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TECNOLOGIAS EDUCACIONAIS EM 
PROCESSOS DE DOCÊNCIA 
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SUMÁRIO 
 
1. INTRODUÇÃO .................................................................................................... 3 
2. A EDUCAÇÃO NA SOCIEDADE DO CONHECIMENTO ................................... 6 
2.1 A Formação Continuada .............................................................................. 10 
2.1.1 Novas Tecnologias ................................................................................. 13 
2.1.2 A Educação À Distância ......................................................................... 16 
3. ENSINAR PELA PESQUISA............................................................................ 19 
3.1 Recursos Tecnológicos no Processo de Ensino-Aprendizagem .................. 21 
3.1.2 Construção Da Autonomia Do Discente ................................................. 25 
3.1.3 Algumas Considerações ........................................................................ 27 
REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 29 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 
 
 
NOSSA HISTÓRIA 
 
 
A nossa história inicia com a realização do sonho de um grupo de empresários, em 
atender à crescente demanda de alunos para cursos de Graduação e Pós-Graduação. Com 
isso foi criado a nossa instituição, como entidade oferecendo serviços educacionais em nível 
superior. 
A instituição tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas de 
conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a participação no 
desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua. Além de 
promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que constituem 
patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, de publicação ou outras 
normas de comunicação. 
A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de forma confiável e 
eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base profissional e ética. 
Dessa forma, conquistando o espaço de uma das instituições modelo no país na oferta de 
cursos, primando sempre pela inovação tecnológica, excelência no atendimento e valor do 
serviço oferecido. 
 
 
 
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1. INTRODUÇÃO 
 
É imprescindível que se compreenda a importância da inserção das 
novastecnologias como recursos facilitadores do processo de ensino-aprendizagem, 
este contexto foi elaborado com base em uma revisão bibliográfica, pretende discutir 
acerca da contribuição da tecnologia na construção da autonomia do discente, sob 
uma perspectiva crítica do atual contexto educacional, entendendo a ação reflexiva 
como elemento para transformação, através da conscientização ao docente. 
 O ensino superior tem como prioridade facilitar a capacitação do aluno em 
investigar, processar, assimilar, interpretar, e refletir sobre as informações que recebe, 
para assim desenvolver a autonomia do discente, sendo importante o discernimento 
do docente no que diz respeito a relevância do uso de ferramentas tecnológicas, como 
recursos facilitadores da construção do conhecimento, e ampliador de possibilidades 
a formação de novos pesquisadores. 
A ação reflexiva pode ser compreendida como elemento para se pensar a 
transformação e a formação propiciadora do desenvolvimento de educadores 
reflexivos frente à nova realidade, direcionados a atuarem no mercado de trabalho. É 
grande o desafio das Instituições de Ensino Superior diante do papel social na 
formação profissional, mediante os novos paradigmas sociais e políticos, numa 
perspectiva voltada para a produção do conhecimento científico. 
4 
 
 
Cada dia se torna mais necessária a conscientização da necessidade de 
métodos inovadores para o processo de aprendizagem, que venham a atuar como 
facilitadores ao acesso de informação e desenvolvimento da pesquisa, para que o 
discente possa desenvolver suas habilidades, a atuar com maior eficiência diante de 
um mercado altamente competitivo. A tecnologia aqui será apresentada como recurso 
que traz contribuições para os saberes e às práticas pedagógicas dos professores 
universitários, auxiliando na construção da autonomia do aluno, através da ampliação 
as possibilidades de acesso ao conhecimento, sendo assim o planejamento de aula 
deve ser elaborado considerando a necessidade de amplificar as possibilidades de 
acesso à informação por parte do aluno, não limitando o ensinoaprendizagem a 
informações apresentadas pelo professor durante o período em sala de aula, más 
estimulando a busca do conhecimento por parte do discente e estimulando esta ação, 
através da apresentação de alternativas adequadas. 
A educação brasileira está repleta de significativas mudanças em todos os 
níveis de ensino. Dentre os fatores responsáveis, destaca-se a promulgação da nova 
LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira) nº 9394/96 que provocou um 
processo de reestruturação do sistema de ensino nacional, delineando novas 
diretrizes para todos os níveis da educação brasileira. 
 A formação inicial de docentes requer um cuidado especial com a formação 
continuada deste profissional, provocando um olhar crítico e criativo, considerando-se 
a atual situação das reformas educacionais implementadas em todos os níveis da 
educação brasileira. A formação continuada de docentes dá-se costumeiramente com 
o educador voltando à universidade para ampliar seus conhecimentos e seu 
desenvolvimento profissional, ou ainda através de participações deste educador em 
cursos, simpósios, congressos, programas de atualização, aperfeiçoamento e na pós-
graduação de latu sensu e strictu sensu. 
O novo profissional da educação universitária deve ser alguém criativo, 
competente ecomprometido com o advento das novas tecnologias. Igualmente, o novo 
profissional precisa interagir em meio à sociedade do conhecimento; para tanto, é 
necessário tanto repensar a educação quanto buscar os fundamentos para o uso 
dessas novas linguagens. 
Essas novas linguagens causam grande impacto na educação e determinam 
uma nova cultura na sociedade, novos valores e diferentes necessidades aos 
educadores, tanto no sistema presencial quanto à distância. O sistema de educação 
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à distância (EAD) ganha espaço cada vez mais amplo no meio educacional, devido 
ao impulso que recebeu com a chegada da informática e da Internet, tornando-se 
acessível para solução de problemas relacionados tanto com a formação inicial quanto 
com a formação continuada de profissionais de diversas áreas e setores da 
sociedade. 
Na formação continuada, a EAD, é de suma importância, tendo em vista que o 
paradigma da sociedade do conhecimento e da tecnologia requer pessoas com uma 
nova postura acerca do processo de aprendizagem. Com isto, a era tecnológica 
produz um efeito crescente de desenvolvimento mundial. Além disso, o aumento das 
tecnologias da comunicação e da informação incentiva a mudança de comportamento 
nos indivíduos na sociedade contemporânea, contexto em que o processo de 
globalização contribuiu efetivamente para essa mudança cultural, de modo que o 
conhecimento tornou-se essencial na sociedade da informação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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2. A EDUCAÇÃO NA SOCIEDADE DO CONHECIMENTO 
 
Figura 1 
 
Fonte:https://www.google.com/url?sa=i&url=https%3A%2F%2Fescolasdisruptivas.com.br%2Ftecnolog
ia-educacional%2Ftecnologia-educacional-robotica-na-sua escola%2F&psig=AOvVaw3d3yiJeaww3yi 
Jeaww5O5zqDXwRg3o&ust=1606071526674000&source=images&cd=vfe&ved=2ahUKEwi3_Xnq -
3_XnqJTtAhUPHLkGHXjJA8QQr4kDegUIARCtAQ 
 
Concedera se conhecimento como umprocesso dinâmico, que acompanha a 
vida humana, sendo um guia para a ação. O conhecimento surge dos intercâmbios 
sociais manifestados através dos canais de comunicação. Atualmente
o Brasil goza 
da facilidade de concessão uma vez que os meios de difusão, como a Internet são 
usos frequentes de interação entre pessoas da população brasileira. 
Na fala de, Assmann (1998), em meio a uma sociedade em rede, na qual o 
conhecimento está voltado para a produção intelectual e os meios de informação e de 
comunicação facilitam a produção de novos conhecimentos, sendo, portanto, recursos 
fundamentais para a sobrevivência humana em todos os segmentos sociais. Esse 
conhecimento em rede proporciona ganhos para as novas modalidades de educação, 
uma vez que este conhecimento é cíclico e, constantemente, está em discussão, 
possibilitando a participação constante do usuário, permitindo, desta forma, que o 
sujeito adquira novas informações e novos conhecimentos. 
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No documento da UNESCO (Delors, 1996) são identificadas as aprendizagens 
fundamentais que deverão constituir os pilares do conhecimento: 
 Aprender a conhecer - adquirir os instrumentos da compreensão, dominar os 
instrumentos do conhecimento, isto é, aprender a aprender, fornecer as bases para o 
aprender durante a vida inteira; 
 Aprender a fazer - para poder agir sobre o meio envolvente. Uma 
combinaçãode competência técnica com a social - capacidade de trabalhar em 
equipe, iniciativa; 
 Aprender a viver junto com as outras pessoas - conhecer sua história, cooperar, 
participar de projetos comuns, criando nova mentalidade de partilhar da realização da 
vida, de melhor qualidade para todos, incluindo aqueles ainda excluídos dessas 
qualidades vitais; 
 Aprender a ser – é fundamental, integra os três anteriores, envolve 
discernimento, imaginação, capacidade de cuidar do seu destino. 
Uma boa proposta pedagógica em conjunto com as novas tecnologias é de 
importância relevante, uma vez que são ferramentas educacionais facilitadoras da 
aprendizagem, levando o aluno a construir seu próprio conhecimento, passando a ter 
um papel ativo, na busca de solução de suas necessidades. 
É necessário que o professor propicie aos seus alunos situações em que 
possam interagir, introduzindo novas informações e criando diversos tipos de 
situações problemáticas para que avancem no raciocínio e na compreensão as 
experiências obtidas na resolução dos problemas. Tal procedimento permite aos seus 
alunos que estabeleçam estratégias, ampliando horizontes e superando desafios 
atingindo novos conhecimentos e nova visões de realidades até então desconhecidas. 
 Considerando as mesma afirmativas ainda com Dowbor (1993); Drucker 
(1993); Valente (1996); Maseto (1994), apud Mercado (1999), a chamada Sociedade 
da Informação ou do Conhecimento requer profissionais críticos, criativos, com 
capacidade de pensar, de aprender a aprender, de trabalhar em grupo e de se 
conhecer como indivíduo. Esse profissional deve ter uma visão geral sobre os 
diferentes problemas que afligem a humanidade, considerando-os numa totalidade. 
“O papel da educação é formar esse profissional e para isso, esta não se 
sustenta apenas na instrução que o professor passa ao aluno, mas na 
construção do conhecimento pelo aluno e no desenvolvimento de novas 
competências, como: capacidade de inovar, criar o novo a partir do 
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conhecido, adaptabilidade ao novo, criatividade, autonomia, comunicação.” 
(MERCADO, 1999, p.30). 
As empresas e as organizações requerem das instituições de ensino um 
conhecimento que encaminhe os alunos à competência no exercício profissional, 
preparando-os para enfrentar situações inusitadas, tendo condições de encarar os 
desafios diários com empreendedorismo, eficiência e criatividade, levando-os a 
demonstrar responsabilidade, autoestima e autoconfiança. 
O sistema educacional deve assegurar uma formação inicial com maior 
flexibilidadede acessos aos currículos, às metodologias e aos materiais didático-
pedagógicos como também criar condições para uma educação ao longo da vida, 
mais integradas aos locais de trabalho e às expectativas e necessidade de cada 
indivíduo. 
Sendo uma das modalidades promissora para o desenvolvimento de projetos 
educativos de formação continuada como também inicial é a educação à 
distância(EaD) que, juntamente com as novas tecnologias, possibilitam a superação 
de obstáculos relativos a distância e oferecem a oportunidade de atualização um 
número significativo de cidadãos. Cabe ao profissional da educação adaptar-se às 
novas mudanças para não ficar fora do mercado de trabalho, reciclando seus 
conhecimentos através do aperfeiçoamento contínuo para atingir um crescimento 
pessoal e a redução das desigualdades sociais. 
“O desenvolvimento profissional envolve formação inicial e contínua 
articuladas a um processo de valorização identitária e profissional dos 
professores. Identidade que é epistemológica, ou seja, que reconhece a 
docência como um campo de conhecimentos específicos configurados em 
quatro grandes conjuntos a saber: conteúdos das diversas áreas do saber e 
do ensino, ou seja, das ciências humanas e naturais, da cultura e das artes; 
conteúdos didáticopedagógicos; conteúdos relacionados a saberes 
pedagógicos mais amplos e conteúdos ligados à explicitação do sentido da 
existência humana.” (LIBÂNEO & PIMENTA, 1999, p 260). 
 
Assim, a construção do conhecimento é adquirida através de novos processos 
metodológicos de aprendizagem, pois permitem à escola um novo diálogo com os 
indivíduos e com o mundo. As novas tecnologias propiciam aos professores e alunos 
uma reformulação de suas relações, bem como a inclusão da escola no meio social. 
De acordo Drucker apud Mercado (1999) os trabalhadores do conhecimento são 
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aqueles que sabem construir conhecimento para usos produtivos e, diante disso, 
colocam-se desafios para essa nova sociedade: a produtividade do trabalho com 
conhecimento e a formação do trabalhador deste momento histórico. 
 A reconstrução do conhecimento é adquirida mediante a vivência de relações 
sociais, nas instituições de ensino, nas experiências de aprendizagem, que resultem 
para o aluno em uma participação ativa e numa reconstrução crítica do pensamento. 
Seja preparando professores habilitados para empregar e produzir novas tecnologias 
na educação, seja proporcionando uma construção de novos conhecimentos, e seja 
ainda desenvolvendo ideias nas mais diferentes áreas das ciências. 
“É preciso formar o professor numa ambiência de pesquisa, a fim de favorecer 
um processo de interação com a atividade investigativa, incorporando, assim, 
a pesquisa como princípio formativo desde a sua formação profissional.” 
(FERRAZ, 2000, p 61). 
Porem oprofessor a ser formado para a sociedade do conhecimento deve ser 
um indivíduo comprometido com as transformações sociais e política. Um profissional 
reflexivo, crítico, competente no âmbito da sua própria disciplina, capacitado para 
exercer a docência e realizar atividades de investigação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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2.1 A Formação Continuada 
 
Figura 2 
 
https://www.google.com/url?sa=i&url=https%3A%2F%2Fagenciasertao.com%2F2020%2F03%2F06%
2Fcaetite-divulgada-lista-de-aprovados-nos-cursos-de-formacao-continuada-da-
educacao%2F&psig=AOvVaw2u2FHJluM1rmTc0sZsudPh&ust=1606072189979000&source=images
&cd=vfe&ved=2ahUKEwiw0pqkq5TtAhWlLrkGHQQmD30Qr4kDegUIARC6AQ 
Apontando os objetivos da formação continuada como: sugerir novas 
metodologias e a atualização dos profissionais nas discussões teóricas da atualidade, 
bem como contribuir para as mudanças de melhorias em toda a ação pedagógica. A 
atualização e o aperfeiçoamento do profissional em qualquer área têm como intuito 
acompanhar o avanço tecnológico de um mundo globalizado e em constante 
transformação. Prada (1997, p. 88 – 89), apresenta algumas das diferentes 
expressões utilizadas na denominação dos programas de formação continuada com 
o objetivo de ampliar essa compreensão: 
 Capacitação - Proporcionar
determinada capacidade a ser adquirida pelos 
professores, mediante um curso; concepção mecanicista que considera os docentes 
incapacitados; 
 Qualificação - Não implica a ausência de capacidade, mas continua sendo 
mecanicista, pois visa melhorar apenas algumas qualidades já existentes. 
 Aperfeiçoamento - Implica tornar os professores perfeitos. Está associado à 
maioria dos outros termos; 
 Reciclagem - Termo próprio de processos industriais e usualmente, referentes 
à recuperação do lixo; 
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 Atualização - Ação similar à do jornalismo; informar aos professores para 
manter nas atualidades dos acontecimentos, recebe críticas semelhantes à educação 
bancária; 
 Formação Continuada - Alcançar níveis mais elevados na educação formal 
ou aprofundar como continuidade dos conhecimentos que os professores já possuem; 
 Formação Permanente - Realizada constantemente, visa à formação geral da 
pessoa sem se preocupar apenas com os níveis da educação formal; 
 Especialização - É a realização de um curso superior sobre um tema 
específico; 
 Aprofundamento - Tornar mais profundo alguns dos conhecimentos que os 
professores já têm; 
 Treinamento - Adquirir habilidades por repetição, utilizado para manipulaçãode 
máquinas em processos industriais, no caso dos professores, o termo não é 
interessante, na medida em que estes interagem com pessoas; 
 Re-treinamento - Voltar a treinar o que já havia sido treinado;• 
 Aprimoramento - Melhorar a qualidade do conhecimento dos professores; 
 Superação - Subir a outros patamares ou níveis, por exemplo, de titulação 
universitária ou pós-graduação; 
 Desenvolvimento Profissional - Cursos de curta duração que procuram a 
“eficiência” do professor; 
 Profissionalização - Tornar profissional. Conseguir, para quem não tem, um 
título ou diploma; 
 Compensação - Suprir algo que falta. Atividades que pretendem subsidiar 
conhecimentos que faltaram na formação anterior. 
Para Perrenoud (2000), a implantação de qualquer proposta que tenha 
implicações em novas posturas frente ao conhecimento conduz a uma renovação da 
prática pedagógica, de modo que a formação continuada assume um espaço de 
grande importância. 
No modelo clássico, o professor que já atua profissionalmente com sua 
formação inicial volta à universidade para renovar seus conhecimentos em programas 
de atualização, aperfeiçoamento, programas de pós-graduação, além de participar em 
cursos, congressos, simpósios e encontros destinados ao seu desenvolvimento 
profissional em espaços considerados como lócus da produção do conhecimento, 
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como: a universidade e os espaços vinculados a ela, na medida em que podemos 
considerar a universidade como espaço de circulação das informações mais recentes 
e de conhecimentos teóricos/práticos relevantes para os diversos campos do saber. 
Os cursos são realizados em regime normal: presencial ou na modalidade à 
distância, ou seja, lança-se mão de diferentes estratégias como: correspondências, 
via fax, vídeos, computador, teleconferência e/ou outras mídias. De acordo com 
Candau (1999, p. 53): “no momento atual, existe um grande interesse no Brasil em 
relação aos cursos à distância e várias universidades já estão começando a montar 
cursos de aperfeiçoamento de professores com esta modalidade, não só para a rede 
pública, como também para a rede privada de ensino”. 
As habilidades e competências exigidas do profissional docente requerem uma 
sólida preparação acadêmica tanto na área específica do conhecimento quanto no 
campo da cognição das teorias de aprendizagem e das novas linguagens como o uso 
dos novos recursos tecnológicos na educação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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2.1.1 Novas Tecnologias 
 
Figura 3 
 
Home / Blog profes / Informática Geral / Marco V. / DOCÊNCIA NO ENSINO 
SUPERIOR E AS NOVAS TECNOLOGIAS: POSSIBILIDADES E DESAFIOS. 
 
Conforme a introdução das novas tecnologias nas salas de aula facilitando as 
trocas interindividuais. As informações se tornam mais acessíveis, os professores 
deixam de ser o mestre “sabe tudo” e os materiais pedagógicos evoluem de livros-
textos para programas e projetos mais amplos. 
A capacitação do aluno para docência em novas tecnologias requer uma 
nova configuração do processo didático e metodológico para uma formação adequada 
e propostas inovadoras. O professor tem a responsabilidade de difundir o saber 
através da troca de experiências com seus alunos, com o objetivo de lançar no 
mercado educacional, profissionais competentes de visível conhecimento e com 
experiências no mais alto nível didático. As novas tecnologias precisam estar 
integradas em ambientes de ensino-aprendizagem, em situações que permitam ao 
aluno o envolvimento com os processos de aprendizagem necessários para atingir os 
objetivos educacionais desejados. 
 
 
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Segundo Libâneo (1998, p. 70), pedagogicamente as tecnologias de 
comunicação e informação podem se expressar sob três formas: como conteúdo 
escolar integrante das várias disciplinas do currículo, portanto, portadoras de 
informação, ideias, emoções, valores; como competências e atitudes profissionais; e 
como meios tecnológicos de comunicação humana (visuais, cênicos, verbais, 
sonoros, audiovisuais) dirigidos para o ensinar a pensar, ensinar a aprender a 
aprender, implicando, portanto, efeitos didáticos como: 
 desenvolvimento de pensamento autônomo, 
 estratégias cognitivas, 
 autonomia para organizar e dirigir seu próprio processo de aprendizagem, 
facilidade de análise e resolução de problemas etc. 
Atelemática estabelece relevantes possibilidades pedagógicas, uma vez que 
não se limita a uma única disciplina, permitindo uma educação global. Os recursos 
telemáticos oferecem inúmeras possibilidades de interação e uso na educação e são 
ferramentas inovadoras que abrem novos caminhos para a escola, permitindo 
inúmeros contatos em diversas partes do mundo. Sobre atelemática ela cria situações 
de aprendizagem caracterizadas pela sua significativa funcionalidade, de maneira que 
o aluno seja capaz de realizar aprendizagens relevantes por si só em várias situações 
e circunstâncias, se estiver aberto à inovação, à mudança, preparado e motivado para 
novas formas de aprender e trabalhar o conhecimento. 
Verifica-se que as mudanças de mentalidade necessárias para o uso das novas 
tecnologias colocam a necessidade de adequar o ensino a um paradigma científico, 
em que um dos aspectos fundamentais é o conhecimento distribuído em rede. O 
professor, através das novas tecnologias, gera um processo inovador na sala de aula, 
“Esta evolução, pois, só é possível quando os mestres 
descobrirem quão é importante a fusão das novas 
tecnologias áudio-visuais com o amor pela docência. 
Desta forma, com a fusão entre o amor e a atualização 
tecnológica, não somente o vigários com seus fiéis, os 
empresários com seus trabalhadores, mas, 
principalmente, professores e seus alunos experimentarão 
uma relação mais atrativa e calorosa.” 
MARCO AURÉLIO VIANELLO 
 
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onde a navegação nas redes telemáticas geram novas possibilidades de ensino e 
aprendizagem. 
“Os novos ambientes de aprendizagem, ao utilizar o enfoque reflexivo na 
prática pedagógica, podem colaborar para o desenvolvimento de pensadores 
autônomos, de indivíduos que pensam por si mesmos, o que não significa 
qualquer tipo de individualismo acentuado, mas relações de cooperação, 
parceria e compartilhamento entre os diferentes aprendizes, ou seja, 
interações individuais num contexto de cooperação, de diálogo, mediante o 
desenvolvimento de operações de reciprocidade, complementaridade e 
correspondência, o que pode ser incentivado com vivências de trabalho em 
grupo na busca de soluções para os problemas propostos, que reconheçam 
a importância da experiência e do saber de
cada membro do grupo na 
construção do saber coletivo.” (MORAES, 1997, p. 223). 
 
Os progressos proporcionados pelos recursos tecnológicos possibilitaram o 
surgimento de softwares e outros que levaram às mudanças culturais e no saber, 
permitindo novos direcionamentos nestes ambientes pelas associações tecnológicas, 
de modo a alterar a forma de lidar com imagens, sons, textos e hipertextos. As 
organizações educacionais necessitam rever seus processos de organização, 
flexibilizar seus currículos, adaptar-se a novas situações, formar seus docentes no 
gerenciamento da aprendizagem com tecnologias telemáticas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
16 
 
 
2.1.2 A Educação À Distância 
 
Figura 4 
 
Fonte:https://www.google.com/url?sa=i&url=https%3A%2F%2Fwww.infoescola.com%2Feducacao%2
Feducacao-a-
distancia%2F&psig=AOvVaw1Qx_ahn2PHPE9_7BadL5cJ&ust=1606072951555000&source=images
&cd=vfe&ved=2ahUKEwieyK2PrpTtAhUGD7kGHdL6BrcQr4kDegUIARCiAQ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Verifica se queeducação à distância possibilita um maior acesso aos cursos de 
graduação e pós-graduação; na capacitação e atualização de professores. Encontra 
senuma fase de transição na educação à distância. Neste sentido, começam a passar 
dos modelos predominantemente individuais para os grupais na educação à distância. 
Das mídias unidirecionais, como o jornal, a televisão e o rádio, marcham para mídias 
de caráter interativo. 
Ocorre uma ascendente interação virtual fria (formulários, rotinas, provas, e-
mail) e alguma interação online (pessoas conectadas ao mesmo tempo, em lugares 
diferentes). Da comunicação offline estamos evoluindo para um mix de comunicação 
off e online (em tempo real). Conforme avançam as tecnologias de comunicação 
virtual o conceito de presencialidade também se altera. As práticas educativas vão 
A Educação a Distância se diferencia da tradicional em diversos 
aspectos. Na EaD, os alunos e professores estão separados espacial 
e/ou temporalmente, ou seja, não se encontram presencialmente em 
uma sala de aula. O ensino acontece pelo intermédio de diversas 
tecnologias, como a internet e as hipermídias. Além disso, também 
podem ser utilizados outros recursos, como cartas, rádio, televisão, 
vídeos, CD-ROMs e telefones. A variedade de cursos que podem ser 
oferecidos na modalidade EaD é muito grande: é possível obter diplomas 
desde níveis técnicos até pós-graduações. 
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combinar cada vez mais os cursos presenciais com virtuais, isto é, uma parte dos 
cursos presenciais será feita virtualmente, uma parte dos cursos a distância será feita 
de forma presencial ou virtualpresencial, ou seja, vendo-nos e ouvindo-nos, 
intercalando períodos de pesquisa individual com outros de pesquisa e comunicação 
conjunta. 
Para os cursos de formação em quaisquer de seus níveis e modalidades, 
presencial ou a distância, como o PNE (2000, p.65) determina para os cursos de 
formação em quaisquer de seus níveis e modalidades, os seguintes princípios: 
1) sólida formação teórica nos conteúdos específicos a serem ensinados na 
Educação Básica, bem como nos conteúdos especificamente pedagógicos; 
2) ampla formação cultural; 
3) atividadedocente como foco formativo; 
4) contato com a realidade escolar desde o início até o final do curso, integrando 
a teoria à prática pedagógica; 
5) pesquisa como princípio formativo; 
6) domínio das novas tecnologias de comunicação e da informação e capacidade 
para integrá-las à prática do magistério; 
7) análise dos temas atuais da sociedade, da cultura e da economia; 
8) inclusão das questões relativas à educação dos alunos com necessidades 
especiais e das questões de gênero e de etnia nos programas de formação; 
9) trabalho coletivo interdisciplinar; 
10) vivência, durante o curso, de formas de gestão democrática do ensino; 
11) desenvolvimento do compromisso social e político do magistério; 
12) conhecimento e aplicação das diretrizes curriculares nacionais dos níveis e 
modalidades da educação básica. 
 Para a UNESCO, a educação à distância, segundo Sá (1999), facilita o 
cumprimento do princípio de igualdade de oportunidade, pois leva a educação a 
grupos sociais com poucas possibilidades de acesso ao ensino: populações dispersas 
e alijadas geograficamente, com escassos recursos financeiros e grupos em 
condições desvantajosas, bem como explora as possibilidades das novas tecnologias 
da informação e da comunicação. 
Portanto aUNESCO, seguindo sua política de educação permanente, tem 
incentivado ações em níveis nacionais e regionais, enfatizando principalmente os 
esforços cooperativos para o desenvolvimento dos sistemas e programas de ensino 
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aberto e à distância para aqueles que não podem desfrutar dos benefícios de uma 
educação básica presencial. A realização de cursos diretos e de forma interativa com 
participação em tempo real de alunos em diferentes locais. Uma rede de aulas 
convenientemente distribuídas pode evitar altos custos e gastos de tempo e as 
tecnologias atuais podem permitir a interação e tempo real do professor com os 
alunos. Um sistema em que os alunos podem organizar suas atividades formativas 
em ritmo conveniente para eles, com independência do lugar onde se dá a 
aprendizagem. 
“Na era da informação, a experiência educacional diversificada será a 
base fundamental para o sucesso e para isso, o que os estudantes 
necessitam não é dominar um conteúdo, mas dominar o processo de 
aprendizagem. Cada vez mais haverá necessidade de uma educação 
permanente, explorando todas as possibilidades oferecidas pela 
tecnologia.” (MERCADO, 1999, p.33). 
Assim, o aluno realiza uma autoaprendizagem através de materiais multimídias, 
assimilando conceitos, consultando documentos auxiliares, realizando exercícios e 
outras atividades que as novas tecnologias podem facilitar. O professor e o aluno 
estudam, pesquisam, debatem, discute, constroem e produzem conhecimento com os 
novos recursos que a tecnologia oferece, na organização, flexibilização dos 
conteúdos, na interação aluno-aluno, alunoprofessor na redefinição de seus objetivos. 
Os recursos de videoconferência/teleconferência, Internet e outras 
tecnologias colocam ao alcance das instituições de ensino, as possibilidades de: 
trocas entre professores e materiais de intercâmbios simultâneos, o desenvolvimento 
de trabalhos em conjunto, através da participação do aluno, do uso de diferentes 
canais, códigos e linguagem, a difusão de todos os conhecimentos produzidos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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3. ENSINAR PELA PESQUISA 
 
A pesquisa é de grande importância na formação do futuro docente, pois hoje 
a maioria dos projetos pedagógicos das escolas brasileiras vêm apresentando como 
objetivo levar os alunos a uma formação crítica através da atualização dos docentes 
por meio de pesquisas. Verifica-se que a pesquisa incentiva os futuros professores a 
pesquisar sobre os problemas que enfrentarão em sala de aula tais como: 
 indisciplina, 
 métodos de avaliação, 
 entre outros, contribuindo com o entendimento acerca da realidade, tanto por 
parte do aluno quanto do professor. 
Além disso, a prática da pesquisa destaca-se por promover uma 
emancipaçãointelectual e política de ambos. 
Seria altamente recomendável que esses futuros professores tivessem em 
sua formação oportunidades de contato com pesquisas e pesquisadores, por 
intermédio de seus próprios professores, que não fossem meros repetidores 
de um saber acumulado e cristalizado, mas testemunhas vivas e participantes 
de um saber que se elabora e reelabora a cada momento, em toda parte. 
(LÜDKE, 1995, p.115). 
O professor, ao ensinar pela pesquisa, aprimora, aprofunda e proporciona aos 
envolvidos novos conhecimentos, formando cidadãos intelectualmente e 
politicamente críticos. Assim, sendo, torna-se imprescindível estar em constante 
contato com pesquisas já elaboradas, como também
criar novos métodos e novos 
pensamentos a respeito da realidade pesquisada. Os pressupostos fundamentais 
para se educar pela pesquisa de acordo com Demo (2003, p. 5): 
 A convicção de que a educação pela pesquisa é a especificidade mais própria 
da educação escolar acadêmica; 
 O reconhecimento de que o questionamento reconstrutivo com qualidade 
formal e política é o cerne do processo de pesquisa; 
 A necessidade de fazer da pesquisa atitude cotidiana do professor e do aluno; 
 A educação como processo de formação da competência histórica humana. 
A pesquisa na prática pedagógica docente contribui para a formação de um 
professor competente, que forma alunos emancipados, críticos e atuantes, capazes 
de fazer diferença no seu contexto social e no mercado de trabalho. Educar e 
20 
 
 
pesquisar são atividades coligadas, devendo fazer parte da rotina de professores e 
alunos. O questionamento é um elemento fundamental na dinâmica da aprendizagem. 
 É preciso proporcionar aos alunos experiências que lhes permitam 
desenvolver-se ao máximo a sua capacidade de resolução de problemas, tornando-
os autores de sua formação através de críticas e de argumentações que os leve a um 
aprendizado autônomo e criativo. A educação pela pesquisa proporciona aos alunos 
a incorporação do discurso pedagógico e da linguagem científica, possibilitando-lhes 
o desenvolvimento de competências argumentativas e questionadoras. 
Entretanto, é necessário respeitar os potenciais de cada aluno nos diferentes 
estágios de sua formação. O futuro docente necessita ampliar seus conhecimentos e 
habilidades para propor alternativas de trabalho a partir do estudo das realidades em 
que está inserido. A construção gradativa da competência profissional será sempre 
compreendida como um processo permanente inacabado, pois sua formação nunca 
estará concluída, devendo o mesmo estar em constante questionamento. 
A educação pela pesquisa estabelece uma relação complementar entre teoria 
e prática, uma vez que o professor e o aluno passam a assumir suas próprias teorias 
pedagógicas, seja colocando todos os envolvidos como sujeitos participantes do 
processo de pesquisar, seja aproximando o conhecimento acadêmico do 
conhecimento prático. 
O Plano Nacional de Graduação (PNG) aponta a lógica da indissociabilidade 
entre ensino, pesquisa e extensão. De acordo com o PNG (1999, p.13), a pós-
graduação precisa integrar à sua missão básica de formar pesquisador a 
responsabilidade de formação do professor de graduação, integrando expressamente 
questões pedagógicas às que dizem respeito ao rigor dos métodos específicos de 
produção do saber, em perspectiva epistêmica. 
O processo pedagógico caracterizado como “aprender a aprender”, neste 
contexto, inclui igualmente o polo da extensão universitária, aquele que desenvolve 
em parcerias com grupos sociais no contexto da sociedade que integra cidadãos. De 
acordo com o plano o quereconhece a educação à distância como uma importante 
alternativa para a realização de um trabalho cooperativo e de integração das 
universidades, potencializando as oportunidades de ampliar e diversificar a oferta de 
cursos para a formação e a qualificação docente. Reconhece, também, que a 
implantação dessa modalidade no Brasil, tem uma série de desafios a serem 
superados. 
21 
 
 
O primeiro deles é, sem dúvida, criar uma cultura de EaD nas universidades, 
seguido pela formação de professores que possam trabalhar com esse tipo de 
processo educacional. Educar pela pesquisa exige muita dedicação e 
responsabilidade do aluno e muita competência do professor que deve ter 
pensamento reflexivo para trabalhar com informações e atuar como construtor e 
reconstrutor do conhecimento. Esse profissional não adota como metodologia de 
ensino a reprodução de algo já existente, na medida em que: 
“Construir conhecimento em deduzi-lo a partir de um outro já sabido ou dado, 
ainda que parcialmente (...) mas uma coisa é a dedução pensada em um 
contexto de pesquisa, de diálogo, de demonstração, de busca, de 
argumentação; outra é ela tida como pressuposto.” (MACEDO, 1994, p. 36) 
Assim, educar pela pesquisa é fazer com que o aluno adquira conhecimentos 
por meio do “aprender a trabalhar” pelo método de pesquisa com a finalidade de 
exercitar, construir melhorias e superar barreiras e dificuldades, pois o conhecimento 
jamais poderá ser encarado como algo completamente finalizado, e sim como algo 
em constante mudança e construção. 
 
3.1 Recursos Tecnológicos no Processo de Ensino-Aprendizagem 
 
Figura 5 
 
Fonte: javascript:void(0); 
 
Sobre os recursos atecnologia sempreestiveram presentes na vida do homem, 
procurando uma melhor estratégia para realizar as coisas, buscando assim maximizar 
a qualidade de suas ações, para o alcance de metas, através de planejamento. O uso 
22 
 
 
das tecnologias estão presentes nos ambientes educacionais, como recursos 
facilitadores do processo de ensinoaprendizagem, ampliando possibilidades, e 
atuando como agente da inclusão social. 
A tecnologia é um produto da ciência que envolve métodos, técnicas e 
instrumentos que buscam trazer solução aos problemas identificados, a palavra 
tecnologia tem origem no grego "tekhne" que significa "técnica, arte, ofício" 
juntamente com o sufixo "logia" que significa "estudo". Suzuki (2011) defende que o 
surgimento da tecnologia é um processo que se confunde com a própria história do 
homem, compreendendo que o mesmo criou estratégias para melhorar o seu dia a 
dia, inventando e aperfeiçoando técnicas que posteriormente foram chamadas de 
tecnologias, sendo estas utilizadas pelo educador no processo de 
ensinoaprendizagem, compreendendo que o uso das tecnologias trazem novas 
possibilidades, encantamentos e seduções, más que também traz a necessidade de 
reflexão sobre a prática pedagógica que precisa ser significativa. 
 As grandes mudanças decorrentes da evolução tecnológica e alta 
competitividade no mercado de trabalho têm alterado características valorizadas no 
perfil do trabalhador, as organizações tem buscado mão de obras cada vez mais 
flexíveis e capacitadas a desenvolver suas atividades, considerando também 
eventuais futuros. 
Considerando esta necessidade tornase importante ao professor como 
facilitador do processo de aprendizagem adotar estratégias inovadoras, a serem 
utilizadas na metodologia de ensino, considerando a realidade institucional, e também 
as necessidades da disciplina e do aluno, de forma a maximizar a qualidade do 
processo de ensino. 
A educação inclusiva requer ações inovadoras, busca por novos recursos, 
materiais e atitudes dos profissionais que atuam na área da educação, em busca de 
adaptar o ambiente escolar, currículo dos professores, e todo o processo de ensino-
aprendizagem de forma que todos os alunos venham a desfrutar das mesmas 
oportunidades (VAGULA; VEDOATO, 2014). 
A promulgação da LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira) nº 
9.394 de 1996 trouxe mudanças em todos os níveis de ensino, apresentando novas 
diretrizes e a reestruturação do sistema de ensino em todo o país. De fato são grandes 
os desafios apresentados a prática docente no ensino superior relacionada a didática 
de ensinar e aprender no contexto de sala de aula, a relevância positiva no uso de 
23 
 
 
recursos tecnológicos no processo de ensino-aprendizagem é inegável, más é 
importante a reflexão de alteridade da influência desta na construção da autonomia 
do discente. Segundo determina a LDB 9.394/96: 
Art. 43 A educação superior tem por finalidade: 
I. estimular a criação cultural e o desenvolvimento do espirito cientifico e do 
pensamento reflexivo; 
II. formar diplomados nas diferentes áreas de conhecimento, aptos para a 
inserção em setores profissionais e para a participação no desenvolvimento da 
sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua; 
III.
incentivar o trabalho de pesquisa e investigação científica, visando o 
desenvolvimento da ciência e a tecnologia e da criação e difusão da cultura, e desse 
modo, desenvolver o entendimento do homem e do meio em que vive; 
IV. promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que 
constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, de 
publicações ou de outras formas de comunicação; 
V. suscitar o desejo de permanecer de aperfeiçoamento cultural e profissional e 
possibilitar a correspondente concretização, integrando os conhecimentos que vão 
sendo adquiridos numa estrutura intelectual sistematizadora do conhecimento de cada 
gestão. 
VI. estimular o conhecimento dos problemas do mundo presente, em particular os 
nacionais e regionais, prestar serviços especializados á comunidade e estabelecer 
com esta uma relação de reciprocidade; 
VII. promover a extensão, aberta á participação da população, visando á difusão 
das conquistas e benefícios resultantes da criação cultural e dapesquisa cientifica e 
tecnológica geradas na instituição. 
Compreender que o professor deve ser um profissional que atua 
estrategicamente, e para isso deve estar constantemente atualizado para que assim 
possa apresentar informações relevantes ao sucesso de seus alunos no contexto 
profissional e social. Segundo Mercado (1999, p.30): 
“O papel da educação não se sustenta apenas na instrução que o professor 
para ao aluno, más na construção do conhecimento pelo aluno e no 
desenvolvimento de novas competências como: capacidade de inovar, criar 
o novo a partir do desconhecido, adaptabilidade ao novo, criatividade, 
autonomia e comunicação.”Mercado (1999, p.30) 
24 
 
 
 A introdução das novas tecnologias nas salas de aula vem a facilitar o processo 
de ensino-aprendizagem, as informações se tornam mais acessíveis e isso amplia 
as possibilidades de ações do professor, gerando uma evolução estratégica e didática 
de uma forma ampla, direcionada a construção do conhecimento, através da 
autonomia do aluno (SASSAKI, 1997). 
As tecnologias precisam estar integradas ao ambiente de ensino- aprendizagem é 
necessário à capacitação aos docentes de maneira continuada, para que estes 
estejam sempre acompanhando a evolução tecnológica, e se atualizando as 
necessidades que esta impõe ao mercado de trabalho, para que assim possa 
capacitar o aluno para o uso destas novas tecnologias, o que requer um processo 
didático e metodológico, além de ações conscientização direcionadas ao aluno, para 
que se faça uso destes recursos de forma a proporcionar a ampliação de 
conhecimentos e experiências no mais alto nível didático (SASSAKI, 1997). Segundo 
determina a LDB 9.394/96, Art. 44. A educação superior abrangerá os seguintes 
cursos e programas: 
“1cursos sequenciais por campo de saber, de diferentes níveis de 
abrangência, abertos a candidatos que atendam aos requisitos estabelecidos 
pelas instituições de ensino; 2.de graduação, abertos a candidatos que 
tenham concluído o ensino médio ou equivalente e tenham sido classificados 
em processo seletivo; 3.de pós-graduação, compreendendo programas de 
mestrado e doutorado, cursos de especialização, aperfeiçoamento e outros, 
abertos a candidatos diplomados em cursos de graduação e que atendam às 
exigências das instituições de ensino; 4.de extensão, abertos a candidatos 
que atendam aos requisitos estabelecidos em cada caso pelas instituições de 
ensino.” LDB 9.394/96, Art. 44. 
 
De acordoMercado (1999) que, defende que a era da informação é uma 
experiência educacional diversificada totalmente necessária para que se alcance o 
sucesso, onde os estudantes necessitam dominar o processo de aprendizagem, e 
para isso cada vez existirá uma maior necessidade de uma educação que venha a 
explorar as possibilidades oferecidas pela tecnologia. 
 Freire (1997) define o educador como profissional que facilita a aprendizagem 
do educando, utilizando-se para isso de estratégias não limitadoras, para que assim 
seja desenvolvido as capacidades de aprendizagem do aluno, apresentando a relação 
do professor e aluno como agente do processo de aprendizagem, defendendo a ideia 
25 
 
 
de que não pode existir docência sem discente, e que as duas são aliadas a qualidade, 
reduzindo-se a condição de objeto uma da outra, de forma que o professor consiga 
manipular o ambiente educacional, apresentando experiências profissionais e 
pessoais, promovendo o envolvimento pleno dos indivíduos no processo de ensino-
aprendizagem. 
 No trabalho docente, o professor dispõe estratégias para que no decorrer da 
sua atividade o aluno consiga apreender aquilo que está sendo trabalhado. 
Conteúdos, objetivos, avaliação entre outros, são alguns aspectos com os quais o 
professor deve estar atento ao planejar suas aulas. É na sala de aula, porém, que o 
professor coloca em prática as ações que planejou. Nesse contexto, os métodos 
utilizados pelos professores tornam-se mais visíveis podendo caracterizar a sua 
atuação enquanto docente. 
 
3.1.2 Construção Da Autonomia Do Discente 
 
O docente representa um processo muito importante na construção da 
autonomia do discente, relevante à qualidade do ensino, através da ampliação o 
acesso a informações e desenvolvimento do aluno, e construir um ensino baseado na 
autonomia, tendo como prioridade a capacitação do aluno a investigar, selecionar, 
processar, assimilar, interpretar, procurando motivar a construção do saber, para que 
o discente possa através da autonomia buscar novos resultados, aprimorar sua 
capacidade, expor seus ideais, assim facilitando o processo de ensino-
aprendizagem de qualidade, através da conscientização do aluno. "A 
conscientização ultrapassa a esfera espontânea da apreensão da realidade, para que 
se chegue a uma esfera crítica na qual a realidade se dá como objeto cognoscível e 
na qual o homem assume uma posição epistemológica" (Paulo Freire, 1997, p. 42). 
 Para concretizar os desafios e objetivos da rede educacional, deve-se 
direcionar e centrar-se nos quatro pilares básicos da educação aprender a conhecer, 
aprender a fazer, aprender a viver juntos e aprender a ser‖ (SANCHEZ, 2005, p. 10). 
Não pode existir autonomia onde não existe liberdade, para que a autonomia possa 
existir é necessário que o docente ofereça ao discente a liberdade de expor seu ponto 
de vista, suas ideias, compreendendo que a educação deve ter um caráter libertador 
e não limitador, através da ampliação e possibilidades, e valorização das ideias do 
aluno (SANTOS; RUBIO, 2014). 
26 
 
 
Porém a compreensão que o ensino sem autonomia é limitador, é necessário 
ao docente à utilização de diversos recursos no processo de ensino-aprendizagem, 
para que assim seja facilitada a compreensão do discente as informações que lhes 
são direcionadas, onde a tecnologia representa recursos que facilitam o acesso do 
aluno as informações, a possibilitam a maximização da aprendizagem, de maneira 
autônoma . 
O professor deve atuar de maneira a construir a autonomia do discente, 
incentivar o trabalho colaborativo, para que possa gerar a oportunidade de acesso a 
informações pelo discente, fazendo uso de múltiplos recursos, selecionados 
considerando a confiabilidade na fonte das informações, é importante que o educador 
compartilhe experiências de aprendizagem com os alunos através de discussão 
reflexiva, auxiliando o aluno a estabelecer sua autonomia através do senso crítico, 
estabelecendo metas e hábitos de estudo, onde odiscente deve compreender o que 
deve ser feito, como deve fazer e para que fazer, além de tudo tenha a oportunidade 
de apresentar questionamentos e opiniões que possam ser avaliadas. 
De acordo (SANTOS; RUBIO, 2014). Piaget (1998) dizia que um dos principais 
objetivos da educação é a formação de homens criativos, inventivos e descobridores, 
defendendo que através da autonomia na educação, as
pessoas podem se tornar 
mais criativas, inventivas e descobridoras, que através da autonomia é possível 
desenvolver as habilidades do aluno através de reflexão, de maneira não limitadora, 
onde o desenvolvimento é um processo de equilíbrio progressivo, originário das 
atividades realizadas pelo indivíduo, através da interação e assimilação do organismo 
sobre o meio, relacionando a teoria com a prática, o mundo interno com o externo, 
através da autonomia. 
Para Morin (1999, p. 32) “é possível auxiliar o indivíduo na sua tomada de 
consciência. Entretanto no seu entender este auxílio é limitado, na medida em que a 
conscientização é um ato reflexivo que só o sujeito pode realizar”. O professor deve 
buscar pela curiosidade intelectual e originalidade das informações apresentadas, 
organizando o contexto de aprendizagem, sem que esta organização venha a 
impossibilitar o acesso do aluno a outras informações sobre o assunto abordado, 
devendo organizar e gerirsituações de mediações de aprendizagem com estratégias 
didáticas utilizandose para isso dos recursos disponíveis e da tecnologia a favor da 
qualidade no desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem. 
 
27 
 
 
3.1.3 Algumas Considerações 
 
Assim compreende se que, os profissionais da educação devem se adaptar a 
novas formas de aprendizagem, da educação continuada e da formação permanente, 
pois a imensa quantidade de informações obriga o educador a reavaliar as estratégias 
pedagógicas em uso, as capacidades esperadas de seus alunos, bem como o papel 
que exercem frente às metodologias de ensino. No contexto de reformas do sistema 
educativo, a formação continuada é uma alternativa de grande valia, pois contribui 
decisivamente para um resultado satisfatório das novas práticas educativas, 
qualificando os profissionais da educação em tempo real, pois lançam mão de vários 
recursos tecnológicos de acordo com as necessidades e interesse de cada instituição. 
Portanto, a educação à distância tem potencial para expandir a formação 
contínua através das tecnologias interativas, superando as barreiras geográficas, no 
processo da formação contínua. As novas tecnologias da comunicação e informação 
abrem grandes possibilidades para a profissionalização e valorização dos 
educadores, favorecendo a interatividade, diálogo, em tempo real. E para que ocorra 
a introdução de novas tecnologias na universidade, é necessário que ela própria 
defina que tipo de indivíduos quer formar e quais devem fazer parte de umprocesso 
de mudança na organização universitária e na inovação do trabalho docente. 
 As transformações que estão ocorrendo e as que provavelmente virão a 
ocorrer requerem um professor maduro e crítico que busque adaptar, quer sua 
atividade ao trabalho interativo, quer a formulação de problemas representativos a 
qualquer aprendiz, considerando de forma estratégica os distintos estilos presentes 
em cada aluno, de tal forma que a interação se realize sobre bases reais. É da função 
do professor realizar intervenções e interferências no processo de 
ensinoaprendizagem, pois é ele quem tem formação para definir o que deve ser 
abordado no decorrer do ano letivo, bem como as orientações e encaminhamento das 
atividades curriculares. Isto requer professores bem formados, com conhecimentos 
sólidos da didática e dos conteúdos, com desenvolvimento de práticas pedagógicas 
que utilizem estas novas tecnologias como ferramenta para atender às necessidades 
individuais e coletivas. 
A utilização da Internet na educação permite inúmeras possibilidades 
envolvendo conteúdos interdisciplinares. Existem muitas experiências no campo da 
Telemática Educativa em que a realização de projetos de trabalho envolve várias 
28 
 
 
instituições de ensino, diferentes professores e turmas de alunos, assumindo um 
caráter interdisciplinar. Para tanto, a Internet abriu novos horizontes para a educação 
à distância, possibilitando cada vez mais ampliar a conexão e a interação entre 
universidade e outras instituições educacionais, criando espaços para a realização de 
trabalhos compartilhados e estabelecendo uma relação mais próxima entre 
pesquisadores e professores no mundo inteiro. 
O método é fruto de uma escolha realizada pelo professor para assegurar a 
consecução do planejamento de ensino, sendo assim há uma metodologia adequada 
para alcançar determinados objetivos, o método deve analisar a realidade em que a 
instituição de ensino está inserida, conteúdos e objetivos traçados, relacionando todos 
estes elementos a fim de promover adequadamente a relação ensino-aprendizagem, 
se consistem desde o planejamento á avaliação do período letivo. 
 O professor deve ser reflexivo, sob uma perspectiva crítica do atual contexto 
educacional, perceber a forma como a teoria da educação pode contribuir para uma 
nova identidade do discente perante seus próprios processos de reflexão e a sua 
própria ação como também, realizar pesquisas em busca de avaliar os resultados 
obtidos através do uso da tecnologia no processo de ensino-aprendizagem, realizar 
um diagnóstico das necessidades do público alvo, e traçar um planejamento 
estratégico para alcançar a qualidade no processo educativo, de maneira a utilizar- se 
da autonomia e métodos inclusivos na construção de um ensino-aprendizagem de 
qualidade. 
Para capacitá-los, é necessária uma formação contínua, além de uma melhoria 
nas iniciativas já existentes. A educação à distância quando bem planejada e bem 
acompanhada, é uma via importantíssima para o processo educativo na sociedade 
contemporânea e, precisamente no campo da formação contínua. 
 A melhoria na qualidade de ensino e na formação docente será obtida através 
do uso da pesquisa como atitude cotidiana na sala de aula, transformando os alunos 
em autores de sua formação, através do exercício de aprender autônomo e 
participativo. Portanto, é de suma importância a utilização das novas tecnologias na 
organização do trabalho pedagógico, propondo ao docente novas habilidades e o 
domínio das novas linguagens derivadas dos atuais recursos tecnológicos. 
 
 
 
29 
 
 
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