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Atividade 1: Unidades de Estudo 1 e 2
“Com a influência da Igreja Católica Romana durante o período Medieval na Inglaterra, a obra de George Chaucer ‘The Canterbury Tales’ des-
creve uma peregrinação cristã figurativa, onde o destino é a Jerusalém Celestial. Um grupo de pessoas de diferentes profissões e classes soci-
ais se reúne para a peregrinação ao Santuário de São Thomas Becket, um arcebispo de Canterbury assassinado na catedral em 1170 a mando
do rei Henry II e que após quatro anos foi canonizado. A primeira versão impressa de ‘The Canterbury Tales’ foi publicada em 1476 pelo editor
William Caxton em Westminster, seguida de outra em 1483, tornando-se um grande clássico da literatura inglesa” (CAMPOS, [ s.d.], [ s.p.]).
 
CAMPOS, M. L. R. Análise "The Canterbury Tales". Portal Educação, [ s.l.], [ s.d.]. Disponível em:
https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/cursos-de-idiomas/analise-the-canterbury-tales/13909. Acesso em 26 dez. 2020.
 
Tendo em base as informações apresentadas por Campos ([ s.d.]), marque a alternativa correta:
Resposta correta: de acordo com Campos ([ s.d.]) Geoffrey Chaucer inspirou-se nos elementos simbólicos da cultura cristã para escrever The
Canterbury Tales. Isso nos demonstra que o escritor sofreu fortes influências da cultura eclesiástica de seu tempo.
Geoffrey Chaucer inspirou-se nos elementos simbólicos da cultura judaico-cristã para escrever The Canterbury Tales.
Resposta correta
A obra The Canterbury Tales foi escrita por Geoffrey Chaucer a mando do rei Henry II, imperador britânico.
A obra The Canterbury Tales é figurativa e representativa dos povos pagãos da Inglaterra medieval.
Escrito em 1170, The Canterbury Tales foi escrito a partir da língua latina e francesa, preservando os elementos das línguas dominantes da Era Medieval.
Escrito por William Caxton em Westminster, The Canterbury Tales foi publicado em 1483 por Geoffrey Chaucer.
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https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/cursos-de-idiomas/analise-the-canterbury-tales/13909
Atividade 1: Unidades de Estudo 1 e 2
Leia atentamente o trecho abaixo:
“A política linguística é a tentativa de estruturar os estudos linguísticos desde a perspectiva das lutas políticas dos falantes, das comunidades
linguísticas em suas lutas históricas: as lutas tanto dos indígenas como dos imigrantes para a manutenção das suas línguas, a luta dos excluí-
dos da cidadania pela desqualificação dos seus falantes, a luta dos falantes para desenvolver novos usos para suas línguas. Aos linguistas
cabe identificar essas comunidades linguísticas, cada uma delas com suas histórias e estratégias políticas, e se aliar a elas, construir com elas,
uma parceria, novas teorias que darão o tom no século XXI” (OLIVEIRA, 2007, p. 41).
OLIVEIRA, G. M. A virada político-linguística e a relevância social da linguística e dos linguistas. In: CORREA, D. A. (Org.). A relevância social
da linguística: Linguagem, teoria e ensino. São Paulo: Parábola; Ponta Grossa: UEPG, 2007.
A passagem de Oliveira (2007) nos permite refletir sobre os diferentes aspectos políticos que as línguas têm. A esse respeito, poderíamos infe-
rir que, ao escrever “Os Contos de Cantuária”, _____________________ tentou propor, mesmo sem conhecer, uma espécie de movimento
________________, já que resolveu retratar em seu livro a língua falada majoritariamente pelos excluídos da cidadania inglesa na Era Medie-
val. Embora Oliveira (2007) faça uma reflexão para os linguistas e letrados do século XXI, essa inferência nos serve para pensar que a língua
sempre foi um elemento _____________ dentro das culturas.
Resposta correta: as reflexões de Oliveira (2007) permitem inferir que Geoffrey Chaucer, embora desconhecesse as políticas linguísticas em seu
tempo, travou um grande movimento político-linguístico ao escrever “Os Contos de Cantuária”, que mais tardiamente vem a ser considerado um
dos livros percussores do inglês que conhecemos hoje. Portanto, podemos perceber, a partir da Era Medieval, o quanto as línguas sempre foram
um elemento político dentro das culturas e da consolidação das sociedades.
Geoffrey Chaucer; extremista; simbólico.
Geoffrey Chaucer; político-linguístico; político.
Resposta correta
William Caxton; político-linguístico; político.
William Caxton; gramatical; simbólico.
William Caxton; extremista; político.
 
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Atividade 1: Unidades de Estudo 1 e 2
“O século XIV apresenta aos interessados nos estudos da literatura britânica um caminho deveras truncado, inicialmente devido a uma discre-
pância de linguagem que ocorria entre as classes sociais: aristocracia e clero serviam-se do latim e do francês como forma de expressão, e o
povo falava um dialeto parecido com o de hoje. Percebe-se, por esse fato, que o país não possuía uma unidade linguística” (MEDEIROS, 2012,
p. 213-237).
BURNS, W. E. A Brief History of Great Britain. New York: Facts on File, 2010.
MEDEIROS, M. M. de M. A história da literatura e a compreensão dos meandros da sociedade inglesa da Baixa Idade Média. Cordis - Revista
Eletrônica de História Social da Cidade, São Paulo, n. 9, p. 213-237, jul./dez. 2012.
A respeito da proposição de Medeiros (2012), marque a alternativa correta:
Resposta correta: a literatura inglesa medieval nos revela, a partir de seus textos mais antigos, que o inglês apresenta variações linguísticas e
questões sociolinguísticas amplas que perduram desde as origens da língua. Portanto, ela não é uma língua tão homogênea quanto idealizamos,
por mais que o mercado das línguas tente nos reforçar essa ideia. Há inúmeras variações de léxico, pronúncia e dialeto no inglês, a depender do
território e classe social que dela se apropriou.
Como retratam os textos antigos da literatura inglesa, o inglês surgiu do cruzamento entre o latim e o francês, o que nos demonstra claramente igualdade
das gramáticas dessas línguas. Para Medeiros (2012), isso justifica a unicidade surpreendente entre essas três línguas, tranquilizando-nos em relação à
homogeneidade do inglês.
No século XIV, a população inglesa do baixo clero falava inglês e latim, o que demonstra uma fragilidade linguística e cultural muito grande dos povos
anglo-saxões, já que foram dominados indiretamente pela cultura romana e francesa, sem que se dessem conta de um processo de dominação.
O Middle English é uma língua heterogênea que se formou a partir do francês e do latim. Esse entrecruzamento deu-se exatamente em virtude da
colonização da Bretanha por povos franceses e romanos que implementaram nesses territórios a cultura anglo-saxã, que mais tardiamente se torna o
marco da cultura inglesa.
A literatura inglesa nos revela que, desde as suas origens, a língua inglesa foi pensada a partir de uma unicidade planejada, de modo que todos os povos
que fossem conquistados devessem se apropriar do dialeto padrão do inglês que era falado na Bretanha, o que torna o inglês uma língua homogênea.
A história da língua inglesa nos revela que ela não é uma língua tão homogênea quanto idealizamos, ou seja, apresenta variações linguísticas e questões
sociolinguísticas desde suas origens, o que desmente a ideia de que existe uma língua inglesa una de pronúncia e léxico invariável.
Resposta correta
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Leia o fragmento de “O Conto da Mulher de Bath” de Geoffrey Chaucer:
“Depois disso, o que posso dizer é que, ao cabo de um mês, o alegre Janekin, que era tão encantador, já havia me desposado, em meio a
grande pompa. E a ele confiei todos os meus bens e minhas terras, tudo o que amealhara em meus casamentos anteriores. Coisa de que logo
me arrependi amargamente, porque ele então resolveu não mais deixar-me fazer nada do meu jeito. Por Deus, uma vez, só porque eu rasgara
uma folha de seu livro, ele chegou a bater-me nacabeça com tanta força que eu acabei ficando surda de um ouvido. Eu, porém, era teimosa
como uma leoa e tinha uma língua que era uma matraca, de modo que, apesar da proibição dele, continuei a proceder como sempre, andando
de casa em casa. E ele, para domar-me, punha-se a pregar e a contar histórias de Roma antiga, lembrando como um tal de Simplício Galo dei-
xou a esposa e a abandonou pelo resto da vida só porque um dia a viu espiar porta afora com a cabeça descoberta. Também falava de outro
romano, cujo nome me escapa, que, porque sua mulher comparecera a um festival de verão sem o seu conhecimento, igualmente a repudiou;
e depois procurava na Bíblia aquele provérbio do Eclesiástico que reza e ordena estritamente que o homem não deve permitir à mulher que
zanze pelas ruas; e, para terminar, vinha sem falta este adágio: ‘Quem sob um teto de salgueiro mora, e num cavalo cego aplica a espora, e
deixa a esposa ir longe rezar fora, deve ser enforcado sem demora’.”
CHAUCER, G. Os contos de Cantuária. Tradução e apresentação de Paulo Vizioli. São Paulo: Editora 34, 2014. Edição bilíngue.
Analise as alternativas abaixo:
 
I - Janekin exigia que Alice fosse fiel a ele e cúmplice de suas vontades e desejos.
II - Alice era totalmente fiel e submissa a Janekin, como ordenavam as regras do matrimônio.
III - De acordo com um provérbio Eclesiástico, o homem deve permitir que a mulher ande livremente pelas ruas.
IV - Janekin costumava usar um adagio com o intuito de castrar a liberdade de Alice.
V - Após se casar com Janekin, Alice se arrependeu de tê-lo dado todos os bens e posses.
Resposta correta:
Janekin exigia que Alice fosse fiel a ele e cúmplice de suas vontades e desejos. Além disso, Janekin costumava usar um adagio com o intuito de
castrar a liberdade de Alice. Essas foram duas coisas que fizeram com que Alice se arrependesse de ter dado todos os bens e posses a Janekin.
I, III e V, apenas.
I, II e III, apenas.
I, II e IV, apenas.
I, IV e V, apenas.
Resposta correta
III, IV e V, apenas.
 
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Leia o texto:
“Janekin leu-me depois sobre mulheres mais recentes, como a que havia matado o marido na própria cama e, a seguir, teve relações com o
amante a noite inteira, sem se importar com o cadáver deitado de costas no chão; ou como aquela que dera cabo do esposo enquanto dormia,
martelando-lhe um prego nos miolos; ou como aquela outra, que misturava veneno na bebida. Falava mais mal das mulheres do que a nossa
mente pode imaginar, e conhecia mais provérbios a respeito delas do que há fios de relva neste mundo: ‘É melhor’, dizia, ‘viver com um leão ou
com um dragão horrendo do que com uma mulher que ralha o tempo todo’; ou então: ‘É melhor morar sozinho em cima do telhado do que de-
baixo dele com uma mulher rabugenta, pois elas são tão perversas e contraditórias que odeiam tudo o que os maridos apreciam’; ou então: ‘A
mulher se livra da vergonha assim que se livra das roupas’; ou ainda: ‘A beleza em mulher pecadora é como uma argola de ouro no focinho de
uma porca’. Ninguém sabe, ou sequer imagina, quanto isso me machucava o coração e me fazia sofrer!
“Por isso, quando percebi que ele pretendia passar a noite inteira lendo aquele maldito volume, num impulso repentino arranquei-lhe três folhas
do livro, enquanto ele ainda lia, e desferi-lhe tal soco no rosto que ele perdeu o equilíbrio e caiu de costas no fogo. Levantou-se então de um
salto, como um leão endoidecido, e, com o punho, bateu-me com tanta violência na cabeça que vim ao chão desfalecida. Ao ver que eu não
me mexia, ficou horrorizado, julgando-me morta; e teria fugido dali se eu, finalmente, não tivesse recobrado os sentidos: ‘Oh, você me matou,
ladrão traiçoeiro?’ gemi; ‘foi por causa de minhas terras que você me assassinou? Assim mesmo, antes que eu morra, quero dar-lhe um beijo’.
Ao ouvir isso, ele se aproximou e se ajoelhou junto a mim, dizendo: ‘Alice, minha querida, Deus me ajude, nunca mais vou bater em você. Se
fiz isso, foi por sua culpa. Perdoe-me, eu lhe suplico!’ Aproveitei-me de sua proximidade e dei-lhe outro soco no rosto, gritando: ‘Bandido, estou
vingada. Agora posso morrer; não preciso dizer mais nada’.”
CHAUCER, G. Os contos de Cantuária. Tradução e apresentação de Paulo Vizioli. São Paulo: Editora 34, 2014. Edição bilíngue.
Ao tecermos uma releitura contemporânea do casamento de Alice e Janekin retratado em “O Conto da Mulher de Bath”, no livro “Os Contos de
Cantuária”, de Geoffrey Chaucer, os excertos “Ninguém sabe, ou sequer imagina, quanto isso me machucava o coração e me fazia sofrer!”, “e
Resposta correta:
ao tecermos uma releitura dos fragmentos destacados no texto e tentarmos contextualizá-los nas relações matrimoniais contemporâneas, é
possível inferirmos que Alice e Janekin viviam em um relacionamento abusivo em que tanto um quanto o outro faziam chantagens e agiam
violentamente. Ora era Janekin quem criava situações para violentar emocional e fisicamente Alice, ora era Alice quem chantageava e violentava
fisicamente Janekin.
O casamento na Era Medieval era uma instituição pacífica e tranquila, em que homem e mulher se respeitavam.
Alice aceitava as chantagens e assédios de Janekin e não agia em oposição às suas malícias e tentativas de castração da liberdade.
Alice e Janekin viviam em um relacionamento abusivo em que tanto um quanto o outro faziam chantagens e agiam violentamente.
Resposta correta
Janekin era torturado por Alice e não fazia nada em oposição aos desejos dela, demonstrando hominicídio.
Alice e Janekin representariam um casal moderno, compreensivo e padrão dos filmes hollywoodianos.
 
 
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Leia o texto a seguir:
“E agora quero contar-lhes a respeito de meu quinto marido. Não permita Deus que sua alma se dane, apesar de ter sido o mais duro de todos.
Acho que até o dia de minha morte vou sentir as pancadas que me deu em cada uma das costelas. Mas era tão animado e fogoso na cama, e
sabia ser tão atraente quando desejava a minha belle chose, que, ainda que tivesse acabado de quebrar-me os ossos um a um, imediatamente
reconquistava o meu amor. Acho que eu gostava mais dele porque era o que me tratava com maior desdém. Se não minto, nessa questão nós
mulheres nos guiamos por uma fantasia caprichosa: ficamos o dia inteiro a implorar e a cobiçar tudo aquilo que não está facilmente a nosso al-
cance. Proíbam-nos uma coisa, e nós choramos por ela; fugimos dela, no entanto, quando nos é ofertada. É com pouco caso que expomos
nossa mercadoria: os preços altos estimulam a procura, e ninguém dá valor ao que é barato. Toda mulher inteligente sabe disso. ”
CHAUCER, G. Os contos de Cantuária. Tradução e apresentação de Paulo Vizioli. São Paulo: Editora 34, 2014. Edição bilíngue.
O texto acima é um fragmento de “O Conto da Mulher de Bath”, texto disposto no livro “Os Contos de Cantuária” de Geoffrey Chaucer. Escrito
na Era Medieval, o texto aborda questões contemporâneas e apresenta uma das primeiras vozes femininas da literatura inglesa. A esse res-
Resposta correta:
no fragmento exposto de “O Conto da Mulher de Bath”, Alice, viúva de Bath, retrata as diferentes facetas do matrimônio e expõe sentimentos
profundos do psicológico feminino, comuns ainda hoje, como, por exemplo, o retrato do papel que a mulher exerce frente ao homem no
matrimônio.
O texto faz uma alusão ao lugar heteronormativo que o homem segue na contemporaneidade, expondo como a mulher deve ser tratada.
Bater nas mulheres era um comportamento comum na Era Medieval, o que era visto com naturalidade nos matrimônios, principalmente pelas mulheres.
Em “O Conto da Mulher de Bath”, Alice, viúva de Bath, retrata as diferentes facetas do matrimônio e expõe sentimentos profundos do psicológico feminino,
comuns ainda hoje.
Resposta correta
Na voz de Alice, é possível perceber tristeza e melancolia,quando ela lembra que apanhava do marido e devia se manter passiva, já que vivia em épocas
heteronormativas.
Alice, mulher de Bath, retrata a voz de uma mulher ideal aos parâmetros cristãos de seu tempo, a qual deveria sentir prazer pela dor para agradar seu
marido.
 
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Atividade 1: Unidades de Estudo 1 e 2
“As obras literárias geralmente têm sua escrita relacionada a práticas sociais, já que as palavras fazem emergir um retrato histórico de uma
época e do seu contexto sociocultural. Os tradutores dessas obras passam por situação similar: as estratégias utilizadas na tradução são mui-
tas vezes assinaladas por condições históricas e ideológicas. Assim, se a língua representa o mundo simbolicamente, as mensagens trocadas
entre os indivíduos possuem informações circunscritas no conjunto de ideais de cada sociedade, uma vez que os códigos linguísticos revelam
as idiossincrasias de cada contexto cultural. Ciente da importância da cultura para a tradução, Katan (1999) afirma que tal aspecto exige do tra-
dutor uma atuação que transcenda a ineficiência dos dicionários humanos, dado que seu papel se anuncia muito mais como ‘facilitador’ da
compreensão mútua entre pessoas. Nesse sentido, embora o senso comum compreenda o ato tradutório como um ato de transpor um texto de
uma língua para outra, restrito ao artifício de decodificação de signos linguísticos ou de transmutações sinonímicas, o tradutor literário, sendo
um elemento chave na comunicação entre universos, vai perceber a tradução como uma atividade além da mecanização de trocas de regras
estruturais, na qual se leva em conta, sobretudo, os aspectos semânticos, os pormenores do estilo, entendendo o ato tradutório como meio de
interseção direta entre línguas e culturas” (BRANCO; MAIA, 2016, p. 214).
BRANCO, S. O.; MAIA, I. N. B. O entrelugar da tradução literária: as exigências do mercado editorial e suas implicações na formação de identi-
dades culturais. Revista Ilha do Desterro, Florianópolis, v. 69, n. 1, p. 213-221, jan/abr 2016. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?
script=sci_arttext&pid=S2175-80262016000100213. Acesso em: 26 dez. 2020.
Resposta correta: na proposta de Branco e Maia (2016), o tradutor literário se diferencia dos tradutores convencionais pela sensitividade de ver a
tradução com uma atividade além da mecanização de trocas de regras estruturais e o entendimento do ato tradutório como meio de interseção
direta entre línguas e culturas. Nesse sentido, o tradutor literário não é um dicionário humano, mas um estudioso das condições históricas e
ideológicas de produção do texto-fonte e um adaptador da obra para outro contexto e código linguístico, que muitas vezes não tem
correspondência simbólica com as informações dispostas na obra traduzida. 
O tradutor ideal é como um dicionário humano. Ele tem alto conhecimento do léxico tanto da língua-fonte, como da língua-alvo, o que é fundamental para
fazer uma tradução literária. Traduzir um texto literário exigirá do tradutor altíssima neutralidade e o não envolvimento com questões históricas e
ideológicas, já que isso desconfigura a obra original.
A tradução é um processo mecânico, e mesmo no contexto literário o tradutor não pode se utilizar de estratégias assinaladas por condições históricas e
ideológicas. O tradutor ideal é aquele que se posa como um dicionário humano e encontra as palavras precisas ao fazer a tradução de uma língua para
outra.
A tradução, como uma atividade além da mecanização de trocas de regras estruturais, exigirá do tradutor literário se despir das condições ideológicas e
históricas de produção de um texto. O tradutor literário é como um dicionário humano que busca encontrar palavras exatamente correspondentes de uma
língua para outra.
A tradução literária é um processo convencional no qual o tradutor deve se preocupar com a mecanização direta e a adaptação das regras gramaticais e
estruturais de um texto. É possível perceber este movimento na tradução da obra “Os Contos de Cantuária” de Chaucer para o português.
O tradutor literário tem um trabalho diferenciado dos tradutores convencionais, já que dele é requerida a sensitividade de ver a tradução como uma
atividade além da mecanização de trocas de regras estruturais e o entendimento do ato tradutório como meio de interseção direta entre línguas e
culturas.   
Resposta correta
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Atividade 1: Unidades de Estudo 1 e 2
Analise os seguintes fragmentos:
FRAGMENTO 1
“As editoras britânicas e norte-americanas têm frequentemente angariado lucros, com bastante êxito, através da imposição de valores culturais
anglo-americanos nas grandes tiragens estrangeiras. Isso tende a produzir, no Reino Unido e nos Estados Unidos, culturas extremamente mo-
nolíngues e avessas ao que vem de fora, acostumadas a traduções fluentes que inscrevem, invisivelmente, os textos estrangeiros dentro dos
valores culturais da língua inglesa e que fornecem aos leitores uma experiência narcísica de reconhecimento da sua própria cultura no interior
da cultura do outro” (VENUTI, 1995 p. 15, tradução dos autores).
VENUTI, L. The translator’s invisibility: A history of translation. London; New York: Routledge, 1995.
FRAGMENTO 2
“Voltando a atenção para a formação de identidades culturais, elaboramos reflexões sob a orientação das teorias que desafiam os limites das
interpretações tradicionais nos Estudos de Tradução. Observamos que, embora a tradução tenha o poder de reconstruir conceitos e valores
culturais, sua consolidação está sujeita a manipulações editoriais que objetivam o sucesso de vendas e se acomodam em manter estereótipos
culturais que atraiam um público leitor considerável. É nesse sentido que o entrelugar da tradução literária revela as contradições próprias da
atividade tradutória; estar em todos os lugares e, ao mesmo tempo, estar em lugar nenhum é sua essência. O entrelugar é, assim, o espaço
onde se desvelam os diversos conceitos contestadores das perspectivas acadêmicas, ao se reconhecer as forças que atuam no processo tra-
dutório, e também o espaço da condescendência à disseminação (do produto traduzido) lucrativa, motivada pelo mercado editorial” (BRANCO;
MAIA, 2016 p. 221)
BRANCO, S. O.; MAIA, I. N. B. O entrelugar da tradução literária: as exigências do mercado editorial e suas implicações na formação de identi-
dades culturais. Revista Ilha do Desterro, Florianópolis, v. 69, n. 1, p. 213-221, jan/abr 2016. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?
Resposta correta: ao estabelecermos uma intercessão das reflexões propostas por Venuti (1995) e Branco e Maia (2016), podemos denotar que o
mercado editorial e a tradução das obras literárias são perpassadas por questões mercadológicas e de poder, o que exige dos leitores,
incentivadores e teóricos literários maior crítica e cuidado para perceber o entrelugar que o tradutor assume no trabalho de tradução de uma
obra.
O mercado editorial britânico e norte-americano tem investido na imposição de valores culturais anglo-americanos através das grandes tiragens
estrangeiras. Isso tem sido benéfico, pois o Ocidente está melhorando suas culturas a partir dos movimentos anglófonos.
A tradução literária é um processo neutro, e um texto traduzido não tem o poder de reconstruir conceitos e valores culturais, já que a construção de
reflexões ocorridas no processo de leitura se dá entre o texto e o leitor.
O mercado editorial e a tradução das obras literárias são perpassadas por questões mercadológicas e de poder, o que exige dos leitores maior crítica e
cuidado para perceber o entrelugar que o tradutor assume no trabalho de “coautoria” do texto traduzido.
Resposta correta
As traduções literárias não estão sujeitas a manipulações editoriais,embora, muitas vezes, sejam tendenciosas em manter os estereótipos de uma
determinada cultura. A tradução literária é, antes de qualquer coisa, um processo liso e não ideológico.
As ideias de Venuti (1995) e Branco e Maia (2016) se opõem. De um lado, Venuti (1995) defende que o mercado editorial deve, sim, ter o direito de
interferir nas traduções literárias; de outro, Branco e Maia (2016) se opõem a essa prática e a condenam.
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https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2175-80262016000100213
Atividade 1: Unidades de Estudo 1 e 2
Analise os textos abaixo:
Texto 1
Alice: Deus me valha, que sempre fui muito sensual. Além de bonita, rica, jovem, bem situada, e (como não se cansavam de dizer os meus ma-
ridos) dona da melhor cônia que existe. A realidade é que, no sentimento, sou toda venusina, enquanto meu coração é marciano; Vênus me
deu o desejo, a lascívia; e Marte, a teimosa, persistência. Meu ascendente no horóscopo estava em Touro, com a presença do planeta Marte.
Ai, ai, por que o amor tinha que ser pecado? Sempre segui a inclinação imposta por meu signo: por conseguinte, nunca fui capaz de negar mi-
nha câmara de vênus a um rapaz atraente. Por outro lado, trago o sinal de Marte impresso em minhas faces - e também em outra parte mais
íntima. O resultado, Deus me perdoe, é que nunca amei com moderação, entregando-me completamente a meus impulsos, fosse o homem
baixo ou alto, escuro ou claro. Também nunca procurei saber qual a sua fortuna ou posição social; tudo o que importava era que gostasse de
mim.
 
CHAUCER, G. Os contos de Cantuária. Tradução e apresentação de Paulo Vizioli. São Paulo: Editora 34, 2014. Edição bilíngue.
Texto 2
Perigosa
Sei que eu sou bonita e gostosa
E sei que você me olha e me quer
Eu sou uma fera de pele macia
Cuidado, garoto, eu sou perigosa
Eu tenho veneno no doce da boca
Eu tenho o demônio guardado no peito
Eu tenho uma faca no brilho dos olhos
Eu tenho uma louca dentro de mim
[...]
Eu posso te dar um pouco de fogo
Eu posso prender você meu escravo
Eu faço você feliz e sem medo
Eu vou fazer você ficar louco
Muito louco, muito louco
Dentro de mim
Compositores: Rita Lee / Roberto De Carvalho / Nelson Mota
 
LEE, R.; CARVALHO, R.; MOTA, N. Perigosa. Portal Vaga-Lume, [s.l.], [s.d.]. Disponível em: https://www.vagalume.com.br/rita-
lee/perigosa.html. Acesso em: 27 dez. 2020.
Após uma análise aprofundada dos textos 1 e 2, é possível perceber uma interseção psicológica do eu lírico que se revela a partir deles. Tanto
em “O Conto da Mulher de Bath”, quanto em “Perigosa”, podemos observar:
Analise os textos abaixo:
Texto 1
Alice: Deus me valha, que sempre fui muito sensual. Além de bonita, rica, jovem, bem situada, e (como não se cansavam de dizer os meus ma-
ridos) dona da melhor cônia que existe. A realidade é que, no sentimento, sou toda venusina, enquanto meu coração é marciano; Vênus me
deu o desejo, a lascívia; e Marte, a teimosa, persistência. Meu ascendente no horóscopo estava em Touro, com a presença do planeta Marte.
Ai, ai, por que o amor tinha que ser pecado? Sempre segui a inclinação imposta por meu signo: por conseguinte, nunca fui capaz de negar mi-
nha câmara de vênus a um rapaz atraente. Por outro lado, trago o sinal de Marte impresso em minhas faces - e também em outra parte mais
íntima. O resultado, Deus me perdoe, é que nunca amei com moderação, entregando-me completamente a meus impulsos, fosse o homem
baixo ou alto, escuro ou claro. Também nunca procurei saber qual a sua fortuna ou posição social; tudo o que importava era que gostasse de
mim.
CHAUCER, G. Os contos de Cantuária. Tradução e apresentação de Paulo Vizioli. São Paulo: Editora 34, 2014. Edição bilíngue.
Texto 2
Perigosa
Sei que eu sou bonita e gostosa
E sei que você me olha e me quer
Eu sou uma fera de pele macia
Cuidado, garoto, eu sou perigosa
Eu tenho veneno no doce da boca
Eu tenho o demônio guardado no peito
Eu tenho uma faca no brilho dos olhos
Eu tenho uma louca dentro de mim
 PRÓXIMA QUESTÃO 
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Atividade 1: Unidades de Estudo 1 e 2
Geoffrey Chaucer viveu no território inglês entre 1345 e 1400. De acordo com registros históricos, foi escritor, filósofo, cortesão e diplomata do
império inglês. Chaucer escreveu muitas obras ao longo de sua vida, dando grandes contribuições para o début da literatura inglesa. Tendo em
vista essas informações, marque a alternativa correta:
Resposta correta: como estudamos, Geoffrey Chaucer escreveu diferentes textos, mas ficou majoritariamente lembrado pela obra “Os Contos de
Cantuária”, cânone da literatura inglesa.
Geoffrey Chaucer foi um grande escritor anglo-saxão, tendo sido reconhecido majoritariamente por escrever Beowulf, um clássico da literatura inglesa.
Alemão de nascença, Geoffrey Chaucer se estabeleceu no território britânico no período anglo-saxão e foi um importante artista inglês.
Embora Geoffrey Chaucer tenha escrito diferentes textos, ele ficou lembrado majoritariamente pela obra “Os Contos de Cantuária”, cânone da literatura
inglesa.
Resposta correta
Casado com Bath, Geoffrey Chaucer contou com grande ajuda de sua esposa para se tornar um expoente da literatura inglesa.
De família pobre, Geoffrey Chaucer teve a oportunidade de se casar com Emile, mulher pertencente à nobreza inglesa que permitiu a ele seguir a trajetória
de escritor.
 
 
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