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TRANSTORNOS E DISTÚRBIOS 
DE APRENDIZAGEM
FRANCIANE RIOS
UNIDADE 2
UNIDADE 2 | INTRODUÇÃO
Nesta unidade, você irá compreender os transtornos relacionados à
aprendizagem e conhecer suas características e manifestações, para
estar apto a evitar a segregação dos indivíduos que têm algum
transtorno, qualificando métodos e abordagens pedagógicas,
minimizando as dificuldades decorrentes da condição clínica no processo
de ensino-aprendizagem.
UNIDADE 2 | OBJETIVOS
1. Identificar e classificar os transtornos e distúrbios da aprendizagem.
2. Diagnosticar as caraterísticas e especificidades do Transtorno do
Espectro Autista (TEA).
3. Reconhecer e identificar as características e especificidades do
Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) e Transtorno
de Oposição Desafiante (TOD).
4. Identificar os sintomas do Transtorno Específico da Aprendizagem,
especificamente a dislexia, a disgrafia e a discalculia.
TRANSTORNOS E DISTÚRBIOS 
RELACIONADOS À APRENDIZAGEM
Consideramos “distúrbio” e “transtorno” como nomenclaturas
equivalentes, apesar de, em aspectos neurológicos, existirem
diferenciações entre essas condições. Porém, nossa abordagem é
comportamentalista.
TRANSTORNOS E DISTÚRBIOS: 
PRIMEIRAS IMPLICAÇÕES
Diversos são os transtornos que podem interferir no processo de
aprendizagem, desde os relacionados ao sono até aqueles que serão
trabalhados aqui especificamente: transtornos do neurodesenvolvimento
e transtornos disruptivos, do controle de impulsos e da conduta.
Transtornos de 
Neurodesenvolvimento
Deficiências 
Intelectuais
Transtornos da 
Comunicação
Transtorno do 
Espectro Autista
Transtorno de déficit de 
Atenção/Hiperatividade
Transtornos 
Específicos da 
aprendizagem
Dislalia Disgrafia Discalculia
Transtornos disruptivos, do 
controle de impulsos e da 
conduta
Transtorno de 
oposição 
desafiante
A condição “transtornada” resulta em déficits de aprendizagem, que não
são iguais em todos os indivíduos, mesmo que o transtorno seja o
mesmo. É preciso estar atento, pois há diversidade na própria
diversidade!
É fundamental saber que transtornos e distúrbios podem ser entendidos
como a “alteração da normalidade, seja de natureza estrutural, funcional
ou comportamental” (REZENDE, 2008, p. 281).
Os transtornos de neurodesenvolvimento abarcam um grupo de
condições relacionadas, que são evidentes desde o início do
desenvolvimento do indivíduo. Apesar de serem percebidos com maior
incidência no período escolar, no processo de anamnese se evidencia
que, tipicamente, a manifestação é anterior à etapa da escolarização.
“Os déficits de desenvolvimento variam desde limitações muito
específicas na aprendizagem ou no controle de funções executivas até
prejuízos globais em habilidades sociais ou inteligência” (APA, 2015, p.
81).
Deficiências Intelectuais (Transtornos do Desenvolvimento Intelectual).
Transtornos da comunicação.
Transtorno do Espectro Autista.
Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade.
Transtornos específicos da Aprendizagem.
Os transtornos disruptivos, do controle dos impulsos e da conduta são:
“exclusivos no sentido de que esses problemas se manifestam em
comportamentos que violam os direitos dos outros (p. ex., agressão,
destruição de propriedade) e/ou colocam o indivíduo em conflito
significativo com normas sociais ou figuras de autoridade” (APA, 2014, p.
461).
Os transtornos disruptivos, do controle de impulsos e da conduta são
aqueles relacionados a problemas na regulação emocional e
comportamental.
TRANSTORNO DO ESPECTRO 
AUTISTA (TEA)
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é definido como um
transtorno do desenvolvimento neurológico que resulta em
dificuldades de comunicação e interação social, bem como
na presença de comportamentos ou interesses restritos ou
repetitivos. Considera-se, a partir desse momento, a
utilização no texto da sigla TEA em referência ao termo
“Transtorno do Espectro do Autismo”.
Trata-se de um transtorno pervasivo e permanente, não
havendo cura, ainda que a intervenção precoce possa alterar
o prognóstico e suavizar os sintomas.
Figura 2 – Símbolo do autismo
O principal sinal de alerta é a perda ou regressão de qualquer habilidade
previamente desenvolvida sem qualquer explicação ou doença
relacionada.
Em qualquer idade: perdeu habilidades.
6 meses
Poucas expressões faciais, baixo contato 
ocular, ausência de sorriso social e pouco 
engajamento sociocomunicativo.
9 meses
Não faz troca de turno comunicativa, não 
balbucia "mamã/papa", não olha quando 
chamado, não olha para onde o adulto 
aponta, imitação pouca ou ausente. 
12 meses
Ausência de balbucios, não apresenta 
gestos convencionais (abanar para dar 
tchau, por exemplo), não fala 
mamãe/papai, ausência de atenção 
compartilhada. 
O TEA é categorizado em níveis:
Nível 1 – pouco ou nenhum apoio.
Nível 2 – apoio substancial.
Nível 3 – apoio muito substancial.
TDAH E TOD
Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade: é um padrão persistente de
desatenção e/ou hiperatividade-impulsividade que interfere no funcionamento ou no
desenvolvimento (APA, 2014).
A desatenção é uma das manifestações comportamentais e se revela das seguintes
formas:
• Divagação em tarefas.
• Falta de persistência.
• Dificuldade de manter o foco.
• Desorganização.
A hiperatividade está relacionada à atividade motora excessiva. É a manifestação de
inquietude extrema que gera o esgotamento dos outros e de si na realização das
atividades diárias.
A impulsividade se refere ao “agir sem pensar”, e essas são as ações
precipitadas e sem premeditação, com elevado potencial de dano ao indivíduo.
TDAH leva a “desempenho escolar e sucesso acadêmico reduzido, rejeição social
e, nos adultos, piores desempenhos, sucesso e assiduidade no campo
profissional e a maior probabilidade de desemprego, além de altos níveis de
conflito interpessoal (APA, 2014, p. 69)”
Os estudantes com TDAH precisam de oportunidades e professores capacitados
a atendê-los na mediação de sua aprendizagem. O primeiro passo é conhecer o
transtorno e suas implicações.
O TOD tem como característica essencial o humor raivoso ou irritável frequente
e persistente, e o comportamento questionador e desafiante ou de índole
vingativa (APA, 2014). Essas manifestações podem acontecer em apenas um
ambiente, frequentemente em casa.
Comportamentos que causam prejuízos significativos em seu funcionamento
social.
Ataques de raiva com incidência constante e regular.
Destruição de propriedades, objetos e ou similares, causando prejuízos
significativos em vários aspectos.
Autopercepção da raiva e dos comportamentos como uma reação adequada às
situações vividas.
Para melhor acolher e potencializar processos e práticas, faz-se
necessário que as crianças que estejam no TEA, que tenham TDAH ou
TOD, recebam atendimento adequado multidisciplinar, de preferência
integrado, no qual a escola e os professores sejam capacitados a lidarem
com as situações relacionadas ao comportamento, para, assim,
avançarem no processo de ensino.
TRANSTORNOS ESPECÍFICOS DA 
APRENDIZAGEM
São transtornos do neurodesenvolvimento e têm origem biológica. Suas
anormalidades se apresentam no nível cognitivo, sendo associadas às
manifestações comportamentais.
Estão diretamente relacionados às habilidades acadêmicas, como leitura,
escrita e raciocínio matemático.
Para ser considerado transtorno, é necessário que a dificuldade persista
por mais de 6 (seis) meses, que as habilidades acadêmicas estejam
significativamente abaixo da média prevista para a relação idade/ano
escolar e que outras possibilidades já tenham sido descartadas.
DISLEXIA
Dificuldade de precisão e/ou fluência na leitura de palavras e baixa
competência para decodificação e soletração. O déficit está centrado no
processamento fonológico.
Leitura imprecisa ou lenta, que demanda muito esforço.
Dificuldade na compreensão do sentido do que é lido.
Consequente dificuldade na escrita com supressão deletras ou trocas.
DISGRAFIA
Está está relacionada aos distúrbios da
motricidade fina e da motricidade ampla, bem
como aos distúrbios de coordenação viso-
motora, deficiência da organização têmporo-
espacial, lateralidade e direcionalidade (CINEL,
2003).
Falta de precisão na ortografia.
Falta de precisão na gramática e na pontuação.
Falta de clareza ou organização da expressão
escrita.
DISCALCULIA
É um transtorno do neurodesenvolvimento que resulta em um distúrbio
de aprendizagem específico das habilidades matemáticas. Afeta os
seguintes fatores:
• Senso numérico.
• Memorização de fatos aritméticos.
• Precisão ou fluência de cálculo.
• Precisão no raciocínio matemático.
TRANSTORNOS E APRENDIZAGEM
Por mais que pedagogos, psicopedagogos, educadores, professores ou
outros profissionais específicos não possam resolver essas questões
sozinhos, é possível, por meio da formação adequada, amparar, acolher
e encaminhar esses estudantes, prezando, no espaço escolar, por aquilo
que lhes é de direito: atendimento educacional adequado com vistas à
educação inclusiva.
Obrigada !

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