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■ Conceitos 
Esse boxe traz a siste-
matização de alguns con-
ceitos de Ciências Huma-
nas trabalhados em cada 
capítulo.
 ■ Você precisa 
saber
Ao final do capítulo, 
essa seção traz mapas 
conceituais, listas de con-
ceitos ou diagramas para 
resumir e sistematizar al-
guns dos conteúdos do 
capítulo. 
 ■ Conversa
Nos boxes, são apre-
sentadas atividades orais 
que envolvam empatia, 
respeito ao outro, res-
ponsabilidade e ética.
 ■ Interpretar
Nesse boxe, são explo-
rados textos de terceiros 
em seus mais diversos gê-
neros – fotografias, obras 
de arte, mapas, gráficos –, 
sob a perspectiva de suas 
regras de composição, sig-
nificado e sentido.
 ■ Retome o contexto
Nessa seção são apresentadas atividades que reto-
mam as situações vistas no boxe Contexto, na abertura 
do capítulo. 
 ■ Prática
Nessa seção, localizada ao final de cada unidade, há 
uma proposta de um projeto coletivo no qual os estu-
dantes aplicam diferentes metodologias de pesquisa. 
PRÁTICA
COMPETÊNCIAS E HABILIDADES 
DA BNCC
• Competências gerais da Educação 
Básica: CG1, CG2, CG4 e CG5.
• Competência e habilidades 
específicas de Ciências Humanas 
e Sociais Aplicadas: 
Competência 1: EM13CHS101, 
EM13CHS102, EM13CHS103, 
EM13CHS104 e EM13CHS106.
• Competência e habilidade 
específica de Linguagens e suas 
Tecnologias: Competência 7: 
EM13LGG704.
TEMA CONTEMPORÂNEO 
TRANSVERSAL
Cidadania e Civismo
• Vida Familiar e Social
Qual é a história do lugar 
em que você mora?
Para começar
Nesta unidade, estudamos os conceitos de população e território
e as diversas relações que podem existir entre eles. Quando tratamos 
da população brasileira, por exemplo, referimo-nos ao conjunto de ha-
bitantes do Brasil, entre os quais estamos incluídos. Como parte dessa 
população, vivemos em um território demarcado pelos limites fronteiri-
ços do Estado da República Federativa do Brasil e compomos o que se 
denomina povo brasileiro, que é formado por indivíduos natos ou natu-
ralizados, com direitos e deveres como cidadãos, independentemente 
de etnia, classe social, gênero ou religião.
O fato de sermos brasileiros e habitarmos esse território nos con-
cede um sentimento de brasilidade que indica uma identificação com 
esse país. Isso significa que, de forma geral, nos identificamos com os 
demais brasileiros ao compartilharmos determinadas semelhanças 
culturais (língua, valores, comportamentos, hábitos, etc.), além de es-
tarmos submetidos a uma mesma legislação. 
A percepção e a conscientização desse sentimento de per-
tencimento a um lugar e “domínio” de um território de forma 
mais profunda exigem observação e reflexão. Para 
isso, é necessário estudar a história desse 
lugar por meio da observação da pai-
sagem, da pesquisa e da análise de 
diferentes fontes que podem fornecer 
informações importantes para co-
nhecer a história e a cultura desse re-
corte do espaço geográfico. Analisar es-
sas fontes, como documentos, fotografias, 
objetos, relatos e traços na paisagem, por 
exemplo, é uma tarefa comum entre os pes-
quisadores de Ciências Humanas, sobretudo 
entre historiadores, geógrafos e sociólogos. 
Neste projeto, teremos a oportunidade de 
exercitar essa metodologia de pesquisa para conhe-
cermos melhor a história do lugar em que vivemos.
Análise documental (princípios de análise 
de discurso)
Existe um conjunto de materiais que, atualmente, são conside-
rados documentos nas áreas de História e Geografia. Eles podem ser 
Veja as orientações de como trabalhar 
esta seção no Manual do Professor.
Falar de um país significa 
considerar as fronteiras, o 
território e os habitantes, 
além das relações 
políticas, sociais e culturais 
específicas de uma nação.
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Muitos desses documentos, independente-
mente do suporte em que se encontram – escri-
tos, visuais, sonoros, audiovisuais ou digitais –, 
são considerados fundamentais para algumas 
sociedades, pois expressam um esforço de 
diferentes grupos para deixar uma marca às 
futuras gerações. Geralmente, ela costuma ser 
positiva, uma vez que é uma forma de ressaltar 
a importância de um povo ou de registrar uma 
época marcante.
Os documentos históricos guardam em si 
muitos mistérios que precisam ser revelados 
pelos historiadores. Um dos segredos que 
mais intrigaram esses profissionais, desde o 
final do século XIX até meados do século XX, 
era o de verificar a veracidade das fontes, ou 
seja, dos documentos. Mas como fazer isso? Como ter certeza de que o docu-
mento é verdadeiro e condiz com o que realmente aconteceu? 
Vamos procurar entender alguns documentos que contam como a história 
do bairro em que você vive foi construída? 
Mãos à obra!
O diário de Anne Frank tornou-se um livro mundialmente 
conhecido. As páginas manuscritas, atualmente expostas 
no Centro de Anne Frank, em Berlim (Alemanha), são um 
registro de uma garota que viveu com a família em um 
esconderijo durante o regime nazista na Alemanha.
O centro histórico de Ouro Preto (MG), assim como a área central 
de diversos municípios do país, traz muitas informações sobre a 
história de um lugar. Os monumentos históricos também podem 
ser considerados documentos, pois são elementos da paisagem 
que representam características de determinado período histórico. 
Foto de 2018.
O jornal A província de 
São Paulo, atualmente 
denominado O Estado 
de S. Paulo, noticiou a 
Proclamação da República 
em 15 de novembro de 
1889. Além de documentar 
um acontecimento 
histórico, o texto do jornal 
fornece, de modo indireto, 
outras informações, por 
exemplo, a grafia utilizada 
na escrita da época.
registros escritos oficiais (documentos institucionais de um município ou 
de um país, documentos individuais, etc. ), registros escritos extraoficiais
(reportagens de jornais e revistas, panfletos, etc.) e registros informais
(cartas, diários, receitas culinárias, etc.). Outros materiais que podem ser 
considerados documentos são mapas, monumentos, gravações (de músi-
cas, de filmes, de depoimentos, etc.), obras de arte e arquitetônicas, fotogra-
fias, entre outros. Observe a seguir alguns exemplos desses materiais. 
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Representações do espaço geográfico
A representação cartográfica
WATTERSON, Bill. Calvin e Haroldo: Yukon ho! São Paulo: Conrad, 2008. p. 56.
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• Na tirinha, Calvin 
e Haroldo estão 
nos Estados 
Unidos e planejam 
ir a Yukon, um 
território localizado 
no noroeste do 
Canadá. Para ir 
até lá, saindo 
do estado de 
Washington 
(noroeste dos 
Estados Unidos), 
por exemplo, 
é necessário 
atravessar toda 
a província 
canadense da 
Colúmbia Britânica, 
ou seja, cerca de 
1 500 quilômetros 
em linha reta, ou 
bem mais que isso 
indo de carro. Eles 
consultaram um 
globo terrestre 
para ter uma noção 
da distância e do 
tempo de viagem. 
Você considera 
que fizeram uma 
boa opção? Quais 
seriam as opções 
disponíveis 
atualmente?
Veja respostas e orientações 
no Manual do Professor.
Interpretar
NÃO ESCREVA NO LIVRO
Em um mapa, os elementos que compõem o espaço geográfico são re-
presentados por pontos, linhas, texturas e cores, ou seja, são usados sím-
bolos próprios da Cartografia. Diante da complexidade do espaço geográfico, 
algumas informações são priorizadas em detrimento de outras. É impossível 
representar todos os elementos – físicos, econômicos, humanos e políticos 
– em um único mapa, cujo objetivo é permitir o registro e a localização dos 
elementos cartografados e facilitar a orientação no espaço geográfico. Por-
tanto, qualquer mapa será sempre uma simplificação da realidade para aten-
der ao interesse do usuário.Cartografia
Segundo a Associação Cartográfica Internacional (ACI), em definição estabelecida 
em 1966 e ratificada pela Unesco no mesmo ano: “A Cartografia apresenta-se como 
o conjunto de estudos e operações científicas, técnicas e artísticas que, tendo 
por base os resultados de observações diretas ou da análise da documentação, 
se voltam para a elaboração de mapas, cartas e outras formas de expressão 
ou representação de objetos, elementos, fenômenos e ambientes físicos e 
socioeconômicos, bem como a sua utilização”. (IBGE. Noções básicas de Cartografia. 
Rio de Janeiro: IBGE, 1999. p. 12).
Conceitos
O mapa é uma das mais antigas formas gráficas de comunicação, precedendo 
até mesmo a escrita. Os primeiros mapas foram esculpidos em pedra ou argila.
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O mapa de Ga-Sur, que pertence ao acervo 
do Museu de Bagdá, no Iraque, é um esboço 
rústico esculpido em um pedaço de argila de 
8 cm × 7 cm e foi encontrado em 1930 nas 
ruínas dessa cidade, situada a cerca de 300 
quilômetros ao norte da antiga Babilônia, 
em território do atual Iraque. Estima-se que 
tenha sido feito por volta de 2500 a.C., na 
Mesopotâmia, pelos sumérios.
Mapa de Ga-Sur: 
interpretação
Mapa de Ga-Sur: original
104
• Após os estudos e as reflexões sobre território e territorialidade, mais especificamente so-
bre as territorialidades construídas pelos jovens, sejam elas no espaço físico ou virtual, re-
tome suas respostas às duas questões iniciais deste capítulo e faça as adequações que 
avaliar necessárias. Veja as respostas no Manual do Professor.
Retome o contexto
Elaborado pelos autores.
pode ser
como
como 
conceito
como conceito
define o total 
de habitantes 
de um
é sinônimo de
representada 
por gráfico de
expressa pelo 
fluxo de
sobretudo 
nas
materializa-se 
no
define o
habitado 
por um
controlado 
por um
Povo
Estatal
Territorialidades 
urbanas
Estrutura
Movimentação
Antropológico
Crescimento
Cidades
Território
Estado
Músicas
Grafite
Esportes, etc.
Território 
nacional
Migrantes Refugiados
Controle
Organização 
das Nações 
Unidas (ONU)
Culturas 
juvenis
Crescimento 
vegetativo
Pirâmides 
etárias
Espaço 
físico
Espaço 
virtual
POPULAÇÃO
Povo
Geográfico- 
-quantitativo
Territorialidades
Dinâmica
é um conceito
é diferente de
pode ser 
estudada 
em sua
ao estabelecer 
estratégias de 
controle social do 
espaço define
se manifesta 
por meio de
definindo
Grupal
representado 
por gráfico de
define 
habitantes 
natos e 
naturalizados 
de um
agente que 
exerce a 
soberania 
sobre um
porém, como 
conceito 
político- 
-territorial é 
sinônimo de
Nação Etnia
que habita 
um
sobre o qual 
pode não ter
Identidade 
cultural
Território
representados 
na
Jurídico- 
-político
define um grupo 
humano com
tais 
como
Estado 
nacional
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VOCÊ PRECISA SABER
NÃO ESCREVA NO LIVRO
77
1. É possível afirmar que o mundo está ficando “menor”? Vocês concordam com essa ideia?
2. Que tecnologias contribuem para esse “encolhimento” do mundo? 
3. É possível dizer que o espaço geográfico também está “encolhendo”?
Retome o contexto
Mapa conceitual elaborado pelos autores.
Veja respostas e orientações no Manual do Professor.
121121
As múltiplas formas de exercitar o poder
É preciso considerar que, ao longo do tempo, 
muitas vezes determinados grupos sociais pas-
saram a escrever a história por meio da constru-
ção de um discurso quase uniforme da realidade 
social, encobrindo diversidades, conflitos, desi-
gualdades e contradições. Entretanto, também 
existiram – e existem – outros tipos de escrita 
da história: aquelas que contam as memórias dos 
idosos, por meio dos relatos de suas vivências e 
seus modos de vida; os discursos criminais sob 
a ótica dos réus e das testemunhas; os registros 
materiais de intervenção no espaço geográfico; a 
visão das mulheres sobre determinados aconte-
cimentos, entre outros. Existem muitas vozes e 
muitos suportes por meio dos quais elas se ma-
nifestam e podem ser estudadas. Dessa forma, 
se tem outras perspectivas e narrativas sobre os 
mesmos fatos e fenômenos históricos.
De modo geral, podemos dizer que a escrita da 
história é o resultado de uma série de disputas 
entre grupos sociais, de acordo com sua forma de 
compreender e explicar o mundo. Quando um grupo 
ocupa as instituições políticas e coloca seu projeto 
em prática, uma de suas primeiras atitudes é procu-
rar justificar, no campo das ideias, as estratégias de 
sua atua ção. Para isso recorre ao passado e encon-
tra uma forma que lhe pareça adequada de contar 
e explicar os eventos ocorridos. Às vezes até apre-
sentam narrativas deturpadas, inventadas e sem 
conexão com fatos comprovados, documentados.
A obra 1984, último romance escrito por George Orwell (1903-1950), narra a história 
de Winston, prisioneiro de uma sociedade controlada por um Estado opressor, fundado 
exclusivamente pelo desejo do exercício do poder. 
Nesse futuro sombrio, criado por Orwell em 1948, Winston enfrentará o sistema 
opressor ao qual está submetido, passando por diversas situações, que vão da 
descoberta do amor à traição e à tortura.
1. Com base no que foi visto anteriormente, forme um grupo com três ou quatro 
colegas e conversem sobre o significado da seguinte citação de 1984:
Quem controla o passado controla o futuro; quem controla o presente 
controla o passado.
ORWELL, George. 1984. São Paulo: Companhia das Letras, 2009. p. 47.
2. Anotem suas ideias no caderno e conversem sobre elas com os colegas, sob 
orientação do professor. Veja respostas e orientações no Manual do Professor.
Conversa
Capa do livro 1984, de 
George Orwell.
Estar no poder implica ter acesso à maior parte 
dos recursos humanos e técnicos com que a so-
ciedade conta (diferentes profissionais, estrutura 
de segurança pública, educacional, religiosa e de 
comunicação) e a possibilidade de influenciar – 
incentivando, desestimulando e até proibindo – o 
que as pessoas falam, leem e escrevem.
Isso não quer dizer que os outros grupos, que 
não estão no poder, não possam contar o passado 
do seu ponto de vista. Ainda que não registrados 
pelo discurso oficial, esses grupos podem se ma-
nifestar, atuar politicamente, registrar e escrever a 
própria história, ainda que utilizando meios alter-
nativos. Porém, em contextos governamentais não 
democráticos, esses registros não oficiais são cen-
surados, adulterados, invalidados e até destruídos. 
Se não houver meios de se perpetuarem – seja pela 
possibilidade de criação de documentos escritos, 
orais ou visuais, seja pela sua preservação –, as 
memórias e os registros de certos grupos podem 
ser silenciados, provocando uma lacuna entre as 
possíveis representações do passado.
Os casos retratados nas imagens a seguir (a 
fotomontagem da polícia de Londres e a destrui-
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NÃO ESCREVA NO LIVRO
134
1. (PPL – 2015) As figuras representam a dis-
tância real (D) entre duas residências e a dis-
tância proporcional (d) em uma representação 
cartográfica, as quais permitem estabelecer 
relações espaciais entre o mapa e o terreno. 
Para a ilustração apresentada, a escala numé-
rica correta é
c) 
d) 
e) 
3. (PPL – 2015) As diferentes representações 
cartográficas trazem consigo as ideologias de 
uma época. A representação destacada se in-
sere no contexto das Cruzadas por
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Disponível em: www.unric.org. 
Acesso em: 9 ago. 2013
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Duarte, P. A. Fundamentos de cartografia. Florianópolis: UFSC, 2002.
a) 1/50
b) 1/5 000
c) 1/50 000
d) 1/80 000
e) 1/80 000 000
2. (2016) 
X
QUEIROZ FILHO, A. P.; BIASI, M. 
Técnicas de cartografia. In: 
VENTURI, L. A. B. (Org.) Geografia: 
práticas de campo, laboratório e 
sala de aula. São Paulo: Sarandi, 
2011 (adaptado). 
a) revelar aspectos daestrutura demográfica 
de um povo.
b) sinalizar a disseminação global de mitos e 
preceitos políticos.
c) utilizar técnicas para demonstrar a centrali-
dade de algumas regiões.
d) mostrar o território para melhor administra-
ção dos recursos naturais.
e) refletir a dinâmica sociocultural associada à 
visão de mundo eurocêntrica.
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Veja respostas e orientações 
no Manual do Professor.
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Interfoto/Fotoarena
A ONU faz referência a 
uma projeção cartográ-
fica em seu logotipo. A 
figura que ilustra o mo-
delo dessa projeção é:
a) X
b) 
120
QUESTÕES DO ENEM NÃO ESCREVA NO LIVRO
Permanências e mudanças: tempo 
e história
No cotidiano, frequentemente temos a sensação de que diversas situa-
ções permanecem, enquanto outras se transformam ou deixam de existir. 
Por exemplo: se por um lado a frequência à escola, ao longo de vários anos, 
ou os hábitos alimentares das famílias, principalmente nos encontros fes-
tivos, como os aniversários, representam permanências, por outro, a con-
clusão do Ensino Médio, o falecimento de um familiar ou um novo emprego 
representam mudanças na nossa vida.
Para compreendermos uma sociedade, precisamos considerar as perma-
nências e mudanças ao longo do tempo. Entretanto, é preciso lembrar que 
atividades econômicas, práticas sociais e ideias se transformam em ritmos 
diferentes. Assim, um acontecimento como a chegada dos europeus à Amé-
rica, em 1492, não representou uma mudança completa nos dois continen-
tes, mas foi um indicativo de que determinados aspectos se transformaram, 
enquanto outros permaneceram inalterados. Portanto, as mudanças histó-
ricas seguem ritmos diferentes: alguns fenômenos transformam-se mais 
lentamente, outros surgem e desaparecem com rapidez.
Vista do Theatro Municipal de São Paulo, localizado na região central de São Paulo (SP), 
em 1911 e em 2019.
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Observe as imagens 
ao lado e responda ao 
que se pede.
1. Quais mudanças 
e quais 
permanências 
você observa nas 
paisagens? 
2. De que forma 
as imagens se 
relacionam com 
o conceito de 
“rugosidade”, 
estudado no 
capítulo anterior?
3. Na sua vida 
pessoal, 
possivelmente 
ocorrerão muitas 
mudanças e 
permanências 
assim que você 
concluir o Ensino 
Médio. O que 
você gostaria 
que mudasse e 
permanecesse? 
O que você pode 
fazer hoje para 
esses seus desejos 
se concretizarem?
Interpretar
Veja respostas e orientações
no Manual do Professor.
124
 ■ Questões do 
Enem
Essa seção traz ativi-
dades do Enem relacio-
nadas aos temas aborda-
dos no capítulo.
ORIENTAÇÕES GERAIS | 195
V5_CIE_HUM_Claudio_g21Sa_161a197_MPG.indd 195V5_CIE_HUM_Claudio_g21Sa_161a197_MPG.indd 195 28/09/2020 15:2228/09/2020 15:22
Referências bibliográficas comentadas
AUSUBEL, David P. Aquisição e retenção de conhecimentos: uma perspectiva cognitiva. Lisboa: Plátano, 2003.
Para Ausubel, a aprendizagem significativa é aquela na qual é possível associar os conhecimentos novos à estrutura cog-
nitiva de forma não arbitrária e não literal, o que permite retenção por um tempo mais longo. O contrário disso é a apren-
dizagem mecânica, na qual a retenção é muito limitada.
BACICH, Lilian; NETO, Adolfo Tanzi; TREVISANI, Fernando de Mello (org.). Ensino híbrido: personalização e 
tecnologia na educação. Porto Alegre: Penso, 2015.
Reunião de artigos com definições conceituais e orientações práticas para o desenvolvimento do ensino híbrido na sala 
de aula na Educação Básica.
BITTENCOURT, Circe. Ensino de História: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2011. 
Importante contribuição para os conhecimentos significativos na prática do processo formativo e crítico-reflexivo do 
ensino de História, discutindo a seleção dos conteúdos históricos e os procedimentos metodológicos.
BRASIL. Ministério da Educação. Lei n. 9 394/1996, de 20 de dezembro de 1996. Disponível em: www.planalto.
gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm. Acesso em: 21 ago. 2020.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional estabelece os objetivos da educação nacional e regulamenta a Educação 
Básica brasileira. 
BRASIL. Ministério da Educação. Resolução CNE/CEB n. 3, de 21 de novembro de 2018. Conselho Nacional de 
Educação. Câmara da Educação Básica, Brasília, 2018. Disponível em: http://novoensinomedio.mec.gov.br/
resources/downloads/pdf/dcnem.pdf. Acesso em: 15 jul. 2020.
Essa resolução apresenta a atualização das Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, 2018. Disponível em: http://
basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 21 ago. 2020.
Nesse documento são apresentadas as aprendizagens fundamentais previstas nas várias etapas da Educação Básica. A 
proposta é a garantia de uma formação básica para todos os educandos do país. 
BRASIL. Ministério da Educação. Temas contemporâneos transversais na BNCC: contexto histórico e 
pressupostos pedagógicos. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/implementacao/
contextualizacao_temas_contemporaneos.pdf. Acesso em: 21 ago. 2020.
Nesse documento, são exploradas possibilidades de trabalho com os Temas Contemporâneos Transversais com base nas 
diretrizes propostas na Base Nacional Comum Curricular.
COSTA, César Augusto; LOUREIRO, Carlos Frederico. A interdisciplinaridade em Paulo Freire: aproximações 
político-pedagógicas para a educação ambiental crítica. Revista Katálysis, v. 20, n. 1, Florianópolis (SC), jan./abr., 
2017. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1414-49802017000100111&script=sci_arttext. Acesso 
em: 19 agosto 2020.
A contribuição pedagógica de Paulo Freire na questão interdisciplinar e sua convergência para a educação ambiental crí-
tica são tratadas nesse artigo, corroborando para a visão interdisciplinar da pedagogia freireana. 
FAZENDA, Ivana Catarina Arantes. Interdisciplinaridade: um projeto em parceria. São Paulo: Loyola, 2002.
O livro reúne uma série de artigos sobre interdisciplinaridade e projetos desenvolvidos em parceria.
FAZENDA, Ivana Catarina Arantes. Integração e interdisciplinaridade no ensino brasileiro: efetividade ou 
ideologia. São Paulo: Loyola, 1979.
Apresenta desde a gênese e formação do conceito de interdisciplinaridade, sua utilidade e questões até a formação dos 
professores.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 44. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2005.
Para Paulo Freire, não existe educação emancipadora sem diálogo. Esse livro se desenvolve em torno desses dois eixos e 
propõe uma educação dialógica e problematizadora, portanto, emancipadora.
196
V5_CIE_HUM_Claudio_g21Sa_161a197_MPG.indd 196V5_CIE_HUM_Claudio_g21Sa_161a197_MPG.indd 196 28/09/2020 15:2228/09/2020 15:22

Mais conteúdos dessa disciplina