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TROMBO EM PLACA COM ATEROSCLEROSE INFARTO BRANCO E VERMELHO Centro de Ciências Biológicas Departamento de Ciências Patológicas Prof. Dra. Maria Isabel L. Ma. B. Pereira Aula prática – medicina 2024 ATEROSCLEROSE DOENÇA DE ARTÉRIAS DE GRANDE OU MÉDIO CALIBRE CARACTERIZADA POR ALTERAÇÕES REPRESENTADAS PELO ACÚMULO, NA ÍNTIMA, DE LIPÍDEOS, CARBOIDRATOS COMPLEXOS, COMPONENTES DO SANGUE, CÉLULAS E MATERIAL INTERCELULAR (OMS) Endotélio Lâmina elástica interna Lâmina elástica externa Íntima Média Adventícia ATEROSCLEROSE ✓ Caracterizada por lesões na íntima denominadas: Ateromas ou Placas Ateromatosas ou Placas fibroateromatosas DOENÇA DE ARTÉRIAS DE GRANDE OU MÉDIO CALIBRE CARACTERIZADA POR ALTERAÇÕES REPRESENTADAS PELO ACÚMULO, NA ÍNTIMA, DE LIPÍDEOS, CARBOIDRATOS COMPLEXOS, COMPONENTES DO SANGUE, CÉLULAS E MATERIAL INTERCELULAR (OMS) ENDOTÉLIO E A CIRCULAÇÃO SANGUÍNEA BRASILEIRO-FILHO, et al. 2011 ✓ Hiperlipidemia (LDL) ✓ Hipertensão ✓ Tabagismo ✓ Toxinas ✓ Fatores hemodinâmicos ✓ Síndrome metabólica ✓ Reações imunes ✓ Vírus, bactérias ✓ Diabetes ✓ Hiper homocisteinemias FATORES QUE CAUSAM LESÃO/ DISFUNÇÃO ENDOTELIAL eNOS ✓ Idade ✓ Sexo ✓ Genética ✓ Estresse Endotélio íntegro e funcional: ✓ Fatores vasodilatadores, antitrombóticos e antiproliferativos ATEROSCLEROSE: PATOGÊNESE B R A SI LE IR O -F IL H O , e t al . 2 0 1 1 ATEROSCLEROSE: PATOGÊNESE B R A SI LE IR O -F IL H O , e t al . 2 0 1 1 Maior permeabilidade endotélio + inflamação ATEROSCLEROSE: PATOGÊNESE B R A SI LE IR O -F IL H O , e t al . 2 0 1 1 LDL LDL-oxidada Proteoglicanos subendoteliais Citocinas e fatores de crescimento TGF-α, PDGF e FGF VCAM-1 Citocinas: IL-1, TNF-α, MCP-1 fagocitada ↓NO e ↓PG Maior permeabilidade endotélio + inflamação ATEROSCLEROSE: PATOGÊNESE B R A SI LE IR O -F IL H O , e t al . 2 0 1 1 ESTRIA LIPÍDICA: pequenas quantidades de lipídios intra e extracelulares na íntima Estria lipídica em segmento de artéria Aorta I MACROSCOPIA https://webpath.med.utah.edu/ATH HTML/ATH016.html BRASILEIRO-FILHO, et al. 2011 ATEROSCLEROSE: PATOGÊNESE B R A SI LE IR O -F IL H O , e t al . 2 0 1 1 EROs Citocinas e fatores de crescimento TGF-α, PDGF e FGF Citocinas: IL-1, TNF-α, MCP-1 proteases LT LT ESTRIA LIPÍDICA: pequenas quantidades de lipídios intra e extracelulares na íntima INFLAMAÇÂO CRÔNICA ATEROSCLEROSE: PATOGÊNESE B R A SI LE IR O -F IL H O , e t al . 2 0 1 1 Células musculares lisas podem se diferenciar em fibroblastos ou miofibroblastos: produzindo colágeno e proteoglicanos- MEC Placas fibroateromatosas INFLAMAÇÂO CRÔNICA ATEROSCLEROSE: PATOGÊNESE B R A SI LE IR O -F IL H O , e t al . 2 0 1 1 Placas fibroateromatosas Lipídios extracelulares (cristais de colesterol) Células necróticas Inflamação: enzimas proteolítica que degradam colágeno Frágeis e susceptíveis a hemorragia Calcificação INFLAMAÇÂO CRÔNICA ATEROSCLEROSE: PATOGÊNESE Principais componentes da placa aterosclerótica: 1- Células: mm liso, macrófagos, linfócitos 2- MEC: colágeno, fibras elásticas e proteoglicanos 3- Lipídios: intra e extracelulares INFLAMAÇÂO CRÔNICA Aterosclerose da Aorta I MACROSCOPIA http://anatpat.unicamp. br/pecascard6.html Placas ateroscleróticas brancas e amareladas Placas ateroscleróticas brancas e amareladas Aterosclerose da Aorta I MACROSCOPIA http://anatpat.unicamp. br/pecascard6.html BRASILEIRO-FILHO, et al. 2011 As artérias basilar, vertebrais e seus ramos estão espessadas e amareladas por placas de ateroma I MACROSCOPIA http://anatpat.unicamp.br/pecasne uro7.html I MACROSCOPIA http://anatpat.unicamp.br/pecasne uro7.html As artérias basilar, vertebrais e seus ramos estão espessadas e amareladas por placas de ateroma MACROSCOPIA Artéria coronária com placas ateroscleróticas e hemorragia recente na placa I https://webpath.med.utah.edu/ATHHTML/ATH007.html Hemorragia pode obstruir o lúmen do vaso de forma aguda Placa aterosclerótica na artéria Aorta https://webpath.med.utah.edu/ATH HTML/ATH018.html Placa de hemorragia Cristais de colesterol Camada média MICROSCOPIA Aterosclerose severa em artéria coronária I MACROSCOPIA Calcificação e área de estreitamento da luz da artéria https://webpath.med.utah.edu/ATHHTML/ATH006.html Calcificação: artéria endurecida e quebradiça MICROSCOPIA Placa aterosclerótica na artéria coronária K U M A R V ., e t al . 2 0 1 3 (F) cápsula fibrosa (C) núcleo central necrótico (repleto de lipídio) Azul: colágeno corado por tricrômio de Masson JU N Q U EI R A , e t al . 2 0 1 3 Artéria muscular normal Placa aterosclerótica na artéria coronária I http://anatpat.unicamp.br/lamdc7a.html MICROSCOPIA Localização excêntrica Placa aterosclerótica na artéria coronária I https://webpath.med.utah.edu/ATH HTML/ATH019.html Placa de hemorragia Cristais de colesterol Células espumosas MICROSCOPIA Placa aterosclerótica na artéria coronária I https://webpath.med.utah.edu/ATH HTML/ATH020.html Cristais de colesterol Células espumosas Linfócito MICROSCOPIA PLACAS APRESENTAM DIFERENTES RISCOS DE RUPTURA Integridade da placa depende: Composição, estrutura da placa e pressão arterial Placa deve suportar forças de cisalhamento vascular. Placa vulnerável cápsula fibrosa fixa, grande núcleo lipídico e inflamação aumentada Placa estável cápsula fibrosa fixa, com muito colágeno, inflamação mínima e centro aterosclerótico discreto Adaptado de Hansson & Hermansson, 2011 Receptores depuradores para LDL não autorreguláveis Moléculas coestimulatórias Espécies reativas de oxigênio e nitrogênio Proteases Eicosanóides Quimiocinas Citocinas pró- inflamatórias Cristais de colesterol Ativação de inflamassoma EROs, mieloperoxidases, lipo-oxigenases LDL-oxidada ✓ Ativação de macrófagos na aterosclerose ATEROSCLEROSE: PATOGÊNESE ATEROSCLEROSE: PATOGÊNESE CONSEQUÊNCIAS? INFLAMAÇÂO CRÔNICA CONSEQUÊNCIAS CLÍNICAS DA DOENÇA ATEROSCLERÓTICA ✓ Lesões ateroscleróticas se iniciam na infância e acentuam-se com a idade KUMAR V., et al. 2013BRASILEIRO-FILHO, et al. 2011 Fissura da placa ↓ RUPTURA E FORMAÇÃO DE ÊMBOLO Oclusão arterial: Coronárias Carótida, Ilíaca Aorta = raro ATEROSCLEROSE: PATOGÊNESE B R A SI LE IR O -F IL H O , e t al . 2 0 1 1 TROMBO Ruptura / Erosão: exposição da membrana basal subepitelial trombogênica CONSEQUÊNCIAS CLÍNICAS DA DOENÇA ATEROSCLERÓTICA ✓ Lesões ateroscleróticas se iniciam na infância e acentuam-se com a idade KUMAR V., et al. 2013BRASILEIRO-FILHO, et al. 2011 Oclusão arterial: Coronárias Carótida, Ilíaca Aorta = raro Fissura da placa ↓ RUPTURA E FORMAÇÃO DE ÊMBOLO HEMOSTASIA *FvW: Fator de von Willebrand *t-PA, ativador do plasminogênio tecidual CASCATA DA COAGULAÇÃO HEMOSTASIA HMWK ou CAPM – cininogênio de alto peso molecular Zimógenos (pré-proteases) + co-fatores + substratos HEMOSTASIA – VIA EXTRÍNSECA Fator II - protrombinaFator IIa -trombina HEMOSTASIA Inativa o complexo FA-VIIa e o fator Xa *t-PA, ativador do plasminogênio tecidual *FvW: Fator de von Willebrand Coagulação Trombólise TROMBOSE Ativação excessiva dos mecanismos hemostáticos normais que levam à formação de trombo em um vaso que pode estar sem ou com lesão endotelial. Processo patológico caracterizado pela solidificação do sangue dentro dos vasos ou coração do indivíduo vivo (Bogliolo). Coagulação Trombólise ▪ TROMBO – massa de sangue coagulado em qualquer lugar do sistema cardiovascular (vivo). ▪ COÁGULO – massa não estruturada do sangue fora dos vasos (ex. cavidades) ou após a morte. TROMBOSE Processo patológico caracterizado pela solidificação do sangue dentro dos vasos ou coração do indivíduo vivo (Bogliolo). Diferenças Trombo e Coágulo TROMBO SecoFriável Opaco Possuí aderência COÁGULO Úmido Flexível Brilhante Sem ponto de aderência ▪ TROMBO – massa de sangue coagulado em qualquer lugar do sistema cardiovascular (vivo). ▪ COÁGULO – massa não estruturada do sangue fora dos vasos (ex. cavidades) ou após a morte. https://anatpat.unicamp.br/nptanemiafalc 9c.html Trombo na artéria basilar Coágulo (eliminado pelo útero) ETIOPATOGÊNESE DA TROMBOSE TRÍADE DE VIRCHOW Fluxo turbilhonar Estase Bolsa contracorrente e focal de estase Disfunção endotelial Fluxo turbilhonar Aterosclerose com trombose do ramo descendente anterior da artéria coronária esquerda I MACROSCOPIA https://webpath.med.utah.edu/ATHHTML/ATH008.html HTTPS://WEBPATH.MED.UTAH.EDU/ATHHTML/ATH008.HTML Aterosclerose aórtica com trombose I MACROSCOPIA http://anatpat.unicamp.br/pecascard6.html BRASILEIRO-FILHO, et al. 2011 Ruptura da placa aterosclerótica KUMAR V., et al. 2013 Ruptura da placa sem trombo superposta em paciente com morte súbita Trombose coronariana aguda superposta a uma placa de ateroma com rompimento da cápsula fibrosa, evoluindo para infarto fatal do miocárdio Setas apontam para o local de ruptura da placa I MICROSCOPIA Placa aterosclerótica na artéria coronária (ruptura e trombro) I Atlas de Patologia UEL - 2013 MICROSCOPIA Placa de ateroma (A), trombo (T), camada muscular (M) Placa aterosclerótica na artéria coronária (ruptura e trombro) I MICROSCOPIA Placa de ateroma (A), trombo (T), camada muscular (M) Atlas de Patologia UEL - 2013 Placa aterosclerótica na artéria coronária (ruptura e trombro) I MICROSCOPIA Placa de ateroma (A), trombo (T), camada muscular (M) Atlas de Patologia UEL - 2013 Placa aterosclerótica na artéria coronária (ruptura e trombro) I https://webpath.med.utah.edu/ATH HTML/ATH005.html Trombo recente MICROSCOPIA Trombo organizado (recanalização) Placa aterosclerótica na artéria coronária com foco calcificado I http://anatpat.unicamp.br/lamcard5.html MICROSCOPIA ATEROSCLEROSE * * BRASILEIRO-FILHO, et al. 2011 Infarto CONSISTE EM UMA ÁREA CIRCUNSCRITA DE NECROSE TECIDUAL CAUSADA POR ISQUEMIA ABSOLUTA PROLONGADA POR OBSTRUÇÃO ARTERIAL OU VENOSA. (Brasileiro-Filho, 2011) Infarto Redução ou falta de suprimento sanguíneo em determinado órgão ou estrutura. 20 – 30 min 2 – 4 min CONSISTE EM UMA ÁREA CIRCUNSCRITA DE NECROSE TECIDUAL CAUSADA POR ISQUEMIA ABSOLUTA PROLONGADA POR OBSTRUÇÃO ARTERIAL OU VENOSA. (Brasileiro-Filho, 2011) INFARTO: CONSISTE EM UMA ÁREA CIRCUNSCRITA DE NECROSE TECIDUAL CAUSADA POR ISQUEMIA ABSOLUTA PROLONGADA POR OBSTRUÇÃO ARTERIAL OU VENOSA. Oclusão por eventos trombóticos e embólicos - 99% A grande maioria decorrentes de oclusão arterial. COR INFARTO BRANCO INFARTO ANÊMICO INFARTO VERMELHO INFARTO HEMORRÁGICO A COR DO INFARTO REFLETE A QUANTIDADE DE HEMORRAGIA COR INFARTO BRANCO INFARTO ANÊMICO INFARTO VERMELHO INFARTO HEMORRÁGICO A COR DO INFARTO REFLETE A QUANTIDADE DE HEMORRAGIA Imagens: ROBBINS E COTRAN, 2016. Infarto pulmonar com hemorragia Infarto pálido nitidamente demarcado no baço INFARTO BRANCO Acomete órgãos sólidos: solidez do tecido limita a hemorragia Órgãos com circulação terminal: com pouca ou nenhuma circulação colateral Decorrente de obstrução ARTERIAL ROBBINS E COTRAN, 2016. ROBBINS E COTRAN, 2016. INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO Área branca bem definida consiste em necrose coagulativa aguda no miocárdio Halo hiperêmico-hemorrágico nas margens da necrose: inflamação INFARTO BRANCO ROBBINS E COTRAN, 2016. INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO Área branca bem definida consiste em necrose coagulativa aguda no miocárdio Halo hiperêmico-hemorrágico nas margens da necrose: inflamação INFARTO BRANCO ROBBINS E COTRAN, 2016. INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO Área branca bem definida consiste em necrose coagulativa aguda no miocárdio Halo hiperêmico-hemorrágico nas margens da necrose: inflamação INFARTO BRANCO INFARTO BRANCO NECROSE COAGULATIVA EM INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO MIOCÁRDIO NORMAL MIOCÁRDIO COM INFARTO Edema e células inflamatórias (neutrófilos e macrófagos.) H TT P :/ /A N AT PA T. U N IC A M P. B R /L A M D EG N 2 3 .H TM L H TT P :/ /A N AT PA T. U N IC A M P. B R /L A M D EG N 2 3 .H TM L INFARTO BRANCO NECROSE COAGULATIVA EM INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO MIOCÁRDIO NORMAL MIOCÁRDIO COM INFARTO Miocardiócitos com núcleos centrais Miocardiócitos necróticos: ausência de núcleos Obs. mesmo aumento nas 2 imagens INFARTO BRANCO NECROSE COAGULATIVA EM INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO MIOCÁRDIO COM INFARTO: REAÇÃO INFLAMATÓRIA PÓS-INFARTO: POR VOLTA DO 2º DIA H TT P :/ /A N AT PA T. U N IC A M P. B R /L A M D EG N 2 3 .H TM L Ausência de núcleos nas fibras necróticas do miocárdio. Edema e células inflamatórias no interstício (neutrófilos e macrófagos) ATLAS DE PATOLOGIA GERAL UEL, 2013 INFARTO DO BAÇO: NECROSE COAGULATIVA 6-8 horas: Demarcação leucocitária 2º dia infiltrado inflamatório (fagocitose) Tecido de granulação e cicatriz fibrosa INFARTO BRANCO ROBBINS E COTRAN, 2016. Baço INFARTO VERMELHO Acomete órgãos frouxos Órgãos com circulação dupla ou rica circulação colateral (ou quando há reperfusão) Decorrente de obstrução arterial ou venosa intensa hemorragia na área de necrose OBSTRUÇÃO ARTERIAL OBSTRUÇÃO VENOSA INFARTO VERMELHO OBSTRUÇÃO ARTERIAL Sangue chega por outras artérias ou por ramos anastomóticos e extravasa (ex. pulmão e intestino) 1- Obstrução com isquemia e necrose (inclusive de vasos) de uma área com circulação dupla Artéria mesentérica superior Artéria mesentérica inferior BRASILEIRO-FILHO, et al. 2011 INTESTINO: dupla circulação INFARTO VERMELHO OBSTRUÇÃO ARTERIAL Artéria brônquica direita Artéria brônquica superior esquerda Artéria brônquica superior esquerda PULMÃO: dupla circulação Traz sangue do VD Traz sangue do VE Sangue chega por outras artérias ou por ramos anastomóticos e extravasa (ex. pulmão e intestino) 1- Obstrução com isquemia e necrose (inclusive de vasos) de uma área com circulação dupla BRASILEIRO-FILHO, et al. 2011 INFARTO VERMELHO OBSTRUÇÃO ARTERIAL Artéria brônquica direita Artéria brônquica superior esquerda Artéria brônquica inferior esquerda PULMÃO: dupla circulação Obstrução de ramos médios da artéria pulmonar gera congestão e as artérias brônquicas são incapazes de manter a irrigação Traz sangue do VD Traz sangue do VE Sangue chega por outras artérias ou por ramos anastomóticos e extravasa (ex. pulmão e intestino) 1- Obstrução com isquemia e necrose (inclusive de vasos) de uma área com circulação dupla PULMÃO: dupla circulação INFARTO VERMELHO INFARTO PULMONAR Necrose em área triangular, periférica e subpleural (sólida e sem ar) A hemorragia é favorecida pelo suprimento duplo de sangue do pulmão e pela sua textura frouxa. ROBBINS E COTRAN, 2016. INFARTO VERMELHO INFARTO PULMONAR - tromboembolismo pulmonar R O B B IN S E C O TR A N , 2 0 1 6 . Área de necrose coagulativa: alguns alvéolos visíveis álveolos com aparência sólida e eosinofílica Contornos dos alvéolos pulmonares são visíveis Alvéolos repletos de hemácias (hemorragia) Não existem núcleos íntegros INFARTO VERMELHO INFARTO PULMONAR Hemorragia torna difícil a distinção entre a área infartada e o tecido adjacente Área de hemorragia em um quadro de infarto pulmonar ATLAS DE PATOLOGIA GERAL UEL, 2013 Infarto pulmonar manifesta-se por crise aguda de dispnéia, dor torácica ventilatório-dependete e hemoptise. INFARTO VERMELHO **OBSTRUÇÃO ARTERIAL COM REPERFUSÃO Forma-se infarto branco. Após lise do trombo/êmbolo o sangue flui e inunda a área necrótica Como os vasos também sofreram necrose, o sangue extravasa 2- Obstrução e isquemia e necrose de por trombo ou êmbolo seguido de reperfusão NECROSE HEMORRAGIA POR REPERFUSÃO INFARTO VERMELHOINFARTO CEREBRAL HEMORRÁGICO (corte coronal) Necrose liquefativa hemorrágica Comumente causados por oclusão trombótica das artérias seguida de reperfusão. Vasoespamos ou trombos formados por doença arterial aterosclerótica. R O B B IN S E C O TR A N , 2 0 1 6 . a. cerebral anterior a. cerebral média a. cerebral posterior INFARTO VERMELHO INFARTO CEREBRAL HEMORRÁGICO (corte coronal) Necrose na zona limítrofe das artérias cerebral anterior e média. Diminuição global na pressão de perfusão do SNC: Necrose liquefativa hemorrágica Maior risco quando há doença vascular pré- existente (ex aterosclerose) ROBBINS E COTRAN, 2016. a. cerebral anterior a. cerebral média a. cerebral posterior INFARTO VERMELHO OBSTRUÇÃO VENOSA Trombose venosa: Induz mais frequentemente obstrução e congestão venosa; Quando há outros canais de drenagem na área, aos poucos o sangue é drenado e o fluxo sanguíneo melhora. Infartos por trombose venosa são comuns em órgãos com canal único de drenagem venoso: - órgãos pediculados: testículos, ovários; - Tumores pediculados EDEMA CONGESTÃO ESTASE INFARTO VERMELHO OBSTRUÇÃO VENOSA Trombose venosa: Induz mais frequentemente obstrução e congestão venosa; Quando há outros canais de drenagem na área, aos poucos o sangue é drenado e o fluxo sanguíneo melhora. Infartos por trombose venosa são comuns em órgãos com canal único de drenagem venoso: - órgãos pediculados: testículos, ovários; - Tumores pediculados INFARTO EDEMA CONGESTÃO ESTASE INFARTO VERMELHO Torção de intestino: vólvulo intestinal Torção de pedículo vascular: - órgãos pediculados: testículos, ovários; - Tumores pediculados; Artéria testicular Com a drenagem do sangue fica bloqueada, o fluxo sanguíneo se interrompe Baixa pressão das veias = interrupção imediata do fluxo sanguíneo Alta pressão das artérias = maior resistência à compressão OBSTRUÇÃO VENOSA INFARTO VERMELHO ROBBINS E COTRAN, 2016. NECROSE TESTÍCULO - TORÇÃO Testículo está inchado e vermelho escuro a preto. Necrose com hemorragia INFARTO VERMELHO ROBBINS E COTRAN, 2016. NECROSE TESTÍCULO - TORÇÃO Testículo está inchado e vermelho escuro a preto. Necrose com hemorragia HEMOSTASIA Uma série de processos regulados que mantêm o sangue em estado fluido, nos vasos normais, mas que pode formar rapidamente um tampão hemostático no sítio de lesão vascular HEMOSTASIA INADEQUADA HEMORRAGIA Quebra do regime estacionário TROMBOSE Obstrução ou fragmentação (ÊMBOLOS) Comprometimento da perfusão tecidual Isquemia, hipóxia e, por fim, INFARTO **Há outros tipo de êmbolos REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ✓ Bibliografia básica: ✓ Bibliografia complementar: Robbins e Cotran - Patologia : Bases patológicas das doenças Kumar, V; Abbas, A. K.; Fausto, N. 9º edição. Capítulo 9. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016. 7º edição. Capítulo 11. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015. Bogliolo Patologia Geraldo Brasileiro Filho 8º edição. Capítulo 4 e 14. Rio de Janeiro : Guanabara Koogan, 2011. Atlas de Patologia Geral Biomedicina-UEL turma 6 (2007) , revisado Biomedicina UEL turma 12 (2013). Orientadora: Profa. Dra. Alessandra L. Cecchini Armani. Disponível em: no site do departamento de ciências patológicas Histologia básica : texto e atlas Luis Carlos Junqueira. 13º edição. Rio de Janeiro : Guanabara Koogan, 2017. Slide 1: TROMBO EM PLACA COM ATEROSCLEROSE INFARTO BRANCO E VERMELHO Slide 2 Slide 3 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 15 Slide 17 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30 Slide 31 Slide 32 Slide 33 Slide 34 Slide 35 Slide 36 Slide 37 Slide 38 Slide 39 Slide 40 Slide 41 Slide 42 Slide 43 Slide 44 Slide 45 Slide 46 Slide 47 Slide 48 Slide 49 Slide 51 Slide 52 Slide 53 Slide 54 Slide 56 Slide 57 Slide 58 Slide 59 Slide 60 Slide 61: A cor do infarto reflete a quantidade de hemorragia Slide 62: A cor do infarto reflete a quantidade de hemorragia Slide 63 Slide 64 Slide 65 Slide 66 Slide 67 Slide 68 Slide 69 Slide 70 Slide 71 Slide 72 Slide 73 Slide 74 Slide 75 Slide 76 Slide 77 Slide 78 Slide 79 Slide 80 Slide 83 Slide 84 Slide 85 Slide 86 Slide 87 Slide 88 Slide 89