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RECEITA FEDERAL
Pré-edital
AUDITORIA
RESPONSABILIDADE LEGAL E ÉTICA PROFISSIONAL
Livro Eletrônico
MARCELO ARAGÃO
Auditor Federal de Controle Externo do TCU 
desde 2006. Foi Analista de Finanças e Controle 
do Sistema de Controle Interno do Poder Exe-
cutivo Federal (SCI) durante 14 anos. No Tribu-
nal, exerce atualmente a função de Ouvidor e já 
ocupou, entre outras, as funções de assessor do 
Secretário-Geral de Controle Externo, coorde-
nador do projeto Controle Externo do Mercosul, 
chefe do Serviço de Coordenação de Redes de 
Controle, coordenador das Ações de Controle 
sobre os projetos da Copa do Mundo FIFA 2014 
e secretário de Controle Externo no estado de 
Alagoas. É professor das disciplinas Controle 
Interno e Externo e Auditoria Geral e Governa-
mental em diversas instituições de ensino. Além 
disso, é autor de dois livros de auditoria pela 
editora Método. Graduado em Administração 
pela Universidade Federal Fluminense, possui 
especialização em Administração Pública (FGV) 
e Auditoria Interna e Controle Governamental 
(ISC/CEFOR).
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AUDITORIA
Responsabilidade Legal e Ética Profissional
Prof. Marcelo Aragão
Responsabilidade Legal e Ética Profissional .....................................................5
Responsabilidade Legal ...............................................................................5
Ética Profissional ........................................................................................7
Integridade ................................................................................................8
Objetividade ..............................................................................................9
Competência e Zelo Profissionais ................................................................10
Sigilo Profissional .....................................................................................11
Comportamento Profissional .......................................................................13
Normas Brasileiras de Contabilidade ............................................................14
Controle de Qualidade da Auditoria de Demonstrações Contábeis ....................18
Controle Interno de Qualidade na Auditoria das Demonstrações Contábeis 
(NBC PA 01 E NBC TA 220) ........................................................................20
Objetivo do Auditor ...................................................................................21
Definições Importantes Constantes da NBC PA 01 .........................................21
Elementos do Sistema de Controle de Qualidade ...........................................23
Responsabilidade da Liderança pela Qualidade na Firma .................................23
Exigências Éticas Relevantes ......................................................................24
Aceitação e Continuidade do Relacionamento com Clientes e de Trabalhos 
Específicos ...............................................................................................25
Recursos Humanos ...................................................................................25
Execução do Trabalho ................................................................................25
Monitoramento das Políticas e Procedimentos de Controle de Qualidade 
da Firma .................................................................................................27
Avaliação, Comunicação e Correção de Deficiência Identificada .......................28
Reclamações e Alegações ..........................................................................29
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Revisão do Controle Interno de Qualidade ....................................................30
Norma de Revisão Externa pelos Pares ........................................................30
Independência nos Trabalhos de Auditoria – NBC PA 290(R2) .........................33
Entidades de Interesse Público ...................................................................38
Entidades Relacionadas .............................................................................39
Documentação .........................................................................................40
Período de Contratação .............................................................................40
Desvios de Disposições da NBC PA 290 ........................................................42
Interesses Financeiros ...............................................................................46
Empréstimos e Garantias ...........................................................................49
Relacionamentos Comerciais ......................................................................50
Relacionamentos Familiares e Pessoais ........................................................50
Emprego em Cliente de Auditoria ................................................................51
Serviço Recente em Cliente de Auditoria ......................................................53
Função de Conselheiro ou Diretor em Cliente de Auditoria ..............................53
Associação de Pessoal Sênior (Incluindo Rotação de Sócios) com Cliente de 
Auditoria .................................................................................................54
Prestação de Serviços que não são de Asseguração a Clientes de Auditoria .......55
Honorários ...............................................................................................57
Tamanho Relativo dos Honorários ...............................................................57
Clientes de Auditoria que são Entidades de Interesse Público ..........................58
Honorários Vencidos .................................................................................60
Concordância com os Termos do Trabalho de Auditoria – NBC TA 210(R1) ........60
Resumo ...................................................................................................67
Questões de Concurso ...............................................................................74
Gabarito ................................................................................................ 102
Gabarito Comentado ............................................................................... 103
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Olá, concurseiro(a),
Trata-se da aula 2 de auditoria do curso preparatório, na qual abordaremos os 
seguintes assuntos constantes do edital do concurso:
• Conceitos e princípios éticos do auditor (responsabilidade legal e ética profis-
sional);
• Controle de qualidade da auditoria de Demonstrações Contábeis – NBC PA 01 
e NBC PA 11;
• Independência nos trabalhos de auditoria – NBC PA 290(R2);
• Concordância com os termos do trabalho de auditoria independente – NBC TA 
210(R1).
Sem delongas, vamosdireto ao que interessa.
Responsabilidade Legal e Ética Profissional
Responsabilidade Legal
Como visto na aula 1, a NBC TA 200 distingue as responsabilidades da adminis-
tração e do auditor. Embora a referida norma não tenha o objetivo de impor nenhu-
ma responsabilidade à administração da entidade no processo de elaboração das 
demonstrações financeiras, ela destaca uma série de aspectos e responsabilidades 
da administração, que são considerados premissas básicas pelo auditor indepen-
dente em uma auditoria de demonstrações contábeis.
As normas de auditoria não se sobrepõem às leis e regulamentos que governam 
as responsabilidades da administração, já que são dirigidas aos auditores e não à 
administração e ao conselho de administração. Contudo, a auditoria é conduzida 
com base na premissa de que a administração e os responsáveis pela governança 
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têm conhecimento de certas responsabilidades que são fundamentais para a con-
dução da auditoria. A auditoria das demonstrações contábeis não exime dessas 
responsabilidades a administração ou os responsáveis pela governança. As respon-
sabilidades são as seguintes:
• Responsabilidade pela elaboração das demonstrações contábeis em confor-
midade com a estrutura de relatório financeiro aplicável, incluindo quando 
relevante sua apresentação adequada;
• Responsabilidade pelo tipo de controle interno que como administradores e, 
quando apropriado, os responsáveis pela governança determinam ser neces-
sário para permitir a elaboração de demonstrações contábeis que estejam 
livres de distorção relevante devido a fraude ou erro; e
• Responsabilidade por fornecer ao auditor: (i) acesso a todas as informações, 
as quais a administração e, quando apropriado, aqueles responsáveis pela 
governança tenham conhecimento, que sejam relevantes para a elabora-
ção e apresentação das demonstrações contábeis; (ii) tais como registros 
e documentação, e outros assuntos; informações adicionais que o auditor 
possa solicitar da administração e, quando adequado, dos responsáveis pela 
governança para a finalidade da auditoria; e (iii) acesso irrestrito às pessoas 
da entidade das quais o auditor determine ser necessário obter evidências de 
auditoria.
• As responsabilidades do auditor independente estão restritas ao seu objetivo 
principal de expressar opinião sobre as demonstrações contábeis. Portanto, 
deve o auditor aplicar os procedimentos de auditoria, em cumprimento às 
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normas e à legislação, para obter evidência de auditoria suficiente e adequa-
da que lhe dê segurança razoável para expressar opinião sobre as demons-
trações financeiras.
Qualquer que seja a estrutura de relatório financeiro adotado pela entidade, 
o auditor deve expressar sua opinião sobre as demonstrações no seu relatório ou 
parecer, contendo de forma concisa a conclusão se as demonstrações financeiras 
foram ou não elaboradas, em todos os seus aspectos relevantes, de acordo com a 
estrutura de relatório que seja aplicável.
Um aspecto importante para a prova é a responsabilidade do auditor quanto a 
fraudes e erros. O auditor não é responsável nem pode ser responsabilizado pela 
prevenção de fraudes e erros. Entretanto, deve planejar seu trabalho avaliando 
o risco de sua ocorrência, de forma que tenha grande probabilidade de detectar 
aqueles que impliquem efeitos relevantes nas demonstrações contábeis.
Quando o auditor detectar erros e fraudes tem a obrigação de comunicá-los à 
administração da entidade e sugerir medidas corretivas, informando sobre os pos-
síveis efeitos em seu relatório, caso elas não sejam adotadas.
Ética Profissional
As normas profissionais do auditor independente são também denominadas de 
normas de significado ético ou normas da pessoa do auditor.
As normas profissionais do auditor externo, atualmente em vigor, são aquelas 
relacionadas aos princípios éticos a serem observados pelos profissionais de con-
tabilidade, incluindo o auditor independente, regulados pela NBC PG 100, de 24 de 
janeiro de 2014 - Aplicação Geral aos Profissionais da Contabilidade, quais sejam:
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• integridade – ser franco e honesto em todos os relacionamentos profissio-
nais e comerciais;
• objetividade – não permitir que comportamento tendencioso, conflito de 
interesse ou influência indevida de outros afetem o julgamento profissional 
ou de negócio;
• competência profissional e devido zelo – manter o conhecimento e a 
habilidade profissionais no nível necessário para assegurar que o cliente ou 
empregador receba serviços profissionais competentes com base em acon-
tecimentos atuais referentes à prática, legislação e técnicas, e agir diligente-
mente e de acordo com as normas técnicas e profissionais aplicáveis;
• sigilo profissional – respeitar o sigilo das informações obtidas em decor-
rência de relacionamentos profissionais e comerciais e, portanto, não divulgar 
nenhuma dessas informações a terceiros, a menos que haja algum direito ou 
dever legal ou profissional de divulgação, nem usar as informações para ob-
tenção de vantagem pessoal ilícita pelo auditor ou por terceiros;
• comportamento ou conduta profissional – cumprir as leis e os regula-
mentos pertinentes e evitar qualquer ação que desacredite a profissão.
A seguir, apresento uma síntese dos princípios éticos estabelecidos nas NBC PGs.
Integridade
O princípio de integridade impõe a todos os profissionais da contabilidade, in-
cluindo o auditor independente, a obrigação de serem diretos e honestos em todos 
os relacionamentos profissionais e comerciais. Integridade implica, também, nego-
ciação justa e veracidade.
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O profissional da contabilidade não deve conscientemente participar dos relató-
rios, documentos, comunicações ou outras informações nas quais ele acredita que 
as informações:
• contêm declaração materialmente falsa ou enganosa;
• contêm declarações ou informações fornecidas de maneira leviana; ou
• omitem ou ocultam informações que devem ser incluídas em casos em que 
essa omissão ou ocultação seja enganosa.
Quando o profissional da contabilidade tomar ciência de que esteve associado 
com essas informações, ele deve tomar providências para desvincular-sedessas 
informações.
O profissional da contabilidade não será considerado como tendo infringido o 
item que estabelece a vedação de participar de relatórios com informação falsa, 
enganosa ou leviana se ele fornecer relatório modificado em relação aos referidos 
assuntos.
Objetividade
O princípio da objetividade impõe a todos os profissionais da contabilidade a 
obrigação de não comprometer seu julgamento profissional ou do negócio em de-
corrência de comportamento tendencioso, conflito de interesse ou influência inde-
vida de outros.
O profissional da contabilidade pode ser exposto a situações que podem preju-
dicar a objetividade. É impraticável definir e avaliar todas essas situações. O profis-
sional da contabilidade não deve prestar um serviço profissional se uma circunstân-
cia ou relacionamento distorcerem ou influenciarem o seu julgamento profissional 
com relação a esse serviço.
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Competência e Zelo Profissionais
O princípio da competência e zelo profissionais impõe a todos os profissionais da 
contabilidade as seguintes obrigações:
• manter o conhecimento e a habilidade profissionais no nível necessário para 
que clientes ou empregadores recebam serviço profissional adequado;
• agir diligentemente de acordo com as normas técnicas e profissionais aplicá-
veis na prestação de serviços profissionais.
A prestação de serviço profissional adequado requer o exercício de julgamento 
fundamentado ao aplicar o conhecimento e a habilidade profissionais na prestação 
desse serviço. A competência profissional pode ser dividida em duas fases distin-
tas: a) atingir a competência profissional; e b) manter a competência profissional.
A manutenção da competência profissional adequada requer a consciência per-
manente e o entendimento dos desenvolvimentos técnicos, profissionais e de ne-
gócios pertinentes. Os desenvolvimentos técnicos contínuos permitem que o profis-
sional da contabilidade desenvolva e mantenha a capacitação para o desempenho 
adequado no ambiente profissional.
Diligência abrange a responsabilidade de agir de forma cuidadosa, exaustiva e 
tempestiva, de acordo com a tarefa requisitada.
O profissional da contabilidade deve tomar as providências adequadas para as-
segurar que os que estão trabalhando sob sua autoridade tenham treinamento e 
supervisão apropriados.
Quando apropriado, o profissional da contabilidade deve informar os clientes, 
empregadores ou outros usuários de seus serviços profissionais sobre as limitações 
inerentes dos serviços.
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Sigilo Profissional
O princípio do sigilo profissional impõe a todos os profissionais da contabilidade 
a obrigação de abster-se de:
• divulgar fora da firma ou da organização empregadora informações sigilosas 
obtidas em decorrência de relacionamentos profissionais e comerciais, sem 
estar prévia e especificamente autorizado pelo cliente, por escrito, a menos 
que haja um direito ou dever legal ou profissional de divulgação; e
• usar, para si ou para outrem, informações obtidas em decorrência de relacio-
namentos profissionais e comerciais para obtenção de vantagem pessoal.
O profissional da contabilidade deve manter sigilo, inclusive no ambiente social, 
permanecendo alerta à possibilidade de divulgação involuntária de informações si-
gilosas de seus clientes, especialmente a colega de trabalho próximo ou a familiar 
próximo ou imediato.
O profissional da contabilidade deve manter sigilo das informações divulgadas 
por cliente potencial ou empregador.
O profissional da contabilidade deve manter sigilo das informações dentro da 
firma ou organização empregadora.
O profissional da contabilidade deve tomar as providências adequadas para as-
segurar que o pessoal da sua equipe de trabalho, assim como as pessoas das quais 
são obtidas assessoria e assistência, também, respeitem o dever de sigilo do pro-
fissional da contabilidade.
A necessidade de cumprir o princípio do sigilo profissional permanece mesmo 
após o término das relações entre o profissional da contabilidade e seu cliente ou 
empregador. Quando o profissional da contabilidade mudar de emprego ou obtiver 
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novo cliente, ele pode usar sua experiência anterior. Contudo, ele não deve usar ou 
divulgar nenhuma informação confidencial obtida ou recebida em decorrência de 
relacionamento profissional ou comercial.
A seguir, são apresentadas circunstâncias nas quais os profissionais da conta-
bilidade são ou podem ser solicitados a divulgar informações confidenciais ou nas 
quais essa divulgação pode ser apropriada:
• a divulgação é permitida por lei e autorizada pelo cliente ou empregador, por 
escrito;
• a divulgação é exigida por lei;
• há dever ou direito profissional de divulgação, quando não proibido por lei.
O auditor independente, quando solicitado, por escrito e fundamentadamente, 
pelo Conselho Federal de Contabilidade e Conselhos Regionais de Contabilidade, 
deve exibir as informações obtidas durante o seu trabalho, incluindo a fase de pré-
-contratação dos serviços, a documentação, os papéis de trabalho e os relatórios.
Ao decidir sobre a divulgação de informações sigilosas, os fatores pertinentes a 
serem considerados incluem:
• se os interesses de terceiros, incluindo partes cujos interesses podem ser 
afetados, podem ser prejudicados se o cliente ou empregador consentir com 
a divulgação das informações pelo profissional da contabilidade;
• se todas as informações relevantes são conhecidas e comprovadas, na medi-
da praticável. Quando a situação envolver fatos não comprovados, informa-
ções incompletas ou conclusões não comprovadas, deve ser usado o julga-
mento profissional para avaliar o tipo de divulgação que deve ser feita, caso 
seja feita;
• o tipo de comunicação que é esperado e para quem deve ser dirigida; e
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• se as partes para quem a comunicação é dirigida são as pessoas apropriadas 
para recebê-la.
Comportamento Profissional
O princípio do comportamento profissional impõe a todos os profissionais da 
contabilidade a obrigação de cumprir as leis e os regulamentos pertinentes e evi-
tar qualquer ação que o profissional da contabilidade sabe ou deveria saber possa 
desacreditar a profissão.Isso inclui ações que um terceiro com experiência, conhecimento e bom senso 
concluiria, ponderando todos os fatos e circunstâncias específicas disponíveis para 
o profissional da contabilidade naquele momento, que poderiam afetar adversa-
mente a boa reputação da profissão.
Na divulgação comercial das pessoas e na promoção do seu trabalho, os profis-
sionais da contabilidade não devem desprestigiar a profissão. Os profissionais da 
contabilidade devem ser honestos e verdadeiros e:
• não fazer declarações exageradas sobre os serviços que podem oferecer, 
as qualificações que têm ou a experiência que obtiveram; ou
• não fazer referências depreciativas ou comparações infundadas com o traba-
lho de outros profissionais da contabilidade.
Na sequência, veremos as normas profissionais de controle de qualidade e de 
independência.
Antes, porém, saiba um pouco a respeito da estrutura das normas brasileiras de 
contabilidade.
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Normas Brasileiras de Contabilidade
Quanto às normas brasileiras de contabilidade, em 13 de fevereiro de 2009, 
o Conselho Federal de Contabilidade - CFC editou a Resolução 1.156/09, que dispõe 
sobre a Estrutura das Normas Brasileiras de Contabilidade (NBC), que devem seguir 
os mesmos padrões de elaboração e estilo utilizados nas normas internacionais.
As Normas Brasileiras de Contabilidade (NBC) compreendem o Código de Ética 
Profissional do Contabilista e as seguintes normas:
NORMA SIGLAS
Normas de Contabilidade NBC PG; NBC TG; NBC TSP
Normas de Auditoria Independente e de Assegu-
ração
NBC PA; NBC TA; NBC TR; NBC TO; NBC TSC
Normas de Auditoria Interna NBC PI; NBC TI
Normas de Perícia Contábil NBC PP; NBC TP
Essas normas cobrem aspectos profissionais (NBC P...) e técnicos (NBC T...) 
para cada uma das áreas do quadro acima (Contabilidade, Auditoria Independente, 
Auditoria Interna e Perícia). As NBC Ps estabelecem preceitos de conduta para o 
exercício profissional, enquanto as NBC Ts estabelecem conceitos técnicos doutri-
nários, de estrutura e procedimentos aplicados.
Portanto, as normas cobrem aspectos de conduta profissional e técnicos. Na 
sequência, identifica-se a área a que a norma se refere pela adição da letra que a 
identifique. Por exemplo, no caso da auditoria independente, a sigla é completada 
com a letra A, formando as siglas:
• NBC PA – norma profissional de auditoria.
• NBC TA – norma técnica de auditoria independente e de asseguração.
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Assim, a identificação completa das normas compreende um código alfanuméri-
co. A norma 200, por exemplo, tem sua identificação completa da seguinte forma: 
NBC TA 200, que significa: Norma Brasileira de Contabilidade Técnica de Audito-
ria Independente 200.
Vale ressaltar ainda que a numeração das normas brasileiras de auditoria é a 
mesma adotada pelas normas internacionais. A NBC TA 200 é a tradução, com 
pequenos ajustes, da ISA 200 (ISA = International Standard on Auditing – Norma 
Internacional de Auditoria).
As NBC TAs entraram em vigor para trabalhos de auditoria de demonstrações 
financeiras, cujos exercícios são iniciados em ou a partir de 1º de janeiro de 2010 
e que se encerram em ou após 31 de dezembro de 2010.
Essas normas técnicas de auditoria estão assim classificadas:
SEÇÃO 200 – PRINCÍPIOS GERAIS E RESPONSABILIDADES
NBC TA 200 – Objetivos Gerais do Auditor Independente e a Condução de uma 
Auditoria em Conformidade com as Normas de Auditoria
NBC TA 210 – Concordância com os Termos de Trabalho de Auditoria
NBC TA 220 – Controle de Qualidade de uma Auditoria de Demonstrações Con-
tábeis
NBC TA 230 – Documentação de Auditoria
NBC TA 240 – Responsabilidade do Auditor Relacionada com Fraude em Audito-
ria de Demonstrações Contábeis
NBC TA 250 – Considerações de Leis e Regulamentos em Auditoria de Demons-
trações Contábeis
NBC TA 260 – Comunicação com os Responsáveis pela Governança
NBC TA 265 – Comunicação de Deficiências de Controle Interno
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SEÇÃO 300 E SEÇÃO 400 – AVALIAÇÃO DOS RISCOS E RESPOSTAS AOS 
RISCOS AVALIADOS
NBC TA 300 – Planejamento de uma Auditoria de Demonstrações Contábeis
NBC TA 315 – Identificação e Avaliação dos Riscos de Distorção Relevante por 
meio do Entendimento da Entidade e do seu Ambiente
NBC TA 320 – Materialidade no Planejamento e na Execução de Auditoria
NBC TA 330 – Resposta do Auditor aos Riscos Avaliados
NBC TA 402 – Considerações de Auditoria para a Entidade que Utiliza uma Or-
ganização Prestadora de Serviços
NBC TA 450 – Avaliação de Distorções Identificadas durante a Auditoria
SEÇÃO 500 – EVIDÊNCIA DE AUDITORIA
NBC TA 500 – Evidência de Auditoria
NBC TA 501 – Evidência de Auditoria – Considerações Específicas para itens 
Selecionados
NBC TA 505 – Confirmações Externas
NBC TA 510 – Trabalhos Iniciais - Saldos Iniciais
NBC TA 520 – Procedimentos Analíticos
NBC TA 530 – Amostragem em Auditoria
NBC TA 540 – Auditoria de Estimativa Contábil, Inclusive do Valor Justo e Divul-
gações Relacionadas
NBC TA 550 – Partes Relacionadas
NBC TA 560 – Eventos Subsequentes
NBC TA 570 – Continuidade Operacional
NBC TA 580 – Representações Formais
SEÇÃO 600 – UTILIZAÇÃO DO TRABALHO DE OUTROS
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AUDITORIA
Responsabilidade Legal e Ética Profissional
Prof. Marcelo Aragão
NBC TA 600 – Considerações Especiais
NBC TA 610 – Utilização do Trabalho de Auditoria Interna
NBC TA 620 – Utilização do Trabalho de Especialistas
SEÇÃO 700 – CONCLUSÃO DA AUDITORIA E EMISSÃO DE RELATÓRIOS
NBC TA 700 – Formação da Opinião e Emissão do Relatório do Auditor Indepen-
dente sobre as Demonstrações Contábeis
NBC TA 701 - Comunicação dos Principais Assuntos de Auditoria no Relatório do 
Auditor Independente.
NBC TA 705 – Modificações na Opinião do Auditor Independente
NBC TA 706 – Parágrafos de Ênfase e Parágrafos de Outros Assuntos no Relató-
rio do Auditor Independente
NBC TA 710 – Informações Comparativas – Valores Correspondentes e Demons-
trações Contábeis Comparativas
NBC TA 720 – Responsabilidade do Auditor em Relação a Outras Informações 
Incluídas em Documentos que Contenham Demonstrações Contábeis Auditadas
SEÇÃO 800 – ÁREAS ESPECÍFICAS
NBC TA 800 – Considerações Especiais – Auditorias de Demonstrações Contá-
beis Elaboradas de Acordo com Estruturas Conceituais de Contabilidade para Pro-
pósitosEspeciais
NBC TA 805 – Considerações Especiais – Auditoria de Quadros Isolados das De-
monstrações Contábeis e de Elementos, Contas ou Itens Específicos das Demons-
trações Contábeis
NBC TA 810 – Trabalhos para Emissão de Relatório sobre Demonstrações Con-
tábeis Condensadas
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AUDITORIA
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Agora que você conhece a organização das normas brasileiras de contabilidade, 
veremos as normas profissionais do auditor independente, em especial as normas 
de controle de qualidade (NBC PA 01 e NBC PA 11) e as normas de independência 
do auditor (NBC PA 290).
Controle de Qualidade da Auditoria de Demonstrações 
Contábeis
As normas de auditoria exigem a implementação de um programa de supervi-
são e controle de qualidade interno, de modo a garantir que haja dentro da firma 
de auditoria ou por parte do auditor autônomo, um sistema de verificação sobre o 
grau de aderência às normas técnicas e profissionais. Além disso, as normas tam-
bém exigem um processo de revisão externa pelos pares.
Logo, existem basicamente dois mecanismos de controle de qualidade da audi-
toria independente:
CONTROLE DE QUALIDADE INTERNO:
Trata-se das políticas e procedimentos dos auditores e firmas de auditoria independente para asse-
gurar qualidade dos serviços prestados aos clientes e cumprimento das normas de auditoria.
REVISÃO EXTERNA PELOS PARES:
O objetivo da revisão pelos pares é a avaliação dos procedimentos adotados pelo Contador que atua 
como Auditor Independente e Firma de Auditoria (com registro na CVM), com vistas a assegurar 
a qualidade dos trabalhos desenvolvidos. A qualidade, neste contexto, é medida pelo atendimento 
das normas técnicas e profissionais estabelecidas pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC) 
e, na insuficiência destas, pelos pronunciamentos do IBRACON – Instituto dos Auditores Indepen-
dentes do Brasil, e, quando aplicável, das normas emitidas por órgãos reguladores. O Auditor deve 
submeter-se à Revisão Externa de Qualidade, no mínimo uma vez, a cada ciclo de quatro anos.
As regras e os procedimentos relacionados ao controle de qualidade interno de-
vem ser, formalmente, documentados, e ser do conhecimento de todas as pessoas 
ligadas aos auditores independentes.
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As regras e os procedimentos devem ser colocados à disposição do Conselho Fe-
deral de Contabilidade para fins de acompanhamento e fiscalização, bem como dos 
organismos reguladores de atividades do mercado, com vistas ao seu conhecimen-
to e acompanhamento, e dos próprios clientes, como afirmação de transparência.
Vários fatores devem ser levados em consideração na definição das regras e dos 
procedimentos de controle interno de qualidade, principalmente os relacionados à 
estrutura da equipe técnica do auditor, ao porte, à cultura, à organização e à com-
plexidade dos serviços a realizar.
O controle de qualidade é relevante na garantia de qualidade dos serviços pres-
tados e deve abranger a totalidade das atividades dos auditores, notadamente, 
diante da repercussão que os relatórios de auditoria vêm, interna e externamente, 
afetando a entidade auditada.
As equipes de auditoria são responsáveis, observados os limites das atribuições 
individuais, pelo atendimento das normas da profissão contábil e pelas regras e 
procedimentos destinados a promover a qualidade dos trabalhos de auditoria.
Na supervisão dos trabalhos da equipe técnica durante a execução da auditoria, 
o auditor deve:
• avaliar o cumprimento do planejamento e do programa de trabalho;
• avaliar se as tarefas distribuídas à equipe técnica estão sendo cumpridas no 
grau de competência exigido;
• resolver questões significativas quanto à aplicação dos princípios contábeis e 
das Normas Brasileiras de Contabilidade;
• avaliar se os trabalhos foram adequadamente documentados e os objetivos 
dos procedimentos técnicos alcançados; e
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• avaliar se as conclusões obtidas são resultantes dos trabalhos executados e 
permitem ao auditor fundamentar sua opinião sobre as demonstrações con-
tábeis.
O auditor deve instituir um programa de controle de qualidade visando avaliar, 
periodicamente, se os serviços executados são efetuados de acordo com as Normas 
Técnicas de Auditoria e Profissionais do Auditor Independente.
Controle Interno de Qualidade na Auditoria das Demons-
trações Contábeis (NBC PA 01 E NBC TA 220)
A NBC PA 01 trata das responsabilidades do auditor (pessoa jurídica ou pessoa 
física, referido como firma) por seu sistema de controle de qualidade para audi-
torias e revisões de demonstrações contábeis, assim como outros trabalhos de 
asseguração e serviços correlatos. Ela deve ser lida juntamente com as exigências 
éticas relevantes.
O Conselho Federal de Contabilidade aborda em outras normas e orientações a 
responsabilidade do pessoal da firma em relação a procedimentos de controle de 
qualidade para tipos específicos de trabalho. A NBC TA 220 – Controle de Qualidade 
da Auditoria de Demonstrações Contábeis, por exemplo, trata dos procedimentos 
de controle de qualidade de auditoria de demonstrações contábeis.
O sistema de controle de qualidade é composto por políticas desenhadas para 
alcançar o objetivo especificado no item 11 da NBC PA 01, destacado a seguir, 
e procedimentos necessários para implementar e monitorar o cumprimento dessas 
políticas.
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Objetivo do Auditor
O objetivo da firma é estabelecer e manter um sistema de controle de qualidade 
para obter segurança razoável que:
a) a firma e seu pessoal cumprem as normas técnicas e as exigências regulató-
rias e legais aplicáveis; e
b) os relatórios sobre demonstrações contábeis e demais relatórios emitidos 
pela firma e pelos sócios encarregados do trabalho são apropriados nas cir-
cunstâncias.
Definições Importantes Constantes da NBC PA 01
Destaco a seguir, alguns dos conceitos estabelecidos na norma e que, além de 
serem importantes para o seu entendimento, são muito cobrados em prova.
Sócio encarregado do trabalho é o sócio ou outra pessoa na firma responsá-
vel pelo trabalho e sua execução, e pelo relatório que é emitido em nome da firma. 
Quando necessário, é quem tem a autoridade apropriada conferida pelo Sistema 
CFC/CRC e quando requerido peloregulador. Os termos “sócio encarregado do 
trabalho”, “sócio” e “firma” devem ser lidos como os equivalentes aplicados para o 
setor público.
Revisão do controle de qualidade do trabalho é o processo projetado para 
fornecer uma avaliação objetiva, na data, ou antes, da data do relatório, dos jul-
gamentos relevantes feitos pela equipe do trabalho e das conclusões obtidas ao 
elaborar o relatório. O processo de revisão do controle de qualidade do trabalho 
é elaborado para auditoria de demonstrações contábeis de companhias abertas e 
os outros trabalhos, se houver, para os quais a firma determinou a necessidade de 
revisão do controle de qualidade do trabalho.
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Revisor de controle de qualidade do trabalho é o sócio, ou outro profis-
sional da firma, uma pessoa externa adequadamente qualificada, ou uma equipe 
composta por essas pessoas, nenhuma delas fazendo parte da equipe de trabalho, 
com experiência e autoridade suficientes e apropriadas para avaliar objetivamente 
os julgamentos relevantes feitos pela equipe de trabalho e as conclusões obtidas 
para elaboração do relatório.
Equipe de trabalho são os sócios e o quadro técnico envolvidos no trabalho 
e quaisquer pessoas contratadas pela firma ou uma firma da mesma rede para 
executar procedimentos do trabalho. Isso exclui especialistas externos contratados 
pela firma ou por firma da mesma rede.
Inspeção em relação a trabalhos concluídos são procedimentos projetados 
para fornecer evidências do cumprimento das políticas e procedimentos de controle 
de qualidade da firma pelas equipes de trabalho.
Monitoramento é o processo que consiste na contínua consideração e avalia-
ção do sistema de controle de qualidade da firma, incluindo a inspeção periódica de 
uma seleção de trabalhos concluídos, projetados para fornecer à firma segurança 
razoável de que seu sistema de controle de qualidade está operando de maneira 
efetiva.
Pessoal são sócios e o quadro técnico.
Quadro técnico são profissionais, exceto sócios, incluindo quaisquer especia-
listas empregado da firma.
Pessoa externa qualificada é uma pessoa de fora da firma com competência 
e habilidades que poderia atuar como sócio encarregado do trabalho, por exemplo, 
um sócio de outra firma ou um empregado (com experiência apropriada) de outra 
firma de auditoria, cujos membros podem realizar auditorias e revisões de informa-
ções contábeis históricas ou outros serviços de asseguração e serviços correlatos.
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Elementos do Sistema de Controle de Qualidade
Segundo a NBC PA 01, a firma deve estabelecer e manter um sistema de con-
trole de qualidade que inclua políticas e procedimentos que tratam dos seguintes 
elementos:
• responsabilidades da liderança pela qualidade na firma;
• exigências éticas relevantes;
• aceitação e continuidade do relacionamento com clientes e de trabalhos es-
pecíficos;
• recursos humanos;
• execução do trabalho;
• monitoramento.
O quadro a seguir sintetiza esses elementos e, na sequência, abordamos de 
forma resumida cada um deles, conforme dispõem a NBC PA 01 e a NBC TA 220:
Documentação e monitoramento contínuo
(Sistema de controle de qualidade e arquivos de trabalho da firma)
Ética e
independência
Aceitação e
continuação de clientes
Execução do
trabalho
Gestão de
equipe
Valores e metas da firma
Liderança (papéis, atribuições e responsabilidade)
Responsabilidade da Liderança pela Qualidade na Firma
A firma deve estabelecer políticas e procedimentos para promover uma cultura 
interna que reconheça que a qualidade é essencial na execução dos trabalhos. Essas 
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políticas e procedimentos devem requerer que o presidente da firma (sócio-gerente 
ou equivalente) ou, se apropriado, a diretoria executiva da firma (ou equivalente), 
assuma a responsabilidade final pelo sistema de controle de qualidade da firma.
Exigências Éticas Relevantes
A firma deve estabelecer políticas e procedimentos para fornecer segurança 
razoável de que a firma e seu pessoal cumprem as exigências éticas relevantes. 
As normas dão especial destaque às políticas e aos procedimentos que forneçam 
segurança razoável de que a firma, seu pessoal e, quando aplicável, outras pessoas 
sujeitas a requisitos de independência (incluindo pessoal de firma da mesma rede) 
mantêm a independência requerida por exigências éticas relevantes.
Cabe destacar as seguintes normas relacionadas com a independência:
• Pelo menos uma vez por ano, a firma deve obter confirmação por escrito 
do cumprimento de suas políticas e procedimentos sobre independência de 
todo o pessoal da firma, que precisa ser independente por exigências éticas 
relevantes; e
• A firma deve estabelecer políticas e procedimentos para especificar critérios 
para determinar a necessidade de salvaguardas para reduzir a ameaça de fa-
miliaridade a um nível aceitável ao usar o mesmo pessoal sênior em trabalho 
de asseguração por um período de tempo prolongado; e requerer o rodízio 
do sócio encarregado do trabalho e das pessoas responsáveis pela 
revisão do controle de qualidade do trabalho, e, quando aplicável, de 
outras pessoas sujeitas a exigências de rodízio, após o período de 5 anos.
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Aceitação e Continuidade do Relacionamento com Clien-
tes e de Trabalhos Específicos
A firma deve estabelecer políticas e procedimentos para a aceitação e continui-
dade do relacionamento com clientes e de trabalhos específicos, projetados para 
fornecer à firma segurança razoável de que aceitará ou continuará esses relaciona-
mentos e trabalhos, apenas nos casos em que a firma:
• é competente para executar o trabalho e possui habilidades, incluindo tempo 
e recursos, para isso;
• consegue cumprir as exigências éticas relevantes; e
• considerou a integridade do cliente, e não tem informações que a levariam a 
concluir que o cliente não é íntegro.
Recursos Humanos
A firma deve estabelecer políticas e procedimentos para fornecer segurança 
razoável de que ela possui pessoal suficiente com competência, habilidade e com-
promisso com os princípios éticos necessários para:
a) executar trabalhos de acordo com normas técnicas e exigências regulatórias 
e legais aplicáveis; e
b) permitir à firma ouaos sócios encarregados do trabalho emitir relatório de 
auditoria ou outros tipos de relatórios apropriados nas circunstâncias.
Execução do Trabalho
A firma deve estabelecer políticas e procedimentos para fornecer segurança 
razoável de que os trabalhos são executados de acordo com normas técnicas e 
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exigências regulatórias e legais aplicáveis, e que a firma e o sócio encarregado do 
trabalho emitem relatórios de auditoria ou outros relatórios apropriados nas cir-
cunstâncias. Essas políticas e procedimentos devem incluir:
a) assuntos relevantes para promover consistência na qualidade da execução 
dos trabalhos;
b) responsabilidades pela supervisão; e
c) responsabilidades pela revisão.
A firma deve estabelecer políticas e procedimentos para requerer que a revisão 
de controle de qualidade do trabalho inclua:
a) discussão de assuntos significativos com o sócio encarregado do trabalho;
b) revisão das demonstrações contábeis ou outras informações sobre objeto e 
o relatório proposto;
c) revisão da documentação do trabalho selecionada relativa a julgamentos sig-
nificativos feitos pela equipe de trabalho e das conclusões obtidas; e
d) avaliação das conclusões obtidas para elaboração do relatório e consideração 
se esse relatório proposto é apropriado.
Conforme dispõem as normas, o revisor de controle de qualidade do trabalho pode 
ser o sócio, ou outro profissional da firma, uma pessoa externa adequadamente 
qualificada, ou uma equipe composta por essas pessoas, mas nenhuma delas pode 
fazer parte da equipe de trabalho.
Logo, cuidado em prova, pois o revisor pode ser outro profissional que pertence à 
firma de auditoria ou alguém de fora da firma especialmente designado ou contra-
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tado para esse fim. O revisor não pode ser ninguém que fez parte da equipe de 
auditoria.
De todo modo, sendo da firma ou externo, o revisor deve possuir experiência e 
autoridade suficientes e apropriadas para avaliar objetivamente os julgamentos 
relevantes feitos pela equipe de trabalho e as conclusões obtidas para elaboração 
do relatório.
Monitoramento das Políticas e Procedimentos de Controle 
de Qualidade da Firma
A firma deve estabelecer um processo de monitoramento para fornecer segu-
rança razoável de que as políticas e os procedimentos relacionados com o sistema 
de controle de qualidade são relevantes, adequados e estão operando de maneira 
efetiva. Esse processo deve:
a) incluir a contínua consideração e avaliação do sistema de controle de quali-
dade da firma, incluindo, de modo cíclico, a inspeção de, pelo menos, um 
trabalho concluído para cada sócio encarregado de trabalho;
b) requerer que a responsabilidade pelo processo de monitoramento seja atri-
buída a um ou mais sócios, ou a outras pessoas com experiência e autorida-
de suficientes e apropriadas na firma para assumir essa responsabilidade; e
c) requerer que as pessoas que executam o trabalho ou a revisão do controle 
de qualidade do trabalho não estejam envolvidas na inspeção desses tra-
balhos.
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Avaliação, Comunicação e Correção de Deficiência Identificada
A firma deve avaliar o efeito das deficiências observadas em decorrência do pro-
cesso de monitoramento e determinar se elas são:
a) casos que não necessariamente indicam que o sistema de controle de quali-
dade da firma é insuficiente para fornecer segurança razoável de que a firma 
cumpre as normas técnicas e as exigências regulatórias e legais aplicáveis, 
e que os relatórios emitidos pela firma ou pelos sócios encarregados dos tra-
balhos são apropriados nas circunstâncias; ou
b) deficiências sistêmicas, repetitivas ou significativas, que requerem uma me-
dida corretiva imediata.
A firma deve comunicar aos sócios encarregados e a outras pessoas considera-
das necessárias, as deficiências observadas em decorrência do processo de moni-
toramento e as recomendações para a medida corretiva apropriada.
As recomendações para que sejam tomadas medidas apropriadas em relação às 
deficiências observadas devem incluir uma ou mais das seguintes recomendações:
a) aplicação de medida corretiva apropriada em relação a um trabalho individu-
al ou a um membro da equipe;
b) comunicação das constatações aos responsáveis pelo treinamento e desen-
volvimento profissional;
c) alterações nas políticas e procedimentos de controle de qualidade; e
d) medida disciplinar contra aqueles que deixaram de cumprir as políticas e pro-
cedimentos da firma, especialmente os reincidentes.
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A firma deve estabelecer políticas e procedimentos para tratar dos casos onde 
os resultados dos procedimentos de monitoramento indicam que um relatório pos-
sa ser inadequado ou que foram omitidos procedimentos durante a execução do 
trabalho. Essas políticas e procedimentos devem requerer que a firma determine 
qual ação adicional é apropriada para o cumprimento das normas técnicas e das 
exigências regulatórias e legais relevantes e considere a necessidade de obter as-
sessoria legal.
A firma deve comunicar, pelo menos uma vez por ano, os resultados do moni-
toramento de seu sistema de controle de qualidade aos sócios encarregados dos 
trabalhos e outras pessoas apropriadas na firma, incluindo o presidente ou, se 
apropriado, a diretoria executiva da firma. Essa comunicação deve ser suficiente 
para permitir que a firma e essas pessoas adotem prontamente as ações apropria-
das, quando necessário, de acordo com suas funções e responsabilidades defini-
das. As informações comunicadas devem incluir o seguinte: a) uma descrição dos 
procedimentos de monitoramento realizados; b) as conclusões obtidas dos proce-
dimentos de monitoramento; c) quando relevante, uma descrição das deficiências 
sistêmicas, repetitivas ou outras deficiências significativas e das medidas tomadas 
para resolver ou corrigir essas deficiências.
Reclamações e Alegações
A firma deve estabelecer políticas e procedimentos projetados para fornecer 
segurança razoável de que a firma trate de maneira apropriada as:
a) reclamações e alegações de que o trabalho realizado pela firma não está 
de acordo com as normas técnicas e exigências regulatórias e legais aplicá-
veis; e
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b) alegações de não cumprimento do sistema de controle de qualidade da firma.
Revisão do Controle Interno de Qualidade
Revisão Controle 
de qualidade
Característica
Escopo/Aspectos
Obrigatoriedade
Elementos
avaliação na data ou antes da data do relatório
- somente para auditoria de DC de companhias ab-
ertas
- facultativo para outros trabalhos
- sócio ou outro profissional da firma
- pessoa externa qualificada 
- pessoa da firma + pessoa externa
não pode ser alguém da equipe 
- discussão de assuntos significativos com sócio 
encarregado do trabalho
- revisão das DC e do relatório proposto
- revisão da documentação - julfgamentos sig-
nificativos
- avaliação das conclusões obtidas - relatório é 
apropriado?
Norma de Revisão Externa pelos Pares
A Revisão Externa de Qualidade, a chamada “Revisão pelos Pares”, é conside-
rada como elemento essencial de garantia da qualidade dos serviços de auditoria 
independente no âmbito internacional e, por este motivo, foi instalado um Comitê 
Administrador específico, denominado Comitê Administrador do Programa de Revi-
são Externa de Qualidade (CRE), instituído pelo Conselho Federal de Contabilidade 
(CFC) e pelo IBRACON – Instituto dos Auditores Independentes do Brasil.
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O controle de qualidade constitui um dos pontos centrais da NBC PA 11 - Re-
visão Externa de Qualidade pelos Pares, aprovada pela Resolução CFC 1.323, 
de 21/02/2011.
A seguir, apresento uma síntese dos principais aspectos da norma:
Objetivo: o objetivo da revisão pelos pares é a avaliação dos procedimentos 
adotados pelo Contador que atua como Auditor Independente e pela Firma de Au-
ditoria, daqui em diante denominados “Auditor”, com vistas a assegurar a qualidade 
dos trabalhos desenvolvidos.
Alcance: a norma de revisão externa pelos pares aplica-se, exclusivamente, 
ao Auditor com registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Revisão pelos pares: é o exame realizado por auditor independente nos tra-
balhos de auditoria executados por outro auditor independente, visando verificar 
se: (a) os procedimentos e as técnicas de auditoria utilizados para execução dos 
trabalhos nas empresas clientes estão em conformidade com as Normas Brasileiras 
de Contabilidade Técnicas e Profissionais, editadas pelo CFC e, quando aplicável, 
com outras normas emitidas por órgão regulador; (b) o sistema de controle de qua-
lidade desenvolvido e adotado pelo Auditor está adequado e conforme o previsto 
na NBC PA 01 – Controle de Qualidade para Firmas (Pessoas Jurídicas e Físicas) de 
Auditores Independentes.
Partes envolvidas na Revisão pelos Pares:
CRE - Comitê Administrador da Revisão Externa de Qualidade, que é o respon-
sável pela administração do Programa de Revisão;
Auditor-revisor, que é o responsável pela realização da revisão individual;
Auditor-revisado, que é a firma, ou o auditor independente, que será objeto da 
revisão.
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Relatório de revisão: ao final da revisão, o auditor-revisor deve emitir rela-
tório com suas conclusões e carta de recomendações, quando for o caso, os quais 
devem ser encaminhados, juntamente com o plano de ação do auditor-revisado e 
cópia do questionário-base, ao CRE, que pode requerer esclarecimentos tanto do 
auditor-revisor quanto do auditor-revisado. Esses documentos devem ser enca-
minhados, obrigatoriamente, utilizando-se sistema WEB a ser disponibilizado pelo 
CRE, com a certificação digital do auditor-revisor. A critério do CRE, o sistema con-
vencional poderá ser utilizado pelo auditor-revisor e pelo auditor-revisado.
Independência: o auditor-revisor e os demais membros da equipe revisora 
devem ter independência em relação ao auditor-revisado, de acordo com as defi-
nições previstas nas Normas Brasileiras de Contabilidade Técnicas e Profissionais, 
editadas pelo CFC e, quando aplicável, em outras normas emitidas por órgão regu-
lador.
O auditor-revisor e os demais membros da equipe revisora podem possuir inves-
timentos ou grau de parentesco com executivos em posições-chave nas empresas 
clientes do auditor-revisado, porém, os mesmos não podem revisar os trabalhos do 
auditor-revisado com o qual possuam tais relacionamentos.
São vedadas as revisões recíprocas entre auditores independentes (pessoas fí-
sicas e jurídicas). Eventuais exceções devem ser submetidas à aprovação do CRE.
Conflito de interesses: não deve haver qualquer relação que caracterize 
suspeição, impedimento ou mesmo conflito de interesses entre o auditor-revisor, 
os membros da equipe revisora ou os profissionais envolvidos na administração da 
Revisão pelos Pares e o auditor-revisado ou os seus clientes selecionados para a 
revisão.
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Responsabilidades do auditor-revisor:
• organizar, planejar e conduzir os trabalhos de revisão;
• supervisionar o trabalho desenvolvido pelos membros da equipe;
• comunicar e discutir os resultados da revisão com a administração do audi-
tor-revisado;
• elaborar o relatório de revisão e a carta de recomendações, quando for o caso;
• apresentar o relatório, a carta de recomendações e a cópia do questionário 
ao CRE;
• dar esclarecimentos ou participar de reunião com o CRE, quando requerido; e
• guardar por 7 anos toda a documentação referente aos trabalhos de revisão, 
tais como: carta de contratação; correspondências encaminhadas ao audi-
tor-revisado; respostas do auditor-revisado; documentação preliminar aos 
trabalhos de revisão; documentação pertinente ao planejamento de auditoria 
aplicado aos trabalhos de revisão; papéis de trabalho do auditor-revisor que 
evidenciam os exames efetuados durante a revisão; justificativas e comen-
tários emitidos pelo auditor-revisado sobre os pontos levantados durante os 
trabalhos de revisão; e toda e qualquer documentação que reporte ao traba-
lho de revisão realizado.
Independência nos Trabalhos de Auditoria – NBC PA 
290(R2)
A norma NBC PA 290, em sua segunda revisão, trata dos requisitos de indepen-
dência para trabalhos de auditoria e de revisão de demonstrações financeiras.
Segundo a referida norma, o auditor deve expressar sua opinião baseado 
nas evidências obtidas dos exames de auditoria, não se deixando influenciar por 
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fatores estranhos ao trabalho, seja por preconceitos, fatores materiais ou afetivos 
que pressuponham perda de sua independência.
A condição de independência é fundamental e óbvia para o exercício da ativida-
de de auditoria independente!
Entende-se como independência o estado no qual as obrigações ou os interes-
ses do auditor ou da entidade de auditoria são, suficientemente, isentos dos inte-
resses das entidades auditadas para permitir que os serviços sejam prestados com 
objetividade.
A independência exige:
a) independência de pensamento  postura que permite expressar uma 
opinião sem ser afetado por influências que comprometem o julgamento profissio-
nal, permitindo à pessoa agir com integridade, objetividade e ceticismo profissio-
nal; e
b) aparência de independência  evitar fatos e circunstâncias significativos 
a ponto de um terceiro bem informado, tendo conhecimento de todas as informa-
ções pertinentes, incluindo as salvaguardas aplicadas, concluir dentro do razoável 
que a integridade, a objetividade ou o ceticismo profissional de uma entidade de 
auditoria ou de um membro da equipe de auditoria ficaram comprometidos.
Os conceitos sobre a independência devem ser aplicados por auditores para:
1) identificar ameaças à independência;
2) avaliar a importância das ameaças identificadas;
3) aplicar salvaguardas, quando necessário, para eliminar as ameaças ou redu-
zi-las a um nível aceitável.
Primeiro o auditor deve identificar as ameaças, depois avaliar a relevância des-
sas ameaças e, por fim, aplicar as salvaguardas, quando necessário, para eliminar 
as ameaças ou reduzi-las a um nível aceitável.
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Por exemplo, se for identificado que um auditor designado para realizar auditoria 
em uma entidade possua ações dessa entidade, a ameaça à independência é signi-
ficativa, razão pela qual, a salvaguarda a ser aplicada é a total alienação das ações 
antes da realização da auditoria, no intuito de se eliminar a ameaça. Caso não haja 
a alienação, a firma de auditoria deve afastar o membro da equipe de auditoria do 
trabalho da entidade auditada.
Existem circunstâncias em que as ameaças à independência dos trabalhos são 
muito relevantes e as salvaguardas não estão disponíveis para eliminar as ameaças 
ou reduzi-las a um nível aceitável. Nesse caso, a firma poderá tomar a decisão de 
não aceitar o trabalho ou de descontinuá-lo. Sempre que a firma tomar conheci-
mento de novas informações sobre ameaça à independência durante o trabalho, 
a firma deve avaliar a importância da ameaça de acordo com os conceitos sobre a 
independência.
A independência pode ser afetada por uma ou mais das seguintes ameaças: de 
interesse próprio, autorrevisão, defesa de interesses da entidade auditada, familia-
ridade e intimidação.
• Ameaça de interesse próprio ocorre quando uma entidade de auditoria ou 
um membro da equipe de auditoria poderia auferir benefícios de um interesse 
financeiro na entidade auditada, ou outro conflito de interesse próprio com 
essa entidade auditada.
• Ameaça de autorrevisão ocorre quando o resultado de um trabalho ante-
rior precisa ser reanalisado ao serem tiradas conclusões sobre o trabalho de 
auditoria ou quando um membro da equipe de auditoria era, anteriormente, 
administrador ou diretor da entidade auditada, ou era um funcionário cujo 
cargo lhe permitia exercer influência direta e importante sobre o objeto do 
trabalho de auditoria.
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• Ameaça de defesa de interesses da entidade auditada ocorre quando a 
entidade de auditoria ou um membro da equipe de auditoria defendem ou pa-
recem defender a posição ou a opinião da entidade auditada, a ponto de po-
derem comprometer ou darem a impressão de comprometer a objetividade. 
Pode ser o caso da entidade de auditoria ou membro da equipe de auditoria 
que subordina seu julgamento ao da entidade auditada.
• Ameaça de familiaridade ocorre quando, em virtude de um relacionamento 
estreito com uma entidade auditada, inclusive de parentesco, com seus ad-
ministradores, com diretores ou com funcionários, uma entidade de auditoria 
ou membro da equipe de auditoria passam a se identificar, demasiadamente, 
com os interesses da entidade auditada.
•	 Ameaça de intimidação ocorre quando um membro da equipe de auditoria 
encontra obstáculos para agir, objetivamente, e com ceticismo profissional 
devido a ameaças, reais ou percebidas, por parte de administradores, direto-
res ou funcionários de uma entidade auditada.
O mapa mental a seguir ajuda na memorização dos principais aspectos relativos 
à independência do auditor.
Independência
1- Independência de pensamento
2- Aparência de independênciaFormas
Ameaças
1- Ameaça de interesse próprio
2- Ameaça de autorrevisão
3- Ameaça de defesa de interesses
4- Ameaça de familiaridade
5- Ameaça de intimidação
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O que o auditor deve fazer quando existe uma ameaça à independência?
Como vimos, quando são identificadas ameaças, exceto aquelas claramente 
insignificantes, devem ser definidas e aplicadas salvaguardas adequadas para eli-
minar a ameaça ou reduzi-la a um nível aceitável. Essa decisão deve ser documen-
tada. A natureza das salvaguardas a aplicar varia conforme as circunstâncias.
Por exemplo, quando a entidade de auditoria ou membro da equipe de auditoria 
possui interesse financeiro direto (ações) ou um interesse financeiro indire-
to (outros investimentos ou aplicações em um fundo de ações por intermédio de 
instituição financeira) relevante na entidade auditada, está caracterizada a perda 
de independência. Para essas situações, as normas profissionais estabelecem as 
seguintes salvaguardas (ações a serem tomadas):
• alienar o interesse financeiro direto antes de a pessoa física tornar-se membro 
da equipe de auditoria;
• alienar o interesse financeiro indireto relevante em sua totalidade ou alienar 
uma quantidade suficiente dele para que o interesse remanescente deixe de 
ser relevante antes de a pessoa tornar-se membro da equipe de auditoria; ou
• afastar o membro da equipe de auditoria do trabalho da entidade auditada.
Quando o auditor avalia que salvaguardas apropriadas não estão disponíveis ou 
não podem ser aplicadas para eliminar as ameaças oureduzi-las a um nível aceitá-
vel, o auditor deve eliminar a circunstância ou relacionamento que cria as ameaças, 
declinar ou descontinuar o trabalho de auditoria.
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Cuidado em prova com “pegadinhas” da banca no sentido de confundir o candidato 
com salvaguardas não previstas na norma ou que não são capazes de eliminar ou 
reduzir as ameaças, como, por exemplo: o auditor declarar por escrito a existência 
de um conflito de interesses para a administração da entidade auditada; ou o audi-
tor formalizar uma carta aberta ao mercado declarando a ameaça ou o conflito de 
interesses.
Muitas circunstâncias ou combinações de circunstâncias diferentes podem ser 
relevantes na avaliação das ameaças à independência. É impossível definir todas 
as situações que criam ameaças à independência e especificar as medidas apro-
priadas.
Portanto, a NBC PA 290 estabelece conceitos de independência que requerem 
que as firmas e os membros das equipes de auditoria identifiquem, avaliem e tra-
tem as ameaças à independência. Os conceitos sobre a independência apresentados 
auxiliam os profissionais no cumprimento das exigências éticas da referida Norma. 
Ela abrange muitas variações de circunstâncias que criam ameaças à independên-
cia e pode evitar que o auditor conclua que uma situação é permitida porque não 
foi especificamente proibida.
Entidades de Interesse Público
A NBC PA 290 contém disposições adicionais que refletem a extensão do inte-
resse público em certas entidades.
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Para fins dessa Norma, entidades de interesse público são todas as compa-
nhias de capital aberto, e ainda qualquer entidade que seja definida por regula-
mento ou legislação como entidade de interesse público, ou para a qual o regula-
mento ou a legislação requer auditoria e que seja conduzida de acordo com 
os mesmos requerimentos de independência que se aplicam à auditoria de 
companhias abertas, sendo no caso de Brasil as entidades de grande porte como 
definidas na Lei n. 11.638/07. Esse regulamento pode ser promulgado por qualquer 
órgão regulador competente, incluindo um órgão regulador de auditoria.
As firmas e os órgãos reguladores são incentivados a considerar se entidades 
adicionais, ou certas categorias de entidades, devem ser tratadas como entidades 
de interesse público porque têm grande número e ampla gama de partes interes-
sadas. Os fatores a serem considerados incluem:
• a natureza do negócio, como a detenção de ativos na função de trustee para 
grande número de partes interessadas. Exemplos podem incluir instituições 
financeiras, como bancos e companhias de seguro, e fundos de pensão;
• porte;
• número de empregados.
Entidades Relacionadas
No caso de cliente de auditoria que é companhia de capital aberto, as referên-
cias a um cliente de auditoria na NBC PA 290 incluem as entidades relacionadas do 
cliente (exceto se especificado de outra forma).
Para todos os outros clientes de auditoria, as referências ao cliente de auditoria 
na NBC PA 290 incluem entidades relacionadas sobre as quais o cliente tem con-
trole direto ou indireto.
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Quando a equipe de auditoria sabe ou suspeita que um relacionamento ou cir-
cunstância envolvendo outra entidade relacionada do cliente é pertinente para a 
avaliação da independência da firma em relação ao cliente, a equipe de auditoria 
deve incluir essa entidade relacionada na identificação e avaliação de ameaças à 
independência e na aplicação de salvaguardas apropriadas.
Documentação
A documentação pode fornecer evidência do julgamento do auditor na formação 
de conclusões sobre o cumprimento de requisitos de independência, contudo a au-
sência de documentação não é um fator determinante se uma firma considerou ou 
não um assunto específico e nem se ela é independente.
O auditor deve documentar as conclusões sobre o cumprimento dos requisitos 
de independência e a essência de quaisquer discussões relevantes que suportam 
essas conclusões. Consequentemente:
a) quando são necessárias salvaguardas para reduzir uma ameaça a um nível 
aceitável, o auditor deve documentar a natureza da ameaça e das salvaguar-
das existentes ou aplicadas que reduzem a ameaça a um nível aceitável;
b) quando a ameaça precisou de análise significativa para avaliar se eram ne-
cessárias salvaguardas e o auditor concluiu que não porque a ameaça já 
estava em um nível aceitável, o auditor deve documentar a natureza da ame-
aça e a justificativa para a conclusão.
Período de Contratação
A independência em relação ao cliente de auditoria é requerida durante o perí-
odo de contratação e o período coberto pelas demonstrações contábeis. O período 
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de contratação começa quando a equipe de auditoria começa a executar serviços 
de auditoria. O período de contratação termina quando o relatório de auditoria é 
emitido.
Quando o trabalho é de natureza recorrente, esse termina com a notificação de 
qualquer uma das partes de que o relacionamento profissional terminou ou com a 
emissão do relatório final de auditoria, o que ocorrer por último.
Quando a entidade se torna cliente de auditoria durante ou após o período co-
berto pelas demonstrações contábeis sobre as quais a firma emitirá relatório, a fir-
ma deve avaliar se são criadas quaisquer ameaças à independência por:
a) relacionamentos financeiros ou comerciais com o cliente de auditoria duran-
te ou após o período coberto pelas demonstrações contábeis, mas antes da 
aceitação do trabalho de auditoria;
b) serviços prestados anteriormente ao cliente de auditoria.
Se um serviço que não é de asseguração foi prestado ao cliente de auditoria 
durante ou após o período coberto pelas demonstrações contábeis, mas antes de a 
equipe de auditoria começar a executar os serviços de auditoria, e o serviço seria 
proibido durante o período de contratação de auditoria, a firma deve avaliar quais-
quer ameaças à independência criadas pelo serviço.
Se a ameaça não está em um nível aceitável, o trabalho de auditoria somente 
deve ser aceito se forem aplicadas salvaguardas para eliminar quaisquer ameaças 
ou reduzi-las a um nível aceitável. Exemplos dessas salvaguardas incluem:
• não inclusão de pessoal que prestouo serviço que não é de asseguração 
como membros da equipe de auditoria;
• revisão, por outro auditor, do trabalho de auditoria e do trabalho que não é de 
asseguração conforme apropriado;
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• contratação de outra firma para avaliar os resultados do serviço que não é 
de asseguração, ou encaminhamento do serviço que não é de asseguração 
para ser refeito por outra firma na extensão necessária para permitir que ela 
assuma a responsabilidade pelo serviço.
Desvios de Disposições da NBC PA 290
Um desvio de disposições da norma de independência pode ocorrer não obs-
tante a firma possua políticas e procedimentos desenhados para fornecer garantia 
razoável de que a independência seja mantida. A consequência do desvio pode re-
querer a descontinuação do trabalho de auditoria.
Quando a firma conclui que o desvio ocorreu, a mesma deve descontinuar, sus-
pender ou eliminar a participação ou o relacionamento que causou o desvio e tratar 
das consequências do desvio.
Quando o desvio é identificado, a firma deve analisar se há qualquer tipo de 
exigência legal ou regulatória aplicável ao desvio e, em caso positivo, deve atender 
essa exigência. A firma deve considerar reportar o desvio para um órgão profis-
sional, autoridade reguladora ou supervisora pertinente caso essa divulgação seja 
prática comum ou esperada na jurisdição específica.
Quando o desvio é identificado, a firma deve, de acordo com as suas políticas 
e procedimentos, comunicar imediatamente o desvio para o sócio do trabalho, 
os responsáveis pelas políticas e procedimentos relacionados à independência, ou-
tras pessoas pertinentes na firma e, quando necessário, a rede e as pessoas sujei-
tas às exigências de independência que devem tomar as ações adequadas. A firma 
deve avaliar a relevância do desvio e seu impacto sobre a objetividade e a capaci-
dade da firma de emitir um relatório de auditoria. A relevância do desvio depende 
de fatores como:
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• a natureza e a duração do desvio;
• a quantidade e a natureza de quaisquer desvios anteriores com relação ao 
trabalho de auditoria atual;
• se um membro da equipe de auditoria tinha conhecimento da participação ou 
do relacionamento que resultou no desvio;
• se a pessoa que causou o desvio é membro da equipe de auditoria ou outra 
pessoa para a qual há exigências de independência;
• se o desvio envolve um membro da equipe de auditoria, o papel dessa pes-
soa;
• se o desvio foi causado pela prestação de serviço profissional, o impacto desse 
serviço, se houver, sobre os registros contábeis ou os valores registrados nas 
demonstrações contábeis sobre as quais a firma irá expressar uma opinião; e
• a extensão das ameaças de interesse próprio, defesa dos interesses do clien-
te, intimidação ou de outras ameaças criadas pelo desvio.
Dependendo da relevância do desvio, pode ser necessário descontinuar o traba-
lho de auditoria ou pode ser possível tomar uma ação que trate de maneira satis-
fatória com as consequências do desvio.
A firma deve determinar se essa ação pode ser tomada e se é adequada nas 
circunstâncias. Ao fazer isso, a firma deve exercer julgamento profissional e levar 
em consideração se um terceiro razoável e bem informado, ponderando a relevân-
cia do desvio, a ação a ser tomada e todos os fatos e as circunstâncias específicas 
disponíveis ao auditor à época, provavelmente chegaria à conclusão de que a ob-
jetividade da firma estaria comprometida e, portanto, a firma não teria capacidade 
para emitir um relatório de auditoria.
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Exemplos de ações que a firma pode considerar incluem:
• retirada da pessoa da equipe de auditoria;
• condução de revisão adicional do trabalho de auditoria afetado ou reexecução 
daquele trabalho na medida necessária, em cada caso fazendo uso de pessoal 
distinto;
• recomendação para que o cliente de auditoria contrate outra firma para revi-
sar ou reexecutar o trabalho de auditoria afetado na medida necessária; e
• quando o desvio se refere a serviço de não asseguração que afete os registros 
contábeis ou o valor registrado nas demonstrações contábeis, contratação 
de outra firma para avaliar os resultados do serviço de não asseguração ou 
fazer com que outra firma reexecute o serviço de não asseguração na medida 
necessária de modo a permitir que a mesma assuma a responsabilidade pelo 
serviço.
Se a firma determinar que nenhuma ação possa ser tomada para tratar de 
maneira satisfatória com as consequências do desvio, a firma deve informar os 
responsáveis pela governança tão logo possível e tomar as medidas necessárias 
para descontinuar o trabalho de auditoria de acordo com as exigências legais ou 
regulatórias aplicáveis para a descontinuação do trabalho de auditoria. Quando a 
descontinuação do trabalho não é permitida nos termos da lei ou regulamentos, 
a firma deve cumprir quaisquer exigências de divulgação.
Se a firma determinar que ações possam ser tomadas para tratar de maneira 
satisfatória com as consequências do desvio, a firma deve discutir o desvio e as 
ações tomadas ou a serem tomadas com os responsáveis pela governança. A firma 
deve discutir o desvio e a ação assim que possível, exceto nos casos de desvios 
menos significativos, que podem ser reportados em prazo maior somente se os 
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responsáveis pela governança tenham determinado um prazo alternativo para re-
porte destes. As questões a serem discutidas devem incluir:
• a relevância do desvio, inclusive sua natureza e duração;
• como ocorreu o desvio e como ele foi identificado;
• a ação tomada ou a ser tomada e a justificativa da firma sobre porque a ação 
irá tratar de maneira satisfatória com as consequências do desvio e permitir 
que a firma emita um relatório de auditoria;
• a conclusão de que, no julgamento profissional da firma, a objetividade não 
foi comprometida e a justificativa para essa conclusão; e
• quaisquer medidas que a firma tenha tomado ou se propõe a tomar para mi-
nimizar ou evitar o risco de desvios adicionais.
A firma deve comunicar por escrito aos responsáveis pela governança todas as 
questões discutidas e obter a concordância dos responsáveis pela governança de 
que aquela ação quepode ser ou foi tomada trate de maneira satisfatória com as 
consequências do desvio.
A comunicação deve incluir uma descrição das políticas e procedimentos da 
firma pertinentes ao desvio que foram desenhados de modo a fornecer garantia 
razoável de que a independência seja mantida e quaisquer medidas que a firma 
tenha tomado ou se propõe a tomar para minimizar ou evitar o risco de desvios 
adicionais.
Caso os responsáveis pela governança não concordem que a ação tomada tra-
tou de forma satisfatória com as consequências do desvio, a firma deve tomar me-
didas necessárias para descontinuar o trabalho de auditoria, quando permitido nos 
termos da lei ou regulamento, em conformidade com quaisquer exigências legais 
ou regulatórias aplicáveis à descontinuação do trabalho de auditoria.
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Quando a descontinuação do trabalho não é permitida nos termos da lei ou re-
gulamento, a firma deve cumprir quaisquer exigências de divulgação.
A seguir, apresento uma síntese das situações que caracterizam ameaças à in-
dependência e quais salvaguardas são possíveis:
Interesses Financeiros
Quando o auditor detém interesse financeiro em cliente de auditoria pode criar 
ameaça de interesse próprio. A existência e importância de qualquer ameaça criada 
depende:
a) da função da pessoa que detém o interesse financeiro;
b) se o interesse financeiro é direto ou indireto; e
c) da materialidade do interesse financeiro.
Alguns exemplos de ameaças e consequentes salvaguardas decorrentes de interes-
ses financeiros:
Membro da equipe de auditoria ou a firma possui interesse financeiro direto ou inte-
resse financeiro indireto relevante no cliente de auditoria.
Diante desta hipótese, a ameaça de interesse próprio criada seria tão significati-
va que nenhuma salvaguarda poderia reduzir a ameaça a um nível aceitável. Logo, 
para a realização do trabalho, deve-se alienar o interesse financeiro ou retirar a 
pessoa da equipe de auditoria.
Familiar de um membro da equipe de auditoria possui interesse financeiro direto ou 
indireto relevante e material (de valor alto) no cliente de auditoria.
Nesse caso, é criada ameaça de interesse próprio. A importância da ameaça 
deve ser avaliada e salvaguardas aplicadas quando necessário para eliminar a ame-
aça ou reduzi-la a um nível aceitável. Exemplos dessas salvaguardas incluem:
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a) a alienação pelo familiar próximo, assim que possível, de todo o interesse fi-
nanceiro ou de parte suficiente do interesse financeiro indireto de modo que 
o interesse remanescente não seja mais relevante;
b) revisão por outro auditor do trabalho realizado pelo membro da equipe de 
auditoria;
c) retirada da pessoa da equipe de auditoria.
Membro da equipe de auditoria, um familiar imediato dessa pessoa, ou uma firma 
tem interesse financeiro direto ou interesse financeiro indireto relevante na entida-
de controladora do cliente de auditoria e o cliente é relevante para a controladora.
Aqui, a ameaça de interesse próprio criada seria tão significativa que nenhuma 
salvaguarda poderia reduzir a ameaça a um nível aceitável. Portanto, nenhuma 
dessas pessoas deve ter interesse financeiro nessa controladora.
Outros sócios da auditoria em que o sócio responsável executa o trabalho de audi-
toria, ou seus familiares imediatos, tiverem interesse financeiro direto ou interesse 
financeiro indireto relevante nesse cliente de auditoria.
A ameaça de interesse próprio criada seria tão significativa que nenhuma salva-
guarda poderia reduzir essa ameaça a um nível aceitável. Portanto, nenhum desses 
sócios nem seus familiares imediatos devem ter qualquer interesse financeiro nesse 
cliente de auditoria.
A firma, ou membro da equipe de auditoria, ou familiar imediato dessa pessoa 
detém interesse financeiro em entidade e um cliente de auditoria também detém 
interesse financeiro nessa entidade.
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Nesse caso, uma ameaça de interesse próprio pode ser criada. Entretanto, con-
sidera-se que a independência não está comprometida se esses interesses forem 
irrelevantes e o cliente de auditoria não puder exercer influência significativa sobre 
a entidade.
Se esse interesse é relevante para alguma parte, e o cliente de auditoria pode 
exercer influência significativa sobre a entidade, nenhuma salvaguarda pode redu-
zir a ameaça a um nível aceitável. Consequentemente, a firma não deve ter esse 
interesse e, antes de se tornar membro da equipe de auditoria, qualquer pessoa 
que tenha tal interesse deve: (a) alienar o interesse; ou (b) alienar uma quanti-
dade suficiente do interesse de modo que o interesse remanescente não seja mais 
relevante.
Membro da equipe de auditoria, ou familiar imediato dessa pessoa, ou a firma, tem 
interesse financeiro em entidade quando se sabe que conselheiro, diretor ou con-
trolador do cliente de auditoria também tem interesse financeiro nessa entidade.
Nessas circunstâncias, uma ameaça de interesse próprio, familiaridade ou inti-
midação pode ser criada. A existência e a importância dessa ameaça dependem de 
fatores que incluem:
a) a função do auditor na equipe de auditoria;
b) se a entidade possui poucos ou muitos acionistas ou equivalentes;
c) se o interesse dá ao investidor a capacidade de controlar ou influenciar sig-
nificativamente a entidade; e
d) a materialidade do interesse financeiro.
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A importância de qualquer ameaça deve ser avaliada e salvaguardas devem ser 
aplicadas quando necessário para eliminar a ameaça ou reduzi-la a um nível acei-
tável. Exemplos dessas salvaguardas incluem:
a) retirada do membro da equipe de auditoria que tem o interesse financeiro;
b) revisão, por outro auditor, do trabalho do membro da equipe de auditoria.
Empréstimos e Garantias
Um empréstimo ou uma garantia de empréstimo para membro da equipe de 
auditoria, para seu familiar imediato ou para a firma, concedido por cliente de au-
ditoria que é banco ou instituição semelhante pode criar ameaça à independência, 
se o empréstimo ou a garantia não é concedido segundo procedimentos, prazos e 
condições de financiamento normais.
Não cria ameaça à independência se o empréstimo ou a garantia for concedido 
segundo procedimentos, prazos e condiçõesde financiamento normais. Exemplos 
desses empréstimos incluem hipotecas residenciais, saques a descoberto, financia-
mentos de automóveis e saldos de cartão de crédito.
Se o auditor aceita empréstimo ou garantia de empréstimo, de cliente de au-
ditoria que não é banco ou instituição semelhante, a ameaça de interesse próprio 
criada seria tão significativa que nenhuma salvaguarda poderia reduzir a ameaça a 
um nível aceitável, a menos que o empréstimo ou a garantia seja irrelevante para: 
(a) a firma ou o membro da equipe de auditoria ou o familiar imediato, conforme o 
caso; (b) o cliente.
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Relacionamentos Comerciais
Relacionamento comercial próximo entre a firma, membro da equipe de audi-
toria ou familiar imediato dessa pessoa e cliente de auditoria ou sua administração 
pode criar ameaças de interesse próprio e de intimidação.
A menos que algum interesse financeiro seja irrelevante e o relacionamento co-
mercial seja insignificante para a firma e o cliente ou sua administração, a ameaça 
criada seria tão significativa que nenhuma salvaguarda poderia reduzir a ameaça 
a um nível aceitável. Portanto, a menos que o interesse financeiro seja irrelevante 
e o relacionamento comercial insignificante, não se deve manter relacionamento 
comercial, ou ela deve ser reduzida a um nível insignificante ou descontinuada.
A compra de produtos e serviços de cliente de auditoria pela firma, por mem-
bro da equipe de auditoria ou familiar imediato dessa pessoa geralmente não cria 
ameaça à independência desde que a transação esteja no curso normal do negócio 
e os termos sejam equivalentes aos que prevalecem nas transações com partes 
independentes.
A importância de qualquer ameaça deve ser avaliada e salvaguardas devem ser 
aplicadas quando necessário para eliminar a ameaça ou reduzi-la a um nível acei-
tável. Exemplos dessas salvaguardas incluem:
• eliminação ou redução da magnitude da transação;
• retirada da pessoa da equipe de auditoria.
Relacionamentos Familiares e Pessoais
Relacionamentos familiares e pessoais entre membro da equipe de auditoria 
e conselheiro ou diretor ou certos empregados (dependendo de sua função) do 
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cliente de auditoria podem criar ameaças de interesse próprio, familiaridade ou 
intimidação.
A existência e a importância de quaisquer ameaças dependem de diversos fato-
res, incluindo as responsabilidades individuais na equipe de auditoria, a função do 
familiar ou outra pessoa no cliente e a proximidade do relacionamento.
Quando um familiar imediato de membro da equipe de auditoria é conselheiro 
ou diretor do cliente de auditoria ou empregado em cargo que exerça influência 
significativa sobre a elaboração dos registros contábeis do cliente ou das demons-
trações contábeis sobre as quais a firma emitirá relatório ou que esteve em car-
go desse durante qualquer período coberto pelo trabalho ou pelas demonstrações 
contábeis, as ameaças à independência somente podem ser reduzidas a um nível 
aceitável mediante retirada da pessoa da equipe de auditoria.
Quanto mais próximo o relacionamento nenhuma outra salvaguarda pode re-
duzir a ameaça a um nível aceitável. Consequentemente, ninguém com relaciona-
mento desse tipo deve ser membro da equipe de auditoria.
A importância da ameaça deve ser avaliada e salvaguardas aplicadas quando 
necessário para eliminar a ameaça ou reduzi-la a um nível aceitável. Exemplos des-
sas salvaguardas incluem:
• retirada da pessoa da equipe de auditoria;
• definição das responsabilidades da equipe de auditoria de modo que o profis-
sional não trate de assuntos que sejam responsabilidade do familiar próximo.
Emprego em Cliente de Auditoria
Podem ser criadas ameaças de familiaridade ou de intimidação se conselheiro 
ou diretor do cliente de auditoria, ou empregado em cargo que exerça influência 
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significativa sobre a elaboração dos registros contábeis do cliente ou das demons-
trações contábeis sobre as quais a firma emitirá relatório de auditoria, foi membro 
da equipe de auditoria ou sócio da firma.
Se ex-membro da equipe de auditoria ou ex-sócio da firma foi contratado pelo 
cliente de auditoria para esses cargos e continua havendo relação significativa en-
tre a firma e a pessoa, a ameaça seria tão significativa que nenhuma salvaguarda 
poderia reduzir a ameaça a um nível aceitável.
Caso não exista mais nenhuma relação significativa entre a firma e a pessoa, 
a existência e a importância de quaisquer ameaças de familiaridade ou de intimida-
ção dependem de fatores como:
• cargo que a pessoa assumiu no cliente;
• envolvimento que a pessoa terá com a equipe de auditoria;
• tempo decorrido desde que a pessoa deixou de ser membro da equipe de au-
ditoria ou sócio da firma;
• cargo anterior que a pessoa tinha na equipe de auditoria ou firma, por exem-
plo, se a pessoa era responsável por manter o contato regular com a admi-
nistração ou os responsáveis pela governança do cliente.
A importância das ameaças deve ser avaliada e salvaguardas aplicadas quando 
necessário para eliminar as ameaças ou reduzi-las a um nível aceitável. Exemplos 
dessas salvaguardas incluem:
• modificação do plano de auditoria;
• designação de pessoas para a equipe de auditoria com experiência suficiente 
em relação à pessoa que foi contratada pelo cliente;
• revisão, por outro auditor, do trabalho do ex-membro da equipe de auditoria.
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Serviço Recente em Cliente de Auditoria
Podem ser criadas ameaças de interesse próprio, autorrevisão ou familiaridade 
se um membro da equipe de auditoria recentemente desempenhou a função de 
conselheiro, diretor ou empregado do cliente de auditoria. Este seria o caso, por 
exemplo, quando um membro da equipe de auditoria precisa avaliar elementos das 
demonstrações contábeis para os quais ele tinha elaborado os registros contábeis 
enquanto estava com o cliente.
A importância de qualquer ameaça deve ser avaliada e salvaguardas devem 
ser aplicadas quando necessário para reduzir a ameaça a um nível aceitável. Um 
exemplo dessas salvaguardas é a condução de revisão do trabalho executado pela 
pessoa como membro da equipe de auditoria.
Função de Conselheiro ou Diretor em Clientede Auditoria
Se um sócio ou empregado da firma desempenha a função de conselheiro ou 
diretor de cliente de auditoria, as ameaças de autorrevisão e de interesse criadas 
seriam tão significativas que nenhuma salvaguarda poderia reduzir as ameaças a 
um nível aceitável. Consequentemente, nenhum sócio ou empregado deve desem-
penhar a função de conselheiro ou diretor de cliente de auditoria.
Serviços administrativos e societários podem ser solicitados ao auditor. Esses 
serviços podem variar desde tarefas administrativas, como administração de pes-
soal e manutenção dos registros da empresa, até tarefas diversas, como assegurar 
que a empresa cumpra regulamentações ou prestar consultoria sobre assuntos 
de governança corporativa. Geralmente, considera-se que essa função implica em 
uma associação próxima com a entidade.
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Se um sócio ou empregado da firma desempenha essas funções para cliente de 
auditoria, as ameaças de autorrevisão e de defesa de interesse do cliente criadas 
seriam geralmente tão significativas que nenhuma salvaguarda poderia reduzir as 
ameaças a um nível aceitável.
A prestação de serviços administrativos de rotina para auxiliar nas funções men-
cionadas anteriormente ou a prestação de consultoria em relação a esses assuntos 
administrativos geralmente não criam ameaças à independência, desde que a ad-
ministração do cliente tome todas as decisões relevantes.
Associação de Pessoal Sênior (Incluindo Rotação de Sócios) 
com Cliente de Auditoria
A utilização do mesmo auditor sênior em trabalho de auditoria por período de 
tempo prolongado cria ameaças de familiaridade e de interesse próprio. A impor-
tância das ameaças depende de fatores como por quanto tempo a pessoa tem sido 
membro da equipe de auditoria e o papel da pessoa na equipe de auditoria (líder 
da equipe, por exemplo).
A importância das ameaças deve ser avaliada e salvaguardas aplicadas quando 
necessário para eliminar as ameaças ou reduzi-las a um nível aceitável. Exemplos 
dessas salvaguardas incluem:
• rotação do pessoal sênior na equipe de auditoria;
• revisão, por outro auditor, que não era membro da equipe de auditoria do 
trabalho do pessoal sênior;
• revisões de qualidade interna ou externa independentes e regulares do tra-
balho.
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Em trabalhos de auditoria de entidade de interesse do público (sociedade 
anônima e outras), o profissional não deve atuar como sócio chave da auditoria por 
mais de cinco anos. Depois desse período de cinco anos, a pessoa não deve ser 
membro da equipe de trabalho ou sócio chave da auditoria para o cliente pelo prazo 
de dois anos.
Durante esse período de dois anos, a pessoa não deve participar da auditoria 
da entidade, efetuar controle de qualidade para o trabalho, consultar a equipe de 
trabalho ou o cliente sobre assuntos técnicos ou específicos do setor, transações ou 
eventos ou de outra forma influenciar diretamente o resultado do trabalho.
Prestação de Serviços que não são de Asseguração a Clientes 
de Auditoria
Serviços que não são de asseguração que podem ser prestados a um cliente 
são aqueles que não são de auditoria, tais como, um assessoramento jurídico, uma 
avaliação de ativo ou uma consultoria tributária. As firmas tradicionalmente pres-
tam a seus clientes de auditoria uma gama de serviços que não são de asseguração 
que são condizentes com suas habilidades e especialização.
A prestação de serviços que não são de asseguração, contudo, pode criar amea-
ças à independência da firma ou dos membros da equipe de auditoria. As ameaças 
criadas mais frequentemente são ameaças de autorrevisão, de interesse próprio e 
de defesa do interesse do cliente. Se for criada ameaça que não pode ser reduzida 
a um nível aceitável mediante a aplicação de salvaguardas, o serviço que não é de 
asseguração não deve ser prestado.
As bancas costumam explorar em prova a prestação de serviços fiscais pelo au-
ditor, especialmente a consultoria tributária.
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A execução de certos serviços fiscais cria ameaças de autorrevisão e de defesa 
do interesse do cliente. A existência e a importância de quaisquer ameaças depen-
dem de fatores como:
a) o sistema usado pelas autoridades fiscais para avaliar e administrar o impos-
to em questão e o papel da firma nesse processo;
b) a complexidade do correspondente regime tributário e o grau de julgamento 
necessário na sua aplicação;
c) as características específicas do trabalho; e
d) o nível de experiência fiscal dos empregados do cliente.
A NBC PA 290 estabelece que pode ser criada ameaça de autorrevisão em que a 
consultoria tributária afetará assuntos a serem refletidos nas demonstrações con-
tábeis.
A existência e a importância de qualquer ameaça dependem de fatores como, 
por exemplo, o grau de subjetividade envolvido na avaliação do tratamento apro-
priado para a consultoria tributária nas demonstrações contábeis; até que ponto a 
consultoria é suportada por lei ou regulamento fiscal, outro precedente ou prática 
estabelecida e se o tratamento tributário é aprovado pela autoridade fiscal antes da 
elaboração das demonstrações contábeis.
Por exemplo, a prestação de serviços de planejamento tributário e outros serviços 
de consultoria tributária quando a consultoria é claramente suportada pela autori-
dade fiscal ou outro precedente, por prática estabelecida ou com base em legislação 
fiscal que provavelmente prevaleça, geralmente não cria ameaça à independência.
Por outro lado, quando a eficácia da consultoria tributária depende de um trata-
mento contábil ou uma apresentação específica nas demonstrações contábeis e a 
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equipe de auditoria tem dúvida razoável sobre a adequação do tratamento contábil 
relacionado ou apresentação segundo a estrutura de relatório financeiro aplicável 
e/ou o resultado ou os efeitos da consultoria tributária terão efeito relevante sobre 
as demonstrações contábeis sobre as quais a firma emitirá relatório de auditoria, 
a ameaça de autorrevisão seria tão significativa que nenhuma salvaguarda poderia 
reduzir a ameaça a um nível aceitável. Consequentemente, uma firma não deve 
prestar essa consultoria tributária a um cliente de auditoria.
HonoráriosTamanho Relativo dos Honorários
Quando o total de honorários de cliente de auditoria representa grande propor-
ção do total de honorários da firma que emite o relatório de auditoria, a dependên-
cia desse cliente e a preocupação em perdê-lo criam ameaça de interesse próprio 
ou intimidação. A importância da ameaça depende de fatores como:
• estrutura operacional da firma;
• se a firma é bem estabelecida ou recém-criada;
• a importância do cliente para a firma em termos qualitativos e/ou quantita-
tivos.
A importância da ameaça deve ser avaliada e salvaguardas devem ser aplicadas 
quando necessário para eliminar a ameaça ou reduzi-la a um nível aceitável. Exem-
plos dessas salvaguardas incluem:
• redução da dependência do cliente;
• revisões externas de controle de qualidade;
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• obtenção de consultoria de terceiros, como órgão regulador profissional ou 
outro auditor sobre julgamentos chave de auditoria.
A ameaça de interesse próprio ou intimidação também pode ser gerada quando 
os honorários gerados por cliente de auditoria representam grande proporção da 
receita dos clientes de sócio individual ou grande proporção da receita de escritório 
individual da firma. A importância da ameaça depende de fatores como:
• importância do cliente para o sócio ou escritório em termos qualitativos e/ou 
quantitativos;
• até que ponto a remuneração do sócio, ou dos sócios do escritório, depende 
dos honorários gerados pelo cliente.
A importância da ameaça deve ser avaliada e salvaguardas aplicadas quando 
necessário para eliminar a ameaça ou reduzi-la a um nível aceitável. Exemplos des-
sas salvaguardas incluem:
• redução da dependência do cliente de auditoria;
• revisão, por outro profissional que presta serviços, do trabalho ou, de outra 
forma, dar assessoria conforme necessário;
• revisões de qualidade, interna ou externa, independentes e regulares do tra-
balho.
Clientes de Auditoria que são Entidades de Interesse Público
Quando um cliente de auditoria é entidade de interesse público e, por dois anos 
consecutivos, o total de honorários nesse cliente e em suas respectivas entidades 
relacionadas representa mais de 15% do total de honorários recebidos pela firma 
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que está emitindo o relatório de auditoria sobre as demonstrações contábeis do 
cliente, a firma deve divulgar para os responsáveis pela governança o fato de que 
o total desses honorários representa mais de 15% do total de honorários recebidos 
pela firma, discutindo quais salvaguardas abaixo ela aplicará para reduzir a ameaça 
a um nível aceitável e aplicar a salvaguarda selecionada:
• providenciar que outro auditor, que não é membro da firma que está emitindo 
o relatório de auditoria sobre as demonstrações contábeis, antes da emissão 
do relatório do segundo ano, execute revisão do controle de qualidade do tra-
balho, prevista nas normas profissionais;
• após a emissão do relatório de auditoria sobre as demonstrações contábeis do 
segundo ano, antes da emissão do relatório do terceiro ano, um auditor, que 
não é membro da firma que está emitindo o relatório sobre as demonstrações 
contábeis, ou órgão regulador profissional, execute uma revisão da auditoria 
do segundo ano que é equivalente a uma revisão de controle de qualidade do 
trabalho (revisão pós-emissão).
Quando o total de honorários exceder significativamente 15%, a firma deve ava-
liar se a importância da ameaça é tal que uma revisão pós-emissão não reduziria a 
ameaça a um nível aceitável sendo, portanto, necessária uma revisão pré-emissão. 
Nessas circunstâncias, deve ser executada uma revisão pré-emissão do relatório.
Depois disso, enquanto os honorários continuarem a exceder 15% em cada 
ano, deve ocorrer a divulgação e a discussão com os responsáveis pela governan-
ça e uma das salvaguardas acima deve ser aplicada. Se os honorários excederem 
significativamente a 15%, a firma deve avaliar se a importância da ameaça é tal 
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que uma revisão pós-emissão não reduziria a ameaça a um nível aceitável sendo, 
portanto, necessária uma revisão pré-emissão. Nessas circunstâncias, deve ser re-
alizada uma revisão pré-emissão.
Honorários Vencidos
Ameaça de interesse próprio pode ser criada se os honorários devidos por clien-
te de auditoria permanecerem devidos por período de tempo prolongado, especial-
mente se parte significativa não for paga antes da emissão do relatório de auditoria 
do exercício seguinte.
Geralmente, espera-se que a firma exija o pagamento desses honorários antes 
da emissão desse relatório de auditoria. Se os honorários permanecerem devidos, 
a existência e a importância de qualquer ameaça remanescente deve ser avaliada 
e salvaguardas devem ser aplicadas quando necessário para eliminar a ameaça ou 
reduzi-la a um nível aceitável.
Um exemplo dessa salvaguarda é ter um auditor que não participou do trabalho 
de auditoria prestar consultoria ou revisar o trabalho executado. A firma também 
deve avaliar se os honorários vencidos podem ser considerados como equivalentes 
a empréstimo ao cliente e se, em decorrência da importância dos honorários venci-
dos, é apropriado que a firma seja recontratada ou continue o trabalho de auditoria.
Concordância com os Termos do Trabalho de Auditoria 
– NBC TA 210(R1)
Conforme a Estrutura Conceitual para Trabalhos de Asseguração, um trabalho 
só deve ser aceito pelo auditor quando ele considerar que as exigências éticas 
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relevantes de independência e competência serão atendidas e o trabalho em si 
apresentar todas as caraterísticas contidas no item 17 da Estrutura Conceitual, 
compreendendo:
• o objeto é apropriado;
• os critérios são apropriados e estão disponíveis aos usuários do trabalho;
• o auditor tem acesso irrestrito a todas as informações necessárias para fun-
damentar sua conclusão;
• sua conclusão será disponibilizada em um relatório por escrito; e
• o trabalho tem um propósito racional.
A NBC TA 210, considerados esses aspectos, é a norma do CFC que trata da res-
ponsabilidade do auditor independente em estabelecer os termos de um trabalho 
de auditoria com a administração e, quando apropriado, com os responsáveis pela 
governança.
Isso incluiconsiderar que existem certas condições prévias a um trabalho de 
auditoria, que são de responsabilidade da administração e, quando apropriado, dos 
responsáveis pela governança.
O objetivo do auditor independente é aceitar ou continuar um trabalho de audi-
toria somente quando as condições em que esse trabalho deve ser realizado foram 
estabelecidas por meio de:
a) determinação da existência das condições prévias a um trabalho de audito-
ria; e
b) confirmação de que há um entendimento comum entre o auditor indepen-
dente e a administração e, quando apropriado, com os responsáveis pela 
governança sobre os termos do trabalho de auditoria.
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Requisitos:
Os requisitos da NBC TA 210 estão relacionados com:
a) Condições prévias para aceitação do trabalho;
b) Acordos sobre os termos do trabalho;
c) Auditorias recorrentes;
d) Aceitação de mudança nos termos do trabalho;
e) Condições adicionais para aceitação do trabalho.
Condições Prévias para uma Auditoria
Para determinar se existem as condições prévias a um trabalho de auditoria, 
o auditor independente deve:
a) determinar se a estrutura de relatório financeiro a ser aplicada na elaboração 
das demonstrações contábeis é aceitável;
b) obter a concordância da administração de que ela reconhece e entende sua 
responsabilidade:
I – pela elaboração das demonstrações contábeis de acordo com a estrutura de 
relatório financeiro aplicável, incluindo, quando relevante, sua adequada apresen-
tação;
II – pelo controle interno que a administração determinou como necessário para 
permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorções relevantes, 
independentemente se causadas por fraude ou erro; e
III – fornecer ao auditor:
• acesso a todas as informações relevantes de que a administração tem co-
nhecimento para a elaboração das demonstrações contábeis, como registros, 
documentação e outros assuntos;
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• informações adicionais que o auditor pode solicitar da administração para fins 
da auditoria; e
• acesso irrestrito a pessoas da entidade que o auditor determina ser necessá-
rio para obter evidência de auditoria.
Veja a seguir a mapa mental que preparamos acerca das condições para aceita-
ção do trabalho pelo auditor.
determinar se a estrutura de relatório financeiro a ser aplicada na 
elaboração das DC é aceitável
concordância da administração quanto as suas responsabilidades 
pela elaboração das DC e pela manutenção do controle interno 
concordância da administração em fornecer ao auditor acesso às 
informações e às pessoas da entidade
Determinação da 
existência das 
condições prévias ao 
trabalho
Entendimento 
comumentre auditor 
e administração sobre 
os termos do trabalho
Condições para 
aceitação do trabalho
Limitação no Alcance da Auditoria antes da Aceitação do Trabalho
Se a administração ou os responsáveis pela governança impõem uma limitação 
no alcance do trabalho do auditor, nos termos de um trabalho de auditoria propos-
to, de modo que o auditor entenda que a limitação resultará na emissão de rela-
tório com abstenção de opinião sobre as demonstrações contábeis, o auditor não 
deve aceitar esse trabalho de natureza limitada como um trabalho de audito-
ria, a menos que exigido por lei ou regulamento.
Outros Fatores que Afetam a Aceitação de um Trabalho de Auditoria
O auditor também não deve aceitar o trabalho, caso não consiga obter a con-
cordância da administração de que ela reconhece e entende sua responsabilidade 
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pela elaboração das demonstrações contábeis de acordo com a estrutura de relató-
rio financeiro aplicável, incluindo, quando relevante, sua adequada apresentação; 
pelo controle interno que a administração determinou como necessário para permi-
tir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorções relevantes; e pelo 
fornecimento ao auditor de acesso às informações e pessoas da entidade.
Acordo sobre Termos do Trabalho de Auditoria
O auditor deve estabelecer como apropriado os termos do trabalho de auditoria 
com a administração e os responsáveis pela governança.
Os termos do trabalho de auditoria estabelecidos devem ser formalizados na 
carta de contratação de auditoria ou outra forma adequada de acordo por escrito 
que devem incluir:
• o objetivo e o alcance da auditoria das demonstrações contábeis;
• as responsabilidades do auditor;
• as responsabilidades da administração;
• a identificação da estrutura de relatório financeiro aplicável para a elaboração 
das demonstrações contábeis; e
• referência à forma e ao conteúdo esperados de quaisquer relatórios a serem 
emitidos pelo auditor e uma declaração de que existem circunstâncias em que 
um relatório pode ter forma e conteúdo diferente do esperado.
Se uma lei ou um regulamento prevê com detalhes suficientes os termos do 
trabalho de auditoria mencionados acima, o auditor não precisa formalizá-los em 
uma carta de contratação, exceto o fato de que essa lei ou regulamento se aplica e 
que a administração reconhece e entende suas responsabilidades.
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Auditoria Recorrente
Em auditorias recorrentes, o auditor deve avaliar se as circunstâncias requerem 
que os termos do trabalho de auditoria sejam revistos e se há necessidade de lem-
brar a entidade sobre os termos existentes do trabalho de auditoria.
O auditor pode decidir não enviar nova carta de contratação de auditoria ou 
outro acordo por escrito a cada período. Entretanto, pode ser apropriado revisar os 
termos ou lembrar a entidade sobre alguns aspectos relevantes, sobretudo quando 
há mudança recente da alta administração; mudança significativa no controle da 
entidade; mudança significativa na natureza ou tamanho da empresa; mudança 
nas exigências legais ou regulatórias; mudança na estrutura de relatório financeiro 
adotada na elaboração das demonstrações contábeis etc.
Aceitação de Mudança nos Termos do Trabalho de Auditoria
O auditor não deve concordar com uma mudança nos termos do trabalho de 
auditoria quando não há justificativa razoável para essa mudança. Uma mudança 
nas circunstâncias que afeta os requisitos da entidade ou um mal-entendido sobre 
a natureza do serviço originalmente solicitado pode ser consideradabase razoável 
para solicitar uma mudança no trabalho de auditoria.
Se, antes de concluir o trabalho de auditoria, o auditor for solicitado a mudar o 
alcance para um trabalho que forneça um menor nível de asseguração, o auditor 
deve determinar se há justificativa razoável para essa mudança.
Se os termos do trabalho de auditoria são alterados, o auditor e a administra-
ção devem concordar com os novos termos do trabalho e formalizá-los na carta de 
contratação ou outra forma adequada de acordo por escrito. Porém, cuidado, pois 
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se o auditor não concordar com a mudança dos termos do trabalho de auditoria 
e a administração não permitir que ele continue o trabalho de auditoria original, 
o auditor deve retirar-se do trabalho de auditoria, quando permitido por lei ou 
regulamento aplicável; e determinar se há alguma obrigação, contratual ou de ou-
tra forma, de relatar as circunstâncias a outras partes, como os responsáveis pela 
governança, proprietários ou reguladores.
Vamos exercitar!
Alerto que a quantidade de questões CESPE e FCC sobre os assuntos tratados 
nesta aula é relativamente pequena. Por esta razão, para que a quantidade de 
questões atendesse ao número mínimo de 50 itens/questões, que geralmente ado-
tamos em nossas aulas, incluí nos exercícios questões de outras bancas e de minha 
autoria.
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RESUMO
RESPONSABILIDADE LEGAL
• As responsabilidades do auditor independente estão restritas ao seu objetivo 
principal de expressar opinião sobre as demonstrações contábeis.
• O auditor não é responsável nem pode ser responsabilizado pela prevenção 
de fraudes e erros. Entretanto, deve planejar seu trabalho avaliando o ris-
co de sua ocorrência, de forma que tenha grande probabilidade de detectar 
aqueles que impliquem efeitos relevantes nas demonstrações contábeis.
• Quando o auditor detectar erros e fraudes tem a obrigação de comunicá-los à 
administração da entidade e sugerir medidas corretivas, informando sobre os 
possíveis efeitos em seu relatório, caso elas não sejam adotadas.
ÉTICA PROFISSIONAL
Princípios éticos a serem observados pelo auditor:
• integridade – ser franco e honesto em todos os relacionamentos profissio-
nais e comerciais;
• objetividade – não permitir que comportamento tendencioso, conflito de 
interesse ou influência indevida de outros afetem o julgamento profissional 
ou de negócio;
• competência profissional e devido zelo – manter o conhecimento e a 
habilidade profissionais no nível necessário para assegurar que o cliente ou 
empregador receba serviços profissionais competentes com base em acon-
tecimentos atuais referentes à prática, legislação e técnicas, e agir diligente-
mente e de acordo com as normas técnicas e profissionais aplicáveis;
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• sigilo profissional – respeitar o sigilo das informações obtidas em decor-
rência de relacionamentos profissionais e comerciais e, portanto, não divulgar 
nenhuma dessas informações a terceiros, a menos que haja algum direito ou 
dever legal ou profissional de divulgação, nem usar as informações para ob-
tenção de vantagem pessoal ilícita pelo auditor ou por terceiros;
• comportamento ou conduta profissional – cumprir as leis e os regula-
mentos pertinentes e evitar qualquer ação que desacredite a profissão.
CONTROLE INTERNO DE QUALIDADE
O objetivo da firma de auditoria é estabelecer e manter um sistema de controle 
de qualidade para obter segurança razoável que: a) a firma e seu pessoal cumprem 
as normas técnicas e as exigências regulatórias e legais aplicáveis; e b) os relató-
rios sobre demonstrações contábeis e demais relatórios emitidos pela firma e pelos 
sócios encarregados do trabalho são apropriados nas circunstâncias.
Elementos do sistema de controle de qualidade:
• responsabilidades da liderança pela qualidade na firma;
• exigências éticas relevantes;
• aceitação e continuidade do relacionamento com clientes e de trabalhos es-
pecíficos;
• recursos humanos;
• execução do trabalho;
• monitoramento.
Responsabilidade da liderança pela qualidade na firma. O presidente da 
firma (sócio-gerente ou equivalente) ou a diretoria executiva da firma deve assumir 
a responsabilidade final pelo sistema de controle de qualidade.
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Exigências éticas relevantes. A firma deve estabelecer políticas e procedi-
mentos para fornecer segurança razoável de que a firma e seu pessoal cumprem 
as exigências éticas relevantes. Alguns procedimentos:
• pelo menos uma vez por ano, a firma deve obter confirmação por escrito do 
cumprimento de suas políticas e procedimentos sobre independência de todo 
o pessoal da firma;
• definir salvaguardas para reduzir a ameaça de familiaridade a um nível acei-
tável ao usar o mesmo pessoal sênior em trabalho de asseguração por um 
período de tempo prolongado (ex: rodízio do sócio encarregado do trabalho e 
das pessoas responsáveis pela revisão do controle de qualidade do trabalho, 
após o período de 5 anos).
Aceitação e Continuidade do Relacionamento com Clientes
A firma deve estabelecer políticas e procedimentos para a aceitação e continui-
dade do relacionamento com clientes e de trabalhos específicos, projetados para 
fornecer à firma segurança razoável de que aceitará ou continuará esses relacio-
namentos e trabalhos, apenas nos casos em que a firma: a) é competente para 
executar o trabalho e possui habilidades, incluindo tempo e recursos, para isso; b) 
consegue cumprir as exigências éticas relevantes; e c) considerou a integridade do 
cliente.
Execução do Trabalho
A revisão do controle de qualidade do trabalho deve ser concluída até a data do 
relatório para garantir a sua adequação e deve incluir a: a) discussão de assuntos 
significativos com o sócio encarregado do trabalho; b) revisão das demonstrações 
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contábeis ou outras informações sobre objeto e o relatório proposto; c) revisão da 
documentação do trabalho selecionada relativa a julgamentos significativos feitos 
pela equipe de trabalho e das conclusões obtidas; e d) avaliação das conclusões 
obtidas para elaboração do relatório e consideração se esse relatório proposto é 
apropriado.
Revisor do Controle de Qualidade
Pode ser o sócio, ou outro profissional da firma, uma pessoa externa adequada-
mente qualificada, ou uma equipe composta por essas pessoas, desse que: nenhu-
ma delas tenha feito parte da equipe de trabalho cujo controle está sendo revisado 
e o revisor possua experiência e autoridade suficientes e apropriadas.
Monitoramento
O monitoramento é contínuo e compreende a inspeção posterior de uma amos-
tra de trabalhos (pelo menos, um trabalho concluído para cada sócio encarregado 
de trabalho). O responsável pelo monitoramento pode ser um ou mais sócios, ou 
outras pessoas com experiência e autoridade suficientes e apropriadas na firma de 
auditoria para assumir essa responsabilidade. Não pode fazer parte da equipe de 
inspeção alguém que tenha executado o trabalho nem revisado o controle de qua-
lidade do trabalho.
INDEPENDÊNCIA – NBC PA 290
A independência do auditor compreende:
a) Independência de pensamento que corresponde à postura que permite a apre-
sentação de conclusão que não sofra efeitos de influências que comprometam 
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o julgamento profissional, permitindo que a pessoa atue com integridade, 
objetividade e ceticismo profissional; e
b) Aparência de independência que significa evitar fatos e circunstâncias que 
sejam tão significativos a ponto de que um terceiro com experiência, conhe-
cimento e bom senso provavelmente concluiria, ponderando todos os fatos e 
circunstâncias específicas, que a integridade, a objetividade ou o ceticismo 
profissional da firma, ou de membro da equipe de auditoria ficaram compro-
metidos.
Sequência das providências a serem adotadas pelos auditores:
1º - identificar ameaças à independência;
2º - avaliar a importância das ameaças identificadas;
3º - aplicar salvaguardas, quando necessário, para eliminar as ameaças ou re-
duzi-las a um nível aceitável.
Quando o auditor avalia que salvaguardas apropriadas não estão disponíveis ou 
não podem ser aplicadas para eliminar as ameaças ou reduzi-las a um nível aceitá-
vel, o auditor deve eliminar a circunstância ou relacionamento que cria as ameaças, 
declinar ou descontinuar o trabalho de auditoria.
As ameaças se enquadram em uma ou mais de uma das categorias a seguir:
a) ameaça de interesse próprio é a ameaça de que interesse financeiro ou 
outro interesse influenciará de forma não apropriada o julgamento ou o comporta-
mento do auditor;
b) ameaça de autorrevisão é a ameaça de que o auditor não avaliará apro-
priadamente os resultados de julgamento dado ou serviço prestado anteriormente 
por ele, ou por outra pessoa da firma dele, nos quais o auditor confiará para formar 
um julgamento como parte da prestação do serviço atual;
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c) ameaça de defesa de interesse do cliente é a ameaça de que o auditor 
promoverá ou defenderá a posição de seu cliente a ponto em que a sua objetivida-
de fique comprometida;
d) ameaça de familiaridade é a ameaça de que, devido ao relacionamento 
longo ou próximo com o cliente, o auditor tornar-se-á solidário aos interesses dele 
ou aceitará seu trabalho sem muito questionamento;
e) ameaça de intimidação é a ameaça de que o auditor será dissuadido de 
agir objetivamente em decorrência de pressões reais ou aparentes, incluindo ten-
tativas de exercer influência indevida sobre o auditor.
CONCORDÂNCIA COM OS TERMOS DO TRABALHO DE AUDITORIA
O auditor somente deve aceitar realizar uma auditoria se:
• o objeto é apropriado;
• os critérios são apropriados e estão disponíveis aos usuários do trabalho;
• o auditor tem acesso irrestrito a todas as informações necessárias para fun-
damentar sua conclusão;
• sua conclusão será disponibilizada em um relatório por escrito; e
• o trabalho tem um propósito racional.
O objetivo do auditor independente é aceitar ou continuar um trabalho de audi-
toria somente quando as condições em que esse trabalho deve ser realizado foram 
estabelecidas por meio de:
a) determinação da existência das condições prévias a um trabalho de auditoria 
(estrutura de relatório financeiro aplicável; obter a concordância da adminis-
tração de que ela reconhece e entende suas responsabilidades); e
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b) confirmação de que há um entendimento comum entre o auditor indepen-
dente e a administração e, quando apropriado, com os responsáveis pela 
governança sobre os termos do trabalho de auditoria.
Limitação no alcance da auditoria antes da aceitação do trabalho. Se 
a administração ou os responsáveis pela governança impõem uma limitação no 
alcance do trabalho do auditor, nos termos de um trabalho de auditoria proposto, 
de modo que o auditor entenda que a limitação resultará na emissão de relatório 
com abstenção de opinião sobre as demonstrações contábeis, o auditor não deve 
aceitar esse trabalho de natureza limitada como um trabalho de auditoria, 
a menos que exigido por lei ou regulamento.
Acordo sobre termos do trabalho de auditoria. Os termos do trabalho de 
auditoria estabelecidos devem ser formalizados na carta de contratação de audi-
toria ou outra forma adequada de acordo por escrito que devem incluir, entre ou-
tros, o objetivo e o alcance da auditoria das demonstrações contábeis; as respon-
sabilidades do auditor e da administração e a identificação da estrutura de relatório 
financeiro aplicável para a elaboração das demonstrações contábeis.
Fim da aula!
Bons estudos e até a próxima aula.
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QUESTÕES DE CONCURSO
Questão 1 (FCC/TRT/24ª REGIÃO/2011) O Código de Ética Profissional do Conta-
bilista, bem como as NBC-PAs (Normas Profissionais do Auditor Independente), es-
tabelecem princípios fundamentais de ética profissional relevantes para o auditor, 
quando da condução de auditoria de demonstrações contábeis, e fornece estrutura 
conceitual para a aplicação desses princípios, que estão em linhacom os princípios 
fundamentais, cujo cumprimento pelo auditor é exigido pelo Código IFAC (Interna-
tional Federation of Accountants). Tais princípios são:
a) perspicácia, objetividade, competência e zelo profissional, confidencialidade.
b) perspicácia, subjetividade, competência e zelo profissional, confidencialidade, 
conduta profissional.
c) integridade, subjetividade, zelo profissional, confidencialidade, conduta profis-
sional.
d) integridade, objetividade, competência e zelo profissional, confidencialidade, 
conduta profissional.
e) perspicácia, competência e zelo profissional, transparência, conduta profissional.
Questão 2 (FCC/TRF/1ª REGIÃO/2011) É prática ética do auditor
a) guardar sigilo das informações que obteve para realização da auditoria das de-
monstrações contábeis, dando divulgações dessas informações somente nas situa-
ções em que a lei ou as normas de auditoria permitam.
b) auditar empresa na qual sua prima de segundo grau é diretora financeira e ad-
ministrativa, desde que declare no relatório de auditoria a existência dessa parte 
relacionada.
c) realizar auditoria de demonstrações contábeis de companhia aberta, desde que 
tenha no mínimo o registro no CRC, como contador.
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d) conduzir os trabalhos de auditoria de forma a não repetir os procedimentos 
aplicados no ano anterior, para contas nas quais não foram encontradas irregulari-
dades, reduzindo assim o número de contas a serem auditadas.
e) aviltar honorários com a justificativa de manutenção do cliente, do quadro de 
funcionários da firma e da sua estrutura administrativa.
Questão 3 (FCC/CÂMARA DOS DEPUTADOS/2007) Considera-se conduta (s) éti-
ca (s) do auditor com relação a seu trabalho:
a) utilizar informações obtidas na realização do trabalho de auditoria para decidir o 
momento de comprar ações da empresa na bolsa de valores.
b) divulgar negócios estratégicos da empresa para permitir que os acionistas e de-
mais interessados do mercado saibam como os negócios estão sendo conduzidos.
c) guardar informações que sejam consideradas pela legislação societária relevan-
tes para o mercado acionário.
d) aplicar procedimentos contábeis que melhorem os valores dos ativos e reconhe-
ça somente as exigibilidades, deixando as incertezas sem registrar.
e) manter sigilo profissional das informações a que tiver acesso, somente disponi-
bilizando mediante ordem judicial.
Questão 4 (FCC/ASSEMB.LEG/PE/2014) De acordo com as Normas Brasileiras de 
Auditoria, entre os princípios fundamentais de ética profissional relevantes para o 
auditor quando da condução de auditoria de demonstrações contábeis, figura a
a) publicidade.
b) fidedignidade.
c) legalidade.
d) oportunidade.
e) integridade.
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Questão 5 (FCC/TRT/20ªREG/ANALISTA/2012) Dentre outros, são princípios 
fundamentais de ética profissional relevantes para o Auditor quando da condução 
de auditoria de demonstrações contábeis:
a) formalismo e confiabilidade.
b) integridade e pessoalidade.
c) confidencialidade e motivação.
d) formalismo e objetividade.
e) integridade e objetividade.
Questão 6 (FCC/TCE/RS/AUDITOR/2014) Os manuais, de uma maneira geral, 
definem auditoria como um exame analítico e pericial das operações contábeis, 
desde o início até o balanço. Nos termos da NBC TA 200, o objetivo da auditoria é
a) controlar os procedimentos contábeis para evitar que informações de interesse 
da instituição auditada sejam divulgados.
b) aumentar o grau de confiança das demonstrações contábeis por parte dos usu-
ários.
c) estabelecer metodologia para ação integrada de todos os setores da instituição 
auditada.
d) apurar e consolidar irregularidades contábeis em relatório para subsidiar even-
tual investigação de ilícitos administrativos e penais.
e) levantar informações suficientes e adequadas que permitam comparar as metas 
fixadas com os resultados alcançados.
Questão 7 (ESAF/ICMS/CE/2006) O programa de controle de qualidade deve ser 
estabelecido de acordo com a estrutura da equipe técnica do auditor e a comple-
xidade dos serviços; assim, se o auditor não possuir equipe, em trabalho desta 
natureza:
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a) não poderá aceitar o trabalho visto ser de fundamental importância à existência 
de estrutura técnica da equipe.
b) terá limitação na execução de parte do trabalho, tendo de compor parceria com 
firma de auditoria maior.
c) o controle de qualidade é inerente à qualificação profissional do auditor, a qual 
confirmará sua competência para a execução do trabalho.
d) o auditor deverá de forma obrigatória constar de seu parecer a limitação da 
equipe técnica, ficando sob sua responsabilidade os trabalhos.
e) a qualidade do trabalho fica sempre comprometida, sendo passível de punição 
ética pelo Conselho Federal de Contabilidade.
Questão 8 (FGV/ICMS/RIO/2011) Considerando o que determina o Conselho Fe-
deral de Contabilidade, assinale a alternativa correta.
a) pessoa externa qualificada é uma pessoa de dentro da firma com competência e 
habilidades que poderia atuar como sócio encarregado do trabalho.
b) pelo menos uma vez a cada seis meses, a firma deve obter confirmação por 
escrito do cumprimento de suas políticas e procedimentos sobre independência de 
todo o pessoal da firma, que precisa ser independente por exigências éticas rele-
vantes.
c) no caso específico de trabalho de auditoria, o período de retenção seria normal-
mente de pelo menos quatro anos, a partir da data do relatório do auditor inde-
pendente ou, se superior, da data do relatório do auditor independente do grupo. 
A documentação do trabalho é de propriedade da firma. A firma pode, a seu critério 
disponibilizar partes ou trechos da documentação do trabalho aos clientes, desde 
que essa divulgação não prejudique a validade do trabalho realizado ou, no caso de 
trabalhos de asseguração, a independência da firma ou do seu pessoal.
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d) equipe de trabalho são os sócios e o quadro técnico envolvidos no trabalho e 
quaisquer pessoas contratadas pela firma ou uma firma da mesma rede para exe-
cutar procedimentos do trabalho. Isso exclui especialistas externos contratados 
pela firma ou por firma da mesma rede.
e) recomenda-se,com vistas à manutenção da qualidade (independência), que 
seja efetuado o rodízio do sócio do trabalho após o período de três anos.
Questão 9 (FCC/TCM/PA/2010) Em relação à supervisão e ao controle de qualida-
de da auditoria independente, considere:
I – O auditor independente deve evitar o rodízio do pessoal responsável pela 
execução dos serviços na entidade auditada, uma vez que a permanência do 
pessoal gera ganhos no trabalho a ser executado devido à experiência acu-
mulada pela equipe.
II – Os auditores independentes − empresas ou profissionais autônomos − de-
vem implantar e manter regras e procedimentos de supervisão e controle 
interno de qualidade, que garantam a qualidade dos serviços executados.
III – As regras e os procedimentos devem ser colocados à disposição do Conselho 
Federal de Contabilidade para fins de acompanhamento e fiscalização, bem 
como dos organismos reguladores de atividades do mercado, com vistas ao 
seu conhecimento e acompanhamento, e dos próprios clientes, como afirma-
ção de transparência.
IV – Para os clientes que envolvam maiores riscos, o auditor deve indicar apenas 
um responsável técnico quando da aceitação ou da retenção dos mesmos, da 
revisão do planejamento, da discussão dos assuntos críticos durante a fase 
de execução dos trabalhos e quando do seu encerramento.
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Está correto o que se afirma APENAS em
a) I e IV.
b) III e IV.
c) I e II.
d) II e III.
e) I e III.
Questão 10 (ESAF/CVM/2010) O responsável pela revisão da qualidade dos tra-
balhos de auditoria deve realizar uma avaliação objetiva dos julgamentos significa-
tivos levando em conta os seguintes aspectos, exceto:
a) avaliação das conclusões atingidas ao elaborar o relatório e considerar se o re-
latório é apropriado.
b) discussão de assuntos significativos com o encarregado do trabalho.
c) revisão da documentação selecionada de auditoria relativa aos julgamentos sig-
nificativos feitos pela equipe de trabalho e das conclusões obtidas.
d) revisão das demonstrações contábeis e do relatório proposto.
e) discussão do julgamento e relatório com a direção da entidade auditada.
Questão 11 (FGV/SEFAZ/AP/AUDITOR/2010) De acordo com a norma relativa ao 
controle de qualidade da auditoria das demonstrações contábeis, o revisor do con-
trole de qualidade do trabalho deve realizar uma avaliação objetiva dos julgamen-
tos feitos pela equipe de trabalho e as conclusões atingidas ao elaborar o relatório. 
Essa avaliação deve envolver:
a) a discussão de todos os assuntos com o sócio encarregado do trabalho.
b) a revisão do plano de contas e dos sistemas contábeis e financeiros, bem como 
do relatório proposto.
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c) a revisão da documentação preparada pela auditoria relativa a todos os exames 
relevantes feitos pela equipe de trabalho.
d) a avaliação do planejamento da auditoria, o relatório preliminar e a considera-
ção se o relatório é apropriado.
e) a revisão da documentação selecionada pela auditoria relativa aos julgamentos 
significativos feitos pela equipe de trabalho e das conclusões obtidas.
Questão 12 (ESAF/AFRFB/2012) A Revisão do Controle de Qualidade do Trabalho 
é desenhada para fornecer uma avaliação objetiva, na data, ou antes da data, do 
relatório, dos julgamentos significativos feitos pela equipe de trabalho e das conclu-
sões a que se chegou durante a elaboração do relatório. Essa revisão deve ser feita
a) por profissional qualificado e que tenha participado do processo de auditoria.
b) somente por profissional da firma que efetuou a auditoria e desde que não tenha 
participado do trabalho.
c) após a entrega do relatório de auditoria ao cliente, permitindo a avaliação de 
todo o trabalho, inclusive os eventos subsequentes.
d) somente por profissional externo a firma de auditoria e desde que tenha as qua-
lificações requisitadas.
e) também pelas firmas de auditoria de pequeno porte, podendo ser utilizado pro-
fissionais externos, desde que tenham as qualificações necessárias.
Questão 13 (ESAF/AFRFB/2014) É correto afirmar que:
1) a firma de auditoria tem por obrigação estabelecer e manter sistema de con-
trole de qualidade para obter segurança razoável que a firma e seu pessoal 
cumprem com as normas profissionais e técnicas e as exigências legais e re-
gulatórias aplicáveis.
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2) a firma de auditoria deve estabelecer e manter sistema de controle de quali-
dade para obter segurança razoável que os relatórios emitidos pela firma ou 
pelos sócios do trabalho são apropriados nas circunstâncias.
3) o objetivo do auditor é implementar procedimentos de controle de qualidade 
no nível do trabalho que forneçam ao auditor segurança razoável de que a au-
ditoria está de acordo com normas profissionais e técnicas e exigências legais 
e regulatórias aplicáveis.
a) Todas são falsas.
b) Somente 1 e 2 são verdadeiras.
c) Somente a 3 é verdadeira.
d) Somente a 2 é falsa.
e) Todas são verdadeiras.
Questão 14 (FGV/CUIABÁ/FISCAL/2014) Sobre a revisão do controle de qualida-
de do trabalho de auditoria, assinale a afirmativa correta.
a) é o processo que fornece uma avaliação subjetiva dos julgamentos feitos pela 
equipe de trabalho.
b) deve ser feita em até 30 dias após a data do relatório.
c) é realizada apenas em companhias abertas.
d) o profissional mais experiente da equipe de trabalho é designado revisor de 
controle de qualidade.
e) os especialistas externos contratados pela firma não fazem parte da equipe de 
trabalho.
Questão 15 (FGV/RECIFE/ACI/2014) O sistema de controle de qualidade inclui 
políticas e procedimentos que tratam dos seguintes elementos:
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I – responsabilidades da liderança pela qualidade na firma;
II – exigências éticas relevantes;
III – aceitação e continuidade de relacionamentos com clientes e trabalhos espe-
cíficos;
IV – recursos humanos;
V – execução do trabalho.
Assinale:
a) se somente os elementos III e V estiverem corretos.
b) se somente os elementos I e II estiverem corretos.
c) se somente os elementos II, III e IV estiverem corretos.
d) se somente os elementos III, IV e V estiverem corretos.
e) se todos os elementos estiverem corretos.
Questão 16 (CESPE/TCE/PR/ANALISTA/2016)Nas empresas de auditoria, o mo-
nitoramento destina-se a garantir que o controle de qualidade seja efetivo. Para 
concretizar esse objetivo, o(s) responsável(is) pela execução do monitoramento 
deve(m)
a) requerer que as pessoas que executarão a revisão do controle de qualidade de 
determinados trabalhos não sejam envolvidas na inspeção desses mesmos traba-
lhos.
b) comunicar os requisitos de independência da empresa a seu pessoal e, quando 
aplicável, a outras pessoas sujeitas a ela.
c) identificar e avaliar circunstâncias e relações que criem ameaças à independên-
cia, e tomar as medidas apropriadas.
d) aplicar medidas disciplinares contra aqueles que deixarem de cumprir políticas 
e procedimentos da empresa, especialmente os reincidentes.
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e) tratar de maneira apropriada as reclamações e alegações de que o trabalho re-
alizado pela empresa não está de acordo com as normas técnicas.
Questão 17 (CESPE/SDS/PE/CONTÁBEIS/2016) O revisor do controle de quali-
dade do trabalho da auditoria deve, para o trabalho de auditoria realizado, docu-
mentar
a) procedimentos exigidos pelas políticas da firma sobre o controle de qualidade.
b) as conclusões sobre o cumprimento dos requisitos de independência.
c) as conclusões acerca da aceitação e continuidade de relacionamentos com clien-
tes.
d) a natureza e o alcance das consultas, bem como as conclusões delas resultan-
tes.
e) assuntos referentes ao cumprimento das exigências éticas relevantes.
Questão 18 (CESPE/AFTE/SEFAZ/RS/2019) A revisão da qualidade dos trabalhos 
de auditoria é um processo que visa fornecer, na data do relatório, ou antes, uma 
avaliação objetiva dos julgamentos relevantes feitos pela equipe de trabalho e das 
conclusões atingidas ao se elaborar o relatório. Esse trabalho deve ser realizado por
a) membro da equipe de auditoria especialmente designado para esse fim.
b) pessoa especialmente designada pela empresa auditada e com a devida quali-
ficação técnica.
c) sócio da empresa de auditoria ou pelo auditor chefe da equipe que realizou a 
auditoria.
d) sócio ou outro profissional da firma de auditoria, ou pessoa externa qualificada, 
ou equipe formada por essas pessoas, nenhuma delas envolvida na auditoria.
e) profissional de contabilidade devidamente qualificado e certificado e que não 
tenha participado ou interagido de qualquer forma com os trabalhos de auditoria, 
ainda que integrante da empresa auditada.
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Questão 19 (INÉDITA/2019) A respeito do controle de qualidade da firma de au-
ditoria independente das demonstrações contábeis, analise as afirmativas a seguir.
I – Pelo menos uma vez por ano, a firma deve obter confirmação por escrito 
do cumprimento de suas políticas e procedimentos sobre independência de 
todo o pessoal da firma, que precisa ser independente por exigências éticas 
relevantes.
II – Revisão do controle de qualidade do trabalho é o processo projetado para 
fornecer uma avaliação objetiva, antes ou depois da data do relatório do 
auditor, dos julgamentos relevantes feitos pela equipe do trabalho e das con-
clusões obtidas ao elaborar o relatório.
III – Monitoramento é o processo que consiste na contínua consideração e ava-
liação do sistema de controle de qualidade da firma, incluindo a inspeção 
periódica de uma seleção de trabalhos concluídos, projetados para fornecer 
à firma segurança razoável de que seu sistema de controle de qualidade está 
operando de maneira efetiva.
Estão corretas somente as afirmativas
a) I.
b) I e III.
c) II e III.
d) I e II.
e) I, II e III.
Questão 20 (FCC/ISS/MANAUS/2019) Neste trabalho estabeleceu-se uma pro-
posta de um prazo “ótimo” para o regime de rodízio mandatório de firmas de au-
ditoria no Brasil. Esta é uma questão de especial interesse para reguladores de 
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mercado, dada a escassez de estudos nessa linha, além de ter impactos sobre toda 
discussão acerca da adoção da regra (...).
Através da aplicação empírica de um modelo que incorpora os principais pressupos-
tos acerca do impacto do tempo de relacionamento auditor-auditado (tenure) na 
qualidade de auditoria, estimou-se que o prazo “ótimo” para o rodízio de firmas de 
auditoria no Brasil é 5,7 anos (...).
(ALMEIDA, Patrícia Romualdo de; CARVALHO, Luis Nelson Guedes de; BRAUNBECK, Guilhermo 
Oscar. Um Prazo Ótimo para Rodízio de Firmas de Auditoria no Brasil. In: XVIII Usp International 
Conference in Accounting, 2018, São Paulo. Anais. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2018.
Disponível:https://congressousp.fipecafi.org/anais/Anais2018/apresentacao.html. Acesso: 
20/03/2019. Com adaptações.)
A regulação posta pela NBC PA 01 - Controle de Qualidade para Firmas (Pessoas 
Jurídicas e Físicas) de Auditores Independentes
a) difere da conclusão dos autores do estudo, posto que o estudo de tempo de re-
lacionamento (tenure) não pode exceder 3 anos.
b) difere da conclusão dos autores do estudo, posto que prevê que o rodízio de 
firmas ocorra após 8 anos.
c) é similar à conclusão dos autores do estudo, posto que prevê que o rodízio de 
firmas ocorra após 5 anos.
d) é similar à conclusão dos autores do estudo, posto que prevê que o rodízio de 
firmas ocorra após estudo de tempo de relacionamento (tenure).
e) difere da conclusão dos autores do estudo, posto que não prevê o rodízio da 
firma, mas dos profissionais envolvidos, incluindo o sócio encarregado.
Questão 21 (FCC/ISS/MANAUS/2019) Acerca da NBC PA 11, que regula a “revi-
são externa de qualidade pelos pares”, é correto afirmar que:
a) aplica-se exclusivamente ao auditor com registro na CVM.
b) o revisado é o auditor contratado para realização dos trabalhos de revisão.
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c) são estimuladas as revisões recíprocas entre auditores independentes (pessoas 
físicas e jurídicas).
d) o auditor somente pode atuar como revisor caso não tenha executado trabalhos 
de auditoria independente nos últimos 2 anos anteriores ao da revisão que preten-
de fazer.
e) é vedado ao revisor comunicar e discutir os resultados da revisão com a admi-
nistração do revisado.
Questão 22 (FCC/ISS/SÃO PAULO/2012) A independência do auditor externo da 
empresa Aquisição S.A. é comprometida pelas situações:
I –A empresa Aquisição S.A. comprou a empresa Ágile S.A.. A firma de audito-
ria da adquirente é a mesma que realizou os trabalhos de due dilligence da 
empresa Aquisição S.A. e de consultoria tributária no ano da aquisição para 
a empresa Ágile.
II – O diretor financeiro da empresa Ágile S.A. é primo em segundo grau do dire-
tor presidente da empresa Aquisição S.A.
III – A firma de auditoria indica escritórios de advocacia para a empresa Aquisição 
S.A. em suas contingências tributárias.
Afeta a independência do auditor externo o que consta em
a) II, apenas.
b) I, II e III.
c) I, apenas.
d) II e III, apenas.
e) III, apenas.
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Questão 23 (FCC/TRT/6ª REG/ANALISTA/2012) Antonius, auditor externo da 
empresa Albatroz S.A. conseguiu um novo contrato para a sua firma, por meio do 
diretor financeiro da Albatroz, seu primo de segundo grau, que será o sócio respon-
sável pela auditoria. Em relação ao código de ética dos auditores e as normas de 
independência, é correto afirmar que este trabalho
a) deve ser recusado pelo auditor, pois fere as normas de independência da audi-
toria.
b) pode ser efetuado, visto que as normas consideram falta de independência re-
lacionamentos com grau de parentesco até primeiro grau.
c) pode ser realizado, desde que o Antonius declare o parentesco com o diretor 
financeiro e declare formalmente por meio de carta sua independência.
d) será considerado nulo, uma vez que fere aos princípios éticos e legais da pro-
fissão.
e) não caracteriza falta de independência, desde que o órgão fiscalizador (CFC/
CRC) não o identifique.
Questão 24 (FCC/TRT/4ª REGIÃO/2011) O auditor pode:
a) realizar auditoria em empresa na qual seu pai exerça cargo de diretor.
b) trabalhar em empresa cliente, desde que decorridos 360 dias de seu desliga-
mento da firma de auditoria.
c) exercer julgamento profissional ao planejar e executar a auditoria de demons-
trações contábeis.
d) executar trabalhos de auditoria, desde que tenha formação em contabilidade ou 
administração.
e) ser responsabilizado pela não detecção de distorções, ainda que não sejam re-
levantes para as demonstrações contábeis como um todo.
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Questão 25 (ESAF/CVM/2010) Visando manter a qualidade e a credibilidade do 
seu trabalho, ao identificar ameaças que possam comprometer a sua independên-
cia, o auditor deve tomar a seguinte providência:
a) comunicar a direção da entidade auditada, para que sejam tomadas as provi-
dências necessárias à sua eliminação.
b) aplicar as salvaguardas adequadas, para eliminar as ameaças ou reduzi-las a 
um nível aceitável, documentando-as.
c) propor aos responsáveis pela entidade de auditoria a supressão das ameaças 
mediante acordo entre as entidades.
d) documentar as ameaças e comunicá-las aos órgãos de supervisão e controle do 
setor em que atua a entidade auditada.
e) eliminar as ameaças mediante comunicação aos responsáveis pela governança 
da entidade auditada e fazer constar tais providências no seu parecer.
Questão 26 (ESAF/CVM/2010) Assinale a opção que indica uma ação capaz de 
eliminar a perda de independência da entidade de auditoria por interesse financeiro 
direto.
a) fazer constar nos relatórios produzidos o tipo de interesse financeiro, a extensão 
desse interesse.
b) encerrar o trabalho de auditoria ou transferi-lo a outra entidade.
c) alienar o interesse financeiro direto antes de a pessoa física tornar-se membro 
da equipe de auditoria.
d) alienar o interesse financeiro ou transferi-lo temporariamente até a conclusão 
dos trabalhos.
e) comunicar às entidades de supervisão e controle a existência desse interesse e 
aguardar pronunciamento.
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Questão 27 (FUNCAB/VÁRZEA GRANDE/2011) De acordo com a Norma de Audi-
toria a respeito da independência do profissional de auditoria, aprovada pela Reso-
lução CFC n. 1.311/10, é correto afirmar que o Auditor necessita manter:
a) independência de pensamento, ou seja, deve evitar fatos e circunstâncias que 
possam levar qualquer indivíduo a concluir que foram comprometidos a integrida-
de, a objetividade ou o ceticismo profissional da firma, ou de um membro da equipe 
de auditoria.
b) aparência de independência, ou seja, evitar fatos e circunstâncias significativos 
a ponto de que um terceiro com experiência, conhecimento e bom senso concluiria 
que há integridade, sendo secundária a independência de pensamento.
c) independência de pensamento, ou seja, mantendo uma postura tal que suas 
conclusões não sofram influências que comprometam seu julgamento profissional, 
sendo secundária a aparência de independência.
d) aparência de independência, ou seja, suas conclusões não sofram efeito de in-
fluências que comprometam seu julgamento profissional e reflitam a integridade 
de sua atuação.
e) aparência de independência e postura que permitam a apresentação de con-
clusão que não sofra efeito de influências que comprometam o julgamento pro-
fissional, permitindo que a pessoa atue com integridade, objetividade e ceticismo 
profissional.
Questão 28 (ESAF/AFRFB/2012) A empresa Betume S.A. é uma empresa de inte-
resse público que vem sendo auditada pela empresa Justos Auditores Independen-
tes, pelo mesmo sócio-principal há sete anos. Considerando a NBC PA 290, deve a 
firma de auditoria externa
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a) ser substituída por outra, não podendo retornar a fazer a auditoria da empresa 
no prazo de dez anos.
b) fazer a substituição desse sócio-principal, podendo o mesmo retornar a fazer 
trabalhos de auditoria nessa companhia somente após cinco anos.
c) substituir toda a equipe de auditoria, podendo retornar aos trabalhos nessa 
companhia, decorridos no mínimo três anos.
d) trocar o sócio-principal e demais sócios-chave do trabalho, podendo retornar a 
fazer auditoria após decorrido o prazo de dois anos.
e) comunicar ao cliente a manutenção do sócio-principal, ficando a cargo do órgão 
regulador a determinação ou não da substituição.
Questão 29 (FUNCAB/MPE/RO/2012) Qual das seguintes opções está de acordo 
com as normas de auditoria?
a) é necessário que todos os membros das equipes de auditoria tenham indepen-
dência de pensamento em relação ao órgão e às pessoas quetrabalham no órgão 
em que está sendo executada a auditoria, assim como se exige deles que aparen-
tem ter independência.
b) é necessário que o chefe das equipes de auditoria tenha independência de pen-
samento em relação ao órgão e às pessoas que trabalham no órgão em que está 
sendo executada a auditoria, assim como se exige dele que aparente ter indepen-
dência, enquanto para o restante da equipe é exigido apenas que tenham indepen-
dência de pensamento.
c) é necessário que todos os membros das equipes de auditoria tenham indepen-
dência de pensamento em relação ao órgão e às pessoas que trabalham no órgão 
em que está sendo executada a auditoria, sendo apenas desejável que aparentem 
ter independência.
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d) é necessário que todos os membros das equipes de auditoria tenham indepen-
dência de pensamento em relação ao órgão e às pessoas que trabalham no órgão 
em que está sendo executada a auditoria, e tal conceito não envolve a aparência 
de independência.
e) no ambiente governamental, as exigências de independência do auditor não são 
aplicáveis em decorrência da estrutura de pessoal com pouca renovação e, em ge-
ral, com um quantitativo reduzido.
Questão 30 (FUNDATEC/RS/AUDITOR/2014) De acordo com a NBC PA 290 – In-
dependência – Trabalhos de Auditoria e Revisão, as ameaças à Independência do 
Auditor se enquadram nas categorias a seguir, exceto:
a) interesse próprio ocorre quando o interesse financeiro ou outro interesse in-
fluenciará de forma não apropriada o julgamento ou comportamento do auditor.
b) autorrevisão ameaça que o auditor não avaliará apropriadamente os como por 
outra pessoa da firma dele, nos quais o auditor confiará para formar um julgamento 
como parte da prestação do serviço atual.
c) defesa de interesse do cliente é a ameaça de que o auditor promoverá ou de-
fenderá a posição de seu cliente a ponto em que a sua objetividade fique compro-
metida.
d) familiaridade é a ameaça de que, devido ao relacionamento longo ou próximo 
com o cliente, o auditor tornar-se-á solidário aos interesses dele ou aceitará seu 
trabalho sem muito questionamento.
e) integridade é a ameaça de que o auditor será dissuadido de agir com honestida-
de em decorrência de pressões reais ou aparentes, incluindo tentativas de exercer 
influência indevida sobre o auditor.
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Questão 31 (FGV/ICMS/RIO/2011) Considerando o que determina o Conselho 
Federal de Contabilidade, assinale a alternativa correta.
a) pessoa externa qualificada é uma pessoa de dentro da firma com competência e 
habilidades que poderia atuar como sócio encarregado do trabalho.
b) pelo menos uma vez a cada seis meses, a firma deve obter confirmação por 
escrito do cumprimento de suas políticas e procedimentos sobre independência de 
todo o pessoal da firma, que precisa ser independente por exigências éticas rele-
vantes.
c) no caso específico de trabalho de auditoria, o período de retenção seria normal-
mente de pelo menos quatro anos, a partir da data do relatório do auditor inde-
pendente ou, se superior, da data do relatório do auditor independente do grupo. 
A documentação do trabalho é de propriedade da firma. A firma pode, a seu critério 
disponibilizar partes ou trechos da documentação do trabalho aos clientes, desde 
que essa divulgação não prejudique a validade do trabalho realizado ou, no caso de 
trabalhos de asseguração, a independência da firma ou do seu pessoal.
d) equipe de trabalho são os sócios e o quadro técnico envolvidos no trabalho e 
quaisquer pessoas contratadas pela firma ou uma firma da mesma rede para exe-
cutar procedimentos do trabalho. Isso exclui especialistas externos contratados 
pela firma ou por firma da mesma rede.
e) recomenda-se, com vistas à manutenção da qualidade (independência), que 
seja efetuado o rodízio do sócio do trabalho após o período de três anos.
Questão 32 (FGV/TCM-SP/2015) a partir de um contrato que prevê execução de 
auditoria por cinco anos. Um dos auditores, ao executar o trabalho de auditoria ini-
cial nessa entidade, atestou argumentos apresentados pela empresa auditada de 
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tal forma a indicar comprometimento da objetividade do seu trabalho. O posiciona-
mento do auditor constitui ameaça à independência em decorrência de:
a) autorrevisão do trabalho;
b) defesa de interesse do cliente;
c) familiaridade;
d) intimidação profissional;
e) interesse próprio.
Questão 33 (UFPR/UFPR/AUDITOR/2018) Com base nos aspectos pertinentes à 
independência, consubstanciados nas NBC-PA, se um auditor independente for de-
signado para auditar uma empresa onde sua esposa trabalhou como gerente admi-
nistrativo-financeira há um ano, ele deverá:
a) comunicar o cliente e renunciar.
b) recusar o trabalho.
c) comunicar o sócio da firma de auditoria e renunciar.
d) efetuar o trabalho.
e) comunicar o cliente.
Questão 34 (UFPR/UFPR/AUDITOR/2018) Determinadas situações caracterizam 
a perda de independência da firma de auditoria em relação à entidade para a qual 
está sendo prestado o trabalho de asseguração. Se um membro da equipe ou algum 
membro imediato da família tem interesse financeiro direto ou indireto relevante 
no cliente de asseguração, é criada a ameaça de interesse próprio. Nesse contex-
to, assinale a alternativa INCORRETA em relação às salvaguardas necessárias para 
eliminar ou reduzir a ameaça de independência em nível aceitável.
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a) alienação do interesse financeiro direto antes de a pessoa se tornar membro da 
equipe de trabalho.
b) alienação total do interesse financeiro indireto relevante ou em montante su-
ficiente para reduzi-lo ao nível não considerado relevante, antes de a pessoa se 
tornar membro da equipe de trabalho.
c) afastamento do membro da equipe de trabalho.
d) nenhum procedimento de salvaguarda precisa ser adotado, tendo em vista que 
esse membro da equipe não é o responsável técnico pelo trabalho.
e) tendo em vista o grau de parentesco e interesse na valoração do patrimônio da 
entidade, o membro da equipe pode desqualificar a base de opinião.
Questão 35 (FCC/TRT 2ª REG/CONTABILIDADE/2018) Para a realização dos tra-
balhos de auditoria, a existência da independência é pressupostonecessário entre 
os membros das equipes de auditoria e os clientes de auditoria. Nesse contexto, 
é correto afirmar que
a) as ameaças à independência podem ser enquadradas em um único tipo, que se 
resume, basicamente, à ameaça de emitir um parecer inadequado, frente ao con-
junto de fatos observados antes do início dos trabalhos de auditoria.
b) a independência compreende a construção do pensamento burocrático, especifi-
cando detalhadamente os passos para que os objetivos estabelecidos sejam alcan-
çados dentro dos limites contratados com o cliente de auditoria.
c) a independência é opcional durante o período de contratação coberto pelas de-
monstrações contábeis, iniciando-se com um ano de antecedência à escolha da or-
ganização que irá realizar os trabalhos de auditoria e terminando em até dois anos 
após e emissão do relatório de auditoria.
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d) em relação à documentação comprobatória da independência dos trabalhos de 
auditoria, o auditor sempre pode dispensá-las quando as conclusões extraídas de-
monstrarem que as ameaças observadas à emissão de sua conclusão forem subs-
tanciais.
e) os conceitos sobre a independência devem ser aplicados pelos auditores a fim 
de identificar as ameaças; avaliar a importância das ameaças identificadas e aplicar 
as salvaguardas, quando necessário, para eliminar as ameaças ou reduzi-las a um 
nível aceitável.
Questão 36 (CESPE/SEFAZ/RS/AUDITOR/2018) A independência do auditor 
pressupõe
a) autorrevisão.
b) familiaridade com a entidade auditada.
c) moderação na emissão de opinião.
d) preservação dos interesses das entidades auditadas.
e) integridade e objetividade na emissão de relatórios.
Questão 37 (FCC/AFAP/ANALISTA/CONTADOR/2019) O sócio da empresa Audita 
Tudo S.A. faz parte do Conselho de Administração da empresa Software S.A. Foi 
contratado para realizar a auditoria da empresa Software S.A.. Em relação a esse 
trabalho, pode-se afirmar que
a) não é permitido, uma vez que nenhuma salvaguarda poderia reduzir as ameaças 
a um nível aceitável.
b) é permitido, desde que haja transparência, uma vez que as normas e procedi-
mentos de auditoria mitigam os riscos.
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c) é permitido, uma vez que o auditor tem que seguir os procedimentos e normas 
de auditoria e atender o código de ética.
d) somente será permitido, se o quadro de auditores subordinados ao sócio forem 
periodicamente trocados.
e) não há previsão normativa restringindo a atuação, podendo o sócio julgar-se 
independente e aceitar.
Questão 38 (FCC/ISS/MANAUS/2019) O Código de Conduta Profissional (Code of 
Professional Conduct) do Instituto Americano de Contadores Públicos Certificados 
(AICPA), em seu item 1.240.010.03, estabelece que:
Se um sócio ou funcionário da firma, ou sua família imediata, ou qualquer grupo de 
tais pessoas, reunir mais de 5% dos interesses patrimoniais ou outras participações 
de um cliente de auditoria durante o período de contratação, a ameaça de interesse 
próprio à conformidade com a “Regra de Independência” [1.200.001] alcançaria 
um nível inaceitável que não poderia ser reduzido pela aplicação de salvaguardas. 
Dessa forma, a independência estaria comprometida.
(American Institute of Certified Public Accountants. Code of Professional Conduct. Disponível em: 
https://pub.aicpa.org/codeof conduct/ethicsresources/et-cod.pdf, p. 56. Tradução nossa)
No tocante à normatização em âmbito nacional, o assunto
a) não é regulado, não havendo qualquer limitação similar.
b) é regulado pela NBC PA 290, que, no entanto, não relaciona a independência do 
Auditor com a materialidade de eventuais interesses financeiros.
c) apesar de não ser regulado diretamente em normativos do Conselho Federal de 
Contabilidade, a NBC PA 290 exige a independência de pensamento, mesmo que à 
custa da aparência de independência.
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d) apesar de não ser regulado diretamente em normativos do Conselho Federal de 
Contabilidade, constitui uma regra costumeira na Auditoria brasileira, com percen-
tual equivalente a 10% da participação.
e) é regulado pela NBC PA 290, que, entretanto, deixa de consignar o percentual 
específico de 5%, empregando a expressão interesse financeiro direto ou indireto 
“relevante”.
Questão 39 (FCC/ISS/SP/2012) A empresa Resistente S.A. não concordou em 
apresentar a carta de responsabilidade da administração. Nesse caso, o auditor
a) deve denunciar a empresa aos órgãos competentes e recusar a auditoria.
b) deve aceitar o trabalho, estabelecendo a limitação de escopo e evidenciando a 
recusa no relatório da auditoria.
c) não deve aceitar o trabalho a menos que seja exigido por lei ou regulamento.
d) deve ressalvar o parecer, apresentando nota de ênfase em qualquer situação.
e) não deve aceitar o trabalho, em qualquer situação, ainda que exigido por lei.
Questão 40 (ESAF/AFRFB/2012) Pode-se afirmar que, para a aceitação do risco 
de um trabalho de auditoria externa, deve o auditor avaliar
I – se os sócios e equipe são, ou podem razoavelmente tornar-se, suficiente-
mente competentes para assumir o trabalho.
II – qual a atitude dos colaboradores e dos grupos de colaboradores em relação 
ao ambiente de controle interno e seus pontos de vista sobre interpretações 
agressivas ou inadequadas de normas contábeis.
III – se terá acesso aos especialistas necessários para a realização do trabalho.
a) Todas estão corretas.
b) Apenas I e II estão corretas.
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c) Apenas II e III estão erradas.
d) Somente a III está correta.
e) Todas estão erradas.
Questão 41 (FBC/EXAME CFC 1-2016) Com base nas Normas Brasileiras de Audi-
toria, em relação à concordância com os termos de trabalho de Auditoria e as con-
dições prévias para uma auditoria, julgue os itens abaixo e, em seguida, assinale 
a opção CORRETA.
I – O auditor independente deve determinar se a estrutura de relatório finan-
ceiro a ser aplicada na elaboração das demonstrações contábeis é aceitável.
II – O auditor independente deve obter a concordância da administração de que 
ela reconhece e entende sua responsabilidade pela elaboração das demons-
trações contábeis de acordo com a estrutura de relatório financeiro aplicável, 
incluindo, quando relevante,sua adequada apresentação.
III – O auditor independente deve obter a concordância da administração de que 
ela reconhece e entende sua responsabilidade pelo controle interno que a 
administração determinou como necessário para permitir a elaboração de 
demonstrações contábeis livres de distorções relevantes, independentemen-
te se causadas por fraude ou erro.
Está(ão) Certa(S) o(s) item(ns):
a) II e III, apenas.
b) I, apenas.
c) I e II, apenas.
d) I, II e III.
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Questão 42 (FBC/EXAME CFC 2-2015) De acordo com a NBC TA 210 – Concor-
dância com os Termos do Trabalho de Auditoria, analise os requisitos apresentados 
nos itens abaixo, quanto à obrigatoriedade de sua inclusão na carta de contratação 
de auditoria, e, em seguida, assinale a opção CORRETA.
I – Objetivo e alcance da auditoria das demonstrações contábeis.
II – Identificação da estrutura de relatório financeiro aplicável para a elaboração 
das demonstrações contábeis.
III – Referência à forma e ao conteúdo esperados de quaisquer relatórios a serem 
emitidos pelo auditor, e uma declaração de que existem circunstâncias em 
que um relatório pode ter forma e conteúdo diferentes do esperado.
IV – As responsabilidades do auditor e as responsabilidades da administração, 
quanto ao trabalho de auditoria. Devem ser incluídos na carta de contratação 
de auditoria os requisitos apresentados nos itens:
a) I e II, apenas.
b) I, II, III e IV.
c) II e III, apenas.
d) III e IV, apenas.
Questão 43 (CESPE/ANAC/ESPECIALISTA-ÁREA 7/2012) Com base nas resolu-
ções do Conselho Federal de Contabilidade acerca da estrutura das normas brasi-
leiras.
Nas normas brasileiras de contabilidade, tanto nas profissionais como nas técnicas, 
são estabelecidos preceitos de conduta profissional, bem como padrões e procedi-
mentos técnicos necessários ao adequado exercício profissional.
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Questão 44 (CESPE/ANAC/ESPECIALISTA-ÁREA 7/2012) Julgue o item que se 
segue, a respeito de conceitos básicos de auditoria e asseguração.
O auditor independente deve recorrer a um especialista quando verificar que não 
possui habilidade e conhecimento adequados em relação ao objeto e aos critérios 
do contrato, para determinar que foram obtidas evidências adequadas e suficien-
tes.
Questão 45 (CESPE/ANAC/ESPECIALISTA-ÁREA 7/2012) Julgue o item que se 
segue, a respeito de conceitos básicos de auditoria e asseguração.
Quando não há critérios estabelecidos para os objetos de asseguração, o auditor 
independente deve obter do contratante confirmação de que os critérios desenvol-
vidos especificamente para os objetos do contrato são adequados para os propósi-
tos dos usuários previstos.
Questão 46 (INÉDITA/2019) Segundo a NBC PA 290, quando um cliente de audi-
toria é entidade de interesse público e, por dois anos consecutivos, o total de hono-
rários nesse cliente e em suas respectivas entidades relacionadas representa mais 
de 15% do total de honorários recebidos pela firma que está emitindo o relatório 
de auditoria sobre as demonstrações contábeis do cliente, a firma deve suspender 
imediatamente os trabalhos em função a ameaça à independência.
Questão 47 (INÉDITA/2019) Com base nos aspectos pertinentes à independên-
cia, consubstanciados nas NBC-PA, se um auditor independente for designado para 
auditar uma empresa onde sua esposa trabalhou como gerente administrativo-fi-
nanceira há um ano, ele deverá recusar o trabalho.
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Questão 48 (INÉDITA/2019) Monitoramento é o processo que consiste na contí-
nua consideração e avaliação do sistema de controle de qualidade da firma, incluin-
do a inspeção periódica de uma seleção de trabalhos concluídos.
Questão 49 (INÉDITA/2019) O programa de controle de qualidade deve ser esta-
belecido de acordo com a estrutura da equipe técnica do auditor e a complexidade 
dos serviços. Nesse sentido, caso o auditor não possua equipe, não poderá aceitar 
o trabalho visto ser de fundamental importância à existência de estrutura técnica 
da equipe.
Questão 50 (INÉDITA/2019) Quanto à responsabilidade legal, o auditor pode ser 
responsabilizado pela prevenção de fraudes ou erros, obrigando-se no planejamen-
to a indagar da administração da entidade auditada sobre qualquer fraude ou erro 
que tenham sido detectados. O auditor deve realizar o seu trabalho de forma a 
detectar qualquer ocorrência de fraude, independente do efeito sobre as demons-
trações contábeis.
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GABARITO
1. d
2. a
3. e
4. e
5. e
6. b
7. c
8. d
9. d
10. e
11. e
12. e
13. e
14. e
15. e
16. a
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19. b
20. e
21. a
22. c
23. a
24. c
25. b
26. c
27. e
28. d
29. a
30. e
31. d
32. b
33. b
34. d
35. e
36. e
37. a
38. e
39. c
40. a
41. d
42. b
43. C
44. E
45. C
46. E
47. C
48. C
49. E
50. E
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GABARITO COMENTADO
Questão 1 (FCC/TRT/24ª REGIÃO/2011) O Código de Ética Profissional do Conta-
bilista, bem como as NBC-PAs (Normas Profissionais do Auditor Independente), es-
tabelecem princípios fundamentais de ética profissional relevantes para o auditor, 
quando da condução de auditoria de demonstrações contábeis, e fornece estrutura 
conceitual para a aplicação desses princípios, que estão em linha com os princípios 
fundamentais, cujo cumprimento pelo auditor é exigido pelo Código IFAC (Interna-
tional Federation of Accountants). Tais princípios são:
a) perspicácia, objetividade, competência e zelo profissional, confidencialidade.
b) perspicácia, subjetividade, competência e zelo profissional, confidencialidade, 
conduta profissional.
c) integridade, subjetividade, zelo profissional, confidencialidade, conduta profis-
sional.
d) integridade, objetividade, competência e zelo profissional, confidencialidade, 
condutaprofissional.
e) perspicácia, competência e zelo profissional, transparência, conduta profissional.
Letra d.
Em conformidade com a NBC TA 200, os princípios fundamentais de ética profissio-
nal para o auditor quando da condução de auditoria de demonstrações contábeis 
são: integridade, objetividade, competência profissional e devido zelo, sigilo profis-
sional e comportamento ou conduta profissional.
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Questão 2 (FCC/TRF/1ª REGIÃO/2011) É prática ética do auditor
a) guardar sigilo das informações que obteve para realização da auditoria das de-
monstrações contábeis, dando divulgações dessas informações somente nas situa-
ções em que a lei ou as normas de auditoria permitam.
b) auditar empresa na qual sua prima de segundo grau é diretora financeira e ad-
ministrativa, desde que declare no relatório de auditoria a existência dessa parte 
relacionada.
c) realizar auditoria de demonstrações contábeis de companhia aberta, desde que 
tenha no mínimo o registro no CRC, como contador.
d) conduzir os trabalhos de auditoria de forma a não repetir os procedimentos 
aplicados no ano anterior, para contas nas quais não foram encontradas irregulari-
dades, reduzindo assim o número de contas a serem auditadas.
e) aviltar honorários com a justificativa de manutenção do cliente, do quadro de 
funcionários da firma e da sua estrutura administrativa.
Letra a.
O auditor deve guardar sigilo das informações obtidas com os seus exames, so-
mente podendo revelá-las nas hipóteses previstas em lei ou normas.
Constitui uma ameaça à independência o auditor realizar o trabalho em uma em-
presa que contém um parente seu ocupando cargo de direção ou outro cargo ge-
rencial capaz de ter efeito sobre a auditoria. Não constitui uma salvaguarda o audi-
tor declarar no relatório de auditoria a existência dessa parte relacionada.
Além de ser contador com registro no CRC, o auditor externo deve possuir compe-
tência técnica necessária para a realização da auditoria.
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O auditor deve aplicar procedimentos de auditoria sobre as contas das demonstra-
ções contábeis, mesmo que em ano anterior não tenha encontrado irregularidades. 
Não existe risco zero; o auditor deve aplicar com maior ou menor extensão proce-
dimentos de auditoria sobre as contas e áreas das demonstrações.
O auditor não deve aviltar honorários com a justificativa de manutenção do cliente, 
do quadro de funcionários da firma e da sua estrutura administrativa.
Questão 3 (FCC/CÂMARA DOS DEPUTADOS/2007) Considera-se conduta (s) éti-
ca (s) do auditor com relação a seu trabalho:
a) utilizar informações obtidas na realização do trabalho de auditoria para decidir o 
momento de comprar ações da empresa na bolsa de valores.
b) divulgar negócios estratégicos da empresa para permitir que os acionistas e de-
mais interessados do mercado saibam como os negócios estão sendo conduzidos.
c) guardar informações que sejam consideradas pela legislação societária relevan-
tes para o mercado acionário.
d) aplicar procedimentos contábeis que melhorem os valores dos ativos e reconhe-
ça somente as exigibilidades, deixando as incertezas sem registrar.
e) manter sigilo profissional das informações a que tiver acesso, somente disponi-
bilizando mediante ordem judicial.
Letra e.
Esta questão é de fácil solução, pois quatro alternativas apresentam condutas 
claramente contrárias às normas e à ética profissional. Vale ressaltar que o audi-
tor deve manter sigilo profissional das informações a que tiver acesso, somente 
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disponibilizando na forma da lei ou da norma, como, por exemplo, para cumprir 
uma ordem judicial ou uma solicitação do Conselho Regional de Contabilidade.
Questão 4 (FCC/ASSEMB.LEG/PE/2014) De acordo com as Normas Brasileiras de 
Auditoria, entre os princípios fundamentais de ética profissional relevantes para o 
auditor quando da condução de auditoria de demonstrações contábeis, figura a
a) publicidade.
b) fidedignidade.
c) legalidade.
d) oportunidade.
e) integridade.
Letra e.
Outra questão relativa aos princípios de ética profissional. Você já sabe que os 
princípios fundamentais de ética profissional para o auditor quando da condução de 
auditoria de demonstrações contábeis são: integridade, objetividade, competência 
profissional e devido zelo, sigilo profissional e comportamento ou conduta profis-
sional.
Questão 5 (FCC/TRT/20ªREG/ANALISTA/2012) Dentre outros, são princípios 
fundamentais de ética profissional relevantes para o Auditor quando da condução 
de auditoria de demonstrações contábeis:
a) formalismo e confiabilidade.
b) integridade e pessoalidade.
c) confidencialidade e motivação.
d) formalismo e objetividade.
e) integridade e objetividade.
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Letra e.
Idem a questão anterior. Não dá mais para esquecer esses princípios, não é?
Questão 6 (FCC/TCE/RS/AUDITOR/2014) Os manuais, de uma maneira geral, 
definem auditoria como um exame analítico e pericial das operações contábeis, 
desde o início até o balanço. Nos termos da NBC TA 200, o objetivo da auditoria é
a) controlar os procedimentos contábeis para evitar que informações de interesse 
da instituição auditada sejam divulgados.
b) aumentar o grau de confiança das demonstrações contábeis por parte dos usu-
ários.
c) estabelecer metodologia para ação integrada de todos os setores da instituição 
auditada.
d) apurar e consolidar irregularidades contábeis em relatório para subsidiar even-
tual investigação de ilícitos administrativos e penais.
e) levantar informações suficientes e adequadas que permitam comparar as metas 
fixadas com os resultados alcançados.
Letra b.
De acordo com a NBC TA 200, o objetivo da auditoria é aumentar o grau de confian-
ça nas demonstrações contábeis por parte dos usuários e esse objetivo é alcançado 
mediante a expressão de uma opinião pelo auditor sobre se as demonstrações con-
tábeis foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com 
uma estrutura de relatório financeiro aplicável.
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Questão 7 (ESAF/ICMS/CE/2006) O programa de controle de qualidade deve ser 
estabelecido de acordo com a estrutura da equipe técnica do auditor e a comple-
xidade dos serviços; assim, se o auditor não possuir equipe, em trabalho desta 
natureza:
a) não poderá aceitar o trabalho visto ser de fundamental importância à existência 
de estrutura técnica da equipe.
b) terá limitação na execução de parte do trabalho, tendo de compor parceria com 
firma de auditoria maior.
c) o controle de qualidade é inerente à qualificação profissional do auditor, a qual 
confirmará sua competência para a execução do trabalho.
d) o auditor deverá de forma obrigatória constar de seu parecer a limitação da 
equipe técnica, ficando sob sua responsabilidade os trabalhos.
e) a qualidade do trabalho fica sempre comprometida, sendo passível de punição 
ética pelo Conselho Federal de Contabilidade.
Letra c.
O programa de controle de qualidade deve ser estabelecido de acordo com a es-
trutura da equipe técnica do auditor e a complexidade dos serviços que realizar. 
Contudo, no caso de o auditor atuar sem a colaboração de assistentes, o controle 
da qualidade é inerente à qualificação profissional do auditor. Portanto, a alternati-
va correta é a “c”. As demais alternativas estão incorretas, pois não correspondem 
a procedimentos a serem adotados no controle de qualidade, caso o auditor não 
possua equipe técnica.
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Questão 8 (FGV/ICMS/RIO/2011) Considerando o que determina o Conselho Fe-
deral de Contabilidade, assinale a alternativa correta.
a) pessoa externa qualificada é uma pessoa de dentro da firma com competência e 
habilidades que poderia atuar como sócio encarregado do trabalho.
b) pelo menos uma vez a cada seis meses, a firma deve obter confirmação por 
escrito do cumprimento de suas políticas e procedimentos sobre independência de 
todo o pessoal da firma, que precisa ser independente por exigências éticas rele-
vantes.
c) no caso específico de trabalho de auditoria, o período de retenção seria normal-
mente de pelo menos quatro anos, a partir da data do relatório do auditor inde-
pendente ou, se superior, da data do relatório do auditor independente do grupo. 
A documentação do trabalho é de propriedade da firma. A firma pode, a seu critério 
disponibilizar partes ou trechos da documentação do trabalho aos clientes, desde 
que essa divulgação não prejudique a validade do trabalho realizado ou, no caso de 
trabalhos de asseguração, a independência da firma ou do seu pessoal.
d) equipe de trabalho são os sócios e o quadro técnico envolvidos no trabalho e 
quaisquer pessoas contratadas pela firma ou uma firma da mesma rede para exe-
cutar procedimentos do trabalho. Isso exclui especialistas externos contratados 
pela firma ou por firma da mesma rede.
e) recomenda-se, com vistas à manutenção da qualidade (independência), que 
seja efetuado o rodízio do sócio do trabalho após o período de três anos.
Letra d.
Equipe de trabalho são os sócios e o quadro técnico envolvidos no trabalho e quais-
quer pessoas contratadas pela firma ou uma firma da mesma rede para executar 
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a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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procedimentos do trabalho. Isso exclui especialistas externos contratados pela 
firma ou por firma da mesma rede. Sobre a equipe de trabalho é que a firma deve 
aplicar políticas e procedimentos para assegurar a qualidade dos trabalhos.
�a) pessoa externa qualificada é uma pessoa de fora da firma com competência e 
habilidades que poderia atuar como sócio encarregado do trabalho, por exemplo, 
um sócio de outra firma ou um empregado (com experiência apropriada) de outra 
firma de auditoria, cujos membros podem realizar auditorias e revisões de informa-
ções contábeis históricas ou outros serviços de asseguração e serviços correlatos.
�b) anualmente, a firma deve obter confirmação por escrito do cumprimento de 
suas políticas e procedimentos sobre independência de todo o pessoal da firma, 
que precisa ser independente por exigências éticas relevantes.
�c) no caso específico de trabalho de auditoria, o período de retenção seria normal-
mente de pelo menos cinco anos, a partir da data do relatório do auditor indepen-
dente ou, se superior, da data do relatório do auditor independente do grupo.
e) recomenda-se, com vistas à manutenção da qualidade (independência), que 
seja efetuado o rodízio do sócio do trabalho após o período de cinco anos.
Questão 9 (FCC/TCM/PA/2010) Em relação à supervisão e ao controle de qualida-
de da auditoria independente, considere:
I – O auditor independente deve evitar o rodízio do pessoal responsável pela 
execução dos serviços na entidade auditada, uma vez que a permanência do 
pessoal gera ganhos no trabalho a ser executado devido à experiência acu-
mulada pela equipe.
II – Os auditores independentes − empresas ou profissionais autônomos − de-
vem implantar e manter regras e procedimentos de supervisão e controle 
interno de qualidade, que garantam a qualidade dos serviços executados.
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III – As regras e os procedimentos devem ser colocados à disposição do Conselho 
Federal de Contabilidade para fins de acompanhamento e fiscalização, bem 
como dos organismos reguladores de atividades do mercado, com vistas ao 
seu conhecimento e acompanhamento, e dos próprios clientes, como afirma-
ção de transparência.
IV – Para os clientes que envolvam maiores riscos, o auditor deve indicar apenas 
um responsável técnico quando da aceitação ou da retenção dos mesmos, da 
revisão do planejamento, da discussão dos assuntos críticos durante a fase 
de execução dos trabalhos e quando do seu encerramento.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) I e IV.
b) III e IV.
c) I e II.
d) II e III.
e) I e III.
Letra d.
I – Errada. O auditor independente deve promover o rodízio do pessoal respon-
sável pela execução dos serviços na entidade auditada, para assegurar a indepen-
dência e a objetividade.
II – Certa. Os auditores independentes − empresas ou profissionais autônomos − 
devem implantar e manter regras e procedimentos de supervisão e controle interno 
de qualidade, que garantam a qualidade dos serviços executados.
III – Certa. As regras e os procedimentos devem ser colocados à disposição do 
Conselho Federal de Contabilidade para fins de acompanhamento e fiscalização, 
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bem como dos organismos reguladores de atividades do mercado, com vistas ao 
seu conhecimento e acompanhamento, e dos próprios clientes, como afirmação de 
transparência.
IV – Errada. Para os clientes que envolvam maiores riscos, o auditor deve indicar 
mais de um responsável técnico quando da aceitação ou da retenção dos mesmos, 
da revisão do planejamento, da discussão dos assuntos críticos durante a fase de 
execução dos trabalhos e quando do seu encerramento, em especial relativos ao 
relatório. No caso de ser um único profissional prestador dos serviços de auditoria 
independente, estes procedimentos devem ser executados com a participação de 
outro profissional habilitado.
Questão 10 (ESAF/CVM/2010) O responsável pela revisão da qualidade dos tra-
balhos de auditoria deve realizar uma avaliação objetiva dos julgamentos significa-
tivos levando em conta os seguintes aspectos, exceto:
a) avaliação das conclusões atingidas ao elaborar o relatório e considerar se o re-
latório é apropriado.
b) discussão de assuntos significativos com o encarregado do trabalho.
c) revisão da documentação selecionada de auditoria relativa aos julgamentos sig-
nificativos feitos pela equipe de trabalho e das conclusões obtidas.
d) revisão das demonstrações contábeis e do relatório proposto.
e) discussão do julgamento e relatório com a direção da entidade auditada.
Letra e.
De acordo com os itens 36 e 37 da NBC PA 01, a firma deve estabelecer políticas e 
procedimentos especificando a natureza, época e extensão da revisão de controle 
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de qualidade do trabalho. Essas políticas e procedimentos devem requerer que a 
data do relatório do trabalho não seja anterior a conclusão da revisão do controle 
de qualidade do trabalho.
A firma deve estabelecer políticas e procedimentos para requerer que a revisão de 
controle de qualidade do trabalho inclua:
a) discussão de assuntos significativos com o sócio encarregado do trabalho;
b) revisão das demonstrações contábeis ou outras informações sobre objeto e 
o relatório proposto;
c) revisão da documentação do trabalho selecionada relativa a julgamentos sig-
nificativos feitos pela equipe de trabalho e das conclusões obtidas; e
d) avaliação das conclusões obtidas para elaboração do relatório e consideração 
se esse relatório proposto é apropriado.
Logo, não constitui procedimento de revisão de controle de qualidade a discussão 
do julgamento e relatório de auditoria com a direção da entidade auditada.
Questão 11 (FGV/SEFAZ/AP/AUDITOR/2010) De acordo com a norma relativa ao 
controle de qualidade da auditoria das demonstrações contábeis, o revisor do con-
trole de qualidade do trabalho deve realizar uma avaliação objetiva dos julgamen-
tos feitos pela equipe de trabalho e as conclusões atingidas ao elaborar o relatório. 
Essa avaliação deve envolver:
a) a discussão de todos os assuntos com o sócio encarregado do trabalho.
b) a revisão do plano de contas e dos sistemas contábeis e financeiros, bem como 
do relatório proposto.
c) a revisão da documentação preparada pela auditoria relativa a todos os exames 
relevantes feitos pela equipe de trabalho.
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d) a avaliação do planejamento da auditoria, o relatório preliminar e a considera-
ção se o relatório é apropriado.
e) a revisão da documentação selecionada pela auditoria relativa aos julgamentos 
significativos feitos pela equipe de trabalho e das conclusões obtidas.
Letra e.
Vamos relembrar o que estabelece a NBC PA 01 acerca dos objetos da revisão de 
controle de qualidade do trabalho:
a) discussão de assuntos significativos com o sócio encarregado do trabalho;
b) revisão das demonstrações contábeis ou outras informações sobre objeto e 
o relatório proposto;
c) revisão da documentação do trabalho selecionada relativa a julgamentos sig-
nificativos feitos pela equipe de trabalho e das conclusões obtidas; e
d) avaliação das conclusões obtidas para elaboração do relatório e consideração 
se esse relatório proposto é apropriado.
�a) cuidado com as pegadinhas da banca. O auditor deve discutir assuntos significa-
tivos com o sócio encarregado do trabalho e não todos os assuntos.
�b) deve-se revisar as demonstrações contábeis ou outras informações sobre objeto 
e o relatório proposto e não o plano de contas e os sistemas contábeis e financeiros.
�c) a revisão será da documentação do trabalho selecionada relativa a julgamentos 
significativos feitos pela equipe de trabalho e das conclusões obtidas e não da do-
cumentação preparada pela auditoria relativa a todos os exames relevantes feitos 
pela equipe de trabalho. Cabe lembrar que a revisão de qualidade é feita em parte 
da documentação produzida pela equipe e relativa a julgamentos mais significati-
vos.
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d) não há previsão de que a avaliação incida sobre o planejamento e o relatório 
preliminar. O correto seria a avaliação das conclusões obtidas para elaboração do 
relatório e consideração se esse relatório proposto é apropriado e não. Ou seja, 
o que se busca nessa avaliação é verificar a conformidade ou coerência entre as 
conclusões e o conteúdo e o tipo de relatório/opinião do auditor.
Questão 12 (ESAF/AFRFB/2012) A Revisão do Controle de Qualidade do Trabalho 
é desenhada para fornecer uma avaliação objetiva, na data, ou antes da data, do 
relatório, dos julgamentos significativos feitos pela equipe de trabalho e das conclu-
sões a que se chegou durante a elaboração do relatório. Essa revisão deve ser feita
a) por profissional qualificado e que tenha participado do processo de auditoria.
b) somente por profissional da firma que efetuou a auditoria e desde que não tenha 
participado do trabalho.
c) após a entrega do relatório de auditoria ao cliente, permitindo a avaliação de 
todo o trabalho, inclusive os eventos subsequentes.
d) somente por profissional externo a firma de auditoria e desde que tenha as qua-
lificações requisitadas.
e) também pelas firmas de auditoria de pequeno porte, podendo ser utilizado pro-
fissionais externos, desde que tenham as qualificações necessárias.
Letra e.
De acordo com a NBC PA 01, revisor de controle de qualidade do trabalho é o sócio, 
ou outro profissional da firma, uma pessoa externa adequadamente qualificada, ou 
uma equipe compostapor essas pessoas, nenhuma delas fazendo parte da equipe 
de trabalho, com experiência e autoridade suficientes e apropriadas para avaliar 
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objetivamente os julgamentos relevantes feitos pela equipe de trabalho e as con-
clusões obtidas para elaboração do relatório.
A NBC PA 01, ao estabelecer considerações específicas para a revisão de controle 
de qualidade para firma menor (de pequeno porte), define que pessoas externas 
adequadamente qualificadas podem ser contratadas quando um único profissional 
ou firmas de pequeno porte identificam trabalhos que requerem revisão do contro-
le de qualidade do trabalho. Alternativamente, alguns profissionais individuais ou 
algumas firmas de pequeno porte podem desejar usar outras firmas para facilitar 
a revisão do controle de qualidade dos trabalhos. Quando a firma contrata pessoas 
externas, deve-se verificar se o revisor externo possui a qualificação e a objetivi-
dade necessárias.
Questão 13 (ESAF/AFRFB/2014) É correto afirmar que:
1) a firma de auditoria tem por obrigação estabelecer e manter sistema de con-
trole de qualidade para obter segurança razoável que a firma e seu pessoal 
cumprem com as normas profissionais e técnicas e as exigências legais e re-
gulatórias aplicáveis.
2) a firma de auditoria deve estabelecer e manter sistema de controle de quali-
dade para obter segurança razoável que os relatórios emitidos pela firma ou 
pelos sócios do trabalho são apropriados nas circunstâncias.
3) o objetivo do auditor é implementar procedimentos de controle de qualidade 
no nível do trabalho que forneçam ao auditor segurança razoável de que a au-
ditoria está de acordo com normas profissionais e técnicas e exigências legais 
e regulatórias aplicáveis.
a) Todas são falsas.
b) Somente 1 e 2 são verdadeiras.
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c) Somente a 3 é verdadeira.
d) Somente a 2 é falsa.
e) Todas são verdadeiras.
Letra e.
De acordo com a NBC PA 01 – Controle de Qualidade para Firmas (Pessoas Jurí-
dicas e Físicas) de Auditores Independentes que executam exames de auditoria e 
revisões de informação contábil histórica e outros trabalhos de asseguração e de 
serviços correlatos, item 11, a firma tem por obrigação estabelecer e manter siste-
ma de controle de qualidade para obter segurança razoável que: (a) a firma e seu 
pessoal cumprem com as normas profissionais e técnicas e as exigências legais e 
regulatórias; aplicáveis; e (b) os relatórios emitidos pela firma ou pelos sócios do 
trabalho são apropriados nas circunstâncias.
Questão 14 (FGV/CUIABÁ/FISCAL/2014) Sobre a revisão do controle de qualida-
de do trabalho de auditoria, assinale a afirmativa correta.
a) é o processo que fornece uma avaliação subjetiva dos julgamentos feitos pela 
equipe de trabalho.
b) deve ser feita em até 30 dias após a data do relatório.
c) é realizada apenas em companhias abertas.
d) o profissional mais experiente da equipe de trabalho é designado revisor de 
controle de qualidade.
e) os especialistas externos contratados pela firma não fazem parte da equipe de 
trabalho.
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Letra e.
Segundo as normas, equipe de trabalho são os sócios e o quadro técnico envolvidos 
no trabalho e quaisquer pessoas contratadas pela firma ou uma firma da mesma 
rede para executar procedimentos do trabalho. Isso exclui especialistas externos 
contratados pela firma ou por firma da mesma rede.
�a) revisão do controle de qualidade do trabalho é o processo projetado para forne-
cer uma avaliação objetiva, na data, ou antes, da data do relatório, dos julgamen-
tos relevantes feitos pela equipe do trabalho e das conclusões obtidas ao elaborar 
o relatório.
�b) a revisão deve ser feita na data, ou antes, da data do relatório.
�c) o processo de revisão do controle de qualidade do trabalho é elaborado para au-
ditoria de demonstrações contábeis de companhias abertas e os outros trabalhos, 
se houver, para os quais a firma determinou a necessidade de revisão do controle 
de qualidade do trabalho.
d) não podem participar da revisão os membros da equipe de trabalho.
Questão 15 (FGV/RECIFE/ACI/2014) O sistema de controle de qualidade inclui 
políticas e procedimentos que tratam dos seguintes elementos:
I – responsabilidades da liderança pela qualidade na firma;
II – exigências éticas relevantes;
III – aceitação e continuidade de relacionamentos com clientes e trabalhos espe-
cíficos;
IV – recursos humanos;
V – execução do trabalho.
Assinale:
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a) se somente os elementos III e V estiverem corretos.
b) se somente os elementos I e II estiverem corretos.
c) se somente os elementos II, III e IV estiverem corretos.
d) se somente os elementos III, IV e V estiverem corretos.
e) se todos os elementos estiverem corretos.
Letra e.
Todos os itens correspondem a elementos que compõem o sistema de controle de 
qualidade das auditorias.
Questão 16 (CESPE/TCE/PR/ANALISTA/2016) Nas empresas de auditoria, o mo-
nitoramento destina-se a garantir que o controle de qualidade seja efetivo. Para 
concretizar esse objetivo, o(s) responsável(is) pela execução do monitoramento 
deve(m)
a) requerer que as pessoas que executarão a revisão do controle de qualidade de 
determinados trabalhos não sejam envolvidas na inspeção desses mesmos traba-
lhos.
b) comunicar os requisitos de independência da empresa a seu pessoal e, quando 
aplicável, a outras pessoas sujeitas a ela.
c) identificar e avaliar circunstâncias e relações que criem ameaças à independên-
cia, e tomar as medidas apropriadas.
d) aplicar medidas disciplinares contra aqueles que deixarem de cumprir políticas 
e procedimentos da empresa, especialmente os reincidentes.
e) tratar de maneira apropriada as reclamações e alegações de que o trabalho re-
alizado pela empresa não está de acordo com as normas técnicas.
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Letra a.
A firma deve estabelecer um processo de monitoramento para fornecer segurança 
razoável de que as políticas e os procedimentos relacionados com o sistema de con-
trole de qualidade são relevantes, adequados e estão operando de maneira efetiva. 
Esse processo deve, entre outros aspectos, requerer que as pessoas que executam 
o trabalho ou a revisão do controle de qualidade do trabalho não estejam envolvi-
das na inspeção desses trabalhos.
Nas demais alternativas da questão, quem tem a responsabilidade por comuni-
car os requisitos de independência da empresa a seu pessoal e, quando aplicável, 
a outras pessoas sujeitas a ela (letra b), identificar e avaliar circunstâncias e rela-
ções que criem ameaças à independência, e tomar as medidas apropriadas (letra 
c), aplicar medidas disciplinares contra aqueles que deixarem de cumprir políticas 
e procedimentos da empresa, especialmente os reincidentes (letra d) e tratar de 
maneira apropriada as reclamações e alegações de que o trabalho realizado pela 
empresa não está de acordo com as normas técnicas (letra e) é a firma de auditoria 
e não os responsáveis pelo monitoramento do sistema de controle de qualidade.
Questão 17 (CESPE/SDS/PE/CONTÁBEIS/2016) O revisor do controle de quali-
dade do trabalho da auditoria deve, para o trabalho de auditoria realizado, docu-
mentar
a) procedimentos exigidos pelas políticas da firma sobre o controle de qualidade.
b) as conclusões sobre o cumprimento dos requisitos de independência.
c) as conclusões acerca da aceitação e continuidade de relacionamentos com clien-
tes.
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d) a natureza e o alcance das consultas, bem como as conclusões delas resultan-
tes.
e) assuntos referentes ao cumprimento das exigências éticas relevantes.
Letra a.
De acordo com a NBC PA 01, no que concerne à documentação da revisão de con-
trole de qualidade do trabalho, a firma deve estabelecer políticas e procedimentos 
sobre a documentação da revisão de controle de qualidade do trabalho, requerendo 
que a documentação indique se:
os procedimentos requeridos pelas políticas da firma sobre revisão de controle de 
qualidade do trabalho foram adotados;
a revisão de controle de qualidade do trabalho foi concluída na data ou antes da 
data do relatório ou do relatório; e
o revisor não tomou conhecimento de assuntos não resolvidos que poderiam levá-
-lo a acreditar que os julgamentos significativos feitos pela equipe de trabalho e as 
conclusões obtidas não eram apropriados.
As demais alternativas não correspondem a aspectos verificados na revisão do con-
trole de qualidade e, portanto, não devem ser documentados.
Questão 18 (CESPE/AFTE/SEFAZ/RS/2019) A revisão da qualidade dos trabalhos 
de auditoria é um processo que visa fornecer, na data do relatório, ou antes, uma 
avaliação objetiva dos julgamentos relevantes feitos pela equipe de trabalho e das 
conclusões atingidas ao se elaborar o relatório. Esse trabalho deve ser realizado por
a) membro da equipe de auditoria especialmente designado para esse fim.
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b) pessoa especialmente designada pela empresa auditada e com a devida quali-
ficação técnica.
c) sócio da empresa de auditoria ou pelo auditor chefe da equipe que realizou a 
auditoria.
d) sócio ou outro profissional da firma de auditoria, ou pessoa externa qualificada, 
ou equipe formada por essas pessoas, nenhuma delas envolvida na auditoria.
e) profissional de contabilidade devidamente qualificado e certificado e que não 
tenha participado ou interagido de qualquer forma com os trabalhos de auditoria, 
ainda que integrante da empresa auditada.
Letra d.
De acordo com as normas (NBC PA 01 e NBC TA 220), o revisor do controle de 
qualidade do trabalho é o sócio, ou outro profissional da firma, uma pessoa externa 
adequadamente qualificada, ou uma equipe composta por essas pessoas, nenhuma 
delas fazendo parte da equipe de trabalho, com experiência e autoridade suficien-
tes e apropriadas para avaliar objetivamente os julgamentos relevantes feitos pela 
equipe de trabalho e as conclusões obtidas para elaboração do relatório.
Questão 19 (INÉDITA/2019) A respeito do controle de qualidade da firma de au-
ditoria independente das demonstrações contábeis, analise as afirmativas a seguir.
I – Pelo menos uma vez por ano, a firma deve obter confirmação por escrito 
do cumprimento de suas políticas e procedimentos sobre independência de 
todo o pessoal da firma, que precisa ser independente por exigências éticas 
relevantes.
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II – Revisão do controle de qualidade do trabalho é o processo projetado para 
fornecer uma avaliação objetiva, antes ou depois da data do relatório do 
auditor, dos julgamentos relevantes feitos pela equipe do trabalho e das con-
clusões obtidas ao elaborar o relatório.
III – Monitoramento é o processo que consiste na contínua consideração e ava-
liação do sistema de controle de qualidade da firma, incluindo a inspeção 
periódica de uma seleção de trabalhos concluídos, projetados para fornecer 
à firma segurança razoável de que seu sistema de controle de qualidade está 
operando de maneira efetiva.
Estão corretas somente as afirmativas
a) I.
b) I e III.
c) II e III.
d) I e II.
e) I, II e III.
Letra b.
�I) Correta. Nos termos da NBC PA 01 e NBC TA 220, pelo menos uma vez por 
ano, a firma deve obter confirmação por escrito do cumprimento de suas políticas 
e procedimentos sobre independência de todo o pessoal da firma, que precisa ser 
independente por exigências éticas relevantes.
�II) Errada. Revisão do controle de qualidade do trabalho é o processo projetado 
para fornecer uma avaliação objetiva, na data ou antes da data do relatório, dos 
julgamentos relevantes feitos pela equipe do trabalho e das conclusões obtidas ao 
elaborar o relatório.
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III) Correta. Nos termos da NBC TA 220, monitoramento é um processo que con-
siste na contínua consideração e avaliação do sistema de controle de qualidade da 
firma, incluindo a inspeção periódica de uma seleção de trabalhos concluídos, pro-
jetado para fornecer à firma segurança razoável de que seu sistema de controle de 
qualidade estáoperando de maneira efetiva.
Questão 20 (FCC/ISS/MANAUS/2019) Neste trabalho estabeleceu-se uma pro-
posta de um prazo “ótimo” para o regime de rodízio mandatório de firmas de au-
ditoria no Brasil. Esta é uma questão de especial interesse para reguladores de 
mercado, dada a escassez de estudos nessa linha, além de ter impactos sobre toda 
discussão acerca da adoção da regra (...).
Através da aplicação empírica de um modelo que incorpora os principais pressupos-
tos acerca do impacto do tempo de relacionamento auditor-auditado (tenure) na 
qualidade de auditoria, estimou-se que o prazo “ótimo” para o rodízio de firmas de 
auditoria no Brasil é 5,7 anos (...).
(ALMEIDA, Patrícia Romualdo de; CARVALHO, Luis Nelson Guedes de; BRAUNBECK, Guilhermo 
Oscar. Um Prazo Ótimo para Rodízio de Firmas de Auditoria no Brasil. In: XVIII Usp International 
Conference in Accounting, 2018, São Paulo. Anais. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2018.
Disponível:https://congressousp.fipecafi.org/anais/Anais2018/apresentacao.html. Acesso: 
20/03/2019. Com adaptações.)
A regulação posta pela NBC PA 01 - Controle de Qualidade para Firmas (Pessoas 
Jurídicas e Físicas) de Auditores Independentes
a) difere da conclusão dos autores do estudo, posto que o estudo de tempo de re-
lacionamento (tenure) não pode exceder 3 anos.
b) difere da conclusão dos autores do estudo, posto que prevê que o rodízio de 
firmas ocorra após 8 anos.
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c) é similar à conclusão dos autores do estudo, posto que prevê que o rodízio de 
firmas ocorra após 5 anos.
d) é similar à conclusão dos autores do estudo, posto que prevê que o rodízio de 
firmas ocorra após estudo de tempo de relacionamento (tenure).
e) difere da conclusão dos autores do estudo, posto que não prevê o rodízio da 
firma, mas dos profissionais envolvidos, incluindo o sócio encarregado.
Letra e.
O rodízio das firmas de auditoria para auditoria das demonstrações contábeis de 
empresas de capital aberto é um mecanismo para assegurar a independência do 
auditor e verificado pela CVM. Como vimos, as normas profissionais (NBC PA 01 
– controle interno de qualidade do auditor) não preveem o rodízio da firma, mas 
requerem o rodízio dos profissionais envolvidos, ou seja, do sócio encarregado do 
trabalho e das pessoas responsáveis pela revisão do controle de qualidade do tra-
balho, e, quando aplicável, de outras pessoas sujeitas a exigências de rodízio, após 
o período de 5 anos.
Questão 21 (FCC/ISS/MANAUS/2019) Acerca da NBC PA 11, que regula a “revi-
são externa de qualidade pelos pares”, é correto afirmar que:
a) aplica-se exclusivamente ao auditor com registro na CVM.
b) o revisado é o auditor contratado para realização dos trabalhos de revisão.
c) são estimuladas as revisões recíprocas entre auditores independentes (pessoas 
físicas e jurídicas).
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d) o auditor somente pode atuar como revisor caso não tenha executado trabalhos 
de auditoria independente nos últimos 2 anos anteriores ao da revisão que preten-
de fazer.
e) é vedado ao revisor comunicar e discutir os resultados da revisão com a admi-
nistração do revisado.
Letra a.
A norma aplica-se exclusivamente ao auditor com registro na CVM; o revisor é o 
auditor contratado para realização dos trabalhos de revisão; são vedadas revisões 
recíprocas entre auditores independentes; entre as condições para auditor revisor 
não se inclui não ter executado trabalhos de auditoria independente nos últimos 2 
anos anteriores ao da revisão que pretende fazer; uma das responsabilidades do 
auditor-revisor é comunicar e discutir os resultados da revisão com a administração 
do auditor-revisado.
Questão 22 (FCC/ISS/SÃO PAULO/2012) A independência do auditor externo da 
empresa Aquisição S.A. é comprometida pelas situações:
I – A empresa Aquisição S.A. comprou a empresa Ágile S.A.. A firma de audito-
ria da adquirente é a mesma que realizou os trabalhos de due dilligence da 
empresa Aquisição S.A. e de consultoria tributária no ano da aquisição para 
a empresa Ágile.
II – O diretor financeiro da empresa Ágile S.A. é primo em segundo grau do dire-
tor presidente da empresa Aquisição S.A.
III – A firma de auditoria indica escritórios de advocacia para a empresa Aquisição 
S.A. em suas contingências tributárias.
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Afeta a independência do auditor externo o que consta em
a) II, apenas.
b) I, II e III.
c) I, apenas.
d) II e III, apenas.
e) III, apenas.
Letra c.
A questão se refere a possíveis situações que afetem a independência do auditor. 
A norma de referência é a NBC PA 290.
A situação I é aquela em que o auditor externo prestou consultoria tributária no 
ano anterior para a empresa auditada. Nos termos da NBC TA 290, as firmas de 
auditoria tradicionalmente prestam a seus clientes de auditoria uma gama de ser-
viços que não são de auditoria ou de asseguração que são condizentes com suas 
habilidades e especialização.
A prestação de serviços que não são de asseguração, contudo, pode criar amea-
ças à independência da firma ou dos membros da equipe de auditoria. As ame-
aças criadas mais frequentemente são ameaças de autorrevisão, de interesse pró-
prio e de defesa do interesse do cliente.
Dentre os serviços que podem criar ameaças e afetar a independência dos audito-
res tem-se os serviços de natureza fiscal, que incluem:
• elaboração de declarações de impostos;
• cálculos de impostos com a finalidade de elaborar os lançamentos contábeis;
• planejamento tributário e outros serviços de consultoria tributária;
• assessoria na solução de disputas fiscais.
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Portanto, a situação I afeta a independência do auditor.
A situação II não constitui, por si só, uma ameaça à independência do auditor, pois 
se refere a relações existentes entre as entidades relacionadas (controladora e con-
trolada). Nesses casos, o auditor deve estar atento a possíveis operações entre as 
partes relacionadas que fujam à normalidade. Por óbvio, deve-se verificar se existe 
situação que afete a independência do auditor em relação a todas as empresas re-
lacionadas à investidora auditada.
Por fim, tem-se a situação III, na qual os auditores apenas indicam à empresa au-
ditada escritóriosde advocacia para melhor atender às necessidades da empresa, 
quanto ao acompanhamento dos litígios tributários e reconhecimento de eventuais 
contingências. Não é hipótese de ameaça à atuação isenta e imparcial dos audito-
res na realização da auditoria.
Questão 23 (FCC/TRT/6ª REG/ANALISTA/2012) Antonius, auditor externo da 
empresa Albatroz S.A. conseguiu um novo contrato para a sua firma, por meio do 
diretor financeiro da Albatroz, seu primo de segundo grau, que será o sócio respon-
sável pela auditoria. Em relação ao código de ética dos auditores e as normas de 
independência, é correto afirmar que este trabalho
a) deve ser recusado pelo auditor, pois fere as normas de independência da audi-
toria.
b) pode ser efetuado, visto que as normas consideram falta de independência re-
lacionamentos com grau de parentesco até primeiro grau.
c) pode ser realizado, desde que o Antonius declare o parentesco com o diretor 
financeiro e declare formalmente por meio de carta sua independência.
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d) será considerado nulo, uma vez que fere aos princípios éticos e legais da pro-
fissão.
e) não caracteriza falta de independência, desde que o órgão fiscalizador (CFC/
CRC) não o identifique.
Letra a.
A NBC PA 290 estabelece que relacionamentos familiares e pessoais entre membro 
da equipe de auditoria e conselheiro ou diretor ou certos empregados (dependendo 
de sua função) do cliente de auditoria podem criar ameaças de interesse próprio, 
familiaridade ou intimidação, que afetam a independência e integridade do auditor.
A existência e a importância de quaisquer ameaças dependem de diversos fatores, 
incluindo as responsabilidades individuais na equipe de auditoria, a função do fami-
liar ou outra pessoa no cliente e a proximidade do relacionamento.
Vale notar que a norma do CFC não mais estabelece o grau de parentesco (em linha 
reta ou colateral e se até o 2º grau ou até o 3º grau etc) capaz de constituir ou não 
uma ameaça à independência. O que a norma prevê é que quanto mais próximo 
o relacionamento nenhuma outra salvaguarda pode reduzir a ameaça a um nível 
aceitável. Consequentemente, ninguém com relacionamento desse tipo deve ser 
membro da equipe de auditoria.
A referida norma reza ainda que, quando um familiar imediato de membro da equi-
pe de auditoria é conselheiro ou diretor do cliente de auditoria ou empregado em 
cargo que exerça influência significativa sobre a elaboração dos registros contábeis 
do cliente ou das demonstrações contábeis sobre as quais a firma emitirá relatório 
ou que esteve em cargo desse durante qualquer período coberto pelo trabalho ou 
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pelas demonstrações contábeis, as ameaças à independência somente podem ser 
reduzidas a um nível aceitável mediante retirada da pessoa da equipe de auditoria. 
Logo, além do aspecto ético, que envolve a forma como o contrato foi negociado 
entre os primos, Antonius (auditor) é parente do diretor financeiro da Albatroz 
(entidade aditada e cliente), pelo parentesco, pelo nível de relacionamento próxi-
mo entre os dois e pelo cargo que ocupa o primo (diretor financeiro), a alternativa 
correta seria a que indica que o trabalho deve ser recusado pelo auditor, pois fere 
as normas de independência da auditoria.
Questão 24 (FCC/TRT/4ª REGIÃO/2011) O auditor pode:
a) realizar auditoria em empresa na qual seu pai exerça cargo de diretor.
b) trabalhar em empresa cliente, desde que decorridos 360 dias de seu desliga-
mento da firma de auditoria.
c) exercer julgamento profissional ao planejar e executar a auditoria de demons-
trações contábeis.
d) executar trabalhos de auditoria, desde que tenha formação em contabilidade ou 
administração.
e) ser responsabilizado pela não detecção de distorções, ainda que não sejam re-
levantes para as demonstrações contábeis como um todo.
Letra c.
O auditor deve exercer julgamento profissional ao planejar e executar a auditoria 
de demonstrações contábeis.
Nas letras a e b, há ameaça a independência. Na letra d, o auditor contábil/externo 
tem que ser contador, com registro no CRC. Na letra e, o auditor somente poderá 
ser responsabilizado pela não detecção de distorções relevantes e desde que fique 
comprovado que agiu com negligência ao aplicar as normas de auditoria.
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Questão 25 (ESAF/CVM/2010) Visando manter a qualidade e a credibilidade do 
seu trabalho, ao identificar ameaças que possam comprometer a sua independên-
cia, o auditor deve tomar a seguinte providência:
a) comunicar a direção da entidade auditada, para que sejam tomadas as provi-
dências necessárias à sua eliminação.
b) aplicar as salvaguardas adequadas, para eliminar as ameaças ou reduzi-las a 
um nível aceitável, documentando-as.
c) propor aos responsáveis pela entidade de auditoria a supressão das ameaças 
mediante acordo entre as entidades.
d) documentar as ameaças e comunicá-las aos órgãos de supervisão e controle do 
setor em que atua a entidade auditada.
e) eliminar as ameaças mediante comunicação aos responsáveis pela governança 
da entidade auditada e fazer constar tais providências no seu parecer.
Letra b.
Quando são identificadas ameaças à independência, exceto aquelas claramente 
insignificantes, devem ser definidas e aplicadas salvaguardas adequadas (ações a 
serem tomadas) para eliminar a ameaça ou reduzi-la a um nível aceitável. Essa de-
cisão deve ser documentada. A natureza das salvaguardas a aplicar varia conforme 
as circunstâncias.
Questão 26 (ESAF/CVM/2010) Assinale a opção que indica uma ação capaz de 
eliminar a perda de independência da entidade de auditoria por interesse financeiro 
direto.
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a) fazer constar nos relatórios produzidos o tipo de interesse financeiro, a extensão 
desse interesse.
b) encerrar o trabalho de auditoria ou transferi-lo a outra entidade.
c) alienar o interesse financeiro direto antes de a pessoa física tornar-se membro 
da equipe de auditoria.
d) alienar o interesse financeiro ou transferi-lo temporariamente até a conclusão 
dos trabalhos.
e) comunicar às entidades de supervisão e controle a existência desse interesse e 
aguardar pronunciamento.
Letra c.
Quando a entidade de auditoria ou membro da equipede auditoria possui interesse 
financeiro direto (ações) ou um interesse financeiro indireto relevante (outros in-
vestimentos) na entidade auditada, está caracterizada a perda de independência. 
Para essas situações, as normas profissionais estabelecem as seguintes salvaguar-
das:
• alienar o interesse financeiro direto antes de a pessoa física tornar-se mem-
bro da equipe de auditoria;
• alienar o interesse financeiro indireto relevante em sua totalidade ou alienar 
uma quantidade suficiente dele para que o interesse remanescente deixe de 
ser relevante antes de a pessoa tornar-se membro da equipe de auditoria; ou
• afastar o membro da equipe de auditoria do trabalho da entidade auditada.
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Questão 27 (FUNCAB/VÁRZEA GRANDE/2011) De acordo com a Norma de Audi-
toria a respeito da independência do profissional de auditoria, aprovada pela Reso-
lução CFC n. 1.311/10, é correto afirmar que o Auditor necessita manter:
a) independência de pensamento, ou seja, deve evitar fatos e circunstâncias que 
possam levar qualquer indivíduo a concluir que foram comprometidos a integrida-
de, a objetividade ou o ceticismo profissional da firma, ou de um membro da equipe 
de auditoria.
b) aparência de independência, ou seja, evitar fatos e circunstâncias significativos 
a ponto de que um terceiro com experiência, conhecimento e bom senso concluiria 
que há integridade, sendo secundária a independência de pensamento.
c) independência de pensamento, ou seja, mantendo uma postura tal que suas 
conclusões não sofram influências que comprometam seu julgamento profissional, 
sendo secundária a aparência de independência.
d) aparência de independência, ou seja, suas conclusões não sofram efeito de in-
fluências que comprometam seu julgamento profissional e reflitam a integridade 
de sua atuação.
e) aparência de independência e postura que permitam a apresentação de con-
clusão que não sofra efeito de influências que comprometam o julgamento pro-
fissional, permitindo que a pessoa atue com integridade, objetividade e ceticismo 
profissional.
Letra e.
Segundo a NBC PA 290, a independência compreende:
a) Independência de pensamento - Postura que permite a apresentação de con-
clusão que não sofra efeitos de influências que comprometam o julgamento 
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profissional, permitindo que a pessoa atue com integridade, objetividade e 
ceticismo profissional; e
b) Aparência de independência - Evitar fatos e circunstâncias que sejam tão sig-
nificativos a ponto de que um terceiro com experiência, conhecimento e bom 
senso provavelmente concluiria, ponderando todos os fatos e circunstâncias 
específicas, que a integridade, a objetividade ou o ceticismo profissional da 
firma, ou de membro da equipe de auditoria ficaram comprometidos.
Questão 28 (ESAF/AFRFB/2012) A empresa Betume S.A. é uma empresa de inte-
resse público que vem sendo auditada pela empresa Justos Auditores Independen-
tes, pelo mesmo sócio-principal há sete anos. Considerando a NBC PA 290, deve a 
firma de auditoria externa
a) ser substituída por outra, não podendo retornar a fazer a auditoria da empresa 
no prazo de dez anos.
b) fazer a substituição desse sócio-principal, podendo o mesmo retornar a fazer 
trabalhos de auditoria nessa companhia somente após cinco anos.
c) substituir toda a equipe de auditoria, podendo retornar aos trabalhos nessa 
companhia, decorridos no mínimo três anos.
d) trocar o sócio-principal e demais sócios-chave do trabalho, podendo retornar a 
fazer auditoria após decorrido o prazo de dois anos.
e) comunicar ao cliente a manutenção do sócio-principal, ficando a cargo do órgão 
regulador a determinação ou não da substituição.
Letra d.
Em trabalhos de auditoria de entidade de interesse público (sociedade anônima e 
outras), o profissional não deve atuar como sócio chave da auditoria por mais de 
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cinco anos. Depois desse período de cinco anos, a pessoa não deve ser membro 
da equipe de trabalho ou sócio chave da auditoria para o cliente pelo prazo de 
dois anos.
Durante esse período de dois anos, a pessoa não deve participar da auditoria da 
entidade, efetuar controle de qualidade para o trabalho, consultar a equipe de tra-
balho ou o cliente sobre assuntos técnicos ou específicos do setor, transações ou 
eventos ou de outra forma influenciar diretamente o resultado do trabalho.
Questão 29 (FUNCAB/MPE/RO/2012) Qual das seguintes opções está de acordo 
com as normas de auditoria?
a) é necessário que todos os membros das equipes de auditoria tenham indepen-
dência de pensamento em relação ao órgão e às pessoas que trabalham no órgão 
em que está sendo executada a auditoria, assim como se exige deles que aparen-
tem ter independência.
b) é necessário que o chefe das equipes de auditoria tenha independência de pen-
samento em relação ao órgão e às pessoas que trabalham no órgão em que está 
sendo executada a auditoria, assim como se exige dele que aparente ter indepen-
dência, enquanto para o restante da equipe é exigido apenas que tenham indepen-
dência de pensamento.
c) é necessário que todos os membros das equipes de auditoria tenham indepen-
dência de pensamento em relação ao órgão e às pessoas que trabalham no órgão 
em que está sendo executada a auditoria, sendo apenas desejável que aparentem 
ter independência.
d) é necessário que todos os membros das equipes de auditoria tenham indepen-
dência de pensamento em relação ao órgão e às pessoas que trabalham no órgão 
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em que está sendo executada a auditoria, e tal conceito não envolve a aparência 
de independência.
e) no ambiente governamental, as exigências de independência do auditor não são 
aplicáveis em decorrência da estrutura de pessoal com pouca renovação e, em ge-
ral, com um quantitativo reduzido.
Letra a.
Para manter a independência, é necessário que todos os membros das equipes de 
auditoria tenham independência de pensamento (postura que permite uma conclu-
são independente) em relação ao órgão e às pessoas que trabalham no órgão em 
que está sendo executada a auditoria, assim como se exige deles que aparentem 
ter independência (aparência de independência), que requer evitar fatos e circuns-tâncias que sejam tão significativos a ponto de que um terceiro com experiência, 
conhecimento e bom senso provavelmente concluiria, ponderando todos os fatos 
e circunstâncias específicas, que a integridade, a objetividade ou o ceticismo pro-
fissional da firma, ou de membro da equipe de auditoria ficaram comprometidos.
Questão 30 (FUNDATEC/RS/AUDITOR/2014) De acordo com a NBC PA 290 – In-
dependência – Trabalhos de Auditoria e Revisão, as ameaças à Independência do 
Auditor se enquadram nas categorias a seguir, exceto:
a) interesse próprio ocorre quando o interesse financeiro ou outro interesse in-
fluenciará de forma não apropriada o julgamento ou comportamento do auditor.
b) autorrevisão ameaça que o auditor não avaliará apropriadamente os como por 
outra pessoa da firma dele, nos quais o auditor confiará para formar um julgamento 
como parte da prestação do serviço atual.
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c) defesa de interesse do cliente é a ameaça de que o auditor promoverá ou de-
fenderá a posição de seu cliente a ponto em que a sua objetividade fique compro-
metida.
d) familiaridade é a ameaça de que, devido ao relacionamento longo ou próximo 
com o cliente, o auditor tornar-se-á solidário aos interesses dele ou aceitará seu 
trabalho sem muito questionamento.
e) integridade é a ameaça de que o auditor será dissuadido de agir com honestida-
de em decorrência de pressões reais ou aparentes, incluindo tentativas de exercer 
influência indevida sobre o auditor.
Letra e.
Cabe-me aqui relembrar o conceito estabelecido na NBC PA 290 para cada uma das 
ameaças à independência dos trabalhos:
Ameaça de interesse próprio ocorre quando uma entidade de auditoria ou um 
membro da equipe de auditoria poderia auferir benefícios de um interesse financei-
ro na entidade auditada, ou outro conflito de interesse próprio com essa entidade 
auditada.
Ameaça de autorrevisão ocorre quando o resultado de um trabalho anterior pre-
cisa ser reanalisado ao serem tiradas conclusões sobre o trabalho de auditoria ou 
quando um membro da equipe de auditoria era, anteriormente, administrador ou 
diretor da entidade auditada, ou era um funcionário cujo cargo lhe permitia exercer 
influência direta e importante sobre o objeto do trabalho de auditoria.
Ameaça de defesa de interesses da entidade auditada ocorre quando a entidade 
de auditoria ou um membro da equipe de auditoria defendem ou parecem defender 
a posição ou a opinião da entidade auditada, a ponto de poderem comprometer ou 
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darem a impressão de comprometer a objetividade. Pode ser o caso da entidade de 
auditoria ou membro da equipe de auditoria que subordina seu julgamento ao da 
entidade auditada.
Ameaça de familiaridade ocorre quando, em virtude de um relacionamento es-
treito com uma entidade auditada, inclusive de parentesco, com seus administra-
dores, com diretores ou com funcionários, uma entidade de auditoria ou membro 
da equipe de auditoria passam a se identificar, demasiadamente, com os interesses 
da entidade auditada.
Ameaça de intimidação ocorre quando um membro da equipe de auditoria en-
contra obstáculos para agir, objetivamente, e com ceticismo profissional devido a 
ameaças, reais ou percebidas, por parte de administradores, diretores ou funcioná-
rios de uma entidade auditada.
Questão 31 (FGV/ICMS/RIO/2011) Considerando o que determina o Conselho 
Federal de Contabilidade, assinale a alternativa correta.
a) pessoa externa qualificada é uma pessoa de dentro da firma com competência e 
habilidades que poderia atuar como sócio encarregado do trabalho.
b) pelo menos uma vez a cada seis meses, a firma deve obter confirmação por 
escrito do cumprimento de suas políticas e procedimentos sobre independência de 
todo o pessoal da firma, que precisa ser independente por exigências éticas rele-
vantes.
c) no caso específico de trabalho de auditoria, o período de retenção seria normal-
mente de pelo menos quatro anos, a partir da data do relatório do auditor inde-
pendente ou, se superior, da data do relatório do auditor independente do grupo. 
A documentação do trabalho é de propriedade da firma. A firma pode, a seu critério 
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disponibilizar partes ou trechos da documentação do trabalho aos clientes, desde 
que essa divulgação não prejudique a validade do trabalho realizado ou, no caso de 
trabalhos de asseguração, a independência da firma ou do seu pessoal.
d) equipe de trabalho são os sócios e o quadro técnico envolvidos no trabalho e 
quaisquer pessoas contratadas pela firma ou uma firma da mesma rede para exe-
cutar procedimentos do trabalho. Isso exclui especialistas externos contratados 
pela firma ou por firma da mesma rede.
e) recomenda-se, com vistas à manutenção da qualidade (independência), que 
seja efetuado o rodízio do sócio do trabalho após o período de três anos.
Letra d.
Equipe de trabalho são os sócios e o quadro técnico envolvidos no trabalho e quais-
quer pessoas contratadas pela firma ou uma firma da mesma rede para executar 
procedimentos do trabalho. Isso exclui especialistas externos contratados pela fir-
ma ou por firma da mesma rede. Sobre a equipe de trabalho é que a firma deve 
aplicar políticas e procedimentos para assegurar a qualidade dos trabalhos.
�a) pessoa externa qualificada é uma pessoa de fora da firma com competência e 
habilidades que poderia atuar como sócio encarregado do trabalho, por exemplo, 
um sócio de outra firma ou um empregado (com experiência apropriada) de outra 
firma de auditoria, cujos membros podem realizar auditorias e revisões de informa-
ções contábeis históricas ou outros serviços de asseguração e serviços correlatos.
�b) anualmente, a firma deve obter confirmação por escrito do cumprimento de 
suas políticas e procedimentos sobre independência de todo o pessoal da firma, 
que precisa ser independente por exigências éticas relevantes.
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�c) no caso específico de trabalho de auditoria, o período de retenção seria normal-
mente de pelo menos cinco anos, a partir da data do relatório do auditor indepen-
dente ou, se superior, da data do relatório do auditor independente do grupo.
e) recomenda-se, com vistas à manutenção da qualidade (independência),que 
seja efetuado o rodízio do sócio do trabalho após o período de cinco anos.
Questão 32 (FGV/TCM/SP/2015) a partir de um contrato que prevê execução de 
auditoria por cinco anos. Um dos auditores, ao executar o trabalho de auditoria ini-
cial nessa entidade, atestou argumentos apresentados pela empresa auditada de 
tal forma a indicar comprometimento da objetividade do seu trabalho. O posiciona-
mento do auditor constitui ameaça à independência em decorrência de:
a) autorrevisão do trabalho;
b) defesa de interesse do cliente;
c) familiaridade;
d) intimidação profissional;
e) interesse próprio.
Letra b.
De acordo com a NBC PA 290, a ameaça de defesa de interesse do cliente é a ame-
aça de que o auditor promova ou defenda a posição de seu cliente a ponto em que 
a sua objetividade fique comprometida.
Questão 33 (UFPR/UFPR/AUDITOR/2018) Com base nos aspectos pertinentes à 
independência, consubstanciados nas NBC-PA, se um auditor independente for de-
signado para auditar uma empresa onde sua esposa trabalhou como gerente admi-
nistrativo-financeira há um ano, ele deverá:
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a) comunicar o cliente e renunciar.
b) recusar o trabalho.
c) comunicar o sócio da firma de auditoria e renunciar.
d) efetuar o trabalho.
e) comunicar o cliente.
Letra b.
Nesse caso, a ameaça seria tão significativa que não haveria possíveis salvaguar-
das para eliminar ou reduzir as ameaça, razão pela qual, o auditor independente 
deveria recusar o trabalho.
Questão 34 (UFPR/UFPR/AUDITOR/2018) Determinadas situações caracterizam 
a perda de independência da firma de auditoria em relação à entidade para a qual 
está sendo prestado o trabalho de asseguração. Se um membro da equipe ou algum 
membro imediato da família tem interesse financeiro direto ou indireto relevante 
no cliente de asseguração, é criada a ameaça de interesse próprio. Nesse contex-
to, assinale a alternativa INCORRETA em relação às salvaguardas necessárias para 
eliminar ou reduzir a ameaça de independência em nível aceitável.
a) alienação do interesse financeiro direto antes de a pessoa se tornar membro da 
equipe de trabalho.
b) alienação total do interesse financeiro indireto relevante ou em montante su-
ficiente para reduzi-lo ao nível não considerado relevante, antes de a pessoa se 
tornar membro da equipe de trabalho.
c) afastamento do membro da equipe de trabalho.
d) nenhum procedimento de salvaguarda precisa ser adotado, tendo em vista que 
esse membro da equipe não é o responsável técnico pelo trabalho.
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e) tendo em vista o grau de parentesco e interesse na valoração do patrimônio da 
entidade, o membro da equipe pode desqualificar a base de opinião.
Letra d.
A questão foi elaborada com base na NBC PA 290, sobre a independência do audi-
tor. Segundo a norma, se um membro da equipe de auditoria, um familiar imediato 
dessa pessoa, ou uma firma tiver interesse financeiro direto ou interesse financeiro 
indireto relevante no cliente de auditoria, a ameaça de interesse próprio criada se-
ria tão significativa que nenhuma salvaguarda poderia reduzir a ameaça a um nível 
aceitável. Portanto, nenhuma das pessoas relacionadas a seguir deve ter interesse 
financeiro direto ou interesse financeiro indireto relevante no cliente: membro da 
equipe de auditoria, familiar imediato dessa pessoa, ou a firma.
Quando um membro da equipe de auditoria sabe que um familiar próximo tem 
interesse financeiro direto ou interesse financeiro indireto relevante no cliente de 
auditoria, é criada ameaça de interesse próprio. A importância da ameaça depende 
de fatores como: a) natureza do relacionamento entre o membro da equipe de au-
ditoria e o familiar próximo; b) materialidade do interesse financeiro para o familiar 
próximo.
A importância da ameaça deve ser avaliada e salvaguardas aplicadas quando ne-
cessário para eliminar a ameaça ou reduzi-la a um nível aceitável. Exemplos dessas 
salvaguardas incluem:
a) a alienação pelo familiar próximo, assim que possível, de todo o interesse fi-
nanceiro ou de parte suficiente do interesse financeiro indireto de modo que 
o interesse remanescente não seja mais relevante;
b) revisão por outro auditor do trabalho realizado pelo membro da equipe de 
auditoria;
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c) retirada da pessoa da equipe de auditoria.
Pelo exposto, conclui-se que a única alternativa incorreta é a letra d. Se um mem-
bro da equipe ou algum membro imediato da família tem interesse financeiro direto 
ou indireto relevante no cliente de asseguração, é criada a ameaça de interesse 
próprio, que requer a adoção de salvaguardas.
Questão 35 (FCC/TRT 2ª REG/CONTABILIDADE/2018) Para a realização dos tra-
balhos de auditoria, a existência da independência é pressuposto necessário entre 
os membros das equipes de auditoria e os clientes de auditoria. Nesse contexto, 
é correto afirmar que
a) as ameaças à independência podem ser enquadradas em um único tipo, que se 
resume, basicamente, à ameaça de emitir um parecer inadequado, frente ao con-
junto de fatos observados antes do início dos trabalhos de auditoria.
b) a independência compreende a construção do pensamento burocrático, especifi-
cando detalhadamente os passos para que os objetivos estabelecidos sejam alcan-
çados dentro dos limites contratados com o cliente de auditoria.
c) a independência é opcional durante o período de contratação coberto pelas de-
monstrações contábeis, iniciando-se com um ano de antecedência à escolha da or-
ganização que irá realizar os trabalhos de auditoria e terminando em até dois anos 
após e emissão do relatório de auditoria.
d) em relação à documentação comprobatória da independência dos trabalhos de 
auditoria, o auditor sempre pode dispensá-las quando as conclusões extraídas de-
monstrarem que as ameaças observadas à emissão de sua conclusão forem subs-
tanciais.
e) os conceitos sobre a independência devem ser aplicados pelos auditores a fim 
de identificar as ameaças; avaliar a importância das ameaças identificadas e aplicar 
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as salvaguardas, quando necessário, para eliminar as ameaças ou reduzi-las a um 
nível aceitável.
Letra e.
A única alternativa correta é letra “e”. Segundo a NBCPA 290, os conceitos sobre 
a independência devem ser aplicados por auditores para: a) identificar ameaças à 
independência; b) avaliar a importância das ameaças identificadas; c) aplicar sal-
vaguardas, quando necessário, para eliminar as ameaças ou reduzi-las a um nível 
aceitável. Na letra “a”, as ameaças não são enquadradas em um único tipo; na letra 
“b”, a independência não compreende a construção do pensamento burocrático; na 
letra “c”, há três afirmações erradas e absurdas; e na letra “d”, o auditor tem obri-
gação de documentar as ameaças e salvaguardas relevantes.
Questão 36 (CESPE/SEFAZ/RS/AUDITOR/2018) A independência do auditor 
pressupõe
a) autorrevisão.
b) familiaridade com a entidade auditada.
c) moderação na emissão de opinião.
d) preservação dos interesses das entidades auditadas.
e) integridade e objetividade na emissão de relatórios.
Letra e.
A independência do auditor pressupõe a integridade e objetividade na emissão de 
relatórios. As demais alternativas constituem ameaças à independência. Questão 
simples que não merece maiores comentários.
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Questão 37 (FCC/AFAP/ANALISTA/CONTADOR/2019) O sócio da empresa Audita 
Tudo S.A. faz parte do Conselho de Administração da empresa Software S.A. Foi 
contratado para realizar a auditoria da empresa Software S.A.. Em relação a esse 
trabalho, pode-se afirmar que
a) não é permitido, uma vez que nenhuma salvaguarda poderia reduzir as ameaças 
a um nível aceitável.
b) é permitido, desde que haja transparência, uma vez que as normas e procedi-
mentos de auditoria mitigam os riscos.
c) é permitido, uma vez que o auditor tem que seguir os procedimentos e normas 
de auditoria e atender o código de ética.
d) somente será permitido, se o quadro de auditores subordinados ao sócio forem 
periodicamente trocados.
e) não há previsão normativa restringindo a atuação, podendo o sócio julgar-se 
independente e aceitar.
Letra a.
A questão pode ser resolvida pela lógica! A situação colocada é bem absurda, qual 
seja, um auditor que também exerce a função de conselheiro de uma empresa é 
contratado para auditar as demonstrações contábeis desta mesma empresa. Logi-
camente que é uma situação de total falta de independência do auditor. Segundo a 
NBC PA 290, se um sócio ou empregado da firma desempenha a função de conse-
lheiro ou diretor de cliente de auditoria, as ameaças de autorrevisão e de interesse 
criadas seriam tão significativas que nenhuma salvaguarda poderia reduzir as ame-
aças a um nível aceitável. Consequentemente, nenhum sócio ou empregado deve 
desempenhar a função de conselheiro ou diretor de cliente de auditoria.
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Questão 38 (FCC/ISS/MANAUS/2019) O Código de Conduta Profissional (Code of 
Professional Conduct) do Instituto Americano de Contadores Públicos Certificados 
(AICPA), em seu item 1.240.010.03, estabelece que:
Se um sócio ou funcionário da firma, ou sua família imediata, ou qualquer grupo de 
tais pessoas, reunir mais de 5% dos interesses patrimoniais ou outras participações 
de um cliente de auditoria durante o período de contratação, a ameaça de interesse 
próprio à conformidade com a “Regra de Independência” [1.200.001] alcançaria 
um nível inaceitável que não poderia ser reduzido pela aplicação de salvaguardas. 
Dessa forma, a independência estaria comprometida.
(American Institute of Certified Public Accountants. Code of Professional Conduct. Disponível em: 
https://pub.aicpa.org/codeof conduct/ethicsresources/et-cod.pdf, p. 56. Tradução nossa)
No tocante à normatização em âmbito nacional, o assunto
a) não é regulado, não havendo qualquer limitação similar.
b) é regulado pela NBC PA 290, que, no entanto, não relaciona a independência do 
Auditor com a materialidade de eventuais interesses financeiros.
c) apesar de não ser regulado diretamente em normativos do Conselho Federal de 
Contabilidade, a NBC PA 290 exige a independência de pensamento, mesmo que à 
custa da aparência de independência.
d) apesar de não ser regulado diretamente em normativos do Conselho Federal de 
Contabilidade, constitui uma regra costumeira na Auditoria brasileira, com percen-
tual equivalente a 10% da participação.
e) é regulado pela NBC PA 290, que, entretanto, deixa de consignar o percentual 
específico de 5%, empregando a expressão interesse financeiro direto ou indireto 
“relevante”.
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Letra e.
A situação é regulada na NBC PA 290, definindo que deter interesse financeiro em 
cliente de auditoria pode criar ameaça de interesse próprio. A existência e impor-
tância de qualquer ameaça criada depende: (a) da função da pessoa que detém 
o interesse financeiro; (b) se o interesse financeiro é direto ou indireto; e (c) da 
materialidade do interesse financeiro. Logo, a NBC PA 290 deixa de consignar o 
percentual específico de 5%, empregando a expressão interesse financeiro direto 
ou indireto “relevante”.
Questão 39 (FCC/ISS/SP/2012) A empresa Resistente S.A. não concordou em 
apresentar a carta de responsabilidade da administração. Nesse caso, o auditor
a) deve denunciar a empresa aos órgãos competentes e recusar a auditoria.
b) deve aceitar o trabalho, estabelecendo a limitação de escopo e evidenciando a 
recusa no relatório da auditoria.
c) não deve aceitar o trabalho a menos que seja exigido por lei ou regulamento.
d) deve ressalvar o parecer, apresentando nota de ênfase em qualquer situação.
e) não deve aceitar o trabalho, em qualquer situação, ainda que exigido por lei.
Letra c.
De acordo com a NBC TA 210, as normas requerem que o auditor solicite que a 
administração forneça representações formais de que cumpriu determinadas res-
ponsabilidades. Quando a administração não reconhecer sua responsabilidade, ou 
não concordar em fornecer as representações formais, o auditor não consegue ob-
ter evidência de auditoria apropriada e suficiente. Nessas circunstâncias, não seria 
adequado que o auditor aceitasse o trabalho de auditoria, a menos que seja exigido 
por lei ou regulamento.
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Questão 40 (ESAF/AFRFB/2012) Pode-se afirmar que, para a aceitação do risco 
de um trabalho de auditoria externa, deve o auditor avaliar
I – se os sócios e equipe são, oupodem razoavelmente tornar-se, suficiente-
mente competentes para assumir o trabalho.
II – qual a atitude dos colaboradores e dos grupos de colaboradores em relação 
ao ambiente de controle interno e seus pontos de vista sobre interpretações 
agressivas ou inadequadas de normas contábeis.
III – se terá acesso aos especialistas necessários para a realização do trabalho.
a) Todas estão corretas.
b) Apenas I e II estão corretas.
c) Apenas II e III estão erradas.
d) Somente a III está correta.
e) Todas estão erradas.
Letra a.
Antes de aceitar um contrato de auditoria, o auditor deve avaliar se ele pode ser 
concluído de acordo com todas as normas profissionais aplicáveis e normas de con-
trole de qualidade. Alguns passos importantes na aceitação do cliente e do contrato 
incluem avaliação da integridade da administração, identificação de circunstâncias 
especiais e riscos incomuns, avaliação da competência e independência, decisão de 
aceitar ou recusar o cliente/contrato e emissão de carta de contração.
Questão 41 (FBC/EXAME CFC 1-2016) Com base nas Normas Brasileiras de Audi-
toria, em relação à concordância com os termos de trabalho de Auditoria e as con-
dições prévias para uma auditoria, julgue os itens abaixo e, em seguida, assinale 
a opção CORRETA.
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I – O auditor independente deve determinar se a estrutura de relatório finan-
ceiro a ser aplicada na elaboração das demonstrações contábeis é aceitável.
II – O auditor independente deve obter a concordância da administração de que 
ela reconhece e entende sua responsabilidade pela elaboração das demons-
trações contábeis de acordo com a estrutura de relatório financeiro aplicável, 
incluindo, quando relevante, sua adequada apresentação.
III – O auditor independente deve obter a concordância da administração de que 
ela reconhece e entende sua responsabilidade pelo controle interno que a 
administração determinou como necessário para permitir a elaboração de 
demonstrações contábeis livres de distorções relevantes, independentemen-
te se causadas por fraude ou erro.
Está(ão) Certa(S) o(s) item(ns):
a) II e III, apenas.
b) I, apenas.
c) I e II, apenas.
d) I, II e III.
Letra d.
Os três itens estão corretos e reproduzem literalmente trechos da NBC TA 210 - 
CONCORDÂNCIA COM OS TERMOS DO TRABALHO DE AUDITORIA.
Questão 42 (FBC/EXAME CFC 2-2015) De acordo com a NBC TA 210 – Concor-
dância com os Termos do Trabalho de Auditoria, analise os requisitos apresentados 
nos itens abaixo, quanto à obrigatoriedade de sua inclusão na carta de contratação 
de auditoria, e, em seguida, assinale a opção CORRETA.
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I – Objetivo e alcance da auditoria das demonstrações contábeis.
II – Identificação da estrutura de relatório financeiro aplicável para a elaboração 
das demonstrações contábeis.
III – Referência à forma e ao conteúdo esperados de quaisquer relatórios a serem 
emitidos pelo auditor, e uma declaração de que existem circunstâncias em 
que um relatório pode ter forma e conteúdo diferentes do esperado.
IV – As responsabilidades do auditor e as responsabilidades da administração, 
quanto ao trabalho de auditoria. Devem ser incluídos na carta de contratação 
de auditoria os requisitos apresentados nos itens:
a) I e II, apenas.
b) I, II, III e IV.
c) II e III, apenas.
d) III e IV, apenas.
Letra b.
De acordo com a NBC TA 210, os termos do trabalho de auditoria estabelecidos 
devem ser formalizados na carta de contratação de auditoria ou outra forma ade-
quada de acordo por escrito que devem incluir:
• o objetivo e o alcance da auditoria das demonstrações contábeis;
• as responsabilidades do auditor;
• as responsabilidades da administração;
• a identificação da estrutura de relatório financeiro aplicável para a elaboração 
das demonstrações contábeis; e
• referência à forma e ao conteúdo esperados de quaisquer relatórios a serem 
emitidos pelo auditor e uma declaração de que existem circunstâncias em que 
um relatório pode ter forma e conteúdo diferente do esperado.
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Questão 43 (CESPE/ANAC/ESPECIALISTA-ÁREA 7/2012) Com base nas resolu-
ções do Conselho Federal de Contabilidade acerca da estrutura das normas brasi-
leiras.
Nas normas brasileiras de contabilidade, tanto nas profissionais como nas técnicas, 
são estabelecidos preceitos de conduta profissional, bem como padrões e procedi-
mentos técnicos necessários ao adequado exercício profissional.
Certo.
As normas brasileiras de contabilidade compreendem normas profissionais, que 
tratam de preceitos de conduta profissional, e as normas técnicas que estabelecem 
padrões e procedimentos técnicos necessários ao adequado exercício profissional.
Questão 44 (CESPE/ANAC/ESPECIALISTA-ÁREA 7/2012) Julgue o item que se 
segue, a respeito de conceitos básicos de auditoria e asseguração.
O auditor independente deve recorrer a um especialista quando verificar que não 
possui habilidade e conhecimento adequados em relação ao objeto e aos critérios 
do contrato, para determinar que foram obtidas evidências adequadas e suficien-
tes.
Errado.
Segundo as normas de auditoria, o auditor somente deve aceitar realizar o traba-
lho de auditoria caso possua habilidade e conhecimento adequados em relação ao 
objeto e aos critérios do contrato, para determinar que foram obtidas evidências 
adequadas e suficientes. Caso não possua habilidade e conhecimento adequados, 
não caberia recorre a especialistas, até porque o trabalho não deveria ser aceito e 
realizado.
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Questão 45 (CESPE/ANAC/ESPECIALISTA-ÁREA 7/2012) Julgue o item que se 
segue, a respeito de conceitos básicos de auditoria e asseguração.
Quando não há critérios estabelecidos para os objetos de asseguração, o auditor 
independente deve obter do contratante confirmação de que os critérios desenvol-
vidos especificamente para os objetos do contrato são adequados para os propósi-
tos dos usuários previstos.
Certo.
Segundo a estrutura conceitual para outros trabalhos de asseguração que não a 
auditoria e a revisão, para alguns objetos, é provável que não existam critérios 
estabelecidos. Nesses casos, são desenvolvidos critérios específicos. O auditor in-
dependente deve avaliarse esses critérios desenvolvidos podem gerar relatório 
de asseguração suscetível de induzir os usuários previstos a erro. O auditor inde-
pendente deve obter dos usuários previstos ou do contratante confirmação de que 
esses critérios são adequados para os propósitos dos usuários previstos. O auditor 
independente deve considerar como a falta dessa confirmação pode afetar o que 
deve ser feito para avaliar a adequação dos critérios identificados, e a informação 
fornecida sobre os critérios no relatório de asseguração.
Questão 46 (INÉDITA/2019) Segundo a NBC PA 290, quando um cliente de audi-
toria é entidade de interesse público e, por dois anos consecutivos, o total de hono-
rários nesse cliente e em suas respectivas entidades relacionadas representa mais 
de 15% do total de honorários recebidos pela firma que está emitindo o relatório 
de auditoria sobre as demonstrações contábeis do cliente, a firma deve suspender 
imediatamente os trabalhos em função a ameaça à independência.
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Errado.
Segundo a NBC PA 290(R2), nesse caso, a firma de auditoria deve divulgar para os 
responsáveis pela governança o fato de que o total desses honorários representa 
mais de 15% do total de honorários recebidos pela firma, discutindo quais salva-
guardas abaixo ela aplicará para reduzir a ameaça a um nível aceitável e aplicar a 
salvaguarda selecionada:
• providenciar que outro auditor, que não é membro da firma que está emitindo 
o relatório de auditoria sobre as demonstrações contábeis, antes da emissão 
do relatório do segundo ano, execute revisão do controle de qualidade do tra-
balho, prevista nas normas profissionais;
• após a emissão do relatório de auditoria sobre as demonstrações contábeis do 
segundo ano, antes da emissão do relatório do terceiro ano, um auditor, que 
não é membro da firma que está emitindo o relatório sobre as demonstrações 
contábeis, ou órgão regulador profissional, execute uma revisão da auditoria 
do segundo ano que é equivalente a uma revisão de controle de qualidade do 
trabalho (revisão pós-emissão).
Questão 47 (INÉDITA/2019) Com base nos aspectos pertinentes à independên-
cia, consubstanciados nas NBC-PA, se um auditor independente for designado para 
auditar uma empresa onde sua esposa trabalhou como gerente administrativo-fi-
nanceira há um ano, ele deverá recusar o trabalho.
Certo.
Nesse caso, segundo a NBC PA 290, a ameaça seria tão significativa que não ha-
veria possíveis salvaguardas para eliminar ou reduzir as ameaça, razão pela qual, 
o auditor independente deveria recusar o trabalho.
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Questão 48 (INÉDITA/2019) Monitoramento é o processo que consiste na contí-
nua consideração e avaliação do sistema de controle de qualidade da firma, incluin-
do a inspeção periódica de uma seleção de trabalhos concluídos.
Certo.
Monitoramento é um processo que consiste na contínua consideração e avaliação 
do sistema de controle de qualidade da firma, incluindo a inspeção periódica de 
uma seleção de trabalhos concluídos, projetado para fornecer à firma segurança 
razoável de que seu sistema de controle de qualidade está operando de maneira 
efetiva.
Questão 49 (INÉDITA/2019) O programa de controle de qualidade deve ser esta-
belecido de acordo com a estrutura da equipe técnica do auditor e a complexidade 
dos serviços. Nesse sentido, caso o auditor não possua equipe, não poderá aceitar 
o trabalho visto ser de fundamental importância à existência de estrutura técnica 
da equipe.
Errado.
O programa de controle de qualidade deve ser estabelecido de acordo com a es-
trutura da equipe técnica do auditor e a complexidade dos serviços que realizar. 
Contudo, no caso de o auditor atuar sem a colaboração de assistentes, o controle 
da qualidade é inerente à qualificação profissional do auditor.
Questão 50 (INÉDITA/2019) Quanto à responsabilidade legal, o auditor pode ser 
responsabilizado pela prevenção de fraudes ou erros, obrigando-se no planejamento 
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a indagar da administração da entidade auditada sobre qualquer fraude ou erro que 
tenham sido detectados. O auditor deve realizar o seu trabalho de forma a detec-
tar qualquer ocorrência de fraude, independente do efeito sobre as demonstrações 
contábeis.
Errado.
O auditor não é responsável e nem pode ser responsabilizado pela prevenção de 
fraudes ou erros. Deve planejar seu trabalho, avaliando o risco de ocorrência de 
fraude, de forma a ter grande probabilidade de detectar aquelas que impliquem 
efeitos relevantes nas demonstrações contábeis.
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	Responsabilidade Legal
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	Integridade
	Objetividade
	Competência e Zelo Profissionais
	Sigilo Profissional
	Comportamento Profissional
	Normas Brasileiras de Contabilidade
	Controle de Qualidade da Auditoria de Demonstrações Contábeis
	Controle Interno de Qualidade na Auditoria das Demonstrações Contábeis (NBC PA 01 E NBC TA 220)
	Objetivo do Auditor
	Definições Importantes Constantesda NBC PA 01
	Elementos do Sistema de Controle de Qualidade
	Responsabilidade da Liderança pela Qualidade na Firma
	Exigências Éticas Relevantes
	Aceitação e Continuidade do Relacionamento com Clientes e de Trabalhos Específicos
	Recursos Humanos
	Execução do Trabalho
	Monitoramento das Políticas e Procedimentos de Controle de Qualidade da Firma
	Avaliação, Comunicação e Correção de Deficiência Identificada
	Reclamações e Alegações
	Revisão do Controle Interno de Qualidade
	Norma de Revisão Externa pelos Pares
	Independência nos Trabalhos de Auditoria – NBC PA 290(R2)
	Entidades de Interesse Público
	Entidades Relacionadas
	Documentação
	Período de Contratação
	Desvios de Disposições da NBC PA 290
	Interesses Financeiros
	Empréstimos e Garantias
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	Relacionamentos Familiares e Pessoais
	Emprego em Cliente de Auditoria
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	Função de Conselheiro ou Diretor em Cliente de Auditoria
	Associação de Pessoal Sênior (Incluindo Rotação de Sócios) com Cliente de Auditoria
	Prestação de Serviços que não são de Asseguração a Clientes de Auditoria
	Honorários
	Tamanho Relativo dos Honorários
	Clientes de Auditoria que são Entidades de Interesse Público
	Honorários Vencidos
	Concordância com os Termos do Trabalho de Auditoria – NBC TA 210(R1)
	Resumo
	Questões de Concurso
	Gabarito
	Gabarito Comentado
	AVALIAR 5: 
	Página 158:

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