Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ 
CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE – CCS 
DEPARTAMENTO DE ENFERMAGEM 
ENFERMAGEM NA SAÚDE MENTAL 
DOCENTES: Dra. MÁRCIA ASTRÊS FERNANDES 
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO DE VISITA TÉCNICA AO HOSPITAL INTEGRADO DO 
MOCAMBINHO: redes de atenção psicossocial 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TERESINA – PI 
2018 
 
AMANDA OLIVEIRA DE MENESES 
ANGELA DOS SANTOS SILVA 
FERNANDO GABRIEL AIRES NOGUEIRA DO NASCIMENTO 
MARIANA KELLY SOUSA DA SILVA 
MAURIELY PAIVA DE ALCÂNTARA E SILVA 
VICTÓRIA LUCIENY GOMES DA SILVA BARROS 
WELLINGTON MACEDO LEITE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO DE VISITA TÉCNICA AO HOSPITAL INTEGRADO DO 
MOCAMBINHO: redes de atenção psicossocial 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TERESINA – PI 
2018 
SUMÁRIO 
 
1 INTRODUÇÃO ........................................................................................................................ 4 
2 DESENVOLVIMENTO .......................................................................................................... 3 
3 DISCUSSÃO E RESULTADOS ............................................................................................. 5 
4 CONCLUSÃO .......................................................................................................................... 7 
REFERÊNCIAS .......................................................................................................................... 8 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 INTRODUÇÃO 
Os problemas relacionados ao uso e abuso das substâncias psicoativas (SPA) tornaram-
se um grave problema de saúde pública. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 205 
milhões de pessoas consomem drogas ilícitas no mundo, das quais 25 milhões encontram-se no 
quadro de dependência. Em geral, os usuários de drogas procuram os serviços especializados 
em uma fase bastante avançada do consumo e sabe-se que a intervenção em fases iniciais do 
problema melhora o prognóstico (ABREU et al, 2016). 
Em situações de urgência decorrentes do consumo indevido de álcool e outras drogas, 
para os quais os recursos extra hospitalares disponíveis não tenham obtido resolutividade, está 
previsto o suporte hospitalar à demanda assistencial, por meio de internações de curta duração 
em hospitais gerais, evitando a internação de usuários de álcool e outras drogas em hospitais 
psiquiátricos. Estão previstas as implementações de Serviços Hospitalares de Referência para 
Álcool e outras Drogas (SHRad) para municípios acima de 200.000 habitantes (BRASIL, 
2010). 
No dia vinte e sete (27) de agosto de 2018 foi realizada uma visita técnica ao Hospital do 
Mocambinho supervisionada pela professora mestre Juliana de Paula, onde os alunos tiveram a 
oportunidade de conhecer toda a área física do hospital e a área para atenção a pessoas com 
necessidades de saúde decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, especificamente, 
bem como se dava o funcionamento da assistência ofertada pelo mesmo. 
O Hospital do Mocambinho, localizado na zona norte de Teresina, é o Serviço Hospitalar 
de Referência para Álcool e outras Drogas (SHRad) de Teresina desde 2010. O tratamento é 
dado de forma multidisciplinar para todos os públicos, sendo de livre demanda, através de lista 
de espera. O tratamento inicial mínimo é de 12 a 15 dias, após este período, o paciente recebe 
alta e é encaminhado para acompanhamento nos Centros de Atenção Psicossocial Álcool e 
Drogas (CAPs AD), mantendo, assim, o fluxo da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), 
sempre levando em conta que a vontade do paciente em participar do tratamento é fator 
importantíssimo. 
O objetivo deste relatório é o registro das experiências da visita técnica fazendo a ligação 
do que se viu em campo com o respaldo do que se tem publicado atualmente na literatura, em 
especial, nas portarias que regem a Rede de Atenção Psicossocial.
3 
 
2 DESENVOLVIMENTO 
A visita ao Hospital Integrado do Mocambinho ocorreu das 15h às 18h do dia 27 de agosto 
de 2018, sob acompanhamento da professora Ms. Janaina de Paula e da enfermeira de plantão 
que nos recepcionou, apresentando, primeiramente, o hospital e sua estrutura física, incluindo 
sala de curativos, esterilização, raio X, consultório odontológico, posto de enfermagem e 
enfermarias, assim como também os atendimentos profissionais prestados no mesmo, como 
acompanhamento com psicólogo, fisioterapeuta, ginecologista, ortopedista, dentista, 
nutricionista e equipe de enfermagem. 
A admissão nesse serviço é feita por livre demanda, porém, devido à grande procura, há 
lista de espera. Uma vez admitido o paciente passa por toda uma avaliação clínica e psicossocial 
e de acordo com os achados, este é tratado ali mesmo durante sua internação, que durará de 
doze (12) a quinze (15) dias. Os pacientes que forem admitidos, mas não conseguirem 
permanecer durante esse período, saindo antes, deverão aguardar um período de seis (6) meses 
para tentar nova internação. Não há internação contra a vontade do paciente. 
Logo após, adentramos para a ala do serviço hospitalar de referência para atenção a 
pessoas com necessidades de saúde decorrentes dependência em álcool e outras drogas e fomos 
apresentados aos pacientes presentes, seguido de uma discussão e diálogo entre a professora, a 
enfermeira do serviço em plantão e os acadêmicos, a respeito do atendimento feito no 
estabelecimento e questionamentos sobre o local, serviços e os pacientes. 
Durante a visita foi possível observar também o trabalho desenvolvido pelo serviço de 
nutrição do hospital, no qual a nutricionista de plantão realizou atendimento e avaliação da dieta 
individual de cada paciente, levando em conta dados antropométricos que são recolhidos no 
momento da admissão e em momentos posteriores para a avaliação da evolução de cada um e 
também a aceitação da dieta por cada paciente, levando em conta suas opiniões. 
Fomos deixados livres para visitar os ambientes frequentados pelos pacientes e pudemos 
perceber que possuem um local amplo com quartos climatizados, mesas para refeição, 
bebedouro, área livre com aparelho de televisão, jogos de recreação e livros, e contavam com 
uma horta, sendo que todas as atividades desenvolvidas dentro do ambiente hospitalar são sob 
vigilância. 
Posteriormente, realizou-se uma entrevista com um dos pacientes, abordando questões a 
respeito do atendimento prestado, da eficiência do método utilizado pelo serviço, bem como 
suas opiniões acerca do atendimento. 
4 
 
Houve por volta das 16h, um momento separado para os pacientes socializarem sob 
supervisão de duas psicólogas de plantão, onde os pacientes tinham a liberdade de se expressar. 
Excepcionalmente, havia no dia um voluntário, conhecido das técnicas de enfermagem do 
serviço, que foi para levar música cantada para os pacientes e isso foi incluído no momento de 
socialização, pois entre cada música era feita a discussão do que aquela letra representava para 
eles, intensificando o momento de interação e descontração. 
Enfim nós agradecemos pela recepcção e acolhimento tanto dos pacientes como dos 
profissionais no ambiente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
 
3 DISCUSSÃO E RESULTADOS 
O atendimento prestado no Hospital Integrado do Mocambinho é voltado para os 
pacientes com transtorno e faz-se exclusivamente para aqueles com necessidades de saúde 
decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, segundo a portaria N° 3.588, de 21 de 
dezembro de 2017 (BRASIL, 2017). 
Os SHRad deverão contemplar em seu projeto técnico atividades de avaliação clínica, 
psiquiátrica, psicológica e social, realizada por equipe multiprofissional, composta por quatro 
(4) técnicos por turno diurno e três (3) por turno noturno, um (1) enfermeiro por turno, dois (2) 
profissionais de saúde mental de nível superior, podendo ser qualquer profissional de nívelsuperior com especialização em saúde mental e um (1) médico, preferencialmente, psiquiatra, 
devendo ser considerado o estado clínico/psíquico do paciente (BRASIL, 2017; BRASIL 2010). 
Levando em conta tais dados disponíveis em portaria oficial e levando a comparação para 
a realidade do hospital visitado, é visto que a equipe multiprofissional é relativamente bem 
distribuída para a demanda que é de vinte (20) pacientes em sete (7) enfermarias, sendo que o 
serviço possui duas (2) psicólogas, uma (1) nutricionista, um (1) enfermeiro por plantão, dois 
(2) técnicos de enfermagem e um (1) psiquiatra 3 vezes por semana para acompanhamento de 
cada paciente. Percebemos que o serviço hospitalar em questão, cumpre com a portaria que 
norteia esse tipo de serviço, salvo pela quantidade de profissionais técnicos de enfermagem. 
Também deve ocorrer o atendimento individual (medicamentoso, psicoterápico), em 
grupo (psicoterapia, atividades de suporte social) e abordagem familiar (programa de 
tratamento, alta hospitalar e continuidade do tratamento nos dispositivos extra hospitalares). 
O funcionamento da rede de atenção psicossocial deve constituir-se, em serviço aberto 
que forneça atenção contínua às pessoas com necessidades relacionadas ao consumo álcool, 
crack e outras drogas durante as 24 (vinte e quatro) horas do dia e em todos os dias da semana, 
inclusive finais de semana e feriados, deve estar capacitado para o atendimento de urgência e 
emergência psiquiátricas, promover inserção, proteção e suporte de grupo para seus usuários 
no processo de reabilitação psicossocial, organizar o processo de trabalho do serviço com 
equipe multiprofissional, sob a ótica da interdisciplinaridade, priorizando espaços coletivos. 
Estes são alguns dos critérios exigidos na portaria atual e percebemos durante nossa visita que 
o Hospital do Mocambinho cumpre o que se preconiza. 
Durante a visita, aproveitamos o tempo para conversar com um dos pacientes a fim de 
conhecer o serviço sob a ótica de um internado e quais motivos o levaram a optar pela 
internação, bem como suas opiniões sobre o serviço prestado no estabelecimento. 
6 
 
 resguardar a identidade do paciente, o identificaremos com “D”. D, 25 anos, relata o uso 
de crack há dois anos e que está em sua terceira internação, não possui vínculo familiar em 
Teresina, portanto, quando recebe alta hospitalar, hospeda-se em um albergue e evita sair com 
os amigos, por medo da má influência que possam exercer sobre ele. Gostaria que o tempo de 
internação fosse superior a 15 dias. D reclama da falta de recreação no dia a dia resultando em 
ociosidade dos pacientes e, também, da falta de paciência de alguns profissionais. 
Em relação à estrutura física mínima do estabelecimento, exige-se que cumpra com as 
normas sanitárias vigentes e que possuam recepção e espaço para acolhimento inicial/sala de 
espera, salas para atendimento individual (consultório), sala para atendimento de grupo, espaço 
para refeições, espaço para convivência, banheiros com chuveiro, espaço para atividades 
físicas/esportes, no mínimo 10 (dez) e no máximo 20 (vinte) leitos de observação, posto de 
enfermagem, sala para reuniões da equipe técnica, espaço para atendimento e tratamento de 
urgências e emergências médicas (BRASIL, 2017). 
Trazendo a literatura para a realidade do serviço, pudemos constatar que no tocante à 
estrutura física, o Hospital do Mocambinho também cumpre com as normas estabelecidas nas 
portarias disponíveis. Sendo importante destacar apenas, que na organização de enfermarias e 
leitos, não há divisão por gênero, ou seja, os pacientes do sexo feminino e masculino ficam 
misturados. 
Os pacientes entre 12 e 18 anos e maiores de 60 anos tem direito à acompanhante durante 
o período da internação. Os idosos por serem mais dependentes e os adolescentes para respaldo 
da lei do estatuto da criança e do adolescente. Os demais pacientes podem ser visitados somente 
aos finais de semana das 16h às 17h, sendo obrigatória a fiscalização pelo segurança de plantão 
para evitar a entrada de substâncias psicoativas. 
Levando em consideração a vontade e bem-estar dos pacientes, é visto que há uma certa 
falta de atividades recreativas com os mesmos, o que torna preocupante e deprimente para a 
evolução diária dos pacientes. Contam apenas com raras visitas de educadores físicos, rodas de 
conversa com psicólogas e, principalmente, acadêmicos musicoterapia e terapia comunitária 
interativa. 
 
 
 
7 
 
4 CONCLUSÃO 
Por meio da visita técnica, foi possível fazer uma comparação de acordo com o 
embasamento teórico sobre as políticas de atenção psicossocial que fundamentam a assistência 
em saúde mental que tivemos anteriormente e, observar se o que se vê na literatura é o que se 
pratica na nossa realidade. Também pudemos compreender, através de relatos do profissional 
de enfermagem, qual seu papel e os desafios enfrentados pela enfermagem na área da saúde 
mental e, em específico, no hospital objeto da visita. 
A elaboração de um relatório de visita foi de suma importância para a fixação do 
aprendizado, pois ao final da prática, fez-se necessário que o grupo se reunisse para discutir o 
que foi visto e fazer a comparação do que foi visto com o que é preconizado na literatura. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8 
 
REFERÊNCIAS 
ABREU, A.M.M.; PARREIRA, P.M.S.D.; SOUZA M.H.N. et al. Perfil do Consumo de 
Substâncias Psicoativas e Sua Relação com as Características Sociodemográficas: uma 
contribuição para intervenção breve na atenção primária à saúde, Rio de Janeiro, Brasil. Revista 
Texto Contexto Enfermagem, v. 25, n. 4, 2016; 
BRASIL, Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro. Portaria Nº 148, de 31 de janeiro de 2012. 
Define as normas de funcionamento e habilitação do Serviço Hospitalar de Referência para 
atenção a pessoas em com sofrimento ou transtorno mental e com necessidades de saúde 
decorrentes do uso de álcool, crack e outras drogas, do componente hospitalar da rede de 
atenção psicossocial, e institui incentivos financeiros de investimento e de custeio. Diário 
Oficial da União, Brasília, DF, 2012. 
_________________________. Portaria Nº 2.842, de 20 de setembro de 2010. Aprova as 
Normas de Funcionamento e Habilitação dos Serviços Hospitalares de Referência para a 
Atenção Integral aos Usuários de Álcool e outras Drogas. Diário Oficial da União, Brasília, 
DF, 2010. 
_________________________. Portaria Nº 3.588, de 21 de dezembro de 2017. Altera as 
Portarias de consolidação nº3 e nº6, de 28 de setembro de 2017, para dispor sobre a Rede de 
Atenção Psicossocial, e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 2017. 
_________________________. Portaria Nº 2.842, de 20 de setembro de 2010. Aprova as 
Normas de Funcionamento e Habilitação dos Serviços Hospitalares de Referência para a 
Atenção Integral aos Usuários de Álcool e outras Drogas. Diário Oficial da União, Brasília, 
DF, 2017.

Mais conteúdos dessa disciplina