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Língua Portuguesa: Texto e Discurso 
Aula 06: Tipos de Intertextualidade 
Tópico 01: Intertextualidade em sentido estrito
VERSÃO TEXTUAL 
Você já deve ter-se deparado com situações em que percebeu uma parte de um dado texto 
inserida em outro; ou já se viu diante de um texto que surgiu da transformação ou da imitação de 
outro. A esse fenômeno, damos o nome de intertextualidade, tema de que vamos tratar nesta aula.
Seguiremos a orientação teórica de Genette (1982), que, dentre os tipos de diálogo que um texto pode 
manter com outro, classificou dois grandes processos intertextuais, aos quais chamou de intertextualidade 
por copresença e intertextualidade por derivação. Mas, antes de caracterizarmos tais processos, falaremos 
brevemente de alguns estudiosos que trataram do fenômeno antes de Genette.
A origem
As principais propostas classificatórias de intertextualidade, dentre elas a de Genette, advieram de 
estudiosos da Literatura. Nos anos de 1960, Julia Kristeva já defendia a ideia de que todo texto é, na 
verdade, um intertexto, isto é, uma espécie de “mosaico” de outros textos. A autora se inspirou na noção de 
dialogismo, de Bakhtin ([1929] 2003), para quem todo discurso é sempre uma “resposta” ao discurso do 
outro, sendo, por isso mesmo, constitutivamente dialógico. 
Também Rifaterre, nos anos de 1970, dizia haver intertexto toda vez que o leitor percebia qualquer 
relação entre uma obra e outra que a precedera ou que se sucederia a ela. 
Mas esta é uma definição muito ampla de intertextualidade, porque nos permite afirmar que existe 
intertextualidade em qualquer texto, e, neste caso, não haveria necessidade de comprovar essa verdade 
absoluta. 
Postulado dialógico: Um texto não pode ser concebido isoladamente, mas, 
sim, na dependência de outros textos, com os quais está diretamente relacionado. 
“O processo de leitura não pode ser concebido desvinculado do conhecimento adquirido por meio dos 
mais variados textos, já que o princípio dialógico permeia a linguagem e confere sentido ao discurso, 
elaborado sempre a partir de uma multiplicidade de outros textos.” (BAKHTIN, 1997, p. 329)
Isso quer dizer, então, que qualquer enunciação é intertextual, nesses termos, e não será esta a 
perspectiva que adotaremos.
Por essa razão, vamos adotar, com base em Koch (1997), uma visão de “intertextualidade em sentido 
estrito”, aquela que é passível de ser recuperada por diferentes marcas de que se vale o enunciador para 
remeter a outros textos. Tais marcações podem variar bastante; podem ser bem prototípicas, como as 
aspas, os itálicos, os verbos dicendi etc., para assinalar citações de um trecho de um texto dentro de outro, 
ou podem ser reconhecidas de outros modos, por outras pistas menos evidentes.
Diremos, então, que nem sempre existe intertextualidade, embora sempre vá existir dialogismo. 
Comparemos os dois exemplos a seguir.
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	Combinarenumerar.pdf
	LinguaPortuguesaTextoeDiscurso_aula_06.pdf

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