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Potencial de Ação e Fisiologia Celular

Notas de fisiologia sobre potencial de ação e potencial de membrana. Aborda geração do impulso, distribuição iônica (Na+, K+, Ca2+, Cl-), bomba Na+/K+ ATPase, canais voltagem-dependentes, fases (despolarização/repolarização), períodos refratários, condução contínua e saltatória e fatores como mielina, diâmetro e temperatura.

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FISIOLOGIA DO SISTEMA REGULADOR
PROF. INGRID ALBUQUERQUE
POTENCIAL DE AÇÃO
Um potencial de ação, ou impulso nervoso, é um 
sinal elétrico que se propaga ao longo da superfície 
da membrana de um neurônio ou fibra muscular.
 Quando a célula apresenta um potencial de membrana, é polarizada, sendo a maioria
das células do organismo polarizada com potenciais variando entre +5mV a -100mV.
 Esse potencial da membrana em repouso se mantém devido à distribuição desigual
de íons no líquido extracelular e intracelular. A maioria dos ânions do meio
intracelular não é capaz de sair, pois eles se encontram ligados ao ATP ou a grandes
proteínas, as ATPases Na+ e K+ (bombas de sódio e potássio), que contribuem para
a negatividade do potencial da membrana em repouso.
 O potencial de ação ou impulso nervoso inicia-se com uma
sequência de eventos que possibilitam a inversão do potencial da
membrana em repouso, restaurando depois a polaridade do
repouso.
 O impulso nervoso corresponde a pequenas correntes elétricas que
passam ao longo dos neurônios, e estas resultam do movimento de
íons para dentro e fora dos neurônios através da membrana
plasmática.
K+
N+
O interior da célula é negativo em relação ao exterior. 
POTENCIAL DE MEMBRANA
Impulsos nervosos
 Os neurônios possuem excitabilidade elétrica e comunicam-se por potenciais
graduados(comunicação para curtas distâncias), e potenciais de ação (que
permitem a comunicação por longas distâncias no organismo).
 O potencial de repouso da membrana do neurônio consiste em uma diferença entre
as cargas pela membrana entre o meio intracelular e extracelular.
 No neurônio o potencial da membrana em repouso oscila entre -40 a -90 mV, sendo
em média -70mV a -90mV.
 O interior da célula é negativo em relação ao exterior.
BOMBA SÓDIO 
POTÁSSIO 
ATPASE
Contra o gradiente 
de concentração.
OUTROS CANAIS
 VAZAMENTO DE POTÁSSIO
A FAVOR DO GRADIENTE DE 
CONCENTRAÇÃO.
 Gradiente Osmótico
EQUILIBRIO ENTRE A QUANTIDADE 
DE K+ QUE ENTRA PELA BOMBA NA+ 
K+ ATPASE E A QUANTIDADE QUE SAI 
PELOS CANAIS DE VAZAMENTO.
K+
K+
K+
K+
K+
POTENCIAL ELÉTRICO, DE AÇÃO OU DE CARGA ELÉTRICA 
 Toda membrana celular tem propriedades elétricas 
 Nervosa e Muscular 
 Fluxo de íons = Corrente elétrica 
 Passagem de íons pela membrana = Passagem de carga elétrica pela 
membrana 
 São utilizados para transmissão de sinais 
CANAIS IÔNICOS CONTROLADOS POR VOLTAGEM 
 Respondem a mudanças no potencial de membrana da célula. 
 Tem papel importante na iniciação e na condução de sinais 
elétricos
Fases principais no potencial de ação: 
 Fase da despolarização, em que o potencial 
da membrana em repouso torna-se menos 
negativo; 
 Fase da repolarização, etapa na qual se 
restaura o potencial da membrana em 
repouso de cerca de -70mV a -90mV.
 Período refratário corresponde ao período de tempo em que a 
célula não é capaz de gerar outro potencial de ação em resposta a 
um outro estímulo liminar. 
 Período refratário absoluto, no qual nem mesmo um estímulo 
mais intenso que o normal é capaz de gerar um novo potencial de 
ação;
 Período refratário relativo, em que um segundo potencial pode 
ser gerado apenas com estímulos mais intensos do que os normais.
 O potencial de ação gerado por um estímulo limiar tem 
como característica o princípio do tudo ou nada, pois 
não é possível interromper sua propagação após ter sido 
iniciada.
 Nos neurônios aferentes, o potencial graduado é 
denominado potencial receptor.
FATORES QUE INFLUENCIAM O POTENCIAL DE 
MEMBRANA CELULAR
 Toda célula viva tem potencial de membrana em repouso 
 Na+ Ca ++ e Cl- são mais concentrados no LEC do que no LIC. 
 K + é mais concentrado do LIC do que no LEC 
 Em repouso membrana celular é mais permeável ao K+ do que ao Na+ ou ao Ca ++
POTENCIAL DE AÇÃO SE INICIA COM A ABERTURA DOS CANAIS DE 
SÓDIO
N+
N+
N+
N+
N+
A favor do 
Gradiente de 
concentração
Aumentando a voltagem interna celular 
levando a DESPOLARIZAÇÃO
Inativado
 Tornando permeável e possível o canal de Potássio, levando a REPOLARIZAÇÃO.
BOMBA N+ K+ ATPASE
 Restabelece o equilíbrio Iônico
 Potencial elétrico negativo
POTENCIAL DE AÇÃO DEPENDE
 Condução elétrica nos neurônios 
 Diâmetro da fibra nervosa 
 Bainha de mielina
 Resistência da membrana ao vazamento de íons 
 Integridade da mielina no axônio 
 Concentração adequada de íons no LIC/LEC
Tipos de propagação do impulso nervoso:
 Na condução contínua (ponto a 
ponto), a despolarização ocorre em 
cada segmento adjacente da membrana 
plasmática.
 Na condução saltatória, a propagação 
do impulso se dá em axônios 
mielinizados, ocorrendo nos nódulos de 
Ranvier.
 Os fatores que interferem com a velocidade de propagação do impulso 
incluem a presença de mielina, pois os axônios de maior diâmetro conduzem 
com maior velocidade que os menores, e a temperatura baixa diminui a 
velocidade de propagação do impulso.
PODE-SE CONCLUIR QUE OS SINAIS ELÉTRICOS DOS NEURÔNIOS 
 Provocam rápidas alterações no potencial da membrana 
 Propagam-se com grande velocidade por toda membrana celular
 Um potencial de ação inicia-se pela alteração súbita da polaridade celular = 
despolarização 
 Despolarização = influxo de íons para o LIC (em geral influxo de sódio para a célula) 
 Repolarização = retorno ao estado eletronegativo
UM PASSO POR VEZ
E VOCÊ NUNCA ESTARÁ 
NO MESMO LUGAR !
	Slide 1: Fisiologia do sistema regulador
	Slide 2: Potencial de ação
	Slide 3
	Slide 4
	Slide 5
	Slide 6: POTENCIAL DE MEMBRANA
	Slide 7
	Slide 8: Outros canais
	Slide 9
	Slide 10
	Slide 11
	Slide 12
	Slide 13
	Slide 14
	Slide 15
	Slide 16: Potencial de ação se inicia com a abertura dos canais de Sódio
	Slide 17
	Slide 18: BOMBA N+ k+ ATPASE 
	Slide 19
	Slide 20
	Slide 21
	Slide 22
	Slide 23: POTENCIAL DE AÇÃO DEPENDE
	Slide 24
	Slide 25
	Slide 26
	Slide 27

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