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038.682.963-28
038.682.963-28
Programa Nacional de Direitos Humanos 
Direitos Humanos 
 
www.lemaconcursos.com.br 
 
 
2 
 
Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH). 
 
O que é o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH)? 
 
A origem dos programas nacionais de direitos humanos esta na Declaração e Programa de Ação de 
Conferência Mundial de Viena de 1993, organizada pela Organização das Nações Unidas, que instou os 
Estados a concatenar os esforços rumo a implementaça o de todas as espe cies de direitos humanos. Na 
Confere ncia de Viena, o Brasil presidiu o Comite de Redaça o (pelas ma os do Embaixador Gilberto Saboia), 
atuando decisivamente para a aprovaça o final da Declaraça o e do Programa da Confere ncia Mundial dos Direitos 
Humanos de Viena, inclusive quanto ao dever dos Estados de adotar planos nacionais de direitos humanos. 
Dessa forma, a ONU (Organizaça o das Naço es Unidas) teve (e tem) um papel importante em estimular a 
proteção de direitos humanos pelos Estados, justamente pela adoça o dos chamados planos nacionais. 
No Brasil, o Programa Nacional de Direitos Humanos possui 3 versões: a primeira de 1996; a segunda de 2002 e 
a mais recente de 2009. Em cada plano e dado um foco especí fico a determinados direitos, mas sempre com um 
objetivo em comum: aprimorar a proteça o daqueles. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Esse plano adveio por interme dio do Decreto nº 1.904/1996, quando o Brasil era governado por Fernando 
Henrique Cardoso. 
 
O plano possuí a como um de seus objetivos realizar o levantamento sobre os direitos humanos no Brasil – ou 
seja, verificar se esses direitos estavam sendo respeitados adequadamente, avaliar situaço es de 
descumprimento, e desenvolver medidas para aprimorar a legislação brasileira sobre o tema e circunsta ncias 
correlatas. 
 
Os direitos em foco sob a perspectiva do PNDH 1 eram referentes aos direitos civis – como o direito de ir, vir e 
permanecer, direito de propriedade e direito a liberdade de expressa o- e a questa o da viole ncia policial. 
 
 
 
 
Esse plano adveio por interme dio do Decreto nº 4.229/02, quando o Brasil ainda era governado por Fernando 
Henrique Cardoso. 
Ao contra rio do Programa anterior, a ediça o de 2002 teve e nfase nos chamados direitos sociais, sem 
negligenciar, contudo, os direitos civis. Nesse sentido, pode surgir o questionamento do que seriam tais direitos 
sociais. 
O melhor exemplo do que seriam esses direitos e o artigo 6º da Constituição Federal (que data de 1988, frisa-
se): 
Art. 6º Sa o direitos sociais a educaça o, a sau de, a alimentaça o, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a 
segurança, a previde ncia social, a proteça o a maternidade e a infa ncia, a assiste ncia aos desamparados, na forma 
desta Constituiça o. 
Assim como o Parágrafo único. 
Todo brasileiro em situaça o de vulnerabilidade social tera direito a uma renda ba sica familiar, garantida pelo 
poder pu blico em programa permanente de transfere ncia de renda, cujas normas e requisitos de acesso sera o 
determinados em lei, observada a legislaça o fiscal e orçamenta ria 
Programa Nacional de Direitos Humanos 
(PNDH) 1 
Programa Nacional de Direitos Humanos 
(PNDH) 2 
PNDH 1 - 1996
Fernando Henrique 
Cardoso
PNDH 2 - 2002
Fernando Henrique 
Cardoso
PNDH 3 - 2009
Luiz Inácio Lula da 
Silva
038.682.963-28
038.682.963-28
Programa Nacional de Direitos Humanos 
Direitos Humanos 
 
www.lemaconcursos.com.br 
 
 
3 
 
Em resumo, esses direitos esta o ligados a uma ideia de promoça o de oportunidades igualitárias, visando 
reduzir o abismo social que existe no Brasil. 
Os direitos sociais, que tambe m sa o direitos humanos, tiveram uma ana lise mais aprofundada no paí s com o 
PNDH 2, justamente por conta da necessidade de se reduzir os í ndices brasileiros de desigualdade. 
Outro detalhe importante e que para elaboraça o do PNDH-2 foi realizada uma consulta pública pela internet, 
entre 19 de dezembro de 2001 e 15 de março de 2002. Isso demonstrou a vontade do governo de, ale m de 
elaborar um novo Plano para tutela dos direitos humanos, que esse Plano tivesse a participaça o popular no 
processo criativo do texto. 
 
 
 
 
Esse plano adveio por interme dio do Decreto nº 7.037/09, quando o Brasil era governado por Luiz Inácio Lula 
da Silva. Tratou-se de um Plano estruturado em Eixos Orientadores, sendo seis no total: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ale m disso, cada Eixo Orientador era subdividido em Diretrizes, como, por exemplo, o Eixo IV -Segurança 
pública, acesso à justiça e combate à violência – que possuí a como Diretrizes a democratização e 
modernização do sistema de segurança pública, a prevenção da violência e da criminalidade, dentre 
outros. Com essa estrutura, o PNDH-3 poderia ser visto como possuidor de objetivos mais concretos em prol da 
sociedade brasileira. 
 
Ainda, com o objetivo de ampliar o debate social em diversas questo es, o PNDH-3 acabou abordando alguns 
assuntos sensí veis e pole micos para a sociedade a e poca. Um exemplo e a redaça o original da aça o programa tica 
“g” do Objetivo Estrate gico III (garantia dos direitos das mulheres para o estabelecimento das condiço es 
necessa rias para sua plena cidadania): 
 
Aça o programa tica “g”: apoiar a aprovaça o do projeto de lei que descriminaliza o aborto, considerando a 
autonomia das mulheres para decidir sobre seus corpos. 
Em que pese parte da sociedade brasileira ter entendido que as discusso es trazidas eram cabí veis e que a redaça o 
do PNDH-3 era adequada, houve quem criticasse duramente o texto original. 
Como conseque ncia das diverge ncias de opinio es sobre o PNDH-3, o governo acabou editando o Decreto 
7.177/2010, que trouxe algumas mudanças no Plano. A tentativa era de que o aprimoramento da proteça o dos 
Direitos Humanos pudesse continuar, mas dessa vez sem o risco de pole micas em torno do conteu do do texto. A 
aça o programa tica “g” do Objetivo Estrate gico III, por exemplo, sofreu substancial alteraça o. Compare as 
redaço es: 
 
Redaça o original da Aça o programa tica “g”: apoiar a aprovação do projeto de lei que descriminaliza o aborto, 
considerando a autonomia das mulheres para decidir sobre seus corpos. 
Redaça o da Aça o programa tica “g” apo s o Decreto 7.177/2010: considerar o aborto como tema de saúde 
pública, com a garantia do acesso aos serviços de saúde. 
Conhecendo um pouco da histo ria dos programas nacionais de Direitos Humanos, vamos agora trabalhar os 
artigos do PNDH3. 
Eixo Orientador 1 
 
Programa Nacional de Direitos Humanos 
(PNDH) 3 
I. Interação democrática 
entre Estado e Sociedade 
Civil; 
 
II. Desenvolvimento e 
Direitos Humanos; 
III. Universalizar direitos em 
um contexto de 
desigualdade; 
IV. Segurança pública, 
acesso à justiça e combate à 
violência; 
V. Educação e cultura em 
direitos humanos; 
VI. Direito à memória e à 
verdade. 
038.682.963-28
038.682.963-28
Programa Nacional de Direitos Humanos 
Direitos Humanos 
 
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Diretriz 1 – Interação democrática entre Estado e sociedade civil como instrumento de fortalecimento da 
democracia participativa; 
 
• Objetivo estratégico I: 
Garantia da participação e do controle social das políticas públicas em Direitos Humanos, em diálogo 
plural e transversal entre os vários atores sociais. 
 
Aço es programa ticas: 
 
a) Apoiar, junto ao Poder Legislativo, a instituição do Conselho Nacional dos Direitos Humanos, dotado de 
recursos humanos, materiais e orçamenta rios para o seu pleno funcionamento, e efetuar seu credenciamento 
junto ao Escrito rio do Alto Comissariado das Naço es Unidas para os Direitos 
 
Humanos como "Instituiça o Nacional Brasileira", como primeiro passo rumo a adoça o plena dos "Princí pios de 
Paris". 
 
Responsáveis: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Preside ncia da Repu blica; Ministe rio das Relaço es 
Exteriores. 
 
b) Fomentar a criação e o fortalecimento dos conselhos de Direitos Humanos em todos os Estados e 
Municí pios eno Distrito Federal, bem como a criação de programas estaduais de Direitos Humanos. 
 
Responsável: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Preside ncia da Repu blica 
 
c) Criar mecanismos que permitam ação coordenada entre os diversos conselhos de direitos, nas tre s esferas 
da Federaça o, visando a criaça o de agenda comum para a implementaça o de polí ticas pu blicas de Direitos 
Humanos. 
 
Responsáveis: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Preside ncia da Repu blica, Secretaria Geral da 
Preside ncia da Repu blica 
 
d) Criar base de dados dos conselhos nacionais, estaduais, distrital e municipais, garantindo seu acesso ao 
público em geral. 
 
Responsáveis: Secretaria geral da Preside ncia da Repu blica; Secretaria Especial dos Direitos Humanos da 
Preside ncia da Repu blica 
 
e) Apoiar fo runs, redes e aço es da sociedade civil que fazem acompanhamento, controle social e monitoramento 
das polí ticas pu blicas de Direitos Humanos. 
 
Responsáveis: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Preside ncia da Repu blica; Secretaria-Geral da 
Preside ncia da Repu blica 
 
f) Estimular o debate sobre a regulamentação e efetividade dos instrumentos de participação social e 
consulta popular, tais como lei de iniciativa popular, referendo, veto popular e plebiscito. 
Responsáveis: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Preside ncia da Repu blica; Secretaria-Geral da 
Preside ncia da Repu blica 
 
g) Assegurar a realização periódica de conferências de Direitos Humanos, fortalecendo a interaça o entre a 
sociedade civil e o poder pu blico. 
Eixo Orientador I 
038.682.963-28
038.682.963-28
Programa Nacional de Direitos Humanos 
Direitos Humanos 
 
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Responsável: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Preside ncia da Repu blica 
 
• Objetivo estratégico II: 
 
Ampliação do controle externo dos órgãos públicos. 
 
Aço es programa ticas: 
 
a) Ampliar a divulgação dos serviços públicos voltados para a efetivação dos Direitos Humanos, em 
especial nos canais de transpare ncia. 
Responsável: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Preside ncia da Repu blica 
 
b) Propor a instituiça o da Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos, em substituiça o a Ouvidoria Geral da 
Cidadania, com independe ncia e autonomia polí tica, com mandato e indicaça o pelo Conselho Nacional dos 
Direitos Humanos, assegurando recursos humanos, materiais e financeiros para seu pleno funcionamento. 
 
Responsável: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Preside ncia da Repu blica 
 
c) Fortalecer a estrutura da Ouvidoria Agra ria Nacional. 
 
Responsável: Ministe rio do Desenvolvimento Agra rio 
 
Diretriz 2: Fortalecimento dos Direitos Humanos como instrumento transversal das políticas públicas e 
de interação democrática. 
• Objetivo estratégico I: 
 
Promoção dos Direitos Humanos como princípios orientadores das políticas públicas e das relações 
internacionais. 
 
Aço es programa ticas: 
 
a) Considerar as diretrizes e objetivos estratégicos do PNDH-3 nos instrumentos de planejamento do Estado, 
em especial no Plano Plurianual, na Lei de Diretrizes Orçamentárias e na Lei Orçamentária Anual. 
 
Responsáveis: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Preside ncia da Repu blica; Secretaria Geral da 
Preside ncia da Repu blica; Ministe rio do Planejamento, Orçamento e Gesta o 
 
b) Propor e articular o reconhecimento do status constitucional de instrumentos internacionais de Direitos 
Humanos novos ou ja existentes ainda na o ratificados. 
 
Responsáveis: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Preside ncia da Repu blica; Ministe rio da Justiça; 
Secretaria de Relaço es Institucionais da Preside ncia da Repu blica 
 
c) Construir e aprofundar agenda de cooperaça o multilateral em Direitos Humanos que contemple 
prioritariamente o Haiti, os paí ses luso fonos do continente africano e o Timor-Leste. 
 
Responsáveis: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Preside ncia da Repu blica; Ministe rio das Relaço es 
Exteriores 
 
d) Aprofundar a agenda Sul-Sul de cooperaça o bilateral em Direitos Humanos que contemple prioritariamente 
os paí ses luso fonos do continente africano, o Timor-Leste, Caribe e a Ame rica Latina. 
 
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Programa Nacional de Direitos Humanos 
Direitos Humanos 
 
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Responsáveis: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Preside ncia da Repu blica; Ministe rio das Relaço es 
Exteriores 
• Objetivo estratégico II: 
 
Fortalecimento dos instrumentos de interação democrática para a promoção dos Direitos Humanos. 
 
Aço es programa ticas: 
 
a) Criar o Observatório Nacional dos Direitos Humanos para subsidiar, com dados e informações, o trabalho 
de monitoramento das políticas públicas e de gesta o governamental e sistematizar a documentaça o e 
legislaça o, nacionais e internacionais, sobre Direitos Humanos. 
 
Responsável: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Preside ncia da Repu blica 
 
b) Estimular e reconhecer pessoas e entidades com destaque na luta pelos Direitos Humanos na 
sociedade brasileira e internacional, com a concessão de premiação, bolsas e outros incentivos, na forma 
da legislaça o aplica vel. 
 
Responsáveis: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Preside ncia da Repu blica; Ministe rio das Relaço es 
Exteriores 
 
c) Criar selo nacional "Direitos Humanos", a ser concedido a s entidades pu blicas e privadas que comprovem 
atuaça o destacada na defesa e promoça o dos direitos fundamentais. 
 
Responsáveis: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Preside ncia da Repu blica; Ministe rio da Justiça 
 
Diretriz 3: Integração e ampliação dos sistemas de informação em Direitos Humanos e construção de 
mecanismos de avaliação e monitoramento de sua efetivação. 
• Objetivo estratégico I: 
 
Desenvolvimento de mecanismos de controle social das políticas públicas de Direitos Humanos, 
garantindo o monitoramento e a transparência das ações governamentais. 
Aço es programa ticas: 
 
a) Instituir e manter sistema nacional de indicadores em Direitos Humanos, de forma articulada com os o rga os 
pu blicos e a sociedade civil. 
 
Responsável: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Preside ncia da Repu blica 
 
b) Integrar os sistemas nacionais de informaço es para elaboraça o de quadro geral sobre a implementaça o de 
polí ticas pu blicas e violaço es aos Direitos Humanos. 
Responsável: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Preside ncia da Repu blica 
 
c) Articular a criaça o de base de dados com temas relacionados aos Direitos Humanos. 
Responsável: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Preside ncia da Repu blica 
 
d) Utilizar indicadores em Direitos Humanos para mensurar demandas, monitorar, avaliar, reformular e 
propor ações efetivas. 
 
Responsáveis: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Preside ncia da Repu blica; Secretaria Especial de 
Polí ticas para as Mulheres da Preside ncia da Repu blica; Secretaria Especial de Polí ticas de Promoça o da 
Igualdade Racial da Preside ncia da Repu blica; Ministe rio da Sau de; Ministe rio do Desenvolvimento Social e 
038.682.963-28
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Programa Nacional de Direitos Humanos 
Direitos Humanos 
 
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Combate a Fome; Ministe rio da Justiça; Ministe rio das Cidades; Ministe rio do Meio Ambiente; Ministe rio da 
Cultura; Ministe rio do Turismo; Ministe rio do Esporte; Ministe rio do Desenvolvimento Agra rio 
 
e) Propor estudos visando a criaça o de linha de financiamento para a implementaça o de institutos de pesquisa 
e produça o de estatí sticas em Direitos Humanos nos Estados. 
 
Responsável: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Preside ncia da Repu blica 
 
• Objetivo estrate gico II: 
 
Monitoramento dos compromissos internacionais assumidos pelo Estado brasileiro em matéria de 
Direitos Humanos. 
Aço es programa ticas: 
 
a) Elaborar relatório anual sobre a situação dos Direitos Humanos no Brasil, em dialogo participativo com a 
sociedade civil. 
 
Responsáveis: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Preside ncia da Repu blica; Ministe rio das Relaço es 
Exteriores 
 
b) Elaborar relato rios perio dicos para os o rga os de tratados da ONU, no prazo por eles estabelecidos, com base 
em fluxo de informaço es com o rga os do governo federal e com unidades da Federaça o. 
 
Responsáveis: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Preside ncia da Repu blica; Ministe rio das Relaço es 
Exteriores 
 
c) Elaborar relatório de acompanhamento das relaço es entre o Brasil e o sistema ONU que contenha, entre 
outras, as seguintes informaço es: 
 
• Recomendaço es advindas de relatores especiais do Conselho de Direitos Humanos da ONU; 
• Recomendaço es advindas dos comite s de tratados do Mecanismo de Revisa o Perio dica; 
 
Responsáveis: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Preside ncia da Repu blica; Ministe rio das Relaço es 
Exteriores 
 
d) Definir e institucionalizar fluxo de informaço es, com responsa veis em cada o rga o do governo federal e 
unidades da Federaça o, referentes aos relato rios internacionais de Direitos Humanos e a s recomendaço es dos 
relatores especiais do Conselho de Direitos Humanos da ONU e dos comite s de tratados. 
 
Responsáveis: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Preside ncia da Repu blica; Ministe rio das Relaço es 
Exteriores 
 
e) Definir e institucionalizar fluxo de informaço es, com responsa veis em cada o rga o do governo federal, 
referentes aos relato rios da Comissa o Interamericana de Direitos Humanos e a s deciso es da Corte Interamericana 
de Direitos Humanos. 
 
Responsáveis: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Preside ncia da Repu blica; Ministe rio das Relaço es 
Exteriores 
 
f) Criar banco de dados pu blico sobre todas as recomendaço es dos sistemas ONU e OEA feitas ao Brasil, contendo 
as medidas adotadas pelos diversos o rga os pu blicos para seu cumprimento. 
 
038.682.963-28
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Responsáveis: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Preside ncia da Repu blica; Ministe rio das Relaço es 
Exteriores 
 
Questão para fixação: 
 
1) Sobre a Polí tica Nacional de Direitos Humanos do Brasil, e CORRETO afirmar: 
 
A) A elaboraça o dos Programas Nacionais de Direitos Humanos decorreu de recomendaça o feita na Confere ncia 
Mundial de Direitos Humanos de Viena (1993). 
B) As diretrizes contidas no PNDH-2 e no PNDH-3 te m força normativa. 
C) No Brasil, ja foram aprovados tre s Programas Nacionais de Direitos Humanos, sendo: PNDH-1, no governo 
Fernando Henrique Cardoso; PNDH-2, no governo Luiz Ina cio Lula da Silva; PNDH-3, no governo Dilma Rousseff. 
D) O PNDH-3 carece de diretriz a respeito da profissionalizaça o da investigaça o de atos criminosos. 
 
2) Em 1996 foi elaborado o primeiro documento da Polí tica Nacional de Direitos Humanos e apo s duas de cadas 
o documento esta na sua terceira ediça o para ampliar o acesso a esses direitos. Esta versa o esta estruturada em 
 
A) dez diretrizes. 
B) nove para metros. 
C) oito objetivos. 
D) sete aço es. 
E) seis eixos 
 
Gabarito: 
1. 2. 
A E 
 
 
 
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LÍNGUA PORTUGUESA 
 
01. A metamorfose 
 
Uma barata acordou um dia e viu que tinha se transformado num ser humano. Começou a mexer suas patas e viu 
que so tinha quatro, que eram grandes e pesadas e de articulaça o difí cil. Na o tinha mais antenas. Quis emitir um 
som de surpresa e sem querer deu um grunhido. As outras baratas fugiram aterrorizadas para tra s do mo vel. Ela 
quis segui-las, mas na o coube atra s do mo vel. O seu segundo pensamento foi: “Que horror… Preciso acabar com 
essas baratas…” 
 
Pensar, para a ex-barata, era uma novidade. Antigamente ela seguia seu instinto. Agora precisava raciocinar. Fez 
uma espe cie de manto com a cortina da sala para cobrir sua nudez. Saiu pela casa e encontrou um arma rio num 
quarto, e nele, roupa de baixo e um vestido. Olhou-se no espelho e achou-se bonita. Para uma ex-barata. Maquiou-
se. Todas as baratas sa o iguais, mas as mulheres precisam realçar sua personalidade. Adotou um nome: 
Vandirene. Mais tarde descobriu que so um nome na o bastava. A que classe pertencia?… Tinha educaça o?…. 
Refere ncias?… Conseguiu a muito custo um emprego como faxineira. Sua experie ncia de barata lhe dava acesso a 
sujeiras mal suspeitadas. Era uma boa faxineira. 
 
Difí cil era ser gente… Precisava comprar comida e o dinheiro na o chegava. As baratas se acasalam num roçar de 
antenas, mas os seres humanos na o. Conhecem-se, namoram, brigam, fazem as pazes, resolvem se casar, hesitam. 
Sera que o dinheiro vai dar ? Conseguir casa, mo veis, eletrodome sticos, roupa de cama, mesa e banho. Vandirene 
casou-se, teve filhos. Lutou muito, coitada. Filas no Instituto Nacional de Previde ncia Social. Pouco leite. O marido 
desempregado… Finalmente acertou na loteria. Quase quatro milho es ! Entre as baratas ter ou na o ter quatro 
milho es na o faz diferença. Mas Vandirene mudou. Empregou o dinheiro. Mudou de bairro. Comprou casa. Passou 
a vestir bem, a comer bem, a cuidar onde po e o pronome. Subiu de classe. Contratou baba s e entrou na Pontifí cia 
Universidade Cato lica. 
 
Vandirene acordou um dia e viu que tinha se transformado em barata. Seu penu ltimo pensamento humano foi : 
“Meu Deus!… A casa foi dedetizada ha dois dias!…”. Seu u ltimo pensamento humano foi para seu dinheiro 
rendendo na financeira e que o safado do marido, seu herdeiro legal, o usaria. Depois desceu pelo pe da cama e 
correu para tra s de um mo vel. Na o pensava mais em nada. Era puro instinto. Morreu cinco minutos depois , mas 
foram os cinco minutos mais felizes de sua vida. 
 
Kafka na o significa nada para as baratas… 
 
Considerando as afirmativas, abaixo, e correto afirmar: 
 
I- Verí ssimo traz questionamentos importantes sobre a sociedade e o comportamento humano. Isso porque, a 
todo momento, ele evidencia o contraste entre o instinto versus o raciocí nio. 
 
II- A barata e usada como sí mbolo do racional, mas ao descrever as complicaço es presentes, na vida cotidiana dos 
seres humanos, nos faz pensar em como a pro pria existe ncia e os nossos costumes sa o complexos. 
 
III- No fim todas as pessoas va o, igualmente, perdendo a conscie ncia, e que o dinheiro que ganharam ou na o, em 
vida, ja na o faz o menor sentido. 
 
A) Apenas a I esta correta. 
B) Apenas a I e II esta o corretas. 
C) Apenas a I e III esta o corretas. 
D) Apenas a II e III esta o corretas. 
 
02. Tratando-se do texto lido, na o se pode inferir que: 
038.682.963-28
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Direitos Humanos 
 
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A) O texto tem uma narrativa envolvente, que associa o humor a um cara ter filoso fico e questionador. 
B) O autor faz refere ncia a obra Metamorfose de Franz Kafka, na qual um homem se transforma em uma barata. 
Entretanto, aqui ocorre a transformaça o inversa, sendo uma barata que se humaniza, convertendo-se em mulher. 
C) No texto, o autor encontrou uma forma de banalizar os importantes questionamentos sobre a sociedade e o 
comportamento humano 
D) Esclarece que no final da vida todas as pessoas va o igualmente perdendo a conscie ncia, se transmutando em 
puro instinto. 
 
 
03. Assinale a alternativa correta, considerando as afirmaço es, abaixo, sobre o texto: 
 
I- E uma cro nica por ser um texto curto, possui uma "vida curta", ou seja, as cro nicas tratam de acontecimentos 
corriqueiros do cotidiano. 
 
II- Do latim, a palavra “cro nica” (chronica) refere-se a um registro de eventos marcados pelo tempo (cronolo gico); 
e do grego (khronos) significa “tempo” 
 
III- Uso de uma linguagem rebuscada e forma. 
 
A) Apenas a I esta correta. 
B) Apenas a II esta correta. 
C) Apenasa III esta correta. 
D) Apenas a I e II esta o corretas. 
 
04. Assinale a alternativa correta quanto a s afirmaço es, abaixo. 
I,“Olhou-se no espelho e achou-se bonita. (verbos na voz reflexiva) 
 
II-“e viu que so tinha quatro, que eram grandes e pesadas”... (sa o predicativos do sujeito) 
 
III-Contratou baba s e entrou na Pontifí cia Universidade Cato lica. (as palavras destacadas sa o oxí tona, paroxí tona 
em ditongo decrescente, proparoxí tona) 
 
A) Apenas a I esta correta. 
B) Apenas a II esta correta. 
C) Apenas a I e II esta o corretas. 
D) Apenas II e III esta o corretas. 
 
05. Os termos destacados, abaixo, sa o, sintaticamente, classificados como: 
 
Sua experie ncia de barata lhe dava acesso a sujeiras mal suspeitadas. 
 
A) objeto direto / adjunto adnominal. 
B) objeto indireto / complemento nominal. 
C) complemento nominal / adjunto adnominal. 
D) objeto direto / sujeito. 
 
06. O termo destacado tem como funça o sinta tica: 
Seu u ltimo pensamento humano foi para seu dinheiro rendendo na financeira e que o safado do marido, seu 
herdeiro legal, o usaria 
 
A) sujeito. 
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B) vocativo. 
C) aposto. 
D) adjunto adnominal. 
 
07. Dentre as palavras, abaixo, aquela que esta grafada de forma incorreta e : 
 
A) ansioso. 
B) propenso. 
C) beneficiente. 
D) intercessa o. 
 
08. Assinale a alternativa que completa, corretamente, as lacunas do perí odo, abaixo: 
 
Toda sua dedicaça o deu todos muita satisfaça o. anos, ele se referia demonstraça o de carinho como 
mais sublime. 
 
A) a – A – a – a 
B) a – A – a – a 
C) a – Ha – a – a 
D) a – Ha – a – a 
 
09. Assinale a alternativa que completa, corretamente, as lacunas, das frases, abaixo: 
 
I- Voce s, agora, esta o aptos dirigir. 
 
II- Todos estavam alienados descontentamento de Pedro. 
 
III- Ricardo mostrou-se avesso qualquer problema que pudesse ocorrer. 
 
Considerando a rege ncia nominal, as preposiço es que completam as frases, respectivamente, sa o: 
 
A) a - de – com 
B) em - com - para 
C) a – do - a 
D) para - com - ante 
 
10. Assinale a u nica frase em que deve ocorrer o sinal indicativo da crase: 
 
A) Eles ficaram cara a cara com os sequestradores. 
B) Dirigiu-se a senhora que estava sentada, no banco. 
C) Elas na o faziam refere ncia a pessoas de outro partido. 
D) Gosto de comprar a prazo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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