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Belém-PA Professor Selênio Feio da Silva UNIDADE II: Barras Prismáticas Submetidas à Força Axial de Tração Segundo a NBR-8800/2008 Estruturas de Aço Força Axial de Tração 2.1- Dimensionamento de barras prismáticas submetidas à força axial de tração: Peças tracionadas são elementos estruturais onde atuam forças axiais, perpendiculares ao plano da seção. No caso particular, quando a força é aplicada no centro de gravidade da seção, denomina-se de tração simples. São peças de verificações simples, pois não envolvem o perigo da instabilidade. Na prática existem inúmeras situações em que encontramos elementos estruturais sujeitos à tração, por exemplo: tirantes, contraventamento de torres e barras de treliças, etc. Encontra-se também diversas formas para estes elementos, como: barras circulares, barras chatas, perfis laminados simples, perfis soldados compostos etc. Os critérios de dimensionamento verificados são: a- O Escoamento da Seção Bruta: responsável pela deformação excessiva; b- Ruptura de Seção Líquida Efetiva: responsável pelo colapso total da peça. 2.2- Condição de segurança No dimensionamento de peças em estados limites últimos, procura-se garantir que a Resistência de Cálculo (Rd) seja maior ou igual que a Solicitação de Cálculo (Sd). Rd ≥ Sd ou: Sd ≤ Rd Para as peças submetidas ao esforço normal, que no caso é de tração, essa Resistência de Cálculo será designada por NRd (Força Axial Resistente de Cálculo). NRd = Nn/𝜸𝒂 Onde 𝜸𝒂 é um coeficiente de numeração para levar em conta as incertezas referentes ao material estrutural e Nn corresponde a um esforço nominal último da peça tracionada. Assim dois Estados Limites Últimos devem ser considerados: Força Axial de Tração a- Estado Limite de Escoamento da Seção Bruta: 𝑁 = 𝐴 . 𝑓 𝛾 Ag → Área Bruta da Seção Transversal fy → Resistência ao Escoamento do Aço γa1 = 1.10 (Tabelado) Nn= Ag.fy b- Estado Limite de Ruptura da Seção Líquida Efetiva: 𝑁 = 𝐴 . 𝑓 𝛾 Ae= Ct.An → Área Líquida Efetiva Ct ≤ 1.0 → Coeficiente de Redução fu → Resistência à Ruptura do Aço γa2 = 1.35 (Tabelado) Nn= Ae.fu Força Axial de Tração 2.3- Determinação da área líquida efetiva: Ae 𝐴 = 𝐶 . 𝐴 Ct → Coeficiente que leva em conta como estão conectados os elementos que constituem a seção transversal. An → Área Líquida → An = Ag – Af Af →Area do Furo A área líquida, An é calculada em regiões com furação na peça metálica tracionada, para ligação ou qualquer outra finalidade. Em regiões onde não existam furos, a área líquida é igual a área bruta do perfil. Em regiões com furos, feitos para ligação ou para qualquer outra finalidade, a área líquida, An de uma barra é a soma dos produtos da espessura pela largura líquida de cada elemento, calculada de acordo com a NORMA. 2.3 DIMENSIONAMENTO DE BARRAS PRISMÁTICAS SUBMETIDAS À FORÇA AXIAL DE TRAÇÃO Força Axial de Tração 2.3.1- Determinação da área líquida: 𝑨𝒏 a) Para Seções Transversais Retas: Força Axial de Tração Figura: Gabarito entre dois furos An = Ag – n.Af Ag → Area Bruta da seção; n → O número de furos; Af = t.df t → Espessura da chapa ou per il; df→ Diâmetro de cálculo do furo; df = df' + 2 mm df'→ Diâmetro nominal do furo; df' = dp + f dp →Diâmetro nominal do conector; f → Folga (Folga padrão = 1.5 mm) df = df' + 2 mm = (dp + f) + 2mm df = dp + 3,5 mm An = Ag - n.Af = B.t - n.(t.df) An= t. (B – n. df) 𝒏 𝒇) Área Projetada do Furo: Af Af = (b.h) = (df.t) = t.df b) Para Seções Transversais Zigue-Zague: Usa-se o comprimento empírico L* para cada segmento inclinado. Figura 4: Gabarito entre três furos em zigue-zague 𝐴 = 𝐴 + 𝑨∗ − 𝑛. 𝐴 𝐴 = 𝐵. 𝑡 + 𝑳 ∗. 𝑡 − 𝑛. (𝑡. 𝑑 ) ; 𝑳∗ = 𝑺𝟐 𝟒.𝒈 → Compr. Reduzido (Empírico). 𝐴 = 𝑡. (𝐵 + ∑ 𝑺𝟐 𝟒.𝒈 − 𝑛. 𝑑 ) 𝐿𝑛 = 𝐵 + ∑ 𝑺𝟐 𝟒.𝒈 − 𝑛. 𝑑 𝑳𝒏 → 𝐿𝑖𝑛ℎ𝑎 𝑑𝑒 𝑅𝑢𝑝𝑡𝑢𝑟𝑎. 𝑨𝒏 = 𝑳𝒏 . 𝒕 Para a Fig. 4: a) Seção 1245: An =Ag - 2.Af = t.(B – 2. df) b) Seção 12345: Ln = (B + ( . + . ) − 3. 𝑑 ) An = (B + ( . + . ) − 3. 𝑑 ) . t c) Seção 1236: An = (B + ( . ) − 2. 𝑑 ) . t Força Axial de Tração Coeficiente de redução da área líquida: Ct Ver a Norma. 6 Ex1- Chapa simples tracionada com Estados Limites: Calcular a espessura necessária (t) para uma chapa com 100 mm de largura, sujeita a um esforço axial de 100 kN. Resolver o problema no Escoamento da Seção Bruta com o aço MR250, considerando o esforço como valor característico de carga variável de uso e ocupação. SOLUÇÃO DO EXERCÍCIO 1: Para aço MR250, tem-se: fy = 250 MPa = 25 kN/cm2 Nsd = 𝛾 .N = 1.5 x 100 = 150 kN 𝑁 = → 𝐴 = . = 6.60 cm2 (Tensão referida à área bruta) Área bruta Necessária: → 𝐴 = 6.60 𝑐𝑚2 → 𝐴 = 𝐵. 𝑡 → 6.60=10xt → t = 0.66 𝑐𝑚 = 6.66 𝑚𝑚 Espessuras Comerciais (1/8)” = 3.18 mm (1/4)” = 6.35 mm (5/16)” = 7.94 mm → Adotar a chapa com espessura comercial de t = (5/16)” = 7.94 mm; pois 7.94 mm > 6.67 mm. Escoamento da seção bruta (ESB): 𝑁 , = 𝐴 . 𝑓 𝛾 Exercícios de Aprendizagem Figura 1: Chapa Submetida à Tração (Estados Limites Últimos) NN Ex.2- Emenda de Chapas Parafusadas. Duas chapas de 22x300 mm são emendadas por transpasse, com 2 linhas de 4 parafusos de diâmetro 7/8”. a) Verificar se as dimensões das chapas são satisfatórias, admitindo-se aço MR250 (ASTM A36) e furo padrão, a força axial de tração tem valor característico de 300 kN para uma carga variável de uso e ocupação (q = 1.5). b) Verifique com o valor característico igual a 950 kN. Caso os ELU não sejam atendidos, determine qual deverá ser a menor dimensão da espessura (t) para atender a segurança. Exercícios de Aprendizagem Figura 2: Emenda de Chapas por Transpasse Nsd = 300 kN Nsd Nsd Nsd 30 0 m m N = 300 kN N = 300 kN NN Exercícios de Aprendizagem SOLUÇÃO DO EXERCÍCIO 2: a) Parâmetros Necessários: a.1- Área Bruta: 𝐴 = 300 x 22 = 6 600 𝑚𝑚2 a.2- Área Líquida: 𝐴 = 𝐴 − 4. 𝐴 = 300 x 22 − 4. (7/8”x25.4 + 3.5). 22 𝐴 = 4 336 𝑚𝑚2 a.3- Esforços resistentes: NRd Estado Limite de Escoamento da Seção Bruta: 𝑁 , = = . = 1 500x10 𝑁 𝑁 , = 1 500 𝑘𝑁 Estado Limite de Ruptura da Seção Líquida Efetiva: 𝑁 , = = . . = 1 284 741 𝑁 𝑁 , = 1 285 𝑘𝑁 O maior esforço resistente de cálculo que a peça suporta é: 𝑁 = 1 285 𝑘𝑁 (o menor) a.4- Esforços Solicitantes: NSd 𝑁 = 𝛾 . 𝑁 = 1.5 x 300 𝑁 = 450 𝑘𝑁 Resp.: As dimensões da chapa são satisfatórias, pois: 𝑵𝑺𝒅 < 𝑵𝑹𝒅 b) Verificar com o valor característico igual a 950 kN: 𝑁 = 𝛾 . 𝑁 = 1.5 x 950 𝑁 = 1 425 𝑘𝑁 Resp.: As dimensões da chapa não são satisfatórias, pois: 𝑵𝑺𝒅 > 𝑵𝑹𝒅 b.1- As dimensões não são satisfatórias Aumentar a área da seção. 𝑁 = 1 425 000 = . . 𝐴 = 4 809 𝑚𝑚 𝐴 = 𝐴 − 4. 𝐴 = 𝐿 . 𝑡 − 4. 𝑑 . 𝑡 = 𝑡. 300 − 4 x 25.5 4 809 = 𝑡. 300 − 4 x 25.5 𝒕 = 𝟐𝟒. 𝟐𝟗 𝒎𝒎 b.2- Verificação para 𝒕 = 𝟐𝟒. 𝟐𝟗 𝒎𝒎: 𝐴 = 300 x 24.29 = 7 287 𝑚𝑚 N = 1 656 kN > 𝑁 atende. 𝐴 = 4 809 𝑚𝑚 N = 1 425 kN = 𝑁 atende. Adotar: Chapa de 1” = 25.4 mm Ex.3- Resistência de Cantoneira Simples com Furos. Considere a cantoneira L177,8x101,6x19,05, com furos do tipo padrão para parafusos com diâmetro ¾”. a) Calcule a área líquida e o caminho crítico da cantoneira. b) Determine o maior esforço de cálculo (NRd) suportado para a peça da figura. c) Qual a maior carga nominal (N) suportada pela peça considerando = 1,4. O aço é ASTM A 36. 107,95 a 57,15 57,1557,15 76,2 b c d e 17 7, 8 63,5 76,2 63,5 Figura 3: Cantoneira Simples com Furos Exercícios de Aprendizagem Exercícios de Aprendizagem SOLUÇÃO DO EXERCÍCIO 3: a) Determinação de An: Considerando a cantoneira como uma chapa: 𝐿 = 177.8 + 101.6 − 19.05 = 260.35 𝑚𝑚 = 𝐵 𝑑 = 𝑑 + 3.5 𝑚𝑚 = 3/4" x 25.4 + 3.5 = 22.55 𝑚𝑚 Possíveis caminhos de ruptura: abde e abcde: * abde: 𝐴 = 𝐴 – 𝑛. 𝐴 = 𝑡. 𝐿 – 𝑛. 𝑡. 𝑑 = 𝑡. 𝑳𝒈 – 𝒏. 𝒅𝒇 = t . 𝑳𝒏; 𝑳𝒏 = 260.35 − 2 x 22.55 𝐿 = 215.25 mm * abcde: 𝐿 = 𝐿 – 𝑛. 𝑑 + ∑ . = 260.35 − 3 x 22.55 + . . + , , 𝐿 = 210.98 mm * 𝐴 𝑠𝑒𝑟á 𝑐𝑎𝑙𝑐𝑢𝑙𝑎𝑑𝑎 𝑐𝑜𝑚 𝑜 𝑚𝑒𝑛𝑜𝑟 𝑣𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑝𝑎𝑟𝑎 𝐿 𝐿 = 210.98 mm 𝐴 = 𝐿 . 𝑡 = 210,98 x 19,05 = 4 019,17 mm b) Determinação do maior esforço resistente de cálculo: NRd b.1- Estado Limite de Escoamento da Seção Bruta: 𝑁 = = , . = 1 127 197,73 𝑁 = 1 127,20 𝑘𝑁 b.2- Estado Limite de Ruptura da Seção Líquida Efetiva: 𝑁 = = , , , = 1 190 865,19 𝑁 = 1 190,87 𝑘𝑁 O maior esforço resistente de cálculo que a peça suporta é: 𝑵𝑹𝒅 = 𝟏 𝟏𝟐𝟕, 𝟐𝟎 𝒌𝑵 (o menor) c) A maior Carga Nominal suportada pela peça: Nn NSd = . Nn Nn = Equação da Conformidade: NSd ≤ NRd ; 𝑁 á = NRd Nn = = , . Nn = 805,14 KN Ex.4- Cantoneira simples parafusada na chapa Gusset. Determinar o valor de Ct do elemento estrutural sujeito à esforços de tração representado na figura a seguir, sendo a cantoneira tipo L6x1/2”(15,24x1,27cm), a distância entre os furos é igual à 3”(7,62cm) e ec = 4,24cm). Figura 4: Ligação Cantoneira simples. SOLUÇÃO DO EXERCÍCIO 4: [ver ítem 5.2.5 c)] Seção transversal aberta, com a força de tração sendo transmitida somente por parafusos em apenas um dos dois elementos AL da seção transversal, utiliza-se a fórmula para seções transversais abertas: C = 1 − e L = 1 − 4.24 2 x 7.62 = 1 − 0.278 = 0.72 𝐂𝐭 = 𝟎. 𝟕𝟐 Exercícios de Aprendizagem Ex.5- Cantoneira simples com ambas as abas conectadas: Para a cantoneira L178x102x12,7, com valor de raio de giração mínimo rmin = 2,21cm, indicada na Figura 5 (a), (b) e (c), determine: a) a área líquida, sendo os conectores de diâmetro igual a 7/8”(aproximadamente 22,2mm). b) o maior comprimento admissível, para esbeltez máxima igual a 300. Figura 5: Seção da cantoneira (a), vista lateral (b) e cantoneira idealmente aberta (c) (a) (b) (c) Exercícios de Aprendizagem Portanto, área líquida efetiva dada pelo caminho crítico, número 1, uma vez que este representa o menor comprimento de ruptura. Assim ⟶ An = 27,42cm2 b) Sendo o limite de esbeltez λ = 300: Note que, para cantoneiras, o valor de rmin é diferente de rx e de ry, sendo este valor mínimo referente ao menor momento de inércia da seção. Para a cantoneira em questão, por exemplo, tem-se: rmin = 2,21 cm, rx = 5,73 cm e ry = 2,83 cm. 𝜆 = ⟶ 𝐿 = 𝜆 𝑥 𝑟 = 300 𝑥 2,21 = 663 𝑐𝑚 ⟶ 𝑳𝒎𝒂𝒙 = 6,63 m. a) Uma maneira fácil de visualizar o problema é ao rebater a cantoneira (imaginá-la plana) segundo seu eixo como mostrado na figura (c). Primeiro, determina-se o diâmetro teórico dos furos: df = db + 1,5mm = 22,2mm + 1,5mm = 23,7mm def = df + 2mm = 23,7mm + 2mm = 25,7mm Em seguida, determina-se qual dos percursos é o crítico: Adotando uma variável auxiliar B, definida pelo comprimento total da cantoneira aberta: B = 17,8 + 10,2 − 1,27 = 26,73 cm Caminho 1: An = (B − 2 × df ).t An = (26,73 − 2 × 2,57) × 1,27 = 21,59 × 1,27 = 27,42cm2 Caminho 2: An = (B + ( . + . ) − 3. 𝑑 ).t An = An = 28.16 cm2 SOLUÇÃO DO EXERCÍCIO 5: Exercícios de Aprendizagem Ex. 6- Perfil U conectado pela alma por parafusos: Para o perfil U 381(15”)x50,4 kg/m, de aço MR250 (ASTM A36), indicado na Figura 6, calcular o esforço de tração resistente de cálculo. Assumir que os conectores possuem um diâmetro de 22 mm e Ag = 64.2 cm2. Figura 6: Extremidade do perfil U. SOLUÇÃO DO EXERCÍCIO 6: Primeiro será analisado ESB: 𝑁 , = = . . = 1 459.09 kN Em seguida, será analisado RSL: df = db + 1.5mm = 22 + 1.5 = 23.5mm def = df + 2mm = 23.5 + 2 = 25.5mm Como a força de tração é transmitida diretamente para alguns (não todos) os elementos da seção transversal das chapas por furos, considera- se o caso ”Seções Transversais Abertas”, então tem-se: C = 1 − = 1 − . = 0.73 𝐂𝐭 = 𝟎. 𝟕𝟑 Área líquida: An = Ag − (4 × def × t) = 64.2 − (4 × 2.55 × 1.0) = 64.2 − 10.2 An = 54.0 cm2 𝑁 = 𝐶 𝐴 𝑓 𝛾 = 0.73 x 54 x 40 1.35 𝑁 = 1 168 𝑘𝑁 𝑵𝑹𝒅 = 𝟏 𝟏𝟔𝟖 𝒌𝑵 Exercícios de Aprendizagem Ex.7- Cantoneira simples soldada nos bordos em uma aba. Determinar o valor de Ct do elemento sujeito à tração (Figura 7), o mesmo do exercício anterior (Questão 4), L6x6x(1/2)”(15,24x15,24x1,27cm), o comprimento horizontal de solda de Lw = 13,97cm e ec = 4,24cm. Figura 7: Ligação Cantoneira simples com solda. SOLUÇÃO DO EXERCÍCIO 7: C = 1 − = 1 − , , = 1 − 0,30 𝐂𝐭 = 𝟎, 𝟕𝟎 Exercícios de Aprendizagem Figura 8: Extremidade do perfil C com solda. SOLUÇÃO DO EXERCÍCIO 8: O cálculo para o ESB é o mesmo do exercício 6, com valor 𝑁 = 1 459,09 𝑘𝑁. Já o cálculo para o RSL não é igual. O valor de Ct deverá ser recalculado (ainda para o caso ”Seções Transversais Abertas”) pois a ligação agora é outra e a área líquida efetiva é igual à área bruta por não haver furos no elemento, ou seja, Ag = Ae. Sendo assim, tem-se: C = 1 − = 1 − = 1 − 0,20 𝐂𝐭 = 𝟎, 𝟖𝟎 𝑁 = = , , , 𝑵𝑹𝒅 𝑹𝑺𝑳 = 𝟏 𝟓𝟐𝟏, 𝟕𝟖 𝒌𝑵 Ex.8- Perfil U com soldas longitudinais nas mesas. Calcular o esforço de tração resistente de cálculo do perfil representado, Figura 8, o mesmo do exercício 6 mas agora com ligação por solda. G 2 0 mm100 N s d solda Exercícios de Aprendizagem Ex. 9- Emenda de Chapas Parafusadas Duas chapas de 22x300 mm são emendadas por meio de talas, também de 22x300 mm, com 2x8 parafusos de diâmetro 7/8”, Figura 9. Verificar se as dimensões das chapas são satisfatórias, admitindo-se aço MR250 (ASTM A36), força permanente de 300 kN (equipamentos) tracionando as chapas e B = 300 mm. Exercícios de Aprendizagem Figura 9: Ligação entre as chapas N t = 22 mm N SOLUÇÃO DO EXERCÍCIO 9: O esforço solicitante de cálculo será: NSd = γqNk = 1,5 × 300 NSd = 450 kN. Há duas checagem que teoricamente seriam necessárias a partir daqui: a conferência das chapas com a força de tração solicitante de cálculo atuando igual à 450 kN e a conferência das talas (chapas curtas superior e inferior de ligação) com uma força de tração solicitante de cálculo de 450/2=225 kN atuando em cada uma. Entretanto, é fácil observar que o caso crítico é para as chapas ao se saber que ambas chapas e talas possuem a mesma espessura. Sendo assim, apenas esse caso será verificado. Define-se então as áreas bruta e líquida: Ag = B × t = 30 × 2,22 Ag = 66,6 cm2 df = db + 1,5mm = 22,2mm + 1,5mm = 23,7mm ; dfe = df + 2mm = 23,7mm + 2mm = 25,7mm An = lr,cr.t = (B − 4 × dfe) × t = (30 − 4 × 2,57) × 2,22 An = 43,78 cm2 Como o esforço resistente de cálculo para o caso RSL (o menor) é maior que o esforço solicitante de cálculo, 450 kN, conclui-se que as dimensões das chapas são satisfatórias, com o seguinte fator de segurança: 𝐹𝑆 = 𝑁 𝑁 = 450 1 297,19 = 0,347 < 1,0 , ou seja, está sendo utilizada apenas 34,7 % da resistência total de cálculo das chapas. Exercícios de Aprendizagem Como a força de tração é transmitida diretamente por todos os elementos da seção transversal das chapas por furos, tem-se: Ct = 1,0. São então calculados os valores dos esforços resistentes de cálculo para as situações ESB e RSL: Ex. 10- Emenda de Chapas Parafusadas por transpasse Duas chapas de 280x20 mm de aço MR250 são emendadas por transpasse, com parafusos de diâmetro 20 mm e com os furos sendo realizados por punção, Figura 10. Calcular o esforço resistente de projeto das chapas, admitindo-as submetidas à tração axial. Exercícios de Aprendizagem Figura 10: Ligação e Linhas de Ruptura. N t=20mm 1 2 3 a 75 75 75 75 N A ligação por transpasse introduz excentricidades no esforço de tração, esse efeito será desprezado, admitindo-se chapas sujeitas à tração axial. Primeiro será calculado o diâmetro teórico do furo: SOLUÇÃO DO EXERCÍCIO 10: Exercícios de Aprendizagem 𝐴 = 𝐶 . 𝐴 𝐴 = 𝐴 SOLUÇÃO DO EXERCÍCIO 10: Exercícios de Aprendizagem 𝑁 , = 𝐴 . 𝑓 𝛾 = 56x25 1.10 = 1272.73 𝑘𝑁 𝑁 , = 𝐴. 𝑓 𝛾 = 46.6x40 1.35 = 1380.74 𝑘𝑁 Façam a Lista de Exercícios! Exercícios Propostos