaliação do período letivo. O professor deve ser reflexivo, sob uma perspectiva crítica do atual contexto educacional, perceber a forma como a teoria da educação pode contribuir para uma nova identidade do discente perante seus próprios processos de reflexão e a sua própria ação como também, realizar pesquisas em busca de avaliar os resultados obtidos através do uso da tecnologia no processo de ensino-aprendizagem, realizar um diagnóstico das necessidades do público alvo, e traçar um planejamento estratégico para alcançar a qualidade no processo educativo, de maneira a utilizar- se da autonomia e métodos inclusivos na construção de um ensino-aprendizagem de qualidade. Para capacitá-los, é necessária uma formação contínua, além de uma melhoria nas iniciativas já existentes. A educação à distância quando bem planejada e bem acompanhada, é uma via importantíssima para o processo educativo na sociedade contemporânea e, precisamente no campo da formação contínua. A melhoria na qualidade de ensino e na formação docente será obtida através do uso da pesquisa como atitude cotidiana na sala de aula, transformando os alunos em autores de sua formação, através do exercício de aprender autônomo e participativo. Portanto, é de suma importância a utilização das novas tecnologias na organização do trabalho pedagógico, propondo ao docente novas habilidades e o domínio das novas linguagens derivadas dos atuais recursos tecnológicos. 29 REFERÊNCIAS BRASIL. Ministério da Educação e Cultura. Relatório Delors. Brasília: UNESCO, 1996. CANDAU, V. M. (org.). Magistério: construção cotidiana. 3. ed. Rio de Janeiro: Vozes, 1999. CHIAVENATO, I. Introdução a Teoria Geral da Administração. Rio de Janeiro: Campus, 2000. Diretrizes e Base da Educação Nacional. Lei nº 9.394/1996. Disponível em: . Acesso em 07 Set. 2014. DEMO, P. Educar pela pesquisa. 5. ed. Campinas: Autores Associados, 2003. DICIONÁRIO DE TECNOLOGIA. WHATIS.COM. São Paulo: Futura, 2003. FERRAZ, L. N. 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