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038.682.963-28 038.682.963-28 Programa Nacional de Direitos Humanos Direitos Humanos www.lemaconcursos.com.br 2 Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH). O que é o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH)? A origem dos programas nacionais de direitos humanos esta na Declaração e Programa de Ação de Conferência Mundial de Viena de 1993, organizada pela Organização das Nações Unidas, que instou os Estados a concatenar os esforços rumo a implementaça o de todas as espe cies de direitos humanos. Na Confere ncia de Viena, o Brasil presidiu o Comite de Redaça o (pelas ma os do Embaixador Gilberto Saboia), atuando decisivamente para a aprovaça o final da Declaraça o e do Programa da Confere ncia Mundial dos Direitos Humanos de Viena, inclusive quanto ao dever dos Estados de adotar planos nacionais de direitos humanos. Dessa forma, a ONU (Organizaça o das Naço es Unidas) teve (e tem) um papel importante em estimular a proteção de direitos humanos pelos Estados, justamente pela adoça o dos chamados planos nacionais. No Brasil, o Programa Nacional de Direitos Humanos possui 3 versões: a primeira de 1996; a segunda de 2002 e a mais recente de 2009. Em cada plano e dado um foco especí fico a determinados direitos, mas sempre com um objetivo em comum: aprimorar a proteça o daqueles. Esse plano adveio por interme dio do Decreto nº 1.904/1996, quando o Brasil era governado por Fernando Henrique Cardoso. O plano possuí a como um de seus objetivos realizar o levantamento sobre os direitos humanos no Brasil – ou seja, verificar se esses direitos estavam sendo respeitados adequadamente, avaliar situaço es de descumprimento, e desenvolver medidas para aprimorar a legislação brasileira sobre o tema e circunsta ncias correlatas. Os direitos em foco sob a perspectiva do PNDH 1 eram referentes aos direitos civis – como o direito de ir, vir e permanecer, direito de propriedade e direito a liberdade de expressa o- e a questa o da viole ncia policial. Esse plano adveio por interme dio do Decreto nº 4.229/02, quando o Brasil ainda era governado por Fernando Henrique Cardoso. Ao contra rio do Programa anterior, a ediça o de 2002 teve e nfase nos chamados direitos sociais, sem negligenciar, contudo, os direitos civis. Nesse sentido, pode surgir o questionamento do que seriam tais direitos sociais. O melhor exemplo do que seriam esses direitos e o artigo 6º da Constituição Federal (que data de 1988, frisa- se): Art. 6º Sa o direitos sociais a educaça o, a sau de, a alimentaça o, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previde ncia social, a proteça o a maternidade e a infa ncia, a assiste ncia aos desamparados, na forma desta Constituiça o. Assim como o Parágrafo único. Todo brasileiro em situaça o de vulnerabilidade social tera direito a uma renda ba sica familiar, garantida pelo poder pu blico em programa permanente de transfere ncia de renda, cujas normas e requisitos de acesso sera o determinados em lei, observada a legislaça o fiscal e orçamenta ria Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH) 1 Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH) 2 PNDH 1 - 1996 Fernando Henrique Cardoso PNDH 2 - 2002 Fernando Henrique Cardoso PNDH 3 - 2009 Luiz Inácio Lula da Silva 038.682.963-28 038.682.963-28 Programa Nacional de Direitos Humanos Direitos Humanos www.lemaconcursos.com.br 3 Em resumo, esses direitos esta o ligados a uma ideia de promoça o de oportunidades igualitárias, visando reduzir o abismo social que existe no Brasil. Os direitos sociais, que tambe m sa o direitos humanos, tiveram uma ana lise mais aprofundada no paí s com o PNDH 2, justamente por conta da necessidade de se reduzir os í ndices brasileiros de desigualdade. Outro detalhe importante e que para elaboraça o do PNDH-2 foi realizada uma consulta pública pela internet, entre 19 de dezembro de 2001 e 15 de março de 2002. Isso demonstrou a vontade do governo de, ale m de elaborar um novo Plano para tutela dos direitos humanos, que esse Plano tivesse a participaça o popular no processo criativo do texto. Esse plano adveio por interme dio do Decreto nº 7.037/09, quando o Brasil era governado por Luiz Inácio Lula da Silva. Tratou-se de um Plano estruturado em Eixos Orientadores, sendo seis no total: Ale m disso, cada Eixo Orientador era subdividido em Diretrizes, como, por exemplo, o Eixo IV -Segurança pública, acesso à justiça e combate à violência – que possuí a como Diretrizes a democratização e modernização do sistema de segurança pública, a prevenção da violência e da criminalidade, dentre outros. Com essa estrutura, o PNDH-3 poderia ser visto como possuidor de objetivos mais concretos em prol da sociedade brasileira. Ainda, com o objetivo de ampliar o debate social em diversas questo es, o PNDH-3 acabou abordando alguns assuntos sensí veis e pole micos para a sociedade a e poca. Um exemplo e a redaça o original da aça o programa tica “g” do Objetivo Estrate gico III (garantia dos direitos das mulheres para o estabelecimento das condiço es necessa rias para sua plena cidadania): Aça o programa tica “g”: apoiar a aprovaça o do projeto de lei que descriminaliza o aborto, considerando a autonomia das mulheres para decidir sobre seus corpos. Em que pese parte da sociedade brasileira ter entendido que as discusso es trazidas eram cabí veis e que a redaça o do PNDH-3 era adequada, houve quem criticasse duramente o texto original. Como conseque ncia das diverge ncias de opinio es sobre o PNDH-3, o governo acabou editando o Decreto 7.177/2010, que trouxe algumas mudanças no Plano. A tentativa era de que o aprimoramento da proteça o dos Direitos Humanos pudesse continuar, mas dessa vez sem o risco de pole micas em torno do conteu do do texto. A aça o programa tica “g” do Objetivo Estrate gico III, por exemplo, sofreu substancial alteraça o. Compare as redaço es: Redaça o original da Aça o programa tica “g”: apoiar a aprovação do projeto de lei que descriminaliza o aborto, considerando a autonomia das mulheres para decidir sobre seus corpos. Redaça o da Aça o programa tica “g” apo s o Decreto 7.177/2010: considerar o aborto como tema de saúde pública, com a garantia do acesso aos serviços de saúde. Conhecendo um pouco da histo ria dos programas nacionais de Direitos Humanos, vamos agora trabalhar os artigos do PNDH3. Eixo Orientador 1 Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH) 3 I. Interação democrática entre Estado e Sociedade Civil; II. Desenvolvimento e Direitos Humanos; III. Universalizar direitos em um contexto de desigualdade; IV. Segurança pública, acesso à justiça e combate à violência; V. Educação e cultura em direitos humanos; VI. Direito à memória e à verdade. 038.682.963-28 038.682.963-28 Programa Nacional de Direitos Humanos Direitos Humanos www.lemaconcursos.com.br 4 Diretriz 1 – Interação democrática entre Estado e sociedade civil como instrumento de fortalecimento da democracia participativa; • Objetivo estratégico I: Garantia da participação e do controle social das políticas públicas em Direitos Humanos, em diálogo plural e transversal entre os vários atores sociais. Aço es programa ticas: a) Apoiar, junto ao Poder Legislativo, a instituição do Conselho Nacional dos Direitos Humanos, dotado de recursos humanos, materiais e orçamenta rios para o seu pleno funcionamento, e efetuar seu credenciamento junto ao Escrito rio do Alto Comissariado das Naço es Unidas para os Direitos Humanos como "Instituiça o Nacional Brasileira", como primeiro passo rumo a adoça o plena dos "Princí pios de Paris". Responsáveis: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Preside ncia da Repu blica; Ministe rio das Relaço es Exteriores. b) Fomentar a criação e o fortalecimento dos conselhos de Direitos Humanos em todos os Estados e Municí pios eno Distrito Federal, bem como a criação de programas estaduais de Direitos Humanos. Responsável: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Preside ncia da Repu blica c) Criar mecanismos que permitam ação coordenada entre os diversos conselhos de direitos, nas tre s esferas da Federaça o, visando a criaça o de agenda comum para a implementaça o de polí ticas pu blicas de Direitos Humanos. Responsáveis: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Preside ncia da Repu blica, Secretaria Geral da Preside ncia da Repu blica d) Criar base de dados dos conselhos nacionais, estaduais, distrital e municipais, garantindo seu acesso ao público em geral. Responsáveis: Secretaria geral da Preside ncia da Repu blica; Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Preside ncia da Repu blica e) Apoiar fo runs, redes e aço es da sociedade civil que fazem acompanhamento, controle social e monitoramento das polí ticas pu blicas de Direitos Humanos. Responsáveis: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Preside ncia da Repu blica; Secretaria-Geral da Preside ncia da Repu blica f) Estimular o debate sobre a regulamentação e efetividade dos instrumentos de participação social e consulta popular, tais como lei de iniciativa popular, referendo, veto popular e plebiscito. Responsáveis: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Preside ncia da Repu blica; Secretaria-Geral da Preside ncia da Repu blica g) Assegurar a realização periódica de conferências de Direitos Humanos, fortalecendo a interaça o entre a sociedade civil e o poder pu blico. Eixo Orientador I 038.682.963-28 038.682.963-28 Programa Nacional de Direitos Humanos Direitos Humanos www.lemaconcursos.com.br 5 Responsável: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Preside ncia da Repu blica • Objetivo estratégico II: Ampliação do controle externo dos órgãos públicos. Aço es programa ticas: a) Ampliar a divulgação dos serviços públicos voltados para a efetivação dos Direitos Humanos, em especial nos canais de transpare ncia. Responsável: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Preside ncia da Repu blica b) Propor a instituiça o da Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos, em substituiça o a Ouvidoria Geral da Cidadania, com independe ncia e autonomia polí tica, com mandato e indicaça o pelo Conselho Nacional dos Direitos Humanos, assegurando recursos humanos, materiais e financeiros para seu pleno funcionamento. Responsável: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Preside ncia da Repu blica c) Fortalecer a estrutura da Ouvidoria Agra ria Nacional. Responsável: Ministe rio do Desenvolvimento Agra rio Diretriz 2: Fortalecimento dos Direitos Humanos como instrumento transversal das políticas públicas e de interação democrática. • Objetivo estratégico I: Promoção dos Direitos Humanos como princípios orientadores das políticas públicas e das relações internacionais. Aço es programa ticas: a) Considerar as diretrizes e objetivos estratégicos do PNDH-3 nos instrumentos de planejamento do Estado, em especial no Plano Plurianual, na Lei de Diretrizes Orçamentárias e na Lei Orçamentária Anual. Responsáveis: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Preside ncia da Repu blica; Secretaria Geral da Preside ncia da Repu blica; Ministe rio do Planejamento, Orçamento e Gesta o b) Propor e articular o reconhecimento do status constitucional de instrumentos internacionais de Direitos Humanos novos ou ja existentes ainda na o ratificados. Responsáveis: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Preside ncia da Repu blica; Ministe rio da Justiça; Secretaria de Relaço es Institucionais da Preside ncia da Repu blica c) Construir e aprofundar agenda de cooperaça o multilateral em Direitos Humanos que contemple prioritariamente o Haiti, os paí ses luso fonos do continente africano e o Timor-Leste. Responsáveis: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Preside ncia da Repu blica; Ministe rio das Relaço es Exteriores d) Aprofundar a agenda Sul-Sul de cooperaça o bilateral em Direitos Humanos que contemple prioritariamente os paí ses luso fonos do continente africano, o Timor-Leste, Caribe e a Ame rica Latina. 038.682.963-28 038.682.963-28 Programa Nacional de Direitos Humanos Direitos Humanos www.lemaconcursos.com.br 6 Responsáveis: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Preside ncia da Repu blica; Ministe rio das Relaço es Exteriores • Objetivo estratégico II: Fortalecimento dos instrumentos de interação democrática para a promoção dos Direitos Humanos. Aço es programa ticas: a) Criar o Observatório Nacional dos Direitos Humanos para subsidiar, com dados e informações, o trabalho de monitoramento das políticas públicas e de gesta o governamental e sistematizar a documentaça o e legislaça o, nacionais e internacionais, sobre Direitos Humanos. Responsável: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Preside ncia da Repu blica b) Estimular e reconhecer pessoas e entidades com destaque na luta pelos Direitos Humanos na sociedade brasileira e internacional, com a concessão de premiação, bolsas e outros incentivos, na forma da legislaça o aplica vel. Responsáveis: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Preside ncia da Repu blica; Ministe rio das Relaço es Exteriores c) Criar selo nacional "Direitos Humanos", a ser concedido a s entidades pu blicas e privadas que comprovem atuaça o destacada na defesa e promoça o dos direitos fundamentais. Responsáveis: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Preside ncia da Repu blica; Ministe rio da Justiça Diretriz 3: Integração e ampliação dos sistemas de informação em Direitos Humanos e construção de mecanismos de avaliação e monitoramento de sua efetivação. • Objetivo estratégico I: Desenvolvimento de mecanismos de controle social das políticas públicas de Direitos Humanos, garantindo o monitoramento e a transparência das ações governamentais. Aço es programa ticas: a) Instituir e manter sistema nacional de indicadores em Direitos Humanos, de forma articulada com os o rga os pu blicos e a sociedade civil. Responsável: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Preside ncia da Repu blica b) Integrar os sistemas nacionais de informaço es para elaboraça o de quadro geral sobre a implementaça o de polí ticas pu blicas e violaço es aos Direitos Humanos. Responsável: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Preside ncia da Repu blica c) Articular a criaça o de base de dados com temas relacionados aos Direitos Humanos. Responsável: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Preside ncia da Repu blica d) Utilizar indicadores em Direitos Humanos para mensurar demandas, monitorar, avaliar, reformular e propor ações efetivas. Responsáveis: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Preside ncia da Repu blica; Secretaria Especial de Polí ticas para as Mulheres da Preside ncia da Repu blica; Secretaria Especial de Polí ticas de Promoça o da Igualdade Racial da Preside ncia da Repu blica; Ministe rio da Sau de; Ministe rio do Desenvolvimento Social e 038.682.963-28 038.682.963-28 Programa Nacional de Direitos Humanos Direitos Humanos www.lemaconcursos.com.br 7 Combate a Fome; Ministe rio da Justiça; Ministe rio das Cidades; Ministe rio do Meio Ambiente; Ministe rio da Cultura; Ministe rio do Turismo; Ministe rio do Esporte; Ministe rio do Desenvolvimento Agra rio e) Propor estudos visando a criaça o de linha de financiamento para a implementaça o de institutos de pesquisa e produça o de estatí sticas em Direitos Humanos nos Estados. Responsável: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Preside ncia da Repu blica • Objetivo estrate gico II: Monitoramento dos compromissos internacionais assumidos pelo Estado brasileiro em matéria de Direitos Humanos. Aço es programa ticas: a) Elaborar relatório anual sobre a situação dos Direitos Humanos no Brasil, em dialogo participativo com a sociedade civil. Responsáveis: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Preside ncia da Repu blica; Ministe rio das Relaço es Exteriores b) Elaborar relato rios perio dicos para os o rga os de tratados da ONU, no prazo por eles estabelecidos, com base em fluxo de informaço es com o rga os do governo federal e com unidades da Federaça o. Responsáveis: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Preside ncia da Repu blica; Ministe rio das Relaço es Exteriores c) Elaborar relatório de acompanhamento das relaço es entre o Brasil e o sistema ONU que contenha, entre outras, as seguintes informaço es: • Recomendaço es advindas de relatores especiais do Conselho de Direitos Humanos da ONU; • Recomendaço es advindas dos comite s de tratados do Mecanismo de Revisa o Perio dica; Responsáveis: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Preside ncia da Repu blica; Ministe rio das Relaço es Exteriores d) Definir e institucionalizar fluxo de informaço es, com responsa veis em cada o rga o do governo federal e unidades da Federaça o, referentes aos relato rios internacionais de Direitos Humanos e a s recomendaço es dos relatores especiais do Conselho de Direitos Humanos da ONU e dos comite s de tratados. Responsáveis: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Preside ncia da Repu blica; Ministe rio das Relaço es Exteriores e) Definir e institucionalizar fluxo de informaço es, com responsa veis em cada o rga o do governo federal, referentes aos relato rios da Comissa o Interamericana de Direitos Humanos e a s deciso es da Corte Interamericana de Direitos Humanos. Responsáveis: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Preside ncia da Repu blica; Ministe rio das Relaço es Exteriores f) Criar banco de dados pu blico sobre todas as recomendaço es dos sistemas ONU e OEA feitas ao Brasil, contendo as medidas adotadas pelos diversos o rga os pu blicos para seu cumprimento. 038.682.963-28 038.682.963-28 Programa Nacional de Direitos Humanos Direitos Humanos www.lemaconcursos.com.br 8 Responsáveis: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Preside ncia da Repu blica; Ministe rio das Relaço es Exteriores Questão para fixação: 1) Sobre a Polí tica Nacional de Direitos Humanos do Brasil, e CORRETO afirmar: A) A elaboraça o dos Programas Nacionais de Direitos Humanos decorreu de recomendaça o feita na Confere ncia Mundial de Direitos Humanos de Viena (1993). B) As diretrizes contidas no PNDH-2 e no PNDH-3 te m força normativa. C) No Brasil, ja foram aprovados tre s Programas Nacionais de Direitos Humanos, sendo: PNDH-1, no governo Fernando Henrique Cardoso; PNDH-2, no governo Luiz Ina cio Lula da Silva; PNDH-3, no governo Dilma Rousseff. D) O PNDH-3 carece de diretriz a respeito da profissionalizaça o da investigaça o de atos criminosos. 2) Em 1996 foi elaborado o primeiro documento da Polí tica Nacional de Direitos Humanos e apo s duas de cadas o documento esta na sua terceira ediça o para ampliar o acesso a esses direitos. Esta versa o esta estruturada em A) dez diretrizes. B) nove para metros. C) oito objetivos. D) sete aço es. E) seis eixos Gabarito: 1. 2. A E 038.682.963-28 038.682.963-28 Programa Nacional de Direitos Humanos Direitos Humanos www.lemaconcursos.com.br 9 LÍNGUA PORTUGUESA 01. A metamorfose Uma barata acordou um dia e viu que tinha se transformado num ser humano. Começou a mexer suas patas e viu que so tinha quatro, que eram grandes e pesadas e de articulaça o difí cil. Na o tinha mais antenas. Quis emitir um som de surpresa e sem querer deu um grunhido. As outras baratas fugiram aterrorizadas para tra s do mo vel. Ela quis segui-las, mas na o coube atra s do mo vel. O seu segundo pensamento foi: “Que horror… Preciso acabar com essas baratas…” Pensar, para a ex-barata, era uma novidade. Antigamente ela seguia seu instinto. Agora precisava raciocinar. Fez uma espe cie de manto com a cortina da sala para cobrir sua nudez. Saiu pela casa e encontrou um arma rio num quarto, e nele, roupa de baixo e um vestido. Olhou-se no espelho e achou-se bonita. Para uma ex-barata. Maquiou- se. Todas as baratas sa o iguais, mas as mulheres precisam realçar sua personalidade. Adotou um nome: Vandirene. Mais tarde descobriu que so um nome na o bastava. A que classe pertencia?… Tinha educaça o?…. Refere ncias?… Conseguiu a muito custo um emprego como faxineira. Sua experie ncia de barata lhe dava acesso a sujeiras mal suspeitadas. Era uma boa faxineira. Difí cil era ser gente… Precisava comprar comida e o dinheiro na o chegava. As baratas se acasalam num roçar de antenas, mas os seres humanos na o. Conhecem-se, namoram, brigam, fazem as pazes, resolvem se casar, hesitam. Sera que o dinheiro vai dar ? Conseguir casa, mo veis, eletrodome sticos, roupa de cama, mesa e banho. Vandirene casou-se, teve filhos. Lutou muito, coitada. Filas no Instituto Nacional de Previde ncia Social. Pouco leite. O marido desempregado… Finalmente acertou na loteria. Quase quatro milho es ! Entre as baratas ter ou na o ter quatro milho es na o faz diferença. Mas Vandirene mudou. Empregou o dinheiro. Mudou de bairro. Comprou casa. Passou a vestir bem, a comer bem, a cuidar onde po e o pronome. Subiu de classe. Contratou baba s e entrou na Pontifí cia Universidade Cato lica. Vandirene acordou um dia e viu que tinha se transformado em barata. Seu penu ltimo pensamento humano foi : “Meu Deus!… A casa foi dedetizada ha dois dias!…”. Seu u ltimo pensamento humano foi para seu dinheiro rendendo na financeira e que o safado do marido, seu herdeiro legal, o usaria. Depois desceu pelo pe da cama e correu para tra s de um mo vel. Na o pensava mais em nada. Era puro instinto. Morreu cinco minutos depois , mas foram os cinco minutos mais felizes de sua vida. Kafka na o significa nada para as baratas… Considerando as afirmativas, abaixo, e correto afirmar: I- Verí ssimo traz questionamentos importantes sobre a sociedade e o comportamento humano. Isso porque, a todo momento, ele evidencia o contraste entre o instinto versus o raciocí nio. II- A barata e usada como sí mbolo do racional, mas ao descrever as complicaço es presentes, na vida cotidiana dos seres humanos, nos faz pensar em como a pro pria existe ncia e os nossos costumes sa o complexos. III- No fim todas as pessoas va o, igualmente, perdendo a conscie ncia, e que o dinheiro que ganharam ou na o, em vida, ja na o faz o menor sentido. A) Apenas a I esta correta. B) Apenas a I e II esta o corretas. C) Apenas a I e III esta o corretas. D) Apenas a II e III esta o corretas. 02. Tratando-se do texto lido, na o se pode inferir que: 038.682.963-28 038.682.963-28 Programa Nacional de Direitos Humanos Direitos Humanos www.lemaconcursos.com.br 10 A) O texto tem uma narrativa envolvente, que associa o humor a um cara ter filoso fico e questionador. B) O autor faz refere ncia a obra Metamorfose de Franz Kafka, na qual um homem se transforma em uma barata. Entretanto, aqui ocorre a transformaça o inversa, sendo uma barata que se humaniza, convertendo-se em mulher. C) No texto, o autor encontrou uma forma de banalizar os importantes questionamentos sobre a sociedade e o comportamento humano D) Esclarece que no final da vida todas as pessoas va o igualmente perdendo a conscie ncia, se transmutando em puro instinto. 03. Assinale a alternativa correta, considerando as afirmaço es, abaixo, sobre o texto: I- E uma cro nica por ser um texto curto, possui uma "vida curta", ou seja, as cro nicas tratam de acontecimentos corriqueiros do cotidiano. II- Do latim, a palavra “cro nica” (chronica) refere-se a um registro de eventos marcados pelo tempo (cronolo gico); e do grego (khronos) significa “tempo” III- Uso de uma linguagem rebuscada e forma. A) Apenas a I esta correta. B) Apenas a II esta correta. C) Apenasa III esta correta. D) Apenas a I e II esta o corretas. 04. Assinale a alternativa correta quanto a s afirmaço es, abaixo. I,“Olhou-se no espelho e achou-se bonita. (verbos na voz reflexiva) II-“e viu que so tinha quatro, que eram grandes e pesadas”... (sa o predicativos do sujeito) III-Contratou baba s e entrou na Pontifí cia Universidade Cato lica. (as palavras destacadas sa o oxí tona, paroxí tona em ditongo decrescente, proparoxí tona) A) Apenas a I esta correta. B) Apenas a II esta correta. C) Apenas a I e II esta o corretas. D) Apenas II e III esta o corretas. 05. Os termos destacados, abaixo, sa o, sintaticamente, classificados como: Sua experie ncia de barata lhe dava acesso a sujeiras mal suspeitadas. A) objeto direto / adjunto adnominal. B) objeto indireto / complemento nominal. C) complemento nominal / adjunto adnominal. D) objeto direto / sujeito. 06. O termo destacado tem como funça o sinta tica: Seu u ltimo pensamento humano foi para seu dinheiro rendendo na financeira e que o safado do marido, seu herdeiro legal, o usaria A) sujeito. 038.682.963-28 038.682.963-28 Programa Nacional de Direitos Humanos Direitos Humanos www.lemaconcursos.com.br 11 B) vocativo. C) aposto. D) adjunto adnominal. 07. Dentre as palavras, abaixo, aquela que esta grafada de forma incorreta e : A) ansioso. B) propenso. C) beneficiente. D) intercessa o. 08. Assinale a alternativa que completa, corretamente, as lacunas do perí odo, abaixo: Toda sua dedicaça o deu todos muita satisfaça o. anos, ele se referia demonstraça o de carinho como mais sublime. A) a – A – a – a B) a – A – a – a C) a – Ha – a – a D) a – Ha – a – a 09. Assinale a alternativa que completa, corretamente, as lacunas, das frases, abaixo: I- Voce s, agora, esta o aptos dirigir. II- Todos estavam alienados descontentamento de Pedro. III- Ricardo mostrou-se avesso qualquer problema que pudesse ocorrer. Considerando a rege ncia nominal, as preposiço es que completam as frases, respectivamente, sa o: A) a - de – com B) em - com - para C) a – do - a D) para - com - ante 10. Assinale a u nica frase em que deve ocorrer o sinal indicativo da crase: A) Eles ficaram cara a cara com os sequestradores. B) Dirigiu-se a senhora que estava sentada, no banco. C) Elas na o faziam refere ncia a pessoas de outro partido. D) Gosto de comprar a prazo. 038.682.963-28 038.682.963-28 Programa Nacional de Direitos Humanos Direitos Humanos www.lemaconcursos.com.br 12 038.682.963-28 038.682.963-28 Programa Nacional de Direitos Humanos Direitos Humanos www.lemaconcursos.com.br 13 038.682.963-28 038.682.963-28 Programa Nacional de Direitos Humanos Direitos Humanos www.lemaconcursos.com.br 14 038.682.963-28 038.682.963-28