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Prestação de Serviços e Hierarquização

Avaliação da disciplina Prática Pedagógica Interdisciplinar: História do Brasil Colonial e Imperial — conjunto de questões (ENADE adaptada) sobre mercês e alvarás, hierarquia e mobilidade social; a “bifrontalidade” da expansão (conquista e catequização) e o imaginário colonial ligado ao escravismo.

Ferramentas de estudo

Questões resolvidas

(ENADE 2017 adaptada) Sobre a prestação de serviços dos vassalos à Coroa de Portugal, podemos ler no alvará publicado pelo Arquivo Nacional da Torre do Tombo que:
“Jorge Correa da Silva filho de Manuel Correa da Silva natural da cidade de Évora [tinha serviços] feitos desde o ano de seiscentos e quarenta e cinco até o presente em praça de soldado, alferes, ajudante, capitão de infantaria de gente de guerra a princípio nas fronteiras do Alentejo e passando ao maranhão se achar em muitas entradas que se ofereceram pelo sertão e no que o Padre Antonio Vieira fez a Serra de Agrapeba [Ibiapaba] a dar forma aquela cristandade ser por cabo da tropa da missão voltando ao Reino se tornara a embarcar para o Brasil na armada a que o ano de seiscentos e sessenta e quatro (...) Hei por bem de lhe fazer mercê além de outras de promessas de um ofício de justiça ou fazenda que caiba em sua qualidade de que se passou alvará”.
(Arquivo Nacional da Torre do Tombo. Alvará. Lembrança da promessa de um ofício de Justiça ou Fazenda. Registo Geral de Mercês, Mercês (Chancelaria) de D. Afonso VI, liv. 13, fls 99-100, 11 jul, 1669. Adaptado).
Sabendo que esse alvará representa a etapa final dos pedidos formais de mercês ao rei português, o registro da mercê, e considerando o problema da hierarquização social na época moderna, avalie as afirmacoes a seguir.
I. Infere-se do documento que uma das formas de diferenciação social estava condicionada à prestação de serviços à Sua Majestade na defesa, conquista e propagação da fé cristã em seu império.
II. O alvará de lembrança da promessa de mercê evidencia que a busca dos sujeitos históricos por patentes militares, títulos nobiliárquicos e cargos na governança era uma forma de mobilidade social.
III. A procedência familiar, que é mencionada no alvará, apresentava-se como importante elemento no processo de avaliação da concessão de mercês aos sujeitos requerentes.
É correto o que se afirma em
II e III, apenas.
III, apenas.
I e II, apenas.
I, apenas.
I, II e III.

ujeitos históricos por patentes militares, títulos nobiliárquicos e cargos na governança era uma forma de mobilidade social. A procedência familiar, que é mencionada no alvará, apresentava-se como importante elemento no processo de avaliação da concessão de mercês aos sujeitos requerentes. É correto o que se afirma em
II e III, apenas.
III, apenas.
I e II, apenas.
I, apenas.
I, II e III.

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Questões resolvidas

(ENADE 2017 adaptada) Sobre a prestação de serviços dos vassalos à Coroa de Portugal, podemos ler no alvará publicado pelo Arquivo Nacional da Torre do Tombo que:
“Jorge Correa da Silva filho de Manuel Correa da Silva natural da cidade de Évora [tinha serviços] feitos desde o ano de seiscentos e quarenta e cinco até o presente em praça de soldado, alferes, ajudante, capitão de infantaria de gente de guerra a princípio nas fronteiras do Alentejo e passando ao maranhão se achar em muitas entradas que se ofereceram pelo sertão e no que o Padre Antonio Vieira fez a Serra de Agrapeba [Ibiapaba] a dar forma aquela cristandade ser por cabo da tropa da missão voltando ao Reino se tornara a embarcar para o Brasil na armada a que o ano de seiscentos e sessenta e quatro (...) Hei por bem de lhe fazer mercê além de outras de promessas de um ofício de justiça ou fazenda que caiba em sua qualidade de que se passou alvará”.
(Arquivo Nacional da Torre do Tombo. Alvará. Lembrança da promessa de um ofício de Justiça ou Fazenda. Registo Geral de Mercês, Mercês (Chancelaria) de D. Afonso VI, liv. 13, fls 99-100, 11 jul, 1669. Adaptado).
Sabendo que esse alvará representa a etapa final dos pedidos formais de mercês ao rei português, o registro da mercê, e considerando o problema da hierarquização social na época moderna, avalie as afirmacoes a seguir.
I. Infere-se do documento que uma das formas de diferenciação social estava condicionada à prestação de serviços à Sua Majestade na defesa, conquista e propagação da fé cristã em seu império.
II. O alvará de lembrança da promessa de mercê evidencia que a busca dos sujeitos históricos por patentes militares, títulos nobiliárquicos e cargos na governança era uma forma de mobilidade social.
III. A procedência familiar, que é mencionada no alvará, apresentava-se como importante elemento no processo de avaliação da concessão de mercês aos sujeitos requerentes.
É correto o que se afirma em
II e III, apenas.
III, apenas.
I e II, apenas.
I, apenas.
I, II e III.

ujeitos históricos por patentes militares, títulos nobiliárquicos e cargos na governança era uma forma de mobilidade social. A procedência familiar, que é mencionada no alvará, apresentava-se como importante elemento no processo de avaliação da concessão de mercês aos sujeitos requerentes. É correto o que se afirma em
II e III, apenas.
III, apenas.
I e II, apenas.
I, apenas.
I, II e III.

Prévia do material em texto

Pincel Atômico - 02/07/2024 10:57:58 1/4
BIANCA PERINA
MASSARO
Exercício Caminho do Conhecimento - Etapa 2 (16380)
Atividade finalizada em 18/03/2024 08:39:12 (1822224 / 1)
LEGENDA
Resposta correta na questão
# Resposta correta - Questão Anulada
X Resposta selecionada pelo Aluno
Disciplina:
PRÁTICA PEDAGÓGICA INTERDISCIPLINAR: HISTÓRIA DO BRASIL COLONIAL E IMPERIAL [1036752] - Avaliação com 6 questões, com o peso
total de 1,67 pontos [capítulos - 1]
Turma:
Segunda Graduação: Segunda Graduação 6 meses - Licenciatura em História - Grupo: FPD-JANEIRO/2024 - SGegu0A020224 [114140]
Aluno(a):
91568168 - BIANCA PERINA MASSARO - Respondeu 3 questões corretas, obtendo um total de 0,83 pontos como nota
[354510_445
73]
Questão
001
(ENADE 2017 adaptada) Sobre a prestação de serviços dos vassalos à Coroa de
Portugal, podemos ler no alvará publicado pelo Arquivo Nacional da Torre do Tombo
que:
“Jorge Correa da Silva filho de Manuel Correa da Silva natural da cidade de Évora
[tinha serviços] feitos desde o ano de seiscentos e quarenta e cinco até o presente em
praça de soldado, alferes, ajudante, capitão de infantaria de gente de guerra a
princípio nas fronteiras do Alentejo e passando ao maranhão se achar em muitas
entradas que se ofereceram pelo sertão e no que o Padre Antonio Vieira fez a Serra
de Agrapeba [Ibiapaba] a dar forma aquela cristandade ser por cabo da tropa da
missão voltando ao Reino se tornara a embarcar para o Brasil na armada a que o ano
de seiscentos e sessenta e quatro (...) Hei por bem de lhe fazer mercê além de outras
de promessas de um ofício de justiça ou fazenda que caiba em sua qualidade de que
se passou alvará”.
(Arquivo Nacional da Torre do Tombo. Alvará. Lembrança da promessa de um ofício de Justiça ou
Fazenda. Registo Geral de Mercês, Mercês (Chancelaria) de D. Afonso VI, liv. 13, fls 99-100, 11 jul,
1669. Adaptado).
Sabendo que esse alvará representa a etapa final dos pedidos formais de mercês ao
rei português, o registro da mercê, e considerando o problema da hierarquização
social na época moderna, avalie as afirmações a seguir.
I. Infere-se do documento que uma das formas de diferenciação social estava
condicionada à prestação de serviços à Sua Majestade na defesa, conquista e
propagação da fé cristã em seu império.
II. O alvará de lembrança da promessa de mercê evidencia que a busca dos sujeitos
históricos por patentes militares, títulos nobiliárquicos e cargos na governança era
uma forma de mobilidade social.
III. A procedência familiar, que é mencionada no alvará, apresentava-se como
importante elemento no processo de avaliação da concessão de mercês aos sujeitos
requerentes.
É correto o que se afirma em
 
II e III, apenas.
III, apenas.
I e II, apenas.
I, apenas.
X I, II e III.
Pincel Atômico - 02/07/2024 10:57:58 2/4
[354511_445
75]
Questão
002
 “A expansão ocidental caracterizou-se pela bifrontalidade: por um lado,
incorporavam-se novas terras, sujeitando-as ao poder temporal dos monarcas
europeus; por outro, ganhavam-se novas ovelhas para a religião e para o papa. De
todos os frutos que poderia dar a terra recém-descoberta, pareceu a Caminha que o
melhor seria salvar a gente indígena. ‘E esta deve ser a principal semente que Vossa
Alteza em ela deve lançar’, permitia-se aconselhar, com grande naturalidade, o
escrivão de Calicute”.
(SOUZA, Laura de Mello e. O Diabo e a Terra de Santa Cruz. Feitiçaria e religiosidade popular no Brasil
Colonial. São Paulo: Companhia das Letras, 1986. p. 32).
O que seria a “bifrontalidade” da expansão ocidental de que trata a historiadora Laura
de Mello e Souza?
Laura de Mello e Souza, citando Pero Vaz de Caminha, entende que a expansão
ocidental deveria plantar sementes, ou seja, fazer a agricultura, e catequizar os
indígenas.
Para Souza, salvar a gente indígena e ganhar novas ovelhas para o papa eram as
duas frentes da expansão ocidental.
Para a historiadora a expansão ocidental teria duas frentes: ampliar o poder religioso
dos monarcas europeus e catequizar os indígenas da América.
X
A bifrontalidade da expansão se daria, segundo Laura de Mello e Souza, a partir da
conquista de novos territórios e da catequização dos indígenas.
A historiadora utiliza trecho da carta de Caminha para concluir que a bifrontalidade se
dava por “salvar a gente indígena” da violência dos espanhóis e plantar sementes na
nova colônia.
[354511_445
74]
Questão
003
Sobre a relação que os portugueses estabelecem com o Brasil após sua chegada, a
historiadora Laura de Mello e Souza escreve que:
“Descoberto, o Brasil ocupará no imaginário europeu posição análoga à ocupada
anteriormente por terras longínquas e misteriosas que, uma vez conhecidas e
devassadas, se desencantaram. Com o escravismo, este acervo imaginário seria
refundido e reestruturado, mantendo, entretanto, profundas raízes europeias.
Prolongamento modificado do imaginário europeu, o Brasil passava também a ser
prolongamento da Metrópole, conforme avançava o processo colonizatório. Tudo que
lá existe, existe aqui, mas de forma específica, colonial”.
(SOUZA, Laura de Mello e. O Diabo e a Terra de Santa Cruz. Feitiçaria e religiosidade popular no Brasil
Colonial. São Paulo: Companhia das Letras, 1986. p. 31).
 O que a historiadora Laura de Mello e Souza quer dizer ao afirmar que o Brasil era
um “prolongamento modificado do imaginário europeu?”
Laura de Mello e Souza infere que o escravismo ajudou a fortificar as raízes europeias
do imaginário na América portuguesa.
A historiadora argumenta que os portugueses não conseguiram instituir no Brasil as
instituições e o imaginário europeu que gostariam.
Quando ela diz que “tudo o que lá existe, existe aqui”, ela reafirma que os
portugueses transferiram exatamente as mesmas instituições para sua colônia.
Para Souza, o imaginário europeu foi transferido para o Brasil mas sofreu
modificações a partir da vivência dos colonos.
X
Laura de Mello e Souza entende que os portugueses criaram no Brasil uma sociedade
exatamente igual à que conheciam na Europa.
[354509_444
91]
Questão
004
Como se deu o primeiro contato entre os portugueses e o Novo Mundo?
Respeitando a cultura dos nativos e aprendendo com eles.
Pincel Atômico - 02/07/2024 10:57:58 3/4
Assimilando a cultura nativa para conviver melhor em terras estranhas
X Com os portugueses impondo sua visão de mundo europeia.
De maneira pacífica e ordeira na colonização
Com a admiração portuguesa diante de um mundo perfeito
[354509_444
88]
Questão
005
Quais eram os principais interesses dos portugueses ao iniciarem a navegação ao
redor do litoral africano?
Ouro e colonizar o continente
Expulsar os muçulmanos de todo o território
X Escravos e mercadorias valiosas para a Europa
Estabelecer redes de comércio com os povos africanos
Catequizar os povos africanos
[354509_445
69]
Questão
006
(ENADE 2017) Os meus parentes mais antigos, antes da gente aparecer nessa
literatura do Brasil com esse nome, Krenak, vocês devem ter lido em alguma literatura
um outro nome que nós tínhamos, que era Aimoré. E, assim como nossos parentes
Xokleng, de Santa Catarina, e alguns Kaingang, nós também éramos apelidados de
botocudos. Esse termo, botocudo, ele, na colônia, no século XVIII, por aí afora, até o
século XIX, era aplicado livremente aos Kayapó lá do Tocantins, naquele corredor lá
do Araguaia, aos Xokleng de Santa Catarina, aos Kaingang do interior de São Paulo,
e aos Aimoré, meus antepassados. Na verdade, esse Aimoré também é um apelido,
não é uma palavra da nossa língua, é uma palavra da língua tupi, porque os guias das
expedições dos bandeirantes que entravam para dentro do sertão, iam do litoral para
dentro do sertão, eles falavam tupi e, quando eles eram perguntados pelos patrões lá,
pelos bandeirantes, ‘quem são aqueles camaradas que vivem lá dentro do Cerrado, lá
naquelas serras?’, os Tupi diziam para eles: ‘aimoré’ ou ‘embaré’. Aí eles estavam
dizendo ‘gente do mato’.
KRENAK, A. Paisagens, territórios e pressão colonial. Espaço Ameríndio, Porto Alegre, V. 9, n. 3, 2015
(adaptado).
Considerandoo texto apresentado, acerca da criação e da utilização dos etnônimos
dos povos indígenas no Brasil e sua relação com o debate sobre histórias e
identidades indígenas, assinale a opção correta.
Historiadores e antropólogos têm enfrentado dificuldades devido à maneira como os
povos indígenas experimentam e fazem sua história, sobretudo no que diz respeito à
tradição oral, fonte privilegiada para os estudos sobre identidades étnica e cultural na
atualidade.
X
A historiografia atual tem enfatizado que a maioria dos etnônimos indígenas surgiu
antes do empreendimento português na América, embora algumas identidades
étnicas tenham sido alteradas por força do domínio colonial, evidenciando os limites
da resistência indígena.
O debate historiográfico sobre povos indígenas na atualidade, centrado na
problemática da ‘perda’, tem enfatizado a adaptação e a reformulação de identidades
indígenas como parte de um processo de descaracterização étnica, denunciado em
favor da preservação da cultura desses povos.
Nas últimas décadas, o diálogo entre a história e a antropologia contribuiu para a
ressignificação das noções de cultura e identidade étnica, antes percebidas como
fixas e imutáveis, passando a considera-las como resultado de processos históricos,
que envolvem diferentes agentes em contextos distintos.
Pincel Atômico - 02/07/2024 10:57:58 4/4
Nas últimas décadas, o debate sobre a construção da identidade indígena tem
enfatizado a dificuldade de os povos indígenas preservarem tradições e culturas,
evidenciada pela falta de precisão de sua etnonímia, o que provocou o debate público
sobre o perigo de sua extinção étnica.

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