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Pincel Atômico - 02/07/2024 10:57:58 1/4 BIANCA PERINA MASSARO Exercício Caminho do Conhecimento - Etapa 2 (16380) Atividade finalizada em 18/03/2024 08:39:12 (1822224 / 1) LEGENDA Resposta correta na questão # Resposta correta - Questão Anulada X Resposta selecionada pelo Aluno Disciplina: PRÁTICA PEDAGÓGICA INTERDISCIPLINAR: HISTÓRIA DO BRASIL COLONIAL E IMPERIAL [1036752] - Avaliação com 6 questões, com o peso total de 1,67 pontos [capítulos - 1] Turma: Segunda Graduação: Segunda Graduação 6 meses - Licenciatura em História - Grupo: FPD-JANEIRO/2024 - SGegu0A020224 [114140] Aluno(a): 91568168 - BIANCA PERINA MASSARO - Respondeu 3 questões corretas, obtendo um total de 0,83 pontos como nota [354510_445 73] Questão 001 (ENADE 2017 adaptada) Sobre a prestação de serviços dos vassalos à Coroa de Portugal, podemos ler no alvará publicado pelo Arquivo Nacional da Torre do Tombo que: “Jorge Correa da Silva filho de Manuel Correa da Silva natural da cidade de Évora [tinha serviços] feitos desde o ano de seiscentos e quarenta e cinco até o presente em praça de soldado, alferes, ajudante, capitão de infantaria de gente de guerra a princípio nas fronteiras do Alentejo e passando ao maranhão se achar em muitas entradas que se ofereceram pelo sertão e no que o Padre Antonio Vieira fez a Serra de Agrapeba [Ibiapaba] a dar forma aquela cristandade ser por cabo da tropa da missão voltando ao Reino se tornara a embarcar para o Brasil na armada a que o ano de seiscentos e sessenta e quatro (...) Hei por bem de lhe fazer mercê além de outras de promessas de um ofício de justiça ou fazenda que caiba em sua qualidade de que se passou alvará”. (Arquivo Nacional da Torre do Tombo. Alvará. Lembrança da promessa de um ofício de Justiça ou Fazenda. Registo Geral de Mercês, Mercês (Chancelaria) de D. Afonso VI, liv. 13, fls 99-100, 11 jul, 1669. Adaptado). Sabendo que esse alvará representa a etapa final dos pedidos formais de mercês ao rei português, o registro da mercê, e considerando o problema da hierarquização social na época moderna, avalie as afirmações a seguir. I. Infere-se do documento que uma das formas de diferenciação social estava condicionada à prestação de serviços à Sua Majestade na defesa, conquista e propagação da fé cristã em seu império. II. O alvará de lembrança da promessa de mercê evidencia que a busca dos sujeitos históricos por patentes militares, títulos nobiliárquicos e cargos na governança era uma forma de mobilidade social. III. A procedência familiar, que é mencionada no alvará, apresentava-se como importante elemento no processo de avaliação da concessão de mercês aos sujeitos requerentes. É correto o que se afirma em II e III, apenas. III, apenas. I e II, apenas. I, apenas. X I, II e III. Pincel Atômico - 02/07/2024 10:57:58 2/4 [354511_445 75] Questão 002 “A expansão ocidental caracterizou-se pela bifrontalidade: por um lado, incorporavam-se novas terras, sujeitando-as ao poder temporal dos monarcas europeus; por outro, ganhavam-se novas ovelhas para a religião e para o papa. De todos os frutos que poderia dar a terra recém-descoberta, pareceu a Caminha que o melhor seria salvar a gente indígena. ‘E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar’, permitia-se aconselhar, com grande naturalidade, o escrivão de Calicute”. (SOUZA, Laura de Mello e. O Diabo e a Terra de Santa Cruz. Feitiçaria e religiosidade popular no Brasil Colonial. São Paulo: Companhia das Letras, 1986. p. 32). O que seria a “bifrontalidade” da expansão ocidental de que trata a historiadora Laura de Mello e Souza? Laura de Mello e Souza, citando Pero Vaz de Caminha, entende que a expansão ocidental deveria plantar sementes, ou seja, fazer a agricultura, e catequizar os indígenas. Para Souza, salvar a gente indígena e ganhar novas ovelhas para o papa eram as duas frentes da expansão ocidental. Para a historiadora a expansão ocidental teria duas frentes: ampliar o poder religioso dos monarcas europeus e catequizar os indígenas da América. X A bifrontalidade da expansão se daria, segundo Laura de Mello e Souza, a partir da conquista de novos territórios e da catequização dos indígenas. A historiadora utiliza trecho da carta de Caminha para concluir que a bifrontalidade se dava por “salvar a gente indígena” da violência dos espanhóis e plantar sementes na nova colônia. [354511_445 74] Questão 003 Sobre a relação que os portugueses estabelecem com o Brasil após sua chegada, a historiadora Laura de Mello e Souza escreve que: “Descoberto, o Brasil ocupará no imaginário europeu posição análoga à ocupada anteriormente por terras longínquas e misteriosas que, uma vez conhecidas e devassadas, se desencantaram. Com o escravismo, este acervo imaginário seria refundido e reestruturado, mantendo, entretanto, profundas raízes europeias. Prolongamento modificado do imaginário europeu, o Brasil passava também a ser prolongamento da Metrópole, conforme avançava o processo colonizatório. Tudo que lá existe, existe aqui, mas de forma específica, colonial”. (SOUZA, Laura de Mello e. O Diabo e a Terra de Santa Cruz. Feitiçaria e religiosidade popular no Brasil Colonial. São Paulo: Companhia das Letras, 1986. p. 31). O que a historiadora Laura de Mello e Souza quer dizer ao afirmar que o Brasil era um “prolongamento modificado do imaginário europeu?” Laura de Mello e Souza infere que o escravismo ajudou a fortificar as raízes europeias do imaginário na América portuguesa. A historiadora argumenta que os portugueses não conseguiram instituir no Brasil as instituições e o imaginário europeu que gostariam. Quando ela diz que “tudo o que lá existe, existe aqui”, ela reafirma que os portugueses transferiram exatamente as mesmas instituições para sua colônia. Para Souza, o imaginário europeu foi transferido para o Brasil mas sofreu modificações a partir da vivência dos colonos. X Laura de Mello e Souza entende que os portugueses criaram no Brasil uma sociedade exatamente igual à que conheciam na Europa. [354509_444 91] Questão 004 Como se deu o primeiro contato entre os portugueses e o Novo Mundo? Respeitando a cultura dos nativos e aprendendo com eles. Pincel Atômico - 02/07/2024 10:57:58 3/4 Assimilando a cultura nativa para conviver melhor em terras estranhas X Com os portugueses impondo sua visão de mundo europeia. De maneira pacífica e ordeira na colonização Com a admiração portuguesa diante de um mundo perfeito [354509_444 88] Questão 005 Quais eram os principais interesses dos portugueses ao iniciarem a navegação ao redor do litoral africano? Ouro e colonizar o continente Expulsar os muçulmanos de todo o território X Escravos e mercadorias valiosas para a Europa Estabelecer redes de comércio com os povos africanos Catequizar os povos africanos [354509_445 69] Questão 006 (ENADE 2017) Os meus parentes mais antigos, antes da gente aparecer nessa literatura do Brasil com esse nome, Krenak, vocês devem ter lido em alguma literatura um outro nome que nós tínhamos, que era Aimoré. E, assim como nossos parentes Xokleng, de Santa Catarina, e alguns Kaingang, nós também éramos apelidados de botocudos. Esse termo, botocudo, ele, na colônia, no século XVIII, por aí afora, até o século XIX, era aplicado livremente aos Kayapó lá do Tocantins, naquele corredor lá do Araguaia, aos Xokleng de Santa Catarina, aos Kaingang do interior de São Paulo, e aos Aimoré, meus antepassados. Na verdade, esse Aimoré também é um apelido, não é uma palavra da nossa língua, é uma palavra da língua tupi, porque os guias das expedições dos bandeirantes que entravam para dentro do sertão, iam do litoral para dentro do sertão, eles falavam tupi e, quando eles eram perguntados pelos patrões lá, pelos bandeirantes, ‘quem são aqueles camaradas que vivem lá dentro do Cerrado, lá naquelas serras?’, os Tupi diziam para eles: ‘aimoré’ ou ‘embaré’. Aí eles estavam dizendo ‘gente do mato’. KRENAK, A. Paisagens, territórios e pressão colonial. Espaço Ameríndio, Porto Alegre, V. 9, n. 3, 2015 (adaptado). Considerandoo texto apresentado, acerca da criação e da utilização dos etnônimos dos povos indígenas no Brasil e sua relação com o debate sobre histórias e identidades indígenas, assinale a opção correta. Historiadores e antropólogos têm enfrentado dificuldades devido à maneira como os povos indígenas experimentam e fazem sua história, sobretudo no que diz respeito à tradição oral, fonte privilegiada para os estudos sobre identidades étnica e cultural na atualidade. X A historiografia atual tem enfatizado que a maioria dos etnônimos indígenas surgiu antes do empreendimento português na América, embora algumas identidades étnicas tenham sido alteradas por força do domínio colonial, evidenciando os limites da resistência indígena. O debate historiográfico sobre povos indígenas na atualidade, centrado na problemática da ‘perda’, tem enfatizado a adaptação e a reformulação de identidades indígenas como parte de um processo de descaracterização étnica, denunciado em favor da preservação da cultura desses povos. Nas últimas décadas, o diálogo entre a história e a antropologia contribuiu para a ressignificação das noções de cultura e identidade étnica, antes percebidas como fixas e imutáveis, passando a considera-las como resultado de processos históricos, que envolvem diferentes agentes em contextos distintos. Pincel Atômico - 02/07/2024 10:57:58 4/4 Nas últimas décadas, o debate sobre a construção da identidade indígena tem enfatizado a dificuldade de os povos indígenas preservarem tradições e culturas, evidenciada pela falta de precisão de sua etnonímia, o que provocou o debate público sobre o perigo de sua extinção étnica.