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MÉTODOS ADEQUADOS DE SOLUÇÃO DE CONFLITOS Centro Universitário Estácio do Ceará | Via Corpvs ADAUTO ALVES MENDES FILHO - MATRÍCULA: 202103750011 ARETTA CAVALCANTE GOMES - MATRÍCULA: 202002331828 DIEGO LEMOS DE FIGUEIREDO - MATRÍCULA: 201908580666 EVERTON DE SOUSA LOPES - MATRÍCULA: 201707220931 FRANCISCA LEIDECI RABELO - MATRÍCULA: 202108783501 ISRAEL VIANA SABINO - MATRÍCULA: 202202990442 JÉSSICA CARVALHO FREITAS - MATRÍCULA: 202404323081 KARINA GOMES LEITE - MATRÍCULA: 201501225458 LEVI DA SILVA COSTA - MATRÍCULA: 202209254857 MARIA CLARA SILVA DE FREITAS - MATRÍCULA: 202302337449 PALOMA ARAÚJO GONZAGA COELHO - MATRÍCULA: 202209254105 MEDIAÇÃO CONDOMINIAL: APLICAÇÃO DA LEI DA MEDIAÇÃO (13.140/2015) NA RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS CONDOMINIAIS. Professora: ISABELLE LUCENA LAVOR Fortaleza/Ceará 2024 INTRODUÇÃO A Lei nº 13.140 de 26 de junho de 2015 dispõe sobre a mediação entre particulares como meio de solução de controvérsias e sobre a autocomposição de conflitos no âmbito da Administração Pública. O presente trabalho tem como objetivo a análise do instituto da mediação judicial como ferramenta eficaz na efetivação do direito fundamental de acesso à justiça. Através do estudo do fenômeno do conflito nas relações humanas, é possível se notar que o mesmo é inevitável, e usualmente carrega uma carga negativa. Stella Breitman e Alice Porto (2001), no livro mediação familiar: Uma Intervenção em Busca da Paz, afirmam que apesar de não haver um marco inicial preciso a respeito da mediação, há registros de que a mediação era muito difundida na China na década de 1950, sendo que essa prática era o principal recurso para a resolução de conflitos desde a antiguidade. Ainda, era muito utilizada na era antiga do Japão, o que persiste até os dias atuais, havendo inclusive legislação desde a Segunda Guerra Mundial dispondo a respeito da mediação. No entendimento de Rodrigues Júnior, 2007, p. 2015, “as culturas islâmicas também têm longa tradição de mediação. Em muitas sociedades pastoris tradicionais do Oriente Médio, os problemas eram frequentemente resolvidos através de uma reunião comunitária dos idosos, em que os participantes discutiam, debatiam, deliberavam e mediavam para resolver questões tribais ou intertribais críticas ou conflituosas. Nas áreas urbanas, o costume local (‘urf) tornou-se codificado em uma lei, que era interpretada e aplicada por intermediários especializados, ou quadis. Estes oficiais exerciam não apenas funções judiciais, mas também de mediação. [...] O hinduísmo e o budismo, e as regiões que eles influenciaram, têm uma longa história de mediação. As aldeias hindus da Índia têm empregado tradicionalmente o sistema de justiça panchayat, em que um grupo de cinco membros tanto media quanto arbitra as disputas... “ A autora Patrícia Coutinho, em seu livro A Prática da Mediação e o Acesso à Justiça (2016) defende que a mediação sempre foi um instrumento utilizado para solucionar os conflitos existentes nas sociedades. Entretanto, é importante ressaltar que somente a partir do século XX é que a mediação passa a ser um sistema estruturado e, desde então, largamente institucionalizada por diversos países, tais como: França, Inglaterra, Irlanda, Japão, Noruega, Bélgica, Alemanha, dentre outros. Conforme Didier Jr, 2015, p. 2015 “Mediação e conciliação são formas de solução de conflitos pelas quais um terceiro intervém em um processo negocial, com função de auxiliar as partes a chegar à autocomposição. Ao terceiro não cabe resolver o problema, como acontece na arbitragem: o mediador/conciliador exerce um papel de catalisador da solução negocial do conflito”. No entanto, o conflito pode ser visto como uma possibilidade de transformação positiva na vida dos envolvidos. Além disso, o poder jurisdicional estatal se configura como o principal gestor dos conflitos da sociedade. Entretanto, há um afastamento entre o indivíduo e a tutela jurisdicional por uma série de razões, incluindo uma descrença no sistema devido à sua morosidade, os altos custos para sua utilização, o aspecto extremamente formal dos procedimentos e a sensação de insatisfação com os resultados obtidos nas soluções impostas no processo judicial experimentadas pelos jurisdicionados. Assim, esse cenário configura um óbice ao direito de acesso à justiça. Segundo Humberto Dalla, 2011, p. 229 “Não custa enfatizar que o melhor modelo, a nosso ver é aquele que admoesta as partes a procurar a solução consensual, com todas suas forças, antes de ingressar com a demanda judicial”. Nesse sentido, a mediação se apresenta como um método adequado de solução de conflitos, e possui características específicas que permitem o enfrentamento das dificuldades identificadas, sendo um procedimento célere, com reduzido custo financeiro. O artigo 5º da Lei 13.140/2015 prevê que a mediação deve ser orientada pelos seguintes princípios: Imparcialidade do mediador; Igualdade entre as partes; Oralidade; Informalidade; Vontade das partes; Busca do senso comum; Confidencialidade; Boa-fé. Apesar de serem métodos muito similares, o Código de Processo Civil, em seu artigo 165, faz uma diferenciação entre mediadores e conciliadores judiciais. Segundo o CPC, o conciliador atua preferencialmente nas ações, nas quais não houver vínculo entre as partes, e pode sugerir soluções. Já o mediador atua nas ações na quais as partes possuem vínculos, com objetivo de restabelecer o diálogo e permitir que elas proponham soluções para o caso. Tanto a Lei 13.140/2015 quanto o Código de Processo Civil de 2015 tratam a conciliação como um sinônimo de mediação, mas na prática há uma sutil diferença, a técnica usada na conciliação para aproximar as partes é mais direta, há uma partição mais efetiva do conciliador na construção e sugestão de soluções. Na mediação, o mediador interfere menos nas soluções e age mais na aproximação das partes. Da Rosa, autor do livro Desatando Nós e Criando Laços: Os novos Desafios da Mediação Familiar (2012), reza que no Brasil a mediação começou a ser utilizada na década de 1980 nas esferas trabalhistas, empresarial e comercial. Porém, a mediação familiar começou a ser introduzida apenas na década de 1990 e seguia as vertentes Argentina e Francesa, sendo que a primeira seguia o modelo Norte Americano, privilegiando a negociação; e a última que foi inserida no Código de Processo Civil do país, passando, portanto, a ser inserida no ordenamento jurídico pátrio. Com o advento do Novo Código de Processo Civil de 2015 é notável que o mesmo valoriza sobremaneira a adoção de meios consensuais e pode colaborar decisivamente para o desenvolvimento de sua prática entre as pessoas, principalmente por fazer menção à mediação em várias oportunidades ao longo dos seus dispositivos, o que não tinha sido feito em nenhum código anterior. Entretanto, o mesmo só entrou em vigor em 18 de março de 2016 o que causou alguns conflitos em relação à Lei de Mediação (Lei nº 13.140) que foi publicada em 26 de junho de 2015. A mediação é definida no Novo CPC como o procedimento onde o mediador, que atuará preferencialmente nos casos em que houver vínculo anterior entre as partes, auxiliará aos interessados a compreender as questões e os interesses em conflito, de modo que eles possam, pelo restabelecimento da comunicação, identificar, por si próprios, soluções consensuais que gerem benefícios mútuos. Já na Lei da Mediação ela é definida como a atividade técnica exercida por terceiro imparcial sem poder decisório, que, escolhido ou aceito pelas partes, as auxilia e estimula a identificar ou desenvolver soluções consensuais para a controvérsia. A alteração ritual mais significativa no procedimento estratificado no Novo CPC, frente ao velho procedimento ordinário, é a existência da audiência de mediação ou conciliação em sequência à apresentação da inicial pelo autor e antecedendo a resposta do réu (artigo 334 do Novo CPC). Sendo assim, o Novo CPC permite que a audiência do artigo 334 do Novo CPC não se realize mediante consenso das partes quanto ao desinteresseno consenso, manifestado antes da data aprazada para o ato (§§ 4º e 5º). Entretanto, sendo designada audiência de mediação, as partes não poderão obstar sua realização mediante consenso, haja vista que a disciplina do inciso I do § 4o do artigo 334 não se aplica à mediação, vez que subtraída da disciplina geral do Código pela existência de diploma especial e posterior (Lei de Mediação). Nesse sentido, a possibilidade de dispensa da audiência de mediação pelas partes restou suprimida pela nova Lei de Mediação, no que esta torna obrigatória sua realização (artigos 3º e 27). A partir disso, temos que a parte de mediação do Novo CPC está revogado pela Lei de Mediação, que é posterior e especial, no que as disciplinas não sejam conciliáveis, ilação que tem reflexos absolutamente substanciais, tudo a demandar a atuação do intérprete na conciliação dos diplomas normativos. I - DIAGNÓSTICO E TEORIZAÇÃO 1. IDENTIFICAÇÃO DAS PARTES ENVOLVIDAS E PARCEIROS O projeto tem como objetivo demonstrar a importância da mediação para a solução de conflitos, ajudando a população e o poder judiciário a desafogar o sistema jurídico. A equipe irá levar as instruções e o conhecimento para que uma parcela da população que venha a entrar em algum tipo de conflito busque na mediação a solução da lide. Haverá orientação do público a buscar um órgão mediador, trazendo assim agilidade na solução de seus conflitos. 1.1. SOBRE A RESPONSABILIDADE DO CENTRO DE MEDIAÇÃO E GESTÃO DE CONFLITOS O Centro de Mediação e Gestão de Conflitos é um órgão da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará que tem como objetivo a promoção da solução consensual de conflitos, buscando incentivar e fortalecer a cultura de paz. Foi implantado por meio da Resolução n° 03/2022 e estruturado no organograma administrativo da Assembleia Legislativa do Ceará por meio da Resolução n° 698/2019. O órgão é fruto de um projeto que incentiva a gestão de conflitos por meio de práticas colaborativas e restaurativas, como a mediação e os círculos de construção de paz, nas temáticas de família, vizinhança, condomínio e imobiliário. O trabalho é desenvolvido por meio da oferta de serviços e ações que incentivam a resolução de conflitos de maneira pacífica, além de fomentar a educação e a prevenção de conflitos na comunidade, fortalecendo a inclusão social e a autonomia do cidadão. Diante da importância do Poder Legislativo em abordar o fenômeno dos conflitos como uma questão social, o órgão foi idealizado pela primeira-dama da ALECE, Dra. Cristiane Leitão, e inaugurado na gestão do presidente da Casa Legislativa, Evandro Leitão, em julho de 2021. 1.2. ATUAÇÃO DO CENTRO DE MEDIAÇÃO E GESTÃO DE CONFLITOS As áreas de atuação são conflitos familiares, de vizinhança, condomínio e imobiliário. O desenvolvimento do trabalho se divide em ações internas e externas. As ações internas envolvem atendimento de triagem, pré-mediação, sessões de mediação, assessoria jurídica e os círculos restaurativos. As ações externas englobam atividades educativas e preventivas, alcançando servidores e a população em geral. Com o presente trabalho, o órgão proporciona inúmeros benefícios, como comunicação colaborativa, inclusão social, fortalecimento de vínculos e autonomia da vontade dos participantes. 2. PROBLEMÁTICA E/OU PROBLEMAS IDENTIFICADOS A problemática será o caso concreto de furto de mercadorias em estabelecimento que funciona para atender a moradores de um determinado condomínio e a forma de resolução do conflito através da mediação. A empresa responsável pela administração do Mercado (Vendbox), instalado dentro do condomínio, percebeu que alguns itens estavam faltando, sem contrapartida de pagamento, já que os cálculos de entrada e saídas não condiziam. Verificou-se, após a análise das câmeras de segurança do estabelecimento, que quinze moradores haviam subtraído mercadorias sem o devido pagamento. Após analisar as imagens e entrar em contato com o síndico, os quinze moradores foram informados que a empresa responsável pelo estabelecimento iria abrir boletim de ocorrência contra todos e que o processo seria embasado com imagens claras do fato. Assim sendo, o auxiliar do síndico percebeu que o processo traria desgaste e conflitos desnecessários, além de impactar na boa convivência que impera no local. Resolução do Conflito através da Mediação O auxiliar do síndico atuou como mediador, propondo que esses moradores pagassem o que pegaram diretamente na administração, e ele repassaria o valor para a empresa. Já havia sido acordado com a empresa que desistiria da queixa, pois isso prejudicaria as relações internas do condomínio. Assim, o caso foi resolvido e os moradores pararam de pegar por engano mais de um item, ou até mesmo os que tinham má intenção, cessaram tais atos. 3. DEMANDA SOCIOCOMUNITÁRIA E JUSTIFICATIVA ACADÊMICA 3.1. ESTANDO NO CONDOMÍNIO PARA AVERIGUAÇÃO O condomínio relatou que chamou alguns moradores para esclarecimentos, tendo como prova as imagens fornecidas pela empresa. Os moradores afirmaram que foi um engano e que não iriam mais cometer esse erro. O condomínio, agindo como mediador entre eles e a empresa, decidiu não fazer a denúncia à polícia, pedindo apenas que pagassem pelos produtos pegos a mais. Contudo, alertou que na próxima vez não deixaria de fazer a denúncia. Os autores se desculparam. O condomínio, por sua vez, não expôs os infratores por serem moradores do condomínio, mantendo assim a boa relação. Perguntando ao condomínio se havia resolvido a situação das ocorrências de furto de produtos, ele nos informou que houve uma diminuição na falta de produtos, mostrando que a mediação teve força de solução e até prevenção de futuras ocorrências de natureza criminosa, mantendo a relação entre as pessoas que ocupam o mesmo espaço físico, estabelecendo uma relação pacífica. Procuramos a empresa para saber que providências ela adota em casos como esse. A empresa relatou que esse é um problema comum, que ocorre em muitos lugares, e a medida é realmente denunciar os infratores à polícia, registrando queixa BO, a menos que o condomínio atue como mediador, responsabilizando-se pelos danos. Como alunos de Direito, cursando a matéria de Métodos de Resolução de Conflitos, orientamos que este método realmente pode resolver conflitos sem precisar acionar o Judiciário e outros meios mais profundos, sendo que o que realmente importa é a solução do conflito. Orientamos também que existem os núcleos de mediação, como é o caso do NPJ da faculdade. O Núcleo de Práticas Jurídicas está à disposição, caso seja preciso, para essa e outras questões que venham a surgir, e que as partes achem por bem levar até um órgão mediador. 4. OBJETIVOS A SEREM ALCANÇADOS 4.1. OBJETIVO GERAL O presente trabalho tem como objetivo a análise do instituto da mediação judicial enquanto ferramenta eficaz na efetivação do direito fundamental de acesso à justiça. Através do estudo do fenômeno do conflito nas relações humanas, é possível se notar que o mesmo é inevitável, e usualmente carrega uma carga negativa. 4.2. OBJETIVO ESPECÍFICOS Conhecer as percepções dos mediandos sobre os impactos da mediação e sobre o atendimento fornecido pelos mediadores, levando em conta a qualidade da acolhida e da escuta, a observância dos princípios da mediação e o emprego das técnicas de estimulo à autocomposição. Desenvolver um instrumento de avaliação da mediação de conflitos na prática judiciária, testando sua capacidade de gerar informações sistematizadas sobre o atendimento prestado, assim como sobre os impactos da mediação na vida dos jurisdicionados. Para quais situações utilizar a mediação no condomínio Recomenda-se adotar a mediação em conflitos do dia a dia do condomínio e em assembleias com pautas complexas ou polêmicas, ou que já costumam ser conturbadas. Segundo Cláudia, a mediação cabe em diferentes momentos: - Antes (durante as conversas mais desafiadoras), ou seja, de maneira preventiva; - Durante (quando já existe uma desavença); - Depois (quando uma ação judicial já está em curso ouao final dela, exceto em casos mais graves, como de morador antissocial). Quanto ao tempo que pode levar: Dependerá do caso e do momento do conflito, mas uma reunião de 1 hora pode ser suficiente para estabelecer um acordo. 5. REFERENCIAL TEÓRICO Como já se disse alhures, a mediação é uma técnica de composição consensual de conflitos, que como as demais, evoluiu bastante, sendo atualmente encorajada pela legislação pátria. Em ambientes compartilhados, como os condomínios, são frequentes os conflitos decorrentes de diversos fatores. O diferencial da técnica de mediação é o seu caráter subjetivo, sendo que procura não apenas solucionar um conflito objetivo, mas compreender as suas raízes para desenvolver estratégias eficazes de gestão e resolução. É importante repisar que o tema foi abordado tendo como pano de fundo os princípios e disposições da Constituição da República e as leis aplicáveis à espécie. A Constituição Federal já no seu preambulo, onde anuncia seus princípios mais valiosos, assim prevê: Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembléia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPUBLICA FEDERATIVA DO BRASIL.(grifei) Atendo aos mandamentos constitucionais o CNJ editou a Resolução 125/2010 que institui a Política Nacional de Tratamento Adequado dos Conflitos de Interesse, fomentando e buscando a solução pacífica dos conflitos. Nosso ordenamento jurídico prima pela aplicação de métodos alternativos de solução de conflitos, havendo obrigatoriedade de realização de tentativas nesse sentido positivadas nos textos legais vigentes. Ressalte-se que essas determinações não ofendem a autonomia de vontade dos envolvidos, como destaca Almeida (2015; pag, 141), quando cita o protagonismo e autonomia dos interessados na busca de uma solução satisfatória como um dos elementos da mediação. Coadunando com essa percepção, eis o enxerto do art. 334 do CPC vigente: Art. 334. Se a petição inicial preencher os requisitos essenciais e não for o caso de improcedência liminar do pedido, o juiz designará audiência de conciliação ou de mediação com antecedência mínima de 30 (trinta) dias, devendo ser citado o réu com pelo menos 20 (vinte) dias de antecedência. Existem outros artigos do Código de Processo Civil que preveem a busca pela solução pacífica de conflitos temos o art. 3º com a seguinte previsão: Art. 3º Não se excluirá da apreciação jurisdicional ameaça ou lesão a direito. § 1º É permitida a arbitragem, na forma da lei. § 2º O Estado promoverá, sempre que possível, a solução consensual dos conflitos. § 3º A conciliação, a mediação e outros métodos de solução consensual de conflitos deverão ser estimulados por juízes, advogados, defensores públicos e membros do Ministério Público, inclusive no curso do processo judicial. Esse caminho é seguido também na seara trabalhista, aonde a importancia da mediação vem crescendo bastante. Apenas para exemplificar veja-se a previsão do art. 11 da Lei 10.192/2001: Art. 11. Frustrada a negociação entre as partes, promovida diretamente ou através de mediador, poderá ser ajuizada a ação de dissídio coletivo. § 1o O mediador será designado de comum acordo pelas partes ou, a pedido destas, pelo Ministério do Trabalho e Emprego, na forma da regulamentação de que trata o § 5o deste artigo. § 2o A parte que se considerar sem as condições adequadas para, em situação de equilíbrio, participar da negociação direta, poderá, desde logo, solicitar ao Ministério do Trabalho e Emprego a designação de mediador, que convocará a outra parte. § 3o O mediador designado terá prazo de até trinta dias para a conclusão do processo de negociação, salvo acordo expresso com as partes interessadas. Na busca constante da ideia de promover a solução pacífica de conflitos foi promulgada a Lei 13.140/204 (Lei da Mediação) que dispõe sobre a mediação como meio de solução de controvérsias entre particulares e sobre a autocomposição de conflitos no âmbito da administração pública. Essa lei além de definir a mediação, elenca seus princípios norteadores e procedimento adequado. Os conflitos condominiais representam um desafio significativo para a convivência harmoniosa entre os moradores, mas é possível e desejável a mitigação desses conflitos e promoção de um ambiente condominial mais pacífico e coeso, por meio da técnica de mediação. Repita-se que a mediação é o método adequando para resolver conflitos condominiais por ser um método que se preocupa com o carater subjetivo das demandas, com as origens do problema, propondo solução do conflito na origem. Michel Rosenthal (2015, p. 59) destaca que: Uma das vantagens da mediação e do resultado emergir da criação e vontade dos indivíduos envolvidos em conflito é que sendo uma solução verdadeira sob o ponto de vista dessa vontade, tenderá a ser justa ao envolvidos. O contrário levará a parte prejudicada a concluir que o acordo teria sido injusto, o que pode induzir ao seu descumprimento. A mediação, como método alternativo de resolução de conflitos, abrange grande parte dos problemas cotidianos apresentados neste ambiente, evidenciando um caminho adequado para a condução das divergências, cujo verdadeiro objetivo, segundo Ada Pellegrini Grinover[40], muito mesmo antes de obter um acordo, é restabelecer o diálogo entre as partes, permitindo que melhorem o relacionamento, para que, por si sós, cheguem às soluções de seus problemas. Logo, a mediação além de viabilizar a solução da questão conflituosa, proporciona a oportunidade de harmonização entre os envolvidos, o que contribui para a construção de um ambiente mais saudável e agradável de convivência coletiva. Trata-se de um caminho seguro e eficaz que deve ser incentivado pelos síndicos e administradoras, com previsão até mesmo na Convenção Condominial, tanto no ato de elaboração, quanto durante a vigência, nos termos legais. E mesmo que assim não seja, nada impede que as partes, de comum acordo, optem por resolver a questão por meio da mediação. Cumpre ainda, por fim, destacar a importância da assistência de advogados no procedimento, a fim de esclarecerem as partes sobre aspectos jurídicos envolvidos – embora não obrigatório –, já que não cabe ao mediador solucionar dúvidas relacionadas à discussão, mas apenas facilitar e proporcionar o bom entendimento entre os envolvidos. 6. METAS, CRITÉRIOS OU INDICADORES DE AVALIAÇÃO DO PROJETO Temos por objetivo levar a consciência da população em geral mas especificamente a população em condomínios já que um grande índices de demandas judicial vem de condomínios, a mediação tema alcançado grades índices de solução devido as partes concordarem e deixar um terceiro mediador auxiliá-los a chegarem em um acordo Os principais problemas de convivência em um condomínio podem incluir: Barulho: Vizinhos que fazem muito barulho, especialmente à noite, podem ser uma fonte de perturbação para os outros moradores. Estacionamento: Pode haver problemas para estacionar o carro devido à falta de espaço ou a outros veículos que bloqueiam vagas. Manutenção: Alguns moradores podem não ser tão cuidadosos quanto deveriam com as áreas comuns do condomínio, o que pode levar a problemas de manutenção e limpeza. Segurança: Pode haver preocupações com a segurança do condomínio, incluindo a possibilidade de invasões ou furtos. Finanças: Os moradores podem discordar sobre como as despesas do condomínio devem ser divididas ou sobre como os fundos do condomínio devem ser gastos Disputas entre vizinhos: As disputas entre vizinhos podem ser uma fonte comum de problemas de convivência em um condomínio, especialmente quando as pessoas não conseguemresolver seus conflitos de maneira amigável. I I - PLANEJAMENTO PARA DESENVOLVIMENTO DO PROJETO 1. IDENTIFICAÇÃO DO PÚBLICO BENEFICIADO Com o advento do novo Código de Processo Civil a conciliação e a mediação passaram a serem estimuladas e anteriores a apresentação da contestação. Dessa forma, o público beneficiado, de maneira mais global, é a própria sociedade, juízes, advogados, defensores públicos e o próprio ministério público, que tem a obrigação de estimular a solução consensual dos conflitos pela conciliação e/ ou mediação, no curso do processo judicial. No caso em questão, que trata de furto em ambiente condominial por moradores, a mediação realizada pela administração condominial teve êxito, evitando que a lide fosse encaminhada à justiça. Dessa forma, o público diretamente beneficiado foram a própria população condominial, que não foi exposta ao vexame de um processo por furto e pagamento de custas judiciais; a administração do condomínio, que faria parte do processo e teria que ser representada por advogado, o que traria gastos e demandaria tempo. Outro beneficiado foi o próprio mercadinho que recebeu os valores devidos sem que fosse necessário entrar em juízo para tanto. Além de tudo, todos ficaram cientes dos benefícios da mediação e poderão ser multiplicadores dessa ferramenta que tem entre suas vantagens a rapidez, ser menos onerosa e desgastante. 1.1. PLANO DE AÇÃO NO MODELO 5W2H OU CANVAS OU DESIGN THINKING (OU OUTRAS FERRAMENTAS DE PLANEJAMENTO DE PLK, REFERÊNCIA DO DOCENTE) 2. DESCRIÇÃO DA FORMA DE PARTICIPAÇÃO DO PÚBLICO PARTICIPANTE NA FORMULAÇÃO DO PROJETO, SEU DESENVOLVIMENTO E AVALIAÇÃO. Quarta-feira, dia 07/05/2024, a equipe de mediação realizará uma reunião com a liderança condominial para apresentar orientações sobre mediação e colar um cartaz informativo no local. 3. CRONOGRAMA DO PROJETO ETAPAS MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO IDENTIFICAÇÃO DO CASO 26/03/24 X X X X DIVISÃO DE TRABALHO X 09/04/24 X X X PROBLEMÁTICA X 16/04/24 X X X REFERENCIAL TEÓRICO X 16/04/24 X X X VISITA X X 10/05/24 X X OBJETIVOS X X 14/05/24 X X METAS E AVALIAÇÃO X X 28/05/24 X X APRESENTAÇÃO X X X 04/06/24 X 5. EQUIPE DE TRABALHO (DESCRIÇÃO DA RESPONSABILIDADE DE CADA MEMBRO) O membro da equipe – Israel Viana Sabino – atuou ativamente nos debates sobre o tema, auxiliou na construção teórica do trabalho, realizando pesquisa de autores sobre o tema de forma a embasar e mostrar a evolução da mediação, como a conhecemos hoje. Ressalta-se que o aluno também atuou como líder da equipe, direcionando, revisando textos e dividindo tarefas. O membro da equipe – Aretta Cavalcante – contribuiu significativamente com referências teóricas sobre mediação de conflitos, trazendo uma base sólida para o trabalho. Aretta participou ativamente na equipe durante as Perguntas e Respostas no debate em sala de aula e foi essencial nas considerações finais do projeto. O membro da equipe – Adauto Alves Mendes Filho – teve uma participação crucial na visita ao local, proporcionando insights valiosos para a compreensão prática do problema. Adauto também participou das considerações finais, ajudando a consolidar as conclusões do trabalho. O membro da equipe – Francisca Leideci Rabelo – participou ativamente no grupo, contribuindo com referências teóricas importantes que enriqueceram o conteúdo do trabalho. Sua participação foi fundamental para a construção teórica do projeto. O membro da equipe – Diego Lemos de Figueiredo – foi responsável pela problemática, coordenando a visita ao local (condomínio) e reunindo a administração e o conselho do condomínio para abordar e levar a orientação sobre a mediação. Diego também contribuiu com alguns referenciais teóricos, fornecendo uma base importante para o desenvolvimento do trabalho. O membro da equipe – Jessica Carvalho – realizou uma visita e elaborou um plano de ação detalhado. Jessica atuou fortemente, dando sugestões na sala de aula e ajudando com a cota de lanche para a visita, o que foi essencial para o sucesso logístico do projeto. O membro da equipe – Paloma Araújo – contribuiu com referências teóricas sobre mediação de conflitos e participou ativamente na equipe em Perguntas e Respostas no debate em sala de aula. Paloma esteve presente em todas as reuniões realizadas em sala, ajudou na modelagem do trabalho e contribuiu com os objetivos específicos do projeto. O membro da equipe – Karina Gomes Leite – foi responsável pela formatação do trabalho, garantindo que o documento final estivesse claro e bem estruturado. Karina também participou na visita técnica, agregando valor ao trabalho com suas observações e contribuições práticas. O membro da equipe – Levi da Silva Costa – contribuiu com o referencial teórico e a formação, fornecendo bases conceituais e estruturais para o trabalho. Levi pesquisas e insights teóricos foram essenciais para aprofundar a compreensão dos temas abordados. O membro da equipe – Everton – participou na visita técnica e ajudou a elaborar o plano de ação. Sua atuação prática e estratégica foi fundamental para garantir que as ações planejadas fossem executadas de forma eficaz e organizada. 4. RECURSOS PREVISTOS Para o desenvolvimento do projeto de mediação condominial, foram considerados recursos materiais, institucionais e humanos essenciais para a efetiva implementação e condução das atividades. A seguir, detalhamos esses recursos, incluindo uma estimativa dos custos financeiros necessários e a fonte desses recursos. Vale destacar que as estratégias adotadas visam minimizar ao máximo os custos financeiros, considerando que as Instituições de Ensino Superior (IES) não possuem previsão específica de recursos para a execução de projetos de extensão. 4.1. RECURSOS MATERIAIS 1. Impressão de Materiais Didáticos e Informativos - Descrição: Impressão de folhetos, cartazes e documentos informativos sobre a mediação condominial e o projeto. - Custo Estimado: R$ 10,00 - Fonte: Contribuição dos membros do projeto. 2. Lanche para Visitas Técnicas - Descrição: Fornecimento de lanche durante as visitas técnicas ao condomínio, visando garantir o bem-estar da equipe. - Custo Estimado: R$ 35,00 - Fonte: Contribuição dos membros do projeto. 3. Transporte (Uber) para Visitas Técnicas - Descrição: Deslocamento da equipe até o local do condomínio para a realização de visitas técnicas e reuniões com os moradores. - Custo Estimado: R$ 70,00 - Fonte: Contribuição dos membros do projeto. 4.2. RECURSOS INSTITUCIONAIS 1.Apoio da Instituição de Ensino Superior (IES) - Descrição: Utilização de salas de aula e auditórios para reuniões e workshops sobre mediação. - Custo Estimado: Sem custo adicional, utilização de infraestrutura existente da IES. 2. Biblioteca e Acesso a Bases de Dados - Descrição: Acesso aos recursos bibliográficos e bases de dados acadêmicas para pesquisa e aprofundamento teórico sobre mediação de conflitos. - Custo Estimado: Sem custo adicional, utilização de recursos da biblioteca da IES. 5.3. TOTAL ESTIMADO DE CUSTOS - Impressão de Materiais Didáticos e Informativos: R$ 10,00 - Lanche para Visitas Técnicas: R$ 35,00 - Transporte (Uber) para Visitas Técnicas: R$ 70,00 - Total: R$ 115,00 Esses custos serão cobertos por contribuições voluntárias dos membros do projeto. A adoção de estratégias que minimizem custos, como a utilização de infraestrutura da IES e a busca de parcerias com profissionais e instituições, são fundamentais para a viabilidade econômica do projeto. CONSIDERAÇÕES FINAIS DA EQUIPE A partir do entendimento entre as partes conflitantes, o auxiliar do síndico passou a atuar como mediador, propondo que os moradores pagassem o valor devido à administração do prédio conforme a tabela do mercadinho, que seria repassado à empresa responsável pelo mercado. Por outro lado, o mediador conversou com o gerente do mercado, que se comprometeu a não entrar com processo contra os residentes envolvidos. Dessa forma, até a presente data, todos os moradorespagam corretamente pelos itens retirados no mercadinho, inclusive aqueles que não estavam entre os quinze citados no caso. Assim, constatou-se uma medida preventiva em relação a futuros delitos, além da solução do caso. Com o advento do Novo Código de Processo Civil e a ampla gama de autores que defendem a mediação como ferramenta para a solução de conflitos, além do caso prático abordado neste trabalho (conflito condominial solucionado através da mediação), pode-se considerar que a legislação brasileira deu o primeiro passo em direção à democratização no ambiente judicial com a inclusão de meios consensuais de resolução de conflitos. Contudo, ainda enfrenta um grande obstáculo: a cultura contenciosa. O cidadão que busca a tutela jurisdicional frequentemente acredita que o Poder Judiciário resolverá todas as suas questões e, muitas vezes, é instigado à lide pela própria cultura, não estando propenso a um acordo pacificador. Assim, para que a mediação promova efetivamente o fortalecimento da democracia, é necessária uma mudança da cultura do contencioso para a cultura do diálogo, da comunicação e da pacificação. E, para que haja uma mudança no paradigma cultural brasileiro, é primeiro necessário preparar e adequar a sociedade, bem como os acadêmicos de direito, que passarão a formar advogados com a cultura do diálogo, defensores públicos, promotores e juízes para essa nova perspectiva de resolução de litígios. Dentre os Métodos Adequados de Solução de Conflitos, destaca-se a mediação, especialmente pela preocupação com a manutenção do vínculo entre as partes. Conforme demonstrado neste caso concreto, o diálogo é imprescindível, pois, tratando-se de um condomínio, as partes, mesmo que não desejem, terão que interagir e conviver, muitas vezes por tempo indeterminado. Por isso, o papel do mediador é de suma importância, devendo sempre respeitar os princípios da imparcialidade, bom senso, isonomia entre as partes, boa-fé e os demais princípios norteadores da mediação. Em resumo, a mediação condominial representa uma abordagem eficaz e centrada nas partes para resolver conflitos dentro de comunidades condominiais. Ao promover a comunicação aberta, a colaboração e o empoderamento das partes, a mediação não apenas resolve disputas específicas, mas também fortalece a coesão comunitária e promove um ambiente harmonioso para todos os envolvidos. A gestão eficaz de conflitos dentro desses espaços coletivos torna-se uma necessidade premente, com a participação de mediadores com formação em resolução de conflitos que facilitem o diálogo entre os condôminos e promovam um ambiente colaborativo e cooperativo, diminuindo expressivamente a quantidade de pessoas que necessitam procurar o judiciário para se submeter a uma decisão impositiva. A mediação é uma forma de solução de conflitos em regra utilizada em conflitos multidimensionais ou complexos. É um procedimento estruturado, mas sem prazo definido, e não há certeza se terminará em acordo, pois as partes têm autonomia para buscar soluções que compatibilizem seus interesses e necessidades. Neste procedimento, deve haver uma terceira pessoa neutra e imparcial para facilitar o diálogo entre as partes. Os mediadores precisam atuar conforme os princípios fundamentais estabelecidos na Resolução n° 125/2010, que exige confidencialidade, imparcialidade, entre outras exigências. A legislação brasileira oferece a mediação condominial como uma possível solução para disputas, regulamentada pela Lei de Mediação (13.140/2015) e pela Lei de Condomínios (4.591/1964). Referente aos conflitos existentes nos condomínios, há a necessidade de serem tratados imediatamente, de forma pacífica, para que a convivência entre vizinhos continue harmônica. É notável o grande volume de questões condominiais encaminhadas ao Poder Judiciário. Entretanto, nem sempre direcionar esses conflitos ao Estado é a melhor opção para resolver a controvérsia, pois os conflitos só são plenamente conhecidos por quem os vivência. As sentenças proferidas pelo Poder Judiciário muitas vezes não sanam o conflito, enquanto os acordos elaborados pelas partes possuem um resultado mais satisfatório, pois foram construídos por elas. REFERÊNCIAS ALMEIDA, Diogo Assumpção Rezende de, PANTOJA, Fernanda Medina e PELAJO, Samantha (coord.). A mediação no novo código de processo civil. Rio de Janeiro: Forense, 2015. BRASIL. Codigo de Processo Civil. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm. Acesso em: 23 maio 2024. BRASIL. Constituição Federal. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 20 maio 2024. BRASIL, LEI nº 13.250 de 26 de junho de 2015. Disponível em: https://planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13140.htm. Acesso em: 23 maio 2024. BRASIL, Lei nº 10.192 de 14 de fevereiro de 2001. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/leis_2001/l10192.htm. Acesso em: 28 maio 2024. BREITIMAN, Stella; PORTO, Alice Costa. Mediação familiar: Uma Intervenção em Busca da Paz. Porto Alegre; Criação humana, 2001. DIDIER JR., Fredie. Curso de Direito Processual Civil: Introdução ao Direito Processual Civil, Parte Geral e Processo de Conhecimento. 17ª Ed. – Salvador: Editora Jus Podivm, 2015. ROSA, Conrado Paulino da. Desatando-nos e criando laços: os novos desafios da mediação familiar. Belo Horizonte: Del Rey, 2012. RODRIGUES JUNIOR, Valsir Edson. A prática da Mediação e o Acesso à justiça. Belo Horizonte: Del Rey, 2006, p. 2015. COUTINHO, Patrícia Martins Rodrigues; REIS, Marcos Aurélio, 2016. A prática da mediação e o acesso à justiça: por um agir comunicativo. Disponível em: file:///C:/Users/pmbag/Downloads/a-mediacao-como-meio-de-acesso-a-justica-uma-visao-multiportas.pdf. Acesso em: 23 maio 2024. DALLA, H., & LACERDA, L. A. C. B, 2011, p. 229. POSSIBILIDADES E LIMITES PARA A TUTELA DA INTIMIDADE E DA PRIVACIDADE ENQUANTO DIREITOS META-INDIVIDUAIS. Revista Eletrônica De Direito Processual. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/redp/article/view/28492/20280. Acesso em: 23 maio 2024. image1.jpeg image2.png