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BROMATOLOGIA PROF.: THAUANE B. ALVES OLIVÉRIO O QUE É O LEITE? • O leite é uma secreção nutritiva de cor esbranquiçada produzida pelas glândulas mamárias dos mamíferos fêmeas, sendo um importante alimento para garantir ao nosso organismo os nutrientes necessários. Ao nascermos, nosso primeiro alimento é o leite materno, que é essencial para o nosso crescimento, desenvolvimento orgânico e funcional, por ser rico em minerais, gorduras e vitaminas indispensáveis para o desenvolvimento do sistema imunológico, assim preparando o nosso organismo para enfrentar as doenças. COMPOSIÇÃO DO LEITE • O leite é uma combinação de diversos elementos sólidos em água. Os elementos sólidos representam aproximadamente 12 a 13% do leite e a água, aproximadamente 87%. Os principais elementos sólidos do leite são lipídios (gordura), carboidratos, proteínas, sais minerais e vitaminas. Esses elementos, suas distribuições e interações são determinantes para a estrutura, propriedades funcionais e aptidão do leite para processamento. As micelas de caseína e os glóbulos de gordura são responsáveis pela maior parte das características físicas (estrutura e cor) encontradas nos produtos lácteos. COMPOSIÇÃO • A composição do leite pode variar de acordo com o estágio de lactação: no colostro, o conteúdo de proteína é maior e o de lactose encontra-se reduzido. Outros fatores que podem interferir na composição do leite são: raça das vacas, alimentação (plano de nutrição e forma física da ração), temperatura ambiente, manejo e intervalo entre as ordenhas, produção de leite e infecção da glândula mamária. TIPOS DE LEITE • O leite é um produto oriundo da ordenha completa e ininterrupta, em condições de higiene adequadas, de vacas sadias, bem alimentadas e descansadas. A maior parte do leite empregado na elaboração de laticínios é o leite de vaca, embora também se possa consumir o leite procedente de outros mamíferos, como a cabra, a ovelha e, em alguns países, a búfala, a camela, a iaque e a égua. Neste contexto, o Brasil é considerado o sexto maior produtor de leite do mundo, então não é de se estranhar que a indústria de laticínios seja bem explorada de norte a sul neste vasto país. ANÁLISES DO LEITE • TEMPERATURA • ALIZAROL • ACIDEZ • CRIOSCOPIA • Ph • DENSIDADE • GORDURA • PROTEÍNA • LACTOSE • EXTRATO SECO TEMPERATURA • Para fazer a medição da temperatura, é recomendado que seja coletada uma amostra de um leite devidamente homogeneizado, com o auxílio de uma caneca de inox com cabo longo. Inserir o termômetro tipo espeto na amostra coletada, aguardar até que a temperatura seja estabilizada e proceder a leitura diretamente no visor do mesmo. • Estocagem até 4°C para tanques de expansão e tanques comunitários no local de ordenha; • Temperatura de recebimento na plataforma de recepção de leite até 7°C; • Nos silos de estocagem da indústria deve ser armazenado em temperaturas de até 5°C. ALIZAROL • O Alizarol é uma solução a base de álcool etílico, com concentração mínima de 72°GL, contendo indicador de pH alizarina causando a desestabilização das micelas de caseína quando entra em contato com o leite. Caso o leite apresente desequilíbrio salino ou instabilidade térmica, ele irá coagular quando entrar em contato com o alizarol. Pode-se avaliar a faixa de pH através da coloração da amostra analisada ALIZAROL ALIZAROL Colorações: • vermelho tijolo ou róseo-salmão, sem grumos ou grumos finos indica um leite estável ao álcool e com acidez normal; • vermelho tijolo, com presença de grumos indica um leite tendencioso a acidez elevada, com baixa estabilidade ao álcool; • amarela indica um leite ácido; • lilás a violeta indica um leite com pH alcalino, podendo ter como causa: mastite crônica ou adição de neutralizantes de acidez. ACIDEZ • Apesar do teste de Alizarol indicar o nível de acidez do leite, apenas a análise de acidez titulável entrega números objetivos. O desenvolvimento da acidez do leite deve-se, principalmente à degradação da lactose (carboidrato presente no leite) em ácido lático, pela ação de microrganismos. • A análise consiste em adicionar uma solução indicadora na amostra de leite e realizar a titulação. CRIOSCOPIA • O objetivo desta análise é detectar a fraude por adição de água. A adição de água ao leite altera o PC (ponto crioscópico), fazendo com que este se aproxime de zero (ponto de congelamento da água), porque se diluem as concentrações dos componentes que estão em solução verdadeira na água do leite. A faixa de crioscopia ideal seria de - 0,555°H a - 0,530°H. CRIOSCOPIA pH • O pH ideal do leite apresenta faixa de 6,6 a 6,8. É importante frisar que um pH na faixa alcalina pode indicar fraude por adição de neutralizantes de acidez sendo que um pH alcalino, indica fraude por neutralizantes. DENSIDADE • A densidade do leite tem faixa ideal entre 1028 a 1034 g/L a 15°C, sendo considerada possível fraude por adição de água quando o resultado se apresenta abaixo do limite mínimo. Eventualmente também poderá indicar problemas na saúde do animal. É importante frisar que a densidade depende também do teor de gordura e de sólidos não-gordurosos disponíveis no leite, pois a gordura tem densidade menor que a da água. GORDURA • A metodologia analítica baseia-se na separação e quantificação da gordura por meio do tratamento da amostra com ácido sulfúrico e álcool isoamílico. O ácido dissolve as proteínas que se encontram ligadas à gordura, diminuindo a viscosidade do meio, aumentando a densidade da fase aquosa e fundindo a gordura, devido a liberação de calor proveniente da reação, o que favorece a separação da gordura pelo extrator (álcool isoamílico). PROTEÍNA • A proteína do leite é composta por 80% caseína e 20% proteína do soro do leite. A caseína é uma proteína "lenta" por causa de sua taxa mais lenta de digestão que resulta em uma distribuição mais prolongada de aminoácidos à circulação. Já a proteína do soro do leite é uma proteína "rápida" porque é rapidamente digerida, levando a um aumento rápido dos níveis sanguíneos de aminoácidos, e estimula a síntese proteica e a oxidação. Ela interfere diretamente no rendimento dos derivados fabricados a partir do leite. • Esta metodologia analítica baseia-se na transformação do nitrogênio da amostra em sulfato de amônio através da digestão com ácido sulfúrico p.a. e posterior destilação com liberação da amônia, que é fixada em solução ácida e titulada. LACTOSE • A análise de lactose tem como função determinar o teor de lactose presente no leite, para que posteriormente estas informações possam ser utilizadas na tecnologia de fabricação de produtos 0% lactose ou informações de rotulagem. EXTRATO SECO • Chamamos de extrato seco total quando a gordura é somada ao estrato seco do leite que é representado pela % de sólidos disponíveis, e extrato seco desengordurado quando não se tem a gordura na soma desta %. Os resultados do EST e do ESD se dão através fórmulas ou análises em equipamentos, e, são utilizados para auxílio na determinação do rendimento de derivados. COMO O LEITE É PREPARADO? LEITES FERMENTADOS • Entende-se por Leites Fermentados os produtos resultantes da fermentação do leite pasteurizado ou esterilizado, por fermentos lácticos próprios. • KEFIR • IOGURTE • COALHADA LEITES FERMENTADOS • Os leites fermentados apresentam um incremento sobre o conteúdo de aminoácidos livres em relação ao leite original. Consequentemente, a digestão protéica é duas vezes mais rápida do que o leite. IOGURTE • Definição: é um produto lácteo, obtido pela fermentação lática através da ação de Streptococcus thermophilus e de Lactobacillus delbrueckii subsp. bulgaricus. IOGURTE • Natural • Com aromas • Com polpas • Com pedaços de frutas • Líquidos. BEBIDA LÁCTEA • Não é classificado como leite fermentado. • Produto obtido a partir de leite ou leite reconstituído e/ou derivados de leite, reconstituídos ou não, fermentado ou não, com ou sem adiçãode outros ingredientes, onde a base láctea represente pelo menos 51% (m/m) do total de ingredientes do produto. QUEIJOS • Queijo é o produto obtido pela coagulação do leite, seguida de uma desidratação da coalhada, podendo ser fresco ou maturado. • Queijo fresco: pronto para consumo logo após sua fabricação. • Queijo maturado: trocas bioquímicas e físicas necessárias e características da variedade do queijo. Slide 1: BROMATOLOGIA Slide 2: O QUE É O LEITE? Slide 3: COMPOSIÇÃO DO LEITE Slide 4: COMPOSIÇÃO Slide 5: TIPOS DE LEITE Slide 6: ANÁLISES DO LEITE Slide 7: TEMPERATURA Slide 8: ALIZAROL Slide 9: ALIZAROL Slide 10: ALIZAROL Slide 11: ACIDEZ Slide 12: CRIOSCOPIA Slide 13: CRIOSCOPIA Slide 14: pH Slide 15 Slide 16: DENSIDADE Slide 17: GORDURA Slide 18: PROTEÍNA Slide 19: LACTOSE Slide 20: EXTRATO SECO Slide 21: COMO O LEITE É PREPARADO? Slide 22 Slide 23: LEITES FERMENTADOS Slide 24 Slide 25: LEITES FERMENTADOS Slide 26: IOGURTE Slide 27: IOGURTE Slide 28: BEBIDA LÁCTEA Slide 29: QUEIJOS Slide 30 Slide 31 Slide 32