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PROGRAMA JOVEM AGRICULTOR DO FUTURO SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL ADMINISTRAÇÃO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO “O SENAR-AR/SP está permanentemente empenhado no aprimoramento profissional e na promoção social, destacando-se a saúde do produtor e do trabalhador rural.” FÁBIO MEIRELLES Presidente do Sistema FAESP-SENAR-AR/SP CARTILHA DO PARTICIPANTE SãO PAuLO - 2014 SER CIDADÃO ÉTICA E CIDADANIA FEDERAÇÃO DA AGRICULTURA E PECUÁRIA DO ESTADO DE SÃO PAULO Gestão 2016-2020 FÁBIO DE SALLES MEIRELLES Presidente SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL ADMINISTRAÇÃO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO CONSELHO ADMINISTRATIVO FÁBIO DE SALLES MEIRELLES Presidente EDUARDO LUIZ BICUDO FERRARO Vice-Presidente TIRSO DE SALLES MEIRELLES Vice-Presidente RAPHAEL MELLILO Vice-Presidente MARCIO ANTONIO VASSOLER Vice-Presidente MARCOS ANTÔNIO MAZETI Diretor 1º Secretário ADRIANA MENEZES DA SILVA Diretor 2º Secretário MARIA LÚCIA FERREIRA Diretor 3º Secretário LUIZ SUTTI Diretor 1º Tesoureiro PEDRO LUIZ OLIVIERI LUCCHESI Diretor 2º Tesoureiro DANIEL KLÜPPEL CARRARA Representante da Administração Central ISAAC LEITE Presidente da FETAESP SÉRGIO ANTONIO EXPRESSÃO Representante do Segmento das Classes Produtoras ADRIANA MENEZES DA SILVA Representante do Segmento das Classes Produtoras MÁRIO ANTONIO DE MORAES BIRAL Superintendente SÉRGIO PERRONE RIBEIRO Coordenador Geral Administrativo e Técnico SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL ADMINISTRAÇÃO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO PROGRAMA JOVEM AGRICULTOR DO FUTURO SER CIDADADÃO ÉTICA E CIDADANIA CARTILHA DO PARTICIPANTE SãO PAuLO - 2014 do Estado dE são PauloFEdEração da agricultura E PEcuária4 IDEALIZAÇÃO Fábio de Salles Meirelles Presidente do Sistema FAESP-SENAR-AR/SP SUPERVISÃO GERAL DO PROGRAMA “JOVEM AGRICULTOR DO FUTURO” Jair Kaczinski Chefe da Divisão Técnica do SENAR-AR/SP RESPONSÁVEL TÉCNICO Andréia de Rezende Bittencourt Divisão Técnica do SENAR-AR/SP ELABORAÇÃO Andréia de Rezende Bittencourt Licenciatura Plena em Pedagogia e Pós Graduação em Educação Especial Jasdimilia Santos da Rocha Psicopedagoga Josimar Leoni Licenciatura Plena em Letras e Pedagogia Marcel Luis Biava Cordova Licenciatura Plena em Pedagogia e Educação Física Regiana Cristina Berteli Licenciatura Plena em Pedagogia Roseli Aparecida Martins Caramori Psicóloga e Especialista em Recursos Humanos e Qualidade Total REVISÃO GRAMATICAL André Pomorski Lorente DIAGRAMAÇÃO Felipe Prado Bifulco Diagramador do SENAR-AR/SP Direitos Autorais: é proibida a reprodução total ou parcial desta cartilha, e por qualquer processo, sem a expressa e prévia autorização do SENAR-AR/SP. Serviço NacioNal de apreNdizagem rural admiNiStração regioNal do eStado de São paulo 5 SUMÁRIO APRESENTAÇÃO .............................................................................................................................................7 I - INTRODUÇÃO ..............................................................................................................................................9 II - COMPETÊNCIAS A SEREM DESENVOLVIDAS NA OFICINA ................................................................10 PRIMEIRA SESSÃO ....................................................................................................................................... 11 I – ESCOLHENDO CAMINHOS ÉTICOS ............................................................................................. 11 II - REFLETINDO SOBRE O QUE É “ÉTICA/CIDADANIA E MORAL/DIREITO” .................................. 11 III – INTERVALO ...................................................................................................................................12 IV – FORMANDO GRUPOS .................................................................................................................12 V - COMPARTILHANDO OPINIÕES – DEFININDO NORMAS ÉTICAS DE AÇÃO COMO TRABALHADOR E CIDADÃO.........................................................................................................12 VI – AVALIAÇÃO ...................................................................................................................................13 SEGUNDA SESSÃO .......................................................................................................................................14 I - REFLETIR AÇÕES ÉTICAS .............................................................................................................14 II - DISCUTIR VALORES ......................................................................................................................16 III – INTERVALO ...................................................................................................................................18 IV – AVALIANDO POSSIBILIDADES ....................................................................................................18 V - AVALIAÇÃO .....................................................................................................................................21 TERCEIRA SESSÃO ......................................................................................................................................22 I – APRENDENDO A REFLETIR SOBRE ATITUDES E COMPORTAMENTOS ÉTICOS ....................22 II – PALESTRA ......................................................................................................................................22 III - INTERVALO ....................................................................................................................................22 IV - APRENDENDO A EXERCER A CIDADANIA ..................................................................................23 V - PREPARANDO AS PERGUNTAS PARA A PESQUISA...................................................................24 VI - AVALIAÇÃO ....................................................................................................................................25 QUARTA SESSÃO ..........................................................................................................................................26 I - REALIZAÇÃO DE PESQUISA “QUALIDADE DE VIDA COM DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL - AVALIANDO POSSIBILIDADES” .......................................................................26 do Estado dE são PauloFEdEração da agricultura E PEcuária6 QUINTA SESSÃO ..........................................................................................................................................27 I - INFLUENCIANDO COMO CIDADÃO ...............................................................................................27 II - INTERVALO .....................................................................................................................................28 III - SISTEMATIZANDO DADOS DA PESQUISA ..................................................................................28 IV - CONHECENDO CONCEITOS DE MORAL, ÉTICA, DIREITO E CIDADANIA ...............................28 V - AVALIAÇÃO DA OFICINA ................................................................................................................34 BIBLIOGRAFIA ...............................................................................................................................................35 Serviço NacioNal de apreNdizagem rural admiNiStração regioNal do eStado de São paulo 7 APRESENTAÇÃO O SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR-AR/SP, criado em 23 de dezembro de 1991, pela Lei n° 8.315, e regulamentado em 10 de junho de 1992, como Entidade de personalidade jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, teve a Administração Regional do Estado de São Paulo criada em 21 de maio de 1993. Instalado no mesmo prédio da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo - FAESP, Edifício Barão de Itapetininga - Casa do Agricultor Fábio de Salles Meirelles, o SENAR-AR/SP tem, como objetivo, organizar,administrar e executar, em todo o Estado de São Paulo, o ensino da Formação Profissional e da Promoção Social Rurais dos trabalhadores e produtores rurais que atuam na produção primária de origem animal e vegetal, na agroindústria, no extrativismo, no apoio e na prestação de serviços rurais. Atendendo a um de seus principais objetivos, que é o de elevar o nível técnico, social e econômico do Homem do Campo e, consequentemente, a melhoria das suas condições de vida, o SENAR-AR/SP elaborou o Programa “Jovem Agricultor do Futuro”, a fim de atender a legislação vigente e preparar as pessoas para o mundo do trabalho no que se refere às práticas agrosilvipastoris e ao uso correto das tecnologias mais apropriadas para o aumento da sua produção e produtividade. Acreditamos que esta Cartilha, além de ser um recurso de fundamental importância para a educação dos participantes, é também, sem sombra de dúvida, um importante instrumento para o sucesso do Programa de Aprendizagem a que se propõe esta Instituição. Fábio de SalleS MeirelleS Presidente do Sistema FAESP-SENAR-AR/SP “PLANTE, CuLTIvE E COLHA A PAz” do Estado dE são PauloFEdEração da agricultura E PEcuária8 Serviço NacioNal de apreNdizagem rural admiNiStração regioNal do eStado de São paulo 9 I - INTRODUÇÃO Caro Participante Esta cartilha é uma orientação para sua participação na Oficina de Ética e Cidadania do Programa Jovem Agricultor do Futuro do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Administração Regional do Estado de São Paulo. A Oficina irá desenvolver competências específicas relacionadas com o viver e trabalhar com ética, necessárias ao desenvolvimento do profissional e do cidadão. Trabalhar com ética é uma opção que, certamente, trará imensos benefícios pessoais e coletivos. A aprendizagem orientada por competências requer sempre a atividade do participante. Para desenvolver uma competência você deve agir em situações ou circunstâncias em que essa competência é requerida. A aprendizagem de uma competência requer o exercício dessa competência. Para aprender a trabalhar com ética, por exemplo, é necessário que você participe de situações em que precise discernir entre comportamentos éticos e não éticos. Disso decorre que é fundamental a sua participação nas atividades propostas na Oficina. O seu pleno envolvimento nas situações de aprendizagem propostas é requisito essencial para o seu desenvolvimento. Do nosso lado, vamos tentar propor situações de aprendizagem que sejam estimulantes, envolventes e prazerosas. Nas situações de aprendizagem propostas neste Manual é sempre necessária a sua participação ativa no desenvolvimento das atividades. Nelas, você terá a possibilidade de usar o que já sabe e aprender com o saber dos seus companheiros de estudo. A sua disponibilidade para interagir com seus colegas de curso é, então, o segundo requisito para uma aprendizagem bem-sucedida. Nesse curso, a base, ou alicerce, ou ponto de partida para a construção do conhecimento é o conjunto das experiências e conhecimentos existentes no grupo de participantes. Esteja, então, sempre disponível para aprender na interação com seus companheiros. Nesta oficina, o instrutor é um orientador da aprendizagem que é construída por todos. Não espere que ele o ensine, que ele dê aulas, passe a matéria ou seus conhecimentos. Mesmo assim, não deixe de ler e de fazer os exercícios contidos nesta Cartilha. Eles, com certeza, vão complementar e enriquecer as propostas de seu instrutor na sala de aula. A intenção do caminho pedagógico, a seguir apresentado, é proporcionar-lhe experiências significativas e atraentes de aprendizagem integradas à vida e ao trabalho. Desejamos ardentemente que você amplie sua capacidade de assumir sua condição de cidadão e trabalhador, optando por caminhos éticos. Boa Sorte! do Estado dE são PauloFEdEração da agricultura E PEcuária10 1. Escolher caminhos éticos de ação: • Avaliar ações e comportamentos do ponto de vista ético. • Definir normas éticas de ação, como trabalhador e cidadão. 2. Fazer um diagnóstico da comunidade em que vive. 3. Perceber alternativas de melhoria, seja no ambiente ou nas condições de vida, possíveis de serem implementadas independentemente de grandes investimentos. 4. Participar ativamente do desenvolvimento sustentado da comunidade em que vive. 5. Agir e comportar-se com sensibilidade em relação à natureza, às pessoas, ao meio ambiente, tomando cuidados específicos nos diferentes âmbitos. 6. Identificar, respeitar e fazer respeitar direitos e deveres constitucionais: • Respeitar e fazer respeitar a legislação trabalhista. • Respeitar e fazer respeitar a legislação previdenciária. II - COMPETÊNCIAS A SEREM DESENVOLVIDAS NA OFICINA Serviço NacioNal de apreNdizagem rural admiNiStração regioNal do eStado de São paulo 11 PRIMEIRA SESSÃO Cumprimente o instrutor e seus colegas pelo nome, se já souber, escolha um local no semicírculo e sente-se. I – ESCOLHENDO CAMINHOS ÉTICOS Esta sessão iniciará a Oficina de Ética e cidadania. Você iniciará assistindo o filme “Invictus ”. Preste atenção e anote o que achar importante. Apresentação do filme “INVICTUS”-Com Morgan Freeman e Matt Damon – Direção: Clint Eastwood – 2009 Direção: Clint Eastwood Elenco: Matt Damon, Morgan Freeman Nome Original: Invictus Ano: 2009 Duração: 133 min País: EUA Gênero: Drama II - REFLETINDO SOBRE O QUE É “ÉTICA/CIDADANIA E MORAL/DIREITO” Você participará de um debate com os colegas. Preste atenção, siga as orientações do instrutor e anote no quadro abaixo o que for importante para você e o seguimento da sua vida ética. ilu st ra çã o 01 ilu st ra çã o 02 do Estado dE são PauloFEdEração da agricultura E PEcuária12 III – INTERVALO IV – FORMANDO GRUPOS Nesse momento, preste atenção nas orientações do instrutor e siga o que for pedido. V - COMPARTILHANDO OPINIÕES – DEFININDO NORMAS ÉTICAS DE AÇÃO COMO TRABALHADOR E CIDADÃO Você seguirá nesse instante todas as orientações dos instrutores, preste atenção e realize o que for pedido da melhor maneira possível, o importante é expressar seu conhecimento e ser o mais criativo possível. Registre o que for pedido pelo instrutor no quadro. Serviço NacioNal de apreNdizagem rural admiNiStração regioNal do eStado de São paulo 13 VI – AVALIAÇÃO Faça a avaliação do dia. Na sua cartilha, registre a resposta do seguinte questionamento: Defina como serão as suas normas éticas de ação como trabalhador e cidadão? Registre a resposta no quadro abaixo. Defina como serão as suas normas éticas de ação como trabalhador e cidadão. ilu st ra çã o 04 do Estado dE são PauloFEdEração da agricultura E PEcuária14 SEGUNDA SESSÃO Cumprimente o instrutor e seus colegas pelo nome, se já souber, escolha um local no semicírculo e sente-se. I - REFLETIR AÇÕES ÉTICAS Ouça as músicas “Comida” (Titãs) e “Pacato Cidadão”(Skank), acompanhando as letras a seguir. COMIDA - TITÃS Bebida é água! Comida é pasto! Você tem sede de que? Você tem fome de que?... A gente não quer só comida A gente quer comida Diversão e arte A gente não quer só comida A gente quer saída Para qualquer parte... A gente não quer só comida A gente quer bebida Diversão, balé A gente não quer só comida A gente quer a vida Como a vida quer... Bebida é água! Comida é pasto! Você tem sede de que? Você tem fome de que?... A gente não quer só comer A gente quer comer E quer fazer amor A gente não quer só comer A gente quer prazer Prá aliviar a dor... A gente não quer Só dinheiro A gente quer dinheiro E felicidade A gente não quer Só dinheiro A gente quer inteiro E não pela metade... Bebida é água! Comida é pasto! Você tem sede de que? Você tem fome de que?... A gente não quer só comida A gente quer comida Diversão e arte A gente não quer só comida A gente quer saída Para qualquer parte... A gente não quer só comida A gente quer bebida Diversão, balé A gente não quer só comida A gente quer a vida Como a vida quer... A gente não quer só comerA gente quer comer E quer fazer amor A gente não quer só comer A gente quer prazer Prá aliviar a dor... A gente não quer Só dinheiro A gente quer dinheiro E felicidade A gente não quer Só dinheiro A gente quer inteiro E não pela metade... Diversão e arte Para qualquer parte Diversão, balé Como a vida quer Desejo, necessidade, vontade Necessidade, desejo, eh! Necessidade, vontade, eh! Necessidade... ilu st ra çã o 05 Serviço NacioNal de apreNdizagem rural admiNiStração regioNal do eStado de São paulo 15 Pacato Cidadão - Skank Oh! Pacato Cidadão! Eu te chamei a atenção Não foi à toa, não C’estfinila utopia Mas a guerra todo dia Dia a dia, não... E tracei a vida inteira Planos tão incríveis Tramo a luz do sol Apoiado em poesia E em tecnologia Agora à luz do sol... Pacato Cidadão! É o Pacato da Civilização Pacato Cidadão! É o Pacato da Civilização... Oh! Pacato Cidadão! Eu te chamei a atenção Não foi à toa, não C’estfinila utopia Mas a guerra todo dia Dia a dia, não... E tracei a vida inteira Planos tão incríveis Tramo a luz do sol Apoiado em poesia E em tecnologia Agora à luz do sol... Pra que tanta TV Tanto tempo pra perder Qualquer coisa que se queira Saber querer Tudo bem, dissipação De vez em quando é “bão” Misturar o brasileiro Aaaaai! Com alemão Pacato Cidadão! É o Pacato da Civilização... Oh! Pacato Cidadão! Eu te chamei a atenção Não foi à toa, não C’estfinila utopia Mas a guerra todo dia Dia a dia, não... E tracei a vida inteira Planos tão incríveis Tramo a luz do sol Apoiado em poesia E em tecnologia Agora à luz do sol... Pra que tanta sujeira Nas ruas e nos rios Qualquer coisa que se suje Tem que limpar Se você não gosta dele Diga logo a verdade Sem perder a cabeça Sem perder a amizade... Pacato Cidadão! É o Pacato da civilização Pacato Cidadão! É o Pacato da civilização... Oh! Pacato Cidadão! Eu te chamei a atenção Não foi à toa, não C’estfinila utopia Mas a guerra todo dia Dia a dia, não... E tracei a vida inteira Planos tão incríveis Tramo a luz do sol Apoiado em poesia E em tecnologia Agora à luz do sol... Consertar o rádio E o casamento é Corre a felicidade No asfalto cinzento Se abolir a escravidão Do caboclo brasileiro Numa mão educação Na outra dinheiro... Pacato Cidadão! É o Pacato da Civilização Pacato Cidadão! É o Pacato da Civilização...(2x) Pacato Cidadão! É o Pacato Da Civilização! Da Civilização! ilu st ra çã o 06 do Estado dE são PauloFEdEração da agricultura E PEcuária16 Anote suas reflexões sobre as letras das músicas no quadro a seguir: II - DISCUTIR VALORES Dinâmica: Abrigo Subterrâneo O instrutor dará orientações sobre a Dinâmica e você deverá registrar as escolhas e os motivos de escolha do grupo, no quadro indicado pelo instrutor. Folha de instruções e resposta a ser entregue aos grupos: ilu st ra çã o 07 Imagine que nossa cidade está sob ameaça de um bombardeiro. Aproxima-se um homem e lhe solicita uma decisão imediata. Existe um abrigo subterrâneo que só pode acomodar sete pessoas. As seis pessoas que irão acompanhá-lo deverão ser escolhidas entre os doze pretendentes abaixo: - um violinista, com 40 anos de idade, narcótico viciado; - um advogado com 25 anos de idade; - a mulher do advogado com 24 anos de idade, que acaba de sair do manicômio. Ambos preferem ficar juntos no abrigo ou fora dele; - um sacerdote, com a idade de 75 anos; - uma prostituta, com 34 anos de idade; - o ateu, com 20 anos de idade, autor de vários assassinatos; - uma universitária que fez voto de castidade; - um físico, com 28 anos de idade, que só aceita entrar no abrigo se puder levar consigo sua arma; - um declamador fanático, com 21 anos de idade; - uma menina, com 12 anos de idade, e baixo QI; - um homossexual, com 47 anos de idade; - uma débil mental, com 32 anos de idade, que sofre de ataques epilépticos. Relacione abaixo os seis personagens que o grupo escolheu e o porque da escolha: Personagem Porque da escolha Serviço NacioNal de apreNdizagem rural admiNiStração regioNal do eStado de São paulo 17 Imagine que nossa cidade está sob ameaça de um bombardeiro. Aproxima-se um homem e lhe solicita uma decisão imediata. Existe um abrigo subterrâneo que só pode acomodar sete pessoas. As seis pessoas que irão acompanhá-lo deverão ser escolhidas entre os doze pretendentes abaixo: - um violinista, com 40 anos de idade, narcótico viciado; - um advogado com 25 anos de idade; - a mulher do advogado com 24 anos de idade, que acaba de sair do manicômio. Ambos preferem ficar juntos no abrigo ou fora dele; - um sacerdote, com a idade de 75 anos; - uma prostituta, com 34 anos de idade; - o ateu, com 20 anos de idade, autor de vários assassinatos; - uma universitária que fez voto de castidade; - um físico, com 28 anos de idade, que só aceita entrar no abrigo se puder levar consigo sua arma; - um declamador fanático, com 21 anos de idade; - uma menina, com 12 anos de idade, e baixo QI; - um homossexual, com 47 anos de idade; - uma débil mental, com 32 anos de idade, que sofre de ataques epilépticos. Relacione abaixo os seis personagens que o grupo escolheu e o porque da escolha: Personagem Porque da escolha Reflexão: Participe do debate e anote no quadro abaixo sua reflexão. do Estado dE são PauloFEdEração da agricultura E PEcuária18 III – INTERVALO IV – AVALIANDO POSSIBILIDADES Faça com seu grupo um levantamento do que consideram importante modificar na sociedade em que vivem buscando o desenvolvimento sustentável, seguindo o roteiro abaixo que, se houver necessidade, poderá ser completado. A comunidade (rápida descrição) Como vivem? As crianças? Os adolescentes? Os idosos? Os homens adultos? As mulheres adultas? ilu st ra çã o 09 O lugar O que tem de bom? O que falta? O que não é bom? O que é preciso mudar? Outras observações? ilu st ra çã o 10 Serviço NacioNal de apreNdizagem rural admiNiStração regioNal do eStado de São paulo 19 As relações sociais Integração entre pessoas e grupos? Vivência solidária? ilu st ra çã o 11 O meio ambiente Proteção do solo, áreas verdes e mananciais? Coleta seletiva de lixo? Destino do lixo? Existência de focos graves de poluição? Outros aspectos do meio ambiente que chamam atenção? ilu st ra çã o 12 do Estado dE são PauloFEdEração da agricultura E PEcuária20 Os trabalhos comunitários que existem Para crianças? Para adolescentes? Para a terceira idade? Para homens adultos? Para mulheres adultas? Para o meio ambiente? Outros? ilu st ra çã o 13 Sistemas de serviços públicos e outros como funcionam? Sistema de coleta de lixo? Sistema de atendimento médico? Sistema de fornecimento de energia elétrica? Outros sistemas? ilu st ra çã o 14 Serviço NacioNal de apreNdizagem rural admiNiStração regioNal do eStado de São paulo 21 Onde pesquisar as informações? Todos os grupos deverão apresentar o levantamento realizado e após a discussão elaborar a definição dos locais de pesquisa, após discutir as alternativas apresentadas. Há necessidade de chegar com sensibilidade no ambiente (campo da pesquisa), em relação às pessoas e ao lugar, com a preocupação de ser adequado e de perceber, de sentir para além do que está escrito no roteiro. A pesquisa será realizada na quarta sessão de aprendizagem. V - AVALIAÇÃO Respondam as questões a seguir. Recorde os princípios éticos do cidadão que você trabalhou na sessão. Eles irão influenciar a sua vida? De que forma? ilu st ra çã o 15 Você acredita que, como cidadão, vai conseguir contribuir para a melhoria de qualidade de vida e para o desenvolvimento sustentável da sua comunidade? De que forma? do Estado dE são PauloFEdEração da agricultura E PEcuária22 TERCEIRA SESSÃO Cumprimente o instrutor e seus colegas pelo nome, se já souber, escolha um local no semicírculo e sente-se. I – APRENDENDO A REFLETIR SOBRE ATITUDES E COMPORTAMENTOS ÉTICOS Dinâmica: Preste atenção e siga as orientações do instrutor. Após adinâmica haverá uma palestra. Aproveite o momento para esclarecer suas dúvidas a respeito de direitos e deveres como trabalhador e cidadão. II – PALESTRA Após a palestra, anote no quadro abaixo o que for de seu interesse e acha que servirá para a sua vida de agora em diante. III - INTERVALO ilu st ra çã o 16 ilu st ra çã o 17 Serviço NacioNal de apreNdizagem rural admiNiStração regioNal do eStado de São paulo 23 IV - APRENDENDO A EXERCER A CIDADANIA Você participará da eleição do COJAF - Comissão Organizadora Jovem Agricultor do Futuro. Nesse momento você acompanhará a eleição com a colaboração do instrutor. Preste atenção nas instruções que ele irá ler com vocês. 1 - Será realizada uma eleição a fim de determinar os intermediadores diretos para melhor interação dos adolescentes no programa. 2 – Os eleitos deverão exercer suas funções até o final do programa. 3 – Todos os alunos poderão ser candidatos aos cargos de: presidente, vice-presidente, primeiro tesoureiro, segundo tesoureiro, primeiro secretário e segundo secretário. 4 – Cada participante só poderá se candidatar a apenas um cargo. 5 - Promova um debate sobre os cargos a serem preenchidos e as funções de cada cargo e solicite candidatos que queiram participar das eleições. Cargos: Presidente: tem a função de intermediar negociações, facilitando e auxiliando nas dificuldades de entrar em consenso. Vice-Presidente: na ausência do presidente, este assume suas funções. Caso o presidente seja deposto o vice assumirá definitivamente o cargo. 1° Tesoureiro: será responsável por administrar os recursos financeiros do grupo, de acordo com o consenso de todos. Terá a responsabilidade de registrar no livro caixa crédito e débito referente à produção do terreno experimental. 2° Tesoureiro: terá a responsabilidade de auxiliar o primeiro tesoureiro e, na sua ausência, assumirá as funções atribuídas a ele. Caso seja deposto, este assumirá a função definitivamente. 1° Secretário: terá a responsabilidade de registrar o controle de estoque, eventos que o grupo participou e matérias a serem divulgadas. 2° Secretário: terá a responsabilidade de auxiliar e assumir as funções do primeiro secretário na sua ausência ou caso seja deposto. 6 – Faça uma listagem dos cargos e candidatos e deixe exposta, para que os participantes possam saber em quem votar. 7 - Cada candidato terá cinco minutos para apresentar sua proposta de trabalho aos participantes. 8– Deixe as cédulas de votação previamente elaboradas. ilu st ra çã o 19 do Estado dE são PauloFEdEração da agricultura E PEcuária24 Modelo de cédula Cédula de Votação Presidente: ______________________________________________________________ Tesoureiro: _______________________________________________________________ Secretário: _______________________________________________________________ 9 – Todos os participantes e instrutores deverão votar em um candidato para presidente, um para tesoureiro e um para secretário. Cada participante deverá assinar a lista de votação e ir até a cabine e em segredo fazer sua escolha, em seguida dobrar a cédula e colocar na urna. 10 – Havendo empate em algum cargo, promova uma nova eleição entre os empatados. 11- Nos cargos de Tesoureiro e Secretário, o segundo colocado ficará com a vaga de Segundo Tesoureiro e Segundo Secretário, determinado pelo cargo que concorreu. 12- Em caso de indisciplina ou inassiduidade, o ocupante do cargo poderá ser substituído pelo primeiro suplente, sendo o instrutor a pessoa para resolver essas situações. 13- Os vencedores dos cargos formarão o COJAF do ano e terão direito ao cargo durante todo o programa. V - PREPARANDO AS PERGUNTAS PARA A PESQUISA - Em grupos e seguindo o roteiro de sua cartilha, elabore perguntas para realizar a pesquisa de campo. Roteiro: • identifique na comunidade em que vive locais que você pode pesquisar; • observe os serviços que são necessários na comunidade e registre se existem e como são efetuados (ex: creches, transporte, postos de saúde, etc...) • estas perguntas servirão de roteiro para realização da pesquisa na próxima sessão (4ª). ilu st ra çã o 20 Serviço NacioNal de apreNdizagem rural admiNiStração regioNal do eStado de São paulo 25 Esta pesquisa servirá de base para realização do Projeto de Ação Comunitária que estará presente na próxima Oficina do programa “OFICINA PROJETO DE AÇÃO COMUNITÁRIA” VI - AVALIAÇÃO Relate, no quadro abaixo, como se sentiu avaliando as condições da comunidade em que vive e o que pode ser feito para torná-la melhor. ilu st ra çã o 21 do Estado dE são PauloFEdEração da agricultura E PEcuária26 QUARTA SESSÃO Cumprimente o instrutor e seus colegas pelo nome, se já souber, escolha um local no semicírculo e sente-se. I - REALIZAÇÃO DE PESQUISA “QUALIDADE DE VIDA COM DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL - AVALIANDO POSSIBILIDADES” O instrutor dará as instruções sobre a realização da pesquisa “Qualidade de Vida com Desenvolvimento Sustentável – Avaliando possibilidades” na comunidade, conforme planejamento realizado nas sessões anteriores. Serviço NacioNal de apreNdizagem rural admiNiStração regioNal do eStado de São paulo 27 QUINTA SESSÃO Cumprimente o instrutor e seus colegas pelo nome, se já souber, escolha um local no semicírculo e sente-se. A sessão tem início com a exibição do filme “A Corrente do bem”. I - INFLUENCIANDO COMO CIDADÃO Assista o filme “A Corrente do Bem” Título original: Pay It Forward Lançamento: 2000 (EUA) Direção: Mimi Leder Duração: 115 min Reflexão: Responda as questões abaixo: Quais são as principais condições para se iniciar um processo de mudança social, similar àquele mostrado no filme? Vocês acreditam nessa possibilidade? ilu st ra çã o 22 do Estado dE são PauloFEdEração da agricultura E PEcuária28 Se vocês fossem iniciar uma “corrente do bem” na comunidade em que vivem, qual seria o foco? II - INTERVALO III - SISTEMATIZANDO DADOS DA PESQUISA Reúna-se com seu grupo de pesquisa para organizar e sistematizar as informações obtidas. Com a orientação de seu instrutor tabulem os dados das pesquisas e elaborem um relatório, registrando-o depois no quadro indicado. Baseado nos dados que acabaram de organizar, cada grupo deverá escolher de uma a três ações necessárias e relevantes, para uma possível ação comunitária. Esta ação deverá ser algo realizável pelo grupo e que contribua para a melhoria de qualidade de vida e/ou com o desenvolvimento sustentável da sua comunidade. Deverá ser eleito um líder para coordenar toda a execução da Ação Comunitária. Relatório Sintético IV - CONHECENDO CONCEITOS DE MORAL, ÉTICA, DIREITO E CIDADANIA Leia os textos abaixo: Serviço NacioNal de apreNdizagem rural admiNiStração regioNal do eStado de São paulo 29 Texto de Apoio 1: MORAL Considerar o outro ou o próximo é um aspecto fundamental à moralidade. Numa breve definição de moral, podemos dizer que se trata do conjunto de valores, de normas e de noções do que é certo ou errado, proibido e permitido, dentro de uma determinada sociedade, de uma cultura. Como sabemos, as práticas positivas de um código moral são importantes para que possamos viver em sociedade, fato que fortalece cada vez mais a coesão dos laços que garantem a solidariedade social. Do contrário, teríamos uma situação de caos, de luta de todos contra todos para o atendimento de nossas vontades. Assim, moral tem a ver com os valores que regem a ação humana enquanto inserida na convivência social, tendo assim um caráter normativo. A moral diz respeito a uma consciência coletiva e a valores que são construídos por convenções, as quais são formuladas por uma consciência social, o que equivale dizer que são regras sancionadas pela sociedade, pelo grupo. Segundo Émile Durkheim, um dos pensadores responsáveis pela origem da Sociologia no final do século XIX, a consciência social é fruto da coletividade, da soma e inter-relação das várias consciências individuais. Dessaforma, as mais diferentes expressões culturais possuem diferentes sistemas morais para organização da vida em sociedade. Prova disso está nas diferenças existentes entre os aspectos da cultura ocidental e oriental, em linhas gerais. Basta avaliarmos o papel social assumido pelas mulheres quando comparamos brasileiras e afegãs, assim como aquele assumido pelos anciãos nas mais diferentes sociedades, o gosto ou desinteresse pela política. Devemos sempre ter em mente que a moral, por ser fruto da consciência coletiva de uma determinada sociedade e cultura, pode variar através da dinâmica dos tempos. Ao partirmos então da ideia de que a moral é construída culturalmente, algumas “visões de mundo” ganham status de verdade entre os grupos sociais e, por isso, muitas vezes são “naturalizadas”. Essa naturalização de uma visão cultural é o que dificulta conseguirmos distinguir entre juízo de fato (análise imparcial) e de valor (fruto da subjetividade), o que pode ser uma armadilha que nos leva ao desenvolvimento de preconceitos em relação ao que nos é estranho e diferente. Considerar o outro ou o próximo é um aspecto fundamental à moralidade. Dessa forma, uma preocupação constante no debate sobre ética e moral se dá no sentido de evitar a violência em todas as suas possíveis expressões (física ou psíquica), bem como o caos social. Os valores éticos (ou morais) se oferecem, portanto, como expressão e garantia de nossa condição de seres humanos ou de sujeitos racionais e agentes livres, proibindo moralmente a violência e favorecendo a coesão social, isto é, a “ligação” entre as pessoas em sociedade. Porém, considerando-se que o código moral é constituído pela cultura, a violência não é vista da mesma forma por todas as culturas. Numa cultura, ao definir o que é mau ou violento, automaticamente define-se o que é bom. Logo, a noção de violação, profanação e discriminação variam de uma cultura para outra. Contudo, em todas se tem a noção do que é a violência. Assim, tanto os valores como a ideia de virtude são fundamentais à vida ética e, dessa forma, evitam a violência, o ato imoral ou antiético. Ser virtuoso, em linhas gerais, significa desejar e saber colocar em prática ações éticas, isto é, moralmente louváveis. A noção de bem e mal ou bom e mau é fundamental para que calculemos uma forma de fugir do sofrimento, do Estado dE são PauloFEdEração da agricultura E PEcuária30 da dor, alcançando a felicidade de forma virtuosa. Contudo, é importante lembrar que fins éticos requerem meios éticos, o que nos faz deduzir que a famosa expressão “todos os fins justificam os meios” não é válida quando se busca ser virtuoso. Se em nosso código moral consideramos o roubo como algo imoral, roubar seria assim um meio injustificável para se alcançar qualquer coisa, ainda que isso fosse feito em nome de algum valor moral. A simples existência da moral não significa a presença explícita de uma ética, entendida como filosofia moral, isto é, uma reflexão que discuta, problematize e interprete o significado dos valores morais. Ao contrário disso, as sociedades tendem a naturalizar seus valores morais ao longo das gerações, isto é, ocorre uma aceitação generalizada. Paulo Silvino Ribeiro Colaborador Brasil Escola Bacharel em Ciências Sociais pela UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas Mestre em Sociologia pela UNESP - Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” Doutorando em Sociologia pela UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas Fonte Site: http://www.brasilescola.com/sociologia/o-que-moral.htm Texto de Apoio 2: ÉTICA A palavra ética é de origem grega derivada de ethos, que diz respeito ao costume, aos hábitos dos homens. Teria sido traduzida em latim por mosou mores (no plural), sendo essa a origem da palavra moral. Uma das possíveis definições de ética seria a de que é uma parte da filosofia (e também pertinente às ciências sociais) que lida com a compreensão das noções e dos princípios que sustentam as bases da moralidade social e da vida individual. Em outras palavras, trata-se de uma reflexão sobre o valor das ações sociais consideradas tanto no âmbito coletivo como no âmbito individual. O exercício de um pensamento crítico e reflexivo quanto aos valores e costumes vigentes tem início, na cultura ocidental, na Antiguidade Clássica com os primeiros grandes filósofos, a exemplo de Sócrates, Platão e Aristóteles. Questionadores que eram, propunham uma espécie de “estudo” sobre o que de fato poderia ser compreendido como valores universais a todos os homens, buscando dessa forma ser correto, virtuoso, ético. O pano de fundo ou o contexto histórico no qual estavam inseridos tais filósofos era o de uma Grécia voltada para a preocupação com a pólis, com a política. A ética seria uma reflexão acerca da influência que o código moral estabelecido exerce sobre a nossa subjetividade, e acerca de como lidamos com essas prescrições de conduta, se aceitamos de forma integral ou não esses valores normativos e, dessa forma, até que ponto nós damos o efetivo valor a tais valores. Segundo alguns filósofos, nossas vontades e nossos desejos poderiam ser vistos como um barco à deriva, o qual flutuaria perdido no mar, o que sugere um caráter de inconstância. Essa mesma inconstância tornaria a vida social impossível se nós não tivéssemos alguns valores que permitissem nossa vida em comum, pois teríamos um verdadeiro caos. Logo, é necessário educar nossa vontade, recebendo uma educação (formação) racional, para que dessa forma possamos escolher de forma acertada entre o justo e o injusto, entre o certo e o errado. Serviço NacioNal de apreNdizagem rural admiNiStração regioNal do eStado de São paulo 31 Assim, a priori, podemos dizer que a ética se dá pela educação da vontade. Segundo Marilena Chauí em seu livro Convite à Filosofia (2008), a filosofia moral ou a disciplina denominada ética nasce quando se passa a indagar o que são, de onde vêm e o que valem os costumes. Isto é, nasce quando também se busca compreender o caráter de cada pessoa, isto é, o senso moral e consciência moral individuais. Segundo Chauí, podemos dizer que o Senso Moral é a maneira como avaliamos nossa situação e a dos outros segundo ideias como a de justiça, injustiça, bom e mau. Trata-se dos sentimentos morais. Já com relação à Consciência Moral, Chauí afirma que esta, por sua vez, não se trata apenas dos sentimentos morais, mas se refere também a avaliações de conduta que nos levam a tomar decisões por nós mesmos, a agir em conformidade com elas e a responder por elas perante os outros. Isso significa ser responsável pelas consequências de nossos atos. Assim, tanto o senso moral como a consciência moral vão ajudar no processo de educação de nossa vontade. O senso moral e a consciência moral têm como pressuposto fundamental a ideia de um agente moral, o qual é assumido por cada um de nós. Enquanto agente moral, o indivíduo colocará em prática seu senso e consciência, pois são importantes para a vida em grupo entre vários outros agentes morais. Logo, o agente moral deve colocar em prática sua autonomia enquanto indivíduo, pois aquele que possui uma postura de passividade apenas aceita influências de qualquer natureza. Assim, consciência e responsabilidade são condições indispensáveis à vida ética ou moralmente correta. Paulo Silvino Ribeiro Colaborador Brasil Escola Bacharel em Ciências Sociais pela UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas Mestre em Sociologia pela UNESP - Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” Doutorando em Sociologia pela UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas Fonte Site: http://www.brasilescola.com/sociologia/o-que-etica.htm Texto de Apoio 3: DIREITO A palavra direito possui mais de um significado correlato: • sistema de normas de conduta imposto por um conjunto de instituições para regular as relações sociais: o que os juristas chamam de direito objetivo, a que os leigos se referem quando dizem “o direito proíbea poligamia”. Neste sentido, equivale ao conceito de “ordem jurídica”. Este significado da palavra pode ter outras ramificações: - como o sistema ou conjunto de normas jurídicas de um determinado país ou jurisdição (“o direito português”); ou - como o conjunto de normas jurídicas de um determinado ramo do direito (“o direito penal”, “o direito de família”). • faculdade concedida a uma pessoa para mover a ordem jurídica a favor de seus interesses: o que os juristas chamam de direitos subjetivos, a que os leigos se referem quando dizem “eu tenho o direito de falar o que eu quiser” ou “ele tinha direito àquelas terras”. do Estado dE são PauloFEdEração da agricultura E PEcuária32 • ramo das ciências sociais que estuda o sistema de normas que regulam as relações sociais: o que os juristas chamam de ciência do direito, a que os leigos se referem quando dizem “eu preciso estudar direito comercial para conseguir um bom emprego”. Apesar da existência milenar do direito nas sociedades humanas e de sua estreita relação com a civilização (costuma-se dizer que “onde está a sociedade, ali está o direito”), há um grande debate entre os filósofos do direito acerca do seu conceito e de sua natureza. Mas, qualquer que sejam estes últimos, o direito é essencial à vida em sociedade, ao definir direitos e obrigações entre as pessoas e ao resolver os conflitos de interesse. Seus efeitos sobre o cotidiano das pessoas vão desde uma simples corrida de táxi até a compra de um imóvel, desde uma eleição presidencial até a punição de um crime, dentre outros exemplos. O direito é tradicionalmente dividido em ramos, como o direito civil, direito penal, direito comercial, direito constitucional, direito administrativo e outros, cada um destes responsável por regular as relações interpessoais nos diversos aspectos da vida em sociedade. No mundo, cada Estado adota um direito próprio ao seu país, donde se fala em “direito brasileiro”, “direito português”, “direito chinês” e outros. Aqueles “direitos nacionais” costumam ser reunidos pelos juristas em grandes grupos: os principais são o grupo dos direitos de origem romano-germânica (com base no antigo direito romano; o direito português e o direito brasileiro fazem parte deste grupo) e o grupo dos direitos de origem anglo-saxã (Common Law, como o inglês e o estadunidense), embora também haja grupos de direitos com base religiosa, dentre outras (ver Direito comparado). Há também direitos supranacionais, como o direito da União Europeia. Por sua vez, o direito internacional regula as relações entre Estados no plano internacional. Site: http://pt.wikipedia.org/wiki/Direito Texto de Apoio 4: CIDADANIA No Brasil ainda há muito que fazer em relação à questão da cidadania. Por exemplo, acabar com a violência. No decorrer da história da humanidade surgiram diversos entendimentos de cidadania em diferentes momentos – Grécia e Roma da Idade Antiga e Europa da Idade Média. Contudo, o conceito de cidadania como conhecemos hoje insere-se no contexto do surgimento da Modernidade e da estruturação do Estado-Nação. O termo cidadania tem origem etimológica no latim civitas, que significa “cidade”. Estabelece um estatuto de pertencimento de um indivíduo a uma comunidade politicamente articulada – um país – e que lhe atribui um conjunto de direitos e obrigações, sob vigência de uma constituição. Ao contrário dos direitos humanos – que tendem à universalidade dos direitos do ser humano na sua dignidade –, a cidadania moderna, embora influenciada por aquelas concepções mais antigas, possui um caráter próprio e duas categorias: formal e substantiva. A cidadania formal é, conforme o direito internacional, indicativo de nacionalidade, de pertencimento a um Estado-Nação, por exemplo, uma pessoa portadora da cidadania brasileira. Em segundo lugar, na ciência política e sociologia o termo adquire sentido mais amplo, a cidadania substantiva é definida como a posse de direitos civis, políticos e sociais. Serviço NacioNal de apreNdizagem rural admiNiStração regioNal do eStado de São paulo 33 Essa última forma de cidadania é a que nos interessa. A compreensão e ampliação da cidadania substantiva ocorrem a partir do estudo clássico de T.H. Marshall – Cidadania e classe social, de 1950 – que descreve a extensão dos direitos civis, políticos e sociais para toda a população de uma nação. Esses direitos tomaram corpo com o fim da 2ª Guerra Mundial, após 1945, com aumento substancial dos direitos sociais – com a criação do Estado de Bem-Estar Social (Welfare State) – estabelecendo princípios mais coletivistas e igualitários. Os movimentos sociais e a efetiva participação da população em geral foram fundamentais para que houvesse uma ampliação significativa dos direitos políticos, sociais e civis alçando um nível geral suficiente de bem-estar econômico, lazer, educação e político. A cidadania esteve e está em permanente construção; é um referencial de conquista da humanidade, através daqueles que sempre buscam mais direitos, maior liberdade, melhores garantias individuais e coletivas, e não se conformando frente às dominações, seja do próprio Estado ou de outras instituições. No Brasil ainda há muito que fazer em relação à questão da cidadania, apesar das extraordinárias conquistas dos direitos após o fim do regime militar (1964-1985). Mesmo assim, a cidadania está muito distante de muitos brasileiros, pois a conquista dos direitos políticos, sociais e civis não consegue ocultar o drama de milhões de pessoas em situação de miséria, altos índices de desemprego, da taxa significativa de analfabetos e semianalfabetos, sem falar do drama nacional das vítimas da violência particular e oficial. Conforme sustenta o historiador José Murilo de Carvalho, no Brasil a trajetória dos direitos seguiu lógica inversa daquela descrita por T.H. Marshall. Primeiro “vieram os direitos sociais, implantados em período de supressão dos direitos políticos e de redução dos direitos civis por um ditador que se tornou popular (Getúlio Vargas). Depois vieram os direitos políticos... a expansão do direito do voto deu-se em outro período ditatorial, em que os órgãos de repressão política foram transformados em peça decorativa do regime [militar]... A pirâmide dos direitos [no Brasil] foi colocada de cabeça para baixo”.1 Nos países ocidentais, a cidadania moderna se constituiu por etapas. T. H. Marshall afirma que a cidadania só é plena se dotada de todos os três tipos de direito: 1. Civil: direitos inerentes à liberdade individual, liberdade de expressão e de pensamento; direito de propriedade e de conclusão de contratos; direito à justiça; que foi instituída no século 18; 2. Política: direito de participação no exercício do poder político, como eleito ou eleitor, no conjunto das instituições de autoridade pública, constituída no século 19; 3. Social: conjunto de direitos relativos ao bem-estar econômico e social, desde a segurança até o direito de partilhar do nível de vida, segundo os padrões prevalecentes na sociedade, que são conquistas do século 20. 1CARVALHO, José Murilo. Cidadania no Brasil: o longo caminho. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001. pp. 219-29 Orson Camargo Colaborador Brasil Escola Graduado em Sociologia e Política pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo – FESPSP do Estado dE são PauloFEdEração da agricultura E PEcuária34 Mestre em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP Fonte Site: http://www.brasilescola.com/sociologia/cidadania-ou-estadania.htm V - AVALIAÇÃO Responda no espaço abaixo a pergunta: Baseado nas experiências que vivenciou e também nos textos de apoio, qual ação ética você irá realizar em sua vida exercendo seus direitos e deveres como cidadão? ilu st ra çã o 21 Serviço NacioNal de apreNdizagem rural admiNiStração regioNal do eStado de São paulo 35 BIBLIOGRAFIA Relação de Imagens: Ilustração 01 - http://www.google.com.br/search?q=invictus+sinopse+do+filme&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ei=oI4CUpqdN5DA9gTus4CgBA&ved=0CAcQ_AUoAQ&biw=1366 &bih=653#facrc=_&imgdii=_&imgrc=sKYwa7RJDKI5JM%3A%3BRDmctBWa0GAcdM%3 Bhttp%253A%252F%252F1.bp.blogspot.com%252F-eJ6XLpH2qSY%252FUPcEbUMC2 bI%252FAAAAAAAAM2E%252FgBLUDPj8gJU%252Fs200%252FInvictus.jpg%3Bhttp%2 53A%252F%252Fsitefilmesiv.blogspot.com%252F2013%252F05%252Finvictus-dublado. html%3B700%3B993 Ilustração 02 - http://sociolog1a.blogspot.com.br/ Ilustração 03 - http://vivoparacorrer.blogspot.com.br/2013/01/hora-do-intervalo.html Ilustração 04 - http://opatifundio.com/glossolalia/?p= Ilustração 05 - http://ksilveira.blogspot.com.br/2009/07/albuns-da-minha-vida-titas-acustico- mtv.html Ilustração 06 - http://guitarplayer.uol.com.br/news/907.jpg Ilustração 07 - http://canaltech.com.br/noticia/curiosidades/Abrigo-subterraneo-de-luxo/ Ilustração 08 - http://vivoparacorrer.blogspot.com.br/2013/01/hora-do-intervalo.html Ilustração 09 - http://queconceito.com.br/wp-content/uploads/Comunidade3.jpg Ilustração 10 - http://www.downloadswallpapers.com/papel-de-parede/um-lugar-pra- viver-12708.htm Ilustração 11 - http://terapeutaquantico.blogspot.com.br/2010/07/saude-doenca-social.html Ilustração 12 - http://www.google.com.br/search?q=meio+ambiente&source=lnms&tb m=isch&sa=X&ei=qqgCUrO8Moeu9ATVpIDwDQ&sqi=2&ved=0CAcQ_AUoAQ&biw=1 366&bih=653#facrc=_&imgdii=_&imgrc=W_js4eRUQAcSSM%3A%3BoAXWteyUD3a UUM%3Bhttp%253A%252F%252Fmedia.sistemampa.com.br%252Fmeio_ambiente. jpg%3Bhttp%253A%252F%252Fwww.sistemampa.com.br%252Fnoticias%252Fcu ltura%252Fvencedores-de-concurso-sobre-meioambiente-sero-conhecidos-neste- domingo%252F%3B400%3B300 Ilustração 13 - http://yesnoticias.wordpress.com/2012/03/02/projeto-estabelece-folga-de- um-dia-por-ano-para-trabalho-comunitario-2/ Ilustração 14 - http://www.google.com.br/search?q=sistema+de+servi%C3%A7os+publ icos&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ei=tKoCUtOiLpLa8ASfvoHQAQ&ved=0CAcQ_AU oAQ&biw=1366&bih=653#facrc=_&imgdii=_&imgrc=Q4rGdM6Mfq803M%3A%3BuA2h iZ5YYHvmpM%3Bhttp%253A%252F%252Fwww.servidorpublico.net%252Fnoticias%2 52F2006%252F06%252F23%252Fusuario-de-servicos-publicos-pode-ter-sistema-de- do Estado dE são PauloFEdEração da agricultura E PEcuária36 defesa%252Fimages%252Fservicos_publicos.gif%253FisImage%253D1%3Bhttp%253A %252F%252Fwww.servidorpublico.net%252Fnoticias%252F2006%252F06%252F23%25 2Fusuario-de-servicos-publicos-pode-ter-sistema-de-defesa%3B300%3B228 Ilustração 15 - http://opatifundio.com/glossolalia/?p= Ilustração 16 - http://lounge.obviousmag.org/canteiro/2013/05/ensaio-sobre-o-outro.html Ilustração 17 - http://www.google.com.br/imgres?imgurl=&imgrefurl=http%3A%2F%2Fprofluiz freitas.blogspot.com%2F&h=0&w=0&sz=1&tbnid=zSwAm0HPZmnrEM&tbnh=259&tbnw=19 5&zoom=1&docid=qNA6Jhjcrdsm8M&ei=kwQBUqnoFYHS9QSg24DQBw&ved=0CAEQsCU Ilustração 18 - http://vivoparacorrer.blogspot.com.br/2013/01/hora-do-intervalo.html Ilustração 19 - http://www.educacao.cc/politica/qual-a-diferenca-entre-eleicao-majoritaria- e-proporcional/ Ilustração 20 - http://artedepesquisar.blogspot.com.br/2010/08/criterios-usados-e-o-tipo-de- pesquisa.html Ilustração 21 - http://opatifundio.com/glossolalia/?p= Ilustração 22 - http://sinopsecinemusical.blogspot.com.br/2011/06/sinopse-do-filme-corrente- do-bem-com.html Ilustração 23 - http://vivoparacorrer.blogspot.com.br/2013/01/hora-do-intervalo.html Ilustração 24 - http://opatifundio.com/glossolalia/?p= Serviço NacioNal de apreNdizagem rural admiNiStração regioNal do eStado de São paulo 37 do Estado dE são PauloFEdEração da agricultura E PEcuária38 SENAR-AR/SP Rua Barão de Itapetininga, 224 CEP: 01042-907 - São Paulo/SP www.faespsenar.com.br