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https://t.me/cursosparaconcurso https://t.me/correioconcurso https://t.me/cursosparaconcurso https://t.me/caixagrupo ADQUIRA O CURSOS C0MPLETO CLICANDO NO LINK ABAIXO 1 https://t.me/cursosparaconcurso https://t.me/cursosparaconcurso ADQUIRA O CURSOS C0MPLETO CLICANDO NO LINK ABAIXO 2 https://t.me/cursosparaconcurso https://t.me/correioconcurso https://t.me/cursosparaconcurso https://t.me/caixagrupo Paulo H M Sousa, Ricardo Torques, Stefan Fantini Aula 03 - Prof. Paulo H Sousa Índice ..............................................................................................................................................................................................1) Sanções Administrativas 3 ..............................................................................................................................................................................................2) Infrações Penais 6 ..............................................................................................................................................................................................3) Sanções Administrativas - Questões Comentadas - FCC 13 ..............................................................................................................................................................................................4) Sanções Administrativas - Questões Comentadas - Multibancas 15 ..............................................................................................................................................................................................5) Infrações Penais - Questões Comentadas - Multibancas 20 ..............................................................................................................................................................................................6) Sanções Administrativas - Lista de Questões - Multibancas 23 ..............................................................................................................................................................................................7) Infrações Penais - Lista de Questões - Multibancas 25 BANPARÁ (Técnico Bancário) Atendimento www.estrategiaconcursos.com.br 11246274647 - gustavo gonçalves melo 2 26 ADQUIRA O CURSOS C0MPLETO CLICANDO NO LINK ABAIXO 1 https://t.me/cursosparaconcurso ADQUIRA O CURSOS C0MPLETO CLICANDO NO LINK ABAIXO 3 https://t.me/cursosparaconcurso 1 3 Capítulo VII – Sanções administrativas O art. 55 do estabelece que a União, os Estados e o Distrito Federal, em caráter concorrente e nas suas respectivas áreas de atuação administrativa, baixarão normas relativas à produção, industrialização, distribuição e consumo de produtos e serviços. Observe que a norma está em estrita obediência à competência dos entes federativos para legislar sobre produção e consumo, conforme art. 24, incs. V e VIII, da Constituição Federal. A norma prevê a concorrente competência da União, dos estados e do Distrito Federal para legislar sobre "produção e consumo" e "responsabilidade por dano ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico". Também por essa razão, os Municípios não foram incluídos no caput do art. 55 do CDC, de modo que eles detêm competência suplementar dentro do seu interesse local, conforme determina a Constituição Federal. No entanto, os Municípios possuem poder fiscalizatório, pois segundo o §1º do mesmo artigo, a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios fiscalizarão e controlarão a produção, industrialização, distribuição, a publicidade de produtos e serviços e o mercado de consumo, no interesse da preservação da vida, da saúde, da segurança, da informação e do bem-estar do consumidor, baixando as normas que se fizerem necessárias. Essa fiscalização e controle refletem o poder de polícia administrativa nas relações de consumo, o que por óbvio se sujeita às normas gerais de processo administrativo, estabelecidas pela Lei 9.784/1999. Assim, devem ser observados os princípios da legalidade, finalidade, motivação, proporcionalidade, moralidade, contraditório e eficiência. Em seguida, o §3º determina que os entes federais, estaduais e municipais, com atribuições para fiscalizar e controlar o mercado de consumo, deverão manter comissões permanentes para elaboração, revisão e atualização das normas referidas no §1º, sendo obrigatória a participação de consumidores e fornecedores. Vale destacar ainda o poder de notificação, previsto no §4º do art. 55, o qual prevê que os órgãos oficiais poderão expedir notificações aos fornecedores para que, sob pena de desobediência, prestem informações sobre questões de interesse do consumidor, resguardado o segredo industrial. O art. 56 do CDC enumera as modalidades de sanções administrativas. As infrações das normas de defesa do consumidor ficam sujeitas, conforme o caso, às seguintes sanções administrativas, sem prejuízo das de natureza civil, penal e das definidas em normas específicas, as quais dividem-se em três espécies. Vejamos: Paulo H M Sousa, Ricardo Torques, Stefan Fantini Aula 03 - Prof. Paulo H Sousa BANPARÁ (Técnico Bancário) Atendimento www.estrategiaconcursos.com.br 11246274647 - gustavo gonçalves melo 3 26 ADQUIRA O CURSOS C0MPLETO CLICANDO NO LINK ABAIXO 2 https://t.me/cursosparaconcurso ADQUIRA O CURSOS C0MPLETO CLICANDO NO LINK ABAIXO 4 https://t.me/cursosparaconcurso 2 3 A sanção pecuniária refere-se apenas à pena de multa. As sanções objetivas consistem em providências concretas em relação ao produto ou serviço. Por fim, as sanções subjetivas incidem na atividade do fornecedor. Essas sanções devem ser aplicadas pelas autoridades administrativas competentes. Isso será feito segundo um critério de proporcionalidade, de modo que a mais severa deve ser reservada aos casos mais extremos. Segundo o parágrafo único do art. 56, as sanções serão aplicadas pela autoridade administrativa, no âmbito de sua atribuição, podendo ser aplicadas cumulativamente, inclusive por medida cautelar, antecedente ou incidente de procedimento administrativo. Não custa lembrar que além da responsabilidade administrativa, o fornecedor de produtos e serviços pode, de forma cumulativa, responder civil e penalmente por seus atos. Na espécie, a pena de multa deve ser graduada de acordo com a gravidade da infração, a vantagem auferida e a condição econômica do fornecedor. Ela será aplicada mediante procedimento administrativo, revertendo-se o dinheiro para o Fundo de que trata a Lei 7.347/1985 (Lei da ação civil pública), se forem valores cabíveis à União. Nos demais casos, os valores vão para os Fundos estaduais ou municipais de proteção ao consumidor. Quanto ao valor, a multa será em montante não inferior a duzentas e não superior a três milhões de vezes o valor da Unidade Fiscal de Referência (UFIR), ou índice equivalente que venha a substituí-lo. • I - multa Sanção pecuniária • II - apreensão do produto; • III - inutilização do produto; • IV - cassação do registro do produto junto ao órgão competente; • V - proibição de fabricação do produto; • VI - suspensão de fornecimento de produtos ou serviço; Sanções objetivas • VII - suspensão temporária de atividade; • VIII - revogação de concessão ou permissão de uso; • IX - cassação de licença do estabelecimento ou de atividade; • X - interdição, total ou parcial, de estabelecimento, de obra ou de atividade; • XI - intervenção administrativa; • XII - imposição de contrapropaganda Sanções subjetivas Paulo H M Sousa, Ricardo Torques, Stefan Fantini Aula 03 - Prof. Paulo H Sousa BANPARÁ (Técnico Bancário) Atendimento www.estrategiaconcursos.com.br 11246274647 - gustavo gonçalves melo 4 26 ==3744a9== ADQUIRA O CURSOS C0MPLETO CLICANDO NO LINK ABAIXO 3 https://t.me/cursosparaconcurso ADQUIRA O CURSOS C0MPLETO CLICANDONO LINK ABAIXO 5 https://t.me/cursosparaconcurso 3 3 Seguindo com as demais sanções, as penas de apreensão, de inutilização de produtos, de proibição de fabricação de produtos, de suspensão do fornecimento de produto ou serviço, de cassação do registro do produto e revogação da concessão ou permissão de uso serão aplicadas pela administração, mediante procedimento administrativo. O procedimento deve assegurar ampla defesa, quando forem constatados vícios de quantidade ou de qualidade por inadequação ou insegurança do produto ou serviço. Adiante, o art. 59 regula a aplicação das penalidades de cassação de alvará de licença, interdição e suspensão temporária de atividades, assim como a de intervenção administrativa. Elas serão aplicadas mediante procedimento administrativo, assegurada ampla defesa, quando o fornecedor reincidir na prática das infrações de maior gravidade previstas no código e na legislação de consumo. Verifica-se, assim, que o CDC diferenciou, nos arts. 58 e 59, as sanções de acordo com a gravidade da infração. Desse modo, no art. 58 há sanções mais brandas. Já no art. 59, encontram-se as sanções mais graves. O critério utilizado para fundamentar a aplicação das sanções do art. 59 foi a reincidência na "prática das infrações de maior gravidade previstas neste código e na legislação de consumo". Isso significa que, além de praticar a infração considerada como de maior gravidade, o fornecedor somente sofrerá essas punições se for reincidente. Contudo, segundo o §3º do art. 59, pendendo ação judicial na qual se discuta a imposição de penalidade administrativa, não haverá reincidência até o trânsito em julgado da sentença. Dessa forma, caso alguma situação já esteja sendo discutida judicialmente, não pode ser considerada para fins de reincidência, até o trânsito em julgado da sentença. Com relação às penalidades, o CDC impõe que a pena de cassação da concessão será aplicada à concessionária de serviço público, quando violar obrigação legal ou contratual. O art. 38, § 1º, da Lei 8.987/1995, que disciplina o regime de concessão e permissão da prestação de serviços públicos, aponta as hipóteses legais de cassação, as quais devem ser lidos em conjunto com o art. 22 do CDC. Já a pena de intervenção administrativa será aplicada sempre que as circunstâncias de fato desaconselharem a cassação de licença, a interdição ou suspensão da atividade. Ainda que se trate de infrações de maior gravidade, poderá haver a intervenção administrativa, de forma a não interromper a atividade desenvolvida. Encerrando o capítulo, o art. 60 trata da sanção de contrapropaganda. A imposição de contrapropaganda será cominada quando o fornecedor incorrer na prática de publicidade enganosa ou abusiva, nos termos do art. 36 e seus parágrafos, sempre às expensas do infrator. A contrapropaganda objetiva, então, recompor a verdade da publicidade enganosa, bem como reprovar e eliminar a mensagem abusiva, sempre em vistas de assegurar o direito à informação do consumidor. Por essa razão, a contrapropaganda deve ser divulgada pelo responsável da mesma forma, frequência e dimensão e preferencialmente no mesmo veículo, local, espaço e horário, de forma capaz de desfazer o malefício da publicidade enganosa ou abusiva. Paulo H M Sousa, Ricardo Torques, Stefan Fantini Aula 03 - Prof. Paulo H Sousa BANPARÁ (Técnico Bancário) Atendimento www.estrategiaconcursos.com.br 11246274647 - gustavo gonçalves melo 5 26 ADQUIRA O CURSOS C0MPLETO CLICANDO NO LINK ABAIXO 4 https://t.me/cursosparaconcurso ADQUIRA O CURSOS C0MPLETO CLICANDO NO LINK ABAIXO 6 https://t.me/cursosparaconcurso 1 7 TÍTULO II – INFRAÇÕES PENAIS O Título II do CDC dispõe sobre as infrações penais a que o fornecedor de produtos e serviços está sujeito quando praticar determinadas condutas nas relações de consumo. Em geral, o sujeito ativo é o fabricante ou fornecedor de serviços e produtos, tal como definido no art. 3º do CDC. Entretanto, para efeitos penais, excluem-se as pessoas jurídicas. Por sua vez, o sujeito passivo é o consumidor. Aqui, a pessoa jurídica está incluída. De maneira excepcional, os crimes contra o consumidor terão sujeitos ativos e passivos diferentes dos vistos acima. Como o CDC não apresentou uma parte geral, detalhando a aplicação da lei penal, do crime, ou das penas, aplicam-se as normas da parte geral do Código Penal. Isso ocorre em virtude da própria disposição do art. 12 do Código Penal que prescreve que "as regras gerais deste Código aplicam-se aos fatos incriminados por lei especial, se esta não dispuser de modo diverso". O CDC reservou, assim, a maior parte dos seus artigos relativos às infrações penais para tipificar os delitos, nos arts. 63 ao 74. Essa tipificação de delitos no CDC possui um caráter repressivo e caráter preventivo. De qualquer modo, eles constituem crimes de perigo, uma vez que não é elementar do tipo a ocorrência do efetivo dano ao consumidor, sendo suficiente para a consumação a simples manifestação da conduta para caracterizar a ilicitude. Nos crimes de dano, é necessário a efetivação do dano para a imputação da conduta tipificada ao agente. Em seguida, o art. 75 tratou dos sujeitos ativos e do concurso de pessoas; o art. 76 dispõe sobre as agravantes; os arts. 77 e 78 sobre as penas; o art. 79, fiança; e o art. 80, legitimados a intervir no processo penal. Vou analisar cada uma dessas regras mais detidamente. Ademais, os crimes no CDC admitem apenas a forma dolosa e a ação penal será sempre pública incondicionada. Inicialmente, o art. 61 prevê que constituem crimes contra as relações de consumo previstas no CDC, sem prejuízo do disposto no Código Penal e leis especiais, as condutas tipificadas nos artigos seguintes. Adiante, o art. 63 estabelece o delito de omissão sobre a nocividade: Art. 63. Omitir dizeres ou sinais ostensivos sobre a nocividade ou periculosidade de produtos, nas embalagens, nos invólucros, recipientes ou publicidade: Pena - Detenção de seis meses a dois anos e multa. Paulo H M Sousa, Ricardo Torques, Stefan Fantini Aula 03 - Prof. Paulo H Sousa BANPARÁ (Técnico Bancário) Atendimento www.estrategiaconcursos.com.br 11246274647 - gustavo gonçalves melo 6 26 ADQUIRA O CURSOS C0MPLETO CLICANDO NO LINK ABAIXO 5 https://t.me/cursosparaconcurso ADQUIRA O CURSOS C0MPLETO CLICANDO NO LINK ABAIXO 7 https://t.me/cursosparaconcurso 2 7 § 1° Incorrerá nas mesmas penas quem deixar de alertar, mediante recomendações escritas ostensivas, sobre a periculosidade do serviço a ser prestado. § 2° Se o crime é culposo: Pena Detenção de um a seis meses ou multa. O art. 64 identifica o crime de deixar de comunicar a nocividade descoberta posteriormente à colocação no mercado: Art. 64. Deixar de comunicar à autoridade competente e aos consumidores a nocividade ou periculosidade de produtos cujo conhecimento seja posterior à sua colocação no mercado: Pena - Detenção de seis meses a dois anos e multa. Parágrafo único. Incorrerá nas mesmas penas quem deixar de retirar do mercado, imediatamente quando determinado pela autoridade competente, os produtos nocivos ou perigosos, na forma deste artigo. O art. 65 prevê o crime de execução de serviço contrariando determinação da autoridade competente: Art. 65. Executar serviço de alto grau de periculosidade, contrariando determinação de autoridade competente: Pena: Detenção de seis meses a dois anos e multa. § 1º As penas deste artigo são aplicáveis sem prejuízo das correspondentes à lesão corporal e à morte. § 2º A prática do disposto no inciso XIV do art. 39 desta Lei também caracteriza o crime previsto no caput deste artigo. O crime apenas se configura se não for observada determinação da autoridade competente. Há, portanto, uma ação, constituindo crime comissivo. O delito é consumado com a execução do serviço, de modo que é possível vislumbrarmos a possibilidadede tentativa quando se tenta executar o serviço perigoso, em desconformidade com a lei. Com relação à classificação quanto ao resultado, há uma divergência doutrinária. Parcela da doutrina entende que é crime material, necessitando de um resultado naturalístico no mundo exterior. Porém, segundo Guilherme Nucci, trata-se de crime formal, em que não há necessidade da ocorrência de prejuízo ao consumidor. Por fim, acrescente-se que esse artigo foi alterado pela Lei 13.425/2017 (a Lei da Boate Kiss). Por essa razão, merece especial atenção. Paulo H M Sousa, Ricardo Torques, Stefan Fantini Aula 03 - Prof. Paulo H Sousa BANPARÁ (Técnico Bancário) Atendimento www.estrategiaconcursos.com.br 11246274647 - gustavo gonçalves melo 7 26 ADQUIRA O CURSOS C0MPLETO CLICANDO NO LINK ABAIXO 6 https://t.me/cursosparaconcurso ADQUIRA O CURSOS C0MPLETO CLICANDO NO LINK ABAIXO 8 https://t.me/cursosparaconcurso 3 7 Ademais, a Lei 13.425/2017 alterou o CDC para estabelecer que o fornecedor de bens ou serviços comete prática abusiva se permitir o ingresso, em seu estabelecimento, de um número maior de consumidores que o fixado pela autoridade administrativa como máximo. O art. 66 do CDC estabelece o delito de afirmação falsa e omissão de informação relevante sobre produtos ou serviços: Art. 66. Fazer afirmação falsa ou enganosa, ou omitir informação relevante sobre a natureza, característica, qualidade, quantidade, segurança, desempenho, durabilidade, preço ou garantia de produtos ou serviços: Pena - Detenção de três meses a um ano e multa. § 1º Incorrerá nas mesmas penas quem patrocinar a oferta. § 2º Se o crime é culposo; Pena Detenção de um a seis meses ou multa. O parágrafo único prevê ainda a conduta de patrocinar a oferta enganosa. É crime comissivo. E, nesse caso, há uma mudança no sujeito ativo. Além do fornecedor, também pode ser sujeito o patrocinador da oferta, que sabe ser inadequado o produto. Os arts. 67 e 68, pela similaridade, podem ser estudados em conjunto. Eles dispõem sobre os crime de promover publicidade enganosa ou abusiva e de promover publicidade capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial: Art. 67. Fazer ou promover publicidade que sabe ou deveria saber ser enganosa ou abusiva: Pena Detenção de três meses a um ano e multa. Art. 68. Fazer ou promover publicidade que sabe ou deveria saber ser capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa a sua saúde ou segurança: Pena - Detenção de seis meses a dois anos e multa: A única diferença entre esses tipos refere-se ao objeto material. No art. 67 o objeto é a publicidade enganosa ou abusiva, conceituadas no art. 37, §§1º e 2º. Por outro lado, no art. 68 o objeto material é a publicidade capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança. Vale acrescentar que o art. 7º, inc. VII, da Lei 8.137/1990 conflita com esses tipos do CDC. Para a doutrina, aplica-se a Lei 8.137/1990 quando há finalidade específica de induzir a erro o consumidor; se o dolo for apenas o de veicular a propaganda abusiva ou enganosa, aplica- se o CDC. Segundo Nucci, o CDC somente é aplicável quando a forma de publicidade envolve apenas comportamentos prejudiciais à saúde ou segurança, sem envolver bens ou serviços. O art. 69 prevê o crime de deixar de organizar dados-base à publicidade: Art. 69. Deixar de organizar dados fáticos, técnicos e científicos que dão base à publicidade: Paulo H M Sousa, Ricardo Torques, Stefan Fantini Aula 03 - Prof. Paulo H Sousa BANPARÁ (Técnico Bancário) Atendimento www.estrategiaconcursos.com.br 11246274647 - gustavo gonçalves melo 8 26 ADQUIRA O CURSOS C0MPLETO CLICANDO NO LINK ABAIXO 7 https://t.me/cursosparaconcurso ADQUIRA O CURSOS C0MPLETO CLICANDO NO LINK ABAIXO 9 https://t.me/cursosparaconcurso 4 7 Pena Detenção de um a seis meses ou multa. A norma busca reprimir a publicidade realizadas de modo irresponsável, sem utilização ou comprovação e dados técnicos. O art. 70 do CDC, sem dúvidas, é o campeão de audiência em provas de concursos. Ele tipifica o crime de empregar na reparação componentes usados sem autorização: Art. 70. Empregar na reparação de produtos, peça ou componentes de reposição usados, sem autorização do consumidor: Pena Detenção de três meses a um ano e multa. Esse tipo exige o dolo. Com relação à consumação, há intensa discussão doutrinária. Segundo o Herman Benjamin, trata-se de crime formal e de perigo abstrato, em que a consumação se dá com o emprego da peça usada não autorizada, independentemente de prejuízo ao consumidor. Contudo, para Guilherme Nucci, é crime material, sendo necessária a comprovação de prejuízo ao consumidor. De qualquer modo, é possível a tentativa, uma vez que estamos diante de um crime comissivo. Pode-se pensar em uma situação em que o fornecedor comece a empregar peças usadas no conserto, mas não consegue concluir, por circunstâncias alheias à sua vontade. O art. 71 do CDC trata do crime de cobrança vexatória ou violenta: Art. 71. Utilizar, na cobrança de dívidas, de ameaça, coação, constrangimento físico ou moral, afirmações falsas incorretas ou enganosas ou de qualquer outro procedimento que exponha o consumidor, injustificadamente, a ridículo ou interfira com seu trabalho, descanso ou lazer: Pena Detenção de três meses a um ano e multa. O art. 72 dispõe sobre o crime de impedir acesso às informações sobre o consumidor: Art. 72. Impedir ou dificultar o acesso do consumidor às informações que sobre ele constem em cadastros, banco de dados, fichas e registros: Pena Detenção de seis meses a um ano ou multa. Exige-se o dolo de impedir ou dificultar o acesso. Adiante, o art. 73 está intimamente relacionado ao artigo antecedente, quando prevê o crime de deixar de corrigir informação inexata sobre o consumidor: Art. 73. Deixar de corrigir imediatamente informação sobre consumidor constante de cadastro, banco de dados, fichas ou registros que sabe ou deveria saber ser inexata: Paulo H M Sousa, Ricardo Torques, Stefan Fantini Aula 03 - Prof. Paulo H Sousa BANPARÁ (Técnico Bancário) Atendimento www.estrategiaconcursos.com.br 11246274647 - gustavo gonçalves melo 9 26 ADQUIRA O CURSOS C0MPLETO CLICANDO NO LINK ABAIXO 8 https://t.me/cursosparaconcurso ADQUIRA O CURSOS C0MPLETO CLICANDO NO LINK ABAIXO 10 https://t.me/cursosparaconcurso 5 7 Pena Detenção de um a seis meses ou multa. O art. 74 descreve o delito de deixar de entregar termo de garantia adequadamente preenchido: Art. 74. Deixar de entregar ao consumidor o termo de garantia adequadamente preenchido e com especificação clara de seu conteúdo: Pena Detenção de um a seis meses ou multa. Encerrando as disposições sobre os tipos penais, o art. 75 do CDC prevê a possibilidade do concurso de pessoas, ao estabelecer que para quem, de qualquer forma, concorrer para os crimes referidos no CDC, incidem as penas a esses cominadas na medida de sua culpabilidade, bem como o diretor, administrador ou gerente da pessoa jurídica que promover, permitir ou por qualquer modo aprovar o fornecimento, oferta, exposição à venda ou manutenção em depósito de produtos ou a oferta e prestação de serviços nas condições por ele proibidas. A primeira parte do dispositivo aponta a adoção da Teoria Monista, nos mesmos moldes do art. 29 do Código Penal. Por essa teoria, havendo pluralidade de agentes, com diversidade de condutas, mas provocando-se apenas um resultado, há somente um delito. Nesse caso, portanto, todos os que tomam parte na infração penal cometem idêntico crime. Já a parte final indica expressamente que o diretor, administrador ou gerente da pessoa jurídica respondem penalmente por seus atos frente à pessoa jurídica que fazem parte. A enumeração é meramente exemplificativa, de modo que qualquer preposto que atuar em nome do fornecedordeve responder, visando a maior amplitude possível de defesa do consumidor. O art. 76, por sua vez, enumera um rol de agravantes. São circunstâncias legais genéricas, previstas no CDC, recomendando ao juiz que eleve a pena, embora fique circunscrito aos limites mínimo e máximo previstos no tipo penal incriminador. Nesse sentido, são circunstâncias agravantes dos crimes tipificados no CDC: I - serem cometidos em época de grave crise econômica ou por ocasião de calamidade; II - ocasionarem grave dano individual ou coletivo; III - dissimular-se a natureza ilícita do procedimento; V - quando cometidos: a) por servidor público, ou por pessoa cuja condição econômico-social seja manifestamente superior à da vítima; b) em detrimento de operário ou rurícola; de menor de dezoito ou maior de sessenta anos ou de pessoas portadoras de deficiência mental interditadas ou não; V - serem praticados em operações que envolvam alimentos, medicamentos ou quaisquer outros produtos ou serviços essenciais. As penas, de modo geral, são privativas de liberdade, restritivas de direitos, e de multa, de acordo com o art. 32 do Código Penal. As privativas de liberdade podem ser reclusão ou detenção. Paulo H M Sousa, Ricardo Torques, Stefan Fantini Aula 03 - Prof. Paulo H Sousa BANPARÁ (Técnico Bancário) Atendimento www.estrategiaconcursos.com.br 11246274647 - gustavo gonçalves melo 10 26 ADQUIRA O CURSOS C0MPLETO CLICANDO NO LINK ABAIXO 9 https://t.me/cursosparaconcurso ADQUIRA O CURSOS C0MPLETO CLICANDO NO LINK ABAIXO 11 https://t.me/cursosparaconcurso 6 7 As penas privativas de liberdade previstas no CDC são todas de detenção. A pena de multa, por sua vez, é fixada na forma do art. 77 do CDC, que aduz que a pena pecuniária será fixada em dias-multa, correspondente ao mínimo e ao máximo de dias de duração da pena privativa da liberdade cominada ao crime. Portanto, a fixação dos dias-multa não segue a mesma regra do Código Penal, que estabelece um mínimo de 10 e um máximo de 365 dias-multa. No CDC, os dias-multa correspondem aos dias de prisão cominados. Determina ainda o CDC que, na individualização desta multa, o juiz deve observar o disposto no art. 60, §1°, do Código Penal. Essa norma permite que a multa aplicada no máximo possa ser triplicada devido às boas condições econômicas do réu. Além das penas privativas de liberdade e de multa, podem ser impostas, cumulativa ou alternadamente, observado o disposto nos arts. 44 a 47 do Código Penal: I - a interdição temporária de direitos; II - a publicação em órgãos de comunicação de grande circulação ou audiência, às expensas do condenado, de notícia sobre os fatos e a condenação; III - a prestação de serviços à comunidade. No entanto, já quando instaurado o processo penal é possível que sejam aplicadas medidas cautelares pelo juiz, a requerimento das partes ou, quando no curso da investigação criminal, por representação da autoridade policial ou mediante requerimento do Ministério Público. Dentre as medidas cautelares está, inclusive, a prisão preventiva. Porém, segundo art. 319, inc. VIII do Código de Processo Penal, é possível a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão. Ela pode também ser cumulada com outras medidas cautelares, se for o caso. De acordo com o art. 79 do CDC, o valor da fiança, nas infrações de que trata o CDC, será fixado pelo juiz, ou pela autoridade que presidir o inquérito, entre cem e duzentas mil vezes o valor do Bônus do Tesouro Nacional (BTN), ou índice equivalente que venha a substituí-lo. Se assim recomendar a situação econômica do indiciado ou réu, a fiança poderá ser reduzida até a metade do seu valor mínimo, pelo juiz ou pela autoridade policial; ou aumentada, somente pelo juiz, até vinte vezes. Aqui, utiliza-se a mesma lógica da aplicação das multas. Paulo H M Sousa, Ricardo Torques, Stefan Fantini Aula 03 - Prof. Paulo H Sousa BANPARÁ (Técnico Bancário) Atendimento www.estrategiaconcursos.com.br 11246274647 - gustavo gonçalves melo 11 26 ==3744a9== ADQUIRA O CURSOS C0MPLETO CLICANDO NO LINK ABAIXO 10 https://t.me/cursosparaconcurso ADQUIRA O CURSOS C0MPLETO CLICANDO NO LINK ABAIXO 12 https://t.me/cursosparaconcurso 7 7 Encerrando o Título, prevê o art. 80 que, no processo penal atinente aos crimes previstos no CDC, bem como a outros crimes e contravenções que envolvam relações de consumo, poderão intervir, como assistentes do Ministério Público, os legitimados indicados no art. 82, incs. III e IV, aos quais também é facultado propor ação penal subsidiária, se a denúncia não for oferecida no prazo legal. Inicialmente, destaca-se que essas disposições não se aplicam apenas ao CDC, mas a todas as infrações penais que envolvam relações de consumo, como as previstas na Lei 8.137/1990. Ademais, os legitimados constantes da norma são: as entidades e órgãos da Administração Pública, direta ou indireta, ainda que sem personalidade jurídica, especificamente destinados à defesa dos interesses e direitos protegidos por este código; e as associações legalmente constituídas há pelo menos um ano e que incluam entre seus fins institucionais a defesa dos interesses e direitos protegidos pelo CDC, dispensada a autorização assemblear. A regra autoriza que essas entidades se habilitem como assistentes de acusação, no processo penal atinente aos crimes contra as relações de consumo, bem como detenham legitimidade para propor ação penal privada subsidiária da pública. O que é minimamente estranho se pensarmos em uma entidade da administração pública ingressando com uma ação penal privada, levando muitos doutrinadores a discutirem a constitucionalidade dessa norma. Mas, isso fica para os penalistas. Paulo H M Sousa, Ricardo Torques, Stefan Fantini Aula 03 - Prof. Paulo H Sousa BANPARÁ (Técnico Bancário) Atendimento www.estrategiaconcursos.com.br 11246274647 - gustavo gonçalves melo 12 26 ADQUIRA O CURSOS C0MPLETO CLICANDO NO LINK ABAIXO 11 https://t.me/cursosparaconcurso ADQUIRA O CURSOS C0MPLETO CLICANDO NO LINK ABAIXO 13 https://t.me/cursosparaconcurso 1 2 Sanções administrativas (arts. 55 a 60) FCC 1. (FCC - Câmara Legislativa do Distrito Federal - Consultor Legislativo – 2018) Quanto às sanções administrativas previstas no CDC, é correto afirmar: (A) A imposição de contrapropaganda será cominada quando o fornecedor incorrer na prática de publicidade enganosa ou abusiva, devendo ser divulgada pelo infrator, às suas expensas, da mesma forma, frequência e dimensão e, preferencialmente, no mesmo veículo, local, espaço e horário, de modo capaz de desfazer o malefício da publicidade enganosa ou abusiva. (B) As sanções administrativas têm natureza de penalidade e por isso não se podem somar às indenizações devidas às vítimas da infração, porque o fato constituiria inadmissível cumulação de sanções. (C) As infrações cometidas por concessionárias de serviços públicos, em relações de consumo, dada sua natureza, submetem-se somente ao controle e sanção de suas agências reguladoras, mas não aos órgãos de defesa do consumidor, como o Procon. (D) Em todas as penas administrativas deve ser resguardado ao fornecedor do produto ou serviço o direito ao devido procedimento administrativo, salvo nos casos de multa, por sua menor gravidade e relevância. (E) As penas de cassação de alvará de licença, de intervenção administrativa e de cassação de concessão dependerão sempre de ordem judicial prévia, não podendo ser aplicadas diretamente, no âmbito administrativo, por seus órgãos de controle e fiscalização. Comentários A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. Trata-se de aplicação do art. 60, caput: "A imposição de contrapropaganda será cominada quando o fornecedor incorrer na prática de publicidade enganosa ou abusiva, nos termos do art. 36 e seus parágrafos, sempre às expensas do infrator". E sua cumulação com o §1º: "A contrapropaganda serádivulgada pelo responsável da mesma forma, frequência e dimensão e, preferencialmente no mesmo veículo, local, espaço e horário, de forma capaz de desfazer o malefício da publicidade enganosa ou abusiva". O dispositivo estabelece a contrapropaganda quando houver prática de publicidade enganosa ou abusiva. Assim, quando o fornecedor realizar uma propaganda enganosa, capaz de induzir o consumidor a erro, podendo ser comissiva, ou omissiva (art. 37, §1º), ou uma publicidade abusiva, capaz de ferir a vulnerabilidade do consumidor, e ofender valores básicos de toda a sociedade (art. 37, §2º), ele deve produzir a contrapropaganda. Logo, sua função é recompor a verdade da publicidade enganosa, bem como reprovar e eliminar a mensagem abusiva, sempre em vistas de assegurar o direito à informação do consumidor. A alternativa B está incorreta. O art. 56 evidencia que as sanções administrativas, penais e cíveis são independentes: "As infrações das normas de defesa do consumidor ficam sujeitas, conforme o caso, às seguintes sanções administrativas, sem prejuízo das de natureza civil, penal e das definidas em normas específicas". Além disso, o parágrafo único torna cristalina a possibilidade de cumulação: "As sanções previstas neste artigo serão aplicadas pela autoridade administrativa, no âmbito de sua atribuição, podendo ser aplicadas cumulativamente, inclusive por medida cautelar, antecedente ou incidente de procedimento administrativo". Paulo H M Sousa, Ricardo Torques, Stefan Fantini Aula 03 - Prof. Paulo H Sousa BANPARÁ (Técnico Bancário) Atendimento www.estrategiaconcursos.com.br 11246274647 - gustavo gonçalves melo 13 26 ADQUIRA O CURSOS C0MPLETO CLICANDO NO LINK ABAIXO 12 https://t.me/cursosparaconcurso ADQUIRA O CURSOS C0MPLETO CLICANDO NO LINK ABAIXO 14 https://t.me/cursosparaconcurso 2 2 O dispositivo trata de sanções que devem ser aplicadas pelas autoridades administrativas competentes, no caso concreto, sempre que for violada alguma das normas de proteção ao consumidor. Isso será feito segundo um critério de proporcionalidade, de modo que a mais severa deve ser reservada aos casos mais extremos. Veja que, além da responsabilidade administrativa, o fornecedor de produtos e serviços pode, de forma cumulativa, responder civil e penalmente por seus atos. Ou seja, nada impede que um fornecedor que viola as normas consumeristas tenha seus produtos apreendidos (sanção administrativa), pague indenizações aos consumidores (sanção civil) e ainda seja preso (sanção penal). Não há bis in idem porque a natureza jurídica de cada sanção é diferente. A alternativa C está incorreta. O art. 59, §1°, permite sanção a concessionária de serviço público: "A pena de cassação da concessão será aplicada à concessionária de serviço público, quando violar obrigação legal ou contratual". A penalidade de violação de obrigação legal ou contratual das concessionárias de serviços público será a cassação da concessão. Assim, a pena de cassação da concessão será adotada, quando as concessionárias não agirem de acordo com as regras do regime de concessão e permissão da prestação de serviços públicos, contidas no art. 38, § 1º, da Lei 8.987/1995, que aponta as hipóteses legais de cassação, além da necessidade de os serviços serem adequados, eficientes, seguros e, quanto aos essenciais, contínuos, de acordo com o art. 22 do CDC. A alternativa D está incorreta. O art. 59 fixa a necessidade de procedimento administrativo, assegurada ampla defesa em qualquer caso: "As penas de cassação de alvará de licença, de interdição e de suspensão temporária da atividade, bem como a de intervenção administrativa, serão aplicadas mediante procedimento administrativo, assegurada ampla defesa, quando o fornecedor reincidir na prática das infrações de maior gravidade previstas neste código e na legislação de consumo". As sanções estabelecidas no dispositivo serão empregues mediante procedimento administrativo, assegurada a ampla defesa do fornecedor. Tratam-se dos casos mais extremos, quando o fornecedor é reincidente nas práticas de maior gravidade e não nos casos de menor gravidade e relevância. A alternativa E está incorreta. O art. 59 fixa a possibilidade de se fazer isso administrativamente, não apenas judicialmente: "As penas de cassação de alvará de licença, de interdição e de suspensão temporária da atividade, bem como a de intervenção administrativa, serão aplicadas mediante procedimento administrativo, assegurada ampla defesa, quando o fornecedor reincidir na prática das infrações de maior gravidade previstas neste código e na legislação de consumo". Por se tratarem se sanções mais graves, o dispositivo estabelece que essas sanções serão aplicadas somente em casos extremos, mediante procedimento administrativo. Dessa forma, o critério utilizado para fundamentar a aplicação das sanções do art. 59 foi a reincidência na "prática das infrações de maior gravidade previstas neste código e na legislação de consumo". Isso significa que, além de praticar a infração considerada como de maior gravidade, o fornecedor somente sofrerá essas punições se for reincidente. Paulo H M Sousa, Ricardo Torques, Stefan Fantini Aula 03 - Prof. Paulo H Sousa BANPARÁ (Técnico Bancário) Atendimento www.estrategiaconcursos.com.br 11246274647 - gustavo gonçalves melo 14 26 ==3744a9== ADQUIRA O CURSOS C0MPLETO CLICANDO NO LINK ABAIXO 13 https://t.me/cursosparaconcurso ADQUIRA O CURSOS C0MPLETO CLICANDO NO LINK ABAIXO 15 https://t.me/cursosparaconcurso 1 5 Sanções administrativas (arts. 55 a 60) Bancas sortidas 1. (Quadrix - Procon - GO - 2017) Segundo o CDC, algumas sanções podem ser aplicadas pela autoridade administrativa no âmbito da respectiva jurisdição. Considerando essa informação, assinale a alternativa que não apresenta uma delas. (A) desconsideração da personalidade jurídica (B) cassação de licença do estabelecimento ou de atividade (C) apreensão do produto (D) revogação de concessão ou permissão de uso (E) imposição de contrapropaganda Comentários A alternativa A está incorreta e é o gabarito da questão. No rol do art. 56 não há a possibilidade de desconsideração da personalidade jurídica, que, inclusive, só pode ser determinada judicialmente. O dispositivo trata de sanções que devem ser aplicadas pelas autoridades administrativas competentes, no caso concreto, sempre que for violada alguma das normas de proteção ao consumidor. Isso será feito segundo um critério de proporcionalidade, de modo que a mais severa deve ser reservada aos casos mais extremos. Veja que, além da responsabilidade administrativa, o fornecedor de produtos e serviços pode, de forma cumulativa, responder civil e penalmente por seus atos. Ou seja, nada impede que um fornecedor que viola as normas consumeristas tenha seus produtos apreendidos (sanção administrativa), pague indenizações aos consumidores (sanção civil) e ainda seja preso (sanção penal). Não há bis in idem porque a natureza jurídica de cada sanção é diferente. A alternativa B está correta. O art. 56 permite a cassação: "As infrações das normas de defesa do consumidor ficam sujeitas, conforme o caso, às seguintes sanções administrativas, sem prejuízo das de natureza civil, penal e das definidas em normas específicas: IX - cassação de licença do estabelecimento ou de atividade". A pena de cassação de licença do estabelecimento ou de atividade será aplicada mediante procedimento administrativo, assegurada ampla defesa, quando o fornecedor reincidir na prática das infrações de maior gravidade previstas no código e na legislação de consumo, de acordo com o caso concreto. Trata-se de uma sanção subjetiva, visto que reflete na atividade do fornecedor. Logo, será cassada a licença quando o estabelecimento ou a atividade desenvolvida pelo fornecedor for prejudicial aos interesses do consumidor. A alternativa C está correta. O art. 56 permite a apreensão: "As infrações dasnormas de defesa do consumidor ficam sujeitas, conforme o caso, às seguintes sanções administrativas, sem prejuízo das de natureza civil, penal e das definidas em normas específicas: II - apreensão do produto". É uma sanção objetiva, uma vez que consiste em adotar medidas concretas em relação ao produto. Pode ser aplicada por autoridades administrativas competentes, seguindo um critério de proporcionalidade, mediante procedimento administrativo, assegurada a ampla defesa. Sob essa premissa, quando forem constatados vícios de quantidade ou de qualidade por inadequação ou insegurança do produto ou serviço, o produto pode ser apreendido, a fim de se tutelar os direitos consumeristas. Paulo H M Sousa, Ricardo Torques, Stefan Fantini Aula 03 - Prof. Paulo H Sousa BANPARÁ (Técnico Bancário) Atendimento www.estrategiaconcursos.com.br 11246274647 - gustavo gonçalves melo 15 26 ADQUIRA O CURSOS C0MPLETO CLICANDO NO LINK ABAIXO 14 https://t.me/cursosparaconcurso ADQUIRA O CURSOS C0MPLETO CLICANDO NO LINK ABAIXO 16 https://t.me/cursosparaconcurso 2 5 A alternativa D está correta. O art. 56 permite a revogação: As infrações das normas de defesa do consumidor ficam sujeitas, conforme o caso, às seguintes sanções administrativas, sem prejuízo das de natureza civil, penal e das definidas em normas específicas: VIII - revogação de concessão ou permissão de uso". A revogação de concessão ou permissão de uso é uma sanção subjetiva, uma vez que incide na atividade do fornecedor, ademais, será aplicada mediante procedimento administrativo, assegurada a ampla defesa, quando forem constatados vícios de quantidade ou de qualidade por inadequação ou insegurança do produto, considerando o caso concreto. A alternativa E está correta. O art. 56 permite a imposição de contrapropaganda: "As infrações das normas de defesa do consumidor ficam sujeitas, conforme o caso, às seguintes sanções administrativas, sem prejuízo das de natureza civil, penal e das definidas em normas específicas: XII - imposição de contrapropaganda". A imposição da contrapropaganda garante aos consumidores reparo aos prejuízos causados pelo infrator, que realizou a prática de publicidade enganosa ou abusiva. É uma sanção subjetiva que visa assegurar o direito à informação do consumidor, tendo em vista sua vulnerabilidade diante do mercado. 2. (UFMT - Prefeitura de Tangará da Serra - MT – 2019) Em relação às sanções administrativas estabelecidas pela Lei nº 8.078/1990 para infrações das normas de defesa do consumidor, numere a coluna da direita de acordo com a da esquerda. 1- Multa 2- Intervenção administrativa 3- Inutilização do produto 4- Cassação de concessão ( ) É aplicada sempre que as circunstâncias de fato desaconselharem a cassação de licença, a interdição ou suspensão da atividade. ( ) É pena aplicável quando forem constatados vícios de quantidade ou de qualidade por inadequação ou insegurança do produto. ( ) Deve ser graduada de acordo com a gravidade da infração, a vantagem auferida e a condição econômica do fornecedor. ( ) É pena cabível para os casos de violação legal ou contratual na prestação de serviços delegados pelo poder público. Assinale a sequência correta. (A) 3, 1, 4, 2 (B) 4, 3, 1, 2 (C) 2, 1, 3, 4 (D) 2, 3, 1, 4 Comentários O item 1 corresponde ao terceiro item da coluna. A multa é graduada pelos critérios do art. 57 e direcionada conforme o dispositivo: "A pena de multa, graduada de acordo com a gravidade da infração, a vantagem auferida e a condição econômica do fornecedor, será aplicada mediante procedimento administrativo, revertendo para o Fundo de que trata a Lei nº 7.347, de 24 de julho de 1985, os valores Paulo H M Sousa, Ricardo Torques, Stefan Fantini Aula 03 - Prof. Paulo H Sousa BANPARÁ (Técnico Bancário) Atendimento www.estrategiaconcursos.com.br 11246274647 - gustavo gonçalves melo 16 26 ADQUIRA O CURSOS C0MPLETO CLICANDO NO LINK ABAIXO 15 https://t.me/cursosparaconcurso ADQUIRA O CURSOS C0MPLETO CLICANDO NO LINK ABAIXO 17 https://t.me/cursosparaconcurso 3 5 cabíveis à União, ou para os Fundos estaduais ou municipais de proteção ao consumidor nos demais casos". Não se fala em condição social. A multa se trata de uma sanção pecuniária, devendo ser adequada de acordo com a gravidade da infração, a vantagem auferida e a condição econômica do consumidor, como estabelece o art. 57 do CDC. Ela será aplicada mediante procedimento administrativo, ademais, deve ser assegurado o contraditório e a ampla defesa. O item 2 corresponde ao primeiro item da coluna. O art. 59, §2°, estabelece o cabimento da intervenção administrativa: "A pena de intervenção administrativa será aplicada sempre que as circunstâncias de fato desaconselharem a cassação de licença, a interdição ou suspensão da atividade". Uma vez que as sanções mais graves somente devem ser aplicadas em casos extremos, por apresentarem de certo modo uma restrição ao princípio constitucional da livre iniciativa, a intervenção administrativa será aplicada sempre que as circunstâncias de fato desaconselharem a cassação de licença, a interdição ou suspensão da atividade. Ou seja, será aplicada a intervenção administrativa quando não for necessário adotar a cassação de licença, a interdição ou suspensão da atividade, analisando o caso específico, pois isso implicaria a paralisação por inteiro da atividade do fornecedor. O item 3 corresponde ao segundo item da coluna. A regra do art. 58 prevê penas que se aplicam em caso de vícios de quantidade ou de qualidade: "As penas de apreensão, de inutilização de produtos, de proibição de fabricação de produtos, de suspensão do fornecimento de produto ou serviço, de cassação do registro do produto e revogação da concessão ou permissão de uso serão aplicadas pela administração, mediante procedimento administrativo, assegurada ampla defesa, quando forem constatados vícios de quantidade ou de qualidade por inadequação ou insegurança do produto ou serviço". As sanções dispostas no artigo serão aplicadas pela administração, mediante procedimento administrativo. O procedimento deve assegurar ampla defesa, quando forem constatados vícios de quantidade ou de qualidade por inadequação ou insegurança do produto ou serviço. Tratam-se das sanções mais moderadas, pois geralmente não impedem o exercício da atividade de imediato, somente impedindo a comercialização do produto ou serviço. Essas sanções devem levar em conta a proporcionalidade do caso concreto, com a finalidade de coibir o fornecimento de produtos viciados no mercado de consumo. O item 4 corresponde ao quarto item da coluna. O art. 59, §1°, permite sanção a concessionária de serviço público: "A pena de cassação da concessão será aplicada à concessionária de serviço público, quando violar obrigação legal ou contratual". A penalidade de violação de obrigação legal ou contratual das concessionárias de serviços público será a cassação da concessão. Assim, a pena de cassação da concessão será adotada, quando as concessionárias não agirem de acordo com as regras do regime de concessão e permissão da prestação de serviços públicos, contidas no art. 38, § 1º, da Lei 8.987/1995, que aponta as hipóteses legais de cassação, além da necessidade de os serviços serem adequados, eficientes, seguros e, quanto aos essenciais, contínuos, de acordo com o art. 22 do CDC. A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. 3. (FEPESE - Companhia Águas de Joinville - 2018) Assinale a alternativa correta em conformidade com a legislação que rege a matéria. Paulo H M Sousa, Ricardo Torques, Stefan Fantini Aula 03 - Prof. Paulo H Sousa BANPARÁ (Técnico Bancário) Atendimento www.estrategiaconcursos.com.br 11246274647 - gustavo gonçalves melo 17 26 ==3744a9== ADQUIRA O CURSOS C0MPLETO CLICANDO NO LINK ABAIXO 16 https://t.me/cursosparaconcurso ADQUIRA O CURSOS C0MPLETO CLICANDO NO LINK ABAIXO 18 https://t.me/cursosparaconcurso4 5 (A) Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas, desde que determináveis, que haja intervindo nas relações de consumo. (B) A pena prevista para a violação de obrigação legal ou contratual por parte de concessionária de serviço público é a cassação da concessão. (C) Os bancos de dados e cadastros relativos a consumidores e os serviços de proteção ao crédito são considerados entidades de caráter privado. (D) Será sempre competente para a causa, conforme prevê o Código de Defesa do Consumidor, a justiça local no foro do lugar onde ocorreu o dano. (E) O Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (SNDC) é organismo de coordenação da política do Departamento Nacional de Defesa do Consumidor. Comentários A alternativa A está incorreta. O art. 2°, parágrafo único, prevê que mesmo sendo indeterminável a coletividade também ela é equiparada: "Equipara consumidor à coletividade de pessoas, ainda que indetermináveis, que haja intervindo nas relações de consumo". Os consumidores equiparados e a coletividade de consumidores são todos aqueles que por mais que não tenham realizado a compra do produto ou serviço diretamente, como em um contrato de compra e venda, ainda sim intervém nas relações de consumo, mesmo que de forma indeterminável, por exemplo, todos aqueles que são atingidos pela veiculação de uma propaganda, pois a propaganda integra o negócio jurídico. Os consumidores equiparados também podem se encaixar quando são afetados em uma relação de consumo estabelecida, ainda que não tenham contratado diretamente, por exemplo, uma família que reside conjuntamente é igualmente afetada pelos fatores da contratação do fornecimento de energia elétrica, de modo que não importa se o contrato esteja em nome de apenas um dos membros dessa família. A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. O art. 59, §1°, permite sanção a concessionária de serviço público: "A pena de cassação da concessão será aplicada à concessionária de serviço público, quando violar obrigação legal ou contratual". A penalidade de violação de obrigação legal ou contratual das concessionárias de serviços público será a cassação da concessão. Assim, a pena de cassação da concessão será adotada, quando as concessionárias não agirem de acordo com as regras do regime de concessão e permissão da prestação de serviços públicos, contidas no art. 38, § 1º, da Lei 8.987/1995, que aponta as hipóteses legais de cassação, além da necessidade de os serviços serem adequados, eficientes, seguros e, quanto aos essenciais, contínuos, de acordo com o art. 22 do CDC. A alternativa C está incorreta. Apesar de serem pessoas jurídicas de direito privado, têm caráter público. É o que prevê o art. 43, §4º: "Os bancos de dados e cadastros relativos a consumidores, os serviços de proteção ao crédito e congêneres são considerados entidades de caráter público". Os bancos de dados e cadastros responsáveis por essas informações a respeito dos consumidores, os serviços de proteção ao crédito e congêneres são considerados entidades de caráter público. Veja que, o score de crédito não se caracteriza como banco de dados, como disposto na Súmula 550 do STJ: "a utilização de escore de crédito, método estatístico de avaliação de risco que não constitui banco de dados, dispensa o consentimento do consumidor, que terá o direito de solicitar esclarecimentos sobre as informações pessoais valoradas e as fontes dos dados considerados no respectivo cálculo." Paulo H M Sousa, Ricardo Torques, Stefan Fantini Aula 03 - Prof. Paulo H Sousa BANPARÁ (Técnico Bancário) Atendimento www.estrategiaconcursos.com.br 11246274647 - gustavo gonçalves melo 18 26 ADQUIRA O CURSOS C0MPLETO CLICANDO NO LINK ABAIXO 17 https://t.me/cursosparaconcurso ADQUIRA O CURSOS C0MPLETO CLICANDO NO LINK ABAIXO 19 https://t.me/cursosparaconcurso 5 5 A alternativa D está incorreta. A competência territorial está fixada no art. 93: "Ressalvada a competência da Justiça Federal, é competente para a causa a justiça local: I - no foro do lugar onde ocorreu ou deva ocorrer o dano, quando de âmbito local; II - no foro da Capital do Estado ou no do Distrito Federal, para os danos de âmbito nacional ou regional, aplicando-se as regras do Código de Processo Civil aos casos de competência concorrente". A competência para o julgamento das ações coletiva é, em regra, da justiça estadual. A exceção fica por conta dos casos previstos na Constituição Federal, nos arts. 108 e 109, que podem ser de competência da justiça federal. Sob essa premissa, as ações de tutela de interesses individuais homogêneos são de competência da justiça local no foro do lugar onde ocorreu ou deva ocorrer o dano, ou da capital do Estado ou do Distrito Federal. Se o dano tiver âmbito local, a ação dele ser proposta junto ao Poder Judiciário da própria cidade. De outro lado, se os danos tiverem âmbito nacional ou regional, a ação deve ser proposta na Capital do Estado ou Distrito Federal. A alternativa E está incorreta. O art. 106 traz a base do SNDC, cuja coordenação se dá pelo Departamento Nacional de Defesa do Consumidor, na redação original do CDC: "O Departamento Nacional de Defesa do Consumidor, da Secretaria Nacional de Direito Econômico (MJ), ou órgão federal que venha substituí-lo, é organismo de coordenação da política do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor". O dispositivo dispõe acerca do Departamento Nacional de Defesa do Consumidor, da Secretaria Nacional de Direito Econômico (MJ). No entanto, o Decreto 7.738/2012 mudou a estrutura governamental, extinguindo o DNDC e criando a Secretaria Nacional do Consumidor, no âmbito do Ministério da Justiça. A Secretaria Nacional do Consumidor, do Ministério da Justiça (SNC), é organismo de coordenação da política do SNDC, que tem a finalidade de organizar e ordenar as ações e interesses em defesa dos consumidores, com base nos princípios da Política Nacional das Relações de Consumo, contidos no art. 4º do CDC. Paulo H M Sousa, Ricardo Torques, Stefan Fantini Aula 03 - Prof. Paulo H Sousa BANPARÁ (Técnico Bancário) Atendimento www.estrategiaconcursos.com.br 11246274647 - gustavo gonçalves melo 19 26 ADQUIRA O CURSOS C0MPLETO CLICANDO NO LINK ABAIXO 18 https://t.me/cursosparaconcurso ADQUIRA O CURSOS C0MPLETO CLICANDO NO LINK ABAIXO 20 https://t.me/cursosparaconcurso 1 3 Infrações penais (arts. 61 a 80) Bancas sortidas 1. (Instituto Ânima Sociesc - Prefeitura de Jaraguá do Sul - SC - 2020) O artigo 66 do Código de Defesa do Consumidor prevê infração penal para quem “Fizer afirmação falsa ou enganosa, ou omitir informação relevante sobre a natureza, característica, qualidade, quantidade, segurança, desempenho, durabilidade, preço ou garantia de produtos ou serviços”. Assinale a alternativa correta com relação a essa infração: (A) Detenção de seis meses a dois anos e multa. (B) Detenção de um a seis meses ou multa, se o crime não for culposo. (C) Detenção de seis meses a três anos e multa, se o crime for culposo. (D) Detenção de três meses a um ano e multa, se o crime não for culposo. (E) Detenção de três anos ou multa, se o crime for culposo. Comentários A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. É o tipo previsto no art. 66: "Fazer afirmação falsa ou enganosa, ou omitir informação relevante sobre a natureza, característica, qualidade, quantidade, segurança, desempenho, durabilidade, preço ou garantia de produtos ou serviços: Pena: detenção, de três meses a um ano e multa". Se a conduta for culposa, aplica-se o §2º "Se o crime é culposo: Pena: detenção, de um a seis meses ou multa". Ainda, o patrocinador também incorre no mesmo tipo: "§1º Incorrerá nas mesmas penas quem patrocinar a oferta". O dispositivo estabelece que o fornecedor que faz afirmação falsa ou enganosa, que possa levar o consumidor ao erro, realiza um crime comissivo. Ademais, se omitir informação relevante sobre produto ou serviço, o crimeé omissivo. Caso haja omissão de uma informação irrelevante, o fato será atípico. Essas condutas incluídas no caput do artigo caracterizam esse tipo penal. Trata-se de crime doloso, mas o §2º autoriza a punição por culpa, com uma penalidade mais branda. Consuma-se com a simples ação enganosa ou com a omissão relevante previstas no tipo. Representa crime formal, que se consuma com ou sem dano efetivo ao consumidor. As alternativas A, B, C e E estão incorretas. 2. (FUNDEP - Prefeitura de Uberlândia - MG - 2019) Sem prejuízo do disposto no Código Penal e leis especiais, o Código de Defesa do Consumidor tipifica algumas condutas como crimes e comina as respectivas penas. A esse respeito, relacione a COLUNA II com a COLUNA I, associando o tipo penal à sua respectiva pena, conforme previsto na lei. COLUNA I 1. Fazer ou promover publicidade que sabe ou deveria saber ser enganosa ou abusiva. 2. Omitir dizeres ou sinais ostensivos sobre a nocividade ou periculosidade de produtos, nas embalagens, nos invólucros, recipientes ou publicidade. 3. Deixar de entregar ao consumidor o termo de garantia adequadamente preenchido e com especificação clara de seu conteúdo. COLUNA II ( ) Pena: detenção de um a seis meses ou multa. Paulo H M Sousa, Ricardo Torques, Stefan Fantini Aula 03 - Prof. Paulo H Sousa BANPARÁ (Técnico Bancário) Atendimento www.estrategiaconcursos.com.br 11246274647 - gustavo gonçalves melo 20 26 ADQUIRA O CURSOS C0MPLETO CLICANDO NO LINK ABAIXO 19 https://t.me/cursosparaconcurso ADQUIRA O CURSOS C0MPLETO CLICANDO NO LINK ABAIXO 21 https://t.me/cursosparaconcurso 2 3 ( ) Pena: detenção de três meses a um ano e multa. ( ) Pena: detenção de seis meses a dois anos e multa. Assinale a sequência correta. (A) 1 2 3 (B) 3 1 2 (C) 2 3 1 (D) 2 1 3 Comentários O item 1 da primeira coluna corresponde ao segundo parênteses da segunda coluna. É o tipo previsto no art. 67: "Fazer ou promover publicidade que sabe ou deveria saber ser enganosa ou abusiva. Pena Detenção de três meses a um ano e multa". O objeto material que o dispositivo trata, é a publicidade enganosa ou abusiva. Assim, quando for realizada uma propaganda enganosa, capaz de induzir o consumidor a erro, podendo ser comissiva, ou omissiva (art. 37, §1º), ou uma publicidade abusiva, capaz de ferir a vulnerabilidade do consumidor, e ofender valores básicos de toda a sociedade (art. 37, §2º), constitui crime de mera conduta, uma vez que os crimes se consumam com a simples realização da propaganda. O tipo subjetivo é somente o dolo, pois a previsão de culpa foi vetada nos respectivos parágrafos únicos. Contudo, há, na verdade, um dolo eventual, pois os tipos utilizam a expressão sabem ou deviam saber. O item 2 da primeira coluna corresponde ao terceiro parênteses da segunda coluna. É o tipo previsto no art. 63: "Omitir dizeres ou sinais ostensivos sobre a nocividade ou periculosidade de produtos, nas embalagens, nos invólucros, recipientes ou publicidade: Pena - Detenção de seis meses a dois anos e multa". Consoante com o art. 9º do CDC, existem produtos que são nocivos ou perigosos à saúde ou segurança do consumidor, por isso, precisam conter informações quanto ao local mais seguro para se guardar, sua manutenção, carregamento, entre outras, ademais, precisam ser claros acerca de seus malefícios. Essas informações devem constar de maneira ostensiva e adequada, para que não haja dúvidas a respeitos de seus potenciais danos. Logo, o art. 63 exemplifica um crime de mera conduta (crime sem resultado, em que a conduta do agente, por si só, configura o crime, independentemente de qualquer alteração do mundo exterior), em que a consumação se dá quando o produto ou serviço com a omissão sobre a nocividade é colocado à disposição do consumidor, ainda que não haja efetivo prejuízo. Além disso, não se admite tentativa, pois representa crime unissubsistente (realizado por ato único, não sendo admitido o fracionamento da conduta). O item 3 da primeira coluna corresponde ao primeiro parênteses da segunda coluna. É o tipo previsto no art. 74: "Deixar de entregar ao consumidor o termo de garantia adequadamente preenchido e com especificação clara de seu conteúdo; Pena Detenção de um a seis meses ou multa". O termo de garantia deve ser entregue ainda que o consumidor não o tenha requisitado. Ademais, deve ser preenchido de maneira apropriada, de modo que se o fornecedor não entregar ao consumidor o termo da forma exigida, sua conduta é omissiva. Esse termo garante a obrigação de substituição ou reparo da mercadoria ou serviço, por isso, o crime é de mera conduta, já que é consumado com a omissão da entrega ou com a entrega incompleta. Paulo H M Sousa, Ricardo Torques, Stefan Fantini Aula 03 - Prof. Paulo H Sousa BANPARÁ (Técnico Bancário) Atendimento www.estrategiaconcursos.com.br 11246274647 - gustavo gonçalves melo 21 26 ==3744a9== ADQUIRA O CURSOS C0MPLETO CLICANDO NO LINK ABAIXO 20 https://t.me/cursosparaconcurso ADQUIRA O CURSOS C0MPLETO CLICANDO NO LINK ABAIXO 22 https://t.me/cursosparaconcurso 3 3 A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. Paulo H M Sousa, Ricardo Torques, Stefan Fantini Aula 03 - Prof. Paulo H Sousa BANPARÁ (Técnico Bancário) Atendimento www.estrategiaconcursos.com.br 11246274647 - gustavo gonçalves melo 22 26 ADQUIRA O CURSOS C0MPLETO CLICANDO NO LINK ABAIXO 21 https://t.me/cursosparaconcurso ADQUIRA O CURSOS C0MPLETO CLICANDO NO LINK ABAIXO 23 https://t.me/cursosparaconcurso 1 2 LISTA DE QUESTÕES Sanções administrativas (arts. 55 a 60) Bancas sortidas 1. (Quadrix - Procon - GO - 2017) Segundo o CDC, algumas sanções podem ser aplicadas pela autoridade administrativa no âmbito da respectiva jurisdição. Considerando essa informação, assinale a alternativa que não apresenta uma delas. (A) desconsideração da personalidade jurídica (B) cassação de licença do estabelecimento ou de atividade (C) apreensão do produto (D) revogação de concessão ou permissão de uso (E) imposição de contrapropaganda 2. (UFMT - Prefeitura de Tangará da Serra - MT – 2019) Em relação às sanções administrativas estabelecidas pela Lei nº 8.078/1990 para infrações das normas de defesa do consumidor, numere a coluna da direita de acordo com a da esquerda. 1- Multa 2- Intervenção administrativa 3- Inutilização do produto 4- Cassação de concessão ( ) É aplicada sempre que as circunstâncias de fato desaconselharem a cassação de licença, a interdição ou suspensão da atividade. ( ) É pena aplicável quando forem constatados vícios de quantidade ou de qualidade por inadequação ou insegurança do produto. ( ) Deve ser graduada de acordo com a gravidade da infração, a vantagem auferida e a condição econômica do fornecedor. ( ) É pena cabível para os casos de violação legal ou contratual na prestação de serviços delegados pelo poder público. Assinale a sequência correta. (A) 3, 1, 4, 2 (B) 4, 3, 1, 2 (C) 2, 1, 3, 4 (D) 2, 3, 1, 4 3. (FEPESE - Companhia Águas de Joinville - 2018) Assinale a alternativa correta em conformidade com a legislação que rege a matéria. (A) Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas, desde que determináveis, que haja intervindo nas relações de consumo. (B) A pena prevista para a violação de obrigação legal ou contratual por parte de concessionária de serviço público é a cassação da concessão. (C) Os bancos de dados e cadastros relativos a consumidores e os serviços de proteção ao crédito são considerados entidades de caráter privado. Paulo H M Sousa, Ricardo Torques, Stefan Fantini Aula 03 - Prof. Paulo H Sousa BANPARÁ (Técnico Bancário) Atendimento www.estrategiaconcursos.com.br 11246274647 - gustavo gonçalves melo 23 26 ==3744a9== ADQUIRA O CURSOS C0MPLETO CLICANDO NO LINK ABAIXO 22 https://t.me/cursosparaconcurso ADQUIRA O CURSOS C0MPLETO CLICANDO NO LINK ABAIXO24 https://t.me/cursosparaconcurso 2 2 (D) Será sempre competente para a causa, conforme prevê o Código de Defesa do Consumidor, a justiça local no foro do lugar onde ocorreu o dano. (E) O Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (SNDC) é organismo de coordenação da política do Departamento Nacional de Defesa do Consumidor. GABARITO 1. A 2. D 3. B Paulo H M Sousa, Ricardo Torques, Stefan Fantini Aula 03 - Prof. Paulo H Sousa BANPARÁ (Técnico Bancário) Atendimento www.estrategiaconcursos.com.br 11246274647 - gustavo gonçalves melo 24 26 ADQUIRA O CURSOS C0MPLETO CLICANDO NO LINK ABAIXO 23 https://t.me/cursosparaconcurso ADQUIRA O CURSOS C0MPLETO CLICANDO NO LINK ABAIXO 25 https://t.me/cursosparaconcurso 1 1 LISTA DE QUESTÕES Infrações penais (arts. 61 a 80) Bancas sortidas 1. (Instituto Ânima Sociesc - Prefeitura de Jaraguá do Sul - SC - 2020) O artigo 66 do Código de Defesa do Consumidor prevê infração penal para quem “Fizer afirmação falsa ou enganosa, ou omitir informação relevante sobre a natureza, característica, qualidade, quantidade, segurança, desempenho, durabilidade, preço ou garantia de produtos ou serviços”. Assinale a alternativa correta com relação a essa infração: (A) Detenção de seis meses a dois anos e multa. (B) Detenção de um a seis meses ou multa, se o crime não for culposo. (C) Detenção de seis meses a três anos e multa, se o crime for culposo. (D) Detenção de três meses a um ano e multa, se o crime não for culposo. (E) Detenção de três anos ou multa, se o crime for culposo. 2. (FUNDEP - Prefeitura de Uberlândia - MG - 2019) Sem prejuízo do disposto no Código Penal e leis especiais, o Código de Defesa do Consumidor tipifica algumas condutas como crimes e comina as respectivas penas. A esse respeito, relacione a COLUNA II com a COLUNA I, associando o tipo penal à sua respectiva pena, conforme previsto na lei. COLUNA I 1. Fazer ou promover publicidade que sabe ou deveria saber ser enganosa ou abusiva. 2. Omitir dizeres ou sinais ostensivos sobre a nocividade ou periculosidade de produtos, nas embalagens, nos invólucros, recipientes ou publicidade. 3. Deixar de entregar ao consumidor o termo de garantia adequadamente preenchido e com especificação clara de seu conteúdo. COLUNA II ( ) Pena: detenção de um a seis meses ou multa. ( ) Pena: detenção de três meses a um ano e multa. ( ) Pena: detenção de seis meses a dois anos e multa. Assinale a sequência correta. (A) 1 2 3 (B) 3 1 2 (C) 2 3 1 (D) 2 1 3 GABARITO 1. D 2. B Paulo H M Sousa, Ricardo Torques, Stefan Fantini Aula 03 - Prof. Paulo H Sousa BANPARÁ (Técnico Bancário) Atendimento www.estrategiaconcursos.com.br 11246274647 - gustavo gonçalves melo 25 26 ADQUIRA O CURSOS C0MPLETO CLICANDO NO LINK ABAIXO 24 https://t.me/cursosparaconcurso ADQUIRA O CURSOS C0MPLETO CLICANDO NO LINK ABAIXO 26 https://t.me/cursosparaconcurso ADQUIRA O CURSOS C0MPLETO CLICANDO NO LINK ABAIXO 25 https://t.me/cursosparaconcurso ADQUIRA O CURSOS C0MPLETO CLICANDO NO LINK ABAIXO 27 https://t.me/cursosparaconcurso grancursos estrategia wikipedia (ref em pesquisa) O objetivo da ‘’Trilha do Concurseiro’’ é proporcionar uma preparação acessível e viável para todos os candidatos. Reconhecemos que nem todos têm acesso a plataformas de cursos online, seja devido ao custo ou à falta de equipamentos. Para aqueles que desejarem e tiverem condições de assinar, compartilhamos a seguir os links de algumas plataformas de cursos que usamos como referência: TRILHA DO CONCURSEIRO ADQUIRA O CURSOS C0MPLETO CLICANDO NO LINK ABAIXO 28 https://t.me/cursosparaconcurso https://questoes.grancursosonline.com.br/ https://www.estrategiaconcursos.com.br/ https://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:P%C3%A1gina_principal grancursos estrategia wikipedia (ref em pesquisa) O objetivo da ‘’Trilha do Concurseiro’’ é proporcionar uma preparação acessível e viável para todos os candidatos. Reconhecemos que nem todos têm acesso a plataformas de cursos online, seja devido ao custo ou à falta de equipamentos. Para aqueles que desejarem e tiverem condições de assinar, compartilhamos a seguir os links de algumas plataformas de cursos que usamos como referência: TRILHA DO CONCURSEIRO https://questoes.grancursosonline.com.br/ https://www.estrategiaconcursos.com.br/ https://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:P%C3%A1gina_principal