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BC M — 6 o a o 9o A no s EN SI N O R EL IG IO SO 16 Firmo Camurça Prefeito Municipal José Marcelo Farias Lima Secretário de Educação Antonio Nilson Gomes Moreira Secretário Executivo da Secretaria de Educação Maria Eliana Almeida Diretora Geral da Secretaria de Educação Ivaneide Antunes da Silva Diretora da Diretoria de Educação Maria Apolinário dos Santos Chagas Diretora da Diretoria de Avaliação e Monitoramento André Batista de Albuquerque Diretor da Diretoria de Suporte Operacional Antonete Gomes de Oliveira Presidente do Conselho Municipal de Educação Marigel de Sousa Braga Ilustração da capa Prefeitura Municipal de Maracanaú Secretaria de Educação Maracanaú | Ceará | 2019 Base Curricular de Maracanaú Ensino Religioso 6o ao 9o Anos [...] A escola é lugar onde se educa e nos educamos; lugar de transmissão, mas, so- bretudo, lugar de construção de valores e saberes. É lugar cultural, isto é, lugar onde se elabora cultura pessoal e cole- tiva, que influencia o contexto de valor social e político e é influenciado por ele, em uma relação de profunda e autêntica reciprocidade (RINALDI, 2014, p. 42). S u m á ri oAPRESENTAÇÃO | 9 1 O ENSINO FUNDAMENTAL | 11 1.1 Competências específicas das áreas e dos componentes curriculares | 16 1.1.1 Competências específicas da área de Ciências Humanas (Geografia, História e Ensino Religioso) | 16 1.1.1.1 Competências específicas de Ensino Religioso | 18 1.2 Os anos finais do Ensino Fundamental | 19 2 O COMPONENTE CURRICULAR: ENSINO RELIGIOSO | 26 3 MAPA CURRICULAR | 33 4 AVALIAÇÃO DE APRENDIZAGEM NO COMPONENTE CURRICULAR ENSINO RELIGIOSO | 37 B A S E C U R R I C U L A R D E M A R A C A N A Ú — E N S I N O R E L I G I O S O 6 o A O 9 o A N O S 9 APRESENTAÇÃO A Base Curricular de Maracanaú (BCM) consiste em um conjunto de normas e diretrizes aprovadas pelo Conselho Mu- nicipal de Educação, voltadas para garantir o direito à aprendizagem de todos os alunos. A sua versão impressa é composta por um total de dezesseis volumes, organizados visando da apropria- ção pelo público alvo a que se destinam, em especial os professores, considerando a etapa, o ano ou compo- nente curricular em que atuam. O primeiro volume, destinado a todos os profis- sionais da educação, independentemente da função que exercem e do ano escolar em que atuam, apresenta os elementos conceituais utilizados, merecendo aten- ção especial ali a nova estrutura do currículo e a ava- liação das aprendizagem na perspectiva do ensino por competências. O segundo volume é voltado aos professores da educação infantil. Contextualiza essa etapa da educa- ção básica ao tempo em que apresenta sua estrutura curricular e objetivos de aprendizagem a serem atingi- B A S E C U R R I C U L A R D E M A R A C A N A Ú — E N S I N O R E L I G I O S O 6 o A O 9 o A N O S 10 dos, tecendo considerações especiais sobre os proces- sos de transição vivenciados pela criança pequena. Do terceiro ao sexto volumes, contempla-se os anos iniciais do Ensino Fundamental e do sétimo ao décimo sexto, os componentes curriculares dos anos finais. Em cada um desses documentos, há conside- rações sobre a etapa de ensino, as características psi- cossociais do público-alvo, as competências a serem desenvolvidas em cada área do ensino, além de compe- tências e habilidades a serem alcançadas pelo estudan- te, em cada componente curricular. Este volume foi elaborado especialmente para você, professora ou professor de Ensino Religioso dos anos finais do Ensino Fundamental! Esperamos que faça uso do mesmo na perspectiva de garantir o direi- to da aprendizagem dos estudantes maracanauenses, a principal missão deste sistema educacional. B A S E C U R R I C U L A R D E M A R A C A N A Ú — E N S I N O R E L I G I O S O 6 o A O 9 o A N O S 11 1 O ENSINO FUNDAMENTAL O detalhamento da Base Curricular de Ma- racanaú compõe-se de textos norteado- res de cada área do conhecimento e com- ponente curricular, acompanhados dos respectivos mapas curriculares. Para favorecer a efetivação dessa política, faz-se necessário que os educadores tenham uma visão ampla acerca das dez competências gerais que visam à formação humana em suas múltiplas di- mensões, definidas na BNCC, em articulação com as habilidades de cada uma das áreas do conhecimento, possibilitando um trabalho interdisciplinar. São estas: • Valorizar e utilizar os conhecimentos histori- camente construídos sobre o mundo físico, so- cial, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, de- mocrática e inclusiva. • Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a B A S E C U R R I C U L A R D E M A R A C A N A Ú — E N S I N O R E L I G I O S O 6 o A O 9 o A N O S 12 investigação, a reflexão, a análise crítica, a ima- ginação e a criatividade, para investigar cau- sas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas. • Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também participar de práticas diversifica- das da produção artístico-cultural. • Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), cor- poral, visual, sonora e digital –, bem como co- nhecimentos das linguagens artística, matemá- tica e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e senti- mentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo. • Compreender, utilizar e criar tecnologias di- gitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas di- versas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar in- formações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva. B A S E C U R R I C U L A R D E M A R A C A N A Ú — E N S I N O R E L I G I O S O 6 o A O 9 o A N O S 13 • Valorizar a diversidade de saberes e vivên- cias culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autono- mia, consciência crítica e responsabilidade. • Argumentar com base em fatos, dados e infor- mações confiáveis, para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direi- tos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, re- gional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta. • Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e de- terminação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários. • Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saú- de física e emocional, compreendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e ca- pacidade para lidar com elas. B A S E C U R R I C U L A R D E M A R A C A N A Ú — E N S I N O R E L I G I O S O 6 o A O 9 o A N O S 14 • Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencia- lidades, sem preconceitos de qualquer natu- reza (GRIFOS NOSSOS). A Base Curricular de Maracanaú estabelece ob- jetivos de ensino e aprendizagem a serem atingidos durante determinado período da escolarização. Estas precisam ser materializadas em habilidades, compe- tências e atitudesdesenvolvidas pelo educando. Pra tanto, fazem-se necessárias um conjunto de ações ar- ticuladas que contemple, dentre outros, as orientações sobre a implementação do currículo, a formação inicial e continuada, o planejamento periódico e avaliação no âmbito das escolas. As avaliações externas, em função dos instru- mentos utilizados, não têm como objetivo aferir toda riqueza curricular das escolas. As matrizes de referên- cia não podem ser tomadas como currículo, mas ape- nas como relacional. Desse modo, a partir da Base Na- cional Comum Curricular, foram elaborados os mapas curriculares que se configuram através das seguintes B A S E C U R R I C U L A R D E M A R A C A N A Ú — E N S I N O R E L I G I O S O 6 o A O 9 o A N O S 15 áreas do conhecimento e seus respectivos Componen- tes Curriculares: • Linguagens: Língua Portuguesa, Arte, Educação Física, Língua Inglesa; • Matemática: Matemática; • Ciências da Natureza: Ciências; • Ciências Humanas: Geografia, História e Ensi- no Religioso: Nesses mapas estão apresentadas: os campos de atuação e as práticas de linguagem, específicos da Lín- gua Portuguesa; os eixos, próprios da língua inglesa; as Unidades Temáticas, presentes neste e nos demais componentes curriculares; os objetos de aprendiza- gem; e as habilidades. As habilidades expressam as aprendizagens essen- ciais que devem ser asseguradas aos alunos nos diferen- tes contextos escolares e estão relacionadas a diferentes objetos de conhecimento, entendidos como conteúdos. É importante considerar que a transição das crianças da educação infantil para o ensino fundamen- tal, anos iniciais, impõe novos desafios. A perspectiva é que a equipe pedagógica e os professores planejem o que deve ser ensinado nessa fase de escolarização, valo- rizando as situações lúdicas e experiências vivenciadas B A S E C U R R I C U L A R D E M A R A C A N A Ú — E N S I N O R E L I G I O S O 6 o A O 9 o A N O S 16 na primeira etapa, visando o aprofundamento, amplia- ção e apropriação das diferentes lógicas de organização dos conhecimentos relacionados às áreas para desafios de maior complexidade nos anos finais. Desse modo, uma proposta para os anos iniciais deve evidenciar a interação entre o brincar e o letra- mento, como dimensões fundamentais do desenvol- vimento e da aprendizagem das crianças, por meio de práticas docentes que possibilitem o reconhecimento de suas diferentes histórias, valores e concepções, bem como de competências e habilidades importantes para o processo de alfabetização. 1.1 Competências específicas das áreas e dos componentes curriculares Adiante estão relacionadas as competências es- pecíficas para cada área e seus respectivos componen- tes curriculares, quando for o caso. 1.1.1 Competências específicas da área de Ciências Humanas (Geografia, História e Ensino Religioso) • Compreender a si e ao outro como identidades diferentes, de forma a exercitar o respeito à di- B A S E C U R R I C U L A R D E M A R A C A N A Ú — E N S I N O R E L I G I O S O 6 o A O 9 o A N O S 17 ferença em uma sociedade plural e promover os direitos humanos. • Analisar o mundo social, cultural e digital e o meio técnico-científico-informacional com base nos conhecimentos das Ciências Huma- nas, considerando suas variações de significado no tempo e no espaço, para intervir em situa- ções do cotidiano e se posicionar diante de pro- blemas do mundo contemporâneo. • Identificar, comparar e explicar a intervenção do ser humano na natureza e na sociedade, exercitando a curiosidade e propondo ideias e ações que contribuam para a transformação espacial, social e cultural, de modo a participar efetivamente das dinâmicas da vida social. • Interpretar e expressar sentimentos, crenças e dúvidas com relação a si mesmo, aos outros e às diferentes culturas, com base nos instru- mentos de investigação das Ciências Huma- nas, promovendo o acolhimento e a valoriza- ção da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qual- quer natureza. • Comparar eventos ocorridos simultaneamen- te no mesmo espaço e em espaços variados, B A S E C U R R I C U L A R D E M A R A C A N A Ú — E N S I N O R E L I G I O S O 6 o A O 9 o A N O S 18 e eventos ocorridos em tempos diferentes no mesmo espaço e em espaços variados. • Construir argumentos, com base nos conheci- mentos das Ciências Humanas, para negociar e defender ideias e opiniões que respeitem e pro- movam os direitos humanos e a consciência so- cioambiental, exercitando a responsabilidade e o protagonismo voltados para o bem comum e a construção de uma sociedade justa, democráti- ca e inclusiva. • Utilizar as linguagens cartográfica, gráfica e iconográfica e diferentes gêneros textuais e tec- nologias digitais de informação e comunicação no desenvolvimento do raciocínio espaço-tem- poral relacionado a localização, distância, dire- ção, duração, simultaneidade, sucessão, ritmo e conexão. 1.1.1.1 Competências específicas de Ensino Religioso • Conhecer os aspectos estruturantes das dife- rentes tradições/movimentos religiosos e filo- sofias de vida, a partir de pressupostos científi- cos, filosóficos, estéticos e éticos. • Compreender, valorizar e respeitar as manifes- tações religiosas e filosofias de vida, suas expe- B A S E C U R R I C U L A R D E M A R A C A N A Ú — E N S I N O R E L I G I O S O 6 o A O 9 o A N O S 19 riências e saberes, em diferentes tempos, espa- ços e territórios. • Reconhecer e cuidar de si, do outro, da coleti- vidade e da natureza, enquanto expressão de valor da vida. • Conviver com a diversidade de crenças, pensa- mentos, convicções, modos de ser e viver. • Analisar as relações entre as tradições religio- sas e os campos da cultura, da política, da eco- nomia, da saúde, da ciência, da tecnologia e do meio ambiente. • Debater, problematizar e posicionar-se frente aos discursos e práticas de intolerância, dis- criminação e violência de cunho religioso, de modo a assegurar os direitos humanos no cons- tante exercício da cidadania e da cultura de paz. 1.2 Os anos finais do Ensino Fundamental No decorrer do tempo, o Ensino Fundamental vem se configurando em um grande desafio para os sis- temas educacionais de ensino. A partir da Conferência Mundial sobre Educação para Todos, em Jomtien, na Tailândia, em 1990, a universalização do ensino funda- mental consiste em transformar a escola em um lócus privilegiado para a inclusão de todos. Importante lem- B A S E C U R R I C U L A R D E M A R A C A N A Ú — E N S I N O R E L I G I O S O 6 o A O 9 o A N O S 20 brar que a Constituição de 1988 já evocava e reconhecia a educação como direito de todos e dever do Estado e da família. Nessa perspectiva, a escola pública passa a ab- sorver todos os estudantes pertencentes às camadas populares, que trazem consigo as mazelas sociais im- postas pelos elevados índices de vulnerabilidade e de- sigualdade social. De acordo com a BNCC, os estudantes dos Anos Finais do Ensino Fundamental se deparam, especifi- camente, “com desafios de maior complexidade”, pois precisam avançar nos estudos para dar continuidade aos conhecimentos adquiridos na etapa anterior, vi- sando a obtenção de um nível mais elevado de aprofun- damento e abstração dos objetos de conhecimento. Isso implica a necessidade de os professores retomarem os saberes consolidados nos anos iniciais para aprofunda- rem e ressignificarem as aprendizagens que se seguem. Contudo, a dinâmica e o ativismo da organização dos diferentes componentes curriculares dessa etapa, protagonizados pelos professores, impossibilitam a sistematização dos saberes da etapa anterior e os fa- zem avançar na “matéria” sem propiciar o nivelamen- to dos estudantes. Essa ação provoca desinteresse nas aulas advindas da não compreensão do que está sen- do exposto, além de desencadear ausência desentido B A S E C U R R I C U L A R D E M A R A C A N A Ú — E N S I N O R E L I G I O S O 6 o A O 9 o A N O S 21 aos conteúdos ensinados. Isso traz como consequên- cia sensação de incapacidade frente ao conhecimento, baixa autoestima e a construção de um grande fosso na transição entre o ensino fundamental e médio, acarre- tando significativos percalços para o estudante, mar- cando sua trajetória escolar com um histórico de repe- tência, distorção idade – série e abandono, indicadores educacionais extremante visíveis no bojo das políticas públicas e da sociedade, especificamente nos anos fi- nais do ensino fundamental, que servem para balizar a qualidade do ensino no país. Nesse contexto, a escola torna-se totalmente ineficiente no desempenho do seu compromisso: a promoção de uma educação que visa à formação e o desenvolvimento humano, voltada “ao acolhimento, re- conhecimento e desenvolvimento pleno” dos estudan- tes nas suas singularidades e diversidades. Nos anos finais, atender bem significa conside- rar todas as dimensões do ser, com vistas a usufruir de uma educação integral. Toda uma geração de meninos e meninas na faixa etária entre 11 e 15 anos, está na fase de transição entre a infância e a adolescência e traz em seu arcabouço emocional diferentes experiências, o que requer uma preparação do professor para lidar com os desafios que esta fase da vida impõe, os quais não têm sido tão bem compreendidos pelos professo- B A S E C U R R I C U L A R D E M A R A C A N A Ú — E N S I N O R E L I G I O S O 6 o A O 9 o A N O S 22 res. Por si só a adolescência é um caldeirão pulsante de transformações, sejam físicas, biológicas, psicoló- gicas, emocionais, sexuais e sociais. É a fase marcada por uma busca identitária de afirmação do Eu, da con- solidação dos laços afetivos, do sentimento de grupo e da ampliação do intelecto, com possibilidades de ra- ciocínios mais elaborados, em nível mais profundo de abstração. Ao mesmo tempo, esse estudante é fruto de uma geração digital que opera com o mundo de forma mais ampla e imediata, contrapondo-se com a lógica do professor que ainda faz referência ao seu tempo de escola para exemplificar parâmetro de “bom” aluno. É o estudante adolescente quem melhor encarna os de- safios da cultura digital. Protagoniza novas formas de relação com as mídias e novos processos de comunica- ção em rede, realizados de forma imediata e efêmera, contrapondo-se aos padrões estabelecidos pela cultura escolar. A ausência de políticas públicas direcionadas de forma mais específica a esta etapa de ensino corrobora para a ruptura nos processos de aprendizagem entre os anos iniciais e os anos finais e entre esses e o ensi- no médio. Para superar os desafios citados, a escola, principalmente nesta etapa, precisa atuar de forma que possa cumprir seu papel de formadora das novas gerações, conectadas com esse novo tempo onde a pro- B A S E C U R R I C U L A R D E M A R A C A N A Ú — E N S I N O R E L I G I O S O 6 o A O 9 o A N O S 23 fusão e agilidade de informações impulsionam análises superficiais. Portanto, a instituição escolar precisa encontrar formas para incorporar em suas práticas pedagógicas decisões curriculares que busquem a equidade, tendo como princípio o reconhecimento que as necessida- des dos estudantes são diferentes, pois os mesmos são seres singulares e plurais simultaneamente que preci- sam de tratamentos de forma diferenciada, mas com igualdade de direitos. Para isso, a homogeneização não facilita o diálogo da escola com seu público alvo. A escola deve incorporar ao seu modus operandi novas abordagens metodológicas e outras linguagens que promovam uma comunicação entre os estudantes desta etapa de ensino. Valorizar o potencial de comu- nicação advindo do universo digital dos adolescentes, conceber novas formas de aprender, ressignificar os sentidos da escola e, consequentemente, a importância de uma boa relação entre professor – aluno reverberará em aprendizagens significativas. A percepção do estudante como sujeito de direito, portador de histórias e saberes construídos na relação com o outro e com o seu entorno social produz uma cultura juvenil, com linguagem, simbologia e comuni- cação próprias. A compreensão por parte do professor desses elementos é indispensável para potencializar o B A S E C U R R I C U L A R D E M A R A C A N A Ú — E N S I N O R E L I G I O S O 6 o A O 9 o A N O S 24 trabalho no espaço escolar e dar voz ao estudante ado- lescente para que possa construir uma cidadania críti- ca, participativa e consciente do seu papel na sociedade. Nessa perspectiva, a escola pode atender as in- quietudes dos adolescentes que frequentam os anos finais propondo a construção do projeto de vida, para que, através desse fio condutor, se estabeleça uma ar- ticulação que fortaleça a visão de futuro do educando, ao mesmo tempo em que promove o gosto pela conti- nuidade nos estudos. É uma forma de a escola moder- nizar sua prática e ir além de conteúdos fechados em si mesmos, construindo uma ponte para a vida que deve ser refletida por eles mesmos, tendo como referência suas experiências individuais, contribuindo desta for- ma para o pleno desenvolvimento humano e formação integral. O Ensino Fundamental – Anos Finais – está or- ganizado em cinco áreas do conhecimento, são elas: Linguagens, Ciências Humanas, Matemática, Ciências da Natureza e Ensino Religioso, como bem aponta o Pa- recer CNE/CEB nº 11/2010 “favorecem a comunicação entre os conhecimentos e saberes dos diferentes com- ponentes curriculares” (BRASIL, 2010). Cada área de conhecimento estabelece compe- tências específicas de área. Quando estas abrigam mais de um componente curricular (Linguagens e Ci- B A S E C U R R I C U L A R D E M A R A C A N A Ú — E N S I N O R E L I G I O S O 6 o A O 9 o A N O S 25 ências Humanas), também são definidas competên- cias específicas do componente (Língua Portuguesa, Arte, Educação Física, Língua Inglesa, Geografia e His- tória) a serem desenvolvidas pelos alunos ao longo des- sa etapa de escolarização. Para garantir o desenvolvimento das compe- tências específicas, cada componente curricular apresenta um conjunto de habilidades. Estas estão diretamente relacionadas aos diferentes objetos de conhecimento entendidos como conteúdos, concei- tos e processos que, por sua vez, são organizados em unidades temáticas. As unidades temáticas, por sua vez, definem um arranjo dos objetos de conhecimento adequan- do às especificidades dos diferentes componentes curriculares. A BCM é um ponto de partida das aprendizagens consideradas essenciais para o desenvolvimento inte- gral do educando, respeitando a história local e a rea- lidade, com vistas a garantir o direito de aprendizagem dos educandos de forma significativa. A escola deve ser um ambiente de curiosidade científica e de participa- ção, ou seja, precisa ser reinventada para inspirar e encantar sua comunidade educativa, principalmente a etapa final do Ensino Fundamental, por todas as razões expostas neste texto. B A S E C U R R I C U L A R D E M A R A C A N A Ú — E N S I N O R E L I G I O S O 6 o A O 9 o A N O S 26 2 O COMPONENTE CURRICULAR: ENSINO RELIGIOSO Hoje detectada a situação de pluralismo religioso que existe na nação, percebe-se que há uma grande necessidade de um ensino onde haja a formulação de coexistência com ou- tros universos religiosos além daquele oferecido pela concepção judaico-cristã. O ensino religioso deve ser visto como necessário, para auxiliar os alunos em sua formação integral como ser humano, ou seja, no espaço escolar tratar-se de um instrumento para a formação de seres mais cautelosos às diferenças. Este tipo de ensino se qualificará como meio promovedor de uma postura de distanciamento de todo fundamentalismo religioso. A instituição escolar deve ter como seu maior compromisso levar os estudantesa práticas de demo- cratização cultural e social, onde, nesse contexto, en- tende-se que o ensino religioso deve estar no currículo escolar para auxiliar cada ser humano a se encontrar consigo, com o outro e com o transcendente, a partir B A S E C U R R I C U L A R D E M A R A C A N A Ú — E N S I N O R E L I G I O S O 6 o A O 9 o A N O S 27 das experiências que cada um traz para o diálogo cons- trutor de novas realidades. Os modelos do Ensino Religioso O ensino religioso compreende-se a partir de três modelos de conhecimento: catequético, teológico e das ciências da religião. Verifica-se que o modelo das ciên- cias da religião, garante autonomia no que se refere ao pluralismo cultural e religioso. Modelos Catequético Teológico Ciências da Reli- gião Cosmovisão Unirreligiosa Plurirreligiosa Transdisciplinar/ transreligiosa Contexto Polí- tico Aliança Igreja- -Estado Sociedade secularizada Sociedade da Pós Modernidade Fonte Conteúdos doutrinais Antropologia, Teologia do pluralismo As Ciências da Re- ligião Método Dedução/ Dou- trinação Indução/ Filo- sofia Complexidade/ Ho- lístico/Sistêmico Afinidade Escola Tradi- cional Escola Nova Epistemologia Fe- nomenológica Objetivo Expansão das Igrejas Formação religiosa dos cidadãos Educação do cida- dão Responsabili- dade Confissão religiosa Confissões Plurirreligio- sas Comunidade cientí- fica e do Estado Riscos Proselitismo e Intolerância Catequese disfarçada Neutralidade cien- tífica B A S E C U R R I C U L A R D E M A R A C A N A Ú — E N S I N O R E L I G I O S O 6 o A O 9 o A N O S 28 Os objetos de conhecimento do Ensino Religioso As cinco unidades temáticas do Ensino religioso apresentam-se em eixos organizadores para os blocos de conteúdos (objetos do conhecimento) do ensino fun- damental. São estas: • Culturas e Tradições Religiosas: É o estudo do fenômeno religioso à luz da razão humana, ana- lisando questões como função e valores da tra- dição religiosa, relação entre tradição religiosa e ética, teodiceia, tradição religiosa natural e re- velada, existência e destino do ser humano na diferentes culturas. • Escrituras sagradas e/ou Tradições Orais: São os textos que transmitem, conforme a fé dos seguidores, uma mensagem do transcen- dente, onde pela revelação, cada forma de afir- mar o transcendente, faz conhecer aos seres humanos seus mistérios e na vontade, dando origem às tradições. E estão ligados ao ensino. À pregação, à exortação e aos estudos eruditos. • Teologias É o conjunto de afirmações e conhe- cimentos elaborados pela religião e repassando para os fiéis o transcendente de modo organiza- do ou sistematizados. • Ritos É a série de práticas celebrativas pela tra- B A S E C U R R I C U L A R D E M A R A C A N A Ú — E N S I N O R E L I G I O S O 6 o A O 9 o A N O S 29 dição religiosa a partir dos rituais, símbolos e espiritualidades. • Ethos É a forma interior da moral humana em que se realiza o próprio sentido do ser. É for- mado na percepção interior dos valores, de que nasce o dever como expressão da consciência e do próprio eu pessoal. M ap as C ur ri cu la re s ENSINO RELIGIOSO 6o ao 9o Anos BCM B A S E C U R R I C U L A R D E M A R A C A N A Ú — E N S I N O R E L I G I O S O 6 o A O 9 o A N O S 33 3 MAPA CURRICULAR 3.1 6º E 7º ANOS EN SI N O R EL IG IO SO UN ID A D ES TE M ÁT IC A S O BJ ET O S D E CO N H EC IM EN TO H A BI LI DA D ES Cr en ça s re lig io sa s e fil os ofi as d e vi da Tr ad iç ão es cr ita : re gi st ro d os e ns in a- m en to s s ag ra do s (E F0 6E R0 1) Re co nh ec er o p ap el d a t ra di çã o es cr ita n a p re se r- va çã o de m em ór ia s, ac on te ci m en to s e en sin am en to s re lig io - so s. (E F0 6E R0 2) R ec on he ce r e va lo ri za r a d iv er si da de d e t ex to s re lig io so s e sc ri to s ( te xt os d o Bu di sm o, C ri st ia ni sm o, E sp i- ri tis m o, H in du ís m o, Is la m is m o, Ju da ís m o, en tr e o ut ro s) . En si na m en to s da tr a- di çã o es cr ita (E F0 6E R0 3) R ec on he ce r, em te xt os e sc ri to s, e ns in am en - to s r el ac io na do s a m od os d e se r e v iv er . (E F0 6E R0 4) R ec on he ce r q ue o s t ex to s e sc ri to s s ão u til iz a- do s p el as tr ad iç õe s r el ig io sa s d e m an ei ra s d iv er sa s. (E F0 6E R0 5) D is cu tir c om o o es tu do e a in te rp re ta çã o do s te xt os re lig io so s i nfl ue nc ia m o s a de pt os a v iv en ci ar em o s en si na m en to s d as tr ad iç õe s r el ig io sa s. Sí m bo lo s, r ito s e m i- to s r el ig io so s (E F0 6E R0 6) R ec on he ce r a im po rt ân ci a do s m ito s, r ito s, sí m bo lo s e te xt os n a es tr ut ur aç ão d as d ife re nt es c re nç as , tr ad iç õe s e m ov im en to s r el ig io so s. (E F0 6E R0 7) E xe m pl ifi ca r a re la çã o en tr e m ito , r ito e sí m - bo lo n as p rá tic as c el eb ra tiv as d e di fe re nt es tr ad iç õe s re - lig io sa s. B A S E C U R R I C U L A R D E M A R A C A N A Ú — E N S I N O R E L I G I O S O 6 o A O 9 o A N O S 34 EN SI N O R EL IG IO SO UN ID A D ES TE M ÁT IC A S O BJ ET O S D E CO N H EC IM EN TO H A BI LI DA D ES M an ife st aç õe s re lig io - sa s M ís tic as e e sp ir itu al id ad es (E F0 7E R0 1) R ec on he ce r e re sp ei ta r a s p rá tic as d e co m un ic aç ão co m a s di vi nd ad es e m d is tin ta s m an ife st aç õe s e tr ad iç õe s re li- gi os as . (E F0 7E R0 2) I de nt ifi ca r pr át ic as d e es pi ri tu al id ad e ut ili za da s pe la s pe ss oa s em d et er m in ad as s itu aç õe s (a ci de nt es , d oe nç as , fe nô m en os cl im át ic os ). Li de ra nç as re lig io sa s (E F0 7E R0 3) R ec on he ce r os p ap éi s at ri bu íd os à s lid er an ça s de di fe re nt es tr ad iç õe s r el ig io sa s. (E F0 7E R0 4) E xe m pl ifi ca r líd er es r el ig io so s qu e se d es ta ca ra m po r s ua s c on tr ib ui çõ es à so ci ed ad e. (E F0 7E R0 5) D is cu tir e st ra té gi as q ue p ro m ov am a c on vi vê nc ia ét ic a e re sp ei to sa e nt re a s r el ig iõ es . Cr en ça s re lig io sa s e fi- lo so fia s d e vi da Pr in cí pi os é tic os e v al or es r e- lig io so s (E F0 7E R0 6) I de nt ifi ca r pr in cí pi os é tic os e m d ife re nt es t ra di - çõ es r el ig io sa s e fil os ofi as d e vi da , d is cu tin do c om o po de m in - flu en ci ar co nd ut as p es so ai s e p rá tic as so ci ai s. Li de ra nç a e di re ito s h um an os (E F0 7E R0 7) Id en tifi ca r e d is cu tir o p ap el d as li de ra nç as re lig io - sa s e se cu la re s n a de fe sa e p ro m oç ão d os d ir ei to s h um an os . (E F0 7E R0 8) R ec on he ce r o di re ito à li be rd ad e de c on sc iê nc ia , cr en ça o u co nv ic çã o, q ue st io na nd o co nc ep çõ es e p rá tic as s o- ci ai s q ue a v io la m . B A S E C U R R I C U L A R D E M A R A C A N A Ú — E N S I N O R E L I G I O S O 6 o A O 9 o A N O S 35 3. 2 8º E 9 º A N O S EN SI N O R EL IG IO SO – 8º A N O UN ID A D ES TE M ÁT IC A S O BJ ET O S D E CO N H EC IM EN TO H A BI LI DA D ES Cr en ça s r el ig io sa s e fi lo - so fia s d e vi da Cr en ça s, c on vicç õe s e at i- tu de s (E F0 8E R0 1) D is cu tir c om o as c re nç as e c on vi cç õe s po de m in flu en - ci ar e sc ol ha s e at itu de s p es so ai s e co le tiv as . (E F0 8E R0 2) A na lis ar fi lo so fia s de v id a, m an ife st aç õe s e tr ad iç õe s re lig io sa s d es ta ca nd o se us p ri nc íp io s é tic os . D ou tr in as re lig io sa s (E F0 8E R0 3) A na lis ar d ou tr in as d as d ife re nt es tr ad iç õe s r el ig io sa s e su as co nc ep çõ es d e m un do , v id a e m or te . Cr en ça s, fi lo so fia s d e v id a e es fe ra p úb lic a (E F0 8E R0 4) D is cu tir c om o fil os ofi as d e vi da , t ra di çõ es e in st itu i- çõ es r el ig io sa s po de m in flu en ci ar d ife re nt es c am po s da e sf er a pú - bl ic a (p ol íti ca , s aú de , e du ca çã o, e co no m ia ). (E F0 8E R0 5) D eb at er so br e as p os si bi lid ad es e o s l im ite s d a in te rf e- rê nc ia d as tr ad iç õe s r el ig io sa s n a es fe ra p úb lic a. (E F0 8E R0 6) A na lis ar p rá tic as , p ro je to s e p ol íti ca s p úb lic as q ue co n- tr ib ue m p ar a a pr om oç ão d a lib er da de d e pe ns am en to , c re nç as e co nv ic çõ es . Tr ad iç õe s re lig io sa s, m í- di as e te cn ol og ia s (E F0 8E R0 7) A na lis ar as fo rm as d e u so d as m íd ia s e te cn ol og ia s p el as di fe re nt es d en om in aç õe s r el ig io sa s. B A S E C U R R I C U L A R D E M A R A C A N A Ú — E N S I N O R E L I G I O S O 6 o A O 9 o A N O S 36 EN SI N O R EL IG IO SO – 9º A N O UN ID A D ES TE M ÁT IC A S O BJ ET O S D E CO N H EC IM EN TO H A BI LI DA D ES Cr en ça s re lig io sa s e fil o- so fia s d e vi da Im an ên ci a e tr an sc en dê nc ia (E F0 9E R0 1) A na lis ar p ri nc íp io s e or ie nt aç õe s pa ra o c ui da do da v id a e na s d iv er sa s t ra di çõ es re lig io sa s e fi lo so fia s d e vi da . (E F0 9E R0 2) D is cu tir a s di fe re nt es e xp re ss õe s de v al or iz aç ão e de d es re sp ei to à v id a, p or m ei o da a ná lis e de m at ér ia s na s di fe re nt es m íd ia s. Vi da e m or te (E F0 9E R0 3) Id en tifi ca r se nt id os d o vi ve r e do m or re r em d i- fe re nt es tr ad iç õe s re lig io sa s, a tr av és d o es tu do d e m ito s fu n- da nt es . (E F0 9E R0 4) I de nt ifi ca r co nc ep çõ es d e vi da e m or te e m d i- fe re nt es tr ad iç õe s re lig io sa s e fil os ofi as d e vi da , p or m ei o da an ál is e de d ife re nt es ri to s f ún eb re s. (E F0 9E R0 5) A na lis ar a s d ife re nt es id ei as d e im or ta lid ad e el a- bo ra da s p el as tr ad iç õe s r el ig io sa s ( an ce st ra lid ad e, re en ca rn a- çã o, tr an sm ig ra çã o e re ss ur re iç ão ). Pr in cí pi os e va lo re s é tic os (E F0 9E R0 6) R ec on he ce r a c oe xi st ên ci a co m o um a at itu de é tic a de re sp ei to à vi da e à d ig ni da de h um an a. (E F0 9E R0 7) I de nt ifi ca r pr in cí pi os é tic os (f am ili ar es , r el ig io - so s e cu ltu ra is ) q ue p os sa m a lic er ça r a co ns tr uç ão d e pr oj et os de v id a. (E F0 9E R0 8) C on st ru ir p ro je to s d e vi da a ss en ta do s e m p ri nc í- pi os e va lo re s é tic os . B A S E C U R R I C U L A R D E M A R A C A N A Ú — E N S I N O R E L I G I O S O 6 o A O 9 o A N O S 37 4 AVALIAÇÃO DE APRENDIZAGEM NO COMPONENTE CURRICULAR ENSINO RELIGIOSO Na perspectiva do Ensino Religioso o pro- cesso de aprendizado e avaliação do edu- cando ocorre na apreensão de saberes que se desenvolvem por meio da aquisição da identida- de, da autonomia, da confiança, do respeito e da valori- zação de si e do outro, conectada com a realidade cultu- ral e com a diversidade das manifestações religiosas na atualidade. Espera-se que os educandos desenvolvam competências especificas no sentido de problematizar as representações sociais preconceituosas sobre o ou- tro, no intuito de combater a intolerância, a discrimi- nação e a exclusão. O que é avaliado são aprendizagens e experiências pedagógicas que fomentem e filosofias de vida através das habilidades distribuídas em três di- mensões: identificar, descrever e interpretar; reconhe- cer, comparar e relacionar; e analisar, inferir e avaliar. Para desenvolver essas habilidades, deverão ser utilizados os objetos de conhecimento específicos des- te componente curricular: B A S E C U R R I C U L A R D E M A R A C A N A Ú — E N S I N O R E L I G I O S O 6 o A O 9 o A N O S 38 • Cosmovisões; • Saberes; • Crenças; • Mitologias; • Narrativas; • Textos; • Símbolos; • Ritos; • Doutrinas; • Tradições; • Movimentos; • Práticas e princípios éticos e morais. O professor deverá observar todos esses aspectos apresentados e adotar metodologias ou procedimentos que favoreçam: a pesquisa e diálogo; a mediação; a ob- servação; a identificação; a análise; a apropriação; e a ressignificação de valores. Caberá ao professor realizar a avaliação através das habilidades, adotando todos os princípios acima relacionados. E cada aspecto referido na segunda colu- na deverá ser utilizado para avaliar a unidade temática correspondente. B A S E C U R R I C U L A R D E M A R A C A N A Ú — E N S I N O R E L I G I O S O 6 o A O 9 o A N O S 39 Unidades Temáticas Representação e Comunicação Identidade e Alteridade. Diversidades Religiosas Manifestações Religiosas. Experiência de Transcendência Crenças reli- giosas e Filoso- fia de Vida O que se avalia? • Identificação e acolhimento às semelhanças e diferenças entre o eu, o outro e o nós; • Reconhecimento e valorização da diversidade de textos religiosos escritos e orais; • Discussão sobre o estudo e a interpretação do texto religioso e influência às tradições religiosas; • Estímulo a novas capacidades de compreensão crítica e criativa dos educandos no que diz respeito à religião, religiosidade e espi- ritualidade.