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Helmintos Ascaridíase e Ancilostomíase Prof.a: Mayara Sabino Ascaridíase Doença parasitária do homem, causada por um helminto Agente etiológico: Ascaris lumbricoides, ou lombriga Reservatório: O homem: o verme habita o intestino delgado. as larvas habita vários órgãos. Maior prevalência em crianças 5-9 anos Epidemiologia Atualmente é a mais frequentes helmintíases humana (2022) Mortalidade de 20.000 hab/ano Tem maior prevalência em crianças com faixa etária de 0 a 10 anos em ambos os gêneros. Morfologia vermes adultos Verme de cor clara, corpo cilíndrico e extremidade mais finas e costuma a ter entre 15 e 30 cm de comprimento parasita fêmea pode produzir cerca de 20.0000 ovos por dia Ascaridíase Morfologia dos ovos Grandes, ovais com cerca de 50 µm de diâmetro Possui cápsula espessa e resistente mamilonada Viáveis no solo por meses No meio ambiente os ovos embrionados se desenvolvem entre 27° e 32° C na presença de Oxigênio Biologia Os vermes adultos movem-se contra os movimentos peristálticos, podendo ocorrer migrações erráticas. Alimentam-se de material semidigeridos abundante na luz intestinal Ciclo biológico Larvas: L1 L2 L3 L4 L5 Ciclo biológico Trajeto das larvas no homem ( Ciclo de Loss) Penetração na parede intestinal Vasos linfáticos e sanguíneos Fígado Coração direito Pulmão (L3 - L4) Luz dos alvéolos/bronquíolos/brônquios (L4 - L5) Traquéia Faringe Expectoração Deglutição Intestino delgado Adultos macho e fêmea Sintomas e patogenia A gravidade depende do número de larvas MIGRAÇÃO DAS LARVAS Podendo ser assintomática ou sintomática Fígado – Pode ser visto : focos hemorrágicos seguidos por necrose e fibrose Pulmões - Focos hemorrágicos, edema dos alvéolos, infiltrado parenquimatoso eosinofílico, reações alérgicas, febre, bronquite e pneumonia Síndrome de Löeffler: Febre, tosse e eosinofilia elevada persistente, bronquite, pneumonia, estertores disseminados Ao exame radiológico: manchas isoladas ou confluentes Sintomas e patogenia Vermes Adultos – depende do número Baixa (3-4 vermes) Média (30-40 vermes) Alta (>100 vermes) Ação expoliadora: Consumo elevado de proteínas, carboidratos, vitaminas A e C, lipídeos, ocasionando subnutrição, ascite, retardo físico e mental Ação tóxica: antígenos parasitários podem causar urticária, convulsões Ação mecânica: Irritação da parede intestinal, diarreia e constipação, enovelamento dos vermes, obstrução – Dor abdominal Presença dos vermes adultos Localização ectópica: apêndice cecal vias biliares e pancreáticas traquéia, brônquios seios da face ouvido médio boca e narinas Eliminação de Ascaris numa infecção maciça após o tratamento Diagnóstico Detecção microscópica dos ovos nas fezes ou observação dos vermes adultos que surgem do nariz ou da boca. QUALITATIVO: Direto Sedimentação espontânea QUANTITATIVO: Kato-Katz estima o grau de parasitismo Ocasionalmente, larvas podem ser encontradas no escarro durante a fase pulmonar. Os vermes adultos podem ser vistos em exames radiográficos do trato gastrintestinal Tratamento Albendazol, 400 mg por via oral em dose única Mebendazol, 100 mg por via oral duas vezes por dia durante 3 dias, ou 500 mg por via oral dose única, ou Ivermectina 150 a 200 mcg/kg, por via oral, em dose única é eficaz. Ancilostomíase - Amarelão Ancilostomíase Ancilostomíase é classificada com uma parasitose intestinal causada por parasitas nematoides. Existem duas espécies principais de ancilóstomo que causam infecção humana: Ancylostoma duodenales (Irã, Paquistão, países mediterrâneos, Índia, e extremo oriente) Necator americanus (América do Norte e do Sul, África Central, Indonésia, ilhas do Pacífico Sul e partes da Índia Podem viver até 18 anos parasitando o homem Organização das fases evolutivas Parasitos adultos dióicos Ovos Larvas rabditóides Larvas filarióides Epidemiologia Características morfológicas Ancylostoma Corpo cilíndrico Extremidade anterior curvada dorsalmente Cápsula bucal profunda (ingestão de até 300μl sg./dia) Dois a três pares de dentes Coloração róseo-avermelhada, esbranquiçada Ancylostoma macho 8-10 mm Bolsa copuladora Dois espículos Gubernáculo Ancylostoma fêmea 10-18mm Extremidade posterior afilada Abertura genital terço posterior do corpo Necator americanus Cilíndrico Extremidade anterior curvada dorsalmente Cápsula bucal profunda (ingestão de até 60 μl sg./dia) Duas lâminas cortantes Necator americanos macho e fêmea Macho 5-9 mm Extremidade anterior curvada dorsalmente Bolsa copuladora Dois espículos Sem gubernáculo Fêmea 9-11mm Extremidade posterior afilada Abertura genital próximo terço posterior corpo Morfologia - Ovos 60 x 40 µm Forma oval Não segmentado Membrana delgada Morfologia - Larvas Rabditóide: Alimentam-se de bactérias • L1- 250 µm • L2 – 500 µm. Filarioide: Alimenta-se de reservas energéticas Ativas no solo 35 a 40ºC C • L3 – 700 µm Larva Filarioide – L3 L1 Ciclo biológico Via de transmissão Vias de transmissão Passiva - ingestão de L3 - A. duodenale Ativa – penetração transcutânea - N. americanus Patogenia O quadro clínico pode variar desde a inexistência de sintomas até situações de gravidade extrema. A causa primária (fase aguda) está relacionada com a migração das larvas através de tecidos e a implantação dos vermes adultos no I.D. A etiologia secundária (fase crônica) é devida à presença dos vermes presos ao I.D. levando a alterações fisiológicas, bioquímicas e hematológicas. Patogenia – Sinais clínicos Reações cutâneas: local da invasão Sensação de “picada”, hiperemia, edema e prurido. Alterações pulmonares: resultante da passagem das larvas pelos pulmões Tosse produtiva ou não acompanhada de febre. Alterações intestinais Alterações intestinais: é o que caracteriza a parasitose: náuseas, vômitos, inapetência, constipação com flatulências, diarréia sanguinolenta ou não. Sinais laboratoriais Hematofagia: anemia, hipoproteinemia, depleção dos depósitos de Ferro, Leucocitose, eosinofilia. Além dos sinais: Fadiga, dispnéia, taquicardia Sinais clínicos Clínico: Anamnese + Sintomas cutâneos + Sintomas pulmonares e intestinais Laboratorial - Técnicas coproparasitológicas ( exame de fezes) métodos de Lutz, Willis ou Faust, realizando-se, também, a contagem de ovos pelo Kato-Katz. Técnicas imunológicas: ↓ uso Profilaxia Saneamento básico Educação sanitária - Água, alimentação e mãos limpas Anti-helmínticos + Suplementação de Fe Uso calçados Tratamento Geralmente se usa albendazol ou mebendazol; o pamoato de pirantel ( animais ) é uma alternativa Para anemia ferropriva, suplementos de ferro image2.png image3.png image4.jpeg image5.jpeg image6.jpeg image7.jpeg image8.jpeg image9.png image10.jpeg image11.jpeg image12.png image13.png image14.jpeg image15.jpeg image16.jpeg image17.jpeg image18.jpeg image19.jpeg image20.jpeg image21.jpeg image22.jpeg image23.jpeg image24.jpeg image25.jpeg image26.jpeg image27.jpeg image28.jpeg image29.jpeg image30.png image31.jpeg image32.png image33.jpeg image34.jpeg image35.jpeg image36.png image37.jpeg image38.jpeg image39.png image40.jpg image41.jpg image42.jpeg image43.png image44.jpeg image45.jpeg image46.png image47.jpeg image48.jpeg image49.jpeg image50.png image51.jpeg image52.jpeg image53.jpeg image54.jpeg image55.png image56.jpeg image1.png