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1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INTRODUÇÃO À NEUROTEOLOGIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 
 
 
 
Sumário 
 
1. INTRODUÇÃO ...................................................................................................................3 
2. DEFININDO E MEDINDO A ESPIRITUALIDADE ..................................................................8 
3. NEUROBIOLOGIA DA RELIGIÃO OU NEUROTEOLOGIA ....................................................9 
4. O ENDEREÇO DE DEUS NO CÉREBRO HUMANO ........................................................... 10 
5. NEUROTEOLOGIA E PSICANÁLISE-OS NERVOS DE DEUS NÃO SÃO NEURÔNIOS .......... 13 
6. O PAI E O HOMEM DESNATURALIZADO ........................................................................ 14 
7. ALGUNS TEMAS SOBRE A NEUROTEOLOGIA ................................................................. 17 
8. ALGUNS DETALHES SOBRE A MEDITAÇÃO E ORAÇÃO .................................................. 23 
9. A SOBREVIVÊNCIA DA FÉ ............................................................................................... 25 
10. A NEUROTEOLOGIA E A HISTÓRIA DAS EXPERIENCIAS MISTICAS TRANSCENDENTES... 29 
11. PSICOLOGIA TRANSPESSOAL ......................................................................................... 35 
12. PSICOLOGIA DA RELIGIÃO ............................................................................................. 37 
13. HISTÓRIA DE EVENTOS RELACIONADOS A EXPERIÊNCIA RELIGIOSA: ............................ 38 
14. TÉCNICAS MEDITAÇÃO .................................................................................................. 41 
15. REFERÊNCIAS................................................................................................................. 45 
 
 
 
 
 
 
 
3 
 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
O estudo da base neural das emoções e espiritualidade religiosas é conhecido como 
neuroteologia, também conhecido como neurociência espiritual ou bioteologia. O objetivo da 
neuroteologia é descobrir os processos cognitivos que geram experiências religiosas e 
relacionadas com padrões de atividade no cérebro, como elas evoluíram nos humanos e os 
benefícios dessas experiências para os humanos. 
 
1.1. Áreas de estudo da Neuroteologia 
 
Existem várias áreas de estudo dentro da neuroteologia. Algumas delas são: 
 
 Estudo sobre como o cérebro humano pode ter evoluído para produzir essas 
experiências (alguns chamam esta área de Neuroteologia evolutiva) 
 Estudo do desenvolvimento espiritual na criança e sentido de Deus, do nascimento 
até a infância (alguns chamam esta área de Neuroteologia desenvolvimental) 
 Estudo do comportamento espiritual e religioso da raça humana por toda a história, 
e de ancestrais de humanos como o homo erectus, e outras espécies como o neanderthal 
(alguns chamam esta área de Neuroteoantropologia) 
 Estudo do comportamento religioso de primatas e outros mamíferos (alguns 
chamam esta área de Zooneuroteologia) 
 
1.2. História e Metodologia de estudo 
 
Há muito tempo, os cientistas especulam que lugares específicos no cérebro podem 
estar associados a sentimentos religiosos. Um dos escritos mais antigos sobre o assunto é de 
1892, quando alguns textos sobre doenças relacionadas mencionaram uma associação entre 
"emoção religiosa" e epilepsia. 
O MRIscanner é um instrumento que ajuda a estudar o cérebro em funcionamento. É 
um instrumento de grande ajuda para a Neuroteologia. 
4 
 
 
 Em estudos na década de 1950 e de 1960, foram tentados o uso de EEGs para estudar 
o comportamento das ondas específicas relacionadas com estados espirituais. 
 Em 1975, a neurologista Norma Geschwidn descreveu pacientes epilépticos com 
intensa experiência religiosa. 
 Durante a década de 1980, o Dr. Michael Persinger estimulou o lobo temporal de 
pacientes humanos com um campo magnético fraco usando um equipamento que ele chamava 
de capacete de Deus. Os pacientes relatam ter a sensação de "uma presença celestial no 
quarto". Esse trabalho ganhou atenção na época, mas não foi explicado o mecanismo que 
causava esses efeitos. Em 1987, Michael Persinger publicou um livro sobre o assunto intitulado 
"Neuropsychological Bases of God Beliefs". 
 Numa tentativa de focalizar o interesse crescente no campo, em 1994, o professor 
Laurence O. McKinney publicou o primeiro livro com o termo neuroteologia no título: 
"Neurotheology: Virtual Religion in the 21st Century" (Neuroteologia: Religião Virtual no Século 
XXI), escrito para uma audiência leiga. O livro conquistou grande interesse de pessoas como o 
Dalai Lama e o eminente teólogo Harvey Cox. 
 Um livro de 1998 sobre o assunto ganhou muita atenção foi "Zen and the Brain", escrito 
pelo Neurologista e Praticante de Zen, James H. Austin. 
 No final da década de 90, os neurocientistas Andrew Newberg e Eugene d'Aquili 
adquiriram diversas técnicas de neuroimagem em budistas experientes em meditação 
profunda, e nos anos subsequentes fizeram testes em freiras enquanto rezando. 
Estudos realizados nas décadas de 1950 e 60 pretendiam usar o eletroencefalograma 
para investigar como as ondas superficiais se relacionavam com estados espirituais, um 
dispositivo que facilita a pesquisa sobre o cérebro em funcionamento, incluindo um scanner de 
ressonância magnética. Em 1975, a neurologista Norma Geschwidn contou uma história de um 
paciente epiléptico que tinha uma forte devoção religiosa. Usando um equipamento que 
Michael Persinger chamava de capacete de Deus, ou capacete de Deus, ele estimulou o lobo 
temporal de pacientes humanos com um campo magnético fraco. Os pacientes disseram que 
sentiram que havia "uma presença celestial no quarto". Embora o trabalho tenha recebido 
muita atenção na época, ninguém explicou o mecanismo responsável por esses efeitos. O livro 
"Neuropsychological Bases of God Beliefs" de Michael Persinger foi publicado em 1987. No ano 
5 
 
 
de 1994, o professor Laurence O. McKinney publicou seu primeiro livro usando o termo 
neuroteologia, "Neurotheology: Virtual Religion in the 21st Century",é uma ferramenta útil 
para a neuroteologia. 
Ao longo das décadas de 1980, o Dr. James H. Johnson, um neurologista e praticante de 
Zen, escreveu "Zen and the Brain" em 1998, que ganhou muita atenção. 
Pessoas como o Dalai Lama e o renomado teólogo Harvey Cox descobriram grande 
interesse no livro. 
Os neurocientistas Andrew Newberg e Eugene d'Aquili adquiriram várias técnicas de 
neuroimagem em budistas experientes em meditação profunda no final dos anos 90. Eles 
também testaram freiras enquanto estavam rezando nos anos seguintes. Andrew Newberg e 
Eugene d’Aquili escreveram vários livros sobre o assunto: 
 
• Em 1999, "A mente mística: entendo a biologia da experiência religiosa" 
• em 2002, "Porque Deus não quer ir embora: Ciência do cérebro e a biologia da 
crença". 
• em 2006, "Porque acreditamos no que acreditamos: Descobrindo sobre nossa 
necessidade biológica por significado, espiritualidade e verdade " 
• em outubro de 2007, "Nascidos para acreditar: Deus, Ciência, e a origem da 
crença ordinária e extraordinária". 
 
Estudos recentes obtidos de neuroimagem para identificar as regiões específicas ativas 
durante as experiências científicas dos pacientes. Um psicólogo da Wheaton University de 
Massachusetts, David Wulf, afirmou que o "estudo de imagens do cérebro com novos e 
poderosos aparelhos de neuroimagem como o MRIscanner (imagem), junto com a consistência 
do histórico de experiências espirituais de várias culturas, histórias e religiões , sugerem um 
ponto em comum e que isso reflete estruturas e processos no cérebro humano". Considere 
ideias antigas de que sentimentos relacionados a experiências místicas ou religiosas não são 
uma comunicação direta com Deus ou outras entidades, mas são componentes normais do 
funcionamento do cérebro em situações extremas. 
http://pt.wikipedia.org/wiki/1999http://pt.wikipedia.org/wiki/Experi%C3%AAncia_religiosa
http://pt.wikipedia.org/wiki/2002
http://pt.wikipedia.org/wiki/2006
http://pt.wikipedia.org/wiki/2007
6 
 
 
Alguns cientistas dizem que a neuroteologia pode reconciliar religião e ciência, mas se 
não conseguir, pode desenvolver métodos precisos e seguros de indução a experiências 
espirituais para pessoas que não conseguem tê-las facilmente. Alguns cientistas acreditam 
que, devido aos efeitos positivos que essas experiências têm em pessoas que já tiveram , uma 
habilidade de induzi-las artificialmente pode mudar a vida de algumas pessoas, tornando-as 
mais felizes, saudáveis e com melhor concentração. 
 
1.3. "Gene Divino" 
 
A hipótese do gene divino propõe que algumas pessoas carregam um gene que as 
predispõe a eventos que alguns interpretam como revelações religiosas. Esta ideia foi proposta 
e popularizada pelo geneticista Dr. Dean Hamer, 
Diretor do Grupo de Estrutura e Regulação Genética do Instituto Nacional do Câncer. 
Hammer escreveu um livro sobre o assunto chamado (O gene de Deus: como a fé está integrada 
em nossos genes). 
Segundo esta hipótese, o gene sagrado (VMAT2) não está “codificado” para a crença 
em Deus, mas está fisiologicamente programado para produzir sentimentos associados à 
presença de Deus ou a outras experiências místicas, ou mais especificamente à espiritualidade. 
Um Estado de espírito. 
As vantagens evolutivas que isto pode conferir e se estes efeitos benéficos são efeitos 
secundários ainda não foram totalmente exploradas. A teoria do Dr. Harms é que a 
transcendência torna as pessoas mais otimistas, tornando-as assim mais saudáveis e mais 
propensas a ter muitos filhos. 
 
 
1.4. Principais dúvidas dentro da Neuroteologia 
 
A oração pode levar a pessoa a ter emoções religiosas, como a sensação de estar em 
contato com Deus. 
 Evolução - Porque e como as experiências espirituais surgiram? 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Evolu%C3%A7%C3%A3o
7 
 
 
 Idade – Pode-se relacionar o desenvolvimento da crença “religiosa” (crença no 
sobrenatural e/ou pós-morte ou crença em Deus) com o desenvolvimento do cérebro na 
criança? Existe alguma relação neurológica com o fato de que a maioria dos líderes religiosos 
tiveram suas epifanias nos seus 30 anos? 
 Doenças Mentais – Pode se mapear a relação entre comportamento religioso em 
pessoas com doenças mentais como esquizofrenia, com o comportamento religioso normal 
nos fatores neurológicos de determinada doença mental? 
 Alucinógenos e Enteógenos – Pode-se relacionar o comportamento 
religioso que surge sob a influência de alucinógenos com o conhecimento do efeito 
neuroquímico dessas substâncias? 
 Sexo – Como homens e mulheres diferenciam -se em crença e comportamento 
religioso, e se podemos estabelecer uma relação entre os dois e como o cérebro se diferencia 
em estrutura? 
 Sonhos - Qual é a relação entre experiências de Deus ou sobrenatural enquanto a 
pessoa está dormindo e enquanto a pessoa esta acordada e a diferença nos processos 
neurológicos nos dois estados? 
 Hipnose – A crença religiosa é uma forma, ou compartilha mecanismos com a 
hipnose? 
 Música - Cerimônias religiosas quase sempre envolvem música, e música pode gerar 
sentimentos religiosos, provando que a neurologia da música pode dar insight na 
neuroteologia. 
 Genética – Em adição aos aspectos Histórico-Cultural, e às ideias transmitidas, que 
são base para a religião, podem haver fatores genéticos específicos também, como aqueles 
que podem predispor certas pessoas para o comportamento e crença religiosa? 
 Espécies – Pode-se relacionar a diferença entre o comportamento religioso dos 
primatas avançados e de humanos primitivos com os dos humanos modernos, com o 
nosso conhecimento de como nosso cérebro evoluiu em cima dos deles? 
(neurozoologia) 
 
 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Idade
http://pt.wikipedia.org/wiki/Doen%C3%A7a_mental
http://pt.wikipedia.org/wiki/Esquizofrenia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Neurologia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Alucin%C3%B3genos
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ente%C3%B3geno
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sexo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sonho
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hipnose
http://pt.wikipedia.org/wiki/Musica
http://pt.wikipedia.org/wiki/Insight
http://pt.wikipedia.org/wiki/Gen%C3%A9tica
http://pt.wikipedia.org/wiki/Religi%C3%A3o
http://pt.wikipedia.org/wiki/Gen%C3%A9tico
http://pt.wikipedia.org/wiki/Esp%C3%A9cie
http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A9rebro
8 
 
 
2. DEFININDO E MEDINDO A ESPIRITUALIDADE 
 
Neuroteologia tenta explicar a atual base neurológica para aquelas experiências, que 
são popularmente chamadas de "espirituais" religiosas, ou místicas ou outros termos para 
formas anormais de cognição, que quase sempre envolvem um ou mais dos seguintes itens: 
 
 União com o universo 
 A sensação de que o tempo, medo ou consciência do "eu" se dissolveram 
encontro com Deus ou alguma entidade "superior" 
 Êxtase 
 Iluminação 
 Estados alterados de consciência 
 
Essas experiências são vistas como base de diferentes formas de religião e crenças e 
comportamentos. 
 
2.1. Eventos que podem causar experiências espirituais 
 
 Meditação 
 Oração 
 Rituais religiosos 
 Experiências de quase morte 
 Exercícios de respiração 
 Música 
 Dança 
 Jejum prolongado 
 Consumo de substâncias psicoativas (Como DMT, Salvia divinorum, 
Peiote e várias outras). 
 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Universo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Deus
http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%8Axtase
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ilumina%C3%A7%C3%A3o
http://pt.wikipedia.org/wiki/Medita%C3%A7%C3%A3o
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ora%C3%A7%C3%A3o
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ritual
http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%BAsica
http://pt.wikipedia.org/wiki/Dan%C3%A7a
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jejum
http://pt.wikipedia.org/wiki/DMT
http://pt.wikipedia.org/wiki/Salvia_divinorum
http://pt.wikipedia.org/wiki/Salvia_divinorum
http://pt.wikipedia.org/wiki/Peiote
9 
 
 
2.2. Partes do cérebro relacionadas a experiências espirituais 
 
Lobo frontal em azul; Lobo parietal em amarelo; Várias partes do cérebro estão 
relacionada com experiências místicas. São elas: 
 *Lobo occipital em vermelho; Lobo temporal em verde. 
 
 Lobo parietal : diminuição de neuro-sinapses levando a sensação de união como o 
universo. 
 Lobo frontal : Concentração ampliada (meditação) bloqueia outros impulsos 
neurais. 
 Lobo temporal : Ativa intensa emoção , como prazer e medo 
 Lobo occipital : Processa imagens que facilitam praticas espirituais (velas, cruzes, 
etc.) 
 
3. NEUROBIOLOGIA DA RELIGIÃO OU NEUROTEOLOGIA 
 
Em Portugal e no mundo, novos avanços estão sendo feitos em uma nova área do 
conhecimento científico. É provável que seja chamado de "neurobiologia da religião" ou 
"neurologia". O Centro Transdisciplinar de Estudos da Consciência (CTEC) na Universidade 
Fernando Pessoa, no Porto, é responsável pela coordenação científica do título Fátima e a 
Ciência - investigação multidisciplinar das experiências religiosas, que faz parte da coleção 
Ciência e Consciência. 
Os pesquisadores afirmam que "as primeiras regras assinalam que as experiências 
religiosas dependem de 'cada cultura' e que o cérebro criou a necessidade de experimentar o 
'mais além' como parte do processo evolutivo humano". O estudo "Fátima e a Ciência" é de 
natureza "inovadora, enriquecedora e não dogmática", e seu objetivo principal é descobrir 
áreas do cérebro que possam desencadear sensações transcendentes de forma proposta. 
A obra se concentra em tendências e experiências pararreligiosas, especialmente como 
"aparições marianas". Ele examina os acontecimentos da Cova da Iria em 1917 e outras 
manifestações semelhantes, como as que ocorreram em Medjugorge, na ex-Jugoslávia. 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lobo_frontal
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lobo_parietalhttp://pt.wikipedia.org/wiki/Lobo_occipital
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lobo_temporal
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lobo_frontal
http://pt.wikipedia.org/wiki/Medita%C3%A7%C3%A3o
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lobo_temporal
http://pt.wikipedia.org/wiki/Emo%C3%A7%C3%A3o
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lobo_occipital
10 
 
 
O objetivo do volume é desafiar a falta de abordagem científica dessas questões , que 
foram tradicionalmente "delimitadas ao foro confessional e à crença, no pressuposto de que 
eram exclusivas e indignos de observação e reflexão racionais". A interpretação oficial da Igreja 
Católica dos episódios de Fátima não concorda com essas análises. 
É importante que estas observações sejam treinadas e que sejam encontradas 
explicações científicas para situações em que o homem, só pela via espiritual ou religiosa - no 
meu entendimento, não consegue ir além das suas respostas subjetivas. 
É fundamental estudar essas tendências e encontrar explicações científicas para 
situações em que as pessoas só podem responder de forma subjetiva por motivos religiosos ou 
espirituais. 
 
 
4. O ENDEREÇO DE DEUS NO CÉREBRO HUMANO 
 
 
Neurocirurgião, psiquiatra, professor de neurologia, laureado pela Academia Brasileira 
de Neurologia, autor do livro "Fisiologia das Emoções" de 1975, da editora Sarvier, que é a base 
deste novo livro. Publicou mais de 200 artigos científicos e participou de mais de 400 
conferências e eventos científicos, trabalhando no MIT (especializado na Harvard Medical 
School em Boston) e na McGill University em Montreal. Fundador da Neurocirurgia 
Atua como professor e consultor de teses de mestrado e doutorado em neurologia e 
neurocirurgia no Centro de Pesquisa em Funcionalismo e Psicofisiologia Humana do Hospital 
Clínico San Paolo. Ele também atua como teólogo na área de neuroteologia, como este trabalho 
que acaba de lançar. 
O tema central da obra são as pesquisas realizadas pelo autor ao longo de sua carreira 
com o objetivo de compreender racionalmente o que acontece no cérebro durante a oração e 
a contemplação da transcendência espiritual para poder explicar a interação entre os humanos. 
Deus. É a crença, e a prova através da neuroanatomia e da neurofisiologia, de que existem 
áreas no cérebro que facilitam esta comunicação relacional com o Ser Supremo. 
11 
 
 
O trabalho do professor Marino Jr. constrói pontes entre a razão e a fé na área mais 
complexa da natureza e da criação de Deus: o cérebro humano. A localização central de onde 
emana todo o controle físico, emocional, sensível, contemplativo e, sem dúvida, espiritual. 
Desta forma, restabelece a ligação entre consciência e corpo que Descartes perdeu e volta a 
revelar a integridade entre mente, matéria e espírito. 
“A Obra” começa com uma profunda reflexão de que a ciência não pode provar que 
Deus não existe. É neste ponto que a neurociência deve basear-se na neuroteologia e abraçar 
a fé como uma resposta afirmativa à revelação e como uma ferramenta para o conhecimento 
da verdade superior à nossa racionalidade ou raciocínio limitado. É uma inteligência revelada 
pelo Espírito e não pela razão, agindo sobre a matéria, os sentidos e as emoções, fluindo nos 
sentidos naturais, fisiológicos, endócrinos, carnais e físicos. 
Enfatiza que todos possuem três tipos básicos de conhecimento: o olho físico, o olho da 
mente e o olho contemplativo. A visão física investiga o empirismo científico, a visão espiritual 
opera com base no conhecimento racional e lógico, e a visão contemplativa relaciona-se com 
a gnose ou conhecimento espiritual. A partir disso também mostra que temos três cérebros em 
um grupo cerebral onde o cérebro linear está relacionado à preservação e por ser primitivo 
tem conotações reptilianas (cobra) com agressão e o segundo cérebro lida com animais 
Distúrbios comportamentais e psicossomáticos, além aos instintos de sobrevivência: 
alimentação, defesa e reprodução, a última coisa que os mamíferos superiores adquirem é um 
terceiro cérebro, que MacLean chama de neocórtex. 
O autor apresenta toda a estrutura física e funcional do cérebro, dissecando-a com 
precisão neurocirúrgica, demonstrando a estrutura e função de cada região, mapeando 
milhões de neurônios, e ilustrando isso e as reflexões através de sua A narrativa das relações 
espirituais envolve o leitor, fornecendo dados sobre a anatomia, a fisiologia e os mecanismos 
neurais das emoções, bem como o papel das substâncias produzidas pelo cérebro e dos 
hormônios naturais na meditação e na oração contemplativa, conforme evidenciado pelo 
contato direto com Deus por meio da oração, da contemplação e do louvor. em que o Deus 
racional atua nas funções fisiológicas e emocionais do corpo, desde o nível espiritual 
(diretamente do trono do Pai). 
Na questão da relação entre o córtex pré-frontal, o giro cingulado e o córtex pré-frontal 
12 
 
 
Lobos temporais, especialmente o lobo temporal direito, os autores mostram toda a 
geometria cerebral usada na meditação, o louvor e a oração nos levam daqui para o contato 
externo (relacional superior) com Deus, proporcionando-nos o caminho para essa interação 
mais elevada, onde o êxtase emocional se reflete na fisiologia do cérebro e pode desencadear 
processos inteiros no sistema nervoso. Comunica-se com os neurônios, atinge todo o corpo e 
se manifesta no corpo. É assim que o Espírito Santo opera dentro de nós? 
Depois de apresentar toda a anatomia e fisiologia do cérebro, mostrando os efeitos das 
drogas e das drogas neste órgão, mostra também as semelhantes respostas de contemplação 
e revelação que levam a este tipo de fisiologia, que não faz mal mas, pelo contrário, nos dá 
segurança natural Sensação de felicidade e alegria. O autor nos leva a compreender que essas 
áreas são todas operadas pela espiritualidade, sem a necessidade de nenhum medicamento 
externo, mas simplesmente por acionamento fisiológico por meio dessa relação. 
O livro é bem organizado com 14 capítulos e glossário dos termos médicos utilizados, 
além de excelentes referências teóricas como a bibliografia das obras. Capa muito bonita e 
atraente. 
A obra levanta também a questão de uma nova visão da teologia, nomeadamente a 
adopção da ciência como princípios estabelecidos por Deus, onde a ciência e a religião não 
devem ser incongruentes e antagónicas, mas intrínsecas uma à outra, com leis naturais criadas 
por Deus através de métodos especiais. , no céu. Dentro desta complexidade da criação do Pai, 
nem o criacionismo nem a evolução são incongruentes ou incompatíveis, mas sim 
complementares e explicativos. 
Destaca novas formas de pesquisa neste campo da medicina através da neuroteologia, 
levando-nos a comparações com outros campos do conhecimento científico que podem conter 
esta ligação entre razão e fé e entre ciência e teologia, tais como: cosmologia, teologia 
quântica, física e teologia, sociobiologia e teologia, bioquímica molecular e teologia, 
especialmente computação relacional e teologia. Não há dúvida de que o autor abriu as portas 
para um debate acadêmico sério sobre a conexão entre ciência e religião. 
Este livro é recomendado por seu conteúdo instigante e orienta os leitores a uma 
reflexão profunda sobre como se comunicar com Deus. Somos imagem e semelhança de Deus, 
portanto, pode-se inferir que essa vibração espiritual é gerada por meio de relacionamentos, 
13 
 
 
cujos canais são estabelecidos no sistema computacional desde a mente de Deus até o nosso 
cérebro. Em outras palavras, se estivermos conectados e ligados ao nosso Pai Celestial, então 
o contato é feito e os sentimentos são transmitidos através dos nervos, revelando a presença 
do Espírito Santo de Deus. Como Cristo nos revelou: “Somos templos do Espírito Santo de 
Deus”. O autor nos leva em direção a essa fé racional, quebrando um grande paradigma e 
dando um passo gigante na direção de conectar o conhecimento humano com a sabedoriade 
Deus. 
 
5. NEUROTEOLOGIA E PSICANÁLISE-OS NERVOS DE DEUS NÃO SÃO NEURÔNIOS 
 
 
5.1. ANTES DO PAI: BIOLOGIA COMO FIGURA DO MATERIALISMO 
A reportagem de capa da revista "Forbes" celebra a fusão do marketing e da 
neurociência, criando o neuromarketing. Além disso, a neurofilosofia foi criada por Churchland 
de um neologismo estranho para uma disciplina respeitável, defendendo a tese de naturalizar 
conceitos como desejo, intencionalidade e consciência. O prefixo "neuro" tem o significado de 
fazer referência às disciplinas neurocientíficas. Além disso, como afirma Luc Ferry, denota a 
biologia como uma nova faceta do materialismo. Francis Fukuyama, que fala sobre os 
benefícios da revolução da biotecnologia, prevê um controle social que no futuro será regulado 
pelo controle do comportamento. O método mais recente de investigação do cérebro, após 
radiografias e tomografias, é a ressonância magnética (MRI). Mais recente é a ressonância 
magnética funcional (MRI), que mostra mudanças no volume e na oxigenação do sangue e 
mostra como áreas particulares do funcionamento do cérebro . Pesquisadores estabeleceram 
as bases para uma biologia da fé ao tentar entender, além disso, existem a neuroética, a 
neuropsicanálise, e a neuróbica, etc. 
 A passagem da neuropsicofarmacologia, que antes se limitava à alteração de sintomas 
intensos, para uma atuação sutil no estado anímico, conhecida como farmacologia cosmética 
por Peter Kramer, tornaria possível este controle social . 
Seria a hipótese da existência da "Síndrome amidaliana" para explicar as condutas 
extremas dos serial killers? Os avanços tecnológicos na área das neuroimagens permitiram uma 
14 
 
 
investigação dos neurotransmissores, reintroduzindo o localizacionismo nas neurociências 
atuais. Existeria uma neurobiologia particular para os homens bomba, 
 Existe algum componente do fanatismo? 
 A tomografia por emissão de pósitrons (PET), que difere da ressonância magnética, 
mostra como o cérebro está estruturado e funciona, bem como como ele usa a energia 
bioquímica. 
Há uma conexão entre a experiência religiosa e o cérebro humano, de acordo com a 
neuroteologia, um novo campo da neurociência. Um artigo da revista "Newsweek" e o livro 
"Por que Deus não vai embora: a ciência do cérebro e a biologia da fé" chamaram a atenção 
para a neuroteologia, que é o estudo da neurobiologia da religião e da espiritualidade. 
Em suas pesquisas com monges budistas tibetanos e uma comunidade de franciscanos, 
Andrew Newberg e Eugene Aquili descobriram que atividades religiosas, como meditação e 
oração, ativam partes do cérebro enquanto outras deixam de funcionar. 
Uma série de eventos neurológicos que podem ser observados e registrados é descrita 
pelos autores como "a sensação que os budistas chamam" "unidade com o Universo" e que os 
franciscanos atribuem à presença real de Deus. As tomografias mostraram que durante os 
momentos de preces e meditação, o fluxo sanguíneo diminuía significativamente e havia muita 
atividade elétrica nos lobos temporais durante o êxtase místico. Isso leva a pensar que há uma 
relação entre o religioso e um ataque epilético , pois há registros de atividade elétrica 
semelhantes nos lobos. 
 
6. O PAI E O HOMEM DESNATURALIZADO 
 
Lacan compara Deus ao Outro, que é o lugar da verdade. Para Lacan, Deus não seria 
nem uma idealização do pai nem uma sublimação. As religiões foram esforçadas para 
domesticar Deus, modelando o real com o simbólico das palavras e o imaginário dos corpos. 
Para Lacan, as religiões são rebaixamentos dos deuses à indignidade do pai, em vez de ser uma 
sublimação ou idealização do pai, como Freud pensava. 
Lacan delimita um ponto que a maioria dos pensadores filosóficos contemporâneos não 
considera: Deus é existir em vez de ser. Os filósofos árabes pensam que o ser é uma essência 
15 
 
 
que não tem razão para existir. A existência não é a mesma coisa que a essência. Para Deus, 
existência e essência são a mesma coisa. 
A importância da essência, "Sou o que sou", é reduzida pela existência, de acordo com 
a leitura de Lacan. O ser é uma essência que só pode existir por causa de sua causa. Yahve é o 
"tetragramaimpronunciável", ou a existência necessária. Deus é chamado de "eu sou" em vez 
de "ser" ou "essência". 
Em "O real da ilusão cristã: notas sobre Lacan e a religião", Zizek destaca dois elementos 
do Real lacaniano: a Coisa primordial e a letra ou fórmula sem sentido, como no Real da ciência 
moderna Zizek acrescenta um terceiro Real a esses dois: o " Real da ilusão ", ou o real de um 
semblante puro . três modalidades do Real porque a tríade do IRS se reflete na ordem do Real: 
o " Real " , que é o objeto primordial e a Coisa aterradora, que é o significante restrito a uma 
fórmula insensata , como as fórmulas ; da física quântica e o "Real imaginário", que é o 
insondável ; 
A Trindade Cristã pode ser considerada a Trindade do Real de acordo com a afirmação 
de Lacan de que os Deuses pertencem à ordem do Real: Deus, o Pai, é o "Real real" da violenta 
Coisa primordial; Deus, o Filho, é o "Real imaginário"; e o Espírito Santo é o "Real simbólico" da 
comunidade cristã. 
Freud no estudo de Schreber, mostra a satisfação que o leva a contemplar, vestido de 
mulher, sua imagem no espelho, que no seu delírio, o leva a copular com Deus fazendo-o digno 
da fecundação divina. 
 A este gozo sem limite Lacan chamou de “empuxo-à- Mulher”, explicado como um gozo 
ligado à falta da função fálica, pois este Deus que goza dele, é o gozo do Outro, um gozo não 
fálico ligado à falta da castração. 
 Escreve Lacan: “Sem dúvida a adivinhação do inconsciente adverte o sujeito, desde 
muito cedo, de que, na impossibilidade de ser o falo que falta à mãe, resta-lhe a solução de ser 
a mulher que falta aos homens” ou ser a Mulher de Deus. 
 A orientação para a feminização, o “empuxo-à-Mulher”, é uma obrigação na sexuação 
do psicótico. 
16 
 
 
No estudo de Schreber, a alegria demonstra o prazer que ele experimenta ao observar 
sua imagem vestido de mulher no espelho, o que, em seu delírio, o leva a copular com Deus, 
tornando-o digno da fecundação divina. 
Lacan chamou esse gozo infinito de "empuxo-à-mulher" e o explicou como um gozo 
associado à ausência da função fálica, pois este Deus que goza dele é o gozo do Outro, um gozo 
não fálico associado à ausência de castração. 
Lacan afirma que "Sem dúvida a adivinhação do inconsciente adverte o sujeito, desde 
muito cedo, de que, na impossibilidade de ser o falo que falta à mãe, resta-lhe a solução de ser 
a mulher que falta aos homens". 
Schreber apresenta um exemplo de feminização no psicótico em seu livro 
"Memórias...", abordando sua transformação em mulher e sua posição diante de Deus, 
dizendo: "Só o título de uma possibilidade que há que ter em conta lhe digo: minha 
emasculação , de qualquer maneira, ainda poderia produzir-se, ao efeito do que uma nova 
geração saia de meu seio por jogo de uma fecundação divina." Schreber disse: "Por duas vezes 
já tive órgãos genitais femininos, ainda imperfeitamente desenvolvidos, e experimentei no 
corpo na sexuação do psicótico, há uma necessidade de feminização, ou "empuxo-à-mulher". 
Ainda em "Memórias" movimentos de saltos, semelhantes às primeiras agitações de um 
embrião humano." Por um milagre divino, os nervos de Deus, que correspondiam a um sêmen 
masculino, foram aprimorados em meu corpo, o que resultaram na fecundação. 
Schreber se coloca como objeto do prazer do Outro, pois "empuxo-à-mulher" exigência 
com as critérios de um Deus tirânico, o que justifica outros sintomas como tentativa de suicídio, 
cadaverização do corpo, prejuízo do sentimento íntimo da vida, perda da identidade viril, 
tentativa de automutilação e necessidade de cirurgia. Schreber mostra como se transformou 
em mulher e como se comporta diante de Deus, dizendo: " como seria bom ser uma mulhercopulando e ser a mulher de Deus " .não poder ser o falo que falta à mãe, a única opção é ser 
a mulher que falta aos homens. 
A satisfação que leva Schreber a contemplar sua imagem no espelho, vestido de mulher, 
é demonstrada por Freud e Lacan. É a dimensão do prazer associado à cópula divina que o 
torna digno da fecundação divina. Esta representação de Deus que se alegra dele representa 
17 
 
 
o prazer do Outro, um prazer que não é de natureza fálica e está associado à ausência de 
castração. 
Este é o resultado do chamado do gozo sem limite, conhecido como empuxo-à-Mulher 
por Lacan - um gozo relacionado à falta da função fálica. Lacan afirma que "Sem dúvida a 
adivinhação do inconsciente adverte o sujeito, desde muito cedo, de que, na impossibilidade 
de ser o falo que falta à mãe, resta-lhe a solução de ser a mulher que falta aos homens", ou 
seja, ser uma "Mulher de Deus". 
A Mulher surge como resultado da forclusão de Nome-do-Pai. Deus é uma mulher 
transformada em tudo. “Dito faz da mulher não totalmente o Deus da castração”. 
“O que, no entanto, não faz de Deus um Todo, não há outro que possa servir como 
parceiro”. 
Porque a humanidade precisa de outras pessoas. 
É aquele que muitas pessoas chamam de Deus, mas uma análise mostra que é apenas 
uma mulher que representa o prazer infinito, uma mulher completa que não é castrada. 
 
 
7. ALGUNS TEMAS SOBRE A NEUROTEOLOGIA 
 
As discussões sobre a relação entre ciência e fé continuam nos trazendo surpresas e 
modismos. É claro que muitos de nossos leitores ficarão surpresos com o título do artigo. 
Nervosismo... por quê? Sim, como o nome sugere, neuroteologia. 
Dois estudiosos da Universidade da Pensilvânia, Achilles Andrew Newberg e Eugene A., 
publicaram suas pesquisas sobre os efeitos da meditação no cérebro humano. Aquiles, 
professor de psiquiatria e antropólogo da religião, morreu em agosto de 1998. Newberg é 
membro do Programa de Medicina Nuclear de Hospitais Universitários. Os dois colaboram 
desde 1993 e contribuíram para o livro Mysterious Psychic Explorations in the Biology of 
Religious Experience (Fortaleza, 1999) e Why God Won't Go Away: Brain Science and the 
Biology of the Self publicou suas descobertas (Ballantine, 2001 ), este último recebeu o 
escrutínio mais extensivo. 
18 
 
 
Em seu estudo, Aquiles e Andrew usaram “fantasmas” de criatividade, o que lhes 
permitiu obter imagens da atividade cerebral. eles 
A análise de dados de um estudo sobre monges budistas tibetanos e freiras franciscanas 
levou a uma conclusão chocante: os impulsos religiosos estão enraizados na biologia do 
cérebro. Em outras palavras, Deus está usando termos eletrônicos que estão “programados” 
no cérebro humano. Portanto, segundo eles, o cérebro humano é determinado geneticamente 
e também incentiva a crença religiosa. 
Esta pesquisa começou em 1970. Demonstra que a meditação e a oração levam a 
mudanças significativas nos dados fisiológicos, como ondas cerebrais, frequência cardíaca, 
respiração e consumo de oxigênio. Foi demonstrado que a estrutura do cérebro não é tão 
estática como se pensava anteriormente. Pesquisas recentes mostram que o cérebro está em 
constante mudança. Sua estrutura e funções são modificadas de acordo com o 
comportamento humano, moldando o comportamento humano. A meditação e a oração de 
monges budistas ou freiras católicas podem ter um efeito físico no cérebro, especialmente nos 
lobos pré-frontais, causando sentimentos 
A unidade com o universo que os monges experimentam, ou a proximidade de Deus 
que as freiras franciscanas sentem. Estas experiências e sentimentos que transcendem o nível 
pessoal surgem de um fato neurológico: a atividade no lobo pré-frontal do cérebro. Esta parte 
do cérebro corresponde à capacidade de concentração, perseverança, apreciação, 
pensamento abstrato, força de vontade e humor e, em última análise, à integração harmoniosa 
da existência. 
Usando uma citação de Aldous Huxley, os autores destes estudos referem-se à 
neuroteologia como uma disciplina emergente dedicada a compreender a complexa relação 
entre espiritualidade e atividade cerebral com base em mudanças experimentais no cérebro 
quando se utilizam práticas espirituais. Com base em dados científicos, oferecemos reflexões 
teológicas a partir de uma perspectiva neuropsicológica. Estude esta nova ciência hoje. 
D'Aquila e André tentam responder questões como as origens da mitologia, a ligação 
entre religião, o êxtase sexual e a natureza dos fenómenos espirituais para fornecer dados 
sobre experiências de quase morte. 
19 
 
 
Onde está a necessidade da humanidade por mitologia mágica? Muitos pensadores 
secularistas acreditam que a religião é uma invenção nascida da necessidade psicológica de 
encontrar e aliviar medos e confortos existenciais que servem como âncoras num mundo 
confuso e perigoso. Idaquili Newberg acreditava que, por sua vez, o impulso religioso estava 
enraizado nas propriedades biológicas do cérebro humano, e confirmou isso com os dados 
científicos já mencionados. O sentimento de unidade com o universo ou proximidade com Deus 
não é apenas uma ilusão ou um fenômeno psicológico puramente subjetivo, mas uma série de 
eventos neurológicos que podem ser observados, registrados e fotografados hoje. 
Aparentemente, ambos os pesquisadores disseram que não se tratava de uma imagem de Deus 
em seu estudo. 
Use dados e sua reflexão para mostrar que o cérebro humano foi projetado para ter 
sucesso na vida. Os cientistas dizem que a religião e as experiências religiosas são processos 
cerebrais que nos mantêm caminhando na mesma direção. Ou mesmo ao contrário, como 
dizemos, nas palavras dos pesquisadores, Deus é a fiação do cérebro humano. 
Outros cientistas também apoiam estes dados científicos e respetivas conclusões. Na 
verdade, o Dr. tradição do Yoga, e escreveu um de seus artigos intitulado “Projetando para a 
Divindade – O Cérebro”. Richard Davidson, da Universidade de Wisconsin, mostrou que 
podemos exercitar os lobos pré-frontais com drogas (como Prozac, Paxil e Zoloft) ou através da 
meditação. No entanto, uma vez removida a droga, o efeito termina, enquanto os restantes 
efeitos da meditação permanecem: um investigador na vanguarda da neurociência acredita 
destemidamente que uma prática consistente de meditação tem um impacto positivo decisivo 
nesta parte do cérebro e, portanto, Sobre o comportamento humano. Num futuro próximo, 
poderemos avançar prescrevendo momentos de meditação, melhorando nosso caráter ou 
comportamento e suprindo eventuais deficiências. Mas desde que Pio XII declarou na Segunda 
Assembleia Mundial da Saúde, em 27 de junho de 1949, que “longe de considerar a saúde como 
um objeto biológico único, a Igreja sempre enfatizou a importância e a ordem de manter a 
saúde, a terra”. . É uma questão de poder moral e religioso”, id'Aquili Newberg procura 
argumentar contra o fechamento e a proibição da transcendência. No entanto, a interpretação 
dos dados é bivalente em relação à crença em Deus. ? A religião é apenas um produto da 
biologia (uma ilusão neurológica), ou o cérebro humano tem uma capacidade misteriosa de 
20 
 
 
conhecer Deus. Além disso, é criada pelo cérebro do Criador? Esta experiência religiosa é uma 
percepção real do Absoluto? , ou é simplesmente a percepção que o cérebro tem da sua própria 
atividade. Pode a experiência de admiração religiosa ou mística ser reduzida a um mero fluxo 
neural?Os neurocientistas reconheceram que nenhuma certeza científica completa pode ser 
totalmente estabelecida e afirmaram que a dimensão mística da experiência religiosa 
transcende as suas conclusões, ao mesmo tempo que afirmam a primazia da realidade 
transcendente. 
Os resultados de Aquiles e Newberg foram criados como trechos capax Dei de acordo 
com as pessoas refletidas na teologia católica. “O Catecismo da Igreja Católica diz que o desejo 
de Deusestá gravado no coração do homem porque o homem foi criado por Deus e para Deus 
atrai continuamente as pessoas a Ele, e só Deus pode fazer o homem encontrar a verdade e a 
verdade. felicidade da saudade constante” (CEC 27). Todos estes resultados trazem à mente as 
famosas palavras de Santo Agostinho: “Tu és o instigador, para que ele encontre alegria no 
louvor, pois tu nos criaste para ti, e o nosso coração está ansioso até que repouse em ti” (Conf. 
1, 1,1). O resultado, dizem eles, não significa que o seu argumento não exija (como veremos 
mais tarde) um discernimento cuidadoso. 
Da reflexão filosófica, a prova da existência de Deus, porém, emerge da sua al'anuència 
objetiva numa consistência completamente livre, sem coerção. A existência do agnosticismo e 
do ateísmo desempenha um papel decisivo na afirmação deste ponto. A tradição cristã 
desenvolveu uma série de argumentos para provar a existência de um Criador. 
Existem duas formas de abordagem: o mundo e as pessoas. O mundo do movimento e 
do devir, do acaso, da ordem e da beleza vê Deus como a origem e o fim do universo. O homem 
questiona a existência do seu próprio Deus através da sua abertura à verdade e à beleza, 
através do seu sentido moral do direito e da liberdade da voz da consciência, e do seu desejo 
de infinito e felicidade. Através de tudo isso ele via sinais da sua alma espiritual, que trazia em 
si a semente da eternidade, irredutível ao sujeito (cf. CEC 31-35). A partir de agora, através da 
pesquisa neurológica, podemos acrescentar outra: a estrutura e função do cérebro humano. 
No entanto, o facto de existir uma relação comprovada entre meditação e atividade 
cerebral produtiva não infere cientificamente a existência de Deus. No entanto, esta profunda 
21 
 
 
harmonia da estrutura humana e das suas ambições com a doutrina religiosa abre a porta a 
mais do que um tipo de pedido de desculpas irracional. 
Esta interpretação ainda não foi transcendida, mas também foi criticada. A visão 
materialista da existência baseia-se nos dados científicos fornecidos por Aquiles e Newberg 
para apoiá-la, uma vez que psicopatas ou pessoas sob a influência de substâncias tóxicas como 
LSD, cogumelos ou outros produtos químicos têm experiências semelhantes, neste caso, 
desenvolvem um sentido de unidade com o todo. O tempo gasto em meditação nada mais é 
do que um produto do cérebro, não é necessariamente uma verdadeira percepção da realidade 
divina. Por exemplo, J. Allan Hobson (A Química dos Estados Conscientes: Rumo a um Modelo 
Unificado do Cérebro e da Mente [Little Brown & Co., 1994]) reduz o conhecimento a certas 
combinações de produtos químicos genéticos e ambientais. Os cientistas que pensam como 
ele são deterministas. Limitei a quantidade de anatomia humana e suas tendências, a história 
química da função cerebral ao longo da existência e a influência dos fatores ambientais. Para 
Hobson, alma, mente e espírito não existiam em si mesmos, mas eram descrições da 
experiência de reações químicas no cérebro. 
Outros também reduziram as explicações humanas às perspectivas dos cientistas, 
fornecendo dados que valem a pena considerar. A pesquisa neurológica confirma - Ph.D. 
Pesquisadores do Jesus Pujol-CETIR demonstraram que a repetição contínua de uma palavra 
curta ou frase, palavra ou com conteúdo semântico religioso significa não querer ou praticar a 
prática comum de pesquisar palavras iniciadas com determinada letra, ou estar exposto a 
estímulos externos, como o parte magnética do cérebro O instrumento teve um impacto real 
nos lobos pré-frontais, produzindo efeitos semelhantes aos registrados por Aquiles e Newberg. 
Olhando para a questão de outra perspectiva, Wayne Proudfoot, professor de religião 
na Universidade de Columbia, em Nova Iorque, sem negar a conclusão de que existe uma 
dimensão religiosa inerente aos seres humanos, mostrou, pelo contrário, que a religião não 
pode ser sensatamente descrita apenas em termos biológicos. 
Na verdade, toda a experiência é interpretada pelas pessoas, e é assim que as pessoas 
religiosas a interpretam. Dois indivíduos diferentes podem interpretar a mesma experiência de 
maneira diferente ou até oposta, apesar de terem os mesmos parâmetros técnicos detectados 
em seus cérebros do ponto de vista fenomenológico e biológico. Além disso, tem significado 
22 
 
 
religioso. O estudo da experiência religiosa também requer mais do que dados puramente 
químicos e fisiológicos. Na verdade, devemos considerar o contexto histórico e cultural da 
experiência de interpretação interna, bem como a realidade espiritual do ser humano. 
Portanto, não se pode desistir e tentar ignorar as condições históricas e culturais para fornecer 
explicações religiosas a todas as pessoas, em todos os tempos e lugares. Afirma-se que graças 
ao cérebro od'emoció, o operador controla o sentido de unidade, o autor elimina a necessidade 
de estudar julgamentos e interpretações e a linguagem e os conceitos pelos quais eles são 
feitos. Portanto, Wayne Proudfoot é fascinante e, de uma simples perspectiva técnica, não 
consegue dar uma razão experimental para conduzir esta experiência religiosa. 
A estreita ligação entre as dimensões físicas e espirituais do ser humano é bem 
conhecida. Algumas pessoas que sofreram acidentes traumáticos experimentam uma perda de 
autoconsciência, sugerindo que a noção de quem sou e das minhas experiências são 
inseparáveis dos neurónios e dos produtos químicos do próprio cérebro. Produtos químicos 
como o LSD ou outras drogas também podem causar alucinações e sensibilidades 
consideráveis. Além disso, há indicações de que as relações entre os nossos pensamentos, 
sentimentos e a química cerebral não são inteiramente impulsionadas por dados químicos. Na 
verdade, mudanças repentinas podem levar à depressão real. Ambos os casos refletem a 
unidade inerente do corpo humano e do corpo, mente e alma dinâmicos e corporativos, com 
uma filosofia individualista unificada assumindo maior forma. 
Os dados obtidos a partir da interação de experimentos químicos e da atividade cerebral 
revelam o que está acontecendo no cérebro. Mas será que esta atividade eléctrica e química 
do cérebro causa o resultado final, tal como um programa de computador faz com que o 
computador programado responda? Se assim fosse, conceitos como liberdade, 
responsabilidade, bem e mal, amor e arte seriam relegados às categorias da bioquímica e da 
eletricidade. 
Se a responsabilidade recair no domínio químico, a criminalização tornar-se-ia a base 
jurídica para a discriminação baseada em substâncias eletroquímicas no cérebro. É poesia, arte, 
literatura, cultura ou simplesmente química? Permite apenas certas atividades que levam à 
capacidade neurológica para a poesia nos humanos? Ou é mais uma atividade da alma que, 
como todas as atividades humanas, requer apoio orgânico? É uma química de profunda 
23 
 
 
devoção pessoal, devoção ao heroísmo, pureza incondicional, generosidade? É só um amor 
químico e nada mais:? De forma convincente, penso que a resposta não é negar as reações 
químicas ou mesmo físicas da responsabilidade e do amor, mas podemos sempre inverter os 
papéis. Portanto, devemos defender a realidade espiritual que transcende a fisiologia humana, 
em vez de negá-la. 
Explicações bivalentes para esses fenômenos neurológicos existem em espelhos e 
contadores. Hobson argumentou contra Aquiles, enquanto Newberg mostrou que a ingestão 
de certos produtos químicos pode ter um efeito semelhante, confundindo os limites da 
verdadeira percepção. Outros observam, mas também apoiam, pesquisas científicas que 
captam diferenças da vida real sob a influência da droga. Eles disseram que era como se fosse 
real, mas não perceberam o quão real era a experiência. Stanislav Grof (Beyond the Brain. Birth, 
Death, and Beyond in Psychotherapy [SUNY Press, 1985]) oferece uma terceira explicação, 
tentando fornecerevidências clínicas através de: Pacientes sob a influência do LSD forneceram 
informações que não tinham antes e forneceram dados muito precisos que revelam a 
existência desta ligação. 
Da mesma forma, a hipnose tornou-se comum nos limites da realidade vivenciada. Com 
efeito, o sistema de justiça americano desacredita as testemunhas sob hipnose. Não aceite a 
impressão de que você não consegue distinguir entre memórias reais e experiências sob 
hipnose, quando na verdade isso não acontece na realidade. 
Então será também por razões bioquímicas e eléctricas que o cérebro interpreta os 
mesmos dados de forma tão diferente? Isso pode ser explicado neurologicamente? Se sim, por 
quê? Qualquer questão científica, se feita honestamente, tem uma resposta extremamente 
filosófica, metafísica e, em última análise, religiosa. 
 
8. ALGUNS DETALHES SOBRE A MEDITAÇÃO E ORAÇÃO 
 
Como vimos, e Newberg conclusões de Aquiles foram baseadas em dados obtidos a 
partir da observação de monges budistas tibetanos e religiosos franciscanos enquanto 
meditava. Nós podemos, do ponto de vista católico, colocar no cesto de meditação budista e 
mesmo a oração cristã, entendida como um diálogo com Deus? 
24 
 
 
A meditação budista é algo peculiar. De acordo com as escolas, por vezes, é uma técnica 
de yoga, outros uma espécie de esforço para se preparar para o nirvana, entendida como um 
estado místico no sentido negativo do caminho dos gnósticos. Oração, no entanto, envolve 
uma dinâmica diferente. Para Santa Teresa do Menino Jesus é "um impulso do coração, é um 
simples olhar dirigido para o céu, é um grito de reconhecimento e amor, tanto o teste e na 
alegria" (Ms. Autobar. C 25R) . São João Damasceno descreveu como "a elevação da alma a 
Deus ou a submissão a Deus bens desejáveis. "Oração", diz o Catecismo da Igreja Católica, "nós 
sabemos ou não, é o encontro da sede de Deus e nossa. Deus tem colocado que temos sete 
Dele" (CCE 2560). E nunca devemos esquecer que Deus é uma Trindade. A oração torna-se uma 
relação de aliança cristã entre Deus e o homem em Cristo. "É a ação de Deus e do homem nasce 
do Espírito Santo e que tudo se encaminhava para o Pai, em união com a vontade humana do 
Filho de Deus feito homem" (CCE 2564). A oração é cristã enquanto é comunhão com Cristo 
is'escampa na Igreja, que é o seu corpo. " 
Portanto, precisamos de pontos como a Carta da Congregação para a Doutrina da Fé 
sobre alguns aspectos da meditação cristã (15 de Outubro de 1989), a partir de uma premissa 
essencial: a oração cristã é sempre determinado pelo estrutura da fé cristã, é configurado como 
um diálogo pessoal, íntimo e profundo entre o homem e Deus Trino, e é o encontro de duas 
liberdades, a Deus que o homem finito infinito. No entanto, essas advertências não excluem o 
uso de métodos orientais de meditação como uma preparação psicofísica para um cristão 
verdadeiramente contemplação. 
Nivelamento de oração budista de meditação cristã significa o esvaziamento da 
dimensão dialógica do seu profundo, vivido pelo dom do Espírito Santo. A tentação, porém, 
não é uma novidade. Desde o Novo Testamento menciona vários erros semelhantes (cf. 1 Jo 
4.3, 1 Timóteo 1, 3-7). Mais tarde, os Padres da Igreja teve que lidar com dois desvios: o 
pseudognosi e messalianisme. A primeira considerou a matéria como algo impuro, negativo, 
que a alma envolta em uma ignorância do que estava para entregar a oração. O messalianisme, 
poder carismático do século IV, identificou a graça do Espírito Santo com a experiência 
psicológica da sua presença na alma. 
Confrontado com estas reducionista não pode degradar ao nível da psicologia natural 
que deve ser considerado é a graça de Deus. A união com Deus é o mistério, não só para o ano 
25 
 
 
chegou a uma técnica de meditação. Esta união pode ser feito também através de experiências 
de sofrimento e até desespero. 
 
9. A SOBREVIVÊNCIA DA FÉ 
 
No século XIX, Deus foi assassinado e os assassinos foram identificados. Todos os 
grandes pensadores, incluindo Karl Marx, Charles Darwin, Friedrich Nietzsche e Sigmund Freud, 
desenvolveram teorias sobre o mundo e a natureza humana que fugiram das explicações que 
a religião costumava dar. Mais do que podiam esperar, eles competiam com eles, usando todas 
as vantagens da lógica e do curso inequívoco da História. Desde o início dos tempos, os 
humanos são procurados respostas fora da esfera divina. A evolução que vimos foi muito mais 
incrível do que qualquer lenda bíblica sobre um boneco de barro que foi transformado pelo 
sopro do Senhor de Barbas Brancas e cara de poucos amigos. E, sem dúvida, estaríamos em um 
mundo melhor se não houvesse crenças primitivas, a vigilância castradora do Deus judaico-
cristão e a ordem social injusta alimentada pelas posições religiosas. Em um mundo onde a 
ciência e a razão eram predominantes, todas as questões cruciais tinham uma resposta. 
Impulsos religiosos e crenças em entidades sobrenaturais acabaram no mesmo registro dos 
tempos em que se pensaram que a Terra era plana e o Sol girava em torno dela devido à ordem 
natural das coisas. 
No entanto, é evidente que as coisas não ocorreram exatamente de acordo com o 
planeado. É verdade que a ciência evoluiu, e de forma tão espantosa que os leigos agora 
frequentemente se sentem mais intimidados do que oferecem respostas específicas. Quando 
você ouve explicações cosmogônicas de um cientista, é quase como tentar conversar com uma 
entidade extraterrestre. 
O extraordinário avanço material que ocorreu durante o início da Era da Razão é 
superado pelas dificuldades bem conhecido que afeta a sociedade moderna. Acreditava-se que 
a ciência fosse capaz de resolver todos os problemas e ser o instrumento para melhorar o 
mundo. Ela criou uma série de aspirações e expectativas que não conseguiu satisfazer”, resume 
Lísias Nogueira Negrão, socióloga investigadora da religião da Universidade de São Paulo. 
26 
 
 
 A morte de Deus operada por Marx, Freud e companhia, e suas substituições pela 
ciência, também não foi um espetáculo de alegre lançamento. Na definição do filósofo francês 
Jean-Paul Sartre, o desaparecimento de "uma das maiores ideias humanas de todos os tempos" 
deixou na consciência dos homens "um buraco em forma de Deus" (Sartre foi um dos coveiros 
mais recentes do divino, propondo que , mesmo que Deus existisse, necessário seria rejeitá-lo, 
pois a ideia dele nega a nossa liberdade). Para a teóloga inglesa Karen Armstrong, autora de 
Uma História de Deus, o fim do Senhor de Barbas foi "acompanhado de dúvida, temor e, em 
alguns casos, um conflito agônico". 
A morte de Deus operada por Marx, Freud e companhia, e suas substituições pela 
ciência, também não foi um espetáculo de alegre lançamento. Na definição do filósofo francês 
Jean-Paul Sartre, o desaparecimento de "uma das maiores ideias humanas de todos os tempos" 
deixou na consciência dos homens "um buraco em forma de Deus" (Sartre foi um dos coveiros 
mais recentes do divino, propondo que , mesmo que Deus existisse, necessário seria rejeitá-lo, 
pois a ideia dele nega a nossa liberdade). A conclusão do Senhor de Barbas foi "acompanhada 
de dúvida, temor e, em alguns casos, um conflito agônico ", de acordo com a teóloga inglesa 
Karen Armstrong, autora de Uma História de Deus. O sofrimento mental causado pela morte 
de Deus, combinado com a frustração com as promessas científicas encompridas, ajuda a 
entender por que a destruição sistemática dos pilares religiosos no Ocidente por quase dois 
séculos ainda não encontrada em uma maioria generalizada de não-crentes. Em contraste, o 
que está presente atualmente em muitos países de tradição cristã é uma linha divisória entre 
uma minoria - composta principalmente por indivíduos de alto nível intelectual - que mantém 
uma visão do mundo laica e uma maioria que se apega firmemente à fé e a vários concepções 
religiosas. Isso significaque se Deus morrer, sua sombra não deixará o mundo. 
Os Estados Unidos da América são uma exceção entre os países industrializados. Na 
Alemanha, 53% das pessoas disseram acreditar em Deus. As pesquisas sobre opinião e 
religiosidade mostram números impressionantes, principalmente no continente americano. 
Aproximadamente 90% das pessoas nos Estados Unidos e no Brasil afirmam acreditar em Deus. 
Acredita em um Criador. Na Suécia, 36% da população são crentes, o menor número do mundo 
desenvolvido. É necessário um grande exercício de neutralidade para entender por que a fé e 
a religião sobrevivem. Quando se trata de fé, aqueles que não se sentem conscientes dos 
27 
 
 
superiores aos que têm. É possível encontrar uma maneira equilibrada de responder à pergunta 
por que a fé existe e continua existindo? Além da esmagadora maioria que crê em Deus, os 
americanos também acreditam em milagres (84%) e, mais surpreendentemente, não aceitaram 
o darwinismo quase 200 anos depois de sua exposição ao mundo: 44% acreditam que o homem 
foi criado exatamente da maneira descrita na Bíblia há menos de 10 000 anos. 
 Além disso, aqueles que têm acesso observam os que se importam com a tristeza, se 
não desprezo. As explicações para o sentimento de fé e como ele se transformou em religião 
têm se dividido em duas correntes ao longo dos anos. uma procura por motivos externos, 
geralmente de natureza utilitarista. Uma outra coisa é que eles estão dentro da natureza 
humana - seja nos genes, como alguns cientistas modernos acreditam, ou na alma, de acordo 
com a tradição. O bom senso mais básico é capaz de reunir facilmente as razões pelas quais a 
religião e a fé são necessárias. Os humanos precisam de explicações sobre o significado da vida 
(e os não crentes não podem suportar respostas simples para questões difíceis), nossos 
corações precisam de conforto e as sociedades não podem prosperar sem um mandato divino. 
A religião alivia nosso medo da finitude da vida, oferece uma explicação para a origem do 
mundo e exige que sigamos os valores morais essenciais para a existência humana. Esta é uma 
necessidade que Dostoiévski expressou brilhantemente em seu Ivan Karamazov, dizendo: “Se 
Deus não existe, tudo é permitido”. 
A outra faceta da explicação da fé se baseia em águas profundas. Rudolf Otto, o autor 
de O Sagrado, que usou a palavra "Deus" em vez da palavra "Deus", é um dos teólogos 
modernos mais conhecidos que a adotaram. Otto afirmou que as religiões são respostas à 
existência do sagrado por si só. Nesse caso, a humanidade não é responsável por nada e as 
manifestações religiosas, mesmo aquelas que são influenciadas pela cultura, são apenas uma 
resposta a uma dimensão que já existe. O teólogo que viveu na Alemanha no início do século 
XX colocou essa dimensão fora, ou mais além, do humano. No entanto, os cientistas que 
procuram provar a existência do divino agora procuram os circuitos específicos em vez dos 
mistérios da alma. Todos eles pertencem aos Estados Unidos, onde quatro em cada dez 
cientistas têm algum tipo de crença religiosa. Isso é um registro na categoria. Por fim, eles 
afirmam que existe uma área do cérebro dedicada à experiência de emoções religiosas. 
28 
 
 
Essa nova área de estudo já tem um nome: neuroteologia. O radiologista Andrew 
Newberg e o psiquiatra Eugene d'Aquili são os autores do livro "Por que Deus Não Desaparece". 
Eles acreditam que os rituais místicos foram essenciais para a sobrevivência e evolução de 
nossos ancestrais. Afirmei então ter encontrado evidências de "um processo neurológico que 
evoluiu". 
Afirmam que a observação da atividade cerebral de dois grupos - um de budistas 
durante um processo de meditação e outra de freiras durante orações fervorosas - revelou 
evidências do tal "cérebro religioso". Carol Rausch Albright e James Ashbrook, ambos 
estudiosos da religião e autores de Where God Lives in the Human Brain (Onde Está Deus no 
Cérebro Humano), são outros adeptos conhecidos da neuroteologia. Mais estranhos são seus 
argumentos: os atributos divinos seriam refletidos no circuito cerebral. 
Cientistas sérios se divertem com essas teorias; alguns até nota de formar e permitir 
que as pessoas superem a existência material e se conectem com a nossa parte mais profunda 
e espiritual, que é vista como uma verdade absoluta e universal. 
A excitação é alimentada por centenas de doações de milionários americanos piedosos 
que desenvolvem para pesquisas que "comprovam" a existência de Deus. O judeu e médico 
Jerome Groopman escreveu que os defensores da neuroteologia "misturaram no mesmo saco 
os termos e os métodos da ciência e da religião na tentativa de conferir a esta a autoridade 
daquela". A ciência exige precisão precisa de especificações para a elaboração de modelos de 
causa e efeito. Não há maneira de medir o que chamamos de alma, a centelha divina na vida 
humana. 
Além disso, os teólogos mais sofisticados desprezam esses esforços para provar 
cientificamente a existência de Deus, diminuindo os desejos espirituais e o desejo de 
transcendência dos seres humanos a simples mecanismos automáticos. Por outro lado, para 
eles, o Deus histórico e pessoal já se comportou de maneira melhor, e isso representa um 
avanço. Karen Armstrong, uma ex-freira, escreveu: "Aqueles de nós que tiveram problemas 
com a religião consideraram um rompimento quando se libertaram de um Deus que eles 
aterrorizaram a infância." É maravilhoso não ter que se acovardar diante de uma deusa 
vingativa que nos ameaça com danos eternos se não obedecermos às suas regras. Em vez 
disso, durante muitos séculos, o Senhor de Barbas andou na mente dos ocidentais, semelhante 
29 
 
 
ao retrato do artista Michelangelo na Capela Sistina. Esse misticismo chique, com uma 
divindade intelectualizada e rarefeita, é cultivado nesses círculos de crentes intelectuais. 
Armstrong afirma que o Deus deve ser abordado pela imaginaçãoe pode ser vista como uma 
espécie de arte, semelhante a outras grandes símbolos artísticas que expressam o mistério 
inefável, a beleza e o valor da vida . Simples? A palavra "Deus", que tem tanto significado, já 
foi ultrapassada nesse ponto. Ser-em-si é o termo que mais se aproxima da noção 
contemporânea de divindade transpessoal. 
Imagine-se um avião em plena pane com os passageiros crentes rezando: Valha-me, 
Ser-em-si. Mais delicada ainda seria a situação dos não-crentes, enfrentando a possibilidade do 
fim apegando-se a quê? Ao Big Bang? À Teoria das Cordas? Ao grande fluxo da vida? Quem não 
consegue se ver em nenhuma dessas situações entende por que o Senhor de Barbas, o Deus 
Pai tradicional, ainda estará entre nós por um bom tempo, atestando a extraordinária 
sobrevivência da fé nos corações humanos. Quem consegue pode rezar simplesmente para que 
o piloto seja muito, muito bom. 
 
 
10. A NEUROTEOLOGIA E A HISTÓRIA DAS EXPERIENCIAS MISTICAS 
TRANSCENDENTES. 
 
As discussões sobre a relação entre ciência e fé continuam nos trazendo surpresas e 
modismos. É claro que muitos de nossos leitores ficarão surpresos com o título do artigo. 
Nervosismo... por quê? Sim, como o nome sugere, neuroteologia. 
Dois estudiosos da Universidade da Pensilvânia, Achilles Andrew Newberg e Eugene A., 
publicaram suas pesquisas sobre os efeitos da meditação no cérebro humano. Aquiles, 
professor de psiquiatria e antropólogo da religião, morreu em agosto de 1998. Newberg é 
membro do Programa de Medicina Nuclear de Hospitais Universitários. Os dois colaboram 
desde 1993 e contribuíram para o livro Mysterious Psychic Explorations in the Biology of 
Religious Experience (Fortaleza, 1999) e Why God Won't Go Away: Brain Science and the 
Biology of the Self publicou suas descobertas (Ballantine, 2001 ), este último recebeu o 
escrutínio mais extensivo. 
30 
 
 
Em seu estudo, Aquiles e Andrew usaram “fantasmas” de criatividade, o que lhes 
permitiu obter imagensda atividade cerebral. eles 
A análise de dados de um estudo sobre monges budistas tibetanos e freiras franciscanas 
levou a uma conclusão chocante: os impulsos religiosos estão enraizados na biologia do 
cérebro. Em outras palavras, Deus está usando termos eletrônicos que estão “programados” 
no cérebro humano. Portanto, segundo eles, o cérebro humano é determinado geneticamente 
e também incentiva a crença religiosa. 
Esta pesquisa começou em 1970. Demonstra que a meditação e a oração levam a 
mudanças significativas nos dados fisiológicos, como ondas cerebrais, frequência cardíaca, 
respiração e consumo de oxigênio. Foi demonstrado que a estrutura do cérebro não é tão 
estática como se pensava anteriormente. Pesquisas recentes mostram que o cérebro está em 
constante mudança. Sua estrutura e funções são modificadas de acordo com o 
comportamento humano, moldando o comportamento humano. A meditação e a oração de 
monges budistas ou freiras católicas podem ter um efeito físico no cérebro, especialmente nos 
lobos pré-frontais, causando sentimentos 
A unidade com o universo que os monges experimentam, ou a proximidade de Deus 
que as freiras franciscanas sentem. Estas experiências e sentimentos que transcendem o nível 
pessoal surgem de um fato neurológico: a atividade no lobo pré-frontal do cérebro. Esta parte 
do cérebro corresponde à capacidade de concentração, perseverança, apreciação, 
pensamento abstrato, força de vontade e humor e, em última análise, à integração harmoniosa 
da existência. 
Usando uma citação de Aldous Huxley, os autores destes estudos referem-se à 
neuroteologia como uma disciplina emergente dedicada a compreender a complexa relação 
entre espiritualidade e atividade cerebral com base em mudanças experimentais no cérebro 
quando se utilizam práticas espirituais. Com base em dados científicos, oferecemos reflexões 
teológicas a partir de uma perspectiva neuropsicológica. Estude esta nova ciência hoje 
É uma disciplina acadêmica presente em diversas áreas de especialização em 
universidades e centros acadêmicos americanos, como The Ohio State University, Harvard 
Divinity School, Pennsylvania Medical College e Garrett Evangelical Divinity School. 
31 
 
 
D'Aquila e André tentam responder questões como as origens da mitologia, a ligação 
entre religião, o êxtase sexual e a natureza dos fenómenos espirituais para fornecer dados 
sobre experiências de quase morte. 
Onde está a necessidade da humanidade por mitologia mágica? Muitos pensadores 
secularistas acreditam que a religião é uma invenção nascida da necessidade psicológica de 
encontrar e aliviar medos e confortos existenciais que servem como âncoras num mundo 
confuso e perigoso. Idaquili Newberg acreditava que, por sua vez, o impulso religioso estava 
enraizado nas propriedades biológicas do cérebro humano, e confirmou isso com os dados 
científicos já mencionados. O sentimento de unidade com o universo ou proximidade com Deus 
não é apenas uma ilusão ou um fenômeno psicológico puramente subjetivo, mas uma série de 
eventos neurológicos que podem ser observados, registrados e fotografados hoje. 
Aparentemente, ambos os pesquisadores disseram que não se tratava de uma imagem de Deus 
em seu estudo. 
Use dados e sua reflexão para mostrar que o cérebro humano foi projetado para ter 
sucesso na vida. Os cientistas dizem que a religião e as experiências religiosas são processos 
cerebrais que nos mantêm caminhando na mesma direção. Ou mesmo ao contrário, como 
dizemos, nas palavras dos pesquisadores, Deus é a fiação do cérebro humano. 
Outros cientistas também apoiam estes dados científicos e respetivas conclusões. Na 
verdade, o Dr. tradição do Yoga, e escreveu um de seus artigos intitulado “Projetando para a 
Divindade – O Cérebro”. Richard Davidson, da Universidade de Wisconsin, mostrou que 
podemos exercitar os lobos pré-frontais com drogas (como Prozac, Paxil e Zoloft) ou através da 
meditação. No entanto, uma vez removida a droga, o efeito termina, enquanto os restantes 
efeitos da meditação permanecem: um investigador na vanguarda da neurociência acredita 
destemidamente que uma prática consistente de meditação tem um impacto positivo decisivo 
nesta parte do cérebro e, portanto, Sobre o comportamento humano. Num futuro próximo, 
poderemos avançar prescrevendo momentos de meditação, melhorando nosso caráter ou 
comportamento e suprindo eventuais deficiências. Mas desde que Pio XII declarou na Segunda 
Assembleia Mundial da Saúde, em 27 de junho de 1949, que “longe de considerar a saúde como 
um objeto biológico único, a Igreja sempre enfatizou a importância e a ordem de manter a 
saúde, a terra”. . É uma questão de poder moral e religioso”, id'Aquili Newberg procura 
32 
 
 
argumentar contra o fechamento e a proibição da transcendência. No entanto, a interpretação 
dos dados é bivalente em relação à crença em Deus. ? A religião é apenas um produto da 
biologia (uma ilusão neurológica), ou o cérebro humano tem uma capacidade misteriosa de 
conhecer Deus. Além disso, é criada pelo cérebro do Criador? Esta experiência religiosa é uma 
percepção real do Absoluto? , ou é simplesmente a percepção que o cérebro tem da sua própria 
atividade. Pode a experiência de admiração religiosa ou mística ser reduzida a um mero fluxo 
neural? Os neurocientistas reconheceram que nenhuma certeza científica completa pode ser 
totalmente estabelecida e afirmaram que a dimensão mística da experiência religiosa 
transcende as suas conclusões, ao mesmo tempo que afirmam a primazia da realidade 
transcendente. 
Os resultados de Aquiles e Newberg foram criados como trechos capax Dei de acordo 
com as pessoas refletidas na teologia católica. “O Catecismo da Igreja Católica diz que o desejo 
de Deus está gravado no coração do homem porque o homem foi criado por Deus e para Deus 
Deus atrai continuamente as pessoas a Ele, e só Deus pode fazer o homem encontrar a verdade 
e a verdade. felicidade da saudade constante” (CEC 27). Todos estes resultados trazem à mente 
as famosas palavras de Santo Agostinho: “Tu és o instigador, para que ele encontre alegria no 
louvor, pois tu nos criaste para ti, e o nosso coração está ansioso até que repouse em ti” (Conf. 
1, 1,1). O resultado, dizem eles, não significa que o seu argumento não exija (como veremos 
mais tarde) um discernimento cuidadoso. 
Da reflexão filosófica, a prova da existência de Deus, porém, emerge da sua al'anuència 
objetiva numa consistência completamente livre, sem coerção. A existência do agnosticismo e 
do ateísmo desempenha um papel decisivo na afirmação deste ponto. A tradição cristã 
desenvolveu uma série de argumentos para provar a existência de um Criador. 
Existem duas formas de abordagem: o mundo e as pessoas. O mundo do movimento e 
do devir, do acaso, da ordem e da beleza vê Deus como a origem e o fim do universo. O homem 
questiona a existência do seu próprio Deus através da sua abertura à verdade e à beleza, 
através do seu sentido moral do direito e da liberdade da voz da consciência, e do seu desejo 
de infinito e felicidade. Através de tudo isso ele via sinais da sua alma espiritual, que trazia em 
si a semente da eternidade, irredutível ao sujeito (cf. CEC 31-35). A partir de agora, através da 
pesquisa neurológica, podemos acrescentar outra: a estrutura e função do cérebro humano. 
33 
 
 
No entanto, o facto de existir uma relação comprovada entre meditação e atividade 
cerebral produtiva não infere cientificamente a existência de Deus. No entanto, esta profunda 
harmonia da estrutura humana e das suas ambições com a doutrina religiosa abre a porta a 
mais do que um tipo de pedido de desculpas irracional. 
Esta interpretação ainda não foi transcendida, mas também foi criticada. A visão 
materialista da existência baseia-se nos dados científicos fornecidos por Aquiles e Newberg 
para apoiá-la, uma vez que psicopatas ou pessoas sob a influência de substânciastóxicas como 
LSD, cogumelos ou outros produtos químicos têm experiências semelhantes, neste caso, 
desenvolvem um sentido de unidade com o todo. O tempo gasto em meditação nada mais é 
do que um produto do cérebro, não é necessariamente uma verdadeira percepção da realidade 
divina. Por exemplo, J. Allan Hobson (A Química dos Estados Conscientes: Rumo a um Modelo 
Unificado do Cérebro e da Mente [Little Brown & Co., 1994]) reduz o conhecimento a certas 
combinações de produtos químicos genéticos e ambientais. Os cientistas que pensam como 
ele são deterministas. Limitei a quantidade de anatomia humana e suas tendências, a história 
química da função cerebral ao longo da existência e a influência dos fatores ambientais. Para 
Hobson, alma, mente e espírito não existiam em si mesmos, mas eram descrições da 
experiência de reações químicas no cérebro. 
Outros também reduziram as explicações humanas às perspectivas dos cientistas, 
fornecendo dados que valem a pena considerar. A pesquisa neurológica confirma - Ph.D. 
Pesquisadores do Jesus Pujol-CETIR demonstraram que a repetição contínua de uma palavra 
curta ou frase, palavra ou com conteúdo semântico religioso significa não querer ou praticar a 
prática comum de pesquisar palavras iniciadas com determinada letra, ou estar exposto a 
estímulos externos, como o parte magnética do cérebro O instrumento teve um impacto real 
nos lobos pré-frontais, produzindo efeitos semelhantes aos registrados por Aquiles e Newberg. 
Olhando para a questão de outra perspectiva, Wayne Proudfoot, professor de religião 
na Universidade de Columbia, em Nova Iorque, sem negar a conclusão de que existe uma 
dimensão religiosa inerente aos seres humanos, mostrou, pelo contrário, que a religião não 
pode ser sensatamente descrita apenas em termos biológicos. . Na verdade, toda a experiência 
é interpretada pelas pessoas, e é assim que as pessoas religiosas a interpretam. Dois indivíduos 
diferentes podem interpretar a mesma experiência de maneira diferente ou até oposta, apesar 
34 
 
 
de terem os mesmos parâmetros técnicos detectados em seus cérebros do ponto de vista 
fenomenológico e biológico. Além disso, tem significado religioso. O estudo da experiência 
religiosa também requer mais do que dados puramente químicos e fisiológicos. Na verdade, 
devemos considerar o contexto histórico e cultural da experiência de interpretação interna, 
bem como a realidade espiritual do ser humano. Portanto, não se pode desistir e tentar ignorar 
as condições históricas e culturais para fornecer explicações religiosas a todas as pessoas, em 
todos os tempos e lugares. Afirma-se que graças ao cérebro od'emoció, o operador controla o 
sentido de unidade, o autor elimina a necessidade de estudar julgamentos e interpretações e 
a linguagem e os conceitos pelos quais eles são feitos. Portanto, Wayne Proudfoot é fascinante 
e, de uma simples perspectiva técnica, não consegue dar uma razão experimental para conduzir 
esta experiência religiosa. 
A estreita ligação entre as dimensões físicas e espirituais do ser humano é bem 
conhecida. Algumas pessoas que sofreram acidentes traumáticos experimentam uma perda de 
autoconsciência, sugerindo que a noção de quem sou e das minhas experiências são 
inseparáveis dos neurónios e dos produtos químicos do próprio cérebro. Produtos químicos 
como o LSD ou outras drogas também podem causar alucinações e sensibilidades 
consideráveis. Além disso, há indicações de que as relações entre os nossos pensamentos, 
sentimentos e a química cerebral não são inteiramente impulsionadas por dados químicos. Na 
verdade, mudanças repentinas podem levar à depressão real. Ambos os casos refletem a 
unidade inerente do corpo humano e do corpo, mente e alma dinâmicos e corporativos, com 
uma filosofia individualista unificada assumindo maior forma. 
Os dados obtidos a partir da interação de experimentos químicos e da atividade cerebral 
revelam o que está acontecendo no cérebro. Mas será que esta atividade eléctrica e química 
do cérebro causa o resultado final, tal como um programa de computador faz com que o 
computador programado responda? Se assim fosse, conceitos como liberdade, 
responsabilidade, bem e mal, amor e arte seriam relegados às categorias da bioquímica e da 
eletricidade. 
Se a responsabilidade recair no domínio químico, a criminalização tornar-se-ia a base 
jurídica para a discriminação baseada em substâncias eletroquímicas no cérebro. É poesia, arte, 
literatura, cultura ou simplesmente química? Permite apenas certas atividades que levam à 
35 
 
 
capacidade neurológica para a poesia nos humanos? Ou é mais uma atividade da alma que, 
como todas as atividades humanas, requer apoio orgânico? É uma química de profunda 
devoção pessoal, devoção ao heroísmo, pureza incondicional, generosidade? É só um amor 
químico e nada mais:? De forma convincente, penso que a resposta não é negar as reações 
químicas ou mesmo físicas da responsabilidade e do amor, mas podemos sempre inverter os 
papéis. Portanto, devemos defender a realidade espiritual que transcende a fisiologia humana, 
em vez de negá-la. 
Explicações bivalentes para esses fenômenos neurológicos existem em espelhos e 
contadores. Hobson argumentou contra Aquiles, enquanto Newberg mostrou que a ingestão 
de certos produtos químicos pode ter um efeito semelhante, confundindo os limites da 
verdadeira percepção. Outros observam, mas também apoiam, pesquisas científicas que 
captam diferenças da vida real sob a influência da droga. Eles disseram que era como se fosse 
real, mas não perceberam o quão real era a experiência. Stanislav Grof (Beyond the Brain. Birth, 
Death, and Beyond in Psychotherapy [SUNY Press, 1985]) oferece uma terceira explicação, 
tentando fornecer evidências clínicas através de: Pacientes sob a influência do LSD forneceram 
informações que não tinham antes e forneceram dados muito precisos que revelam a 
existência desta ligação. 
Da mesma forma, a hipnose tornou-se comum nos limites da realidade vivenciada. Com 
efeito, o sistema de justiça americano desacredita as testemunhas sob hipnose. Não aceite a 
impressão de que você não consegue distinguir entre memórias reais e experiências sob 
hipnose, quando na verdade isso não acontece na realidade. 
Então será também por razões bioquímicas e eléctricas que o cérebro interpreta os 
mesmos dados de forma tão diferente? Isso pode ser explicado neurologicamente? Se sim, por 
quê? Qualquer questão científica, se feita honestamente, tem uma resposta extremamente 
filosófica, metafísica e, em última análise, religiosa. 
 
 
11. PSICOLOGIA TRANSPESSOAL 
 
36 
 
 
A psicologia transpessoal é uma área da psicologia que estuda os aspectos 
transpessoais, transcendentes ou espirituais da experiência humana. Um dos temas treinados 
em psicologia transpessoal é a experiência religiosa. Os objetos de trabalho e estudo em 
psicologia transpessoal incluem estados extraordinários de consciência, que vão desde 
experiências com alucinógenos (Grove, Huxley) até estados místicos das tradições religiosas 
mundiais. Um de seus principais teóricos, Ken Wilber, propôs em The Spectrum of 
Consciousness um mapa da existência que vai da matéria ao espírito e da matéria ao espírito. 
Portanto , a psicologia transpessoal, como outras escolas de psicologia , abrange o self, bem 
como estados além do self (transpessoal). 
De acordo com a psicologia transpessoal, existem cinco níveis de consciência, sendo 
eles: 
Níveis de consciência de acordo com a psicologia transpessoal a sombra - aqui o homem 
tem seu self distorcido. A sombra acumula porções da psique que causam incongruências, 
incompatibilidades. É um nível negativo e patológico. 
Ego - é o nível superficial da consciência, onde o homem se identifica com uma imagem 
criada, seu self individual, sem se interessar profundamente em questões sociais ou ecológicas, 
ou seja, pensando em si próprio.Biossocial - neste nível, o homem tende a ter uma preocupação com o outro, 
enxergando também o que o rodeia. Ele aceita uma responsabilidade perante os outros e pelo 
ambiente natural. 
Existencial - o homem encontra, neste nível, a ligação entre corpo/mente, que tende à 
auto-organização. É ligado a um alto grau de desenvolvimento e auto-realização. É o grau 
perfeito para a filosofia e o humanismo. Emoção e razão se unem para o crescimento. 
Transpessoal - este é o nível que a psicologia transpessoal estuda. É o nível mais 
profundo a que, atualmente, se consegue chegar. É o nível aproximado das experiências 
místicas, onde tudo está imerso no todo, o Tao, como uma gota d'água no oceano, mas não 
de uma forma linear, cartesiana. Os limites do ego são ultrapassados. É possível entrar 
em contato com o inconsciente coletivo, entre outros fenômenos relacionados. 
 
37 
 
 
12. PSICOLOGIA DA RELIGIÃO 
A psicologia da religião é o campo da psicologia que estuda experiências, crenças e 
atividades religiosas. 
A psicologia da religião também estuda enteogenia e meditação. Os psicólogos mais 
famosos que escreveram sobre a psicologia da religião são Sigmund Freud, Carl Jung, William 
James, Rudolf Otto, Erik Erikson, Erich Fromm et al. 
Os estudos de Carl Jung sobre si mesmo e seus pacientes o convenceram de que a vida 
tinha um propósito espiritual além das atividades materiais. Ele acreditava que nossa principal 
tarefa é descobrir nosso potencial mais profundo e irrestrito, como a capacidade de uma 
lagarta se transformar em borboleta. 
Com base no seu estudo do Cristianismo, Hinduísmo, Budismo, Gnosticismo, Taoísmo e 
outras tradições, Jung percebeu que esta jornada de transformação está no cerne de todas as 
religiões. 
É uma jornada para se encontrar e encontrar o divino ao mesmo tempo. Paralelo a 
Sigmund 
Freud e Jung acreditavam que as experiências espirituais eram cruciais para o nosso 
bem-estar. 
 
12.1. BASE GENÉTICA PARA AS EXPERIÊNCIAS RELIGIOSAS 
A hipótese do gene divino propõe que alguns seres humanos carregam um gene que 
lhes dão a predisposição para episódios interpretados por algumas pessoas como revelação 
religiosa. A ideia foi postulada e promovida pelo geneticista Dr. Dean Hamer, diretor da unidade 
de estrutura e regulação do gene, no instituto nacional do câncer dos Estados Unidos. Hamer 
escreveu um livro sobre o assunto intitulado: O gene divino: como a fé é pré-programada 
dentro dos nossos genes (The God Gene: How Faith is Hardwired into our Genes). 
De acordo com a hipótese, o gene divino (VMAT2) não é “codificado” para a crença em 
Deus, mas é arranjado fisiologicamente para produzir sensações associadas, por alguns, com a 
presença de Deus ou outras experiências místicas, ou mais especificamente, espiritualidade 
como um estado da mente. 
38 
 
 
Que vantagens evolutivas isso pode levar e de que esses efeitos vantajosos são efeitos 
colaterais são questões que ainda estão para serem totalmente exploradas. 
Lobo frontal em azul; Lobo parietal em amarelo; Lobo occipital em vermelho; Lobo 
temporal em verde.Dr. Hames teorizou que a transcendência faz as pessoas ficarem mais 
otimistas, o que leva elas a ficarem mais saudáveis e com mais probabilidade de terem muitos 
filhos. 
 
12.2. PARTES DO CÉREBRO RELACIONADAS A EXPERIÊNCIAS RELIGIOSAS 
 
Lobo parietal: Diminuição de neuro-sinapses levando a sensação de união como o 
universo. 
Lobo frontal: Concentração ampliada (meditação) bloqueia outros impulsos neurais. 
Lobo temporal: Ativa intensa emoção, como prazer e medo Lobo occipital: Processa 
imagens que facilitam praticas espirituais (velas, cruzes, etc.) 
 
12.3. ORIGEM EVOLUTIVA DAS EXPERIÊNCIAS RELIGIOSAS 
As experiências religiosas costumam ser complexas e envolvem emoções, 
pensamentos, sentimentos e comportamentos. Segundo os cientistas, essas experiências são 
complexas demais para ocorrer em apenas um local do cérebro. 
A evolução da capacidade dos humanos (e de outras espécies intimamente 
relacionadas) de terem experiências religiosas pode ser um subproduto da evolução de várias 
partes do cérebro. Se isto fosse verdade, poderíamos abandonar a hipótese de que a 
experiência religiosa evoluiu porque contribuiu para a sobrevivência da espécie. 
Alguns cientistas especularam que as experiências religiosas estão relacionadas aos 
orgasmos humanos e sugeriram que os orgasmos e as experiências religiosas evoluíram juntos, 
com base em estudos do cérebro durante as experiências religiosas e orgásticas e nas áreas do 
cérebro que são ativadas durante essas experiências. 
 
13. HISTÓRIA DE EVENTOS RELACIONADOS A EXPERIÊNCIA RELIGIOSA: 
A relação dos humanos com as experiências religiosas durante o curso da história. 
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13.1. PRÉ-HISTÓRIA 
130.000 anos atrás - Surgimento do cérebro humano moderno 
12.000 anos atrás - Práticas xamânicas são possivelmente as primeiras formas de 
religião, sendo elas da época paleolítica e Neolítica . 
Várias práticas xamânicas existentes hoje em dia contém uso de enteógenos e 
experiências religiosas , e possivelmente seres humanos vêm usando técnicas e substâncias 
para obter experiências religiosas desde a época paleolítica. 
 
13.2. IDADE ANTIGA 
Aproximadamente 2500 a. C. - A meditação, que é uma das técnicas para se conseguir 
obter uma experiência religiosa, existe desde antes da escrita. Arqueólogos dizem que a prática 
pode ter surgido entre as primeiras civilizações indianas. 
Várias esculturas descobertas na Civilização do Vale do Indo (3300–1700 a.C.) mostram 
figuras em posturas de meditação. Nas Upanishads (escrituras sagradas hindus), existe umas 
das primeiras referências a meditação. Ela é feita no Upanishad Brihadaranyaka.A Civilização 
do Indo (por volta de 2000 a.C.) pode ter a primeira imagem representando meditação . A 
imagem representa Shiva. 
Aproximadamente 2000 a.C. - Abraão recebe uma ordem divina e se muda da 
Mesopotâmia para a Palestina, dando início ao povo judeu. 
Aproximadamente 1500 a.C. - Moisés lidera os judeus na saída do Egito e institui os Dez 
Mandamentos sob inspiração divina. 
Século VII a.C. - Zoroastro funda uma nova religião na Pérsia, o Zoroastrismo, baseada 
na luta do bem contra o mal. 
599 a.C.(ou 540 a.C.) - 527 a.C.(ou 470 a.C.) - Mahavira propaga a religião jainista na 
Índia. Uma das características principais do Jainismo é a defesa da não-violência. 
Por volta de 563 a.C. - 483 a.C. - Siddhartha Gautama cria o Budismo na Índia, tendo 
como base a extinção dos desejos. 
8-4? a.C. – 29-36? - Jesus Cristo cria o Cristianismo, religião que se baseia no amor ao 
próximo. Após ser perseguido pelo Império Romano, o Cristianismo torna-se a sua religião 
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oficial. O calendário ocidental posteriormente passa a ser contado a partir da suposta data do 
nascimento de Jesus. 
 
13.3. IDADE MÉDIA 
570 - 632 - Maomé, um comerciante da cidade de Meca, na Península Arábica, recebe 
uma revelação do Arcanjo Gabriel incitando-o a criar uma nova religião, o Islamismo. 
788 – 820 - Shânkara foi um reformador do Hinduísmo, filósofo brilhante e autor de 
muitos milagres. 
1207 - 1273 - Rumi, um poeta afegão muçulmano, escreve algumas das melhores 
poesias místicas de todos os tempos. 
 
13.4. IDADE MODERNA 
1515 - 1582 - Teresa de Ávila reforma a ordem das freiras carmelitas, na Espanha, 
vivencia muitos fenômenos místicos e deixa escritos muitos clássicos da literatura religiosa 
mundial. 
1531 - Aparição de Nossa Senhora de Guadalupe no México a um índio asteca 
convertido ao catolicismo. 
1542 - 1591 - São João da Cruz, com o apoio de Santa Teresa de Ávila, reforma a ordem 
dos carmelitas na Espanha e escreve também muitos clássicos da literatura mística mundial. 
 
13.5. IDADE CONTEMPORÂNEA 
1469 - 1539 - Guru Nanak 
1817 - 1892 - Bahá'u'lláh 
1836 - 1886 - Ramakrishna 
1847 - 1910 - William James 
1858 - Aparição deNossa Senhora em Lourdes, na França 1875 - 1941 - Evelyn Underhill 
1893 - 1952 - Yogananda 
1894 – 1963 - Aldous Huxley 
1915 – 1968 - Thomas Merton 
1917 - Aparição de Nossa Senhora de Fátima em Portugal 1926 - Satya Sai Baba 
41 
 
 
 
13.6. COMO SE TER UMA EXPERIÊNCIA RELIGIOSA? 
Quais técnicas existem para ser ter uma experiência religiosa? Existem substancias ou 
equipamentos que causam experiências religiosas? Quais são as causas passivas que causam 
experiências religiosas? 
Os processos e técnicas para conseguir uma experiência religiosa têm diferentes 
nomes dependendo da religião ou filosofia como: 
Faqr (Sufismo) 
Dhyana or bhakti (Hinduísmo) 
Wu-wei (Taoísmo) 
Fana (Sufismo/Árabe e Persa) 
Makhafah/Mahabbah/Ma'rifah (Sufismo/Egito) 
Nobre Caminho Óctuplo(Budismo) 
O caminho Enteogenia 
 
14. TÉCNICAS MEDITAÇÃO 
A meditação consiste na prática de focar a atenção, frequentemente formalizada 
em uma rotina específica. A meditação pode ser utilizada para se ter experiências religiosas. 
 
14.1. ZAZEN 
Zazen é um tipo de meditação e tambem é a base da prática Zen Budista. O objetivo do 
zazen é "apenas sentar", com a mente aberta, sem apegar-se aos pensamentos que fluem 
livremente. Isto é feito tanto através do uso de koans, o principal método Rinzai, ou o sentar-
se completamnete alerta (o "apenas sentar", shikantaza), o qual é o método da escola Soto. O 
princípio do zazen é o de que uma vez que a mente esteja livre de suas diversas camadas, pode-
se realizar a natureza búdica, atingindo-se a iluminação (satori). 
 
42 
 
 
14.2. ORAÇÃO 
Oração é prática religiosa comum a diversas tradições religiosas. É um ato de 
reconhecimento e louvor diante de um ser transcendente. A oração assim como a meditação 
pode ser utilizada para se ter experiências religiosas. 
 
14.3. ORAÇÃO CONTEMPLATIVA 
No Cristianismo mistico, a oração contemplativa é uma oração em que o praticante 
controla a respiração, ou repete cantos ou apenas se concentra para acalmar os pensamentos 
e sentimentos e entra em comunicação com uma entidade q ue muitos acreditam ser Deus. 
 
14.4. ORAÇÃO DE JESUS 
 
A Oração de Jesus, também conhecida como Oração Espiritual, é uma oração curta cuja 
fórmula se repete. Tem sido amplamente praticado, ensinado e discutido ao longo da história 
cristã oriental. 
A Oração de Jesus é uma das orações mais profundas e místicas para os católicos 
ortodoxos e orientais. Muitas vezes é repetido continuamente como parte de práticas 
ascéticas. Embora a Igreja Católica tenha muitas escrituras sobre a Oração de Jesus, a sua 
prática nunca foi tão difundida como a da Igreja Ortodoxa. 
 
14.5. RITUAL 
Exercicios de Respiração Jejum 
Música 
Música Sacra (Música Religiosa) 
 
14.6. DANÇA SUFISTA 
Dança Sufista A order sufista Mevlevi nas suas práticas dhikr atribuem grande 
importância à música e à dança. O exercício de meditação da ordem, denominado sama, 
envolve a recitação de orações e hinos, após os quais os participantes realizam voltas à sala, 
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numa dança em que abrem os braços à altura dos ombros, com a palma da mão direita virada 
para cima e a da mão esquerda para baixo. 
Os indivíduos pertencentes a este grupo específico são mais comumente reconhecidos 
na cultura ocidental como os “dervixes rodopiantes”. Os sufistas, como são conhecidos, se 
esforçaram para alcançar encontros espirituais por meio de transes místicos e estados mentais 
modificados através da prática desta dança. 
14.7. CHACRAS MANDALA. 
 
De acordo com os princípios da filosofia do yoga, o corpo humano contém intrincados 
caminhos conhecidos como nadis, que são responsáveis pela circulação da energia vital, ou 
prana, que fornece nutrição a vários órgãos e sistemas. Esses caminhos de energia seguem 
múltiplas rotas distintas e autônomas por todo o corpo. Os chakras, localizados em pontos 
específicos, representam as áreas onde essas vias energéticas se aproximam mais da superfície 
do corpo. 
Terapias como Reiki e cromoterapia utilizam o conceito de chakras para abordar o bem-
estar físico e espiritual. Ao focar na área específica do chakra e praticar uma concentração 
consciente, é possível reativar esses centros de energia. Para criar um ambiente ideal para 
concentração, encontre um espaço tranquilo e livre de distrações. Posicione uma mão na frente 
do chakra sem fazer contato com o corpo e mova-a suavemente no sentido horário, imitando 
um movimento de massagem. Para estimulação adicional do chakra frontal ou do terceiro olho, 
assuma a posição de lótus com as pernas cruzadas e uma postura ereta, enquanto direciona o 
olhar para a ponta do nariz. 
 
14.8. KUNDALINÍ 
A energia cósmica adormecida conhecida como Kundaliní reside no Chakra Múládhára, 
que está situado na base da coluna e perto dos órgãos genitais. Este poder espiritual primordial 
serve como canal entre os vários chakras. 
No seu estado adormecido, a energia Kundalini assume a aparência de uma chama 
presa no gelo. Para despertar esta energia divina, é necessária a orientação de um professor 
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iluminado para garantir que o processo de ativação e cultivo esteja alinhado com o propósito 
final do Yoga - alcançar a tranquilidade interior e a iluminação divina. 
 
 
14.9. MANDALAS 
Mandala é a palavra sânscrita que significa círculo, uma representação geométrica da 
dinâmica relação entre o homem e o cosmo. De fato, toda mandala é a exposição plástica e 
visual do retorno à unidade pela delimitação de um espaço sagrado e atualização de um tempo 
divino. 
Em termos de artes plásticas, a mandala apresenta sempre grande profusão de cores e 
representa um objeto ou figura que ajuda na concentração para se atingir outros níveis de 
contemplação. Há toda uma simbologia envolvida e uma grande variedade de desenhos de 
acordo com a origem. 
A mandala representa para o homem o seu abrigo interior onde se permite um 
reencontro com Deus. 
 
14.10. Uso de Enteógenos 
Algumas substâncias psicoativas, particularmente enteógenos , tem sido utilizado para 
propósitos religiosos desde tempos pre- históricos. 
 
14.11. DMT 
O chá de ayahuasca contém DMT, podem induzir a pessoa a ter experiências religiosas 
Delosperma contém DMT é a abreviação da substância N,N- dimetiltriptamina . DMT é 
encontrada in natura em vários gêneros de plantas (Acacia, Mimosa, Anadenanthera, 
Chrysanthemum, Psychotria, Desmanthus, Pilocarpus, Virola, Prestonia, Diplopterys, Arundo, 
Phalaris, dentre outros), em alguns animais (Bufo alvarius possui 5-Meo-DMT, um alcalóide 
bastante parecido em estrutura e em propriedades químicas) e também produzida pelo corpo 
humano. 
 
 
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15. REFERÊNCIAS 
 
NeuroTheology: Brain, Science, Spirituality, Religious Experience 
Why God Won't Go Away: Brain Science and the Biology of Belief 
Why We Believe What We Believe: Uncovering Our Biological Need for Meaning, Spirituality, 
and Truth Set de 2003, pag. 62 
Ferry, L., A sabedoria dos modernos 
Fukuyama, Francis. Nosso Futuro Pós-Humano 
Kramer,P., Ouvindo Prozac 
Zizek S.,O real da ilusão cristã: notas sobre Lacan e a religião, in Um limite tenso: Lacan entre a 
filosofia e a psicanálise,Wladimir Safatle (Org), Editora Unesp, 2003. 
RSI in Ornicar? Num 5 pg. 25 
RSI in Ornicar num 9 pg. 39

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