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EXPRESSÃO 
GRÁFICA
PROF. LEANDRO ROGER
DE SOUZA GOMES
FACULDADE CATÓLICA PAULISTA
Prof. Leandro Roger de Souza Gomes
EXPRESSÃO 
GRÁFICA
Marília/SP
2023
“A Faculdade Católica Paulista tem por missão exercer uma 
ação integrada de suas atividades educacionais, visando à 
geração, sistematização e disseminação do conhecimento, 
para formar profissionais empreendedores que promovam 
a transformação e o desenvolvimento social, econômico e 
cultural da comunidade em que está inserida.
Missão da Faculdade Católica Paulista
 Av. Cristo Rei, 305 - Banzato, CEP 17515-200 Marília - São Paulo.
 www.uca.edu.br
Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida por qualquer meio ou forma 
sem autorização. Todos os gráficos, tabelas e elementos são creditados à autoria, 
salvo quando indicada a referência, sendo de inteira responsabilidade da autoria a 
emissão de conceitos.
Diretor Geral | Valdir Carrenho Junior
EXPRESSÃO GRÁFICA
PROF. LEANDRO ROGER DE SOUZA GOMES
FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 5
SUMÁRIO
CAPÍTULO 01
CAPÍTULO 02
CAPÍTULO 03
CAPÍTULO 04
CAPÍTULO 05
CAPÍTULO 06
CAPÍTULO 07
CAPÍTULO 08
CAPÍTULO 09
CAPÍTULO 10
CAPÍTULO 11
CAPÍTULO 12
CAPÍTULO 13
CAPÍTULO 14
CAPÍTULO 15
06
16
29
40
51
62
74
84
96
106
116
128
138
150
162
MATERIAL DE DESENHO TÉCNICO
USO DOS MATERIAIS DE DESENHO TÉCNICO
NORMAS E CONVENÇÕES
REPRESENTAÇÃO ARQUITETÔNICA
DETALHES DA PLANTA ARQUITETÔNICA
DESENHO DA PLANTA
CORTES ARQUITETÔNICOS
DESENHO DO CORTE
FACHADAS
DESENHO DA FACHADA
PERSPECTIVA ISOMÉTRICA
DESENHO DE PERSPECTIVA ISOMÉTRICA
PERSPECTIVA DE 1 PONTO DE FUGA
PERSPECTIVA 1 PONTO DE FUGA - EXERCÍCIO
PERSPECTIVA 2 PONTOS DE FUGA
EXPRESSÃO GRÁFICA
PROF. LEANDRO ROGER DE SOUZA GOMES
FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 6
CAPÍTULO 1
MATERIAL DE 
DESENHO TÉCNICO
Olá, caro(a) aluno(a)! Benvindo(a) à Disciplina de Desenho Técnico e Expressivo!
Neste capítulo vamos conhecer um pouco do histórico do desenho, e como 
entendemos a representação técnica atualmente; além disso, vamos conhecer 
os principais materiais que são usados para a criação e execução deste tipo de 
representação. Vamos entender a importância desta representação em nosso trabalho 
cotidiano. Vamos começar, o que você acha?
1.1 Histórico do Desenho Técnico 
Como o próprio nome indica, vamos conversar sobre o Desenho Técnico, que é uma 
forma de representação exata e precisa, ou seja, não é um desenho artístico, portanto 
não depende de “talento”, ou de uma “inspiração” para ser executado; isto não significa 
que esta não seja uma forma de representação, já que estes desenhos são a nossa forma 
de mostrar e expressar as nossas ideias, tanto para clientes como para fornecedores.
Isto pode parecer uma coisa óbvia, mas é preciso que você saiba que vamos usar 
este tipo de desenho durante toda a nossa vida profissional, já que esta é a nossa 
principal forma de comunicação. Mas, como você deve imaginar, os desenhos evoluíram 
com o tempo; dê uma olhada na figura 1.
Figura 1 - Desenho na tumba de Nebamun.
Fonte: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/51/%22Pond_in_a_Garden%22_%28fresco_from_the_Tomb_of_Nebamun%29.jpg (Acessado em 
18/12/2022)
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/51/%22Pond_in_a_Garden%22_%28fresco_from_the_Tomb_of_Nebamun%29.jpg
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Esta figura é uma pintura encontrada em uma tumba egípcia; podemos vê-la como 
uma decoração, ou como um desenho técnico, que mostra um lago e a vegetação 
que deve ser colocada ao seu redor, ou seja, um desenho de paisagismo.
Na figura 2 podemos ver um desenho bem posterior, feito na Idade Média, por um 
construtor de catedrais, chamado Villard de Honnecourt.
Figura 2 – Croquis de Villard de Honnecourt
Fonte: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/d/db/Villard_de_Honnecourt_-_Sketchbook_-_12.jpg (Acessado em 19/12/2022)
Neste desenho já podemos identificar elementos mais próximos do que reconhecemos 
como uma fachada, ou um desenho um pouco mais “técnico”, o que significa uma 
evolução da representação arquitetônica.
Na figura 3, alguns outros séculos se passaram, e temos um desenho feito no 
Renascimento, por um arquiteto chamado Giuliano da Sangallo. Aqui já podemos ver 
algumas das características que reconhecemos nos desenhos mais contemporâneos.
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/d/db/Villard_de_Honnecourt_-_Sketchbook_-_12.jpg
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Figura 3 – Rascunhos de Sangallo
Fonte: https://www.loc.gov/resource/gdcwdl.wdl_10597/?sp=13 (Acessado em 18/12/2022)
Ainda temos um desenho de uma fachada perspectivada, o que significa que ainda 
temos alguns elementos artísticos, além de uma representação técnica. 
O desenho técnico como entendemos hoje, surgiu a partir de todos estes, e foi 
criado por um matemático francês, no século XVII, chamado Gaspard Monge; ele foi 
o criador da Geometria Descritiva, e do sistema mongeano de representação projetiva. 
Este tipo de representação trabalha com projeções ortogonais, como veremos mais 
à frente. Os desenhos técnicos criados a partir de então ficam iguais ao que vemos 
na figura 4.
Figura 4 – Fachada de uma edificação
Fonte: Elaborado pelo Autor (2022)
https://www.loc.gov/resource/gdcwdl.wdl_10597/?sp=13
EXPRESSÃO GRÁFICA
PROF. LEANDRO ROGER DE SOUZA GOMES
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Obviamente vamos aprender a fazer estes desenhos durante as nossas aulas, 
entendendo como chegar a este resultado.
1.2 Material de Desenho Técnico 
Para isso, os desenhos técnicos devem seguir várias convenções e regras, e, além 
disso, é necessário o uso de instrumentos de precisão, que assegurem esta exatidão. 
Vamos, então, conhecer os principais instrumentos utilizados em Desenho Técnico.
Um dos primeiros instrumentos é utilizado não somente por desenhistas, mas 
por várias outras pessoas, mas é essencial para manter a precisão do desenho: a 
lapiseira técnica. 
Na figura 5 podemos ver uma lapiseira específica para desenho técnico; lapiseiras deste 
tipo possuem uma ponteira metálica, como pode ser visto na figura, que permite apoiá-
la nos outros instrumentos de desenho, como réguas e esquadros, sem desviar o traço.
Figura 5 – Lapiseira Técnica 
Fonte: Elaborado pelo Autor (2022)
Lapiseiras como esta, com a ponteira metálica, geralmente são mais caras, mas 
isto é compensado pela durabilidade destes instrumentos, além da precisão que será 
obtida nos desenhos.
Existem vários tipos de lapiseira, com vários tipos de grafite que podem ser usados; 
as espessuras de lapiseiras são de 0,3mm, 0,5mm, 0,7 e 0,9mm; podemos obter 
linhas diferentes com cada uma destas lapiseiras, representando os vários aspectos 
do desenho, como estudaremos a seguir.
Os tipos de grafite que usamos possuem diferentes durezas, que são representadas 
por letras e números; a letra “H” indica os grafites mais duros, enquanto a letra “B” 
indica os grafites mais macios. Quanto maior o número, maior a maciez ou dureza 
dos grafites; o grafite “6B” é mais macio do que o grafite “2B”, enquanto o grafite “6H” 
é mais duro do que o grafite “2H”.
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Os grafites mais duros são melhores para o desenho técnico, já que os grafites mais 
macios soltam muito pó, o que vai sujar o papel; ao mesmo tempo, grafites muitos 
duros podem rasgar o papel; por tudo isso, vamos usar, normalmente, o grafite “H” 
em nossas lapiseiras.
ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
As lapiseiras comuns, como as que são usadas pela maioria das pessoas, não 
possuem a ponteira metálica, o que significa que não terão a exatidão necessária 
para o desenho técnico; na figura 6 podemos ver um destes modelos de lapiseiras 
comuns.
Podemos ver, ainda, que temos, junto à lapiseira, um lápis. 
Figura 6 – Lapiseira comum e lápis
Fonte: Elaborado pelo Autor(2022)
Estes instrumentos não devem ser usados para a execução de desenhos técnicos; 
eles são extremamente úteis para a execução de croquis e desenhos conceituais. 
Mas porque, você pode estar se perguntando. 
O lápis vai desgastar a ponta, deixando o traço mais grosso, conforme a linha vai 
sendo construída, o que é um grande erro no desenho técnico.
A lapiseira comum, por não possuir um “apoio” na ponta, vai se mover nos 
esquadros ou réguas, deixando a linha mais torta e irregular, o que é um outro erro 
em um desenho técnico.
Além das lapiseiras e dos grafites corretos, vamos usar uma régua de apoio, que 
vão ajudar a manter as linhas do desenho ortogonais. 
Este tipo de régua pode ser uma régua paralela móvel, como pode ser visto na 
figura 7, ou uma régua “T”, que deve ser apoiada em uma mesa de trabalho para 
funcionar; a função destas réguas é criar as linhas horizontais do desenho, e apoiar 
os esquadros, durante o uso.
Existe, ainda, uma opção em que a régua paralela é fixa, e serve de apoio para os 
esquadros.
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Figura 7 – Régua “T” e Régua Paralela.
Fonte: Elaborado pelo Autor (2022).
Uma opção interessante para este material é a “Prancheta de régua Fixa”; este instrumento 
é vendido em várias papelarias, mas pode até mesmo ser feita pelo próprio profissional, 
com pedaços de MDF; neste tipo de prancheta o que se movimenta para a criação das 
linhas são os esquadros, já que a régua está fixada em um único ponto, e funciona apenas 
como apoio.
Utilizamos, ainda, os esquadros, que podem ser vistos na figura 8. Estas ferramentas são 
encontradas em várias dimensões, isto é, temos esquadros que têm menos de 10,00 cm, 
até esquadros com mais de 50,00cm; de forma geral vamos usar esquadros que tenham 
aproximadamente 25,00cm, mas é possível ter vários deles, com diferentes medidas.
Utilizamos os esquadros em pares; um deles vai ter os ângulos de 45° em dois vértices, 
e 90° no outro; o outro esquadro que faz parte do par tem os ângulos de 30°, 60° e 90° 
nos vértices, como pode ser visto na figura 8.
Figura 8 – Esquadros.
Fonte: Elaborado pelo Autor (2021).
Existem vários esquadros no mercado, mas os esquadros técnicos, como os 
indicados na figura 8, são feitos em acrílico, não possuem a gradação das medidas, 
e tem os seus cortes retos, permitindo que a lapiseira seja totalmente apoiada, sem 
a possibilidade de erros.
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Outro instrumento fundamental para a criação dos desenhos técnicos é chamado 
de “escalimetro”; o escalímetro é um instrumento de precisão que permite a criação 
de desenhos em escala, sejam escalas de redução, sejam em escalas de ampliação.
Existem vários modelos de escalímetro; cada um deles conta com um conjunto 
de escalas diferentes, e o uso de cada destes escalímetros vai depender do tipo de 
desenho que será executado. Na figura 9 podemos entender como é uma destas réguas.
O escalímetro tem uma forma triangular; cada uma das faces deste triângulo possui 
duas escalas diferentes; mais a frente vamos entender, de forma mais aprofundada, 
como utilizar estas réguas.
Figura 9 – Escalímetro
Fonte: Elaborado pelo Autor (2022)
ANOTE ISSO
É preciso cuidado e atenção quando comprar um escalímetro. Existem vários 
modelos e várias marcas à disposição no mercado, e cada um destes instrumentos 
conta com um conjunto diferente de escalas, que serão usados de acordo com o 
tipo de desenho a ser feito. 
Lembre-se que não existe um escalímetro errado, mas sim um escalímetro que não 
é apropriado para o desenho que está sendo feito, ou que é mais difícil de ser “lido”.
Os principais tipos de escalímetro no Brasil são:
Número 1 – Escalas de: 1:20, 1:25, 1:50, 1:75, 1:100, 1:125;
Número 2 – Escalas de: 1:100, 1:200, 1:250, 1:300, 1:400, 1:500;
Número 3 – Escalas de: 1:20, 1:25, 1:33¹, 1:50, 1:75, 1:100;
Número 4 – Escalas de: 1:500 1:100 1:1250 1:1500 1:2000 1:2500;
Número 5 – Escalas de: 3/32″ 3/16″ 1/8″ 1/4″ 3/8″ 3/4″ 1/2″ 1″ 11/2″ 3″.
Para os desenhos de arquitetura o mais indicado é o escalímetro número 1, já 
que ele contém a maior parte das escalas de desenho que utilizamos, e pode ser 
adaptado às demais escalas.
EXPRESSÃO GRÁFICA
PROF. LEANDRO ROGER DE SOUZA GOMES
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De maneira geral, nos desenhos de Arquitetura e de Design, trabalhamos com o 
que é chamado de “escalas de redução”, ou seja, o desenho que está sendo criado 
será menor do que o objeto a ser construído; o desenho de uma casa em uma folha 
de papel será bem menor em relação às dimensões da edificação finalizada, não é 
mesmo? Isto significa que vamos “reduzir” estas dimensões, para que caibam no 
espaço da folha.
Já nos casos de projetos de produtos, geralmente, como um móvel ou um objeto, 
que você vai projetar para um cliente, por exemplo, trabalhamos com as chamadas 
“escalas de ampliação”, ou seja, os desenhos ficam maiores do que as peças prontas, 
pois muitas vezes é preciso detalhar partes mais delicadas destas peças, e isso só é 
possível em uma ampliação. 
A escolha das escalas a serem usadas nos desenhos vai depender do que será 
representado, e do nível de detalhe que cada um dos desenhos deverá possuir ou 
demonstrar. Além disso, alguns desenhos têm escalas que são convencionais, ou seja, 
que são utilizadas normalmente para estas representações (as plantas, por exemplo, 
são feitas em escala 1:50).
Outro item extremamente importante é o papel usado no desenho; a escolha do 
papel correto vai garantir um bom resultado final para os desenhos.
O mais utilizado para desenho técnico é o papel manteiga (ou croquis, dependendo 
do fabricante). Este é o papel mais indicado, pois não “absorve” o pó do grafite, deixando 
os desenhos mais limpos.
Alguns profissionais utilizam o papel sulfite, mas este papel pode ficar “marcado” 
pelo uso da lapiseira, e, mesmo que as linhas de desenho sejam apagadas, o papel 
vai ficar com o sulco feito com a lapiseira; por tudo isso, este tipo de papel é mais 
indicado para os desenhos conceituais, ou seja, os primeiros desenhos de concepção 
dos projetos.
Uma opção que era muito usada antigamente, era o papel vegetal. É muito difícil 
trabalhar neste papel com o grafite; o ideal é que sejam usadas canetas nanquim para 
os desenhos; isto deixa o desenho mais duradouro, mas dificulta a sua execução.
Também é fundamental uma boa borracha, que vai ajudar a apagar os traços 
errados, preservando o papel; borrachas de má qualidade podem rasgar os papéis, 
ao invés de apagar as linhas. Na figura 10 temos a borracha mais indicada, que é a 
borracha branca macia.
EXPRESSÃO GRÁFICA
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Figura 10 – Borracha Branca Macia
Fonte: Elaborado pelo Autor (2022)
Também é interessante que se utilizem lápis-borracha, isto é, borrachas que tenham 
as pontas mais finas, para obter uma maior precisão no trabalho. 
Existe, ainda, um instrumento que ajuda a apagar os erros com maior precisão, 
chamado de gabarito mata-gato, que é uma chapa metálica com várias aberturas, 
que garante mais precisão para apagar os erros de desenho.
ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
Os erros de desenho são chamados, informalmente, de “gatos”, isto é, quando um 
profissional observa um erro no desenho de um companheiro, ele vai dizer que 
existe um “gato” na prancha de desenho. Por isso o gabarito para a pagar estes 
erros é chamado de “mata-gato”.
Outro instrumento muito utilizado é o compasso. Esta é outra daquelas ferramentas 
que possuem vários modelos e vários fabricantes; como as anteriores, o ideal é que 
seja utilizado um compasso técnico de precisão.
Existem alguns modelos, mais recomendados, que possuem extensores, o que vai 
garantir a possibilidade da criação de círculos com diâmetros maiores. Na figura 11 
temos a imagem de um compasso técnico.
Figura 11 – Compasso Técnico
Fonte: Elaborado pelo Autor(2022)
EXPRESSÃO GRÁFICA
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Para garantir a precisão do desenho, é importante que o grafite que é colocado no 
compasso esteja sempre apontado; caso isso não seja feito, este grafite vai desgastar, 
e o círculo feito no desenho, vai sair com uma linha mais grossa do que o restante 
do desenho.
Uma alternativa ao uso do compasso é um gabarito chamado de “Criculometro”, 
que é um gabarito para o desenho de círculos; este gabarito é feito em plástico e 
é mais simples e rápido de ser usado, mas não pode ser usado para o desenho de 
círculos maiores.
ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
O “circulômetro” é chamado, entre os desenhistas, de “Bolômetro”, já que são 
desenhadas bolas com este instrumento.
Também existem vários outros gabaritos que são usados para a execução dos 
desenhos; a maior parte destes gabaritos é feito em plástico, e vão ajudar a agilizar 
o processo de desenho, já que garantem que todos os desenhos usados desta forma 
fiquem iguais.
Uma das opções mais interessantes é o gabarito de louça sanitária. Este gabarito 
tem alguns modelos de louça sanitária, nas escalas mais comuns de projetos, como 
1:50 e 1:20.
O uso desses gabaritos vai garantir que toda a louça sanitária desenhada desta 
maneira, além de iguais, sejam proporcionais, ou seja, fiquem com as mesmas medidas, 
independente das escalas do desenho.
Também existem gabaritos de mobiliário, de instalações elétricas, de instalações 
hidráulicas, entre muitos outros. A ideia é identificar os que serão mais usados e mais 
práticos, e utilizá-los nos desenhos.
EXPRESSÃO GRÁFICA
PROF. LEANDRO ROGER DE SOUZA GOMES
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CAPÍTULO 2
USO DOS MATERIAIS 
DE DESENHO TÉCNICO
Agora que conhecemos os materiais de desenho, vamos aprender como devemos 
utilizá-los para conseguir fazer nossos projetos.
A qualidade dos materiais é extremamente importante, mas utilizá-los de forma 
correta é fundamental para que seja obtido o melhor resultado nos desenhos, e sempre 
é preciso lembrar que o resultado de nosso trabalho, antes dos espaços executados, 
deve ser um desenho bem realizado 
2.1 Fixação da folha
Pode parecer desnecessário explicar como uma folha deve ser fixada na prancheta, 
mas é importante que ela esteja presa de forma correta, e na posição certa, caso 
contrário, o desenho ficará torto e sujo.
Para este trabalho vamos utilizar uma prancheta com régua fixa, mas a forma de 
uso será a mesma, independentemente do tipo de prancheta que você for utilizar.
O primeiro passo é definir qual tipo e tamanho de folha será utilizado; de forma geral, 
vamos trabalhar com papel sulfite ou papel manteiga no tamanho A3; este formato 
vai atender a maior parte das nossas necessidades. 
Depois de definir qual papel e formato serão usados, você vai precisar de quatro 
pedaços de fita crepe, como pode ser visto na figura 1.
Figura 1 – Fita crepe
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
EXPRESSÃO GRÁFICA
PROF. LEANDRO ROGER DE SOUZA GOMES
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A fita crepe é mais recomendada para a fixação do papel, já que ele vai soltar a 
folha de forma mais simples, sem rasgar o papel; também é possível utilizar durex, 
desde que ele saia fácil tanto da prancheta, quanto da folha.
 Você vai fixar uma das pontas do papel, colocando a fita crepe na diagonal, como 
pode ser visto na figura 2.
Figura 2 – Fixação da folha
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
No detalhe é possível perceber que a fita crepe deve ser colocada na ponta da folha, 
para que não fique sobre a margem (aprenderemos a fazer a margem mais adiante).
Depois de fixar um dos cantos da folha, você vai utilizar o esquadro (apoiado na 
régua fixa) para deixar a folha na posição correta na prancheta, como pode ser visto 
na figura 3.
Figura 3 – Posicionamento da folha
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
EXPRESSÃO GRÁFICA
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É preciso que a folha esteja exatamente paralela ao esquadro, e que o esquadro 
esteja apoiado na régua fixa. Este ajuste vai garantir que todas as linhas que forem 
desenhadas com os esquadros estarão paralelas à folha, e perpendiculares entre si.
Depois de ajustar a folha, você vai pegar um outro pedaço de fita crepe, e fixar o 
canto diagonalmente oposto ao primeiro, como mostrado na figura 4.
A forma correta de fixar a fita é colocando-a no papel e puxando levemente, para 
que a folha fique bem esticada na prancheta; quando a folha não fica bem esticada, 
ela pode se dobrar, e vai ficar mais suja.
Figura 4 – Fixação da folha.
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Depois de fixar estes dois lados, garantindo que a folha esteja esticada, é possível 
fixar os outros dois cantos da mesma forma, ou seja, colocando a fita crepe na folha, 
esticando levemente, e depois disso colando a fita na prancheta. Veja a figura 5.
Figura 5 – Folha fixa na prancheta
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
EXPRESSÃO GRÁFICA
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Quando você for retirar a folha da prancheta, depois de finalizar o desenho, é preciso 
retirar primeiro a fita crepe do papel, com cuidado para não rasgá-lo, e, depois, da 
prancheta.
ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
Caso você comece um desenho em um dia, e vá finalizá-lo no dia seguinte, 
é aconselhável que você solte a folha de desenho da prancheta, e prenda-a 
novamente no dia seguinte.
Os papéis podem absorver a umidade da noite, e ficar enrugados, caso estejam 
presos na prancheta, e isso vai, obviamente, comprometer a continuação do 
trabalho, e, principalmente, o resultado.
2.2 Uso da lapiseira
A lapiseira é um dos materiais mais importantes que temos, mas é preciso entender 
que algusn pontos importantes ao utilizá-la:
- a maneira como vamos segurá-la; 
- a pressão que vamos colocar durante o uso;
- a posição de uso.
A posição correta ao usar a lapiseira é fundamental para manter a limpeza do 
desenho e a limpeza dos materiais. Muitas pessoas utilizam a lapiseira da mesma 
forma que utilizam uma caneta, o que é incorreto, já que vai deixar a linha irregular e 
manchar o desenho. Na figura 6 podemos ver como deve ser usada a lapiseira, quando 
apoiada em um instrumento.
Figura 6 – Posição da lapiseira.
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
EXPRESSÃO GRÁFICA
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A posição correta da lapiseira é paralela ao esquadro ou à régua, e perpendicular 
ao papel; isto garante que a linha vai ter a espessura da lapiseira, e que a linha vai ter 
a mesma espessura em todo o seu comprimento.
Na figura 7 podemos entender, de forma mais clara, a diferença na forma de segurar 
e manusear a lapiseira.
Figura 7 – Manuseio da lapiseira
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Na parte esquerda da figura podemos ver a forma correta de segurar a lapiseira; 
a ponta metálica está encostada no esquadro, garantindo que o todo o grafite esteja 
encostado no papel, mantendo a linha constante.
Na parte direita podemos ver a forma errada de utilizar a lapiseira: o grafite está 
encostando no esquadro, o que significa que ele não estará totalmente em contato 
com o papel, e isto quer dizer que a linha será irregular.
Outro problema de utilizar a lapiseira desta forma é que os instrumentos de desenho 
ficarão “sujos”, o que significa que eles vão espalhar o pó do grafite, deixando o desenho 
manchado.
Outro ponto muito importante com relação ao uso da lapiseira, é a pressão colocada 
no momento de desenhar uma linha; é preciso que o desenhista controle a força que 
utiliza, para que consiga criar vários tipos de linhas, de acordo com a necessidade 
do desenho.
Veremos, em breve, que existem vários tipos de linhas em desenho técnico, e que 
cada linha representa um aspecto do desenho; é preciso, portanto, que o profissional 
consiga controlar a pressão exercida na lapiseira, para conseguir representar todas 
estas linhas.
Esta pressão é feita com o pulso,que vai pressionar mais ou menos a lapiseira. 
Na figura 8 está apresentado um exercício em que o foco é exatamente o controle 
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da pressão; as linhas que estão apresentadas ali foram feitas com a mesma lapiseira 
(0,5), mudando a pressão feita com o pulso.
Figura 8 – Tipos de linhas
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Na figura podemos ver uma linha mais “grossa”, uma linha “média” e uma linha 
mais “fina”, não é mesmo? 
Na verdade, todas as linhas possuem a mesma espessura, já que foram feitas 
com um único tipo de lapiseira e com o mesmo grafite, mas parecem ter espessuras 
diferentes, devido à pressão que foi aplicada no momento da construção do traço.
ANOTE ISSO
O treino no uso de qualquer um dos instrumentos de desenho é fundamental, e no 
caso das lapiseiras é ainda mais importante, já que estamos acostumados ao seu 
uso de uma única forma, geralmente fazendo muita pressão, de forma semelhante 
ao que fazemos na utilização de um lápis. 
É preciso reaprender a utilizar esta ferramenta! 
2.3 Uso dos esquadros
Vamos entender como utilizar os esquadros com uma prancheta de régua fixa; como 
este instrumento é mais simples, e pode ser feito pelo próprio profissional, seu custo é 
bem menor; além disso, a sua utilização é bastante simples, como veremos a seguir.
EXPRESSÃO GRÁFICA
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A primeira coisa que você deve entender é que todas as linhas devem ser desenhadas 
com o apoio dos esquadros, ou seja, não vão existir linhas feitas aleatoriamente nos 
desenhos.
A segunda coisa que você deve entender, é que os esquadros devem estar, sempre, 
apoiados, ou na régua fixa, ou um no outro.
Caso os esquadros não estejam apoiados de uma destas duas formas, as linhas 
não serão ortogonais, o que significa que estarão erradas; em raríssimos casos os 
esquadros serão usados de outra forma.
Na figura 9 podemos ver como serão desenhadas as linhas verticais; note que 
na figura é possível notar que o esquadro está sendo apoiado na régua fixa, e, desta 
forma, pode “andar” pela folha, o que significa que ele será puxado para um lado e 
para o outro para fazer linhas paralelas.
Figura 9 – Uso do esquadro – linhas verticais
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Para a execução das linhas horizontais, vamos utilizar os dois esquadros; para isso 
o primeiro esquadro deverá estar apoiado na régua fixa, e o segundo será apoiado no 
primeiro; dê uma olhada na figura 10.
Figura 10 – Uso do esquadro – linhas horizontais
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
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Apoiados desta maneira, é possível que os dois esquadros sejam manejados, 
permitindo que sejam feitas tantas linhas paralelas quantas forem necessárias. 
Caso você esteja utilizando uma régua paralela, ou uma régua “T”, você poderá 
utilizar estas réguas para desenhar as linhas horizontais, ao invés de utilizar o esquadro. 
As linhas verticais, no entanto, deverão ser feitas com o esquadro apoiado. mas, de 
qualquer modo, precisará utilizar 
2.5 Uso do Escalímetro
Um dos instrumentos mais importantes para o trabalho com projetos do Designer 
de Interiores é o escalímetro. Essa será a nossa “régua”, ou seja, a ferramenta que 
usaremos para colocar as medidas em nossos desenhos. Mas porque não é possível 
utilizar uma régua daquelas comuns?
Porque trabalhamos com escalas de redução, ou seja, vamos reduzir os desenhos que 
representam nossos projetos, para que caibam nas folhas de papel, e caso utilizássemos 
uma régua comum, seria preciso ficar fazendo contas, para que as proporções ficassem 
exatas, e os outros profissionais que fossem trabalhar no mesmo projeto poderiam 
errar esta proporção; você consegue imaginar o trabalho e a quantidade de erros que 
poderiam ocorrer?
Para evitar os erros, e todo o trabalho, vamos utilizar o escalímetro, que pode ser 
entendido como uma régua que já vem com várias “proporções de redução”, o que 
representa uma série de vantagens:
- As proporções já estão prontas, bastando escolher a mais conveniente para o 
trabalho (ou a mais usada);
- Basta informar a escala utilizada, e todos os profissionais vão conseguir “ler” 
corretamente o desenho;
- A leitura e a interpretação do escalímetro é muito simples e rápida de ser feita.
Vamos, então, entender este instrumento, o que você acha?
A primeira coisa é entender o que cada escala representa; uma escala é uma 
proporção, então, quando usamos a escala 1:50, por exemplo, vamos executar o 
desenho 50 vezes menor do que o tamanho real. O mesmo vai valer para todas as 
outras escalas desta ferramenta.
A segunda coisa a compreender é que todas as escalas de um escalímetro estão 
divididas por metro e em suas subdivisões, ou seja, 1.00m, 2.00m, etc. Dê uma olhada 
na figura 11.
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Figura 11 – Escala 1:50
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Na figura vemos, ampliada, a escala 1:50. Podemos perceber várias coisas com 
esta figura:
- as marcações 1; 2; 3, etc, representam, respectivamente, 1,00m; 2,00m, etc. ou 
seja, se você precisasse marcar 2,00 m em seu desenho, você faria uma marcação 
sobre o número 2.
- a linha azul (a primeira linha depois do 0) é a primeira subdivisão desta escala, e 
equivale a 0,05m; 
- a linha vermelha, a segunda depois do zero, equivale a 0,10m;
- a linha verde equivale a 0,50m, ou seja, ½ metro.
Podemos perceber que a precisão nesta escala é de 0,05m. Caso você precise 
marcar a medida de 1,65m, por exemplo, basta contar as linhas, até atingir a medida.
As escalas 1:50 e 1:75 possuem as mesmas características, ou seja, a sua subdivisão 
mínima (e a precisão) é de 0,05m
Agora analise a figura 12.
Figura 12 – Escala 1:20
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Na figura podemos ver a escala 1:20 ampliada; aqui também podemos aprender 
algumas coisas:
- a marcação 1 representa 1,00m, ou seja, se você precisasse marcar 1,00 m em 
seu desenho, você faria uma marcação sobre o número 1.
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- a linha azul (a primeira linha depois do 0) é a primeira subdivisão desta escala, e 
equivale a 0,02m; 
- a linha vermelha, a segunda depois do zero, equivale a 0,10m;
- a linha verde equivale a 0,50m, ou seja, ½ metro.
Na escala 1:20 a precisão, portanto, é de 0,02m. Caso você precise marcar 1,24m 
nesta escala, basta contar as linhas até esta medida.
As escalas 1:20 e 1:25 também possuem a mesma precisão, de 0,02m.
Para finalizar, vamos analisar a figura 13.
Figura 13 – Escala 1:100
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
A escala 1:100 ampliada, mostrada na figura 13, também podemos aprender várias 
coisas:
- as marcações 1; 2; 3; 4, etc, representam, respectivamente, 1,00m; 2,00m, etc. ou 
seja, se você precisasse marcar 3,00 m em seu desenho, você faria uma marcação 
sobre o número 3.
- a linha azul (a primeira linha depois do 0) é a primeira subdivisão desta escala, e 
equivale a 0,10m; 
- a linha verde equivale a 0,50m, ou seja, ½ metro.
Isso significa que a precisão, na escala 1:100, é de 0,10m. Caso seja preciso marcar 
a medida 1,70m, basta contar as linhas.
As escalas 1:100 e 1:125, também, possuem a mesma precisão, de 0,10m.
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ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
A escala 1:50 é a mais utilizada em desenhos arquitetônicos, devido à precisão 
que ela possibilita, e as medidas que são utilizadas em projetos de arquitetura e de 
design de interiores.
Como é possível perceber, o uso do escalímetro é bem semelhante ao uso de uma 
régua comum; basta entender que, neste caso, estamos trabalhando com as medidas 
em metros, e suas divisões.
Gostaria de propor um exercício; pode ser interessante, para entender como utilizar 
a lapiseira, e paratreinar o uso dos esquadros, ou seja, para fixar o que acabamos 
de estudar.
Vamos começar com uma folha A3 (sulfite ou manteiga, tanto faz); a primeira parte 
do exercício é prender, da forma como aprendemos, a folha na prancheta.
Depois disso, você vai dividir a folha em quatro partes, como pode ser visto na 
figura 14.
Figura 14 – Divisão da folha
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
O próximo passo é trabalhar no quadrante inferior direito; aqui vamos fazer linhas 
horizontais, com 0,5m de distância entre elas, em escala 1:100, como pode ser visto 
na figura 15.
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Figura 15 – Marcação das distâncias
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Com as linhas marcadas, você vai começar a desenhar as linhas horizontais, 
intercalando as linhas grossas, médias e finas, como pode ser visto na figura 16.
Figura 16 – Linhas Horizontais.
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Depois de finalizar estas linhas, vamos desenhar os outros quadrantes como pode 
ser visto na figura 17.
Figura 17 – Desenho finalizado.
Fonte Elaborado pelo Autor (2023)
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É importante observar as diferenças entre os tipos de linha, aperfeiçoando o traço, 
bem como a forma de utilizar a lapiseira, os esquadros e a pressão exercida no desenho 
da linha.
Também é importante que você não apague as linhas que foram feitas, para que 
possa comparar os traços e ir melhorando-os com a prática!
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CAPÍTULO 3
NORMAS E CONVENÇÕES
No Brasil, atualmente, é muito comum que encontremos projetos de edifícios criados 
por escritórios de arquitetura de fora do país, ou mesmo que designers e arquitetos criem 
projetos para outros países. Mas como é feita a comunicação entre estes profissionais, 
que falam línguas diferentes? Através do Desenho Técnico!
Os desenhos técnicos devem seguir as Normas e Convenções que o Brasil assinou, 
para garantir a leitura e a interpretação corretas deste tipo de representação. Você já 
pensou se cada pessoa desenhasse de uma maneira diferente? Seria praticamente 
impossível a comunicação das ideias, já que cada profissional faria como achasse 
mais apropriado, ou cada país faria representações diferentes para os mesmos objetos.
Para evitar estes problemas a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é 
signatária de várias regras internacionais de representação, criadas pela International 
Standard Organization (ISO). 
Este tipo de regra, que é chamado de Norma Brasileira, ou NBR, é seguido pela 
grande maioria dos países (ou seja, não é apenas uma Norma Brasileira), o que garante 
que os desenhos possam ser interpretados por qualquer profissional qualificado. 
Muitas vezes, ao comprar um produto importado, você deve ter olhado o manual, 
e, mesmo que não tenha entendido o que estava escrito, conseguiu interpretar os 
desenhos, não é mesmo? 
Isto acontece por causa destas Normas e Convenções, ou seja, mesmo que você 
não tenha feito um curso de desenho, certamente já viu alguns desenhos técnicos, e 
consegui entendê-los.
Agora que entendemos o que são as Normas Brasileiras, ou as NBR’s, vamos 
conhecer as principais que se aplicam ao Desenho Técnico, o que você acha?
3.1 NBR 10068
A NBR 10068 – Folha de Desenho – Leiaute e Dimensões, vai falar sobre os tamanhos 
das folhas de desenho que podem ser usadas na criação de desenhos técnicos.
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Os formatos que são utilizados no Brasil, de acordo com esta NBR são os da série 
“A”, isto é, derivam do A0, que é o maior formato desta família, como pode ser visto 
na figura 1.
Figura 1 – Formato série “A”
O formato A0 tem 1 m2; o A1 tem 0,50 m2, e assim por diante. Apenas para efeito 
de comparação, o papel sulfite que usamos em nossas impressoras, tem o tamanho 
A4, que vem desta normatização. Os cartões de visita também vêm desta formatação, 
no tamanho A8, apesar de atualmente este formato não ser respeitado. 
A gramatura do papel também vem daí, ou seja, quando você compra papel para a 
sua impressora, e no pacote está escrito que ele tem “75 g/m²”, quer dizer que uma 
folha A0 que seja feita com o mesmo tipo de papel sulfite que você comprou, vai 
pesar 75 gramas.
A figura 2 mostra uma tabela com as dimensões de cada uma das folhas da família 
“A”.
Formato Largura (mm) Comprimento (mm)
A0 841 1189
A1 594 841
A2 420 594
A3 297 420
A4 210 297
Tabela 1 – Dimensões das folhas da série “A”
Fonte: Elaborado pelo Autor (2022)
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As folhas de formato “A4” dificilmente são utilizadas em desenhos técnicos, já que 
não permitem a inserção de muitas informações; o menor formato usado é o “A3”. 
ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
Quando usamos uma folha de papel para a criação de um desenho técnico, 
costumamos dizer que estamos “montando uma prancha”, ou seja, as folhas de 
desenho são chamadas de pranchas.
Temos pranchas de desenhos com plantas, pranchas de desenho com cortes, 
pranchas de desenho com detalhes, etc.
O layout e a montagem das pranchas, inclusive, é um detalhe que demanda tempo 
e capricho, já que as pranchas de desenho devem ser esteticamente bonitas e 
harmônicas. 
A escolha do formato tem relação com as escalas dos desenhos, e o que deve ser 
colocado na prancha, o que significa que não existe um tamanho de folha melhor ou 
mais indicado, mas, sim, aquela que vai conter todas as informações necessárias ao 
projeto.
Outro item muito importante, que consta nesta Norma, e que, portanto, é obrigatório, 
são as margens. Podemos entender as margens como uma moldura dos desenhos, 
ou seja, elas servem para proteger os desenhos de amassados, rasgos, ou outros 
problemas que possam acontecer com a folha.
As margens são executadas com linhas grossas (você vai usar a lapiseira 0,9), e os 
desenhos não devem encostar nestas linhas. Na figura 2 podemos ver as margens, 
que devem ser executadas independentemente da posição na qual a folha for utilizada.
Figura 2 – Desenho das margens
Fonte: Elaborado pelo Autor (2022)
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As medidas das margens podem ser observadas na tabela 2; a lateral esquerda 
sempre será mais larga, para que a folha seja perfurada e colocada em pastas para 
serem arquivadas.
Também é possível notar que os maiores formatos (A0 e A1) terão as outras margens 
maiores, mas a margem esquerda é constante para todos os formatos, já que a sua 
função é a preparação para o arquivamento. 
Formato Margem
A Esq. Dir.
A0 25 10
A1 25 10
A2 25 7
A3 25 7
A4 25 7
Tabela 2 – Medidas das margens (em milímetros)
Fonte: Elaborado pelo Autor (2022)
Também é importante saber que as margens superior e inferior vão seguia a medida 
da margem direita, independente do tamanho da folha. As margens são limitadas pelo 
tamanho da folha, ou seja, estas dimensões são desenhadas a partir da borda da folha.
Outro item fundamental em nossas pranchas de desenho, e que está definido por 
esta NBR são os carimbos, ou legendas. Os carimbos têm a função de indicar o que 
está contido naquela prancha, já que muitas vezes temos mais de um tipo de desenho 
por prancha. Na figura 3 podemos ver como os carimbos ficam nas duas posições 
possíveis para a execução das pranchas.
Figura 3 – Carimbos
Fonte: Elaborado pelo Autor (2022)
Quando as folhas forem dobradas, como veremos a seguir, esta posição vai manter 
o carimbo visível, informando o que constem cada prancha, sem que seja necessário 
abrir as folhas.
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Por falar em dobras de folhas, vamos entender como isso funciona com a nossa 
próxima NBR.
3.2 NBR 10.582
A NBR 10.582 – Apresentação da folhapara desenho técnico vai definir um pouco 
mais o layout das folhas de desenho, definindo onde devem ser colocados os desenhos, 
e onde pode ser inserido os textos que sejam necessários para explicar o projeto.
De acordo com esta NBR, deve existir na prancha um espaço para o desenho, e 
um espaço para o texto, como pode ser visto na figura 4.
Figura 4 – Espaço para texto
Fonte: Elaborado pelo Autor (2022)
Este espaço não deve ser demarcado como uma linha; estas linhas foram colocadas 
na figura 4, apenas para indicar onde os textos deverão ficar, ou seja, tudo o que 
precisar ser escrito deverá estar na parte inferior da folha, como indicado.
Também é importante que seja deixado um espaço sem textos e sem desenhos, para 
que sejam feitas as anotações referentes às reuniões com clientes e fornecedores, ou 
seja, é na parte inferior das pranchas que você vai fazer uma minuta destes encontros, 
escrevendo todas as alterações que deverão ser feitas, bem como as partes que já 
estão aprovadas.
3.3 NBR 13.142
A NBR 13142 – Desenho Técnico – Dobramento de cópia, fala sobre como as 
folhas devem ser dobradas, para que fiquem com o formato A4, que é o formato em 
que as pranchas devem ser arquivadas.
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ANOTE ISSO
Você deve ter notado que esta NBR fala sobre o dobramento de cópias, não é 
mesmo? 
Isso acontece porque, há algum tempo, eram feitos os desenhos originais, em papel 
vegetal, que ficavam com o arquiteto ou designer, e, a partir destes originais, eram 
feitas cópias heliográficas, em papel sulfite, que eram enviadas para a obra, para o 
cliente, etc, e eram estas cópias que deveriam ser dobradas, já que o papel vegetal 
não pode ser dobrado.
Atualmente, como os desenhos são, geralmente, criados com a ajuda de programas 
de computador, as cópias geradas por impressoras é que devem ser dobradas para 
serem arquivadas.
Na figura 4, temos o exemplo da dobra da folha tamanho A2; quando totalmente 
dobrada, esta folha vai ficar como a miniatura indica.
Figura 4 – Dobra da folha A2
Fonte: Elaborado pelo Autor (2022)
Nas folhas que forem desenhadas, deverão ser indicados os pontos de dobra, que 
vão servir como guia para a pessoa que vai, efetivamente, executar este trabalho. Até 
mesmo a folha A3, que é um pouco maior do que uma folha A4, deverá ser dobrada 
para arquivamento.
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ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
Mesmo em uma era tão digital quanto a que vivemos, a impressão dos desenhos 
ainda é muito importante; Em uma obra, por exemplo, seria impossível ter um 
computador ou um tablet que não fosse danificado com o tempo; as impressões, 
por outro lado, podem ser rabiscadas, dobradas, movimentadas, etc. 
Na grande maioria das obras é muito comum que uma ou mais impressões 
estejam presas às paredes, servindo como guia para os profissionais que estão 
executando o trabalho.
Além disso, como todas estas cópias estão dobradas e arquivadas, o transporte é 
simples e eficiente.
3.4 NBR 8.196
A NBR 8.196 – Desenho Técnico – Emprego de Escalas, vai indicar o que são 
escalas, e como elas serão usadas na produção de desenho.
Podemos entender as escalas como uma proporção entre o desenho e o objeto 
real, seja este objeto um relógio, um celular, ou uma casa. 
A escala que será usada deve ser escolhida a partir das necessidades de representação 
do desenho, ou seja, o que é preciso mostrar para as outras pessoas; imagine que, 
ao criar um móvel, por exemplo, ele está muito claro na sua cabeça, não é mesmo? 
Mas será preciso que ele também fique claro na cabeça do marceneiro que vai 
construir esta peça, e, para que ele consiga entender a sua ideia, será preciso desenhar 
todas as partes deste móvel. E em qual escala vamos fazer estes desenhos?
Isso vai depender do nível de detalhe que você vai querer mostrar para seu fornecedor; 
quando você está trabalhando com peças “comuns”, ou seja, que serão construídas da 
forma tradicional, será possível desenhar menos detalhes; quando você está criando 
uma peça que não usa a forma convencional de construção, será preciso detalhar 
mais o desenho.
Para isso, vamos trabalhar com três tipos de escalas em nossos desenhos; termos:
- as escalas de redução, que são as mais utilizadas em desenhos de Arquitetura e 
Design, ou seja, escalas que vão reduzir o desenho, de forma a que eles caibam nas 
pranchas escolhidas; o desenho de uma casa deverá ser feito em uma escala pequena, 
que vai possibilitar que ele se encaixe na prancha de desenho.
- as escalas de ampliação, que vão aumentar o desenho em relação ao objeto, 
o que significa que o desenho ficará maior do que um objeto; isto acontece muito 
em Desenho Industrial, onde os projetistas precisam detalhar todas as peças de um 
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objeto, especialmente, se for um objeto eu acabou de ser criado, e que não vai usar 
peças padronizadas.
- a escala natural, ou real, que vai manter o desenho do mesmo tamanho da peça; 
pode ser que você utilize esta escala para desenhar os detalhes do móvel que acabou 
de criar, já que, nesta escala, você vai mostrar ao marceneiro como o móvel vai ficar 
depois de pronto.
Ainda vamos entender o uso do escalimetro, e vai ficar mais fácil entender a diferença 
entre as escalas, e como vamos escolher as escalas para cada caso, não se preocupe.
De acordo com esta Norma, a escala na qual o desenho foi criado deve ser indicada 
no carimbo; caso tenha sido usada mais de uma escala na mesma prancha (algo que 
é muito usual em desenhos de design e arquitetura), a escala de cada desenho deve 
ser mostrada abaixo dele, e, no carimbo, deve ser inserida a frase “Escala Indicada”, 
ou seja, para saber a escala de cada desenho, será preciso ler cada um deles.
ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
Esta Norma também diz que a palavra “ESCALA” pode ser abreviada para a forma 
“ESC.”, que é o mais usual nos desenhos.
Nesta NBR temos, ainda, a forma de indicação das escalas, ou seja, como elas 
deverão ser representadas; a tabela 3 mostra a forma de indicação das escalas de 
ampliação, de redução e a escala real.
Redução Natural Ampliação
1:2 1:1 2:1
1:20 20:1
1:200 200:1
1:2000 2.000:1
Tabela 3 – Escalas
Fonte: Elaborado pelo Autor (2022)
As escalas de redução devem ser lidas como: “Escala um para dois”; “Escala 
um para vinte”, etc. A escala real deve ser lida como: “Escala um para um”. As 
escalas de redução devem ser lidas como: “Escala dois para um”; “Escala vinte 
para um”, etc. 
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3.5 NBR 8.403
A NBR 8.403 – Aplicação de linhas em desenhos – Tipos de Linhas, vai falar, 
obviamente, sobre as linhas de desenho, e o significado de cada uma delas.
Para a criação de desenhos, temos vários tipos diferentes de linhas, e cada uma 
delas representa uma coisa diferente; saber interpretar estas linhas é uma das tarefas 
de um profissional. 
Esta NBR traz varias linhas para desenhos mecânicos e de objetos, que não são 
usadas em nosso caso; por isso vamos focar nas linhas que são usadas em desenhos 
de Design e Arquitetura. Vamos começar conhecendo estas linhas, que estão na figura 5.
As espessuras das linhas contínuas, de forma geral, vão demonstrar a proximidade 
de um objeto com o observador. Mas o que isto quer dizer? 
Imagine que, quanto mais próximo dos olhos deste observador o objeto ou a peça 
representada, está, mais grossa será a linha usada para representá-lo.
De forma semelhante, quanto mais distante dos olhos deste observador o objeto 
estiver, mais fina será a linha usada na representação.
Vamos imaginar uma planta arquitetônica, como aquelas que são distribuídas em 
faróis. Se você olhar atentamente, as linhas que representam as paredes, por exemplo, 
serão mais grossas do que aquelas usadas para representar os moveis, e a linha usadapara representar os moveis será mais grossa do que aquelas usadas para representar 
o piso. Isto acontece para que tenhamos, em um desenho bidimensional, uma noção 
de profundidade. Isso pode parecer confuso, mas vamos estudar tudo isso de forma 
mais profunda quando entendermos o que são plantas e cortes, não se preocupe.
Na figura 
Figura 5 – Linhas de desenho
Fonte: Elaborado pelo Autor (2022)
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A linha de número 1 é chamada de linha de “contorno”. Esta é uma linha contínua 
e grossa; ela é utilizada para representar os abjetos que tenham sido seccionados em 
uma planta ou em um corte, ou seja, vamos usar este tipo de linha, de forma geral, em 
paredes e lajes, que são os objetos mais próximos ao observador em corte e plantas.
No exemplo do desenho de que você pegou no farol, as linhas de paredes serão 
feitas com as linhas de contorno.
 A linha de número 2, tem o nome de linha “interna”, e representa os demais elementos 
de uma planta ou de um corte, que estão um pouco abaixo do plano de secção, ou 
seja, do local onde a edificação foi seccionada, e portanto, estão mais distantes dos 
olhos do observador. 
No nosso exemplo, esta linha será usada para a representação dos moveis, portas 
e janelas da planta.
A próxima linha, número 3, é a linha de “cota”; como o próprio nome indica, esta 
linha é usada para a indicação das cotas em um desenho; como é uma linha que não 
faz parte do desenho, mas é utilizada para indicações, tem uma espessura menor 
que as anteriores.
Muitas vezes este tipo de linha é utilizado para a representação de objetos que 
estão distantes em relação ao observador. No exemplo da nossa planta, esta seria a 
linha utilizada para o desenho do piso.
Você consegue perceber como esta é uma maneira bastante criativa de indicar 
profundidades e distâncias em um desenho que tem apenas duas dimensões não é 
mesmo?
Continuando na sequência da figura, temos a linha 4; que é uma linha tracejada; 
este tipo de linha é utilizado para a representação de objetos que estão acima do plano 
de secção do desenho, ou seja, as projeções de partes e objetos que normalmente 
não apareceriam na planta ou no corte.
No caso de um projeto de interiores, por exemplo, vamos utilizar a linha tracejada 
para indicar a existência de um armário suspenso, ou algum item que esteja acima 
do plano que seccionou a edificação. Como você imagina, esta é uma linha muito 
usada em nossos desenhos.
A linha 5, uma linha que é composta por traço e ponto, é utilizada para a indicação 
da posição dos cortes que forem feitos na edificação, em uma planta arquitetônica; 
estas linhas têm uma espessura semelhante a linha número 1, ou seja, são linhas 
grossas.
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A última linha que temos na figura, é a linha número 6, que é uma linha traço e dois 
pontos; neste caso, os traços são mais longos do que os que são usados na linha de 
corte; esta linha é chamada de “eixo”. 
Esta tipo de linha tem a função de indicar o eixo estrutural dos elementos construtivos, 
como as paredes, os pilares e as vigas; este tipo de linha não é muito comum em projetos 
de interiores, mas devem ser entendidos quando visto em desenhos de arquitetura. 
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CAPÍTULO 4
REPRESENTAÇÃO 
ARQUITETÔNICA
Neste capítulo vamos entender a Representação Arquitetônica, ou seja, como 
vamos usar as Normas que acabamos de conhecer, juntamente com a NBR 6492 – 
Representação de Projetos de Arquitetura. 
Esta NBR é que vai indicar como são os nossos desenhos, como devem ser feitos, 
e o que representam. Como já vimos, é importante que todos os profissionais utilizem 
as mesmas regras para representar coisas semelhantes.
De acordo com Montenegro (2006, p. 24) “o desenho técnico não pode sujeitar-se 
aos gostos e caprichos de cada desenhista, pois é usado por profissionais diversos”. 
4.1 NBR 6492
As representações arquitetônicas são a forma que os profissionais têm para se 
comunicar, explicitando as suas ideias de uma maneira gráfica; isto significa que 
precisamos conhecer estas regras, para que nossos projetos sejam entendidos e 
executados.
A Norma divide os desenhos arquitetônicos em dois grupos:
- Os desenhos feitos à mão livre
- Os desenhos feitos com instrumentos
No primeiro grupo estão os croquis iniciais e os desenhos preliminares, ou seja, as 
primeiras ideias que o designer de interiores ou o arquiteto teve, e que são colocadas 
no papel, sem um grande compromisso com escalas ou com a exatidão técnica; 
podemos entender estes desenhos como uma forma de tornar uma ideia em uma 
representação física.
Este tipo de desenho é fundamental, tanto para “compreender” as suas próprias 
ideias, quanto para não esquecer as primeiras inspirações que você teve sobre um 
projeto.
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Neste momento, no entanto, vamos nos concentrar no segundo grupo, ou seja, 
nos desenhos feitos com instrumentos. Já vimos como os instrumentos de desenho 
devem ser usados, e já conhecemos algumas das várias Normas que se aplicam a 
estes desenhos; vamos, a partir de agora, aplicar estes conhecimentos nesta nova 
NBR, compreendendo como é feita a representação arquitetônica, que será usada em 
nossos projetos.
De forma geral, quando fazemos as representações técnicas de nossos projetos, 
vamos utilizar alguns desenhos:
- Plantas
- Cortes
- Elevações
- Detalhes
ANOTE ISSO
Apesar de chamarmos estes desenhos de “Representações Arquitetônicas, eles se 
aplicam a uma vasta gama de projetos, e não apenas a projetos de arquitetura
Plantas, cortes e elevações são usados em projetos de Design de Interiores, de 
Mobiliário, de Objetos de Decoração, entre muitos outros, ou seja, o que vamos 
entender neste conteúdo poderá ser usado em várias partes de nossa atividade 
profissional. 
Vamos, a partir de agora, entender cada uma destas representações, o que está 
representado, e, mais importante, como podemos fazer os nossos próprios desenhos 
e projetos a partir disso. Vamos lá?
4.1 Vistas Ortogonais
Precisamos entender, antes de começar, que todos os desenhos citados acima 
são vistas ortogonais, isto é, são uma forma de “enxergar” o mundo, que foi criada 
há algum tempo. 
Como já vimos, Gaspar Monge foi o responsável pela definição do sistema projetivo 
de representação que usamos; mas o que é isso? Vamos entender com um exemplo 
prático, o que você acha?
EXPRESSÃO GRÁFICA
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Vamos imaginar que você precise projetar um gabinete para o banheiro de seu 
cliente; você provavelmente vai pensar em um móvel como o que está representado 
na figura 1.
Figura 1 – Gabinete
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
A figura está em perspectiva porque pensamos em três dimensões, isto é, como 
enxergamos o mundo em três dimensões, vamos pensar nas coisas em três dimensões. 
Não é natural pensarmos o mundo como “Projeções Ortogonais”.
Este desenho, no entanto, vai dificultar a colocação das cotas, e dos detalhes, bem 
como a visualização das outras vistas da peça.
Isso quer dizer que os desenhos em perspectiva podem “enganar” as pessoas, ou 
seja, eles não são considerados desenhos técnicos, já que podem levar a erros na 
execução das peças. Mas então o que fazer?
Gaspar Monge resolveu esta situação criando as vistas ortogonais, ou seja, 
ele desenvolveu uma maneira de mostrar como é a cadeira que você imaginou 
“tecnicamente”, isto é, com as medidas, as vistas necessárias para a construção, e 
com todos os detalhes que você imaginou.
A ideia de Monge é que você coloque a sua peça dentro de um cubo transparente, 
e veja como são as vistas ortogonais; depois disso, basta abrir o cubo e visualizar 
as vistas que vão representar a peça de uma forma técnica. Afigura 2 vai ajudar a 
entender este conceito.
EXPRESSÃO GRÁFICA
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Figura 2 – Vistas Ortogonais
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Aqui podemos ver as seis vistas que vão compor esta peça; o próximo passo é fazer 
a épura, ou a planificação deste cubo, observando os desenhos de forma ortogonal; 
A figura 3 mostra como fica a épura deste cubo.
Figura 3 – Épura do Gabinete
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
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Aqui podemos ver que as vistas estão “Invertidas; por exemplo, na paetê superior 
da épura temos a vista inferior da peça, e na parte inferior da épura temos a vista 
superior. Porque isto acontece?
Quando estamos desenhando as Vistas ortogonais, estamos “projetando” o desenho 
dentro do cubo; imagine que dos nossos olhos partam raios que “projetam” o desenho, 
ou seja, quando estamos olhando o desenho a partir da cista superior, estamos 
projetando o desenho na parte inferior do cubo, como pode ser visto na figura 4.
Figura 4 – Épura
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Esta mesma forma de pensar vai se aplicar aos desenhos arquitetônicos, ou 
seja, vamos olhar um objeto e “projetar” as linhas para que sejam desenhadas; você 
conseguirá perceber que a Vista Superior do nosso gabinete é o mesmo desenho que 
faremos para uma planta, não é mesmo? E o mesmo vai valer para todos os outros 
desenhos que criarmos!
4.2 Tipos de Plantas
Uma das primeiras coisas que você tem de saber, é que existem vários tipos de 
plantas; existem as plantas arquitetônicas, sobre a qual vamos conversar em breve, 
mas existem vários outros desenhos, que também são chamados de plantas, e que 
trazem outras informações. 
Estas informações são muito importantes para a execução da edificação, mas 
também são fundamentais para a criação de um projeto de interiores, já que vão 
ajudar a direcionar o projeto, e reduzir os problemas que podem ocorrer em uma obra.
EXPRESSÃO GRÁFICA
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Muitas destas plantas fazem parte dos chamados “Projetos Complementares”, 
que são projetos muito importantes no momento da construção, mas que não são 
exatamente os projetos arquitetônicos.
Algumas destas plantas são:
- Planta de Estrutura;
- Planta de Instalações Hidráulicas de água fria;
- Planta de Instalações Hidráulicas de água quente;
- Planta de Esgoto sanitário; 
- Planta de Instalações Elétricas;
- Planta de Instalação de gás
Existem outras plantas e desenhos importantes, é claro, mas estas vão ajudar a 
resolver alguns problemas que às vezes nem imaginamos; por exemplo, se você tiver 
acesso à planta de instalações hidráulicas (quando ela existir), vai conseguir saber 
onde passa a tubulação de água. Sabendo disso, vai ficar mais simples e seguro fazer 
o projeto de um nicho, ou mudar o lugar de instalação de uma papeleira.
Além disso, existem várias plantas que devem ser criadas por Designers de Interiores, 
a partir de seu projeto:
- Planta Lay Out, indicando a disposição do mobiliário;
- Planta de paginação de piso, feita a partir da escolha do revestimento, e de acordo 
com as necessidades do projeto;
- Planta de Iluminação, indicando a disposição das luminárias definidas para o 
espaço.
ANOTE ISSO
O correto é falar “Planta”, e acrescentar o tipo de planta sobre o qual você está 
falando; por exemplo “Planta Arquitetônica”; Planta de Instalações Elétricas”, entre 
outras.
De acordo com a Norma 6492, não existe o termo “Planta Baixa”, ou seja, a 
nomenclatura é apenas “Planta”. 
Muitos clientes e mesmo muitos outros profissionais vão falar em “Planta Baixa”, 
mas o correto é apenas “Planta”!
EXPRESSÃO GRÁFICA
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 Isso significa que o que aprendemos aqui será usado em toda a sua vida profissional, 
já que esta será a forma de comunicação de nossas ideias.
4.2 Plantas
Vamos entender, então, como são criadas as plantas, isto é, como elas são feitas. 
De acordo com a NBR 6492:
“Vista superior do plano secante horizontal, localizado a, 
aproximadamente, 1,50 m do piso em referência. A altura desse plano 
pode ser variável para cada projeto de maneira a representar todos 
os elementos considerados necessários.”
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS NBR 6492 – 
Representação em projetos de arquitetura. Rio de Janeiro: ABNT, 
1994
Isso significa que, para desenhar uma planta, você vai imaginar um plano secante, 
isto é, um plano que vai cortar a edificação, a 1,50m de altura em relação ao piso. 
Vamos entender isto de forma gráfica, para ficar mais fácil, o que você acha? 
Dê uma olhada na figura 5; aqui podemos ver uma edificação bem simples, e com 
um único andar.
Figura 5 – Edificação
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Nesta edificação, vamos colocar um “Plano Secante”, algo como uma lâmina 
horizontal, a 1,50m de altura em relação ao piso da casa; veja como isso fica na figura 6.
EXPRESSÃO GRÁFICA
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Figura 6 – Plano Secante Horizontal
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Este plano vai cortar todas as paredes, portas e janelas da edificação, permitindo 
que seja visto tudo o que existe ali dentro.
Depois de inserir o plano secante horizontal, vamos “separar” as duas partes que 
foram criadas, o que significa que vamos ficar com uma parte superior da edificação 
e uma parte inferior, como pode ser visto na figura 7.
Figura 7 – Separação do plano secante
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
A parte inferior da edificação é a nossa planta arquitetônica; veja a ampliação na 
figura 8
EXPRESSÃO GRÁFICA
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Figura 8 – Ampliação do Plano Secante
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Estamos quase finalizando a nossa planta; agora, como vimos a respeito das vistas 
ortogonais de Gaspar Monge; isso significa que a nossa planta, até este momento, 
não é um desenho técnico; mesmo que já seja possível entender a edificação, ela 
não poderia ser utilizada para a construção da residência; para que este desenho 
possa ser entendido corretamente, vamos visualizá-lo ortogonalmente, em uma vista 
superior. Veja na figura 9.
Figura 9 – Vista Ortogonal
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
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A figura 9 já apresenta um desenho mais semelhante a uma planta, não é verdade? 
Mas, para que ela seja entendida de uma maneira mais “técnica”, ou seja, de uma 
maneira a passar todas as informações de que precisamos, vamos colocar mais 
alguns detalhes, como as espessuras de linhas, que já conhecemos, e informações 
que são exigidas pela NBR 6492.
Compare a figura 9 com a que está apresentada na figura 10, e que pode ser 
entendida como um desenho técnico. 
Figura 10 – Planta arquitetônica
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
A figura já apresenta um desenho mais próximo do que entendemos com uma 
planta técnica, não é mesmo? No entanto, ainda faltam alguns dados que vamos 
inserir, mas já é possível entender como a edificação foi imaginada.
Várias mudanças devem ser feitas para que o desenho seja entendido como um 
desenho técnico;
- Os desenhos técnicos são monocromáticos, ou seja, eles são feitos em papel 
branco, com linhas pretas; isso significa que as cores que estavam na figura 9 devem 
ser retiradas.
- Devem ser inseridas informações que não apareciam anteriormente, como o uso 
dos ambientes e as dimensões dos espaços;
EXPRESSÃO GRÁFICA
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- Deve ser indicado o “beiral” do telhado, isto é a parte da cobertura que ultrapassa 
as paredes, e que são indicadas com a linha tracejada;
- Nas áreas molhadas pode ser indicada a paginação de piso;
- A janela do banheiro, que não aparecia antes, por estar a 1,50m do piso, deve sermostrada, como na figura 10.
ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
Cada uma das plantas de uma edificação com vários andares será feita da mesma 
forma, ou seja, a partir de 1,50m de altura de cada piso, será inserido um plano 
secante, que mostrará como é a planta de cada andar.
Vamos entender estes detalhes mais profundamente nos próximos capítulos, além 
de entender como uma planta é desenhada.
EXPRESSÃO GRÁFICA
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CAPÍTULO 5
DETALHES DA PLANTA 
ARQUITETÔNICA
Existem vários detalhes que devem constar em uma planta, de acordo com o que 
diz a NBR 6492. 
É preciso lembrar que, quanto mais claro e mais detalhado estiver o seu desenho, 
menores as chances de acontecerem problemas, ou de surgirem duvidas durante a 
construção do projeto, ou seja, mais simples e rápida será a execução da obra.
Para isso, existem algumas representações que são padronizadas, indicadas na 
NBR, como veremos a seguir, e que devem ser utilizadas. 
Vamos começar a entender estes detalhes, o que você acha?
5.1 Portas
Você deve ter notado, na aula anterior, que as portas são desenhadas, em plantas, 
abertas; além disso, é preciso que seja desenhado o arco que indica o espaço necessário 
para que ela possa ser movimentada livremente. Na figura 1 podemos ver o desenho 
de uma das portas de nossa planta com mais detalhes.
Figura 1 – Detalhe da porta.
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
EXPRESSÃO GRÁFICA
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Na figura podemos ver a representação de uma porta de abertura convencional; 
aqui podemos ver que a porta é composta de duas partes distintas: a “Folha de Porta” 
e o “Batente”. Muitas vezes, quando as pessoas falam sobre a porta, elas estão se 
referindo apenas à Folha de Porta 
As partes fixadas nas paredes são chamadas de batentes, e são a estrutura que 
segura a Folha de Porta; A Folha de Porta é a parte responsável pelo movimento de 
abertura e fechamento do vão.
As folhas de porta têm larguras padronizadas, que vão de 0,60cm, 0,70cm, 0,80cm 
e 0,90cm; isso significa que, caso você vá a uma loja de materiais de construção 
agora, vai encontrar folhas de porta com esta medida a pronta entrega; os demais 
tamanhos, muitas vezes, precisam ser encomendados. 
As alturas das folhas de portas também são padronizadas, em 2,10m. Isto significa 
que folhas de portas com alturas maiores precisam ser executadas sob medida.
Outra coisa importante que você precisa saber, é que as medidas acima representam 
o vão da porta, isto é, o espaço de passagem, mas as folhas de porta possuem medidas 
um pouco maiores; dê uma olhada na figura 2
Figura 2 – Fechamento da porta
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Na figura 2 podemos ver que a folha de porta, para fechar o vão de passagem, 
precisa ter uma dimensão maior do que este vão; comercialmente, esta dimensão é 
de 1,00cm de cada lado, ou seja, uma folha de porta que vai cobrir um vão de 0,60cm 
tem a dimensão de 0,62cm; o vão de porta de 0,70cm precisa de um folha de porta 
de 0,72cm, e assim por diante. 
Outro detalhe que podemos ver na figura 1, é a “Soleira”, já que temos a representação 
da porta de entrada. 
A soleira é um acabamento, que é colocado nas portas (geralmente nas portas de 
entrada, mas em edificações mais antigas podia ser colocado em todas as portas 
da casa), e que tem a largura do batente; este acabamento, que muitas vezes é feito 
com algum tipo de pedra, tem a função de separar os pisos de cômodos diferentes. 
EXPRESSÃO GRÁFICA
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O desenho das portas em planta vai depender do modelo escolhido para o projeto, 
ou seja, dependendo do tipo de porta a ser utilizado, será necessário que o desenho 
represente esta opção; a figura 3 mostra alguns dos tipos de porta mais utilizados.
Figura 3 – Portas em Planta
Fonte: https://www.contramarco.com/post/esquadrias-sob-a-perspectiva-do-projeto-arquitet%C3%B4nico (Acessado em 03/02/2023)
O nível de detalhe do desenho também tem uma relação direta com a escala; 
na escala usual utilizada para o desenho de plantas arquitetônicas, por exemplo, 
dificilmente as portas terão mais detalhes do que aqueles que podem ser vistos na 
figura 2. Caso você precise aumentar o detalhe do desenho, como na figura 1, será 
preciso ampliar a escala do desenho.
5.2 Janelas
As janelas também dependem do nível de detalhe exigido pelo projeto. Na planta 
com a qual estamos trabalhando, por exemplo, o nível de detalhe não é muito grande, 
por isso o desenho da janela é bastante simples. Na figura 4 podemos ver que a 
representação está bem simplificada.
Figura 4 – Detalhe da janela
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
https://www.contramarco.com/post/esquadrias-sob-a-perspectiva-do-projeto-arquitet%C3%B4nico
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As representações de janelas, como no caso das representações de portas, podem 
variar grandemente, dependendo do modelo escolhido. 
Como este tipo de item, no entanto, está associado à arquitetura, ao desenho 
de fachadas e até mesmo às opções estruturais da edificação, é mais difícil que o 
Designer de Interiores possa fazer alterações. 
É importante, no entanto, que seja conhecida a posição das janelas no cômodo, 
para que seja feito o projeto de interiores, já que essa localização vai ter uma influência 
direta nas dimensões e na disposição dos moveis que serão instalados no interior 
dos ambientes.
Outro ponto que é muito importante a respeito das janelas, é a sua altura, e a altura 
do peitoril. Mas o que isso quer dizer?
O peitoril é um acabamento que é colocado na base da janela, que tem uma função 
estética, para fazer o acabamento deste item. Também utilizamos este acabamento 
para conhecer a distância da janela até o piso, ou seja, em qual altura a janela será 
instalada. 
Temos de levar em consideração, ainda, a altura da janela, ou seja, a dimensão da 
abertura do vão.
Finalmente, é preciso conhecer a altura da “Bandeira” da janela, que é a altura entre 
o final da janela e a laje, ou o forro.
Na figura 5, que mostra um corte esquemático de uma parede com uma janela, 
conseguimos entender estes conceitos de uma forma mais simples.
Figura 5 – Elementos da Janela
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Na figura podemos ver que o peitoril desta janela tem 1,00 m de altura, ou seja, a 
janela está instalada a um metro do piso, enquanto a altura da janela é de 1,10m, e 
a bandeira, tem 0,60m.
EXPRESSÃO GRÁFICA
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ANOTE ISSO
A altura da janela, somada a altura do peitoril, na grande maioria dos casos, equivale 
a 2,10m, que é a altura da porta; isto vai garantir uma unidade visual para a fachada 
da edificação.
É sempre importante, no entanto, verificar as dimensões e a altura das janelas nos 
desenhos, ou na própria edificação, no caso de reformas e adaptações.
Mas como podemos saber as medidas de peitoril e de altura da janela em uma planta? 
Para isso, existe um tipo de notação que deve constar nos projetos executivos, ou seja, 
nos projetos que vão direcionar a construção0 da edificação. Nestes projetos é preciso 
indicar as dimensões de peitoril e de altura da janela, da forma como aparece na figura 6.
Figura 6 – Dimensões da Janela
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Mas o que estamos venda na figura 6? Parece que temos uma fórmula matemática, e 
não uma parte de um desenho, não é mesmo? Vamos entender o que está indicado ali.
Este tipo de indicação pode ser entendido como:
L x A
P
Onde: 
L = Largura da Janela
A = Altura da Janela
P = Altura do Peitoril
Na figura 6, portanto, a largura da janela é de 2,00m, a sua altura é de 1,10m e 
o peitoril está a 1,00m do piso. Com estas informações já é possível entender a 
localização e o posicionamento da janela, não é mesmo?
EXPRESSÃO GRÁFICA
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ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
Uma outra forma de indicação dos caixilhos ou esquadrias (portas e janelas são 
chamadas de caixilhos ou esquadrias), é a colocação de um código nos desenhos, 
indicando cada um destes elementos, e de uma tabela na prancha de desenho, 
como pode ser visto na figura 7.
Figura 6 – Indicação de dimensões de caixilhos
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Na figura 7 é possível perceber como o uso dos códigos para a indicação das 
dimensões dos caixilhos vai deixar o desenho mais limpo e mais fácil de ser lido, 
não é verdade? E na tabela 1 podemos ver um exemplo de como a tabela indicativa 
pode ser colocada na prancha.
Tabela 1 – Quadro de Esquadrias ou Caixilharias
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023) 
Quadro de Esquadrias
Portas Janelas
Cód. Larg. (m) Alt. (m) Cód. Larg.(m) Alt. (m) Peit.(m)
P1 0,80 2,10 J1 2,00 1,10 1,00
P2 0,60 2,10 J2 0,60 0,60 1,50
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5.3 Áreas Molhadas
Uma convenção que existe entre os profissionais, é a indicação de pisos cerâmicos 
em áreas molhadas, isso vai mostrar, em uma leitura rápida, a identificação destas 
áreas, além do entendimento de quais espaços vão precisar de impermeabilização.
ANOTE ISSO
Áreas molhadas são os espaços na edificação que, devido ao tipo de uso, podem 
formar uma lamina de água. Isso pode provocar o surgimento de mofo e umidade. 
Em uma residência, as áreas molhadas são os banheiros e lavabos, a cozinha e a 
área de serviço.
Além disso, também se convencionou que devem ser indicados os aparelhos que 
precisam de pontos hidrossanitários, como a pia e a louça sanitária. Na figura 8 
podemos ver como a planta fica com a colocação destes itens.
Figura 8 – Piso cerâmico 
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
É possível perceber como a leitura fica mais fácil, mesmo sem a indicação de uso 
dos ambientes, não é mesmo? 
EXPRESSÃO GRÁFICA
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É importante saber que não necessariamente estes serão os pisos utilizados na 
execução da obra, mas sim, que eles são uma representação que vai facilitar a leitura 
e o entendimento do projeto. 
5.4 Cotas de Nível
Como já entendemos, uma planta arquitetônica é uma vista ortogonal superior; isso 
significa que, ao estudarmos uma planta, teremos todas as dimensões de profundidade 
e de largura, mas não teremos nenhuma informação a respeito de alturas ou de 
desníveis.
Veremos em breve, que, para entender as alturas de um projeto, podemos utilizar 
um outro tipo de linguagem, que são os cortes; mas será que existe uma forma de 
entender as diferenças de altura em uma planta? Sim!
Na figura 9 podemos ver, destacadas em vermelho, as representações das “Cotas 
de Nível”, que são uma forma de mostrar as alturas, ou seja, as diferenças de nível 
em uma planta
Figura 9 – Cotas de nível.
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
As cotas de nível indicam a altura relativa, em que o piso onde elas estão localizadas, 
está. Vamos entender isso melhor?
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Na figura 9 é possível ver que do lado externo da edificação existe uma cota de 
nível, não é mesmo? Nesta cota de nível está marcado 0,00. Isto significa que esta é 
a cota mais baixa, e que todos os outros níveis que estiverem indicados, terão relação 
com esta cota.
Próximo à entrada da residência podemos ver uma outra cota de nível, com a 
indicação 0,10. Isto significa que esse piso está 0,10 m acima da cota 0,00, ou seja, 
existe um degrau de 10 centímetros para entrar no edifício.
No banheiro podemos ver que existe uma outra cota de nível, com a indicação de 
0,09. Isto quer dizer que este cômodo está 9 centímetros acima da parte externa; o 
que mais pode entender a partir deste nível? Isso mesmo!
Podemos ver que o piso do banheiro está localizado 1 centímetro abaixo do nível 
do restante da edificação. 
ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
Infelizmente nem sempre as cotas de nível são colocadas nas plantas, mas as 
informações que elas oferecem são fundamentais para o entendimento correto do 
projeto, como pudemos perceber.
É importante que você compreenda que estes desníveis são essenciais para que 
um edifício funcione de forma correta e que sejam evitados vazamentos e outros 
problemas.
5.5 Detalhes
 A NBR também menciona a criação de desenhos de detalhes da planta, isto é, 
ampliações de partes do desenho que vão ajudar a esclarecer algumas partes que 
podem ser mais específicas ou diferentes.
A primeira coisa a fazer é indicar que parte do desenho será detalhada, ou seja, 
qual parte será ampliada.
Um dos detalhes que sempre é utilizado diz respeito às escadas; já que os cálculos 
de altura dos degraus, e de instalação dos acabamentos podem variar, é recomendado 
que sejam mostrados estes detalhes. 
Na figura 10 podemos ver um exemplo de como fazer a indicação de uma parte 
do desenho que será ampliada.
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.
Figura 10 – Detalhe da escada
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
O próximo passo é fazer o desenho ampliado do detalhe que foi escolhido, como 
mostra a figura 11.
Figura 11 – Ampliação da escada (Detalhe A)
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Todos os detalhes precisam ser feitos desta maneira, ou seja, é preciso que seja 
indicada qual parte do desenho será ampliada, e, a seguir, é preciso fazer o desenho 
em uma escala que permita a visualização de mais detalhes, incluindo as cotas e as 
hachuras.
5.6 Hachuras
Outra representação indicada pela NBR são as hachuras, ou seja, as representações 
dos materiais que são usados nas diversas partes da edificação. Na figura 11 podemos 
ver que a estrutura da escada possui uma hachura de concreto, o que indica que ela 
será construída neste material.
Na figura 12 podemos ver as hachuras indicadas na Norma.
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Figura 12 – Hachuras
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
A função das hachuras é permitir que os materiais escolhidos para a construção 
sejam entendidos mais facilmente.
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CAPÍTULO 6
DESENHO DA PLANTA
Agora que entendemos como uma planta é feita, e o que é representado em cada uma 
das suas partes, é importante entender como ela é desenhada, ou seja, como vamos criar 
este desenho.
Para executar este desenho vamos utilizar o que aprendemos anteriormente, tanto com 
relação ao uso de instrumentos, como com relação ao uso dos diversos tipos de linha.
Vamos começar?
6.1 Início do Desenho
Vamos desenha nossa planta, apresentada na figura 1, em escala 1:50, que é a escala 
mais usual utilizada; esta escala não vai apresentar muitos detalhes, mas é possível criar 
detalhes das partes mais importante ou específicas. 
Figura 1 – Planta
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
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Para fazer este desenho, nesta escala, vamos precisar de uma folha de papel tamanho 
A3; pode ser usado o papel manteiga ou o papel sulfite; o desenho apresentado nas 
figuras foi feito em papal sulfite.
O primeiro passo que deve ser feito é a fixação da folha de desenho na prancheta, 
como pode ser visto na figura 2.
Figura 2 – Fixação da folha
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Com a folha firme na prancheta, vamos criar as primeiras linhas de construção, 
utilizando as linhas mais finas que forma feitas em nosso primeiro exercício. Você vai 
criar um “canto”, isto é, você vai desenhar duas linhas que se cruzam, que servirão 
para a marcação das medidas da planta, como pode ser visto na figura 3.
Figura 3 – Início do desenho
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
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A partir destas duas linhas,vamos marcar todas as medidas que são necessárias 
para executar o desenho, como pode ser visto na figura 4.
Figura 4 – Marcação das medidas
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Na figura à esquerda é possível ver que a marcação das dimensões deve ser feita 
afastada em relação a linha de referência; isto deve ser feito desta forma, para que 
estas marcações possam ser apagadas depois do desenho executado, sem apagar 
nenhuma linha importante.. 
ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
Fazer uma marcação, desenhar a linha referente a esta marcação, fazer a próxima 
marcação, desenhar a linha referente a esta marcação, é um processo mais 
demorado, e que pode gerar mais erros.
Vamos marcar todas as dimensões do desenho, nas duas linhas de referência, já 
que isto faz com que o trabalho seja feito mais rapidamente, e também vai acelerar 
o processo. 
Note que em vários casos, é até difícil de visualizar as linhas na folha de desenho, 
não é verdade? Isto é feito de propósito, para evitar que seja preciso apagar estas 
linhas, quando o desenho estiver pronto.
Estas linhas mais finas são chamadas de linhas de construção, justamente porque 
vão auxiliar na construção do desenho, mas não farão parte do desenho, quando 
finalizado, como veremos mais à frente.
Com todas as marcações feitas, vamos desenhar todas as linhas, que vão representar 
as paredes de nosso projeto, como pode ser visto na figura 5.
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Figura 5 – Desenho das linhas
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Note como estas linhas são visíveis apenas para o desenhista, ou seja, é até difícil 
conseguir visualizá-las na imagem, não é mesmo? O treino feito em nosso primeiro 
exercício teve a função de treinar a sua mão e o seu olha, se acostumando a trabalhar 
desta forma. Com a prática, fica muito fácil e rápido executar este tipo de linha.
Outra vantagem do trabalho com as linhas de construção, é que não existe a necessidade 
de desenhá-las na medida correta. Na figura 6 podemos ver como as linhas “ultrapassam” 
os limites das paredes; isto também é feito para acelerar o processo de desenho.
Figura 6 – Linhas de Construção
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
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Pode até parecer estranho desenhar desta maneira, mas veremos que o resultado 
do desenho será muito satisfatório.
Depois de desenhar todas as paredes, vamos fazer a marcação dos batentes das 
portas, da mesma maneira que fizemos anteriormente, ou seja, distante das linhas 
de construção, como pode ser visto na figura 7.
Figura 7 – Marcação dos vãos das portas 
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
ANOTE ISSO
Os batentes das portas têm uma espessura de 5 centímetros, e estão distantes 5 
centímetros dos cantos das paredes. 
Para desenha as portas P1, do nosso projeto, você vai marcar 5 centímetros a partir 
do canto da parede, e um vão total de 90 centímetros, o que significa que estamos 
marcando, na verdade, a parte externa dos batentes.
Quando a marcação de todas as portas for finalizada, vamos começar a marca-las 
no desenho; é preciso lembrar que as portas tem a espessura das paredes, e serão, 
portanto, limitadas por elas, como pode ser visto na figura 8.
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Figura 8 – Desenho dos vãos das portas
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
A seguir, vamos marcar os vãos das janelas, como pode ser visto na figura 9. Quando 
não houver uma indicação das distâncias das janelas, em relação a uma das paredes, isto 
significa eu elas estarão centralizadas, ou seja, as janelas estarão no meio das paredes.
No caso do nosso desenho, como as paredes que possuem janelas tem 3,00 metros 
de largura, e as janelas J1 possuem 2,00 metros, isso quer dizer que teremos 0,50 metros 
de cada lado das janelas. Dê uma olhada na figura 9.
Figura 9 – Marcação dos vãos das janelas
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
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A seguir, de forma semelhante ao que foi feito com as portas, vamos marcar, nas 
paredes, o vão da janela, como pode ser visto na figura 10.
Figura 10 – Marcação dos vãos de janela
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Nosso próximo passo é utilizar a linha mais grossa, que fizemos em nosso primeiro 
exercício, para “marcar” as paredes, interrompendo estas linhas nos vãos de portas e 
janelas, como podemos ver na figura 11.
Figura 11 – Marcação das paredes
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
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As linhas de construção (mais finas), usadas para “montar” o desenho, não precisam 
ser apagadas, já que o próprio contraste com as linhas de marcação (mais grossas), 
faz com que elas fiquem mais discretas, e, com a prática, quase invisíveis no desenho 
final. 
Veja a ampliação do desenho na figura 12. Aqui vemos que as linhas de construção 
praticamente somem no desenho.
Figura 12 – Paredes finalizadas.
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
A seguir, vamos utilizar a linha média do nosso exercício para marcar as aberturas 
das janelas, como pode ser visto na figura 13.
Figura 13 – Marcação das janelas
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
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O próximo passo é fazer a marcação do caixilho da janela, no meio do espaço da 
janela; esta marcação tem um pouco menos de 5 centimetros, e está centralizada no 
meio da parede, como pode ser visto na figura 14.
Figura 14 – Marcação da janela
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Na figura 15 podemos ver as paredes e janelas já definidas no desenho.
Figura 15 – Paredes e janelas
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
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Note como as linhas de construção ficam praticamente invisíveis, em comparação 
com as linhas medias e grossa que foram usadas, não é verdade? Também é importante 
que você saiba que um desenho como este pode ser feito em muito pouco tempo, 
com a prática que você vai adquirir!
A seguir, vamos desenhar os batentes da portas; a partir da marcação dos vãos 
que já foi feita, vamos marcar mais 5 centímetros, como pode ser visto na figura 16.
Figura 16 – Marcação dos batentes
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Note, mais uma vez, como as linhas de construção não precisam ser apagadas, já 
que ficam bastante discretas no desenho.
O passo seguinte é o desenho das folhas de porta; as folhas de porta começam a 
partir da parte interna do batente, e possuem uma espessura de 3 centímetros; é claro 
que é impossível marcar esta medida na escala 1:50, mas você sabe que é preciso 
marcar um pouco menos de 5 centímetros.
As linhas da porta também devem ser desenhadas com as linhas de construção, 
como pode ser visto na figura 17.
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Figura 17 – Desenho das portas.
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Depois de desenhar as folhas de porta, é preciso marcar os arcos, que indicam o 
espaço necessário para abrir e fechar o vão. Para o desenho do arco vamos usar um 
compasso, como pode ser visto na figura 18.
Figura 18 – Uso do compasso
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
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Para utilizar este instrumento, basta utilizar o vão da porta, que já está desenhado, 
para definir a abertura do compasso.
ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
Note que, no ponto onde é colocada a ponta seca do compasso, foi colocado um 
pedaço de fita crepe; isto é feito para evitar que a folha seja rasgada, e para ajudar a 
manter esta parte do compasso mais estável durante o uso.
Com a ponta seca no lugar exato, e com a abertura correta, basta girar o compasso 
para fazer o arco de circunferência que marcaa abertura da porta. Na figura 19 
podemos ver, em detalhe, uma porta desenhada.
Figura 10 – Desenho da porta
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023) 
Também é importante perceber que é mais difícil de controlar a espessura do 
traço feito com o compasso, já que não é possível controlar a pressão que é feita no 
momento do desenho.
De qualquer modo, é fundamental treinar o uso dos instrumentos, a criação de 
linhas, e a visualização do desenho.
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CAPÍTULO 7
CORTES ARQUITETÔNICOS
Agora que conseguimos entender o que é uma planta arquitetônica, os detalhes 
que devem constar neste tipo de desenho, bem como a forma de criar uma planta, 
vamos estudar uma outra forma de linguagem arquitetônica, que comunica outras 
informações; como você já deve saber, estamos falando dos cortes arquitetônicos.
Como a planta indica informações de largura e comprimento, os cortes vão indicar as 
informações referentes às alturas de uma edificação, além de várias outras informações 
fundamentais, como acabamentos e revestimentos, como veremos a seguir!
7.1 Cortes Arquitetônicos
Os cortes são definidos pela NBR como:
“O Plano Secante Vertical, que divide a edificação em duas partes, 
seja no sentido longitudinal, seja no sentido transversal.
O corte, ou cortes, deve ser disposto de forma que o desenho mostre 
o máximo possível de detalhes construtivos. (...)”
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS NBR 6492 – 
Representação em projetos de arquitetura. Rio de Janeiro: ABNT, 
1994 (pág. 2)
Isso significa que os cortes, de forma semelhante às plantas, são imaginados a 
partir de um plano secante, que vai dividir a edificação em duas partes, mas, a partir 
daí, teremos algumas diferenças que são muito importante e significativas para a 
interpretação do projeto. Mas vamos começar entendendo, graficamente, como 
funciona o corte arquitetônico, o que você acha? Veja a figura 1, que mostra este 
conceito.
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Figura 1 – Plano Secante Vertical
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Aqui vamos começar a entender as diferenças entre o corte e a planta. Já entendemos 
que o corte é feito com o Plano Secante Vertical, não é mesmo? 
A primeira grande diferença é que este Plano Secante Vertical pode ser colocado em 
qualquer ponto da edificação; como vimos, de acordo com a definição da NBR, o corte 
sempre deverá ser colocado em uma posição que apresente a maior quantidade de detalhes, 
ou seja, o Plano indicado na figura 1 poderia estar em qualquer outro ponto do edifício.
A seguir, de forma análoga ao que foi feito com a Planta, vamos afastar as duas partes, 
como na figura 2.
Figura 2 – Construção do corte
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
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A partir daqui, teremos duas parte (não necessariamente duas metades), como 
podemos ver na figura 3
Figura 3 – Separação da edificação
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Aqui temos outra grande diferença do corte em relação à Planta: para qual dos dois 
lados devemos olhar, ou seja, o que deve ser desenhado no corte? 
Vimos que na planta devemos olhar para a parte inferior da edificação, para que 
possamos fazer o desenho, não é mesmo? No corte esta escolha é do projetista, ou 
seja, é você quem vai escolher o que será mostrado no corte.
Como vimos na definição da NBR, o mais indicado é que você escolha um “lado” 
da edificação que mostre mais detalhes. 
No caso do nosso desenho, por ser uma edificação muito simples, não existe muita 
diferença em relação às duas partes, ou seja, para qualquer lado que o projetista quiser 
“olhar”, os detalhes são semelhantes.
Por isso podemos optar por desenhar qualquer uma delas. Na figura 4 podemos 
ver o desenho técnico definitivo do corte que foi escolhido. 
Figura 4 – Corte em Vista ortogonal
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
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Simples até aqui, não é mesmo? Vamos analisar o que estamos vendo neste corte, 
o que você acha?
Uma das primeiras coisas que você deve estar notando é que existem algumas 
hachuras no desenho, não é mesmo? Na parte que está sob a casa, e nas lajes (os 
elementos horizontais).
De acordo com a NBR, é preciso indicar os materiais que são usados no edifício; 
nas paredes, onde não existe nenhuma hachura, essa “ausência” de hachura indica 
que elas são construídas em alvenaria.
As lajes de piso e de cobertura estão com uma hachura que representa o concreto 
em corte (estudamos estas hachuras no capítulo 5, você se lembra?), já que estes 
elementos são construídos em concreto armado.
Na parte inferior da casa, sob a laje de piso, podemos ver uma hachura que representa 
o solo, uma hachura como esta vai ajudar a entender os níveis da casa, como veremos 
a seguir.
As linhas horizontais representam as paredes que foram “cortadas” para a visualização 
da casa, por isso são representadas com duas linhas; uma das paredes, no entanto, 
apresenta apenas uma linha (a parede do quarto). Porque você acha que isso acontece? 
Isso mesmo!
Esta parede não foi “cortada”; o que estamos observando neste corte é o “canto” 
da parede; veja na figura 5 o que está sendo representado.
Figura 5 – Detalhe da parede em vista
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
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ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
Os elementos em um corte podem ser apresentados de duas formas: em “corte”, 
quando são transpassados pelo Plano Secante, ou em “vista”, quando são observadas a 
uma certa distância, ou seja, quando não foram cortadas pelo Plano Secante.
Paredes cortadas são representadas com duas linhas, enquanto paredes em vista são 
representadas com uma linha. 
Outra diferença importante do corte para a planta diz respeito às portas; na figura 
4 estamos observando a porta do dormitório, e podemos ver que ela aparece fechada. 
Isto acontece para evitar que tenham de ser desenhados muitos detalhes; imagine, por 
exemplo, que, por trás da porta exista uma abertura para o jardim, e neste jardim uma 
grande variedade de brinquedos e arvores. Se a porta estivesse aberta, seria preciso 
representar todos estes elementos; você consegue imaginar o trabalho, não é mesmo? 
Para que todo este tempo não seja perdido, foi criada mais uma convenção que define 
que as portas em um corte devem ser representadas fechadas, Também podemos 
ver, na representação da porá em vista, uma linha tracejada, certo?
Esta linha mostra, em uma vista, qual a direção de abertura de porta; imagine que 
a parte fixa da porta está indicada pela “base” do triangulo, enquanto a parte que se 
move está indicada pela “ponta” do triângulo. 
Outra convenção, criada para simplificar a representação do corte, diz respeito à 
janela; a representação das janelas em vista sempre vai considerar que a janela não 
é feita em vidro transparente, ou seja, não é possível ver nenhum detalhe na parte 
externa da janela, como na figura 4.
Aliás, na figura 4 temos um outro detalhe interessante que você já deve ter notado, 
que á a janela do banheiro em corte; isto significa que o Plano Secante passou por 
esta janela, cortando-a em duas partes. Veja a figura 6.
Figura 6 – Janela em Corte
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
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Podemos perceber que a representação da janela em corte é semelhante à 
representação da janela em planta, não é mesmo?
Outra coisa importante é que não são representada as portas do banheiro e de 
entrada, porque elas não foram “cortadas” pelo Plano Secante, o que significa que 
elas estão “escondidas” atras da alvenaria das paredes.
Como você pode perceber, os cortes arquitetônicos são simples de serem feitos e 
entendidos, certo? Para finalizar este corte,precisamos acrescentar alguns detalhes, 
como as cotas e dimensões, para que as informações que forem passadas possam 
ser corretamente entendidas; dê uma olhada como ele fica com estes detalhes na 
figura 7.
Figura 7 – Corte Transversal Cotado
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Com o corte finalizado, precisamos mostrar às outras pessoas que vão ler o nosso 
projeto onde o corte foi feito, e o que está sendo observado, ou seja, é preciso indicar 
na planta, a posição do corte; isto é feito com o uso da linha traço-e-ponto, que 
conhecemos no capítulo 3. Na figura 8 podemos ver a linha, bem como a indicação 
do que está sendo observado no corte.
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Figura 8 – Indicação do corte em planta
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Os triângulos que vemos na planta tem a função de indicar qual lado foi observado 
na construção do corte.
ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
Nem sempre a linha de indicação da posição do corte (a linha traço-e-ponto) é feita 
como na figura 8; muitas vezes a parte central da linha não é colocada, para que o 
desenho não fique muito “carregado”, ou seja, com muitas informações acumuladas. 
Muitas vezes os projetistas colocam apenas as partes da linha mais próximas às 
partes externas do edifício. 
Agora que entendemos o que é um corte, como ele é feito, e o que é representado, 
vamos nos aprofundar um pouco mais nesta área. 
Uma coisa importante que você deve saber, é que é preciso que sejam feitos pelo 
menos dois cortes para cada planta; no caso do desenho no qual estamos trabalhando, 
por exemplo, será preciso fazer mais um corte.
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Outro ponto importante é que cada corte deve estar em um sentido do edifício, 
isto é, já fizemos um corte no sentido transversal (a menor dimensão da edificação), 
e agora devemos fazer um outro corte, no sentido longitudinal (a maior dimensão da 
edificação). 
Vamos entender como isso funciona, o que você acha? Na figura 9 podemos ver 
a inserção do Plano Secante.
Figura 9 – Plano Secante Vertical
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Mais uma vez, será preciso definir para qual dos lados teremos mais objetos ou 
detalhes para demonstrar. Na figura 10 podemos ver como vai ficar o corte que foi 
definido.
Figura 10 – Corte Longitudinal
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Neste corte podemos ver vários elementos que já apareciam no corte transversal, 
como as janelas e a porta em vista; aliás, aqui é interessante notar que a porta do 
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banheiro, que está em vista e fechada, evita a necessidade de desenhar a janela do 
banheiro. 
Temos um outro detalhe que ainda não tínhamos visto: uma porta em corte. Veja 
o detalhe ampliado na figura 11; o que você acha que estamos vendo?
Figura 11 – Detalhe da porta em corte
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Isso mesmo! O que pode ser visto na figura é o batente, em corte na parte superior 
da porta, e em vista na parte lateral. Também é possível ver a folha de porta, que 
também está cortada. Lembre-se que é o conjunto destes dois itens (a folha de porta 
e o batente) que vão formar a “porta”.
A seguir, vamos colocar as cotas e medidas, de forma semelhante ao que foi feito 
no corte transversal; veja na figura 12.
Figura 12 – Corte Longitudinal Cotado
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
O próximo passo é indicar, na planta, onde o corte foi feito, e qual parte da edificação 
o desenhista vai detalhar; veja isso na figura 13.
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Figura 13 – Indicação dos cortes
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
Você deve estar se perguntando como podemos nomear os cortes, em edificações 
que são quadradas, ou seja, onde não temos um lado maior do que o outro, e, 
portanto, não temos um corte transversal e longitudinal, ou então, se tivermos mais 
cortes no mesmo sentido, não é verdade? O que fazemos nestes casos?
Uma forma alternativa de nomear os cortes é com o uso de letras; nossos cortes, 
por exemplo, seriam nomeados como “Corte AA” e “Corte BB”. Uma das grandes 
vantagens deste método é que podemos ter muito mais cortes, sem causar 
confusão.
A ordem destes cortes não é importante, isto é, o Corte AA não precisa ser o 
primeiro que foi desenhado.
Os cortes são uma ferramenta muito importante na representação dos projetos; 
e é importante que você se acostume a fazer vários cortes, em pontos diferentes da 
edificação, mostrando detalhes diferentes.
Mais uma vez, é importante lembrar que a função dos desenhos é comunicar as 
suas ideias a pessoas que não as conhecem, e, quanto mais desenhos, e quanto mais 
claro eles estiverem, mais fácil será este trabalho!
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CAPÍTULO 8
DESENHO DO CORTE
Agora que já entendemos como o corte é criado, e o que está indicado neste tipo de 
representação, falta responder apenas uma pergunta: como o corte é desenhado? 
Existe uma forma simples e rápida de executar esta representação, sem que seja 
necessária a inserção de tantas medidas; vamos, neste capítulo, entender como podemos 
desenhar vários cortes de forma bastante rápida, entendendo como os desenhos de 
arquitetura podem ser criados uns a partir de outros. Vamos começar?
8.1 Desenho do corte
A forma mais simples de desenhar os cortes é a partir da planta; como já temos 
a planta desenhada na escala correta, vamos utilizar este desenho como base para o 
desenhos dos cortes.
É claro que também é possível desenhar o corte sem o uso da planta, como um desenho 
novo, mas esta forma é mais demorada e mais trabalhosa, além de aumentar a possibilidade 
de erros e diferenças.
Caso você queira fazer os cortes sem o uso da planta, basta desenhar as paredes e 
os elementos construtivos, colocando as dimensões, de acordo com a planta.
Vamos, agora, entender como será feito o desenho a partir da planta que já está pronta. 
Para começar, a folha onde a planta está desenhada deverá ser fixada na prancheta. 
Essa é uma fase delicada, pois é preciso verificar se o desenho está na posição correta 
com o auxilio dos esquadros, como pode ser visto na figura 1.
Figura 1 – Ajuste para fixação da planta
Fonte: Elaborado pelo autor (2023)
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Depois de colocar a planta na posição correta, vamos analisar a planta, para 
determinar qual a posição do corte, ou seja, onde o Plano Secante vai separa a casa 
em duas partes. 
Vamos colocar o corte, ou seja, o Plano Secante, nesta planta, no meio do banheiro 
e dos dois dormitórios. Depois de definir a localização do corte, vamos começar a 
“puxar” as linhas das paredes que foram cortadas, usando as linhas de construção, 
como na figura 2.
Figura 2 – Linhas de construção
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Depois de puxar as paredes que foram seccionadas pelo Plano Secante, vamos 
deixar um espaço em relação à Planta, e criar uma linha, que será a base da laje de 
piso da edificação, como pode ser vista na figura 3.
Figura 3 – Linha da laje
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
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A partir desta linha, podemos colocar as medidas que não temos na planta, que 
são as medidas relativas às alturas da edificação, isto é, as espessuras de laje e o 
pé-direito do edifício, como pode ser visto na figura 4.
Figura 4 – Marcação de alturas
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
ANOTE ISSO
O pé-direito de um espaço é a altura que vai do piso ao teto. 
Esta medida é tão importante para a execução de um projeto de interiores 
quanto as medidas de largura e comprimento do espaço, já que vai determinar a 
possibilidade do uso de forro de gesso, do uso de lumináriaspendentes, entre vários 
outros pontos importantes.
Vamos usar, para o nosso corte, alguma medidas que são mais usuais para estes 
itens: vamos usar para a espessura das lajes de piso e cobertura 0,10m, e para o 
pé-direito da edificação 2,70m. Estes valores podem variar, dependendo do projeto 
de arquitetura.
Depois de marcar estas dimensões, vamos criar as linhas que vão representar estas 
lajes (ainda com a linha de construção), como pode ser visto na figura 5.
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Figura 5 – Marcação das lajes
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Com estas linhas de construção desenhadas, podemos começar a utilizar a linha 
definitiva (mais grossa) para marcar o desenho. Na figura 6 podemos ver como o 
corte vai ficando mais visível, com o uso das linhas mais grossas.
Figura 6 – Linhas definitivas
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
Mais uma vez, é muito importante que você perceba como a diferença entre as 
linhas é fundamental para a construção do desenho. 
O uso das linhas de construção (as linhas mais finas) no começo do desenho 
vai agilizar o processo, assim como o uso das linhas definitivas (as linhas mais 
grossas) vai destacar o desenho final, deixando-o mais visível.
Por tudo, isso, o treino no uso das lapiseiras e no desenho das linhas vai facilitar a 
construção dos desenhos.
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Com as linhas definitivas desenhadas, podemos marcar a linha de corte, indicando 
onde o Plano Secante foi posicionado, bem como o que está sendo observado no 
corte, como na figura 7.
Figura 7 – Indicação do corte
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
ANOTE ISSO
É claro que esta marcação do corte poderia ter sido feita anteriormente, antes do 
início do desenho, por exemplo. 
O importante, no entanto, é que você saiba onde o corte será feito; esta marcação 
poderia ter sido feita até após a finalização total do desenho.
Nas primeiras vezes em que você for desenhar o corte, pode ser interessante que 
você coloque a linha de corte, antes de começar a desenhar, para conseguir “ver” o 
que está sendo cortado.
O próximo passo é desenhar os detalhes do corte, como as portas e janelas; na 
figura 8 podemos ver que a largura da janela do banheiro é feita a partir da marcação 
da janela em planta.
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Figura 8 – Marcação da janela
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Depois disso, vamos marcar as dimensões que não constam na planta; quais são 
estas dimensões? Exatamente!
Precisamos fazer a marcação da altura do peitoril e da janela; que são os dados 
que não estão em uma planta. Na figura 9 podemos ver que a marcação já foi feita, 
e a janela do banheiro já está destacada.
Figura 9 – Janela do Banheiro
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023).
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Falta desenhar as duas janelas que foram cortadas pelo Plano Secante, localizadas 
nas paredes do dormitório; na figura 10 podemos ver estas janelas já localizadas e 
desenhadas.
Figura 10 – Janelas em corte
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Para finalizar este corte, falta inserir a hachura, que indica o concreto nas duas 
lajes; isso pode ser visto na figura 11.
Figura 11 – Hachura de Concreto
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Como você se lembra, devemos desenha pelo menos dois cortes em cada edificação; 
vamos fazer um outro corte, para entender como este desenho vai funcionar.
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ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
Você vai notar que, no caso deste segundo corte, vamos fazer o desenho “de lado”, 
isto é, vamos puxar as linhas para a lateral da planta. 
Esta é a maneira mais fácil de desenhar os cortes; caso você ache que isto é muito 
difícil, é possível soltar o desenho e prendê-lo novamente, para “puxar as linhas para 
cima”.
Com a prática você vai notar que fica mais fácil entender e desenhar os cortes 
desta maneira.
Na figura 12 podemos ver a marcação deste novo corte.
Figura 12 – Marcação do corte
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Os próximos passos são os mesmos, isto é, vamos “puxar” as linhas das paredes 
que foram seccionadas pelo Plano Secante, como é possível ver na figura 13.
Figura 13 – Paredes cortadas.
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
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A seguir, vamos fazer a marcação das lajes de piso e cobertura, como na figura 14.
Figura 14 – Marcação das lajes
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Depois disso, novamente, podemos reforçar as linhas de construção (as linhas 
finas), com as linhas definitivas (linhas grossas). Na figura 15 podemos ver como 
estas linhas ficam.
Figura 15 – Linhas definitivas
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
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Como foi feito antes, o próximo passo é o desenho das janelas; a primeira etapa é 
puxar as linhas da largura da janela, a partir da planta, como pode ser visto na figura 16.
Figura 16 – Desenho das janelas
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Depois de marcar o peitoril e a altura da janela, é possível fazer a marcação das 
janelas com alinha definitiva, como pode ser visto na figura 17.
Figuras 17 – Marcação das janelas
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Depois disso, também é possível fazer a hachura de concreto nas lajes, como na 
figura 18.
EXPRESSÃO GRÁFICA
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Figura 18 – Hachura de concreto
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Estamos quase finalizando o segundo corte; qual detalhe que ainda está faltando, 
de acordo com a marcação do corte, que podemos ver na figura 12? Isso mesmo! A 
porta de entrada!
Essa porta deverá aparecer em “corte”, já que o Plano Secante, como mostra a linha 
traço-e-ponto, seccionou este elemento.
Na figura 19 podemos ver a porta desenhada em nosso corte.
Figura 19 – Desenho da porta em corte
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
A figura 20 mostra a planta juntamente com os dois corte desenhados da forma 
como vimos.
EXPRESSÃO GRÁFICA
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Figura 20 – Desenho Finalizado
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Utilizando este método é possível desenhar tantos cortes quanto o projetista desejar 
de forma rápida e simples. 
Como você já sabe, dois cortes são o mínimo que são necessários, mas acostume-
se a fazer mais desenhos, garantindo o entendimento completo dos seus projetos.
ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
Depois que você fizer tantos cortes quantos quiser usando esta metodologia de 
desenho, será preciso passar os desenho “a limpo”. Mas o que sito quer dizer?
Os cortes que são desenhados desta forma são difíceis de serem lidos por outras 
pessoas; imagine que o cliente vai ter de ficar girando o desenho para visualizar 
todos os cortes que você desenhou, não é mesmo?
Isto significa que estes desenhos serão copiados na posição correta.
EXPRESSÃO GRÁFICA
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CAPÍTULO 9
FACHADAS
Finalizando as Representações Arquitetônicas, vamos conhecer as Fachadas, ou 
Elevações. As fachadas são as vistas da parte externa das edificações.
Vamos entender como elas são criadas, e o que está representado neste tipo de 
desenho.
9.1 Fachadas
De acordo com a NBR 6492, podemos entender as fachadas como a “representação 
gráfica dos planos externos da edificação” (NBR 6492, 1994, pág. 2), o que significa 
que podemos nos imaginar do lado de for do edifício, olhando para ele, e desenhando 
o que estamos vendo.
As fachadas são desenhos técnicos, mas que permitem um certo graus de “liberdade” 
ao desenhista na sua criação. Nas fachadas é possível por exemplo, que sejamindicadas 
as cores e os materiais que serão usados no edifício, bem como as sombras e luzes 
que incidem sobre ele.
Como as plantas e os cortes, as fachadas fazem parte da representação arquitetônica, 
o que significa que estes desenhos são tão importantes quanto os outros para o correto 
entendimento do projeto.
Vamos entender, então, como são criadas as fachadas, e o que deve ser representado 
neste desenho.
Vamos continuar utilizando o mesmo projeto que usamos anteriormente, já que 
temos os desenhos desta edificação prontos. Para começar o desenho das fachadas, 
vamos imaginar um Plano na frente da parte externa do edifício, como mostrado na 
figura 1.
EXPRESSÃO GRÁFICA
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Figura 1 – Plano de desenho.
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
O próximo passo é transformar este desenho em uma vista ortogonal, ou seja, um 
desenho com linhas retas, como na figura 2.
Figura 2 – Fachada
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
É claro que, no caso de nosso projeto, como a fachada é muito simples, o resultado 
do desenho também é bastante básico; isso pode ser uma vantagem., no entanto, 
porque vai permitir que façamos experiencias com materiais, por exemplo, para o 
estuda dos acabamentos que serão usados no edifício.
Imagine que você está fazendo estudos de cores ou materiais para um projeto. 
Trabalhar com desenhos pode deixar a visualização mais simples e mais próxima 
do real.
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Na figura 3, por exemplo, podemos ver como a fachada deste edifício ficaria com 
o uso de tijolos aparentes.
Figura 3 – Estudo de Fachada
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
A diferença entre os dois desenhos é evidente, não é mesmo? Na figura 4 podemos 
ver um outro estudo de fachada, com o uso de pedras no lugar dos tijolos aparentes.
Figura 4 – Estudo de Fachada
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Estes desenhos permitem uma grande variedade de estudos de uma forma simples 
e rápida. Além disso, este tipo de desenho fornece uma ferramenta de visualização 
mais próxima da realidade, o que facilita as discussões com os clientes.
Vamos estudar uma outra fachada, inserindo o Plano de desenho, para entender 
como isso pode ser feito, o que você acha?
 Vamos estudar uma das fachadas laterais, com o Plano de desenho, como pode 
ser visto na figura 5.
EXPRESSÃO GRÁFICA
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Figura 5 – Plano de Desenho
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Mais uma vez. O próximo passo é transforar este desenho em uma vista ortogonal, 
como na figura 6.
Figura 6 – Fachada lateral
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Para desenhos mais simples, como estes, além da colocação dos materiais de 
acabamento, é possível colocar “sombras”, que vão dar uma noção um pouco melhor 
de profundidade. 
Como você já sabe, as vistas ortogonais fornecem informações de largura e 
comprimento, ou de comprimento e altura, mas não fornecem informações de 
profundidade; na figura 6, por exemplo, não podemos ter nenhuma noção de como 
funciona o beiral do telhado, isto é, não é possível saber se o beira é saltado em relação 
à parede lateral do edifício, ou se é alinhado em relação a ela. Para isso, é possível 
colocar um “sombra”, como na figura 7
EXPRESSÃO GRÁFICA
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Figura 7 – Fachada com sombra
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
A colocação da “sombra” em uma fachada já cria uma impressão de profundidade, 
e agrega valor ao desenho, não é verdade? Este pode ser um recurso interessante para 
fazer com que o desenho “mostre” mais informações, e comunique outras referências.
ANOTE ISSO
As “sombras” usadas em fachadas não são um aspecto técnico do desenho, isto é, 
elas não são desenhadas seguindo referências técnicas, como a posição do sol.
Como já foi dito, este desenho técnico permite um pouco mais de “liberdade” ao 
desenhista, portanto, para o desenho das sombras, será preciso que o projetista 
“imagine” como a sombra vai se comportar na fachada.
Agora que entendemos como as fachadas são desenhadas, vamos entender os 
detalhes deste desenho. Na figura 8 podemos ver uma ampliação da porta de entrada.
Figura 8 – Ampliação da Porta
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
EXPRESSÃO GRÁFICA
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O que estamos vendo neste detalhe? Exatamente! A porta de entrada está elevada 
em relação ao piso.
Você se lembra do corte, onde tínhamos uma laje de piso, certo? Naquele desenho, 
como a laje estava em “corte”, víamos a hachura de concreto, que tinha a função de 
mostrar o material de construção deste elemento.
No caso de uma fachada, como estamos vendo este elemento com o acabamento 
que vai ser aplicado, vai parecer, como na figura, que toda a fachada é uma coisa única, 
construída em um único material. Ao consultar o corte, no entanto, vamos saber que 
os materiais de construção são diferentes.
ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
Ao observar um prédio de vários andares ou uma edificação de um único andar, 
note como não é possível compreender como ela foi construída, quais os materiais 
usados, e a forma de construção.
Isso acontece porque a fachada é imaginada pelos arquitetos como uma forma de 
“disfarçar” ou “igualar” os materiais que foram utilizados naquele edifício, para que 
seja visto apenas aquilo que foi imaginado.
O desnível que estamos notando, que faz com que a porta pareça “flutuar” na parede, 
ao invés de estar “no chão”, se deve exatamente a esta laje de piso; lembra-se que 
utilizamos, tanto na planta como no corte, as cotas de nível, indicando um desnível 
de 0,10m na entrada casa? Na fachada estamos vendo a representação deste degrau 
de 0,10m, que faz com que a porta pareça estar “solta” na parede.
Ao desenhar a janela, que vemos na figura 6, também vai acontecer a mesma coisa, 
ou seja, temos uma laje de 0,10m na base da parede. Mas o que isto quer dizer?
Isto significa que, para desenhar este elemento na fachada, deveremos acrescentar 
à medida do peitoril, os 0,10m desta laje. Para uma janela que tenha o peitoril de 
1,00m, ao desenhá-la na fachada, deveremos colocar a medida de 1,10m, ou seja, a 
soma do peitoril mais a espessura da laje.
Por falar em dimensões, você reparou que não existem cotas nas fachadas, não 
é mesmo? As fachadas devem conter apenas os elementos necessários para o 
entendimento deste item, ou seja, as aberturas de portas e janelas, bem como os 
materiais de acabamento, e as sombras, caso o desenhista opte por coloca-las. 
EXPRESSÃO GRÁFICA
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Todas as medidas e dimensões devem ser obtidas nas plantas e nos cortes, o que 
significa que não é possível desenhar apenas as plantas, ou apenas os cortes, ou 
apenas as fachadas; estes desenhos são complementares, e devem estar todos juntos.
ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
Existe um termo, usado pelos profissionais, que é o “Projeto Completo”, ou seja, um 
projeto que contém as informações necessárias para o correto entendimento da 
edificação.
O Projeto Completo vai conter todas as plantas, pelo menos dois cortes e duas 
fachadas da edificação; estes desenhos devem ter todas as informações para que o 
projeto seja entendido.
9.2 Desenho das Fachadas
Uma forma mais usual de pensar o desenho das fachadas é lembrar das vistas 
ortogonais que aprendemos com Gaspar Monge. Isto quer dizer que vamos colocar a 
edificação “dentro” de um cubo, para obter as vistas, como pode ser visto na figura 9
Figura 9 – Desenho das Fachadas
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
O próximo passo é fazer a épura, ou a planificação deste cubo, como na figura 10.
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Figura 10 – Épura
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Aqui tem alguma coisa errada, você não acha? Temos algumascoisas a mais, não 
é verdade? O que está sobrando? Isso mesmo! Além das quatro fachadas do nosso 
edifício. 
Temos mais dois desenhos, que seriam a “Fachada inferior” do nosso edifício, na 
parte superior da épura; no caso de desenhos de edificações, não temos a “Fachada 
Inferior”, o que significa que este desenho pode ser descartado.
Temos, ainda, na parte inferior da épura, a “Fachada Superior”; no caso de edifícios, 
este é um desenho importante, mas é chamado de “Planta de Cobertura”, o que significa 
quem, na verdade, esta é uma Planta, e não uma fachada; este desenho também pode 
ser retirado desta épura.
Isto vai nos deixar com as quatro fachadas de nossa edificação, como pode ser 
visto na figura 11.
Figura 11 – Fachadas
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
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ANOTE ISSO
De forma semelhante ao que acontece com os cortes, a NBR determina que são 
necessárias no mínimo duas fachadas em um projeto, ou seja, o projetista não 
precisa desenhar as quatro fachadas, como podemos ver na figura 11.
Como já foi dito várias vezes, no entanto, quanto mais informações constarem no 
projeto, maior a chance de um entendimento correto, e menor a chance de erros, 
tanto na compreensão dos desenhos, quanto na execução das obras.
Com todas as fachadas do edifício prontas, falta nomeá-las, isto é, indicar qual é 
cada uma das fachadas na edificação. É importante lembrar que nem todas as pessoas 
estão tão familiarizadas com o projeto, quanto a pessoa que está desenhando 
Para isso existem algumas formas, dependendo do projetista. Muitos arquitetos 
escolhem qual vai ser a fachada principal, e nomeiam todas as outras fachadas a 
partir desta.
De forma geral, a fachada principal é aquela que tem a porta principal, ou a forma 
de acesso preferencial do edifício; a fachada principal também pode ser aquela que 
está de “frente” para a rua.
No nosso caso, podemos assumir que a fachada principal é a que tem a porta 
de entrada; a partir daí, vamos nomear as outras fachadas, como pode ser visto na 
figura 12.
Figura 12 – Fachadas nomeadas
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Na figura podemos ver como a nomenclatura das fachadas é simples, não é mesmo?
Mas o que vai acontecer se não houver uma fachada principal? Isto é, e se a 
edificação estiver localizada em uma esquina, por exemplo? Teremos duas fachadas 
principais? E se o edifício estiver no meio de uma quadra, com acesso por todas as 
laterais? Enfim, é preciso que sejam pensadas outras formas de indicar cada uma 
das fachadas.
Alguns arquitetos utilizam os pontos cardeais, o que significa que teremos as 
fachadas Norte, Sul, Leste e Oeste, mas o problema é que para que estes nomes 
funcionem, é preciso conhecer a orientação geográfica do projeto, o que nem sempre é 
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tão simples; além disso, muitas vezes as fachadas de edifícios não estão tão alinhadas 
quanto seria necessário.
Mas, então, como podemos fazer? Existe uma forma simples de indicar a qual 
fachada nos referimos, a parti da planta. De forma semelhante ao que é feito com os 
cortes, vamos marcar, em planta, qual é cada fachada; e, para este tipo de marcação, 
vamos, ainda, usar números, ou seja, teremos a fachada 1, a fachada 2, e assim por 
diante. Como os números estão na fachada, fica mais simples de saber qual fachada 
está sendo indicada. Dê uma olhada na figura 13.
Figura 13 – Indicação das fachadas
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
De forma semelhante ao que é feito em relação aos cortes, o número que indica 
cada uma das fachadas não tem relação com a sua posição, ou com a ordem do 
desenho, ou seja, a escolha desta disposição é aleatória. 
É fundamentas que as informações sejam idênticas, ou seja, a indicação da fachada 
“1” tem de coincidir com o desenho da fachada “1”.
Apesar do exemplo que utilizamos ser de uma edificação, os mesmo passos e as 
mesmas informações vão valer para objetos, móveis, peças exclusivas, etc. 
A forma de compartilhar estas informações são os desenhos, e é muito importante 
que estas informações estejam corretas.
EXPRESSÃO GRÁFICA
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CAPÍTULO 10
DESENHO DA FACHADA
O desenho das fachadas, como os desenhos anteriores que estudamos, são feitos 
a partir da planta. 
Com os instrumentos de desenho e com a planta executada de forma correta e 
precisa, os desenhos de fachada são feitos de uma maneira muito rápida, gerando 
os desenhos finais de um projeto.
10.1 Desenho de Fachada
De forma semelhante ao que foi feito com o desenho dos cortes, o desenho da 
fachada é iniciado a partir da planta.
Para começar a trabalhar, será preciso fixar a planta na prancheta, fazendo com 
que as linhas coincidam, e que seja garantida a perpendicularidade do desenho.
Na figura 1 podemos ver a planta, que foi redesenhada, mais no centro da folha. 
Como os desenhos de fachadas também são feitos ao redor da planta, ou seja, vamos 
“puxar” as linhas a partir da planta, ela foi redesenhada de forma centralizada na folha.
A colocação da planta mais centralizada na folha de desenho permite que sejam feitos 
mais desenhos ao redor dela, ou seja, é possível, neste caso, que sejam desenhadas 
as quatro fachadas do edifício.
Figura 1 – Planta centralizada
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
EXPRESSÃO GRÁFICA
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ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
A metodologia de utilizar a planta como uma “base” para os outros desenhos é 
utilizada até mesmo em desenhos feitos com o auxílio de programas de desenho 
por computador, ou seja, mesmo utilizando o AutoCAD ou algum outro programa de 
desenho, a forma de fazer os cortes e as fachadas ainda é a mesma.
Esta estratégia surgiu na época dos desenhos feitos à mão, antes do surgimento 
dos programas. A ideia era eu os desenhos fossem feitos de forma rápida, para que 
depois fossem “passados a limpo”. 
Nesta época, os desenhos eram iniciados no papel manteiga, feitos com o uso da 
lapiseira e dos instrumentos (da mesma forma que estamos fazendo), para que 
depois fossem copiados para o papel vegetal, com o uso de caneta nanquim para a 
fixação dos traços. O papel vegetal permita que fossem feitas copias, e estas eram 
enviadas para a obra, para os clientes, etc. Os originais ficavam com o arquiteto ou 
designer, para serem arquivados.
Na ampliação da figura 1 é possível perceber que a metodologia de trabalha continua 
a mesma, isto é, mesmo sendo um desenho que será repetido, são usada as linhas 
de construção (mais finas), que são posteriormente refeitas com as linhas definitivas 
(mais grossas). Veja a figura 2.
Figura 2 – Uso das linhas
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
A prática com o uso das diferentes linhas vai deixar mais simples e rápido entender 
como e onde elas devem ser usadas.
EXPRESSÃO GRÁFICA
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O desenho vai ser iniciado de forma semelhante ao que foi feito com os cortes, 
ou seja, vamos pensar quais as linhas que deverão ser “puxadas” para que se faça o 
desenho das fachadas.
Quando fizemos os cortes, as paredes que eram seccionadas pelo Plano Secante, 
ou que eram “cortadas”, eram desenhadas com duas linhas paralelas, representando 
a espessura da alvenaria.
As paredes que não eram seccionadas pelo Plano Secante, ou seja, as paredes que 
estavam em “Vista”, eram representadas com uma linha só, ou seja, víamos a parede, 
e não a sua espessura, certo?
Quando vamos desenhar as fachadas, todas as paredes estarão em “Vista”, isto 
é nenhuma parede será representada com duas linhas paralelas. É preciso entender 
esta diferença, para definir quais as linhas deverão ser “puxadas”
Para desenhar uma fachada, será preciso utilizar as linhas mais externas do edifício, 
como está indicado na figura 3.
Figura 3 – Linhas externas daparede
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Com as linhas de construção, vamos desenhar, depois das linhas das paredes, as 
linhas de piso, como pode ser visto na figura 4. 
EXPRESSÃO GRÁFICA
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Figura 4 – Marcação da linha de piso
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Com o piso definido, o próximo passo é a marcação da linha superior da laje, como 
pode ser visto na figura 5.
Figura 5 – Marcação da altura da edificação
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Quando a marcação das alturas for feita, é preciso lembrar de acrescentar todas 
as lajes que existam no edifício; como estamos trabalhando como uma residência 
térrea, teremos apenas a laje de piso e a laje de cobertura. Em edifícios com mais 
andares, será preciso acrescentar as lajes de cada um destes andares na conta final.
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10.2 Detalhamento de Fachada
O próximo passo é reforçar as linhas que marcam a fachada, ou seja, utilizar a 
linha definitiva (mais grossa) sobre as linhas de construção (mais finas), como pode 
ser visto na figura 6.
Figura 6 – Marcação da fachada
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
ANOTE ISSO
É importante entender que a função das linhas de construção é acelerar o processo 
de desenho sem a necessidade de que sejam apagadas posteriormente, já que 
serão cobertas pelas linhas definitivas.
Este método vai fazer com que a criação do desenho seja acelerada, e que o 
acabamento fique mais padronizado.
Na figura 6 podemos perceber que as linhas que foram destacadas são as 
extremidades das paredes, e a parte inferior da laje de piso e a parte superior da laje 
de cobertura.
A seguir, de forma semelhante ao que foi com o desenho dos cortes, vamos desenhar 
as janelas e portas; na fachada que está sendo desenhada, não teremos nenhuma porta, 
mas as janelas já podem ser marcadas, a partir da planta, como mostra a figura 7.
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Figura 7 – Marcação das janelas
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Para finalizar esta fachada, basta reforçar as linhas de construção com a linha 
definitiva, conforme a figura 8.
Figura 8 – Finalização das janelas
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
A próxima fachada a ser desenhada vai seguir os mesmos passos, ou seja, vamos 
começar puxando as linhas de construção, e, a seguir fazer a marcação das alturas, 
como pode ser visto na figura 9.
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Figura 9 – Desenho da fachada
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
O próximo passo, mais uma vez, é reforçar as linhas, marcando o espaço da fachada, 
como na figura 10.
Figura 10 – Marcação da fachada
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
A seguir, será preciso marcar as portas e janelas; como é possível ver pela planta, 
temos apenas uma porta nesta fachada; vamos, portanto, “puxar” as linhas para fazer 
esta marcação, como pode ser visto na figura 11.
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Figura 11 – Marcação da porta
Fonte – Elaborado pelo Autor (2023)
A seguir, vamos marcar a altura da porta (2,10m). Também é preciso lembrar de 
manter a porta a 0,10m de altura em relação à laje, como vimos nos cortes. 
Figura 12 – Desenho da porta
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Você deve ter notado que tem alguma coisa estranha neste desenho, não é mesmo? 
O degrau da porta parece estar do lado errado, não é mesmo? O que acontece é que, 
no desenho da fachada, o piso está mais distante em relação à planta.
Quando desenhamos os cortes, o “piso”, ou a parte inferior da edificação, se localizava 
mais próximo à planta. No caso das fachadas, o desenho é inverso, ou seja, o piso 
está mais distante da planta; veja a comparação na figura 13.
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Figura 13 – Comparação entre o corte e a fachada
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Quando o desenho é feito em folhas maiores (é preciso lembrar que estamos trabalhando 
com um formato A3), as fachadas e os cortes podem ser feitos em uma única prancha. 
Desta forma fica mais fácil entender as diferenças entre os cortes e as fachadas.
Para fazer a próxima fachada, os passos a serem seguidos são os mesmos, ou seja, 
vamos repetir o trabalho feito mais uma vez; o que vai tornando os desenhos cada vez 
mais simples e fáceis de serem feitos é justamente a repetição das etapas.
Nas primeiras vezes em que você faz um desenho desta forma podem acontecer erros 
e imprecisões, pelo fato de você ter de pensar na sequencia dos passos, mas, depois 
de algumas vezes, estes passos se automatizam, os erros e imprecisões diminuem, e a 
criação das peças gráficas fica cada vez mais rápida e simples.
A próxima fachada, mostrada na figura 14, já deixa mais perceptível como estes desenhos 
são desenvolvidos ao redor da planta.
Figura 14 – Desenho de Fachadas
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
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Finalmente, podemos ver na figura 15 o desenho da última fachada desta edificação; 
este desenho vai permitir entender, de forma mais simples como estas imagens são 
criadas a partir da planta, e como estão posicionadas ao seu redor.
Figura 15 – Fachadas
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
É possível que as fachadas sejam desenhadas sem o uso da planta como uma 
“base”? Sem dúvida!
De forma semelhante ao que acontece com os cortes, o uso da planta para o 
desenho das fachadas tem a intenção de facilitar e agilizar o desenho, além de reduzir 
as diferenças que possam ocorrer. 
Caso você queira desenhar todas as peças de forma separada, isso não só é possível, 
como é feito por vários profissionais, mas, além de aumentar a possibilidade de erros e 
imprecisões, isso vai aumentar a quantidade de trabalho, já que tudo o que foi medido 
e conferido para a criação da planta, terá de ser feito mais uma vez, para a criação 
dos cortes, e mais uma vez para a criação das fachadas. 
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CAPÍTULO 11
PERSPECTIVA ISOMÉTRICA
As perspectivas são visualizações tridimensionais dos desenhos que executamos; é 
importante que você se acostume a fazer perspectivas durante seus trabalhos, já que 
elas vão ajudar em várias fases do projeto, facilitando a visualização e o entendimento 
do que está sendo criado.
A perspectiva isométrica é uma das mais simples e fáceis de serem criadas, já que 
trabalham com as medidas dos objetos, e com ângulos iguais, como veremos, o que 
facilita o trabalho, como veremos. 
11.1 Construção da Perspectiva Isométrica
A perspectiva isométrica tem esse nome porque trabalha com os mesmos eixos 
e ângulos, que podem ser criados com o esquadro de 30°, como pode ser visto na 
figura 1.
Figura 1 – Eixos da Perspectiva Isométrica
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Todas as linhas de uma perspectiva isométrica estarão em um destes eixos; vamos 
entender isso com um exemplo prático, ou que você acha? Vamos criar um cubo 
com 3,00m em escala 1:50. O primeiro passo é criar estes três eixos, com o uso dos 
esquadros, como na figura 2.
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Figura 2 – Criação de eixos
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
A seguir, vamos colocar as medidas em cada um destes eixos, como pode ser 
visto na figura 3. 
Figura 3 – Medidas
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Como já foi dito, na perspectiva isométrica não existe nenhum tipo de proporção, 
como nos outros tipos de perspectiva, então basta utilizar o escalímetro para a 
colocação das medidas, da forma como elas devem ser inseridas, ou seja, você vai 
medir e marcar 3,00m em escala 1:50 em cada um dos eixos, como na figura 3. 
Quando usamos as medidasreais, isto é, as medidas existentes no projeto, na 
escala em que o desenho será construído, utilizamos um termo técnico, chamado de 
“Verdadeira Grandeza”. 
Isso significa que, em Perspectivas Isométricas vamos trabalhar com a Verdadeira 
Grandeza em todos os eixos do desenho, o que significa que vamos usar as medidas 
reais, em escala, em todo o desenho.
O próximo passo é fazer as linhas paralelas, que devem ser marcadas a partir da 
medida indicada no eixo vertical, com o uso do esquadro, como marcado na figura 4.
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Figura 4 – Linhas paralelas
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Já começa a ficar mais fácil de ver o cubo se formando, não é verdade? A seguir, 
vamos colocar as linhas verticais, a partir das medidas que foram marcadas nos eixos 
verde e azul, como mostrado na figura 5.
Figura 5 – Linhas Verticais
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Com as duas laterais do cubo montadas, fica mais fácil de entender este tipo de 
perspectiva, não é mesmo? O que está faltando para finalizar este desenho? Exatamente; 
falta a parte superior do cubo, a terceira lateral que é visível.
Como você acha que faremos esta última parte? Exatamente! Como as linhas são 
paralelas, basta movimentar o esquadro, e finalizar as ́ linhas que estão faltando, como 
pode ser visto na figura 6.
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Figura 6 – Finalização do cubo
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Simples, não é verdade? Para finalizar, basta apagar os excessos das linhas, como 
na figura 7.
Figura 7 – Cubo
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Este é mais um caso em que o uso de linhas de construção (linhas finas) e linhas 
definitivas (linhas grossas) vai facilitar e agilizar o processo de construção e finalização 
do desenho.
Aqui, ainda, o treino e a prática vão tornar o processo de desenho mais rápido e 
simples. 
Você deve ter percebido, por exemplo, que, além de utilizarmos a Verdadeira Grandeza 
em todos os eixos, tivemos de colocar as dimensões apenas no início do processo, já 
que as linhas se cruzam, e, assim, determinam as próximas dimensões, certo? Tudo 
isso torna a construção da perspectiva isométrica mais intuitiva e simples.
EXPRESSÃO GRÁFICA
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ANOTE ISSO
O uso de perspectivas isométricas em projetos de interiores é muito comum, 
justamente por causa da facilidade e da rapidez com que ela pode ser executada
O uso de cores e texturas neste tipo de maquete ainda pode ajudar a deixá-la mais 
próxima da realidade do projeto
11.2 Perspectiva Isométrica de Interiores
Vamos entender como fazer uma perspectiva isométrica de um ambiente., o que 
você acha? Isto vai deixar este trabalho mais próximo da realidade.
O primeiro passo é criar a “base”, ou o piso do ambiente; é a partir desta base que 
faremos a perspectiva. Vamos criar um piso que tem 3,00m x 3,50m, como mostrado 
na figura 8.
Figura 8 – Base da Perspectiva
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
O próximo passo é começar a marcar, nesta base, o mobiliário que estará no projeto. 
ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
De forma geral, esta é a forma de desenhar as perspectivas de ambiente, isto é 
valido para qualquer tipo de perspectiva. As peças de mobiliário e de decoração 
são desenhadas em planta, isto é, na base da perspectiva, como a que estamos 
utilizando.
Isto é feito poque é mais fácil de localizar todos estes itens desta forma, ou seja, em 
planta.
Na figura 9 vemos a marcação de um rack que será utilizado em nosso projeto.
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Figura 9 – Rack
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
O próximo item a ser inserido em nossa base vai ser a mesa de centro que vamos 
usar. Na figura 10 podemos ver esta peça localizada na base.
Figura 10 – Mesa de centro
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
O próximo item a ser inserido em nosso ambiente é uma mesa de canto, com as 
medidas indicadas na figura 11.
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Figura 11 – Mesa de canto
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Para finalizar os moveis que vamos usar no espaço, vamos colocar um sofá, próximo 
à mesa de canto, como na figura 12.
Figura 12 – Sofá
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
Você pode perceber que temos a sensação de estar olhando a planta perspectivada, 
não é verdade? Isso acontece porque temos, realmente a planta em perspectiva.
Esta, aliás, é uma forma de apresentação de projeto interessante, porque permite 
uma visualização diferente do padrão. Pode valer a pena tentar uma apresentação 
desta maneira, não é verdade? 
Com a inserção de todos os móveis, é possível começar a pensar em como serão 
as alturas das peças, ou seja, a partir deste momento, o que estava representado em 
duas dimensões começa a ganhar “volume”, ou seja, vai começar a ocupar espaço.
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Vamos começar com o primeiro móvel que desenhamos, ou seja, vamos começar 
com o rack; esta peça terá 0,40m de altura, como pode ser visto na figura 13.
Figura 13 – Volume do Rack
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Em lilás, na figura 13, podemos ver como a volumetria está no espaço; fica mais 
interessante e mais fácil de compreender o espaço que será ocupado por essa peça.
Mas como é dada esta altura à peça? Como você pode ver na figura, são criadas 
as quatro linhas verticais, nos quatro cantos do rack; a partir daí, em uma destas 
reata é marcada a altura.
Como no caso do cubo, só é preciso marcar esta medida em uma das linhas, já que 
é possível “passar” esta dimensão com as linhas paralelas, marcando o topo do móvel.
A seguir, vamos dar volume â mesa de centro; vamos considerar que esta peça 
tem a mesma altura do rack, ou seja, 0,40m. Na figura 14 podemos ver a mesa de 
centro com o volume que vai ocupar no espaço.
Figura 14 – Mesa de centro
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Fácil até aqui, certo? E começamos a ter uma noção mais real dos volumes e dos 
espaços entre eles.
EXPRESSÃO GRÁFICA
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Vamos, agora, fazer o volume da mesa de canto; esta peça terá 0,60m; dê uma 
olhada na figura 15.
Figura 15 – Mesa de centro
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Finalmente, vamos começar a desenhar o sofá (a última peça do ambiente); como 
este móvel tem alturas diferentes, vamos criar a volumetria de cada uma destas 
partes. Começamos pelos braços do sofá, que terão 0,50m de altura, como pode ser 
visto na figura 16.
Figura 16 – Braço do sofá
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023).
A seguir, vamos criar o encosto do sofá, que possui uma altura de 0,70m; veja na 
figura 17.
EXPRESSÃO GRÁFICA
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Figura 17 – Encosto do sofá
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Finalmente, a última parte desta peça é o assento, que terá a altura de 0,40m. Este 
último volume finaliza o mobiliário deste espaço. Na figura 18 podemos ver todas as 
peças.
Figura 18 – Assento do sofá
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Dê u8ma olhada na figura 19, onde podemos ver todas as peças sem nenhuma 
cota ou informação que atrapalhe a visualização.
Figura 19 – Volumetria finalizada
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
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Já é possível ver a sala com os móveis, mas ainda fica confuso de entender todos 
os detalhes, não é verdade? Por que você acha que a visualização ainda está confusa? 
Isso mesmo!
Temos, nesta forma de visualização, todas as linhas dos objetos, até mesmo aquelas 
que são “invisíveis”, ou que deveriam estar escondidas pelo material dos moveis; é 
como se todos o mobiliário utilizado no projeto fosse devidro, permitindo que todas 
as arestas estejam visíveis. Para finalizar o desenho, e deixa-lo pronto para receber 
o tratamento gráfico, ou seja, para que receba cores e texturas, é preciso apagar as 
linhas que estão “sobrando” no desenho, o que pode ser feito com as linhas definitivas, 
marcando as partes visíveis dos moveis, como na figura 20.
Figura 20 – Perspectiva finalizada
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Talvez, como eu, você esteja estranhando o fato de não existirem paredes nesta 
sala, não é mesmo? Parece que os moveis estão sobre um tablado; parece que falta 
algum elemento, não é
Para resolver isso, e finalizar o desenho, basta acrescentar as paredes, na altura 
do edifício, como na figura 21.
EXPRESSÃO GRÁFICA
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Figura 21 – Perspectiva com paredes.
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
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CAPÍTULO 12
DESENHO DE 
PERSPECTIVA ISOMÉTRICA
Uma das vantagens da perspectiva isométrica, como já foi dito, é a sua simplicidade 
e rapidez; além disso, este tipo de desenho é muito adaptável, permitindo a colocação, 
além de cores e texturas, de sombras e hachuras, que vão acrescentar qualidade ao 
trabalho.
Vamos entender como isso pode ser feito, conhecendo mais um uso para as 
hachuras, que é de criar o efeito sombreado em um desenho. O que você acha de 
começarmos?
12.1 Perspectiva Isométrica 
Para a criação de qualquer desenho é importante que sempre seja utilizada a linha 
de construção, inclusive para os desenhos mais “artísticos”, ou seja, aqueles que são 
feitos sem o apoio dos instrumentos de desenho.
Para a criação de perspectivas isométricas vamos utilizar a mesma metodologia 
de desenho, ou seja, vamos iniciar o desenho comas linhas de construção, como na 
figura 1.
Figura 1 – Perspectiva Isométrica
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
EXPRESSÃO GRÁFICA
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ANOTE ISSO
Os desenhos feitos manualmente são mais “livres”, ou seja, não é preciso que as 
linhas sejam tão retas ou rígidas. 
De forma semelhante ao que já falamos a respeito do desenho com instrumentos, 
é importante desenhar bastante, para que a mão e o olho se acostumem com o 
trabalho.
O olhar crítico, ou a exigência de que o desenho saia perfeito podem inibir ou 
impedir que o desenhista se desenvolva.
Estas linhas iniciais servirão de base para as próximas, afinal, como você se lembra, 
todas as linhas são paralelas em uma perspectiva isométrica. Na figura 2 podemos 
ver como o desenho se desenvolve.
Figura 2 – Desenvolvimento da Perspectiva Isométrica
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Como as linhas são paralelas umas às outras, este tipo de desenho é ideal para 
iniciantes, já que ele é mais simples de ser feito.
ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
Alguns desenhistas acham mais simples trabalhar com a folha solta 
(diferentemente do desenho técnico), para que ela vá sendo “girada” de acordo com 
a necessidade do trabalho.
Em seus primeiros desenhos, essa opção pode facilitar o desenho das linhas retas; 
com a prática, no entanto, é interessante que você comece a treinar a sua mão para 
o desenho das linhas no sentido necessário. 
EXPRESSÃO GRÁFICA
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Para finalizar a “criação” do cubo, ou seja, para terminar as linhas que foram criadas 
com as linhas de construção, vamos criar as linhas faltantes.
Na figura 3 podemos ver como o cubo fica com a finalização do desenho; é importante, 
ainda, que neste momento, você evite o uso da borracha para apagar as linhas que 
estiverem “aparentemente” erradas.
De forma semelhante ao que acontece com o desenho técnico feito com o uso dos 
instrumentos, as linhas de construção são apenas a base do desenho; no momento de 
reforçar as linhas definitivas, os erros e imprecisões podem ser ajustados. Na figura 
4 podemos ver o desenho já com as linhas definitivas.
Figura 3 – Perspectiva construída
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Neste ponto é importante entender que, como já foi dito, a repetição vai melhorar 
o desenho, portanto, refaça este desenho várias vezes.
Você vai reparar que o traça começará a sair mais reto, que os ângulos e as paralelas 
ficam cada vez mais precisas e mais fáceis de serem feitas, que o seu olhar com 
relação ao desenho começa a ficar mais agradável, e que você começará a ver a 
beleza dos traços.
ANOTE ISSO
Pode ser bastante interessante comprar, ou montar um caderno de desenho, que 
vai funcionar como um “diário”. 
Para que este trabalho funcione é preciso entender algumas coisas:
• Este é um esforço pessoal; não é um trabalho do curso, nem uma tarefa que vai 
valer “nota”.
• É preciso um esforço constante; tente fazer de 3 a 5 desenhos por dia.
• Comece com desenhos simples, e vá se “desafiando”, aumentando a 
complexidade.
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Com a perspectiva finalizada, podemos avançar um pouco mais no detalhamento 
dos desenhos, entendendo como podemos adicionar a sombra a uma perspectiva 
isométrica.
12.2 Sombras em Perspectivas Isométricas 
As sombras são elementos importantes em perspectivas, pois ajudam a dar uma 
noção de profundidade e volume no desenho. O uso das sombras é bastante simples, 
mas é feito de forma errada com uma certa frequência, o que deixa o desenho errado 
e mal-acabado.
O primeiro passo é definir o horizonte e o ponto do qual vai se originar a luz, como 
pode ser visto na figura 4. 
Figura 4 – Ponto de Luz
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Na figura podemos ver o ponto de luz, e a linha do horizonte; o primeiro ponto vai 
definir a origem da luz, e o segundo é o “piso”, onde a sombra será definida.
A partir do ponto de luz, vamos definir quais os vértices do cubo que serão iluminados, 
ou seja, quais os pontos que irão criar a sombra. Na figura 5 podemos entender como 
isso é feito.
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Figura 5 – Pontos iluminados
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Na figura podemos ver que os “raios” de luz saem do ponto de luz ao fundo, e 
passam pelo cubo; estes raios vão definir a sombra que será criada, ou seja, toda a 
parte posterior do cubo será iluminada, e, na parte frontal, definida pelos três pontos 
teremos a sombra.
ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
A colocação do ponto de luz em vários lugares diferentes também é um exercício 
rico e interessante, já que vai treinar o seu olhar, e mostrar como a disposição da 
sombra ajuda a valorizar os objetos.
Agora que definimos qual será o “percurso” da sombra, ou seja, já temos as linhas 
que definem os pontos de sombra, devemos descobrir onde ela será projetada, ou 
seja, será preciso definir o “piso” da nossa perspectiva; para isso, vamos definir os 
pontos na parte inferior do cubo que mostram os limites da sombra, veja a figura 6.
EXPRESSÃO GRÁFICA
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Figura 6 – Limites da sombra
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Na figura 6 podemos ver os pontos, na parte inferior do cubo, que vão definir o 
“piso” da perspectiva; para definir os limites da sombra que será projetada, são criadas 
linhas a partir da linha do horizonte, e no alinhamento do ponto de luz.
Estas linhas são prolongadas, até que encontrem com as linhas de projeção da 
sombra; podemos ver que, no “piso” da perspectiva, foram criados três pontos, que 
marcam o encontro da projeção da sombra com o piso.
Com estas linhas definidas, podemos desenhar, com as linhas definitivas, a projeção 
da sombra, como pode ser visto na figura 7.
Figura 7 – Definição da sombra
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
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É importante notar que qualquer alteração em uma das partes do desenho, comoa 
posição do ponto de luz, a posição da linha do horizonte, as dimensões da peça, etc, vão 
mudar o desenho de forma significativa, alterando a visualização de todas as partes.
O próximo passo é começar a marcar a sombra, no desenho; isto pode ser feito 
com uma hachura, como na figura 8.
Figura 8 – Sombras na peça
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
As sombras na peça são mais fortes e marcadas; neste caso é possível utilizar 
lápis de cor, lápis aquarelável, giz pastel, ou qualquer outra mídia com a qual você 
esteja acostumado. Na figura 8, foram utilizados apenas grafite sobre papel sulfite.
A seguir, vamos fazer a projeção da sombra, ou seja, a sombra que está projetada 
no “piso”, como na figura 9.
Figura 9 – Projeção da sombra
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
EXPRESSÃO GRÁFICA
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A sombra projetada é mais delicada do que aquela nas faces da peça, como pode 
ser visto na figura 9.
Um acabamento que pode ser interessante, e que é fácil de ser feito, é utilizar um 
esfuminho para suavizar as linhas das hachuras, deixando-as menos pronunciadas, e 
a sombra um pouco mais esfumaçada; caso você não tenha um esfuminho, é possível 
utilizar o dedo para conseguir este efeito, como pode ser visto na figura 10.
Figura 10 – Esfumaçado
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Na figura 11 podemos ver um paralelepípedo, com o ponto de luz na parte lateral 
da peça.
Figura 11 – Projeção da sombra
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
EXPRESSÃO GRÁFICA
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Na figura 11, os “raios” de luz podem ser vistos na cor vermelha, e a projeção da 
sombra no piso aparece com a cor azul.
De forma semelhante ao que acontece no caso anterior, os cruzamentos das linhas 
vão definir os pontos limite da projeção da sombra. 
O próximo passo, mais uma vez, é marcar a sombra, deixando a projeção mais leve 
do que a sombra na peça, como na figura 12.
Figura 12 – Sombras
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
12.3 Escala Humana
Outro detalhe que pode ser “incorporado” ao seu desenho, são as escalas humanas, 
ou seja, figuras que acrescentam uma noção de dimensão ao desenho, ou seja, que 
vão dar uma ideia mais clara do que está sendo representado.
Na figura 13, por exemplo, podemos ver como uma figura humana pode dar uma 
ideia da escala do que está sendo representado.
Figura 13 – Escala Humana
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
EXPRESSÃO GRÁFICA
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Note que a figura parece muito pequena em relação ao objetos, ou seja, parece 
que estamos representando um edifício, ou uma peça muito grande, não é mesmo?
Note, também, que a figura não possui uma definição muito clara, com muitos 
detalhes, já que a sua função é apenas fornecer uma noção aproximada das dimensões 
do que está sendo representado.
Agora, dê uma olhada na figura 14.
Figura 14 – Escala Humana
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Note que a figura é a mesma (inclusive com a figura humana em escala pequena), 
mas como a figura desenhada é muito maior, a peça parece ser um móvel, ou uma 
peça de decoração, não é mesmo?
Isto significa que um desenho pode ser usado para a criação e representação do 
que o desenhista quiser, já que podemos “enganar” os olhos do observador , com o 
uso destes subterfúgios; lembre-se que não estamos passando informações erradas 
ao cliente, mas fazendo que que ele veja o que o desenhista deseja.
EXPRESSÃO GRÁFICA
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CAPÍTULO 13
PERSPECTIVA DE 
1 PONTO DE FUGA
Este tipo de perspectiva também é muito simples de ser criado, e é muito usado 
em projetos de interiores, já que vai permitir uma visão interessante destes espaços.
Diferente da perspectiva isométrica, no entanto, esta perspectiva vai distorcer o 
desenho, o que significa que vamos precisar de algumas “estratégias” para ajudar em 
nosso desenho, como veremos.
13.1 Criação da perspectiva
Como você se lembra, as perspectivas isométricas tinham todas as medidas exatas, 
ou seja, iguais às medidas reais, sem que precisassem ser distorcidas, ou seja, todas 
as medidas utilizadas na criação destes desenhos estavam em “Verdadeira Grandeza”, 
não é mesmo?
No caso das perspectivas de 1 ponto de fuga, nem todas as medidas estarão 
em Verdadeira Grandeza, o que significa que algumas delas estarão “distorcidas” no 
desenho, para que a representação fique mais próxima ao real, como veremos. Mas 
vamos começar a entender como isso funciona, o que você acha?
Na figura 1 podemos ver a planta da sala que vamos utilizar para o nosso exercício.
Figura 1 – Planta
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
EXPRESSÃO GRÁFICA
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Começamos a perspectiva de1 ponto de fuga desenhando a parede que está no 
lado oposto ao observador, ou seja, a parede dos “fundos” da sala, como pode ser 
visto na figura 2.
Figura 2 – Verdadeira Grandeza
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Nesta parede, as medidas que estão indicadas são colocadas na medida correta, ou seja, 
estas dimensões devem ser desenhadas sem nenhuma distorção, na escala escolhida. 
Mas o que isto quer dizer?
Isto significa que as alturas e larguras em uma perspectiva de 1 ponto de fuga serão 
desenhadas em “Verdadeira Grandeza”, isto é, sem distorção, usando as dimensões corretas.
O próximo passo é a definição do “Ponto de Fuga”, que é o ponto para onde todas as 
linhas convertem; na figura 3 podemos ver onde foi colocado o ponto de fuga.
Figura 3 – Ponto de Fuga
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
EXPRESSÃO GRÁFICA
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O posição do ponto de fuga é definida pelo desenhista; de forma geral considera-se 
um ponto mais central, como na figura 3, mas é interessante que você faça alguns 
testes, modificando este posição.
Com a parede posterior e o ponto de fuga definidos, vamos começar a desenhar 
as paredes laterais, o piso e o teto; para isso, dos cantos da parede posterior, vão sair 
as linhas, que vão criar as paredes; estas linhas vão ligar os cantos o ponto de fuga, 
como pode ser visto na figura 4.
Figura 4 – Criação das paredes laterais
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Vamos criar as outras linhas de forma semelhante, como na figura 5.
Figura 5 – Paredes Laterais
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
EXPRESSÃO GRÁFICA
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Você já consegue visualizar as paredes, o piso e o teto? Conseguiu entender como 
eles foram definidos? Veja já figura 6, se fica mais fácil de visualizar estes itens.
Figura 6 – Paredes, teto e piso
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
13.2 Detalhamento da perspectiva
Até aqui está fácil, não é verdade? Agora vamos começar a desenhar o piso deste 
espaço; como pudemos ver na planta, o piso é quadrado, e vamos considerar que ele 
seja composto por peças de 1,00m x 1,00. A largura, como já vimos, é marcada em 
Verdadeira Grandeza, como pode ser visto na figura 7.
Figura 7 – Marcação do Piso
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Depois de fazer a marcação de cada uma das peças, como na figura 7, qual você 
acha que será nosso próximo passo? Exatamente!
EXPRESSÃO GRÁFICA
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 A partir destes pontos, vamos criar linhas que devem ser dirigidas para o ponto 
de luz, como na figura 8.
Figura 8 – Largura do piso
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
ANOTE ISSO
É preciso lembrar que todas as linhas em uma perspectiva de 1 ponto de fuga 
serão verticais, horizontais, ou devem ser dirigidas ao ponto de fuga, como pode ser 
observado na largura do piso.
Depois de criar as linhas, será preciso apagar os excessos, e marcar as linhas de 
piso, como na figura 9.
Figura 9 – Largura do piso
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
EXPRESSÃO GRÁFICA
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A próxima etapa é a marcação da profundidade, ou do comprimento das peças do 
piso; mas como faremos isso, já que esta marcação não pode ser feita utilizando a 
Verdadeira Grandeza?
Para simplificar a marcação, vamos cria um pequeno “subterfúgio”, ou uma ferramenta 
auxiliar, que vai ser usada para a marcação de todas as dimensões de profundidade 
neste tipo de perspectiva; vamos começar criando nosso “Observador”, como pode 
ser visto na figura 10.
Figura 10 – Observador
Fonte – Elaborado pelo Autor (2023)
O ponto que representa o “observador” é criado na mesma altura do ponto de fuga, 
e na distância em que o observador real se encontra da cena; como você se lembra, na 
figura 1 vimos que o observador está a 6,00 metros de distância da parede posterior.
A seguir, vamos criar uma linha auxiliar, que vai servir para a marcação das 
profundidades em Verdadeira Grandeza; essa linha se localiza na parte inferior da 
parede dos fundos, como pode ser visto na figura 11.
Figura 11 – Linha Auxiliar
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
EXPRESSÃO GRÁFICA
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FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 144
É nesta linha auxiliar que serão marcadas as medidas necessárias, em Verdadeira 
Grandeza; vamos entender como isso funciona, marcando as medidas das peças do 
piso, ou seja, 1,00m. Veja como isso é feito, na figura 12.
Figura 12 – Marcação da profundidade
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
As marcações de profundidade, como as do piso, deverão ser puxadas em direção 
ao observador, como pode ser visto na figura 13.
Figura 13 – Marcação dos pontos de profundidade.
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
Este “observador” é criado para garantir uma forma de marcar a Verdadeira 
Grandeza nas profundidades, algo que seria difícil de ser conseguido sem este 
“truque”.
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Com os pontos marcados, conforme a figura 13, basta criar as linhas horizontais, 
que vão representar o piso, como pode ser visto na figura 14.
Figura 14 – Desenho do Piso
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Na figura 14 é possível perceber a importância da linha auxiliar, não é verdade? Esta 
ferramenta garante que o desenho do piso apresente a característica da perspectiva, 
que é a de ir diminuindo de tamanho, conforme o desenho se distancia do observador.
Na figura 1 ainda é possível observar uma janela na parede esquerda do ambiente, 
certo? Vamos desenhar, ainda, este detalhe.
Vamos começar este desenho localizando a janela na parede; para isto, vamos 
marcar a distância na linha auxiliar, como pode ser visto na figura 15.
Figura 15 – Marcação do comprimento da janela
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Qual o próximo passo? Exatamente! A partir destes dois pontos, vamos construir 
a linha que vai até o observador, como na figura 16.
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Figura 16 – Marcação do comprimento da janela.
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Como a janela se localiza na parede oposta, nosso próximo passo é “transferir” esta 
marcação para a parede esquerda, como pode ser observado na figura 17.
Figura 17 – Localização da janela
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Com a janela localizada na parede esquerda, vamos, a seguir, marcar o peitoril e 
a altura da janela, para finalizar a sua locação; vamos utilizar um peitoril de 1,80m 
e uma altura de janela de 1,80m; como estamos falando em marcações de altura, 
estas dimensões podem ser colocadas diretamente na Verdadeira Grandeza, como 
pode indicado na figura 18.
EXPRESSÃO GRÁFICA
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Figura 18 – Altura da janela
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
A partir destes pontos, vamos criar as linhas que vão criar o desenho da janela, e 
que vão partir do ponto de fuga, como mostrado na figura 19.
Figura 19 – Localização da janela
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
O próximo passo é apagar os excessos de linhas, e finalizar a localização da janela, 
o que pode ser visto na figura 20.
EXPRESSÃO GRÁFICA
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Figura 20 – Colocação da janela na parede
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
A janela está localizada na parede, mas está um pouco estranha, você não acha? 
Parece que está faltando alguma coisa, não é verdade? Oque você acha que pode 
estar faltando? Isso mesmo! A profundidade da janela na parede!
Como a perspectiva é um desenho mais artístico, não vamos fazer a marcação 
da profundidade de uma forma técnica; vamos apenas colocar as linhas necessárias 
para a representação deste elemento; dê uma olhada como isso é feito, na figura 21.
Figura 21 – Indicação da profundidade da janela
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
EXPRESSÃO GRÁFICA
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Na figura é possível entender como estes detalhes vão enriquecendo e deixando a 
perspectiva mais próxima à realidade; é interessante sempre observar o trabalho em 
andamento, para acrescentar mais detalhes.
Na figura 22, finalmente podemos ver a perspectiva finalizada, sem os pontos e as 
linhas auxiliares.
Figura 22 – Perspectiva Finalizada
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
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CAPÍTULO 14
PERSPECTIVA 1 PONTO 
DE FUGA - EXERCÍCIO
A perspectiva de um ponto de fuga é uma perspectiva usada em vários projetos 
de Design de Interiores e de Arquitetura.
Como os desenhos anteriores, o treino e a prática vão facilitar o entendimento e a 
visualização, e isso vai fazer com que estes desenhos fiquem mais simples, rápidos 
e com melhor qualidade.
14.1 Exercício 1 
Vamos começar este exercício desenhando alguns quadrados em uma folha de 
papel, como pode ser visto na figura 1.
Figura 1 – Início do exercício 
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
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ANOTE ISSO
Como você pode perceber na figura 1, não se preocupe em fazer quadrados iguais, 
ou em fazer um desenho totalmente ortogonal. Os desenhos feitos a mão são, 
caracteristicamente, mas livre e mais orgânicos. 
A próxima etapa é definir onde estará o ponto de fuga; para este exercício vamos 
colocar o ponto de fuga centralizado na folha, mas, nas próximas vezes, você pode 
mudá-lo de local. Veja a figura 2.
Figura 2 – Ponto de fuga
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
A seguir, vamos imaginar que os quadrados que estão desenhados na folha são, 
na verdade, cubos e paralelepípedos, ou seja, vamos transformar estes desenhos 
bidimensionais em volumes tridimensionais.
Para isso, vamos começar a desenhar as linhas que saem dos quadrados, em 
direção ao ponto de fuga, como pode ser visto na figura 3.
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Figura 3 – Linhas em direção ao ponto de fuga
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
A seguir, vamos definir a dimensão do cubo; como é um desenho mais livre, podemos 
fazer esta definição de forma mais visual, ou seja, não será preciso utilizar uma medida 
exata; veja como isso pode ser feito na figura 4.
Figura 4 – Definição da dimensão
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Depois disso, basta fechar o cubo, desenhando as linhas que faltam para completar 
o desenho, como na figura 5.
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Figura 5 – Cubo
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
A partir da criação deste primeiro cubo, vamos transformar os próximos quadrados 
de forma semelhante, criando mais alguns volumes, como pode ser visto na figura 6.
Figura 6 – Criação de volumes
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
Você pode colocar uma folha de papel milimetrado ou de papel quadriculadopor 
baixo de uma folha de papel manteiga, nas primeiras vezes em que for trabalhar 
sem régua, para ajuda a criar linhas mais retas e mais ortogonais, mas é importante 
saber que desenhos feitos a mão livre serão mais soltos e menos rígidos. 
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Também é possível criar volumes abertos; os cubos que desenhamos até agora 
são peças fechadas, o que significa que não é possível ver através deles; vamos criar 
peças abertas, como a que aparece na figura 7.
Figura 7 – Peças vazadas
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Depois de marcar as laterais “ocultas”, ou internas da peça, podemos marcar a 
parte posterior, como na figura 8.
Figura 8 – Parte posterior da peça
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
A seguir, basta reforçar as linhas que são visíveis no volume, como pode ser visto 
na figura 9.
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Figura 9 – Peça Vazada
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Depois, basta finalizar os desenhos, mesclando mais pelas vazadas com volumes 
maciços, como na figura 10.
Figura 10 – Volumes 
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Este exercício, pode até parecer simples em um primeiro momento, mas ele vai 
ajudar a criar uma visão tridimensional, e mostra como a posição do volume em relação 
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ao ponto de fuga; isto vai permitir que você consiga escolher a melhor posição para 
a colocação do ponto de fuga em uma perspectiva.
14.2 Exercício 2
Este próximo exercício vai ajudar a soltara s sua imaginação, já que tem uma relação 
com objetos e imagens muito familiares.
Vamos começar criando a linha do horizonte, e, nesta linha de horizonte, vamos 
colocar um ponto de fuga, como na figura 11.
ANOTE ISSO
Nem sempre a linha do horizonte vai coincidir com a linha do observador, mas 
o ponto de fuga sempre estará localizado nesta linha, ou seja, as linhas sempre 
convergem para a linha do horizonte.
Figura 11 – Linha do horizonte
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
A seguir, vamos criar um retângulo, cujos vértices visíveis vão convergir para o 
ponto de fuga, como na figura 12.
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Figura 12 – Retângulo
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
O próximo passo é determinar a profundidade deste paralelepípedo, como na figura 
13.
Figura 13 – Profundidade do paralelepípedo
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
A seguir, podemos fechar o volume, criando as linhas que faltam, como pode ser 
visto na figura 14.
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Figura 14 – Finalização do volume
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
A seguir, você pode criar outros volumes, seguindo as mesmas dimensões do 
primeiro volume, como pode ser visto na figura 15.
Figura 15 – Volumes
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Como você já notou, começamos a criar uma “rua”, com várias edificações, de 
diferentes dimensões.
O próximo passo é criar as “calçadas” desta rua, como na figura 16.
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Figura 16 – Calçadas
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Com a calçada desenhada, é possível, por exemplo, desenhar arvores e a faixa 
central da rua, como na figura 17.
Figura 17 – Detalhes 
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Também é possível começar a desenhar as edificações no outro lado da rua, como 
na figura 18. Aqui, vamos mudar as alturas dos volumes, criando uma visualização 
diferente.
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Figura 18 – Volumes
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
O último passo é finalizar os volumes, como pode ser visto na figura 19.
Figura 19 – Volumes finalizados
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Aqui também você vai soltar a imaginação, e aplicar as técnicas que já aprendemos, 
como hachuras e sombras; a figura 20 mostra um desenho um pouco mais adiantado.
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Figura 20 – Sombras
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
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CAPÍTULO 15
PERSPECTIVA 2 
PONTOS DE FUGA
Existem outros tipos de perspectiva, que podem ser usados, dependendo do que 
é preciso representar.
Vamos ver como podem ser feitas as perspectivas de dois pontos de fuga, o que 
você acha?
15.1 Perspectiva 2 pontos de fuga
Como nos casos anteriores, a perspectiva de dois pontos de fuga também será 
iniciada com a linha do horizonte, mas, neste caso, vamos marcar dois pontos de fuga 
nesta linha, como na figura 1.
Figura 1 – 2 pontos de fuga
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
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Com a linha do horizonte e os pontos de fuga definidos, vamos começar a pensar 
no objeto que será desenhado. Vamos criar um cubo, o que vai facilitar a comparação 
com os outros tipos de perspectiva que já conhecemos.
Antes disto, porém, vamos entender uma coisa importante, a respeito de um ponto 
importante para a criação de todas as perspectivas que já vimos: a Verdadeira Grandeza.
Entendemos que nas perspectivas isométricas, todas as linhas desenhadas estão 
em Verdadeira Grandeza, o que significa que todas as linhas podem ser medidas e 
desenhadas.
Entendemos, também, que as perspectivas com um ponto de fuga possuem duas 
linhas onde podemos trabalhar com a Verdadeira Grandeza: a largura e a altura, ou 
seja, nas linhas que representam estas dimensões, podemos marcar as medidas 
exatas nas linhas. 
As linhas que representam as profundidades nas perspectivas de um ponto de fuga 
precisam de uma ferramenta auxiliar, para que a proporção de redução seja utilizada.
Nas perspectivas de dois pontos de fuga, no entanto, as Verdadeiras Grandezas 
são mais difíceis de serem marcadas e entendidas, já que só podem ser inedicadas 
em uma linha, e vão permitir a marcação somente das alturas das peças desenhadas.
Vamos entender isto um pouco melhor, com a figura 2.
Figura 2 – Perspectiva Superior
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
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A linha vertical que está marcada na figura 2 representa um dos vértices, ou uma 
das quinas, do cubo que vamos desenhar, e é a única linha onde é possível marcar 
a Verdadeira Grandeza do desenho, ou seja, nesta linha conseguiremos marcar a 
altura do cubo, mas todas as outras dimensões deverão ser reduzidas de maneira 
proporcional. Isto significa que as perspectivas de dois pontos de fuga mostram, em 
primeiro plano e em Verdadeira Grandeza, uma das quinas da peça. 
Vamos entender isto melhor através do desenho, o que você acha? Continuando 
nosso desenho, você vai ver, na figura 3, que as linhas deste vértice serão puxadas 
para os dois pontos de fuga.
Figura 3 – Pontos de fuga
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Diferente da perspectiva de 1 ponto de fuga, onde a colocação de uma linha auxiliar 
é simples, as perspectivas de 2 pontos de fuga são mais complexas e difíceis de 
serem feitas. Por isso, vamos fazer nosso desenho de forma semelhante ao que foi 
feito no exercício que executamos sobre as perspectivas com um ponto de fuga, 
ou seja, vamos utilizar a visualização, isto é, a sua noção de tamanho, para criar as 
dimensões da peça.
Na figura 4 podemos ver como a marcação é feita, de maneira a se aproximar da 
figura desejada.
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Figura 4 – Lateral da peça
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
A partir desta linha, que marca a lateral da peça, vamos criar uma linha que vai em 
direção ao ponto de fuga; veja como isso é feito na figura 5.
Figura5 – Ponto de fuga
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
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O próximo passo é criar a outra lateral do cubo, ou seja, criar uma linha em uma 
posição semelhante à que acabamos de criar, para demarcar a outra lateral da peça; 
veja a figura 6.
Figura 6 – Lateral da peça.
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
Note que, como estamos construindo um cubo, ou seja, uma peça onde todas as 
dimensões são iguais, a marcação da segunda lateral estará na mesma proporção 
que a primeira; caso a peça que está sendo construída tenha um outro formato, 
estas dimensões, obviamente, serão diferentes
A seguir, também vamos puxar esta nova lateral em direção ao ponto de fuga, 
como na figura 7.
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Figura 7 – Ponto de fuga
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Unindo estas laterais aos pontos de fuga, como na figura 7, podemos perceber 
como a parte superior do cubo já está definida, não é verdade? 
O que será preciso fazer a seguir? Isso mesmo! Basta reforçar as linhas de construção 
nos lugares corretos, para marcar a peça, finalizando a perspectiva; dê uma olhada 
na figura 8.
ANOTE ISSO
Na perspectiva isométrica, todas as linhas estavam em um dos três eixos que 
foram criados; na perspectiva com um ponto de fuga, as linhas verticais e 
horizontais permaneciam sempre nestes dois eixos, ou seja, trabalhávamos com 
dois eixos; na perspectiva com dois pontos de fuga, temos apenas um eixo que é 
fixo: as linhas verticais; todas as outras linhas criadas vão em direção ao ponto de 
fuga.
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Figura 8 – Perspectiva finalizada.
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
No caso das perspectivas com dois pontos de fuga, como no caso da perspectiva 
com um ponto de fuga, também é interessante modificar a posição do objeto em relação 
à linha do horizonte, para que a visualização e o resultado do desenho se modifiquem.
Vamos utilizar este mesmo objeto para construir uma perspectiva na qual estejamos 
olhando o cubo frontalmente, e não em uma vista superior, como na figura 8. 
Para isso, vamos criar uma outra linha de horizonte, com os dois pontos de fuga, 
mas vamos colocar a Verdadeira Grandeza, ou seja, a aresta, centralizada nesta linha, 
como na figura 9.
Figura 9 – Perspectiva Frontal
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
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Você já sabe os próximos passo, não é mesmo? Exatamente! Puxar as linhas em 
direção ao ponto de fuga, como na figura 10.
Figura 10 – Ponto de fuga
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Depois disso, como você já sabe, basta desenhar as laterais do cubo, como na 
figura 11.
Figura 11 – Perspectiva finalizada
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Finalmente, também é possível posicionar o objeto acima da Linha do Horizonte, para 
mostrar a parte inferior da peça; na figura 12, a linha está posicionada desta forma.
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Figura 12 – Perspectiva Inferior
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Qual será o próximo passo? Exatamente! Vamos puxar as linhas em direção aos 
pontos de fuga, como na figura 13.
Figura 13 – Pontos de fuga
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
E a seguir, o que devemos fazer? Isso mesmo! Vamos marcar as laterais, como 
na figura 14.
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Figura 14 – Laterais da peça
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
E agora, qual é a próxima etapa? Exatamente! Vamos puxar as linhas em direção 
ao ponto de fuga; veja como isto é feito, na figura 15.
Figura 15 – Pontos de fuga
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Com nos casos anteriores, a peça já está pronta; basta que reforcemos o desenho; 
veja o resultado na figura 16 –
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Figura 16 – Perspectiva finalizada
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Como já foi dito, é interessante fazer alguns testes com a posição da linha do 
horizonte, e com o formato e a posição do objeto, como na figura 17.
Figura 17 – Perspectiva Finalizada.
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
Este objeto, mantendo os pontos de fuga e o alinhamento, pode se transformar em 
outra coisa, como na figura 18.
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Figura 18 -Perspectiva Finalizada
Fonte: Elaborado pelo Autor (2023)
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CONCLUSÃO
Muito bem, caro(a) aluno(a)! Chegamos ao final da nossa disciplina a respeito de 
Desenho Manual.
Você conseguiu perceber que a representação técnica é fundamental para que um 
Designer de Interiores possa compreender os espaços nos quais vai intervir, fazendo 
suas alterações, e conseguindo compreender como estes espaços se relacionam. 
Estas representações também são fundamentais para entender como as pessoas 
vão circular entre estes espaços, compreendendo que este fluxo pode influenciar no 
projeto.
Também é preciso que o Designer consiga se comunicar utilizando estas ferramentas, 
já que será preciso conversar com outros profissionais, que também vão intervir no 
projeto, fazendo alterações, de acordo com as propostas e as necessidades.
A leitura e a interpretação dos desenhos técnicos, portanto, é de fundamental 
importância para o profissional e para o êxito da empresa.
Conhecemos, ainda, os principais tipos de perspectiva que são usados pelos 
profissionais, entendendo como elas podem ser construídas, e exercitando o olhar, 
para conseguir enxergar como isso tudo funciona.
Espero que você pratique o que estudamos, treinando a sua mão e o seu olhar, para 
utilizar o talento, que eu tenho a certeza que você tem, para comunicar as suas ideias.
Obrigado pela sua atenção. Até a próxima! 
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ELEMENTOS COMPLEMENTARES 
LIVRO
Título: Desenho Arquitetônico
Autor: Gildo Montenegro
Editora: Blucher
Sinopse: Este é um livro de consulta para desenhistas, 
técnicos de edificações, arquitetos e engenheiros. 
Ele mostra o uso dos instrumentos de desenho, 
convenções gráficas, normas técnicas, detalhes 
construtivos e vocabulário técnico, além de apresentar 
as medidas dos equipamentos usuais de uma 
habitação. É fartamente ilustrado e demonstra que um 
livro técnico não tem de ser chato: nele cabe também 
o humor, se o leitor tiver isto e imaginação.
FILME
Título: Metamorfose
Ano: 1999
Sinopse: Maurits Cornelis Escher (Leeuwarden, 17 de 
Junho de 1898 – Hilversum, 27 de Março de 1972) foi um 
artista gráfico holandês conhecido pelas suas xilogravuras, 
litografias e meios-tons (mezzotints), que tendem a 
representar construções impossíveis, preenchimento 
regular do plano, explorações do infinito e as metamorfoses 
– padrões geométricos entrecruzados que se transformam 
gradualmente para formas completamente diferentes. 
Uma das principais contribuições da obra deste artista 
está em sua capacidade de gerar imagens com efeitos 
de ilusões de óptica. 
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WEB
Este site mostra graficamente, de uma outra forma, como é possível criar alguns dos 
tipos de perspectiva mais comuns que conhecemos. É uma outra forma de explicação 
para alguns pontos importantes!
https://pt.wikihow.com/Desenhar-em-Perspectiva 
https://pt.wikihow.com/Desenhar-em-Perspectiva
EXPRESSÃO GRÁFICA
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REFERÊNCIAS
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS NBR 6492 – Representação 
em projetos de arquitetura. Rio de Janeiro: ABNT, 1994
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRADE NORMAS TÉCNICAS NBR 8.196 – Desenho Técnico 
– Emprego de Escalas. Rio de Janeiro: ABNT, 1999
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS NBR 8.403 – Aplicação de 
linhas em desenhos – Tipos de Linhas. Rio de Janeiro: ABNT, 1984
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS NBR 10068 – Folha de Desenho 
– Leiaute e Dimensões. Rio de Janeiro: ABNT, 1987
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS NBR 10.582 – Apresentação 
da folha para desenho técnico. Rio de Janeiro: ABNT, 1988
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS NBR 13.142 – Desenho Técnico 
– Dobramento de cópia. Rio de Janeiro: ABNT, 1999
MOONTENEGRO, G. Desenho Arquitetônico. São Paulo: Blucher, 2006
	_heading=h.gjdgxs
	_heading=h.30j0zll
	_GoBack
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	_30j0zll
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	_gjdgxs
	Material de Desenho Técnico
	Uso dos materiais de Desenho Técnico
	Normas e Convenções
	Representação Arquitetônica
	Detalhes da Planta Arquitetônica
	Desenho da Planta
	Cortes Arquitetônicos
	Desenho do Corte
	Fachadas
	Desenho da Fachada
	Perspectiva Isométrica
	Desenho de Perspectiva Isométrica
	Perspectiva de 1 ponto de fuga
	Perspectiva 1 ponto de fuga - Exercício
	Perspectiva 2 pontos de fuga

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