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Lucas Xavier – Monitor de Doenças infecciosas Clostridioses Questões Objetivas 1. Qual toxina produzida pelo Clostridium tetani é responsável por impedir a liberação de glicina nos neurônios inibitórios? a) Tetanolisina b) Tetanospasmina c) Botulina d) Enterotoxina Gabarito: b) Tetanospasmina 2. Qual das seguintes medidas NÃO é uma prevenção contra a infecção por Clostridium botulinum? a) Vacinação b) Higienização de material cirúrgico c) Suplementação de fósforo d) Remoção de carcaças do pasto Gabarito: b) Higienização de material cirúrgico 3. A infecção por Clostridium chauvoei resulta na produção de gás e necrose muscular devido a: a) Produção de tetanospasmina b) Ação da toxina botulínica c) Produção de toxina necrosante d) Liberação de enterotoxina Gabarito: c) Produção de toxina necrosante 4. O Clostridium tetani infecta animais principalmente através de: a) Ingestão de esporos no trato gastrointestinal b) Ingestão de toxina pré-formada c) Feridas contaminadas por solo, fezes ou material perfurocortante d) Inalação de esporos Gabarito: c) Feridas contaminadas por solo, fezes ou material perfurocortante 5. Qual é o efeito da toxina botulínica produzida pelo Clostridium botulinum? a) Aumento da área de necrose tecidual b) Impedimento da liberação de acetilcolina c) Inibição da liberação de glicina d) Produção de gás na musculatura Gabarito: b) Impedimento da liberação de acetilcolina Questões Discursivas 1. Explique o mecanismo de ação da tetanospasmina e como isso resulta nos sintomas clínicos do tétano em animais. Gabarito: A tetanospasmina é uma neurotoxina produzida pelo Clostridium tetani. Após ser liberada na ferida, ela viaja pelas terminações nervosas até a medula espinhal, onde se liga a neurônios inibitórios que normalmente liberariam glicina e GABA. A tetanospasmina impede a liberação desses neurotransmissores inibitórios, resultando em uma inibição disfuncional dos neurônios motores. Isso causa contrações musculares constantes e espasmos, característicos do tétano. 2. Descreva as medidas preventivas recomendadas para evitar a infecção por Clostridium botulinum em animais de criação e explique a importância de cada uma. Gabarito: As medidas preventivas incluem: · Vacinação: Imuniza os animais contra a toxina botulínica. · Suplementação de fósforo: Previne a osteofagia, um comportamento onde os animais deficientes em fósforo roem ossos, que podem estar contaminados com esporos. · Remoção de carcaças do pasto: Impede que os animais entrem em contato com esporos de Clostridium botulinum presentes nos ossos e tecidos em decomposição. 3. Discuta o ciclo de vida do Clostridium chauvoei e as condições que levam à germinação dos esporos no organismo animal. Gabarito: O Clostridium chauvoei é um patógeno que forma esporos no ambiente, particularmente no solo. Os animais ingerem esses esporos ao pastar. Os esporos podem permanecer latentes na musculatura do animal até que um trauma ou lesão cause um ambiente anaeróbio, favorável à germinação. Quando os esporos germinam, eles produzem toxinas necrosantes que causam necrose muscular e produção de gás, levando aos sintomas de carbúnculo sintomático. 4. Compare os mecanismos patogênicos e os efeitos clínicos das toxinas produzidas por Clostridium tetani e Clostridium botulinum. Gabarito: · Clostridium tetani: Produz a tetanospasmina, que bloqueia a liberação de glicina e GABA nos neurônios inibitórios da medula espinhal, resultando em contrações musculares contínuas e espasmos. · Clostridium botulinum: Produz a toxina botulínica, que impede a liberação de acetilcolina nas junções neuromusculares, causando paralisia flácida. Embora ambas as toxinas interfiram na transmissão neuromuscular, a tetanospasmina causa hiperatividade muscular, enquanto a toxina botulínica resulta em falta de atividade muscular. 5. Analise as dificuldades no controle e erradicação de infecções por Clostridium chauvoei em áreas de pastagem e proponha estratégias adicionais além do enterro e cremação de animais doentes. Gabarito: As dificuldades no controle de infecções por Clostridium chauvoei incluem a ubiquidade dos esporos no solo e sua resistência a condições ambientais adversas. Estratégias adicionais podem incluir: · Vacinação de rebanhos: Para induzir imunidade contra as toxinas. · Rotação de pastagens: Para minimizar a exposição aos esporos. · Melhoria do manejo dos animais e do ambiente em que vivem: Para evitar lesões e traumas nos animais. Cuidado com cercas e locais onde possam ao transitar ter algum tipo de pancada. Evitar bater no animal durante sua condução ou em qualquer outra circunstância.