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DPOC: Definição e Tratamento

Resumo clínico sobre DPOC: definição e fisiopatologia (bronquite crônica, enfisema); fatores de risco (tabagismo, deficiência de a-1 antitripsina); quadro clínico e diagnóstico (espirometria VEF1/CVF <0,7); tratamento (cessar tabagismo, vacinas, reabilitação, broncodilatador, O2) e exacerbações.

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DPOC 
Definição: 
Doença pulmonar obstrutiva (limitação ao fluxo aéreo, principalmente a expiração) crônica (sintomas 
persistentes). 
Obstrução crônica e irreversível das vias aéreas. 
Fisiopatologia: 
Bronquite crônica: Inflamação dos brônquios (macrófagos e neutrófilos), causando edema da mucosa levando 
a obstrução do lúmen. A inflamação crônica levando a fibrose dos brônquios. 
Enfisema pulmonar: Processo inflamatório que leva a destruição dos septos alveolares (perdendo o formato 
de cacho de uva, diminuindo significativamente a superfície de troca gasosa). O cigarro inibe a atividade da 
enzima alfa-1 antitripsina (essa enzima inibe a enzimas que destroem o septo alveolar). 
 
Pink puffer: pletora facial, hipoxemia estimula a produção de eritropoetina, aumentando a produção de 
hemácias (Policitemia secundaria). 
Blue bloater: hipoxemia importante, que causa vasoconstricção do leito pulmonar, aumenta o território da 
artéria pulmonar, comprometendo o VD levando a congestão (edema de MMII, turgência jugular) 
Fator de risco: 
• Tabagismo 
• Deficiência de a-1 antitripsina 
o Jovem sem risco conhecido 
o Enfisema basal e panacinar 
o Hepatopatia associada 
o História familiar positiva 
Quadro clínico: 
• Tosse crônica e produtiva: 
• Obstrução ao fluxo expiratório (Hiperinsuflação- ar entra, mas não sai, no rx pulmão grande e preto, 
espaços intercostais aumentados, diafragma retificado, coração em gota). A ausculta: Murmúrios 
vesiculares diminuídos. 
• Hipoventilação alveolar (Hipoxemia – dispneia e cianose; Hipercapnia aumendo de CO2 no sangue – 
retentor crônico) 
• Cor pulmonale (Hipoxemia crônica causa vasoconstricção e hipertensão pulmonar) 
Exacerbações da DPOC são caracterizadas por um agravamento dos sintomas respiratórios além das 
variações normais de cada dia. Os sintomas típicos de exacerbações incluem piora da dispneia e tosse, bem 
como o aumento do volume de escarro e purulência do escarro. 
Diagnostico: 
• Espirometria inicial: VEF1/CVF < 0,7 
• Prova broncodilatadora: obstrução fixa e irreversível 
Obs: repetir se VEF1/CVF pós-BD entre 0,6 e 0,8. 
Classificação: 
 
 
Tratamento: 
Cessar tabagismo 
Vacina (pneumococo + influenza + dTpa + covid) 
Reabilitação (multimodal) + bombinha SOS + Atividade física 
O2 domiciliar → PaO2 ≤ 55 mmHg OU SatO2 ≤ 88 em repouso / PaO2 56-59 + Policitemia ou Cor pulmonale 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Piora aguda de sintomas. 
Causas: 
1ª Infecção viral (rinovírus e influenza) 
2ª Bacteria (H. Influenzae, Pneumococo, pseudomonas) 
3ª Infarto, TEP, Fibrilação atrial, IC, Pneumotorax... 
Sinais cardinais: 
Piora da dispneia 
Aumento do volume do escarro 
Secreção mais purulenta 
Tratamento: 
 
DPOC EXACERBADA

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