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ESPIROMETRIA 
OBJETIVOS 
 
- espirometria é um dos exames mais usados 
em varias doenças 
 
VOLUMES PULMONARES 
- há volumes pulmonares 
 Volume corrente de repouso (volume 
em que respiramos normalmente) 
 Volume de reserva respiratória 
(quando inspiramos) 
 Volume de reserva expiratório 
(expiração forcada) 
 Volume residual (parte do ar que não 
conseguimos expirar e permanece no 
pulmão) 
- a espirometria avalia a saída de ar do 
pulmão, então não mede o volume residual, 
mas consegue medir os outros 
- o volume corrente é muito variável mesmo 
fisiologicamente, então não é um parâmetro 
muito usado na espirometria 
- parâmetros usados na espirometria: 
 Capacidade vital: soma de quaisquer 2 
ou mais volumes 
- é mais fácil medir a capacidade vital do que 
o volume corrente 
 Pede para a pessoa encher o peito de 
ar e depois soltar o máximo possível 
até chegar no volume residual -> 
capacidade vital 
Obs: como não conseguimos medir o volume 
residual na espirometria, ela não consegue 
medir a capacidade pulmonar total 
 
 
- outro parâmetro importante é o VEF1 
 <0,7: tem dpoc 
Obs: hoje em dia não se mede mais o 
volume na espirometria, e sim o fluxo que a 
partir da velocidade da para calcular o 
volume (fluxo=volume/velocidade) 
 
INDICAÇÕES 
1. suspeita de doença pulmonar ou das vias 
aeras altas que possa ter obstrução ao 
fluxo aéreo 
2. avaliação ao longo do tempo de doenças 
pulmonares obstrutivas ou restritivas 
3. quantificar a perda funcional de pessoas 
com doenças pulmonares e pessoas que 
tem exposição 
4. investigação precoce de dispneia de 
origem indefinida 
5. avaliação pre operatória 
6. suspeita de obstrução das vias aéreas 
superiores 
7. avaliação de disfunção e incapacidade 
 
FISIOLOGIA 
- quando expiramos (manobra passiva): o ar 
sai porque dentro do alvéolo a pressão fica 
mais positiva que na atmosfera 
Obs: o ar se desloca do local de maior 
pressão par o de menor pressão 
- a expiração pode ocorrer de maneira 
forçada e o ar sai mais rápido pela contração 
de musculatura, aumentando a pressão 
dentro dos alvéolos 
- a pressão dentro da pleura normalmente é 
negativa, mas quando expiramos 
forçadamente tornamos essa pressão 
positiva 
- não conseguimos repetir a manobra de 
expiração forcada varias vezes, pois quando 
fazemos ela comprimimos dinamicamente a 
via aérea (devido a pressão positiva da 
pleura) 
Obs: essa compressão em pacientes 
normais não gera nenhum dano, mas em 
pacientes com DPOC, por exemplo, que já 
tem uma cerca compressão nas vias aéreas, 
na hora que a manobra é feita terá ainda 
mais resistência na saída de ar, que vai ser 
percebida pelo aparelho 
 
- o avaliado na espirometria será o volume 
expiratório forçado no 1 segundo (VEF1) 
 paciente obstruído tem menor VEF1 
 ex: um paciente teria um VEF1 de 3L 
e o com alguma doença seria 1,5L 
obs: a pessoa com doença conseguira retirar 
todo o ar possível, só que de uma forma mais 
lenta 
 
REALIZAÇÃO DO TESTE 
- é importante fazer uma calibração com 
seringa padrão de 3 litros 
- o tempo é um fator importante: inicio da 
expiração e sua duração 
- critérios para uma espirometria de boa 
qualidade: 
 técnico 
 paciente 
 medico 
 
VARIÁVEIS 
 
- a maior parte do ar que sai de forma 
forçada sai no 1 seg (VEF1) 
- em pacientes com algum distúrbio 
pulmonar, o VEF1 vai estar mais devagar 
pois uma quantidade menor de ar vai estar 
saindo 
 
(curva fluxo volume) 
- a parte expiratória do exame é a de cima 
- o eixo do volume não sai do zero pois não 
há medição do volume residual 
 
PRINCIPAIS VARIÁVEIS 
- capacidade vital: soma dos 3 volumes 
tirando o volume residual 
- VEF1: geralmente maior que 70% 
 ou seja, no 1 seg solta 70% ou mais 
de todo o volume de ar que está no 
pulmão 
-VEF1/CVF: cerca de 0,7 ou 0,7 
Obs: reduz com a idade 
- pico de fluxo expiratório (PFE): 
reprodutibilidade dependente do esforço 
 
CRITÉRIOS PARA ESPIROMETRIA DE 
BOA QUALIDADE 
 
- a espirometria não é feita apenas com uma 
manobra, mas sim com varias (ate 8) para 
saber as melhores 
 isso ocorre pois depende do esforço 
do paciente, estão as escolhidas são 
com os maiores picos de fluxo 
obs: só podem ser feitas até 8 manobras, 
pois cada vez que é feita há o fechamento da 
via aérea 
- as curvas escolhidas tem os maiores picos 
de fluxo, mas não pode haver diferença de 
mais do que 10% entre elas 
 
- a curva 1 não foi escolhida pois teve o 
menor pico (PFE) 
- são escolhidos dados entre as 3 melhores 
manobras 
 o melhor VEF1 é o da curva 2, então 
esse é o dado analisado 
 o melhor CVF foi o da curva 4, sendo 
ele o analisado 
- índice de tiffeneau: VEF1/CVF 
 
 
 
 
INTERPRETAÇÃO DA ESPIROMETRIA 
 
 
 
ESPIROMETRIA NORMAL 
- todos os parâmetros normais, inclusive a 
clinica e exame de imagem 
Obs: a espirometria não é um exame 
conclusivo de diagnostico, precisa estar 
acompanhada de fatores 
 
 
 
(exame normal) 
- o índice de tiffeneau é o primeiro a ser 
olhado, pois se <0,7 indica dpoc 
 se estiver baixo indica obstrução 
obs: o pré indica que é antes do 
broncodilatador 
- índices avaliados: 
 VEF1 
 VEF1/CVF 
 CV 
 
DISTÚRBIO VENTILATÓRIO OBSTRUTIVO 
- há redução do fluxo aéreo respiratório, 
devido: 
 Aumento da resistência das vias 
aéreas 
 Perda do recuo elástico 
- tem redução: 
 VEF1 
 VEF1/CVF 
- tem restrição pura quando não há restrição 
associada (queda da CVF), tem volume 
residual normal 
 
 
- índice de tiffeneau esta reduzindo indicando 
obstrução 
- VEF1 está reduzido e corrige com 
bronqueodilatador, então é asma e não dpoc 
- CVF esta normal 
 
DISTÚRBIO VENTILATÓRIO RESTRITIVO 
- existe uma redução na capacidade vital 
 CV e CVF 
- índice de tiffeneau esta normal ou elevado, 
pois o CVF diminui 
Obs: para confirmar restrição tem que avaliar 
os volumes pulmonares 
 
- há uma redução de todos os parâmetros 
- avaliar primeiro o índice de tiffeneau: esta 
acima do volume -> avaliar os outros índices, 
se estiverem normal indica que não tem 
nenhuma doença 
- avaliando o VEF1 percebe-se que esta 
menor que o limite inferior (62%) 
- avaliando o CVF indica que está menor que 
o limite inferior (64%) 
- 62% e 64% estão muito parecidos, pois isso 
que o VEF1/CVF deu normal 
 
Obs 
Quando se tem um VEF1/CVF normal a 
única conclusão que podemos ter é que não 
há distúrbio obstrutivo 
 
BRONCODILATADORES 
- 400 mg de salbutamol 15 a 20 min 
- importante para ver se tem aumento do 
VEF1 
- depende: histórico do paciente, 
probabilidade pre teste, presença de DVO ou 
não na espirometria basal 
- após o uso de broncodilatadores o VEF1 
tem que aumentar 200ml (valor absoluto) e 
12% -> é considerado como resposta ao 
broncodilatador 
Obs: se o VEF1 aumentar 15% e 185ml, não 
é considerada uma resposta ao 
broncodilatador 
 
 
- calculo da porcentagem de melhora pós 
broncodilatador do VEF1 
 (3,81 – 3,13)/4,59 = 14% -> houve 
melhora 
 
BRONCOPROVOCAÇÃO 
- metacolina é uma substancia 
broncocosntrictora 
- não feita em pacientes com obstrução 
- investigação de: 
 Asma com espirometria normal 
 Tosse crônica 
 Dispneia de origem indeterminada 
- há uma queda do VEF1, e o exame é 
parado quando reduz 20% 
 Do asmático e outras doenças o VEF1 
reduz 20% bem mais rápido e com 
doses muito menores de metacolina 
que pessoas normais 
 
Obs: se precisar mais do que 16 de 
metacolina, provavelmente não tem doenças 
 
PLETISMOGRAFIA 
- é feita uma espirometria normal, mas dentro 
de uma cabine em que o ar só sai pelo tubo 
que o paciente sopra 
- infere o volume residual 
- muito boa para ver que tem distúrbio 
restritivo 
 
AVALIAÇÃO DE ESPIROMETRIAS

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