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Fonte: elaborado com base em THÉRY, Hervé; MELLO-THÉRY, Neli A. de. Atlas do Brasil: disparidades e dinâmicas do território. São Paulo: Edusp, 2009. p. 39. DESLOCAMENTOS TERR I TOR IA IS A partir do fim do século XVII, o eixo da economia colonial alcançou o sudeste do território, com a descoberta de ouro e dia- mantes nas chamadas Minas Gerais. Goiás e Mato Grosso também foram áreas minera- doras. Desse modo, essas três áreas se tor- naram capitanias reais. A economia açuca- reira, por sua vez, continuava ativa. Portanto, não ocorreu uma substituição do ciclo açu- careiro pelo ciclo minerador: as duas econo- mias funcionavam simultaneamente. ECONOMIA E TERRITÓRIO NO SÉCULO XVI I I OCEANO PACÍFICO OCEANO ATLÂNTICO São Paulo Mariana Sabará Vila Boa Cuiabá Vila Bela Borba Barcelos Olivença Barra do Rio Negro Óbidos Macapá Santarém São Pedro del-Rei Ouro Preto São João del-Rei Porto Alegre Laguna DesterroLajes Curitiba Sorocaba Paranaguá Cananeia Iguape Santos Rio de Janeiro Espírito Santo Vitória Porto Seguro Santa Cruz São Jorge dos Ilhéus Salvador São Cristóvão Penedo Recife Olinda Paraíba Natal Fortaleza Parnaíba São Luís Belém Alcântara Quixeramobim 50° O 0° Equador Cametá Trópico de Capricórnio Ouro e diamantes Drogas do sertão Cana-de-açúcar Pecuária Algodão Eixo de transporte Limites atuais Cidades e vilas 0 530 km São Luís 0° S o n ia V a z/ A rq u iv o d a e d it o ra ■ Em grupos, analisem o mapa. Depois, façam uma pesqui- sa para realizar as ativida- des seguintes. a) Qual é a diferença entre ser- tanismo de contrato e caça ao indígena? b) Identifiquem no mapa a principal evidência de que as expedições bandeirantes ampliaram o território do Brasil português. c) De acordo com o mapa, qual era o principal objetivo eco- nômico das expedições ban- deirantes? ANALISAR E REFLETIR BRASIL : PR INCIPAIS BANDEIRAS (SÉCULO XVI I ) 0 425 km 50° O Equador Trópico de Capricórnio 0° OCEANO ATLÂNTICO OCEANO PACÍFICO Li n h a d e To rd es ilh as Vila Boa Gurupá Salvador São Paulo Taubaté Santiago de Xerez Vila Bela Cuiabá Sabará Vila Rica SETE POVOS DAS MISSÕES TAPE GUAÍRA P asco al Moreira Cabral M an ue l d e B o rb a G at o Fe rn ão D ia s P ae sA. Raposo Tavares A. RaposoTavares B arto lo m eu B ueno da Silva A. RaposoTavaresManuel Preto Fe rn ão D ia s Pa es A. Raposo Ta va re s A nt ôn io Raposo Ta va res Terras pertencente à Espanha Bandeiras de busca de ouro e diamantes Bandeiras de apresamento de indígenas Limites atuais Missões Terras pertencentes a Portugal Fonte: elaborado com base em ALBUQUERQUE, Manoel M. Atlas histórico escolar. Rio de Janeiro: Fename, 1978. p. 22. S o n ia V a z/ A rq u iv o d a e d it o ra 71 V2_CIE_HUM_Vainfas_g21Sa_Cap3_062a087_LA.indd 71V2_CIE_HUM_Vainfas_g21Sa_Cap3_062a087_LA.indd 71 9/21/20 2:15 PM9/21/20 2:15 PM A ORGANIZAÇÃO DO TERR I TÓR IO Como vimos anteriormente, a primeira demarcação do território colonial, em termos institucionais, foi decorrente do sistema de capitanias hereditárias – re- gime que combinava os interesses da Coroa com benefícios particulares dados aos donatários. Algumas capitanias nem sequer chegaram a ser povoadas e re- tornaram à Coroa, como a da Bahia. Outras passaram ao domínio real ao longo do período colonial, como Pernambuco, sendo os donatários indenizados. Algumas capitanias já foram criadas como reais, sem passar pela concessão a particulares, como as do Rio de Janeiro, de São Paulo e de Minas Gerais. O ESTADO DO BRASIL, NÚCLEO DO BRASIL PORTUGUÊS Em 1548, a Coroa portuguesa superpôs ao poder dos donatários particulares ou governadores reais das capitanias uma estrutura de governo centralizadora. Isso se deu com a criação do Estado do Brasil, primeiro nome do futuro país em sua dimensão territorial. A primeira tentativa de aperfeiçoar a organização administrativa do território luso-brasileiro foi decretada em 1573. A reforma territorial dividiu o Estado do Brasil em duas partes: Repartição do Norte e Repartição do Sul. A Repar- tição do Norte estava sob a autoridade do próprio governo-geral do Estado do Brasil, com sede em Salvador, e englobava as principais capitanias açucarei- ras. Naquela época, aliás, não se usava a palavra “nordeste” para designá-las geograficamente porque o Brasil se limitava a uma extensa faixa litorânea, de modo que essas regiões eram designadas como Capitanias do Norte. O norte do Brasil, na época, não era o Norte atual, que ainda não tinha sido explorado, mas o Nordeste contemporâneo. A Repartição do Sul englobava as terras ao sul da Bahia e tinha por capital o Rio de Janeiro, recém-fundado, em 1565. A cidade foi criada para garantir o domínio português na baía de Guanabara, que chegou a ser ocupada pelos franceses na década de 1560. Tinha governo próprio, mas subordinado ao governador-geral. Além disso, o Rio de Janeiro cuidava de um negócio muito lucrativo, embora ilegal: o comércio com a região do rio da Prata, que englobava partes dos atuais Argentina, Uruguai e Paraguai. A prata produzida no Alto Peru (hoje Bolívia), escoada por esse rio para o Rio de Janeiro, era trocada por escravizados africanos comprados em Angola, na África centro-ocidental. QUESTÕES EM FOCO Economia colonial e formação territorial do Brasil O mapa "Economia e território no século XVIII" (página 71) indica a diversificação da economia colonial no século XVIII, incluindo algumas conexões entre regiões diferentes. ■ Analisem, em grupo, esse mapa econômico para realizar as seguintes atividades: a) Identificar as regiões ocupadas segundo as atividades predominantes em cada uma delas. b) Indicar os eixos de transporte que uniam algumas regiões. c) Discutir se a abrangência da economia colonial no século XVIII permite afirmar a configuração do Brasil como base do futuro território nacional. 72 V2_CIE_HUM_Vainfas_g21Sa_Cap3_062a087_LA.indd 72V2_CIE_HUM_Vainfas_g21Sa_Cap3_062a087_LA.indd 72 9/21/20 2:15 PM9/21/20 2:15 PM