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Aula 06 Fato do Produto e do Serviço

Trecho da legislação consumerista sobre responsabilidade por produtos e serviços. Contém artigos que tratam de obrigação de informar riscos, higienização de equipamentos, dever de comunicar periculosidade, responsabilidade objetiva de fabricantes, importadores, comerciantes e fornecedores por defeitos.

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Direito do Consumidor
Fato do Produto e do Serviço
Art. 8 ° Os produtos e serviços colocados no mercado de consumo não acarretarão riscos à saúde ou segurança dos consumidores, EXCETO os considerados normais e previsíveis em decorrência de sua natureza e fruição, obrigando - se os fornecedores, em qualquer hipótese, a dar as informações necessárias e adequadas a seu respeito.
 § 1º Em se tratando de PRODUTO INDUSTRIAL, ao fabricante cabe prestar as informações a que se refere este artigo, através de impressos apropriados que devam acompanhar o produto. (Redação dada pela Lei nº 13.486, de 2017)
 § 2º O fornecedor deverá higienizar os equipamentos e utensílios utilizados no fornecimento de produtos ou serviços, ou colocados à disposição do consumidor, e informar, de maneira ostensiva e adequada, quando for o caso, sobre o risco de contaminação. (Incluído pela Lei nº 13.486, de 2017)
Art. 9º O fornecedor de produtos e serviços potencialmente nocivos ou perigosos à saúde ou segurança deverá informar, de maneira ostensiva e adequada, a respeito da sua nocividade ou periculosidade, sem prejuízo da adoção de outras medidas cabíveis em cada caso concreto.
Art. 10. O fornecedor não poderá colocar no mercado de consumo produto ou serviço que sabe ou deveria saber apresentar alto grau de nocividade ou periculosidade à saúde ou segurança.
§ 1º O fornecedor de produtos e serviços que, posteriormente à sua introdução no mercado de consumo, tiver conhecimento da periculosidade que apresentem, deverá comunicar o fato imediatamente às autoridades competentes e aos consumidores, mediante anúncios publicitários.
§ 2º Os anúncios publicitários a que se refere o parágrafo anterior serão veiculados na imprensa, rádio e televisão, às expensas do fornecedor do produto ou serviço.
§ 3º Sempre que tiverem conhecimento de periculosidade de produtos ou serviços à saúde ou segurança dos consumidores, a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão informá-los a respeito.
Da Responsabilidade pelo Fato do Produto e do Serviço
Art. 12. O fabricante, o produtor, o construtor, nacional ou estrangeiro, e o importador respondem, INDEPENDENTEMENTE DA EXISTÊNCIA DE CULPA, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos decorrentes de projeto, fabricação, construção, montagem, fórmulas, manipulação, apresentação ou acondicionamento de seus produtos, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua utilização e riscos.
· SUJEITOS: fabricante, produtor, construtor e o importador.
§ 1º O produto é DEFEITUOSO quando não oferece a segurança que dele legitimamente se espera, levando-se em consideração as circunstâncias relevantes, entre as quais:
I - sua apresentação;
II - o uso e os riscos que razoavelmente dele se esperam;
III - a época em que foi colocado em circulação.
§ 2º O produto não é considerado defeituoso pelo fato de outro de melhor qualidade ter sido colocado no mercado.
§ 3º O fabricante, o construtor, o produtor ou importador só NÃO SERÁ RESPONSABILIZADO quando provar:
I - que não colocou o produto no mercado;
II - que, embora haja colocado o produto no mercado, o defeito inexiste;
III - a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro.
OS RESPONSÁVEIS PELO DEVER DE INDENIZAR
3 tipos de FORNECEDORESimportador ou in natura 
não participa diretamente da fabric/produc/construç do produto.
FORNECEDOR PRESUMIDO
FORNECEDOR APARENTE
comerciante; aquele que põe seu nome ou marca no produto final
FORNECEDOR REAL
fabricante, construtor e produtor
intermediário entre quem fabrica e o consumidor.
· Escolha do consumidor
· Distribuidor? Atacadista ou varejista
Art. 13. O COMERCIANTE é igualmente responsável, nos termos do artigo anterior, quando: 
I - o fabricante, o construtor, o produtor ou o importador NÃO PUDEREM SER IDENTIFICADOS; 
II - o produto for fornecido sem identificação clara do seu fabricante, produtor, construtor ou importador; 
III - não conservar adequadamente os produtos perecíveis. 
 Parágrafo único. Aquele que efetivar o pagamento ao prejudicado poderá exercer o direito de regresso contra os demais responsáveis, segundo sua participação na causação do evento danoso.
Art. 14. O fornecedor de serviços responde, INDEPENDENTEMENTE DA EXISTÊNCIA DE CULPA, pela reparação dos danos causados aos consumidores por DEFEITOS relativos à PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos.
§ 1º O serviço é defeituoso quando não fornece a segurança que o consumidor dele pode esperar, levando-se em consideração as circunstâncias relevantes, entre as quais:
I - o modo de seu fornecimento;
II - o resultado e os riscos que razoavelmente dele se esperam;
III - a época em que foi fornecido.
§ 2º O serviço não é considerado defeituoso pela adoção de novas técnicas.
§ 3º O fornecedor de serviços só não será responsabilizado quando provar:
I - que, tendo prestado o serviço, o defeito inexiste;
II - a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro.
§ 4º A responsabilidade pessoal dos profissionais liberais será apurada mediante a verificação de culpa.
· Exemplo de DEFEITO NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO 
O airbag de um veículo que não é acionado quando ocorre uma colisão, causando danos ao motorista. O defeito para ser detectado necessita do resultado externo causado pelo problema, ou seja, sem a colisão, não se tomaria conhecimento do defeito.
Vícios de qualidade por insegurança
A) através dos vícios de qualidade por inadequação (expectativa) VÍCIO DO PRODUTO - computador trava insistentemente ou o celular apaga totalmente
B) ou vícios de qualidade por insegurança
Acidente de consumo x Responsabilidade pelo fato do produto e do serviço
Um ACIDENTE DE CONSUMO ocorre quando um produto ou serviço prestado PROVOCA DANO AO CONSUMIDOR, mesmo quando utilizado ou manuseado de acordo com as instruções de uso.
Imagina você ligar o micro-ondas e o provocar uma explosão durante o preparo de alguma refeição. Ou colocar seu smartphone para carregar e o aparelho explodir, podendo causar ferimentos e queimaduras. Ou, ainda, perder uma entrevista de emprego porque seu voo atrasou.
Dentro do fato do produto e serviço temos 3 ESPÉCIES DE PERIGO: 
PERICULOSIDADE EXAGERADA
PERICULOSIDADE INERENTE
O risco é normal para aquele produto, o consumidor espera por aquele risco. 
Não há defeito, não há violação da expectativa de segurança. 
Risco intrínseco qualidade ou modo de funcionamento
Toda informação será insuficiente, mas o risco é tão grande que o produto não deveria estar no mercado.
produto de Agrotóxico e de serviço a Energia Nuclear.
Ex: faca de cozinha que é feita para cortar
PERICULOSIDADE ADQUIRIDA
É a que surpreende o consumidor, tem violada sua expectativa de segurança. E é justamente aqui que se pode falar em defeito. Violação de uma legitima expectativa de segurança.
Danos indenizáveis
· “todos os danos” – patrimônios e morais, individuais, coletivos e difusos. 
· Integral. 
· Jamais tarifada
Produto Defeituoso
Art. 12, parágrafo 1º do CDC
CLASSIFICAÇÃODEFEITO DE CRIAÇÃO OU CONCEPÇÃO:
O defeito está na fórmula do produto, sendo resultado tanto da escolha inadequada do material utilizado pelo fornecedor quanto do projeto tecnológico;
· Design
· Manifestação UNIVERSAL
· Ex: Banco que fica em bancada, com um ferro no meio.DEFEITO DE PRODUÇÃO OU FABRICAÇÃO:
Falha instalada no processo produtivo e está presente na fabricação, montagem ou construção, no acondicionamento do produto
· Vícios na qualidade por insegurança.
· Manifestação LIMITADA
DEFEITO DE INFORMAÇÃO OU COMERCIALIZAÇÃO:
É o defeito que decorre da apresentação do produto ao consumidor, presente na rotulagem e na publicidade.
Info insuficientes ou inadequadas sobre a sua utilização e riscos
P perguntar p professor: No caso de um alimento vai ser pelo fato do produto, pois causa dano ao consumidor, oferecendo risco devido a produção ou sei lá, mau acondicionamento ou será pelo vício do produto que compromete a qualidade???E tem o prazo para bens não duráveis. 
No caso do airbag vai ser pelo fato do produto, compromete a segurança e causa dano ao consumidor, falha na prestação de serviços.
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