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A intolerância como mal
A intolerância vem sempre acompanhada da desqualificação do outro, da rejeição de indivíduos ou grupos 
e, no limite, da desumanização deles. A desumanização do outro pode ser vista, segundo Hannah Arendt, 
como um mal absoluto, pois leva à violência, ao assassinato e mesmo ao extermínio coletivo, considerados 
normais ou banais. Assim, o Holocausto seria resultado dos fatores desumanizantes típicos do nazismo, 
como totalitarismo, antissemitismo e assassinato como norma burocrática do Estado.
Essa perspectiva pode ser ampliada para todo tipo de intolerância: racial, étnica, cultural, de gênero, de 
orientação sexual, ideológica e política. Em todos esses casos, os intolerantes tendem a tratar os outros 
como inimigos.
QUESTÕES EM FOCO
	■ Com um grupo de colegas, escolha uma situação de intolerância no mundo contemporâneo e elabore um 
texto argumentativo sobre como opera a intolerância na situação escolhida. Em seguida, você e seu grupo 
vão apresentar a pesquisa e as conclusões à turma.
Centenas de pessoas vão às ruas de Charlottesville, Estados Unidos, em agosto de 2017, para tentar barrar uma manifestação 
de supremacistas brancos. No alto da imagem, a faixa traz os dizeres “A diversidade nos torna mais fortes”. A reação dos grupos 
racistas resultou na morte de uma pessoa e em dezenas de feridos nos confrontos que se seguiram.
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Foi com base nessa ideia que a filósofa cunhou o conceito de banalidade 
do mal. No caso do Holocausto, a intolerância máxima do nazismo contra os 
judeus conjugou-se a um sentimento coletivo de indiferença diante do sofri-
mento humano, não necessariamente ligado à ideologia nazista ou a alguma 
falha moral. Não havia, portanto, uma inspiração propriamente dita, mas as 
consequências dessa indiferença foram monstruosas. O mal se tornou banal, 
quase naturalizado. Os agentes do poder, desde os líderes até os executores 
das ordens, deixaram de distinguir o certo do errado do ponto de vista humani-
tário – ou pior, achavam que o mal era um bem.
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R O T E I R O D E E S T U D O S
 1. Leia o diálogo a seguir, que foi extraído da história em quadrinhos Maus, 
escrita pelo cartunista Art Spiegelman (1948) com base em entrevistas 
realizadas com seu pai, um sobrevivente dos campos de concentração na-
zistas. Durante a leitura, observe atentamente as imagens.
 Maus
palavra em língua alemã 
que significa “rato”. 
 Agora responda às questões.
a) Na história, o casal de ratos está representando qual povo? Justifique sua resposta com elemen-
tos das imagens.
b) Além dos ratos, outros animais aparecem na obra. Nela, o autor retrata todos os seres humanos 
como animais antropomorfizados. Pesquise sobre o assunto e, em dois parágrafos, busque expli-
car por que o autor fez essa escolha, citando animais que representam outros povos em Maus.
c) O fato de o último quadro mostrar o personagem mais velho, de óculos, é um indício do modo pelo 
qual a história foi contada. Como você explicaria essa forma de recuperar informações sobre o 
passado?
d) Ao que Anja se refere quando diz “Deus, me deixe morrer também!”? Busque contextualizar a fra-
se com referências ao período histórico em que se passa a narrativa.
e) Vladek reage ao sofrimento causado pela guerra da mesma forma que Anja? Justifique sua res-
posta com uma fala do personagem. 
f) Discuta com os colegas sobre o dilema dos personagens: morrer ou viver? Lutar ou desistir? Em 
seguida, escreva dois parágrafos apresentando sua opinião sobre esse dilema. Compartilhe o tex-
to com os colegas e o professor.
SPIEGELMAN, Art. Maus: a história de um sobrevivente. Tradução de Antonio Macedo Soares. São Paulo: 
Companhia das Letras, 2005. p. 124. (Quadrinhos na Cia).
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