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Cavalcante, D. U. R. Resumo de QO I - ácidos e bases Definição de Bronsted-Lowry (envolve a transferência de prótons) • Ácido: doador de próton. • Base: receptor de próton (deve possuir pares de elétrons livres ou pares de elétrons π). Exemplo de ácidos de Bronsted-Lowry: • Inorgânicos HCl, H2SO4, HSO4 -, H2O, H3O+, • Orgânicos ác. acético H3COOH ác. fórmico HCOOH ✓ Todos contêm prótons em sua estrutura; ✓ A carga global das espécies pode ser neutras, positivas ou negativas. Exemplo de bases de Bronsted-Lowry: • Inorgânicos H2O, NH3, OH-, NH2 - • Orgânicos CH3NH2, CH3O -, (CH3)2C=O, H2C=CH2. ✓ Todos possuem pares de elétrons isolados ou ligações π (elétrons π); ✓ Mecanismo das reações ácido-base (transferência de prótons). Mecanismo: ✓ A carga global deve ser a mesma em ambos os lados da equação química; ✓ Como o processo é equilibrado, a seta (seta dupla) deve ser usada para separar reagentes e produtos. Dado dois materiais de partida, como saberei quem é o ácido e quem é a base numa reação de transferência de prótons? ✓ Os ácidos e bases mais comuns de química geral são frequentemente utilizados em reações orgânicas: H2SO4 e HCl são ácidos fortes e OH- é base forte. ✓ Quando somente um dos reagentes tem hidrogênio em sua estrutura, ele atuará como ácido. Se somente um dos reagentes possuir pares de elétrons livres ou π, este atuará como uma base. ✓ Um reagente com carga formal positiva é normalmente um ácido. Já espécies com carga negativa geralmente será uma base. Força do ácido e pKa • Análise quantitativa (observando os valores de pKa) 𝐾𝑒𝑞 = [𝑃𝑟𝑜𝑑𝑢𝑡𝑜𝑠] [𝑅𝑒𝑎𝑔𝑒𝑛𝑡𝑒𝑠] => 𝐾𝑒𝑞 = [𝐻3𝑂+][𝐴−] [𝐻𝐴][𝐻2𝑂] => 𝐾𝑎 = 𝐾𝑒𝑞 . [𝐻2𝑂] = [𝐻3𝑂+][𝐴−] [𝐻𝐴] => 𝐾𝑎 = [𝐻3𝑂+][𝐴−] [𝐻𝐴] pKa- relação inversa com a acidez Ka – relação direta com a acidez Ác. Forte - Ka↑- pKa↓ Ác. Fraco - Ka↓ - pKa ↑ Cavalcante, D. U. R. Prevendo o Equilíbrio Ácido-Base Equilíbrios sempre favorece a formação de ácidos e bases mais fracas (mais estáveis) Obs.: quanto maior o pKa mais fraco é o ácido. ❖ Também é possível determinar o pKb (força da base) comparando os valores de pKa dos ácidos Fatores que determinam a força e um ácido ou de uma base: Analisando de forma qualitativa, devemos observar a estabilidade da base conjugada. Para isso, devemos seguir um padrão: 1. Desenhar sempre a base conjugada; 2. Determinar qual das bases é mais estável (entre a base do lado dos reagentes e a base do lado dos produtos); 3. Quanto mais estável (mais fraca) for a base conjugada, mais forte é o ácido de partida. ❖ Átomo ✓ Comparando elementos que pertencem a mesma linha (ou período) da tabela periódica a eletronegatividade é o fator dominante. ✓ Comparando elementos que pertencem à mesma família (ou grupo) da tabela periódica. ✓ A base conjugada desses ácidos é mais estável devido o aumento do tamanho do átomo, que faz com que a carga negativa se estabilize melhor. ❖ Ressonância quando a base conjugada possui ressonância a carga negativa é distribuída ao longo dos átomos que fazem parte da estrutura de ressonância estabilizando a carga. ❖ Indução A densidade eletrônica é atraída e distribuída ao longo da molécula devido a presença de elementos com alta eletronegatividade. pKa = 25 pKa = 15,7 Ex.: Ex.: Mais ácido Ex.: Ex.: Cavalcante, D. U. R. ❖ Orbital Quando maior o caráter s do orbital híbrido que aloca a carga negativa, mais estável é a base conjugada. ✓ Um ácido forte gera uma base fraca (mais estável); Um ácido fraco gera uma base ✓ forte (menos estável). Obs.: a ordem de prioridade dos fatores esta apresentada em sequência, conforme a sua estabilidade. Assim utilize a sigla ARIO: átomo, ressonância, indução e orbital. É importante acrescentar que há exceções à está ordem. Ácidos e bases de Lewis (Espécies ricas em elétrons reagem com espécies pobres em elétrons). A acidez e basicidade são descritas em termos de elétrons, em vez de prótons. Um ácido de Lewis é tido como um receptor de elétrons (espécie deficiente em elétrons, eletrófilo) e uma base de Lewis é definida como um doador de elétrons (espécie com elétrons livres ou ligações pí, nucleófilo). Referência KLEIN, David. Química Orgânica, volume 1. 2ª ed. Rio e Janeiro: LTC, 2016. sp2 sp 25% s 33% s 50% s sp2 sp3