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Clínica 2 segunda unidade aula 1; L asers e Leds Introdução: luz, fotossíntese, culto ao sol, helioterapia→ terapia de se colocar sob os efeitos da luz solar algumas entidades cultuavam o sol. Vitamina D dependemos da exposição ao sol 1. 1800: Newton prisma de cores de luz→ faixa de luz; 1800 faixa de luz UV; 1801 2. 1904; formulação das bases teóricas 3. 1916; comprovação das teorias 4. 1917; conceito emissão estimulada de radiação → futuramente baseou o laser 5. 1954; construção do primeiro aparelho de MASE → pai do micro-ondas utiliza a amplificação das micro-ondas para estimular a luz microwave amplification by stimulated emission of radiation entedemos que a luz que enxergamos não corresponde a todos os espectros. Tem luz acima e abaixo da esfera da luz ultravioleta lembrando que: branco junção de todas as cores.→ Preto ausencia de todas as cores→ e a depender do ângulo, comprimento de onda vamos enxergar cores diferentes Laser; L light luz → → A amplification by amplificação→ → S stimulated estimulada→ → E emission of emissão → → R radiation radiação→ → Luz principio de que o laser nada mais é do que luz • A luz é uma forma de energia eletromagnética que existe como uma partícula que se desloca em ondas a uma velocidade constante. (sol é igual) frequência: quantas vezes a onda se repete amplitude: tamanho de cada onda a depender da frequencia e da amplitude, ela vai fazer menos ou mais alterações biológicas no ser humano Uma onda com maior frequência possui uma capacidade maior de penetração do tecido. • Fótons (quanta): são pacotes de energia (partículas luminosas), que embora não tenham massa, se comportam como se tivessem. Propagam-se como uma onda sendo, portanto, um campo eletromagnético oscilante A energia do foton é inversamente proporcional ao seu comprimento de onda comprimento de onda, amplitude e frequência Luz comum X Luz laser A luz é geralmente difusa (feixes espalhados), não focada; A luz laser distingue-se da luz comum por duas propriedades: monocromática e coerente (amplitude e frequência idênticas) é focada → normalmente o laser é com luz vermelha Espectro eletromagnético Ondas de rádio, celular, micro-ondas e satélite são NÃO IONIZANTES (com baixa frequencia e baixa energia) → não gera efeito biológico nocivo O sol é ultravioleta e a Luz é visível Raios X e raios gama são IONIZANTES (com alta frequencia e alta energia) consegue desorganizar→ os eletróns e gera íons com a alteração biológica pela liberação de alta energia e alta frequencia Amplificação • Ocorre no interior do Laser • O centro do laser é denominado cavidade do Laser: - Meio ativo; varia\determina com o tipo de laser - Mecanismo de bombeamento; o mecanismo eletrico gera excitação dos ions do meio ativo que começa a liberar energia - Ressonador óptico; 2 espelhos refletores, faz com que a excitação seja ressoada aumentando a energia e assim o colimador direciona em um único feixe • Meio Ativo: - Sólido: diodo, Er: YAG, Er,Cr: YSGG, Nd: YAG; - Líquido: corantes orgânicos (em desuso); - Gasoso: CO2, He-Ne, Argônio, Criptônio. • Mecanismo de excitação ou bombeamento: fonte de energia (ex: lâmpada flash) • Sistema óptico de ressonância: conjunto de espelhos, sendo um totalmente refletor e outro parcialmente refletor. Emissão estimulada • No processo natural não tem como, precisa estimular. Processo pelo qual os feixes laser são produzidos no interior da cavidade do laser; • A teoria da emissão estimulada foi postulada por Albert Einstein em 1916. Um quantum adicional de energia pode ser absorvido por um átomo já energizado e resultaria na liberação de dois quantum… O que ocorre: fótons, nêutrons e elétrons. No momento em que o eletron não recebe um estimulo ele continua em seu orbital, a partir de um estimulo externo ele salta, e a medida que ele salta há liberação de energia (fóton), e neste movimento em que ele salta, quando ele chega em um novo orbital há liberação de dois fótons, e a cada camada/orbital é liberado dois fótons, e com isso essa orbital é modificada – 2,4,6,8,10,12... Radiação • As ondas luminosas produzidas pelo laser são uma forma específica de radiação ou energia eletromagnética Regimes de operação do Laser cada laser trabalha em uma faixa (desde a faixa invisivel até a faixa visivel é o tipo do meio ativo → que determina isso) contínua→ contínua interrompida;→ libera e para, libera e para emissão pulsada; → salta em intervalos de tempo determinado super pulsadas;→ salta em intervalos de tempo menores e com mais velocidade chaveada: → a própria luz se propaga dessa forma características ópticas do Laser • o laser é liberado de forma paralela entre si colimado coerente monocromatico Monocromaticidade; Determinada pela frequência e pelo comprimento de onda • Coerência; Em razão emissão estimulada, as energias se somam até chegar em um ponto em comun LED • Colimação ou unidirecionalidade; Alto grau de paralelismo Coerência: fótons de mesmo comprimento de onda, se propagando na mesma direção e vibrando na mesma frequência. Direcionalidade ou Colimação: os fótons se propagam em uma única direção, sem divergência significativa. OBS: As propriedades ópticas são heterogêneas e inúmeras são as variáveis que influenciam no resultado da terapia 1. Comprimento de onda: Distancias entre os valores repetidos e sucessivos em um padrão de onda 2. Potência W: Quantidade de energia produzida ou consumida em um determinado intervalo de tempo. 1 Watts = 1J/s 3. Irradiância: Potência da luz / área irradiada do tecido biológico varía de acordo com a voltagem do aparelho ou distanciamento do foco (DEPENDE DA PONTA) 4. Energia: É a quantidade de luz depositada no tecido; Potência x Tempo -Joules U) 5. Fluência (Densidade de potência): Quantidade de energia depositada no tecido por unidade de área em um determinado tempo Fluência é Potência X Tempo/ Área (J/cm3) obs; o laser reflete, bate no espelho e reflete. Não pode aplicar em local de muito espelho indicado → oculos de proteção OBS; clareamento a laser para melhorar a → sensibilidade densidade inversamente proporcional a→ ← área Parâmetros Dosimétricos • Dose Quantidade de energia/ área adequada para tratar o tecido • Dosimetria Dose necessária para se atingir o efeito final necessário • Padrões de irradiação - Modo de emissão: contínuo, pulsátil, assistido - Modo de aplicação: guiado pela terapêutica - Modo de contato: junto ao tecido, afastado (quanto mais afastado maior a área, quanto mais próximo ao tecido menor a área) A medida que afasta diminui a quantidade de energia do tecido • Pontual: área de aplicação coincide com do aparelho; ex; tratamento de lesão • Varredura: área de aplicação é a área da lesão. Ex; mucosite. Prevenção OBS: Não É uma ciência exata pois há muitas variáveis subjetivas! É guiado pela terapeutica precisa observar até mesmo o fototipo da pele pois a pele reflete parte da energia precisa atentar ao tipo de doença, ao carater dela, ao o que está tentando melhorar Variáveis físicas X Variáveis Clínicas Classificação quanto a sua intensidade todo laser tem efeito analgésico e terapeutico independente de ser baixa ou alta intensidade; todos tem capacidade de cicatrização, reduzir → inflamação e edema, controlar infecção, melhora drenagem Laser de baixa intensidade • São fotobiomoduladores em razão do seu efeito cumulativo da dose; • Diagnóstico - Espectroscopia; - Fluorescência - Biospeckles (Mapeamento vascular) - não aquece e não desnatura proteina Já o de alta; vaporiza, carboniza, cauteriza, coagula. É uma cirurgia limpa obs; o tanto de energia que você coloca no tecido não irá se dissipar. • Terapêutico - Terapia fotodinâmica: É uma reação fotoquímica em que uma substância sensibilizante, uma fonte de luz e oxigênio laser para tratamento periodontal: a cirurgia nãoserá a primeira escolha pois dá recessão que vai aumnetar sensibilidade. Primeiro nos pensamos na terapia fotodinamica que terá o laser + uma substancia na area com capacidade maior de absorver a luz. LASERTERAPIA: tem como função irradiar células e ativar alguns componentes, resultando em reações bioquímicas que podem alterar completamente o metabolismo celular. Precisa saber se está emitindo dentro da faixa do infravermelho (mais interno\profundo; ulcera, edema. Reduzir dor) ou vermelho (lesão superficial;afta..) infravermelho; frequencia menor por isso consegue penetrar de forma mais profunda no tecido • Diodo: Infra-vermelho (720-980nm); Vermelho (Visivel) (620-690mm); (Dioto: Ga-AlAs, Ga-As, Ga-In-AS); Ex: Thcrapy BC (DMC), Therapy XT (DMC), Therapy Plus (DMC), Recover (MMO), Laser Duo (MMO). • Hálio-Ncônio: Visivel (Vermelho) (632,8nm); Ex: HeNe Plasmax IV, LHIN 9709 (KLD Biossistemas). Comprimentos de onda: • Vermelho (620-690nm): ação mais superficial • Infravermelho (720-980nm): ação mais profudan penetração), modulação da inflação (dor, edema) Efeitos nos tecidos: depende da capacidade de absorção e do efeito cromofágo Primários: → efeito na presença da luz (enquanto o laser está sendo aplicado); efeito depende da absorção; absorção mediada por cromóforos. EX; bronzeamento – algumas pessoas queimam tecido ao invés de ativar cromofago Secundários: → após irradiação, cascata de reações desencadeadas após absorção; melhora do metabolismo celular. Efétos da interação do laser com os tecidos biológicos: Estimula angiogênese: aumenta oxigenação e resposta imune; • Estimula produção de colágeno: favorece o alinhamento e remodelação tecidual, diminui cicatriz e aumenta resistência; EX; HOF • Estimula regeneração muscular e diminui atrofia: reparo de fibras e a ativação de células miogênicas; Diminui inflamação e edema: controle do processo inflamatório pelo aumento de mediadores e células como macrófagos, neutrófilos e linfócitos; • Estimula regeneração nervosa: aumento de fatores de crescimento, promove brotamento neuronal e formação de mielina para regeneração; EX; pós cirurgia ortagnatica, DTM • Estimula a produção de cartilagem: aumento de condrócitos e da produção de colágeno, reparação e melhora da função articular; • Estimula a formação de osso: proliferação de osteócitos e remodelação de osso, acelera reparação e aumenta qualidade tecidual. • Diminui cicatriz, diminui risco de atrofia, aumenta resistência Fotobiomodulação; tem a capacidade de modular o reparo tecidual por meio da luz; Laser de alta potência os cirurgicos. Ele esquenta energia térmica→ que vaporiza e corta o tecido Ação dos lasers de alta potência na Odontologia: 1 - Cirurgia: 2 - Coagulação; 3 - Descontaminação (redução microbiana); velting dentinário e redução de sensibilidade associada Laser de alta potência Efeitos fototérmicos: - Pelo calor a área vai Desidratação; - após desidratar vai auxiliar o processo de Coagulação do tecido - esse tecido vai sofrer Vaporização; - que vai ter uma Carbonização e Descontaminação (fazem a área ficar “feia” mas não vai doer) a recidiva vai ser minima pois vá vaporiza o reparo a irrigação não precisa ser extrema, é minima só para dar conforto. O laser de alta potencia não temluzz visivel então utilizar somente uma luz guia para ter noção de onde está cortando. O paciente não sente dor, o pós operatório é tranquilo. Efeitos fotomecânicos: - Ablação; - Disrupção. Tipos de laser: - Neodimio (Nd: YAG): 1064 nm - Dióxido de Carbono (CO2): 10600 nm - Dióxido de Carbono (TEA CO2): 9600 nm - Diodo (Ga-Al-As): 808- 920 nm - Argônio (Ar): 514,5 nm e 488 nm - Érbio (Er: YAG): 2940 nm - Érbio, Cromo (Er,Cr: YSGG): 2780 nm sistemas de entrega do feixe laser é a ponta final, a parte final do laser. • Método ergonômico e preciso • Fibra óptica flexíveis e pequenos com fibras de vidro sem revestimentos externos (lasers de érbio e CO2) Diâmetros de fibras para lasers de Nd: YAG e diodo, permitindo diferentes tamanhos do feixe de laser. Indicações clínicas: alta potência - Hipersensibilidade dentinária; - Preparo cavitário - Condicionamento do esmalte; - Preparo de peças protéticas; - Remoção de restaurações cerâmicas; - Clareamento dentário; - Gengivoplastia. - Incisao; - Remoção de fibromas; - Coagulação de hemangiomas; - Remoção de mucoceles. - Cirurgia apical; - Redução microbiana intracanal; - Vedamento dos túbulos intracanal (pré- obturação); - Clareamento dentário interno - Descontaminação do sulco periodontal; - Incisão em cirurgias; Biópsia - Frenectomia; - Remoção de pigmentação melânica; - Remoção de tártaro. - Aftas Vantagens - Menor dano tecidual; - Efeito secundário de fotobiomedulação; - Coagulação; otimo para imunossuprimidos - Pós-operaório mais confortável; - Reparo mais rápido. Desvantagens - Alto custo; - Exige treinamento profissional; - Risco de combustão (sedação inalatória). LED Díodo Emissor de Luz Como o próprio nome diz, é um diodo, baseado em junções p-n (p- positivo; n - negativo), que, quando energizado, emite luz… Eletroluminescência: processo de emissão de luz pela aplicação de uma fonte elétrica de energia Uso dos LEDs na Odontologia: - Fotobiomodulação (LEDterapia); - Fotopolimerização de materiais dentários; - Clareamento fotoativado; - Fototerapia estética (Harmonização facial). Led X L aser o laser é superior mas o led tem outras utilizações + Laser usa-se em cirurgias, led não LEDterapia (Fotobiomodulação) - Aplicação e efeito semelhante ao laser. (foto) • O espectro de ação eletromagnético da luz emitida pelo LED é mais amplo em relação ao do Laser. Maior faixa espectral • Laser possui maior fluência em uma menor faixa espectral (660 nm ‡ 5nm) • No LED, a densidade de energia está distribuída em uma banda eletromagnética maior (635 $ 35 nm), podendo interagir com um maior grupo de fotorreceptores específicos não pode usar pro foto enquanto tá utilizando pois pode dar alteração de retina. Trabalha com fotobiomodulação • O uso da fototerapia LED cresceu após resultados positivos demonstrados ela fototerapia laser na melhora do reparo osseo cm varios modelos; • Estudos associando biomateriais ainda são escassos; • Tanto a luz coerente como a não coerente, nos mesmos comprimentos de onda, intensidade e tempo de irradiação, promovem efeitos biológicos semelhantes Benefícios do LED • O aumento na deposição de colágeno; • Diminuição da colagenase; • Cicatrização em modelos de queimaduras de 3° grau e lesões bolhosas • Icterícia do neonato • Laser vx LED na mucosite oral (Volpato, 2009) • Fibromialgia LED na Odontologia Fotopolimerização 1. LED Azul (440-485nm): - Polimerização de materiais resinosos; - Cromóforo: Canforoquinona; Potência dos equipamentos: 0,6W - 1,4W - Energia mínima para uma boa conversão monomérica: 24J Ex: Radii-cal; Emitter; Elipar, etc 2. LED violeta (405-440nm): - Polimerização de materiais resinosos; - Cromóforo: Canforoquinona - Potência dos equipamentos: 0,6W - 1,4 W • Energia mínima para uma boa conversão monomérica: 24J •Ex: Radii-cal; Emitter; Elipar, etc Clareamento fotoativado - Pode ser ativado pelo LED Azul ou Violeta; - Acelera o processo de clareamento. Fototerapia estética Principais Comprimentos de Onda (nm) utilizados nos LEDs: LED Azul (440 - 485nm); LED Violeta (405 -440m); LED Ambar (580 - 590nm); LED Vermelho (600 - 740nm). Principais indicações: -Acne e cicatrizes; - Drug Delivery; - Poros distendidos; - Pelos faciais (epilação); - Hipereromias (Melasma, Cloasma, Lentigos e Melanoses Solares); - Telangiectasias, Angioma Rubi e Lago Venoso; - Envelhecimento cutâneo (rugas, linhas de expressão); - Flacidez palpebral. Doenças Peri-implantares Doença peri-implante é um termo geral usado para descrever os processos inflamatórios nos tecidos que circundam os implantes dentários e inclui duas entidades: mucositeperi-implantar. (periodonto e implante) peri-implantite mucosite peri-implantar; quando a inflamação estiver ao retor do implante, sem envolver tecido ósseo. não existe gengivite em implante; peri-implantite; quando afeta a crista óssea Etiologia e Patogênese A etiologia e a patogênese das doenças peri- implantares, incluindo a transição da mucosa peri-implantar saudável para a mucosite peri- implantar e da mucosite peri-implantar para a peri-implantite, são semelhantes às das doenças periodontais nos dentes. BIOFILME DESBIÓTICO + HOSPEDEIRO SUCEPTIVEL; má higienização, mudança de ph → favorece o aparecimento de microorganismos compatíveis com doenças para que ocorra a peri-implantite precisa obrigatoriamente ter a mucosite peri-implantar antes Histofisilogia dos tecidos peri-implantares no implante ele já de forma como epitélio juncioal longo, diferente do dente, onde se forma bem pequeno e se torna longo no processo de formação de bolsa periodontal, para formar a camada de proteção. Epitélio Juncional - Poucas camadas - Disposição celular (menos espaços) - Ausência de cristas epiteliais - Permeabilidade menor (é péssimo pois é a permeabilidade que faz com que as células de defesa migrem do conjuntivo para a área da disbiose; disbiotico, logo há uma melhor resposta do hospedeiro no dente em comparação ao implante, porque no dente o epitélio juncional tem mais espaços celulares para saída do fluido e migração de células de defesa.) - Alta renovação celular - Direção de esfoliação para o sulco - Hemidesmossomos aumentado (faz com que uma célula fique presa a outra) Epitélio Juncional no implante x dente Maior quantidade de hemidesmossomos Menor quantidade de espaços intracelulares Menor permeabilidade Menor capacidade de resposta! OBS; Se uma pessoa tiver acúmulo de biofilme no implante não será possível ver nenhum sinal é → muito comum pacientes com má higienização estar com a gengiva sem sinal de inflamação mas com um alto indice de placa isso acontece→ pois o dente mostra mais cedo que esta sofrendo ataque, do que a mucosa peri-implantar isso → faz com que o dentista tenha uma falsa ideia de que não está acontecendo nada mas o processo está progredindo as escuras (a inflamação clínica não é visualizada de forma correta) A doença peri-implantar se desenvolve mais rápido do que a periodontite no dente. Tecido conjuntivo o implante não tem LIGAMENTO PERIODONTAL (envolvido em regeneração) Características: Tecido conjuntivo denso Fibras colágenas verticais (maioria), horizontais e circulares Ausência de fibras de Sharpey (relacionada com LP) no implante tem a maior quantidade de fibras só que em uma única direção Pode ser dividido em duas partes:→ Superior subjacente ao E rico em fibroblastos e colágeno do tipo Ill Parte mais apical em região supra- cristal pobre em células e colágeno do tipo I obs; recessão pode ser um sinônimo de retração para alguns periodontistas mas na → literatura fala que recessão é perda em altura e a retração é sentido vestibulo lingual DENTE X IMPLANTE Irrigação; capacidade de resposta melhor sangue→ cemento; faz com que haja ortodontia não pode colocar implante → e depois fazer orto. Estima-se que a prevalência de peri-implantite esteja entre 2% e 10% dos implantes instalados. O implante jamais vai ser tão bom quanto o dente obs; o paciente de implante não sente quando come algo muito duro por isso vemos tantos implantes fraturado→ a infecção periimplantar ocorre mais rápido e com mais potencia do que a reabsorção ossea no dente: pois no implante você já tem os microorganismos dentro da inserção conjuntiva com acesso a crista ossea, com área de osso necrotico. A periodontite demora mais de reabsorver do que a perimplante de precisar retirar Mucosa peri-implantar saudável Ausência de sinais visíveis de inflamação (não pode confiar apenas no exame visual PRECISA SONDAR para ver se tem → sangramento a sondagem) Não há uma faixa definida de profundidade de sondagem compatível com a mucosa peri-implantar saudável ( o que vai determinar é se supurou ou sangrou) Mucosite peri-implantar inflamação do tecido sem perda ossea! REVERSÍVEL Características clínicas e diagnóstico Reversível!→ Lesão inflamatória dos tecidos moles ao redor de um implante endósseo na ausência de perda de osso de suporte (tem que radiografar). Características clínicas semelhantes a gengivite Avaliação do Sangramento à sondagem é essencial! (mais importante; ver se tem sangramento) Menor número de fibroblastos em comparação com a gengiva "Quebra e Construção" O tecido peri-implantar tem uma menor capacidade de encapsular a placa (padrão mais crônico) Entretanto, é esperado que exista uma remodelação da crista óssea com o tempo, dentro do processo de saucerização; Peri-implantite progressão da mucosite. Atinge osso. → Reversibilidade duvidosa!! Caracterizada por inflamação na mucosa peri-implantar e subsequente perda progressiva de osso peri- implantar Diagnóstico: SS + Perda óssea radiográfica Inicialmente afeta a porção marginal do implante e progride quando não tratada Mobilidade não é sinal essencial, porém pode existir em processos mais avançados (pode ser protese desparafusada) -> Reversibilidade duvidosa!! Posição do implante, morfologia da mucosa peri-implantar podem influenciar no aspecto clínico da inflamação Supuração é um achado comum Infecção atuante por um tempo mais longo Sempre posterior a mucosite Característica muito semelhante a Periodontite Microbiota predominantemente de anaeróbios gram negativos A progressão da peri-implantite ocorre em um padrão linear (não sobra nada para ancorar o implante) e acelerado e parece ser mais rápida do que o observado na periodontite. O implante permanece estável apenas enquanto houver alguma "osteointegração" (mesmo que mínima). Tratamento Ericeson, 1996 Peri-implantite induzida em cães→ Grupo 1 - ATB sistêmico Grupo 2 - Debridamento subgengival + ATB sistêmico Resultado: só o 2 foi bom Grupo 2 controle da inflamação Grupo 1 inflamação persistiu antibiotico isoladamente não trata(é uma terapia complementar); precisa de remoção do biofilme disbiotico (desorganização da comunidade). Sempre precisa da raspagem debridar; quebra os pedaços do cálculo raspar; literalmente raspa alisar; finaliza Objetivo do tratamento Remoção do biofilme ATB efetivo como terapia complementar Antisépticos são terapias complementares (clorexidina) Remoção física da placa é fator fundamental para o controle do processo infeccioso Tratamento → Sistêmico: Amoxicilina + Metronidazol 7 dias→ Local:→ Mecânico : Jato de bicarbonato, curetas de teflon ou plástico (menor dano a superfície do implante. Não vai osseointegrar dnv mas é bom ter esse cuidado) Químico: Anti-sépticos bucais (clorexidina), Tratamento de superfície do implante após a raspagem com EDTA, Acído cítrico, Tetraciclina ácida*(no br não tem), associação Ac. Citrico + Tetraciclina (manipulado) Tratamento sistêmico Bactérias semelhantes a da Periodontite: Gram negativos Patógenos periodontais oportunistas: Porphyromonas gingivallis, Bacteroides forsythus, prevotella intermedia, Fusubacterium nucleatus... Tratamento: Amoxicilina + Metronidazol Tratamento local Anti-séptico local: Clorexidina 0,12% Tratamento mecânico: RAR com curetas em campo aberto ou → fechado, supra e/ou subgengival Jateamento com bicarbonato: muito efetivo em campo aberto e supra gengival Tratamento químico, se for campo aberto (cirurgia): Ac. Cítrico e EDTA (émais neutro o ph não gera muito dano ao tecido) ação bactericidas, tetraciclinca acida e associação Vantagens e desvantagens EDTA: Bactericida e bacteriostático, com Ph neutro, efetivo emgel Ac. Citrico: O melhor descontaminante imediato, porém com pouco tempo de permanência no local Ph ácido danoso em contato com os tecidos Tetraciclinca ácida: não encontrada no Brasil, possui substantividade Ac. Citrico + Tetracilina: Tenta potencializar as vantagens de cada um e reduzir as desvantagens porém difícil de se adquirir no mercado Re-ósseo-integração é possível? Lindhe, 2017 Alteração na camada de óxido de tiânio Re-ósseointegração dificultada Resultados imprevisíveis Tratamento de superfície de óxido de alumínio associado a ataque ácido tem melhor resposta - questionável Procedimentos regenerativos? • É uma possibilidade, porém é necessário ter a doença já bem controlada! Conclusão Fator determinante é o controle e a remoção do biofilme (disbiotico) + mudança dos padrões de higiene do paciente Lesões favoráveis pode-se tentar técnicas regenerativas (tem que ver o caso; se ainda tem onde ancorar) Ainda não se tem um protocolo definido de qual a melhor forma de se tratar a doença peri-implantar SENTAR E ESTUDAR Tópicos especiais em farmacologia odontológica ➔ Formas farmacêuticas Farmacocinética x Farmacodinâmica • Farmacocinetica: O que o corpo faz com a medicação! seja, as alterações que o sistema humano irá desencadear no medicamento, este caminho passa por 4 processos: 1.Absorção 2.Distribuição 3.Blotransformação 4.Eliminação → Início da ação; quando o medicamento começa a fazer efeito; → Duração da ação; por quanto tempo o medicamento terá efeito no corpo; → Extensão do efeito; potência do medicamento – medicamento mais potente vs menos potente. Absorção: está diretamente ligada a via de administração (via cutânea, via oral, via venosa, sublingual, intramuscular, tópica, intradermica, epidura..) Vias de absorção mais rápidas; → a intravenosa: princípio ativo direto na veia; sublingual: tec. Epitelial do assoalho tem mais → proximidade com os capilares sanguíneos, que migram direto para corrente sanguínea. Distribuição: ocorre por via hematogenica, transmembrana, depende da via de administração. Biotransformação: está relacionada com a biodisponibilidade da medicação, o quanto o princípio estará disponível na corrente sanguínea para realizar seu efeito. Obs; A medicação por via oral leva mais tempo para fazer efeito que a intravenosa porque o percurso é maior – estomago, absorvida no intestino, metabolizado no fígado, para estar biodisponivel; já a intravenosa o princípio ativo começa a fazer efeito assim que chega na corrente sanguínea. Metabolismo de primeira passagem: quando a medicação é metabolizada duas vezes, ex: corrente sanguínea e fígado normalmente→ acontece com as medicações via oral. As medicações metabolizadas no fígado quando são utilizadas em doses alta tendem a ser hepatotoxicas – atenção a pacientes hepatopatas, idosos etc. Eliminação: via de regra é renal, porem pode ser eliminada de outras formas: vezes, suor etc. • Farmacodinâmica: O que a medicação faz com o corpo! efeito terapêutico 1.Receptores 2.Relação dose x resposta → Receptores: tipos de receptores existentes no corpo acionados pela medicação. Efeito terapêutico e efeitos adversos das medicações, ex: antialérgicos que desencadeiam o sono, isso ocorre porque os receptores acionados pela medicação agem no processo alérgico, mas também agem no controle e regulação do sono relação dose vs resposta. Medicações agonista: quando duas medicações trabalham com os mesmos receptores com os mesmos efeitos terapêuticos, porem há o risco de duplicação do efeito indesejável. Ex: associação do corticoide e varfarina aumenta o poder de anticoagulação (sangramento.) Medicação antagonista: quando duas medicações competem pela mesma área e assim redução do efeito terapêutico. Relação dose vs resposta: o quanto de medicação é necessário para alcançar o resultado terapêutico desejado. Importante preferir melhores doses pensando em diminuir o risco de ações adversas. ➔ Classificação das formas farmacêuticas •Sólidas: pós, granulados, comprimidos, cápsulas, drágeas, óvulos e supositórios •Semissólidas: géis, loções, unguentos, pastas, cremes e pomadas •Líquidas: soluções, emulsões, suspensões, xaropes, elixires, injetáveis, tinturas e extratos. •Gasosas: inalantes, sprays e aerossóis Para cada forma farmacêutica uma posologia – ibuprofeno em comprimido não terá a mesma posologia que em drágea. Aplicabilidade das formas farmacêuticas: •O possibilitar a administração de fármacos em doses muito reduzidas; •proteger o fármaco dos agentes atmosféricos; •proteger o fármaco dos efeitos destrutivos do meio gástrico; •melhorar as características organolépticas do fármaco; •obter formulações liquidas a partir de substâncias ativas sólidas; •possibilitar a administração de fármacos por meio de determinada via de administração; •O controlar a absorção do fármaco;p/ que o profissional •determine a liberação da medicação de forma mais lenta/gradual ou mais rápida para ficar disponível mais rápido; •dirigir seletivamente o fármaco a determinados órgãos ou tecidos; – p/ que o profissional determine em qual órgão a medicação será liberada. ➔ Vias de administração É o local do organismo por meio do qual o medicamento é administrado, resultando na liberação do fármaco na quantidade adequada para que ocorra o efeito farmacológico desejado. -Via enteral -Via paraenteral • Prevenção e controle da dor Dor aguda x Dor crônica AGUDA:→ • Ação protetora Nocicepcao •Aparecimento súbito CRÔNICA:→ •Não traz nenhum benefício •Uma dor que dura mais do que 3 meses •fatores cognitivos e sensoriais •geralmente associada a sensibilização do SNC Alodinia x Hiperalgesia Dor: lesão tecidual – membrana plástica – receptores da membrana que quando sofre alguma injuria, envia sinalização para células especificas, como as prostragladina – cascata de mediadores inflamatórios, que passam pelo SNP e medula óssea, até que sinalizam o SNC para perceber a injuria daquela área – para que o cérebro interprete a lesão tecidual – dor. Prevenção e controle da dor Existem medicações que vão agir em algum ponto dessa cascata, enquanto outros vão quebrar inteiramente toda cascata, logo, cada uma terá processos farmacológicos diferentes, além de resultados e respostas diferentes. Via da Cicloxigenase COX e Lipoxigenase LOX A membrana plástica terá um sinalizador de lesão tecidual: fosfolipase A2 DOR→ a partir dela haverá uma sequência química (a cadeia do ácido araquidônico) que irá liberar todos os compostos inflamatórios na corrente sanguínea, que irá gerar dois subprodutos: COX (enzima relacionada a processos inflamatórios) e LOX. A COX; convertem o ácido araquidônico em prostaglandinas e tromboxanos. LOX; converte o ácido araquidônico em leucotrienos. cada uma vai gerar um resultado diferente, para que no final gere a hiperalgesia. Existem medicações que irão atuar mais em COX e outras em COX e LOX. ----------------------------------------------------- COX Na via da COX, existem COX 1, COX 2 e há estudos que indicam a existência da COX 3 (ação em SNC). • COX 1: relacionada processos constitutivos do corpo, ou seja, processos funcionais do rim, estomago. Logo, quando é empregado uma medicação inibidora de COX 1, problemas no rim, estomago serão desenvolvidos. • COX 2: inicialmente foi pensada como enzima inflamatórios, contudo, hoje se sabe que a COX 2 está relacionada tanto a processos inflamatórios quantos constitutivos, especialmente cardiovasculares. ➔ Analgésicos Dor –> Analgésico. Anti-inflamatório tem ação em dor, porém, em alguns casos o anti-inflamatório tem uma via farmacológica maior e consequentemente uma via anlagesica menor Opioides: possui ação no SNC – ação centralizada, derivados da morfina; •codeína•tramadol Não Opioides; sódica, possuem ação exclusivamente analgésica, atuação fraca na COX (processos inflamatórios). •Paracetamol •Dipirona sódica NÃO OPIOIDES Paracetamol •Dor leve e moderada •Ação analgésica e antipirética; boa atuação na prostaglandina •Atuação fraca na COX (inflamação) •Boa disponibilidade oral Pico entre 30 e 60'; quando é empregado por via oral, em um curto espaço de tempo ele já está •Extensa metabolização hepática •Dose máxima 4g/dia para o adulto janela de segurança pequena (pouca dose máxima pois é hepatotoxico) Jamais prescrever paracetamol “em caso de dor” para o paciente não exceder as 4g diárias, por conta da hepatotoxicidade, e a depender do paciente desenvolver uma hepatite medicamentosa •Interação medicamentosa com a Varfarina não prescrever paracetamol para pacientes em uso de anticoagulantes, especialmente varfarina OBS; possui poucos efeitos colaterais, porque ele possui baixa atuação na COX. Analgésico de escolha para emprego em gestantes e lactantes Dipirona sódica Possui ação SNC “COX 3” •Dor leve e moderada •Ação analgésica e antipirética •Efeito vasodilatador direto que pode causar hipotensão em indivíduos sensíveis (não prescrever para indivíduos com pressão baixa) •Contraindicado em crianças menores que 3 anos ou que pesem menos que 5kg, gestantes e lactantes (ação vasodilatadora, e nas 3 últimas semanas por conta da pré-eclâmpsia) •"Por via intramuscular ou intravenosa, deve ser administrada com cautela a pacientes com condições circulatórias instáveis (PAS menor que 100 mmHg) •A dipirona e contraindicada para pacientes com hipersensibilidade aos derivados da pirazolona, pelo risco de alergia cruzada Ótima para quando a dor já esta instalada por conta da ação central que possui, logo, quando o paciente não possui contraindicação e apresenta um quadro auge, é preferível o uso da dipirona Opióides Para expectativa de dor mais intensa. •Codeína e Tramadol •Ação mais central (desregula alguns eixos e leva a todos os efeitos colaterais) •os efeitos adversos: náusea, constipação intestinal, sonolência e depressão respiratória •Tratamento de dores moderadas a intensas deve haver associação ao paracetamol, para reduzir a quantidade de codeína e melhorar o espectro/janela analgésico – ex: Tilex (codeína com paracetamol) •Associação ao paracetamol Comparado ao tilex o tramadol possui mais reações adversa e diferente do tilex o tramadol pode ser empregado por outras vias além da via oral. obs; Quando há o interesse de modular inflamação e ter ação analgésica, ao invés de prescrever nimesulida e dipirona, pode ser empregado o ibuprofeno, por ele é um AINE de 2a geração, logo terá mais ação em COX 2 que COX 1, mas não é seletivo da COX 2. ➔ Antiinflamatórios Sinais cardinais da inflamação; Calor (aumento da vasodilatação e fluxo sanguíneo), Rubor (por conta do calor, fica mais vermelha a área), Tumor(excesso de liquido que gera edema), Dor(modulador da inflamação) Perda de função Cascata do ácido araquidônico Os AINE irão agir na COX 1 e COX 2, eles não possuem boa atuação da LOX, por isso que nimesulida não resolve edema. Na via da ciclooxigenase (COX), quem age são glicocorticoides, que agem no início da cascata, logo, o emprego do corticoide será para edema instalado. Para dor já instalada não usa corticoide pois ele age no início da cascata, a dor está relacionada com liberação de prostaglandina, prostaciclina e tromboxano, se já está com dor essa via já foi iniciada e corticoide não faz efeito para isso. Corticoide é muito utilizado como prevenção da dor também, alguns profissionais empregam o uso de corticoide como profilaxia pré-operatória Papéis biológicos dos produtos da COX • Vantagens: controle de microrganismos, cicatrização... • Desvantagens: A depender da magnitude pode comprometer ainda mais a função do órgão acometido... Agentes anti-inflamatórios • Anti-inflamatórios Não-esteroidais • Anti-inflamatórios Esteroidais ➔ Não-esteroidais (1 geração) • Amplamente utilizados • Existem mais de 50 AINES diferentes • Nenhuma deles atua na modificação dos sinais da inflamação (modula a inflamação) • Efeitos adversos maioria não consegue agir apenas na COX, interfere em processo fisiológico do corpo; Efeito AAA: Analgésico, Anti-inflamatório e Antipirético Nimesulida, ibuprofeno, diclofenaco, AAS, Inibidores Não-Seletivos da COX Atenção para indivíduos com problemas renais, gástricos e cardiovasculares, além de idosos, que naturalmente tem função renal diminuída, significa que vai eliminar a medicação de forma mais lenta, medicação vai ficar biodisponível mais tempo, com maior risco de atingir a dose diária máxima. Inibidores seletivos da COX 2 Por ele ser seletivo de COX-2 tem ainda mais risco de gerar o efeito adversos. Potência anti- inflamatória maior por atuar apenas na enzima responsável pela inflamação. Risco troboembólico para pacientes que fazem uso de AINEs por um ano ou mais Proliferação do músculo liso vascular Diclofenaco de potássio entre os AINEs é o que tem melhor ação analgésica, as vezes comparado próximo a dipirona. O problema é o mesmo do paracetamol, a dose máxima é muito próxima da que é passada. Duração do tratamento •A dor decorrente de procedimentos odontológicos cirúrgicos eletivos perdura, em geral, por um período de 24 horas, com o pico de intensidade sendo atingido entre 6 e 8 horas após a cirurgia. •O edema inflamatório atinge seu ápice 36 horas apos o procedimento •A duração do tratamento com AINEs deve ser estabelecida por um período máximo de 48 a 72 horas. Efeitos colaterais: Gastrointestinal • Pela inibição da enzima COX-1 • Supressão de prostaglandinas gastroprotetoras da mucosa gástrica • Dispesia (má-digestão), Náuseas, vômitos, danos G.I e risco de hemorragia Função renal • Prostaglandinas PGE2 e PGI2 são produzidas constitutivamente nos rins e promovem um efeito vasodilatador • compensatório em resposta a noradrenalina e a angiotesina II • Em pacientes com função hepática comprometida podem causar insuficiência renal reversível • Uso crônico: Nefropatia associada a analgésicos (geralmente irreversível Função cardiovascular • Uso prolongado (Coxibes COX 2): hipertensão arterial, risco de AVC, infarto • Aumento da agregação plaquetária plaquetária (risco de gerar trombo = trombose); • Efeito trombolítico (desequilíbrio da função COX1-COX2) • Uso de coxibe favorece COXI desequilibrando o processo Pontos de atenção sobre o uso de AINES! • A ação analgésica e anti-inflamatória dos inibidores seletivos de COX-2 não e superior aquela apresentada pelos inibidores não seletivos (que atuam em COX-1 e COX-2) • O uso de coxibes (celecoxibe e etoricoxibe, no Brasil) deve ser considerado exclusivamente para pacientes com risco aumentado de sangramento gastrintestinal, mas sem risco simultâneo de doença cardiovascular • Na prescrição de qualquer droga inibidora de COX-2, deve-se usar a menor dose efetiva pelo menor tempo necessário de tratamento • O uso concomitante de piroxicam e ibuprofeno (e provavelmente outros AINEs) com a varfarina, droga anticoagulante, pode potencializar o efeito anticoagulante desta e provocar hemorragia. • É contraindicado o uso de inibidores seletivos de COX-2 em pacientes sob uso contínuo de AAS empregado como antiagregante plaquetario • = O uso concomitante de AINEs com certas drogas anti-hipertensivas pode precipitar uma elevação brusca da pressão arterial sanguínea. • Deve-se evitar a prescrição dos inibidores da COX a pacientes com história de infarto do miocárdio, angina ou stents nas artérias coronárias, pelo risco aumentado de trombose, especialmente em idosos. • Todos os AINEs podem causar retenção de sódio e água, diminuição da taxa de filtração glomerular e aumento da pressão arterial sanguínea, particularmente em idosos. Anti-inflamatórios Esteroidais Corticoides Muito utilizadosem odontologia, REDUZIR EDEMA •Armazenados na suprarrenal •Sintetizados sobre influência do ACTH, circulante secretado na Adeno-hipófise e liberado de forma pulsátil na corrente sanguinea Produz na adrenal e adeno-hipófise, dentro de uma fisiologia hormonal tem a liberação do hormônio cortisol. Ele vai estar envolvido em diversos processo fisiológicos, inclusive o do acordar. - Pessoa que acorda do nada durante a noite é desregulação do cortisol. Cortisol •Sistema imune (Inibe o sistemad oença autoimune toma corticoidepara reduzir → quantidade de resposta imunológica)) •Fígado (Reduz a captação de glicose e aumenta gliconeogênese) engorda → quando está estressado, •Ossos (Reduz a formação de ossos) •Tecido adiposo (Promove a quebra de gordura) •Músculo (Reduz a captação de aa e aumenta a proteólise) •pâncreas (Liberação de insulina) Os receptores dos glicocorticoides estão presentes nas células de todos os tecidos dos vertebrados • Ação intermediária (12 a 36h): prednisolona, prednisona; • Ação longa (36 a 55h): betametasona e dexametasona; Para profilaxia para reduzir edema utiliza-se o de ação longa, o tempo de pico de inflamação odontológica é 24h e eles tem ação de 36h a 55h. Não há necessidade de prescrever novamente após o procedimento, pois arretará numa sobredose. Paciente com doença autoimune ação → intermediaria (prednisolona) janela terapêutica menor, volta em 3 dias e reavalia, menos risco de reação adversa. Principais fármacos Emprego dos corticoides • Prevenir a hiperalgesia e controlar o edema inflamatório • A dexametasona e a betametasona são os fármacos de escolha por sua maior potência anti-inflamatória e maior duração da ação, o que permite muitas vezes seu emprego em dose única. • Em razão da necessidade de tempo biológico para os corticosteroides exercerem sua ação, o regime analgésico mais adequado para empregá-los é o de analgesia preemptiva (introduzido antes da lesão tecidual). • Em adultos, essa dose é, em geral, de 4 a 8 mg, administrada 1 hora antes do início da intervenção. Para crianças, recomenda-se o uso da betametasona solução gotas 0,5mg/mL, usando a regra prática de 1 gota/Kg. Farmacocinética •Absorção rápida pelo trato gastrointestinal; •Absorção lenta pela pele; •Metabolização hepática; •Eliminação renal; • Efeitos adversos A terapia de reposição com glicocorticoides em doses baixas normalmente não traz problemas, mas em doses elevadas ou administração prolongada ocorrem efeitos adversos graves, como a Sindrome de Cushing. ➔Usos com precaução e contraindicações •Uso com precaução em: diabéticos, imunodeprimidos, portadores de doença cardiovascular, úlcera péptica ativa ou infecções bacterianas disseminadas, além de gestantes e lactantes. •São contraindicações absolutas ao uso dos corticosteroides os pacientes portadores de doenças fúngicas sistêmicas, herpes simples ocular, doenças psicóticas, tuberculose ativa ou que apresentem história de alergia aos fármacos desse grupo. •Assim, quando os corticosteroides são empregados como medicação pré- operatoria nas intervenções cirúrgicas odontológicas, estas devem ser agendadas preferencialmente para o inicio do período da manhã, para que a interferência no eixo HHA seja menos intensa e mais rapidamente reversível •São contraindicações absolutas ao uso dos corticosteroides os pacientes portadores de doenças fúngicas sistêmicas, herpes simples ocular, doenças psicóticas, tuberculose ativa ou que apresentem história de alergia aos fármacos desse grupo. Qual a melhor terapeutica para a dor já instalada? • Quando os nociceptores já se encontram sensibilizados, os inibidores da COX (AINEs) ou da Fosfolipase A2 (corticosteroides) não mostram tanta eficácia na prevenção da hiperalgesia. •Dipirona •Diclofenaco No caso de dor já instalada, os fármacos que deprimem diretamente a atividade dos nociceptores conseguem diminuir o estado de hiperalgesia persistente por meio do bloqueio da entrada de cálcio e da diminuição dos níveis de AMPc nos nociceptores