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COMPONENTE CURRICULAR: INSTITUIÇÕES DE SAÚDE ESCOLA JOSÉ GOMES – SEG SÃO LUIZ GONZAGA PROFª : Enfª Renata Carvalho INTRODUÇÃO REVISÃO DE CONCEITOS: 1. SAÚDE. 2. DOENÇA. 3. Qual é a diferença entre doença e enfermidade? 4. Qual é a diferença entre doença e patologia? 5. Quais os 4 aspectos que envolvem o processo de uma doença? 6. Quais são os três elementos necessários para uma doença se desenvolver? 7. Quais são as formas de transmissão de doenças? 8. Porque o doente é chamado de paciente? 9. HOSPITAL: 10. ATENÇÃO BÁSICA: 11. CUIDADO EM SAÚDE: RETROSPECTO HISTÓRICO DOS HOSPITAIS E DA ENFERMAGEM. A HISTÓRIA... • Na Antiguidade, os hospitais eram como santuários e templos onde se exercia a Medicina Teúrgica, como centros de aconselhamento e de cura. • Inicialmente não havia um recanto próprio para pessoas enfermas. Geralmente os doentes eram tratados como hóspedes, eles alocavam-se agrupados junto com os peregrinos, pobres, órfãos e viajantes. • Os primeiros “hospitais” foram construídos em 430 a.C., na Ásia, onde hoje atual Sri Lanka. Onde foram então construidas as primeiras casas “para internação”. • Aproximadamente dois séculos depois o imperador Asoka criou, na Índia, instituições especializadas para tratar doenças de forma semelhante aos hospitais de hoje, com a presença de médicos e enfermeiras. • Por volta de 100 a.C., na Europa, a introdução coube aos romanos, que ergueram locais chamados de valetudinária, a fim de cuidar dos soldados feridos em batalha. • No entanto, foi apenas a partir do século IV, com o crescimento do cristianismo, que os hospitais se expandiram de forma mais evidente. • Comandados por sacerdotes e religiosos, os monastérios passaram a servir de refúgio e base para viajantes, peregrinos e doentes pobres. • Esses lugares possuíam um infirmitorium, onde os pacientes eram tratados, uma farmácia e um jardim com plantas medicinais. • Esses modelos que serviram como inspiração para os hospitais modernos. • Na Idade Média, as ordens religiosas continuaram sendo os líderes nas criações de hospitais. • A criação e o desenvolvimento dos hospitais foram estimulados pelo aprimoramento do aprendizado da Medicina e pela evolução das reformas sanitárias. Um exemplo disso ainda na Idade Médica foi o Hospital do Cairo, em terras islâmicas, construído em 1283. • Nele havia enfermarias divididas para os pacientes com lesões, para os em recuperação, para mulheres, para os com problemas de visão, entre outros distúrbios. Um médico era responsável por administrar todo o complexo, e contava com a ajuda de outros profissionais, como os de enfermagem e auxiliares no atendimento. • Na Europa, entre o final do século XVII e início do século XIX, por impulso da Revolução Industrial inglesa, a burguesia crescia e colaborou, com novas aspirações socioeconômicas, para providências mais eficazes no campo da higiene e da saúde pública. • Neste contexto, surgiram os hospitais modernos. A partir desse momento, os doentes são distanciados de seus familiares e da sociedade e hospedados nessas construções. COMPREENDENDO... • A palavra hospital é de raiz latina (Hospitalis) e de origem relativamente recente. Vem de hospes – hóspedes, porque antigamente nessas casas de assistência eram recebidos peregrinos, pobres e enfermos. • No século XVIII, os médicos entraram definitivamente no hospital que passou a ser entendido como um instrumento de cura e não mais como um ambiente de conforto espiritual ou de segregação ou repressão. • Data de 1540, o ano da criação do primeiro hospital do Brasil, a Santa Casa de Misericórdia de Olinda, em Pernambuco, que funcionou até 1630. Em 1543, foi inaugurada a Santa Casa de Misericórdia de Santos, no estado de São Paulo, que existe até hoje, sendo o mais antigo do país. A ORIGEM DA MEDICINA • A história da medicina teve início há milhares de anos, com origem em rituais e magias que tinham como objetivo afastar as doenças. A arte de curar (significado da palavra medicina, derivada do latim) é, portanto, uma prática antiga, mas que está em constante evolução. • Medicina é a ciência que estuda a saúde como um todo. Seu objetivo é prevenir e combater doenças, manter a qualidade de vida e promover o bem- estar, seja ele individual ou coletivo. Difere-se de acordo com aspectos culturais e religiosos de determinados povos e regiões do planeta, mas em sua essência, se preocupa com a cura das doenças. • "No Egito, o exercício da medicina se aperfeiçoou com uma estreita ligação com a religião, afinal, os médicos atendiam aos Faraós, que eram considerados a encarnação de deuses. Dessa forma, os egípcios desenvolveram várias técnicas de tratamento de enfermidades e até emplastros feitos com vísceras de leões ou elefantes. Graças às técnicas e trabalhos desenvolvidos por esses práticos e estudiosos, temos a preservação dos corpos mumificados dos antigos faraós egípcios. • Hipócrates (460 a 377 a.C., considerado o pai da Medicina ocidental) recomendava aos médicos que fossem portadores de habilidades naturais, cultura, perseverança, dedicação e disposição para o estudo e o trabalho, aspectos que já prenunciavam as dificuldades da profissão. Assim, o curso de Medicina é visto como um dos mais difíceis, por exigir intensa dedicação, sacrifícios e resistência física e emocional dos acadêmicos. • "Durante a Idade Média o grande desafio era vencer as imposições e as proibições da religião que, ao propor que o corpo humano era sagrado, impedia que houvesse dessecações e o próprio estudo das partes internas do organismo. Somente no século XV (1401-1500) houve a autorização para realizar as primeiras dissecações, os corpos escolhidos eram de criminosos condenados à morte. Mas não era o bastante, alguns médicos realizavam aventuras como aguardar a execução de uma pessoa para logo em seguida roubar seus corpos. Conta a história que Versalius, um médico belga, roubou um esqueleto esquecido numa forca. • A história da medicina está sempre se atualizando, pois vivenciamos a cada dia as inovações que impactam a área médica. • Hoje, observamos o crescimento da humanização nos atendimentos, ofertando serviço de atenção integral ao paciente. • Estas são algumas informações que nos permitem ter uma idéia de como era antigamente a medicina e de seus registros. Mas e a ENFERMAGEM, como surgiu? A Enfermagem também era praticada, no momento em que havia o cuidado com o doente no que se refere, ao conforto e ao tratamento. HISTÓRIA DA ENFERMAGEM • A Enfermagem surgiu antes mesmo de Cristo – ainda que à época não tivesse esse nome técnico. • Sua origem aponta para o trabalho de cuidar do bem-estar dos enfermos, tentando garantir a eles uma situação digna, de saúde básica e de sobrevivência. • É claro que, com o passar do tempo, a profissão começou a ganhar corpo. https://institucional.upis.br/blog/tudo-sobre-enfermagem/ • Entre os séculos V e VIII d.C, por exemplo, alguns princípios da Enfermagem eram aplicados pelos detentores da fé, no caso, os sacerdotes. • Mais tarde, por volta do século XVI, a atividade era vista, na Europa, como uma profissão que já começava a se institucionalizar, principalmente a partir da Revolução Industrial. • No entanto, foi somente no século XIX, na Era Moderna, que ela, de fato, ganhou notoriedade com as figuras de duas mulheres. https://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_Industrial NO BRASIL, A HISTÓRIA DA ENFERMAGEM PODE SER DIVIDIDAS EM TRÊS PERÍODOS: • A organização da Enfermagem: do período colonial ao final do século XIX • O desenvolvimento da Enfermagem: do final do século XIX até a Segunda Guerra Mundial • Enfermagem Moderna: do final da Segunda Guerra Mundial até os dias atuais. https://pt.wikipedia.org/wiki/Segunda_Guerra_Mundial DA ORGANIZAÇÃO... • Essa primeira fase remete a uma Enfermagem mais instintiva e cultural, onde os pajés, feiticeiros e outros líderes religiosos eram responsáveis por fazer rituais místicos com a intenção de curar enfermidades.• Além disso, as mulheres é que deviam cuidar de crianças e idosos, pois tinham como obrigação prezar pelo bem-estar da casa. • Com o processo de colonização, os europeus acabaram trazendo para cá diversas doenças que, logo, se tornaram epidemias. • O curandeirismo era o que havia de mais próximo às práticas da Enfermagem até a chegada dos padres jesuítas, que começavam a prestar assistência aos doentes nas Casas de Misericórdia. DO DESENVOLVIMENTO... • O segundo ciclo é marcado pelo êxodo rural. • Com muitas pessoas migrando do campo para cidade, houve um crescimento urbano descontrolado que, por sua vez, aumentou o número de doenças contagiosas e acelerou as suas propagações. • Urgia a necessidade de mais atenção à saúde pública. Então, o governo começou a assumir o controle dessa pasta, passando a criar órgãos específicos responsáveis para dar assistência médica à população. • A profissão de enfermeiro começa a ganhar força com a atuação, especialmente, em hospitais militares. • O trabalho consistia em dar suporte durante as grandes guerras do período, muito em função da criação da Cruz Vermelha Brasileira. • Foi nesse período também que as primeiras escolas de Enfermagem foram inauguradas. E a atenção médica, por sua vez, desvinculada um pouco da religião. https://institucional.upis.br/blog/agronegocio/ https://institucional.upis.br/blog/enfermeiro/ http://www.cruzvermelha.org.br/pb/institucional/historia-da-cvb/ ENFERMAGEM MODERNA • Passado o período de Guerras, se inicia o desenvolvimento da educação em Enfermagem no Brasil. • Mais escolas são abertas, especialização criadas, conselhos, associações e sindicatos de classe organizados, entre outras medidas. • A própria profissão de enfermeiro é regulamentada no último ciclo. • Além disso, mudanças importantes na saúde, de um modo geral, também foram implementadas. Dentre elas: a criação do Ministério da Saúde, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Sistema Único de Saúde (SUS). A EVOLUÇÃO DA ENFERMAGEM Quando falamos de história da Enfermagem é impossível não citar o nome de duas mulheres: Florence Nightingale: Foi um marco na Enfermagem a nível mundial. Ana Neri: Precursora da área da Enfermagem no Brasil. https://pt.wikipedia.org/wiki/Florence_Nightingale https://pt.wikipedia.org/wiki/Ana_N%C3%A9ri FLORENCE NIGHTINGALE • Nasceu em 1820, em Florença, e é considerada, por todos, como a mãe da Enfermagem moderna no mundo. • Nascida em uma família rica e cheia de posses, a jovem Nightingale, que viveu boa parte de sua vida em Londres, se rebelou à ordem vigente, de que as mulheres deveriam se tornar esposas submissas, responsáveis pelas tarefas doméstica e cuidados dos filhos. Decidiu, então, se dedicar à caridade. • Em uma viagem ao Egito para conhecer hospitais, Florence sentiu despertar em si uma vocação para ser enfermeira. • Paixão essa pela profissão de cuidar dos outros que só aumentou depois dela visitar, em 1846, o Hospital de Kaiserswerth, local fundado e administrado por freiras alemãs. • Na ocasião, a futura enfermeira se impressionou positivamente com o tratamento dado aos pacientes e com o rigor religioso que as freiras guiavam seus atendimentos. • De volta à Inglaterra, Florence foi indicada para trabalhar em um hospital de caridade da região, mas foi durante a Guerra da Crimeia que a enfermeira deu a sua principal contribuição. • Atendendo feridos das batalhas no Campo de Scutari, Florence Nightingale e uma equipe de 38 enfermeiras voluntárias treinadas por ela conseguiram baixar o índice de mortalidade de 40% para menos de 5%. • Florence e suas colegas são consideradas heroínas de guerra e a enfermeira líder recebe o apelido carinhoso de “Dama da Lâmpada”. • Isso porque ela percorria todas as alas com um pequeno objeto de chamas em suas mãos para melhor atender aos feridos. https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_da_Crimeia • Embora responsável pelo atendimento durante a guerra, a colaboração de Florence para a Enfermagem não se encerra aí. • Depois de contrair febre tifóide no período das batalhas e ficar com algumas sequelas, a enfermeira teve que se abdicar da aplicação prática de seus conhecimentos. • Mas não encerrou a sua missão. Ela passou a se dedicar ao ensino da arte de cuidar do próximo aos demais. • Foi então que, em 1860, fundou a Escola de Enfermagem do Hospital Saint Thomas, em Londres. • Lá, era promovido um curso com duração de um ano, coordenado por uma enfermeira e com aulas teóricas e práticas ministradas por médicos. ANA NERY • A representatividade que Florence Nightingale tem para a Enfermagem internacional, Ana Neri, guardada as devidas proporções, tem aqui no Brasil. • Nascida na cidade de Cachoeira, interior da Bahia, em 1810, Ana Neri tem uma história semelhante com a de Florence. • A afinidade, no entanto, não é a mesma no quesito financeiro. • Afinal, a enfermeira brasileira teve uma origem humilde. • O que aproxima as duas é, na verdade, a relação com grandes guerras. • Ana Nery também se voluntariou para defender as cores da bandeira de seu país, só que na Guerra do Paraguai. • O pedido de oferecer seus serviços como enfermeira ao exército do Brasil foi também uma maneira de ficar mais próxima de seus filhos, que serviam à pátria. • Então, depois de passar por um pequeno período de treinamento no Rio Grande do Sul, aos 51 anos, a enfermeira integrou o Décimo Batalhão de Voluntários. • À época, começou a tratar pacientes em hospitais militares nas cidades de Salto, Corrientes e Assunção. https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_do_Paraguai • As contribuições dessas duas mulheres para Enfermagem mundial, dentro de suas realidades, são inestimáveis. • Elas ajudaram a impulsionar ainda mais o desenvolvimento dessa área da saúde. • Graças também ao avanço de novas tecnologias e da criação áreas específicas dentro da Enfermagem (obstetrícia, saúde da mulher, do idoso, do recém-nascido, cuidados mentais e psiquiátricos) pode-se aprimorar a assistência aos pacientes, entendendo e respeitando às suas necessidades. • Aos poucos, começaram a ser criadas instituições que regulam a profissão e ajudam na padronização de alguns procedimentos, diagnósticos e linguagens próprias. FIM...