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Doença Hemolítica do Recém-Nascido (DHRN) Disciplinas de Ginecologia & Obstetrícia — Faculdade de Medicina – UNC/PU Prof. Yherar L. Serrano-Guerin, MD Definição de DHRN O que é DHRN? É causada pela destruição das hemácias fetais ou neonatais por anticorpos IgG maternos dirigidos contra antígenos eritrocitários que a mãe não expressa. Esses anticorpos atravessam ativamente a placenta por meio do receptor FcRn e se ligam às hemácias fetais, desencadeando hemólise imunomediada. Espectro de Gravidade Leve Hiperbilirrubinemia com anemia mínima ou ausente; resolução espontânea. Moderada Anemia significativa com icterícia precoce, necessitando fototerapia ou exsanguineotransfusão. Grave Anemia grave com hidropsia fetal, risco de óbito fetal ou neonatal. UpToDate. HDFN: Etiology, clinical features, and diagnosis. @dryherarserrano HEMÁCIA FETAL GESTANTE RH NEGATIVA FETO RH POSITIVO @dryherarserrano Transcitose EXEMPLO TÍPICO: IMUNIDADE PASSIVA NATURAL EXPOSIÇÃO MATERNA @dryherarserrano Pyzik M et al. J Immunol. 2015 May 15;194(10):4595-603. doi: 10.4049/jimmunol.1403014. PMID: 25934922; PMCID: PMC4451002. @dryherarserrano - PÓS-AB expontâneo: 1% - pÓS-AB instrumentado: 25% - Amniocentese: 2% - Biópsia vilocoriônico: 50% - Trauma - Versão externa - Morte IU - Exposição materna a hemácias (da mãe) = EFEITO AVÓ EXPOSIÇÃO MATERNA @dryherarserrano 1a gestação Rh- Rh+ EXPOSIÇÃO MATERNA @dryherarserrano EXPOSIÇÃO MATERNA Rh- Rh+ @dryherarserrano EPIDEMIOLOGIA Prevalência e Dados Populacionais Dados de aproximadamente 9,9 milhões de gestações nos EUA (2010–2024) revelam a distribuição dos anticorpos maternos de alto risco. 586 Anti-RhD /100.000 gestações — anticorpo + prevalentes e clinicamente + significativo. 110 Anti-RhE /100.000 gestações — risco moderado de DHRN. 68 Anti-K (Kell) /100.000 gestações — 2ª causa + significativa de DHRN grave após anti-D e ↑ ↑ ↑ ↑ ↑ ↑ 30 Anti-RhC / 100.000 gestações — risco menor, mas clinicamente relevante. O PN sistematizado e a profilaxia com imunoglobulina anti-D (RhIG) ↓ drasticamente as formas graves por Rh nas últimas décadas. Sugrue, Ronan P et al. “Maternal red blood cell alloimmunization prevalence in the United States.” Blood advances vol. 8,16 (2024): 4311-4319. doi:10.1182/bloodadvances.2023012241 @dryherarserrano Fisiopatologia da DHRN Hemólise Fetal Passagem pela Placenta Produção de IgG Sensibilizaçã o Materna Pré-requisitos para a Sensibilização • MÃE não expressa o antígeno eritrocitário fetal. • Exposição prévia ao antígeno: gestação anterior, transfusão ou transplante. • Produção de anticorpos IgG específicos contra o antígeno. Por que apenas IgG? • IgG: cruza ativamente a placenta via receptor FcRn — único a causar DHRN. • IgM e IgA: não atravessam a barreira placentária — não causam DHRN. • A hemólise resulta em anemia fetal e hiperbilirrubinemia indireta neonatal. UpToDate. HDFN: Etiology, clinical features, and diagnosis. MECANISMO @dryherarserrano VASO MATERNO (sem Ag D) HEMÁCIAS FETAIS Rh+ Rh+ Ag D Ag D Rh- @dryherarserrano Extramedullary hematopoiesis @dryherarserrano ETIOLOGIA Visão Geral — Sistemas Sanguíneos Envolvidos Sistema Rh Causa mais comum de DHRN grave*. Anti-D é o principal responsável (95%); Anti-c é a 2ª causa + comum de DHRN grave. *Única com profilaxia disponível (RhIG). Sistema ABO Incompatibilidade presente em 15–28% das gestações. DHRN grave é rara. Anticorpos naturalmente produzidos a partir dos 6 meses de vida. Sistema Kell e Outros Kell: 2ª causa mais significativa após Rh/ABO. Duffy, MNS, Kidd e Diego: formas geralmente leves, exceto anti- S/s/U e anti-Wra (IgG). UpToDate. HDFN: Etiology, clinical features, and diagnosis. @dryherarserrano SISTEMA SANGUÍNEO Sistema Rh — D, C, c, E, e Características Genéticas • Sistema Rh possui mais de 50 antígenos descritos. • Os 5 clinicamente mais relevantes: D, C, c, E, e. • Codificados por dois genes: RHD e RHCE (cromossomo 1). • "Rh-negativo" = ausência do antígeno D por deleção do gene RHD. Relevância Clínica • Anti-D: causa + comum e + grave de DHRN aloimune. • Anti-c: 2ª causa + comum de DHRN grave após anti-D; não possui profilaxia. • Anti-E, anti-C: formas geralmente moderadas. • Profilaxia com RhIG (imunoglobulina anti-D): apenas para anti-D. Christensen RD, et al. J Perinatol 2023; 43:1459. @dryherarserrano Hemácia fetal LISE IgG anti-D Hemácia fetal Ag D @dryherarserrano IgG anti-D SISTEMA ABO DHRN por Incompatibilidade ABO Quando ocorre? Incompatibilidade ABO acontece quando o feto/RN possui antígeno A ou B ausente na mãe. O cenário + frequente é a mãe do grupo O com feto do grupo A ou B. • Presente em 15–28% das gestações. • Anticorpos anti-A e anti-B são naturalmente produzidos (sem exposição prévia), a partir dos 6 meses de vida. • Não requer sensibilização prévia: pode ocorrer na 1ª gestação. Atenção Clínica Incompatibilidade ABO ≠ DHRN por ABO. A grande maioria dos casos é leve ou subclínica. DHRN grave com hidropsia fetal é excepcionalmente rara no sistema ABO. Anticorpos anti-A/B IgG da mãe O são menos potentes que o anti-D para hemólise fetal grave. Talwar, Manvi et al. “The spectrum of ABO haemolytic disease of the fetus and newborn in neonates born to group O mothers.” Vox sanguinis vol. 117,9 (2022): 1112-1120. doi:10.1111/vox.13327 @dryherarserrano Markham, Kara Beth et al. “Hemolytic disease of the fetus and newborn due to multiple maternal antibodies.” American journal of obstetrics and gynecology vol. 213,1 (2015): 68.e1- 68.e5. doi:10.1016/j.ajog.2015.01.049 INCOMPATIBILIDADE ABO PRESENTE ALOIMUNIZAÇÃO MATERNA POR AG RH MENOS COMUNM FAGOCITOSE @dryherarserrano SISTEMA SANGUÍNEO Sistema Kell — Fisiopatologia Especial Prevalência e Importância Anti-K ocorre em aproximadamente 1/1.000 gestações e representa cerca de 30% das aloimunizações causadoras de DHRN clinicamente significativa. Mecanismo Distinto: Supressão Eritropoiética O antígeno K é expresso em progenitores hematopoiéticos da medula óssea. O anti-K suprime a eritropoiese, causando anemia sem reticulocitose elevada e sem hiperbilirrubinemia intensa — padrão oposto ao Rh. Hemólise Extravascular O anti-K não ativa complemento. A destruição das hemácias ocorre predominantemente no sistema reticuloendotelial (baço e fígado) — hemólise extravascular. Na DHRN por Kell, a ausência de reticulocitose e bilirrubina alta não exclui anemia grave — a supressão da medula é o mecanismo predominante. Vaughan JI, et al. N Engl J Med 1998; 338:798. @dryherarserrano GRUPOS SANGUÍNEOS MENORES Outros Sistemas: Duffy, MNS, Kidd e Diego Duffy (Fya/Fyb) Baixo potencial imunogênico. DHRN geralmente leve. Anti-Fya é o + comum; raramente causa doença grave. MNS (M, N, S, s, U) Anti-M e anti-N: geralmente IgM*** e reativos a frio — não causam DHRN. Anti-S, anti-s e anti-U: são IgG e podem causar DHRN de moderada a grave. Kidd (Jka/Jkb) DHRN geralmente leve a moderada. Casos graves são raros, mas descritos. Anti-Jka é o mais prevalente. Diego (Wra/Dia) Anti-Wra e anti-Diego-a podem causar DHRN moderada a grave. Distribuição étnica variada; raros em populações europeias, mais prevalentes em asiáticos e ameríndios. UpToDate. HDFN: Etiology, clinical features, and diagnosis. @dryherarserrano APRESENTAÇÃO CLÍNICA Espectro Clínico da DHRN Doença Leve Hiperbilirrubinemia moderada, anemia leve ou ausente. Geralmente autolimitada. Comum na incompatibilidade ABO. Doença Moderada Icterícia nas primeiras 24h, anemia com necessidade de fototerapia intensiva ou exsanguineotransfusão. Doença Grave Anemia intrauterina grave, hidropsia fetal, choque neonatal. Risco de óbito sem intervenção imediata. Típica do Rh e Kell. Anemia pode ser precoce (ao nascimento, por hemólise intrauterina) ou tardia (após 7 dias de vida, por hemólise extravascular persistente). DHRN porABO tende a ser menos grave que por Rh. UpToDate. HDFN: Etiology, clinical features, and diagnosis. @dryherarserrano MANIFESTAÇÃO CLÍNICA Hiperbilirrubinemia Neonatal Características Clínicas • Manifestação + frequente da DHRN. • Icterícia por hiperbilirrubinemia indireta (bilirrubina não conjugada). • Pode surgir nas primeiras 24 horas de vida — sempre patológica nesse período. • Sempre limitada no tempo, mas pode persistir por dias a semanas (às vezes >1 mês). Gravidade e Riscos • Pode ser grave quando hemólise é significativa ou há doença concomitante (infecção, prematuridade, G6PD). • Hiperbilirrubinemia extrema sem tratamento: risco de kernicterus (encefalopatia bilirrubínica). • Monitoramento pelo nomograma da AAP (hora- específico) é essencial. Christensen RD, et al. J Perinatol 2014; 34:616. @dryherarserrano COMPLICAÇÃO GRAVE Hidropsia Fetal Definição e Patogênese Consequência de anemia intrauterina grave e precoce. ↓ hematócrito fetal resulta em insuficiência cardíaca de alto débito, levando a: • Edema subcutâneo difuso • Derrame pleural e/ou pericárdico • Ascite fetal • Choque ao nascimento, exigindo reanimação e transfusão de emergência Causas Principais • Principalmente: Rh (anti-D, anti-c) e Kell • ABO: raramente causa hidropsia fetal • Maior risco quando não há pré-natal adequado UpToDate. HDFN: Etiology, clinical features, and diagnosis. @dryherarserrano COMPLICAÇÕES Anemia Tardia e Outras Manifestações Anemia Tardia Surge após a 1ª semana de vida; pode persistir por meses. Mecanismo: anticorpos maternos persistentes + supressão da eritropoiese. Exige monitoramento ambulatorial e pode necessitar de transfusões eletivas de repetição. Colestase Neonatal Elevação de bilirrubina direta em 5–15% dos casos. Mais comum em RN tratados com transfusão intrauterina (TIU). Pode persistir por semanas a meses e requer investigação adicional. Trombocitopenia Fatores de risco: TIU, exsanguineotransfusão, menor idade gestacional e menor peso ao nascer. Monitorar hemograma seriado nos casos graves tratados intraútero. Smits-Wintjens VE, et al. Neonatology 2012; 101:306. @dryherarserrano RASTREIO Rastreio Pré-Natal e Prevenção Rotina Pré-Natal • Tipagem sanguínea ABO e Rh na 1ª consulta. • Triagem de anticorpos irregulares (Coombs indireto): 1ª consulta, trimestral e 28ª semana. • Gestantes Rh-negativas não sensibilizadas: profilaxia com RhIG na 28ª semana e no pós-parto imediato (SN) Gestante Aloimunizada • Monitoramento seriado dos títulos de anticorpos maternos. • Avaliação de anemia fetal: velocimetria Doppler da ACM (artéria cerebral média). • Tipagem fetal não invasiva: DNA fetal livre no sangue materno (cfDNA) para antígenos D, c, K e outros. • Genotipagem invasiva (amniocentese) se cfDNA indisponível ou inconclusivo. Rego S, et al. Obstet Gynecol 2024; 144:436. @dryherarserrano Abordagem Diagnóstica Pós-Natal Pilar 1 Evidência de aloimunização materna: triagem de anticorpos positiva (CI) c/ identificação do anticorpo materno específico. Pilar 2 Evidência laboratorial de doença hemolítica aloimune no RN: CD positivo pelo mesmo anticorpo, anemia e/ou hiperbilirrubinemia compatíveis. Determinar o anticorpo materno (identidade e classe) e o status antigênico do feto/RN (tipagem). Todo RN de mãe com triagem positiva deve ser avaliado imediatamente após o nascimento. Confirmar DHRN Confirmar ou excluir caso Hemograma Avaliar anemia e reticulócitos Avaliar RN Tipagem + CD + bilirrubina Triagem Materna Anticorpo positivo (Coombs) @dryherarserrano EXAMES LABORATORIAIS Exames Iniciais Após o Nascimento 1 Tipagem Sanguínea do RN Identificação do grupo ABO e Rh (D) do RN (idealmente sangue de cordão umbilical ou da placenta) 2 Teste da Antiglobulina Direta (Coombs Direto) Detecta anticorpos IgG maternos ligados in vivo às hemácias do RN. Fundamental para confirmar a aloimunização neonatal. 3 Bilirrubina Sérica Total (BST) Deve ser obtida independentemente do resultado do TAD. Permite estratificação do risco e decisão terapêutica pelo nomograma da AAP. 4 Hemograma Completo ou Hb/Ht Avalia o grau de anemia ao nascimento e orienta a necessidade de transfusão de emergência. Kemper AR, et al. Pediatrics 2022; 150. @dryherarserrano DIAGNÓSTICO Exames Adicionais para Quantificar Hemólise Reticulócitos e Esfregaço Periférico • Reticulocitose >8–10%: sugere anemia moderada a grave de longa data intrauterina. • Esfregaço de sangue periférico: reticulocitose, macrocitose, policromasia. • Microesferocitose: comum na DHRN por ABO (rara no Rh — importante distinção). • Atenção: na DHRN por Kell, reticulocitose pode ser baixa (supressão medular). ETCOc — Monóxido de Carbono no Ar Exalado Método não invasivo que quantifica diretamente a taxa de hemólise em tempo real. • Produzido pela degradação do grupo heme (via heme- oxigenase) em proporção equimolar à bilirrubina. • ETCOc >1,7 ppm: indica hemólise clinicamente significativa. • Complementa a bilirrubina sérica na avaliação de risco. Christensen RD, et al. Semin Fetal Neonatal Med 2025; 30:101547. @dryherarserrano Interpretação do TAD (Coombs Direto) TAD Positivo — Interpretação Indica presença de anticorpos maternos ligados às hemácias do RN. Confirmado como DHRN quando o anticorpo identificado é o mesmo da triagem materna. O RN deve ter o antígeno-alvo na sua superfície eritrocitária. Exceção Importante — RhIG TAD positivo para anti-D pode ocorrer após profilaxia com RhIG (imunoglobulina anti-D). Nesse caso, o TAD positivo não significa DHRN — é passivo e sem repercussão clínica se o título for baixo e não houver hemólise. TAD Negativo — Interpretação Exclui DHRN na maioria dos RN sem transfusão intrauterina prévia. Falso-negativo é comum após transfusão intrauterina (hemácias do doador podem "diluir" as hemácias maternas sensibilizadas). UpToDate. HDFN: Etiology, clinical features, and diagnosis. @dryherarserrano FLUXO DIAGNÓSTICO Triagem Materna Negativa ou Desconhecida Triagem Materna Negativa • DHRN é improvável. • Seguir cuidados de rotina com monitoramento padrão da bilirrubina. • Em casos de incompatibilidade ABO com hiperbilirrubinemia grave: obter TAD para excluir DHRN por ABO. • Lembrar: anticorpos anti-A e anti-B nem sempre são detectados na triagem de anticorpos irregular rotineira. Triagem Materna Desconhecida Situação frequente em parto sem pré-natal adequado. Conduta: • Solicitar tipagem e triagem de anticorpos maternos o mais rápido possível. • Realizar simultaneamente: tipagem sanguínea do RN, TAD e bilirrubina sérica total. • Não aguardar resultado materno para iniciar avaliação neonatal. Kemper AR, et al. Pediatrics 2022; 150. @dryherarserrano DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL Outras Causas de Hemólise e Hiperbilirrubinemia Neonatal Distúrbios de Membrana Eritrocitária Esferocitose hereditária e eliptocitose: diferenciadas por esfregaço periférico característico e TAD negativo (ausência de anticorpos). História familiar positiva auxilia no diagnóstico. Deficiências Enzimáticas G6PD e piruvato quinase: confirmadas por dosagem enzimática específica. Esfregaço com microesferócitos, bite cells e blister cells. G6PD: mais comum em meninos e em populações mediterrâneas/africanas. Síndrome de Gilbert Mutação no gene UGT1A1: reduz conjugação da bilirrubina. Hematócrito e reticulócitos normais — não há hemólise. TAD negativo. Pode exacerbar hiperbilirrubinemia em contexto de outras condições. UpToDate. HDFN: Etiology, clinical features, and diagnosis. @dryherarserrano PONTOS-CHAVE Pontos-Chave da Etiologia Mecanismo Fundamental DHRN é causada pela destruição de hemácias fetais/neonatais por IgG materna contra antígeno eritrocitário não expresso na mãe. Apenas IgG atravessa a placenta. Causa Mais Comum Aloimunização Rh (anti-D) é a mais prevalente e aprincipal causa de DHRN grave. Única com profilaxia efetiva disponível (RhIG). Outros Sistemas Relevantes ABO: frequente, mas raramente grave. Kell: 2ª causa mais significativa, mecanismo de supressão eritropoiética. Duffy, MNS, Kidd, Diego: geralmente leves, com exceções. UpToDate. HDFN: Etiology, clinical features, and diagnosis. @dryherarserrano HISTÓRIAA NATURAL: Variável • Espectro clínico: Doença leve autolimitada a grave e potencialmente fatal. • Icterícia nas primeiras 24h de vida é sempre patológica (investigação imediata) • Hidropsia fetal: emergência neonatal — choque ao nascimento, necessidade de reanimação e transfusão. • Anemia tardia: monitorar por meses após a alta hospitalar. UpToDate. HDFN: Etiology, clinical features, and diagnosis. @dryherarserrano PONTOS-CHAVE Pontos-Chave do Diagnóstico Triagem Materna Positiva Realiza-se imediatamente: tipagem sanguínea do RN, TAD, bilirrubina sérica total e hemograma completo — idealmente do sangue de cordão umbilical. CI Positivo Indicativo de DHRN quando o anticorpo encontrado é o mesmo da triagem materna e o RN expressa o antígeno-alvo. Atenção: TAD positivo por RhIG não representa doença. Triagem Materna Negativa DHRN é improvável. Seguir protocolo padrão de monitoramento de bilirrubina. Em hiperbilirrubinemia grave com incompatibilidade ABO, obter TAD para exclusão. Triagem Desconhecida Solicitar tipagem e triagem materna urgentemente. Iniciar avaliação neonatal completa sem aguardar resultado materno: tipagem, TAD e bilirrubina do RN. UpToDate. HDFN: Etiology, clinical features, and diagnosis. @dryherarserrano 45-50% Concepto Anemia discreta Icterícia leve Piora anemia pós natal (Ac Anti-D circulantes) 25-30% Grau hepatoesplenomegalia Anemia moderada Icterícia precoce (= 1:16) = teste rastreamento Não indica gravidade Avaliar anemia fetal Se >= 1:16 PVS-ACM PVS-ACM + utilizado; não invasivo; confiável Se comparado - padrão ouro 1a gestação afetada: - Títulos baixos - Sem anemia grave - Aparecimento tardio (2-3o trim) Picklesimer, Amy H et al. “Determinants of the middle cerebral artery peak systolic velocity in the human fetus.” American journal of obstetrics and gynecologyvol. 197,5 (2007): 526.e1-4. doi:10.1016/j.ajog.2007.04.002 Geaghan, Sharon Markham. “Diagnostic laboratory technologies for the fetus and neonate with isoimmunization.” Seminars in perinatology vol. 35,3 (2011): 148-54. doi:10.1053/j.semperi.2011.02.009 @dryherarserrano PVS > 1,5 MoM Sensibilidade 100% Especificidade 88% Predição anemia fetal moderada/grave Com ou sem hidropsia FP = 12% Verificar Hb/Ht fetais TIU se Hb 30% = repetir cordocenteses 1-2 sem 35 sem e Ht 1:1028 História anterior anemia fetal ou hidropsiaPlasmaferese ou Imunoglobulina EV USG – PVS-ACM Manejo = anterior PVS-ACM : inicia precoce 16-18 Semanas (seguimento semanal) Mari, G et al. AJOG, 212(6), 697–710. https://doi.org/10.1016/j.ajog.2015.01.059 @dryherarserrano https://doi.org/10.1016/j.ajog.2015.01.059 Profilaxia • Pós-parto • 300 mcg – até 72h após parto = ↓p/ 1-2% mulheres que serão aloimunizadas (+/- 90% proteção) • Possível até 28 dias • Dose = neutraliza 30 ml (sangue) ou 15 ml (hemácias) • Pré-natal • Imunoprofilaxia rotina: 28 semanas (pacientes RhD – negativas) Após parto se RN RhD – positivo. Incidência de aloimunização = 0,1% @dryherarserrano 33% = não afetado 14% = morte fetal 24% = morte neonatal: kernicterus – impregnação núcleos base, com evolução p/ retardo desenvolvimento neuropsicomotor; hidropsia fetal e outros problemas relacionados com prematuridade 29% = afetados por grave hiperbilirrubinemia SEM PROFILAXIA (IMUNOGLOBULINAS) @dryherarserrano 10% - TIU 90% - Monitorização USG PVS-ACM Indicação TIU PVS-ACM > 1,5 MoM Diagnóstico e tratamento imediato USG – PVS-ACM Manejo = anterior PVS-ACM : inicia precoce 16-18 Semanas (seguimento semanal) Manejo: TIU TS: O NEG ( Doação CHAD (Ht 75-80%)* • Menor volume Local punção TAXA SUCESSO: 90% TAXA PERDA FETAL: 2% @dryherarserrano COMPLICAÇÕES - Bradicardia fetal (+++++) - Sangramento - RUPREME - TPP - Infecção - Morte fetal BRADICARDIA - Grave: CES urgência MONITORIZAÇÃO FETAL - Durante - 1-2h pós TIU - Curso corticóide 48h antes PÓS-TIU - PVS-ACM - Valores corrigidos - Não é + fidedigno @dryherarserrano VIDA REAL @dryherarserrano VIDA REAL @dryherarserrano