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1. Introdução à Radiologia
A descoberta
Raio X: Wilhelm Conrad Röntgen
A ampola de raios-x é composta por
um polo negativo (cátodo) e um polo positivo
(ânodo);
Tubo de raio-x:
O feixe de elétrons (projetado pelo
catodo) contra o anodo, produzindo fótons
eletromagnéticas, além de calor, produzindo
raios. O material de tungstênio é excelente, pois
absorve calor, mas dissipa-o rapidamente
também.
Os elétrons acelerados pelo catodo
chocam -se contra o anodo e estes geram
raios X (desestabilizando os átomos do metal,
gerando calor e feixes de raio-x). A ampola de
raios X é revestida por um cabeçote (filtros e
colimadores (área que vai definir a incidência no paciente).
● A quantidade de fótons (raios x) produzidos é diretamente proporcional ao
número de elétrons que sai do catodo;
● Responsável pela transformação de energia elétrica em radiação;
● Revestida pelo cabeçote;
● Ampola de vidro; Alto ponto de fusão; Catodo e anodo
● Composição: são formados por tungstênio (W)
● Aguenta altas temperaturas
● Ponto de fusão alto
● Número atômico elevado
● Máquinas que precisam do tubo de raio-X: Tomografia, Radiografia, Mamografia e
Densitometria óssea.
Quanto maior o valor do kV aplicado, maior será a força de penetração dos fótons;
Equipamento:
Radiografia convencional: presença do filme, sensibilização do filme;
Radiografia digital (RD): placas elétricas sensíveis aos raios traduzidas em “arquivos
computadorizados”. Mais rápido, moderno.
1. O raio-x que atravessa, sensibiliza (queima) a placa;
2. O raio-x que volta, exemplo: osso - fica branco.
3. O ar não tem interação com os raios-x;
4. O cálcio e a água presente nos líquidos tem interação com os raios-x;
Interação Com a Matéria:
● Consigo controlar a quantidade de
elétrons que irão sair para se chocar com
o metal (mA - “contraste”);
● Controle a velocidade que os elétrons irão
se chocar. (kV) “intensidade”- quanto vai
ultrapassar o organismo. Ele precisa ficar
retido em algumas situações, para que a
imagem possa ser formada. Portanto,
deve-se ajustar o kV;
● A absorção, o rx transmitido é o que vai definir as tonalidades do raio-x.
● O ar não interage com o raio-x (por isso queima a placa, passa livremente);
● Os ossos (à depender da densidade), a água interagem mais com o raio-x;
Vantagens e Desvantagens:
1. Vantagens: muito mais barato, é feito rapidamente; Vê raios-x de tórax, coluna,
estruturas ósseas, cavidades.
2. Desvantagens: é limitado. Não se vê
muito bem partes moles.
2. Raio-X: Tórax
1. Deve ser feito com paciente em pé;
Muda a gravidade dos líquidos;
2. O raio-x é sempre feito
póstero-anterior.
3. O hilo sempre deverá estar côncavo.
4. Traqueia na vertical;
5. A bolha gástrica sempre vai estar à
esquerda;
6. Seios costofrênicos devem ser mais
escuros (se estiver branca: um provável
derrame pleural;)
7. PA: Póstero-anterior; AP:
Anteroposterior; PE: perfil
(confirmação: profundidade das
estruturas - projetos de bala, por ex);
Ápico Lordótica;
3. Raio-X: Coluna Lombar
7 cervicais;
12 torácicas;
5 lombares; L1- L5 - (processos transversos, processos articulares, pedínculos) - sempre
recomendado de comidas mais leves para evitar sobreposição das colunas no raio-x.
4-5 sacrais;
coccígeas;
Retrolistese: vértebra
deslocada para trás;
Espondilolistesis: vértebra
deslocada para frente;
Imagens: Perfil e
póstero-anterior, na maioria das
vezes.
Os discos não interagem
com os raios, sendo melhor
vistos na ressonância.
Póstero-anterior: avaliar
a curvatura ou não de escoliose
(angulação lateral);
Deve-se ter o processo espinhoso íntegro;
Densitometria Óssea:
Medição da densidade óssea;
Osteoporose: modificação das células do tecido conjuntivo
ósseo (osteoblastos fazem reposição, osteoclastos eliminam);
Quando há um desequilíbrio, o risco de fraturas é maior;
O tecido ósseo interage muito com os raios-x, logo,
se há uma passagem (fora do normal), ou seja, uma baixa
densidade, haverá uma alteração que pode indicar a
patologia.
Fêmur e coluna lombar (MAIOR SOBRECARGA) são os
principais ossos de maior densidade e são utilizados na
densitometria.
Parâmetros:
Comparação da mesma Etnia e com jovens;
Índices de BMD (densidade mineral óssea):
1. T-Score: Compara a densidade mineral óssea
do indivíduo com a densidade mineral óssea da
população jovem);
2. Z-Score: Compara a densidade do indivíduo
com a densidade mineral óssea da população
da mesma idade, sexo, etnia);
3. Normal: até - 1 DP (Desvio Padrão);
4. Osteopenia (redução do tecido ósseo): - 1,1 até - 2,5 DP;
5. Osteoporose: abaixo de - 2,5 DP;
6. Informações Necessárias: Idade, peso (o cálculo matemático é importante para
avaliar as particulares dos pacientes e, obter assim, um exame de qualidade),
altura, sexo, etnia;
7. A partir dos 45 anos nas mulheres, é indicado.
8. No idoso, a partir dos 60, já observa-se a redução do tecido ósseo;
Procedimento:
● Paciente não pode ter roupa de metal;
● Não indicado para pacientes com menos de 25 Kg ou 120Kg;
● Necessidade de suspender qualquer medicação à base de cálcio 3 dias antes (para que
não haja interferências, ou seja, um valor real);
● Não indicado para mulheres grávidas;
Calibração do Equipamento: Valor dentro do padrão de referência. Todos os dias é feito, para
manter o padrão de qualidade do exame.
Mamografia
Utiliza os raios-x.
1. A linha láctea: vai da região das axilas até a virilha do embrião; Em
que, com sua redução, formará o broto mamário.
2. Mama acessória: não possui mamilo (só o tecido mamário);
3. Mama ectópica: outra mama em qualquer mama da linha láctea
(funcional);
4. Mamilo/papilo acessório: apenas, sem tecido mamário.
A mama:
Abundante em tecido adiposo; o que
define o volume;
Tecido glandular (exógena);
Músculo peitoral;
Equipamento: Dr. Raúl Leborne - Alterações de parâmetros técnicos para a mamografia de
qualidade.
● Diminuir o kVp, para se adaptar ao tecido adiposo;
● Colimação com cone extenso;
● Necessidade de imagens com alto contraste (Aumento mA);
● Compressão da mama.
Diferenças para o raio-x:
O anodo é mais angulado; (aumento da imagem da mama);
kV menor e mA aumentado;
É raio-x.
Compressão: região axilar (presença de linfonodos);
Biópsia: sistema para biópsia;
AAF - Aspirados Para Agulhas Finas
Core - “pedacinho”;
Posicionamento:
1. Médio lateral oblíqua (MLO)
A. Músculo peitoral maior deve
aparecer na imagem;
B. Presença do tecido axilar;
C. Fina (2-3 mm) de pele;
D. Tecido adiposo e glandular;
E. Quanto mais denso -> + claro;
2. Crânio Caudal
A. Compressão de cima para baixo;
B. Papila;
Magnificação:
Aumenta a distância da mama em
relação ao filme, fazendo com que obtenha um
“zoom”; Aumenta a estrutura visível da imagem; Apenas com solicitação;
Tomografia Computadorizada:
Delimitações e anuência com melhor qualidade em comparação com a radiografia. A base é o
raio-x (ionizante);
Contra-indicado para crianças (multiplicação celular acentuada nessa faixa etária);
Vantagens:
Princípio físico: cátodo e ânodo com o detector. Porém, isso será feito girando, toda estrutura
em 3D.
I Geração: Movimentos de rotação e translação - demorado > 20 min; Alta radiação;
II Geração: Raio em forma de leque, rotação, menos demorado, > 5-6 min. Alta radiação;
III Geração: Giro de 360°. Apenas 1 região do detector;
IV Geração: Detectores em todo o tubo e o feixe
que se movimentava sozinho (alto custo);
V Geração - Helicoidal: Equipamento gira 360°,
com feixe em leque, enquanto o paciente vai se
movimentando, o sistema helicoidal é atuante.
Raios em torno do paciente, com mais
detectores. Detectores (capacidade de luminescência) emitem uma luz, que sensibiliza uma placa
eletrônica gerando uma imagem no computador, ou seja, um sinal físico traduzido em sinal
elétrico.
VI Geração - Helicoidal - Multislice: Princípio
semelhante com o de V geração; Mais moderno;
Vários feixes de raios-x saindo em leque, ou seja,
determinada parte do corpo humano será detectado
mais vezes, possibilitando a montagem
computadorizada das imagens (“várias fatias”).
Multislice está presente nosequipamentos de 6ª
geração, os de 5ª apresentam o sistema single-slice.
Pixel:
A cada pixel é atribuído um valor numérico
denominado de número de TC, que está relacionado à
atenuação do tecido que ele representa.
Escala de Hounsfield:
ÁGUA: 0
AR: -1000
PULMÃO (sangue): -200
OSSO: 1000
Voxel:
6 lados do quadrado (3D);
Diferentes escalas para um mesmo voxel;
Quanto maior a matriz do equipamento, maior é a qualidade da
imagem;
Imagem de tomografia: osso branco
Ressonância: osso + escuro;
Edema Cerebral:
Edema Citotóxico: edema dentro da célula (não se vê sulco corticais); O2 para produzir ATP; Se
não tem ATP, a bomba de sódio e potássio não funciona;
Isquemias: ausência de O2, para de produzir ATP, ocorre o acúmulo de Na+ dentro da célula,
logo, por osmose, ocorrerá acúmulo (edema);
Edema vasogênico: O vaso se rompe entre as células (matriz extracelular). Não é da própria
célula.
Substância cinzenta: periferia: corpos celulares (núcleo onde produz o ATP) - No AVC isquêmico
(edema citotóxico), essa região sofre mais. A região é edemaciada.
Substância branca: axônio - edema vasogênico (AVC hemorrágico);
Contraste
Melhor visualização. Diferenciação de tumor e outras funções, principalmente para melhor
visualizar vasos sanguíneos.
Há diferentes tipos de contrastes, sendo naturais (ar por ex) ou artificiais.
1. Bário (raio-x) pode ser usado na tomografia (porém, mais raro)
2. Iodo (tomografia)
3. Gadolínio (ressonância)
Classificação dos meios de contraste:
1. Capacidade de Absorver Radiação
a. Positivos ou Radiopacos (quando brilha mais que outras estruturas)
b. Negativos ou Radiotransparentes (Por exemplo: ar, não interage, mas ele
delimita estruturas)
2. Composição
a. Iodados: são aqueles que contém iodo como elementos radiopacos.
b. Não iodado: são aqueles que não contém iodo, mas outros átomos que são
elementos químicos (bário e gadolíneo, por ex);
3. Solubilidade
a. Hidrossolúvel (venosa, consegue diluir em água)
b. Lipossolúvel (manitol [oral], por ex, transportado por gorduras)
c. Insolúvel (bário [oral], por exemplo, não dilui e sai “inteiro”) - “na parasitologia,
não se faz exames após administração de contraste com bário.”
4. Vias de Administração
a. Via oral: melhor visualização do trato gastrointestinal;
b. Via venosa: evidenciar tumor no cérebro, por exemplo;
c. Cavitária: adiciona-se o contraste, sendo possível separar cavidades do pacientes
(delimitar). Avaliação da musculatura, esfíncter, etc, cavidades vaginal e anal;
d. Via articular: injeção do contraste para avaliação articular.
5. Capacidade de Dissociação
a. Iônicos: são aqueles que quando em solução, formam um composto iônico de
íons positivos e negativos; (+ reações)
b. Não iônicos: são aqueles que não se dissociam em íons; (melhores, porém, mais
caros, menos reações adversas)
Gadolínio - da Ressonância Magnética - Metal
Contraste paramagnético: é um metal altamente tóxico e necessita ser ligado a um quelante
para poder ser eliminado do organismo humano. O quelante mais utilizado é o DOTA (áxido
oxaltetra-acético);
a. Via de Administração: intravenosa, dose padrão é de 0,2 ml/Kg;
b. Via de eliminação: Renal;
c. Efeitos colaterais: Náuseas em 4% - Vômitos 2% - Distúrbios Gastrointestinais;
d. Contra-indicação: Pacientes asmáticos (broncoespasmos), pacientes renais crônicos
(Podem desenvolver a Fibrose Nefrogênica Sistêmica. Essa pode ser nos membros ou em
órgãos, levando até a morte;) e mulheres grávidas (atravessa a placenta);
Manitol
TIpo de soro utilizado para melhor visualizar o trato gastrointestinal;
500 ml de manitol + 500 ml de água, bebendo em 40 minutos;
Preenchendo gradativamente o TGI.
Gel intracavitário
Avaliar as cavidades.
Iodo
Fases: pré-contraste, arterial (distribuindo-se pelas artérias), pré-portal, tardio (avaliar a
excreção do contraste). Válido para ressonância quanto para tomografia.
Reações ao contraste: leves. Náusea, vômito, tosse, calor, cefaléia, tontura, tremores, alteração
do gosto, coceira, palidez, rubor, calafrios, suor, nariz, entupido, inchaço facial e nos olhos e
ansiedade.
Conduta: observação e tratamento sintomático se necessário.
Reações ao contraste: moderado. Sinais sistêmicos de taquicardia/bradicardia, hipertensão,
broncoespasmo, chiado e edema laríngeo;
Conduta: monitorar o paciente e atendimento médico.
Reações ao contraste: grave. Edema laríngeo (acentuado ou rapidamente progressivo),
arresponsividade, PCR e convulsões;
Conduta: tratamento agressivo e preciso no momento da reação, equipe preparada para
ressuscitação cardíaca e hospitalização.
Contraindicado:
● Alergia ou asma;
● Hipertireoidismo;
● Insuficiência cardiovascular severa;
● Insuficiência renal;
● DM (metformina, iodo pode não expressar a excreção renal, causando acidose devido à
metformina acumulada);
● Doença autoimune;
● Idade avançada;
Sulfato de Bário
O bário é empregado na forma de sulfato, e é insolúvel em água e gordura. É utilizado no
diagnóstico do TGI e sistema digestório.
Via de administração: oral ou retal;
Excreção: retal;
Reações adversas: náuseas, vômitos e dor abdominal;
Contraindicações: perfurações abdominais.
- QUESTIONÁRIO -
É importante realizá-lo antes de qualquer exame.
1. Você é alérgico a alguma coisa?
2. Você tem asma?
3. Você é alérgico a algum medicamento?
4. Você é alérgico a iodo?
5. Você tem alguma doença crônica?
6. Seus rins funcionam normalmente?
7. Você já realizou exames radiológicos que precisaram de contraste?
Efeitos Biológicos da Radiação
Células-tronco (indiferenciadas): logo, possui um maior risco para mutação (efeitos
radioativos);
Com isso, os efeitos biológicos da radiação atua e são agressivos em células que se
multiplicam constantemente;
Deve-se ter uma preocupação com células que não se renovam (neurônios);
Todas as células possuem um mesmo DNA, porém, os genes expressam especificidades.
Por exemplo: para ser uma hemácia ou uma outra célula (um gene é expressado, outros são
adormecidos);
Durante o ciclo celular, em G0, as células estão no estado em que há menos risco de
mutação, diferentemente de uma célula em estado S - multiplicação -, logo, está mais exposta
aos efeitos da radiação;
Células
a. Somáticas: própria - alteração no indivíduo
b. Germinativas: dão origem a um novo ser, ou seja, alterações hereditárias
Portanto, alterações de células-embrionárias possuem alto risco de radiação. Com isso,
exames radiológicos não são indicados para gestantes, para evitar a má formação do feto.
DNA Modificado: Alterações mais graves
a. Indireta: Formação de radicais livres
H2O: A radiação ionizante provoca: H+ e OH- (instabilidade da molécula)
Interação da água com a radiação (que altera elétrons do átomo);
Com isso, os radicais livres tentam roubar elétrons do DNA, por estarem instáveis e
buscarem a estabilidade.
b. Direta:
Age diretamente sobre o DNA;
Radiação ionizante, alterando o DNA.
Consequências:
1. Modificações de bases nitrogenadas;
2. Quebra do DNA (1-2 fitas de DNA);
3. Pode haver modificações, mas que não alteram a função. (RATO > RAtO)
4. Modificações com alteração de função (RAIO)
5. Não existe quebra que mantenha a função (RA O)
6. Reparo do dano: função restaurada: DNA restaurado;
Células Rádio-Sensíveis: Tecidos que multiplicam-se intensamente.
1. Medula óssea;
2. Testículos;
3. Ovários;
4. Epitelial;
5. Pele;
Células Rádio-Resistentes:
1. Hepáticas
2. Renais
3. Musculares
4. Cerebrais
5. Ósseas
Efeitos biológicos podem demorar anos para aparecer;
Tipos de Exposição = Frequência;
a. Exposição única: algum exame;
b. Fracionada: Radioterapia;
c. Periódica/Contínua: Trabalhadores;
Tipos de Exposição = Local
a. Exposição de corpo inteiro
b. Parcial: tórax, por ex.
c. Colimada: Radioterapia/focada no tumor, direciona o local + específica
Unidade de Medida da Radiação: Gray (Gy) - 2,6 mGy/ano;
Classificação dos Efeitos Radioativos:
a. Imediatos e tardios
b. Somáticos e Hereditários
EPI Radiológico: feito de chumbo (radiação Y para no chumbo);
Dosímetro: O profissional carrega-o no jaleco para detectar os níveisde radiação para ser
analisado.
Radiologia - 2° Bimestre
Radioterapia: Dose de radiação direcionada ao tumor, com o objetivo de reduzir ou eliminar o
tumor (massa tumoral); Não sistemicamente, mas algo mais local;
Quimioterapia e imunoterapia: via endovenosa;
Como a radioterapia age no ciclo celular?
● G0 - maioria das células (quando não ficam
se multiplicando);
● G1 - Multiplicação de muitas proteínas
(crescimento em tamanho);
1° - Tem-se o checkpoint:
verifica-se o DNA;
● S - Duplicação do DNA;
● G2 - 2° checkpoint - identificação do DNA
pós-duplicação (p53) - apoptose ou não;
● Mitose;
Características do tumor:
- Multiplicação excessiva;
- Ausência de apoptose;
- Checkpoints ineficientes;
Ação da Radiação: Em G2 e M a ação da radiação será mais evidente, sendo ação direta ou
indireta;
Células sadias: sofrerão efeitos da radiação também; Liberar uma dose correta de radiação a um
volume tumoral, com o menor dano possível aos tecidos sadios vizinhos, resultando na
erradicação do tumor;
Tipos de Radioterapia:
1. Teleterapia:
Tipos de radioterapia onde há uma distância física entre o equipamento (fonte) e o paciente.
Emissão “distante”.
+ Utilizada/Padrão
Dividida em 3 fases:
a. Simulação: Analisar quais posições o paciente vai ficar durante a teleterapia (à depender
da patologia); Confecção de acessórios necessários para a técnica. Simulador, auxílio de
TC para identificação do tumor;
b. Planejamento: Tempo de tratamento, dose e fracionamento, técnica de tratamento,
intenção do tratamento;
c. Tratamento: Após fazer simulação e planejamento;
Equipamentos:
a. Raio-X de Quilovoltagem (baixa): sendo a quilovoltagem mais baixa indicada para câncer
de pele. Melasma, por exemplo.
b. Radioisótopos (Cobalto-60, Césio-137, Rádio-226): Tempo de decaimento mais
específico. Com técnicas de deslizamento (quando acontecer, irá liberar radiação);
c. Acelerador linear: Radiação artificial. Acelerador de elétrons (direcionado) que se choca
com o metal - produzindo a radiação -, processo à vácuo. Semelhante ao princípio do
raio-x, porém, difere devido ao acelerador à vácuo.
2. Braquiterapia:
Fonte radioativa está conectada no paciente ou próxima. Há o
“contato físico”;
+ Mais restrita; Mais exposição;
a. Superficial (face, pele, desde que não adentre
nenhuma camada);
b. Intracavitária (anal, vaginal, etc)
c. Intersticiais (perfurar alguma camada, por exemplo,
mama, próstata);
Por que fracionar a dose?
Devido às fases do ciclo celular e outros motivos;
R’s da Radiologia:
Momento da Radioterapia:
1. Reparo - célula sadia: possui mais capacidade de reparo, diferente da célula tumoral.
Após o adcionamento da radiação, a célula sadia se recupera (tempo hábil) para se
recuperarem e serem células normais (não 100%) por meio de checkpoints.
2. Reoxigenação: Mais oxigênio nas células externas. O2 é necessário para que a radiação
indireta atinja células (morte celular por radiação). Se utilizasse apenas uma dose, as
células mais internas não receberiam radiação. Logo, o fracionamento serve para fazer
mais doses também e abranger todas as células tumorais.
3. Redistribuição: Todas as células tumorais não estão em um ciclo celular específico. Estão
em diferentes ciclos (momentos diferentes). Por isso a fração é necessária para dar
tempo de redistribuição.
Posteriormente: análise.
4. Repopulação: Tempo para repopulação de células sadias (renovação); Mas não quero que
as células tumorais cresçam, por isso, vou analisando.
Exceção à fração da radioterapia:
a. Radiocirurgia: exponho o paciente com a dose única no tumor. “Dose plena”;
Efeitos Colaterais:
Cabeça e pescoço
a. Queda de cabelo
b. Náuseas e vômitos
c. Perda de apetite;
d. Aftas e feridas na boca;
e. Xerostomia e alteração paladar;
Aula 2 - Detectores de Radiação
Se há uma fonte de radiação;
a. Detectores à gás:
i. Câmara de Ionização
ii. Detector Geiger-Müller
b. Detectores Termoluminescentes: Utilizado para proteção de produção de dosímetros;
i. Composição: Fluoreto de Lítio absorve/guarda energia e depois emite e é dosado
por meio de luminescência (incidência de luz). Somente para radiação ionizante.
(MM, densitometria, tomografia, Raio-X, medicina nuclear).
Dosimetria Pessoal: dosímetro termoluminescente e caneta dosimétrica (quantificação diária).
Os profissionais de saúde possuem um limite de 20 (“mSy”) ao ano.
Medicina Nuclear
O paciente torna-se uma fonte de radiação.
● Radiofármacos: cintilografia, fármacos
específicos de tropismo celular;
Tecnécio - Tc - mais utilizado para diagnósticos;
Finalidades: Avaliar função fisiológica, cânceres e
tumores.
Cintilografia (óssea, cardíaca, tireoide, linfática): É
administrado radiofármaco (quais os pontos de
metástase);
Cintilografia é o nome genérico dado ao
procedimento diagnóstico por imagem na
especialidade de medicina nuclear. Esta é uma palavra
híbrida cujo significado é registro da cintilação, que é
o principal fenômeno no processo de formação da
imagem, a partir da radiação emitida pelo órgão que
está sendo examinado.
Radiofármaco pode ser administrado por 3 formas:
a. Via venosa
b. Via oral
c. Via inalatória (preenchimento de pulmão)
Usado principalmente tecnécio.
Gerador de Tecnécio: Radionuclídeos Produzidos por
Decaimento/Fracionamento
● Molibdênio tem uma meia-vida aproximada de 66
horas.
● Mo no gerador (imagem). Quando adiciono a salina e
houver a interação, Mo-> Tc. Tc repele-se ao
alumínio. 6 Horas de meia-vida. Formação do
radiofármaco.
Como detectar a radiação que o paciente está emitindo?
● Gama câmara: faz as detecções (360 graus);
Radiação que passou pelo colimador (ordenar
radiação espalhada), passa e sensibilidade ao cristal cintilador, criando luz.
Toda radiação que chegar ao cintilador emite luz, que será detectada e multiplicada pelo
fotomultiplicador. Logo, haverá a formação de imagens pelo computador.
- O cristal mais utilizado em câmaras cintilográficas é o Iodeto de Sódio dopado com tálio.
PET-CT/CAM: 2 em 1� imagem tomográfica mais a detecção de emissão de radiação.
Tomografia por emissão de pósitrons.
Paciente também vai irradiar. O material que vai irradiar é uma espécie de glicose radioativa.
Todas as células do nosso corpo absorvem glicose, porém, células tumorais absorvem ainda mais.
Adicionado Fluordesoxiglicose–(¹⁸F-FDG): O paciente vai para a máquina. Onde houver
neoplasia, haverá a detecção.
Aula 3 - Ressonância Magnética:
Vantagens: Permite análise de diversos tipos de traumas e doenças, nos tendões, nervos,
músculos, ossos, etc.
● Capacidade tridimensional (raio-x não);
● Aspecto não invasivo (não possui radiação ionizante);
● Permite fazer imagens do sangue circulando em praticamente qualquer parte do corpo;
● Estudos que mostram o sistema arterial do corpo sem mostrar o tecido ao seu redor;
Desvantagens:
Ruído durante a aquisição de imagens;
É contraindicado em alguns pacientes (marcapasso);
Pacientes claustrofóbicos e RN’s não conseguem realizar sem sedação;
Deve ficar imóvel por um período de 30 a 40 minutos;
Princípio Físico: - Campo magnético (B0) e Radiofrequência (B1)
Sensibilização (ressonância) da molécula: sensibilização de Hidrogênio (presentes no nosso
corpo); Sensibilização: alteração. Quando para a radiofrequência, para a sensibilização.
Magnetismo: pólos de Norte e Sul (direção); Polarização.
Campo magnético: medido em Tesla;
Por que utilizar o Hidrogênio para ser direcionada a radiofrequência?
a. Mais abundante no corpo;
b. As características de RMN se diferem bastante entre o Hidrogênio presente no tecido
normal e no tecido patológico (inflamação -> edema).
c. O próton do Hidrogênio possui maior momento magnético (polarização) e, portanto,
maior sensibilidade à RMN.
● Momento magnético: ou vai para o norte ou para o sul.
Sempre haverá mais polarização (moléculas de Hidrogênio) para o pólo norte, do que para o Sul;
● Spin:
○ Processo de rotação do próprio eixo.
○ No campo magnético, ela entra no movimento de spin (rotação do próprio eixo);[
● Spins e momento magnético:
Alinhamento paralelo(usado para imagem) e alinhamento antiparalelo (eliminado).
● Movimento de Precessão: na tentativa de alinhamento com o campo e por possuir o
movimento de giro (spin), surge o segundo movimento chamado de precessão;
● Sob ação de um campo magnético, os prótons de Hidrogênio irão processar a uma
frequência (w) determinada pela equação de Larmor;
● Exemplo do pião rodando;
Aplicação do Campo de Radiofrequência:
a. Tempo de Eco (TE): é o tempo em que após uma radiofrequência o sinal será captado
(momento de detecção de retorno que eu quero);
b. Tempo de Repetição (TR): quantas vezes serão emitidos os sinais de radiofrequência;
c. Relaxamento: ao desligar-se o pulso rádio frequência (RF), o átomo passa novamente a
sofrer influência do campo magnético e tenta realinhar-se com ele. Para que isto ocorra,
o átomo tem de perder a energia que lhe foi dada pelo pulso RF. O processo pelo qual o
átomo perde esta energia é denominado relaxamento.
A ÁGUA: tem um tempo longo, demora mais para relaxar e decair;
A GORDURA: tem um tempo curto, chega ao relaxamento e
ao decaimento mais rápido;
1. Quero inibir a água: T1
a. Tempo de ECO e Repetição: curtos; (T1).
b. TE: 10 a 25 ms TR: 300 a 700ms
c. A gordura por ter um TE curto, aparece e a
água não;
d. Hiposinal da água;
2. Quero ver a água: T2
a. Usando TR e TE longos;
b. Obtém-se uma imagem que ressalta o
contraste em T2.
c. Hipersinal da água.
d. Gordura permanece em T2, pois TC e TR da
gordura são rápidos;
e. TE: 80 a 130 ms TR: 2000 a 8000 ms
f. T2 sat: apenas a parte da água. (saturação)
3. Terceira Ponderação: DP - Densidade de prótons
a. Tempo de Repetição alto
b. TE curto
c. O TR alto inibe a ponderação T1 e o TE curto inibe (água) a ponderação T2.
d. Nem hiper e nem hiposinal;
e. Detecta os dois, porém com isosinal.
T1, T2, respect.
Saturação de Gordura:
Como a gordura apresenta sinal em T1 quanto em T2, ela pode ser confundida com líquidos de
edema e lesões; Nesse caso, pode-se utilizar uma técnica de supressão de intensidade da
gordura, deixando-a hipointensa.
Imagens em T1 (inibição da água) fornecem mais detalhes anatômicos.
Ponderação em T2 são melhores para detectar lesões (edema, inflamação);
Reações inflamatórias cursam com quatro eventos: dor, calor, rubor, e EDEMA;
A água em T2 é hiperintensa - processos patológicos, inflamatórios, que cursam com edema,
podem ser visualizados na ressonância magnética em T2.
Componentes de uma RM: >60% de gás Hélio
1. Magneto principal (grande ímã) -> produz o campo magnético (sempre em Tesla)
2. Bobinas de gradiente -> bobina, X, Y, Z
a. X - Corte Sagital
b. Y - Coronais:
c. Z - Axiais
3. Bobinas de RF (captação) -> bobinas de crânio, joelho, mamas, ombro, abdome.
4. Sistema de Computadores e Processadores de Imagens.
Segurança em Ressonância Magnética:
- Contraindicações:
- Absolutas: clipe de aneurisma, marcapasso, neuroestimuladores, fixadores
ortopédicos externos metálicos não-removíveis, prótese coclear metálica,
implantes otológicos e aparelhos auditivos não removíveis;
- Relativas: Mulheres grávidas - após o 3° mês; Próteses metálicas - 3 meses após a
cirurgia; Stent cardíacos - 3 meses após a cirurgia; Aparelhos auditivos - devem
ser removidos; Tatuagem ou maquiagem definitiva - após 3 meses; Próteses
penianas (verificar a marcar e não realizar com sedação);
- Acidentes com RM:
- Queimaduras
- Objetos “sugados”
- Queimadura por contato de extremidades
Imagens Ressonância:
● Tendões do quadríceps: hiposinal devido ao tecido conjuntivo denso (muito mais difícil
movimentar os prótons de Hidrogênio nesse tecido específico);
● O córtex ósseo fica escuro tanto em T1 quanto T2.
● Ligamento Cruzado Anterior: mais isossinal;
● Ligamento Cruzado Posterior: mais hiposinal;
● Colangiorressonância: vesícula biliar;
Aula - Ultrassom
Baixo comprimento de onda: alta frequência, é o que diferencia o infrassom do ultrassom.
Fenômenos de Ondas Sonoras:
1. Reflexão: É o fenômeno que ocorre quando uma onda incide sobre um obstáculo e
retorna ao meio de propagação, mantendo as características da onda incidente;
a. Reverberação (mesmo momento)
b. Eco (algum tempo depois)
2. Refração: mudança de velocidade de uma onda devido a uma troca do meio em que a
onda está viajando.
3. Difração: desvio ou espalhamento sofrido pela onda quando esta contorna ou transpõe
obstáculos colocados em seu caminho.
Reflexão: parâmetro de distância (mais perto, mais distante) - delimitar profundidade;
Refração: distinção de meios (sólido, líquidos);
Difração: parâmetro de tamanho;
Transdutores: denomina-se transdutor todo
equipamento ou dispositivo apto a transformar um
sinal transportado por um tipo de energia num sinal
equivalente transportado por outro tipo de energia.
Possui vários formatos;
Passo 1) Transformar sinal elétrico e
transforma em ultrassom (mecânico);
Passo 2) Captura o sinal mecânico, devido à
reflexão da ultrassom e transforma em sinal elétrico
para formar imagens.
Física da Ultrassom:
O pulso é emitido pelo transdutor que, cessa a emissão, passa a funcionar como receptor para
captação de ecos.
A cada reflexão, a intensidade do pulso diminui e os ecos captados serão cada vez mais fracos;
À depender da estrutura (tecidos, ar, etc), a reverberação ditará a coloração da imagem
(branco-cinza-preto);
Ultrassom 4D -> reconstrução.
Aula - Gerenciamento de Resíduos Radioativos
Maiores produtores:
- Instalações Radioativas: clínicas de radioterapia, radiofármacos.
- Instalações Nucleares: usinas nucleares;
Obs.: Equipamentos de RX não são considerados produtores de resíduos radioativos;
Rejeitos só serão aqueles que tiverem radiação ativa.
Vantagens:
Muita energia e pouco material (baixo custo);
Não gera gases efeito estufa;
Desvantagens:
Recursos não renováveis;
Risco de acidentes de grandes proporções;
Classificações dos Rejeitos: Segregação
a. Tipo
i. De instalações radioativas (denominam-se rejeitos radioativos institucionais);
ii. De instalações Nucleares: denominam-se rejeitos do ciclo do combustível
nuclear;
b. Nível de radioatividade
i. Baixa (tudo de instituições de saúde)
ii. Média (usinas nucleares que não seja o combustível propriamente)
iii. Alta (combustível: Urânio)
c. Estado físico
i. Líquido, sólidos ou gasoso;
d. Meia-vida
i. Classe 0 (rejeitos isentos); Classe 1 (meia vida muito curta < 100 dias); Classe 2
(baixo e médios níveis de radiação (curta <30; longa > 30); Classe 3� Meia vida
muito longa (> 300 anos);
Após segregação, deve ser feito o descarte. Classificados como médio-alta radioatividade,
faz-se necessário os galões de chumbo. Geralmente são radiações Gama.
Tipos de Depósitos
ii. Iniciais
1. Onde o material foi gerado (ex. clínica)
iii. Intermediários
1. Locais que materiais radioativos ficarão por um certo período, passando
por meias-vidas. (ex. piscinas);
2. A caverna pode ser um depósito intermediário.
iv. Finais
1. Deposição em formações geológicas profundas
2. Necessários para materiais que possuem radioatividades por longos anos
(300, 500…);
3.
IMAGENS RESSONÂNCIA
Primeiro Bimestre - Tomografia

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