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RIGGER - PROFISSIONAL QUALIFICADO 
RIGGING – OPERAÇÃO DE IÇAMENTO E MOVIMENTAÇÃO DE 
CARGA 
 
PRÉ REQUISITOS: 
• No mínimo o Ensino Médio Completo 
• Desejável: Eng. Mecânico ou Eng. Operacional 
• Prática em Cálculos numéricos (matemática, geometria, trigonometria, conhecimento dedesenho 
técnico (mecânico, estrutura, civil, instalações industriais) 
• Prática em leitura de manuais técnicos de guindastes. 
 
ATRIBUIÇÕES BÁSICAS: 
• SELECIONAR O GUINDASTE 
• PLANEJAR A OPERAÇÃO 
• CONFIGURAR O GUINDASTE 
• COMPOR A CARGA BRUTA 
• CALCULAR AS AMARRAÇÕES 
• ESPECIFICAR ACESSÓRIOS DE 
AMARRAÇÃO 
• ELABORAR PLANO DE “RIGGING” 
 
 
 
 
RESPONSÁVEL CAUSA % na participação 
 
 
 
Homem 
 
Gerêncica 
Planejamento e Organização 12 
46 Normas e Procedimentos 7 
Supervisão 27 
 
Operação 
Falta de Concentração 14 
48 Desobed. Às normas/proced. 8 
Imperícia 26 
Equipamento Falha Mecânica 6 6 
 TOTAL 100 100 
 
 
FONTE: OSHA (Occupational Sagety And Health Administration) 
 
 
• ATUALIZAÇÃO 
• EXIGÊNCIA DO MERCADO 
• HOJE - PROFISSIONAIS CERTIFICADOS 
TEM A PREFERÊNCIA 
• NO FUTURO SOMENTE PROFISSIONAIS 
CERTIFICADOS SERÃO ACEITOS 
 
 
 
GUINDASTES ANTIGOS 
Alguns aspéctos: 
• Estrutura superdimensionada 
• Estabilidade reduzida 
• Capacidade específica por quadrante 
• Acionamento por Alavanca e pedais 
• Lança: 
1. Com seguimentos comandados 
individualmente 
2. Telescopagem permitida 
3. Comprimentos variáveis 
4. Treliça construida com perfis laminados 
GUINDASTES MODERNOS 
Algumas inovações: 
• Resistência estrutural proxima ao limite 
• Maior Estabilidade 
• Monitoramento por computador (LMI) 
• Cabine de comanto extensível 
• Comando fora da maquina 
• Lança: 
1. Com seção arredondada 
2. Comprimento definido 
3. Hidráulica com seguimentos desmontáveis 
4. Pinada mecanicamente ou hidraulicamente 
5. Telescopagem restrita 
6. Treliça tubular 
 
 
MOVIMENTO DE CARGA 
É o produto da multiplicação do peso ou (força) pela distância do ponto de apoio atéa 
aplicação do peso. 
 Unidades usuais: tm (tonelada metro) ou 
 Kgcm (Kilograma centimetro) 
LMI – LOAD MOMENT INDICATOR 
(Indicador de Momento de Carga) 
É o instrumento incorporado ao guindaste que permite configurar e operar oequipamento em 
informações: 
Raio de Operação - Comprimento da Lança - Peso real (carga bruta ou líquida) 
Número de passadas de cabo - Contrapeso - Velocidade do vento - Força da 
Sapata 
 
O Operador tem que conhecer as tabelas de carga para aplicar no LMI 
O LMI Alerta o operador quando o guindaste se aproxima de situações insegurascom alarmes 
autiovisuais e bloqueia a operação no caso de atingir os limites. 
Em alguns LMI é possível configurar os limites conforme a exigência da operação. 
Classificação dos Guindastes 
Móveis pelo Sistema Operacional 
• GUINDASTES TIPO GUINDAUTO 
• GUINDASTES SOBRE CAMINHÕES COMERCIAIS 
• GUINDASTES INDUSTRIAIS 
• GUINDASTES HIDRÁULICOS 
SOBRE RODAS 
CONVENCIONAL 
COMPACTO PARA CARGAS MÉDIAS (CT) 
PARA TERRENOS IRREGULARES (RT) 
PARA TODO TIPO DE TERRENO (AT) 
SOBRE ESTEIRAS 
LANÇA TRELIÇADA 
LANÇA 
HIDRÁULICATIPO 
TORRE 
TIPO “RINGER” 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
• No transporte de material para obra 
• No transporte de áreas confinadas 
• Na movimentação de cargas leves 
GUINDASTE SOBRE 
CAMINHÕES COMERCIAIS 
 
 
 
 
 
 
São construidos sobre encomenda a partir do 
fornecimento do caminhão 
 
 
 
 
 
 
Projetado basicamente para movimentação de 
cargas em fábricas eáreas industriais 
Capacidades usuais de carga de 4 a 6toneladas, 
capacidade maxima de 15 toneladas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Projetados para transitar em rodovias 
Flexibilidade Operacional 
 
 
 
 
 
 
Dimensões extremamente reduzidas - Facilidade nas manobras 
Cabine única para operação e movimentação - Velocidades adequadas para rodoviasMaior 
aproveitamento dos recursos hidráulicos - grande estabilidade 
Pode ser utilizado com plataforma para pessoas 
Gindaste Hidráulico para 
Terrenos Irregulares 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Suspensão reforçada e pneus especiais 
Cabine única de Operação 
Maior maneabilidade que outrosguindastes 
 
Mais usado para trabalho em terrenos 
acidentados e na preparação de localpara 
início de obras 
Pode tratalhar sobre pneus e se locomover 
com a garra utilizando tabelade cargas 
específicas 
Guindaste Hidráulico para 
 
 
 
 
 
 
Combina as vantagens do guintdaste sobre caminhão (maiorvelocidade em 
rodovias) com os guindastes tipo RT 
Guindaste com Lança 
Treliçada Sobre Esteiras 
 
• Guindaste para grandes 
capacidades de cargas e 
grandes alturas 
• O guindaste pode se locomover 
com a carga, sobre um terreno 
plano existente 
 
 
 
 
(Tipo 
 
 
 
 
Guindaste sobre esteiras montado no local sobre grande anel nivelado 
Capacidade adicional obtida atravéz de contra pêso móvel extra Projetado 
para operações de cargas pesada e de longa duração 
COMPARATIVO - GUINDASTES 
 
 
 
 
 
 
AS LANÇAS TRELIÇADAS TRABALHAM À COMPRESSÃO 
(não permitem âmgulos pequenos devio a força gerada pelo peso da lança) 
AS LANÇAS HIDRÁULICAS TRABALHAM À FLEXÃO 
(nos ângulos grandes a capacidade está limitada pelo cilindro hidráulico deelevação, 
nos ângulos pequenos a capacidade está limitada pelo engastamento entre os 
seguimentos da lança.) 
GRAFICO COMPARATIVO 
Treliçado x Hidráulico 
 
 
Alguns Fabricantes atuantes 
no Brasil 
 
Componentes Básicos do Guindaste 
Hidráulico sobre rodas 
 
Componentes Básicos do Guindaste 
Treliçado sobre rodas 
 
 
 
Os guindastes possuem geralmente uma série de 
moitões específicos para cada valorda carga, os 
quais devem ser escolhidos e considerados como 
parte integrante da carga bruta a ser içada. 
 
 
Verifique o moitão adequado na tabela 
espedificada pelo fabricante e considere opeso 
do mesmo na composição da carga bruta 
 
 
 
 
 
 
 
É utilizada principalmente na linha auxiliar 
Possui uma esfera metálica que trabalha como peso na linha, criando uma tensãono cabo 
Em alguns guindastes, a bola-peso está equipada com polias permitindo montarmais de 
uma passada de cabo 
 
 
 
 
É utilizada principalmente na linha auxiliar 
Possui uma esfera metálica que trabalha como peso na linha, criando uma tensão nocabo 
Em alguns guindastes, a bola-peso está equipada com polias permitindo montar maisde uma 
passada de cabo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Quando o guindaste gira, a média “A” varia. Em alguns guindastes as 
capacidades são diferentes para lateral, traseira e dianteira. 
 
 
A = Distância CG do 
Guindaste até o 
ponto de 
tombamento 
 
 
B = Distância CG 
da carga até o 
ponto de 
tombamento 
 
 
 
A – Zona ElásticaB 
– Zona Plástica 
C – Zona de Ruptura 
 
 
Cuidado: 
A zona C é instantânea 
 
 
Alongamento – cm 
 
 
 
 
 
CATEGORIA 
COMPRIMENTO 
 
 
in (inches, polegadas, ") 
 
ft (pés, ') 
fathoms 
km 
 
cm (centímetros) 
m 
ft (pé, ') 
 
mi (milhas terrestres) 
 
 
2,54 
 
0,3048 
6,0 
 
0,6214 
 
km nmi (milhas náuticas) 0,5396 
 
 
léguas (marítimas) nmi (milhas náuticas) 3,0 
 
m ft (pés, ') 
 
m yd (yards, jardas) 
3,281 
 
1,094 
 
 
 
mi (milhas terrestres) km 1,609 
 
 
 
 
nmi (milhas náuticas) km 1,853248 
 
 
yd (jardas) m 0,9144 
 
yd (jardas) ft (pés, ') 3,0 
 
CATEGORIA 
 
PARA CONVERTER 
MULTIPLICAR 
ÁREA cm2
 sq in 0,1550 
km2
 sq mi 0,3861 
sq ft m2 0,09290 
sq in cm2
 6,452 
sq mi km2
 2,590 
sq yd sq ft 9,0 
sq yd m2 0,8361 
CATEGORIA 
PARA CONVERTER MULTIPLICAR 
VOLUME cu ft (pés 
cúbicos) 
galões (EUA) 
l (litros) 
l (litros) 
 
l (litros) 
l (litros) 
l (litros) 
fl oz (onças 
flúidas) 
pints l 
(l
it
r
o
s
) l 
(l
it
r
o
s
) 
cu ft 
(pés 
cúbicos) 
cu in 
(polegadas 
cúbica
s) 
m3 
(metros 
cúbicos) 
galões 
(EUA) 
pints 
l (litros) 
 
l (litros) 
28,32 
3,785 
0,03531 
 
61,02 
 
0,001 
0,2642 
2,113 
 
0,02957 
0,4732 
 
 
 
 
 
 
MASSA & 
PESO 
kg 
lb (pounds, 
libras) 
2,205 
lb (pounds, 
libras) 
oz (onças) 16,0 
lb (pounds, 
libras) 
kg 0,4536 
oz (onças) 
lb (pounds, 
libras) 
0,0625 
oz (onças) g (gramas) 28,349527 
quarts l (litros) 0,9463 
quarts galões 0,25 
CATEGORIA 
MULTIPLICAR 
POR PARA CONVERTER 
 
 
 
 
PRESSÃO atm mmHg 760,0 
atm kgf/cm2
 1,033 
atm psi 14,70 
bar atm 0,9869 
bar psi 14,50 
inHg atm 0,03342 
psi atm 0,06802 
psi bar 0,06897 
psi kgf/cm2
 0,07027 
psi mmHg 51,7 
CATEGORIA 
MULTIPLICAR 
POR PARA CONVERTER 
CATEGORIA 
 
VELOCIDADE 
ft/s 
PARA CONVERTER 
 
(pés por segundo) 
m/min (metros por 
minuto) 
 
km/h 
mph (mi/h, milhas 
por hora) 
MULTIPLICAR 
POR 
 
18,29 
 
 
0,6214 
 
 
 
 
 
 
 
 
kt (knots, nós, milhas 
náuticas por hora) 
km/h 1,8532 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
mph (milhas por hora) km/h 1,609 
 
 
Para converter entre graus Celsius (centígrados) e graus Farhenheit, utilize a 
fórmula: 
 
C / 5 = (F - 32) / 9 
onde C é a temperatura em graus Celsius (centígrados) e F é a temperatura em 
graus Farhenheit. 
Como alternativa, utilize a tabela de conversão abaixo (ºC é a temperatura em 
graus Celsius ou centígrados, ºF é a temperatura em graus Farhenheit e K é a 
temperatura absoluta em Kelvin). 
 
 
 
 
 
-É recomendável adotar raios que constam na tabela de carga com arespectiva 
capacidade bruta 
-Ao trabalhar com raios intermediários use como referência, para determinar a 
capacidade bruta, sempre o raio imediatamente superiormostrado na tabela de 
carga 
 
É o comprimento medido ao longo da 
lança. Do eixo de articulação da baseaté 
o eixo da polia na ponta da lança. 
 
 
 
Nos guindastes modernos só é possível 
trabalhar com comprimentos de lança 
mostrados na tabela de carga, os quaissão 
configurados previamente pelo computador 
de bordo 
Nos guindastes que permitem configurar 
comprimentos de lança que não constam na 
tabela, o planejador deve determinar a 
capacidade bruta sempre pelo comprimento 
de lança imediatamente superior mostrado 
na tabela de carga. 
 
É uma carga adicional montada no guindaste, criando um momento de força resistente, 
aumentando assim a capacidade da máquina quanto à estabilidade(tombamento) 
Quanto maior for o contrapêso e/ou a distância do mesmo ao centro de giro doguindaste, maior 
será a resistência ao tombamento. 
 
É o contrapêso fixo ao chassis giratório que não afeta a carga máxima permitidapor eixo, 
para circulação de rodovias 
 
 
É aquele adicionado na obra, conforme especificação do fabricante 
 
 
Este tipo de contrapêso pode ser metálico ou de concreto. 
São montados sobre rodas que se distanciam do guindaste conforme a 
necessidade e também giram jutamente como guindaste. 
 
É o peso real da peça, parada, a ser içada. 
 
 
É a somatória de todos os pesos reais, parados, que são aplicados no guindaste. 
 
 
 
 
É a somatória da carga bruta estática e as cargas eventuais originadas pelomovimento da peça 
Ao levantar a peça, girar, frear, pode originar um acréscimo na Carga BrutaEstática, 
devido à inércia e ao movimento 
Este acréscimo poderá chegar a 50% da Carga Bruta Estática 
Por isso a aceleração, frenagem e giro do guindaste deve ser o mais lentopossível 
O percentual adotado para cargas eventuais é de 20% a 30% da Carga BrutaEstática. 
 
 
É a capacidade real máxila do guindaste, conforme sua configuração, 
determinada pelo seu fabricante e constantes nas tabelas de carga 
 
 
É a capacidade expressa comercialmente pelo fabricante, a qual depende decondições 
especiais na operação, tais como: 
b) Menor comprimento da lança 
c) Menor raio de operação 
d) Operação na traseira 
e) Utilização de acessórios especiais para grandes capacidades 
f) Maior número de passadas de cabo 
 
 
 
 
 
Quando a carga entra em movimento a força F devevencer a 
carga estática, a rigidêz do cabo de aço emcada polia e o 
atrito nos eixos das polias 
 
Quanto maior a flexibilidade do cabo do guindaste emenor o 
coeficiente de atrito no eixo, maior será o rendimento do 
sistema 
Quanto maios o número de polias, menos será orendimento 
P (carga líquida + 
amarrações e acessórios) 
do sistema 
É responsabilidade do RIGGER determinar o número de passadas de cabo e omoitão 
adequado para a operação planejada. 
Devido ao rendimento do sistema, será necessário adicionar mais pernas decabo para 
que nenhuma perna fique sobrecarregada 
Normalmente os fabricantes fornecem em seus manuais uma tabela depassadas de 
cabo e o moitão adequado para a carga a ser içada 
Abaixo uma tabela que pode ser usada para estimar a quantidade de pernas decabo a ser 
usada, caldulada a partir do “SWL” do cabo por linha única. 
 
 
PRINCIPAL: É o cabo de aço que trabalha no tambor principal do guindaste. Geralmente 
este cabo é utilizado para o içamento de cargas na lança principal 
AUCILIAR: É o cabo de aço que trabalha no tambor auxiliar do guindaste. 
Geralmente este cabo tem diâmetro menos e é utilizado para içamento de cargas na 
linha auxiliar, tais como, extensão e JIB, utilizando moitão mais leveou bola-pêso. 
 
 
OBS: em alguns guindastes o CABO AUXILIAR pode trabalhar na lança 
principal 
 
em alguns guindastes a BOLA-PÊSO pode trabalhar na lança principaldesde que 
a mesma tenha o terminal ou roldanas compatíveis com o cabo principal. (verifique 
ATENÇÃO: na maioria dos guindastes, o CABO deve fazer parte da composição da 
carga bruta. 
O fabricante sempre especifica, no manual, o cabo de aço. 
TIPO-COMPOSIÇÃO - DIÂMETRO - SWL POR LINHA ÚNICA - 
VELOCIDADE 
sempre o manual de operação do guindaste) 
 
É de responsabilidade do RIGGER: 
a) prever a quantidade máxima de cabo que ficará pendurado na lançadurante 
a operação. 
b) Calcular o peso do cabo 
c) Somar o Peso na “COMPOSIÇÃO DA CARGA BRUTA” 
 
Cálculo 
 
 
Onde: 
P cab guind = H . nº . D 
 
P cab. Guind = peso do cabo do guindaste 
H = Altura maxima que o cabo terá durante aoperação 
nº = número de passadas do cabo 
D = peso do cabo por metro (tabela ao lado) 
u n 
 
São polias adicionais que em, alguns guindastes, é necessário montar na pontada lança, 
para compor as passadas de cabo exigida 
 
g i dast 
É a quantidade de capacidade do guindaste q 
operação 
Pode ser calculada da seguinte forma: 
 
ue está sendo utilizada na 
 
 
 
 
 
EXEMPLO 
 
 
 
É o ângulo formado entre a lança e a horizontal. 
 
OBS: Algumas tabelas de carga apresentam os ângulos da lança 
 
 
 
O ângulo da lança não tem 
precisão na configuração do 
guindaste devido à flexibilidadeda 
lança, a qual quando carregada 
descreve uma curva. 
Desta forma é recomendável que a 
configuração do guindaste seja 
elaborada pelo raio da operação. 
 
É um acessório auxiliar que aumenta o comprimento da lança. 
A capacidade de extensão geralmente está limitada por sua resistência estrutural 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
É um acessório auxiliar que pode ser 
montado na ponta da lança ou extensão e 
que permite formar ângulosem relação à 
lança (é chamado ÂnguloOff-Set) 
Os JIBS facilitam a colocação de cargas 
em locais fechados ou em situações onde 
necessida uma lança maior, a capacidade 
do JIB geralmenteestá limitada pela sua 
resistência estrutural. 
Em alguns guindastes é necessário 
verificar a estabilidade do guindastenas 
tabelas principais 
Ângulo do JIB 
Off Set 
 
 
t ã d 
É um acessório auxiliar ao JIB que permite 
aumentar o seu comprimento 
 
ATENÇÃO 
Quando a carga está sendo içada na lança principalsão 
consideradas como parte da carga bruta, se montados: o 
peso efetivo da extensão do JIB, da Bola Peso e 
do Cabo auxiliar. 
Quando acarga está sendo içada na extensão (linha 
auxiliar) são consideradas como parte da carga bruta,se 
montados: o peso efetifo do JIB, da extensão do JIB, 
do moitão principal e cabo principal 
Quando a carga está sendo içada no JIB (linha auxiliar) 
são também consideradas com oparte da carga bruta, se 
Extensão 
montados: o peso efetivo do moitãoprincipal e do 
cabo principal 
 
É a área ao redor do guindaste onde é feito o içamento. 
Para alguns guindastes as capacidades são diferentes ao trabalhar na dianteira, traseiraou laterais. O 
RIGGER deve verificar sempre a situação mais crítica so movimentar a carga 
Cada fabricante tem critérios diferentes na definição da dianteria, traseira e lateral no seu 
guindaste. Portanto consulte sempre o gráfico dos quadrantes específicos de cadafabricante. 
 
 
 
 
 
 
É força que um elemento exerce num sistema, devido a sua posição 
 
 
 
 
O Peso efetivo do acessório pode ser menor, igual ou maior que o peso real 
 
 
A – O peso efetivo do JIB na ponta da lança e da bola peso na ponta do jib é maior que os pesos reais 
B – O peso efetivo da extenção treliçada, do JIB e da bola peso é maior que os pesos reais 
C – O peso efetivo da extensão treliçada guardada na lança é menor que o peso real 
D – Peso efetivo do moitão recolhido é menor que o peso real 
 
É o ponto de equilíbrio, onde está determinada a resultante total das massas de umobjeto 
Simbolo gráfico: 
Dependendo da geometria da peça, o Centro e Gravidade pode se localizar fora oobjeto 
Para a localização do Centro de Gravidade no espaço, é necessário definir as 3coordenadas 
espaciais X, Y e Z 
 
 
ATENÇÃO: 
Para toda operção com um guindaste o içamento deverá ser feito pelo centro degravidade da 
carga. 
 
 
1- Guindaste Nivelado -Guindaste sobre esteira (nivelar o terreno) 
-Guindaste hidráulico (ajuste individual por sapata) 
2- As 4 sapatas extendidas de forma igual conforme determinação do 
fabricante 
3- Solo Resistente -Usar calços de mandeira (médes) devidamente 
construidos e com área de suporte adequado4- 
Cabo de içamento na vertical 
5- Carga Livremente suspensa 
-Não sacar, não extrair, não puxar 
6- Movimentos Lentos -O guindaste ão é uma maquina de produção 
7- Cuidado com o vento -Atenção à velocidade maxima do vento permitido no 
quindaste 
ANEMOMETRO – instrumento de medição da velocidade do vento na lança do guindaste 
 
 
 
O desnivelamento do guindaste causa forças laterais na lança reduzindo a suacapacidade 
Em alguns casos a perda de capacidade émuito grande como mostra a tabelaabaixo: 
 
 
 
 
 
 
Os movimentos Bruscos de giro do guindaste podem causar inclinação do caboem 
relação a verticalidade da lança. 
Aceleração rápida no levantamento da carga pode causar um acréscimo no pesoda carga 
Desaceleração (frenagem) na descida da carga pode causar um acréscimo nopeso da 
carga 
 
p çã 
Geralmente os guindastes apresentamem 
seus manuais uma única tabela específica 
para operação com JIB 
Alguns guindastes apresentam duas 
tabelas distindas, uma pare resistência 
estrutural e uma para estabilidade da 
maquina. Cabe ao RIGGER verificar o 
limite da capacidade pela tabela de menor 
valor. 
 
 
 
 
 
DADOS 
Peso da carga = 50 ton 
Superfície submetida ao vento = Aw=12,5 . 8=100m² 
Velocidade do vento = 9,0 m/s 
(autorizado conforme tabela de carga) 32,4 km/h 
Influência do Vento 
 
Exemplo: Guindaste 
Liebherr LTM 1120 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CARGA 
(t) 
 
 
 
 
 
 
Superfície 
sumbetida 
ao vento 
(m²) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O guindaste em operação transmite forças consideráveis ao solo, através dassapatas 
originadas pelo peso do guindaste, pelo contrapeso adicional e pela carga bruta 
O solo tem de suportar estas forças com segurança. 
É importante que a resistência do solo seja determinada por especialistas nestaárea, atravez de 
sondagens ou instrumentos de ensaios no local. 
Uma vez determinada a força aplicada na sapata (Fs) e a resistência do solo (Rs)podemos 
calcular a área de suporte (que devem ser construidos com madeira de alta 
resistência à compressão) pela equação a seguir: 
 
 
 
 
 
 
Os arames usados na fabricação dos cabos de aço, são submetidos à teste deresistência à 
fadiga, abrasão e principalmente à resistência à tração 
A RESISTÊNCIA À TRAÇÃO DO AÇO É 
PROPORCIONAL A QUALIDADE DO MESMO E À 
ÁREA DA SECÇÃO 
 
 
Construção de um cabo de aço é o termo usado para indicar o número 
de pernas, a quantidade de arames em cada perna, a sua composição e 
o tipo de alma. No desenho anterior estão indicadas as partes de um 
cabo de aço. 
As pernas dos cabos podem ser fabricadas em uma, duas ou mais 
operações, conforme sua composição. Nos primórdios da fabricação de 
cabos de aço as composições usuais dos arames nas pernas eram as 
que envolviam várias operações, com arames do mesmo diâmetro, tais 
como: 1 + 61 12 (2 operações) ou 1 + 6/12/18 (3 operações). Assim 
eram torcidos primeiramente 6 arames em volta de um arame central. 
Posteriormente, em nova passagem, o núcleo 1 + 6 arames era coberto 
com 12 arames. Esta nova camada tem por força um passo (distância 
em que um arame dá uma volta completa) diferente do passo do núcleo, 
o que ocasiona um cruzamento com arames internos, e o mesmo se 
repete ao se dar nova cobertura dos 12 arames com mais 18, para o 
caso da fabricação de pemas de 37 arames. 
Com o aperfeiçoamento das técnicas de fabricação, foram 
desenvolvidas máquinas e construções de cabos que nos possibilitam a 
confecção das pemas em uma única operação, sendo todas as camadas 
do mesmo passo. Assim surgiram as composições "Seale", "Filler" e 
"Warrington", formadas de arames de diferentes diâmetros. Estas 
composições conservam as vantagens das anteriores e eliminam sua 
principal desvantagem, ou seja, o desgaste interno ocasionado pelo 
atrito no cruzamento dos arames. 
 
Almas de fibra: As almas de fibra em geral dão 
maior flexibilidade ao cabo de aço. Os cabos 
podem ter almas de fibras naturais (AF) ou de 
fibras artificiais (AFA). As almas de fibras naturais 
são normalmente de sisal, e as almas de fibras 
artificiais são geralmente de polipropileno. 
 
 
Almas de aço: As almas de aço garantem 
maior resistência ao amassamento e 
aumentam a resistência à tração. A alma de 
aço pode ser formada por uma perna de cabo 
(AA) ou por um cabo de aço independente 
(AACI), sendo esta ultima modalidade 
preferida quando se exige do cabo maior 
flexibilidade, combinada com alta resistência à 
tração. Com exceção dos cabos até 8,Omm 
Tipo de cabo de aço ideal 
para o tipo de trabalho 
 
 
 
 
Pré Formação 
Consiste na torção prévia do arame, de forma helicoidal, proxima à posição demontagem 
Vantagens: 
Diminui as tensões internas reduzindo a fricção entre os arames e 
o desgaste. 
Manuseio mais fácil e seguro 
 
Pré Tensão 
Consiste na operação de pré-esticamento do cabo, dentro do limite elástico do material. 
Vantagens: 
Diminui as deformação estrutural ao aplicar a carga 
Lubrificação 
Os cabos são fornecidos lubrificados interna e extarnamente com um lubrificantecomposto 
especialmente para cabos. 
Os cabos de aço devem ser bem lubrificados periodicamente, protegendo-os da corrosão e 
diminuindo os atritos interno e externo, aumentando sua durabilidade. Nunca se deve utilizar 
óleo queimado para tal operação, apenas os lubrificantes especialmente desenvolvidos para esse 
fim. O óleo queimado é um material ácido, que 
em vez de proteger acelera o processo de corrosão e normalmente apresenta partículasque acabam 
aumentando o desgaste do cabo por abrasão. 
Existem diversas formas de lubrificação, mas a mais eficiente é realizada por gotejamento ou 
pulverização, com o lubrificante sendo aplicado na região do cabo quepassa pelas polias e 
tambores.Pulverização ou 
 
 
 
 
 
 
 
Com estopa Com pincel 
gotejamento 
 
Quando as pernas são torcidas da esquerda para a direita, diz-se que 
o cabo é de "Torção à direita" (Z). 
Quando as pernas são torcidas da direita para a esquerda, diz-se que 
o cabo é de "Torção à esquerda" (S). . 
Nenhum cabo de aço com torção à esquerda deve ser pedido sem que 
primeiro sejam consideradas todas as características do seu uso. 
 
No cabo de torção regular, os arames de cada perna são 
torcidos em sentido oposto à torção das próprias pernas 
(em cruz). Como resultado, os arames do topo das pemas 
são posicionados aproximadamente paralelos ao eixo 
longitudinal do cabo de aço. Estes cabos são estáveis, 
possuem boa resistência ao desgaste interno e torção e são 
fáceis de manusear. Também possuem considerável 
resistência a amassamentos e deformações devido ao curto 
comprimento dos arames expostos. 
 
No cabo de torção Lang, os arames de cada perna são 
torcidos no mesmo sentido que o das próprias pernas. Os 
arames externos são posicionados diagonalmente ao eixo 
longitudinal do cabo de aço e com um comprimento maior 
de exposição que na torção regular. Devido ao fato dos 
arames externos possuírem maior área exposta, a torção 
Lang proporciona ao cabo de aço maior resistência à 
abrasão. São também mais flexíveis e possuem maior 
resistência à fadiga. Estão mais sujeitos ao desgaste 
interno, distorções e deformações e possuem baixa 
resistência aos amassamentos. Além do mais, os cabos de 
aço torção Lang devem ter sempre as suas extremidades 
permanentemente fixadas para prevenir a sua distorção e 
em vista disso, não são recomendados para movimentar 
cargas com apenas uma linha de cabo. Nota: A não ser em 
casos especiais (como por exemplo, cabo trator de linhas 
aéreas) não se deve usar cabos de torção Lang com alma 
de fibra por apresentarem pouca estabilidade e pequena 
resistência aos amassamentos. 
 
 
 
6X7 
Seis pernas 
Sete arames por perna 
 
Na classificação numérica de construção dos cabos, o primeiro número indica a 
quantidade de pernas e o segundo a quantidade de fios por perna. Assim, 5X25significa 
um cabo com 6 pernas de 25 fios cada. 
Quando esses números são usados para designar classes padrão de cabos de aço, o segundo 
número é puramente nominal, uma vez que a quantidade de fiospor perna da classe poderá 
estar ligeiramente acima ou abaixo da nominal. 
Para cabos com alma formada por fios, pode ser usado um segundo grupo denúmeros para 
indicar a construção da alma, p. ex. 1X21, 1X43, etc. 
A construção padrão dos cabos compreende quatro grupos gerais: 6 x 7, 6 x 19,6 x 37 e 
98 x 19. Os três primeiros tem seis pernas e o ultimo, oito. 
 
 
A flexibilidade de um cabo de aço esta em proporção inversa ao diâmetro dos arames 
externos do mesmo, enquanto que a resistência à abrasão é diretamente proporcional a 
este diâmetro. Em conseqüência, escolher-se-á umacomposição com arames finos 
quando prevalecer o esforço à fadiga de dobramento, e uma composição de arames 
externos mais grossos quando as condições de trabalho exigirem grande desistência à 
abrasão. 
 
 
 
 
 
Pelo quadro anterior, o cabo 6 x 41 é o mais flexível graças ao menor diâmetro de seus 
arames externos, porém é o menos resistente à abrasão, enquanto queo contrário ocorre 
com o cabo 6 x 7 
 
 
 
 
 
Existe uma relação entre o diâmetro do cabo e o diâmetro da polia ou tamborque deve 
ser observada, a fim de garantir uma duração razoável do cabo. 
A tabela a seguir indica a proporção recomendada e a mínima entre o diâmetroda polia 
ou do tambor e o diâmetro do cabo, para as diversas composições de cabos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Construções de Cabos de Aço de AF, classificação 6x37 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Construções de Cabos de Aço de AA, classificação 6x19 
 
camada constituída de arames de dois diâmetros diferentes 
e alternados. Os cabos de aço fabricados com essa 
composição possuem boa resistência ao desgaste e boa 
resistência à fadiga. 
 
A composição "Filler" possui arames principais e arames 
finos, que seIVem de enchimento para a boa acomodação 
dos outros arames. Os arames de enchimento não estão 
sujeitos às especificações que os arames principais devem 
satisfazer. Os cabos de aço fabricados com essa composição 
possuem boa resistência ao desgaste, boa resistência à 
fadiga e alta resistência ao amassamento. 
 
Na composição existem pelo menos duas camadas 
adjacentes com o mesmo número de arames. Todos os 
arames de uma mesma camada possuem alta resistência ao 
desgaste. 
Por outro lado, ainda existem outros tipos de composições 
que são formadas pela aglutinação de duas das acima 
citadas, como por exemplo, a composição g 
 que possui as principais características de cada 
composição, proporcionando ao cabo alta resistência à 
abrasão conjugado com alta resistência à fadiga de flexão. 
 
 
 
Num cabo rotativo (também chamado "cabo convencional") uma carga externa geraum 
momento que procura destorcer o cabo e fazer girar a carga. 
Um cabo não rotativo ou resistente à rotação possui uma alma de aço caboindependente (AACI) 
torcida em sentido contrário às pernas externas. 
Sob carga, a alma tenta girar o cabo numa direção e as pernas externas tentamgirá-lo em 
sentido oposto. 
A composição geométrica de um cabo não rotativo deve ser projetada de tal maneira que os 
momentos da alma e os momentos das pernas externas se compensem, ou seja, estabeleçam 
um equilíbrio um com o outro em grande escalade variação de carga, conseguindo que o 
cabo de aço não gire mesmo em grandesalturas de içamento. 
A característica, ou seja, a qualidade da "não rotatividade" ou da "resistência àrotação" 
de um cabo varia significativamente com o projeto de sua construção,o que pode ser 
verificado facilmente comparando as construções de cabos convencionais conhecidas 
como as categorias 19x7, 34 x 7 ou 36 x 7 com os cabos de aço especiais Starlift, 
Eurolift ou Powerplast da CASAR, por exemplo. 
Esta diferença em qualidade de resistência ao giro pode ser testada em ensaios com 
cabo de aço equipado com um destorcedor (inglês: "swivel") naponta onde o cabo 
recebe a carga no gancho. 
O comportamento dos cabos com determinada construção e sob carga variada em % 
da carga de ruptura mínima de cada cabo, é demonstrado nopróximo gráfico, 
comparando: 
• O cabo convencional rotativo com 6 ou 8 pernas gira imediatamente a partirda 
carga mínima e dependendo da altura até sem carga, puxado somente pelo próprio 
peso. 
• Os cabos 17 x 7 ou 18 x 17, supostamente resistentes à rotação, começam agirar 
progressivamente já com 20% de sua carga de ruptura mínima. 
• Somente cabos especiais, com a qualidade CASAR Starlift e Eurolift, por 
exemplo, conseguem estabilidade giratória com até 80% de sua carga deruptura 
mínima, que - por sinal - é muito mais alta do que do cabo convencional. 
 
 
 
 
 
 
 
Às vezes pode ser observado, na 
prática, que por falta de 
conhecimento ou falta de instruções 
corretas do fabricante, cabos de aço 
rotativos ou pouco resistentes à 
rotação são utilizados com este assim 
chamado "destorcedor" ou "Swivel" 
na ponta do gancho em guindastes 
offshore (por exemplo)para impedir o 
giro da carga, deixando o cabo 
"abrir" e "fechar"em cada ciclo de 
trabalho, o que não é bem a função 
de um destorcedor. Para acabar com este mau costume e 
barbaridade em termos de segurançaas 
Normas ISO e EN desenvolveram 
parâmetros especiais para o uso do 
"swivel" em cabos de aço não guiados 
(em caída livre) como por exemplo em 
guindastes de içamento, botes de resgate 
e outras aplicações.Para ver a Norma, 
clique em NORMAISO 4308 - Anexo C. 
 
• 
 
 
A seleção de um cabo de aço depende da aplicação prevista. Por essa razão, são aplicados 
fatores de segurança diferentes para cadaaplicação. O fator de segurança (FS) é definido 
somo sendo a razão entre a resistência nominal do caboe a carga total maxima prevista 
O uso de fatores de segurança permite que as instalções que utilizam cabos tenham garantia 
de dispor de capacidade adequada ao serviço a ser feito, durantedosa a vida do cabo. Os 
critérios para estabelecimento dos fatores de segurança envolvem o tipo de serviço 
(velocidade de operação, condições de trabalho, mudanças repentinas de carga), o projeto 
do equipamento e as consequêcias da falha. Os cabos usados em elevadores tem fator de 
segurança de 10, ou seja, o cabo não deverá receber nunca uma carga superior a 10% de sua 
resistência à tração. 
Os elevadores usam esse fator de segurança porque, se falharem, ocorrerá umacidente de 
proporções muito graves. 
Na maioria das aplicações, o fabricante do equipamento já selecionou previamenteo cabo a 
ser usado, com base no fator de segurança adequado. Numa aplicação onde for usado um 
cabo diferente, ou em uma nova aplicação, verifique o fator de segurança a ser adotado, 
junto à industria e às associações responsáveis pela segurança. Tipos diferendes de cabos, 
usados numa mesma aplicação, podem ternecessidades diferentes com respeito a fatores de 
projeto 
 
 
 
 
 
 
As normas exigem que os fatores de segurança sejam aplicados à resistência à tração (tensão 
de ruptura) dos cabos de aço para determinar a capacidade máximade carga. Para calcular 
essa capacidade, para uma determinada aplicação, divida a tensão de ruptura do cabo pelo 
fator exigido. Essa será a carga máxima que o cago deverá receber. Poderá haver outros 
fatores limitadores em determinada aplicação, que façam com que a carga máxima possível 
seja menor que a máximapermitida pelo fator de segurança. Um exemplo é o laço (linga) de 
cabo, que leva em conta um fator de segurança e outro referente à eficiência de dobragem ou 
acoplamento. 
Lembre-se que a capacidade só estará de acordo com o fator de segurança quandoo cabo for 
novo. À medida que for sendo usado, o cabo terá sua resistência reduzida, até chegar a um 
ponto de exaustão (OHSA, Reg. 213/91) 
 
 
 
Para dimensionarmos qual deve ser o diâmetro do cabo de aço para transportar 
uma determinada carga devemos sempre utilizar o fator de segurança da próxima 
tabela em função do seu tipo de serviço. Abaixo segue um exemplo: 
Dados: Carga à ser transportada = 1.000 Kg 
• Tipo de Serviço = Guinchos 
• Fator de segurança = 5 (Em função do tipo de serviço) 
• Carga Real = Carga * Fator de Segurança = 1.000Kg * 5 = 5.000Kg 
De acordo com a tabela de Carga de Ruptura, devemos utilizar o cabo de 3/8" 
6x25+AF IPS que possui uma carga de ruptura de 5.530Kg 
Obs: Utilizamos o cabo de aço na construção 6x25 por ser mais flexível que o 6x7, 
porém a carga de ruptura da construção 6x7 (5.320Kg) já atenderia a necessidade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
O diâmetro de um cabo de aço é aquele de sua circunferência máxima. 
Observe na ilustração abaixo a forma correta de medi-lo: 
 
 
 
ERRADO CERTO 
 
 
 
ALMA 
 
 
 
 
PASSO PASSO 
 
 
 
 
 
PASSO – é o comprimento de uma volta completa de uma perna ao redor 
do diâmetro do cabo 
 
 
 
 
 
Outros itens podem ser indicados na 
especificação do cabo tais como: 
ACABAMENTO: Polido, Galvanizado 
 
LUBRIFICAÇÃO: Normal, Pesada 
Não lubrificada 
 
 
Atualmente os fabricantes de cabos de aço desenvolvem cabos 
específicos para determinados guindastes levando em consideração os 
requisitos de capacidade, flexibilidade, vida útil, velocidade, etc. 
Abaixo um Exemplo 
 
 
Acessório flexível usado em amarrações para içamento de cargas com 
comprimento definido e com olhais nas pontas 
 
 
 
 
 
 
Cargas com centro de gravidade no centro 
 
 
 
 
 
 
ESLINGAS EM ÂNGULOS ESLINGAS VERTICAIS 
 
Para determinação do diâmetro do cago de aço, adota-se o seguinte 
cálculo: 
 
swl (carga segura de trabalho) 
Crup = Carga de Ruptura (tabela do fabricante do cabo) 
f = fator de segurança (para a eslinga = 5) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Eslingas 
Multiplas Equivalências 
Quando a força efetiva na linha atenge valores grandes, podemos usar cabos 
multiplos com diâmetro menor, facilitando o manuseio e com custo menor 
Nunca use grupos de esligas na mesma linha, utiliza sempre uma única 
eslinga dobrada para que a força na esliga se equalise em todas as pernas 
 
Ao usar eslingas dobradas, devemos verificar a capacidade tabelada pelo 
fabricante, por exemplo: 2 pernas Ø 1/2” não substituem uma perna de Ø 1” 
 
A capacidade do cabo está em função da secção de metal e não do diâmetro. 
 
Abaixo temos uma tabela de equivalência do cabo de aço para cabo CIMAF 
6X37 AA-IPS 
 
 
 
 
 
OBS: Estes detalher são orientativos. Para fabricar um balancim de tubo 
estrutural sujeito a esforço de flambagem, desenvolver projeto e cálculo 
específico conforme necessidade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O guindaste deve ficar sempre afastado da rede elétrica conforme tabelas 
adotadas pela concessionária local. 
 
 
Deverá ser feito o aterramento elétrico do guindaste com haste e condutor 
de acordo com a voltagem e corrente elétrica 
Utilize distanciadores, não condutores, na ponta da lança para controle de 
distâncias 
Alguns guindastes tem sensores que acusam a aproximaçãodo campo 
elétrico 
Cuidados especiais devem ser considerados para operação sujeita a 
descargas elétricas 
Consulte operadora de energia Local. 
 
 
 
 
Elaboração 
 
O Plano de RIGGING deve ser elaborado de forma específica para cada 
operação, devendo ser detalhado conforme o grau de complexidade e 
responsabilidade da operação 
É de competência do RIGGER 
1- Determinar e calcular o peso real da carga líquida 
2- Determinar ou calcular a posição do centro de gravidade da carga 
3- Projetar, dimensionar e apresentar no final os desenhos detalhes das 
amarrações, com listas de acessórios e eslingas. 
4- Projetar e apresentar os desenhos dos balancins, quando utilizados 
5- Visita ao local da obra para estudar os seguintes fatores: 
-Melhor condição de acesso, montagem e patolamento do 
guindaste 
-Local do depósito da peça a ser movimentada 
-Melhor condição do terreno, quando à resistência e 
nivelamento 
-Possíveis interferências no solo: canaletas, bueiros, 
valas, tubulações etc 
-Possíveis interferências aéreas: redes elétricas, prédios, 
pipe rack etc 
-Possíveis providências circunstanciais: iluminação da 
área, isolamento, aterramento etc 
-Verificar recursos e condições do guindaste, caso o 
mesmo foi selecionado “a priori”. 
6- Selecionar o guindaste mais apropriado ao serviço 
7- Planejar a configuração do guindaste: lança, raio, contra peso, 
sapatas, moitão, passadas de cabo etc 
8- Definir a estratégia de levantamento e movimentação de carga, do 
início até a montagem final e apresentar a operação em desenhos 
técnicos, conforme norma, das etapas. 
9- Apresentar memórias de cálculo, descrições e procedimentos 
seguintes: 
- Composição da carga bruta 
- Capacidade bruta do guindaste 
- Força da Sapata 
- Tabela de carga adotada 
- Porcentagem de utilização do guindaste

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