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INFERTILIDADE : A infertilidade é definida quando o casal não atingiu a concepção dentro de 12 meses de atividade sexual regular desprotegida. O aumento da incidência de infertilidade relaciona-se com a idade da mulher, aumento de fatores masculinos e mudanças de hábitos de vida. ➔ A avaliação da infertilidade deve ser feita em: casais com “diagnostico”, mulheres que necessitam semen de doador e pacientes com abortamento de repetição/indicação de avaliação genética pré-implantação. Já a investigação deve ser realizada após 1 ano de coito regular sem proteção ou se: a paciente for maior que 35 anos, história de oligo/amenorreia (ciclos menstruais irregulares, intervalos < 25 dias ou sangramento intermenstrual), suspeita de endometriose, doença tubária ou uterina e suspeita/diagnóstico de sub infertilidade masculina. ➔ Possíveis causas: fator feminino (ovulatório, uterino, tubário ou peritoneais) e fator masculino. ➔ Anamnese: idade, tempo de infertilidade, história menstrual, contracepção prévia, história obstétrica, história sexual, patologias prévias, medicamentos e hábitos de vida. ➔ Exame físico: peso, altura, IMC, sinais de hiperandrogenismo, galactorreia, alterações na tireoide e exame ginecológico. O hiperandrogenismo clínico deve ser investigado no caso de irregularidade menstrual e sinais como, acne, hirsutismo e perda de cabelo. Deve solicitar exames para avaliar e excluir outras causas. ➔ A tireoide deve ser investigada no caso de TSH alterado e bócio, avaliando a textura, tamanho, presença de nódulos e adenopatia cervical. Solicitar US. ➔ As mamas devem ser avaliadas no caso de dor, nódulo/massa ou galactorreia. Deve-se solicitar US em mulheres < 30 e mamografia se > 30 anos. ➔ O exame ginecológico é realizado em casos de dispareunia e de sangramento após-relação. Deve-se avaliar anormalidades colo e vagina, pólipos cervicais, nódulos/massas uterinas e ovarianas. A avaliação diagnóstica, nas mulheres, deve se relacionar com cada fator etiológico. Fator ovulatório Observar a regularidade menstrual na anamnese. Dosar progesterona para confirmar ovulação. US transvaginal seriado para prever a ovulação. Causas frequentes: SOP. Fator cervical Avaliar estenose, cervicite cronica, procedimentos cirúrgicos prévios, corrimento vaginal. Fator uterino Mais frequente em mulheres com sangramento uterino anormal. Métodos avaliativos: histeroscopia é o padrão ouro. Fator tubário Devem ser excluídas obstruções e aderências pélvicas. A videolaparoscopia com cromotubagem com azul de metileno ou índigo carmin é o padrão-ouro para a avaliação. Fatores peritoneais Inclui endometriose, aderências pélvicas e tubárias. A laparoscopia é o único método disponível para o diagnóstico específico. Reserva ovariana Quando diminuída não significa incapacidade de engravidar novamente. A idade continua sendo o fator preditor mais importante de fecundidade. O fator masculino é avaliado por meio da anamnese e espermograma. ➔ Anamnese: frequência sexual, disfunção sexual, fertilidade prévia, doenças crônicas, cirurgias prévias, medicações/suplementos, alergias, DSTs e traumas. ➔ Análise seminal: se dá através do espermograma, a coleta é por masturbação com abstinência de 2-5 dias necessária. Possíveis causas da infertilidade masculina: mecânicas (distúrbios de ereção, vasectomia, anomalias estruturais, trauma e cirurgias) produção e oferta (uso de esteroides e anabolizantes, processos infecciosos, alterações genéticas e varicocele. O que NÃO pedir de rotina? ➔ Laparoscopia na infertilidade sem causa aparente ➔ Teste avançado de função espermática (por exemplo, teste de fragmentação de DNA) ➔ Teste pós-coito ➔ Teste de trombofilias ➔ Testes imunológicos ➔ Cariótipo ➔ Biópsia endometrial ➔ Dosagem de prolactina, progesterona, estradiol, hormônio folículo-estimulante (FSH), hormônio luteinizante (LH). Conduta mínima na infertilidade conjugal: história reprodutiva, análise seminal, avaliação da ovulação e avaliação da permeabilidade tubária.